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Banca de DEFESA: FERNANDA MENDONÇA ARAÚJO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FERNANDA MENDONÇA ARAÚJO
DATA: 27/02/2015
HORA: 09:00
LOCAL: Sala 01 do Pólo de Pós-Graduação/POSGRAP, Campus de São Cristóvão
TÍTULO: Efeito da Corrente Interferencial na fibromialgia: ensaio clínico randomizado.
PALAVRAS-CHAVES: corrente interferencial, fibromialgia, dor crônica generalizada, analgesia, terapia por estimulação elétrica.
PÁGINAS: 80
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

A fibromialgia (FM) é uma síndrome, de etiologia desconhecida, caracterizada por dor
musculoesquelética crônica generalizada e hiperalgesia, principalmente em pontos
específicos, chamados “tender points”. Além disso, essa síndrome está associada a
alterações psicossomáticas, tais como fadiga crônica, depressão, ansiedade e distúrbios
do sono. A corrente interferencial (CI) é um tratamento não-farmacológico e não-invasivo comumente utilizado na promoção do alívio sintomático da dor. Apesar da sua
utilização no tratamento da dor, há pouca evidência que suporte o uso efetivo da CI em
pacientes com FM. Além disso, pouco se conhece sobre os parâmetros ideais de
estimulação por meio da CI. Sendo assim, o presente estudo teve, como objetivo,
investigar os efeitos de diferentes intensidades de estimulação com CI no alívio dos
sintomas presentes em indivíduos com FM. Este trabalho trata-se de um ensaio clínico
randomizado, controlado por placebo e duplamente encoberto. Para avaliação dos
efeitos da CI antes e após o tratamento, foram medidos os seguintes desfechos (com
seus respectivos instrumentos) em cada sessão de aplicação da CI: limiar de dor por
pressão (LDP: algometria digital), limiar sensitivo cutâneo (LSC: filamentos de von
Frey) e intensidade de dor em repouso (Escala Numérica de 11 pontos). Além disso,
foram também mensurados, no primeiro e no último dia de atendimento: impacto da
fibromialgia (Questionário de Impacto da Fibromialgia), nível de depressão (Inventário
de Depressão de Beck), ansiedade (Inventário de Ansiedade Traço-Estado),
incapacidade física (Questionário de Incapacidade Roland Morris), capacidade
funcional (testes de Sentar e Levantar e Timed Up and Go), medo de movimentar-se
(Escala de Cinesiofobia de Tampa), catastrofização da dor (Escala de Catastrofização
da Dor), caracterização da dor (Questionário de Dor McGill), qualidade de vida (Short
Form Health Survey 36), somação temporal (Teste de Somação Temporal), modulação
condicionada da dor (Teste de Modulação Condicionada da Dor) e intensidade de
fadiga (Escala Numérica de 11 pontos). Foram recrutadas 27 mulheres com FM, que
foram alocadas em três grupos de estudo: Motor (n= 10; a CI foi aplicada em alta
intensidade, com contração motora), Sensorial (n=8; alta intensidade, porém sem
contração motora) e Placebo (n=9), a uma frequência de amplitude modulada em 100
Hz. Foram realizadas 10 sessões de tratamento e os eletrodos foram aplicados na região
paravertebral. Os testes t de Student e ANOVA para medidas repetidas foram utilizados
para comparação dos resultados encontrados, intra-grupo, antes e após o tratamento.
Nenhum dos grupos de estudo apresentou alteração significativa dos valores de LDP e
LSC nos 18 tender points específicos para FM, e na intensidade de dor a cada sessão de
tratamento com CI (p>0,05). No entanto, nas mulheres alocadas no grupo motor, foi
observado aumento significativo do LDP, mensurado no teste de modulação
condicionada da dor (p≤0,03), além de redução significativa na amplificação da
intensidade de dor da somação temporal (p=0,001) após o término do tratamento.
Apenas o grupo motor apresentou redução significativa no impacto da doença (p=0,01),
depressão (p=0,006), estado de ansiedade (p=0,01), cinesiofobia (p=0,002),
catastrofização (p=0,008), índice de classificação da dor (p=0,04), fadiga (p=0,02) e
quantidade de tender points (p=0,04), além do aumento da qualidade de vida (p=0,006).
Dessa forma, os resultados encontrados, no presente estudo, fornecem fortes evidências
de que a CI, apenas quando aplicada em altas intensidades de estimulação, é um
tratamento eficaz na redução dos sintomas presentes em indivíduos com FM.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1656787 - JOSIMARI MELO DE SANTANA
Externo ao Programa - 2034694 - KARINA LAURENTI SATO
Externo à Instituição - NIVALDO ANTONIO PARIZOTTO
Notícia cadastrada em: 29/01/2015 11:04
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