Apresentação

O Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Sergipe nasceu a partir de três contextos bastante favoráveis. O primeiro deles foi o cenário nacional da pós-graduação brasileira, que, à época, incentivava a formação de núcleos de pesquisa, especialmente a partir da abertura de novos campi no interior do Brasil. Esta conjuntura nacional facilitou o diálogo entre esses núcleos de pesquisa e as Pró-reitorias de Pós-graduação nas instituições de ensino superior, que impulsionaram esses núcleos nascentes ou em consolidação. Graças a este trabalho, a Pró-reitoria de Pós-graduação da UFS incentivou os professores do Departamento de Filosofia desta instituição a se organizarem em torno de um projeto comum de pós-graduação.

O segundo fator importante para a formulação do PPGF foi a chegada de novos professores e o consequente reforço nas linhas de pesquisa, dando maior robustez ao projeto. O Departamento de Filosofia da UFS havia recebido novos professores, todos titulados em Filosofia e formados em grandes centros de pesquisa no país ou no exterior, o que fez com que ele fosse um dos departamentos do Centro de Educação e Ciências Humanas dos mais qualificados, com 100% de titularidade máxima na área, ou seja, com doutorado em Filosofia. Assim, com corpo docente qualificado e visando a melhoria da graduação, a proposta de um programa de pós-graduação foi praticamente uma tendência natural, que todos abraçaram com afinco. Graças a esse diálogo entre todos os docentes do Departamento de Filosofia em torno de um projeto comum, a proposta apresentava maturidade intelectual e, por isso, maior viabilidade. Essa maturidade é visível, por exemplo, pelo número crescente de professores do Departamento que tem tido êxito em projetos de pesquisa financiados pelas agências de fomento à pesquisa: cerca de 70% dos professores nos últimos anos têm ou tiveram projetos apoiados seja por agências federais (CNPq/CAPES) ou estaduais (FAPITEC-SE), ou mesmo políticas internas da Universidade de estímulo à pesquisa, o que aponta para uma razoável capacidade de captação de recursos para um Departamento pequeno e sem programa de pós-graduação stricto sensu. Isto significa que estas pesquisas se revertem em publicação e em participação em eventos científicos nacionais e internacionais de peso.

Finalmente, o terceiro e último contexto favorável foi que, graças à obrigatoriedade do ensino da Filosofia no ensino médio, à expansão da graduação nos IFES e nos novos campi e à inexistência, então, de programas de pós-graduação em Filosofia nos Estados de Alagoas e de Sergipe, a proposta se fez cada vez mais necessária e urgente. Muitos de nossos bons alunos não poderiam se deslocar para a Bahia ou para Pernambuco, estados mais próximos onde havia pós-graduação em Filosofia. Por essa razão, muitos acabavam fazendo pós-graduação em outras áreas, como em Educação, ou em Desenvolvimento e Meio Ambiente, embora pesquisassem temas filosóficos. Nossos alunos mais destacados iam com certa frequência para os grandes centros do Sul e Sudeste (UFPR, USP, UERJ, UFG, UNICAMP), ou ficavam no NE (UFRN, UFPB, UFPE), predominantemente na UFBA. O surgimento do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UFS, então, possibilitou que nossos alunos passassem a continuar seus estudos em uma instituição com professores qualificados e estrutura adequada, sem a necessidade de sair de Sergipe. Além disso, nos últimos anos, o PPGF/UFS tem se mostrado um pólo capaz de atrair, também, estudantes de diversas regiões do País. 

O Programa de Pós-Graduação em Filosofia tem como objetivo a formação de pesquisadores com sólida fundamentação teórica e capacidade de interagir com a comunidade acadêmica mediante produção filosófica de elevada qualidade.
O perfil do mestre e o do doutor em filosofia reúnem habilidades de investigação em sua área de especificidade, mas também compreensão do papel de sua pesquisa no amplo e multifacetado universo da filosofia. Esse profissional deve estar preparado também para exercer atividades de ensino em instituições de ensino superior, tendo como padrão a clareza, o rigor e a excelência dos saberes ensinados.
O Programa de Pós-Graduação em Filosofia tem como objetivo formar, por meio de seus cursos de mestrado e doutorado, pesquisadores com sólida fundamentação teórica e capacidade de interagir com a comunidade acadêmica mediante produção filosófica de elevada qualidade. O perfil do mestre e o do doutor em filosofia reúnem habilidades de investigação em sua área de especificidade, mas também compreensão do papel de sua pesquisa no amplo e multifacetado universo da filosofia. Esse profissional deve estar preparado também para exercer atividades de ensino em instituições de ensino superior, tendo como padrão a clareza, o rigor e a excelência dos saberes ensinados.

 

Áreas de Concentração

História da Filosofia Moderna e Contemporânea: essa área de concentração reflete a formação e produção acadêmica do corpo docente e se divide em duas linhas de pesquisa: Filosofia da História e Modernidade e Conhecimento e Linguagem.

 

Linhas de Pesquisa


1)      Filosofia da História e Modernidade

A linha Filosofia da História e Modernidade pretende estudar as diversas concepções modernas sobre a história e seu substrato metafísico. A história comporta uma filosofia pela exigência de tomada de consciência sobre aquilo que torna o tempo e a realidade históricos. Essa tomada de consciência receberá diversas interpretações na modernidade, e essas, por sua vez, desencadearão, na filosofia contemporânea, um fecundo e dissonante debate. Existe uma história objetiva na qual somos engajados pela nossa linguagem, nossos costumes e nossa educação. No entanto, a metafísica, enquanto sistematização geral e reflexiva do pensamento, ao se alçar inteiramente acima da experiência por meio de puros conceitos, almeja elevar a singularidade da história objetiva à universalidade e transformá-la em história da humanidade, ao propor-lhe um sujeito que, por ser a-histórico, ordena toda a história e representa todo o singular. Uma consciência histórica, portanto, estabelece e requisita uma filosofia da história, que poderá orientar as diversas áreas da ação, a exemplo da política, do direito, na medida em que permite pensar uma unidade que encarna um plano geral da razão. Além disso, a história poderia oferecer uma forma de conhecimento que concorre, em sua possibilidade de constituir sistemas, com as ciências naturais. Assim, a linha de pesquisa ambiciona analisar, comparar e investigar criticamente os diversos planos para história propostos pelos filósofos modernos e contemporâneos.

 

2)      Conhecimento e Linguagem

História da Filosofia Moderna e Contemporânea

A linha de pesquisa Conhecimento e linguagem visa investigar a construção do conhecimento, tanto na perspectiva da epistemologia quanto na da filosofia da ciência, e a sua codificação e estruturação na linguagem (seja esta abordada do ponto de vista da filosofia analítica anglo-saxônica ou da hermenêutica continental). Trata-se de refletir sobre o conhecimento em geral, no que diz respeito à sua natureza - condições necessárias - origem e justificação (perspectiva epistemológica), bem como refletir sobre o conhecimento estritamente científico e sobre a confiabilidade dos procedimentos rigorosos usados para construí-lo (perspectiva da filosofia da ciência). O interesse pela linguagem perpassa os trabalhos dos docentes especializados em filosofia da ciência, bem como de alguns docentes que se ocuparam com a semântica e a pragmática em suas pós-graduações (mestrado e/ou doutorado). É digno de nota que o interesse de vários docentes com os questionamentos filosóficos acerca das ciências humanas, das letras e das artes, faz com que a reflexão sobre a linguagem também seja operada segundo os referenciais da filosofia europeia mais tradicional.

 

Histórico da graduação em Filosofia

O curso de Filosofia da Universidade Federal de Sergipe nasceu de uma iniciativa eclesiástica. O segundo bispo de Aracaju, D. Fernando Gomes, solicitou ao governo federal a instalação de uma Faculdade de Filosofia em Sergipe, gerida por uma associação sem fins lucrativos, que se chamava Sociedade Sergipana de Cultura. Esta associação, tendo como base a Igreja, mas com forte apoio do Estado, tinha como fito primeiro formar os seminaristas para a vida eclesiástica, mas aberto também para os leigos de forma geral. Foi com este espírito que no dia 23 de fevereiro de 1951, por meio do Decreto 20311, o então Presidente da República Getúlio Vargas autorizou o funcionamento do curso de Filosofia, da Faculdade Católica de Filosofia, a FAFI, que teve como primeiro diretor, o Pe. Luciano José Cabral Duarte. Em 1954, o curso foi reconhecido pelo Decreto presidencial no 34.963. A Universidade Federal de Sergipe foi fundada em 1968, resultado da união de 4 faculdades isoladas: a Escola de Química (1948), a de Ciências Econômicas (1950), a Faculdade de Direito (1951), e por fim, a Faculdade de Filosofia (FAFI). A FAFI, ao passar a integrar a nova Universidade, transformou-se em Instituto de Filosofia e Ciências Humanas que, depois da reforma educacional de 1971, passou a ser chamado Centro de Educação e Ciências Humanas, sendo o Departamento de Filosofia uma de suas unidades. Em 1969, sobretudo, foi cada vez menor a procura pelo curso, forçando o Conselho de Ensino e Pesquisa a suspender novos vestibulares para o curso de Filosofia. Isto significou, na prática, o fim do curso de Filosofia na Universidade. Esta decisão teria sido motivada mais por questões políticas do que burocráticas, em função do recrudescimento do regime político no Brasil. No entanto, há duas versões oficiais sobre o que teria justificado o fim do curso de Filosofia: 1) que a nova estrutura universitária facilitara a migração dos estudantes do curso de Filosofia para outros, mais técnicos e vantajosos financeiramente; 2) que a formação do colegiado era heterogênea e por isso os seus componentes não eram afeitos à causa filosófica, gerando grande desinteresse pelo curso. Com a decisão do CEP, as vagas disponíveis passaram a ser preenchidas pelos cursos de História e Geografia, e os professores de Filosofia integraram o corpo docente do departamento de História. Em 1978, houve uma tentativa de retomada do curso e do departamento, que foi em vão. Uma outra tentativa se sucede, em 1982, cujo pedido ficou arquivado na acessória jurídica até 1985, sendo posto de lado logo depois. Em 1992, o Prof. Edmilson Menezes Santos retomou este projeto iniciado em 82 e deu início à nova tentativa, desta vez bem sucedida, de desmembramento dos departamentos e a consequente reabertura do curso de Filosofia. Por meio da resolução 06/93 do CONSU foi aprovada a reativação do Departamento e autorizada a reabertura do curso para o ano seguinte. Após 25 anos de longa ausência, a Filosofia voltava à Universidade Federal de Sergipe. Em 1994 deu-se início à nova fase do curso de Filosofia.

 

Secretaria

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