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Banca de DEFESA: RACHEL ROCHA CINTRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RACHEL ROCHA CINTRA
DATA: 28/07/2015
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 02 do Pólo de Gestão da UFS_ Campus de São Cristóvão
TÍTULO: Funções nociceptiva, auditiva e motora em um modelo progressivo de parkinsonismo
PALAVRAS-CHAVES: Doença de Parkinson, Reserpina, Dor, Audição, Biomarcadores
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

A doença de Parkinson (DP) é uma desordem neurodegenerativa comum do movimento, que afeta 1% da população acima de 65 anos e 4% a 5% da população acima de 75 anos. Atualmente, sabe-se que a doença não é caracterizada somente pelas alterações motoras, mas também por um conjunto de alterações não motoras, que talvez as precedam por vários anos, em fase pré-clínica da doença. Estudos na fase pré-motora da DP são importantes para o entendimento sobre quando e onde a doença começa a se desenvolver e como ela evolui nos estágios iniciais. Apesar de ainda incipientes, alguns estudos têm apontado para a presença de alterações sensoriais, nociceptivas e auditivas, na DP. O uso de um modelo animal da DP, que leve em conta a sua natureza progressiva, possibilita uma melhor compreensão das relações entre os aspectos fisiopatológicos e as alterações não motoras da doença e viabiliza a exploração temporal da manifestação dessas alterações. O objetivo desse estudo foi avaliar as funções nociceptiva, motora e auditiva de ratos Wistar submetidos ao modelo progressivo de parkinsonismo, induzido por doses baixas e repetidas de reserpina (RES). Na primeira etapa, foram utilizados 19 ratos Wistar, divididos em dois grupos (n=9/10 por grupo): G1: RES (0,1 mg/kg s.c.) e G2: CTR (veículo da RES). Os animais foram submetidos diariamente ao teste motor de catalepsia e ao teste nociceptivo do von Frey eletrônico, e receberam as injeções a cada 48h, durante 20 dias. O teste de força de preensão (grip strenght test) foi realizado nos dias 9, 12, 14 e 17. Na segunda etapa, os animais foram divididos em dois grupos (n=10/11 por grupo): G1: RES (0,1 mg/kg s.c.) e G2: CTR (veículo da RES). O teste de catalepsia foi realizado diariamente e as injeções foram feitas a cada 48h. No dia 8, os animais foram sedados para realização do teste auditivo de otoemissões acústicas por produto de distorção (OEAPD). No dia 10, foi realizado o teste nociceptivo da formalina e, 60 minutos depois, cada animal foi anestesiado, perfundido e seus cérebros extraídos para posterior análise imunohistoquímica para tirosina hidroxilase (TH) e c-FOS. O tratamento repetido com a RES induziu alterações motoras progressivas evidenciadas através do teste de catalepsia a partir do 16º dia. Da mesma forma, ocasionou alterações na resposta nociceptiva dos ratos evidenciadas no teste do von Frey eletrônico e no teste da formalina, as quais ocorreram a partir do 10º dia, ou seja, antes das alterações motoras. A força muscular, avaliada através do teste de força de preensão, não se alterou com o tratamento. Alterações na função auditiva foram observadas no 8º dia de tratamento. Neuroquimicamente, no 10º dia, o tratamento repetido com a RES induziu diminuição na quantidade de células TH+ na substância negra parte compacta (SNpc) e na área tegmental ventral (do inglês ventral tegmental área – VTA) e não alterou os níveis de TH no estriado. Quanto à imunomarcação para c-FOS, o estímulo nocivo provocou aumento na quantidade de células c-FOS+ nas regiões do núcleo dorsal da rafe (NDR), substância cinzenta periaquedutal (do inglês, periaqueductal gray – PAG) e no bulbo rostro ventromedial (do inglês, rostral ventromedial medulla – RVM), após o tratamento repetido com a RES, no 10º dia. Concluímos que alterações nociceptivas precedem as alterações motoras, enquanto a força permanece inalterada no modelo progressivo de parkinsonismo induzido por repetidas e baixas doses de RES, reforçando a ideia de que a dor seja um dos sinais precoces da DP. Além disso, animais com parkinsonismo se mostraram mais suscetíveis às alterações auditivas por exposição aos ruídos ambientais, sugerindo uma possível relação entre a DP e a predisposição à perda de audição, inclusive em fase pré-motora da doença.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALESSANDRA MUSSI RIBEIRO
Interno - 1316604 - LUIS FELIPE SOUZA DA SILVA
Presidente - 2225863 - MURILO MARCHIORO
Notícia cadastrada em: 13/07/2015 14:01
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