Dissertações/Teses

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2020
Descrição
  • DANIEL SOARES SILVEIRA
  • A teoria das ideias e o conceito de identidade pessoal em Locke
  • Orientador : ANTONIO CARLOS DOS SANTOS
  • Data: 19/02/2020
  • Dissertação
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  • No capítulo XXVII, do livro II, do Ensaio sobre o entendimento humano, John Locke estabelece a identidade pessoal como se resumindo na identidade da consciência. Nosso objetivo, nesta dissertação, é apresentar as razões derivadas da sua teoria das ideias que levam o autor do Ensaio a essa posição. Tendo isso em vista, dividimos nosso texto em quatro partes: na primeira, expormos a crítica de Locke a existência de ideias inatas e sua teoria lockiana das ideias, afirmando que delas decorrem a concepção lockiana de identidade pessoal; na segunda, apresentamos as discussões preliminares de Locke referente à identidade pessoal; na terceira, analisamos a noção de identidade; no quarto, trabalharemos o conceito de identidade pessoal no capítulo “Da identidade e diversidade”. Com isso, pretendemos contribuir para os estudos sobre Locke no Brasil, principalmente nas questões relacionadas ao conceito de identidade pessoal.

2019
Descrição
  • GIOVANI PINTO LIRIO JUNIOR
  • Inatismo Linguístico: uma introdução ao pensamento chomskyano
  • Orientador : WILLIAM DE SIQUEIRA PIAUI
  • Data: 23/05/2019
  • Dissertação
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  • Este trabalho pretende investigar os principais aspectos do inatismo linguístico de Noam Chomsky. Para tanto, nossa pesquisa será dividida em trêsmomentos. No primeiro momento, faremos um resumo dos principais fundamentos históricos e filosóficos queserviram delastropara o resgate do inatismolinguístico no início da segunda metade do século XX, para em seguida, fazermos uma breve caracterização do inatismochomskyano que vê a linguagem humana como um objeto natural. No segundo momento, buscaremos compreender os principais conceitos e bases metodológicas do inatismochomskyano que culminaram no modelo de Princípios e Parâmetros. Por fim, no terceiro momento, faremos uma breve apresentação acerca dos principais pressupostos da Biolinguística, a saber: a evolução da linguagem, a estrutura orgânica da linguagem e a relação entre linguagem e neurociência.

  • GUSTAVO ANDRADE PRADO
  • A BUSCA ESTÉTICA DE EDMUND BURKE: UMA DISTINÇÃO ENTRE O SUBLIME E O BELO
  • Orientador : ARTHUR EDUARDO GRUPILLO CHAGAS
  • Data: 29/04/2019
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa tem como objetivo investigar os conceitos estéticos do filósofo irlandês Edmund Burke (1729 – 1797). Seu legado à civilização, no que concerne a seus estudos sobre o tema, foi plasmado nas palavras que constituem o “tratado”, como o autor o denomina, Uma Investigação Filosófica sobre a Origem de nossas Ideias do Sublime e do Belo, cuja primeira edição foi publicada no ano de 1757. Em decorrência de haver destinado grande parte da sua existência à vida política, eternizou-se nas alíneas do tempo com a obra Reflexões sobre a Revolução em França, de 1790, o que lhe rendeu o eterno renome de “pai do conservadorismo”. Por outro lado, Immanuel Kant (1724 – 1804) o considerou como o filósofo empirista mais importante em questões estéticas. De fato, o tratado de Burke respira empirismo, embora o autor lance mão de variados métodos, a exemplo da indução newtoniana, e alusões ao cartesianismo e outras influências, em sua busca de vislumbrar uma teoria sobre o sublime e o belo, ainda que ciente das dificuldades, e limitar-se a remontar esses atributos às suas origens. Uma gama de pensadores e correntes de pensamento embasam seus argumentos, abrangendo a filosofia, literatura, religião (católica) e ciência. Abrangência essa que, por vezes, obstrui a essência da matriz que tenta esboçar com os seus conceitos. Assim, este estudo será movido a sondar se Burke foi bem-sucedido em construir uma teoria estética, ou o quanto ele se aproximou desse objetivo. Procuraremos mostrar que o pensador irlandês buscou essa teoria na caracterização e na distinção do sublime e do belo. Ao fim, mostrar-se-á ponderações sobre o gosto e as possíveis razões da sua diversidade.

    Esta pesquisa tem como objetivo investigar os conceitos estéticos do filósofo irlandês Edmund Burke (1729 – 1797). Seu legado à civilização, no que concerne a seus estudos sobre o tema, foi plasmado nas palavras que constituem o “tratado”, como o autor o denomina, Uma Investigação Filosófica sobre a Origem de nossas Ideias do Sublime e do Belo, cuja primeira edição foi publicada no ano de 1757. Em decorrência de haver destinado grande parte da sua existência à vida política, eternizou-se nas alíneas do tempo com a obra Reflexões sobre a Revolução em França, de 1790, o que lhe rendeu o eterno renome de “pai do conservadorismo”. Por outro lado, Immanuel Kant (1724 – 1804) o considerou como o filósofo empirista mais importante em questões estéticas. De fato, o tratado de Burke respira empirismo, embora o autor lance mão de variados métodos, a exemplo da indução newtoniana, e alusões ao cartesianismo e outras influências, em sua busca de vislumbrar uma teoria sobre o sublime e o belo, ainda que ciente das dificuldades, e limitar-se a remontar esses atributos às suas origens. Uma gama de pensadores e correntes de pensamento embasam seus argumentos, abrangendo a filosofia, literatura, religião (católica) e ciência. Abrangência essa que, por vezes, obstrui a essência da matriz que tenta esboçar com os seus conceitos. Assim, este estudo será movido a sondar se Burke foi bem-sucedido em construir uma teoria estética, ou o quanto ele se aproximou desse objetivo. Procuraremos mostrar que o pensador irlandês buscou essa teoria na caracterização e na distinção do sublime e do belo. Ao fim, mostrar-se-á ponderações sobre o gosto e as possíveis razões da sua diversidade.

  • CARLOS KLEYVON ARAUJO SOUZA
  • Arte e modernidade no jovem Hegel
  • Orientador : EVERALDO VANDERLEI DE OLIVEIRA
  • Data: 29/03/2019
  • Dissertação
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  • O trabalho analisa o conceito de modernidade no jovem Hegel, perguntando-se pelo papel da arte. Em sua concepção, a cisão do mundo da cultura em arte, moral e ciência sob o império da razão cria uma ruptura entre o passado e o futuro. Com base em uma “utopia estética”, Hegel verifica na arte a possível solução aos problemas da modernidade. A pesquisa se apoia em duas visões acerca da modernidade em Hegel, quais sejam, a de Jürgen Habermas e a de Charles Taylor. Na perspectiva de Habermas, Hegel foi o primeiro filósofo a tratar a modernidade como problema, pois aquela tem a singularidade de procurar a todo momento fundamentar-se em seus próprios conceitos. Na visão de Taylor, Hegel concebe a modernidade como o tempo da revolução subjetiva, o que originou a nova teoria política e a nova concepção de liberdade. Taylor, neste ponto, liga a nova posição da arte à reflexão de Herder e Schiller, e não imediatamente a Hegel, mas, mesmo assim, ainda se trata da “utopia estética”.

  • ALANA BOA MORTE CAFE
  • Natureza Humana e História em David Hume.
  • Orientador : MARCOS FONSECA RIBEIRO BALIEIRO
  • Data: 20/03/2019
  • Dissertação
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  • O presente estudo busca examinar as relações entre história e natureza humana em David Hume, tendo em vista que a natureza humana é objeto privilegiado para o autor e que as narrativas históricas aparecem expressivamente ao longo de sua obra. A história se associa ao tipo de conhecimento com o qual Hume se encontra comprometido, uma vez que os exemplos retirados da história se apresentam como um recurso à experiência nos raciocínios do autor: a tarefa de fundar todo conhecimento na experiência encontra, nos relatos históricos, não só matéria em ampla quantidade, mas também forma textual de particular interesse. E, se a história é fundamento experimental nos raciocínios de Hume, então o conhecimento da natureza humana deve se dar a partir do estudo da história, donde se pergunta – de que modo a história ensina sobre os princípios da natureza humana? Quanto a isso, argumenta-se que, em Hume, a história vai constituindo a natureza humana, afirmação com a qual se quer indicar (a)o reconhecimento de uma perspectiva histórica como ponto de partida da filosofia e (b) a necessidade de regular os resultados da investigação filosófica à experiência conforme a investigação se desenvolve, o que se faz a partir também dos relatos da história. Em outras palavras, o presente estudo defende que a filosofia humeana requer um conhecimento da natureza humana que se elabora, dentro do texto, tendo por fundamento uma experiência histórica, o que só pode ser plenamente entendido ao se assumir, fora do texto, a existência de condições para a atividade filosófica de igual modo pensadas historicamente.

  • CINTHIA ALMEIDA LIMA
  • RATIO ANSELMI: ARGUMENTO OU ARGUMENTOS ONTOLÓGICOS DE SANTO ANSELMO?
  • Orientador : JOAO ALEXANDRE DE VIVEIROS CABECEIRAS
  • Data: 28/02/2019
  • Dissertação
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  • Esta dissertação tem por escopo constatar se procede a alegação, feita pela primeira vez por Norman Malcolm (1911-1990), de que no Proslógio, escrito por Santo Anselmo (1033-1109), há dois argumentos ontológicos, não um, opostamente ao que sempre se pensou. Para tanto, foram estabelecidas três etapas: tecer breves considerações sobre a vida de Anselmo e apresentar sua argumentação no Proslógio, o que é feito no primeiro capítulo; analisar como Malcolm distingue os dois argumentos, o que é feito no segundo capítulo; inspecionar se o próprio Anselmo entende que o Proslógio contém dois argumentos ontológicos e decidir, com base nas etapas anteriores, se há mesmo dois argumentos ontológicos no Proslógio, o que é feito no terceiro capítulo.

  • JEDIEL ALVES DE OLIVEIRA
  • O saber prudencial: a retomada dos saber médico/retórico na critica de vico ao método de estudos do seu tempo
  • Data: 28/02/2019
  • Dissertação
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  • O presente trabalho trata da crítica empreendida pelo filósofo Giambattista Vico (1688-1744) ao modelo pedagógico e científico vigente em sua época, que a princípio ele discute em uma obra de “juventude”, o De nostritemporisstudiorum ratione (De Ratione), de 1708. Muito influenciado pelo cartesianismo, a RatioStudiorum (método de estudo) a qual Vico se opõe, provocaria, segundo o filósofo, a fragmentação do conhecimento em diversos campos dos saberes na modernidade, além de romper com os preceitos da tradição retórica que servia de base ao humanismo cívico do qual Vico pode ser considerado um expoente tardio. Frente a esse processo disseminado pelo cartesianismo, Vico irá retomar alguns preceitos da tradição médico/retórica, sobretudo os pensadores antigos Hipocrates e Cícero, que servem de base para alicerçar sua crítica ao cartesianismo. Todavia, devemos frisar que o intento viquiano não se dá necessariamente porque a difusão do cartesianismo alterou a produção de conhecimento da modernidade, mas sim pelas consequências danosas da aplicação do método. Vico mostra, por exemplo que o processo de especialização das ciências ao invés de torná-las mais eficientes pode justamente surtir o efeito contrário, tornando-as estéreis. Além disso, outra preocupação de Vico diz respeito à pedagogia. Assim, de um ponto de vista pedagógico, o cartesianismo, para Vico, desprestigia faculdades importantes ao desenvolvimento da criança ao sugerir um método pautado na arte crítica ou arte de julgar, ou seja, um método que dá relevo às ciências apodíticas e formais como álgebra, matemática e geometria em detrimento das artes humanas (arshumanitatis), como a história, a retórica, a poética e o direito, que tratam do possível, do provável e do verossímil. Aos olhos de Vico essa formação gera danos ao engenho agudo que compreende as faculdades ligadas ao sensível como a memória, a imaginação e a inventividade, que são cruciais ao desenvolvimento cognitivo e social, bem como à prática política. Vico mostra que a negligência da RatioStudiorum frente a estas faculdades pode acarretar prejuízo na formação de sujeitos, tornando-os inaptos à vida civil, ao debate político e à possibilidade refletir sobre suas próprias condições. Frente a isso, Vico propõe um modelo pedagógico mais abrangente que preserve a critica de índole cartesiana e a tópica inventiva que é um preceito fundamental da tradição retórica. Essa formação complementar e processual evitaria danos à faculdades importantes e, por conseguinte, que o pensamento especializado se tornasse mero instrumento de domínio, provocando o que Vico chama na Ciência Nova de “barbárie da reflexão”

  • MARCOS SÁVIO SANTOS AGUIAR
  • Elementos para uma ética no primeiro Sartre: um estudo sobre o Ser e Nada
  • Orientador : ROMERO JUNIOR VENANCIO SILVA
  • Data: 27/02/2019
  • Dissertação
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  • Esta dissertação tem o objetivo de compreender a natureza da relação entre o Ego e a consciência na filosofia de Sartre. Pretende-se com isso mostrar que Sartre não pode reivindicar para si a totalidade da subjetividade humana, pois há um campo de uma superfície inconsciente no qual ocorrem formas de subjetividades que extrapolam o campo da consciência sartreana. Inicialmente, pretende-se compreender como ocorre a relação de imanência entre o Ego e a consciência nas filosofias da imanência. Posteriormente, veremos a crítica de Sartre a essas filosofias: compreenderemos como Sartre, com sua filosofia da transcendência, liberta a consciência da interioridade. Por fim, mostraremos que o Ego, mesmo fora da consciência, faz com que esta receba dele emanações de modo que a consciência, sob influência do Ego, não perceba emissões de singularidades que ocorrem na superfície inconsciente.

  • ALIPIO JOSÉ VIANA PEREIRA NETO
  • Definições preliminares para amu classificação das falacias informais
  • Orientador : ALDO LOPES DINUCCI
  • Data: 05/02/2019
  • Dissertação
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  • Cuida-se de dissertação cujo objetivo é compreender e criticar a abordagem tradicional das falácias informais, bem como algumas das contribuições fornecidas pelas abordagens contemporâneas. Pretende-se, com isso, apresentar uma concepção de falácia informal capaz de sustentar ulterior classificação, de sorte que essa seja passível de ser usada como ferramenta objetiva de análise e avaliação do discurso argumentativo. Inicialmente expomos, de modo geral, qual o escopo da Lógica Formal e o que são as falácias formais. Posteriormente, apresentamos uma caracterização mais detalhada da Lógica Informal, em cotejo com as noções de Lógica Formal e falácia formal, previamente definidas. Na sequência, exibimos nossa crítica sobre o tratamento padrão das falácias informais, conferido dentro da competência da Lógica Formal, examinando e criticando, também, as contribuições trazidas pelas abordagens contemporâneas, em sede de Lógica Informal. Por fim, revelamos nosso ponto vista sobre a noção de falácia informal e como ela se relaciona com a possibilidade de sua classificação.

2018
Descrição
  • ALTIÉRIS BORTOLI
  • TECNOLOGIA E ONTOLOGIA DA HISTÓRIA: A técnica como compreensão, desvelamento e obscurecimento na crítica de Heidegger à modernidade.
  • Orientador : ARTHUR EDUARDO GRUPILLO CHAGAS
  • Data: 25/04/2018
  • Dissertação
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  • Nesta pesquisa, será analisada a essência da tecnologia na ontologia hermenêutica de Martin Heidegger (1889-1975). Considerando o texto A Questão da Técnica (1953), Heidegger postula que a tecnologia não é um meio de produção, mas um modo de Verdade, isto é, de “essenciação” do Ser no sentido grego do desvelar. Esse desvelamento, ontologicamente ambivalente porque é o próprio Ser que se desvela ao mesmo tempo se velando, constitui o movimento da história do Ocidente como aberturas de mundo “prévias’ para compreensão dos entes. Nesse sentido, a tecnologia é somente um modo de Verdade na constelação da história que Heidegger nomeia metafísica. A compreensão tecnológica do mundo, como modo de saber, perde seu vigor se não for levada ao seu espaço vital, isto é, a História. As obras Ser e Tempo (1927), Nietzsche I e II (1936/46) e Contribuições à Filosofia (1930/40) nos fornecem as ferramentas necessárias para explorar a ontologia da História. A questão central deste trabalho é: como o Ser, na tecnologia, atua contra sua própria essência Historial? Esta tarefa exige o esclarecimento de duas questões basilares. Primeiro, o que significa o termo “Ser” na filosofia heideggeriana? A noção de “a priori” (Kant) “perfeito” (Heidegger) será norteadora nesta etapa da pesquisa. Segundo, qual o sentido da História? As múltiplas respostas para esta questão – realismo ôntico, idealismo ontológico ou temporal –, derivam de uma interpretação do Ser como a priori (perfeito) que se essenciahistorialmente. O a priori, porém, se ofusca se não for lançado para dentro da ontologia, ou melhor, da diferença ontológica, na distinção da relação entre ser e ente. A natureza do a priori nos permite dizer como, na História, o Ser atua contra sua essência através da tecnologia.

  • MARCUS DE AQUINO RESENDE
  • GÓRGIAS DE LEONTINOS: FILÓSOFO, RETOR, POLÍTICO E SUA RETÓRICA DO KOSMOS SOCIAL
  • Orientador : ALDO LOPES DINUCCI
  • Data: 28/02/2018
  • Dissertação
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  • O objetivo da pesquisa que suscita este trabalho é identificar a função primordial da retórica de Górgias de Leontinos. Pretendemos explorar o contexto da sofística no século V destacando os conflitos da época em função das duras críticas de Platão e Aristóteles aos sofistas. Passaremos então pelo ressurgimento e reinterpretação da sofística no século XIX com a leitura de Hegel do Protágoras. Com esse pano de fundo estabelecido, propomos identificar Górgias dentre os sofistas, visto que as pesquisas apontam para uma diferenciação significativa entre Górgias e os demais, incluindo Protágoras. A formação de Górgias como filósofo, seu desempenho como o retor que abalou Atenas e sua experiência política como diplomata fornecem substrato para a defesa de uma retórica que exigia dos seus interlocutores uma postura filosófica prática, ligada à vida da polis, com o objetivo específico de preparar lideres que fossem capazes de tomar decisões que levassem em consideração a ordem social.

  • EDSON PEIXOTO ANDRADE
  • O PROBLEMA DO SENTIDO EM DELEUZE
  • Orientador : WILLIAM DE SIQUEIRA PIAUI
  • Data: 26/02/2018
  • Dissertação
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  • Este trabalho pretende investigar o problema do sentido em Gilles Deleuze, tendo como base a obra Lógica do sentido. Em nossa investigação, buscaremos compreender como o sentido-acontecimento engendra uma nova forma de fazer filosofia que não está centrada no paradigma da representação, mas objetiva um permanente resgate da dimensão do sentido-acontecimento. Para tanto, investigaremos também aquelas que, segundo Deleuze, são suas fontes principais para a construção da lógica do sentido, a saber, a doutrina estóica dos incorporais, a filosofia de Leibniz, além de alguns textos de Lewis Carroll que, de acordo com o filósofo francês, são exemplos de atuação do sentido-acontecimento na linguagem.

  • ISMAR FRANCISCO PRADO TORRES
  • WALTER BENJAMIN E O CINEMA: OBRA DE ARTE E A POSSIBILIDADE DA EXPERIÊNCIA NA MODERNIDADE
  • Orientador : EVERALDO VANDERLEI DE OLIVEIRA
  • Data: 26/02/2018
  • Dissertação
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  • Este estudo pretendeu desenvolver uma reflexão sobre uma possível articulação entre a estética de Walter Benjamin sobre o cinema, proposta em A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica, e sua filosofia da experiência. A questão central que norteou esta pesquisa pode ser exposta da seguinte maneira: é possível a construção de um cinema politicamente eficaz e que, ao mesmo tempo, possa estimular o desenvolvimento da experiência no sentido benjaminiano e esteja a serviço da emancipação da humanidade? Para responder a esta questão, foi necessário analisar as reflexões de Benjamin sobre a modernidade e as diversas consequências advindas do “efeito de choque”. Além disso, se buscou também refletir sobre a estética de Benjamin em relação ao cinema, principalmente suas considerações sobre a reprodutibilidade técnica e sobre o desencantamento da obra de arte através da perda da aura. Por fim, se buscou articular a estética de Benjamin à sua filosofia da história, a fim de se pensar as funções sociais do cinema e a possibilidade da constituição da experiência através deste. Nesse sentido, se analisou os conceitos de inconsciente ótico e de jogo.

2017
Descrição
  • YBÍNE DIAS CORREIA
  • PERCEPÇÃO E EXPRESSÃO ARTÍSTICA NA FENOMENOLOGIA DA PERCEPÇÃO DE MAURICE MERLEAU-PONTY
  • Orientador : ANTONIO JOSE PEREIRA FILHO
  • Data: 09/06/2017
  • Dissertação
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  • A presente dissertação pretende estudar a noção de “expressão simbólica” em obras de arte na primeira fase do pensamento de Maurice Merleau-Ponty, especialmente na obra Fenomenologia da percepção, partindo da ideia de que já nesta obra a noção “expressão simbólica” está esboçada, sendo desdobrada e aprofundada nas obras posteriores do autor. Mostraremos como as noções de corpo próprio e percepção são fundamentais para se pensar tanto a “expressão perceptiva” quanto a “expressão artística” ou simbólica, sobretudo na primeira fase de seu pensamento, na medida em que o corpo percebe o mundo de forma espacial e temporal no “logos do mundo estético”. Por meio de análises das filosofias e psicologias clássicas, Merleau-Ponty pretende abordar o fenômeno da percepção, procurando investigar a estrutura da correlação do sujeito (corpo próprio) com o mundo e com os outros, distanciando-se de toda forma clássica (moderna) de atribuição às intelecções pré-concebidas da percepção. Na obra de Merleau-Ponty, a descrição da estrutura da percepção liga-se à noção de um corpo suscetível de expressar arte e sedimentar significações como no caso da fala e da literatura. Neste trabalho, pretendemos apenas nos situar na primeira fase de seu pensamento, especificamente nas obras Fenomenologia da Percepção (1945) e O primado da percepção e suas consequências filosóficas (1946). Para dar conta do nosso objetivo, o trabalho está dividido em cinco capítulos: no primeiro, intitulado “Crítica aos prejuízos da tradição”, descrevemos a crítica de Merleau-Ponty às faculdades perceptivas das filosofias e psicologias clássicas; no segundo, “Corpo próprio: o sujeito da percepção”, procuramos descrever a noção de sujeito encarnado (corpo próprio), diferente do corpo objeto e sujeito pensante concebido pela tradição clássica; no terceiro, “A percepção e suas estruturas”, descrevemos em linhas gerais a estrutura da percepção segundo Merleau-Ponty; no quarto capítulo, “A expressão no âmbito da percepção”, procuramos descrever a noção de expressividade do mundo a partir da percepção do sujeito, ou seja, “as coisas como elas são” a partir da espontaneidade do mundo vivido e do corpo próprio que o percebe; por fim, no último capítulo, “O corpo e a expressão artística”, o assunto principal de análise é o capítulo VI da primeira parte da Fenomenologia da percepção (O Corpo como expressão e a fala), em que por meio deste capítulo procuramos evidenciar a presença da noção de expressão simbólica já na Fenomenologia da percepção. Nesse sentido, o corpo próprio pode ser comparado à obra de arte, sendo, portanto, uma forma de superação das dicotomias clássicas: corpo e alma; sujeito e objeto; consciência e mundo. Veremos que a arte e a linguagem (expressão simbólica) na filosofia de Merleau-Ponty possui uma peculiaridade extremamente singular enquanto expressão de um sujeito que se liga às amarras carnais do mundo.

  • DANIEL FRANCISCO DOS SANTOS
  • Benjamin e Freud: sobre a possibilidade do inconsciente histórico
  • Orientador : EVERALDO VANDERLEI DE OLIVEIRA
  • Data: 29/05/2017
  • Dissertação
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  • presente estudo analisa as possíveis relações entre o conceito freudiano de inconsciente e o conceito benjaminiano de história. Tal análise tem por objetivo perseguir a seguinte pergunta norteadora: é possível o “inconsciente histórico”? Na busca deste inconsciente da história, mostra-se que não só a psicanálise pode ser aplicada à história, como também ela própria tem uma perspectiva peculiar da história. A perspectiva psicanalítica da história pode ser vislumbrada, pelo menos, de duas maneiras distintas: a partir do problema da filogênese e do mecanismo de distorção. A primeira possibilita pensar um tipo de desenvolvimento marcadamente histórico, enquanto a segunda permite pensar a própria história como distorção. Destes desenvolvimentos da psicanálise são extraídos aspectos que possibilitam pensar os elementos oníricos presentes na concepção de história de Walter Benjamin. A consideração da influência do contexto histórico no inconsciente bem como da possibilidade de um canal temporal através das neuroses, dos sonhos e das lembranças encobridoras pode franquear o acesso aos conteúdos de épocas passadas, os quais foram conservados, segundo Freud, mediante fixação no inconsciente. Por sua vez, a consideração acerca da presença de tais conteúdos do passado no inconsciente pode lançar luz sobre importantes aspectos da crítica benjaminiana da história.

  • PERCY DANIEL ARCE SANTOS
  • “A relação entre propriedade e estado em John Locke”
  • Orientador : MARCOS FONSECA RIBEIRO BALIEIRO
  • Data: 07/03/2017
  • Dissertação
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  • O presente trabalho visa investigar a importância do conceito de propriedade para a construção do Estado na obra do filósofo inglês John Locke. Para isso, o trabalho foi dividido em três capítulos. O texto discorre sobre o conceito de propriedade em Locke, bem como sobre as interpretações que dele fizeram os principais comentadores da obra política do filósofo inglês. Desenvolve-se, em seguida, conceito lockeano de Estado, explicando-se as características deste, bem como a maneira pela qual, segundo Locke, ele é constituído a partir do consentimento dos indivíduos. Mostra-se, então, em que medida seu surgimento é determinado pela propriedade. Finalmente, discorre-se, de maneira mais extensa, sobre as relações entre o conceito de propriedade e o de Estado.

  • EDILAMARA PEIXOTO DE ANDRADE
  • “DERRIDA: linguagem e força”
  • Orientador : WILLIAM DE SIQUEIRA PIAUI
  • Data: 23/02/2017
  • Dissertação
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  • Este trabalho pretende investigar o processo de desconstrução do Direito proposto pelo filósofo argelino Jacques Derrida, a partir da leitura da obra Força de Lei: o fundamento místico da autoridade. Em nossa investigação buscaremos compreender também porque, para o filósofo, a desconstrução é apresentada como sendo uma experiência do impossível, e qual a relação entre essa experiência e a possibilidade de Justiça. Para desenvolvermos nossa investigação utilizaremos também outros textos do filósofo argelino, que nos alicerçarão em nossa pesquisa, como Torres de Babel, Espectros de Marx, O monolinguismo do outro, Da hospitalidade, bem como em textos de outros filósofos, em geral citados por Derrida e comentadores, buscando entender as críticas e apropriações que o desconstrucionista faz do pensamento de tais autores no decorrer do texto que está sendo analisado.

  • MYKAEL MORAIS VIANA
  • O conceito de coisas indiferentes em Locke
  • Orientador : ANTONIO CARLOS DOS SANTOS
  • Data: 22/02/2017
  • Dissertação
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  • A presente pesquisa objetiva analisar o conceito de coisas indiferentes no pensamento de John Locke (1632-1704). Defendemos que esse conceito é o argumento chave na tese da separação entre Estado e religião. Essa hipótese nos permitirá compreender porque Locke limita a tolerância, excluindo ateus e papistas da sociedade, além de não defender o direito à liberdade de consciência como fundamento da tolerância, optando pelo fundamento político, em detrimento do moral ou teológico. Através de uma análise estrutural do texto, apoiada em comentadores conceituados, pretendemos mostrar o lugar do conceito de coisas indiferentes no pensamento político de Locke. Isso nos permite entender melhor as principais mudanças entre seus textos de juventude e maturidade, sobretudo no que diz respeito ao tema central em questão. Partiremos de uma análise dos Opúsculos sobre o governo, dos Ensaios sobre a lei de natureza e do Ensaio sobre a tolerância determinando a extensão e o posicionamento de Locke sobre tema das coisas indiferentes, para depois analisarmos a Carta acerca da tolerância e os Dois tratados sobre o governo, com o intuito de delimitar o escopo da nossa pesquisa. O Ensaio sobre o entendimento servirá como auxiliar para as questões ligadas à fé e ao conhecimento de Deus, o que para Locke vem a ser importante quando ele se depara com os ateus e também com os católicos. A pesquisa está organizada em sete tópicos, onde abordamos de forma cronológica as ideias e argumentos do nosso autor acerca do tema das coisas indiferentes e seu lugar no conceito de tolerância.

  • CLOVES THIAGO DIAS FREIRE
  • “O problema do movimento na meta-física de Descartes & Leibniz”
  • Orientador : SERGIO HUGO MENNA
  • Data: 21/02/2017
  • Dissertação
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  • Até que ponto a hipótese da harmonia preestabelecida, do filósofo alemão G. W. Leibniz se constitui como uma resposta inteligível às inconsistências do modo cartesiano e newtoniano de pensar o problema do movimento, seja dos corpos animados, seja dos corpos inanimados? Será com vistas a responder a este questionamento que, grosso modo, direcionamos nossa pesquisa. Para nós, a noção de movimento se constitui de forma problemática na filosofia natural do início da modernidade, pois, Descartes com fundamento em sua metafísica das substâncias distintas postula um interacionismo causal (ou filosofia dos corpos animados) que se for aceito como uma teoria inteligível acarreta em graves violações das leis universais da natureza, mais especificamente sobre o princípio da conservação da total quantidade do movimento (filosofia dos corpos inanimados). Por seu turno, Newton, ao tentar refutar a filosofia cartesiana do movimento dos corpos inanimados, adota uma noção de espaço absoluto que tem como suas principais características ontológicas a independência dos corpos e sua total similitude. Ocorre que, como apontará Leibniz, a filosofia interacionista cartesiana se assenta sobre um equivocado conceito de substância e por conta dista o plano das causas eficientes interfere no plano das causas finais, tendo como consequências a violação das leis da natureza. Igualmente, ao tomarmos o espaço absoluto newtoniano como uma entidade real, não haverá movimento observável possível, posto que o espaço será totalmente indiscernível, não sendo possível assinalar as mudanças de situação que um corpo desenvolve neste espaço tota simul. Neste sentido, com vistas a alcançar nosso objetivo, promovemos a análise dos textos canônicos destes filósofos, confrontando-os uns com os outros e nos referenciando nas correspondências trocadas entre eles e seus maiores interlocutores. Como resultado, acreditamos que conseguimos apresentar de forma satisfatória um dos maiores debates do início da era moderna que tem em seu bojo o problema do movimento, tanto dos corpos animados quanto dos corpos inanimados. Problema que encontra na filosofia leibniziana, com a hipótese da harmonia preestabelecida, sua formulação mais bem acabada, pois ao passo que considera o reino material e o reino imaterial incomunicáveis supera boa parte das inconsistências e violações metafísicas sobre as leis físicas do movimento. Acreditamos que este trabalho possui relevância significativa, pois recompomos o debate sobre o problema do movimento na filosofia de Descartes, Newton e Leibniz, tendo como fio condutor a premissa de que a metafísica deveria fundar os pressupostos da física. E será exatamente no campo da metafísica que Leibniz estruturará seu pensamento amparado na formulação de um novo conceito de substância: a Mônada.

  • SIZINIO LUCAS FERREIRA DE ALMEIDA
  • Guerra e conflitos por recursos naturais: Grotius, Rousseau e os desdobramentos contemporâneos da questão.
  • Orientador : EVALDO BECKER
  • Data: 14/02/2017
  • Dissertação
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  • O presente trabalho visa examinar a questão dos conflitos por recursos naturais, e em especial pela água, na reflexão filosófica moderna, e alguns de seus desdobramentos contemporâneos. Para tanto, partiremos das reflexões do jurista e filósofo holandês Hugo Grotius acerca das tentativas de privatização dos mares no século XVII, expostas tanto no Mare liberum (1609), quanto no Direito da guerra e da paz (1625), e dos conflitos e guerras gerados em função disso. Em um segundo momento examinaremos a recepção desse debate, pelo filósofo genebrino Jean Jacques Rousseau, no século XVIII, e os desdobramentos do mesmo em autores contemporâneos como Maude Barlow e Michel Serres. Estes examinam os atuais conflitos e guerras motivados pelo mau uso dos recursos naturais e pelas tentativas de privatização das águas, infringindo o que os autores propõem que seja considerado enquanto um direito humano à água e que está alicerçado no debate moderno acerca do direito natural.

2016
Descrição
  • SHIRLEI DANTAS SILVA ALVES
  • O projeto sobre a paz perpétua em Saint-Pierre e Rousseau
  • Orientador : EVALDO BECKER
  • Data: 30/05/2016
  • Dissertação
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  • O Projeto para tornar perpétua a paz na Europa foi publicado na Europa entre 1713 (I e II
    tomos) e 1717 (III tomo), na sequência do tratado de paz de Utrecht e foi resumido e
    publicado por Jean-Jacques Rousseau em 1761. No entanto, o juízo crítico do Projeto de paz
    perpétua (Julgamento), que foi escrito por Rousseau juntamente com o Extrato será publicado
    apenas em 1782, após a morte do filósofo de Genebra. O objetivo principal desta pesquisa é
    analisar o tema da paz perpétua tal como este é apresentado no Projeto para tornar perpétua
    a paz na Europa, escrito por Charles-Irénée Castel de Saint-Pierre, e nos escritos de Rousseau
    sobre a paz perpétua, ou seja, no Extrato e no Julgamento do Projeto de paz perpétua. Desta
    maneira, pretendemos investigar a legitimidade e os perigos decorrentes das tentativas de
    implementação de "ligas supranacionais" que procuram estabelecer a paz entre os Estados em
    nível internacional.

  • LUIZ CARLOS GOMES JUNIOR
  • O republicanismo de Montesquieu.
  • Orientador : ANTONIO CARLOS DOS SANTOS
  • Data: 26/02/2016
  • Dissertação
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  • O objetivo desta pesquisa é analisar o republicanismo de Montesquieu. Com a publicação de O espírito das leis, os censores enxergaram na obra uma inclinação do seu autor aos governos republicanos e um odium monarchie. Aos censores Montesquieu respondeu que os dois governos eram bons e que o melhor dos dois era aquele do qual se dispõe. O filósofo foi, com efeito, um crítico do absolutismo monárquico francês, porém jamais defendeu a República como uma solução aos males políticos da nação francesa. Por outro lado, não negava sua admiração pelas instituições dos governos republicanos, tinha um profundo interesse pela história das Repúblicas antigas (Atenas, Lacedemônia e Roma) e a linguagem, as fontes e os temas que rodeiam o ideário republicano foram uma constante desde os seus primeiros escritos políticos até O espírito das leis. Assim, os censores de O espírito das leis teriam sido os primeiros a levantar indiretamente uma possível abordagem republicana do pensamento de Montesquieu. Entretanto, acabaram por reforçar a imagem do pensador ligado à Monarquia que se tornaria determinante para o modo como suas idéias seriam interpretadas e recepcionadas nos debates políticos que envolveram a formação da República francesa durante os séculos XVIII e XIX. Uma hipótese de leitura republicana em Montesquieu tardaria acontecer e não viria pelas lentes das fontes clássicas do republicanismo – Platão, Aristóteles, Cícero e Maquiavel – que nutriam as reflexões do filósofo sobre o assunto. No primeiro capítulo, demonstraremos que ela foi construída pela perspectiva liberal, em que os intérpretes de Montesquieu discutem a natureza moderna da constituição inglesa no livro XI de O espírito das leis, no qual o filósofo desenvolveu sua teoria da divisão dos poderes e da liberdade política. Para defender essas marcas modernas da constituição inglesa, os intérpretes confirmam que o filósofo francês tinha uma admiração pelos governos republicanos antigos, em que a idéia de virtude era o seu motor, mas que Montesquieu caminharia, ao longo da sua produção intelectual, em direção ao reconhecimento da constituição inglesa como um regime político mais adequado aos anseios e à liberdade dos modernos. As marcas modernas desse modelo de organização política estariam, por exemplo, na proteção da liberdade individual, na forma representativa de governo, na tripartição dos poderes, no império da lei e na exploração da riqueza das sociedades comerciais. No segundo capítulo, demonstraremos que a linguagem republicana de Montesquieu pode ser traçada através da temática da relação entre a virtude (o interesse público) e a riqueza (interesses privados) e que a possibilidade de determinação de um equilíbrio entre elas estaria na mesma base de determinação da liberdade política da constituição inglesa. Assim, uma forma difusa e distribuída de poder seria uma maneira de anular os efeitos das desigualdades de riquezas entre os homens nas esferas de decisão do poder e impedir tanto o domínio de uma parcela da sociedade sobre a outra quanto o predomínio dos interesses particulares sobre o interesse público. Esperamos que esta pesquisa possa suscitar novos trabalhos e leituras sobre Montesquieu no Brasil.

  • ROSÂNGELA SOUSA DE ALMEIDA
  • Educação e Narração em Walter Benjamin
  • Orientador : ANTONIO JOSE PEREIRA FILHO
  • Data: 24/02/2016
  • Dissertação
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  • A presente dissertação busca estudar a relação entre narração e educação na perspectiva benjaminiana. Para tanto, seguiremos o seguinte percurso, dividido em dois momentos. No primeiro momento, abordaremos alguns textos escritos na juventude do autor, como A vida dos estudantes e, em seguida, passaremos à análise dos textos Experiência e pobreza (1933) e O Narrador (1936), nos quais é tematizado o diagnóstico de crise na modernidade, provocada pelo avanço da técnica e do capitalismo e, segundo a tese de Benjamin, isso ocasiona a substituição da “experiência” (Erfahrung) coletiva pela “vivência” (Erlebnis) subjetiva e fragmentária, o que permite explicar o desaparecimento da arte de narrar e de transmitir saber. Diante desse quadro, a dissertação busca uma resposta para a seguinte pergunta: será possível, com o fim das narrativas tradicionais, construir uma alternativa pedagógica vinculada à formas inovadoras de narrativa que tentem responder à pobreza da condição humana na modernidade? Se Baudelaire, através da “experiência do choque” presente em sua obra, é visto por Benjamin como um exemplo para se pensar a poesia lírica no auge do capitalismo, no campo da prosa, a obra de Proust ou Kafka, são alguns exemplos de formas de narrativa que, cada qual a seu modo, suscitam reflexão nos leitores. Ora, no segundo momento do nosso estudo, mostraremos que a obra teatral de Brecht através de técnicas de “estranhamento” produz efeito análogo nos espectadores. Nesta parte da dissertação, o intuito é compreender como se apresenta os mecanismos estéticos revolucionários presentes no teatro “épico” ou “narrativo” desenvolvido por Brecht e que Benjamin analisa no texto O que é o teatro épico? Indicaremos também o teatro “didático” com os seus aparatos de fazer pensar através jogo teatral, como vemos no Programa de um Teatro Infantil Proletário, como um mecanismo de aprendizagem fundamental, conforme Benjamin

  • ILMÁRIO DE SOUZA PINHEIRO
  • A função das virtudes pragmáticas na aceitação das teorias científicas no empirismo construtivo de Bas van Fraassen
  • Orientador : ADILSON ALCIOMAR KOSLOWSKI
  • Data: 23/02/2016
  • Dissertação
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  • Essa dissertação tem como objetivo apresentar o debate a respeito da função das virtudes pragmáticas na aceitação de teorias científicas no empirismo construtivo de Bas van Fraassen. O empirismo construtivo caracteriza-se, em especial, no interior do nível epistemológico em contraposição à proposta epistemológica oponente, o realismo científico. As virtudes pragmáticas, como estratégias metodológicas, desempenham relevante papel na aceitação de teorias, sem estabelecer qualquer envolvimento com um compromisso ontológico. Para aprofundar o papel das virtudes pragmáticas, esse trabalho será apresentado em três capítulos. No primeiro capítulo, apresentaremos uma introdução geral ao tema das virtudes pragmáticas, por meio de alguns aspectos e conceitos gerais que nos permitem situar a problemática das virtudes na filosofia da ciência, tais como: virtude, realismo científico e empirismo construtivo. Os capítulos seguintes têm por objetivo apresentar o debate a partir de virtudes específicas, a saber, simplicidade e poder explicativo. No segundo, apresentaremos a defesa do status pragmático da simplicidade em contrapartida às reinvindicações de que essa virtude epistêmica capaz de guiar a afirmação de verdade das teorias científicas. No terceiro e último, apresentaremos a defesa da explicação como virtude pragmática, a partir da consideração pragmática adotada por van Fraassen, a qual concebe a explicação como uma relação entre teoria, fato e contexto em reação a perspectiva tradicional que se limita aos dois primeiros termos. Com essa análise crítica, pretendemos aprofundar a relevância das ideias de van Fraassen sobre as virtudes pragmáticas, a fim de compreender como elas colaboram para oferecer uma metodologia adequada à interpretação da ciência, sem se envolver com os postulados de verdade pressupostos pelo realismo científico.

  • VALTER DUARTE MOREIRA JUNIOR
  • Notas sobre a lógica estoica
  • Orientador : ALDO LOPES DINUCCI
  • Data: 19/02/2016
  • Dissertação
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  • A proposta dessa dissertação é apresentar os principais tópicos concernentes à teoria estoica da proposição (axioma) e da teoria estoica dos argumentos, partindo dos principais comentadores e dos textos primários, mostrando que a lógica estoica é uma lógica proposicional similar em muitos aspectos à lógica proposicional contemporânea.

  • HUDSON KLÉBER PALMEIRA CANUTO
  • LEIBNIZ: A ORIGEM DOS FRANCESES: TRADUÇÃO, APRESENTAÇÃO E COMENTÁRIOS
  • Orientador : WILLIAM DE SIQUEIRA PIAUI
  • Data: 18/01/2016
  • Dissertação
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  • O livro de Leibniz De origine Francorum disquisitio (Dissertação sobre a origem dos franceses) de 1715 foi escrito um ano antes da morte do filósofo de Leipzig. É uma obra de dimensões reduzidas. Consta de 44 páginas e 38 capítulos. O livro pode ser divido em quatro partes. Nele Leibniz vai apresentando a temática da origem dos franceses, remontando-a a uma origem germânica. A primeira parte (capítulos I-IX) é a origem da discussão do tema. Na segunda parte (capítulos X-XXIX) Leibniz dá a descrição da migração dos francos na Alemanha, desde a Lei sálica. A terceira parte (capítulos XXX-XXXVII) tratará dos franceses propriamente ditos. A quarta parte (capítulo XXXVIII) traz uma espécie de conclusão. O objetivo de Leibniz é fazer os franceses herdeiros dos antigos francos, o uso do termo latino francus dá-lhe azo a isso; pois, com essa palavra ele engloba tanto uns quanto outros. Daí deriva a escolha proposital de escrever em latim. Essa tradução relaciona-se com outras traduções produzidas no Brasil sobre a questão da língua e das origens das nações para Leibniz.

2015
Descrição
  • ROGER SANTOS SOARES
  • NIETZSCHE E DOSTOIÉVSKI: O DIAGNÓSTICO DA CONSCIÊNCIA COMO DOENÇA
  • Orientador : ROMERO JUNIOR VENANCIO SILVA
  • Data: 27/08/2015
  • Dissertação
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  • O presente trabalho pretende investigar como algumas observações feitas a respeito do homem ocidental, principalmente no período moderno, foram “coincidentemente” compartilhadas pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche e o escritor russo Fiódor Dostoiévski. O ponto principal da investigação diz respeito ao diagnóstico feito pelo romancista em sua novela Memórias do subsolo que afirma que a consciência é uma doença. Literariamente apresentado através da alegoria da "patológica consciência hipertrofiada", o racionalismo exacerbado da modernidade é percebido como um problema, tanto por Dostoiévski quanto por Nietzsche. Com base no pensamento nietzschiano pretendemos analisar essa alegoria presente na obra supracitada, e buscar compreender como essa interpretação ou diagnóstico feito pelo literato russo é corroborado pelo filósofo alemão. Nietzsche observa que Dostoiévski, a partir dessa constatação, faz uma primorosa análise sobre o homem moderno ressaltando que o processo de supervalorização da racionalidade pode representar um perigo para a saúde psicológica de uma cultura. No entanto, percebe-se que em Memórias do subsolo não são formuladas alternativas redentoras ou curativas para o homem moderno. E foi essa ausência de alternativas que fez com que buscássemos essa possibilidade no pensamento de Nietzsche, que mesmo antes de tomar contato com a referida obra de Dostoiévski, já vinha se encaminhando para desenvolver caminhos que pudessem nos direcionar para a saída desta situação.

  • JOSE DOS ANJOS JUNIOR
  • Teoria da modernidade e razão comunicativa em Habermas
  • Orientador : EVERALDO VANDERLEI DE OLIVEIRA
  • Data: 26/06/2015
  • Dissertação
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  • A investigação presente é dedicada à teoria habermasiana da modernidade, em particular, no que se refere aos conceitos de racionalização, de reificação e de razão comunicativa. Tais conceitos são desenvolvidos a partir da reflexão crítica de Habermas a propósito de Max Weber e Georg Lukács, dado que estes constituíram fortemente o vínculo entre a teoria da modernidade e a teoria da sociedade. Razão pela qual, para perseguir os objetivos propostos, será examinada, sobretudo, a "Teoria do agir comunicativo" (1981). Com efeito, a teoria habermasiana da modernidade, ao defrontar-se com Weber e Lukács, constitui o objeto de pesquisa deste trabalho, cujo problema pode ser assim formulado: de que maneira a teoria habermasiana da modernidade fornece as bases de seu conceito de racionalidade comunicativa? Weber entende as patologias da modernidade em termos de “perda de sentido” e “perda da liberdade”, ambas decorrentes do processo de “racionalização social”. Lukács, em sua apropriação e transformação de Weber, elabora tais patologias sob o conceito de "reificação”. Habermas, por sua vez, põe o problema em termos de “colonização do mundo da vida” pelo sistema social. À medida que Habermas atribui aos dois primeiros o caráter de análise unilateral, por levarem em consideração somente o conceito restrito de racionalidade, ele busca desenvolver um diagnóstico que abarque as patologias da modernidade em toda a sua amplitude, oferecendo como resposta o conceito complexo de racionalidade comunicativa. Deste modo, a teoria da modernidade fornece o diagnóstico de época, identificando as patologias da modernidade, cuja terapia é tarefa assinalada à racionalidade comunicativa.

  • ANDERSON FRANCISCO DOS SANTOS
  • A soberania e a questão da guerra justa: Rousseau crítico de Grotius
  • Orientador : EVALDO BECKER
  • Data: 27/02/2015
  • Dissertação
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  • O presente trabalho pretende investigar os conceitos de soberania, direito da guerra e a questão da guerra justa nas perspectivas de dois autores modernos, a saber: o jurista holandês Hugo Grotius (1583-1645) e o filósofo genebrino Jean-Jacques Rousseau (1712-1778). O interesse pelo presente tema se justifica a partir do momento em que, pesquisar e compreender bem esses conceitos nos faz entender melhor a importância do conceito de soberania e da guerra justa tanto no âmbito das relações internacionais quanto no âmbito da Ética e da Filosofia Política. Para tanto, examinaremos os escritos de Rousseau, sobretudo, o Emílio (1762) especialmente o livro V, o Contrato Social ou princípios do direito político (1762) e os Princípios do Direito da guerra; já no que Concerne a obra de Grotius, concentraremos nossa atenção na leitura do Direito da guerra e da paz (1625).

  • MARIA LÚCIA RIZZETTO PATROCINIO
  • Progresso e História: Voltaire contra Pascal
  • Orientador : EDMILSON MENEZES SANTOS
  • Data: 27/02/2015
  • Dissertação
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  • O objetivo deste trabalho é avaliar o confronto entre Voltaire e Pascal, levando-se em conta o vínculo entre progresso e história, tentando compreender as particularidades de cada proposta sobre esses temas.O esforço é entender os conteúdos de suas filosofias nos baseando em uma comparação entre ambas, guiando-nos pelo conceito de progresso, o qual nos aparece com aspectos radicalmente diferentes e mesmo opostos, e demonstrar que os dois filósofos fazem da história matéria de reflexão filosófica. Voltaire pensa um conceito de história longe dos dogmas e das fábulas, no qual a razão impera; Pascal, diferentemente, enfatiza o sentido da história entendendo-a de modo sagrado, ou seja, sob uma perspectiva teológica. Assim, reconstruiremos, aqui, a proposta de Voltaire, destancando a dissoluçã da unidade que havia na perspectiva teológica da história até então, propondo uma história secular da civilização, distinta da história sagrada desenvolvida pela filosofia de Pascal. Podemos afirmar, antes de tudo, que este trabalho busca refletir de que maneira a ideia de progresso foi colocada em dúvida pela teologia da história, e de que modo formou-se uma reação que tornou o vínculo entre progresso e história uma marca conceitual, estabelecendo, portanto, importantes parâmetros para o nascimento da filosofia da história moderna. Afinal, o “espírito histórico”, aqui entendido como um interesse pela história, enquanto trajetória dos homens responsáveis por si mesmos, com uma realidade humana reconhecida como autônoma e construída no tempo, se mostra associado ao “espírito moderno”, confirmando, de tal modo, uma nova e radical interpretação.

    Prof. Edmilson Menezes
    NEPHEM/Universidade Federal de Sergipe

  • EDUARDO LIMA DOS SANTOS
  • VALOR, ESTRATÉGIA E IMPARCIALIDADE: CONCEITOS FUNDAMENTAIS NA FILOSOFIA DA CIÊNCIA DE HUGH LACEY
  • Orientador : ADILSON ALCIOMAR KOSLOWSKI
  • Data: 27/02/2015
  • Dissertação
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  • O objetivo dessa dissertação é analisar os conceitos fundamentais presentes na filosofia da ciência de Hugh Lacey: Valor, Estratégia e Imparcialidade. Esses conceitos são basilares para que se haja a efetiva compreensãodo modelo de atividade científica que Lacey defende a partir da inserção axiológica na ciência. Lacey estabelece um modelo de atividade científica alternativo ao modelo tradicional da ciência. Seu modo de conceber a atividade científica perpassa pela consolidação dos valores nos momentos que compõem a atividade científica. Esses conceitos, muito embora analisado de forma individualizada, encontram-se entrelaçados na proposta de Lacey e estão em constante conexão com a atividade científica. No primeiro capítulo, investigamos a concepção de valor na filosofia da ciência de Lacey. Definimos o que o autor entende por valor, assim como acerca de suas tipologia, quais sejam, valor cognitivo e valor não-cognitivo. No segundo capítulo, investigamos as estratégias de pesquisa que são adotadas para o desenvolvimento da atividade científica. Aqui, a restrição das teorias e a observação dos dados empíricos são fundamentais para a ciência. Nesse capítulo, observamos a defesa que Lacey realiza ao pluralismo metodológico, uma vez que os valores contextualizantes permitem a diversidade de interesses por parte do cientista. No terceiro capítulo, analisamos o conceito de imparcialidade, assim como apresentamos os momentos constitutivos da atividade científica para Lacey. Finalizamos essa pesquisa acadêmica tornando explícito o entrelaçamento dos conceitos fundamentais da filosofia da ciência de Hugh Lacey.

  • EMERSON CALISTRO DE SOUZA
  • LEI E LIBERDADE: O LUGAR DO POVO NO REPUBLICANISMO DE MAQUIAVEL.
  • Orientador : EVALDO BECKER
  • Data: 26/02/2015
  • Dissertação
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  • Nossa pretensão neste trabalho está em evidenciar, a partir dos Discursos sobre a primeira Década de Tito Lívio, o lugar que o povo ocupa no republicanismo de Maquiavel e sua relação com a lei e a liberdade. Na tradição do pensamento político, ninguém ousou arrolar o povo como guardião da liberdade, a regra desde os Gregos até os humanistas renascentistas era um republicanismo do tipo aristocrático onde a guarda da liberdade era instituída e exercida pelos grandes. De maneira diversa, Maquiavel interpreta a história política da república romana e verifica que a potência política alcançada por essa república só foi possível quando a guarda da liberdade esteve com o povo. Por esta razão, acreditamos que o tema proposto aqui tem sua pertinência filosófica de forma expressa nos Discorsi. Com efeito, nossa hipótese nesta dissertação é a de que a relação entre lei e liberdade nos Discorsi encontra no povo, quando livre, o seu fundamento maior, pois é a partir da oposição feita pelo povo, quando livre, face ao desejo de dominação dos grandes que se estabelece uma relação peculiar entre lei e liberdade. Por fim, os tumultos ou conflitos civis feitos pelo povo, quando não corrompido, face ao desejo dos grandes, acaba por definir o tipo de republicanismo defendido por Maquiavel nos Discorsi.

  • GUSTAVO HENRIQUE DOS SANTOS GUIMARÃES
  • Da obra ao conceito: a narrativa da desmaterialização da arte em Arthur Danto
  • Orientador : ANTONIO CARLOS DOS SANTOS
  • Data: 26/02/2015
  • Dissertação
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  • Em sua obra A transfiguração do lugar-comum, Arthur C. Danto apresenta as primeiras bases, ao menos as mais consistentes, de sua filosofia da arte não sem recorrer a um tipo de narrativa que relata o percurso de aprendizados e enfrentamentos empreendido pelo protagonista que, enfim, é recompensado com o autoconhecimento. Será a partir desse Bildungsroman, agora protagonizado pela arte, que trataremos algumas questões que surgem ao longo desse curso evolutivo que supostamente a arte percorrerá, desde sua pré-consciência marcada pela subordinação a certa narrativa legitimadora até sua autoconsciência e consequente fim. A necessidade de se definir a arte, a decretação de seu fim, e uma efemerização de suas propriedades materiais ou estéticas sintetizam nossas preocupações ao longo deste trabalho.

  • MERIELLE DO ESPÍRITO SANTO BRANDÃO
  • ACERCA DO PÓS-HUMANO: O DEBATE CONTEMPORÂNEO
  • Orientador : ANTONIO JOSE PEREIRA FILHO
  • Data: 13/02/2015
  • Dissertação
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  • O referido trabalho tem como objeto de estudo as relações entre o conceito moderno de homem, a noção de dignidade humana e o cenário pós-humano na contemporaneidade presentes na discussão de autores como Peter Sloterdijk e Jürgen Habermas. A problemática do “humano” e sua superação/transformação será pensada pelo viés filosófico, uma vez que a questão já se encontra constantemente debatida nas esferas política, jurídica e social. Inicialmente nossa pesquisa irá sondar o arcabouço de teorias, debates e direções sobre a noção de “homem”, bem como suas metamorfoses nas estruturas conceituais que perpassam a discussão acerca da necessidade de superação do ideal humanístico-moderno; almejando, assim, entender os mecanismos de efetivação da noção de pós-humano a partir desta superação que reconfigura o homem de modo inimaginável e nunca antes vivido na história. Destarte, mediante o quadro de transformações e indagações que emergem, faz-se necessário investigar como se dá a discussão sobre os preceitos éticos, morais e políticos relativos ao homem frente a um cenário inovador.

  • WASHINGTON DOS SANTOS OLIVEIRA
  • A questão do belo e sua manifestação na arquitetura nos Cursos de Estética de Hegel
  • Orientador : OLIVER TOLLE
  • Data: 27/01/2015
  • Dissertação
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  • Nesta dissertação dedicamo-nos ao exame do modo como Hegel em seus Cursos de Estética lida com a questão do belo e de sua manifestação sensível na arquitetura. Nesse sentido, atentos ao tratamento dado pelo filósofo alemão ao belo em sua acepção mais geral, bem como considerado na sua imediatez natural, sobretudo, porém, à discussão em torno do belo artístico, ocupamo-nos em problematizar por fim o desdobramento da sua efetivação histórica em uma abordagem bastante circunscrita, a saber, a da arquitetura como bela arte. Sem desconsiderar as diferentes configurações históricas da arquitetura, detemo-nos no tratamento em torno da arquitetura clássica, especificamente na forma do templo grego, procurando compreender o modo como para Hegel o belo efetiva-se historicamente nesta arte e o que ela dá a conhecer a respeito do movimento do espírito, apesar dos limites nela encontrados.

2014
Descrição
  • TELMA MARIA SANTOS MACHADO
  • ÉTICA DA RESPONSABILIDADE AMBIENTAL EM HANS JONAS E A RELEVÂNCIA DO DIÁLOGO ENTRE A FILOSOFIA, A BIOLOGIA E O DIREITO
  • Orientador : CONSTANCA TEREZINHA MARCONDES CESAR
  • Data: 25/09/2014
  • Dissertação
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  • Este trabalho versará sobre a ética da responsabilidade de Hans Jonas e procurará demonstrar a relevância, em plena era tecnológica, do diálogo entre a Filosofia, a Biologia e o Direito. Embora se reconheça a necessidade de uma ampla interação entre as várias áreas do conhecimento frente aos desafios de uma responsabilidade ambiental que redunde na possibilidade de se ter o que Jonas denomina de “vida humana autêntica no planeta”, tornou-se imprescindível proceder a um corte epistemológico em vista da necessária limitação temática. À luz principalmente de assertivas constantes do livro O Princípio Responsabilidade, o tema ética ambiental será analisado do ponto de vista biológico, jurídico e especialmente filosófico, em capítulos específicos, porém não estanques, eis que a proposta ética de Jonas norteará a análise de cada um deles.

  • VAGNER GOMES RAMALHO
  • O DESENVOLVIMENTO DA CIÊNCIA SEGUNDO THOMAS S. KUHN: ANÁLISE E CRÍTICA DO MODELO PROPOSTO NA ESTRUTURA DAS REVOLUÇÕES CIENTÍFICAS
  • Orientador : SERGIO HUGO MENNA
  • Data: 28/04/2014
  • Dissertação
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  • O livro de Thomas S. Kuhn, A Estrutura das revoluções científicas (1962), foi recebido pela comunidade filosófica e científica como um texto revolucionário. Nele, Kuhn propõe uma nova forma de compreender o desenvolvimento científico. Diferentemente dos filósofos da ciência de sua época, que viam o desenvolvimento científico como um largo processo de acumulação, Kuhn propôs que o desenvolvimento científico está marcado por processos de ruptura denominados “revoluções científicas”. Em ocasião da edição japonesa da Estrutura, em 1969, Kuhn introduziu um Posfácio, que considero parte integrante de sua noção de desenvolvimento científico, pois é complementar ao seu modelo e traz esclarecimentos sobre as questões tratadas na obra de 1962. Conforme o modelo inicial de desenvolvimento presente no conjunto Estrutura/ Posfácio, as rupturas no processo de desenvolvimento científico são marcadas pela sucessão de paradigmas. Os paradigmas, para Kuhn, são uma espécie de arcabouço teórico-metodológico. Eles direcionam a atividade científica para a compreensão dos fenômenos estudados por uma comunidade científica. Com esta Dissertação pretendo analisar de forma crítica o modelo de desenvolvimento científico presente na Estrutura, discorrendo sobre os conceitos chave necessários para o entendimento do modelo.

  • CRISTIANO DE ALMEIDA CORREIA
  • EM TORNO DAS INSTITUIÇÕES POLÍTICAS DE JEAN-JACQUES ROUSSEAU
  • Orientador : EVALDO BECKER
  • Data: 27/02/2014
  • Dissertação
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  • O objetivo geral da presente dissertação é apresentar, a partir dos textos que comporiam as Instituições Políticas,o pessimismo de Rousseau acerca do tema das relações internacionais. Tema que será abordado pelo viés da guerra. Da guerra após o pacto e o consequente surgimento dos Estados-Nação. Para tanto é fundamental que se aborde o assunto em vista de maneira linear, mantendo como centro o conhecimento do homem. O caminho a ser percorrido é o que leva à degeneração do ser humano a partir do ingresso na sociedade civil. Tal ingresso tem como proposta fomentar e manter a paz, porém, com o advento do Estado, ser moral cuja extensão e força são puramente relativas, cria uma correspondência desigual entre eles, engendrando guerras. Assim, o homem se vê numa condição mista: como indivíduo isolado, refém da lei natural; como cidadão partícipe da ordem social, submetido à lei civil; e como povo soberano, livre para relacionar-se com outros povos numa esfera internacional carente de mecanismos reguladores. Assim, dividimos a presente pesquisa em dois Capítulos. No primeiro, trataremos a questão do homem natural e do estado de natureza - caracterizado por Rousseau como um período de isolamento e simplicidade - até o momento do pacto “histórico”, gerador de uma ordem social corrupta, fruto da degeneração dos atributos naturais do homem ao ingressar na vida em sociedade. O Estado é criado, e com ele nasce a guerra.No segundo capítulo, apresentaremos o tema da fundação dos Estados-Nação e suas relações na esfera internacional. Abordaremos a questão da formação de uma sociedade legítima, bem constituída, como remédio para amainar as agruras decorrentes do “pacto histórico”. Trabalharemos sobretudo com os conceitos de liberdade, soberania e vontade geral. Em seguida adentraremos no tema da guerra, destacando os conceitos de estado de guerra e guerra legítima, ressaltando mais ainda o pessimismo de Rousseau acerca de uma solução definitiva para o problema. Por fim, apresentaremos o debate entre Rousseau e Diderot acerca da possibilidade de uma sociedade geral do gênero humano como solução para a paz. Nossa hipótese éa de que o projeto das Instituições Políticas,como um todo, se concretizado, traria elementos que colocaria Rousseau como um escritor mais próximo do realismo político do que a tradição e os manuais de filosofia supõem, tentando assim, dar nossa pequena contribuição à imensa bibliografia sobre o tema. Os principais textos de Rousseau aqui analisados são: oDiscurso sobre a Desigualdade, o Contrato Social, o Princípios do direito da guerra e o segundo capítulo do Manuscrito de Genebra intitulado Da sociedade geral do gênero humano. Estes três últimos comporiam o projeto inacabado das Instituições Políticas.

  • JOELSON SANTOS NASCIMENTO
  • O ENTIMEMA NA ARTE RETÓRICA DE ARISTÓTELES: SUA ESTRUTURA LÓGICA E SUA RELAÇÃO COM O PATHOS E O ETHOS
  • Orientador : ALDO LOPES DINUCCI
  • Data: 26/02/2014
  • Dissertação
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  • Na Arte Retórica, duas formas podem ser utilizadas para realizar uma demonstração: o exemplo, considerado por Aristóteles como indução, e o entimema, com sua forma dedutiva. Trataremos neste trabalho do entimema como um “corpo” (sṓma) que carregará consigo as provas do discurso. Mostraremos sua estrutura silogística e dialética para compreendermos o seu uso. Mas isso não será suficiente se não entendermos também as matérias primas pelas quais o entimema é nutrido. Essa forma dedutiva, adaptada ao discurso retórico, tirará suas premissas de lugares-comuns a todos os gêneros do discurso (deliberativo, judicial e epidíctico) e lugares específicos a cada um deles. Mas a matéria prima que nos interessa é aquela fornecida pelo caráter moral (éthos) do orador e das disposições criadas por ele nos ouvintes (páthos). Estas são as provas artísticas (éntechnai pístis) que são fornecidas pelo orador por meio do próprio discurso. Nosso objetivo nesta dissertação é o de mostrar a estrutura lógica do entimema, assim como sua relação com esses dois tipos de provas.

  • CLEBER RICK DANTAS DE CARVALHO
  • DIVERSIDADE, LIBERDADE E EDUCAÇÃO: ASPECTOS DA TOLERÂNCIA EM MONTESQUIEU
  • Orientador : ANTONIO CARLOS DOS SANTOS
  • Data: 24/02/2014
  • Dissertação
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  • Esse trabalho tem como tema a tolerância em Montesquieu e por objetivo analisá-la a partir de três aspectos em sua obra: diversidade, liberdade e educação. A razão de focar nessas três noções está na busca por uma compreensão exegética acerca dos princípios constitutivos que sustentariam sua concepção de tolerância. Nesse sentido, alguns problemas basilares norteiam essa pesquisa: qual a gênese conceitual da tolerância em Montesquieu? Haveria em seus textos noções intermediárias que se interligariam e remeteriam a esse conceito? Em quais princípios a tolerância repousa? A hipótese a ser testada é a de que para se chegar a uma concepção de tolerância foi necessário a esse autor defender antes a valorização da diversidade, a manutenção da liberdade e o auxílio da educação. O que se procura averiguar é a ideia segundo a qual o autor do “Espírito das Leis” teria percorrido um caminho conceitual formado fundamentalmente por um tríplice pilar, (diversidade, liberdade e educação) para chegar a uma conceituação posterior da tolerância. Para testar essa afirmação optou-se em desenvolver esse trabalho em três capítulos, os quais configuram três objetivos específicos: 1) Pensar o tema da diversidade vinculado ao de tolerância; 2) Relacionar a liberdade política à liberdade religiosa; 3) Vincular o tema da educação ao da tolerância. No primeiro capítulo, discorrer-se-á acerca da noção de diversidade a partir de três campos específicos: o físico, o social e o político. No segundo capítulo, serão abordados os conceitos de liberdade política e liberdade religiosa. E, no terceiro capítulo, discorrer-se-á acerca da educação nas três formas governos: monarquia, despotismo e república. Esta pesquisa visa a acrescentar à bibliografia incipiente sobre Montesquieu no Brasil, de forma particular, no sentido de abordar perspectivas ainda não exploradas.

  • FLAUBERT MARQUES DA CRUZ
  • VERDADE E PALAVRA CANTADA: O ESTATUTO DA LINGUAGEM POÉTICA NA POLITEIA DE PLATÃO
  • Orientador : CICERO CUNHA BEZERRA
  • Data: 24/02/2014
  • Dissertação
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  • Platão no livro X da Politéia realiza uma ação pouco observada ao longo das análises da crítica platônica aos poetas, a saber, a abertura para a recondução dos mesmos à cidade ideal. Sua crítica, portanto, segundo nossa interpretação, se pauta nas necessidades oriundas das transformações que operam durante o transcorrer dos séculos V e IV a. C., período no qual ocorre, além da dissolução da polis, a transição da cultura oral, típica de sociedades tradicionais, para o mundo da escrita e dos manuscritos em que o logos em contraposição ao mythos exigia uma mudança substancial nos modos da formação educacional do cidadão, visando à constituição de homens justos e que prezassem pela sabedoria dialética. Nesse trabalho nos propomos analisar a crítica platônica ao modelo mimético-poético, sua pertinência para uma formação educacional proposta por esse mesmo autor e a readequação do poeta e das suas obras para a sua reentrada na “cidade ideal” ocupando uma nova função e abordando novas temáticas.

  • JOSÉ LUCAS DE OMENA GUSMÃO
  • PÔR O FILOSOFAR EM CURSO: INTRODUÇÃO À FILOSOFIA SEGUNDO MARTIN HEIDEGGER
  • Orientador : EDMILSON MENEZES SANTOS
  • Data: 24/02/2014
  • Dissertação
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  • Para o filósofo alemão Martin Heidegger, o “Pôr o Filosofar em Curso” só é possível por meio de um acontecimento nas estruturas internas do ser-aí humano. Sendo o “Pôr o Filosofar em Curso” transeunte nas sendas da tradição, como o alcançaremos no interior do ser-aí humano? É nessa perspectiva que nos apropriamos do conceito de “Introdução à Filosofia” de Martin Heidegger com o intuito de refletir sobre os problemas que versam o caminho da filosofia enquanto atividade genuinamente humana, fazendo da mesma esclarecimento e enunciado. A filosofia mostra-se em afluxos ordenados, de modo que, durante o seu itinerário, recusa e transpõe determinados conceitos relacionados a critérios discursivos. O presente trabalho, cujo tema é “Pôr o filosofar em curso: Introdução à Filosofia segundo Martin Heidegger”, procura fazer uma leitura da obra de Heidegger, em particular dos textos “O que é Isto - a Filosofia?”, “ Introdução à Filosofia", "O Fim da Filosofia", "Carta sobre o Humanismo", “Ser e Tempo”, “Heráclito: a origem do pensamento ocidental", bem como um diálogo com a literatura heideggeriana, enfatizando as características que compõe o arcabouço intrínseco e delas abstraindo a trajetória da filosofia contida na obra do autor, com o objetivo de assimilar as suas estruturas argumentativas. As apreciações as quais seremos conduzidos trazem na sua essência o engendramento de conceitos significativos, como os conceitos de Filosofia, Liderança e Visão de Mundo, porque, segundo se quer demonstrar, conceber uma "Introdução à Filosofia" em Heidegger não restringe-se a uma discussão curricular, mas um modo de ser do próprio ser-aí humano e, consequentemente, dependemos de tais conceitos para explicitarmos o sentido do que seja de fato o "Pôr o Filosofar em Curso".

  • MAX BATISTA VIEIRA
  • HEGEL: A ABSTRAÇÃO E SEUS DESDOBRAMENTOS
  • Orientador : OLIVER TOLLE
  • Data: 14/02/2014
  • Dissertação
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  • O presente trabalho resulta de uma tentativa de síntese do nosso estudo sobre as discussões realizadas por Hegel sobre a formação da consciência no período de transição entre juventude e maturidade, particularmente entre os anos de 1802 e 1807, anos em que foram publicados, respectivamente, Fé e Saber e Fenomenologia do Espírito. Aparentemente, nesse período ganha em Hegel ênfase a importância do conceito de abstração para o conhecimento. Como tentaremos mostrar, o autor trabalha esse conceito desde o processo de formação da consciência até o ápice do conhecimento, quando é vencido o limite imposto pela abstração com a conquista do conhecimento do absoluto. Ora, reconstituir alguns dos aspectos principais desse processo de formação nos conduziu a algumas reflexões sobre o papel positivo da abstração, ou seja, de que ela representa não apenas uma perda cognitiva, mas que também é o único meio de passar paulatinamente do particular ao todo.

  • SALOMÃO DOS SANTOS SANTANA
  • CLÍNICA E MORAL EM NIETZSCHE: PSICOLOGIA MORAL COMO EXPERIÊNCIA DE SI
  • Orientador : ROMERO JUNIOR VENANCIO SILVA
  • Data: 13/02/2014
  • Dissertação
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  • Essa dissertação tem a tarefa de evidenciar o papel da experiência de vida de Nietzsche diante de sua produção filosófica e psicológica. Dando importância como o filósofo se auto-entendeu, em seu livro Ecce Homo, nos Fragmentos póstumose em suas correspondências, e interessando-se por sua “Clínica Moral” enquanto fundamento da crítica à moral, a presente pesquisa tem como tarefa demonstrar o que a Filosofia de Nietzsche deve ao seu encontro com a sua vivência e, sobretudo, a doença. Procuramos mostrar que o filósofo tributar sua “psicologia moral” à sua doença, relacionando assim, como nenhum outro filósofo, vida e obra e, com efeito, explicita que a enfermidade é o nexo entre uma e outra, desta forma podendo desdobrar o tema em saúde e doença de Nietzsche para saúde e doença em Nietzsche e mais, a psicologia em Nietzsche para psicologia de Nietzsche. Demonstrando assim, que o primeiro impulso e inspiração para o filosofar nietzschiano surgiu da necessidade de cuidar da própria saúde. Transformando, com efeito, toda a sua obra um prontuário médico, uma terapia que ele próprio usou. Entendendo a clínica, espaço onde se procura a cura, como técnica de restaurar o equilíbrio do corpo e considerando o corpo como a essência da natureza (physis) existente, podemos tomar a filosofia de Nietzsche como o engendramento de uma nova terapia: técnica de manutenção da grande saúde, a partir de uma nova proposta moral; a moral da superação de si.

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