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Banca de DEFESA: MARIA TAIRLA VIANA GONÇALVES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA TAIRLA VIANA GONÇALVES
DATA: 02/03/2023
HORA: 09:00
LOCAL: a definir
TÍTULO: Reposicionamento do dicloridrato de meclizina como agente antiparasitário frente à Leishmania amazonensis
PALAVRAS-CHAVES: Leishmaniose cutânea (LC); Reposicionamento de fármacos; Antihistamínicos; Terapia combinada.
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Parasitologia
RESUMO:

As leishmanioses constituem um sério problema de saúde pública, onde cercade dois milhões de pessoas são acometidas por ano no mundo. As alternativas detratamento contra essas enfermidades ainda apresentam limitações, como casosrefratários e graves efeitos colaterais. Contudo, o reposicionamento de fármacos temse apresentado como uma estratégia promissora e vantajosa frente ao tratamento dasleishmanioses, uma vez que boa parte do arsenal terapêutico atual consiste emmedicamentos reaproveitados. Por isso, empregando essa estratégia, fármacos antihistamínicosforam testados contra Leishmania spp. e demonstraram resultadospromissores, indicando a necessidade de mais estudos relacionados a essa classefarmacológica. Dessa forma, este trabalho teve como objetivo avaliar o efeito dodicloridrato de meclizina (Mec), sobre formas promastigotas e amastigotas deLeishmania amazonensis in vitro. Para tanto, promastigotas em fase logarítmica decrescimento foram tratadas com diferentes concentrações da Mec por 24h e aviabilidade foi mensurada através do teste com resazurina, demonstrando umaConcentração Inibitória 50% (CI50) de 35,21 μM. Após a determinação da CI50, foramrealizadas curvas de crescimento dos parasitos expostos a CI50 (35,21 μM), sua metade(17,60 μM) e dobro (70,42 μM), durante cinco dias. Em todas as concentrações da Mec,a proliferação de promastigotas apresentou diferença estatística (p < 0,05) no terceiroe quarto dia em comparação com o controle. A citotoxicidade foi avaliada emfibroblastos (L929) utilizando { MTT [3-(4,5-dimetiltiazol-2yl) - 2,5-difenil tetrazolium]}apresentando concentração citotóxica (CC50) de 113,7 μM, resultando em um índice deseletividade (IS) de 3,22, esse resultado demonstra que a Mec é mais tóxica para aspromastigotas de L. amazonensis do que para fibroblastos (L929), sendo assim umbom indicativo para a continuação dos testes de citotoxicidade em macrófagosperitoneais murinos, que são as principais células hospedeiras de Leishmania sp., bemcomo a avaliação antiamastigota. Os níveis de espécies reativas de oxigênio (EROs) foram mensurados com diacetato de 2′,7′- diclorodihidrofluoresceína (H2DCFDA) em diferentes períodos de tempo com 35,21 μM (CI50) da Mec, mostrando um aumento significativo (p < 0,05) de 2,30 e 1,97 vezes com 0,5h e 1h de tratamento, respectivamente, indicado pela maior intensidade de fluorescência, quando comparados aos parasitos não tratados (basal). A Mec foi avaliada em associação com os fármacos de referência anfotericina b (AmB) e tartarato de antimônio potássio trihidratado (SbIII) e demonstrou ter um efeito aditivo, em razão dos valores da média do somatório da Concentração Inibitória Fracionada 50% (CIF50), 1,14 para AmB e 1,30 para o SbIII. Apesar das combinações entre Mec e AmB e Mec com o SbIII terem mostrado efeito aditivo, estas interações podem ser melhor exploradas, uma vez que na proporção de combinação 1:4 da Mec com a AmB, o valor do CIF50 se aproximou de um possível efeito sinérgico. Dessa forma, os resultados apresentados nesse estudo até o momento, formam alicerce para continuação da investigação da atividade leishmanicida do dicloridrato de meclizina.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LUCAS SOUSA MAGALHÃES
Presidente - 2213089 - RICARDO SCHER
Interno - 1703964 - SILVIO SANTANA DOLABELLA

Notícia cadastrada em: 16/02/2023 21:00
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