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Banca de DEFESA: RAFAEL SOARES DA CUNHA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RAFAEL SOARES DA CUNHA
DATA: 26/02/2015
HORA: 09:00
LOCAL: Auditorio do CCBS/HU
TÍTULO: ESTUDO COMPARATIVO DA EFETIVIDADE DE TRÊS DROGAS ANSIOLÍTICAS EM CIRURGIA DE TERCEIROS MOLARES INCLUSOS: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
PALAVRAS-CHAVES: Passiflora incarnata; Ansiedade; Cirurgia bucal.
PÁGINAS: 38
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO:

A ansiedade no ambiente odontológico é um dos grandes problemas encontrados e entraves para os tratamentos propostos. O estado emocional ao que o paciente encontra-se é fator decisivo na resposta fisiológica. Entre o fator principal encontra-se a diminuição do limiar de dor. O objetivo deste trabalho foi avaliar e comparar a eficácia de 3 drogas frente a um placebo no controle de ansiedade odontológica em pacientes submetidos a exodontia de terceiros molares inclusos. Foi realizado um ensaio clínico, randomizado, controlado, triplo-cego, paralelo, envolvendo uma amostra de 200 voluntários, após diagnóstico e indicação para exodontia de terceiros molares mandibulares inclusos, assintomáticos e em posições e dificuldades cirúrgicas similares. Foi administrado Passiflora incarnata500 mg ou Midazolam 15 mg ou Erythrina mulungu 500mg ou placebo, por via oral, 60 minutos antes do início do procedimento cirúrgico, de forma aleatória e paralela. Em todos os casos, para prevenção da hiperalgesia e o controle do edema foi administrado uma única dose de dexametasona 8 mg intramuscular, 30 minutos antes da cirurgia. A avaliação do grau de ansiedade dos sujeitos da amostra foi feita por meio de questionários (escala de ansiedade de Corah) e de parâmetros físicos, como frequência cardíaca (FC), pressão arterial (PA) e teor de saturação de oxigênio (SpO2), sendo delineada em três fases distintas: Fase I (basal); Fase II (dia da intervenção) e Fase III (consulta de retorno). Não houve diferenças estatisticamente significantes (qui-quadrado, p=0,9703) entre os grupos em relação aos gêneros dos indivíduos e nem em relação às idades. Também não houve diferenças estatisticamente significantes (Qui-quadrado, p=0,6440) entre os grupos com relação a proporção de indivíduos que se declararam “muito pouco” / “levemente” ansiosos com aqueles que se declararam “moderadamente” / “extremamente” ansiosos, previamente ao tratamento. Não houve diferenças estatisticamente significantes entre os diferentes tempos operatórios em nenhum dos grupos (Kruskal-Wallis, p>0.05) considerando a pressão arterial sistólica, diastólica e SpO2. Houve aumento da FC (Kruskal-Wallis, p<0.05) durante a anestesia para todos grupos, sendo que os valores diminuíram após esse período. Os pacientes que utilizaram midazolam e passiflora mostraram menores (Qui-quadrado, p<0,0001) níveis de ansiedade que o placebo e que o mulungum, sendo que não houve diferenças estatisticamente significantes entre o mulungum e placebo (p=0,1585) e nem entre midazolam e passiflora (p=0,7946). Houve mais (p<0,0001) voluntários relatando piora no quadro de ansiedade pelo uso do mulungum ou placebo do que em relação ao midazolam ou passiflora, mas não houve diferenças estatisticamente significantes entre os grupos (p=0,31) aqueles que relataram melhora no quadro de ansiedade. Concluiu-se que a Passiflora incarnata apresentou um efeito ansiolítico similar ao Midazolam, sendo segura e eficaz na sedação consciente de pacientes adultos submetidos a exodontias de terceiros molares mandibulares inclusos. Para cirurgia oral, mulungu não se mostrou eficaz no controle ansiolítico sob anestesia local.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1111420 - LIANE MACIEL DE ALMEIDA SOUZA
Externo ao Programa - 1208405 - MONICA SILVEIRA PAIXAO
Interno - 2021396 - WILTON MITSUNARI TAKESHITA
Notícia cadastrada em: 10/02/2015 22:42
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