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Banca de DEFESA: JANAÍNE PRATA DE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JANAÍNE PRATA DE OLIVEIRA
DATA: 26/02/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Núcleo de Petróleo e Gas - NUPEG, Campus de São Cristóvão.
TÍTULO: Evidências científicas sobre o efeito antinociceptivo de produtos naturais e (-)-mirtenol em modelos de dor orofacial,
PALAVRAS-CHAVES: dor orofacial; desordens temporomandibulares; produtos naturais; mirtenol; neuroinflamação; terpenos; revisão sistemática.
PÁGINAS: 156
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

dor orofacial localiza-se na região da cabeça e pescoço e é considerada um problema de saúde pública que acomete de 10-25% da população mundial. Muitos produtos naturais, com destaque para os terpenos, têm sido utilizados em modelos pré-clínicos que mimetizam tal condição, poderndo ser uma alternativa para o manejo da dor orofacial. O mirtenol possui ações anti-inflamatória e analgésica, mas não há descrição dos seus possíveis efeitos na região orofacial. Os objetivos deste estudo foram desenvolver duas revisões sistemáticas sobre a efetividade de produtos naturais, sendo uma com modelos de dor orofacial e outra com modelos desordens temporomandibulares (DTM) experimentais, bem como investigar o efeito do mirtenol na inflamação e nocicepção na região orofacial de camundongos. As buscas das revisões sistemáticas foram realizadas nas bases MEDLINE, Web of Science, SCOPUS, EMBASE, LILACS, SCIELO e Google Acadêmico. Dois revisores independentes fizeram a seleção dos estudos relevantes, extração dos dados e avaliação do risco de viés. Na primeira revisão, os estudos que utilizaram produtos naturais em modelos de dor orofacial foram selecionados, e os desfechos foram comparados ao grupo controle (placebo). Vinte e oito estudos foram selecionados e analisados individualmente de forma qualitativa. Nove estudos que utilizaram terpenos participaram da análise quantitativa, a partir do tratamento por comparação indireta (TCI). Os resultados qualitativos mostram que os produtos naturais foram eficazes no tratamento da dor orofacial induzida por agentes químicos. Na TCI, (-)-linalool, citronellol, p-cimeno e carvacrol foram considerados superiores a outros terpenos nos testes de formalina primeira fase e segunda fase, capsaicina e glutamato, respectivamente. Na segunda revisão sistemática, os estudos que usaram produtos naturais como intervenção em modelos de DTM experimental foram elegíveis. Foram selecionados 13 estudos e foram analisados individualmente de forma qualitativa. Todos os produtos naturais usados foram eficazes nestes modelos. Para o estudo experimental, foi avaliada a viabilidade de células de glioma tipo C6 (GC6) in vitro por MTT após o estímulo comdiferentes concentrações de mirtenol. Para os estudos in vivo, foram utilizados camundongos Swiss machos (CEPA/UFS 19/2018) que receberam pré-tratamento com mirtenol (12,5, 25 e 50 mg/kg), veículo (salina +Tween 80 a 0,2%) ou controles positivos (morfina, 5 mg/kg e indometacina, 10 mg/kg) 30 minutos antes da indução da inflamação e/ou nocicepção orofacial,. A inflamação do músculo masseter direito foi induzida por injeção i.m. de carragenina (3%) ou salina (0,9%) . Seis horas após a indução, os animais foram eutanaziados e tiveram seus tecidos coletados para para análise da atividade de mieloperoxidase (MPO) no músculo, análise histológica e de inteleucina (IL)-1β, fator de necrose tumoral (TNF)-α e IL-6 nos gânglio trigêmeo e núcleo trigeminal. A nocicepção orofacial foi induzida por injeção s.c. de formalina (0,2%) no lábio superior direito dos animais, logo em seguida o comportamento nociceptivo foi mensurado na 1ª fase (0-5 min) e 2ª fase (15-40 min) do teste de formalina. Imediatamente após o teste, os animais foram perfundidos e eutaniasados e tiveram seus encéfalos e gânglio trigêmeo coletados para análise imuno-histoquímica do marcador MAPK P-p38. O tratamento com mirtenol não alterou a viabilidade de GC6, reduziu a atividade de MPO, somatório de parâmetros inflamatórios e as concentrações de IL-1β no gânglio e núcleo trigeminais e de TNF-α no gânglio trigêmeo. Este tratamento também reduziu o comportamento nociceptivo no teste de formalina, devendo-se, ao menos em parte, por redução da atividade da MAPK P-p38 no gânglio trigeminal. Em síntese, pode-se afirmar que o mirtenol tem efeito anti-inflamatório e antinociceptivo na região orofacial por modular respostas locais ou em estruturas neurais, o que está de acordo com o efeito de vários produtos naturais selecionados nas revisões sistemáticas e que reduziram desfechos importantes em modelos de dor orofacial ou DTM.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1698148 - ENILTON APARECIDO CAMARGO
Externo à Instituição - LARISSA RESENDE OLIVEIRA
Externo à Instituição - MARCELO NICOLÁS MUSCARA
Notícia cadastrada em: 13/02/2019 14:32
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