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Banca de DEFESA: GLEICE PRADO LIMA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GLEICE PRADO LIMA
DATA: 31/05/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de reuniões do NPGECIMA
TÍTULO: A construção de argumentos em aulas de Biologia: Controvérsias em torno das vacinas
PALAVRAS-CHAVES: Argumentação, Ensino de Biologia, Sequencia de Ensino Investigativa, Vacinas
PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Ensino-Aprendizagem
ESPECIALIDADE: Métodos e Técnicas de Ensino
RESUMO:

As aulas de Biologia têm pouco priorizado o desenvolvimento de práticas argumentativas relacionadas às demais práticas epistêmicas inseridas nas instâncias sociais de produção, comunicação e avaliação do conhecimento científico. O que se percebe são aulas em que o educador é exposto a uma série de desafios para tornar os avanços tecnológicos e científicos acessíveis para os alunos, sendo necessário, portanto, o planejamento e desenvolvimento de atividades que contribuam efetivamente para transformar as aulas de Biologia em ambientes investigativos. Sequências de Ensino Investigativas (SEI’s) contribuem para que os alunos entendam o fazer científico, por meio da criação de ambientes propícios para a construção de argumentos na perspectiva da ciência escolar. Considerando tal fato, buscamos, nesta pesquisa, analisar o processo de elaboração de argumentos por alunos em uma sequência didática desenvolvida em torno do tema vacinas, bem como caracterizar a estrutura de tais argumentos, tendo em vista os recorrentes movimentos pró e antivacinas. Com tal objetivo, foi elaborada e aplicada uma Sequência de Ensino Investigativa (SEI) para 18 alunos do 1º Ano do Ensino Médio do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe. A SEI foi elaborada de acordo com o modelo proposto por Pedaste et al. (2015) e possui como questão central: O uso de vacinas deve ser opcional? Os dados foram obtidos por meio de gravações em vídeos e aplicação de questionários. A análise dos dados, envolveu: a) segmentação das aulas em episódios, b) transcrições das falas dos alunos e docente, considerando os episódios mais representativos da evolução das ideias dos alunos; b) mapeamentos das respostas escritas dos alunos; c) identificação das práticas discursivas entre docente e alunos que favoreceram a argumentação; d) diferenciação das perguntas argumentativas e explicativas; e) categorização das perguntas explicativas e f) caracterização dos argumentos produzidos pelos alunos. Considerando as análises dos argumentos produzidos pelos alunos ao longo das atividades, verificamos como estes foram tornando-se sofisticados, apresentando aportes que fundamentavam cientificamente as deduções ou hipóteses para as questões investigativas propostas. Para análise dos argumentos orais e escritos dos alunos, utilizamos o Padrão do argumento de Toulmin (TAP). Verificamos que os alunos, em grande maioria, elaboraram argumentos compostos por conclusões (C) coerentes, ancoradas em dados (D) empíricos ou teóricos; alguns refutadores (R) para limitar suas conclusões e qualificadores (Q), que informavam sobre o nível de relação entre os dados e as conclusões. Os resultados apontam que é de suma importância o desenvolvimento de atividades que promovam a argumentação nas aulas de Biologia.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1039338 - ADJANE DA COSTA TOURINHO E SILVA
Interno - 1296993 - DIVANIZIA DO NASCIMENTO SOUZA
Externo à Instituição - MARIA CLARA PINTO CRUZ
Notícia cadastrada em: 23/05/2019 15:10
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