Dissertações/Teses

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2020
Descrição
  • ROBERTA TEIXEIRA ROCHA ABRITTA
  • REVERSIBILIDADE DAS ALTERAÇÕES MOTORAS E DA TIROSINA HIDROXILASE EM UM MODELO PROGRESSIVO DE PARKINSONISMO EM RATOS
  • Orientador : JOSE RONALDO DOS SANTOS
  • Data: 29/05/2020
  • Dissertação
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  • A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa de caráter crônico e progressivo, caracterizada pela perda progressiva de neurônios dopaminérgicos principalmente na substância negra parte compacta (SNpc). Múltiplos modelos animais procuram mimetizar as alterações comportamentais e fisiopatológicas da DP, cada um com vantagens e desvantagens. O modelo da Reserpina (RES), que mimetiza a natureza progressiva da DP, é baseado na administração repetida de 10 a 15 injeções com uma baixa dose (0,1 mg/kg) em ratos. Entretanto, a interrupção da administração de RES é acompanhada de uma recuperação das alterações observadas. O presente estudo teve como objetivo verificar se o tratamento prolongado com RES permite mimetizar a natureza progressiva e irreversível da DP. Foram utilizados 32 ratos Wistar machos divididos em 4 grupos: Controle (CTR); Reserpina (RES); Controle e posterior período de abstinência (CTR.A); RES e posterior período de abstinência (RES.A). Todos os animais receberam 45 injeções s.c. de RES (0,1 mg/kg) ou veículo, uma a cada 48h. No dia 90, os animais dos grupos CTR e RES foram mortos por perfusão transcardíaca e os encéfalos submetidos a imunohistoquímica para Tirosina Hidroxilase (TH), enquanto os animais dos grupos CTR.A e RES.A permaneceram no protocolo experimental por mais 30 dias, porém sem receber injeções. Ao longo do experimento os animais foram submetidos aos testes de catalepsia e avaliação de movimentos orofaciais para avaliação da atividade motora. Os animais tratados com RES apresentaram alteração motora progressiva no teste de catalepsia a partir do dia 36 e alterações progressivas, a partir do dia 20, na avaliação dos movimentos orofaciais, nos três parâmetros observados: 1- tremor oral, 2- protrusão de língua e 3-mastigação. Animais do grupo RES.A apresentaram reversibilidade das alterações motoras (catalepsia e movimentos orofaciais) 30 dias após a interrupção do tratamento. A avaliação da imunorreatividade para TH mostrou que o tratamento com RES foi capaz de induzir redução do número de neurônios na SNpc e Área Tegmentar Ventral (VTA), além de uma redução na densidade óptica relativa no Estriado Dorsal (ED). O grupo RES.A apresentou recuperação da imunorreatividade para TH apenas em VTA. Em conjunto, os resultados encontrados evidenciaram que, após 45 injeções de RES, os animais apresentaram alterações motoras reversíveis, no entanto induziram um prejuízo irreversível na via nigroestriatal durante o período de avaliação.

  • LUIZ ANDRE SANTOS SILVA
  • Efeito do extrato seco da Dioscorea villosa e do fitoestrógeno Diosgenina em modelo experimental de artrite em camundongos ovariectomizadas
  • Orientador : RENATA GRESPAN
  • Data: 27/05/2020
  • Dissertação
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  • Dentre as doenças autoimunes a artrite reumatoide e a osteoartrite mostram-se bastante prevalentes em mulheres na menopausa. Desta maneira, a terapia com reposição hormonal (TRH) apesar de se mostrar efetiva no tratamento da menopausa, vem aumentando a incidência de câncer de mama, tromboembolismo e ataque cardíaco. Assim, estudos pré-clínicos com fitoestrógenos, compostos que possuem propriedades e atividade estrogênica, evidenciam melhor segurança por atuar seletivamente em um dos subtipos dos receptores estrogênicos (ERα, ERβ). Objetivo- Diante disto, o presente trabalho tem como objetivo avaliar o efeito do extrato seco da Dioscorea villosa (DV) e do seu fitoesteróide majoritário, Diosgenina (DSG), em modelo experimental de artrite induzida por zymosan em camundongos fêmeas ovariectomizadas. Metodologia- Para tanto, os camundongos fêmeas swiss foram inicialmente submetidos à ovariectomia (OVX) bilateral na região dorsal. Após 15 dias de recuperação cirúrgica os animais foram divididos em grupos experimentais (n=7) e iniciado seus respectivos tratamentos durante 20 dias. Os grupos controles receberam diferentes veículos: 2% de tween 80 e v.o e óleo de sésamo, s.c. Os grupos de tratamentos receberam isoladamente diferentes doses de DV (1, 10 e 100 mg/kg, v.o), DSG (1, 5 e 50 mg/kg, s.c) e a TRH com 17-ßestradiol (50 µg/kg,s.c). No vigésimo dia de tratamento, os grupos controle positivo e tratamentos receberam injeções intra-articular (i.a.) na cavidade fêmur-tibial de zimosan (100ug/10mL) para indução da artrite, com exceção do grupo controle negativo, que recebeu apenas 10µL de salina. Após o período de 4 horas, os animais foram anestesiados com isoflurano a 1% e seu sangue foi obtido pela via retro-orbital para a contagem total e diferencial de leucócitos. Estas mesmas contagens foram realizadas no lavado i.a. para a avaliação da migração de neutrófilos. Ademais, 24 horas após a indução da artrite, lâminas histológicas da articulação foram preparadas e concomitantemente, o peso úmido do útero, o ciclo estral e a abertura vaginal também foram observados nestes animais. Os resultados estão expressos como média ± EPM, e foram analisadas por ANOVA seguidas pelo pós-teste de Tukey’s para a comparação de variados grupos (p ≤ 0,05). Resultados- Os grupos testes tratados com DV (1, 10 e 100 mg/kg) e DSG (1, 5 e 50 mg/kg, s.c) apresentaram uma diminuição na migração de neutrófilos para a articulação (12,16 ± 3,2, 4,92 ± 0,83, 4,73 ± 1,54) e (4,5± 0,43, 6,54 ± 0,27, 3,76 ± 0,22) quando comparados com o grupo Controle Positivo ( 26,5 ± 2,34). No que se refere ao número de leucócitos no sangue, apenas o grupo tratado com 50 mg/Kg de DSG apresentou um aumento número de leucócitos totais quando comparados com o grupo controle, na mesma proporção, houve um elevado número de linfócitos, neutrófilos e monócitos. No que se refere ao efeito dos tratamentos sobre o trato reprodutivo das fêmeas OVX, apenas os grupos tratados com DSG apresentaram um efeito dose-dependente no aumento do peso úmido do útero mudanças do ciclo estral para as fases Proestro e Estro e um aumento da abertura vaginal semelhante ao que acontece com grupo de animais que receberam TRH como tratamento. Conclusão- Diante do exposto, conclui-se que ambos os tratamentos são efetivos em diminuir os parâmetros inflamatórios da artrite induzida por zimosan em camundongos fêmeas OVX. No entanto, vale ressaltar que os grupos que receberam maiores doses de DSG apresentaram alterações sobre o trato reprodutivo. Desta maneira, outros estudos que visem elucidar os mecanismos por trás desses efeitos precisam ser realizados.

  • JOSÉ MARDEN MENDES NETO
  • MECANISMOS ENVOLVIDOS NO EFEITO CARDIOVASCULAR INDUZIDO POR (-)-MIRTENOL EM RATOS HIPERTENSOS E NORMOTENSOS
  • Orientador : SANDRA LAUTON SANTOS
  • Data: 09/04/2020
  • Tese
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  • As doenças cardiovasculares representam um grave problema de saúde pública, uma vez que são a principal causa de morbimortalidade no mundo. A doença hipertensiva é o principal distúrbio cardiovascular e estima-se que 1,13 bilhões de pessoas possuam a patologia. O tratamento farmacológico da hipertensão apresenta algumas limitações como, a indução de tolerância e efeitos adversos, que favorecem o abandono do tratamento, apenas um a cada cinco hipertensos controlam efetivamente a doença. O (-)-mirtenol, um monoterpeno encontrado em vários óleos essenciais de plantas, desencadeia atividade ansiolítica, antioxidante, cardioprotetora e pode apresentar efeito anti-hipertensivo, tornando-se uma alternativa futura para o tratamento da hipertensão. Neste sentido, objetivou-se determinar os mecanismos envolvidos no efeito cardiovascular induzido por (-)-mirtenol em animais hipertensos (SHR) e normotensos (WTR). Utilizou-se animais SHR e WTR de 12 – 14 semanas, os parâmetros hemodinâmicos de pressão arterial (PA) e frequência cardíaca (FC) foram aferidos após a administração oral e intravenosa do (-)-mirtenol, de forma aguda. A influência da substância no controle autonômico da função cardiovascular foi avaliada com a utilização de hexametônio. Com o eletrocardiograma avaliou-se a atividade elétrica do coração após a administração intravenosa do (-)-mirtenol. O efeito vasorrelaxante em anéis de artéria mesentérica superior foi analisado em sistema de banho para órgão isolado à 37°C. A administração intravenosa do (-)-mirtenol desencadeou efeito hipotensor dependente de dose em animais SHR e WTR (p<0,05), com maior efeito em animais hipertensos. Na FC, em animais SHR, a substância apresentou um efeito bifásico (p<0,05) e nos animais WTR, ocorreu taquicardia reflexa (p<0,05). Em SHR, na presença do bloqueador ganglionar a hipotensão aumentou nas menores doses e reduziu na mais alta dose do (-)-mirtenol (p<0,05). Em animais WTR não houve alterações no efeito hipotensor na presença do hexametônio, apenas a taquicardia reflexa foi inibida (p<0,05). Em animais SHR, os intervalos PRi, QRS e QTc foram prolongados (p<0,05) e a amplitude da onda R reduziu (p<0,05), e nos animais WTR, apenas a amplitude da onda R foi reduzida (p<0,05). A administração oral do (-)-mirtenol em animais SHR desencadeou efeito hipotensor após 10 minutos da administração, semelhantemente, ao nifedipino, tal efeito diminuiu com o tempo e a bradicardia se manteve durante as 24 horas acompanhadas. O efeito hipotensor do (-)-mirtenol foi explicado, em parte, pela capacidade da substância em desencadear vasorrelaxamento em artéria mesentérica. Em animais SHR e WTR, o (-)-mirtenol (10 - 6 – 3x10-3 M) desencadeou atividade vasodilatadora dependente de concentração na pré-contração induzida por fenilefrina com maior efeito em animais SHR (p<0,05). O efeito vasorrelaxante máximo da substância, ocorreu de modo independente do endotélio vascular e envolveu: (I) o bloqueio do influxo de cálcio na musculatura lisa via canais para Ca2+ sensíveis a voltagem do tipo L, (II) a mobilização de Ca2+ intracelular e (III) a diminuição na sensibilidade da maquinaria contrátil ao íon. Nas menores concentrações a substância estimula o vasorrelaxamento dependente do endotélio via óxido nítrico em SHR (p<0,05). Em conjunto, os resultados evidenciaram efeitos cardiovasculares benéficos do (-)-mirtenol em animais hipertensos e normotensos. A substância apresenta melhor eficácia na doença hipertensiva sugerindo o desenvolvimento de novos estudos, tendo em vista o potencial farmacológico desta.

  • AUDERLAN MENDONÇA DE GOIS
  • AVALIAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DOS RECEPTORES NORADRENÉRGICOS SOBRE AS ALTERAÇÕES MOTORAS E NEUROQUÍMICAS DE UM MODELO EXPERIMENTAL DE PARKINSONISMO
  • Orientador : JOSE RONALDO DOS SANTOS
  • Data: 28/02/2020
  • Tese
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  • A doença de Parkinson (DP) é uma doença multifatorial sem etiologiadefinida e fisiopatologicamente caracterizada por morte progressiva de neurôniosdopaminérgicos. No entanto, indícios mostram que disfunção noradrenérgica estáassociada a progressão da DP. Além disso, estudos epidemiológicos mostram que o usode agonistas adrenérgicos β2 reduz o risco para DP. Assim, o objetivo deste estudo foiavaliar a participação dos receptores noradrenérgicos sobre o comportamento motor eneuroquímico de um modelo experimental de parkinsonismo. Método: Foram utilizadosratos Wistar de 6 a 8 meses de idade. Os animais foram divididos em seis grupos: grupo
    controle (CTR); grupo reserpina (RES); grupo salbutamol (SALB); grupo reserpina-salbutamol (RES-SALB); grupo propranolol (PRO); e grupo reserpina-propranolol (RES-PRO). Todos os animais receberam 12 injeções por via s.c. da solução RES (0,1 mg/kg)
    ou veículo administradas durante 25 dias, uma a cada 48 horas. Após o 16o (8ainjeção deRES), todos os animais foram tratados com SALB (5 mg/kg), PRO (20 mg/kg) ou veículopor via i.p., durante 8 dias, um a cada 24 horas. Os animais foram submetidos aos testescomportamentais de catalepsia I (realizada a cada 48 horas, ao longo de todoexperimento), catalepsia II (realizada no 16o dia, 30, 60, 120 minutos, 24 e 48 horas apósa 1a injeção de SALB e PRO), campo aberto (realizado no 16o dia, 60 minutos após a 1ainjeção de SALB e PRO) e movimentos orais (MOFS) (realizado no 16o dia, 120 minutosapós a 1a injeção de SALB e PRO, 18o e 24o dia) e 48 horas após a última injeção de RES,
    os animaisforam anestesiados, perfundidos e os encéfalos submetidos a imuno-histoquímica para tirosina hidroxilase (TH), dopamina β-hidroxilase (DβH) e α-sinucleína (α-syn). Resultados: Observamos que o uma única injeção de SALB e PRO
    atenuou o aumento nos MOFS, mastigação no vácuo e protusão de língua, induzido porRES. Enquanto a administração repetida de SALB reduziu progressivamente o tempo decatalepsia e PRO atenuou o aumento de MOFS, mastigação no vácuo e tremor oral,induzido por RES. Em relação aos aspectos neuroquímicos, observamos que tanto SALBquanto PRO protegeu contra a redução da imunorreatividade para TH na substância negraparte compacta (SNpc), área tegmentar ventral (VTA - ventral tegmental area) e estriado,bem como para DβH no locus coeruleus (LC) e contra o aumento da imunorreatividadepara α-syn na substância negra reticulada (SNr), estriado, área subventricular ventral(ASV), CA1, CA3, giro denteado (GD e córtex pré-frontal medial (CPm) provocado porRES. Conclusão: Nossos resultados sugerem que a modulação dos RAβ promove umefeito neuroprotetor sobre as alterações motoras e neuroquímicas do modelo experimentalde parkinsonismo induzido por RES, uma vez que foi observada uma melhora nacondição motora e aumento na marcação de TH e DβH e redução de α-syn no modelo experimental de parkinsonismo.

  • MARINA FREIRE DE SOUZA
  • ALTERAÇÕES MOTORAS, NA MEMÓRIA E ANSIEDADE ASSOCIADOS AO DESBALANÇO DOPAMINÉRGICO E BDNF APÓS EXPOSIÇÃO REPETIDA DE DELTAMETRINA EM RATOS.
  • Orientador : JOSE RONALDO DOS SANTOS
  • Data: 28/02/2020
  • Tese
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  • A Deltametrina (DM) é um piretróide do tipo II usado no controle de pragas, nasaúde pública, no ambiente doméstico e no controle de vetores. Acredita-se sercausador de danos no sistema nervoso e pode ser associado a doençasneurodegenerativas. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar asalterações motoras e cognitivas associadas ao desbalanço dopaminérgico eBDNF após a exposição repetida de deltametrina em ratos. Foram utilizados 80ratos Wistar (9 e 10 meses), adquiridos do Biotério Setorial do Departamentode Fisiologia da Universidade Federal de Sergipe; os procedimentos foramaprovados pelo Comitê de ética em pesquisa animal (protocolo de nº 19/2017).O trabalho foi dividido em 2 experimentos: inalação e infusãointracerebroventricular (i.c.v) de DM. No experimento 1, os animais foramdivididos em 4 grupos: controle (CTR, solução salina 0,9%), DM2 (2 mg de DMem 1,6 mL de solução salina 0,9%); DM4 (4 mg de DM em 1,6 mL de soluçãosalina 0,9%) e DM8 (8 mg de DM em 1,6 mL de solução salina 0,9%). Foramrealizadas 9 ou 15 inalações, uma a cada 48 horas. Metade dos animais decada grupo foi randomicamente selecionada e perfundidos 24 horas após a 9ªou 15ª inalação. Ao longo do experimento os animais foram submetidos aostestes de catalepsia, campo aberto, placa perfurada, Labirinto em Cruz ElevadoModificado e interação social. No experimento 2, os animais foram divididos em2 grupos: controle (CTR, solução salina 0,9%) e DM (tratados com 5 µg de DMem 2 µL de solução salina 0,9%). Foram realizadas 6 injeções i.c.v., uma acada 48 horas. Metade dos animais de cada grupo foi randomicamenteselecionada e perfundidos 24 horas ou 16 dias após a sexta injeção. Ao longodo experimento os animais foram submetidos aos testes de catalepsia, campoaberto, discriminação olfativa, placa perfurada, interação social e Teste doNado Forçado. Ao final dos experimentos, os cérebros dos animais foramsubmetidos a imuno-histoquímica para Tirosina Hidroxilase (TH) e para o FatorNeurotrófico derivado do cérebro (BDNF) em diferentes áreas. Nos doisexperimentos, foram observadas alterações comportamentais, sendo na etapa1 esse efeito dependente da dose. No experimento 1, os animais que foramperfundidos após a 9ª inalação de DM, foi observada uma redução daimunorreatividade para TH em áreas motoras e um aumento de BDNF noestriado dorsal (DS) e em áreas hipocampais. 24 horas após a 15ª inalaçãohouve redução de TH na Substância negra parte compacta (SNpc) e áreategmental ventral (VTA) e redução de BDNF dos animais do grupo DM8comparados ao grupo CTR, no DS e CA1. No experimento 2, os resultadospara TH foram semelhantes aos observados no experimento 1. Entretanto,para BDNF, 24 horas após a última injeção i.c.v., os animais tratados com DMapresentaram redução da imunorreatividade no DS e aumento dessa marcaçãonas áreas hipocampais CA1, CA3 e GD. 16 dias após a 6ª injeção, houve umaumento do BDNF em todas áreas avaliadas quando comparados ao grupoCTR. As alterações motoras e cognitivas e neuroquímicas induzidas pela DM édependente da via utilizada e do regime de exposição adotado e assemelha-seao que ocorre em doenças neurodegenerativas.

  • JOÃO EDUARDO CONCEIÇÃO MELO
  • INTERFERÊNCIA DA IDADE NA PROGRESSÃO DE PARKINSONISMO INDUZIDO POR RESERPINA EM RATOS.
  • Orientador : JOSE RONALDO DOS SANTOS
  • Data: 27/02/2020
  • Dissertação
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  • A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente no mundo, sendo mais comum na população idosa. Estudos em modelos animais têm contribuído para a compreensão da fisiopatologia da dessa doença. Apesar da DP estar relacionada ao envelhecimento, os modelos animais utilizados para as pesquisas científicas para investigar a progressividade da doença são animais jovens. Nesse sentido, o objetivo do estudo foi avaliar o efeito da idade no modelo de parkinsonismo induzido por reserpina (RES) em ratos. Ratos machos, com idade de 6-8 (adulto) ou 18-24 (idoso) meses, foram divididos em 6 grupos: controle-idoso (CI) (n=7), reserpina-idoso (RI) (n=6), reserpina-idosa abstinência (RI-ABS) (n=6) controle-adulto (CA) (n=7), reserpina-adulto (RA) (n=6) e reserpina-adulto abstinência (RA-ABS) (n=6). Os animais receberam 15 injeções de RES (0,1 mg/kg) ou veículo em dias alternados, ao longo do experimento, foram submetidos a testes comportamentais: 1- teste de catalepsia, a cada 48 horas e 2- atividade geral no campo aberto, 24 horas após a 2 injeção e avaliação do peso, a cada 4 dias. No 30° dia após início do experimento, metade dos animais dos grupos RI e RA foram aleatoriamente selecionados e mortos, enquanto os animais restantes foram sacrificados no dia 60 (animais abstinência) e passaram pelos mesmos procedimentos citados. Nesse período a administração de RES foi suspensa. Os cérebros de todos os animais foram submetidos a Imunohistoquímica para tirosina hidroxilase (TH) na substancia negra parte compacta (SNpc), estriado dorsal (STR) e área tegumentar ventral (ATV). Os animais RES apresentaram maior tempo na barra, no teste de catalepsia do dia 18 (p=0,0010) ao dia 42 (p=0,0048) para os animais RA comparados ao CA e do dia 12 (p=0,0051) ao dia 46 (p=0,0050) para os animais RI. Animais RI também apresentaram maior tempo de catalepsia comparado aos animais RA entre os dias 12 (p=0,0399) e o dia 36 (p=0,0154). A RES induziu perda de peso quando comparados a seus controles, para o grupo RA a diferença surgiu no dia 12 (p12=0,0249) e permaneceu até o dia 48 (p48=0,0316), para o grupo RI a diferença surgiu no dia 16 (p16=0,0365) e permaneceu até o final do experimento (p60=0,0416). No campo aberto não foi observado efeito da RES sobre os parâmetros avaliados. Animais dos grupos RA e RI apresentaram diminuição da marcação para TH na SNpc (p=0,0009 e p=0,0032, respectivamente) e STR (p=0,0026 e p=0,0043, respectivamente) quando comparados a seus respectivos controles. Na ATV, apenas os animais RA apresentaram diminuição da marcação para TH quando comparados ao CA (p=0,0166). A diminuição de TH não foi reversível na SNpc (p=0,0161) e STR (p=0,0086) para os animais do grupo RI. Desta forma, o estudo possibilitou verificar o efeito deletério da RES em animais idosos, observados no comportamento de catalepsia, no peso dos animais e na imunohistoquímica para TH em áreas motoras.

2019
Descrição
  • DIEGO SANTOS DE SOUZA
  • ARRITMIA INDUZIDA POR SOBRECARGA DE CÁLCIO É SUPRIMIDA PELO FARNESOL EM CORAÇÃO DE RATOS.
  • Orientador : CARLA MARIA LINS DE VASCONCELOS
  • Data: 19/12/2019
  • Tese
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  • Farnesol é um álcool sesquiterpênico encontrado em ervas e óleos essenciais com algumas propriedades benéficas tais como efeito antioxidante, anti-inflamatório e cardioprotetor. O objetivo deste trabalho foi investigar os efeitos do farnesol sobre as propriedades contráteis e eletrofisiológicas em coração de rato e avaliar sua propriedade antiarrítmica. Os efeitos do farnesol sobre a pressão desenvolvida do ventrículo esquerdo (PDVE), eletrocardiograma, correntes de potássio e Ca+2 tipo-L (ICa,L), parâmetros do potencial de ação (PA), transiente intracelular de cálcio foram avaliados em duas concentrações (50 µM e 400 µM). Utilizando dois modelos experimentais de arritmias, in vivo e ex vivo, determinou-se a atividade antiarrítmica do farnesol (50 µM). No coração isolado, o farnesol (400 µM) reduziu tanto a PDVE (62,61%) quanto à frequência cardíaca (74,77%). No entanto, estes parâmetros não foram alterados com 50 µM de farnesol. Nos cardiomiócitos ventriculares, a ICa,L foi reduzida em 40% e 93% após a incubação com 50 µM e 400 µM de farnesol, respectivamente. O farnesol (400 µM) reduziu a amplitude do PA e aumentou a duração do PA (DPA) a 10%, 50% e 90% da repolarização. Entretanto, 50 µM de farnesol diminuiu apenas a DPA a 90%. Além disso, 400 µM de farnesol diminuiu diferentes correntes de potássio (IK1, Ito e ISS), embora 50 µM apenas tenha apenas reduzido a corrente Ito. Nas arritmias ex vivo e in vivo, o farnesol (50 µM) diminuiu o escore total das arritmias, a duração total das arritmias e a incidência das arritmias mais graves, como taquicardia e fibrilação ventricular. Como a sobrecarga de cálcio está associada à geração de espécies reativas de oxigênio (EROs) e ao aparecimento de cálcio sparks e ondas de cálcio, os resultados mostraram que 50 µM de farnesol foi capaz de impedir todas essas respostas. Portanto, nossos achados indicam que as ações antiarrítmicas da farnesol são mediadas pela redução de ICa,L e Ito associado à atenuação das ondas de cálcio.

  • MARCEL DA SILVA NASCIMENTO
  • Efeito anti-inflamatório e antioxidante do extrato acetato de etila das folhas da Schinus terebinthifolious Raddi.
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 14/11/2019
  • Tese
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  • A Schinus terebinthifolious (aroeira) é uma planta usada na medicina popularna forma de chás e tinturas, principalmente como antitérmico, analgésico, anti-inflamatório e para doenças do trato urogenital. Alguns estudos têm mostradoefeitos farmacológicos de preparações obtidas desta planta, porém não hárelatos sobre efeito anti-inflamatório após aplicação tópica de preparações dassuas folhas. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito anti-inflamatório eantioxidante do extrato acetato de etila (EAE) das folhas da S. terebinthifoliousem modelo de inflamação cutânea. Camundongos Swiss machos (25-30 g)foram utilizados e os experimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética (nº06/2019). O EAE foi extraído por aparelho de Soxhlet, o conteúdo de fenóis eflavonoides totais foi quantificado e os constituintes químicos identificados porcromatografia líquida acoplada ao espectro de massas. A atividadeantioxidante in vitro foi avaliada por método de sequestro de 2,2-Difenil-1-picril-hidrazila (DPPH) e medida da lipoperoxidação in vitro. A viabilidade celular foiavaliada em fibroblastos L929 pelo método de redução de metiltiazolildifeniltetrazolio (MTT). A atividade anti-inflamatória tópica foi avaliada após 6 h daaplicação de 12-O- tetradecanoilforbol-13-acetato (TPA) na orelha dos animais.O tratamento com o EAE (0,3, 1 e 3 mg/orelha) ou dexametasona (0,05mg/orelha) foi administrado concomitantemente ao TPA (1 µg/orelha) por viatópica. Foram mensurados nas orelhas: edema, atividade de mieloperoxidase(MPO), concentrações de interleucina (IL)-6, fator de necrose tumoral (TNF)-α,IL-10, análise histológica e alterações oxidativas (hidroperóxidos, grupossulfidrila e potencial reducional do ferro) e atividade de catalase (CAT),superóxido dismutase (SOD) e glutationa peroxidase (GPx). A caracterizaçãoquímica do EAE mostrou que o conteúdo de fenóis e flavonoides totais foramde 19,21±0,40 mg de equivalentes de ácido gálico/g de extrato e 93,81±5,17mg de equivalentes de quercetina/g de extrato, respectivamente. Na avaliaçãoda composição química do EAE foram identificados um total de 43 compostos.No cromatograma obtido, foi possível observar picos característicos demiricetina-O-pentosídeo e quercetina-O-rhamnosídeo. A incubação com EAEdiminuiu a quantidade de radical DPPH com IC 50 de 54,56±2,40 µg/mL e índicede atividade antioxidante de 0,73, além de diminuir significativamente alipoperoxidação em todas as concentrações testadas (200-500 µg/mL). Otratamento com EAE não alterou a viabilidade dos fibroblastos emconcentrações até 100 µg/mL, mas 200 µg/mL de EAE reduziusignificativamente essa viabilidade em comparação ao controle. O tratamentopor via tópica com EAE diminuiu significativamente o edema, atividade demieloperoxidase e a concentração de IL-6 em todas as doses testadas (0,3, 1 e3 mg/orelha), além de diminuir a concentração de TNF-α (para 3,0 mg/orelha) eaumentar a concentração de IL-10 (para 0,3 e 1 mg/orelha) em comparação aocontrole. O tratamento com 3 mg de EAE/orelha também reduziu a quantidadede hidroperóxidos totais (p&lt;0,05) e aumentou o conteúdo de grupos sulfidrila(p&lt;0,05), além de aumentar o potencial reducional do ferro (p&lt;0,05) emcomparação ao controle. Este tratamento também aumentou a atividade daSOD (na dose de 3 mg/orelha) e da catalase (nas doses de 0,3 e 1 mg/orelha),mas não alterou a atividade da GPx nas doses avaliadas. Assim, foi mostrado que o EAE das folhas de S. terebinthifolious tem efeito antioxidante in vitro ecausa efeito anti-inflamatório e antioxidante in vivo após administração tópicaem camundongos, o que pode estar relacionado à presença de compostosfenólicos na sua composição e evidencia o potencial farmacológico dessapreparação.

  • FELIPE TORRES DE OLIVEIRA
  • Avaliação das vias colinérgica e nitrérgica no efeito antinociceptivo da corrente interferencial em modelo animal de dor inflamatória.
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 08/10/2019
  • Dissertação
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  • Introdução: Estudos mostram a eficácia da corrente interferencial na redução da dor emdiversas doenças. No entanto, ainda há necessidade de trabalhos que evidenciem osmecanismos fisiológicos pelos quais a analgesia é promovida pela CI. O presente trabalhovisa investigar a ativação central das vias colinérgica e nitrérgica pela açãoantinociceptiva da corrente interferencial em modelo animal de inflamação articular.Material e Métodos: Sessenta ratos Wistar machos foram alocados em 10 grupos,levando-se em consideração o tratamento e os fármacos ou veículos administrados (CIinativa + salina, CI + salina, L-arginina, betanecol, CI + L-NNA e CI + atropina). Para avia nitrérgica, foram utilizados os fármacos L-arginina e Nω-Nitro-L-arginina (L-NNA).A via colinérgica foi avaliada utilizando-se atropina e betanecol. Todos os fármacos eveículos foram administrados via intratecal. A inflamação foi induzida na articulação dojoelho esquerdo, e o tratamento com CI foi realizado na articulação inflamada. Asvariáveis limiar mecânico de retirada da pata, latência térmica e distância percorridaforam analisadas nos momentos basal, pré-tratamento e pós-tratamento. Resultados: Parao limiar mecânico de retirada da pata, todos os grupos apresentaram redução significativaapós a indução da inflamação articular (p<0,0001). Na comparação intragrupos entre osmomentos pré e pós-tratamento, os grupos CI + salina (p<0,0001), CI + L-NNA(p=0,0105), L-arginina (p=0,0012) e betanecol (p=0,0387) apresentaram aumento dolimiar. A comparação intergrupos no pós-tratamento indica que o limiar do grupo CIinativa + salina foi significativamente menor do que os grupos CI + salina (p=0,0014), CI+ L-NNA (p=0,0010), L-arginina (p<0,0001) e betanecol (p<0,0001). Os grupos CI +atropina e CI inativa + salina não foram significativamente diferentes no pós-tratamento.Não houve diferenças intragrupo e intergrupos significativas para a latência térmica dosgrupos CI + salina, controle salina, CI + L-NNA, L-arginina e CI + atropina. O grupobetanecol apresentou aumento da latência térmica no pós-tratamento em comparação como momento pré-tratamento (p=0,0098), assim como apresentou maior latência nomomento pós-tratamento quando comparado com o grupo CI inativa + salina (p<0,0001).Os Valores da distância percorrida reduziram significativamente em todos os grupos apósa indução. Comparando-se os momentos pré e pós-tratamento os grupos CI + Salina(p=0), CI + L-NNA (p=0) e CI + atropina (p=0) apresentaram redução da distânciapercorrida, porém não foram significativamente diferentes do grupo CI inativa + salinano pós-tratamento. O grupo CI + salina apresentou tamanho de efeito insignificante emuito grande quando comparado, respectivamente, com os grupos CI + L-NNA (d=0,04)e CI + atropina (d=1,68) no pós-tratamento. Conclusão: A corrente interferencial ativavia colinérgica espinal para promover seu efeito antinociceptivo. A via do óxido nítriconão é ativada pela ação hipoalgésica da corrente.

  • MAIARA SIMÕES CARVALHO
  • Participação de receptores serotoninérgicos e noradrenérgicos espinais no efeito antinociceptivo da corrente interferencial em modelo animal de inflamação articular.
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 08/10/2019
  • Dissertação
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  • Introdução: A corrente interferencial (CI) é uma modalidade eletroterapêutica bastanteutilizada para fins analgésicos, contudo, poucos estudos buscaram avaliar seus mecanismos deação para promoção do efeito antinociceptivo. O objetivo deste estudo foi investigar aparticipação de receptores serotoninérgicos e noradrenérgicos espinais no efeito antinociceptivoda corrente interferencial no modelo animal de inflamação articular em ratos Wistar. Materiale método: Foram incluídos neste estudo 54 ratos Wistar machos distribuídos nos grupos CI +salina, CI + DMSO 20%, CI inativa + salina, CI inativa + DMSO 20%, CI + metisergida, CI +tropanil diclorobenzoato, CI + ioimbina, cloridrato de serotonina e cloridrato de clonidina. Nomomento basal, foram realizados testes comportamentais para sensibilidade e desempenhomotor seguido de indução de inflamação articular por injeção de solução de carragenina 3% ecaolina 3% no joelho esquerdo dos animais. Após 24 h, o comportamento foi reavaliado seguidode tratamento com a corrente, antecedido ou não de bloqueio farmacológico. O bloqueiofarmacológico foi realizado por meio de injeção intratecal, aplicada antes do tratamento com acorrente. Uma hora após o tratamento com a CI, os testes comportamentais foram repetidos. Osvalores de p < 0,05 foram considerados significativos. Resultados: Houve diminuiçãosignificativa do limiar mecânico cutâneo da pata esquerda 24 h após a indução da inflamaçãoem todos os grupos (p < 0,0001). Os grupos tratados com corrente interferencial que receberamveículos (salina ou DMSO 20%) aumentaram significativamente o limiar mecânico cutâneo dapata em comparação ao momento pré-tratamento (p ≤ 0,001). Ambos com tamanho de efeitomuito grande de acordo com o d de Cohen (d= 1,95 e d= 1,83, respectivamente). Houvebloqueio do efeito da CI nos grupos que receberam, previamente ao tratamento com a corrente,a metisergida (antagonista não seletivo de receptores 5-HT1 e 5-HT2) e tropanil diclorobenzoato(antagonista de receptores 5-HT3). Nesses dois grupos, não houve diferença estatisticamentesignificante no limiar mecânico cutâneo da pata esquerda, quando comparados os momentospré e pós-tratamento. Além disso, no pós-tratamento, os grupos pré-tratados com metisergidaou tropanil diclorobenzoato não aumentaram o limiar mecânico cutâneo da pata esquerda,diferente dos grupos veículos. Os animais que receberam ioimbina (antagonista α2-adrenérgico)aumentaram o limiar mecânico cutâneo da pata inflamada quando comparados os momentospré e pós-tratamento, mostrando que esse bloqueio farmacológico não impediu o efeito da CI.A injeção intratecal de agonistas de receptores serotoninérgicos e α2-adrenérgicos (cloridratode serotonina e clonidina) aumentou significativamente o limiar mecânico cutâneo da pataesquerda (p ≤ 0,004). A distância percorrida pelos animais reduziu significativamente (p ≤0,0207) após a indução da inflamação, contudo, a administração dos fármacos e/ou tratamentocom a CI não exerceu influencia na atividade motora. Conclusão: Esse estudo mostra parte domecanismo de ação da CI em intensidade motora para promoção de efeito antinociceptivo. Talefeito é mediado por ativação espinal de receptores 5-HT1, 5-HT2 e 5-HT3, mas não dereceptores α2-adrenérgicos. Esses resultados permitem aos profissionais justificar a indicaçãoclínica desse recurso eletroterapêutico, adequando seu uso às particularidades fisiopatológicasde cada indivíduo.

  • AUGUSTO TAVARES DE FIGUEIREDO
  • EFEITO DA VARIAÇÃO DA CONDUT NCIA DE CORRENTES IÔNICAS NA ARBORIZAÇÃO DENDRÍTICA SOBRE O COMPORTAMENTO ELÉTRICO DE CÉLULAS GRANULARES DO GIRO DENTEADO: UM ESTUDO COMPUTACIONAL.
  • Orientador : HECTOR JULIAN TEJADA HERRERA
  • Data: 30/08/2019
  • Dissertação
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  • Epilepsia é uma condição clínica que se caracteriza por uma predisposição duradoura a geração de crises epilépticas, estas definidas como uma ocorrência transitória de sinais e/ou sintomas devida a atividade neuronal excessiva ou síncrona anormal no cérebro. Trata-se de condição bastante prevalente, sendo a maior causa mundial de incapacidade em crianças e adultos jovens, com grande repercussão social e econômica, notadamente nos países em desenvolvimento e subdesenvolvidos. A epilepsia do lobo temporal mesial associada a esclerose hipocampal é a síndrome epiléptica mais comum em adultos, sendo caracterizada por sua fármaco resistência. A célula granular do giro denteado de rato, por suas características biofísicas e sua topografia na rede de conexões extrínsecas da formação hipocampal, é tida como um fator preventivo na geração de convulsões. Em peças cirúrgicas de pacientes portadores de epilepsia do lobo temporal mesial e em modelos experimentais deste tipo de epilepsia, observamos diversas alterações morfológicas dos neurônios granulares. Algumas destas alterações, como o brotamento de fibras musgosas, são relacionadas ao aumento da excitabilidade dessas células. Outras, como a perda dos espinhos dendríticos apicais, à redução. O objetivo do presente estudo é avaliar o comportamento de três grupos diferentes de células granulares do giro denteado de ratos – adulto, neonato e neonato com epilepsia induzida por pilocarpina (neonato-PILO) – através de estimulação tanto na porção proximal quanto distal de sua arborização dendrítica, variando ainda de forma gradual a corrente dos canais iônicos sabidamente presentes nestas células. Para tanto foram utilizados modelos de neurônios reais obtidos em NeuroMorpho, utilizando dados biofísicos obtidos experimentalmente e realizadas simulações computacionais com o programa NEURON. Observou-se à estimulação da arborização dendrítica proximal uma maior excitabilidade do grupo neonato-PILO em comparação aos 2 outros grupos, em se considerando o conjunto de medidas utilizadas para avaliar a excitabilidade das células. Contudo a frequência de disparos, medida da atividade dos neurônios, foi praticamente igual entre os 2 grupos neonatos. Ao se associar a variação da condutância da corrente de canais iônicos também na sua porção proximal, observamos, conforme esperado, que a redução da condutância da corrente de Na+ foi significativa para a redução da excitabilidade dos 3 grupos de neurônios. O aumento da condutância da corrente fKDR determinou um aumento da frequência de disparos, em oposição ao observado quando da variação da condutância dos canais sKDR, SK e CaL. Em se considerando que o aumento da corrente de potássio para fora da célula neuronal não é o mecanismo de ação mais importante da ação dos medicamentos anticonvulsivantes hoje utilizados, é possível que a confecção de substâncias que visem a aumentar a condutância de canais de K, principalmente dos canais iônicos sKDR e SK, possam ter um papel adjuvante na redução da excitabilidade da célula granular; e, portanto no controle da epilepsia. Ainda, em virtude da atividade das células neonatas e neonatas-PILO ser de intensidade semelhante, cabe apontar a necessidade de estudar estas células conectadas a um modelo realista de rede de neurônios, haja vista que achado semelhante ao nosso foi observado por Scharfman et al. quando estudando células granulares isoladas, mas com resultados diferentes quando as mesmas células se encontravam em rede (Scharfman et al., 2000). À estimulação distal, não foram observados potenciais de ação (disparos) nas células dos grupos neonato. É possível que tal fenômeno se deva a uma inadequação dos parâmetros topográficos do protocolo de estimulação. Sugerimos a realização de novo protocolo visando simular o comportamento dos 2 grupos neonato somente, a fim da resolução deste problema.

  • ANDREZA MELO DE ARAUJO
  • NARINGINA EXERCE EFEITO CARDIOPROTETOR NA INJÚRIA DE ISQUEMIA-REPERFUSÃO EM CORAÇÃO DE RATO POR DIMINUIR O ESTRESSE OXIDATIVO.
  • Orientador : CARLA MARIA LINS DE VASCONCELOS
  • Data: 23/08/2019
  • Dissertação
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  • A injúria de isquemia-reperfusão (IR) cardíaca é um mecanismo complexo decorrentede uma obstrução das artérias coronárias levando a diminuição do suprimento deoxigênio do miocárdio e danos irreversíveis ao coração. A reperfusão da artéria énecessária para restabelecer o fluxo sanguíneo do coração, entretanto, pode amplificar ainjúria miocárdica. Estudos têm mostrado que compostos naturais com atividadeantioxidante pode minimizar a lesão ocasionada pela lesão de IR. Nesse sentido, anaringina (NGR) é um flavonoide com atividades antioxidante e anti-inflamatória comcapacidade de reduzir a aterosclerose. O objetivo do estudo foi avaliar os efeitoscardioprotetores do pré-tratamento com a NGR em corações submetidos à lesão de IR.Para tanto, foram usados ratos Wistar machos (n=60), divididos em 4 grupos, e pré-tratados por via oral durante 7 dias: 1. Controle (solução salina 0,9% + DMSO 25%)sem lesão de IR, 2. Veículo + IR (solução salina 0,9% + DMSO 25%) submetidos a IR,3. NGR + IR (solução salina 0,9% + DMSO 25% + NGR 25 mg/kg) e 4. NAC + IR(solução salina 0,9% + DMSO 25% + N-acetil cisteína (NAC) 100 mg/kg). Após ostratamentos, os corações foram montados em sistema de perfusão retrógrada do tipoLangendorff (fluxo constante 8 mL/min, 37 o C) e submetidos a isquemia global (30 min)seguido de 60 min de reperfusão. Em todos os grupos experimentais foram avaliados osparâmetros eletrocardiográficos (PRi, QTc, QRS e frequência cardíaca) (n=7) econtráteis (pressão desenvolvida do ventrículo esquerdo (PDVE), derivadas dacontração (+dP/dt) e do relaxamento (-dP/dt) (n=10). Também foram avaliados pressãocoronariana (PC) (n=10), escore de arritmias e lactato desidrogenase (LDH) noperfusato (n=5). A avaliação do estresse oxidativo dos corações foi feita com base nadeterminação da produção de espécies reativas de oxigênio, peroxidação lipídica(TBARS), atividade da catalase (CAT) e superóxido dismutase (SOD), grupamentossulfidrilas totais (SH) e carbonilação de proteínas (n=5). Os resultados obtidosmostraram que o pré-tratamento dos animais com NRG aumentou a PDVE, +dP/dt e -dP/dt induzida pela IR (p&lt;0,05). Resultado similar à NGR, também foi observado nogrupo tratado com NAC. A frequência cardíaca apresentou-se aumentada nos animaistratados com NGR quando comparado ao grupo veículo + IR (p&lt;0,05) (n=10). Nãohouve diferença significativa em relação à PC entre os grupos experimentais estudados(n=10). Além disso, no eletrocardiograma, não foi possível detectar inversão da onda T(isquemia miocárdica) e supradesnivelamento do segmento ST (infarto do miocárdio)nos corações dos animais tratados com a NGR. Não foi observada alteração nosintervalos PRi, QTc e duração do complexo QRS entre os grupos experimentais (n= 7).O pré-tratamento dos animais com a NGR diminuiu a ocorrência das arritmiasdiminuindo seu escore de 21,4  2,48 u.a (veículo + IR) para 5,5  0,72 u.a. (NGR)associado à diminuição da ocorrência de arritmias mais graves tais como fibrilaçãoventricular (p&lt;0,05) (n=5). Os resultados mostraram redução de 78% do LDH noperfusato dos animais pré-tratados com a NGR, associada a redução da área de infartopara 10% quando comparado ao grupo veículo + IR (47%) (p&lt;0,05) (n=5). Osresultados mostram aumento na produção de EROs no grupo veículo + IR (1,61  0,30u.a., p&lt;0,05) quando comparado ao grupo controle (1,0  0,14 u.a. p&lt;0,05) e redução nogrupo NRG+IR (1,11  0,10 u.a. p&lt;0,05) (n=5). O pré-tratamento dos animais com NRG foi capaz de restabelecer as atividades da CAT e SOD em 61% e 50%,respectivamente em relação ao grupo veículo + IR (p &lt; 0,05) (n=5). Os resultadosmostraram diminuição da peroxidação lipídica no grupo NRG+IR (1,48 ± 0,47 nmolMDA/mg de proteína) em relação ao veículo + IR (3,38 ± 0,47 MDA/mg de proteína)(p&lt;0,05) (n=5). Não houve alteração na determinação dos grupamentos sulfidrilas totais(SH) e carbonilação de proteínas nos grupos experimentais avaliados. Concluímos que opré-tratamento com NRG exerce efeito cardioprotetor na injúria da IR por diminuirdano oxidativo e restaurar a atividade das enzimas antioxidantes.

  • VINÍCIUS CISNEIROS DE OLIVEIRA SANTOS
  • EFEITO CARDIOPROTETOR DO NEROL EM MODELO DE HIPERTROFIA CARDÍACA INDUZIDA POR ISOPROTERENOL
  • Orientador : CARLA MARIA LINS DE VASCONCELOS
  • Data: 22/07/2019
  • Dissertação
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  • O nerol é um monoterpeno presente em várias plantas como Cymbopogon flexuosos (capim-limão), Wisteria brachybotrys (glicínia) e Rosa damascaena (rosa-chá) com efeitos antioxidante, anti-inflamatório, antibacteriano, antifúngico e antiarrítmico. O objetivo do presente trabalho foi investigar a atividade cardioprotetora do nerol sobre modelo de hipertrofia cardíaca induzida pelo isoproterenol (ISO). Foram usados ratos Wistar (200-250 g, CEPA: 29/18), distribuídos em 5 grupos e tratados por 7 dias por via i.p.: 1) Grupo controle (CTR; n = 6), animais que receberam solução salina + DMSO 0,1%; 2) Grupo nerol (n = 6), animais tratados com 50 mg/kg de nerol + DMSO 0,1%; 3) Grupo hipertrofia (ISO; n = 6), animais que receberam ISO (4,5 mg/kg), 4) Grupo hipertrofia + nerol (ISO + nerol, n = 6), animais receberam ISO + nerol, e 5) Grupo hipertrofia + N-acetilcisteína (ISO + NAC, n = 6), animais tratados com ISO + NAC (50 mg/kg). Os resultados morfométricos evidenciaram um aumento na relação peso do coração/peso corporal (4,89 ± 0,13 mg/g) e peso do coração/tamanho da tíbia (350 ± 8,64 mg/cm) no grupo ISO, que foram prevenidos no grupo ISO + nerol (3,77 ± 0,16 mg/cm e 211,6 ± 3,29 mg/cm, respectivamente, p<0,05). Os marcadores enzimáticos mostraram-se elevados nos animais hipertróficos (LDH: 126,8 ±11,23 U/L, CPK: 235,6 ± 29,9 U/L e CPK-MB 49,5 ± 5,5 U/L). Entretanto, o tratamento com o nerol foi capaz de prevenir essas alterações (LDH: 78,5 ± 11,29 U/L, CPK: 48,2 ± 9,7 U/L, CPK-MB: 12,9 ± 2,5 U/L, p<0,05). O tratamento com o nerol foi capaz de reduzir a duração do QRS (43,46 ± 0,63 ms para 23,04 ± 0,6 ms, p<0,05) e abolir a inversão da onda T característico da hipertrofia cardíaca e do QTc (de 114,2 ± 0,2 ms para 56,6 ± 5,7 ms, p< 0,05). Também foi observado melhora na contratilidade ventricular (47,2 ± 3,0 mmHg, p<0,05) em relação ao grupo hipertrofia (12,36 ± 4,42 mmHg). Não foi observado alteração de PRi e frequência cardíaca nos grupos experimentais avaliados. Na pressão coronariana podemos observar que houve redução no grupo hipertrofia (44,6 ± 1,6 cmH2O, p < 0,05) em relação ao grupo controle (90,6 ± 1,7 cmH2O, p < 0,05), o qual foi atenuado no grupo ISO + nerol (77,6 ± 1,4 cmH2O, p < 0,05). O NAC, usado como controle positivo, também foi capaz de atenuar as alterações morfométricas, enzimáticas, eletrocardiográficas e contráteis observadas nos animais hipertróficos. Além disso, a histopatologia (Tricomo de mansson) revelou melhora significativa da fibrose tecidual, infiltrado inflamatório e edema dos corações hipertróficos com o tratamento com nerol. A área de fibrose e a área da secção transversa do ventrículo esquerdo foram reduzidas em 58% e 36% (n = 6), respectivamente, nos corações hipertróficos tratados com o nerol. Concluímos que o nerol possui efeito cardioprotetor em modelo de hipertrofia cardíaca induzida por isoproterenol.

  • DANIELY MESSIAS COSTA
  • EFEITOS ANABÓLICOS E ANTI-CATABÓLICOS DA OCITOCINA NO METABOLISMO DE PROTEÍNAS EM MÚSCULO ESQUELÉTICO DE RATAS.
  • Orientador : DANILO LUSTRINO BORGES
  • Data: 19/07/2019
  • Dissertação
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  • A ocitocina (OT) é um nonapeptídeo sintetizado principalmente nos núcleos paraventricular e supraóptico do hipotálamo e liberado na circulação sanguínea através da hipófise posterior. Perifericamente, as ações clássicas deste hormônio envolvem a contração da musculatura lisa uterina e das glândulas mamárias, no entanto, estudos recentes também demonstraram que a OT é capaz de estimular a secreção de insulina in vitro e in vivo e produzir ações similares a este hormônio pancreático, o qual é considerado um dos principais reguladores da massa muscular. Embora os receptores para OT (OTR) também estejam presentes na musculatura esquelética, o papel da OT no metabolismo de proteínas musculares ainda é completamente desconhecido. Desta forma, o objetivo principal deste trabalho foi avaliar os efeitos anabólicos e anti-catabólicos da ocitocina no metabolismo de proteínas em músculo esquelético de ratas. Para isso músculos soleus de ratas wistar foram incubados com WAY 267464 (WAY), agonista seletivo não peptídico dos OTR, e a proteólise total e as atividades dos sistemas proteolíticos: Ca2+-dependente, lisossomal e dependente de ubiquitina-proteassoma (UPS) foram estimadas. A velocidade de síntese proteica também foi mensurada em músculos soleus obtidos de ratas tratadas previamente com o aminoácido puromicina e utilizados para quantificar a sua incorporação em proteínas recém-sintetizadas através da técnica de western blotting. Foi evidenciado que a ativação in vitro dos OTR atenuou a proteólise total e a atividade proteolítica dos sistemas lisossomal e UPS, sem alterar o sistema Ca2+- dependente. Paralelamente, o WAY atenuou a hiperexpressão proteica dos marcadores do UPS, isto é, MurF1 e atrogina-1 induzida pela desnervação motora sendo este efeito associado com a ativação da via de sinalização AKT/FoxO. Nos estudos in vivo, como esperado, observou-se que o tratamento com OT (3 UI.Kg-1.dia-1, i.p.) por três dias consecutivos aumentou as concentrações plasmáticas de glicose, no entanto não foram observadas diferenças significativas alterações na massa corporal, ingestão alimentar, ingestão hídrica e diurese em relação aos animais controle, tratados com salina. Contudo, o tratamento com OT produziu um efeito hipertrófico em músculos soleus, o qual foi relacionado por aumento na síntese de proteínas e ativação da via de sinalização ativada pela AKT sem qualquer alteração na expressão dos genes relacionados à atrofia. Nenhuma diferença significativa foi observada em músculos glicolíticos de animais tratados com OT, os quais demonstraram possuir uma menor expressão do RNAm para OTR em relação a músculos soleus. Em conjunto, os dados obtidos indicam que a estimulação ocitocinérgica produz efeito anabólico (in vivo) e anti-catabólico (in vitro) no metabolismo de proteínas em músculo tipicamente oxidativo (soleus) de ratas e sugerem que a OT pode ser um regulador fisiológico da massa muscular esquelética.

  • ANNANDA OLIVEIRA SANTOS
  • Efeitos agudos da estimulação elétrica transcutânea nervosa no sistema nervoso autônomo cardiovascular de mulheres com fibromialgia: ensaio clínico aleatorizado.
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 17/07/2019
  • Dissertação
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  • Introdução: A fibromialgia (FM) é caracterizada pela presença de dor muscular crônica do tipo não-inflamatória, hiperalgesia e alodinia. Além disso, distúrbios sistêmicos, como desbalanços autonômicos, estão associados à síndrome. Buscando tratamentos alternativos para disautonomia, os efeitos das correntes elétricas têm sido testados em populações saudáveis e patológicas. Os achados literários são positivos, em geral, para a estimulação elétrica transcutânea nervosa (TENS), no sentindo de melhora da modulação autonômica cardíaca, no entanto, os efeitos da corrente na FM são incertos. Objetivo: Avaliar os efeitos de uma única aplicação da TENS no sistema nervoso autônomo cardiovascular de mulheres com fibromialgia. Materiais e métodos: Mulheres com FM, idade entre 18 e 60 anos, sedentárias e sem distúrbios hemodinâmicos graves receberam TENS à altura do gânglio estrelado, durante 30 min, com frequência de 80 Hz, largura de pulso de 150 µs e intensidade sensorial. As voluntárias foram avaliadas por meio da termografia infravermelha, do teste de estresse ortostático ativo (TEOA), da eletrocardiografia e das pressões arterial sistólica, diastólica e média (PAS, PAD e PAM). As análises estatísticas foram realizadas no software GraphPad Prism® 8.0, com significância para valores de p ˂ 0,05 e média ± erro padrão da média. A normalidade foi testada por meio do Shapiro-wilk. A análise seguiu dos testes de ANOVA duas vias, com post hoc de Tukey e do teste T de studant não-pareado. Também foi feito cálculo de Z-score para detecção de outliers. Resultados e conclusão: Não houve alterações significativas entre os grupos TENS ativa e TENS Placebo, em relação às variáveis analisadas, seja do controle central ou cardiovascular. Estes achados sugerem que a TENS de alta frequência, aplicada na região do gânglio estrelado, não deve ser usada para modulação da atividade simpato-vagal. No entanto, não oferece reações adversas agudamente no batimento cardíaco, assegurando seu uso para fins analgésicos nesta população.

  • SOLANO SÁVIO FIGUEIREDO DOURADO
  • Efeito da Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea na Incidência de Náusea e Vômito Pós-Operatório: Revisão Sistemática com Metanálise.
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 31/05/2019
  • Tese
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  • Objetivo: Investigar os efeitos da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) na incidência e na intensidade de náusea e vômito pós-operatório (NVPO). Métodos: Ensaios clínicos publicados até maio de 2018 foram obtidos por meio de busca eletrônica em nove bases de dados: Medline (Pubmed), PEDro, LILACS, SCIelo, Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), Science Direct, Scopus, Science Direct e CINAHL. Foi realizada combinação de termos Mesh “Nausea”, “Postoperative nausea and vomiting”, “Vomiting” e “Transcutaneous Electric Nerve Stimulation” e assim, a estratégia de busca construída foi “Nausea OR Postoperative nausea and vomiting OR Vomiting AND Transcutaneous Electric Nerve Stimulation”. Dois revisores independentes incluíram apenas ensaios clínicos, sem restrição de idioma ou perído de publicação, com utilização da TENS em pacientes em período pós-operatório. Os dados referentes à amostra, intervenção e desfechos foram extraídos e a incidência e intensidade de NVPO foram consideradas desfechos primários. A ferramenta da Colaboração Cochrane foi utilizada para avaliar o risco de viés. A metanálise foi realizada utilizando modelos para razão de chances (odds ratio – OR), que expressou o tamanho do efeito após combinação das medidas a partir da avaliação dos resultados dos estudos individuais. Resultados: Foram encontrados 1105 artigos, mas apenas 19 estudos foram incluídos para análise qualitativa e nove foram incluídos na síntese quantitativa (metanálise), compondo quatro meta-análises. Análise 1: tendência de efeito positivo da TENS, aplicada no período pós-cirúrgico, na redução de incidência de vômito, quando comparado ao grupo controle (OR = 0.42, 95% IC: 0,21 a 0,83, p=0,01, I2=38%); Análise 2: tendência de efeito positivo da TENS, aplicada no período pós-cirúrgico, na redução de incidência de náusea, quando comparado ao controle (OR = 0,28, 95% IC: 0,16 a 0,52, p=0,0001, I2=0%); Análise 3: tendência de efeito positivo da TENS, aplicada nos períodos pré, intra e pós-cirúrgico, na redução de incidência de náusea, quando comparado ao grupo controle (OR = 0,39, 95% IC: 0,25 a 0,59, p=0,0001, I2=0); Análise 4: tendência de efeito positivo da TENS, aplicada nos períodos pré, intra e pós-cirúrgico, na redução de incidência de vômito, quando comparada ao controle (OR = 0,45, 95% IC: 0,25 a 0,70, p=0,0003, I2=0). Conclusões: O presente estudo aponta evidências de efeito positivo da TENS na redução da incidência e da intensidade de NVPO, com grau de recomendação considerado forte.

  • PÉLIGRIS HENRIQUE DOS SANTOS
  • Efeito cardioprotetor do p-cimeno na intoxicação aguda induzida por paraquat.
  • Orientador : SANDRA LAUTON SANTOS
  • Data: 01/04/2019
  • Tese
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  • O A intoxicação cardíaca aguda com paraquat (30 mg/kg, via intraperitoneal)desencadeia intensa perda de massa, estresse oxidativo, inflamação, lesõesteciduais, apoptose e alterações elétricas e contráteis no tecido cardíaco. Assim,nossa hipótese é que a utilização de substâncias com propriedades antioxidante eanti-inflamatória pode atenuar as alterações promovidas pela intoxicação,constituindo uma alternativa de proteção ao tecido cardíaco. Nesse contexto, o p-cimeno, produto natural pertencente à classe dos monoterpenos, possuipropriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, portanto, capazes de controlar oestresse oxidativo e a inflamação que comprometem o organismo durante aintoxicação. Desse modo, para testar esta hipótese ratos Wistar foram pré-tratadoscom 150 mg/kg de p-cimeno, via oral, durante 07 dias, e depois submetidos aintoxicação. Após 24 horas, foram avaliados os intervalos PR, QRS, QTc emensuradas a frequência cardíaca (FC), a pressão desenvolvida no ventrículoesquerdo (PDVE), a pressão sistólica (PS), a pressão diastólica (PD), as derivadaspositivas e negativas de pressão pelo tempo (+dP/dt) e o fluxo coronariano. Emseguida, foram quantificadas a presença dos marcadores de lesão: creatina quinase(CK), lactato desidrogenase (LDH), alanina aminotransferase (ALT), aspartatoaminotransferase (AST) e creatinina. Ademais, foram também determinadas aperoxidação lipídica (MDA), a concentração de hidroperóxidos, a atividade dasenzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT), glutationaperoxidase (GPx) e glutationa redutase (GR), verificado a presença de citocinasinflamatórias (TNF-α e IL-1β) e quantificado a perda de massa. Por fim, os aspectoshistopatológicos e a apoptose provocados pela intoxicação foram verificados atravésda histologia e por meio da expressão da proteína caspase-3. Durante a análise, foievidenciado que o pré-tratamento com p-cimeno melhorou a duração dos intervalosPR, QRS e QTc; aumentou FC, PDVE, PS, +dP/dt e preservou o fluxo coronariano,entretanto, a intoxicação não produziu alteração na PD. Ao investigar os efeitos nosmarcadores de lesão, o p-cimeno reduziu a liberação de CK, LDH, ALT, AST e decreatinina, reduziu a formação de MDA e de hidroperóxidos, melhorou a atividade daSOD, GPx e GR, entretanto, não teve efeito sobre a CAT e nem preveniu a perda demassa. Contudo, o p-cimeno foi capaz de reduzir a presença das citocinas TNF-α eIL-1β detectadas no tecido cardíaco. Ao estudar as alterações histopatológicas, osanimais pré-tratados com p-cimeno não apresentaram sinais de edema,desorganização das fibras musculares e nem vacuolização, evidenciando, açãoantiapoptótica. Assim, ao verificar a expressão da proteína caspase-3, o p-cimenoreduziu a expressão dessa proteína, confirmando ação antiapoptótica. Desse modo,fica evidenciado que, em virtude de suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, o pré-tratamento com p-cimeno é capaz de proteger o tecido cardíacocontra as alterações provocadas pela intoxicação.

  • LARISSA ANDRADE DE SÁ FEITOSA
  • Efeitos do treinamento físico resistido na toxicidade induzida pela doxorrubicina.
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 25/03/2019
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  • O quimioterápico doxorrubicina (DOX) é utilizado no tratamento de vários tipos detumores, porém, essa droga causa danos sobre os músculos estriado esquelético ecardíaco. O treinamento físico resistido (TR) já mostrou benefícios como aumento deforça muscular, hipertrofia muscular, melhora na modulação autonômica cardíaca, noestresse oxidativo, no remodelamento cardíaco e na hemodinâmica em outras condições fisiopatológicas podendo ser uma terapia benéfica na toxicidade induzida pela DOX. Opresente estudo avaliou os efeitos de 8 semanas de TR na toxicidade induzida pela DOX sobre o sistema cardiovascular e muscular esquelético. Foram avaliados 39 ratos Wistarmachos distribuídos em 3 grupos: controle (veículo + treinamento fictício), DOX (DOX+ treinamento fictício) e DOX+TR (DOX + treinamento). Foi avaliado o efeito do TRrealizado 3x/semana com intensidade de 40% do teste de 1 repetição máxima (1RM) emanimais tratados com DOX (2,5mg/kg, 1x na semana por 6 semanas) sobre a área desecção transversa do cardiomiócito e músculo plantar, força muscular, hemodinâmica,sensibilidade do barorreflexo, tônus autonômico cardíaco, pressão ventricular ex vivo, marcadores de estresse oxidativo (peroxidação lipídica, geração de superóxido,conteúdo de grupos sulfidril, atividade da catalase e superóxido dismutase), conteúdo protéico da Akt fosforilada e total do ventrículo esquerdo e músculo plantar. O projetofoi aprovado no CEPA da UFS sob inscrição no 17/2016. A comparação entre os gruposfoi realizada com o teste de ANOVA de uma via seguindo do pós-teste de Tukey. O TR reduziu nos animais tratados com DOX a pressão arterial diastólica, a frequênciacardíaca, aumentou a sensibilidade do barorreflexo espontâneo, a sensibilidade dobarorreflexo nas provas farmacológicas, reduziu o tônus simpático e aumentou o tônusvagal. O TR promoveu aumento da área de secção transversa do cardiomiócito eaumento na pressão de desenvolvimento da ventricular esquerda através do aumento davelocidade de contração miocárdica. Nos marcadores de estresse oxidativo otreinamento reduziu a geração de ânion superóxido, a peroxidação lipídica e aumentou aatividade da catalase no ventrículo esquerdo. Foi observado nos animais treinadostratados com DOX aumento na fosforilação da Akt/Akt total no coração. No músculoesquelético o TR aumentou a força das patas traseiras, aumentou a área de secçãotransversa da fibra muscular, reduziu à geração de superóxido, a peroxidação lipídica,aumentou a atividade da catalase e da superóxido dismutase no músculo plantar. Osresultados mostram o efeito do TR em atenuar a toxicidade induzida pela DOX tanto nosistema cardiovascular como músculo esquelético. Pode-se observar que o TR melhoroua hemodinâmica, a sensibilidade do baroreflexo e o tônus autonômico através doaumento da contratibilidade miocárdica e da área de secção transversa do cardiomiócitodevido ao efeito antioxidante e da ativação da Akt no coração. No músculo esqueléticopodemos observar aumento de força nas patas traseiras nos animais treinados devido aoaumento da área de secção transversa da fibra muscular e do efeito antioxidantepromovido pelo TR. Dessa forma, o TR pode ser empregado como uma estratégia útilna atenuação dos efeitos adversos induzidos pelo tratamento farmacológico com aDOX.

  • GRACE KELLY MELO DE ALMEIDA
  • Diosmina reduz a cardiotoxicidade aguda induzida por doxorrubicina via supressão do estresse oxidativo, da inflamação e da apoptose.
  • Orientador : SANDRA LAUTON SANTOS
  • Data: 22/03/2019
  • Tese
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  • A doxorrubicina (DOX) é um dos antibióticos pertencente à classe das antraciclinas com ação antitumoral mais eficaz. No entanto, seu uso é limitado pela alta incidência de cardiotoxicidade que pode variar de anormalidades eletrocardiográficas transitórias à insuficiência cardíaca. A patogênese da cardiotoxicidade induzida por DOX é um processo multifatorial complexo que tem sido associado principalmente ao estresse oxidativo, a inflamação e a apoptose. A diosmina é um flavonoide que pode ser encontrado principalmente em frutas cítricas e apresenta propriedades antioxidante, anti-inflamatória e antiapoptótica. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar se a diosmina protege contra a cardiotoxicidade aguda induzida por DOX e os mecanismos envolvidos nesse efeito. Para isso, foram utilizados ratos Wistar machos pesando entre 200-250 g, os quais foram divididos em 4 grupos experimentais (n = 8-10): Controle (CTR) - receberam solução veículo por gavagem oral durante 7 dias + injeção intraperitoneal (i. p.) de solução veículo; Diosmina (DIOS) - receberam diosmina 50 mg/kg por gavagem oral durante 7 dias + solução veículo via i.p.; Doxorrubicina (DOX) - receberam solução veículo por gavagem oral durante 7 dias + DOX 20 mg via i.p.; Diosmina + Doxorrubicina (DIOS + DOX) - receberam diosmina- 50 mg/kg por gavagem oral durante 7 dias + DOX 20 mg/kg via i.p. Após 48 horas, foi realizada avaliação eletrocardiográfica com base nos parâmetros de duração dos intervalos PRi, QTc, complexo QRS e frequência cardíaca (FC). Além disso, foi mensurada a função contrátil cardíaca mediante a pressão desenvolvida no ventrículo esquerdo (PDVE), FC, derivada temporal de pressão ventricular máxima (dP/dt+) e derivada temporal de pressão ventricular mínima (dP/dt-). Foram analisados os marcadores de cardiotoxicidade com base no índice de cardiotoxicidade, na concentração sérica das enzimas creatina-quinase total (CK-Total), creatina-quinase isoenzima-mb (CK-MB) e lactato desidrogenase (LDH). Foi avaliado o estresse oxidativo mediante a concentração de malondialdeído (MDA), hidroperóxidos totais, grupamento sulfidrilas (SH) e da atividade das enzimas antioxidantes endógenas superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT), glutationa peroxidase (GPx) e glutationa redutase (GR). A inflamação foi determinada pela mensuração da concentração de TNF-α e IL-1β nos tecidos cardíacos. Além disso, foi feita avaliação histopatológica, e investigada a apoptose celular utilizando o método TUNEL. No grupo DIOS + DOX houve melhora (p < 0,05) nos parâmetros elétricos (intervalos PRi, QTc, QRS e FC) e contráteis (PDVE, FC, dP/dt+,dP/dt-) em relação ao grupo DOX. Além disso, foi observado que as alterações nos marcadores de cardiotoxicidade (índice cardíaco, CK-Total, CK-MB e LDH) foram menores (p < 0,05) no grupo DIOS + DOX em relação ao grupo DOX. Foi verificado que no grupo DIOS + DOX houve redução (p < 0,05) dos biomarcadores de estresse oxidativo (MDA, hidroperóxidos totais e SH) e restauração (p < 0,05) da atividade das enzimas antioxidantes endógenas (SOD, CAT, GPx e GR) em comparação ao grupo DOX. Além disso, a concentração de TNF-α e IL-1β nos tecidos cardíacos do grupo DIOS + DOX foram menores quando comparado com o grupo DOX. No grupo DIOS + DOX houve poucas alterações histopatológias e células apoptóticas (p < 0,05) em comparação com o grupo DOX. Em conjunto, nossos dados indicam que a diosmina protege contra a cardiotoxicidade aguda induzida por DOX reduzindo o estresse oxidativo, a inflamação e a apoptose.

  • MICHAEL RAMON DE LIMA CONCEIÇÃO
  • LUTEÍNA PREVINE HIPERTROFIA CARDÍACA INDUZIDA POR ISOPROTERENOL EM RATOS.
  • Orientador : CARLA MARIA LINS DE VASCONCELOS
  • Data: 28/02/2019
  • Dissertação
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  • Introdução: A hipertrofia cardíaca (HC) é uma doença caracterizada pelo aumentoexcessivo na massa do coração com o objetivo de melhorar o desempenho cardíaco emresposta ao estresse hemodinâmico. A luteína que é um carotenóide encontrado emfrutas, verduras e hortaliças verdes apresenta potente ação antioxidante, antiinflamatóriae cardioprotetora. Com isso temos como objetivo investigar a ação anti-hipertrófica daluteína em ratos no modelo de hipertrofia induzida por isoproterenol (ISO). Métodos: Oestudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Animal da UFS (50/17). Foramusados 5 grupos de animais, tratados durante 7 dias, via i.p: 1) controle (salina 0,9% +DMSO 0,1%), 2) luteína (LUT,5, 20, 40 mg/kg/dia, diluído em DMSO 0,1%), 3)isoproterenol (ISO, 4,5 mg/kg/dia) e 4) luteína + ISO 5) ISO+Apo( Apocinina 10mg/kg/dia. Resultados: A dose de 5 mg/kg de luteína não foi capaz de prevenir asalterações morfométricas da hipertrófica cardíaca. Entretanto, a luteína 20mg/kgtratamento dos animais com LUT preveniu o aumento da relação peso do coração/pesocorporal (ISO: 5,3 ± 0,1 mg/g e ISO + LUT: 4,5 ± 0,1 mg/g, n=10, p<0,05) e da relaçãopeso do coração/comprimento da tíbia induzido pelo ISO (ISO: 302,5 ± 8,8 mg/cm eISO + LUT: 238,2 ± 12,4 mg/cm, n=10, p<0,05). A luteína a 40mg/kg, tambémpreveniu alterações morfométricas induzida por ISO, mas como não houve diferençasignificativa em relação a 20mg/kg essa dose (20mg/kg) foi escolhida para darcontinuidade ao estudo. Os níveis séricos de LDH, CPK e CPK-MB foramsignificativamente reduzidos pelo LUT em comparação ao grupo ISO (n=5-7). A LUTpreveniu as alterações eletrocardiográficas induzidas pelo ISO (aumento do QRS e QTce inversão da onda T), além de impedir a redução da pressão do ventrículo esquerdo eda frequência cardíaca. Os corações hipertróficos apresentaram aumento da produção deespécies reativas de oxigênio (EROs) (52,6 ± 0,7 u.a.), demonstrado pelo aumento dafluorescência do dihidroetídio (DHE), que foi prevenido pela LUT (20,4 ± 1,6 u.a., n=4,p<0,05). A apocinina usada como controle positivo, preveniu as alteraçõesmorfométricas, eletrocardiográficas e contrateis característica de HC, assim comooaumento da produção de EROs. A análise histológica (Tricomo de Masson) revelouaumento de fibrose, infiltrado inflamatório e diminuição de parênquima muscular noscorações hipertróficos. O número de cardiomiócitos no grupo ISO diminuiu (223,4 ±18,21 células/mm2, n=5, p<0,05) em relação ao controle (804,3 ± 10,5 células/mm2), e que foi prevenido no grupo ISO + LUT (322,2 ± 41,1 células/mm2 , n=5, p<0,05). Osresultados mostram que a luteína exerce efeito cardioprotetor frente à hipertrofiacardíaca induzido por isoproterenol em ratos.

  • JANAÍNE PRATA DE OLIVEIRA
  • Evidências científicas sobre o efeito antinociceptivo de produtos naturais e (-)-mirtenol em modelos de dor orofacial,
  • Orientador : ENILTON APARECIDO CAMARGO
  • Data: 26/02/2019
  • Dissertação
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  • dor orofacial localiza-se na região da cabeça e pescoço e é considerada um problema de saúde pública que acomete de 10-25% da população mundial. Muitos produtos naturais, com destaque para os terpenos, têm sido utilizados em modelos pré-clínicos que mimetizam tal condição, poderndo ser uma alternativa para o manejo da dor orofacial. O mirtenol possui ações anti-inflamatória e analgésica, mas não há descrição dos seus possíveis efeitos na região orofacial. Os objetivos deste estudo foram desenvolver duas revisões sistemáticas sobre a efetividade de produtos naturais, sendo uma com modelos de dor orofacial e outra com modelos desordens temporomandibulares (DTM) experimentais, bem como investigar o efeito do mirtenol na inflamação e nocicepção na região orofacial de camundongos. As buscas das revisões sistemáticas foram realizadas nas bases MEDLINE, Web of Science, SCOPUS, EMBASE, LILACS, SCIELO e Google Acadêmico. Dois revisores independentes fizeram a seleção dos estudos relevantes, extração dos dados e avaliação do risco de viés. Na primeira revisão, os estudos que utilizaram produtos naturais em modelos de dor orofacial foram selecionados, e os desfechos foram comparados ao grupo controle (placebo). Vinte e oito estudos foram selecionados e analisados individualmente de forma qualitativa. Nove estudos que utilizaram terpenos participaram da análise quantitativa, a partir do tratamento por comparação indireta (TCI). Os resultados qualitativos mostram que os produtos naturais foram eficazes no tratamento da dor orofacial induzida por agentes químicos. Na TCI, (-)-linalool, citronellol, p-cimeno e carvacrol foram considerados superiores a outros terpenos nos testes de formalina primeira fase e segunda fase, capsaicina e glutamato, respectivamente. Na segunda revisão sistemática, os estudos que usaram produtos naturais como intervenção em modelos de DTM experimental foram elegíveis. Foram selecionados 13 estudos e foram analisados individualmente de forma qualitativa. Todos os produtos naturais usados foram eficazes nestes modelos. Para o estudo experimental, foi avaliada a viabilidade de células de glioma tipo C6 (GC6) in vitro por MTT após o estímulo comdiferentes concentrações de mirtenol. Para os estudos in vivo, foram utilizados camundongos Swiss machos (CEPA/UFS 19/2018) que receberam pré-tratamento com mirtenol (12,5, 25 e 50 mg/kg), veículo (salina +Tween 80 a 0,2%) ou controles positivos (morfina, 5 mg/kg e indometacina, 10 mg/kg) 30 minutos antes da indução da inflamação e/ou nocicepção orofacial,. A inflamação do músculo masseter direito foi induzida por injeção i.m. de carragenina (3%) ou salina (0,9%) . Seis horas após a indução, os animais foram eutanaziados e tiveram seus tecidos coletados para para análise da atividade de mieloperoxidase (MPO) no músculo, análise histológica e de inteleucina (IL)-1β, fator de necrose tumoral (TNF)-α e IL-6 nos gânglio trigêmeo e núcleo trigeminal. A nocicepção orofacial foi induzida por injeção s.c. de formalina (0,2%) no lábio superior direito dos animais, logo em seguida o comportamento nociceptivo foi mensurado na 1ª fase (0-5 min) e 2ª fase (15-40 min) do teste de formalina. Imediatamente após o teste, os animais foram perfundidos e eutaniasados e tiveram seus encéfalos e gânglio trigêmeo coletados para análise imuno-histoquímica do marcador MAPK P-p38. O tratamento com mirtenol não alterou a viabilidade de GC6, reduziu a atividade de MPO, somatório de parâmetros inflamatórios e as concentrações de IL-1β no gânglio e núcleo trigeminais e de TNF-α no gânglio trigêmeo. Este tratamento também reduziu o comportamento nociceptivo no teste de formalina, devendo-se, ao menos em parte, por redução da atividade da MAPK P-p38 no gânglio trigeminal. Em síntese, pode-se afirmar que o mirtenol tem efeito anti-inflamatório e antinociceptivo na região orofacial por modular respostas locais ou em estruturas neurais, o que está de acordo com o efeito de vários produtos naturais selecionados nas revisões sistemáticas e que reduziram desfechos importantes em modelos de dor orofacial ou DTM.

  • ELISAMA DE CAMPOS GUIMARÃES
  • Avaliação de efeitos adversos da estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) em ratas gestantes e na sua prole.
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 25/02/2019
  • Tese
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  • Durante a gestação, algumas modificações fisiológicas e hormonais facilitam oaparecimento de disfunções musculoesqueléticas, como a lombalgia. Apesar dossintomas dolorosos serem comuns durante a gestação, a prescrição de fármacos deve serfeita com cautela. Nesse contexto, a utilização de recursos não farmacológicos pode seruma importante ferramenta, tal como a estimulação nervosa elétrica transcutânea(TENS). No entanto, os estudos sobre a aplicação da TENS no período gestacional sãoescassos. Assim, o presente estudo teve como objetivo investigar possíveis efeitosadversos da TENS em ratas prenhas e na sua prole. Para isso, um total de 30 ratas foidividido em seis grupos (n=5, por grupo): TENS sensorial aplicada no abdome (TSA);TENS motora aplicada no abdome (TMA); TENS sensorial aplicada naregião paravertebral (TSP); TENS motora aplicada na região paravertebral (TMP);controle com contensão (CCC); controle sem contensão (CSC). O ciclo estral das ratasfoi acompanhado para acasalamento programado e a TENS aplicada em 10 diasconsecutivos durante a segunda fase gestacional (11º ao 21º dia de gestação)no abdome ou região paravertebral da rata prenha, que foi contida para aplicação dacorrente. Dos filhotes, frutos do acasalamento programado, foram separados umnúmero máximo de 3 machos e 3 fêmeas por rata. Desses, foram selecionados, de formaaleatória, 9 machos e 8 fêmeas por grupo (“n” delimitado pelo grupo que obteve menornúmero de filhotes), para a realização dos seguintes testes: massa corpórea,sensibilidade mecânica (filamentos de von Frey), sensibilidade térmica (placa quente) edesempenho motor (monitor de atividades). Outros parâmetros como massa corpóreadas ratas durante a gestação, dias para o parto e número de filhotes também foramavaliados. Os resultados mostraram que as ratas prenhas dos grupos TSA e TMAapresentaram menor massa corpórea em relação ao CCC. Os grupos TMP (machos efêmeas), TSP (machos) e TMA (machos) da prole apresentaram menor massa corpóreaa partir de 60 dias de nascidos, quando comparados ao CCC. Além disso, os grupos TSP(machos) e TSA (fêmeas) apresentaram maior limiar mecânico basal no primeiro mêsde vida em relação ao grupo CCC. No entanto, esses achados foram pontuais e nãoseguiram um padrão que pudesse garantir a ação da TENS sobre essas alterações. Osresultados relacionados ao número de filhotes, dias para o parto, sensibilidade térmica edesempenho motor não apresentaram diferenças entre os grupos TENS e CCC. Diantedesse contexto, conclui-se que a TENS não promoveu alterações em parâmetrosgestacionais e comportamentais que justifiquem a sua contraindicação durante o períodogestacional.

  • MARIA BETÂNIA TRINDADE CARVALHO GOIS
  • Atividade anti-inflamatória, antinociceptiva e antioxidante do extrato hidroetanólico da Vaccinium acrocarpon
  • Orientador : ENILTON APARECIDO CAMARGO
  • Data: 25/02/2019
  • Tese
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  • A inflamação é um componente importante no desenvolvimento de diversas condiçõespatológicas e é caracterizada pela liberação de mediadores responsáveis pelos cincosinais cardinais: calor, rubor, edema, perda da função e dor, sendo este último um dosprincipais motivos que levam os pacientes a buscar tratamento. Nesse contexto, osprodutos naturais têm representado alternativa importante para o tratamento de doençasinflamatórias. Dentre estes, o fruto da Vaccinium macrocarpon é usado pela populaçãoe em estudos clínicos para tratar infecções do trato urinário. Com base nessas premissas,o objetivo do presente estudo foi investigar as propriedades anti-inflamatória,antinociceptiva e antioxidante do extrato hidroetanólico do fruto da Vacciniummacrocarpon (EHVm). Em experimentos in vitro, foram realizados os ensaios decapacidade antioxidante por eliminação dos radicais 2,2-difenil-1-picril-hidrazila(DPPH), 2,2&#39;-azinobis (ácido 3-etilbenztiazolino-6-sulfônico (ABTS) e óxido nítrico(NO); inibição da peroxidação lipídica e ensaio de potencial reducional de ferro(FRAP). Em experimentos in vivo, foi avaliada em camundongos a atividade anti-inflamatória, pelo teste de edema de orelha induzido por 12-O-tetradecanoilforbol-13-acetato (TPA) e o teste de peritonite induzida por carragenina, bem como a atividadeantinociceptiva pelos testes de formalina na pata e de contorções abdominais emcamundongos. Observou-se diminuição do radical DPPH (CI 50 = 61,5 µg/mL), ABTS(CI 50 = 1132,4 µg/mL) e NO (CI 50 = 116,3 µg/mL), bem como o aumento significativo nopotencial de redução pelo ensaio de FRAP e a redução da peroxidação lipídicaespontânea (CI 50 = 87,0 µg/mL). No edema induzido por TPA por 6 h, observou-se que aadministração tópica do EHVm (3 mg/orelha), concomitante ao TPA, reduziu a variaçãode massa (p&lt;0,001), a atividade de mieloperoxidase (p&lt;0,001), a produção de IL-1β(p&lt;0,05) e a peroxidação lipídica (p&lt;0,001) na orelha, bem com aumentou o FRAPneste tecido (p&lt;0,01) e a análise histológica mostrou presença de infiltrado inflamatório,porém, com menor intensidade. No modelo de peritonite, 4 h após a injeção decarragenina, observou-se que o pré-tratamento com as doses de 50 e 200 mg/kg doEHVm inibiu significativamente a contagem total e de leucócitos polimorfonucleares(p&lt;0,001) para a cavidade peritoneal quando comparado ao controle. No teste deformalina na pata, a administração prévia do EHVm (100 e 200 mg/kg) reduziu (p&lt;0,01e p&lt;0,05 respectivamente) o tempo de lambida/mordida na primeira fase do teste emcomparação com o grupo veículo, bem como o tratamento com morfina (p&lt;0,001), masnão com o ácido acetilsalicílico. O pré-tratamento com as doses de 50, 100 e 200 mg/kgde EHVm inibiu significativamente, o tempo de lambida/mordida na segunda fase doteste, bem como o tratamento com morfina e aspirina. O número de contorçõesabdominais foi significativamente menor quando os animais foram pré-tratados com asdoses de 100 e 200 mg/kg quando comparada às observadas nos animais que receberamveículo, escolhendo-se a dose de 100 mg/kg para avaliar mecanismos de ação doEHVm. No modelo de contorções abdominais o efeito inibitório do EHVm não foimodificado pelo tratamento com um precurssor do NO (L-arginina), mas foi revertidode forma parcial pelo tratamento com um antagonista opiode (naloxona; p&lt;0.05) e totalcom o tratamento com glibenclamida, um inibidor de canais para K + sensíveis a ATP(K ATP ; p&lt;0.01). Conjuntamente, estes resultados mostram que o EHVm apresentapropriedades anti-inflamatória tópica e sistêmica, antioxidante e antinociceptiva, sendoque a última envolve receptores opioides e canais K ATP .

  • EDÊNIA DA CUNHA MENEZES
  • INFLUÊNCIA DO HIPOTIREOIDISMO GESTACIONAL SOBRE PARÂMETROS DO NEURODESENVOLVIMENTO NA PROLE DE ROEDORES,
  • Orientador : DANIEL BADAUE PASSOS JUNIOR
  • Data: 25/02/2019
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  • A vida intrauterina é uma etapa rápida e dinâmica que sofre influência de vários fatores,principalmente advindos do ambiente materno, grande provedor do desenvolvimentofetal. O período intrauterino é crítico para o desenvolvimento neurológico, o qual exigeadequado suprimento hormonal. Os hormônios tireoidianos maternos são essenciais parao desenvolvimento fetal, em particular para o sistema nervoso central. Neste trabalho,investigamos as repercussões do hipotireoidismo gestacional experimental (HGE) nosaspectos neuroquímicos (durante fase embrionária e adulta) e comportamentais damemória e da função motora da prole de roedores. O HGE foi induzido pela administraçãode metimazol (MTZ) 0,02% na água de beber, do 9° dia gestacional até o dia do parto.As proles de mães hipotireoidianas (PMH) e eutiroidianas (PME) foram analisadas nafase embrionária, ao 14odia embrionário (E14), no 18o (E18), 20o (E20), e na fase adultano 120 dia pós-natal (P120). No E14, a PMH e PME foram submetidas à análise damigração neuronal GABAérgica prosencefálica, proliferação celular e expressão gênicade enzimas envolvidas no balanço redox (superóxido dismutase - SOD; catalase -CAT;glutationa peroxidase - GPx) e nuclear eritroide 2 relacionado no fator 2 (NRF2), além daanálise de neuroesferas na presença do MTZ. No E18, PMH e PME foram submetidasanálise da densidade de células neuronais GABAérgicas na substância branca do córtexcerebral e da expressão gênica do cotransportador de sódio, potássio e cloreto (NKCC1)e do cotransportador de potássio e cloreto independente de sódio (KCC2). No E20, foramrealizadas avaliações da peroxidação lipídica e oxidação de proteína, além de parâmetrosenzimáticos do balanço redox (SOD, CAT, GPx e Glutationa S-transferase: GST). NoP120, foram analisados parâmetros neuroquímicos no cérebro adulto, comportamentos dememória aversiva, locomoção e sensibilidade a um modelo crônico de parkinsonismo. Osresultados mostraram que a PMH, no E14, apresentou atraso na migração neuronalGABAérgica, maior da proliferação celular, desbalanço redox, pela maior expressãogênica da CAT e menor da GPx e NRF2 na região dorsal do prosencéfalo, sem diferençaestaticamente significativa na proliferação de neuroesferas na presença de MTZ. No E18,a PMH apresentou maior da densidade de neurônios GABAérgicos na substância brancado córtex cerebral e maior expressão de NKCC1. Já no E20, apresentou maiorperoxidação lipídica no prosencéfalo e oxidação de proteínas no prosencéfalo e placenta,com aumento da atividade enzimática da SOD e GPx e diminuição da CAT noprosencéfalo. No P120, a PMH apresentou menor expressão do transportador dedopamina e glutamato descarboxilase 67 no córtex pré-frontal (CPF), e tirosinahidroxilase no CPF e núcleo estriado. Alteração na expressão gênica dos receptores dedopamina (DRD4), e GABA (GABAA) no CPF e amígdala, além da alteração na memóriaaversiva e maior sensibilidade à indução crônica do Parkinsonismo. Assim, este trabalhomostrou, pela primeira vez, que a carência de HTs maternos durante a gestação modulaparâmetros do neurodesenvolvimento na fase embrionária, e promove alterações decomponentes do sistema neurotransmissor, além de aspectos comportamentais damemória e função motora na prole adulta.

  • SILVIO SANTOS LACROSE SANDES
  • Efeitos da Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) na dor oncológica.
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 22/02/2019
  • Tese
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  • Introdução: O controle da dor oncológica geralmente é realizado através de fármacos,contudo terapias complementares tem sido alvo de pesquisas. Nesse contexto, aestimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) poderia ser utilizada na analgesiadesse tipo de dor. Entretanto, estudos que mostrem a efetividade da TENS no manejo dador oncológica são escassos. Objetivos: 1) Buscar evidêncas na literatura científica(revisão sistemática) da aplicação da TENS e do seu efeito na dor oncológica; 2)Avaliar os efeitos da aplicação da TENS em diferentes frequências, intensidades elocais em modelo animal de dor oncológica. Método: 1) Busca sistemática de estudosnas bases de dados (PubMed, Cochrane, Science Direct, PeDro, Embase, Scielo eLILACS) por dois investigadores através dos descritores “Transcutaneous ElectricalNerve Stimulation” e “Neoplasms”. 2) Estudo experimental realizado em camundongos(n=6; 66 machos) submetidos ao modelo experimental de dor oncológica via sarcoma180. Os animais foram divididos em 11 grupos. Avaliaram-se limiar de retirada da pata(analgesímetro digital), latência térmica (placa quente), distância percorrida (monitor deatividades) do dia 9 ao 13 após inoculação das células tumorais. No último dia doexperimento avaliou-se a taxa sérica de interleucinas (IL-6 e IL-1β). Resultados: 1)Duzentos e oito artigos foram encontrados, após aplicação dos critérios de exclusão,quatro artigos foram selecionados. Segundo dois desses artigos, não houve diferençasignificativa entre os grupos tratados. Um deles informa que a TENS tem potencial naredução da dor em movimento. O último artigo mostra que a corrente pode serclinicamente eficaz como adjuvante no tratamento da dor pós-operatória. 2) Detectou-seaumento do limiar de retirada da pata, após aplicação da corrente no primeiro dia, nosgrupos tratados com TENS AF de intensidade motora na região paravertebral e no localdo tumor e no grupo TENS AF de intensidade sensorial aplicada na regiãoparavertebral, em relação ao seu próprio basal. Em relação ao grupo controle, o limiarde retirada da pata direita foi significativamente maior, no primeiro dia após otratamento, nos grupos AF de intensidade motora e AF de intensidade sensorial aplicadana região paravertebral. Não foi observada diferença significativa da latência térmicaentre os grupos avaliados. Os grupos TENS administrada em alta ou baixa frequência,em intensidade motora, aplicada na região do tumor, comparados aos grupos TENS AFsensorial com aplicação paravertebral, tiveram distância percorrida foisignificativamente menor. A aplicação da corrente elétrica levou a uma menor taxasérica de citocinas nos camundongos dos grupos tratados. Conclusão: 1) Não háevidências suficientes para demonstrar a eficácia da TENS na dor relacionada ao câncer.Mais pesquisas com grupos maiores de pacientes, com características semelhantes eensaios clínicos randomizados são necessários para avaliar melhor a viabilidade daTENS na dor relacionada ao câncer. 2) A TENS tem efeito antinociceptivo em algunsdos protocolos por nós utilizados e reduz a taxa de interleucinas.

  • FABÍULA FRANCISCA DE ABREU
  • Efeito anti-inflamatório do óleo fixo das sementes da Hancornia speciosa Gomes.
  • Orientador : ENILTON APARECIDO CAMARGO
  • Data: 22/02/2019
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  • Hancornia speciosa Gomes é conhecida como “mangabeira” e é utilizada na medicina popular no tratamento de várias enfermidades e doenças inflamatórias. Folhas e frutos tem sido extensivamente estudados, mas ainda não há registro de investigações sobre os efeitos biológicos do óleo fixo extraído de suas sementes. Neste contexto, objetivo desse estudo foi avaliar a atividade anti-inflamatória do óleo de sementes de mangaba (OSM) em modelos experimentais de inflamação. Camundongos Swiss machos (25-30 g) foram utilizados e os protocolos experimentais aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa Animal da UFS (n° 28/2018). A citotoxicidade do OSM foi avaliada em fibroblastos da linhagem L929 através do ensaio de MTT. A atividade anti-inflamatória tópica foi avaliada no edema de orelha induzido por 12-O-tetradecanoilforbol-13-acetato (TPA). O tratamento com OSM (0,3, 1,0 ou 3,0 mg/orelha) ou dexametasona (0,05 mg/orelha, controle) foi administrado concomitantemente com TPA (1 µg/orelha) na orelha ipsilateral por via tópica. Após 6 horas, foi mensurado o edema de biópsias das orelhas, a atividade de mieloperoxidase (MPO), concentrações de citocinas (TNF-α, IL-6 e IL-1β), alterações histológicas, permeabilidade vascular e parâmetros oxidativos. Adicionalmente, o efeito tópico foi avaliado no modelo de edema de orelha induzido por capsaicina. Para este modelo, os tratamentos com OSM (3 mg/orelha) ou vermelho de rutênio (7,8 ng/orelha, controle) foram administrados na orelha ipsilateral 15 minutos antes da indução, a qual foi feita pela administração tópica de capsaicina (0,2 mg/orelha). Após 30 minutos foi mensurado o edema nas biópsias das orelhas. Para avaliação da atividade anti-inflamatória sistêmica, os camundongos foram tratados com veículo (Tween 0,5% em solução salina, 10 mL/kg), OSM (100, 200 ou 400 mg/kg, v.o. ou i.p.) ou dexametasona (5 mg/kg, v.o. ou s.c.) administrados 1 hora ou 30 minutos, respectivamente (para cada via de administração), antes da injeção intrapleural de carragenina (1 mg/cavidade). O lavado da cavidade pleural foi coletado quatro horas após a indução para avaliação das contagens total de leucócitos, atividade de MPO, extravasamento proteico e dosagem de citocinas (TNF-α, IL-6, IL-1β e IL-10). Os resultados foram expressos como média ± E.P.M. e foram avaliados por ANOVA de uma via, seguido pelo teste de Tukey, com p<0,05 considerado significativo. O tratamento com o OSM não alterou o percentual de viabilidade das células em nenhuma das concentrações utilizadas quando comparadas ao grupo controle. Por via tópica, o tratamento com o OSM promoveu uma redução do edema, IL-1β e extravasamento de proteínas, para a dose de 3 mg, além da atividade de mieloperoxidase, TNF-α e IL-6 (para as doses de 1 e 3 mg) nas orelhas inflamadas com TPA. Não foram encontradas alterações significativas nos parâmetros oxidativos para os tratamentos com OSM por via tópica nas doses utilizadas. O pré-tratamento tópico com o OSM na dose testada (3 mg/orelha) também não reduziu o edema de orelha induzido por capsaicina. Na pleurisia, o OSM administrado por via i.p. reduziu a contagem total de leucócitos, a atividade de mieloperoxidase, a concentração de proteínas totais e das citocinas TNF-α e IL-1β no lavado pleural. Entretanto, quando administrado por v.o. não reduziu o aumento do número de leucócitos totais na cavidade pleural promovido pela carragenina. O tratamento com dexametasona reduziu significativamente todos os parâmetros avaliados em ambos os modelos. Assim, o presente trabalho apresenta pela primeira vez uma caracterização farmacológica para o OSM e demonstra que este possui atividade anti-inflamatória, o que evidencia o potencial farmacológico desta preparação extraída da H. speciosa.

  • KATTY ANNE AMADOR DE LUCENA MEDEIROS
  • Ativação e distribuição de neurônios nitrérgicos em resposta à exposição do lagarto neotropical Tropidurus hispidus (SPIX, 1825) a um estímulo aversivo: envolvimento de vias glutamatérgicas. envolvimento de vias glutamatérgicas.
  • Orientador : MURILO MARCHIORO
  • Data: 21/02/2019
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  • O medo é a resposta gerada frente a um estímulo aversivo real. Diversas pesquisas têmaprofundado estudos nessa área com ênfase em mamíferos. Ainda assim, pesquisas comanimais filogeneticamente distantes também são importantes, pois contribuem para o melhorentendimento desses processos. Nosso objetivo, neste trabalho, foi determinar, apósestímulo aversivo, a ativação e a distribuição de neurônios nitrérgicos notelencélefalo de lagartos da espécie Tropidurus hispidus, bem como a interferênciaglutamatérgica nestes mesmos neurônios. Com essa finalidade, realizamos experimentosem duas etapas. Na primeira etapa, foi realizado teste comportamental que submeteu oslagartos a um estímulo aversivo por meio da exposição do animal a um gato vivo (Feliscatus). Após 24 horas da realização do teste, os animais foram decapitados e foi realizadahistoquímica para NADPH-diaforase nas seguintes áreas telencefálicas: córtices medial,dorsomedial e dorsal, estriado, região ventricular anterior (RVDA), região ventricular dorsalposterior (RVDP), amígdala dorsolateral e núcleo amigdaloide lateral. Para todas as áreassupracitadas, contabilizamos o número de neurônios NADPH-diaforase positivos tipo I, tipoII e a soma de ambos os tipos. Contabilizamos também densidade óptica integrada (DOI),área do soma (µm 2 ) e número de neuritos. Na segunda etapa, os animais receberam injeçãoi.c.v. de antagonista de receptores glutamatérgicos do tipo NMDA, o ácido D(-)-2-amino-5-fosfonopentanóico (AP5), e foram submetidos ao mesmo teste comportamental 15 minutosdepois. Foram avaliados quatro grupos experimentais: salina, AP5 1,25 µg/µl, AP5 2,5 µg/µle AP5 5,0 µg/µl. Os animais foram decapitados, realizou-se histoquímica para NADPH-diaforase e foram analisados os mesmos parâmetros histológicos da primeira etapa. Naprimeira etapa, todos os animais que foram expostos ao estímulo aversivo apresentaramaumento do tempo de imobilidade, diminuição da distância percorrida, diminuição do númerode quadrantes visitados, aumento da latência para primeiro movimento e para primeirodeslocamento. Nesses animais, foi observado aumento do número de neurônios tipo I nocórtex dorsal, aumento da DOI no estriado, aumento do número total de neurônios na RVDA,aumento do número de neurônios tipo I, da DOI e da área do soma na amígdala dorsolateral eaumento da DOI e da área do soma no núcleo amigdaloide lateral. Na segunda etapa, duranteexposição ao estímulo aversivo, não se observou diferença na distância percorrida entre osgrupos avaliados. Os animais que receberam salina e AP5 na dose de 1,25 µg/µl aumentaramo tempo de imobilidade e os que receberam AP5 na dose de 5,0 µg/µl visitaram maior númerode quadrantes. Todos os grupos apresentaram aumento na latência para o primeiro movimentoe para o primeiro deslocamento. As alterações histológicas, após a injeção i.c.v. de AP5,foram vistas no estriado, na amígdala dorsolateral e no núcleo amigdaloide lateral. Noestriado, os animais que receberam AP5 na dose de 5,0 µg/µl apresentaram diminuição nonúmero total de neurônios e os que receberam AP5 na dose de 2,5 µg/µl tiveram diminuiçãono número de neurônios tipo II, na densidade óptica e no número de neuritos. Na amígdaladorsolateral, os animais que receberam AP5 na dose de 1,25 µg/µl apresentaram diminuiçãono número de neurônios tipo II, no número total de neurônios, na densidade óptica integrada,na área do soma e no número de neuritos. No núcleo amigdaloide lateral, observou-sediminuição no número de neuritos para os animais que receberam AP5 na dose de 5,0 µg/µl.Concluímos que lagartos da espécie Tropidurus hispidus apresentam diminuição de atividadeexploratória e comportamento tipo medo quando são expostos a estímulo aversivo. Aliberação do óxido nítrico no córtex dorsal, no estriado, na região ventricular dorsal anterior,na amigdala dorsolateral e no núcleo amigdaloide lateral está envolvida na modulação domedo em lagartos da desta espécie. Esta liberação ocorre, após estímulo aversivo, por meio deestimulação de receptores glutamatérgicos no estriado, na amígdala dorsolateral e no núcleoamigdaloide lateral.

  • KAMILLA MAYARA LUCAS DA CRUZ REIS
  • Efeito biológico e mecanismos de ação da corrente interferencial na antinocicepção de ratos artríticos,
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 20/02/2019
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  • A corrente interferencial (CI) tem sido atualmente utilizada para diferentes condições clínicas, principalmente com a finalidade de analgesia. Entretanto, nada se sabe sobre o mecanismo de ação neurobiológica dessa corrente. O objetivo deste estudo foi investigar o efeito da CI em intensidade sensorial e motora na hipernocicepção causada após indução de inflamação articular e se, sistemicamente, os receptores colinérgicos, monoaminérgicos e a via do óxido nítrico estão envolvidos no mecanismo de ação antinociceptiva desta corrente. Materiais e métodos: Foram utilizados 96 ratos Wistar, divididos em série experimental comportamental (Controle, Motora e Sensorial) e série de bloqueios farmacológicos (Controle, CI + Salina, CI + DMSO, CI + Reserpina, CI + Prazosina, CI + Ioimbina, CI + Atropina, CI + Haloperidol, CI + L-NNA, CI + ODQ, CI + Glibenclamida). A estimulação elétrica foi aplicada 24 horas após a indução da inflamação e no grupo reserpina com 48h devido ao seu mecanismo de ação. Os testes comportamentais para sensibilidade e desempenho motor foram realizados antes da indução, 24 horas após a indução da inflamação e após aplicação da CI. O bloqueio farmacológico foi realizado por meio de injeção intraperitoneal aplicada antes do tratamento de acordo com o tempo de ação e dose de cada fármaco. Os valores de p < 0,05 foram considerados significativos. Resultados: Na série comportamental houve aumento do limiar sensitivo cutâneo (p = 0,03) no grupo tratado com intensidade motora, e aumento da latência térmica nos grupos tratados com intensidades sensorial e motora (p < 0,009) comparados com o momento pré-tratamento, o grupo motor apresentou maior tamanho de efeito na sensibilidade mecânica (d = 1,42). Em contrapartida a alta intensidade promoveu diminuição do desempenho motor (p = 0,03) em comparação com pré tratamento. Na série que avaliou os possíveis mecanismos de ação na série da reserpina, foi identificado que a depleção das aminas impediu o aumento do limiar sensitivo cutâneo no grupo CI+Reserpina diferentemente do grupo CI+Salina em que houve antinocicepção (p = 0,01). Das monoaminas investigadas houve impedimento no efeito da corrente no limiar sensitivo nos grupos CI + Ioimbina e CI + Atropina pois não houve diferença entre o pré e pós tratamento diferentemente do grupo CI + Salina, CI + Prazosina e CI + Haloperidol (p < 0,05). Em relação a via do óxido nítrico, a inibição da enzima oxido nítrico sintase (NOS) no grupo CI + L-NNA impediu a antinocicepção promovida pela CI e na cascata intracelular dessa via foi verificado que tanto a guanilato ciclase como os canais de K dependentes de ATP também participam do seu mecanismo anti-hiperalgésico por não aumentarem o limiar mecânico após o tratamento com CI. Todos os grupos tratados com CI mais veículo ou antagonistas tiveram redução da distância percorrida (p < 0,03) menos os grupos controle e CI + Ioimbina.Conclusão: A partir do presente estudo pode-se concluir que a corrente interferencial em intensidade motora mais efetiva para redução da antinocicepção e que esse efeito envolve mecanismos de ação dos receptores alfa-2 adrenérgico, colinérgicos e está relacionado a via do óxido nítrico.

  • FERNANDA MENDONÇA ARAUJO
  • EFEITO DA CORRENTE INTERFERENCIAL ASSOCIADA AO EXERCÍCIO FÍSICO NA FIBROMIALGIA: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 19/02/2019
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  • Introdução: A fibromialgia (FM) é uma síndrome caracterizada por dormusculoesquelética crônica generalizada, hiperalgesia e alterações psicossomáticas,como fadiga, depressão, ansiedade e distúrbios do sono, além de redução da capacidadefísica. O exercício físico é eficaz, em longo prazo, na melhora da dor, qualidade de vida,funcionalidade, depressão, entre outros sintomas presentes na FM. Apesar dessesbenefícios, muitos pacientes não aderem à terapia, devido a fatores como cinesiofobia,fadiga e dor sentida durante e após a realização dos movimentos. Hipotetiza-se que aassociação de corrente interferencial (CI) ao exercício físico promova redução da dor emelhora de desfechos funcionais e psicoemocionais. Assim, este estudo teve, comoobjetivo, investigar o efeito da CI associada a um protocolo de exercício físico empacientes com FM. Métodos: Esse trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética emPesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Sergipe (CAAE62474116.8.0000.5546). Trata-se de um ensaio clínico randomizado, controlado porplacebo e duplamente encoberto. Foram recrutadas mulheres com FM, que foramalocadas em dois grupos de estudo: grupo CI ativa (exercício + aplicação da CI durante40 minutos) e CI placebo (exercício + aplicação da CI por 40 segundos). O protocolo deexercício físico foi composto por alongamentos, exercício aeróbico em bicicletaergométrica e fortalecimento de membros. Já a CI foi aplicada na região paravertebral,com frequência de amplitude modulada de 100 Hz, intensidade de estimulação motoraajustada, concomitantemente ao exercício físico. Foram realizadas 24 sessões detratamento, sendo as pacientes avaliadas no início, após 12 sessões e ao final dotratamento. Avaliação foi composta por questionários e testes que mensuraram: impactoda FM na vida dessas pacientes (através da aplicação do Questionário de Impacto daFibromialgia), nível de depressão (Inventário de Depressão de Beck), ansiedade traço eestado (Inventário de Ansiedade Traço-Estado), capacidade funcional (teste de Sentar eLevantar e Questionário de Incapacidade Física Roland Morris), medo de movimentar-se(Escala de Cinesiofobia de Tampa), catastrofização da dor (Escala de Catastrofização daDor), caracterização da dor (Questionário de Dor McGill), qualidade de vida (Short FormHealth Survey 36), qualidade do sono (Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh),somação temporal (Teste de Somação Temporal), modulação condicionada da dor (Testede Modulação Condicionada da Dor), intensidade de fadiga (escala numérica de 11pontos), força muscular (dinamometria digital), limiar de dor por pressão (algometriadigital), limiar sensitivo cutâneo (filamentos de von Frey), intensidade de dor em repouso(escala numérica de 11 pontos) e perfil imunológico (IL-1β, IL-6, IL-10 e TNF-alfa;coleta sanguínea e ELISA). Resultados: Foram incluídas no estudo 60 mulheres comFM, porém 31 delas desistiram do tratamento, sendo assim, permaneceram, no estudo, 29pacientes, das quais 13 pacientes foram alocadas no grupo ativo e 16 no grupo placebo.Tanto a associação da CI com exercício físico quanto o exercício físico isolado forameficazes na redução do impacto da FM, do índice de classificação da dor, da depressão,do traço de ansiedade, da incapacidade física, da intensidade de dor em repouso, daintensidade de fadiga, do LSC e da somação temporal, e aumento da qualidade de vida,da força muscular e do LDP de mulheres fibromiálgicas (p<0,05). No entanto, o exercícioisolado foi superior a associação das terapias na avaliação dessas variáveis (p<0,05), além de ser o único eficaz na redução da cinesiofobia e catastrofização, e melhora da qualidadedo sono e capacidade funcional das pacientes (p<0,05). Não houve diferença significativano perfil de citocinas em nenhum dos grupos. Conclusão: A associação da CI com oexercício mostrou ter efetividade inferior ao exercício isolado.

  • MICHAEL NADSON SANTOS SANTANA
  • Exercício resistido medeia o pré-condicionamento isquêmico remoto limitando o desacoplamento da eNOS cardíaca.
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 15/02/2019
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  • Atualmente o exercício físico tem sido utilizado como terapia não-farmacológica complementar para prevenir diversos distúrbios cardíacos. Se praticado com regularidade, o exercício físico produz cardioproteção a longo prazo, por meio de mecanismos de pré-condicionamento isquêmico remoto (PCIR). No entanto, o PCIR mediado pelo exercício a curto prazo permanece pouco compreendido. Embora o exercício resistido (ER) tenha sido altamente recomendado por várias diretrizes de saúde pública, não há evidências de que este modelo de exercício medeia o PCIR. Assim, investigamos se o ER induz PCIR cardíaca por meio de um mecanismo dependente do óxido nítrico sintase (NOS). O projeto foi aprovado pelo CEPA da UFS sob inscrição nº 32/2016. Ratos Wistar foram submetidos ao ER de baixa intensidade (40% da carga máxima) e usando um modelo experimental de infarto do miocárdio (IM) através de isquemia-reperfusão (IR). Foram mensurados os níveis de nitrito sistêmico, a contratilidade cardíaca, a extensão da área de infarto, os eventos arrítmicos, a geração de espécies reativas de oxigênio (EROS) e a atividade da eNOS cardíaca. O ER foi capaz de elevar os níveis de nitrito sistêmico (p<0,01), preveniu significativamente a perda de contratilidade cardíaca (p<0,001) e apresentou extensão da área de infarto significativamente menor (p<0,05) quando comparado aos animais não-exercitados (NE). O ER mitigou segmentos ST anormais (p<0,001) e reduziu arritmias induzidas por IR (p<0,05). Houve também aumento da fosforilação da eNOS cardíaca (p<0,05) com redução da relação dímero/monômero (p<0,05). É importante ressaltar que a inibição da eNOS aboliu a cardioproteção mediada por ER, reforçando o papel fundamental do acoplamento da eNOS durante o IM. Os ratos NE exibiram uma geração marcante de EROS e carbonilação induzida por oxidação de proteínas (p<0,05), enquanto o ER impediu estas alterações. De modo geral, conclui-se que o ER promove o PCIR precoce, limitando o desacoplamento da eNOS e mitigando a lesão por IR do miocárdio de ratos.

  • GILMARA BEATRIZ ANDRADE DA SILVA
  • AÇÃO DA (-)-CARVONA NA SINALIZAÇÃO INTRACELULAR DE CÁLCIO E SUA PROPRIEDADE ANTIARRÍTMICA EM CORAÇÃO DE RATO.
  • Orientador : CARLA MARIA LINS DE VASCONCELOS
  • Data: 31/01/2019
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  • A A (-)-carvona (p-mentha-6,8-diem-2-one) é um monoterpeno cetônico encontrado emóleos essenciais e ervas aromáticas. Pesquisas evidenciam algumas propriedadesbenéficas da (-)-carvona como: propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias einibitórias dos canais de cálcio tipo-L em músculo liso. Neste trabalho procurou-seanalisar os efeitos da (-)-carvona sobre os mecanismos contráteis, elétricos eantiarrítmicos sobre o coração de rato. Para esse fim, os estudos contráteis foramrealizados em átrio esquerdo submetidos à estimulação de campo (1 Hz), mantido emcuba para órgão contendo solução de Krebs-Henseleit (8 mL) e aerado com misturacarbogênica (95% O2 e 5% CO2). A força atrial foi captada por um transdutor isométricode força. Os registros eletrocardiográficos e pressão ventricular esquerda (PVE) foramobtidos em coração isolado, sob perfusão aórtica de fluxo constante (10 mL/min). Acontratilidade celular e o transiente intracelular de Ca2+
    foram determinados emcardiomiócitos ventriculares isolados. A atividade antiarrítmica da (-)-carvona foideterminada em modelo de arritmia in vitro induzida por uma sobrecarga de Ca+2 (3,3mM). Em átrio esquerdo, a (-)-carvona mostrou uma resposta inotrópica negativa,dependente de concentração, reduzindo a força contrátil em 82,7% na concentração 2mM. Em 3 mM de (-)-carvona, as forças atriais foram abolidas. A CE50 calculada para a(-)-carvona foi de 463 ± 116 μM e para a nifedipina (bloqueador de canal para Ca2+
    tipo-L) foi de 3,42 ± 1,11 μM. A (-)-carvona (1 mM) diminuiu significantemente a resposta
    inotrópica positiva promovida tanto pelo CaCl2 quanto pelo (±)BAY K8644 (agonista decanal para Ca+2
    tipo-L). Em coração isolado, a (-)-carvona (500 μM) aumentou o QTc de139,6 ± 4,382 ms para 152,4 ± 7,19 ms (n = 5, p < 0,05) sem alterar a duração docomplexo QRS. Além disso, reduziu a PVE em 71% após 15 min de perfusão e reduziua frequência cardíaca em 46%. Em cardiomiócito ventricular isolado, a (-)-carvonadiminuiu a fração de encurtamento de 15,7 ± 0,79 % (10 células) para 6,1 ± 0,6% (18células) (p < 0,05) e reduziu o transiente intracelular Ca+2
    , em 58%, de 6,13 ± 0,68 u.a(controle, n = 24 células) para 3,58 ± 0,33 u.a (carvona, n = 21 células, p < 0,05). A (-)-carvona apresentou uma ação antiarrítmica diminuindo o escore de arritmia de 23,2 ± 6,4para 3,8 ± 1,59 (p < 0,05) reduzindo a ocorrência de fibrilação ventricular, consideradade maior severidade. Concluímos que a (-)-carvona reduz a contratilidade no átrio,ventrículo e no cardiomiócito ventricular isolado associado à redução da frequênciacardíaca. Promove diminuição de entrada de Ca+2 pelos canais de cálcio tipo-L e dotransiente intracelular de Ca+2 no miocárdio de rato. Na arritmia in vitro induzida por altocálcio, (-)-carvona tem propriedade antiarrítmica reduzindo os eventos arrítmicos gravesdo tipo fibrilação ventricular.

2018
Descrição
  • VANESSA CIBELLE BARBOZA DE CARVALHO
  • HIPOTIREOIDISMO GESTACIONAL EXPERIMENTAL E METABOLISMO NA PROLE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E DESAFIO COM DIETA HIPERLIPÍDICA.
  • Orientador : DANIEL BADAUE PASSOS JUNIOR
  • Data: 01/11/2018
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  • Um inadequado ambiente intrauterino pode predispor o feto a doenças ao longo da vidapós-natal. Nesse contexto, os hormônios tireoideanos (HTs) são essenciais nas diversasfases da vida, em especial na gestação, pois estão associados ao crescimento e adiferenciação celular. A carência de HTs durante a gestação predispõem o feto aprejuízo do desenvolvimento neural. Entretanto, os efeitos do hipotireoidismogestacional (HG) no metabolismo da prole ainda não estão bem evidenciados. Assim, osobjetivos desse estudo foram realizar uma revisão sistemática e metanálise com estudospré-clínicos sobre as consequências do HG no desenvolvimento corporal e metabolismode carboidratos da prole e investigar o metabolismo materno e da prole aos 120 diaspós-natal (DPN) de ratas induzidas ao HG associado à dieta hiperlipídica (DH) somentedurante a gestação. Foram selecionados estudos pré-clínicos de hipotireoidismoinduzido exclusivamente durante a gestação e as buscas eletrônicas foram realizadas nasbases de dados PubMed, Scopus, Web of Science, Embase, Lilacs e Scielo, além doGoogle Acadêmico e busca manual nos artigos selecionados. Dois pesquisadoresindependentes identificaram os estudos, extraíram os dados e avaliaram o risco de viésatravés da ferramenta Syrcle. Foi realizada a metanálise dos estudos elegíveis utilizandomodelos de efeito randômico e fixo. 10 estudos foram incluídos na revisão sistemática esugere-se que o metabolismo de carboidrato é prejudicado em algum momento da vidapós-natal, enquanto a metanálise demonstrou que o HG está associado a prejuízo nodesenvolvimento corporal, somente no ínicio da vida pós-natal. Para o estudoexperimental, as ratas prenhas receberam DH a partir do 3º dia de gestação (DG)associado à indução do hipotireoidismo gestacional (metimazol – 0,02%, água de beber)a partir do 9º DG. Tanto a dieta quanto a indução do hipotireoidismo foraminterrompidos no dia do parto. Os HTs, homeostase glicêmica, perfil lipídico e peso dosórgãos foram avaliados nas prenhas aos 20 DG e na prole aos 120 DPN. Os dados foramsubmetidos à ANOVA de 2 ou 3 vias seguido do pós-teste de Bonferroni. O modeloexperimental induziu hipotireoidismo nas ratas prenhas. Ademais, as prenhas queconsumiram DH também apresentaram diminuição de triiodotironina (T3) total. Osdemais parâmetros metabólicos avaliados não apresentaram associação entre asvariáveis estudadas tanto nas prenhas quanto na prole aos 120 DPN. Entretanto, osmachos da prole de ratas que receberam DH apresentaram diminuição de tiroxina (T4)total, enquanto nas proles fêmeas de ratas hipotireoideanas observou-se um aumento deT4 e uma diminuição de T3 aos 120 DPN. Assim, conclui-se que não houve interaçãoentre os fatores estudados no metabolismo materno e da prole aos 120 DPN, em ambosos sexos. Em suma, os resultados indicam que o hipotireoidismo gestacional promovealterações no desenvolvimento e no metabolismo de carboidratos da prole, entretanto àassociação com à DH não promoveu alterações no metabolismo da prole aos 120 DPN.

  • EDSON LIMA SANTOS
  • PARTICIPAÇÃO DO CÓRTEX DORSAL REPTILIANO NOS PROCESSOS DE AQUISIÇÃO, CONSOLIDAÇÃO E EVOCAÇÃO DA MEMÓRIA AVERSIVA NO LAGARTO Tropidurus hispidus,
  • Orientador : JOSE RONALDO DOS SANTOS
  • Data: 31/10/2018
  • Dissertação
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  • As memórias de contexto aversivo são extremamente importantes para asobrevivência dos animais no ambiente. Em mamíferos, por exemplo, sabe-se queregiões encefálicas como a amígdala e o hipocampo possuem papeis fundamentaisna formação de memórias aversivas. Porém, no grupo dos répteis, mesmo havendohomologias cerebrais com os mamíferos, pouco se sabe sobre os processos deformação desse tipo de memória. Diante disso, o objetivo do presente estudo foiavaliar a participação do córtex dorsal reptiliano na memória aversiva do lagartoTropidurus hispidus. Foram utilizados 36 lagartos machos adultos. Os animais foramsubmetidos à cirurgia estereotáxica para implantação de cânulas guias na região docórtex dorsal. Sete dias após, os animais foram separados em dois grupos: Controle(CTR) e Muscimol (MUS), os quais foram distribuídos em três experimentos:Experimento I - aquisição de memória aversiva (1 microinjeção de MUS (n=6) ousalina (n=6), 15’ antes do treino); Experimento II - consolidação de memória aversiva(1 microinjeção de MUS (n=7) ou salina (n=7), logo após sessão de treino); eExperimento III - evocação da memória aversiva (1 microinjeção de MUS (n=5) ousalina (n=5), 15’ antes da sessão teste). Os animais foram submetidos a uma tarefaem campo aberto quadrado, dividida em duas sessões: treino (Dia 1) e teste (Dia 2),com intervalo de 24 h. Para cada sessão, os animais passaram pelas fases dehabituação e exposição (10’ cada). No Dia 1, a fase de habituação correspondeu aotempo de exploração do animal ao aparato, enquanto que a fase de exposiçãocaracterizou-se pela apresentação de uma gaiola gradeada contendo um gatodoméstico. No Dia 2, os procedimentos foram semelhantes ao dia 1, porém, na fasede exposição, os animais foram apresentados somente à gaiola vazia. NosExperimentos I e II, metodologicamente distintos, os resultados foram semelhantes.Foi observado que os animais do grupo MUS, de ambos os experimentos,apresentaram maior tempo de congelamento (p<0,05) e latência (p<0,05) pararealização do primeiro movimento na fase de exposição em comparação à habituaçãodo Dia 1. Já na fase de exposição do Dia 2, não houve diferença entre os respectivosgrupos MUS ou CTR para o congelamento (p=0,125; p=0,375, I e II, respectivamente)e latência (p=0,437; p=0,187, I e II, respectivamente). No Experimento III, verificamosque os animais do grupo MUS, durante a fase de exposição do Dia 1, apresentarammaior tempo de congelamento (p<0,05), menor número de quadrantes visitados(p<0,05) e deslocamentos iniciados (p<0,05) quando comparado com a fase dehabituação. Na fase de exposição do Dia 2, os animais não apresentaram esseaumento (p=0,312, p=0,250 e p=0,315, respectivamente). Diante disso, o presenteestudo mostrou indícios de que a região do córtex dorsal reptiliano do T. hispidusinfluencia nos processos de aquisição, consolidação e evocação da memória aversiva,mas essa estrutura não é necessária para que os animais apresentem respostasaversivas.

  • NIVIANE DE MATOS NASCIMENTO
  • Avaliação computacional dos efeitos do acúmulo da proteína beta-amilóide nas propriedades elétricas dos neurônios piramidais da região CA1 do hipocampo.
  • Orientador : HECTOR JULIAN TEJADA HERRERA
  • Data: 25/10/2018
  • Dissertação
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  • Atualmente, a doença de Alzheimer é o tipo de demência mais comum em idosos, e suaincidência tende a aumentar cada vez mais devido ao aumento no número de pessoas nessafaixa etária no mundo. Existe uma dificuldade para diagnosticar esse transtorno nos seusestágios iniciais, devido à semelhança dos sintomas com outras diversas comorbidades. Abusca constante por um tratamento eficaz dessa doença tem levado a melhor compreensão decomo ela afeta o organismo, em especial o cérebro que sofre as consequências diretas doacometimento da proteína beta amiloide, considerado hoje o principal fator para odesenvolvimento da doença de Alzheimer. Não existe uma cura para essa doença, entretanto,diversos estudos estão em andamento, dentre eles, a modelagem computacional paracontribuir com respostas para o manejo dessa doença. Esta pesquisa simulou em um modelocomputacional de neurônio, baseado em condutâncias, as alterações eletrofisiológicas eestruturais que neurônios piramidais da região CA1 do hipocampo sofrem devido ao acúmulodo peptídeo Aβ. A forma como foram modeladas essas alterações foi reduzindogradativamente as condutâncias de todos os íons (N a+, K+ e Ca2+), assim como reduzindo odiâmetro dos dendritos e número de espinhos dendríticos, começando no soma e estendendoessas alterações em 100 e 200 µm do soma. Os efeitos dessas alterações no comportamentoelétrico do neurônio foram mensurados usando oito medidas que caracterizam o potencial demembrana tanto em condições sublimiares (reobase, cronaxia, resistência de entrada e tempode membrana) quanto supralimiares (amplitude do spike, largura do spike, taxa de disparo eintervalo entre - spike). Os resultados mostram a maneira como o acúmulo da β- amiloidepode comprometer a condutância dos íons N a+ e Ca2+ tipo N, e a estrutura morfológica(diâmetro). Para o N a+ e o diâmetro foi observado alterações em todas as propriedadessublimiares e supralimiares, já as alterações feitas na condutância de Ca2+ tipo N alteraramapenas as medidas supralimiares (taxa de disparo e intervalo entre- spike). Quando foramsimuladas simultaneamente as alterações nas condutâncias de N a+ e no tamanho do diâmetrofoi visto interações significativas nas medidas de amplitude, largura, taxa de disparo eintervalo. Uma caraterística a ser destacada dos resultados das simulações é o fato de que asalterações nas medidas eletrofisiológicas começam a aparecer quando a porcentagem deredução da condutância ou redução do diâmetro é muito alta (acima do 50%). Outro fatorinteressante é a maneira como a redução da espessura do neurônio provoca alteraçõeseletrofisiológicas contrárias as observadas pela redução da condutância do N a+. Esses doisaspectos contribuem na dificuldade do diagnóstico precoce, pelo fato de que o acúmulo dopeptídeo Aβ provoca efeitos contrários na eletrofisiologia do neurônio. Já no que diz respeito àobtenção de informações referentes a possíveis alvos terapêuticos, as simulações parecemapontar que a manutenção do influxo de N a+ seja a peça chave para manter ocomportamento eletrofisiológico do neurônio, não obstante, existe algumas outras correntes(canais iônicos com permeabilidade específica para certos íons) que precisam ser inseridas nomodelo, como é o caso da corrente h, que deverão ser estudadas para ter um quadro maior arespeito do comportamento elétrico do neurônio. É também desejável, explorar outrosprotocolos de estimulação que simulem condições mais similares as encontradas no cérebro,usando sinapses e conectando o neurônio numa rede para poder observar os possíveis efeitosdas reduções das condutâncias e dos diâmetros num contexto de redes e circuitos neurais.Nesse sentido, este é um primeiro passo na implementação e consolidação de uma abordagemcomputacional para o estudo das alterações provocadas por distúrbios como a doença deAlzheimer.

  • FABRÍCIO NUNES MACEDO
  • Efeitos do Tratamento com Doses Terapêuticas de Dexametasona na Função Elétrica e no Remodelamento Cardíaco de Ratos.
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 20/09/2018
  • Tese
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  • A dexametasona é o glicocorticoide mais usado clinicamente pois possui um importantepapel, já estabelecido, no tratamento de um amplo espectro de doenças relacionadas àinflamação. Embora as ações terapêuticas sejam bem conhecidas, o tratamento comdexametasona causa vários efeitos colaterais complexos no sistema cardiovascular, queem alguns casos particulares, são clinicamente imperceptíveis. Sendo assim, nósinvestigamos se um regime terapêutico de dexametasona afeta a arritmogênese cardíaca,enfatizando a contribuição de espécies reativas de oxigênio (ERO). Ratos Wistar machosforam tratados com dexametasona (2 mg / kg, i.p.) durante 7 dias. Posteriormente, foramavaliadas medidas hemodinâmicas, modulação autonômica, função ventricular esquerda,fibrose cardíaca, geração de superóxido (O2·-), atividade da superóxido dismutase (SOD)e arritmias. Em nossos resultados, mostramos que a dexametasona aumenta a pressãoarterial, associada à um aumento da modulação simpática cardíaca e vascular. Além disso,observamos um aumento acentuado na geração de O2· -no coração, ao passo que aatividade da SOD aumentada não impediu os níveis mais elevados de peroxidação lipídicano grupo dexametasona. Curiosamente, apesar de preservada contratilidade ventricular eresponsividade β-adrenérgica, descobrimos que os ratos tratados com dexametasonaapresentam maior fibrose intersticial e perivascular do que o controle.Surpreendentemente, apesar da ausência de arritmias na condição basal, demonstramospor abordagens in vivo e ex vivo que os ratos tratados com dexametasona são maissuscetíveis a desenvolver formas prejudiciais de arritmias ventriculares, quandodesafiados com drogas farmacológicas ou arritmias induzidas por estimulação em rajadas(burst pacing). Notavelmente, o tratamento concomitante com apocinina, um inibidor daNADPH oxidase, preveniu esses eventos ventriculares ectópicos. Em conjunto, nossosdados revelaram que os corações se tornam arritmogênicos durante o tratamento comdexametasona, revelando o papel central das NADPH oxidases geradoras de ERO navulnerabilidade das arritmias.

  • ROBERIO OLIVEIRA DE MENEZES FILHO
  • Ação antitumoral do extrato hidroalcoólico de própolis verde associado ao antineoplásico 5 fluouracila em camundongos transplantados com o Sarcoma 180.
  • Orientador : ADRIANA ANDRADE CARVALHO
  • Data: 31/08/2018
  • Dissertação
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  • O câncer é conhecido por ter crescimento desordenado, invadir tecidos e órgãos e ter disseminação sistêmica. Há muitos anos, os produtos naturais, como o própolis verde, são usadas com intenção curativa e inúmeros têm efeitos quimiopreventivos e antineoplásicos, porém quando associadas a medicamentos receitados por médicos podem causar interações desconhecidas. Este estudo objetivou avaliar a ação antitumoral do extrato hidroalcoólico da própolis verde associado ao antineoplásico 5-FU em camundongos Swiss inoculados com o sarcoma 180 e sobre os parâmetros toxicológicos. Foram utilizados camundongos Swiss jovens (25-35g) inoculados com o sarcoma 180 divididos em sete grupos: animais saudáveis, controle negativo, controle positivo 5-FU 25mg/Kg/dia, EHP 100 e 200 mg/Kg/dia, e os grupos EHP 100 e 200 mg/Kg/dia + 5-FU 25mg/Kg/dia. A preparação do extrato hiroalcoólico foi com 4g da própolis verde triturada e homogeneizada em 400mL de solução alcoólica 70%, filtrado e mantido em infusão por 24h. A citotoxicidade in vitro foi avaliada pelo método MTT. Analisamos os aspectos toxicológicos pela massa corporal, consumo de água e alimentos, massa dos órgãos, parâmetros bioquímicos e hematológicos. O EHP apresentou potencial citótoxico para todas as linhagens testadas. Os grupos EHP 100 e 200 apresentaram o IT de 47% e 48%, respectivamente, enquanto que os grupos tratados EHP 100 e 200 + 5-FU apresentaram um IT de aproximadamente 59% e 70%. Os grupos tratados com o EHP reduziram a perda de massa corporal, exceto o grupo EHP, 200. Não observa-se padrões toxicológicos significativos nos parâmentros hepáticos e renais. Os grupos tratados com EHP não desenvolveram o quando de anemia e os grupos EHP 100 e 200 + 5-FU apresentaram leucopenia com neutropenia. Em conclusão, os dados sugerem que o EHP tem potencial citótoxico in vitro, reverte ou atenua os efeitos colaterais causados pelo 5-FU porém não observa-se efeito antitumoral in vivo. Necessitamos de maiores investigações para compreendermos os mecanismos envolvidos nesta associação.

  • PATRICIA RABELO DOS SANTOS
  • Estudo Sobre Parâmetros Clínicos, Fisiológicos e Inflamatórios na Sepse ou Asma Alérgica em Proles Submetidas a um Modelo de Hipotireoidismo Gestacional Experimental
  • Orientador : DANIEL BADAUE PASSOS JUNIOR
  • Data: 30/08/2018
  • Tese
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  • A origem perinatal dos processos de saúde e doença na vida adulta tem sido o foco de inúmeros estudos. Nesse contexto destacam-se a importância de um adequado suprimento de hormônios tireoideanos maternos para o desenvolvimento fetal, com particular destaque para o sistema imunológico, e o aumento na prevalência de hipotireoidismo gestacional. Essa deficiência hormonal materna tem sido associada à muitas desordens na vida pós-natal da prole. Apesar disso, nenhum estudo investigou a influência desse microambiente intrauterino adverso na susceptibilidade da prole à sepse e à asma alérgica. Ademais, não existe um escore clínico para avaliar a gravidade da sepse em modelos animais, adaptada e validada para o português, como o Murine Sepsis Score (MSS). Assim, avaliou-se parâmetros clínicos e fisiológicos da gravidade da sepse e a resposta inflamatória da asma alérgica em proles submetidas ao Hipotireoidismo Gestacional (HGE). Simultaneamente, buscou-se validar o MSS para o português. O HGE foi induzido pela administração de Metimazol 0,02% na água de beber, do 9° dia gestacional até o dia do parto. Proles de mães hipotireoideanas (PMH) e eutireoideanas (PME) foram submetidos a um modelo de sepse induzida por ligação e perfuração cecal (CLP), para avaliação da sobrevida, temperatura corporal, gravidade e validação do MSS, ou a um modelo de asma alérgica induzida por ovoalbumina (AAIO), para avaliar parâmetros inflamatórios e estresse oxidativo. Os dados obtidos foram expressos em média ± E.P.M. A sobrevida foi estimada utilizando-se o teste de Kaplan-Meier/LogRank; a temperatura corporal e os escores totais foram submetidos à análise de variância (ANOVA) univariada e pós-teste de Tukey. Para o estudo das propriedades psicométricas da Versão Brasileira do Murine Sepsis Score (VB-MSS): a consistência interna foi estimada pelos coeficientes alfa (α) de Cronbach e de Spearman; a confiabilidade interavaliador foi quantificada pelo coeficiente de correlação intra-classe (CCI); a validade foi investigada através do modelo de regressão logística binária e Curva ROC. Demais análises foram feitas utilizando a ANOVA two-way, seguida do pós-teste de Bonferroni. O nível crítico fixado foi de 5%. Não houve influência do HGE sobre a massa corpórea das fêmeas prenhas durante a gestação (p = 0.19). O tamanho da ninhada no 1° DPN não diferiu entre mães eutireoideanas (ME) e mães hipotireoideanas (MH) (p = 0,7862). A massa corporal da prole aos 7 e 14 DPN foi significativamente menor em comparação aos machos PME [7 DPN: (p = 0,0057); 14 DPN: (p = 0,0264)]. Não houve diferença entre a curva de sobrevida da PME-Sepse e PMH-Sepse (p = 0,66), temperatura corpórea (p = 0,90) e escore clínico (p = 0,66). O escore de 4,75 é o melhor ponto cut off (Índice de Youden = 0,741). A PMH-OVA apresentou menor infiltrado leucocitário no lavado broncoalveolar (BAL) (p < 0,001), mas a análise histológica do tecido pulmonar não detectou essa diferença (p = 0,452); houve, também, menor atividade da mieloperoxidase no pulmão (p < 0,001) e menor conteúdo de peroxidase eosinofílica no BAL (p < 0,05), comparados à PME - OVA. Não houve influência do HGE na concentração de Malondialdeído e conteúdo de sulfidril do tecido pulmonar das proles asmáticas. A VB-MSS apresentou excelentes consistência interna (α de Cronbach = 0,945) e confiabilidade interavaliadores [CCI Escore Geral = 0,922 (IC de 95%: 0,911 – 0,932)]. Todas correlações dos itens da escala foram estatisticamente significativas (p < 0,05). O escore geral e a média do escore por item estão significativamente relacionados à probabilidade de sobrevida (p < 0,05). A VB-MSS possui excelente poder discriminatório, AUC (IC 95%) = 0,921 (0,878 – 0,965), p < 0,0001 e grande responsividade. Assim, conclui-se que o HGE não afeta parâmetros clínicos e fisiológicos dos animais sépticos, mas demonstra efeito inibitório sobre a inflamação pulmonar alérgica da prole. Ademais, a VB-MSS possui ótima performance discriminatória, é altamente confiável, replicável e válida para ser utilizada em países de língua portuguesa para avaliação do status clínico de animais sépticos.

  • FRANCIEL BATISTA FÉLIX
  • Estudo dos efeitos anti-inflamatório e pró-apoptótico do fitoestrógeno biochanina A
  • Orientador : RENATA GRESPAN
  • Data: 01/08/2018
  • Dissertação
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  • Introdução: A artrite é uma doença infamatória que causa a erosão e remodelamento da cartilagem e do osso das articulações, mediada principalmente pela exacerbação da resposta inflamatória de neutrófilos gerando efeitos teciduais indesejáveis. Neste contexto, a Biochanina A (BCA), um fitoestrógeno conhecido por sua atividade anti-inflamatória, destaca-se como um composto natural com potencial terapêutico a ser utilizada no tratamento da artrite. Objetivo: Avaliamos o efeito farmacológico da BCA em modelo de artrite induzida por zymosan em camundongos. Metodologia: Foram utilizados camundongos fêmeas Swiss (22-28 g). Para mimetizar as condições pós-menopáusicas alguns animais foram submetidos à ovariectomia. Para a indução da artrite os animais receberam injeção intra-articular (i.a.) de zymosan (100µg/cavidade 30 minutos depois da última dose dos tratamentos). O grupo controle negativo recebeu injeção de salina (0,9%. i.a.). Os animais ovariectomizados (OVX) e sem ovariectomia (n=5/grupo) foram pré-tratados por via intraperitoneal (i.p.) com BCA (1, 3 e 9 mg/kg) e veículo (solução salina contendo Tween 80 a 1 %) ou por via subcutânea (s.c.) com Estrógeno (E2, 50 ug/kg) por 14 dias consecutivos. Como controle padrão, grupos de animais foram tratados com dexametasona (DEXA, 5 mg/kg, s.c.) 1 hora antes da administração do zymosan. Resultados: Observamos que a ação estrogênica da BCA foi capaz de alterar o ciclo estral dos animais e este efeito é seguido sem modificações no peso do útero. Ademais, a BCA nas doses de 1, 3 e 9 mg/kg reduziu (p< 0,0001) a migração de neutrófilos para a cavidade articular correspondendo a uma inibição de 77%, 76% e 72%, respectivamente, em animais OVX e 63,95%, 64.37% e 41.64%, respectivamente, em animais com concentrações de E2 endógeno intacto. Além disso, a BCA (1 mg/kg, i.p.) impediu a formação do edema de pata induzido pelo zymosan (100µg/10 µl, subplantar) e reduziu as concentrações das citocinas TNF-α (p< 0,0007), IFN-γ (p< 0,0004) e IL-2 (p< 0,0453) e elevou as concentrações de IL- 4 (p< 0,0014) e IL-10 (p< 0,0179), mas não apresentou efeito significativo para IL- 13 quando comparados com a liberação destes mediadores no grupo controle. Nos ensaios in vitro, as concentrações 1, 10 e 100 µM da BCA aumentaram a apoptose em neutrófilos em 7,4% (p<0,0030); 16,2% (p<0,0001) e 22,2% (p<0,0001), respectivamente, e consequentemente reduziram as concentrações extracelulares de NETs, sendo 34% (p<0,0001); 24,3% (p<0,0001) e 17% (p<0,0001), respectivamente. Conclusão: A BCA exerce efeito anti-inflamatório durante a artrite induzida por zymosan e ação pró-apoptótica em neutrófilos, os quais sugerem que este fitoestrógeno possa criar subsídios para pesquisas futuras na exploração de possíveis potenciais terapêuticos que possam prevenir a progressão da artrite e melhorar a qualidade de vida principalmente de mulheres na fase pós-menopáusica.

  • ARIEL DE SOUZA GRAÇA
  • Caracterização química e atividade antitumoral do óleo essencial de folhas de Schinus terebinthifolius Raddi.
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 27/07/2018
  • Dissertação
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  • O câncer é um conjunto de mais de 100 doenças responsável pela segundacausa de morte no mundo. Estima-se que no Brasil 600 mil novos casos irãoocorrer a cada ano para o biênio 2018-2019 e a busca de novosantineoplásicos é fundamental já que os atuais ainda causam muitos efeitosindesejáveis. Neste sentido, os produtos naturais podem ser uma alternativa,principalmente para o Brasil que é um país rico em diversidade vegetal. ASchinus terebinthifolius Raddi, planta da família Anacardiaceae encontrada emtoda costa brasileira, já foi citada por ser citotóxica in vitro contra linhagenstumorais. Entretanto, ensaios in vivo ainda não foram relatados. Portanto, oobjetivo deste trabalho foi avaliar a composição química, a atividadeantitumoral, in vitro (em células tumorais) e in vivo [em camundongosinoculados com Sarcoma 180 (S180)] do óleo essencial de folhas de S.terebinthifolius Raddi, bem como os parâmetros toxicologicos. Para isto, o óleoessencial (OEST) foi extraído por hidrodestilação e analisado por CG/EM quemostrou predominância de compostos monoterpênicos (92,11%) sendo seusprincipais constituintes o α-pineno (37,10%), γ-3-careno (35,83%), (E)-cariofileno (8,42%), limoneno (7,43%) e mirceno (3,22%). A citotoxicidade invitro (MTT), avaliada frente a 5 linhagens de células tumorais, mostrou que oóleo, em concentrações inferiores a 50 μg/mL, não possui atividade citotóxicacontra as linhagens celulares tumorais (carcinoma de próstata - PC-3,carcinoma de cólon - HCT-116, adenocarcinoma de mama - MCF-7, leucemiapromielocítica aguda - HL-60 e glioblastoma - SNB-19) e nem contra linhagemde célula normal (fibroblastos murinus - L929). No ensaio sobre a atividadeantitumoral in vivo, o OEST apresentou percentuais de inibição de 48,7 e76,0% nas doses de 25 e 50 μg/kg/dia, respectivamente, tratados por viaintraperitonial. Além disso, a dose de 50 μg/kg/dia possuiu o mesmo efeito do5-FU (25 μg/kg/dia), porém sem causar efeito tóxico aos animais tratados comofoi verificado por meio da avaliação toxicológica [peso corporal e dos órgãos(baço, fígado, rins, estômago e coração), o consumo de água e ração, asanálises hematológicas e bioquímicas] quando comparado ao grupo controle(CTRL). Asssim, conclui-se que o óleo essencial de folhas de S. terebinthifoliusRaddi possui atividade antitumoral in vivo, sem toxicidade e em baixadosagem.

  • RANGEL RODRIGUES BOMFIM
  • Efeitos anti-inflamatório e antinociceptivo do óleo fixo das sementes de Annona muricata L
  • Orientador : ENILTON APARECIDO CAMARGO
  • Data: 24/07/2018
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  • A Annona muricata L. (graviola) é muito utilizada na medicina popular para tratar diversas doenças e as propriedades farmacológicas das folhas, fruto ou casca desta planta foram demonstradas. Sabe-se que óleos fixos extraídos de sementes apresentam considerável perfil de ácidos graxos, e, muitos desses ácidos apresentam propriedades biológicas. Não há estudos que investigaram o efeito óleo fixo extraído das sementes de graviola sobre a modulação das respostas inflamatória e nociceptiva, o que é objetivo deste estudo. A caracterização do perfil de ácidos graxos do óleo da semente de graviola (OSG) foi realizada por CG/MS e o ácido oleico (AO) foi o ácido graxo encontrado em maior percentual. Fibroblastos (L929) foram incubados in vitrocom o OSG (10-150 µg/mL), mas não houve alteração da viabilidade dessas células por esta incubação com o óleo. Diante desses achados, o OSG foi testado quanto a sua ação anti-inflamatória tópica e antinociceptiva utilizando camundongos Swiss (25-30 g). Na avaliação da atividade anti-inflamatória tópica, os animais foram tratados com diferentes agentes flogísticos concomitantemente às doses do OSG ou AO (0,3, 1,0 ou 3,0 mg/orelha), veículo ou dexametasona; e foram avaliados parâmetros inflamatórios nos tecidos coletados das orelhas. Os resultados foram avaliados por análise da variância seguida de pós-teste adequado, com valores de p<0,05 considerados significativos. A aplicação tópica do OSG concomitantemente ao 12-O-tetradecanoilforbol-13-acetato (TPA) inibiu o edema (37%, 33% e 56%), a atividade de mieloperoxidase (MPO; 41%, 84% e 87%) e a concentração de malondialdeído (MDA; 95%, >100%, >100%), respectivamente para 0,3, 1,0 e 3,0 mg/orelha, bem como inibiu a alteração da concentração de interleucina (IL)-6 (>100% e 96%) e IL-1β (85% e 97%) respectivamente para 1,0 e 3,0 mg/orelha. Na dose de 3 mg/orelha, o OSG preservou o tecido de alterações histológicas induzidas por TPA. A aplicação concomitante de AO ao TPA inibiu o edema (42% e 41%), respectivamente para 1,0 e 3,0 mg/orelha e a concentração de MDA (>100% para 3 mg/orelha), mas não alterou a atividade de MPO. O tratamento tópico prévio com OSG também inibiu o edema (65%) e a atividade de MPO (80%) na inflamação de orelha induzida por fenol, enquanto o AO inibiu apenas o edema (39%). Não houve alteração do edema de orelha induzido por capsaicina tanto para o OSG quanto para o AO. Diante desses achados, e sabendo-se que muitos dos mediadores envolvidos na resposta inflamatória se relacionam com a nocicepção, o OSG foi testado quanto ao seu efeito antinociceptivo. Nessa avaliação, os animais foram previamente (1 h) tradados com OSG (100, 200 ou 400 mg/kg; v.o.), veículo, ou drogas usadas como controles positivos. Foram realizados testes de nocicepção (formalina, placa quente, contorções abdominais e hiperalgesia mecânica) e em alguns deles foi avaliada a participação do sistema opiode, do óxido nítrico e de canais para K+ sensíveis a adenosina trifosfato pelos pré-tratamentos com naloxona, L-arginina e glibenclamida respectivamente. Além disso, o possível efeito do OSG sobre a atividade locomotora foi avaliado no campo aberto. A administração oral do OSG não alterou a atividade exploratória dos camundongos no campo aberto, porém reduziu o tempo de lambida na primeira (45% para 400 mg/kg) e segunda fases (34% e 82% para 200 e 400 mg/kg) do teste da formalina na pata. A administração do OSG aumentou o tempo de latência dos animais após 60 (p< 0,001 para 400 mg/kg) e 90 min (p< 0,01 e p< 0,001 para 200 e 400 mg/kg) no teste da placa quente e este efeito foi revertido pelo pré-tratamento com naloxona. O pré-tratamento com OSG também reduziu o número de contorções abdominais por ácido acético (38% e 67% para 200 e 400 mg/kg), efeito que foi parcialmente revertido pela administração prévia de L-arginina, mas não de glibenclamida. O pré-tratamento com OSG reduziu a hiperalgesia induzida por carragenina apenas 3 horas pós-indução (p<0,001). Estes resultados mostram, pela primeira vez, que o OSG induz efeito anti-inflamatório tópico e antinociceptivo, destacando seu potencial como alternativa para o tratamento de condições inflamatórias e dolorosas.

  • DANIELLE PEREIRA GAUJAC
  • INFLUÊNCIA DO HIPOTIREOIDISMO GESTACIONAL EXPERIMENTAL NA FUNÇÃO DE CORAÇÃO E VASOS DA PROLE DE RATAS.
  • Orientador : DANIEL BADAUE PASSOS JUNIOR
  • Data: 18/07/2018
  • Tese
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  • Perturbações ao feto durante a vida intrauterina podem promover disfunções em diversos sistemas fisiológicos, como o sistema cardiovascular. Hormônios tireoidianos (HTs) possuem papel crucial no desenvolvimento de todos os sistemas biológicos de vertebrados. Neste trabalho, investigou-se as repercussões da carência de HTs maternos nas propriedades elétricas e contráteis e na tolerância do coração isolado à isquemia seguida de reperfusão, além da função vascular da prole quando adulta. Ratas Wistar prenhas foram divididas em eutireoideanas e hipotireoideanas por adição de metimazol (0,02%) na água de beber do 9º ao 21º dia de gestação. Com as proles, realizou-se registros eletrocardiográficos in vivo e ex vivo, avaliação ex vivo da função contrátil cardíaca e reatividade vascular da artéria aorta torácica. Os resultados foram expressos em valores de média ± erro padrão da média. Para comparação dos dados entre os grupos foi realizado teste t de Student ou análise de variância de duas vias (p < 0,05), seguido ou não de pós-testes, quando necessário. A evolução da massa corporal, de machos e fêmeas, foi diferente entre os grupos experimentais somente aos 30 DPN (dia pós-natal) (79,07 ± 3,19 g versus 87,27 ± 1,74 g; p < 0,001). Aos 60 DPN, a massa corporal, somente dos machos, foi menor na prole de ratas hipotireoideanas (PRH) quando comparada a prole de ratas eutireoideanas (PRE) (235,7 ± 4,06 g versus 253,6 ± 4,33 g; p = 0,005). A análise do ECG ex vivo demonstrou que na PRH o intervalo QTc foi menor que o controle (36,37±2,7 ms versus 45,63±4,8 ms; p = 0,004), apenas na ausência de isquemia. A PRH apresentou maior ocorrência de arritmias (26,5±3,53 u.a. versus 8,25±1,08 u.a., p = 0,002). O tempo de ocorrência dos diferentes tipos de arritmias indicou maior prevalência para taquicardia ventricular na PRH (1,7 ± 0,47 u.a. versus 0,25 ± 0,2 u.a.). A ANOVA revelou menores pressão desenvolvida no ventrículo esquerdo (F (1; 6) = 15,27; p = 0,008), velocidade de contração (F (1, 4) = 11,38, p = 0,015) e de relaxamento ventricular (F (1; 4) = 23,92; p = 0,003) na PRH, independente do evento isquêmico. Neste modelo não se observou diferença entre os grupos nos efeitos vasorrelaxante e vasoconstritor em endotélio de aorta torácica. O déficit de HTs maternos, exclusivamente durante a vida intrauterina, promoveu efeitos ionotrópico e cronotrópico negativos em modelo ex vivo de coração de rato, bem como alteração do padrão eletrofisiológico, com redução do intervalo QTc associada a maior ocorrência de arritmias de maior gravidade. Estes dados sugerem possível predisposição a doenças cardíacas em adultos expostos a concentrações insuficientes de HTs maternos durante a vida intrauterina. Em conjunto, estes resultados oferecem subsídios para fomentar a discussão em torno da adoção de políticas públicas de rastreamento compulsório da função tireoidiana da gestante, e eventual adoção de terapia de reposição.

  • SABRINA ZELICE DA CRUZ DE MORAES
  • Determinação do perfil fitoquímico de Poincianella pyramidalis (Tul.) L.P.Queiroz  e seu efeito antinociceptivo e anti-inflamatório.
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 28/02/2018
  • Dissertação
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  • Catingueira, como é popularmente conhecida a P. pyramidalis, é uma plantaendêmica da Caatinga, tradicionalmente utilizada pelas comunidades locaispara o tratamento de enfermidades (diarreias, doenças gastrointestinais,doenças respiratórias, dores e inflamações em geral). Além disso, descreve-separa a espécie uma variedade de atividades farmacológicas, que estãorelacionadas com os compostos antioxidantes encontrados em todas suaspartes, em especial pode-se os compostos fenólicos. O presente trabalhoobjetivou elucidar os compostos presentes na fração mais ativa da espécie.Para tanto, realizou-se uma triagem fitoquímica em que detectou-se taninos,flavonoides, flavonóis, terpenos entre outros metabólitos. As amostras quemais se destacaram foram o extrato hidroetanólico (EHE), fração acetato deetila (FAE) e fração clorofórmica (FCL), mostrando maior diversidade decompostos químicos. O conteúdo de fenóis totais, flavonoides e flavonóis foiquantificado na FAE e EHE e entre os dois, a FAE mais se destacouapresentando valores significativamente maiores (p&lt;0,05), para todas asmoléculas avaliadas. No ensaio de estabilização do radical DPPH (70 μg.mL -1 ,60 min), a FAE apresentou um percentual de inibição (PI) de 87,76% e IAA1,74, caracterizando-se por ser um antioxidante forte. As análises LC-DAD- MSE LC-ESI- MS / MS permitiram reconhecer 15 compostos na FAE dentre eles:ácido gálico, corilagina, ácido elágico, ácido 3,3&#39;-dimetoxielágico- 4&#39;-O-β-D-glicopiranosídeo, ácido gálico 3,4-dimetileter, ácido elágico 3,3’-dimetileter,tellimagrandina I, compostos fenólicos que em sua maioria derivam-se de ácidogálico e ácido elágico. Os testes farmacológicos envolvendo os métodos deavaliação antinociceptiva e anti-inflamatória (lambedura de pata induzida porformalina e hipernociepção mecânica) foram avaliados utilizando a FAE comotratamento. Na primeira fase do teste de formalina, nenhuma amostra testadafoi responsiva, porém, na segunda fase, o grupo tratado com FAE (100 mg.kg -1 )bem como o controle positivo ácido gálico (10 mg.kg -1 ), demostram umaredução de 50% (p&lt;0,01) e 63% (p&lt;0,001), respectivamente, quandocomparados com o controle. No teste de hipernocicepção mecânica, foipossível observar o efeito antihiperalgésico da FAE (100 mg.kg -1 ), até a terceirahora de avaliação com p&lt;0,001 para ambos. Estes resultados sugerem umaatividade anti-inflamatória de FAE de P. pyramidalis, e podem ser atribuídas aoconteúdo fenólico presente na casca. Além disso, corroboram com a literatura,que relatam antinocicepção bem como atividade anti-inflamatória, como um dosseus efeitos farmacológicos mais relevantes descritos e confirmam o usopopular da planta.

  • RICARDO GUIMARÃES AMARAL
  • Estudo do potencial antitumoral do extrato das folhas da Passiflora alata Curtis
  • Orientador : ADRIANA ANDRADE CARVALHO
  • Data: 26/02/2018
  • Tese
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  • O câncer é um conjunto de doenças de origem celular, responsáveis por uma dasmaiores causas de morte no mundo, com estimativa de novos casos e de mortalidadecrescente. Esses dados demonstram a necessidade do engajamento científico-social naprocura por agentes anticâncer mais efetivos. Nesse contexto, foi avaliado o potencialcitotóxico do extrato das folhas de 16 espécies de Passiflora cultivadas no Brasil,obtidos por extração acelerada com solvente (ASE) e detectou que o extrato das folhasda Passiflora alata (EFPA) possui promissora atividade citotóxica frente a linhagens decélulas cancerígenas. Portanto, o presente estudo teve por objetivo avaliar a atividadeantitumoral do EFPA, em vários modelos biológicos. Para isso, foi determinado opercentual de inibição de proliferação celular (% Ipc) frente a 8 linhagens de célulastumorais: leucemia promielocítica (HL-60), glioblastoma (SF-295), carcinoma de cólon(HCT-116), adenocarcinoma ovariano (OVCAR-8), carcinoma de próstata (PC-3),leucemia mielocítica crônica (K-562), carcinoma hepatocelular (HepG2) e melanoma(B16-F10), em concentração única de 50 μg/mL, através de ensaio de MTT. O EFPAapresentou elevado percentual de inibição de proliferação (> 75%) para todas aslinhagens de células tumorais utilizadas, exceto para B16-F10. O teste de MTT foinovamente realizado utilizando todas as linhagens tumorais que apresentaram Ipc >75% e células mononucleares do sangue periférico (PBMC), para determinar aconcentração inibitória que provoca 50% do efeito máximo (CI50). O extrato mostrou-secom elevada potência (CI50 < 30 μg/mL) frente a HL-60, seguido por PC-3, HCT-116,SF-295 e OVCAR-8, respectivamente. Frente a célula não tumoral, PBMC, o EFPA nãoapresentou atividade citotóxica, assim como não apresentou significativa atividadehemolítica em eritrócitos saudáveis (125, 250, 500 e 1000 μg/mL). Diante dosresultados o mecanismo de ação citotóxico do EFPA foi estudado frente a linhagem queo extrato demonstrou maior potência (HL-60), nas concentrações de metade da CI50(9,69 μg/mL), a própria CI50 (19,77 μg/mL) e 2 x CI50 (38,74 μg/mL). A viabilidade dascélulas HL-60 foi reduzida em todas as concentrações avaliadas, quando analisada peloteste de exclusão por azul de tripan, o que reafirma potencial citotóxico do extrato ecolabora com os achados da análise morfológica, no qual observou-se um aumento donúmero de células mortas. A análise morfológica por incorporação de brometo deetídio/laranja de acridina e análise da externalização da fosfatidilserina sugere que acitotoxicidade do EFPA ocorre por indução de apoptose e necrose em todas asconcentrações testadas. No ensaio por citometria de fluxo utilizando iodeto de propídeofoi observado fragmentação do DNA com parada de ciclo na fase G2/M. Todas essasatividades podem ser mediadas por ação sinérgica dos flavonoides (vitexina,isovitexina, orientina e isorientina) e saponinas encontradas no EFPA. Além disso, oEFPA apresentou moderada atividade antioxidante na captura do radical livre DPPH edeterminação da lipoperoxidação lipídica. Diante desses resultados, foi avaliada aatividade antitumoral do EFPA in vivo (CEPA no27/2015) utilizando camundongosinoculados com sarcoma 180. Neste ensaio, o EFPA apresentou atividade antitumoralnos tratamentos realizados, durante 7 dias, por via intraperitoneal (i.p.) (36,75% e44,99% nas doses de 100 e 150 mg/kg/dia, respectivamente). Por via oral o EFPA nãoapresentou atividade antitumoral in vivo nas doses testadas. Quando avaliados osparâmetros toxicológicos dos animais submetidos ao tratamento i.p., não foi observadaalteração significativa nos parâmetros toxicológicos: massa dos órgãos (fígado e rins),
    análises bioquímicas (AST, ALT, FA, ácido úrico, ureia e creatinina), análisehematológica eritrocitária (hemácia, hemoglobina e hematócrito) e análisehistopatológica (fígado e rins). As alterações toxicológicas evidenciadas foram: reduçãoda massa corpórea associado a redução do consumo alimentar, aumento da massa dobaço associado a aumento histopatológico da polpa branca do baço e aumento donúmero de leucócitos totais com alteração na relação percentual entre linfócitos eneutrófilos. Como os resultados demonstraram que o EFPA possui atividadeantitumoral, com poucas alterações toxicológicas, foi proposto avaliar o benefício daassociação, via i.p, entre o EFPA (100 e 150 mg/kg/dia) e o 5-Fluorouracil em dose (10mg/kg/dia), entretanto, a associação mostrou-se letal em ambas as doses. Diante dosresultados, podemos afirmar que o EFPA tem atividade antitumoral in vitro e in vivocom baixa toxicidade, induzindo morte celular por apoptose e necrose, com parada deciclo celular em G2/M.

  • THASSYA FERNANDA OLIVEIRA DOS SANTOS
  • Estudo das alterações do equilíbrio em um modelo progressivo de parkinsonismo induzido por reserpina
  • Orientador : JOSE RONALDO DOS SANTOS
  • Data: 21/02/2018
  • Dissertação
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  • Dentre os sintomas motores presentes na doença de Parkinson (DP), destaca-se os distúrbios do equilíbrio, por tratar-se de uma alteração complexa, queenvolve a interação de vários sistemas neuronais e cuja etiologia ainda não écompletamente compreendida pela literatura. O presente estudo objetivouavaliar as alterações comportamentais e neuroquímicas relacionadas aoequilíbrio em um modelo progressivo de parkinsonismo induzido por reserpina(RES). Foram utilizados 28 ratos Wistar machos entre 6 a 9 meses de idade,divididos aleatoriamente em dois grupos experimentais: controle (animaistratados com solução veículo – CTR e RES (animais tratados com RES 0,1mg/kg), n = 14 por grupo. Os animais receberam 4 ou 10 injeções subcutâneas(s.c) de RES ou veículo, uma a cada 48h. Ao longo do experimento os animaisforam submetidos aos testes de: 1) catalepsia - diariamente; 2) teste de campoaberto – 48h após a segunda, quarta e a décima injeção; 3) teste de equilíbriona trave – a cada 48h e 4) teste na trave estreita – a cada 48h. 48h após a 4ªinjeção, um observador externo selecionou aleatoriamente metade dos animaisde cada grupo (n = 7) e os mesmos foram mortos e submetidos a análiseimunohistoquímica para tirosina hidroxilase (TH) na substância negra partecompacta (SNpc), área tegmental ventral (VTA) e Estriado dorsal e colinaacetiltransferase (ChAT) no núcleo pedúnculopontino (NPP). Os animaisrestantes (n = 7 por grupo) foram mortos 48h após a 10ª injeção. Todos osprocedimentos foram aprovados previamente pelo comitê de ética em pesquisae uso animal da UFS sob o protocolo n. 33/2016. Os animais do grupo RESapresentaram maior tempo de permanência na barra, no teste de catalepsia, apartir do dia 12 (p=0,003) até o final do tratamento, dia 20 (p&lt;0,0001), quandocomparados com seu grupo CTR. Na atividade geral do campo aberto, avaliadano dia 20, o grupo RES apresentou uma diminuição da distância totalpercorrida (p = 0,0012), da velocidade média (p = 0,0012) e do número deeventos de rearing (p = 0,0023), quando comparados com os animais do grupoCTR. No teste de equilíbrio na trave, o grupo RES apresentou uma diminuiçãodo tempo permanência na trave do dia 8 (p=0,005) ao dia 14 (p=0,0001),quando comparado com seu CTR. Alterações do equilíbrio também foramobservadas no teste da trave estreita, para o grupo RES do dia 4 (p=0,0007) aodia 10 (p=0,004). Foi observada uma diminuição do número de células TH+ naSNpc (p = 0,0078) e na Densidade óptica relativa (DOR) no estriado dorsal (p =0,0078) para os animais do grupo RES que receberam 10 injeções. No NPPhouve uma diminuição de células ChAT+ (p = 0,0051) para os animais dogrupo RES que receberam 4 injeções. Alterações do equilíbrio precedem asalterações motoras na catalepsia e na atividade geral do campo aberto,induzidas por baixas doses de RES. O modelo de parkinsonismo progressivo,induzido por RES, pode ser útil para uma melhor compreensão dosmecanismos envolvidos nas alterações do equilíbrio em fases iniciais, uma vezque possibilita a dissociação dessa alteração dos demais prejuízos motoresobservados na DP.

  • EDSON DE REZENDE SANTOS
  • ATIVAÇÃO ASTROCITÁRIA EM ESTÁGIOS INICIAIS DE UM MODELO ANIMAL DE PARKINSONISMO PROGRESSIVO INDUZIDO POR RESERPINA,
  • Orientador : JOSE RONALDO DOS SANTOS
  • Data: 19/02/2018
  • Dissertação
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  • A doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurodegenerativo crônico com amploespectro de sintomas motores (SM) e não motores (SNM), resultantes deneurodegeneração em múltiplos sistemas da neurotransmissão central. Células gliais,como os astrócitos, parecem estar envolvidas nesse processo, entretanto, pouco sesabe sobre a participação dessas células em estágios iniciais, no desenvolvimentoe/ou na progressão da doença. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar aparticipação de astroglia no modelo de parkinsonismo progressivo induzido por baixasdoses de reserpina (RES). Para isso, foram utilizados 42 ratos Wistar com idade entre7 e 9 meses. Os animais foram aleatoriamente divididos em 2 grupos experimentais:controle (animais tratados com solução veículo) e RES (animais tratados com RES0,1 mg/kg), n = 21 por grupo. Os animais de ambos os grupos receberam 4, 10 ou 15injeções subcutâneas (s.c.), uma a cada 48 h, de veículo ou RES. Durante todo oexperimento foram realizados testes comportamentais: (1) catalepsia (diariamente) e(2) teste da fita (48 h após a 4ª, 8ª, 12ª e 15ª injeções). Quarenta e oito horas após a4ª (n =7 por grupo), 10ª (n = 7 por grupo) e 15ª (n = 7 por grupo) injeções, os animaisforam perfundidos e submetidos a análise imuno-histoquímica para proteína ácidafibrilar glial (GFAP) e tirosina hidroxilase (TH) no encéfalo. Todos os procedimentosexperimentais foram previamente aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa comAnimais da Universidade Federal de Sergipe, sob o protocolo n. 10/2017. No teste decatalepsia, foi observado um aumento no tempo de permanência na barra, para osanimais do grupo RES, quando comparado com o grupo controle, 48 h após a 5ªinjeção (p = 0,005) e foram mantidas até o fim do tratamento. No teste da fita, o grupoRES apresentou um aumento no tempo de remoção (48 h após a 4ª (p = 0,048), 8ª (p= 0,035), 12ª (p 0,003) e 15ª (p &lt; 0,001) injeções) e percepção do adesivo (48 h apósa 8ª (p = 0,004), 12ª (p = 0,001) e 15ª (p &lt; 0,001) injeções). No estriado dorsal, masnão na substância negra parte compacta, no núcleo dorsal da rafe e locus coeruleuosdos animais do grupo RES, foi observado um aumento da imunorreatividade paraGFAP, 48 h após a 4ª injeção (p &lt; 0,001), permanecendo até o fim do tratamento.Também foi observada uma redução de células TH imunorreativas na substâncianegra parte compacta dos animais tratados com RES, após a 10ª (p = 0,026) e 15ª (p= 0,038) injeções; no estriado dorsal (p = 0,014) e em VTA (p = 0,014) após a 15ªinjeção; no locus coeruleus após a 4ª (p = 0,005) e 15ª injeções (p = 0,046) e nonúcleo dorsal da rafe, após a 4ª (p = 0,016), mas não após a 10ª (p = 0,445) e 15ªinjeções (p = 0,559). Esses dados mostram que o aumento da ativação astrocitáriaocorre antes mesmo das alterações motoras, sugerindo que essas célulasdesempenham um importante papel na fisiopatologia da DP, ainda em estágiosiniciais.

  • SARA ALBUQUERQUE DOS SANTOS
  • Camomila (Matricaria recutita) potencializa a atividade antineoplásica do 5-fluorouracila em camundongos com sarcoma 180.
  • Orientador : ADRIANA ANDRADE CARVALHO
  • Data: 15/02/2018
  • Dissertação
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  • O câncer é a causa de adoecimento que mais se expande no planeta. É entendido como umconjunto de mais de 100 doenças celulares, causado por mutações e alterações nosmecanismos de regulação epigenética que favorece desvios nos mecanismos de controle dosprocessos de proliferação e diferenciação celular. O conhecimento popular fornece base parao uso de diversas plantas com potencial antitumoral e muitos pacientes associam seu uso aostratamentos padrões para o câncer, desconhecendo, entretanto, a existência de possíveisinterações medicamentosas ou potencializações de efeitos adversos. Particularmente infusosda Matricaria recutita tem sido popularmente utilizados em associação com quimioterápicos.Esse estudo teve como objetivo avaliar o efeito da associação entre a Matricaria recutita e ofármaco antineoplásico 5-fluorouracila no tratamento em camundongos transplantados com osarcoma 180. Para isso, o extrato aquoso da Matricaria recutita (EAMC) foi preparado apartir das inflorescências, cujo registro cromatográfico detectou a presença de flavonóidescomo luteonina, quecertina, rutina e compostos fenólicos como ácido caféico. Acitotoxicidade in vitro do EAMC foi avaliada frente a 5 linhagens de células tumoraishumanas: PC-3 (próstata), HCT-116 (cólon), MCF-7 (adenocarcinoma de mama), HL-60(leucemia promielocítica aguda) e SNB-19 (glioblastoma), e não tumoral L929 (fibroblasto)através do ensaio do MTT. O EAMC não apresentou atividade citotóxica em nenhuma daslinhagens de células testadas, com CI50 >50 μg/mL. Para o experimento in vivo foramutilizados camundongos swiss divididos em grupos experimentais: tratados com soluçãoveículo (CTRL -), 5-FU 25 mg/kg/dia (CTRL +), EAMC 100, EAMC 200, EAMC 100 + 5-FU e EAMC 200 + 5-FU (mg/kg/dia), n = 07 por grupo. O EAMC foi administrado v.o. e o 5-FU i.p durante 7 dias de tratamento. Foram analizados a Inibição Tumoral (IT), parâmetrostoxicológicos, bioquímicos, hematológicos, histopatológicos e atividade locomotora. Otratamento dos grupos associados EAMC 100 + 5-FU e EAMC 200 + 5-FU reduziu (p < 0,05)o crescimento do tumor, com percentuais de inibição de 66,1% e 87,7%, respectivamente, porprovável sinergismo entre seus compostos. Em relação aos parâmetros toxicológicos, houveredução da massa corpórea a partir do 3o dia de tratamento nos grupos associados (-1,2 ± 0,3 e-1,3 ± 0,3 g , respectivamente) (p < 0,05), demonstrando a potencialização do 5-FU quanto àperda de massa corpórea, além da presença de diarreia, principalmente para a maior dose.Houve alteração da massa do coração nos grupos associados 100 e 200 (0,50±0,01 e0,51±0,02g, respectivamente) (p < 0,05); atrofia esplênica nos grupos 5-FU, EAMC100 + 5-FU e EAMC200 + 5-FU (0,23±0,02, 0,31±0,03 e 0,21±0,02 g, respectivamente) (p < 0,05),sem potencialização do efeito; e redução da massa hepática no grupo EAMC200 + 5-FU,porém sem elevação das enzimas hepáticas. Não houve potencialização da mielossupressão(leucopenia e plaquetopenia) nos grupos associados. As análises histopatológicas dos tumoresmostraram redução de mitoses e presença de áreas apoptóticas nos grupos associados, comotambém redução da extensão da poupa branca no baço. Não houve alterações namonitorização da atividade locomotora entre os grupos. Os resultados desse estudo sugeremque a associação entre a Matricaria recutita e o 5-FU potencializa a atividade antitumoral deforma sinérgica, intensificando alguns efeitos adversos.

  • CÁCIA OLIVEIRA DANTAS
  • Efeitos agudos do exercício resistido sobre a reatividade vascular de ratos com resistência à insulina
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 31/01/2018
  • Dissertação
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  • Introdução: A resistência à insulina (RI) precede as manifestações clínicas de diversascondições patológicas. Dentre elas destaca-se a disfunção vascular que provoca danos nosmecanismos vasorrelaxantes e, portanto, contribui para elevação da pressão arterial. Oexercício resistido (ER) promove benefícios no sistema cardiovascular, uma sessão já écapaz de induzi-los, desse modo pode ser uma ferramenta não-farmacológica útil nocombate dessa disfunção. Porém, os efeitos atenuantes de uma sessão de ER sobre adisfunção endotelial induzida pela RI precisam ser esclarecidos. Objetivo: Investigar osefeitos de uma sessão de exercício resistido de intensidade moderada sobre a funçãovascular de animais com resistência à insulina. Métodos: Foram utilizados ratos Wistarmachos (300-350 g) (CEPA/UFS 34/16). A indução da RI foi feita através daadministração de dexametasona (2 mg/kg/dia/i.p./7 dias) nos grupos sedentário resistenteà insulina (SRI) e exercitado resistente à insulina (ERI) e solução salina 0,9% no gruposedentário controle (SC). O grupo ERI foi submetido ao protocolo de ER que consistiuem 5 séries de 10 repetições com intensidade de 60% do teste de uma repetição máxima.A sensibilidade sistêmica à insulina foi avaliada através do teste de tolerância à insulina(TTI) durante e depois da indução. Após a sessão de ER, os ratos foram eutanasiados esubmetidos ao protocolo de avaliação da reatividade vascular em anéis de artériamesentérica superior, obtendo curvas concentração-resposta para a insulina (10-1310-6mol/L) na ausência e presença de L-NAME (100 mol/L) ou LY 294002 (50 mol/L),outetraetilamônio (TEA) (10 mol/L), ou glibenclamida (GLI) (10 mol/L), ou BQ 123 (10mol/L). Os resultados foram apresentados como a média ± EPM e foi utilizado o testeANOVA de duas vias seguido do pós-teste de Bonferroni. Resultados: No TTI, notou-sedo dia 6 que o grupo SC apresentou sensibilidade à insulina preservada (35,2 mg/dL), ogrupo SRI teve diminuição dessa sensibilidade (105,4 mg/dL). No dia 8 o grupo SCapresentou sensibilidade à insulina ainda preservada (41 mg/dL), o grupo SRI aindaapresentou sensibilidade reduzida (108,5 mg/dL) e o grupo ERI, apresentou melhora nasensibilidade após o exercício (72,1 mg/dL). O vasorrelaxamento induzido pela insulinano grupo SRI foi atenuado quando comparado ao grupo SC (Rmáx= 10,3 ± 0,7% vs 22,8± 2,2% p<0,0001) e que uma sessão de ER foi capaz de reverter essa atenuação (Rmáx=23,2 ± 2,2%, p<0,0001). Em anéis pré-incubados com L-NAME o vasorrelaxamento foipraticamente abolido no grupo SC (Rmáx= 3,7 ± 1,1%, p<0,0001), enquanto no grupo SRIhouve uma contração (Rmáx= -4,9 ± 0,7 %, p<0,0001). E o grupo ERI apresentou umaumento no vasorelaxamento induzido pela insulina quando comparado ao grupo SC(Rmáx= 12,1 ± 0,9 % vs. 3,7 ± 1,1%, p<0,001).Na presença do LY 294002 houve reduçãodo relaxamento em todos os grupos (SC: Rmáx= 8,8 ± 1,0%, p<0,0001; SRI: Rmáx= 4,4 ±
    0,7 %, p<0,0001 e ERI: Rmáx= 13,3 ± 2,0%, p<0,0001) Em anéis incubados com L-NAME+TEA o relaxamento de todos os grupos foram praticamente abolidos (SC: Rmáx=
    3,7 ± 1,8% p<0,0001; SRI: Rmáx= 0,0 ± 1,4%, p<0,0001; ERI: Rmáx= 3,4 ± 0,8 %,p<0,0001). Na presença de L-NAME + GLI o resultado foi semelhante ao da presençacom L-NAME+TEA (SC: Rmáx= 3,2 ± 1,0% p<0,0001; SRI: Rmáx= 0,4 ± 0,9%, p<0,0001;ERI: Rmáx= 3,6 ± 0,8 %, p<0,0001). E na presença de L-NAME+BQ 123, os grupos SC eSRI tiveram o relaxamento abolido (SC: Rmáx= 2,2 ± 1,1% p<0,0001; SRI: Rmáx= 0,1 ±1,3%, p<0,0001), no entanto, o grupo ERI apresentou relaxamento (Rmáx= 10,4 ± 1,4 %,p<0,0001).Conclusão: Nossos resultados sugerem que uma sessão de ER comintensidade moderada é capaz de promover ajustes na disfunção vascular gerada pela RIatravés de mecanismos dependentes de NO e dos canais para K+do subtipo KATP.

2017
Descrição
  • POLLYANA CALDEIRA LEAL
  • ALTERAÇÕES ULTRAESTRUTURAIS E IMUNO-HISTOQUIMICAS ASSOCIADAS A ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS E COGNITIVAS EM UM MODELO PROGRESSIVO DE PARKINSONISMO INDUZIDO POR RESERPINA
  • Orientador : JOSE RONALDO DOS SANTOS
  • Data: 18/12/2017
  • Tese
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  • Objetivo: Devido às mudanças estruturais e funcionais de neurônios da via nigroestriatal, a Doença de Parkinson é conhecida como síndrome de deficiência de dopamina. No entanto, alguns estudos classificam esta patologia como doença multisistêmica, já que o processo neurodegenerativo não compromete somente o sistema dopaminérgico. Assim, o objetivo deste estudo foi investigar as alterações morfológicas e imunohistoquímicas associadas às alterações comportamentais e cognitivas em um modelo de parkinsonismo induzido por baixa dose de reserpina. Método: Foram utilizados 56 ratos Wistar machos com sete meses de idade. Todos os procedimentos foram aprovados pelo comitê de ética local (protocolo número 33/2016). Os animais receberam 4 ou 10 injeções subcutâneas de veículo (CTL) ou 0,1 mg/kg de reserpina (RES) a um volume de 1 mL/kg de peso corporal, a cada 48 horas. Os ratos foram submetidos aos testes comportamentais: (1) teste de catalepsia; (2) avaliação dos movimentos orais; (3) teste de campo aberto e (4) teste de reconhecimento de objeto novo. Os animais foram eutanasiados 48 horas após a última injeção para as análises imuno-histoquímicas e ultraestruturais. Resultados: Os animais tratados com 4 injeções de reserpina apresentaram comportamento do tipo ansiedade e déficits na memória de reconhecimento de curto prazo. Além disso, houve redução da imunorreatividade para TH em CA1, redução de 5-HT imunorreativo em CA1, CA3 e CPFm; e aumento na área (μm2) da ultraestrutura marcada para 5-HT (terminal axonal) em CA1 e CPFm no grupo RES. Já nos animais tratados com 10 injeções houve redução progressiva da imunorreatividade para 5-HT em CA1 e CA3; e aumento dessa imunorreatividade no CPFm e NDR, quando comparado aos outros grupos, 48 horas após a décima injeção. Conclusão: O modelo progressivo da reserpina pode ser útil para um melhor esclarecimento das alterações ultraestruturais e mecanismos subjacentes do processo degenerativo em estágios iniciais da DP, já que o tratamento com baixa dose de reserpina teve efeito na ultraestrutura axonal.

    A Doença de Parkinson é conhecida, principalmente, como uma doença motora complexa devido à deficiência de dopamina. No entanto, estudos consideraram esta patologia como uma doença multisistêmica, já que o processo neurodegenerativo não compromete somente o sistema dopaminérgico e por apresentar, também, vários sintomas não-motores. O objetivo deste estudo foi investigar as alterações morfológicas e imunohistoquímicas associadas às alterações comportamentais e cognitivas na fase pré-motora de um modelo de parkinsonismo induzido por baixa dose de reserpina, além da análise das alterações serotoninérgicas ao longo do tempo (fase pré motora e motora) no mesmo modelo. Foram utilizados 56 ratos Wistar machos com sete meses de idade. Todos os procedimentos foram aprovados pelo comitê de ética local (protocolo número 33/2016). Para mimetizar a fase pré-motora, os animais receberam 4 injeções subcutâneas de veículo (CTL) ou 0,1 mg/kg de reserpina (RES) a um volume de 1 ml/kg de peso corporal, a cada 48h. Já para mimetizar a fase motora, os animais receberam 10 injeções subcutâneas de veículo (CTL) ou 0,1 mg/kg de reserpina (RES) a um volume de 1 ml/kg de peso corporal, a cada 48h. Os ratos foram submetidos aos seguintes testes comportamentais: (1) teste de catalepsia; (2) avaliação dos movimentos orais; (3) teste de campo aberto e (4) teste de reconhecimento de objeto novo. Na fase pré-motora, os animais tratados com reserpina apresentaram comportamento semelhante à ansiedade e déficits na memória de reconhecimento de curto prazo. Além disso, nesta fase houve redução da expressão de TH em CA1, redução do nível de serotonina em CA1, CA3 e CPFm e aumento na área (μm2) da ultraestrutura marcada para 5-HT (terminal axônico) no grupo RES em CA1 e CPFm. A análise das alterações serotoninérgicas ao longo do tempo demonstrou maior redução no nível de 5-HT em CA1 e CA3 e aumento nos níveis de 5-HT no CPFm e NDR, quando comparado aos outros grupos 48h após a 10ª injeção. A evidência de alterações nos níveis de 5-HT nas fases pré-motora e motora da DP destaca a importância de olhar além do sistema nigroestriatal para elucidar os mecanismos subjacentes e os déficits em outros sistemas de neurotransmissores. Além disso, o tratamento com baixa dose de reserpina teve um efeito precoce na ultraestrutura axonal e, à medida que, a axonopatia na DP tem sido cada vez mais reconhecida, o foco na neurobiologia axonal é notável tanto para a terapêutica neuroprotetora como para a restaurativa e o modelo progressivo de reserpina pode ser útil para esta pesquisa.

  • KARENINE MARIA HOLANDA CAVALCANTE
  • EFEITOS DO AMBIENTE ENRIQUECIDO SOBRE A MEMÓRIA AVERSIVA E A IMUNORREATIVIDADE PARA ZIF-268 E TH NO SISTEMA MESOCORTICOLÍMBICO DE RATOS.
  • Orientador : MURILO MARCHIORO
  • Data: 15/12/2017
  • Tese
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  • O enriquecimento ambiental (EA) proporciona estímulos visuais, motores, somatosensoriais, cognitivos, além de favorecer relações sociais; tornando-se um modelo interessante para entender mecanismos subjacentes à plasticidade do cérebro em animais de laboratório. O EA reduz a sensibilidade à perda de recompensa, reduzindo estados emocionais do tipo frustração em ratos. Também favorece estratégias de enfrentamento, facilitando a extinção da memória de medo condicionada ao contexto. O presente estudo objetivou analisar efeitos do EA sobre a memória emocional em situação de medo condicionado ao contexto e sobre neurônios do sistema mesocorticolímbico em ratos Wistar adultos jovens. A pesquisa foi organizada em dois experimentos: Experimento I, visando identificar os efeitos do EA de curto e médio prazo sobre a expressão do medo e sobre neurônios do sistema mesocorticolímbico; e Experimento II, com o intuito de avaliar efeitos da modulação dopaminérgica no infralímbico (IL) sobre a extinção do medo em ratos submetidos a EA de curto prazo. No primeiro, foram utilizados 36 ratos distribuídos em três grupos (n=12): controle (Ctr), EA de curto prazo (EA2), com duração de duas semanas, e EA de médio prazo (EA4), com duração de quatro semanas. Os grupos foram submetidos ao teste comportamental do medo condicionado ao contexto (MCC), dividido em três fases: Condicionamento, Evocação (Sessão 1) e Extinção (Sessão 2). Foram realizados estudos imuno-histoquímicos para ZIF 268 e TH no sistema mesocorticolímbico. No segundo experimento foram utilizados 72 ratos distribuídos em seis grupos (n=12): controle salina (CtrS), controle haloperidol (CtrH), controle apomorfina (CtrA), EA salina (EAS), EA haloperidol (EAH) e EA apomorfina (EAA); que foram submetidos ao mesmo protocolo de MCC. Nesse experimento, o EA foi de 2 semanas. Mostramos que o EA altera o comportamento defensivo dos animais no enfrentamento de situações aversivas não condicionadas, como um ambiente novo e a presença de estímulos do tipo choque elétrico. Alterações no comportamento de animais previamente mantidos por duas ou quatro semanas em EA, em situação de medo condicionado ao contexto, também foram identificadas; e quando previamente mantidos por duas semanas, os animais apresentam um favorecimento da extinção do medo condicionado ao contexto, reduzindo o tempo de congelamento na sessão teste da extinção. Observamos alterações quanto a aspectos neuroplásticos nas áreas mesocorticolímbicas, como hipocampo e amígdala, após submetermos os animais a EA, entretanto, apenas o EA2 reduziu a expressão de Zif-268 em VTA. Identificamos que o EA proporciona um aumento no padrão da expressão de TH em VTA e NAcc e que apenas o EA2 altera a sua expressão em áreas como hipocampo e IL. Finalmente, a injeção de apomorfina, agonista dopaminérgico, e de haloperidol, antagonista dopaminérgico para receptores D2, no IL de animais submetidos a EA por duas semanas, dificultam a extinção do medo condicionado ao contexto. Assim, EA altera o comportamento defensivo e a memória emocional de ratos, e a duração do EA interfere de maneira diferenciada. A ausência do benefício sobre o enfrentamento do EA de média duração sugere uma tolerância aos efeitos emocionalmente positivos do EA. A modulação dopaminérgica no IL está envolvida com a melhora no enfrentamento resultante do EA de curto prazo.

  • THASSIO RICARDO RIBEIRO MESQUITA
  • Specific activation of the alternative cardiac promoter of Cacna1c by the mineralocorticoid receptor.
  • Orientador : SANDRA LAUTON SANTOS
  • Data: 13/12/2017
  • Tese
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  • The mineralocorticoid receptor (MR) antagonists belong to the current therapeutic armamentarium for the management of cardiovascular diseases, but the mechanisms conferring their beneficial effects are still poorly understood. Part of these MR effects might be related to the L-type Cav1.2 Ca2+ channel expression regulation, critically involved in heart failure and hypertension. Here, we show that MR acts as a transcription factor triggering aldosterone signal into specific alternative 'cardiac' P1-promoter usage, given rise to long (Cav1.2-LNT) N-terminal transcripts. Aldosterone increases Cav1.2-LNT expression in cardiomyocytes in a time- and dose-dependent manner due to MR-dependent P1-promoter activity, through specific DNA sequence-MR interactions. This cis-regulatory mechanism induced a MR-dependent P1-promoter switch in vascular cells leading to a new Cav1.2-LNT molecular signature with reduced Ca2+ channel blocker sensitivity. These findings uncover Cav1.2-LNT as a specific mineralocorticoid target that might influence the therapeutic outcome of cardiovascular diseases.

  • CLARISSA GOMES ANDRADE ALVAIA
  • EFEITO DA ADMINISTRAÇÃO DE CLORIDRATO DE FLUOXETINA EM UM MOELO DE PARKINSONISMO INDUZIDO POR RESERPINA
  • Orientador : MURILO MARCHIORO
  • Data: 14/09/2017
  • Dissertação
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  • A Doença de Parkinson (DP) é a segunda doença neurodegenerativa mais comum e embora seja conhecida classicamente como uma desordem motora devido ao comprometimento dopaminérgico, a DP é atualmente considerada uma doença progressiva multissistêmica ligada também a vários sintomas não motores (SNM), como a depressão, que acomete cerca de 50% dos pacientes. Os Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS) são considerados os principais medicamentos para o tratamento desses SNM, sendo a Fluoxetina considerada o principal medicamento dessa classe, com ação direta no sistema serotoninérgico. Entretanto, em humanos com a DP, tem sido observados resultados controversos, uma vez que este fármaco pode estar relacionado ao aumento das alterações motoras. Diante disso, este estudo objetivou avaliar o efeito da administração de cloridrato de fluoxetina em um modelo de parkinsonismo induzido por reserpina. Foram utilizados 64 ratos Wistar, machos, com idade de 7 a 9 meses, provenientes do Biotério Setorial do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de Sergipe. Os animais foram divididos aleatoriamente em quatro grupos: veículo fluoxetina (CTR F) + veículo reserpina (CTR R); fluoxetina 10 mg/kg (F) + veículo reserpina (CTR R); fluoxetina 10 mg/kg (F) + reserpina 0,1 mg/kg (R); e veículo fluoxetina (CTR F) + reserpina 0,1 mg/kg (R). Durante o tratamento, os animais foram submetidos aos testes de campo aberto, catalepsia e avaliação dos movimentos orofaciais. Foi observado aumento da latência na barra, diminuição da distância total percorrida em campo aberto, diminuição do número de rearing, aumento dos movimentos involuntários de mandíbula e maior alteração de peso corporal dos animais tratados com fluoxetina e reserpina nesse modelo de indução, sendo o aumento do estresse oxidativo resultante da combinação desses dois fármacos um possível mecanismo de ação desses efeitos.

  • ROBERVAN VIDAL DOS SANTOS
  • Alterações vasculares em ratos expostos a uma dieta ocidental no período perinatal.
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 14/08/2017
  • Tese
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  • Introdução: O ambiente intrauterino é responsável pelo desenvolvimento e saúde da
    progênie. Assim, o consumo de dietas com o padrão ocidental durante o período perinatal
    pode causar efeitos deletérios no feto com consequências patológicas persistentes da
    adolescência e vida adulta. Objetivo: Avaliar se à oferta de uma dieta ocidental durante a
    gestação e a lactação, promove alterações vasculares e nos marcadores do estresse oxidativo
    da prole de ratos machos com 60 dias de vida. Métodos: Foram utilizadas 16 ratas virgens e 8 ratos machos da linhagem Wistar com 2 a 3 meses. A partir da determinação da prenhez foi oferecida uma dieta ocidental (O = 8, 31% lipídios) ou controle (C = 8, 18% de lipídios) até o desmame dos filhotes. Após 60 dias de vida, os ratos da prole ocidental (PO, n = 34) ou
    controle (PC, n = 32) foram eutanasiados, e o leito aorta torácico (LAT) foi removido para a
    realização do estudo de reatividade vascular. Foram realizadas curvas concentração respostas
    à acetilcolina (ACh), nitroprussiato de sódio (NPS), fenilefrina (FEN), cloreto de potássio
    (KCl) e cloreto de cálcio (CaCl2) em um banho isolado de órgãos. Além disso, foi mensurada
    a atividade das enzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD) e catalase (CAT).
    Também, foram mensurados nas células musculares da aorta torácica os níveis intracelulares
    do óxido nítrico (NO) e do ânion superóxido através de sondas que emitem fluorescência na
    presença destes substratos (NO e O.-). Os valores foram expressos como a média ± EPM.
    Teste t não pareado para os valores da resposta máxima (Rmax) e sensibilidade (Log EC50)
    extraídos das curvas de reatividade vascular. Foi utilizado também o teste t não pareado para
    os marcadores do estresse oxidativo com exceção da biodisponibilidade de NO que foi
    utilizado Anova one way com pós-teste de Bonferroni. Resultados: Aos 60 dias foi observouse um aumento na eficácia (RMax) à fenilefrina em anéis sem endotélio (PC:5,78±0,3 vs. PO:7.7±0,5* mN/mm) e com endotélio (PC:4,6±0,4 vs. PO:6,43±0,4* mN/mm), ao cloreto de potássio (KCl) em anéis com endotélio (PC: 3,89±0,28 vs. PO:4,64±0,26 mN/mm) e sem endotélio (PC:3,78±0,12 vs. PO:4,82±0,09 mN/mm) e ao CaCl2 em anéis sem endotélio(PC: 5,7 ± 0,16 vs. PO: 6,75 ± 0,18 mN/mm) e uma redução da eficácia à ACh (PC:93±3,1 vs. PO:86±1,8* %relax) como na sensibilidade (Log EC50) ao NPS (PC:8,5±0,05 vs. PO:8,2±0,04* %relax). Além disso, a PO apresentou uma menor biodisponibilidade do NO em condição basal (PC: 1,0 ± 0,03 vs. PO: 0,4 ± 0,01 ua) e estimulados com Ach (PC: 1,46 ± 0,04 vs. PO: 0,88 ± 0,02 ua). Ademais, a PO apresentou uma maior produção do ânion superóxido (PC: 1,0 ± 0,06 vs. PO: 2,06 ± 0,13 ua) associado a uma maior atividade da SOD (PC: 0,026 ± 0,004 vs. PO: 0,27 ± 0,06 mg/ptn) e uma redução da CAT (PC: 0,021 ± 0,03 vs. PO: 0,08 ± 0,03 mg/ptn). Conclusão: A introdução de uma dieta ocidental no período perinatal reduziu o relaxamento e aumentou a contração do leito aórtico torácico associado a redução da biodisponibilidade do NO e elevação nos níveis intracelulares do ânion superóxido na prole de ratos machos com 60 dias de vida.

  • LARISSA RESENDE OLIVEIRA
  • Efeitos da atividade física regular no modelo animal de dor muscular crônica difusa e na ativação de neurônios corticais em camundongos
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 09/08/2017
  • Tese
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  • A dor muscular crônica difusa (DMCD) é um problema de saúde pública com alto ônus social e econômico e parece estar relacionada com alterações do funcionamento de áreas corticais do sistema nervoso central. A atividade física, se praticada regularmente, pode beneficiar pessoas com DMCD, e possivelmente prevenir o desenvolvimento desta. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi investigar os efeitos da atividade física regular no tratamento e na prevenção da hiperalgesia no modelo animal de DMCD, bem como na expressão de neurônios corticais. Setenta e seis camundongos machos e fêmeas da espécie C57BL/6 (25-30 g) ficaram alocados separadamente em caixas com livre acesso à roda de corrida, água e comida (animais fisicamente ativos) ou somente com água e comida (animais sedentários). Para indução da DMCD, os animais receberam duas injeções intramusculares de solução salina pH 4,0. Foi avaliada a hiperalgesia mecânica primária no músculo gastrocnêmio (Tweezer) e secundária, na pata (filamentos de von Frey). O delineamento experimental foi dividido em quatro protocolos, com seus respectivos grupos: 1) 2 semanas de atividade física após indução da hiperalgesia, com os grupos de animais fisicamente ativos (AFT) (n=8) e sedentários (SDT) (n=8); 2) 2 semanas de atividade física após indução da hiperalgesia + exercício adicional, com o grupo de animais fisicamente ativos (AFT+EA) (n=8) e animais sedentários (SDT+EA) (n=8); 3) 2 semanas de atividade física antes da indução da hiperalgesia, com o grupo de animais saudáveis e fisicamente ativos (AFP2) (n=7) e o grupo saudáveis e sedentários (SDP2) (n=7) e 4) 4 semanas de atividade física antes da indução da hiperalgesia, com o grupo saudáveis e fisicamente ativos (AFP4) (n=14) e saudáveis e sedentários (SDP4) (n=14). Os testes comportamentais foram realizados nos seguintes tempos: antes e após indução da hiperalgesia, e após 48 h, 96 h, 1 semana e 2 semanas de exercício (para os protocolos 1 e 2) e antes e depois de 2 ou 4 semanas de exercício, e durante 1 semana pós-exercício (para os protocolos 3 e 4). Para avaliar os mecanismos de ação do exercício na prevenção da hiperalgesia, foi realizada dupla imunofluorescência para proteína ligante ao elemento de resposta ao cAMP (CREB) e CREB fosforilado (pCREB), para marcação de neurônios nas seguintes áreas cerebrais: córtex cingulado anterior (CCA), córtex insular (CI), e amigdala central (ACe). Os resultados mostraram que 2 semanas de atividade física voluntária ou 2 semanas de atividade física voluntária + exercício adicional não reverteram a hiperalgesia primária e secundária em modelo de DMCD. Porém, 2 ou 4 semanas de atividade física voluntária preveniu significativamente o aumento das respostas da pata (hiperalgesia secundaria) bilateralmente (p<0,05) nos animais dos grupos AFP2 e AFP4, e manteve esta resposta por até 4 (AFP2) ou 5 dias (AFP4) após a indução do modelo (p<0,05), comparado com os grupos (SDP2) e (SDP4), respectivamente. Ademais, foi observado um número de neurônios marcados positivamente para CREB e pCREB significativamente menor no grupo AFP4, quando comparado ao grupo SDP4, nas seguintes áreas capturadas: CCA (p<0,0001), CI (p<0,0001), e ACe (p=0,0007). Nossos achados indicam que atividade física de curta duração não é efetiva no tratamento da DMCD. Porém, atividade física regular é efetiva para prevenir o aumento da hiperalgesia, mostrando que a inatividade física é um fator de risco para o desenvolvimento da mesma e, ainda, que mudanças na atividade de neurônios corticais sensoriais podem ser, pelo menos em parte, responsáveis por essas respostas.

  • JÉSSICA MARIA DANTAS ARAÚJO
  • Participação do receptor CCR3 na migração de eosinófilos induzidas por estrogênio para o útero de camundongos C57/BL6 ovariectomizados.
  • Orientador : RENATA GRESPAN
  • Data: 04/08/2017
  • Dissertação
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  • Os eosinófilos são comumente descritos como células pertencentes à imunidade inataque agem em infecções parasitárias e nas doenças pulmonares. Porém, nos últimos anos,novas funções estão sendo acrescidas a essas células, dentre as quais, de manutenção dahomeostase reprodutiva. Além disso, desde a década de 60, estudos demonstraram arelação do estrogênio com a migração seletiva de eosinófilos para o útero de ratascastradas. A elucidação do mecanismo para a migração dessas células baseia-se emachados evidenciando que o receptor CCR3 e sua quimiocina CCL11 estão expressosno endométrio humano. Objetivo: Diante do exposto, o estudo objetivou avaliar aparticipação do CCR3 na migração de eosinófilos para o útero de camundongoscastrados, induzida por 17-β-estradiol (E2). Metodologia: Camundongos C57/BL6receberam a injeção de E2 subcutânea, objetivando determinar o tempo e a doseresposta do E2 (tempos de 6, 12, 24 e 48 horas e doses de 0,1, 1, 3, 10, 30, 100 e 300µg/kg) que promove aumento do peso do útero e migração de eosinófilos.Posteriormente, utilizando o modelo de bolha de ar, buscou-se padronizar orecrutamento de eosinófilos induzido por CCL11, e a dose do antagonista do CCR3 (SB328437, nas doses de 1, 3 e 10 mg/kg) que promove redução da migração deeosinófilos. Ademais, no mesmo modelo, avaliou-se o efeito do extrato do útero com esem a administração de E2 (nos tempos de 6, 12 e 24 h), na migração de leucócitos. Porúltimo, foi realizada uma investigação sobre o efeito do SB 328437 no peso do útero eno recrutamento de eosinófilos. Para avaliação da migração de eosinófilos foi utilizada aabsorbância da Peroxidase de Eosinófilos (EPO) e a histologia, no qual, os úteros foramcorados com orceína, específico para eosinófilos. Resultados: Os resultadosdemonstraram que a dose de 100 µg/kg de E2 no tempo de 24 horas promoveu aumentode 67% no peso do útero, acompanhado da migração de eosinófilos. No modelo debolha de ar, observou-se que a CCL11 recrutou os eosinófilos, e o SB 328437promoveu redução de 55% na migração dessas células. O extrato do útero provocou amigração de leucócitos totais e de eosinófilos, porém não houve diferença entre osgrupos com ou sem a administração de E2. Corroborando os resultados do SB 328437no experimento da bolha de ar, a avaliação do efeito do antagonista no peso do útero eno recrutamento de eosinófilos, demonstrou que a dose de 3 mg/kg reduziu ambos osparâmetros (aproximadamente em 100%) quando estimulados com E2. Os resultadosforam analisados utilizando o ANOVA com pós- teste de Tukey (mais de dois grupos),e o teste t (em dois grupos). Conclusão: Perante os resultados encontrados, foi possívelconfirmar a hipótese de que o receptor CCR3 participa da migração de eosinófilos parao útero de camundongos C57/BL6, após indução com E2. Outrossim, representa umaimportante via a ser considerada em estudos que visam a elucidação de mecanismos emprocessos fisiológicos e patológicos envolvendo o recrutamento de eosinófilos.

  • JOSÉ MARCOS MELO DOS SANTOS
  • A INFLUÊNCIA DAS VARIAÇÕES HORMONAIS NO CONTATO SOCIAL DE RATAS COM DOR INFLAMATÓRIA.
  • Orientador : LUIS FELIPE SOUZA DA SILVA
  • Data: 28/07/2017
  • Dissertação
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  • A dor pode ser definida como uma experiência emocional e sensorial desagradável associada a
    uma lesão tecidual real ou potencial. Cerca de 70% dos indivíduos que são acometidos por
    dores crônicas são do sexo feminino e os hormônios gonadais tem função determinante no que
    tange o diformismo e as respostas nociceptivas. Estudos sugerem que roedores são capazes de
    reconhecer o componente álgico em co-específicos e despender comportamentos ativos em
    direção ao mesmo. O objetivo principal do presente trabalho foi de avaliar a influência das
    variações hormonais relativas ao ciclo estral no contato social de ratas durante a dor
    inflamatória e o efeito do contato social nas respostas nociceptivas de ratas com dor inflamatória
    induzida por formalina. Foram utilizadas 120 ratas Wistar com 2 a 3 meses de idade. O projeto
    foi dividido em dois protocolos experimentais. O experimento I teve como objetivo a avaliação
    do comportamento de ratas residentes durante a exposição a coabitantes com dor inflamatória e
    foi composto pelos seguintes grupos e animais experimentais: Ratas residentes que foram
    submetidas aos animais controle (CTRL), formalina contato social (FCS) ou salina (SAL). Essa
    divisão dos grupos se repetiu nas diferentes fases do ciclo, das ratas residentes que foram
    denominadas: Residente Estro (ES), Residente Ovariectomizada (OV) e Residente Proestro
    (PRO). Excetuando as residente estro e proestro todas as outras ratas foram submetidas a
    cirurgia de ovariectomia. O experimento II foi composto pelos os grupos: Formalina Contato
    Social (FCS), e o Formalina Isolado (FI) o qual recebeu a administração da formalina (1%) na
    pata posterior esquerda e após foi isolada por 20 minutos. Os animais coabitantes dos grupos
    FCS/ES, FCS/PRO, FCS/OV e FIS tiveram suas respostas nociceptivas avaliadas por 40
    minutos. Os parâmetros utilizados para avaliação das respostas nociceptivas foram o tempo de
    lambida e o número de sacudidas da pata traseira. Todos os grupos foram compostos por n= 8.
    No que se refere ao Duração do Contato observou-se interação entre fase do ciclo e o
    tratamento (p= 0,0013). Neste sentido as residentes castradas mostraram duração do
    contato maiores que as residentes estro (p&lt; 0,05) e as residentes no proestro (p&lt; 0,001).
    No experimento II não se observou diferença entre os grupos FCS e FI nos grupos compostos
    por animais que tiveram contato com as residentes castradas e no estro. O grupo composto por
    animais que haviam tido contato com as residentes proestro mostrou redução no número de
    sacudidas o período entre 0 e 30 minutos de observação. Os resultados sugerem que ratas são
    capazes de reconhecer o componente álgico em um coabitante e direcionar comportamentos
    ativos em pró do mesmo, entretanto a intensidade e a qualidade desse contato podem variar de
    acordo com o ciclo. No que tange as respostas nociceptivas observou-se que o contato social
    evocado através de comportamentos sociais diretos não foi suficiente para eliciar analgesia,
    entretanto comportamentos agressivos por parte da residente eliciaram uma analgesia de longa
    duração nas coabitantes que pode indicar a ativação do sistema descendente antinociceptivo
    endógeno através do RVM com caráter opioide e sendo induzida por estresse.

  • PATRÍCIA SANTOS CUNHA MENDONÇA
  • Efeitos cardiovasculares do extrato aquoso das folhas de Chrysobalanus icaco em ratos normotensos e hipertensos.
  • Orientador : MARCIO ROBERTO VIANA DOS SANTOS
  • Data: 28/07/2017
  • Tese
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  • Chrysobalanus icaco é uma planta medicinal rica em metabólitos que apresentam efeitos hipotensor, vasorelaxante e anti-hipertensivo. Assim, o objetivo do presente trabalho foi avaliar os efeitos cardiovasculares do extrato aquoso das folhas de C. icaco (EACI) em ratos. Foi realizada a análise de polifenóis por HPLC do extrato obtido. Cateteres foram implantados na aorta e na veia cava e medidas diretas de pressão arterial média (PAM) e frequência cardíaca (FC) foram obtidas antes e após a administração intravenosa do EACI (5, 10, 20 e 40 mg/kg) em ratos normotensos, ou após administração oral (400 mg/kg; gavagem) de forma aguda ou sub-crônica por 7 dias em ratos hipertensos induzidos por L-NAME. A partir dos registros obtidos, foi realizada também a avaliação das funções autonômicas. As variações de tensão isométrica foram registradas em anéis de artéria mesentérica superior montados em cubas para órgão isolado. Nos experimentos foram utilizados ratos Wistar machos e todos os procedimentos experimentais foram aprovados (CEPA/UFS: 38/09 e 49/16). O cromatograma obtido do EACI apresentou cinco picos de compostos majoritários e destes foram identificados a rutina, quercitrina e miricitrina. O EACI, nas doses de 5 e 10 mg/kg (i.v.) induziu hipotensão transiente (-8 ± 1 e -11 ± 1%), enquanto que as doses de 20 e 40 mg/kg produziram hipotensão persistente (-14 ± 1 e -27 ± 2%; n = 7), ambas associadas à taquicardia (3 ± 1; 8 ± 2; 11 ± 4 e 20 ± 5%; n = 7). A hipotensão na dose de 40 mg/kg foi atenuada pelo pré-tratamento com L-NAME (-21,2 ± 1,9%; n = 6) ou indometacina (INDO) (-19,3 ± 3,2%; n = 6). Mas foi potencializada após hexametônio (HEXA) (‑36,7 ± 4,0%; n = 6). A taquicardia foi potencializada pela INDO (24,3 ± 2,8%; n = 6) e atenuada pelo HEXA (9,3 ± 1,4%; n = 6). O tratamento oral durante 7 dias com EACI (400 mg/kg) foi capaz de reduzir significativamente a PAM (172,4 ± 14% vs 145 ± 2,3%; n = 4/5), sem alterar a FC, além de promover redução da modulação simpática e aumento da vagal e melhora da resposta baroreflexa. Em preparações de anéis arteriais com endotélio funcional e pré-contraídas com fenilefrina, EACI (de 1 a 3000 μg/mL) induziu vasorelaxamento (Rmáx: 109,4 ± 10,0%; n = 7) que foi atenuado após a remoção do endotélio (Rmáx: 68,6 ± 11,8%; n = 10) e praticamente abolido em anéis sem endotélio funcional pré-contraídos com KCl 80 mmol/L (Rmáx: 7,1 ± 3,0%; n = 4) ou em anéis pré-incubados com TEA ou L-NAME, exceto na concentração de 3000 μg/mL. A pré-incubação dos anéis com atropina não alterou o vasorelaxamento (Rmáx: 113,3 ± 4,2%; n = 8) induzido pelo EACI. Os resultados demonstraram que o EACI induz hipotensão associada à taquicardia com envolvimento da liberação do óxido nítrico (NO) e prostaciclina (PGI2) quando administrado pela via intravenosa, e efeito anti-hipertensivo quando administrado subcronicamente pela via oral em ratos hipertensos que parece envolver uma modulação autonômica. Além disso, EACI induziu vasorelaxamento em anéis de artéria mesentérica de rato que parece envolver a participação do endotélio vascular, mediante a liberação de NO, e a ativação de canais para potássio. Porém em concentrações elevadas, seu efeito parece ser independente destas vias.

  • KELLY COUTINHO DA SILVA
  • INFLUÊNCIA DA INTERAÇÃO SOCIAL NAS RESPOSTAS MOTORAS DE RATOS SUBMETIDOS A UM MODELO DE DOR INFLAMATÓRIA E O COMPORTAMENTO PRÓ-SOCIAL DO SEU COABITANTE,
  • Orientador : LUIS FELIPE SOUZA DA SILVA
  • Data: 27/07/2017
  • Dissertação
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  • O componente afetivo-motivacional da dor refere-se aos efeitos da vivência da dor sobre
    emoções e comportamento. Estudos sugerem que o contato social induz alterações nas respostas
    nociceptivas e afetivas, incluindo ansiedade, em indivíduos com dor. O nosso objetivo foi
    avaliar como o contato social interfere na atividade motora de ratos com dor inflamatória e o
    comportamento pró-social dos seus contactantes. Foram utilizados 42 ratos Wistar, com 2 a 3
    meses de idade. Para isso foram realizados dois experimentos. No experimento I foi avaliado o
    comportamento do rato residente durante o contato com animais controle (CTRL), salina (SAL)
    e com dor inflamatória (FORM), n= 6 animais por grupo. Para tanto, foram medidos o tempo
    de latência para o primeiro contato e a duração do contato ao longo de 20 min. A dor
    inflamatória não alterou o tempo de latência do primeiro contato dos residentes com os animais
    controle. Contudo a duração do contato foi maior com animais do grupo FORM quando
    comparado com o grupo CTRL (p < 0,0001) e com o grupo SAL (p < 0,05). No experimento II
    foi avaliado o efeito do contato social na resposta motora dos animais com dor inflamatória. Os
    animais foram divididos em três grupos (n= 6/grupo): Formalina Isolado (FI) que recebeu
    formalina e em seguida foi isolado, Formalina Contato (FC) que recebeu formalina e teve
    contato com o animal da caixa onde residia e o Controle Contato (CC) que apenas foi
    manipulado e colocado em contato com o residente. Após 20 min de contato ou isolamento, o
    vídeo dos animais foi analisado no ANY-maze para verificar a atividade motora dos animais.
    Os comportamentos analisados foram: distância total percorrida, tempo de rearing, número de
    saídas dos quadrantes e tempo de imobilidade, durante o tempo total do teste e dividido em
    intervalos de 5 minutos perfazendo 4 blocos. Os animais do grupo FC apresentaram maior
    tempo de rearing (t = 2,290, p ˂ 0,05) e número de saídas dos quadrantes (t = 3,312, p ˂ 0,01)
    e menor tempo de imobilidade (t = 3,514, p ˂ 0,01) que os FI, porém não houve diferença entre
    os grupos na distância percorrida. A comparação entre os grupos FC e CC não mostrou
    diferença significativa em nenhum dos comportamentos analisados, para todos os grupos o n =
    6. Quando analisados por bloco de tempo houve diferença no intervalo de 0 a 5 minutos para a
    distância percorrida entre os grupos CC e FC (t =3,785 e p ˂ 0,01), onde o grupo CC obteve
    maior deslocamento que os animais do FC, a mesma situação foi encontrada para o tempo de
    rearing desses grupos (t = 3,7 e p ˂ 0,01). Houve maior tempo de imobilidade dos animais FC
    em relação aos CC no intervalo de 15 a 20 minutos (t = 3,483 e p ˂ 0,01), já os ratos FI ficaram
    em maior tempo imóvel no intervalo de 0 a 5 minutos em relação aos FC (t = 3,712 e p ˂ 0,01).
    A saída dos quadrantes revelou que o grupo CC teve maior frequência de saída que os animais
    FC no intervalo de 0 a 5 minutos (t = 3,452 e p ˂ 0,05). Com base nos resultados encontrados
    percebeu-se que o animal residente conseguiu diferenciar as condições nociceptivas do seu
    companheiro de caixa, e isso acarretou num maior tempo de interação entre esses animais e no
    comportamento pró-social em favor ao grupo FC, evitando inclusive comportamentos
    agressivos. Além disso, a interação social produziu melhores respostas na atividade motora dos
    ratos com dor inflamatória em comparação aos que ficaram em isolamento durante o teste.

  • RÔAS DE ARAUJO COSTA
  • Efeito antioxidante da Syzygium cumini sobre o estresse oxidativo induzido pelo exercício físico.
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 21/07/2017
  • Dissertação
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  • O exercício físico de alta intensidade e/ou exaustivo, pode induzir o extresse
    oxidativo, tanto em atletas como em indivíduos fisicamente ativos ou sedentários. O
    uso de plantas medicinais que apresentam em sua constituição compostos fenólicos
    podem ser usadas para descobertas de novos medicamentos ou suplementos a fim
    de prevenir e/ou tratar o estresse oxidativo causado pelo exercício. Neste âmbito, a
    Syzygium cumini (L.) skeels conhecida popularmente como jambolão, é uma espécie
    bastante encontrada em regiões de clima tropical e apresenta atividade antioxidante,
    hipoglicemiante e antimicrobiana associada aos seus constituintes fenólicos. Objetivo
    do estudo foi, quantificar os compostos fitoquímicos do extrato hidroetanólico da
    entrecasca da S. Cumini (EHE), verificar o efeito antioxidante in vitro do EHE e avaliar
    o efeito de 21 dias de sua suplementação em animais submetidos a um protocolo de
    3 semanas de treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT). Foi quantificada os
    teores de fenóis e flavonoides totais do EHE, em seguida sua capacidade antioxidante
    in vitro foi avaliada pela capacidade de sequestrar o radical 2,2-difenil-1-picrilhidrazil
    (DPPH) e pela inibição da formação de malondialdeído (MDA) induzida pelo sulfato
    ferroso (FeSO4), para avaliarmos o seu efeito in vivo ratos Wistar (250-300g) (CEPA:
    58/2016) foram divididos aleatoriamente em 5 grupos contendo 10 animais cada
    grupo, distribuídos em: Sedentários sem tratamento, sedentários tratados com EHE,
    animais submetidos ao exercício, animais submetidos ao exercício e tratados com
    EHE e animais submetidos ao exercício e tratado com quercetina, seus órgãos
    (sangue, musculo (gastrocnêmio), fígado e coração) foram retirados para analises de
    concentração de MDA e Grupamentos sulfidrilas totais. Devido ao teor de fenóis (4,65
    ± 0,14 μg EAG/mg de extrato) e flavonoides (11,56 ± 0,02 μg de EQ/mg de extrato). O
    EHE apresentou atividade antioxidante in vitro (p<0,05), in vivo o tratamento com EHE
    foi eficaz em reduzir as concentrações de MDA em todos os tecidos analisados e
    prevenir a oxidação dos grupos tios (p<0,05). Os resultados indicam que o consumo
    diário do extrato hidroetanólico da S. Cumini tem efeito redox protetor em animais
    submetidos ao treinamento intervalado de alta intensidade.

  • DEMETRIUS SILVA DE SANTANA
  • Um máximo empírico para a esfericidade de vetores aleatórios: aplicação ao crescimento somático de ratos em um estudo com modelo experimental de hipotireoidismo gestacional.
  • Orientador : DANIEL BADAUE PASSOS JUNIOR
  • Data: 25/05/2017
  • Dissertação
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  • O hipotireoidismo, em suas formas clínica e subclínica, é endocrinopatia de prevalência significativa em mulheres gestantes. Dada a dependência fetal de hormônios tireoidianos (HTs) maternos, a sua carência pode estar relacionada a efeitos duradouros no organismo em desenvolvimento, tendo em vista a ação ubíqua dos HTs nos tecidos de maneira geral e, em particular, nos rins. O objetivo do estudo foi avaliar, na prole de ratas na vida adulta, a influência dos HTs maternos na função renal e no crescimento somático, bem como a relação da função renal com a pressão arterial sistólica (PAS). Além disso, buscou-se novo método de análise de curvas de peso corporal. As ratas Wistar utilizadas foram divididas em três grupos experimentais principais: eutireoideanas controle; hipotireoideanas por adição de metimazol (0,02%) na água de beber; e eutireoideanas por reposição hormonal, recebendo tanto metimazol (0,02%) quanto levotiroxina (T4, 100 µg/L) na água de beber. Os tratamentos foram realizados do 9º ao 21º dia de gestação. Com as proles das ratas, foram feitas cirurgias de nefrectomia ou pseudo-cirurgia equivalente no 4º dia pós-natal (DPN); mensuração de pressão arterial (PA) com cerca de 90 DPN através de um pletismógrafo de cauda; e, coleta de sangue e urina para avaliação do clearance de creatinina com cerca de 110 DPN. Para a avaliação do crescimento somático, os animais foram pesados entre 1 e 3 vezes por semana após o desmame. Foi elaborado método de análise de curvas de peso corporal por ajuste de curva sigmoide de quatro parâmetros, reduzidos a dois componentes principais mantendo-se 92% da correlação original. O hipotireoidismo gestacional experimental (HGE) não teve efeito significativo sobre a PAS (p* > 0,200), exceto em sua interação com o ciclo estral. Houve interação do ciclo estral com a reposição de T4 da mãe e nefrectomia, em que a queda de PAS na fase lútea foi acentuada (p* = 0,039). O peso corporal no 4º DPN não apresentou correlação com a PAS (p* = 0,716). Também não houve correlação entre a PAS e o clearance de creatinina (p* = 0,803). O HGE não teve efeito significativo sobre o clearance de creatinina nem sobre os componentes principais das curvas de peso corporal (p* > 0,200). Portanto, não foi possível verificar, com a abordagem utilizada, qualquer efeito do hipotireoidismo gestacional sobre a pressão arterial da prole adulta, nem sobre a função renal e tampouco sobre o crescimento somático. A análise das curvas de peso corporal teve implicações para o coeficiente de esfericidade de estudos que usam análise de variância de medidas repetidas para modelar esses dados e permitiu uma definição precisa do início da vida adulta dos animais quanto ao seu crescimento somático.

  • VITOR ULISSES DE MELO
  • Privação de hormônios ovarianos reduz a expressão de ocitocina em neurônios pré-autonômicos do núcleo paraventricular do hipotálamo e está envolvido com diminuição da sensibilidade do barorreflexo em ratas.
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 10/04/2017
  • Tese
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  • A prevalência de doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão arterial, aumenta em mulheres após o período de menopausa, entretanto os mecanismos envolvidos na gênese desses processos patológicos não estão completamente elucidados. Neurônios ocitocinérgicos (OTérgicos) estão presentes em grande quantidade no núcleo paraventricular do hipotálamo (PVN). Estudos prévios mostraram que o aumento de ação OTérgica para o tronco encefálico pode melhorar a sensibilidade do barorreflexo, bem como, o controle autonômico da circulação. Considerando que neurônios pré-autonômicos do PVN expressam diferentes tipos de receptores para estrogênio, hipotetizamos que a privação de hormônios ovarianos causaria diminuição da eficiência do barorreflexo, disautonomia e hipertensão por impactar negativamente as projeções OTérgicas e a expressão de ocitocina nesse local. Para testar tal hipótese, mensuramos gene e expressão proteica de ocitocina (qPCR e imunohistoquímica) em subnúcleos do PVN de ratas Wistar ovariectomizadas ou sham. Registros hemodinâmicos em animais acordados foram utilizados para mensuração da pressão arterial, frequência cardíaca, sensibilidade espontânea do barorreflexo. A modulação autonômica cardíaca e a vascular foram estimadas pela potência de análise espectral. Observamos que a privação de hormônios ovarianos promoveu redução da sensibilidade do barorreflexo, aumento da modulação simpática concomitante a diminuição da ação vagal cardíaca e, ao mesmo tempo, elevou a pressão arterial média em repouso.Ademais, ratas ovariectomizadas tiveram menores valores de RNAm e expressão de ocitocina em todos os núcleos pré-autonômicos do PVN. Além disso, reduzido nível proteico de ocitocina correlaciona-se positivamente com a diminuída sensibilidade do barorreflexo e negativamente com a razão LF/HF. Esses achados sugerem que a redução da expressão de ocitocina em neurônios pré-autonômicos do PVN contribui para a disfunção do barorreflexo e desregulação autonômica observada após privação de hormônios ovarianos.

  • ALAN BRUNO SILVA VASCONCELOS
  • EFEITO FOTOBIOMODULADOR DA TERAPIA COM DIODO EMISSOR DE LUZ NA INFLAMAÇÃO MUSCULAR INDUZIDA POR EXERCÍCIO EM RATOS
  • Orientador : ENILTON APARECIDO CAMARGO
  • Data: 22/02/2017
  • Dissertação
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  • Os efeitos biológicos de fontes de luz de baixa intensidade, como a terapia com diodo emissor de luz (LEDT), indicam que a fototerapia induz efeitos ergogênicos e recuperativos do músculo esquelético. No entanto, ensaios clínicos e pesquisas experimentais apresentam divergências no que diz respeito aos parâmetros a serem utilizados. Comparar o efeito de diferentes doses da LEDT (630 nm) na inflamação do músculo estriado esquelético de ratos submetidos ao exercício. Ratos Wistar foram divididos em cinco grupos experimentais (n=8/grupo): controle (CON), animais não submetidos ao protocolo de exercício; recuperação passiva (RP), animais que não receberam tratamento após a indução da inflamação; LEDT (1,2 J; 4,2 J ou 10,0 J), animais tratados com fototerapia após indução da inflamação. A inflamação muscular esquelética foi induzida por protocolo de 100 minutos de nado. Após o exercício, os animais dos grupos LEDT foram expostos à fototerapia nas doses de 1,2 J, 4,2 J ou 10,0 J sobre os músculos tríceps sural (gastrocnêmios e sóleo). Para avaliação da hiperalgesia mecânica com o von Frey eletrônico, os animais foram submetidos a avaliação antes e 24 horas após o procedimento de nado. Após 24 horas do nado, amostras sanguíneas foram coletadas para análise da atividade de creatina quinase (CK). O músculo sóleo foi retirado para análise histológica. Os dados foram expressos como média± erro padrão da média (EPM). Foi utilizado análise de variância seguido pelo Tukey post hoc. Para os dados histológicos foi realizada análise com Qui-quadrado seguido de correção de Yates. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Animais (Universidade Federal de Sergipe) sob nº 15/2013 e pelo Comitê de Ética em Uso de Animais (Universidade Estadual de Londrina) sob nº 124/2014. No grupo RP houve um aumento (p<0,0001) da atividade plasmática de CK (2.071±346 U/L) quando comparado ao grupo CON (683±103 U/L) e houve atenuação (p<0,0001) da resposta nos grupos tratados com LEDT (630 nm) com doses de 1,2 J (379±71 U/L), 4,2 J (599±131 U/L) ou 10,0 J (544±86 U/L). Em relação à hiperalgesia mecânica, o grupo RP apresentou redução (p<0,05) no limiar de retirada da pata (-11,9±1,9 g) quando comparado ao grupo CON (2,2±1,5 g) e apenas o grupo LEDT 4,2 J (-3,3±2,4 g) alterou esse limiar (p<0,05) quando comparado ao grupo RP. Na análise histológica, foi observada infiltração de neutrófilos no músculo do grupo RP, além de áreas edemaciadas e necrosadas. Porém, menor infiltração foi observada nos animais tratados com as doses de 4,2 e 10,0 J. A aplicação de LEDT (630 nm) reduz a lesão inflamatória nas fibras musculares de ratos submetidos ao exercício. A dose de 4,2 J induziu melhor efeito anti-inflamatório e antinociceptivo do que as doses de 1,2 e 10,0 J.

  • ANA ROSELI SILVA RIBEIRO
  • Efeito gastroprotetor da baicaleína sobre a mucosa gástrica de camundongos
  • Orientador : SARA MARIA THOMAZZI
  • Data: 27/01/2017
  • Tese
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  • A úlcera gástrica é uma doença caracterizada por sangramentos, estenoses e perfurações da mucosa gástrica podendo levar o paciente à morte. Muitos flavonoides demonstraram serem promissores para o tratamento dessas lesões gástricas. A baicaleína, um flavonoide presente na raiz da Scutellaria baicalensis Georgi, planta medicinal bastante utilizada pela medicina chinesa para tratamento das úlceras pépticas, possui propriedades farmacológicas, como anti-inflamatória, antinociceptiva, anticancerígena, antioxidante e antimicrobiana, entretanto o efeito da baicaleína sobre a mucosa gástrica ainda não foi relatado. O objetivo deste estudo foi avaliar as propriedades protetora e antissecretória da baicaleína sobre a mucosa gástrica de camundongos. O modelo de úlcera induzida por etanol acidificado (etanol a 60%/HCl a 0,3 M) foi utilizado para avaliar o efeito protetor da baicaleína (10-100 mg/kg) sobre a mucosa gástrica. A participação dos receptores α2-adrenérgicos, compostos sulfídricos não proteicos (NP-SH), óxido nítrico (NO), prostaglandina (PG), canais K + sensíveis à ATP no efeito gastroprotetor da baicaleína (30 mg/kg) e os níveis de glutationa (GSH) e a atividade da enzima mieloperoxidase (MPO) no tecido gástrico também foram avaliados através do modelo de úlcera induzida por etanol acidificado. O efeito antissecretório de ácido gástrico da baicaleína (10-100 mg/kg) foi avaliado através do modelo de ligadura do piloro, em que os parâmetros da secreção gástrica (volume, [H +] e pH) na presença ou ausência do agente secretagogo histamina, bem como muco no conteúdo gástrico foram avaliados. A atividade in vitro da H +, K + -ATPase (bomba de prótons) também foi determinada. A baicaleína (10-100 mg/kg) apresentou efeito gastroprotetor dose-dependente (p <0,001) contra as lesões gástricas induzidas pelo etanol acidificado. O pré-tratamento pela via intraperitoneal com um antagonista dos receptores α2-adrenérgicos (ioimbina, 2 mg/kg), um bloqueador dos grupamentos sulfídricos não proteicos (N-etilmaleimida, NEM, 10 mg/kg), um inibidor não seletivo da sintase do NO (Nw-nitro- L-arginina, L-NAME, 10 mg/kg), um inibidor não seletivo da ciclo-oxigenase (indometacina: 10 mg/kg) ou um bloqueador de canais de potássio ATP dependentes (glibenclamida, 10 mg/kg) inibiram a resposta gastroprotetora causada pela baicaleína (30 mg / kg) (p <0,001). A baicaleína (30 mg / kg, p <0,05) foi capaz de aumentar os níveis de GSH e diminuir a atividade da MPO no tecido estomacal exposto ao efeito deletério do etanol acidificado. O tratamento intraduodenal com baicaleína (30 e 100 mg/kg) aumentou significativamente (p <0,05) a secreção do muco gástrico. Além disso, o tratamento com baicaleína reduziu (30 e 100 mg/kg, p <0,05) o volume de secreção e secreção ácida total, e também aumentou (10, 30 e 100 mg/kg, p <0,001) o valor do pH, 4 horas após a ligadura do piloro. A baicaleína (30 mg / kg) também foi eficaz na inibição dos efeitos da histamina na secreção gástrica (volume, [H +] e pH, p <0,001). A baicaleína 10 e 30 μg/mL demonstrou atividade anti-H +, K + -ATPase. Os presentes resultados fornecem provas convincentes de que a baicaleína poderia ser utilizada como um agente citoprotetor (efeito preventivo) e anti-úlcera (efeito antissecretório) nas úlceras gástricas.

  • GRAZIELE PEREIRA DE AMORIM
  • Efeito gastroprotetor do óleo essencial da Croton argyrophyllus Kunth e mecanismos de ação farmacológicos em camundongos e lagomorfos.
  • Orientador : SARA MARIA THOMAZZI
  • Data: 26/01/2017
  • Dissertação
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  • A espécie Croton argyrophyllus Kunth é um arbusto que cresce abundantemente na região nordeste do Brasil e apresenta óleo essencial, composto por terpenos, flavonóides e alcaloides que possui efeitos medicinais para os seres humanos já comprovados por estudos anteriores, como atividade anti-inflamatória, antioxidante antiulcerosa e analgésica. Entretanto a ação gastroprotetora do óleo essencial (OE) dessa espécie ainda não foi estudada; sendo assim, o presente estudo investigou a ação gastroprotetora do OE da C. argyrophyllus (1, 3 e 10 mg/kg, v.o.) e os mecanismos subjacentes a este efeito gastroprotetor em úlcera aguda induzida por etanol acidificado em camundongos e lagomorfos. Adicionalmente, investigou-se a capacidade deste OE (1, 3, 100 µg/mL) em inibir a atividade da bomba de K+,H+-ATPase. O OE da C. argyrophyllus (1, 3 e 10 mg/kg) produziu gastroproteção dose-dependente, reduzindo (P<0,001) as áreas total e relativa da lesão no modelo de úlcera induzida por etanol acidificado. A resposta gastroprotetora causada pelo OE (3 mg/kg) foi significativamente atenuada (P<0,001) pelo tratamento intraperitoneal dos camundongos com ioimbina, N-etilmaleimida (NEM), glibenclamida e indometacina. A resposta gastroprotetora do OE (3 mg/kg) foi também revertida (P< 0,01) pelo pré-tratamento intraperitoneal dos camundongos com Nw-nitro-L-arginina cloridrato do éster metílico (L-NAME). O OE das folhas de C. argyrophyllus (10, 30 e 100 µg/mL) foi capaz de inibir de forma concentração dependente a atividade da bomba de prótons (K+,H+-ATPase) em 37,0%, 80,5% e 76,8%, respectivamente (P<0,01), quando utilizou-se microssomas da mucosa gástrica de coelho. Coletivamente, os resultados demonstram que o OE da C. argyrophyllus possui atividade gastroprotetora e antissecretória. Os resultados encontrados demonstram que o óleo essencial da Croton argyrophyllus possui atividade gastroprotetora e capacidade de inibir a atividade da bomba de prótons.

  • JOSE DIOGO LIMA MARTINS
  • EFEITO GASTROPROTETOR DO ÓLEO ESSENCIAL DA Lippia gracilis Schauer (VERBENACEAE)
  • Orientador : SARA MARIA THOMAZZI
  • Data: 24/01/2017
  • Dissertação
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  • A úlcera gástrica é uma doença que acomete grande parcela da população mundial, com prevalência de 2,4% na população ocidental e com taxas de incidência anuais de 0,10% a 0,19%, com alta taxa de cura, porém com elevado índice de recorrência. O óleo essencial (OE) da Lippia gracilis Schauer (Verbenaceae) é utilizado popularmente no tratamento de diversos distúrbios e apresenta atividades antinociceptiva, anti-inflamatória, antioxidante e antimicrobiana, mas seu efeito gastroprotetor ainda não foi estudado. Os animais foram tratados com OE nas doses de 20,60 e 180 mg/kg). Foi utilizado o modelo de úlceras agudas induzidas por etanol/HCl para avaliar o efeito gastroprotetor do OE e investigar alguns possíveis mecanismos envolvidos. Os animais foram pré-tratados com ioimbina (antagonista α-adrenérgico), glibenclamida (bloqueador dos canais KATP), L-NAME (inibidor da síntese de NO), NEM (bloqueador de grupamento sulfidrílicos), indometacina (antiinflamatório não esteroidal) e todos foram tratados com OE (180mg/Kg). O modelo de ligadura de piloro foi utilizado para avaliar efeito do OE sobre a secreção de muco e acidez gástrica. E a ação do OE sobre a atividade da H + , K + -ATPase avaliada por ensaio in vitro. Observamos que o OE preveniu de forma dose-dependente as lesões provocadas pelo etanol/HCl, com diminuição de edema e perdas de células. O efeito gastroprotetor do OE foi diminuido de forma parcial pelos pré-tratamentos com L-NAME, glibenclamida, indometacina e ioimbina, e total com NEM. No modelo de ligadura de piloro o OE aumentou a produção de muco, foi capaz de aumentar o pH do suco gástrico, diminuir o volume de secreção e a [H+]. O OE foi capaz de inibir a atividade da H + , K+ - ATPase. Estes resultados sugerem que o OE de Lippia gracilis possui efeito gastroprotetor, diminuindo a secreção gástrica e estimulando fatores protetores, agindo por vários mecanismos.

2016
Descrição
  • POLYANA BORGES FRANÇA DINIZ
  • Efeitos gastroprotetores do timol em úlceras agudas e crônicas em ratos: possível envolvimento das prostaglandinas, canais de potássio K+ sensíveis a ATP, e secreção do muco gástrico.
  • Orientador : SARA MARIA THOMAZZI
  • Data: 16/12/2016
  • Tese
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  • O timol, é um monoterpeno fenólico derivado do cimeno encontrado abundantemente em
    óleos essenciais produzido por numerosas plantas aromáticas e especiarias tais como,
    Tomilho (Timus vulgaris L.), Oregano (Origanum vulgaris L.), e Lippia alba (mill.).
    Diversos efeitos bilógicos tem sido descrito para o timol tais como antioxidante, anti-inflamatório, anestésico local, antinoceptivo, cicatrizante e antibactericida. É descrito a
    aplicação do timol em ciências dos alimentos, como herbicidade e inseticidas. Além
    disso, tem sido usado pela medicina popular óleos essenciais contendo timol para tratar
    diversas desordens fisiológicas como gastrite, indigestão e dores estomacais. O presente
    estudo investigou ações gastroprotetoras do timol (10, 30 e 100 mg/kg, p.o.) em modelos
    de úlcera aguda induzida por indometacina e etanol, e crônica induzida por ácido acético
    em ratos. Alguns dos mecanismos subjacentes ao efeito gastroprotetor do timol foram
    investigados em modelo de úlcera induzida por etanol. Esta gastroproteção também foi
    avaliada microscopicamente mostrando que o timol em todas as doses diminuiu a perda
    das células epiteliais. Parâmetros da secreção gástrica (volume, pH, e acidez total) foram
    também avaliados pelo modelo de ligadura de piloro, e o conteúdo do muco gástrico foi
    determinado. A atividade antimicrobiana Helicobacter pylori do timol foi realizada
    através do método de difusão em ágar. O Timol produziu efeito dose-dependente
    reduzindo (p < 0,01) a área total de lesão em modelo de úlcera induzida por etanol. A
    resposta gastroprotetora causada pelo timol (30 mg/kg) foi significativamente atenuada
    (p < 0,001) pelo tratamento intraperitoneal dos ratos com indometacina (um inibidor não-seletivo da ciclo-oxigenase, 10 mg/kg) e glibenclamida (bloqueador de canais de potássio
    K + sensíveis a ATP, 10 mg/kg), mas não pela DL-Propargilglicina (PAG, inibidor da
    cistationina-γ-liase, 25 mg/kg) ou Nw-nitro-L-argenina metil éster cloridrato (L-NAME, um
    inibidor não-seletivo da sintase do óxido nítrico 70 mg/kg). O timol (30 e 100 mg/kg)
    também reduziu o índice de úlcera (p < 0,05) e área total de lesão (p < 0,001) por
    indometacina e por ácido acético, respectivamente. Em modelo de ligadura de piloro, o
    tratamento com timol não foi capaz de alterar significativamente os parâmetros de
    secreção gástrica. No entanto, após o tratamento com o timol houve um aumento
    significativo (p < 0,01) na produção do muco. Timol não apresentou atividade
    antimicrobiana H. pylori in vitro. Coletivamente, os resultados apresentados fornecem
    evidências convincentes de que o timol exibe ações gastroprotetoras sobre os modelos de
    úlceras agudas e crônicas através de mecanismos que envolvem o aumento da quantidade
    de muco, prostaglandinas, e canais de potássio K + sensíveis a ATP.

  • MARCUS VINICIUS FERREIRA MAGALHÃES
  • Efeito do comportamento do gato nas respostas defensivas e nociceptivas de ratos
  • Orientador : LUIS FELIPE SOUZA DA SILVA
  • Data: 29/09/2016
  • Dissertação
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  • As respostas defensivas variam de acordo com a distância entre a presa e o predador e o grau de ameaça que cada situação oferece. Estudos sugerem que o confronto com o predador pode eliciar diferentes tipos de analgesia, bem como a ocorrência de ansiedade e medo. O nosso objetivo foi avaliar o efeito da exposição de ratos a diferentes condições aversivas nas respostas defensivas e nociceptivas. Para tanto, foram utilizados 48 ratos Wistar com peso de 250 a 350 g. O experimento consistiu na avaliação das respostas defensivas de ratos dos grupos CTRL (sem a presença do gato), GAT (gato ativo) e GIN (gato inativo), N= 16 animais por grupo, divididos em grupos com ou sem a possibilidade de fuga para o abrigo na arena de teste comportamental, seguido do teste algesimétrico da placa quente para medir a influência da exposição ao gato na resposta nociceptiva dos ratos. No dia seguinte (dia 2), todos os animais voltaram à arena de teste comportamental para reexposição ao contexto aversivo (sem a presença do gato). Os grupos GAT (p < 0,01) e GIN (p= 0,03) apresentaram um tempo de congelamento significativamente maior que o CTRL, adicionalmente, os grupos GAT e GIN, apresentaram, respectivamente, menor tempo de rearing (p< 0,01; p= 0,02) e menor quantidade de cruzamento nos quadrantes (p< 0,01; p= 0,01) caracterizando uma menor atividade exploratória ou maior ansiedade. O grupo GAT apresentou resposta antinociceptiva no tempo 0, onde foi significativamente diferente do basal (p< 0,01) e do intervalo de tempo 60 (p= 0,01). No dia 2, o grupo GAT apresentou um tempo de congelamento significativamente maior que o grupo GIN (p= 0,04), adicionalmente, os animais dos grupos GIN, sem a possibilidade de fuga para o abrigo, apresentaram um tempo de rearing (p= 0,01) e quantidade de cruzamentos nos quadrantes maiores que os grupos CTRL e GAT sem a possibilidade de fuga para o abrigo (p= 0,02; p< 0,02). O grupo GIN mostrou um número de tentativas ou avaliação de risco significativamente maior que o CTRL (p= 0,01). No dia 2, nenhum grupo apresentou resposta antinociceptiva significativa. Os resultados sugerem que o comportamento do gato tem influência direta na resposta comportamental e nociceptiva apresentada pelos ratos. Neste sentido, a presença de um gato ativo promoveu o aumento do tempo de congelamento, diminuiu a atividade exploratória e induziu respostas antinociceptivas em ratos, além de induzir respostas de congelamento na reexposição dos ratos ao contexto aversivo.

  • RAYANNE GOIS DE SOUZA
  • Desenvolvimento e caracterização comportamental de modelo de dor muscular tardia induzida por exercício resistido em rato.
  • Orientador : WALDECY DE LUCCA JUNIOR
  • Data: 14/09/2016
  • Dissertação
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  • A dor muscular tardia (DMT) é uma condição miogênica comum caracterizada
    por hipersensibilidade ou dor na musculatura esquelética afetada após o
    exercício desacostumado, sendo muito referida por praticantes de
    exercícios físicos resistidos ou atletas quando novos movimentos são
    executados e/ou novos treinos são realizados. Modelos animais com protocolos
    de exercícios resistido são importantes para mimetizar os efeitos fisiológicos
    apresentados pelos seres humanos e, com isso, esclarecer os mecanismos
    envolvidos e elucidar a minimização dos efeitos indesejáveis ocasionados pela
    prática desse tipo de exercício. Porém, modelos animais de exercício resistido
    que causem DMT e os mecanismos envolvidos no surgimento desse tipo
    de dor ainda são pouco investigados. Dessa forma, este estudo
    buscou desenvolver e caracterizar um modelo experimental de dor muscular
    tardia pós-exercício resistido. Para tanto, foram utilizados dois grupos, um
    submetido ao exercício resistido (ER) e um controle (CO), o qual foi submetido
    ao exercício fictício. Os animais realizaram o teste de 1RM para descobrir a
    maior carga que conseguiam levantar em uma única repetição e, a partir de
    então, foi definida a intensidade de treino. Para tal, foi utilizado o aparelho de
    agachamento para o protocolo de exercício resistido. A sessão consistiu de 10
    séries de 10 repetições, com 60% da carga estabelecida no teste de 1RM para
    cada animal, com 2 minutos de descanso entre as séries. A hiperalgesia
    mecânica primária (tweezer) e secundária (von Frey), latência térmica (hot
    plate), e atividade locomotora (monitor de atividades) foram avaliadas
    imediatamente antes, 12, 24 e 48 horas após a realização da sessão de
    exercício resistido. Os animais que foram submetidos ao protocolo de exercício
    resistido apresentaram redução significativa do limiar de retirada muscular em
    todos os grupos exercitados quando comparados os momentos imediatamente
    antes e depois do exercício (p<0,05). Quando comparados os grupos exercício
    ao controle, o limiar de retirada da pata foi significativamente menor (p<0,05)
    em todos os grupos exercitados, porém 24 e 48 horas após houve redução
    significativa do limiar de retirada apenas na pata esquerda. Não foi observado
    diferença estatisticamente significativa no limiar de retirada da pata e latência
    térmica, quando comparados os momentos imediatamente antes e após o
    exercício nos grupos exercitados em todos os tempos avaliados, como também
    não foi observada diferença significativa entre os grupos controle e exercício
    nos tempos avaliados. Em relação à atividade locomotora, foi observada
    redução significativa na distância percorrida (p<0,03), como também na
    velocidade média (p<0,29) 12 horas após o exercício no grupo exercitado,
    porém não houve diferença estatisticamente significativa quando a distância
    percorrida e a velocidade média foram medidas 24 e 48 horas após o exercício.
    Esses resultados mostram que foi possível desenvolver e caracterizar um
    modelo de dor muscular tardia induzida por exercício resistido em ratos,
    acompanhado de hiperalgesia primária e redução da atividade locomotora.

  • LEONARDO RODRIGUES DOS SANTOS
  • NARINGINA PROMOVE EFEITO INOTRÓPICO POSITIVO DEPENDENTE DE CATECOLAMINAS ENDÓGENAS EM CORAÇÃO ISOLADO DE RATO.
  • Orientador : CARLA MARIA LINS DE VASCONCELOS
  • Data: 19/08/2016
  • Dissertação
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  • A naringina é um glicosídeo flavonoide (C27H32O14) encontrado em uvas e frutas cítricas, reconhecida por exercer atividades antioxidante, antiaterogênica, hipoglicemiante, dentre outras. Caracterizou-se os efeitos contráteis e elétricos da naringina sobre o músculo cardíaco de rato. Os experimentos foram realizados em átrio esquerdo isolado de rato (cuba com 8 mL, Krebs-Hanseilet, 29 ± 0,1 °C; Estimulação: 1 gf, 1 Hz; 100 V; 1,5 ms). Os dados de força foram captados por transdutor isométrico (Grass FT03), amplificados (Grass P11T), digitalizados (DATAQ DI710) e armazenados em computador para análise. A naringina (0,003 a 6 mM) foi adicionada cumulativamente ao banho para determinar sua influência sobre parâmetros contráteis. Curvas concentração-efeito da naringina foram obtidas após a pré-incubação do átrio com 1 μM de propranolol ou 1 μM nifedipina ou 1 μM de rianodina ou ainda, utilizando-se átrios de animais reserpinizados. Os efeitos da naringina sobre o eletrocardiograma foram obtidos através da técnica de Langendorff (10 mL/min, bomba peristáltica, Milan), utilizando-se solução de Krebs a 34 ± 0,1 °C aerada com mistura carbogênica, com aferição da pressão intraventricular esquerda (PVE) por inserção de balonete. Os dados foram expressos pela média ± erro padrão da média. Os resultados foram avaliados pela análise de variância de uma via (ANOVA) com pós-teste de Tukey ou pelo teste t de Student. Valores de p ≤ 0,05 foram considerados significativos e as análises estatísticas foram realizadas com o GraphPad Prism© versão 5.0 (GraphPad Software Inc., San Diego CA, USA). A Naringina (0,03 a 2 mM) promoveu efeito inotrópico positivo em átrio (147%; CE50 de 0,32 ± 0,01 mM; n = 5) de dependente de concentração. A partir de 3 mM, a naringina reduziu da força contrátil. No efeito inotrópico positivo máximo da naringina, houve redução da duração da sístole de 0,11 ± 0,006 s para 0,09 ± 0,002 s (p < 0,05) e aumento na duração da diástole de 0,84 ± 0,019 s para 0,88 ± 0,0024 s (p < 0,05). Observado aumento da dT/dt(+) de 6,16 ± 1,76 gf/s para 19,74 ± 2,64 gf/s (p < 0,01) e da dT/dt(-) de 6,21 ± 1,14 gf/s para 13,52 ± 1,78 gf/s (p < 0,01). A naringina também promoveu relaxamento diastólico (44 %). A pré-incubação dos átrios com propranolol (antagonista β- adrenérgico não-seletivo) ou nifedipina (antagonista de canais de cálcio tipo-L) ou rianodina (antagonista de receptores de rianodina) aboliu o efeito inotrópico positivo induzido pela naringina, assim como, não evidenciou-se aumento de força contrátil em átrios obtidos de animais previamente reserpinizados. Quanto aos parâmetros elétricos, a naringina encurtou o PRi de 48,42 ± 0,81 ms para 47,31 ± 0,89 ms (n = 5, p < 0,05) e reduziu o intervalo QT (QTi) de 66,75 ± 2,35 ms para 64,36 ± 2,24 ms. Por outro lado, a duração do complexo QRS foi aumentada (controle: 18,5 ± 1,0 ms e naringina: 20,83 ± 1,24 ms). Este flavonoide também influenciou a atividade do marcapasso cardíaco, aumentando a frequência cardíaca 226,9 ± 1,12 bpm para 240,2 ± 3,94 bpm. Nenhum evento de arritmia cardíaca foi registrado durante a perfusão do coração com a naringina. A PVE sofreu aumento de 6%. A naringina exerce efeito cronotrópico e inotrópico positivos em coração de rato por ativação indireta de receptores β-adrenérgicos através da liberação catecolaminas endógenas e promove alterações eletrocardiográficas significativas, ao reduzir PRi, QTi e RRi, além de lentificar a velocidade do QRS.

  • JOSÉ MARCOS MENESES BISPO
  • ALTERAÇÕES MOTORAS E IMUNOHISTOQUÍMICA DA ADMINISTRAÇÃO CRÔNICA DE PROPIONATO DE TESTOSTERONA EM RATOS, DE AMBOS OS SEXOS, SUBMETIDOS AO MODELO DE PARKINSONISMO INDUZIDO POR RESERPINA
  • Orientador : JOSE RONALDO DOS SANTOS
  • Data: 11/08/2016
  • Dissertação
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  • A doença de Parkinson (DP) exibe diferenças sexuais na suscetibilidade,
    patogênese e quadro clinico, sendo a incidência mais comum no sexo
    masculino, evidenciando os hormônios sexuais como potencial fator que
    contribui para suscetibilidade do indivíduo a esta doença. Diante disso, o
    objetivo do presente trabalho foi avaliar a ação da administração crônica de
    propionato de testosterona (PT) sobre as alterações motoras e neuroquímicas
    no modelo de parkinsonismo induzido por reserpina (RES); além de comparar
    os efeitos da administração de baixas doses de RES entre machos e fêmeas
    (intactas e ovariectomizadas). Foram utilizados 192 ratos Wistar de ambos os
    sexos, 6-9 meses, provenientes do Biotério Setorial do Departamento de
    Fisiologia da Universidade Federal de Sergipe. O estudo foi dividido em 3
    experimentos: (I) administração de propionato de testosterona em ratos
    intactos, (II) em ratas intactas e (III) em ratas ovariectomizadas Nos três
    experimentos, os ratos foram divididos em oito grupos: 1- veículo proprionato
    de testosterona (CTRt)+veículo reserpina (CTR); 2- 0,1mg/kg de PT
    (0,1PT)+CTR; 3- 1,0 mg/kg de PT (1,0PT)+CTR; 4- 5,0mg/kg de PT
    (5,0PT)+CTR; 5- CTRt+RES; 6- 0,1PT+RES; 7- 1,0PT+RES e 8- 5,0PT+RES.
    Os animais receberam 31 injeções, uma a cada dia, de propionato de
    testosterona ou óleo vegetal (i.m) e 15 injeções, em dias alternados, de 0,1
    mg/kg de RES ou veículo (s.c.). Durante o tratamento, os animais foram
    pesados a cada 4 dias e submetidos a testes comportamentais: catalepsia
    (diariamente) e campo aberto (dia 31). No dia 31, os ratos foram anestesiados,
    perfundidos, seus cérebros removidos e submetidos a imunohistoquímica para
    Tirosina Hidroxilase (TH). Mostramos que a administração de RES gera uma
    resposta sexo-dependente no comportamento de catelepsia e número de
    células TH + na Área tegumentar ventral (VTA). Em relação a administração
    concomitante de PT e RES, observamos que no teste de catalepsia, o
    tratamento com PT mostrou redução dos efeitos motores, nos machos (exp. I)
    do grupo 5,0PT+RES, enquanto em fêmeas (exp. II e III) esse efeito foi
    observado já na dose de 1,0 mg/kg (1,0PT+RES) e também na de 5,0 mg/kg
    (5,0PT+ RES). Na atividade motora em campo aberto, nenhuma das doses de
    PT, em nenhum dos experimentos, foi capaz de minimizar os efeitos causados
    pela RES. Em machos intactos (Exp. I), todas as doses de PT testadas foram
    capazes de prevenir a diminuição de células TH+ causadas pela RES em VTA,
    mas não na Substância negra parte compacta. Em fêmeas intactas (Exp. II),
    apenas a dose de 5,0 mg/kg (5,0PT+RES) foi capaz de prevenir a diminuição
    de células TH+ na SNpc. Nas fêmeas ovarectomizadas (Exp. III), o tratamento
    com PT em todas as doses (grupos 0,1PT+RES, 1,0PT+RES e 5,0PT+RES),
    foi capaz de manter a intensidade de TH no estriado dorsal, prevenindo a
    redução causada pela RES. O tratamento crônico com PT, no modelo
    progressivo de parkinsonismo induzido por RES, apresentou diferentes efeitos
    nos testes comportamentais e nos animais de sexos e condições diferentes,
    mostrando possíveis mecanismos múltiplos de ações. Experimentos como
    esses contribuem para um melhor esclarecimento da ação do PT na
    fisiopatologia da DP.

  • AMELIA SANTANA BARBOSA GONÇALVES
  • ALTERAÇÕES NO CONTATO SOCIAL INDUZIDAS PELA DOR REDUZEM RESPOSTAS NOCICEPTIVAS SEM MODIFICAR COMPORTAMENTOS TIPO-ANSIOSO
  • Orientador : LUIS FELIPE SOUZA DA SILVA
  • Data: 20/06/2016
  • Dissertação
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  • O componente afetivo-motivacional da dor refere-se aos efeitos da vivência da dor sobre emoções e comportamento. Estudos sugerem que o contato social induz alterações nas respostas nociceptivas e afetivas, incluindo ansiedade, em indivíduos com dor. O nosso objetivo foi avaliar como a dor afeta o contato social e como este contato interfere na nocicepção e comportamento tipo-ansiosode ratos com dor inflamatória e em seus contactantes. Foram utilizados 75 ratos Wistar, com 2 a 3 meses de idade. No experimento I foi avaliado o comportamento do rato residente durante o contato com animais controle (CTRL) ou dor inflamatória (FORM), N= 8 animais por grupo. Para tanto, foram medidos o tempo de latência para o primeiro contato e a duração do contato ao longo de 20 min. Os residentes apresentaram uma menor latência do primeiro contato (p=0,013) e maior duração do contato (p=0,0004) com animais do grupo FORM.Essas respostas foram maiores, nos intervalos de 0 -5 (p< 0,01) e 15 – 20 min (p< 0,001). No experimento II foi avaliado o efeito do contato social naresposta nociceptiva de ratos no teste de formalina. Os animais foram divididos em dois grupos(N= 8/grupo): Formalina Isolado (FI) que recebeu formalina e em seguida foi isolado e Formalina Contato (FC) que recebeu formalina e teve contato com o animal da caixa onde residia. Após 20 minutos de contato ou isolamento, os animais foram colocados na caixa de observação e as respostas nociceptivas foram avaliadas por 40 min. Os animais do grupo FC apresentaram menor número de sacudidasnos 5 minutos iniciais de experimento. No experimento III foram avaliadas as respostas tipo-ansiedade com auxílio da placa perfurada, utilizando como parâmetro a distância total percorrida, duração e número de mergulhos na placa; e do campo aberto, os parâmetros distância total percorrida, tempo de permanência nas zonas central e periférica do campo. Assim, os ratos foram divididos em cinco grupos: Formalina-Isolado: animais receberam injeções de formalina e foram isolados por 20 min; Formalina-contato: animais receberam injeções de formalina retornaram ao contato por 20 min; Controle–isolado: os animais foram isolados por 20 min; Residente: os animais que tiveram contato com o animal do grupo Formalina-contato foram submetidos aos testes e; Controle: os animais foram submetidos diretamente aos testes. Os animais Residentes apresentaram maior distância total percorrida (p= 0,036) no teste da placa perfurada. O número de mergulhos (p= 0,158) e tempo de mergulho (p= 0,056) não foram alterados.Nocampo abertohouve diferença significativa na distância total percorrida (p= 0,043), mas não houve diferença nos tempos de permanência na zona central (p=0,253) e periférica (p=0,739) entre os grupos. Os resultados sugerem que ratos são capazes de identificar condições de dor inflamatória em outros ratos e adotar comportamentos ativos direcionados ao animal com dor. Além disso, o contato social entre animais da mesma colônia foi capaz de reduzir a dor inflamatória.

  • LUCIANO DE GOIS SANTOS
  • Avaliação comportamental e neurobiológica da memória no lagarto Tropidurus hispidus.
  • Orientador : JOSE RONALDO DOS SANTOS
  • Data: 23/05/2016
  • Dissertação
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  • Em mamíferos já são bem estabelecidas associações entre a formação de memórias e a amígdala e o hipocampo. No grupo dos répteis, a capacidade de formar memórias é ainda muito discutida e dados neuroanatômicos tem sugerido a existência de homologias entre as áreas do hipocampo e amígdala de mamíferos e estruturas correlatas do telencéfalo de répteis. Contudo, existem poucas evidências funcionais dessas estruturas em répteis para que forneçam suporte a esta proposta de homologia. Diante de tal conjuntura, esse trabalho teve como objetivo realizar uma avaliação comportamental e neurobiológica da memória em lagartos da espécie Tropidurus hispidus. Para isso foram utilizados 50 lagartos machos adultos, que após 4 dias de acomodação foram distribuídos em dois experimentos: o Experimento 1, de memória aversiva (n=40); e o Experimento 2, de memória espacial (n=10). No Experimento 1 os animais foram divididos em três grupos (Controle, n=8; Estímulo Neutro, n=16; Estímulo Aversivo, n=16). O grupo controle não participou das etapas comportamentais, já o grupo Estímulo Neutro foi exposto a uma gaiola metálica vazia, enquanto o grupo Estímulo Aversivo foi exposto a um gato doméstico. Em seguida todos os animais do grupo Controle e metade dos animais dos grupos Estímulo Neutro e Estímulo Aversivo tiveram seus cérebros perfundidos com paraformaldeido 4% para posterior análise. Os animais restantes dos grupos Estímulo Neutro e Estímulo Aversivo foram colocados de volta no terrário de acomodação e após 24 horas passaram por uma reexposição ao local da exibição dos estímulos, então também tiveram seus cérebros perfundidos com paraformaldeido 4%. Após a fixação, todos os cérebros coletados foram submetidos a uma técnica de detecção imustotoquímica de Zif-268, uma proteína envolvida na mediação da plasticidade que ocorre durante a formação de memórias. Verificamos que durante a exposição ao gato os lagartos do grupo Estímulo Aversivo apresentaram um maior tempo de congelamento (p<0,001) e um menor número de deslocamentos iniciados (p<0,001) e de quadrantes visitados (p<0,001), quando comparados com o grupo Estímulo Neutro. Verificamos também que durante a reexposição ao contexto aversivo, os animais do grupo Estímulo Aversivo apresentaram um maior tempo de congelamento (p<0,001) e um menor número de deslocamentos iniciados (p<0,001) e de quadrantes visitados (p<0,001), sugerindo assim que a exposição ao gato atuou adequadamente como um estímulo aversivo. Observou-se também um aumento do número de células Zif-268 positivas nas regiões do hipocampo reptiliano e na amígdala dos lagartos do grupo Estímulo Aversivo, durante a exposição ao gato (p=0,005 e p=0,039, respectivamente) e na reexposição ao contexto aversivo (p=0,001 e p=0,009, respectivamente). No experimento 2, os lagartos foram submetidos a uma adaptação do labirinto aquático de Morris, onde 3 vezes por dia durante 19 dias os animais realizaram tentativas de encontrar uma plataforma submersa. Constatamos uma correlação negativa (p=0,012) do tempo para chegar a plataforma e o passar dos dias, indicando uma melhoria no desempenho dos lagartos na tarefa. Assim, o presente estudo forneceu indícios que machos de T. hispidus são capazes de formar memórias aversivas e espaciais, e que há um envolvimento do hipocampo e amígdala na memória aversiva.

  • SÍLVIA MÁRCIA DOS SANTOS SANDES
  • Derivado aminoguanidínico produz efeito antinociceptivo em camundongos.
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 18/04/2016
  • Dissertação
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  • Os aminoguanidínicos representam uma classe de substâncias que possuem atividades antiglicante e antidiabética já descritos na literatura, todavia é desconhecido o possível efeito antinociceptivo dessa substância quando acrescido um núcleo indólico a sua estrutura. Assim, o presente estudo analisou o efeito antinociceptivo e anti-hiperalgésico de um derivado aminoguanidínico, hidrocloreto indol-3-carboxaldeído guanildrazona (LQM01), em animais de experimentação. Foram utilizados 142 camundongos Swissmachos (25-30 g) com 2 a 3 meses de idade. Os animais foram divididos em grupos e tratados com LQM01 (5, 10, 25 e 50 mg/kg; i.p.), veículo (solução salina 0,9% 0,1 ml/10g; i.p.), paracetamol (80 mg/kg; i.p.), morfina (3 mg/kg; i.p.) ou tramadol (4 mg/kg; i.p.). Para avaliação da atividade antinociceptiva sobre a dor aguda, os animais foram submetidos aos seguintes testes: contorções abdominais induzidas por ácido acético (0,85%; i.p.), teste de formalina (1%; i.pl.) e teste da placa quente. Para o efeito do LQM01 sobre a dor crônica, foi utilizado o modelo de dor muscular crônica não inflamatória. Para tanto, os animais receberam duas injeções de salina ácida pH 4,0 (dia 0 e 5) no músculo gastrocnêmio direito. A partir do sexto dia a hiperalgesia mecânica, a força muscular, a movimentação espontânea e a coordenação motora foram avaliadas diariamente até o dia 13. Para determinar a ação central, os animais foram tratados com LQM01 ou veículo e, após noventa minutos, foram anestesiados, perfundidos, as medulas lombares extraídas, cortadas em criostato e submetidas ao protocolo de imunofluorescência com a proteína Fos. Os resultados foram expressos como média ± erro padrão da média. As diferenças entre os grupos foram analisadas por meio do teste de variância ANOVA, uma ou duas vias, seguido pelo teste de Tukey ou Bonferroni. Valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significantes. O projeto da pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Animal da UFS, sob o protocolo n.º 62/15. A administração intraperitoneal de LQM01, nas doses de 10, 25, 50 mg/kg, produziu uma redução significativa (p < 0,001) no número de contorções abdominais induzidas por ácido acético. Na nocicepção induzida por formalina, o pré-tratamento com LQM01 reduziu significativamente (p < 0,001) o tempo de lambida da pata, em ambas as fases do teste. No teste da placa quente, o tempo de latência aumentou significativamente (p < 0,05 ou p < 0,01), tendo seu efeito diminuído pela reserpina. A administração de LQM01 diminuiu significativamente (p < 0,05) a hiperalgesia mecânica nos animais com dor muscular crônica, não sendo observadas alterações significativas na força muscular, na movimentação espontânea e na coordenação motora dos animais. Com a análise da imunofluorescência, observou-se que o LQM01 é capaz de diminuir significativamente (p < 0,01) o número de neurônios marcados para proteína Fos na superfície dorsal da medula lombar. Conclui-se, que o LQM01 apresenta ação antinociceptiva e anti-hiperalgésica, podendo ter seu efeito mediado por mecanismos centrais, principalmente pela ativação da via descendente inibitória da dor.

  • MICHEL SANTANA SANTOS
  • Quercetina modula a sinalização do cálcio intracelular no coração.
  • Orientador : CARLA MARIA LINS DE VASCONCELOS
  • Data: 22/03/2016
  • Dissertação
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  • A quercetina é um flavonoide amplamente distribuído em plantas com vários efeitos benéficos. Esse trabalho tem como objetivo descrever os efeitos da quercetina sobre as propriedades contráteis e eletrofisiológicas do músculo cardíaco assim como a homeostase do cálcio intracelular. Nesse estudo, avaliamos o efeito inotrópico da quercetina em átrio esquerdo de cobaia, sua ação nos receptores adrenérgicos e sobre os parâmetros eletrocardiográficos. Em cardiomiócito isolado de camundongo, foram estudadas as correntes de Ca2+ tipo-L (ICa,L), o transiente intracelular global de cálcio e as sparks de cálcio. Os resultados revelaram que a quercetina promove efeito inotrópico positivo (EC50 3,64 x 10-6 M, n = 4). O efeito inotrópico positivo da quercetina foi significativamente reduzido pelo propranolol. Em cardiomiócito ventricular isolado, 30 μM de quercetina foi capaz de promover aumento da densidade da ICa, L em 0 mV de -0,95 ± 0,01 A/F para -1,21 ± 0,08 A/F (n = 5, p < 0,05) e o potencial de membrana onde 50% dos canais estão ativados (V0,5) diminuiu de -13,06 ± 1,52 mV para -19,26 ± 1,72 mV (n = 5, p < 0,001) sem alterar a inclinação da curva. Além disso, os cardiomiócitos expostos a 30 μM de quercetina apresentaram um transiente intracelular de cálcio de 4,61± 0,22 (n = 91 células, p < 0,001) que foi 28% maior comparado com cardiomiócito na situação controle (3,60 ± 0,14, n = 40 células). A quercetina também acelerou a cinética do decaimento do transiente da [Ca2+]i, onde em 90% (t90) foi reduzido de 875,8 ± 13,44 ms para 740,0 ± 26,74 ms (p < 0,001) e em 50% (t50) de 253,3 ± 7,7 ms para 181,4 ± 12,67 ms (p < 0,001). Em cardiomiócito não estimulados eletricamente, a quercetina não aumentou a frequência de sparks de cálcio. Em coração isolado de cobaia, a quercetina aumentou a frequência cardíaca de 133,1 ± 5,49 bpm para 146,2 ± 5,28 bpm (n = 5, p < 0,0001); diminuiu o intervalo PR de 107,3 ± 4,69 ms para 100,3 ± 1,79 ms (n = 5, p < 0,05); diminuiu o QTc de 10,49 ± 0,048 ms para 10,23 ± 0,06 ms. A duração do complexo QRS não apresentou alteração significativa, assim como, não foi evidenciado o aparecimento de arritmias cardíacas. Assim, evidenciamos que a quercetina ativa receptores β-adrenérgicos, levando ao aumento da corrente de cálcio tipo-L e do transiente intracelular de cálcio, sem induzir o aumento de sparks de cálcio ou efeitos arritmogênicos.

  • DIEGO SANTOS DE SOUZA
  • ENVOLVIMENTO DOS CANAIS PARA CÁLCIO TIPO-L NA RESPOSTA CARDIODEPRESSORA DO FARNESOL EM CORAÇÃO DE RATO.
  • Orientador : CARLA MARIA LINS DE VASCONCELOS
  • Data: 04/03/2016
  • Dissertação
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  • O farnesol (C15H26O) é um álcool sesquiterpênico encontrado em óleos essenciais e ervas aromáticas. Pesquisas evidenciam algumas propriedades benéficas do farnesol como: propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e quimiopreventivas.Entretanto, o farnesol promoveu inibição dos canais de cálcio tipo-L em músculo liso. Neste trabalho procurou-se analisar os efeitos do farnesol sobre os mecanismos contráteis e eletrofisiológicos sobre o coração de rato.Para esse fim, os estudos contráteis foram realizados em átrios esquerdo estirados a para uma tensão de repouso de 5mN (0,5gf) e submetidos a estimulação de campocom pulsos de corrente supralimiares de 1 Hz, mantido em cuba para órgão isolado, submerso em solução de Krebs-Henseleit (8 mL) e aerado com mistura carbogênica (95 % O2 e 5 % CO2). A força de contração atrial foi captada por um transdutor isométrico. Os registros eletrocardiográficos foram realizados em coração isolado, sob perfusão aórtica de fluxo constante (10 mL/min), em sistema de Langendorff. Os corações foram mantidos com batimento espontâneo, para determinar a frequência cardíaca, e em corações estimulados foram determinados os intervalos PR (PRi), QT (QTi) e QRS. A pressão ventricular esquerda foi determinada, em coração estimulado eletricamente, por meio de um balonete insuflado com água até uma pressão de 15 cmHg. Em átrio esquerdo de rato, a resposta do farnesol sobre a força de contração apresentou efeito inotrópico negativo, diminuindo a força de contração em41,63% na concentração máxima usada, apresentando uma CE50 de2,843 ± 0,19 mM. Ao avaliar o efeito do farnesol sobre a resposta inotrópica positiva do CaCl2 e(±)-BAY K8644foi observado que o farnesol deslocou para direita a curvaconcentração-respostado CaCl2ediminuiu a eficácia máxima (100% para 23%)e aboliu a curva do (±)-BAY K8644. Para avaliar a participação dos canais para potássio na resposta inotrópica negativa foi utilizado TEA tendo aumento da eficácia máxima do farnesol de 41,63 para 63,02%. Em coração isolado, foi observado aumentodo PRi, QTi e complexo QRS, e reduçãoda pressão ventricular esquerda (37,38%) e frequência cardíaca (25,22%). Assim sendo, o farnesol exerce respostas inotrópicas e cronotrópicas negativas no coração, por redução das correntes para Ca2+tipo-L.

  • AUDERLAN MENDONÇA DE GOIS
  • ALTERAÇÕES MOTORAS, COMPORTAMENTAIS E HISTOPATOLÓGICAS APÓS INJEÇÃO INTRACEREBROVENTRICULAR DE LIQUOR DE PACIENTES COM ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA EM RATOS
  • Orientador : JOSE RONALDO DOS SANTOS
  • Data: 29/02/2016
  • Dissertação
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  • A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva, que afeta o sistema motor somático através da degeneração dos neurônios motores superiores e inferiores. Evidências apontam que o líquido cefalorraquidiano (LCR), que está em íntimo contato com o sistema nervoso, apresenta substâncias solúveis que podem provocar lesões em neurônios motores. Modelos animais que expressam genes mutantes associados a ELA foram desenvolvidos para o estudo dos mais diversos mecanismos etiopatológicos que se manifestam de forma similar ao que ocorrem em pacientes com a doença. Entretanto, esses modelos representam melhor a etiologia da doença em casos familiares e, apesar da semelhança entre casos familiares e esporádicos, ainda não se tem um modelo animal que represente características da doença nesta última. Diante disso, o objetivo do presente trabalho foi avaliar as alterações motoras, comportamentais e histológicas após injeção intracerebroventricular (i.c.v.) de LCR de pacientes com ELA esporádica em ratos Wistar. Foram ultilizados 43 ratos Wistar, com idade aproximada de sete meses, provenientes do Biotério Setorial do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de Sergipe. O trabalho foi dividido em 2 experimentos: (I) com uma única administração i.c.v. de LCR e (II) com administrações repetidas i.c.v. de LCR. No experimento I os animais foram divididos em 3 grupos, controle (CTR, solução de LCR artificial), não-ELA (N-ELA, LCR de pacientes sem doenças neurológicas) e ELA (ELA, LCR de paciente com ELA esporádica) que receberam uma única injeção i.c.v. de 7,5 µL e após uma semana foram submetidos aos testes motores e comportamentais: teste de força, catalepsia, campo aberto e teste de marcha uma vez por semana durante 30 dias. No experimento II, os animais foram divididos em 3 grupos, controle (CTR), Não-ELA (N-ELA) e ELA que receberam uma injeção diária, durante 6 dias, i.c.v. de 5 µL. Ao longo do tratamento, os animais foram submetidos aos testes motores e comportamentais acima mencionados. Após os testes, em ambos experimentos, os ratos foram anestesiados, perfundidos, suas medulas removidas e submetidas à análise histológica pelo coloração de hematoxilina-eosina para observação morfológica geral. No experimento I, foi observado alteração motora no teste de força, campo aberto e no teste de marcha, acompanhado por uma redução de neurônios motores e células gliais na região torácica e lombar da medula espinal. No experimento II, foi observado alteração motora na catalepsia, campo aberto e no teste de marcha, acompanhado de um aumento de células gliais na região lombar da medula espinal. Os dados apresentados neste estudo mostram que a administraçãode LCR de pacientes com ELA pode provocar mecanismos patogênicos semelhantes aos observados em humanos e outros modelos animais de ELA.

  • JOSÉ MARDEN MENDES NETO
  • PARTICIPAÇÃO DOS CANAIS TRP NO EFEITO VASORRELAXANTE DE R(+)-PULEGONA EM RATOS
  • Orientador : SANDRA LAUTON SANTOS
  • Data: 29/02/2016
  • Dissertação
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  • Os efeitos cardiovasculares de R(+)-pulegona foram estudados em ratos normotensos, utilizando duas abordagens metodológicas. Na avaliação in vivo, doses crescentes (1, 3, 10, 20 e 30 mg/Kg), foram administradas nos animais, via i.v. em bolus e de maneira randomizada, posteriormente os parâmetros de pressão arterial média(PAM) e frequência cardíaca(FC) foram avaliados. Nesta situação a substância desencadeou um efeito hipotensor e bradicárdico dose dependente, respectivamente: 1 mg/Kg (-18,83 ± 2 mmHg e -3.8 ± 2.6 bpm), 3 mg/Kg (-29,7 ± 2,7 mmHg e -118 ± 4.0 bpm), 10 mg/ Kg (-62,17 ± 11,6 mmHg e -227 ± 5.1bpm), 20 mg/ Kg (-59,66 ± 7,4 mmHg e -268 ± 5.8 bpm) e 30 mg/ Kg (-59,3 ± 5,0 mmHg e -277 ± 3.5 bpm). Na abordagem ex vivo, utilizou-se a aorta torácica destes animais e em experimentos de tensão isométrica, avaliou-se a atividade vasorrelaxante da substância. A administração de R(+)-pulegona desencadeou efeito vasorrelaxante, concentração dependente tanto em anéis com endotélio intacto quanto com este removido, porém a substância apresentou o valor do pD2 menor na presença do endotélio (-3,64 ± 0,06, n=5 vs -3,17 ± 0,034, n=6, respectivamente), sem nenhuma alteração no efeito máximo (98,2 ± 1,2%, n=5vs106,0 ± 8,1%, n=6), indicando que a substância atua desencadeando vasodilatação na aorta de maneira dependente e independente do endotélio vascular. Em anéis com endotélio intacto, a atividade vasorrelaxante de R(+)-pulegona não foi alterada na presença de diclofenaco (-3,69 ± 0.075 vs controle: -3,64± 0,060 – n=5) e atropina (-3,62 ± 0,081 – n=6 vs -3,64 ± 0,060 –n=5), porém foi modificada por L-NAME (-3,00 ± 0,016 vscontrole:-3,64 ± 0,060 - n=5), HDX (-3,07 ± 0,021 vs controle: -3,64 ± 0,060 – n=5), ODQ (-3,17 ± 0,03 vscontrole: -3,64 ± 0,060 – n=5) e o vermelho de rutênio (-3,14 ± 0,04 vs controle: -3,64 ± 0,06 – n=5). Estes resultados sugerem que a substância provavelmente está estimulando a produção de NO, via ativação dos canais TRP. De fato, para efetuar vasodilatação em aorta torácica, R(+)-pulegona, inibe o influxo de cálcio na célula muscular lisa, uma vez que, inibiu a curva de cálcio de maneira dependente de concentração (Emáx: 10-4 M: 68,9 ± 3,81 %; 3x10-4 M: 40,97 ± 8,05 %; 10-3 M: 24,79 ± 5,04 % e 3x10-3 M: 0,29 ± 0,33 %), via canais para cálcio tipo L, pois na presença de NIF, ocorreu redução do efeito máximo (Emáx: 93,3 ± 1,7% – n= 6 vs controle Emáx: 106,8 ± 8,1% – n=6). Adicionalmente, pesquisou-se a participação dos canais para potássio, utilizando 4-AP, viu-se que a substância tem resposta inibida através do bloqueio dos canais para potássio sensíveis a voltagem (-2,93 ± 0,012 – n=5 vs controle -3,17 ±0,034 – n=6) e também sensíveis ao ATP, uma vez que, na presença de glibenclamida, a resposta relaxante para R(+)-pulegona também foi inibida (-2,94 ± 0,012vs-3,17 ± 0,03). Assim, para causar vasorrelaxamento em aorta torácica de ratos normotensos, R(+)-pulegona, estimula a produção de NO na célula endotelial, provavelmente por ativar o influxo de cálcio via canais TRP. O efeito independente do endotélio, é mediado pela inibição do influxo de cálcio, provavelmente através dos CaVs e abertura dos canais para potássio (Kv e KATP).

2015
Descrição
  • RACHEL ROCHA CINTRA
  • Funções nociceptiva, auditiva e motora em um modelo progressivo de parkinsonismo
  • Orientador : MURILO MARCHIORO
  • Data: 28/07/2015
  • Dissertação
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  • A doença de Parkinson (DP) é uma desordem neurodegenerativa comum do movimento, que afeta 1% da população acima de 65 anos e 4% a 5% da população acima de 75 anos. Atualmente, sabe-se que a doença não é caracterizada somente pelas alterações motoras, mas também por um conjunto de alterações não motoras, que talvez as precedam por vários anos, em fase pré-clínica da doença. Estudos na fase pré-motora da DP são importantes para o entendimento sobre quando e onde a doença começa a se desenvolver e como ela evolui nos estágios iniciais. Apesar de ainda incipientes, alguns estudos têm apontado para a presença de alterações sensoriais, nociceptivas e auditivas, na DP. O uso de um modelo animal da DP, que leve em conta a sua natureza progressiva, possibilita uma melhor compreensão das relações entre os aspectos fisiopatológicos e as alterações não motoras da doença e viabiliza a exploração temporal da manifestação dessas alterações. O objetivo desse estudo foi avaliar as funções nociceptiva, motora e auditiva de ratos Wistar submetidos ao modelo progressivo de parkinsonismo, induzido por doses baixas e repetidas de reserpina (RES). Na primeira etapa, foram utilizados 19 ratos Wistar, divididos em dois grupos (n=9/10 por grupo): G1: RES (0,1 mg/kg s.c.) e G2: CTR (veículo da RES). Os animais foram submetidos diariamente ao teste motor de catalepsia e ao teste nociceptivo do von Frey eletrônico, e receberam as injeções a cada 48h, durante 20 dias. O teste de força de preensão (grip strenght test) foi realizado nos dias 9, 12, 14 e 17. Na segunda etapa, os animais foram divididos em dois grupos (n=10/11 por grupo): G1: RES (0,1 mg/kg s.c.) e G2: CTR (veículo da RES). O teste de catalepsia foi realizado diariamente e as injeções foram feitas a cada 48h. No dia 8, os animais foram sedados para realização do teste auditivo de otoemissões acústicas por produto de distorção (OEAPD). No dia 10, foi realizado o teste nociceptivo da formalina e, 60 minutos depois, cada animal foi anestesiado, perfundido e seus cérebros extraídos para posterior análise imunohistoquímica para tirosina hidroxilase (TH) e c-FOS. O tratamento repetido com a RES induziu alterações motoras progressivas evidenciadas através do teste de catalepsia a partir do 16º dia. Da mesma forma, ocasionou alterações na resposta nociceptiva dos ratos evidenciadas no teste do von Frey eletrônico e no teste da formalina, as quais ocorreram a partir do 10º dia, ou seja, antes das alterações motoras. A força muscular, avaliada através do teste de força de preensão, não se alterou com o tratamento. Alterações na função auditiva foram observadas no 8º dia de tratamento. Neuroquimicamente, no 10º dia, o tratamento repetido com a RES induziu diminuição na quantidade de células TH+ na substância negra parte compacta (SNpc) e na área tegmental ventral (do inglês ventral tegmental área – VTA) e não alterou os níveis de TH no estriado. Quanto à imunomarcação para c-FOS, o estímulo nocivo provocou aumento na quantidade de células c-FOS+ nas regiões do núcleo dorsal da rafe (NDR), substância cinzenta periaquedutal (do inglês, periaqueductal gray – PAG) e no bulbo rostro ventromedial (do inglês, rostral ventromedial medulla – RVM), após o tratamento repetido com a RES, no 10º dia. Concluímos que alterações nociceptivas precedem as alterações motoras, enquanto a força permanece inalterada no modelo progressivo de parkinsonismo induzido por repetidas e baixas doses de RES, reforçando a ideia de que a dor seja um dos sinais precoces da DP. Além disso, animais com parkinsonismo se mostraram mais suscetíveis às alterações auditivas por exposição aos ruídos ambientais, sugerindo uma possível relação entre a DP e a predisposição à perda de audição, inclusive em fase pré-motora da doença.

  • MARINA FREIRE DE SOUZA
  • ALTERAÇÕES MOTORAS, COGNITIVAS E NEUROQUÍMICAS CAUSADAS PELA ADMINISTRAÇÃO REPETIDA DA DELTAMETRINA EM RATOS
  • Orientador : JOSE RONALDO DOS SANTOS
  • Data: 28/07/2015
  • Dissertação
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  • Estudos tem demonstrado que a exposição a pesticidas é um fator de risco para o desenvolvimento da doença de Parkinson DP, principalmente em áreas rurais. Um desses pesticidas, a Deltametrina (DM), é utilizada indiscriminadamente no controle de vetores na lavoura, na medicina veterinária e no controle de pestes domésticas. No entanto, a avaliação dos possíveis efeitos da exposição a DM sobre o Sistema Nervoso Central ainda é incipiente. Diante disso, o objetivo da pesquisa é avaliar as alterações motoras, cognitivas e neuroquímicas causadas pela administração repetida da DM em ratos. Foram utilizados 38 ratos Wistar machos, com idade entre 9-10 meses, provenientes do Biotério do Laboratório de Neurofisiologia da UFS. O trabalho foi dividido em 2 experimentos: intranasal (i.n.) e intracerebroventricular (i.c.v.). No 1º, os animais foram divididos em 2 grupos controle (CTR, solução salina 0,9%, n=9) e DM 0,5 (tratados com DM 0,5 mg, n=10), que receberam 3 infusões intranasais administradas 1 a cada 7 dias. Durante o tratamento, os animais foram submetidos a testes comportamentais: catalepsia, reconhecimento de objeto novo, alternação espontânea e medo condicionado ao contexto. No experimento i.c.v., os animais foram divididos em 3 grupos: controle (CTR, n=7), DM 0,5 (tratados com DM 0,5 µg/µL, n=7) e DM 5 (tratados com DM 5 µg/µL, n=5). Nessa etapa, os animais receberam 3 injeções i.c.v. (2 µLpor injeção), uma a cada 48h. Ao longo do tratamento, os ratos foram avaliados nos testes comportamentais de catalepsia, campo aberto e alternação espontânea. Após os testes de comportamento em ambos experimentos, os ratos foram anestesiados, perfundidos, seus cérebros removidos e submetidos a imunohistoquímica para Tirosina Hidroxilase (TH) na substância negra parte compacta, área tegmental ventral e estriado dorsal. Foi observado no experimento i.n. que houve alterações motoras na catalepsia, no rearing do campo aberto, no reconhecimento de objeto novo e tempo de freezing, antecedendo as alterações motoras. A imunohistoquímica mostrou redução de células TH+ na SNpc e VTA e aumento de TH+ no estriado dorsal. No experimento i.c.v., foi observado alterações motoras no campo aberto, na alternação espontânea e na imunohistoquímica em que houve diminuição de TH+ nos animais tratados com DM 0,5 µg/µL e DM 5µg/µL na SNpC, VTA e estriado dorsal. Os dados apresentados neste estudo reforçam a possibilidade da DM ser um possível causador de sintomas de parkinsonismo.

  • SOLANO SÁVIO FIGUEIREDO DOURADO
  • Efeito do enriquecimento ambiental, associado ou não a atividade física,nas funções nociceptiva, ansiedade e controle motor em modelo animal de dor crônica Muscular difusa.
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 02/03/2015
  • Dissertação
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  • A fibromialgia é uma síndrome complexa, com etiologia indefinida,
    caracterizada pela presença de dor musculoesquelética crônica generalizada,
    tendo, como uma das principais comorbidades, a redução do desempenho
    físico/funcional. O tratamento farmacológico da fibromialgia apresenta
    efetividade limitada, assim como a as terapias não farmacológicas, que são
    utilizadas isoladas, destacando-se a atividade física (AF). O enriquecimento
    ambiental possibilita o aumento da atividade sensorial, cognitiva e física, o que
    viabiliza sua utilização enquanto ferramenta que pode reduzir os sintomas e
    fatores considerados de risco à fibromialgia. O presente estudo propõe a
    investigação do enriquecimento ambiental (EA), como recursos para prevenção
    da fibromialgia em um modelo experimental. Para isso, 24 ratos Wistar machos
    foram divididos em quatro grupos: (1) EA, (2) AF, (3) EA + AF e (4) controle, e
    mantidos nesses protocolos por 4 semanas. Após este período, foi induzida dor
    muscular crônica difusa através de dupla injeção de salina ácida no músculo
    gastrocnêmio esquerdo. Foram avaliados o limiar mecânico de retirada da pata
    (Von Frey eletrônico), limiar térmico (Hot Plate), atividade neuromuscular (Rota
    Rod), ambulação (no de quadrantes) e no de bolos focais através do Campo
    Aberto, em seis momentos: basal, após a 1a, 2a, 3a e 4a semanas e 24 horas
    após indução da hiperalgesia. Os animais mantidos com enriquecimento
    ambiental e atividade física (EA+AF) apresentaram aumento significativo do
    limiar mecânico e da latência térmica a partir da terceira (P<0,001) e segunda
    (P<0,002) semanas, respectivamente, quando comparado aos outros grupos.
    Esse aumento se manteve no momento pós-indução, enquanto nos outros
    grupos houve uma redução significativa (P<0,02), sugerindo o desenvolvimento
    de hiperalgesia. Já no teste motor, o grupo AE+AF apresentou aumento
    significativo na atividade neurumuscular a partir da primeira semana quando
    comparado aos outros grupos (P<0,01), mantendo esse aumento mesmo após
    a indução, enquanto nos outros grupos houve uma redução significativa
    (P<0,02). No Campo Aberto, houve aumento significativo na ambulação total
    no grupo AE+AF a partir da 1a semana (P<0,01) em comparação aos demais
    grupos, embora, na ambulação central, o número de quadrantes foi
    significativamente maior no grupo AE+AF, desde a avaliação basal (P<0,01),
    quando comparado aos demais grupos. O número de bolos fecais foi
    significativamente reduzido no grupo AE+AF (P<0,01) a partir da 1a semana, e
    se manteve até a 4a semana. Esses resultados sugerem a associação entre o
    enriquecimento ambiental e a atividade física como uma estratégia preventiva
    da dor musculoesquelética crônica e otimização do controle motor em um
    modelo de dor crônica muscular difusa.

  • MICHAEL NADSON SANTOS SANTANA
  • Treinamento resistido melhora o controle cardiovascular e o perfil bioquímico de ratos expostos a uma dieta ocidental no período perinatal.
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 27/02/2015
  • Dissertação
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  • O consumo de alimentos ricos em sódio e gordura saturada, mas pobre em fibras em
    outros nutrientes é conhecido como Dieta Ocidental e está diretamente associado a
    alterações metabólicas e autonômicas e o surgimento de doenças cardiovasculares.
    Além disso, estudos tem mostrado que distúrbios alimentares como a falta ou excesso
    de alimentos no início da vida promove adaptações estruturais e funcionais no feto
    culminando no surgimento de doenças na fase adulta. O treinamento resistido (TR)
    vem sendo utilizado como terapia não farmacológica no tratamento de diversas doenças,
    dentre elas, as cardiovasculares, porém o efeito do TR sobre os mecanismos de controle
    cardiovascular não foram completamente explorados. O presente estudo investigou os
    efeitos do TR de baixa intensidade na modulação autonômica e no perfil bioquímico de
    ratos submetidos a uma dieta ocidental durante o período perinatal. Ratas Wistar
    receberam dieta controle ou ocidental durante a gravidez e lactação. Os filhotes foram
    divididos em três grupos: grupo controle (C), Dieta ocidental sedentário (OCS) e dieta
    ocidental + TR (OCTR). Aos 60 dias de vida, os animais iniciaram o protocolo de TR
    realizado 5 vezes por dia, por 4 semanas. Ao fim, foram analisadas a variabilidade do
    intervalo de pulso e da pressão arterial, bem como a sensibilidade do barorreflexo.
    Amostras de sangue foram coletadas para análise bioquímica. O TR reduziu a pressão
    arterial média (OCTR= 108,2±3,7 vs OCS= 121±2,5, C= 103,2±3,7, p<0,05), pressão
    arterial sistólica (OCTR= 135,2±3.1 vs OCS= 151,5±3.4, C= 134,2±5,8, p<0,05) e
    pressão arterial diastólica (OCTR= 89,1±2,8 vs OCS= 99,4±2,3, C= 82,8±2,7, p<0,05).
    Houve aumento na sensibilidade barorreflexa (OCTR= 1,9±0,23 vs OCS= 1,1±0,14, C=
    1,1±0,15, p<0,05). Além disso, observou-se que o TR foi capaz de reduzir a modulação
    simpática vascular quando comparado ao grupo OCS (OCTR= 5,48±1,033 vs OCS=
    8,25±1,018, C= 5,05±0,345, p<0,05). Nos parâmetros bioquímicos, foram observadas
    diferenças na glicemia (OCTR= 116,2±4,6 vs OCS= 153,8±6,3, C= 126,2±3,5, p<0,05),
    no colesterol total (OCTR= 67,0±3,8 vs OCS= 85,6±3,4, C= 70,8±1,1, p<0,05) e nas
    lipoproteínas de alta (OCTR= 57,2±3,5 vs OCS= 41,8±2,8, C= 48,5±0,7, p<0,05) e
    baixa densidade (OCTR= 14,2±2,2 vs OCS= 31,0±3,2, C= 13,1±0,6, p<0,05). Estes
    resultados sugerem que o TR de baixa intensidade promove adaptações benéficas ao
    sistema cardiovascular, mediadas por ajustes nos mecanismos de controle autonômico e
    melhora no perfil bioquímico destes animais.

  • FERNANDA MENDONÇA ARAUJO
  • Efeito da Corrente Interferencial na fibromialgia: ensaio clínico randomizado.
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 27/02/2015
  • Dissertação
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  • A fibromialgia (FM) é uma síndrome, de etiologia desconhecida, caracterizada por dor
    musculoesquelética crônica generalizada e hiperalgesia, principalmente em pontos
    específicos, chamados “tender points”. Além disso, essa síndrome está associada a
    alterações psicossomáticas, tais como fadiga crônica, depressão, ansiedade e distúrbios
    do sono. A corrente interferencial (CI) é um tratamento não-farmacológico e não-invasivo comumente utilizado na promoção do alívio sintomático da dor. Apesar da sua
    utilização no tratamento da dor, há pouca evidência que suporte o uso efetivo da CI em
    pacientes com FM. Além disso, pouco se conhece sobre os parâmetros ideais de
    estimulação por meio da CI. Sendo assim, o presente estudo teve, como objetivo,
    investigar os efeitos de diferentes intensidades de estimulação com CI no alívio dos
    sintomas presentes em indivíduos com FM. Este trabalho trata-se de um ensaio clínico
    randomizado, controlado por placebo e duplamente encoberto. Para avaliação dos
    efeitos da CI antes e após o tratamento, foram medidos os seguintes desfechos (com
    seus respectivos instrumentos) em cada sessão de aplicação da CI: limiar de dor por
    pressão (LDP: algometria digital), limiar sensitivo cutâneo (LSC: filamentos de von
    Frey) e intensidade de dor em repouso (Escala Numérica de 11 pontos). Além disso,
    foram também mensurados, no primeiro e no último dia de atendimento: impacto da
    fibromialgia (Questionário de Impacto da Fibromialgia), nível de depressão (Inventário
    de Depressão de Beck), ansiedade (Inventário de Ansiedade Traço-Estado),
    incapacidade física (Questionário de Incapacidade Roland Morris), capacidade
    funcional (testes de Sentar e Levantar e Timed Up and Go), medo de movimentar-se
    (Escala de Cinesiofobia de Tampa), catastrofização da dor (Escala de Catastrofização
    da Dor), caracterização da dor (Questionário de Dor McGill), qualidade de vida (Short
    Form Health Survey 36), somação temporal (Teste de Somação Temporal), modulação
    condicionada da dor (Teste de Modulação Condicionada da Dor) e intensidade de
    fadiga (Escala Numérica de 11 pontos). Foram recrutadas 27 mulheres com FM, que
    foram alocadas em três grupos de estudo: Motor (n= 10; a CI foi aplicada em alta
    intensidade, com contração motora), Sensorial (n=8; alta intensidade, porém sem
    contração motora) e Placebo (n=9), a uma frequência de amplitude modulada em 100
    Hz. Foram realizadas 10 sessões de tratamento e os eletrodos foram aplicados na região
    paravertebral. Os testes t de Student e ANOVA para medidas repetidas foram utilizados
    para comparação dos resultados encontrados, intra-grupo, antes e após o tratamento.
    Nenhum dos grupos de estudo apresentou alteração significativa dos valores de LDP e
    LSC nos 18 tender points específicos para FM, e na intensidade de dor a cada sessão de
    tratamento com CI (p>0,05). No entanto, nas mulheres alocadas no grupo motor, foi
    observado aumento significativo do LDP, mensurado no teste de modulação
    condicionada da dor (p≤0,03), além de redução significativa na amplificação da
    intensidade de dor da somação temporal (p=0,001) após o término do tratamento.
    Apenas o grupo motor apresentou redução significativa no impacto da doença (p=0,01),
    depressão (p=0,006), estado de ansiedade (p=0,01), cinesiofobia (p=0,002),
    catastrofização (p=0,008), índice de classificação da dor (p=0,04), fadiga (p=0,02) e
    quantidade de tender points (p=0,04), além do aumento da qualidade de vida (p=0,006).
    Dessa forma, os resultados encontrados, no presente estudo, fornecem fortes evidências
    de que a CI, apenas quando aplicada em altas intensidades de estimulação, é um
    tratamento eficaz na redução dos sintomas presentes em indivíduos com FM.

  • PÉLIGRIS HENRIQUE DOS SANTOS
  • EFEITO PROTETOR DO COMPLEXO DE INCLUSÃO ÁCIDO ÚSNICO/β-CICLODEXTRINA EM CORAÇÃO ISOLADO DE RATO SUBMETIDO A LESÃO POR ISQUEMIA E REPERFUSÃO.
  • Orientador : SANDRA LAUTON SANTOS
  • Data: 27/02/2015
  • Dissertação
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  • A interrupção do suprimento sanguíneo causa alteração do status redox celular, promove estresse
    oxidativo, danos teciduais e alteração da função cardíaca. Diante disso, compostos antioxidantes
    podem prevenir essas alterações, uma vez que são capazes de reestabelecer o status redox celular e de
    preservar as funções teciduais. Assim, o objetivo desse estudo foi verificar se o pré-tratamento com
    complexo de inclusão ácido úsnico (AU)/β-ciclodextrina (βCD) promove a cardioproteção após a
    lesão por isquemia e reperfusão. Inicialmente, foi realizada a caracterização do complexo de inclusão
    entre o AU e a βCD através das técnicas de termogravimetria/termogravimetria derivada (TG/DTG),
    calorimetria exploratória diferencial (DSC), espectrofotometria na região do infravermelho (FTIR) e
    microscopia eletrônica de varredura (MEV). Após a caracterização e confirmação da formação de
    complexo de inclusão entre o AU e a βCD, foi iniciado a avaliação dos efeitos cardioprotetores do
    complexo de inclusão AU/βCD. Para tanto foram utilizados ratos wistar (250-300 g) distribuídos em
    dois grupos: o grupo pré-tratado com 50 mg/ kg/ dia de AU/βCD e o grupo pré-tratado com βCD.
    Após o pré-tratamento, o coração dos animais foi removido para ser montado em sistema de perfusão
    de órgão isolado para a indução da lesão por isquemia e reperfusão, onde foram avaliados a pressão
    desenvolvida no ventrículo esquerdo (PDVE), Frequência Cardíaca e o Índice de Severidade de
    Arritmia (ASI). Em seguida, foi determinado, em fígado e coração, a quantidade de lactato
    desidrogenase (LDH) liberada, a formação de malonaldeído (MDA), a atividade das enzimas
    Superóxido Dismutase (SOD) e Catalase (CAT) e verificado a quantidade de grupamentos tióis. Os
    resultados da caracterização físico-química demonstraram que o AU foi complexado a cavidade da
    βCD, podendo ser visto na TG na segunda etapa de perda de massa, onde o complexo de inclusão
    apresentou Δm=19,2% enquanto a mistura física, Δm=16,2%. Além disso, foi demonstrado pela MEV
    que a mistura física não interagiu com a βCD ao passo que o complexo de inclusão sofreu alteração de
    forma. Os espectros de FTIR indicaram a presença do AU no complexo de inclusão em maior
    proporção, por sua vez, na mistura física foi observada a presença do AU em menor proporção. Ao
    avaliar os efeitos cardioprotetores do complexo de inclusão AU/βCD, verificou-se que o pré-
    tratamento preservou a PDVE (AU: 89,9 + 6,3% vs βCD: 53,9 + 8,6%; p < 0,05), reduziu os escores
    obtidos no ASI (AU: 2,5 + 0,5 u.a. vs βCD: 11,00 + 0,57 u.a.; p < 0,0001) e não alterou a frequência
    cardíaca. Nos ensaios bioquímicos, o pré-tratamento reduziu os níveis de LDH liberados (AU: 0,063 +
    0,026 U/L vs βCD: 0,224 + 0,036 U/L; p < 0,05), diminuiu a formação de MDA (AU: 5,87 + 0,57
    nmol de MDA/g de tecido vs βCD: 13,02 + 1,04 nmol de MDA/g de tecido, p < 0,0001), promoveu a
    atividade da SOD (AU: 0,086 + 0,013 U SOD/mg de proteína vs βCD: 0,050 + 0,004 U SOD/mg de
    proteína; p < 0,05) e da CAT (AU: 0,054 + 0,006 ΔE/min/mg de proteína vs βCD: 0,023 + 0,002
    ΔE/min/mg de proteína; p < 0,001) e aumentou a presença de grupos tióis (AU: 97,83 + 4,23 µmol/mg
    de proteína vs βCD: 54,31 + 3,28 µmol/mg de proteína; p < 0,0001). Ademais, ao investigar a
    toxicidade, não foram evidenciados alterações dos níveis basais de LDH (AU: 0,068 + 0,021 U/L vs
    βCD:0,070 + 0,023U/L; p > 0,05) e de MDA (AU: 8,59 + 0,27 nmol de MDA/g de tecido vs βCD:
    8,43 + 0,21 nmol de MDA/g de tecido, p > 0,05) , nem alteração da atividade da SOD (AU: 0,025 +
    0,001 U SOD/ mg de proteína vs βCD: 0,026 + 0,001 U SOD/mg de proteína, p > 0,05) e nem da CAT
    (AU: 0,020 + 0,004 ΔE/min/mg de proteína vs βCD: 0,015 + 0,002 ΔE/min/mg de proteína; p > 0,05)
    no tecido hepático, promovendo apenas aumento de grupamentos tióis (AU: 245,4 + 15,6 µmol/mg de
    proteína vs βCD: 181,8 + 14,3 µmol/mg de proteína, p < 0,05). Assim, verificou-se que o pré-
    tratamento com o complexo de inclusão preservou a função contrátil, promoveu cardioproteção e não
    mostrou sinais de toxicidade.

  • KATTY ANNE AMADOR DE LUCENA MEDEIROS
  • "Efeito do Geraniol no comportamento e no padrão de ondas cerebrais de ratos"
  • Orientador : MURILO MARCHIORO
  • Data: 13/02/2015
  • Dissertação
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  • Óleos essenciais são compostos voláteis extraídos de plantas aromáticas. Entre as moléculas
    naturais encontradas em óleos essenciais, o geraniol vem sendo bastante estudado. Isso já foi
    mostrado na literatura como agente quimiopreventivo, antimicrobiano, antioxidante, anti-inflamatório e neuroprotetor. Entretanto, ainda há escassez de estudos que abranjam a
    influência desse composto sobre o sistema nervoso central. Esta pesquisa teve como objetivo
    caracterizar o efeito do geraniol nos padrões de ondas cerebrais, no comportamento motor e
    tipo ansiedade de ratos Wistar. Foram utilizados 179 ratos Wistar machos, com idade entre 3 e
    4 meses, provenientes do Biotério Central e do Laboratório de Neurofisiologia da UFS. Os
    testes comportamentais realizados foram: placa perfurada, campo aberto e tempo do sono
    induzido por barbitúrico. Para caracterizar o padrão de ondas cerebrais foi feito
    eletrocorticograma (ECoG). Foi realizada ANOVA para análise entre grupos, seguido do teste
    post-hoc de Newman Keuls para múltiplas comparações. Os dados foram expressos em média
    ± erro padrão E.P.M. e nível de significância de p < 0,05 para diferenças estatisticamente
    significativas. Para realização das análises foram utilizados o software Statistica 8.0 e o
    Graphpad Prism 5.0. Observamos, na placa perfurada, que a dose de 2,0 mg/kg de Diazepam
    aumentou o tempo de imobilidade e diminuiu o número e tempo de rearing. Houve uma
    ampla elevação no tempo de head-dipping nos animais tratados com Diazepam 0,5 mg/kg.
    Quanto ao teste do campo aberto, Diazepam na dose de 5,0 mg/kg diminuiu distância
    percorrida, logo os animais tratados com esta dose permaneceram a maior parte do tempo
    imóveis. O número e tempo de rearing foram elevados nos animais tratados com Diazepam na
    dose de 1,5 mg/kg e reduzidos com Diazepam 5,0 mg/kg. Ao testar o Geraniol nas doses de 25,
    50 e 100 mg/kg nos dois aparatos supracitados, vimos que a dose de Geraniol de 100 mg/kg
    diminuiu distância percorrida, número e tempo de rearing, número e tempo de head-dipping e
    aumentou tempo de imobilidade na placa-perfurada comparado aos grupos controles (Salina e
    Diazepam 0,5 mg/kg). Do mesmo modo, observamos no campo aberto que animais tratados
    com Geraniol (50 e 100 mg/kg) também reduziram a distância percorrida, número e tempo de
    rearing e aumentaram tempo de imobilidade em relação ao grupo Salina e Diazepam 1,5
    mg/kg. No teste do tempo de sono induzido por barbitúrico, Geraniol (100 mg/kg) não alterou
    a latência do sono, todavia elevou o tempo de sono do animal assemelhando-se aos animais
    tratados com Diazepam 5,0 mg/kg. Ademais, Geraniol (100 mg/kg) aumentou
    significativamente a porcentagem de ondas lentas (0,5 - 1,5 Hz) no espectro de potência total
    do ECoG. Diante dos dados obtidos, concluímos que Geraniol (100 mg/kg) comporta-se como
    droga hipnótico-sedativa.

2014
Descrição
  • DOUGLAS BONFIM LIMA
  • Perfil bioquímico e efeitos do extrato de Croton argyrophyllus contra radicais livres in vitro e sobre o estresse oxidativo em ratas submetidas ao exercício resistido de alta intensidade
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 29/11/2014
  • Dissertação
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  • O exercício físico é importante para manutenção da saúde e prevenção de diversas doenças como o diabetes, hipertensão arterial e obesidade. Todavia, o exercício resistido agudo de alta intensidade favorece a produção de radicais livres, os quais podem gerar estresse oxidativo que pode resultar em lesões no organismo. Tem-se buscado maneiras de evitar esse problema através da utilização de produtos naturais, como extrato de plantas para amenizar os efeitos dos radicais livres, devido à presença nos mesmos, de substâncias antioxidantes. Este estudo teve como objetivo investigar o perfil fitoquímicodo extrato hidroetanólico de C. argyrophyllus e avaliar seu efeito emradicais livres in vitroe contra o estresse oxidativoinduzido por exercício físico resistido agudo de alta intensidade em ratas. No presente estudo, o perfil fitoquimico do extrato hidroetanólico da entrecasca de C. argyrophyllus foi investigado através de reações colorimétricas ou de precipitação, enquanto o teor de fenóis totais foi quantificado usando o método de Folin-Ciocalteu. O extrato também foi testado in vitro no modelo radicalar de DPPH• e para estudar seu efeito sobre o estresse oxidativo, ratos Wistar (200-250g) foram divididos em 4 grupos: 1) Grupo veículo sedentário (TW-EE, n = 7) – composto por animais sedentários tratados com veículo (tween 80, via oral (vo); 2) Grupo veículo treinado (TW-EX, n = 6) - composto por animais tratados com veículo (tween 80, vo) e submetidas a protocolo de treinamento resistido; 3) Grupo extrato sedentário (EHE-EE, n = 6) - composto por animais sedentários e tratados com extrato EHE de C. argyrophyllus (200 mg/kg, vo); 4) Grupo extrato treinado (EHE-EX, n = 7) composto por animais treinados com exercício resistido e tratados com EHE de C. argyrophyllus a (200 mg/kg, vo). Os resultados foram representados como média ± erro padrão da média, utilizando p < 0,05. Todas as análises foram realizadas em triplicata. Após avaliação da normalidade dos dados, através do teste Shapiro Wilk, os mesmos foram avaliados através do teste t de Student ou da análise de variância de uma via seguida de multiplo teste de Bonferroni. Foi utilizado o software GraphPadPrism. As substâncias encontradas no extrato foram esteróides, flavanonas, flavananóis, flavonas, flavonoides, taninos, xantonas e terpenos. Devido ao baixo teor fenólico (64,68 ±9,06 mg de eq-AG/g no extrato), foi constatadopercentual de inibição do radical DPPH• próximo de 40% com IAA baixo (0,12). A administração aguda do extrato reduziu, no grupo treinado, as concentrações de CK no plasma (54,13%, p<0,05) e no músculo (46,35%, p<0,05); de LDH no plasma (30,53%, p<0,05); e de MDA muscular (65,51%, p<0,05) em comparação aos que receberam o veículo Tween 80. O extrato também reduziu no grupo sedentário, a LDH plasmática (47,14%, p<0,05) e muscular (65,43%, p<0,05). Desta forma, os resultados sugerem que o extrato hidroetanólico da C. argyrophylluspossui vários compostos antioxidantes. Apesar de o mesmo não ter apresentado bom efeito no modelo radicalar de DPPH•, foi verificada considerável proteção contra o estresse oxidativo baseado nos marcadores de lesão tecidual CK, LDH e MDA.

  • MARIA BETÂNIA TRINDADE CARVALHO GOIS
  • ALTERAÇÕES FUNCIONAIS EM ARTÉRIA MESENTÉRICA DE RATOS COM PANCREATITE AGUDA
  • Orientador : ENILTON APARECIDO CAMARGO
  • Data: 06/11/2014
  • Dissertação
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  • Carvalho, M. B. T. Alterações Funcionais em Artéria Mesentérica de Ratos com Pancreatite Aguda,Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2014. A pancreatite aguda é um processo inflamatório que se desenvolve a partir de lesão dos ácinos pancreáticos e também pode envolver tecidos peripancráticos e outros órgãos. Alterações cardiovasculares estão presentes em indivíduos com pancreatite, entretanto poucos estudos foram direcionados para entender estas alterações e os mecanismos subjacentes. Com base nessas premissas, o objetivo do presente estudofoi investigar o efeito da pancreatite aguda induzida por obstrução do ducto biliopancreático (ODBP)sobre a reatividade de artéria mesentérica de ratos. Para tanto, foram utilizados ratos machos adultos Wistar (220-300 g) que foram divididos em grupos falso operado (SHAM), no qual não houve a obstrução do ducto biliopancreático, ouODBP, o qual foi submetido obstrução do ducto biliopancreático. Em seguida, os animais dos diferentes grupos foram eutanasiadosapós 24 ou48 horas doprocedimento cirúrgico e a artéria mesentérica superior foi removida. Desta artéria foram obtidos anéis com endotélio (1-2 mm) que foram utilizados para a realização dos experimentos de reatividade in vitro e mensuração de óxido nítrico (NO) e ânion superóxido (O2•-). Para os experimentos de reatividade,os anéis foram montados em sistema de banho de órgão isolado e foi testada sua resposta relaxante ou contrátil, mediante estimulação com acetilcolina ou fenilefrina respectivamente. Para avaliar a produção de NO e O2•-nos anéis dos animais dos diferentes grupos, foram utilizadas sondas específicas para estes radicais livres.Os anéis dos animais com ODBP demonstraram uma diminuição da resposta relaxante para ACh após 24 ou 48 h da indução da pancreatite, bem como foi reduzida a resposta contrátil a fenilefrina após 48 h da obstrução do ducto biliopancreático. Também foi observado um aumento na produção de NO nos anéis coletados 48 h, mas não 24 h, após o procedimento cirúrgico, não encontrando, porém, alterações significativas na produção de O2•-. Estes achados mostraram que a indução da pancreatite aguda induzida ODBPprejudica tanto a resposta relaxante quanto a contrátil de anéis de artéria mesentérica, apesar de causar o aumento na produção de NO, provavelmente associado com o processo inflamatório.Entretanto, experimentos adicionais são necessários para identificar os mecanismos pelo qual a pancreatite aguda causa estes efeitos.

  • GRACE KELLY MELO DE ALMEIDA
  • "Efeito Antioxidante da Diosmina em Miocárdio Submetido a Injúria de Reperfusão"
  • Orientador : SANDRA LAUTON SANTOS
  • Data: 19/09/2014
  • Dissertação
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  • A lesão de reperfusão é responsável por 50% do tamanho do infarto, tornando-se um alvo natural para a investigação sobre a proteção cardíaca. Neste contexto, a diosmina por ser um flavonoide que apresenta ampla atividade biológica, dentre elas a atividade antioxidante, apresenta-se como uma substância potencial a ser testada no modelo de isquemia - reperfusão cardíaca, com a finalidade de acionar mecanismos de ação que atenuem as lesões de reperfusão. Para isso, foi avaliado em modelo de isquemia – reperfusão cardíaca o efeito da diosmina sobre a contratilidade cardíaca, através da mensuração da pressão intraventricular esquerda (PVE) em coração isoladode rato e do índice de severidade de arritmia (ASI). Avaliou-se também, o efeito antioxidante desse flavonóide no grau de peroxidação lipídica (TBARS, hidroperóxidos totais) e das enzimas antioxidantes superóxido dismutase (SOD), catalase (Cat), glutationa peroxidase (GPx), glutationa redutase (GR).Além disso, foi observado o efeito dessa substância nas lesões de reperfusão através da marcação do infarto,expressão da proteína caspase-3 e mensuração da atividade das enzimas creatino quinase (CK) e lactato desidrogenase (LDH). Como resultados, identificamos aumento (p< 0,05) da PVE nos corações reperfundidos com diosmina assim como, uma redução do ASI. Verificamos, ainda, diminuição (p< 0,05) da atividade das enzimas antioxidantes SOD, Cat, GPx e GR e nos níveis de peroxidação lipídica. Além disso, houve uma redução (p< 0,05) da área de infarto, da expressão da caspase-3 e da atividade das enzimas CK e LDH. Desta forma, concluímos que o efeito antioxidante da diosmina reduz as alterações decorrentes da isquemia – reperfusão cardíaca, consequentemente, as lesões de reperfusão.

  • EDÊNIA DA CUNHA MENEZES
  • "MEMÓRIA, ANSIEDADE E FUNÇÃO MOTORA NA PROLE DE RATAS COM HIPOTIREOIDISMO GESTACIONAL"
  • Orientador : DANIEL BADAUE PASSOS JUNIOR
  • Data: 03/09/2014
  • Dissertação
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  • Os hormônios tireoidianos (HTs) maternos são essenciais para o desenvolvimento orgânico do feto, sobretudo na maturação do sistema nervoso central. Alterações na concentração dos HTs maternos durante a gestação podem implicar no aparecimento de distúrbios orgânicos diversos ao longo da vida da prole. O objetivo do estudo foi investigar as repercussões da carência dos hormônios tireoidianos maternos durante a gestação na memória, ansiedade e função motora na prole de ratas. O hipotireoidismo foi induzido pela administração ad libitum de metimazol 0,02% na água de beber, do 9º dia de gestação até o dia do parto. Aos 75 e 120 dias pós-natal (75 e 120 DPN), machos das proles de mães hipotireoidianas (PMH) eutireoidianas (PME) foram submetidos aos testes de alternação espontânea (TAE), reconhecimento de objetos (RO), placa perfurada (PP), paradigma da exploração livre (PEL), teste de catalepsia (TC) e campo aberto (CA). Para avaliar memória de curto prazo foram utilizados TAE e RO. Ansiedade estado e traço foram avaliadas respectivamente pelo PP e PEL. A função motora foi acessada pelo TC e de CA. Os dados obtidos foram analisados por meio dos testes de homocedasticidade (Levene) e de normalidade (Shapiro-Wilks). Para dados com distribuição normal e homocedásticos foram realizados os testes t de Student não pareado e de uma amostra,. Dados não normais e não homocedásticos foram analisados pelo teste não paramétrico de Mann Whitney. Quando sob influência de dois fatores de variação, independente da normalidade ou da homocedasticidade, os dados foram analisados por ANOVA de duas vias, seguido do pós-teste de Bonferroni. O TAE e o RO mostraram que PMH têm comprometimento da memória de curto prazo. O TAE revelou que a PMH apresentou menor porcentagem de alternações completas quando comparada a PME, tanto aos 75 quanto aos 120 dias pós-natal (DPN), (p<0,001; p<0,01, respectivamente). Aos 75 e 120 DPN, a PMH não foi capaz de discriminar o objeto novo do antigo (p=0,26; p=0,70, respectivamente) no RO. Somente aos 120 DPN se observou menor tempo total de exploração de objetos na PMH, independente da sessão (p<0,01). Menor estado ansioso foi evidenciado na PMH pelo maior número de head-dip na PP, tanto aos 75 DPN (p < 0,05) como aos 120 DPN (p< 0,05), bem como pelo maior tempo de permanência no head-dip, somente aos 120 DPN (p< 0,01). .Por outro lado, não foram identificadas mudanças no perfil ansioso da PMH submetidas ao PEL em nenhuma das idades estudadas. Aumento do comportamento de catalepsia foi observado na PMH, que apresentou maior o tempo de permanência na barra do aparato, tanto aos 75 DPN (p < 0,05) quanto aos 120 DPN (p< 0,01). A ambulação no CA não diferiu entre os grupos. Assim, este trabalho demonstrou, pela primeira vez, que a carência de HTs maternos durante gestação reduz a memória de curto prazo, a função motora e a ansiedade estado da prole de ratas. Interessantemente, não foram observadas alterações no perfil ansioso (ansiedade traço) e tampouco perda da capacidade de deambulação. Adicionalmente, o aumento do comportamento de catatonia na PMH sugere perda de motivação e/ou anedonia. Porém, estes parâmetros precisam ser testados futuramente por instrumentos específicos.

  • KAMILLA MAYARA LUCAS DA CRUZ REIS
  • "O efeito antinociceptivo da corrente interferencial não é mediado por receptores opioides mu e delta espinhais e supraespinhais em ratos artríticos"
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 03/04/2014
  • Dissertação
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  • A corrente interferencial (CI) tem sido amplamente utilizada para controle de diversas condições dolorosas na prática clínica. Entretanto, nenhum estudo investigou o mecanismo de ação neurobiológica dessa corrente analgésica até o momento. O objetivo deste estudo foi investigar o efeito da CI na hipernocicepção causada após indução de inflamação articular e se o sistema opioidérgico está envolvido no mecanismo de ação para produção de antinocicepção na região rostoventromedial do bulbo (RVM) e na medula espinhal. Foram utilizados 56 ratos Wistar, divididos em três séries experimentais: Série comportamental, subdivida nos grupos Interferencial, Morfina e Controle; Série para bloqueio espinhal, subdivida em CI+Naltrindole, CI+Naloxona, CI+Salina e CI inativa; E a série para bloqueio supraespinhal, subdivida em CI+Naltrindole, CI+Naloxona, CI+Salina e CI inativa. A cirurgia intracerebral foi realizada de 3 a 5 dias antes da indução da inflamação articular. A injeção de antagonistas dos receptores opioide mu e delta por via intratecal (naloxona 20 µg/10 µL; natrindole 5 µg/10 µL) e intracerebral (naloxona 20 µg/1 µL; natrindole 5 µg/1 µL) foi realizada 15 minutos antes da administração do tratamento. A estimulação elétrica foi aplicada 24 horas após a indução da inflamação. Os testes de sensibilidade mecânica (von Frey) e força de preensão (grip strengh meter) foram realizados antes, 24 horas após a indução da inflamação e após aplicação da CI. Foi utilizado o teste ANOVA para avaliar as diferenças intergrupo e teste ANOVA bicaudal para analisar medidas repetidas, seguidos pelo teste de Bonferroni para múltiplas comparações. Os valores de p<0,05 foram considerados significativos. Os animais tratados com CI apresentaram limiar mecânico de retirada da pata significativamente maior em relação ao pré-tratamento (p<0,001) e ao grupo controle (p<0,002). Após o bloqueio farmacológico dos receptores opioides mu e delta, tanto por via intratecal como intracerebral, a CI promoveu aumento significativo do limiar mecânico (p<0,002), promovendo efeito antinociceptivo sem que houvesse diminuição significativa da força de preensão em nenhum dos grupos estudados. A CI demonstrou efeito antinociceptivo em modelo animal de dor inflamatória e sua ação não foi mediada por receptores opióides mu e delta espinhais e supraespinhais.

  • FABÍULA FRANCISCA DE ABREU
  • "Ações Farmacológicas da Rutina na Pancreatite Aguda em Camundongos"
  • Orientador : ENILTON APARECIDO CAMARGO
  • Data: 28/02/2014
  • Dissertação
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  • A pancreatite aguda (PA) é uma doença grave em cerca de 20% dos casos que causa hospitalização e óbito dos pacientes, devido às complicações sistêmicas associadas. Seu tratamento clínico tem se mostrado insuficiente para controlar o processo inflamatório intrínseco da doença e é focado no manejo dos sintomas e complicações. Dentre os diversos fatores envolvidos na PA, destacam-se a resposta inflamatória e o estresse oxidativo. Neste contexto, a rutina, um flavonoide conhecido por suas atividades antioxidante e anti-inflamatória, apresenta-se como uma substância natural em potencial a ser utilizada no tratamento da PA. Assim, o objetivo do presente estudo foi investigar os efeitos farmacológicos da rutina em modelo de pancreatite aguda experimental induzida por L-arginina em camundongos. Foram utilizados camundongos Swiss machos adultos (25-30 g) e os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Animais da UFS (43/2012). Para a indução da pancreatite os animais receberam duas injeções de L-arginina (8%, 4 g/kg, i.p., com intervalo de 1 h entre elas). O grupo controle recebeu duas injeções de salina (0,9%, i.p.). Os animais submetidos a indução da pancreatite foram tratados com rutina (37,5, 75 ou 150 mg/kg, v.o.) ou salina (veículo), após 24, 36, 48 e 60 h da 1° injeção de L-arginina. O grupo controle foi tratado com veículo nos mesmos tempos. A eutanásia dos animais foi realizada 72 h após a indução, com subsequente coleta de sangue e coleta de órgãos (pâncreas, pulmão, fígado e rim). Foram avaliados parâmetros que permitiram inferir sobre o quadro inflamatório pancreático e sistêmico e avaliar as concentrações séricas de enzimas pancreáticas, a hiperalgesia abdominal e o estresse oxidativo. Os animais que receberam as injeções de L-arginina apresentaram aumento significativo dos parâmetros inflamatórios e bioquímicos preditivos de pancreatite, quando comparados aos animais que receberam salina. O tratamento com rutina reduziu a atividade de mieloperoxidase no pâncreas (p<0,001 para 37,5, 75 ou 150 mg/kg), mas não no pulmão, reduziu o índice de edema pancreático (p<0,001 para 37,5 mg/kg e p<0,05 para 75 mg/kg) e as concentrações séricas de amilase (p<0,001 para 75 e 150 mg/kg). A partir destes resultados a dose de 75 mg/kg foi escolhida para ser utilizada nos experimentos posteriores. O tratamento com esta dose de rutina também diminuiu a concentração sérica de lipase (p<0,001), proteína C reativa (p<0,001) e de interleucina 6 (p<0,001), bem como reduziu a hiperalgesia abdominal (p<0,05), após 72 h da injeção de L-arginina, quando comparados ao grupo Veículo + L-arginina. O tratamento com rutina (75 mg/kg) também reduziu a peroxidação lipídica induzida pela L-arginina em pâncreas, fígado e rim (p<0,001) e aumentou a atividade de catalase pancreática (p<0,001) ou de superóxido dismutase hepática (p<0,05), além de diminuir a expressão de 3-nitrotirosina no pâncreas (p<0,05). Estes resultados evidenciam que a rutina exerce efeito anti-inflamatório, antinociceptivo e antioxidante durante a PA induzida por L-arginina, os quais sugerem que este flavonoide seja de interesse para abordagens ou estudos futuros objetivando novas alternativas no tratamento da PA em humanos.

  • RICARDO GUIMARÃES AMARAL
  • Avaliação da atividade antitumoral do óleo essencial da Mentha x villosa
  • Orientador : SARA MARIA THOMAZZI
  • Data: 26/02/2014
  • Dissertação
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  • O câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças, responsáveis por 13%
    das mortes no mundo e 15,1% no Brasil, com estimativas de mortalidade crescente.
    Esses dados refletem a carência por agentes antineoplásicos mais efetivos, que levem ao
    aumento da expectativa de vida ou a cura. Nesse contexto, a natureza é uma alternativa
    para o problema, por abrigar uma gigantesca biodiversidade e o Brasil se destaca, por
    possuir a maior diversidade de espécies de plantas do mundo, mas pouco exploradas
    quanto suas características biológicas. O gênero Mentha tem suas espécies bem
    difundidas no país, com diversas atividades terapêuticas comprovadas, dentre elas a
    potencial ação anticâncer do óleo essencial (OE) comprovadas em duas espécies.
    Portanto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a atividade antitumoral do óleo
    essencial da Mentha x villosa Hudson (OEMV) in vitro e in vivo, e sua toxicidade in
    vivo. Para isso, o OE foi extraído a partir das folhas da Mentha x villosa, 12 dos seus
    constituintes foram identificados e seu constituinte majoritário, a rotundifolona, foi
    isolado. A citotoxicidade in vitro do OEMV e da rotundifolona foi avaliada frente a 3
    linhagens de células tumorais: adenocarcinoma ováriano (OVACAR-8), carcinoma de
    cólon (HCT-116) e glioblastoma (SF295) através do ensaio do MTT. O OEMV
    apresentou atividade citotóxica em todas as linhagens de células testadas, com CI50
    variando entre 0,57 e 1,02 µg/mL. Porém, a rotundifolona não demonstrou atividade
    citotóxica nas concentrações testadas, sugerindo que a atividade do óleo não é mediada
    por seu constituinte majoritário. Diante desse resultado, foi avaliada a atividade
    antitumoral do OEMV in vivo utilizando camundongos transplantados com sarcoma
    180. Neste ensaio, o OEMV apresentou atividade antitumoral nos tratamentos
    realizados pela via intraperitoneal (32,02 e 42,81% com 50 e 100 mg/kg/dia,
    respectivamente) e pela via oral (34,27 e 43,22% com 100 e 200 mg/kg/dia,
    respectivamente), por provável sinergismo entre seus constituintes. Não foi observada
    nenhuma alteração nos parâmetros toxicológicos avaliados em animais tratados com o
    OEMV: variação de massa corpórea, massa dos órgãos (fígado, baço e rim), análises
    bioquímicas (AST, ALT, ureia e creatinina) e índice de lesão ulcerativa (este último
    apenas nos grupos tratados por via oral). Como os resultados demonstraram que o
    OEMV possui atividade antitumoral, com baixa toxicidade, foi proposto avaliar o
    benefício da associação, via i.p, entre o OEMV (50 e 100 mg/kg/dia) e o 5-Fluorouracil
    (5-FU, 10 mg/kg/dia), antineoplásico de referência e conhecida toxicidade. A
    associação promoveu a inibição do crescimento tumoral de 50,3% e 65,2% nas doses de
    50 e 100 mg/kg/dia, respectivamente. A maior dose do OEMV em associação
    demonstrou a mesma diferença estatística que o índice de inibição do 5-FU na maior
    dose (25 mg/kg/dia). Os parâmetros toxicológicos, variação de massa corpórea e análise
    bioquímica (AST e ALT) apresentaram alterações semelhantes as do controle positivo.
    Na massa dos órgãos não ocorreu alteração, resultado que demonstra um evidente
    benéficio da associação quando comparada ao grupo tratado com 5-FU isolado. O
    último parâmetro toxicológico avaliado foram as análises hematológicas onde ambos os
    grupos associados demonstraram alterações na contagem diferencial e redução na
    contagem de leucócitos totais; o fator positivo nesse resultado é que a redução não foi
    tão intensa quanto a apresentada pelo controle positivo 5-FU, provocando
    possivelmente, uma menor susceptibilidade a infecções. Diante dos resultados,
    podemos afirmar que o OEMV tem atividade antitumoral in vitro e in vivo com baixa
    toxicidade, e que a associação entre 5-FU e o OEMV potencializa a atividade
    antitumoral do antineoplásico, diminuindo alguns dos seus efeitos tóxicos.

  • VANESSA CIBELLE BARBOZA DE CARVALHO
  • EFEITO DO HIPOTIROIDISMO GESTACIONAL EXPERIMENTAL ASSOCIADO À DIETA HIPERLIPÍDICA NO METABOLISMO E NO COMPORTAMENTO INGESTIVO DA PROLE DE RATAS
  • Orientador : DANIEL BADAUE PASSOS JUNIOR
  • Data: 24/02/2014
  • Dissertação
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  • A obesidade e outras patologias associadas a esta como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, entre outras, apresentam-se como crescente problema de saúde pública e tem como causa principal a modificação do estilo de vida da população. Ademais, o hipotireoidismo gestacional apresenta considerável prevalência e já está devidamente documentado que a carência de hormônios tireoideanos durante a gestação gera repercussão na maturação do sistema nervoso central durante a vida pós-natal. As condições intrauterinas as quais o feto se desenvolve tem um importante papel na regulação da função de seus sistemas fisiológicos na vida adulta. Assim, acredita-se que quantidade insuficiente dos hormônios tireoideanos durante a vida intrauterina associado ao estado nutricional inadequado das mães durante a gestação pode predispor diversos tecidos a deflagrar mecanismos fisiopatológicos ao longo da vida adulta. O objetivo do presente estudo foi avaliar os aspectos metabólicos e o comportamento ingestivo da prole de ratas induzidas ao hipotireoidismo associado à dieta hiperlipídica durante a gestação. A partir do 3º dia de gestação (DG) as ratas prenhas receberam dieta hiperlipídica e, a partir do 9º DG, iniciou-se, também, a indução do hipotireoidismo gestacional experimental (HGE) adicionando metimazol 0,02% na água de beber. Tanto a dieta quanto a indução ao hipotireoidismo foram interrompidos no dia do parto. Nas ratas prenhas foi realizado o acompanhamento da massa corporal e da ingestão alimentar do 3º DG ao 20º DG. Na prole foi avaliado a massa corporal e o comprimento da cauda do 1 dia pós-natal (DPN) aos 120 DPN e, aos 60 PDN, realizou-se o teste de tolerância à insulina (TTI), o teste de tolerância à glicose (TTG), dosagens bioquímicas e o peso relativo dos órgãos, em ambos os sexos. Além disso, investigou-se o comportamento ingestivo de ração, água e NaCl 0,3M somente nos machos da prole. Os dados foram submetidos à ANOVA de duas ou três vias e pós-teste de Bonferroni. A prole de ratas submetidas à associação do hipotireoidismo com a dieta hiperlipídica (PRH + DH) apresentou retardo na abertura ocular (p<0,05) e menor massa corporal nos machos dessa prole, a partir do 44º DPN, (p< 0,05) quando comparada a prole de ratas eutireoideanas submetidas à dieta hiperlipídica (PRE + DH). Além disso, constatou-se que os machos da PRH + DH apresentaram maior hematócrito e, também, maiores concentrações de triglicérides, colesterol, ureia quando comparado à prole de ratas hipotireoideanas com dieta controle (PRH + DC). As fêmeas da PRH + DH apresentaram melhor sensibilidade à glicose, aos 30 minutos, no teste de tolerância à glicose, quando comparadas a PRH + DC (p<0,05) e a PRE + DH (p<0,01), entretanto não foram encontradas diferença, nas fêmeas dos grupos estudados, na glicemia de jejum e no teste de tolerância à insulina. O HGE associado à dieta hiperlipídica, exclusivamente durante a gestação, está associado a déficit no desenvolvimento e dislipidemia na vida pós-natal dos machos dessa prole, sugerindo que parece haver uma programação diferenciada a depender do sexo.

  • FABRÍCIO NUNES MACEDO
  • "Efeitos do treinamento resistido de baixa intensidade em variáveis cardiovasculares e reatividade vascular de ratos"
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 21/02/2014
  • Dissertação
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  • Treinamento aeróbico de baixa intensidade aumenta modulação parassimpática e reduz atividade simpática. Estas adaptações são fatores para predição de saúde. O treinamento resistido (TR) é um importante componente de programas de condicionamento físico, porém seus efeitos na regulação autonômica não estão totalmente claros. Nossa hipótese é que o treinamento resistido de baixa intensidade promova, assim como o exercício aeróbico, adaptações na modulação autonômica cardíaca. Sendo assim, os objetivos deste estudo foram avaliar os efeitos do treinamento resistido de baixa intensidade na pressão arterial, no balanço autonômico cardiovascular e reatividade vascular. Um grupo de animais (n=8) foi submetido a treinamento resistido (GT), os animais controle (CO) foram treinados ficticiamente (sem exercício). Após 8 semanas de treinamento com 40% de 1RM (1 Repetição Máxima) ou período fictício de treinamento, a pressão arterial e o intervalo de pulso foram gravados e a artéria mesentérica foi removida e seccionada em anéis para análise da reatividade vascular. As drogas utilizadas foram: Acetilcolina (ACh): 10-9 – 10-4 M; hidrocloreto de Nω-nitro-L-arginina metil ester (L-NAME): 100µM). A sensibilidade espontânea do barorreflexo (SBR) e variabilidade do intervalo de pulso e da pressão arterial foram analisadas. Os animais que foram submetidos ao período de treinamento em baixa intensidade apresentaram redução significativa da pressão arterial média (CO 117,04 ± 2,68 vs GT 105,5 ± 4,28, p=0,045), pressão arterial diastólica (CO 107,71 ± 2.95 vs GT 97 ± 3,42, p=0,001) e frequência cardíaca (CO 395 ± 7,1 vs GT 344 ± 13,25, p=0,007) quando comparados ao CO. Em adição, foi observado no GT um aumento da modulação vagal cardíaca (LF/HF: CO 0,35 ± 0,08 vs GT 0,14 ± 0,03, p=0,034), SBR (CO 0,77 ± 0,01 vs GT 1,05 ± 0,1, p=0,019) e percentual de relaxamento induzido pela ACh nos anéis de artéria mesentérica (pD2: CO 6,2 ± 0,1 vs GT 7,1 ± 0,1, p<0,001) quando comparados ao CO. Além disso, adição de L-NAME reduziu o relaxamento induzido pela ACh (CO 52 ± 3,2% vs GT 35,8 ± 3,7%, p<0,01). Em conclusão, foi observado que o TR em baixa intensidade aparentemente tem um grande potencial em promover adaptações cardiovasculares benéficas mediadas por ajustes neuro-humorais, podendo assim ser uma possível ferramenta na manutenção e tratamento para uma vida saudável.

  • VITOR ULISSES DE MELO
  • "Sessão de exercício resistido de intensidade moderada promove taquicardia com aumento sustentado da modulação simpática durante hipotensão pós-exercício em ratos"
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 20/02/2014
  • Dissertação
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  • É crescente o número de pessoas que praticam atividade e exercícios físicos em quantidades insuficientes para a manutenção da saúde. Estudos relacionam o sedentarismo ao surgimento de doenças crônico degenerativas, dentre elas estão as disfunções cardiovasculares. O exercício físico resistido de intensidade moderada (ERM) tem sido utilizado para a prevenção e tratamento de diversos agravos, no entanto as repercussões sobre o sistema cardiovascular após única sessão de exercício não estão totalmente esclarecidas. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar as respostas hemodinâmicas, a modulação autônomica no coração e vasos sanguíneos e a ativação de núcleos encefálicos relacionados ao controle autônomo cardiovascular como Núcleo supraótico do hipotálamo (SON), Núcleo do trato solitário (NTS) e Núcleo rostral ventrolateral do bulbo (nRVL). Os ratos realizaram o ERM (60% de 1RM) em aparelho de agachamento (10 séries de 10 repetições com intervalo de 2 minutos), enquanto o grupo controle foi submetido a exercício fictício (sem resistência). Após o exercício, a pressão arterial (PA) e o intervalo de pulso (IP) foram registrados. A variabilidade da PA, IP e sensibilidade do barorreflexo (SBR) foram analisadas. Além disso, os encéfalos foram retirados para aplicação técnica de imunofluorescência com marcação de proteína Fos (NTS e nRVL) e co-localização de proteína Fos em neurônios vasopressinérgicos (SON). Entre 60 e 120 minutos após o ERM, a pressão arterial média (PAM) reduziu nos animais exercitados. A partir de 30 minutos houve redução de LFsys mantendo-se até o final do período de avaliação.A SBR aumenta entre 60 e 90 minutos, enquanto a razão LF/HF e frequência cardíaca mantiveram-se acima dos níveis basais até 75 e 90 minutos, respectivamente, nos animais submetidos ao ERM.Em relação a expressão de proteína Fos, o grupo exercitado apresenta maior ativação neurônios no NTS quando comparado ao controle. Não houve diferença significativa para o nRVL. Ademais, os animais submetidos ao exercício apresentam maior quantidade de neurônios vasopressinérgicos co-localizados com proteína Fos neste período em comparação ao controle. Deste modo, concluímos que sessão única de ERM promove resposta depressora na PA sistólica, diastólica e media devido à diminuição da modulação simpática vascularpor ativação do NTS. Além disso, houve resposta taquicárdica sustentada até ~90 minutos após o exercício que pode estar relacionada a ativação de neurônios vasopressinérgicos do SON.

  • PATRICIA RABELO DOS SANTOS
  • EXPRESSÃO DO FATOR NUCLEAR DE TRANSRIÇÃO - κB (NF-κB) EM NEURÔNIOS OCITOCINÉRGICOS DE RATOS SUBMETIDOS A SOBRECARGA SALINA: INFLUÊNCIA DA DEXAMETASONA
  • Orientador : DANIEL BADAUE PASSOS JUNIOR
  • Data: 27/01/2014
  • Dissertação
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  • O sistema hipotálamo neuro-hipofisário (SHNH) é o principal sistema pelo qual o cérebro mantém a homeostase dos líquidos corporais. Especificamente, os núcleos supra-óptico (SON) e paraventricular (PVN) do hipotálamo estão diretamente envolvidos com o controle do balanço hidroeletrolítico e são especializados na síntese e secreção de vasopressina e ocitocina. Alterações no milieuintérieur são vistas como estressoras pelo sistema nervoso central (SNC) e moduladas pelo eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA). O fator nuclear de transcrição kappaB (NF-κB) é conhecido por mediar os efeitos imunossupressores e anti-inflamatórios dos glicocorticoides. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi verificar o perfil de expressão do componente p65 da via clássica do NF-κB em neurônios ocitocinérgicos do PVN e SON em resposta à desidratação intracelular crônica,combinada ou não ao tratamento com glicocorticoides. Métodos: Ratos wistar (250-300 g) foram mantidos em ambiente com temperatura (23 ± 2ºC) e luminosidade controlada com ciclo claro-escuro de 12 horas (luz das 6 às 18 horas) controladas, com água e ração específica para roedores (Labina®- Purina)ad libitum até o início dos experimentos. Todos os procedimentos foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Animais da UFS (Protocolo # 60/2012). Os animais foram divididos de modo a constituir os grupos Controle (ratos tratados por 4 dias com água ad libitum,n=6-7); Controle + Dexa (água ad libitum e dexametasona, n=6-7); SL4 (sobrecarga salina ad libitum, NaCl 1,8%, de 4 dias,n=6-7); SL4 + Dexa (sobrecarga salina ad libitum, NaCl 1,8%, de 4 dias e dexametasona, n=6-7). A dexametasona (10 mg / kg, i.p.) foi administrado apenas no 4º dia, 12h e 2 h antes da perfusão para coleta do cérebro e realização da dupla imunofluorescência OT/p65 ou eutanásia para coleta de sangue do tronco e posterior dosagem de angiotensina II (ANGII). Os dados comportamentais e de dosagem hormonal obtidos foram submetidos ao teste ANOVA de duas vias e pós-teste Bonferroni. Os resultados obtidos da imunohistoquímica foram submetidos à avaliação qualitativa. Assim, verificou-se que os animais SL4 ingeriram mais fluido que seus controles, no segundo (p < 0,01), terceiro (p < 0,001) e quarto (p < 0,001) dia experimental. A SL4 elevou a concentração plasmática de ANGII (p < 0,01). A análise qualitativa da dupla imunofluorescência OT/p65 no PVN e SON revelou uma fraca imunorreatividade à ocitocina nos grupos SL4 e SL4+Dexa, quando comparados aos grupos Controle e Controle+Dexa. Observou-se expressão da subunidade p65 do NF-κB em todas áreas hipotalâmicas estudadas, com imunorreatividade predominantemente citoplasmática em todos os grupos. Estes dados mostram que a subunidade p65 do NF-κB está presente em neurônios ocitocinérgicos das principais áreas hipotalâmicas que integram os eixos do estresse (HHA) e do equilíbrio hidroeletrolítico (SHNH). Mais estudos são necessários a fim de esclarecer sobre a real participação da via intracelular do NF-κB evocada pela desidratação intracelular, nos ajustes hidroeletrolíticos endócrinos e comportamentais.

2013
Descrição
  • MARCEL DA SILVA NASCIMENTO
  • "Abordagem fitoquímica e avaliação da atividade antioxidante e anti-inflamatória do extrato e frações da entrecasca da Mimosa hostilis Benth"
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 09/12/2013
  • Dissertação
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  • Abordagem fitoquímica e avaliação da atividade antioxidante e anti-inflamatória do extrato e frações da entrecasca da Mimosa hostilis Benth, Marcel da Silva Nascimento, São Cristóvão, 2013.

    O uso de plantas medicinais para cura e prevenção de doenças é uma das práticas mais antigas da humanidade. Uma das plantas utilizadas na medicina popular é a Mimosa hostilis Benth conhecida como jurema preta e usada popularmente em problemas de pele e inflamações em geral. O presente trabalho teve por objetivo realizar a triagem fitoquímica e avaliar a atividade biológica do extrato hidroetanólico (EHE) e das suas frações hexânica (FHX), clorofórmica (FCL), acetato de etila (FAE) e hidrometanólica (FHM) obtidos das entrecascas da M. hostilis. Para isso, o EHE e suas frações foram submetidos à prospecção fitoquímica clássica a qual envolveu reações químicas qualitativas que resultaram na confirmação de metabólitos pertencentes às classes dos flavonoides, taninos, xantonas, triterpenóides, esteroides livres, saponinas e fenóis. O teor de fenóis totais também foi realizado utilizando-se o método de Folin-Ciocalteu cujo resultado foi maior na FAE (527,71 ± 30,80 mg de EAG.g-1). Para avaliar a atividade antioxidante foram utilizados os métodos de sequestro do radical livre (2,2-difenil-1-picril-hidrazil-DPPH) e da inibição da lipoperoxidação quantificada por meio das substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS). O EHE e as FAE e FHM tiveram um maior percentual de inibição do radical livre DPPH com índices de 95,84%, 94,66% e 95,40% respectivamente. O EHE e FAE mostraram maior percentual de inibição da peroxidação lipídica quando induzida por AAPH enquanto a FHM, maior quando induzida por FeSO4. A atividade biológica investigada foi a anti-inflamatória por meio da redução do edema de orelha e pela atividade da mieloperoxidase (MPO). O edema de orelha foi induzido pelo 12-O-tetradecanoilforbol acetato (TPA, 1mg/orelha) e o efeito do EHE ou das frações foi avaliado pela coadministração dos mesmos, em doses de 1,0 e 3,0 mg/orelha, com o TPA na orelha direita. Na orelha esquerda foi administrado apenas o veículo (acetona). Após 6 h, os sítios de orelha foram retirados o edema expresso pela variação da massa da orelha direita pela orelha esquerda, bem como a atividade de mieloperoxidase (MPO) foi mensurada. A coadministração do EHE causou inibição significativa (p<0,001) do edema e da atividade de MPO (p<0,05) em ambas as doses. Por sua vez, FHX, FCL, FAE e FHM reduziram o edema de forma semelhante na dose de 3,0 mg/orelha com percentuais de inibição de 78%, 71%, 75% e 65%, respectivamente. A FAE e a FHM inibiram a atividade de MPO nas doses de 1,0 ou 3,0 mg/orelha (86% e 93% para 1,0 e 3,0 mg/orelha de FAE, respectivamente,p<0,001; 40% e 52% para 1,0 ou 3,0 mg/orelha de FHM respectivamente, p<0,05). A FCL causou inibição apenas na dose de 3,0 mg/orelha (72%, p<0,05) e a FHX não alterou significativamente a atividade de MPO induzida pelo TPA. Se considerados conjuntamente estes resultados indicam que o EHE e suas frações possuem ação antioxidante e anti-inflamatória, viabilizando estudos futuros com esta planta para a obtenção de compostos bioativos.


  • POLLYANA CALDEIRA LEAL
  • "Avaliação da correlação entre ansiedade-traço e ansiedade-estado em indivíduos submetidos a situações ansiogênicas".
  • Orientador : FLAVIA TEIXEIRA SILVA
  • Data: 18/11/2013
  • Dissertação
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  • A Definir

  • RENATA LISBOA BARBOSA
  • "Efeito vasorelaxante do P-Cimeno em artéria mesentérica isolada de rato"
  • Orientador : MARCIO ROBERTO VIANA DOS SANTOS
  • Data: 25/10/2013
  • Dissertação
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  • Barbosa, R. L. Efeito vasorelaxante do p-cimeno em artéria mesentérica isolada de rato, Dissertação de Mestrado, Universidade Federal de Sergipe, 51p, São Cristovão, 2013.p-Cimeno é um monoterpeno muito promissor quanto as suas propriedades biológicas, incluindo ações sobre o sistema cardiovascular. Diante disso, o objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito vasorelaxante induzido pelo p-cimeno em artéria mesentéricasuperior de ratos. Ratos Wistar machos (200–300 g) foram sacrificados por dessangramento sob anestesia e a artéria mesentérica superior foi removida e seccionada em anéis (1-2 mm) mantidos em cubas contendo 10 mL de solução Tyrode, a 37°C e gaseificada com carbogênio. Os anéis foram estabilizados por período de 60 min. a uma tensão constante de 0,75 g. Para o registro das contrações isométricas, cada anel foi suspenso por linha de algodão fixada a um transdutor de força conectado a um sistema de aquisição de dados. Em anéis de artéria mesentérica com endotélio funcional pré-contraídos com fenilefrina (FEN) (controle), o p-cimeno (10-8- 3 x 10-2M) induziu relaxamento (Emáx = 77,09 ± 3,53%; n = 5) de maneira dependente de concentração que não foi atenuado após a remoção do endotélio (Emáx =72,02 ± 4,03%, n = 7) ou pré-contraído com KCI 80 mM (Emáx = 79,37 ± 5,25%; n = 6), sugerindo um possível efeito independente do endotélio e envolvendo canais para Ca2+. Em preparações sem endotélio funcional e pré-contraído com FEN e incubadas com tetraetilamônio (TEA), um bloqueador não seletivo dos canais para K+, o p-cimeno induziu relaxamento (Emáx= 50,56 ± 4,09%; n= 8) mas que não foi significativamente diferente daqueleobtido em anéis sem endotélio pré-contraídos com FEN sem o bloqueador, indicando que, possivelmente, não há participação dos canais para K+nesta resposta. Além disso, a incubação com o p-cimeno (3 x 10-3, 10-2, e 3 x 10-2 M) foi capaz de antagonizar as contrações induzidas por CaCl2 (10-7a 3 x 10-2 M) e Ortovanadato de Sódio (Na3VO4: 3 x 10-5a 10-2 M), um inibidor não-seletivo de proteínas tirosina-fosfatase. Estes resultados demonstram que o p-cimeno produz efeito vasorelaxante independente do endotélio. As evidências farmacológicas permitem sugerir que o mecanismo de ação vasorelaxante do p-cimeno envolve canais para Ca2+ sensíveis à voltagem e dessensibilização de elementos contráteis ao Ca2+.

  • ELISAMA DE CAMPOS GUIMARÃES
  • ATIVAÇÃO DE NEURÔNIOS ENCEFÁLICOS PELA ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA (TENS) EM RATOS
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 30/08/2013
  • Dissertação
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  • Ativação de neurônios encefálicos pela estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) err! ratos, Elisama de Campos Guimarães, São Cristóvão, 2013. A estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) é bastante utilizada para o controle da dor; no entanto, outras propriedades não analgésicas têm sido citadas. Uma série de estudos tem demonstrado que a TENS atua através de mecanismos periféricos e centrais. A fim de aprimorar as pesquisas sobre esses mecanismos, esse trabalho teve o objetivo de verificar as áreas encefálicas ativadas pelo uso de diferentes protocolos de eletroestimulação com TENS em ratos não-hiperalgésicos. A imunodetecção da proteína Fos em neurônios tem sido utilizada como marcador de atividade neural. Logo, um total de 15 ratos Wistar, pesando entre 250 a 350 g, receberam uma única aplicação de TENS, sendo utilizada com baixa (4 Hz) ou alta (100 Hz) frequência de estimulação e com intensidade em nível sensorial (ausência de contração muscular) e motor (presença de contração muscular). Noventa minutos após a eletroestimulação, os animais foram eutanasiados sob anestesia e seus encéfalos foram perfundidos e seccionados para realização de imunofluorescência para proteína Fos. Posteriormente, imagens foram capturadas e analisadas. Os animais foram divididos em cinco grupos (n=3, por grupo): controle, cujos animais não receberam nenhuma estimulação elétrica; TENS de baixa frequência em nível sensorial, TENS de baixa frequência em nível motor, TENS de alta frequência em nível sensorial e TENS de alta frequência em nível motor. Após análise das imagens, verificou-se um número de células Fos positivas significativamente maior nos grupos eletroestimulados em comparação ao grupo controle nas seguintes áreas encefálicas: área preóptica (p=0,003), córtex insular (p=0,01), córtex motor (p=0,009), córtex pré frontal (p=0,003), núcleo paraventricular talâmico (p=0,003), núcleo endopiriforme (p=0,01), colículo inferior (p<0,005), córtex entorrinal (p<0,0003), córtex somatossensorial 2 (p<0,0003), núcleo supraóptico (p<0,0003) e trato olfatório (p<0,0003). Entretanto, esta ativação neuronal ocorreu de forma dependente da frequência de estimulação e da intensidade da corrente nas diferentes regiões encefálicas. Assim, conclui-se que a TENS ativou diversas regiões encefálicas importantes, associadas à função de cognição, memória, regulação cardiovascular e controle motor; no entanto, não se pode restringir essas áreas como as únicas cujos neurônios são ativados pela TENS. Esses resultados são relevantes uma vez que disparam perspectivas quanto a novas e diferentes ações neurobiológicas da TENS e sua possível aplicabilidade e eficácia terapêutica para a abordagem de situações clínicas que não relacionadas a analgesia, possibilitando a ampliação do direcionamento para a realização de novos estudos.

  • DIOGO SOBRAL BOMFIM
  • "Estudo das propriedades anticâncer do óleo essencial das folhas de Guatteria friesiana e seus principais constituintes"
  • Orientador : DANIEL PEREIRA BEZERRA
  • Data: 30/08/2013
  • Dissertação
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  • A definir

  • PATRÍCIA SANTOS CUNHA MENDONÇA
  • EFEITO VASORRELAXANTE DOS ISÔMEROS (+) E (-)-LINALOL EM ARTÉRIA MESENTÉRICA DE RATO
  • Orientador : MARCIO ROBERTO VIANA DOS SANTOS
  • Data: 02/08/2013
  • Dissertação
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  • O linalol é um monoterpeno que pode ser biossintetizado por algumas plantas na forma racêmica, ((±)-linalol), ou na forma de enantiômeros, (+)-linalol ou (-)-linalol. A avaliação da atividade dos isômeros puros tem tornado-se importante para a descoberta de novas drogas com melhor potencial terapêutico e menor índice de efeitos colaterais. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a ação vasorelaxante induzida pelos enantiômeros, (+) e (-)-linalol em artéria mesentérica superior de rato, além de buscar elucidar os mecanismos envolvidos neste efeito. Para tanto, ratos Wistar machos (200 – 300 g) foram sacrificados por dessangramento sob anestesia e a artéria mesentérica superior foi removida. Desta artéria foram obtidos anéis (1-2 mm) que foram mantidos em cubas para órgão isolado contendo 10 mL de solução nutritiva de Tyrode a 37 ºC e gaseificada com carbogênio. Para o registro das contrações isométricas, cada anel foi suspenso por linha de algodão fixada a um transdutor de força conectado a um sistema de aquisição de dados. Em anéis com endotélio funcional pré-contraídos com 10 µM fenilefrina (controle), ambos enantiômeros foram capazes de induzir vasorelaxamento significativo dependente da concentração. Como o (-)-linalol apresentou um efeito maior do que aquele apresentado pelo (+)-linalol, buscou-se avaliar o mecanismo de ação envolvido em sua ação vasorelaxante. Em anéis sem endotélio funcional, o vasorelaxamento induzido pelo (-)-linalol foi significativamente atenuado em relação à condição controle. Resultados semelhantes foram obtidos após incubação com 10-8 M de atropina, um antagonista de receptores muscarínicos; ou 10-4 M de L-NAME, um inibidor da síntese de NO; ou 30 μM de hidroxocobalamina, um sequestrador de NO. Em anéis sem endotélio funcional pré-incubados com 1 mM de TEA, um bloqueador não seletivo de canais para K+, o vasorelaxamento induzido pelo (-)-linalol não foi alterado significativamente. Porém, em anéis sem endotélio funcional pré-contraídos com KCl 80 mM, o vasorelaxamento induzido pelo óleo foi significativamente maior do que aquele obtido em anéis sem endotélio funcional pré-contraídos com fenilefrina. Além disso, concentrações isoladas de (-)-linalol reduziram significativamente contrações induzidas por CaCl2 (10‑6 – 10-2 M) ou por Na3VO4 (10-5 – 3 x 10‑2 M). Estes resultados sugerem que os efeitos induzidos pelo linalol ocorrem, principalmente, pela ação de um de seus isômeros, o (-)-linalol. Este isômero produz um efeito vasorelaxante em artéria mesentérica superior de rato que é em parte, dependente do endotélio, o qual se dá pela ativação de receptores muscarínicos e pela liberação de NO. Além disso, o vasorelaxamento independente do endotélio é decorrente da inibição dos canais para cálcio sensíveis à voltagem e envolve a sensibilização da maquinaria contrátil na musculatura lisa vascular.

  • POLYANA BORGES FRANÇA DINIZ
  • AVALIAÇÃO DE MECANISMOS ENVOLVIDOS NA GASTROPROTEÇÃO EVOCADA PELO EXTRATO ETANÓLICO DA ENTRECASCA DA Caesalpinea pyramidalis TUL.
  • Orientador : SARA MARIA THOMAZZI
  • Data: 02/08/2013
  • Dissertação
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  • A Caesalpinia pyramidalis, planta endêmica da região do Nordeste planta endêmica é utilizada popularmente para tratamentos de diversos distúrbios fisiológicos e possui ação anti-inflamatória, anti-nociceptiva e gastroprotetora comprovadas cientificamente. Considerando-se da importância da Caesalpinia pyramidalis no tratamento de afecções digestivas e do seu efeito gastroprotetor, este trabalho visou avaliar o envolvimento dos mastócitos e interleuicina IL-4 e os mediadores gasosos óxido nítrico (NO) e sulfeto de hidrogênio (H2S) no mecanismo de gastroproteção do Extrato Etanólico da Entrecasca da Caesalpinia pyramidalis (EEECp). Foram realizados ensaios biológicos (úlceras gástricas agudas induzidas por etanol) com 54 ratos wistar machos oriundos do biotério central da Universidade Federal de Sergipe (CEPA 63/11). Animais foram divididos em 7 grupos (n=8), para avaliar o papel do NO e H2S, sendo pré-tratados por via intraperitoneal com: veículo (salina 4 mL/kg), L-NAME (70 mg/kg) e para avaliar o PAG (25 mg/kg) e após 30 minutos receberam por via oral (gavagem) os tratamentos veículo (0,2% tween em água) (controle negativo), carbenoxolona (200 mg/kg) (controle positivo) e EEECp (100 mg/kg) (grupo experimental). A indução das úlceras agudas foi realizada através da administração por via oral (gavagem) de etanol absoluto (4 mL/kg) 1 hora após a administração dos tratamentos. Para determinação do índice de lesões ulcerativas (ILU) foi através do programa de imagens EARP e espécimes do tecido gástrico foram armazenadas em nitrogênio liquido para análises posteriores. A expressão da citocina anti-inflamatória IL- 4 e da enzima óxido nítrico sintetase induzida foram determinadas através das técnicas de imunofluorescência e citometria de fluxo. Lâminas histológicas foram confeccionadas e coradas com azul de toluidina/ alcian blue/ safranina para quantificação de mastócitos presentes no tecido gástrico. Os resultados deste trabalho demonstraram que o mediador gasoso óxido nítrico não participa do efeito gastroprotetor do EEECp, ao contrário do mediador gasoso sulfeto de hidrogênio, o qual pode estar atuando na gastroproteção do EEECp possivelmente pela sua ação na diminuição do estresse oxidativo na mucosa gástrica. O EEECp possui efeito imunomodulador positivo para IL- 4, demonstrando também sua ação anti-inflamatória no tecido gástrico. A expressão da enzima óxido nítrico sintetase induzida não apresentou-se aumentada no grupo tratado com o EEE da Caesalpinia pyramidalis. Também foi observado neste estudo que houve uma grande quantidade de mastócitos no tecido gástrico e que estes migraram da região da submucosa para a região mucosa provavelmente para mediar o processo inflamatório ocorrido na mucosa gástrica. Este resultado corrobora com os dados do ILU demonstrando que o efeito gastroprotetor do EEE da Caesalppinia pyramidalis não é via do óxido nítrico. Pode-se concluir que o efeito gastroprotetor EEE da Caesalpinia pyramidalis possível mecanismo de ação o envolvimento do sulfeto de hidrogênio na diminuição do estresse oxidativo, diminuição do óxido nítrico sintase induzível, efeito imunomodulatório positivo para interleucina 4 e diminuição de mastócitos mucosos.

  • ANA CARLA ARAÚJO DE SOUZA
  • “Efeito do Complexo de Inclusão de Carvacrol com β-Ciclodextrina na Lesão Muscular Inflamatória em Ratos”
  • Orientador : ENILTON APARECIDO CAMARGO
  • Data: 01/08/2013
  • Dissertação
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  • Não colocado por se tratar de depósito de patente.

  • ROBERVAN VIDAL DOS SANTOS
  • “Dieta hiperlipídica no período perinatal induz disautonomia na prole adulta ”
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 31/07/2013
  • Dissertação
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  • Dieta hiperlipídica no período perinatal induz disautonomia na prole adulta.Robervan Vidal dos Santos. São Cristovão/2013. Um suporte nutricional adequado éimportante para garantir o desenvolvimento normal dos fetos. Alterações nutricionaisdurante o período perinatal podem levar a alterações funcionais e estruturais em váriosórgãos da prole. O objetivo do estudo foi investigar o impacto de uma dieta hiperlipidícadurante a gestação e lactação na antropometria, sistema nervoso autonômico (SNA),cardiovascular e parâmetros bioquímicos da prole. Para o estudo foram utilizados ratos dalinhagem Wistar. A partir da determinação da prenhez foi oferecida uma dieta hiperlipidícaou controle até o desmame dos filhotes. Os dados antropométricos da prole foram aferidossemanalmente a partir da 1° semana pós-natal até a 14° semana. Com 60 dias de vida osratos da prole hiperlipidíca (PH, n = 6), ou controle (PC, n = 6), foram submetidos aprocesso cirúrgico para introdução de uma cânula na artéria femoral, para a mensuração dafrequência cardíaca (FC), pressão arterial média (PAM), sistólica (PAS) e diastólica (PAD),e sensibilidade espontânea do barorreflexo (BRS). Para investigar o controle autonômico,foram estabelecidas as bandas alta frequência (HF) e baixa frequência (LF) do intervalo depulso (IP) e a banda LF da pressão arterial sistólica (PAS). A avaliação bioquímica foirealizada em períodos distintos com 30, 60 e 90 dias de vida, através da metodologia doskits da DOLES. A PH apresentou diferença no peso a partir da 5° semana pós natal ( 53 ± 1vs 50 ± 1 g, p<0.05). Os ratos da PH aumentaram a PAM (135 ± 2 vs 103± 1 mmHg,p<0,05), PAS (160 ± 3 vs 128 ± 4 mmHg, p<0,05), PAD (111 ± 2 vs 91 ± 2 mmHg,p<0,05) e a FC (417 ± 23 vs 352 ± 8 bpm, p<0,05), quando comparados com o grupo PC.Após análise espectral do IP e PAS, a banda LF da PAS (6,19 ± 0.84 vs 2,29 ± 0,56mmHg2, p<0,05) e a relação LF/HF do IP (0,71 ± 0,22 vs 0,14 ± 0,016 p<0,05) foi maior naPH sob condições espontâneas. A PH apresentou elevação nos níveis plasmáticos daglicemia a partir 30° dia de vida (116,2± 1 vs 97,3 ± 3 mg/dL, p<0,05) e na lipoproteína debaixa densidade (LDL-C) (45 ± 7 vs 28 ± 4 mg/dL, p<0,05) quando comparado com ocontrole. A partir do dia 60° dia de vida a PH aumentou os níveis séricos de triacilglicerol(TAG) (64,6 ± 2 vs 49 ± 1 mg/dL, p<0,05), colesterol total (CT) (86 ± 2 vs 68 ± 2 mg/dL,p<0,05), lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) ( 14 ± 1 vs 10 ± 1 mg/dL, p<0,05)e redução nos níveis séricos de lipoproteína de alta densidade (HDL) (38 ± 3 vs 55 ± 3mg/dL , p<0,05) quando comparados com a PC. Esses achados sugerem que uma dietahiperlipidíca durante o período perinatal ocasiona um desequilíbrio autonômico,dislipidemia e hipertensão na prole adulta.

  • DANIELLE PEREIRA GAUJAC
  • “Influência do hipotireoidismo gestacional experimental no comportamento ingestivo e perfil metabólico da prole de ratas”
  • Orientador : DANIEL BADAUE PASSOS JUNIOR
  • Data: 25/07/2013
  • Dissertação
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  • A ser informado.

  • ROSANA PAULA CRUZ FERRAZ
  • Potencial anticâncer do óleo essencial das folhas de Líppia gracilis Schauer (Verbenaceae)
  • Orientador : DANIEL PEREIRA BEZERRA
  • Data: 16/07/2013
  • Dissertação
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  • POTENCIAL ANTICÂNCER DO ÓLEO ESSENCIAL DAS FOLHAS DE Lippia gracilis SCHAUER (VERBENACEAE), ROSANA PAULA CRUZ FERRAZ, SÃO CRISTÓVÃO-SE, 2013.As plantas medicinais são uma das mais importantes fontes de medicamentos para a indústria farmacêutica. Entre as plantas utilizadas na medicina popular no nordeste do Brasil, a Lippia gracilis Schauer (Verbenaceae) é uma das mais tradicionais e tem sido usada para diversos propósitos. Sendo assim, o presente trabalho teve por objetivo geral avaliar o potencial anticâncer do óleo essencial (OE) das folhas de L. gracilis em modelos experimentais in vitro e in vivo. O OE foi extraído por hidrodestilação e a análise química foi feita por CG/EM. Os efeitos citotóxicos do OE e dos seus componentes, timol, p-cimeno, γ-terpineno e mirceno, foram avaliados em células tumorais das linhagens HepG2, B16-F10 e K562, bem como em células normais (PBMC). O efeito do OE na proliferação celular e na indução de apoptose foram investigados nas células HepG2. Além disso, camundongos transplantados com células do tumor Sarcoma 180 foram usados para confirmar sua eficácia in vivo. Os resultados mostraram que o OE apresentou o timol como composto químico majoritário e demonstrou promissora citotoxidade contra todas as células tumorais testadas. Por outro lado, os seus componentes investigados, apresentaram efeito citotóxico pouco potente. Além disso, o tratamento com o OE acarretou parada do ciclo celular das células HepG2 na fase G1, acompanhada por indução de fragmentação do DNA, sem afetar a integridade da membrana. Morfologia celular consistente com apoptose e uma notável ativação de caspase-3, também foram observadas, sugerindo indução de morte celular por apoptose dependente de caspase. O estudo da atividade antitumoral in vivo mostrou inibição do crescimento tumoral com taxas de 38,5% – 41,9%. Assim, o OE apresentou o timol como principal constituinte e demonstrou significativa atividade antitumoral in vitro e in vivo. Os resultados obtidos sugerem que o OE das folhas de L. gracilis é um potencial recurso medicinal, que pode vir a ser empregado no tratamento do câncer.

  • MÁRCIA LEITE DOS SANTOS
  • Modulação do estresse agudo e crônico sobre os níveis de expressão da NOS no hipocampo de ratos Wistar
  • Orientador : MURILO MARCHIORO
  • Data: 31/05/2013
  • Dissertação
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  • A reação cerebral ao estresse desenvolve-se ativando o eixo hipotalâmico-pituitário-

    adrenal. O hipocampo está associado ao aprendizado espacial, memória contextual e atua regulando a atividade desse eixo. De modo que o óxido nítrico, considerado um neurotransmissor atípico, participa do processo de consolidação da memória e aprendizagem, porém tem intima relação com o processo de neurotoxicidade responsável pelo desencadeamento de cascatas de morte neuronal. O presente trabalho buscou investigar os efeitos do estresse a curto e longo prazo sobre os níveis de NO no hipocampo, utilizando o modelo experimental de contenção em ratos Wistar. Foi verificado que determinadas áreas hipocampais foram mais suscetíveis a lesões pela produção de NO, sendo elas a CA2 e o Giro Denteado. A região dorsal dessas áreas é mais expressiva junto a marcações diaforásicas e possivelmente também sofrem mais com os efeitos do estresse em longo prazo. Percebe-se que o estresse agudo não é capaz de produzir efeitos significativos sobre a produção do NO, no tocante a promover danos a homeostasia hipocampal. Provavelmente o NO produzido no estresse crônico seja mantido pela via da isoforma i-NOS. Sendo que o estresse em longo prazo é determinante para as taxas de produção de NO, deletérias ao sistema hipocampal.
  • THASSIO RICARDO RIBEIRO MESQUITA
  • "Modulação da Função do Sistema Cardiovascular pela Sinalização Redox e Nitroso Via Receptores para Cininas"
  • Orientador : SANDRA LAUTON SANTOS
  • Data: 23/05/2013
  • Dissertação
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  • O sistema calicreína-cinina (SCC) é reconhecido por desempenhar funções que envolvem a manutenção da homeostase do sistema cardiovascular. Novas vias de sinalização intracelulares tem sido propostas devido a ativação desencadeada pelas cininas. O objetivo deste estudo foi avaliar os mecanismos moleculares implicados na sinalização dos receptores para cininas sob a função cardiovascular. Foram utilizados animais knockout dos receptores B1 (B1-/-) e B2 (B2-/-) para cininas. Avaliamos a função contrátil cardíaca e vascular, assim como, medimos em ambos tecidos, coração e aorta torácica, a produção de espécies reativas de oxigênio (ROS) e nitrogênio (RNS). Para avaliar a expressão das enzimas antioxidantes e que sintetizam o óxido nítrico (NO) foram realizados experimentos de western blot, em coração, para detecção e quantificação destas enzimas, assim como, de estruturas relacionadas com a homeostase do cálcio intracelular. Identificamos redução na tensão sistólica cardíaca (B1-/-: 53% e B2-/-: 52%), entretanto, não foram identificadas alterações na tensão diastólica e frequência cardíaca, pela técnica de Langendorff. Propusemos, a participação do SCC na regulação da função cardiovascular através de vias de sinalização intracelular que promovem a produção de ROS. Detectamos aumento na geração do peróxido de hidrogênio (H2O2, B1-/-: 75% e B2-/-: 54%), superóxido (O2•-, B1-/-: 40% e B2-/-: 41%), explicado pela redução na expressão de enzimas antioxidantes detectadas: superóxido dismutase (B1-/-: 32% e B2-/-: 20%), catalase (B1-/-: 34% e B2-/-: 39%) e glutationa peroxidase (B1-/-: 29% e B2-/-: 25%). Adicionalmente, verificamos aumento na produção do NO (B1-/-: 75% e B2-/-: 36%) e sugerimos que o aumento da expressão das óxido nítrico sintases constitutivas (eNOS: B1-/-: 20% e B2-/-: 23% e nNOS: B1-/-: 27% e B2-/-: 30%) e atividades das mesmas (peNOSSer1177: B1-/-: 161% e B2-/-: 154%; peNOSThr495: B1-/-: 43% e B2-/-: 45%; pnNOSSer852: B1-/-: 25% e B2-/-: 26%) sejam os mecanismos envolvidos. Em conjunto, os resultados descritos, indicam o desenvolvimento do estresse oxidativo em cardiomiócitos de animais B1-/- e B2-/-, e que, possivelmente, este estado, causaria o comprometimento na função sistólica cardíaca através de oxidações e/ou nitrosilações das proteínas envolvidas na remoção citosólica do Ca2+ ou, ainda, repercutiria na redução da expressão da SERCA2a (B1-/-: 41% e B2-/-: 46%) e aumento na expressão do NCX (B1-/-: 16% e B2-/-: 22%). Encontramos elevada resistência coronariana nos grupos B1-/- (38%) e B2-/- (38%) e, sugerimos, que a disfunção endotelial seja a principal causa dessa alteração. Confirmamos esta hipótese através de experimentos de reatividade vascular, onde foi demonstrado prejuízos nos mecanismos vasoconstritores (B1-/-: 66% e B2-/-: 266%) e vasodilatadores (B1-/-: 50% e B2-/-: 56%), e ainda, comprometimento da função da nNOS em aorta de animais dos grupos B1-/- e B2-/-. Verificamos que os receptores B1 ou B2 estão espontaneamente heterodimerizados com a nNOS e eNOS. Desta forma, propomos que a deleção dos receptores para cininas criam perturbações na atividade catalítica da nNOS favorecendo o estado de desacoplamento desta enzima e, consequentemente, comprometendo a biodisponibilidade do NO (B1-/-: 30% e B2-/-: 20%) e gerando exacerbada produção de H2O2 (B1-/-: 30% e B2-/-: 52%) e O2•- (B1-/-: 46% e B2-/-: 69%).

  • VALÉRIA ALVES FERNANDES
  • Avaliação do efeito do ácido úsnico sobre o perfil redox no coração de mamíferos e em parâmetros da função cardíaca
  • Orientador : SANDRA LAUTON SANTOS
  • Data: 27/03/2013
  • Dissertação
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  • Introdução: O ácido úsnico é um metabólito secundário de liquens, descrito naliteratura como um componente com efeito antibiótico, antifúngico, antiviral, anti-inflamatório, antiproliferativo e antiparasitário. Sendo essa substância apontada naliteratura como um composto capaz de ter atividade anti Tripanosoma cruzi. O ácidoúsnico foi utilizado nessa dissertação com o objetivo observar se essa substância teriapotencial antioxidante e os efeitos na contratilidade cardíaca e mobilidade do cálciointracelular.Métodos: Após exposição, in vitro, ao ácido úsnico, foram realizados experimentospara avaliar a viabilidade celular em células endoteliais humanas. Em célulascardíacas isoladas foram analisados o transiente intracelular de cálcio, acontratilidade celular, a produção de peróxido de hidrogênio, ânion superóxido eóxido nítrico. Após tratamento oral com ácido úsnico de camundongos C57bl-6foram realizados ensaios de peroxidação lipídica, experimentos de contratilidadecardíaca (utilizando-se a técnica de Langendorff), cinética enzimática a fim deavaliar a atividade total da SOD e da catalase e western blot a fim de avaliar aexpressão das enzimas: óxido nítrico sintase, superóxido dismutase, catalase,glutationa peroxidase e NADPH oxidase. Com o objetivo de avaliar se o tratamentooral com ácido úsnico alteraria a contratilidade e o perfil redox em camundongosinfectados com Tripanosoma cruzi, após o tratamento foi avaliado também acontratilidade cardíaca, a atividade total da SOD e a peroxidação lipídica.Resultados: Os resultados de viabilidade celular mostraram que o ácido úsnico nãofoi citotóxico nas concentrações estudadas (1 nM, 10 nM, 100nM, 1μM e 100 μM), após 24 horas de exposição. A contratilidade celular e o transiente celular de cálcionão foram alterados após exposição, in vitro, ao ácido úsnico. Por outro lado, o ácidoúsnico em cardiomiócitos isolados promoveu a diminuição dos níveis de peróxidode hidrogênio, ânion superóxido e óxido nítrico. O tratamento oral não influenciouna contratilidade cardíaca dos camundongos hígidos e chagásicos. Entretanto, otratamento com ácido úsnico se mostrou antioxidante, induzindo a diminuição daperoxidação lipídica e foi também detectado aumento da atividade da superóxidodismutase no coração e fígado, aumento da expressão da superóxido dismutasee glutationa peroxidase e diminuição da expressão da eNOS e NADPH oxidaseno coração. A atividade da catalase se mostrou diminuída e sua expressão não foialterada no coração. A expressão da nNOS também não foi alterada no coração.Conclusão: O ácido úsnico é uma substância capaz de promover a redução doperfil oxidativo, tanto em células isoladas expostas a ele, in vitro, bem como, após otratamento por via oral. E, do ponto de vista cardíaco, o ácido úsnico não promovealterações nos parâmetros contráteis analisados (tensões sistólica e diastólica), bemcomo, na frequência cardíaca e na mobilidade do cálcio, o que indica que o essasubstância pode ter potencial terapêutico como substância antioxidante no coração epotencial terapêutico na doença de Chagas.

  • LARISSA RESENDE OLIVEIRA
  • Disfunção autonômica cardíaca e expressão de Fos em núcleos do bulbo após indução de dor crônica difusa não-inflamatória em ratos
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 12/03/2013
  • Dissertação
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  • A fibromialgia (FM) é caracterizada por dor muscular crônica difusa não-inflamatória (DMCD) e mudanças na função simpática. No intuito de elucidar os mecanismos fisiopatológicos da FM, foi utilizado um modelo animal de dor crônica difusa bem estabelecido na literatura. Desta forma, o objetivo do estudo foi avaliar a modulação autonômica cardíaca e a função do barorreflexo, em resposta à indução de dor muscular crônica difusa em ratos. Para tanto, foram utilizados 30 ratos Wistar machos (250 a 350g) com 2 a 3 meses. A DMCD foi induzida por duas injeções de solução salina ácida (pH 4,0, n=16) com cinco dias de intervalo, no músculo gastrocnêmio esquerdo, enquanto que os animais controle foram injetados duas vezes com solução salina neutra (pH 7,2, n=14). Para avaliar as alterações nas respostas cardiovasculares, um dia após a segunda injeção de solução salina ácida (n=8) ou salina neutra (n=6) os animais foram instrumentados para gravações da pressão arterial, e posterior análise da variabilidade do intervalo de pulso (IP) e da pressão arterial sistólica (PAS), como também da sensibilidade espontânea do barorreflexo (SBR) foi realizada. Para avaliar a ativação de neurônios em núcleos do Bulbo envolvidos com a modulação autonômica cardíaca (NTS, RVL e CVL), dois dias após a segunda injeção de salina ácida (n = 8) ou de solução salina normal (n=8), os animais foram anestesiados, perfundidos, o cérebro removido e cortado num criostato. As secções do cérebro foram submetidas ao protocolo de imunofluorescência para a proteína Fos. Os resultados são expressos como média ± EPM. Diferenças entre os grupos foram analisados pelo teste t, pareado e não-pareado. Valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significativos. Após a indução de dor crônica difusa nos ratos (n=8), as variações do intervalo de pulso apresentaram maior oscilação em baixa frequência (LF) (12,75±1,04 un), menor oscilação em alta frequência (HF) (87,25±1,04 un) e maior valor da relação LF/HF (0,16±0,01), quando comparadas ao grupo controle (n=6) (7,83±1,13 un LF; 92,16±1,13 nu HF; 0,08±0,01 LF/HF). Em adição, houve maior oscilação em LF da pressão arterial sistólica (PAS) (7,93±1,39 mmHg), comparado ao grupo controle (2,97±0,61 mmHg). A sensibilidade espontânea do barorreflexo foi menor nos ratos injetados com salina ácida (0,59±0,06 ms/mmHg) quando comparada ao grupo controle (0,71±0,03 ms/mmHg). Através da imunofluorescência, observou-se que em todas as regiões investigadas a porcentagem de células imunorreativas à Fos foi significativamente maior (p<0,001) no grupo salina ácida, em comparação ao grupo salina neutra. Nossos resultados mostraram que a indução da DCMD em ratos desloca o balanço simpatovagal cardíaco em direção a uma predominância simpática e diminui SBR, dados que corroboram achados em seres humanos com FM, e ainda, que a ativação de neurônios do NTS, CVL e RVL parece indicar o envolvimento dessas áreas na modulação da disfunção autonômica cardíaca.

  • RANGEL RODRIGUES BOMFIM
  • Efeitos antioxidante, anti-inflamatorio e antinociceptivo do isopropóxi-carvacrol em roedores
  • Orientador : ENILTON APARECIDO CAMARGO
  • Data: 11/03/2013
  • Dissertação
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  • Estudos anteriores mostraram que monoterpenos, podem exercer ações farmacológicas importantes. O isopropóxi-carvacrol (IPC) é um novo derivado sintético do monoterpeno carvacrol e suas propriedades farmacológicas ainda não foram investigadas. O objetivo geral deste estudo foi avaliar as propriedades antioxidante, anti-inflamatória e antinociceptiva do IPC. Para investigar aatividade antioxidante (in vitro) foram utilizados os ensaios de avaliação da atividade scavenger de óxido nítrico e a dosagem da peroxidação lipídica induzida por FeSO4 ou FeSO4+H2O2 em lipossomas. Para a avaliação in vivo camundongos (25-30 g) e ratos (150-230 g), que receberam administração de IPC nas doses de 10, 30 ou 100 mg/kg ou veículo (Tween 80, 0,5%), pela via intraperitoneal (i.p.), 30 minutos antes dos agentes flogísticos ou nas doses de 0,3, 1 ou 3 mg/orelha, topicamente no momento da indução (no caso do edema de orelha). Os parâmetros nociceptivos utilizados foram o tempo de labida/mordida após injeção de formalina e a hiperalgesia após administração de carragenina, ambas na pata de camundongos. Como parâmetros inflamatórios foram avaliados o edema de pata induzido por carragenina em ratos, o edema de orelha induzido por 12-O-tetradecanoilforbol-acetato (TPA) em camundongos (acompanhado da atividade da enzima mieloperoxidase nestas orelhas) e a migração de leucócitos induzida por carragenina para a cavidade pleural de camundongos. Além disso, foram avaliados a atividade deambulatória de camundongos em campo aberto e a citotoxicidade do IPC em macrófagos peritoneais murinos. Os resultados obtidos mostraram que o IPC apresentou atividade antioxidante em concentrações variando entre 100 pg/mL e 100 mg/mL. Adicionalmente, o IPC reduziu o tempo de lambida da pata na 1° e 2° fases do teste da formalina, respectivamente nas doses de 100 mg/kg ou 30 e 100 mg/kg, quando comparado com o grupo tratado com veículo. Na avaliação da hiperalgesia induzida por carragenina, apenas a dose de 100 mg/kg de IPC, foi capaz de reduzir o limiar de nocicepção nos tempos de 1 e 3 h após a indução, quando comparado ao grupo veículo. Além disso, a administração de IPC não afetou a atividade locomotora dos animais no campo aberto. Em ratos, a administração de IPC na dose de 100 mg/kg promoveu uma redução no edema de pata induzido por carragenina, quando comparado com o grupo veículo. Na orelha de camundongos não foi observado efeito antiedematogênico pela administração local de IPC na orelha, contudo, houve redução da atividade de mieloperoxidase nas orelhas, nas doses de IPC utilizadas (0,3–3,0 mg/orelha). Na pleurisia induzida por carragenina, a dose de 100 mg/kg reduziu o número de leucócitos totais e de mononucleares na cavidade pleural, quando comparado com o grupo tratado com veículo, sem alterar as contagens de polimorfonucleares. Além disso, o IPC não causou redução na viabilidade celular de macrófagos peritoneais nas concentrações testadas (0,1-100 mg/mL). Estes resultados demonstram que o IPC possui atividades anti-inflamatórias, antinociceptivas e atioxidantes, servindo de base para estudos futuros que visem investigar os mecanismos envolvidos nesses efeitos farmacológicos do IPC, podendo assim contribuir para o desenvolvimento de novas substâncias para o tratamento da inflamação e da dor.

  • ANA ROSELI SILVA RIBEIRO
  • Potencial gastroprotetor do extrato etanólico da entrecasca da Caesalpinia pyramidalis Tul. em ratos
  • Orientador : SARA MARIA THOMAZZI
  • Data: 06/03/2013
  • Dissertação
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  • Caesalpinia pyramidalis Tul. (Fabaceae), conhecida popularmente como “catingueira”, tem sido usada pela medicina popular para tratamento de diversas desordens fisiológicas como, gastrite, indigestão e dores estomacais. Entretanto, a ação gastroprotetora dessa espécie ainda não foi estudada. O extrato etanólico da entrecasca (EEE) da Caesalpinia pyramidalis foi utilizado em ratos pela via oral, nas doses de 30, 100 e 300 mg/kg. Para avaliação da atividade gastroprotetora foram utilizados os modelos de úlceras agudas induzidas por etanol e anti-inflamatório não esteroidal (AINE). Parâmetros da secreção gástrica (volume, pH e acidez total) e produção de muco gástrico também foram avaliados pela técnica de ligadura de piloro. A atividade antimicrobiana do EEE da Caesalpinia pyramidalis foi realizada através da técnica de difusão em ágar e calculados os valores da concentração inibitória mínima (CIM) e da concentração bactericida mínima (CBM) pela técnica de microdiluição em placa. O EEE da Caesalpinia pyramidalis nas doses de 30, 100 e 300 mg/kg inibiu de maneira dose dependente (p < 0,01) o índice de lesões ulcerativas, a área total de lesão e a área relativa de lesão no modelo de úlceras induzidas por etanol. No modelo de úlceras induzidas por AINE, o extrato em todas as doses utilizadas, também reduziu o índice de lesões ulcerativas (P < 0.001). No modelo de ligadura de piloro, o tratamento com o EEE da Caesalpinia pyramidalis não foi capaz de modificar os parâmetros da secreção gástrica. Entretanto, após tratamento com o EEE da Caesalpinia pyramidalis (30, 100 e 300 mg/kg) observou-se um aumento significativo (p < 0,05) na produção do muco gástrico. O EEE da Caesalpinia pyramidalis possui atividade antimicrobiana contra o Helicobacter pylori com CIM de 625 µg/mL e CBM de 10.000 µg/mL. Os resultados deste estudo sugerem que o EEE da Caesalpinia pyramidalis possui ação gastroprotetora, desta forma validando a utilização popular desta planta no tratamento de distúrbios gastrointestinais.

  • LAYANA FONTES DE BRITO RODRIGUES
  • Efeito da Fototerapia Laser no Ponto Gatilho Miofascial do Músculo Trapézio superior em pacientes com Fibromialgia
  • Orientador : LEONARDO RIGOLDI BONJARDIM
  • Data: 05/03/2013
  • Dissertação
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  • Objetivo: Avaliar a eficácia de tratamento da fototerapia laser em ponto gatilho miofascial do músculo trapézio superior em pacientes fibromiálgicos. Metodologia: Foram avaliados 25 sujeitos, diagnosticados com dor miofascial e fibromialgia segundo os critérios do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) 1990, os quais foram divididos em: grupo Laser (n=8), Grupo Laser + Medicamento (n=10) e Grupo Medicamento (n=7) que receberam laserterapia 2 vezes por semana durante 5 semanas. As variáveis mensuradas foram: 1) Intensidade de dor pela escala visual analógica (EVA) nos tempos basal, 5a, 10a sessão; 2) Limiar de dor à pressão (LDP) por meio de um algômetro de pressão nos tempos basal, 5a, 10a sessão; 3) Avaliação do estado da dor geral por meio do Questionário de Rolland-Morris (QIRM) nos tempos basal e final; 4) Avaliação do medo de movimentar o membro acometido por meio da Escala de Tampa para Cinesiofobia (ETC) nos tempos basal e final; 5) Avaliação do impacto da Fibromialgia na qualidade de vida (QIF) nos tempos basal e final. Todos os dados obtidos foram analisados ​​por meio da análise de variância (ANOVA) de duas vias para medidas repetidas, seguida do pós-teste de Tukey, quando apropriado. Para os casos em que a interação entre os fatores (Tratamento e Tempo) foi significativa, foi conduzida ANOVA para medidas repetidas de uma via para cada grupo de tratamento. Todos os testes foram bi-caudais e realizados ao nível de significância de 5%. Resultados: Foi verificada uma diminuição da intensidade da dor e aumento do LDP no músculo trapézio superior na 5ª e 10ª sessões em relação ao basal para os grupos em que o LLLT foi utilizado. Nenhuma interação significativa foi encontrada entre os escores das variáveis QIRM, ETC e QIF entre os grupos, exceção feita aos subitens da escala QIF, rigidez e ansiedade que mostraram diferença significativa entre os grupos. Conclusão: A fototerapia laser promoveu uma diminuição da intensidade da dor local e um aumento do LDP do músculo trapézio superior. Além disso, melhorou os sintomas de ansiedade e rigidez. Sugerimos a indicação do laser como adjuvante no tratamento de pacientes com dor miofascial associada à fibromialgia.

  • ELIS CRISTIANE VALENÇA DE ALMEIDA
  • Triagem fitoquímica e avaliação da atividade biológica do extrato e frações da entrecasca de Bowdichia virgilioides Kunth.
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 26/02/2013
  • Dissertação
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  • Triagem fitoquímica e avaliação da atividade biológica do extrato e frações daentrecasca de Bowdichia virgilioides Kunth, Elis Cristiane Valença de Almeida, SãoCristóvão – 2012. A atividade biológica do extrato hidroetanólico (EHE) e suasfrações hexânica (FHX), clorofórmica (FCL), acetato de etila (FAE) ehidrometanólica (FHM) das entrecascas da Bowdichia virgilioides foi avaliada pormeio da análise do potencial antioxidante e do efeito antinociceptivo na dor orofacial.A prospecção fitoquímica dos extratos e frações feita por métodos colorimétricosmostrou a presença de flavonoides, taninos, catequinas, terpenos, alcalóides efenóis. O maior teor de compostos fenólicos, obtido pelo método de Folin Ciocalteau,foi encontrado na FAE (198,17 ± 9,06 mg de EAG/g de FAE). As amostras commelhores resultados na estabilização do radical DPPH (30 µg.mL-1, 60 min) foramEHE, FAE e FHM, apresentando percentuais de inibição de 42,89, 78,52 e 54,96,respectivamente. A FAE mostrou o melhor resultado também na atividadeantioxidante da peroxidação lipídica induzida por AAPH, apresentando umaconcentração de malondialdeído formado de 0,05±0,02 nmol Eq MDA.mL-1, o quecaracteriza uma boa atividade para radicais livres de carbono centrado advindosdeste indutor. Já para a peroxidação lipídica induzida por FeSO4 o EHE foi aamostra que apresentou resultado semelhante ao padrão Trolox, produzindo umaconcentração de malondialdeído de 0,10±0,01 nmol Eq MDA.mL-1, revelando açãoredox protetora bastante relevante para radicais livres advindos da reação deFenton. Após tratamentos cromatográficos através de Sephadex e sílica, a FAE foisubmetida à Cromatografia líquida de alta eficiência, sendo identificado por DAD-UV-VIS, um composto com espectros e picos com tempo de retenção bastantesemelhantes aos da catequina, podendo-se sugerir a presença desta na amostra. OEHE, FAE e FHM reduziram significativamente a nocicepção no modelo de dororofacial em camundongos Swiss na primeira e segunda fases do teste da formalina,para o teste do glutamato, como também para capsaicina, sem que os animaismostrassem alterações significativas no desempenho motor de acordo com o testeRota rod. Os dados foram expressos como média ± desvio padrão (erro padrão paratestes in vivo), enquanto as diferenças estatísticas foram determinadas por ANOVAseguida do teste de Tukey para os testes in vitro e Dunnett para os testes in vivo,com p<0,05. Os resultados obtidos confirmam os efeitos da B.virgilioides no usopopular, evidenciando a presença de compostos químicos relevantes, atividadeantioxidante potencial e pronunciada atividade antinociceptiva na dor orofacial.
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