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Dissertações/Teses

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2022
Descrição
  • ALESSANDRA FAUSTINO DA CONCEIÇÃO BEZERRA
  • Prevalência do rotavírus A em Sergipe no período pós-vacinal de 2013 a 2020.
  • Orientador : LUCIANE MORENO STORTI DE MELO
  • Data: 22/08/2022
  • Dissertação
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  • O rotavírus do grupo A (RVA) é o principal agente etiológico das gastroenterites em crianças com idade inferior a 5 anos de idade, sendo responsável por milhares de mortes anuais causadas por diarreia e milhões de hospitalizações. Em 2006 foi introduzida no Brasil a vacina monovalente Rotarix como o intuito de diminuir os casos de diarreia provocadas pelo RVA. Entretanto, mesmo com a redução no número de mortes o vírus permanece circulando sendo ainda responsável por milhões de casos de diarreia infantil ao ano. O RVA apresenta alta diversidade e genótipos variados, devido sua capacidade de rearranjo genético, que pode levar ao aparecimento de novas cepas que não são reconhecidas pelos componentes vacinais. Diante disto, este trabalho teve como objetivo verificar a prevalência de rotavírus nos casos de diarreia infantil no Estado de Sergipe entre 2013 a 2020. O diagnóstico de viral foi realizado por RT-qPCR em amostras de fezes diarreicas de crianças menores de 10 anos coletadas em duas urgências pediátricas do Estado. Amostras positivas de RVA com maior carga viral foram selecionadas para fazer o sequenciamento dos genes que codificam as proteínas externas VP7 e VP4 para identificação dos genótipos dos rotavírus circulantes. No período de janeiro de 2013 a março de 2020, foram coletadas e analisadas 920 amostras diarreicas, das quais 192 (20,8%) foram positivas para o RVA. Os sintomas de maior frequência foram vômito (70,7%) e febre (74,5%). A média de idade das crianças incluídas no estudo foi de 20 meses sendo a maioria meninos (56,2%). Entretanto, observou-se que a infecção por RVA foi menos frequente em crianças menores de 24 meses, o que pode estar relacionado com a elevada cobertura vacinal na região. As sequencias gênicas das proteínas VP7 e VP4 foram obtidas em 8 e 10 amostras positivas respectivamente. Foram identificados dois genótipos diferentes de G, G1 e G3, e dois genótipos de P, P4 e P8. Na análise inicial foram observadas diversas mutações do tipo pontual ao longo de todas as sequências de G e P, quando comparadas com as sequências disponíveis no GenBank. O genótipo mais prevalente foi o G3P[8] (77.7%), sendo também identificada uma nova estirpe de G3P[8]. Considerando que o rotavírus permanece contribuindo com mais de 20% dos casos de diarreia infantil e ainda a alta variabilidade genética evidenciada nas linhagens circulantes faz-se necessária a vigilância epidemiológica constante do RVA na região bem como o incentivo a manutenção de altas coberturas vacinais.

  • JESSICA SOUZA DIAS
  • Investigação de arboviroses, endoparasitos e ectoparasitos em Saguis-de-tufo-branco (Callithrix jacchus) no estado de Sergipe.
  • Orientador : ROSELI LA CORTE DOS SANTOS
  • Data: 17/08/2022
  • Dissertação
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  • Tendo em vista a escassez de monitoramento da fauna parasitária de primatas não-humanos em Sergipe, objetivou-se investigar a circulação de arbovírus e a infecção por ectoparasitos e endoparasitos em saguis-de-tufo-branco (Callithrix jacchus) de vida livre no estado de Sergipe. Foram capturados 52 animais distribuídos em três áreas, Capela, e Canindé de São Franscisco. A maioria da amostra eram de indivíduos fêmeas e adultos. Do total de amostras de fezes coletadas, 60% apresentaram algum dos 12 táxons de parasitos identificados. O parasito intestinal mais frequente foi Prosthenorchis elegans. Foram observados problemas dentários, diarreia e presença de ácaro de pele, cuja espécie é registrada pela primeira vez no Estado de Sergipe. A presença de parasitos gastrointestinais não apresentou dependência do sexo, faixa etária ou peso, no entanto, houve associação com a área de captura. Por meio de esfregaços sanguíneos, foram observadas duas amostras com presença de Trypanosoma sp e microfiária. As amostras foram submetidas ao teste de inibição de hemaglutinação para 20 antígenos diferentes e reações heterotípicas para três ou mais vírus do gênero Flavivírus e duas dessas reagiram também a vírus do gênero Alphavirus, evidenciando que houve circulação de arbovírus desses grupos em ambientes silvestres em Sergipe.

  • PAULO RICARDO CONCEIÇÃO MARQUES
  • Estudo sobre o consumo doméstico de antibióticos e o resistoma bacteriano das estações de tratamento de esgoto da cidade de Aracaju - SE
  • Orientador : ANA ANDREA TEIXEIRA BARBOSA
  • Data: 31/05/2022
  • Dissertação
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  • A exposição prolongada de bactérias a antibióticos promove pressões seletivas queaceleram o compartilhamento de genes de resistência, resultando em linhagenscapazes de sobreviverem a concentrações superiores destes fármacos e aumentandoa população de organismos resistentes que são disseminados no ambiente. Discutir ospadrões de consumo tem sido a tendência nos últimos anos, principalmente nos paísesem desenvolvimento, como o Brasil, que têm altas taxas de crescimento nadispensação dessas substâncias. A vigilância integrada é um dos objetivos do planode ação global da Organização Mundial de Saúde no combate à resistênciaantibacteriana, porém, a escassez de dados em muitas partes do mundo limita o seugerenciamento. Nesse aspecto, a detecção de bactérias e genes de resistência aantibióticos em águas residuais pode refletir a atual situação de resistência clínica local,servindo como ferramenta epidemiológica de monitoramento da disseminaçãoambiental da resistência. Dessa forma, esta pesquisa analisou amostras de águasresiduais brutas e tratadas das estações de tratamento de esgoto do município deAracaju - SE, quanto às características físico-químicas, microbiológicas e a presençade genes de resistência a antibióticos, além de verificar a eficiência de remoção destesgenes pelas estações. Para tanto, através do Sistema Nacional de Gerenciamento deProdutos Controlados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, identificou-se osantibióticos mais consumidos pela população local entre 2014 e 2020. Os dados foram tabulados e analisados no Microsoft Excel (2019), obtendo-se o consumo anual total e as tendências de aumento ou diminuição da comercialização de cada fármaco. Coletamos amostras de esgoto nas quatro estações de tratamento que atendem a cidade que foram caracterizadas físico-química e microbiologicamente e, posteriormente, submetidas à extração de DNA e PCR convencional para a detecção dos genes que conferem resistência às classes de antibióticos mais consumidas. Dos 53 antibióticos dispensados no período, 6 se destacaram por representarem 61% do consumo total: amoxicilina (18%), cefalexina (11%), azitromicina (11%), ácido clavulânico (9%) ciprofloxacina (8%) e levofloxacino (4%). As classes mais utilizadas foram: betalactâmicos (43%), quinolonas (17%), macrolídeos (12%), aminoglicosídeos (8%) e sulfonamidas (5%). Os genes de resistência blaTEM, gyrA, qnrS, ermB, aacC2 e sul1 foram detectados em 100% das amostras de esgoto bruto, estabelecendo a relação entre as classes de antibióticos mais consumidas e a prevalência destes genes no esgoto. Nas amostras tratadas, os genes blaTEM, gyrA e sul1 foram encontrados em todas as amostras e aacC2 em 75% e qnrS e ermB em 50% das amostras. O enfrentamento da resistência antibacteriana vai muito além da restrição das vendas de antibióticos, exigindo ações efetivas de conscientização sobre o uso e controle das prescrições desnecessárias. Além disso, a universalização do saneamento básico e vacinação para redução da transmissibilidade de doenças infecciosas e, consequentemente, do consumo destes fármacos, são medidas fundamentais. Investimentos em sistemas de tratamento de esgoto que sejam eficientes na eliminação de antimicrobianos, bactérias e genes resistência, além do monitoramento permanente e inserção destes contaminantes emergentes aos regulamentos de qualidade das águas residuais como risco de contaminação microbiológica para conter a disseminação da resistência a antibióticos.

  • MARCELO CERILO DOS SANTOS FILHO
  • Polimorfismo do gene TREM-1 em amostras de pacientes infectados com Plasmodium vivax Grassi; Feletti, 1890, na Amazônia brasileira
  • Data: 19/05/2022
  • Dissertação
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  • A malária representa um recorrente problema de saúde pública mundial, devido aoalto índice de morbimortalidade e sua ampla distribuição nas regiões tropicais. No Brasil, essa patologia é originada pelo Plasmodium vivax, sendo que mais de 99% doscasos dessa enfermidade ocorrem na região da Amazônia Legal. A fisiopatologia durante a infecção depende do nível de resposta inflamatória gerada. O Triggering Receptor Expressed on Myeloid Cells 1 (TREM-1) desempenha um papel importantena resposta inflamatória e tem sido associado à gravidade das doenças infecciosas e parasitárias. Por conseguinte, este estudo visou investigar a correlação entre o polimorfismo rs2234237 do gene TREM-1 do hospedeiro na imunopatologia da malária por Plasmodium vivax em uma área endêmica da Amazônia brasileira. Foram incluídos133 indivíduos infectados com P. vivax e 179 controles saudáveis residentes domunicípio de Oiapoque, Amapá, Brasil. Os níveis séricos de IL-6 e de sTREM-1 foram mensurados por ELISA e os dados das citocinas (TNF-α, IL-10, IL-2, IL-4, IL-5 e IFN-γ) foram obtidos anteriormente. O SNP rs2234237 foi genotipado pela técnica de qPCR. A análise dos polimorfismos, as frequências alélicas e genotípicas e o cálculode HWE foram determinados pelo teste do qui-quadrado. Para verificar se os níveis de citocinas possuíam distribuição normal, foi aplicado o teste de Kolmogorov-Smirnov. A correlação entre os níveis séricos da parasitemia, gametócitos, hemoglobina, citocinas e sTREM-1 com os grupos malárico e controle, foi realizada através do teste não paramétrico de Kruskal-Wallis. Todas as análises estatísticas foram conduzidas no Software SPSS (versão 25.0), utilizando um nível de significância de 5%. Todas as amostras foram genotipadas com sucesso. Não foram encontradas associações significativas entre o polimorfismo estudado e os níveis de hemoglobina, parasitemia e de gametócitos. Em contrapartida, nas análises de correlação com as citocinas, o SNP teve significância com aumento de IL-6, IL-10, INF-ɣ e TNF-α em genótipos do grupo malárico. Os resultados descritos ressaltam a importância de estudos com marcadores inflamatórios e polimorfismos nos genes da resposta imune inata para elucidar o perfil imunogenético da malária na Amazônia brasileira.

  • LUIZ FERNANDO DE JESUS NASCIMENTO
  • Prevalência da infecção por Leishmania spp. em gatos (Felis catus) em abrigo para animais de uma área endêmica de Sergipe, Nordeste do Brasil
  • Orientador : SILVIO SANTANA DOLABELLA
  • Data: 29/04/2022
  • Dissertação
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  • As leishmanioses são causadas por parasitos do gênero Leishmania. Aleishmaniose visceral (LV) é forma mais grave da doença, causada pela L. infantum,e pode levar à morte caso não seja tratada. Com caráter zoonótico, a LV é endêmicano Brasil e está em processo de expansão territorial. Sabe-se que o cão éconsiderado o reservatório urbano mais importante, porém estudos recentes vêmrelatando o aumento no número de gatos (Felis catus) com Leishmania spp. tanto nomundo, quanto no Brasil. A infecção felina pode resultar na leishmaniose felina (LFe).Embora a região nordeste do Brasil exiba maiores valores de prevalência para a LVno país, alguns estados endêmicos não apresentam estudos publicados acerca daLFe, dentre eles o estado de Sergipe. Atualmente, não existe um teste específicopara diagnosticar gatos com leishmaniose. Um teste diagnóstico sensível e específicopara gatos seria importante para compreender a epidemiologia da doença,viabilizando estratégias a fim de controlar a disseminação da LV. Dessa forma, oobjetivo desta pesquisa foi investigar a presença de Leishmania em gatos de abrigoem Aracaju, nordeste do Brasil, e avaliar a capacidade da proteína recombinante(PR) rKDDR-plus em diagnosticar a exposição felina à Leishmania; análise decoinfecção e associações clínicas também foram realizadas. Amostras de sangue econjuntiva foram coletadas em 93 gatos de um abrigo para animais da localidade. Asamostras passaram por testes sorológicos, realizados através do teste rápido (TR) -rKDDR-plus e ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA) empregando a PR e oantígeno extrato bruto (EB) de L. infantum. Diagnóstico molecular foi aplicado pormeio da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) utilizando amostras de sangue e da conjuntiva. Os resultados revelaram maior soroprevalência para a ELISA-EB (96,8%; 90/93) em comparação à ELISA-rKDDR-plus (91,4%; 85/93) e TR-rKDDR-plus (7,5%; 7/93). O diagnóstico molecular revelou que o emprego de swab conjuntival foi capaz de detectar 52,7% (49/93) de positividade frente a 48,3% (44/91) de positividade por meio da PCR do tecido sanguíneo. Combinados, o resultado por PCR revelou uma positividade total de 74,2% (68/93). No entanto, a comparação entre os resultados sorológicos e moleculares revelou baixa concordância Kappa. Dentre os gatos Leishmania infectados, coinfecção pelo Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV) foi observada em 46,2% (31/67), com Vírus da Leucemia Felina (FeLV) em 17,9% (12/67) e com Toxoplasma gondii em 82,3% (56/68) dos animais. Associações positivas foram observadas somente com o diagnóstico sorológico ELISA-rKDDR- plus e FIV (p=0,019), e ELISA-EB e T. gondii (0,016). Mais da metade dos gatos infectados apresentaram pelo menos um sinal clínico da doença (58,8%; 40/68) e sinais dermatológicos foram os mais frequentes (45,5%; 31/68), mas sem associação estatística significativa no diagnóstico molecular (p > 0,05). A positividade tanto por diagnóstico sorológico quanto por molecular foi considerada elevada quando comparada a outros estudos da LFe no Brasil e no mundo. Portanto, acredita-se que gatos possam estar participando do ciclo epidemiológico da doença no abrigo. As implicações são discutidas abaixo.

  • ANNA CAMILA SANTOS RABELO
  • Prevalência de infecções parasitárias intestinais entre crianças da cidade de Paripiranga-Ba
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 29/04/2022
  • Dissertação
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  • As parasitoses intestinais causadas por protozoários e helmintos são doenças com distribuiçãomundial, com altas prevalências tanto em países subdesenvolvidos quanto desenvolvidos,sendo considerada um dos principais problemas de saúde pública, afetando principalmente ascrianças. Estão associadas diretamente a hábitos de higiene, fatores socioeconômicos,socioambientais, políticos e culturais e o ambiente onde o indivíduo frequenta tem participaçãoimportante na sua ocorrência. Neste contexto, o objetivo desse estudo foi fazer uma análise daprevalência dos parasitos intestinais em crianças da cidade de Paripiranga, Nordeste do Brasil,e a influência do ambiente na exposição para tais infecções. A população da pesquisa foiconstituída por crianças com faixa etária de até 6 anos residentes na zona urbana e rural. Aamostra constituída por 200 crianças, distribuídas por idade, local de moradia e frequência deconvivência a esses ambientes. A participação na pesquisa esteve condicionada a assinatura doTermo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE). O cálculo amostral foi realizado deacordo com Miot, com margem de erro aceitável de 5%, índice de confiabilidade de 95%, combase em uma prevalência estimada de 19% e confirmou ser esta amostra representativa. Para averificação da prevalência dos parasitos foram solicitadas amostras de material fecal, em diasalternados, para a realização da análise parasitológica de fezes por meio do método deHoffman. Os fatores avaliados foram os fatores socioeconômicos e ambientais associados àprevalência dos helmintos e protozoários, coletados através da aplicação do questionárioadaptado. A análise da associação da prevalência com os hábitos de higiene, condiçõessanitárias e socioeconômicas, foi feita através de testes de hipóteses para medir a associaçãoentre a prevalência de infecção e os fatores de risco, utilizando análises pelo Qui-quadrado.Das 200 amostras coletadas, 58% foram positivas. Destas, quando analisadas por local de moradia, das 151 amostras coletadas na zona rural 64,2% foram positivas e das 49 amostras coletadas na zona urbana, 38,8% foram positivas. A prevalência encontrada foi de 45,5% para Blastocystis hominis, 20,2 % Endolimax nana, 14,3% Entamoeba histolytica, 11,9% Entamoeba coli, 3,7% Giardia lamblia, 1,4% Strongyloides stercoralis, 0,9% Trichuris trichiura, 0,9% Enterobius vermicularis, 0,4% Iodamoeba butschilii, 0,4% Ascaris lumbricoides e 0,4% Ancilostomídeos. Os helmintos foram encontrados apenas na zona rural. Com esses resultados, foi observado alta prevalência de espécies não patogênicas ou que ainda se encontram em discussão sobre a sua patogenia. Sobre essa questão é importante lembrar que as espécies não patogênicas apresentam mecanismos de transmissão de outros protozoários patogênicos, servindo como indicador das condições que as famílias se encontram.

  • TATYANE MARTINS CIRILO
  • Avaliação de Peptídeos Altamente Imunogênicos para o Imunodiagnóstico da Ascaridíase Experimental.
  • Data: 04/03/2022
  • Dissertação
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  • O Ascaris sp. é um nematoda pertencente ao grupo dos geohelmintos. Sua transmissão ocorre via oral-fecal pela ingestão de ovos embrionados encontrados no solo, água ou alimentos contaminados. É uma doença tropical negligenciada que afeta principalmente indivíduos pobres e vulneráveis em países subdesenvolvidos. Estima-se que aproximadamente 450 milhões de pessoas estejam infectadas mundialmente e em 2019 o parasito contribuiu com quase 800 mil anos de vida perdidos ajustados pela incapacidade e morte prematura causada por essa enfermidade. A principal ação de controle é realizada através da quimioprofilaxia anual ou semestral em massa com anti-helmíntico que tem como objetivo a diminuição da carga parasitária nos indivíduos, como consequência os métodos parasitológicos convencionais baseados na visualização de ovos do parasito nas fezes têm apresentado baixa sensibilidade. Técnicas imunológicas tem sido alvo de estudos como promissoras, principalmente devido seu baixo custo e alta sensibilidade, embora ainda necessitem de antígenos mais imunogênicos. Portanto, o objetivo deste trabalho foi avaliar sequências peptídicas de geohelmintos como novos biomarcadores altamente imunogênicos para diagnóstico sorológico da ascaridíase. Para isso, sequências peptídicas conservadas na predição de epítopos de células B para os geohelmintos foram selecionadas por ferramentas de bioinformática. As 160 sequências peptídicas altamente imunogênicas foram sintetizadas em membrana de celulose através da técnica de Spot síntese. As amostras de soro de animais infectados por Ascaris sp. foram obtidas de camundongos BALB/c fêmeas divididas em quatro grupos com cinco animais cada: sem infecção, infecção primária,reinfecção e pós-infecção. Pool de soros desses animais foram utilizados para avaliar a reatividade dos peptídeos na membrana através da técnica de immunoblotting. Para determinar os peptídeos reativos, inicialmente foi realizado análise desintométrica utilizando o software ImageJ e os dados obtidos foram submetidos ao software R para calcular o cut-off através da média do controle negativo + 2σ. Os peptídeos reativos com o controle negativo foram excluídos da seleção e os peptídeos reativos dos demais grupos foram identificados. Na análise densitométrica, dos 160 spots na membrana, 52 spots apresentaram reatividade para algum dos grupos de infecção. Como algumas sequências peptídicas eram repetidas na membrana, mudando apenas a posição do spot, as sequências peptídicas foram submetidas ao Diagrama de Venn para cruzar o conjunto utilizando as sequências peptídicas. Dos 52 spots reativos na análise desintométrica, 40 sequências peptídicas eram diferentes, onde sete estavam com reatividade no grupo de infecção primária, dez na reinfecção e 23 na pós-infecção. Observando individualmente, nenhum peptídeo esteve reativo somente na infecção primária, dois peptídeos reativos somente na reinfecção e 16 peptídeos reativos apenas na pós-infecção. Analisando o conjunto das sequências entre os grupos, um peptídeo obteve reatividade no grupo de infecção ativa (primária e reinfecção) e outros seis peptídeos apresentaram reatividade com todos os grupos. Os biomarcadores identificados neste trabalho para os diferentes momentos da infecção pelo Ascaris sp. apresentam-se como alvos para o aprimoramento do diagnóstico da ascaridíase e serão melhor avaliados em estudos posteriores.

  • LETICIA PEREIRA BEZERRA
  • Padrões Espaciais e Espaço-Temporais da Esquistossomose Mansoni no Nordeste do Brasil: Estudo Ecológico e Correlação com Determinantes Sociais da Saúde
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 25/02/2022
  • Dissertação
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  • A esquistossomose mansoni é uma doença tropical negligenciada, de veiculação hídrica e que ainda representa um grave problema de saúde pública. No Brasil, a doença é causada pela espécie Schistosoma mansoni e o país ocupa o primeiro lugar na América Latina em número de casos. A ocorrência da doença no país se deve também a condições sanitárias e ambientais favoráveis à sua transmissão. Assim, esse estudo objetivou analisar os padrões espaciais e espaço-temporais da esquistossomose mansoni no Nordeste do Brasil e sua correlação com determinantes sociais da saúde. Foi realizado um estudo ecológico, com abordagem espaço-temporal, incluindo todos os casos confirmados da doença, e os moluscos transmissores do S. mansoni (espécies do gênero Biomphalaria) coletados na região entre 1995 e 2017, com dados obtidos do Sistema de Informação do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE). A regressão linear segmentada foi usada para análise de tendências temporais das taxas de positividade. Para distribuição espacial dos casos humanos, o período de estudo foi segmentado em três (P1, P2 e P3). As taxas brutas de positividade em humanos e moluscos foram suavizadas usando método empírico Bayesiano local. A existência de autocorrelação espacial foi analisada através dos Índices de Moran Global e Local. Estatísticas de varredura foram usadas nas análises espaço-temporal para identificação de clusters de risco pelo Satscan. Os dados desse estudo revelam a ocorrência de 1.178.580 casos positivos para o S. mansoni na região Nordeste. Os estados com maior número de casos foram Alagoas (33,7%), Bahia (24,1%), Sergipe (12,9%) Pernambuco (9,5%). Somente os estados de Alagoas (APC: -6,8; IC95%: -7,6 a -6,1), Maranhão (APC: -3,0; IC95%: -4,4 a -1,5) e Rio Grande do Norte (APC: -5,5; IC96%: -7,9 a -3,1) apresentaram um declínio em todo período de análise. Segundo a distribuição espacial das taxas brutas, Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Bahia, apresentaram altas taxas de positividades, ao longo dos períodos segmentados. A taxa suavizada demonstra redução de áreas com positividade alta, concentradas também nos estados citados anteriormente, estes também comportam clusters de alto risco. Com relação aos moluscos, B. straminea é a espécie de maior ocorrência (338.687), seguida por B. glabrata (103.321). Ressalta-se a ocorrência de 2.204 exemplares de B. tenagophila coletados na região. Segundo a taxa de positividade, Alagoas e Sergipe apresentaram os principais focos de transmissão do S. mansoni. Renda domiciliar per capita (Rho = 0,2215), analfabetismo aos 15 anos (Rho = 0,1415), população urbana (Rho = 0,2543) e taxa de desocupação aos 18 anos (Rho = 0,2716), estão mais associadas às taxas de positividade. Enquanto que o abastecimento de água e esgotamento sanitário inadequado foram negativamente associados a taxa de positividade (Rho = -0,0109). Apesar da redução da taxa de positividade para a doença no período analisado, o Nordeste persiste com altas taxas de positividade para a doença. Além disso, conta com fatores socioeconômicos e socioambientais associados à taxa de positividade. Ressalta-se a dispersão da espécie B. tenagophila na região, concentrando atualmente as três espécies de maior importância médica para transmissão da esquistossomose mansoni no Brasil.

  • LAÍS CATARINE DE SÁ
  • Identificação precoce de soroprevalência contra o SARS-CoV-2 no estado de Sergipe, Nordeste do Brasil
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 25/02/2022
  • Dissertação
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  • O SARS-CoV-2 foi identificado pela primeira vez em Wuhan na China, em dezembro de 2019.Em março de 2020 a Organização Mundial da Saúde decretou situação de pandemia daCOVID-19, de modo que isolamento e distanciamento social, foram as medidas de controle debase, recomendadas pelos órgãos de saúde. Entretanto, a falta de testagem dificulta a detecçãoprecoce de casos pouco sintomáticos. O método de diagnostico padrão ouro é a detecção dovírus baseado na reação em cadeia da polimerase (PCR). No Brasil, indícios apontam que ovírus já circulava no país antes da notificação do primeiro caso, em fevereiro de 2020. Destaforma o estudo teve por objetivo identificar os pacientes soropositivos para SARS-CoV-2 emamostras arquivadas por laboratório privado em Aracajú/SE no período de fevereiro a abril de2020, visando a identificação de casos com datas anteriores ao primeiro caso notificado noBrasil e no estado de Sergipe. Foram coletadas e testadas 989 amostras. As análises dasamostras foram feitas utilizando os testes de imunocromatografia de fluxo lateral e umatecnologia de imunofluorescência de detecção de sanduíche de fluxo lateral. Foi realizadoanalise descritiva, para determinação de frequência, percentual, média, mediana e desviopadrão, foi feito o teste binominal para comparar as proporções da variável sexo, e tambémpara comparar as proporções de testes positivos do estudo com a proporção de casos positivosnotificados pela Secretária estadual de Sergipe durante o um mês a partir da primeiranotificação oficial. O teste de Kolmogorov-Smirnov foi utilizado para realização do teste deaderência e determinação da distribuição. Das amostras testadas, 16 foram consideradaspositivas em ambos os testes, onde 5 apresentavam-se com data anterior ao primeiro casonotificado no país, e 15 com data anterior ao primeiro caso relatado no estado de Sergipe. Adistribuição de casos positivos por localidade utilizou-se do critério de renda média familiar por bairro de acordo com Relatório Final do Diagnóstico da Cidade de Aracaju, apenas os bairros categorizados com classes econômicas A e B, que são habitados por populações de alta renda tiveram amostras positivas, os resultados estão de acordo com o início da pandemia, onde os primeiros casos relatados foram de pacientes em retorno de viagens internacionais, ou de outros estados que já estavam com maiores taxas de transmissão. Nossos dados sugerem que o SARS-CoV-2 pode ter circulado no Nordeste do Brasil antes do primeiro caso COVID-19 relatado.

  • ADRIANO JOSÉ DOS SANTOS
  • Conhecimento, atitudes e práticas (CAP) de prevenção da esquistossomose mansoni em uma região endêmica do estado de Alagoas, Nordeste do Brasil
  • Orientador : JOSE RODRIGO SANTOS SILVA
  • Data: 28/01/2022
  • Dissertação
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  • A esquistossomose é uma doença parasitária de importante impacto econômico e de saúde para a população das áreas endêmicas, estando sua ocorrência associada a aspectos socioculturais, condições biogeográficas, hábitos higiênicos insalubres e o baixo nível de conhecimento da população sobre a doença. Dito isso, o objetivo deste trabalho foi analisar os conhecimentos, atitudes e práticas de prevenção da população sobre à esquistossomose mansoni (EM) no município de Feira Grande, Alagoas. Trata-se de um estudo multi-método sequencial em duas fases, uma transversal de diagnóstico situacional realizada entre março e maio de 2021, com 412 participantes, e outra de educação em saúde, feita paralelamente a primeira fase do estudo com a população de estudo e posteriormente no mês de outubro com estudantes de 3 escolas localizadas em Feira Grande, uma estadual e duas da rede municipal. A coleta dos dados ocorreu mediante visitas às Unidades Básicas de Saúde: Urbano II e Massapê, por meio de entrevista com questionário estruturado para identificação dos seus níveis do CAP em relação a esquistossomose. Do total de entrevistados, 70,87% (n=192) residem na zona rural, 74,27% (n=306) pertencem ao gênero feminino, 44,17% (n=182) estão na faixa etária adulto jovem, 71,12% (n=293) tem suas casas abastecidas pela companhia de abastecimento de água, 22,66% (n=80) relataram ter tido esquistossomose mansoni e 52,71% (n=204) nunca participaram de ações do programa de controle da esquistossomose. São fatores associados a melhores scores do CAP, estar numa faixa etária de maior idade, não utilizar água da chuva, já ter tido esquistossomose. Dentre os scores, o de atitudes foi o maior e o de conhecimento o menor. Houve correlação positiva e significativa entre conhecimento e atitudes, conhecimento e práticas e atitudes e práticas. A participação num programa de intervenção em saúde, conhecer alguém que teve esquistossomose e ter se informado sobre a doença através de um programa de saúde pública parece exercer importante impacto no CAP da população. Baseado nisso, o método CAP contribuiu para ampliar as percepções sobre a prevenção da esquistossomose, destacando os impactos positivos que os programas e intervenções em saúde tem no controle da doença. O baixo conhecimento observado sugere carência de ações de educação em saúde voltadas a esquistossomose, além de refletir atitudes e práticas frágeis para a prevenção da doença. Neste sentido, é valido que os programas de controle deem atenção a este tipo de atividades desenvolvendo-as integralmente em suas rotinas, exercitando a intersetorialidade, com setores da assistência social e educação. Destacando ainda, o papel resolutivo que a atenção primária pode ter no controle e combate a esta doença.

2021
Descrição
  • ISABELA SANTOS ALCÂNTARA
  • Avaliação da ação terapêutica da vacina de DNA-hsp65 em um modelo de neurotuberculose
  • Orientador : PATRICIA RODRIGUES MARQUES DE SOUZA
  • Data: 31/08/2021
  • Dissertação
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  • A tuberculose é causada pelo Mycobacterium tuberculosis (Mtb) e atualmente éa principal causa de morte por um único agente infeccioso, sendo responsávelpor aproximadamente 40% das mortes entre pessoas infectadas com o Vírus daImunodeficiência Humana (HIV). A Tuberculose no Sistema Nervoso Central (SNC), também conhecida como neurotuberculose ou meningite tuberculosa,resulta da disseminação hematogênica do Mtb do pulmão e possui uma altataxa de mortalidade, além disso, muitos dos sobreviventes podem permanecercom sequelas neurológicas por toda a vida. Uma das armas contra a doença é avacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin), uma vacina baseada no Mycobacteriumbovis atenuado para uso humano, desenvolvida em 1921, cujo nível de proteçãoé em média de 60%. Devido às limitações apresentadas pela BCG, existemesforços substanciais nos últimos anos para o desenvolvimento de novasvacinas para a Tuberculose. Uma candidata promissora é a vacina de DNArecombinante que codifica a proteína de choque térmico, HSP65, que revelouefeito tanto profilático quanto terapêutico na Tuberculose experimental, até opresente estudo o efeito terapêutico da vacina de DNA-hsp65 contra aTuberculose no SNC não tinha sido estudado. Diante disso, foi avaliado o efeitoterapêutico da vacina de DNA-hsp65 na neurotuberculose experimental. Paraisto, foram utilizados camundongos C57BL/6 e realizado o protocolo deestereotaxia para a microinjeção intracerebroventricular com a cepa laboratorial(H37Rv) de Mtb para indução da neurotuberculose, após esse procedimento osanimais foram divididos em três grupos, onde um deles foi imunizado apenascom o vetor plasmideal pVAX (Grupo Vetor), outro grupo recebeu apenas PBS(Grupo PBS) e o terceiro grupo foi imunizado com o DNA plasmideal pVAXhsp65 (Grupo Vacinado). Duas semanas após a última dose os animais forameutanasiados e submetidos a coleta dos cérebros e pulmões para realização deanálises histológicas e determinação do número de unidades formadoras decolônias (UFC). Os resultados demonstraram que a vacina de DNA-hsp65 nãofoi capaz de reduzir a carga bacteriana nos órgãos dos animais, mas induziuuma diminuição no dano inflamatório local, demonstrando preservação tecidualtanto no encéfalo quanto no pulmão dos animais. Em suma, a imunoterapia com a DNA-hsp65 apresentou um papel regulador imunológico, demonstrando efeito imunoterapêutico na tuberculose no SNC.

  • SERGIO NOLASCO DOS SANTOS
  • Avaliação da diversidade genômica de papilomavírus humano circulante no estado de Sergipe, Nordeste do Brasil
  • Orientador : MARCUS VINICIUS DE ARAGAO BATISTA
  • Data: 30/08/2021
  • Dissertação
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  • O câncer do colo do útero é o quarto mais frequente que afeta mundialmente as mulheres. No Brasil, é o terceiro mais frequente na população feminina, sendo que o HPV é responsável aproximadamente por 95% dos canceres do colo do útero. Atualmente, 13 tipos de HPV são considerados de alto risco e os HPVs 16 e 18 sendo os mais prevalentes em lesões cervicais. Evidências sugerem que variantes intratipo e co-infecção com o mesmo genótipo de HPV, mas com variantes diferentes podem interferir biologicamente e etiologicamente no desenvolvimento do câncer do colo do útero. Também alguns estudos relatam os riscos diferentes para algumas linhagens e sublinhagens na progressão e persistência do câncer cervical. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi utilizar uma tecnologia de sequenciamento de nova geração para detectar HPV e caracterizar sua variabilidade genômica em amostra de mulheres com lesões cervicais da região nordeste do Brasil. Esfregaços cervicais foram coletados do colo do útero e submetidos a extração do DNA e, posteriormente, foram realizadas a nested PCR para detecção do HPV. As amostras foram sequenciadas por NGS pela plataforma Illumina MiSeq para determinar as variantes, linhagens e sublinhagens. Das 192 pacientes que participaram do estudo, a maioria tinham entre 18 a 60 anos, possuíam escolaridade até o ensino fundamental e eram casadas ou união estável. O HPV estava presente em 32 amostras e o tipo mais prevalente foi o HPV18. Um total de 25 amostras positivas para HPV foram sequenciadas por NGS, obtendo-se o genoma de diferentes tipos de HPV, principalmente de HPV18. As análises mostraram a presença de linhagens de HPV18 que estão associadas a um maior risco de desenvolvimento de lesões de alto grau, informação importante para auxiliar as medidas de controle contra o câncer cervical.

  • DHARLITON SOARES GOMES
  • Avaliação in vitro dos óleos essenciais e compostos majoritários de Lippia alba e Lippia gracilis sobre vermes adultos de Schistosoma mansoni
  • Orientador : SILVIO SANTANA DOLABELLA
  • Data: 12/05/2021
  • Dissertação
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  • A esquistossomose é uma doença de veiculação hídrica causada por trematódeos do gênero Schistosoma. Das espécies mais comuns que parasitam o homem, as de maior relevância são Schistosoma mansoni, Schistosoma japonicum e Schistosoma haematobium. Destas, o S. mansoni é o trematódeo causador da esquistossomose mansônica, sendo a única espécie encontrada no Brasil. A quimioterapia é o método mais utilizado atualmente para o combate à esquistossomose, sendo o praziquantel (PZQ) o fármaco recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Por ser um medicamento utilizado em larga escala nos programas de controle e por não prevenir reinfecções, há uma preocupação com o aparecimento de parasitos resistentes. Alguns trabalhos já demonstraram a eficácia de algumas espécies de plantas do gênero Lippia frente a diversos parasitos patogênicos. Neste sentido, esse trabalho tem como objetivo avaliar o efeito in vitro dos óleos essenciais (OEs) de L. alba e L. gracilis e seus componentes majoritários sobre vermes adultos de S. mansoni. A extração dos EOs de L. alba e L. gracilis foi realizado por meio da hidrodestilação em aparelho de clevenger e a sua composição química determinada por cromatografia gasosa acoplada a espectrômetro de massas. Casais de vermes adultos foram recuperados de camundongos previamente infectados com a cepa LE de S. mansoni. Os vermes foram distribuídos em placas de cultura de 24 poços contendo RPMI-1640 suplementado e então incubados (37ºC e 5% de CO2) nas concentrações de 200, 100, 50, 25 e 5 μg/mL dos óleos essenciais e compostos majoritários de L. alba e L. gracilis. Os vermes foram monitorados durante 48h em intervalos de 2, 4, 8, 24 e 48h para avaliação da motilidade, mortalidade e oviposição utilizando microscópio invertido. A citotoxicidade dos EOs e compostos majoritários foi avaliada pelo ensaio de MTT utilizando fibroblastos de camundongos. A caracterização química revelou que o EO de L. alba apresenta o citral e limoneno como compostos majoritários, enquanto que o carvacrol, γ-terpineno e ο-cimeno foram mais abundantes no EO de L. gracilis. Entre os EOs testados, L. gracilis foi mais ativo, causando uma redução de 100% na viabilidade dos vermes expostos a concentrações de 200, 100 e 50μg/mL em 8h. L. alba apresentou redução de 100% na viabilidade apenas na concentração de 200μg/mL em 2h. Com relação aos compostos majoritários, uma redução de 100% na viabilidade dos vermes foi observada com o carvacrol nas concentrações de 200 e 100μg/mL após 2h e com o citral em 200 μg/mL após 8h. Todos os EOs e seus majoritários reduziram significativamente a oviposição dos vermes adultos, mesmo quando expostos a uma concentração (5 μg/mL) incapaz de reduzir a sua motilidade ou causar a morte dos vermes. Ambos os EOs apresentaram baixa citotoxicidade na concentração de 50μg/mL. Os resultados estimulam futuras investigações destas plantas como uma fonte potencial de compostos bioativos contra S. mansoni.

  • ALEXANDRA GIOVANNA ARAGÃO LIMA
  • Infestação e infectividade de Aedes aegypti em área de investigação clínica de uma vacina da dengue
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 30/04/2021
  • Dissertação
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  • A dengue é um problema de saúde pública devido a sua elevada incidência e aos danos sociais e econômicos gerados à população. Uma das formas de prevenção e controle da dengue é o desenvolvimento de vacinas, atualmente em estudos, incluindo algumas em testes de segurança e eficácia de fase III, como está sendo realizado em Laranjeiras, município sergipano. Para verificar a circulação viral na área em que vive a população vacinada, buscou-se avaliar a taxa de infecção mínima (TIM) para dengue em fêmeas de Aedes aegypti em sítio de investigação clínica da vacina da dengue. Além disso, foi realizada a investigação dos criadouros de larvas nas residências dos participantes e a coleta de mosquitos adultos utilizando um capturador elétrico. Os mosquitos coletados foram triados por espécie e sexo e as fêmeas de Aedes foram analisadas molecularmente por PCR para detecção do vírus da Dengue. A pesquisa foi realizada em 200 residências das 600 com participantes do estudo, distribuídas em todas as áreas de residências da cidade. Foi obtido o total de 1903 mosquitos adultos: 1452 do gênero Culex, 447 Ae. aegypti e 4 Aedes albopictus. Dentre Aedes capturados, 243 eram fêmeas de Ae. aegypti e uma era de Ae. albopictus. Essas 244 fêmeas de Aedes foram separadas por residência e espécie em pools. Dos 100 pools formados, cinco foram positivos para DENV. Todos formados por mosquitos da espécie Ae. aegypti. Quatro amplificaram para o sorotipo DENV-1 e um amplificou para DENV-2. Dessa forma, a TIM de Ae. aegypti foi de 20,5. Foi utilizado o número de fêmeas de Aedes para calcular o índice de densidade que correspondeu a 1,22 fêmeas por casa. Nos domicílios também foi investigada a presença de recipientes com larvas. Esse dado foi utilizado para calcular o índice de infestação predial que equivaleu a 21% das residências.

  • RAFAELA WINDY FARIAS DOS SANTOS
  • Investigação clínica e epidemiológica das infecções respiratórias virais em crianças de Sergipe
  • Orientador : LUCIANE MORENO STORTI DE MELO
  • Data: 29/04/2021
  • Dissertação
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  • As infecções respiratórias virais causam morbidade e mortalidade entre crianças, sendo responsáveis por infecções graves em 3 a 5 milhões de indivíduos todo ano. Os vírus respiratórios mais comumente detectados são influenza A (FluA), influenza B (FluB) e os outros vírus respiratórios (OVR): vírus sincicial respiratório (VSR), parainfluenza vírus 1-3 (PIV), adenovírus (AdV) e metapneumovírus humano (MPVh). Estes possuem sinais e sintomas clínicos muito parecidos, dificultando o diagnóstico somente por a clínica. O objetivo do trabalho é investigar os aspectos clínicos e epidemiológicos das infecções respiratórias causadas por vírus em crianças atendidas em unidades de Saúde de Sergipe. Trata-se de um estudo descritivo, analítico e epidemiológico, sendo realizada a triagem para os OVR das amostras clinicas (swabs de nasofaringe e/ou orofaringe) de crianças com 0 a 5 anos de idade, atendidas nas unidades sentinelas do estado de Sergipe, com suspeita de infecção pelo vírus da influenza. As amostras foram triadas através da técnica de RT-PCR em tempo real no Laboratório de Biologia Molecular, localizado no Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (LACEN-SE). De janeiro de 2018 a dezembro de 2019, 1.081 amostras foram selecionadas. Destas, 64.1% (n=693) foram detectáveis para pelo menos um dos nove vírus, evidenciando que os vírus são os principais agentes etiológicos das infecções respiratórias em crianças. O agente etiológico mais prevalente no período de estudo foi o vírus sincicial respiratório, detectado em 31.8% (344/693) das crianças e menos prevalente foi o FluB 0.6% (6/693). Um período sazonal pode ser identificado de abril a julho, compreendendo as estações outono e inverno, para infecções respiratórias virais em crianças no estado de Sergipe. As infecções únicas foram encontradas em 85.5% (594/693) dos casos, enquanto 14.4% (100/693) foram coinfecções. Os sintomas mais prevalentes relatados foram tosse em 95,5% (662/693) dos casos e menos prevalentes miagia 1,3% (9/693). Em radiografias de tórax mostraram alterações em 38.8% (269/693) das crianças; nestas 8.3% (58/693) possuiam alguma comorbidade. Assim, o estudo demonstrou que a maioria dos casos notificados tinha pelo menos um vírus como agente etiológico e o vírus sincicial respiratório foi o mais prevalente nas infecções respiratórias virais em crianças sergipanas, reforçando a importância de uma vigilância viral mais ampla e constante, especialmente durante o surto de casos de infecção respiratória.

  • JOSÉ HUGO ROMÃO BARBOSA
  • Avaliação dos níveis séricos do sTREM-1 (triggering receptor expressed on myeloid cells I) e da interleucina-6 em coinfectados por Plasmodium vivax e enteroparasitos no município do Oiapoque, estado do Amapá.
  • Data: 26/04/2021
  • Dissertação
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  • A malária é responsável pela morbidade e mortalidade de adultos e crianças nas áreas tropicais e subtropicais do mundo. No Brasil, 99,7% dos casos de malária ocorrem na Amazônia brasileira de forma autóctone e 88% destes são causados pelo Plasmodium vivax. A infecção por este protozoário ativa uma resposta imune que sinaliza e recruta células especializadas, após sensibilizar os receptores presentes na superfície destas células responsáveis pela liberação de quimiocinas e citocinas. O TREM-1 (Triggering receptor expressed on myeloid cells–1) é um membro da família de imunoglobulina, que aumenta a resposta dos neutrófilos e monócitos e amplifica a produção de citocinas pro-inflamatórias. O presente estudo pesquisou, pela primeira vez, a proteína sTREM-1 e sua associação com a IL-6 em indivíduos infectados pelo Plasmodium viva e infectados por enteroparasitos. As amostras sanguíneas, já coletadas e diagnosticadas entre os meses de novembro de 2014 a novembro de 2015, provenientes do Oiapoque no Estado do Amapá, área endêmica para malária da Amazônia brasileira, foram utilizadas para mensurar os níveis de sTREM-1 e IL-6 por ELISA, nos grupos maláricos, coinfectados, enteroparasitados e controle endêmico. Observou-se a produção do sTREM-1 e da IL-6 na população estudada com diferença significativa entre o grupo malárico e o grupo controle. Entre os quatros grupos a IL-6 apresentou uma correlação positiva com o aumento da parasitemia, e o aumento do número de gametócitos e uma correlação negativa com a diminuição da hemoglobina. Os resultados obtidos poderão contribuir para o entendimento do papel do TREM-1 e da IL-6 na modulação da resposta imune, essencial no estabelecimento de estratégias de imunização contra a doença, em área de transmissão ativa localizada na Amazônia brasileira. E a possível utilização dessas moléculas como biomarcadores associadas com outros parâmetros de gravidade para a doença.

  • FRANCIELMA SANTOS BITTENCOURT
  • Receptividade da Área de Conservação Ambiental Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco ao Vírus da Febre Amarela
  • Orientador : ROSELI LA CORTE DOS SANTOS
  • Data: 26/02/2021
  • Dissertação
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  • O objetivo deste estudo foi avaliar a distribuição de espécies vetoras da febre amarela na Unidade de Conservação (UC) Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco e a possibilidade de circulação dessas espécies entre a área silvestre e a área rural habitada no entorno. Para o estudo foram realizadas coletas de mosquitos imaturos, utilizando ovitrampas, em duas áreas distintas da UC e no entorno, em duas alturas, além da coleta de mosquitos adultos. Da captura de imaturos, foram identificados 1355 espécimes, sendo Aedes albopictus a mais abundante, seguida por Aedes aegypti e Haemagogus leucocelaenus. Aedes aegypti não foi coletada na área de mata, enquanto Ae. albopictus foi amostrada nas três áreas. As principais espécies silvestres Hg. leucocelaenus e Hg. janthynomis não foram coletadas nas armadilhas da área rural. Nas capturas de mosquitos adultos foram coletadas 238 fêmeas apresentando riqueza de 10 espécies. A espécie mais abundante foi Wyeomyia (Phoniomyia) sp., seguida por Wyeomyia sp. e Aedes scapularis. A ocorrência dos vetores silvestres e urbanos da febre amarela revela alta receptividade local à transmissão da doença e o trânsito das espécies entre as áreas, favorece o risco de transferência do vírus de compartimentos animais para humanos.

  • ROSÁLIA ELEN SANTOS RAMOS
  • Identificação da Infecção por Schistosoma mansoni e Enteroparasitos em Uma Área Não Endêmica para a Esquistossomose em Alagoas: Associação com Fatores de Risco e Análise Espacial
  • Orientador : JOSE RODRIGO SANTOS SILVA
  • Data: 24/02/2021
  • Dissertação
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  • A esquistossomose mansoni e as enteroparasitoses são doenças amplamente distribuídas e consideradas grande problema de saúde pública no mundo. No estado de Alagoas, as duas regiões não endêmicas para esquistossomose mansoni não tem atuação do Programa de Controle da Esquistossomose (PCE) para o diagnóstico do S. mansoni e também dos parasitos intestinais. Este trabalho teve como objetivo avaliar a ocorrência e a distribuição espacial de casos de S. mansoni e enteroparasitoses, e a associação com fatores de risco, no município de Santana do Ipanema, sertão de Alagoas. A área de estudo compreende o município de Santana do Ipanema, Alagoas, cujo os participantes residiam na zona urbana da cidade. Foram solicitadas quatro amostras de material fecal para realização da análise parasitológica de fezes através dos métodos de Kato-Katz e Rugai. Todos os participantes da pesquisa foram convidados a responder um questionário investigativo para coleta de informações sobre fatores sociais, econômicos e comportamentais associados à transmissão da esquistossomose e/ou enteroparasitoses. Foram coletadas amostras de fezes de 227, sendo observada uma taxa de positividade de 2,2% (n = 5) para o S. mansoni, 15,8% (n = 36) para os helmintos e 27,3% (n = 62) para os protozoários intestinais. Na análise dos fatores associados, a regressão logística foi significativamente associada a indivíduos que não eram naturais de Santana do Ipanema nas infecções pelo S. mansoni. Estado civil e grau de contato com águas foram associados significativamente a infecção por helmintos intestinais. E, grau de contato também demonstrou associação significativa a infecção por protozoários. A análise espacial demonstrou cluster de casos (hotspots) de infecção pelo S. mansoni em um ponto da zona urbana de Santana do Ipanema e um cluster de casos de infecções por helmintos e protozoários intestinais em uma mesma região, correspondente a zona periférica da cidade. Em conjunto, os dados do presente trabalho demonstram a relevância da vigilância em áreas que não são endêmicas para a esquistossomose, uma vez que a identificação dos indivíduos portadores da doença contribui com o controle da parasitose e certamente impede que a área se torne um foco de transmissão. Além disso, reforçam a importância implementação de políticas públicas eficazes para o controle das parasitoses e de uma educação em saúde voltada as necessidades da população.

  • WANDKLEBSON SILVA DA PAZ
  • Mortalidade por Esquistossomose Mansoni no Brasil: Modelagem de Risco Espaço-Temporal e Associação com Indicadores Socioeconômicos
  • Orientador : MÁRCIO BEZERRA SANTOS
  • Data: 22/02/2021
  • Dissertação
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  • A esquistossomose é uma doença parasitária de evolução crônica, causada por parasitos do gênero Schistosoma sp. e classificada entre as Doenças Tropicais Negligenciadas. Ela ainda representa um grave problema de saúde pública, com significativas taxas de mortalidade e impacto socioeconômicas no mundo, afetando cerca de 240 milhões de pessoas em 78 países da África, Ásia e América Latina. No Brasil, a esquistossomose mansoni é endêmica em 19 estados, com estimativa de mais de 1,5 milhões de infectados. Destarte, este estudo objetivou avaliar os aspectos epidemiológicos e os padrões espaço-temporais associados à mortalidade por esquistossomose mansoni no Brasil, entre 1999 e 2018. Foi realizado estudo ecológico, de série temporal e análise espacial com dados de mortalidade obtidos do Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde (SIM/DATASUS/MS). Foram analisados todos os óbitos ocorridos no Brasil entre os anos de 1999 a 2018, nos quais a esquistossomose foi mencionada como causa básica ou associada de morte. Foram calculados os coeficientes de mortalidade específicos para analisar as tendências temporais por meio de regressão linear segmentada. Foram investigados os fatores associados ao óbito pela esquistossomose, comparando-os com os óbitos gerais. Além disso, foram descritas as causas de morte que se associaram com a esquistossomose. Para análise espacial, utilizou-se as análises de autocorrelação espacial por meio do Índice de Moran global e Moran local; e a estatística de varredura espaço-temporal retrospectiva. Por fim, foi feita análise de correlação entre a mortalidade relacionada à esquistossomose e fatores socioeconômicos. Entre 1999 e 2018, ocorreram 14.419 óbitos relacionados à esquistossomose no Brasil, com coeficiente médio de mortalidade de 0,38/100.000 habitantes. Durante o período de estudo, a mortalidade apresentou tendência decrescente em nível nacional, porém com padrões diferenciados entre as regiões. Observou-se redução da mortalidade em todas as regiões através das causas básicas e múltiplas e padrão de estabilidade por meio das causas associadas. As principais causas associadas à esquistossomose como causa básica foram principalmente as complicações hepáticas, como doenças gerais do aparelho digestivo (13,51%), doenças gerais do fígado (11,28%), choque (8,9%), varizes esofagianas (8,1%) e fibrose e cirroses hepáticas (7,85%). A análise espacial identificou clusters de alto risco para mortalidade relacionada à esquistossomose envolvendo estados da região Nordeste e Sudeste do Brasil. A análise de correlação mostrou que a mortalidade relacionada à esquistossomose possuiu associação significativa com 47/48 indicadores socioeconômicos. Com isso, apesar da redução da mortalidade, a esquistossomose ainda é uma causa negligenciada de morte no Brasil, com diferenças regionais consideráveis. As propostas e ações para o combate à doença devem focar no aumento da cobertura e em medidas de controle intensificadas e direcionadas a cada região, para evitar a ocorrência de formas graves de esquistossomose e mortes associadas

  • ERICA SANTOS DOS REIS
  • Coinfecção Leishmaniose Visceral e HIV e determinantes sociais da saúde na região Nordeste do Brasil: uma modelagem espaço-temporal retrospectiva (2010-2018)
  • Orientador : TATIANA RODRIGUES DE MOURA
  • Data: 11/02/2021
  • Dissertação
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  • A leishmaniose visceral (LV) é uma doença tropical negligenciada, endêmica no Brasil, especialmente na região Nordeste, onde aproximadamente 50% dos casos ocorrem. Indivíduos imunocomprometidos com o vírus da imunodeficiência humana e ou síndrome da imunodeficiência adquirida (HIV/AIDS) se tornam mais suscetíveis à doença. Adicionalmente, pacientes coinfectados com LV-HIV não respondem satisfatoriamente ao tratamento e as chances de recidivas e óbitos aumentam significativamente. A sobreposição geográfica de LV e HIV contribuiu com aumento no número de coinfectados na região Nordeste, cujo cenário epidemiológico é influenciado pelos determinantes sociais de saúde (DSS), pois se trata de uma região com importantes disparidades socioeconômicas. Sendo assim, o objetivo deste trabalho foi analisar os padrões de distribuição espaço-temporal e os determinantes sociais da saúde associados à coinfecção LV-HIV no Nordeste brasileiro. Trata-se de um estudo ecológico e de série temporal que utilizou técnicas de análise espacial e incluiu todos os casos confirmados de LV-HIV em 1.794 municípios do Nordeste no período de 2010 a 2018. Os dados foram obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). As tendências temporais foram analisadas através de modelos de regressão linear segmentada. As inferências da estatística espacial foram realizadas através da análise bayesiana empírica local, dos índices global e local de Moran, a estatística de varredura espaço-temporal foi utilizada para identificar aglomerados espaço-temporais de alto risco para a LV-HIV, os modelos espaciais (simultaneous autoregressive regression – SAR e conditional autoregressive regression – CAR) foram utilizados para selecionar variáveis associadas à ocorrência de LV-HIV. O total de 1.550 casos de LV-HIV foram confirmados no Nordeste, sendo mais prevalente entre os homens (83%), na faixa etária de 20-59 anos (54,8%), de cor de pele não branca (91,74%), de baixa escolaridade (35,48%) e residentes de zona urbana (80,19%). Tendência temporal crescente da taxa de detecção LV-HIV foi observada no Maranhão, aglomerados de alto risco também foram detectados nesse mesmo estado e no Piauí. A incidência anual nesses estados no período 2014-2017 foi de 1,3/100.000 e o RR=6,34. Entre os DSS, os que mais se correlacionam com a ocorrência da coinfecção são: moradia precária, baixa renda e pouca escolaridade. A coinfecção da LV-HIV é um problema crescente e importante para saúde publica, visto que ambas as infecções têm aumentado em número de casos na mesma região e acomete principalmente a população mais pobre. A LV-HIV se apresenta de maneira dispersa no Nordeste e atinge com maior frequência os estados em condição de vulnerabilidade social, desse modo é necessário reforçar a importância de implementar estratégias específicas de vigilância, sobretudo nas regiões de alto risco, que possam contribuir com a redução de casos nestas populações.

2020
Descrição
  • ANNE CAROLINE SANTOS RAMOS
  • Imunoglobulina-A (IgA) na proteção contra helmintos intestinais - uma revisão sistemática
  • Orientador : SILVIO SANTANA DOLABELLA
  • Data: 27/08/2020
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  • As helmintíases intestinais são um problema mundial que afeta tanto a saúde veterinária quanto a financeira dos criadores de animais. Os patógenos frequentemente associados a perdas econômicas são: Cooperia sp., Trichostrongylus sp., Ostertagia sp., Heamonchus sp. e Fasciola sp., sendo veiculados via fecal-oral ou por penetração de mucosa. A entrada do parasito no organismo do hospedeiro desencadeia uma série de reações imunológicas constituída pela imunidade inata e adaptativa. Dentre os produtos da reação inflamatória mediada pela presença dos helmintos, a imunoglobulina-A, imunoglobulina mais abundante no soro e mucosa de diversos animais, tem sido amplamente estudada. A IgA produzida pela resposta do tipo mista participa da reação imunológica que culmina na resistência à infecção por diminuição dos parâmetros parasitológicos em conjunto com os eosinófilos e células caliciformes, apesar de ainda não haver um consenso sobre sua verdadeira efetividade nas parasitoses intestinais. Nessa revisão sistemática, foi avaliado o papel da IgA frente a infecções helmínticas intestinais. Para isso, foram avaliados 1546 artigos, sendo selecionados 25 para análise de dados. Os resultados obtidos corroboram para a participação da IgA na resistência às helmintíases intestinais em murinos e ruminantes, com proteção não esterilizante, mas sim por diminuição de carga parasitária, fecundidade e tamanho de vermes, com ação sinérgica aos eosinófilos e células caliciformes. Também foi observado que existem linhagens e espécies de animais naturalmente resistentes à infecção por maior produção de IgA de mucosa e que a utilização de protocolos vacinais induziu a proteção pelo aumento de IgA de mucosa, com consequente diminuição dos parâmetros parasitológicos. Com base nesses dados pode-se afirmar que a IgA tem papel essencial na contenção da helmintíase intestinal e que seu uso como marcador de infecção ou imunidade e forma de seleção de linhagens resistentes podem auxiliar na melhor obtenção de produtos de origem animal com menores custos para os produtores.

  • EFREM JOSÉ MENESES RIBEIRO
  • Modelos de predição da distribuição de vetores e risco da febre amarela no Nordeste Brasileiro
  • Orientador : ROSELI LA CORTE DOS SANTOS
  • Data: 18/08/2020
  • Dissertação
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  • O vírus da febre amarela tem avançado em áreas não endêmicas na região Nordeste do Brasil, onde estudos de ecologia dos vetores primários são raros. Modelamos a distribuição atual e futura das principais espécies vetoras da febre amarela, detectando as áreas de risco e promovendo estratégias para o sistema de vigilância epidemiológica. O software MaxEnt foi utilizado na modelagem da potencial distribuição dos vetores, primatas não humanos (PNH) e epizootias sob as condições climáticas atuais e em dois cenários futuros (2050). Os vetores silvestres e urbanos apresentaram alta sensibilidade às mudanças climáticas. O clima futuro contribui para a expansão dos vetores primários na região semiárida, induzindo alta compatibilidade de nichos com os PNH, mantendo o ciclo silvestre e o risco de ressurgimento da transmissão urbana por Callithrix spp. Aedes aegypti nas condições climáticas atuais pode ocasionar o ressurgimento da febre amarela urbana tendo Callithrix spp. como hospedeiro, mas não no futuro, exceto para Aedes albopictus como vetor que pode estabelecer um elo entre o ciclo silvestre e urbano. Com as mudanças climáticas futuras pode-se esperar uma expansão das epizootias em áreas anteriormente não endêmicas e sem recomendação de vacina.

  • ALEXRANGEL HENRIQUE CRUZ SANTOS
  • Positividade da Esquistossomose mansoni e das Enteroparasitoses em Área Endêmica, Sergipe, Brasil
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 29/07/2020
  • Dissertação
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  • A esquistossomose mansoni e as enteroparasitoses são doenças parasitárias negligenciadas e responsáveis por causar danos físicos, cognitivos e socioeconômicos em comunidades que apresentam precárias condições de higiene e saneamento básico. São parasitos capazes causar um grande impacto no perfil da morbidade e mortalidade, ambas são consideradas um grave problema de saúde pública. O município de Maruim-Se participa da campanha contra geohelmintos e Schistosoma mansoni desde 2015 com o objetivo de eliminar a esquistossomose e reduzir a carga parasitária dos geohelmintos. O presente estudo teve como objetivo analisar a positividade da esquistossomose mansoni e das enteroparasitoses em área endêmica do estado de Sergipe, Brasil. Trata-se de um estudo epidemiológico, analítico transversal aninhado a caso controle, a partir de inquéritos coproscópicos. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética e pesquisa em seres humanos da Universidade Federal de Sergipe, sob protocolo nº. 3.214.538. O estudo foi realizado em residentes do povoado Siebra localizado na zona rural do município de Maruim/SE. A obtenção das amostras ocorreu no período de setembro de 2018. Foram identificadas as positividades dos moradores com S. mansoni e/ou enteroparasitos através do método Kato-Katz e através do método de Ritchie e correlacionados com as condições socioambientais da região. Os dados descritivos foram analisados utilizando os programas Microsoft Excel 2007 e BioEstat (versão 5.0). A análise estatística foi realizada através das frequências absolutas e relativas, do Teste Qui-Quadrado e da razão de prevalência. Das 160 amostras coletadas e analisadas pela técnica de Kato-Katz, em relação a infecção para esquistossomose, a positividade foi de 49,4% no povoado estudado; em relação ao sexo dos moradores a infecção prevaleceu no sexo masculino 52,7%; em relação a faixa etária os idosos (>60 anos) foram os maiores acometidos 77,7%. Em relação às condições socioambientais o sexo masculino e em idade (até 9 a >40 anos), que residem em área rural, recebem ajuda governamental, que tem constante contato com águas naturais, que recebem informações sobre as parasitoses possuem maiores riscos de se infectar com o Schistosoma mansoni. Quanto às amostras analisadas para as enteroparasitoses, os protozoários Endolimax nana e Giardia lamblia (97,5 e 78,7%) foram os mais prevalentes no povoado; quanto à faixa etária, o Endolimax nana esteve mais prevalente em todas as faixas; em relação ao sexo dos moradores a infecção prevaleceu no sexo feminino (42,52% para T. trichiura, 9, 19% para E. vermiculares, 67,81% para Entamoeba histolytica, 85,05% para Giardia lamblia, 88,50% para E. coli e 86,20% para Blastocytis hominis). O presente estudo revelou que Maruim é um município endêmico para a esquistossomose e para as enteroparasitoses e que as condições socioambientais e sanitárias contribuem, significativamente, com as altas positividades dessas parasitoses, os resultados encontrados mostram a necessidade da criação de programas de saúde, campanhas de conscientização, monitoramento, controle e planejamento das práticas de saúde, com o objetivo de reter a disseminação e reduzir a transmissão da esquistossomose e das enteroparasitoses no município.

  • MARIA WILIANE DO NASCIMENTO CUNHA
  • ANÁLISE DOS PERFIS SÉRICOS DE CITOCINAS E FORMAÇÃO DE CLUSTERS ASSOCIADOS COM AS FORMAS E COMPLICAÇÕES CLÍNICAS DA HANSENÍASE
  • Orientador : MÁRCIO BEZERRA SANTOS
  • Data: 01/07/2020
  • Dissertação
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  • A hanseníase é uma doença infecciosa crônica e de evolução clínica lenta, causada pelo bacilo intracelular Mycobacterium leprae. Essa doença pode ser classificada de acordo com suas formas operacionais em paucibacilar e multibacilar, ou segundo critérios histopatológicos nas formas clínicas: indeterminada, tuberculóide, dimorfa e virchowiana. Na evolução clínica da doença os pacientes podem apresentar complicações como as reações hansênicas e ocorrência de incapacidade física. As manifestações clínicas e complicações da hanseníase estão relacionadas a diversos fatores como o background genético e aspectos imunológicos inerentes ao hospedeiro. Contudo, ainda não está esclarecido o papel exato das citocinas nas características da hanseníase. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa foi investigar o papel das citocinas nas complicações e formas clínicas da hanseníase. Participaram da pesquisa 104 pacientes diagnosticados com hanseníase e seus controles contactantes (n = 70). Os pacientes foram classificados quanto à forma clínica e operacional da doença, bem como à ocorrência de reação hansênica e incapacidade física. Após coleta de sangue e separação do soro, foram dosadas citocinas dos perfis Th1, Th2, Treg, Th17, Th9 e Th22 através da técnica de Luminex. As análises estatísticas foram realizadas no software Graphpad Prisma e a formação de cluster foi realizada no programa R (3.6.0). Foi observado que citocinas do perfil inflamatório IL-12p70, IFN-y, TNF-α e IL-18, apesar de pertencer ao perfil Th1, foram associados com a forma virchowiana e com a ocorrência de reação hansênica e incapacidade física. Já as citocinas IL-17 e IL-22, também do perfil inflamatório, foram associadas às formas indeterminada e tuberculóide. Quanto à análise de cluster, foi observado um cluster formado pelas citocinas IFN-γ, TNF-α, IL-9, IL-5, IL-10 e IL-18 que estão envolvidos com as principais complicações da hanseníase. Por outro lado, houve formação do cluster composto pelas citocinas IL-12p70, IL-1β, IL-23, IL-5, IL-2 e IL-17A em CC, este cluster pode estar relacionado a uma resposta imune eficaz contra M. leprae. Os resultados desse estudo demonstram que citocinas do perfil Th1 (IFN-y, TNF-α e IL-18) estão envolvidas com as complicações da hanseníase. Ademais, identificamos citocinas (TNF-α, IL-18, IL-4, IL-6, IL-10 e IL-27) envolvidas na ocorrência de complicações da hanseníase, as quais podem funcionar como biomarcadores para o monitoramento da evolução clínica da doença.

  • AMANDA FRANCIELLE SANTOS
  • Práticas Integrativas e Complementares para o Alívio da Dor Oriunda da Hanseníase.
  • Orientador : VERA LUCIA CORREIA FEITOSA
  • Data: 30/06/2020
  • Dissertação
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  • A hanseníase é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium leprae, um parasito intracelular com tropismo por macrófagos cutâneos e células de Schwann do sistema nervoso periférico. É uma doença altamente infecciosa com baixa patogenicidade. Sua principal rota de transmissão é via aérea; para o contágio é necessário contato com pacientes infectados que não estejam em tratamento. A presença de dor relacionada à hanseníase é frequente e apesar de práticas integrativas e complementares mostrarem-se úteis para o alívio de dor, são escassas as pesquisas acerca do tema. O estudo teve como objetivo avaliar a utilização de práticas integrativas e complementares por indivíduos com dor oriunda da hanseníase. Estudo descritivo transversal com abordagem quantitativa, realizada no Setor de Hanseníase do Hospital Universitário de Sergipe e no Centro de Especialidades Médicas de Aracaju, de fevereiro a junho de 2019. A amostra foi constituída por 170 indivíduos com dor devido à hanseníase. Os participantes foram abordados na sala de espera e entrevistados sobre aspectos sociodemográficos, recursos utilizados para o alívio da dor, além dos fatores que dificultam a adesão às práticas. Para a avaliação da intensidade de dor, foi utilizada a escala de descritores verbais de dor e, para dor neuropática, o questionário Douler Neuropathique en 4 questions. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e através dos testes Qui-Quadrado ou Exato de Fischer. A amostra foi composta por (95; 55,9%) indivíduos do sexo masculino; a maioria era parda (91; 53,5%) e com ensino fundamental (85; 50,0%). A dor neuropática (119; 70,0%) foi a mais frequente; dor intensa (85; 50,0%) ou moderada (62; 36,5%). (86; 50,6%) afirmaram serem adeptos a práticas integrativas e complementares. As principais foram: dieta restrita (50; 29,4%), exercício físico (32; 18,8%), massagem (31; 18,2%), compressa fria (18; 10,6%) e compressa quente (6; 3,5%). De forma abrangente, os fatores que interferiram na adesão às práticas foram: carência de informação (65; 38,2%), motivos financeiros (36; 21,2%), aspectos subjetivos (34; 20,0%), problema de infraestrutura do serviço (29; 17,1%) e disposição física/saúde (16; 9,4%). Mulheres (45; 60,0%; p<0,0427), mostraram maior adesão às práticas complementares, assim como pacientes com a forma clínica do tipo dimorfa (23; 74,2%; p<0,0014). Os que alegavam sentir queimação na pele (70; 55,5%; p<0,0437) e os que tinham acompanhamento com fisioterapeuta (11; 84,6%) p<0,0178). Diversas e distintas práticas integrativas e complementares estão sendo utilizadas por indivíduos com dor oriunda da hanseníase, porém fatores sociodemográficos, clínicos e assistências podem influenciar na adesão.

  • REBECA PINTO FIGUEIRÊDO
  • Diversidade genética de Papilomavírus bovino no Estado de Sergipe
  • Orientador : MARCUS VINICIUS DE ARAGAO BATISTA
  • Data: 30/06/2020
  • Dissertação
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  • Papilomavírus bovino (BPV) pertence à família Papillomaviridae, pode causar lesões no tecido epitelial e possui 27 tipos conhecidos. Nem todos os tipos de BPV estão associados ao desenvolvimento de câncer em bovinos. Além disto, estudos têm mostrado que variantes de tipos de papilomavírus humano podem apresentar diferentes perfis patogênicos. Entretanto, apesar da similaridade, ainda não se sabe se variantes de tipos de BPV também possam apresentar variados graus de patogenicidade. Desta forma, o objetivo deste estudo foi avaliar a variabilidade genética de tipos e variantes de BPV isoladas no Nordeste do Brasil. As amostras foram obtidas a partir de animais com lesões papilomatosas. O DNA de BPV foi detectado por amplificação do gene L1 e a genotipagem realizada por sequenciamento. Baseado nas sequências, as mutações foram analisadas em um contexto filogenético, estrutural e funcional. Foram obtidas 52 amostras, sendo identificados 11 tipos diferentes de BPV nas amostras. Também foram identificados alguns prováveis novos tipos de BPV, além de mutações não-sinônimas que foram preditas alterar a estabilidade da proteína. O estudo demonstrou uma alta diversidade genética de BPV na região, com um grande número de mutações identificadas, servindo de base para que medidas de controle mais eficientes possam ser adotadas para a papilomatose bovina.

  • MIKAEL FERREIRA COSTA
  • Utilização do POC-CCA como diagnóstico e controle de cura na infecção por Schistosoma mansoni em escolares em área de moderada endemicidade no Brasil
  • Data: 27/05/2020
  • Dissertação
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  • O Schistosoma mansoni é o parasito causador da esquistossomose, doença tropical negligenciada com grande impacto sobre morbidade e mortalidade em países subdesenvolvidos. O método de diagnóstico Kato-Katz é considerado padrão ouro, entretanto possui baixa sensibilidade. Dessa forma, com o intuito de melhorar o diagnóstico da doença, o teste rápido Point-of-care (POC) que identifica antígenos catódicos circulantes (CCA) tem sido utilizado como uma nova forma de identificar a doença. Objetivo: Avaliar a prevalência da esquistossomose em escolares tendo o POC-CCA como método de diagnóstico e de rastreio no controle de cura em escolares submetidos ao tratamento antiparasitário. Metodologia: Estudo epidemiológico longitudinal, realizado com indivíduos em idade escolar (6-22 anos), no município de Malhador/Sergipe em 5 comunidades endêmicas para esquistossomose. Os escolares foram diagnosticados utilizando o teste de urina POC-CCA, e após a identificação dos positivos foi realizado o tratamento com 60mg/Kg de Praziquantel. Após 30 dias do tratamento foi realizada a coleta das amostras de urina dos indivíduos tratados para a avaliação de cura. Resultados: Foram coletadas amostras de 555 escolares sendo 52% do sexo masculino e 48% do sexo feminino. Considerando o traço como resultado negativo, 112 (20,2%) indivíduos tiveram diagnóstico positivo. Entretanto, se considerado o traço como positivo, o número de infectados aumenta para 186 (33,5%) casos positivos. Todos os indivíduos (186) com banda positiva no diagnóstico foram tratados e 30 dias após o tratamento, apenas, 33 (20,4%) indivíduos continuaram positivos no exame pelo teste rápido. Um ano após o primeiro tratamento foram rastreados 129 escolares, dentre os quais 43 (33,3%) estavam negativos. CONCLUSÃO: O teste POC-CCA demonstrou alta sensibilidade para o diagnóstico de infecção por S. mansoni, e mostra ser um bom método para o controle de cura dos casos positivos para a doença.

  • ANA CAROLINA AMADO GOMES
  • Avaliação do antígeno rKDDR-Plus para o diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina em abrigos de animais de Aracaju/SE
  • Data: 26/05/2020
  • Dissertação
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  • A Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença tropical negligenciada que pode levar a morte caso não seja diagnosticada e tratada corretamente. O cão doméstico é considerado o reservatório mais importante devido a sua proximidade com o homem. O diagnóstico correto do reservatório canino é de suma importância para controlar a transmissão da doença. Os métodos de diagnóstico atualmente empregados para triagem apresentam boa sensibilidade e especificidade, mas também podem resultar em falsos negativos e reações cruzadas com infecções parasitárias relacionadas. Evidenciando a necessidade de novos métodos diagnósticos mais eficazes para LV. A fim de aprimorar o diagnóstico da LV canina, foi desenvolvido um antígeno recombinante constituído por 15,3 motivos repetitivos e 39 aminoácidos da kinesina denominado rKDDR-Plus. O objetivo deste estudo foi avaliar o antígeno rKDDR-Plus para o diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina em cães mantidos em abrigos de Aracaju/SE. Foi utilizada como padrão ouro, a PCR para Leishmania sp. O teste imunocromatográfico de rKDDR-Plus mostrou maior sensibilidade (57%); com p = 0.01 quando comparado ao DPP Bio-Manguinhos® (45%); com p = 0.20. Ambos os testes obtiveram a mesma especificidade (69%). A ELISA rKDDR apresentou maior sensibilidade, 49% com IC de 95%: 40.71-57.78; já a ELISA rKDDR-Plus apresentou maior especificidade, 81% com IC de 95%: 62.12-91.49. Quando comparada com os outros dois testes, a rKDDR-Plus apresentou a maior área da curva ROC (AUC=0.6207; IC de 95%: 0.5485-0.6929), seguida por Extrato Bruto (AUC=0.6045 ; IC de 95%: 0.5319-0.6771) e rKDDR (AUC=0.5937 ; IC de 95%: 0.5208-0.0665). Os cães foram avaliados para sinais e sintomas da LV Canina. De acordo com a avaliação clínica, os cães foram classificados como oligossintomáticos 71,4% (110/154), assintomáticos 24 % (37/154) e sintomáticos 4,6 (7/154), foi realizado o cálculo da razão de chance (Odds Ratio - OR) que evidênciou que cães que apresentam conjuntivite grave, lesões severas na pele e duas ou mais lesões nasais e/ou orais, possuem mais chances de ser positivos para LV Canina quando diagnosticada através da PCR. Concluindo que apesar do bom desempenho obtido pelo rKDDR-Plus, existe a necessidade de avaliar esse método diagnóstico em outras áreas endêmicas para LVC a fim de otimizar a técnica.

  • MARIANA DO ROSÁRIO SOUZA
  • Determinantes Socioeconômicos e Padrão Espacial da Esquistossomose Mansoni no Estado de Alagoas, Brasil.
  • Orientador : MÁRCIO BEZERRA SANTOS
  • Data: 12/03/2020
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  • A esquistossomose mansoni (EM) é uma doença parasitária grave e de evolução crônica, causada por vermes trematódeos da espécie Schistosoma mansoni. Diversos fatores, sociais e ambientais, estão associados às altas taxas de prevalência da EM nas áreas endêmicas. Dados apresentados pelo Programa de Controle da Esquistossomose (PCE), no ano de 2014, revelaram 27.525 exames positivos no nordeste brasileiro. E destes, 9.775 pertenciam ao estado de Alagoas. Alagoas é o segundo estado no país com maior taxa de prevalência. Além disso, apresenta deficiência no abastecimento de água e na rede de esgotamento sanitário da população e a taxa de analfabetismo e pobreza no estado é ainda elevada. A maioria dos municípios de Alagoas possui IDH abaixo da média nacional. Diante disso, este estudo objetivou analisar os fatores socioeconômicos e a distribuição espacial dos casos de esquistossomose mansoni nos municípios do estado de Alagoas. Trata-se de um estudo epidemiológico, do tipo série temporal, com base em dados reportados pelo Sistema de Informação do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE). A coleta dos fatores socioeconômicos ocorreu pelo site do IBGE e utilizou: Índice de Desenvolvimento Humano por município (IDHM); Esgotamento Sanitário Adequado; Urbanização das vias públicas; Taxa de escolarização (EM); Salário médio mensal; Produto Interno Bruto (PIB). A tendência temporal foi analisada pelo software de regressão Joinpoint. Para avaliar a correlação entre os dados do PCE e as variáveis socioeconômicas, aplicou-se os testes de correlação de Spearman (R). Os mapas de distribuição espacial foram construídos e analisados no programa QGIS e TerraView. Alagoas possui 102 municípios, destes 29 (28,43%) foram classificados com prevalência moderada (5 a 15%) e cinco (4,9%) com prevalência alta (>15%), estes localizados principalmente na região noroeste. Foi observado que a positividade vem decrescendo, passou de 8,11% em 2006 para 4,96% em 2016 (Variação Percentual Anual, APC = -5,71%). Contudo, houve redução também no número de exames realizados (APC = -5.05% ao ano) e na população trabalhada (APC = -2.84%). Há correlação negativa entre a infecção por S. mansoni e EM e IDH. Referente ao. A principal espécie de caramujo identificada foi a Biomphalaria glabrata (94,79%) No entanto, B. straminea apresentou maior percentual de positividade para S. mansoni (10,11%). Houve pela primeira vez relato de identificação de B. tenagophila em AL. A inexistência de dados nos municípios do sertão e alto sertão do estado deve-se a não cobertura dessas áreas pelo PCE e indicam, portanto, subnotificação de casos.

  • DAMYRES MENEZES SANTOS DE JESUS
  • Análise espacial e temporal da esquistossomose mansoni e sua associação com determinantes sociais de saúde no estado de Sergipe, nordeste do Brasil
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 12/03/2020
  • Dissertação
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  • A esquistossomose mansoni é uma doença parasitária de ampla distribuição mundial. No Brasil, é um grave problema de saúde pública e Sergipe é um dos estados com maior prevalência. Diversos fatores podem contribuir em sua transmissão e os Determinantes Sociais da Saúde (DSS) influenciam a ocorrência de fatores de risco na população. É essencial avaliar quais DSS estão associados com a transmissão da esquistossomose em Sergipe, além de caracterizar espacialmente todo o estado, para assim identificar os municípios que requerem maior atenção. O objetivo do estudo foi analisar a taxa de positividade da esquistossomose mansoni e sua associação com determinantes sociais da saúde em Sergipe, nordeste do Brasil. O estudo é do tipo ecológico série temporal com abordagem espacial, utilizando o município como unidade de análise. Os dados epidemiológicos foram coletados do Programa de Controle da Esquistossomose (PCE), no período de 2008 a 2017. As variáveis socioeconômicas e ambientais foram coletadas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio digital. Os dados descritivos foram tabulados e analisados no Microsoft Excel 2013. Foram realizadas análises de regressão linear para explicar a associação dos DSS em relação à positividade da esquistossomose pelo programa BioEstat. Para o cálculo da tendência temporal, foi utilizado o Programa de Regressão JoinPoint. A análise espacial foi realizada por meio do estimador de Kernel por centroide e dos Índices de Moran Global e Local, através do programa TerraView. A quantidade de municípios registrados anualmente apresentou variações, sendo o ano de 2011 o que teve o maior número (42) e o ano de 2017 o que teve o menor número (26). Foram realizados 646.088 exames e um total de 54.541 foram positivos para a presença do ovo de Schistosoma mansoni, totalizando uma positividade de 8,4% em Sergipe. A maior positividade ocorreu no ano de 2008 (10,5%) e a menor no ano de 2014 (6,4%). A maioria dos casos apresentou baixa intensidade de infecção (69,1%) e a maioria dos municípios endêmicos encontrou-se na faixa intermediária de positividade (5 a 15%). A análise temporal da positividade de esquistossomose apresentou uma tendência decrescente (APC= -3,68; IC= -6,0 a -1,3; p<0,05). As áreas com maior densidade de pessoas infectadas foram na região litorânea do estado, com maior concentração no sul. As variáveis densidade demográfica, IDHM, PIB per capita, taxa de analfabetismo e Índice de Gini explicaram conjuntamente a ocorrência da taxa de positividade. Os Índices de Moran mostraram que todas as variáveis analisadas apresentaram autocorrelação espacial positiva, exceto domicílios com esgotamento sanitário, PIB per capita e população rural. A investigação malacológica não foi registrada regularmente e apenas nove municípios forneceram informações. Houve registros de Biomphalaria glabrata e B. straminea no estado, sendo a maioria da primeira espécie. Sendo assim, há falhas no PCE, porém, com seu banco de dados, foi possível caracterizar o estado de Sergipe sobre a esquistossomose. Os DSS associados com a doença devem ser analisados para estratégias de prevenção.

  • ARIEL OLIVEIRA CELESTINO
  • Análise do programa de tratamento em massa contra geohelmintíases em Sergipe, Brasil.
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 28/02/2020
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  • Introdução: O parasitismo é caracterizado pela associação entre seres vivos, existindo a unilateralidade de benefício. Neles se incluem os geo-helmintos, que necessitam do solo em algum momento para completar seu ciclo de vida, dentre eles o Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e Ancilostomídeos (Necator Americano e Ancylostoma duodenale). Em virtude da grande distribuição em diversos lugares, são foco de uma estratégia da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde brasileiro, cujo objetivo é a diminuição da prevalência e/ou eliminação da prevalência desses parasitos e com isso a redução suas morbidades (anemia, desnutrição, comprometimento do crescimento físico e cognitivo principalmente em crianças). A OMS, recomenda a administração de medicamentos em massa de forma profilática para grupos de riscos (crianças em idade escolar, mulheres em idade fertil incluindo mulheres grávidas no segundo e terceiro trimestres, lactantes e adultos em ocupações de risco) quando esses parasitos estão infectando em grande proporção da população (OMS, 2006; 2016; 2017). No Brasil, essa ação é realizada pelo Sistema Único de Saúde em campanhas anuais direcionadas para estudantes de escolas públicas com idade de 5 à 14 anos. Objetivo: Avaliar o programa de tratamento em massa contra geo-helmintoses no estado de Sergipe e estimar seu custo-benefício a fim de gerar informações em prol da saúde pública. Metodologia: Foram colhidos laudos de laboratórios de análises clínicas de todo o estado para identificar o índice de positividade e a proporção entre grupos de helmintos e protozoário. Conheceu-se também, a política de operacionalização da campanha, números de comprimidos distribuídos, estimativa de taxa de cobertura, estimativa e comparação do custo-benefício de como ocorreu a administração de medicamento em massa contra geo-helmintoses e foi comparado a outras formas de intervenções. Resultados: Dos 1.110 laudos captados, cerca de 793 (71,44%) foram negativos e 317 (28,56%) positivos. Dos positivos, 307 para protozoários (96,84%) e 20 (6,31%) para helmintos. Em quatro edições da campanha realizadas em Sergipe, foram distribuídos anualmente uma média de aproximadamente 255.283 mil comprimidos de Albendazol (400mg, dose única) para todo o estado. Estima-se que a taxa de cobertura predominou acima de 80% e tenha, em 2014 e 2015 ultrapassado a meta de 85% de taxa de cobertura. Observou-se que foram repassados em média de R$ 281.859,25 durante os quatro anos de edição para realizar a campanha em Sergipe, R$ 5.894.736,11 no Nordeste e R$ 15.005.139,33 para o Brasil. Estima-se também que a forma de tratamento em massa como ocorreu tenha gerado uma economia de aproximadamente R$ 335.617,60 quando comparado aos custos para se diagnosticar e tratar apenas positivos. Conclusão: Conclui-se que, a ação pode ser considerada um sucesso, uma vez que foi identificado um baixo nível de positivos para helmintos e a forma como ocorreu apresentou melhor custo benefício comparado a outras formas de intervenção. Mas, não é mais necessária sua realização, já que os índices não se adequam mais a recomendação da OMS para o tratamento em massa contra geo-helmintoses. Porém, é preciso estudar formas de diminuição do índice de positividade para protozoários, a fim de evitar prejuízos clínicos e econômicos futuramente.

  • BIANCA VANESSA DOS SANTOS RIBEIRO
  • Dinâmica espaço-temporal da transmissão de leishmaniose visceral em uma região de alta endemicidade do Brasil
  • Orientador : TATIANA RODRIGUES DE MOURA
  • Data: 19/02/2020
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  • A leishmaniose visceral (LV) é uma doença tropical negligenciada, potencialmente fatal se não tratada em tempo oportuno. Estima-se que, mundialmente, um bilhão de pessoas vivam em regiões endêmicas para LV e que ocorram 50.000 a 90.000 casos novos por ano. No Brasil, a doença está em expansão, e concentra 96% dos casos de LV das Américas. O Maranhão, localizado no nordeste do Brasil, é o estado brasileiro com maior número de casos de LV. O objetivo desse estudo foi analisar os padrões de distribuição espaço-temporais da ocorrência de LV no Maranhão entre 2009 e 2017. Trata-se de um estudo ecológico, de base populacional e série espaço temporal, cujas unidades de análise foram os 217 municípios maranhenses. Foram incluídos todos os casos de LV no Maranhão registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) de 2009 a 2017. Foi realizada análise descritiva das características clínico-epidemiológicas e dos fatores demográficos associados aos casos de LV. A análise das tendências temporais foi feita por regressão linear segmentada (joinpoint). Foram calculadas as médias móveis trianuais dos coeficientes de incidência por município e suavizadas pelo método Bayesiano empírico local. As análises para identificação de aglomerados espaciais e espaço-temporais foram obtidas pelos Índices de Moran Global e Local (LISA) e estatística de varredura espaço-tempo. Foram notificados 5.128 casos, e durante esse período a transmissão e letalidade de LV foram crescentes, maiores que a média nacional. A maior ocorrência da LV esteve associada ao sexo masculino (63,8%), à faixa etária de 0 a 4 anos (47,5%), indivíduos de cor não branca (88,7%), à zona urbana (68,5%) e à baixa escolaridade (26,3%). A tendência de casos novos foi crescente com uma APC de 6.1 (IC 95%: 0.6 a 12.0), bem como entre homens (APC: 6.8, IC 95%: 0.6 a 13.3), na faixa etária ≥ 20 anos, com destaque para ≥ 60 anos, com uma APC de 24.2 (IC 95%: 13.5 a 35.9) A coinfecção LV-HIV foi crescente com APC 8.9 (IC 95%: 1.9 a 16.4), assim como a mortalidade e a letalidade. As análises espaciais demonstraram expansão da LV para municípios que não apresentavam registros de casos anteriormente, com transmissão intensa em praticamente todo o estado. As regiões oeste, centro e leste apresentaram maior concentração de casos e formação de aglomerados de alto risco. O planejamento de ações de vigilância, controle e prevenção da LV precisam considerar as peculiaridades locorregionais dos municípios, sobretudo nas regiões consideradas de alto risco.

  • THAYANE SANTOS SIQUEIRA
  • A Eliminação da Hanseníase em Sergipe é possível? Aspectos clínico-epidemiológicos dos indicadores operacionais da hanseníase em Sergipe, no período de 2007-2017
  • Orientador : JOSE RODRIGO SANTOS SILVA
  • Data: 13/02/2020
  • Dissertação
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  • A hanseníase é uma doença tropical negligenciada, que ocorre prioritariamente em populações com alta vulnerabilidade social. Com a adoção de políticas públicas que visavam a eliminação da hanseníase, a carga da doença no Brasil foi reduzida consideravelmente. Entretanto, Em Sergipe, no último boletim epidemiológico realizado de 2012 a 2016, demonstrou uma taxa de 17,59 casos novos por 100.000 habitantes, expressando assim, níveis altos de incidência para o estado. Partindo desse pressuposto, esse estudo teve como objetivo estudar os aspectos clínico-epidemiológicos dos indicadores operacionais da hanseníase em Sergipe, no período de 2007 a 2017. Trata-se de um estudo ecológico de série temporal e espacial, com abordagem descritiva, no qual foram selecionados 3 indicadores operacionais da hanseníase (variáveis dependentes), esses foram sujeitos a regressão polinomial com o intuito de identificar pontos em que ocorreram modificação da tendência. Os mapas foram construídos com a proporção dos casos de recidivas de cada município, e estratificação definida por meio da técnica k-médias, o Índice Global de Moran I para avaliar o grau de autocorrelação espacial. Para a análise dos fatores associados a cura da hanseníase, abandono do tratamento e recidivas, foi utilizado teste de Qui-Quadrado e da Razão de Chance (Odds Ratio – OR). Utilizou-se o software R, versão 3.5.1 e o Microsoft Excel 2010 para as análises estatísticas. Em relação a tendência, observou-se em relação as recidivas uma tendência crescente 2011 a 2017: APC: 14,69 (p-valor=0,003); Abandono do tratamento: tendência crescente de 2011 a 2017 (APC: 21,33; p=valor: 0,011); Cura: tendência decrescente de 2013 a 2017 (APC: -3,61; p=0,000). De acordo com o mapa da incidência das recidivas, observou-se 8 (10,67 %) municípios com uma incidência muito alta; 13 (17,33%) alta; média 16 (21,33%) e 38 (50,67%) com incidência baixa. O índice de Moran foi calculado apresentando autocorrelação espacial positiva, (I= 0,16; p -valor: 0,0159). Na análise multivariada foi retratado um risco maior de recidiva sobre os Adultos (OR = 2,81) e Adulto Jovem (OR = 2,85). A zonal rural foi considerada um local de proteção em relação as recidivas com (p=0,0019; OR= 0,54). A faixa etária jovem apresentou um maior risco para o abandono do tratamento (p=0,429; OR= 2,75). Os multibacilares apresentaram uma chance maior de abandonarem o tratamento (p=0,541; OR=2,26), quando comparados aos paucibacilares. Em suma, os indivíduos com baixa escolaridade, na faixa etária economicamente ativa e que moram nos grandes centros urbanos, com as formas mais graves da doença estão correlacionados a uma maior chance de abandonarem o tratamento, e do reaparecimento da doença após o período de alta por cura. Logo, o caminho para a eliminação da hanseníase em Sergipe ainda apresenta grandes desafios, principalmente porque a doença está ligada as condições sociais e de saúde do território. Falhas na operacionalização da hanseníase, enquanto problema de saúde, são determinantes para a persistência da doença.

2019
Descrição
  • MELINA VIEIRA ALVES
  • Análise da variabilidade genética de Papilomavírus humano identificado em amostras de mulheres HIV-positivas do Estado de Sergipe, Brasil
  • Orientador : MARCUS VINICIUS DE ARAGAO BATISTA
  • Data: 30/08/2019
  • Dissertação
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  • A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) é a infecção sexualmente transmissível viral mais prevalente no mundo. Esta infecção está associada ao desenvolvimento de neoplasias cutâneas benignas e malignas. Em mulheres, a infecção pelo HPV está relacionada à mais de 99% dos casos de câncer de colo uterino, além de associar-se a lesões precursoras deste tipo de câncer. Um dos fatores mais importantes para o desenvolvimeto destas lesões é a persistência da infecção pelo HPV durante longos períodos. Sabe-se que certas infecções, como a infecção provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), certas variantes virais do HPV, além de outros fatores intrínsecos e extrínsecos ao indivíduo, como a resposta imunológica, fatores genéticos, comportamentais e ambientais estão associadas ao aumento do risco de surgimento de neoplasias cervicais. O objetivo do presente estudo foi analisar molecularmente isolados obtidos a partir de mulheres com sorologia positiva para HIV, atendidas em um centro de atendimento localizado no Estado de Sergipe, Brasil. O estudo trata-se de uma análise descritiva e transversal, no qual buscou-se identificar possíveis associações moleculares aos achados clínicos. Para tanto, foi realizada a coleta das amostras cervicais de 275 pacientes atendidas no período de 2014 a 2017. Foi realizada a extração do DNA destas amostras, seguida da detecção molecular de HPV utilizando a técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) por meio dos primers EntropyA. Os produtos das reações positivas para HPV foram purificados e sequenciados. Foram obtidas 41 sequências, pertencentes a 16 tipos virais distribuídos em 8 espécies. Todas as sequências foram comparadas às respectivas sequências de referência para identificação dos sítios variáveis e descrição destas mutações. Para o conjunto de sequências, foram identificadas 221 mutações no fragmento amplificado do gene L1 de HPV. Foram ainda construídas árvores filogenéticas utilizando o método de máxima verossimilhança para determinação da relação entre as sequências obtidas e sequências depositadas no banco de dados GenBank. Os tipos virais associados ao maior risco oncogênico representaram mais da metade do total de sequências analisadas, com destaque para os tipos HPV16 e HPV35. Quanto às amostras que apresentaram maior número de sítios variáveis, estas pertenceram aos tipos HPV30, HPV54, HPV73, HPV61, HPV86, com destaque para a amostra 360 (HPV86), com 33 sítios distintos da sequência de referência. Neste estudo observou-se que os tipos virais de alto risco apresentaram poucos sítios variáveis para a região analisada, enquanto os tipos virais de baixo risco e provável alto risco apresentaram maior número de sítios variáveis. Este estudo permitiu a análise de isolados de HPV na população de estudo considerada, no entanto, mais estudos são necessários para permitir uma melhor compreensão acerca do impacto destas mutações quanto aos aspectos clínicos associados a estas infecções, bem como aspectos relacionados à biologia do HPV.

  • ANA DENISE SANTANA DE OLIVEIRA
  • A Vigilância em Saúde e a Esquistossomose no estado de Sergipe.
  • Orientador : VERA LUCIA CORREIA FEITOSA
  • Data: 28/08/2019
  • Dissertação
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  • A esquistossomose mansonica é uma endemia bastante difundida no território brasileiro, principalmente nos estados do Nordeste, estando Sergipe como um dos estados de maior prevalência. É uma doença infecto-parasitária causada pelo helminto trematódea do gênero Schistosoma, tendo como hospedeiro intermediário o molusco do gênero Biomphalaria. A diversidade dos fatores que envolvem a transmissão e permanência da esquistossomose em uma determinada área torna difícil as ações preconizadas pelo Programa de Controle da Esquistossomose (PCE) implantados pelo Ministério da Saúde, em que há o intuito de associar ações de erradicação, controle e prevenção em regiões endêmicas. O presente trabalho teve como objetivo analisar o desempenho da dinâmica do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Esquistossomose no estado de Sergipe, tendo como base os conceitos atuais de vigilância em saúde e o papel conferido aos estados e municípios, por meio da Portaria do Ministério da Saúde, nº. 1.399 de 15 de dezembro de 1999. A pesquisa trata-se de um estudo descritivo de abordagem quantitativa, com utilização de entrevistas semiestruturadas (dados primários), aplicadas a profissionais da Vigilância em Saúde e Atenção Básica nas sedes das sete regionais de saúde do estado de Sergipe, assim como informações obtidas no Sistema de Informação do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE), Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) (dados secundários). A pesquisa corresponde ao período dos anos de 2013 a 2018, em que foram realizadas comparações entre os indicadores de estrutura e processo com os achados da pesquisa. No presente estudo, foram encontrados como pontos críticos: a ausência de implantação do PCE na totalidade da área endêmica; falta de interação entre Vigilância Epidemiológica e Atenção Básica; e deficiências na gestão e execução de ações de campo. No estado de Sergipe, foi encontrada falhas na implantação no PCE, bem como na estrutura e no processo do Sistema de Vigilância. Enquanto isso, há necessidade de uma maior integração entre os profissionais da Vigilância Epidemiológica e demais setores da saúde. Isso, como consequência, pode influenciar negativamente nos resultados do Programa de Controle da Esquistossomose, semelhantemente nas demais endemias do estado.

  • ALINE MARIA CRUZ TELES
  • PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA COCIRCULAÇÃO DAS TRÊS PRINCIPAIS ARBOVIROSES EM SERGIPE ENTRE 2015 E 2017
  • Orientador : LUCIANE MORENO STORTI DE MELO
  • Data: 26/08/2019
  • Dissertação
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  • As arboviroses são importantes ameaças em regiões tropicais como o Brasil, devido à habilidade de expandir-se geograficamente. As principais são do gênero Flavivírus, vírus dengue (DENV) e vírus zika (ZIKV) e do gênero e Alphavirus, vírus chikungunya (CHIKV), sendo o principal vetor o mosquito Aedes aegypti que possui boa adaptação ao ambiente doméstico. As arboviroses podem gerar complicações crônicas e agravamentos na saúde desde o nascimento com comprometimento neurológico como a microcefalia até a idade adulta ou do idoso com o adoecimento de articulações e doenças neurológicas associadas ao sistema motor como a Síndrome Guillain Barré. Sergipe, enquanto menor estado do Brasil, apresentou números elevados de notificações para arboviroses, bem como, casos de microcefalia no ultimo período de surto entre 2015 e 2016, e, localiza-se em zona tropical, o que pode favorecer a proliferação do vetor Aedes aegypti e possivelmente da disseminação dos arbovírus. Sendo assim, o principal objetivo deste trabalho foi descrever o perfil epidemiológico dos casos de arboviroses: dengue, zika e chinkungunya notificadas no estado de Sergipe no período entre 2015 e 2017, correlacionando com os Índices de Infestação Predial (IIP), com o Índice de Desenvolvimento Humano e com o Índice de abastecimento de água. Foram utilizados dados do SINAN obtidos por meio da Vigilância Epidemiológica de Sergipe sobre as notificações para as arboviroses no período, os quais foram analisados e correlacionados, utilizando o teste estatístico de Pearson. Os resultados obtidos mostraram um total de 48.122 notificações entre 2015 e 2017, apresentando maior incidência, no ano de 2015 para dengue, (662/100 mil hab.), seguida de zika (155,68/100 mil hab) e chikungunya (150,76/100 mil hab.) nesse ano; em 2016 a maior incidência foi de ckikungunya (479,72/100 mil hab.), seguida de dengue (334,44/100 mil hab.) e zika (278,43/100 mil hab.). Já em 2017 houve redução considerável dos casos notificados. Em quantitativo numérico, os maiores registros foram de dengue que apresentou 14.682 casos em 2015 e Chikungunya, em 2016, com 10.732 casos, enquanto zika atingiu em 2016 6.229 casos. O estado de Sergipe possui condição preocupante para o índice de Infestação Predial (IIP) que avalia o índice da infestação do Aedes aegypti, estando Sergipe em estado de alerta ou em alto risco em quase toda a sua extensão territorial dentre os anos de 2015 a 2017. Isso leva à possibilidade do aumento do risco da infecção por arbovirose. Associado às condições de saneamento e educação sanitária, avaliamos os Índice de Desenvolvimento Humano e índice de abastecimento de água os quais podem dar indícios da necessidade e hábitos de armazenar reservatórios nas residências, entretanto nesse estudo, não houve correlação significativa entre as notificações para arboviroses, o IIP e os índices correlacionados, conforme encontrado na literatura que tem associado as condições sociais e ambientais ao elevado número de infestação do vetor e aumento nas notificações por arboviroses. Na caracterização da população notificada, foram encontrados 61,6% do sexo feminino, 43,4% consideraram-se pardos, 65,98% eram adultos e 68,5% localizados na zona urbana. Na sintomatologia identificada, febre, cefaléia e mialgia foram os mais identificados, com destaque de artralgia nos casos de chikungunya. Quanto à avaliação laboratorial, os municípios pouco realizaram o encaminhamento de amostras para a avaliação por sorologia ou PCR, encerrando na maioria dos municípios o desfecho pelo critério clínico-epidemiológico (65,3%). A saúde se constrói em parceria com a população, equipe de saúde e responsabilidade legal do Estado, dando condições sanitárias, sociais e educacionais. Para as arboviroses, faz-se necessária a vigilância epidemiológica contínua.

  • DAYVSON MORAES LEANDRO
  • Perfil clínico-patológico de mulheres portadoras da esquistossomose genital feminina.
  • Orientador : VERA LUCIA CORREIA FEITOSA
  • Data: 26/08/2019
  • Dissertação
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  • A esquistossomose mansônica é uma endemia presente em todo território nacional, principalmente nos estados do nordeste, onde Sergipe se destaca pela alta prevalência. A doença atinge principalmente o fígado e o baço, conhecida na sua forma hepatoesplênica. Pode entretanto acometer outros órgãos, como os genitais femininos. Esta forma conhecida como ectópica tem sido negligenciada, apesar de representar risco para a saúde de mulheres que vivem em áreas endêmicas. O objetivo da presente pesquisa foi o de realizar uma análise clínico-patológico de mulheres acometidas com esquistossomose genital feminina. Trata-se de um estudo descritivo e retrospectivo de abordagem quantitativa com base em bancos de dados secundários pertencente ao Memorial Prof. Dr. Nestor Piva da Universidade Tiradentes. Foram obtidos deste memorial, prontuários e biopsias de pacientes acometidas com esquistossomose genital feminina, com cortes histopatológicos corados pela hematoxilina-eosina, picrosirius-hematoxilina e tricrômio de Masson. A análise morfométrica foi realizada através do programa computacional Image J®. Foi realizada também uma distribuição percentual para se obter uma média de casos por ano, distribuição entre os órgãos mais afetados e o teste do qui-quadrado foi utilizado para estabelecer uma correlação entre a esquistossomose e outras patologias. Após análise estatística, obteve-se uma média de quatro casos por ano, a infecção foi encontrada em todos os órgãos do aparelho genital feminino, tendo sua maior prevalência no ovário, além disto, houve uma associação entre a parasitose e metaplasia de colo uterino, tumores uterinos e salpingite. Na análise histopatológica foi possível observar extenso dano aos tecidos além da formação de vários granulomas com alta colagenização, em sua grande maioria. Os presente achados revelaram uma forte presença da esquistossomose em diferentes órgãos do aparelho genital feminino. Mostra ainda que a esquistossomose genital feminina, necessita de mais estudo, demarcando áreas de riscos no estado Sergipe, o que poderá auxiliar a política pública da erradicação dessa doença endêmica no estado.

  • YRNA LORENA MATOS DE OLIVEIRA
  • Incidência, Diversidade Molecular e Potencial Patogênico de Acanthamoeba spp. Isoladas de Ambientes Aquáticos do Estado de Sergipe
  • Orientador : SILVIO SANTANA DOLABELLA
  • Data: 23/08/2019
  • Dissertação
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  • Acanthamoeba é uma ameba de vida livre com ampla dispersão ambiental, presente nos mais variados ambientes, causando eventualmente graves patologias em seres humanos e animais, como a encefalite amebiana granulomatosa e a ceratite amebiana. Diferentes espécies de Acanthamoeba foram descritas e atualmente são classificadas em 21 diferentes genótipos, com base em sequências do 18S rDNA. Um dos fatores relacionados à patogenia e virulência de Acanthamoeba consiste na capacidade desta de sobreviver a altas temperaturas e osmolaridade, bem como a capacidade de secretar proteases, que parecem estar envolvidas na patogênese da infecção. O objetivo desse trabalho foi avaliar a incidência e diversidade molecular de Acanthamoeba spp. em ambientes aquáticos naturais do estado de Sergipe-Brasil e determinar o potencial patogênico das amostras isoladas. Coletaram-se 138 amostras de 69 coleções aquáticas em 28 municípios sergipanos. As placas positivas para AVL foram submetidas a sucessivos subcultivos para obtenção de trofozoítos e, posteriormente, extração do DNA. A PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) foi realizada utilizando primers gerais para AVL e Acanthamoeba, sendo que os produtos da PCR para Acanthamoeba foram sequenciados. Para determinar o potencial patogênico dos isolados foram realizados o testes de osmo e termotolerância. A determinação da atividade proteolítica foi realizada utilizando meio condicionado com azocaseína e inibidores de proteases como PMSF (fluoreto de metilfenilsulfonil) e E-64 (trans-epoxisuccinil-L-leucilamido- (4-guanidino) butano). A partir da análise das placas, observou-se uma positividade para AVL de 74% (51/69 ambientes). A PCR apresentou positividade de 88% (45/51) para AVL e de 49% (25/51) para o gênero Acanthamoeba. A análise da sequência 18S do rDNA revelou que entre os 25 isolados estudados, 20 (80%) foram classificados como pertencentes ao genótipo T4, um isolado como T2, um isolado como T3 e um isolado como T5. O genótipo dos outros dois isolados não foi identificado. Além disso, dez isolados cresceram na concentração de 0,5 M e sete isolados cresceram em meio hiperosmolar (1,0 M de manitol), sendo estes classificados como potencialmente patogênicos, bem como dois isolados (32 e 36) apresentaram crescimento à temperatura de 37°C. A partir da avaliação da atividade proteolítica realizada em 9 isolados de Acanthamoeba sp. que apresentaram algum tipo de potencial patogênico, observamos que apenas 2 isolados (15 e 17) mostraram maior atividade proteolítica. Esses resultados confirmam a presença das AVL do gênero Acanthamoeba nos amebientes aquáticos dos municípios sergipanos, bem como inferem o potencial patogênico dos isolados estudados.

  • ANTONIELE DOS SANTOS PIMENTEL
  • Avaliação da resposta de monooxigenases à exposição ao repelente DEET em população de Aedes aegypti resistentes a inseticidas
  • Orientador : ROSELI LA CORTE DOS SANTOS
  • Data: 18/07/2019
  • Dissertação
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  • No Brasil, medidas de controle vetorial são utilizadas há décadas, principalmente através do uso de inseticidas. Alternativas convencionais de proteção individual são utilizadas como formas coadjuvantes, entre elas o uso de repelentes, como o DEET (N, N-dietil-meta-toluamida). O presente estudo teve como objetivo quantificar a variação de mooxigenases (P450) numa população resistente a inseticidas. Foram realizados bioensaios com temephós, deltametrina e pyriproxyfen em A. aegypti do município de Laranjeiras. Todos os ensaios foram pareados com a linhagem de referência para suscetibilidade a inseticidas. Os mosquitos foram expostos a DEET, seguido de intervalo pós-exposição de 0h, 6h, 12h e 24h. A população de campo apresentou resistência moderada ao temephós, suscetibilidade a ser confirmada ao deltametrina, e suscetibilidade ao pyrirpoxyfen. A quantidade basal de enzimas do P450 foi maior na população de campo. Houve variação da quantidade de P450 ao longo do tempo, com pico no intervalo de 12h, retomando a valores iniciais em 24h, entretanto não houve diferença entre os grupos expostos e não expostos ao DEET. Este estudo relevou que a população de campo apresenta perfil de resistência a inseticidas, quantidade alterada de P450 que responde mais rapidamente ao longo de 24h quando exposta ao DEET.

  • ANDRÉA LAMOUR FEDERICO
  • Prevalência e variação da contagem de ovos em escolares infectados com Schistosoma mansoni e geohelmintoses diagnosticados através do Kato-Katz em áreas de baixa e moderada endemicidade no Brasil
  • Data: 22/03/2019
  • Dissertação
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  • A esquistossomose, causada pelo trematoda do gênero Schistosoma, é uma doença tropical negligenciada. O Brasil, onde ela é causada pelo Schistosoma mansoni, possui a maior área endêmica nas Américas, e estima-se que 42,9 milhões de pessoas vivam em áreas com risco de infecção e 6,8 milhões estejam infectadas. O objetivo desse trabalho foi avaliar a prevalência e a intensidade de infecção de escolares com esquistossomose mansoni e geohelmintos diagnosticados através do Kato-Katz em áreas de baixa e moderada endemicidade no Brasil. Durante 3 dias consecutivos foram coletadas 1 amostra/dia de fezes (2 lâminas por amostra) de escolares de 6 a 20 anos para realização do diagnóstico através do Kato-Katz em 542 crianças no município de Malhador/Sergipe, e 572 crianças em Januária/Minas Gerais. Como resultado foi encontrado 24,35% (n=132) casos positivos para a esquistossomose no município de Malhador e 5,28% (n=30) em Januária. No município de Malhador/SE, a comunidade com maior número de infectados foi Tabua, com 53,77% (n=57), em Januária/MG, foi a comunidade de São Joaquim, com 13,11% (n=16). A comunidade de Tabua/SE apresentou uma maior prevalência de infecção na faixa entre escolares de 16-20 anos, no entanto, em Januária não houve relação significativa entre a faixa etária e comunidade. Foram encontradas outras infecções parasitárias como Ascaris lumbricoides (0,55%) e Trichuris trichiura (3,32%) em Malhador/SE. Após o tratamento cinco escolares somente do município de Malhador/SE, apresentaram-se ainda infectados. De acordo com os resultados, pode-se concluir que as regiões estudadas apresentam baixa e moderada endemicidade e uma variação da intensidade de infecção entre as comunidades, mostrando que essas áreas são propícias à disseminação da doença.

  • ROSIANE SANTANA ANDRADE LIMA
  • Análise de laudos anatomopatológicos de hanseníase em laboratórios públicos e privados, no estado de Sergipe, no período de 2007 a 2016
  • Orientador : DIEGO MOURA TANAJURA
  • Data: 25/02/2019
  • Dissertação
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  • Introdução: A hanseníase é uma doença crônica, infecciosa e sistêmica causada pelo bacilo Mycobacterium leprae que pode gerar incapacidades físicas variadas. É problema sanitário mundial que no Brasil e em Sergipe é endêmica. Objetivo: Analisar as características da hanseníase no estado de Sergipe, a partir de dados secundários de laudos anatomopatológicos, no período entre 2007 e 2016. Método: Coleta de dados secundários, de pacientes com diagnóstico de hanseníase, a partir de laudos anatomopatológicos de laboratórios de anatomia patológica do estado de Sergipe, dentre eles, o do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU), além de três laboratórios privados (LPs), no período de 2007 a 2016. Foram coletados dados como idade, gênero, procedência, estudo de bacilos pela histologia e forma clínica. Resultados: Um total de 988 laudos de hanseníase foram coletados, sendo 308 do único laboratório público do estado, o HU, e 680 laudos dos LPs. O gênero feminino foi mais acometido, tanto no HU, quanto nos LPs, com 52,27% e 52,06%, respectivamente. Considerando-se a procedência, encontramos laudos de pacientes de 29 municípios dos 75 totais do estado de Sergipe (aproximadamente 38,65% dos municípios). A região metropolitana da grande Aracaju apresentou a maior concentração dos pacientes, com 76,3% dos laudos do HU e 73,05% nos LPs. A forma clínica mais presente foi a Hanseníase tuberculóide e a indeterminada, sendo o número de casos predominantemente maior nos LPs (p< 0,0001). Com relação a classificação operacional, a baciloscopia negativa foi significativamente maior nos LPs (p=0,005). As análises de tendência linear das séries temporais dos casos de hanseníase diagnosticados no HU e nos LPs, no período de 2007 a 2016, demonstram uma tendência de aumento nas formas mais graves no HU, enquanto nos LPs a tendência de aumento foi nas formas menos graves da doença. Conclusão: Diante do exposto, pode-se observar a ocorrência de casos menos graves da hanseníase na população com melhor situação econômica e social. Possivelmente, isso deve-se ao maior acesso aos serviços de saúde, possibilitando um diagnóstico rápido e melhor cuidado nos procedimentos terapêuticos.

  • MYRELA CONCEIÇÃO SANTOS DE JESUS
  • Arbovírus em Sergipe: infectividade em mosquitos Aedes e caracterização molecular do vírus chikungunya
  • Orientador : LUCIANE MORENO STORTI DE MELO
  • Data: 05/02/2019
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  • Arboviroses são doenças infecciosas causadas por vírus, denominados arbovírus. Dentre os arbovírus, os gêneros Flavivirus e Alphavirus são os de maior importância, possuindo espécies como o vírus da dengue (DENV) e zika (ZIKV), do gênero Flavivirus e o Chikungunya (CHIKV), do gênero Alphavirus. No Brasil, o principal vetor responsável pela disseminação dos arbovírus é o mosquito Aedes aegypti (Ae. aegypti). O cenário epidemiológico do estado de Sergipe favorece a transmissão desses vírus por possuir altos níveis de infestação do vetor Ae. aegypti. Apesar disto, não existem dados sobre a variabilidade genética dos vírus circulantes assim como uma vigilância da infectividade desses arbovírus nos vetores. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi monitorar a presença de Flavivírus e Alphavirus em fêmeas de Ae. aegypti coletadas em municípios do estado de Sergipe e caracterizar molecularmente as sequências do gene E1 de CHIKV identificadas em amostras humanas do estado. Para o monitoramento dos mosquitos, foram realizadas capturas ativa de mosquitos adultos nos municípios de São Cristóvão, Laranjeiras, Itabaiana e Simão Dias. As fêmeas de Ae. aegypti coletadas tiveram as cabeças cortadas para análise. A triagem foi realizada por PCR com o uso de primers específicos para Flavivirus e Alphavirus. As amostras positivas foram triadas com primers específicos para os quatro sorotipos de DENV, ZIKV e CHIKV. Para a análise da variabilidade genética de CHIKV, foram obtidas 16 amostras positivas de CHIKV do Laboratório de Saúde Pública de Sergipe. Um fragmento parcial de 613 pb do gene E1 foi amplificado e sequenciado. As sequências foram analisadas quanto a variabilidade de nucleotídeos e aminoácidos e foram alinhadas com representantes de cada genótipo disponíveis no GenBank para a construção da árvore filogenética pelo método de máxima verossimilhança, com 1000 réplicas. Foram observadas 3 mutações importantes, duas delas eram silenciosas e estavam presentes apenas em duas sequências do Haiti e em todas as sequências brasileiras e a terceira mutação, no sítio 632 do gene E1, estava presente apenas nas sequências deste estudo e em cinco sequências brasileiras. Essa mutação levou a troca do aminoácido lisina por treonina na posição 211 da proteína. A árvore foi gerada pelo modelo Jukes-Cantor e demonstrou que todos os isolados deste estudo pertencem a linhagem do Oceano Índico. Das 184 fêmeas de Ae. aegypti capturadas, 35 (19,02%) estavam infectadas por Flavivirus e 55 (29,89%) por Alphavirus. Das Flavivirus-positivas, 1 foi positiva para DENV-2, 1 para DENV-3, 11 para DENV-4, 10 para ZIKV. Das que foram Alphavirus-positivas, 38 estavam infectadas com CHIKV. Os resultados deste trabalho poderão contribuir para a compreensão da diversidade dos arbovírus circulantes no vetor em período interepidêmico favorecendo o delineamento de medidas de controle para evitar futuras epidemias no estado. Os resultados também fornecem dados sobre a variabilidade genética de CHIKV em Sergipe o que pode favorecer estudos futuros que busquem desenvolver antígenos vacinais funcionais e que respondam em populações heterogêneas. Os resultados de variabilidade também são importantes para estudos posteriores de evolução do CHIKV

2018
Descrição
  • IANE BRITO LEAL
  • Fatores de risco e análise espacial da infecção por Schistosoma mansoni em escolares de área endêmica no estado de Sergipe, Brasil
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 20/12/2018
  • Dissertação
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  • A Esquistossomose Mansoni é uma doença parasitária transmissível, crônica e grave, cujo agente patogênico é o Schistossoma mansoni. Trata-se de uma das doenças parasitárias mais prevalentes no mundo. No Brasil, representa um grave problema de saúde pública, principalmente no Nordeste do país, onde a doença é historicamente endêmica. Sergipe é um dos estados com maior prevalência com a taxa média positiva superior à média nacional. Este estudo objetivou analisar os fatores de risco e o padrão espacial da Esquistossomose Mansoni em escolares de área endêmica do estado de Sergipe, Brasil. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e de corte transversal com técnicas de análise espacial. A pesquisa foi realizada em quatro momentos: a) sensibilização da comunidade e participantes da pesquisa em três escolas; b) coletas das amostras de fezes e urina; c) localização espacial nos domicílios dos participantes da pesquisa com auxílio de um receptor para localização das coordenadas geográficas; d) aplicação de questionário para levantamento dos fatores de risco socioeconômicos, comportamentais, ambientais e de contato com as águas associados à ocorrência e transmissão da doença. Na análise dos dados descritivos foi utilizado o programa Microsoft Excel 2007. A análise espacial da distribuição da infecção no município foi realizada através dos programas GPS TrackMaker e QGIS 2.18.16 utilizando o estimador de intensidade Kernel. A análise estatística foi realizada através dos Teste Qui-Quadrado e razão de prevalência. Foram identificados 73 casos através o método Kato-Katz (KK) e 100 casos com método do Antígeno Catódico Circulante (POC-CCA) no ano em estudo. Constatou-se que o percentual de positividade para Esquistossomose Mansoni foi de 23,7% (KK) e 32,46% (POC-CCA); em relação ao sexo dos sujeitos infectados pelo S. mansoni prevaleceu o sexo masculino e a faixa etária mais acometida foi de 6 a 10 anos de idade, em ambos os métodos. Prevaleceu a infecção leve com 65,8%, segundo a carga parasitária, nas três escolas. Dessas, uma escola apresentou infecção alta com 12,7%. Os indivíduos sob o maior risco para adoecer de esquistossomose são aqueles que residem em casa própria, em área rural, próximo aos mananciais, com suas residências acumulando água no quintal no verão e inverno, com poço artesiano, em ruas não asfaltadas, onde os indivíduos pisam em águas da rua no verão e inverno, que tem constante contato com águas e do sexo masculino. A análise espacial aponta a existência de três grandes aglomerados, um na zona urbana e dois na zona rural, e a visualização de áreas de maior concentração de casos expostos a diferentes graus de risco. Os resultados da pesquisa permitem conhecer melhor a realidade da doença, e assim, facilitar a compreensão da distribuição espacial da Esquistossomose Mansoni.

  • ÍTALO FERNANDO LISBOA DE MELO
  • LEVANTAMENTO DA MALACOFAUNA LÍMNICA E HELMINTOFAUNA ASSOCIADA AOS MOLUSCOS DULCÍCOLAS DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DE LOURDES, SERGIPE
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 30/08/2018
  • Dissertação
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  • O filo Mollusca é o segundo maior grupo de invertebrados, vivem nos mais variados ecossistemas. Estima-se que mais de 450 espécies de moluscos são de água doce ou límnicos, tendo as classes com maior representatividade gastrópode e bivalvia. Desde a pré-história, os moluscos estão intimamente relacionados à sociedade humana, utilizados na alimentação pelo homem. Além disso, desempenham funções ecológicas, são excelentes bioindicadores de poluição ambiental, embora se encontre entre os animais mais ameaçados de extinção, um dos fatores é a introdução de espécies exóticas invasoras nos ambientes dulcícolas. Algumas espécies são de grande importância de interesse médico e veterinário e são consideradas potentes hospedeiras de doenças parasitárias. O presente trabalho teve o propósito de realizar o levantamento da malacofauna límnica e da helmintofauna associada aos moluscos de água doce das coleções hídricas do município de Nossa Senhora de Lourdes/SE. Para tanto, foi realizado no período de março/2016 a novembro/2017, obedecendo às diferenças sazonais (períodos seco, chuvoso e pós-chuvoso) um levantamento malacológico nas coleções hídricas da área em estudo, as quais foram georreferenciadas com auxílio de um receptor GPS (Global Position System). As coleções hídricas foram analisadas de acordo com os seguintes fatores: presença de moluscos; sua identificação, que se deu por meio de dissecações anatômicas em microscópio estereoscópio, método conquiliológico e consultas de referências especializadas; além da ocorrência de parasitismo pelo Schistosoma mansoni e outros trematódeos em moluscos límnicos, pelas técnicas de fotoestimulação e exposição ao escuro. O material coletado foi identificado e analisado no Laboratório de Entomologia e Parasitologia Tropical- Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, SE, e no Laboratório de Malacologia do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro. Das coleções hídricas na região em estudo, 34 foram georreferencidadas, 18 (53%) apresentaram moluscos, os quais foram coletados segundo os períodos: seco com 295 (6%), chuvoso com 3333 (64%) e pós- chuvoso com 1568 (30%), totalizando 5196 exemplares. Destes, 4747 (91%) eram gastrópodes e 449 (9%) bivalves, distribuídos em 6 famílias, 1 subfamília e 11 espécies: Asolene meta e Pomacea lineata (Ampullariidae); Corbicula fluminea e Corbicula largillierti (Corbiculidae); Limnoperna fortunei (Mytilidae); Physa acuta (Physidae); Ancylidae, Biomphalaria straminea, Drepanotrema lucidum, Drepanotrema depressissimum e Drepanotrema cimex (Planorbidae); e Melanoides tuberculata (Thiariidae). Dos moluscos analisados quanto aos trematódeos, 5 gastrópodes apresentaram-se infectados: um exemplar B. straminea apresentou Vivax; e quatro exemplares Melanoides tuberculata (dois emergiram Pleurolophocercous e dois liberaram Virgulate). A distribuição espacial dos moluscos foi evidenciada em dois aglomerados que reuniu vários tipos de coleções hídricas na área estudada sendo que apenas no rio São Francisco encontrou-se todas as espécies. Este estudo é pioneiro para a área em pesquisa, além de notificar moluscos de importância médica e veterinária, positivos para diversos tipos cercarianos, tende a subsidiar o planejamento de ações de monitoramento, prevenção e controle de helmintoses de modo a melhorar a qualidade de vida da população. Além disso, sugere contribuição para o conhecimento da biodiversidade e distribuição espacial da malacofauna límnica do estado de Sergipe.

  • SÂMIA NUNES DE MELO
  • PREVALÊNCIA DE ROTAVÍRUS E NOROVÍRUS ENTRE CRIANÇAS COM DOENÇA DIARREICA EM ARACAJU-SE
  • Orientador : LUCIANE MORENO STORTI DE MELO
  • Data: 29/08/2018
  • Dissertação
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  • A gastroenterite aguda (GEA) constitui grave problema de saúde pública mundial. É prevalente na infância, principalmente em países em desenvolvimento como o Brasil. A diarreia é o principal sintoma da GEA e segunda causa de óbito em crianças menores de cinco anos. Os vírus entéricos, em especial os Rotavírus (RVA) e Norovírus (NoV) são agentes etiológicos importantes. A relevância médica do rotavírus está bem definida e, por isso, a vacina está disponível no Brasil desde 2006, o que parece ser responsável pela redução dos internamentos e óbitos devido à GEA. Apesar do sucesso, deve-se ter o conhecimento de que a vacina Rotarix tem grande aplicabilidade para a maioria dos genótipos homotípicos ao G1P[8] enquanto o efeito contra o genótipo G2P, heterotípico, é de somente 41%. Além disso, após a inclusão da vacina para o RVA, o Norovírus tem se tornado relevante para GEA viral. Antivirais para esse agente não existem e a elaboração de uma vacina ainda está em fase de ensaio clínico. Em países desenvolvidos, a implementação da vigilância levou ao aumento da informação sobre a prevalência e diversidade dos NoVs, ao passo em que o mesmo tipo de vigilância não é visto em países em desenvolvimento. O Ministério da Saúde brasileiro não abrange a vigilância da diarreia aguda por Norovírus, por isso, a influência desse agente sobre a saúde pública brasileira vem sendo conhecida através de grupos de estudo de alguns estados do país. Esse estudo objetivou estabelecer a prevalência das infecções por rotavírus da espécie A e de norovírus em crianças com doença diarreica aguda em Aracaju-SE. A pesquisa é parte de um trabalho de vigilância constante que visa conhecer a prevalência desses enterovírus em Sergipe, bem como a epidemiologia molecular dos mesmos, desde a implantação da vacina contra o rotavírus em 2006. Foram incluídas 250 amostras de fezes diarreicas previamente coletadas de crianças atendidas no setor pediátrico do Hospital de Urgências de Sergipe, entre janeiro de 2013 e julho de 2015. A triagem dessas amostras para RVA foi realizada por ELISA no Laboratório Central de Sergipe. Para NoV foram analisadas por método molecular usando a RT-PCR em tempo real para diagnosticar e quantificar os vírus, na Fundação Oswaldo Cruz - RJ. Observou-se prevalência de 36,8% do NOV e de 12,8% do RVA na população estudada. Nota-se que a cobertura vacinal para RVA tem diminuído em todas as instâncias e que as hospitalizações decorrentes da GEA regrediram entre 2013 e 2015, mas, voltaram a crescer a partir de então. Nos últimos 3 anos foram registrados óbitos por GEA. Os motivos para a redução na cobertura vacinal e para a ocorrência de óbitos merecem ser investigadas com atenção. As informações encontradas fortalecem o fato de que a vigilância desses enterovírus se faz necessária no estado, além da investigação dos genótipos circulantes na região. Espera-se contribuir para a construção de dados epidemiológicos regionais.

  • KIRLLY BEZERRA DA SILVEIRA
  • EPIDEMIOLOGIA E DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA SÍFILIS CONGÊNITA EM SERGIPE.
  • Orientador : VERA LUCIA CORREIA FEITOSA
  • Data: 27/08/2018
  • Dissertação
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  • A sífilis congênita, principalmente, em países subdesenvolvidos permanece, até o presente, como um problema de saúde pública. Este estudo objetivou analisar a distribuição espacial e sua tendência temporal, além de identificar as áreas de risco, local da ocorrência de sífilis congênita e descrever características associadas a variáveis sociodemográficos das mães cujos filhos tiveram sífilis congênita em Sergipe. Trata-se de um estudo ecológico, de série temporal, com a utilização de técnicas de análise espacial tendo os municípios do estado, como unidade de análise. Os dados foram obtidos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e compreendeu todos os casos novos de sífilis congênita notificados no estado durante o período de 2007 a 2015. Foram registrados 2.381 casos novos de sífilis congênita no período estudado. Foi encontrada uma tendência única de crescimento da taxa de detecção, que variou de 2,7 (2007) para 11 (2015) por 1000 nascidos vivos. A taxa média de detecção do período foi 7,63casos por 1000 nascidos vivos. O índice global Moran foi de I = 0,64 p<0,01, indicando a existência de dependência espacial; o mapa de Moran identificou 20 municípios do estado de Sergipe, como áreas de risco prioritárias de atenção. Houve tendencia de crescimento de incidência de sífilis congênita durante o período (2007 a 2010), a partir de 2010, a doença continuou crescendo, porém, com uma intensidade menor de crescimento quando se compara com anos anteriores. A partir de 2011 houve uma estabilização com incidência mantendo-se em torno de onze casos para cada mil nascidos vivos até 2015. A maioria das mães avaliadas, 68,46 %, encontrava-se, na faixa etária, entre 20 a 34 anos; 40,7% dessas mulheres possuiam ensino fundamental incompleto e 85 % se declararam pardas, 72,7% realizaram o pré-natal e mesmo assim boa parte dessas mulheres foi diagnosticada tardiamente, este fato reflete a fragilidade da assistência de pré-natal prestada às mulheres, do atual estudo. A distribuição geográfica das áreas de risco mostrou-se heterogênea, em função tanto da amplitude do território como pela concentração de casos em determinadas regiões. A aplicação de diferentes métodos de análise espacial permitiu identificar as áreas prioritárias de atenção.

  • ROBERTO VIVAS DA SILVEIRA
  • Pesquisa de genes de carbapenemases em Klebsiella pneumoniae e avaliação de ação sinérgica de antimicrobianos
  • Data: 21/08/2018
  • Dissertação
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  • A emergência de Klebsiella pneumoniae resistente aos carbapenêmicos responsáveis por infecções em pacientes hospitalizados é um problema de saúde pública sendo descrito por diversos países. A principal causa de resistência aos carbapenêmicos é a produção de enzimas conhecidas como carbapenemases. Infecções graves causadas por enterobactérias produtoras carbapenemases podem apresentar altas taxas de mortalidade e a antibioticoterapia por esses microrganismos multirresistentes tornou-se um desafio, sendo necessário em diversas situações o emprego de dois ou mais antimicrobianos para alcançar o sucesso terapêutico. Portanto, a definição de qual combinação de antimicrobianos apresenta melhor ação atividade frente a K. pneumoniae produtora de carbapenemase poderá orientar mais adequadamente a conduta terapêutica. Este estudo pesquisou 7 genes diferentes de carbapenemases blaKPC, blaGES, blaNDM, blaSPM, blaIMP, blaVIM e blaOXA-48 em cepas de K. pneumoniae resistentes aos carbapenêmicos. Para avaliação da ação sinérgica aos antimicrobianos, foram utilizados os métodos de Checkerboard, epsilométrico e por disco aproximação com diferentes combinações de polimixina B, meropenem, amicacina e tigeciclina. Foram identificadas nas 147 cepas analisadas, 83 (56,5%) positivas para um ou mais genes das carbapenemases pesquisados, sendo 74 (50,3%) amostras positivas para blaNDM, 8 (5,4%) positivas para blaKPC e 1 (1,2%) amostra positiva para blaKPC e blaNDM juntos. Para os testes sinérgicos, foram escolhidas duas cepas com blaNDM e perfil de sensibilidade distintos, sendo que a tripla combinação de polimixina B + meropenem + amicacina para cepa 97 apresentou melhor atividade sinérgica. Enquanto com a cepa 102, a melhor combinação foi entre polimixina B + meropenem.

  • EDCLÉCIA NASCIMENTO SANTOS
  • Bacillus thuringiensis NATIVAS DO SOLO E TESTE DE TOXICIDADE DAS CEPAS FRENTE À TROFOZOÍTOS DE Acanthamoeba castellanii
  • Data: 21/08/2018
  • Dissertação
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  • Bacillus thuringiensis é uma bactéria Gram-positivo não-patogênica formadora de esporos encontrada em diferentes habitats como solos, plantas, insetos mortos e sedimentos marinhos. Esta bactéria é produtora de diversos tipos de metabólitos secundários com atividade tóxica, dentre eles os cristais de proteínas δ-endotoxinas produzidas durante a esporulação. Essas proteínas são denominadas cristais de proteínas inseticidas (insecticidal crystal proteins - ICPs) distribuídas em duas famílias: Cry e Cyt. As Cry apresentam toxicidade para uma ampla gama de organismos invertebrados e células humanas cancerígenas; sendo assim, o B. thuringiensis é amplamente utilizado como bioinseticida. Os protozoários representam um dos grupos-alvo destas toxinas, porém com estudos ainda escassos. O protozoário Acanthamoeba castellanii é uma ameba de vida livre, potencialmente patogênica e que ocasiona doenças como a ceratite amebiana e a encefalite amebiana granulomatosa, enfermidade de difícil diagnóstico e sem medicamentos específicos. Este trabalho objetivou isolar cepas de B. thuringiensis do solo e caracterizar as toxinas Cry codificadas por elas através de ensaios de toxicidade frente a trofozoítos de A. castellanii. Um total de 15 amostras de solo de diferentes regiões do estado foicoletado, cultivado e separado em 150 isolados que foram selecionados a partir das características morfológicas das colônias. Após as análises das lâminas foram selecionadas 75 estirpes de maior esporulação e presença de proteínas para o bioensaio. Um total de três estirpes, os isolados 66, 69 e 75, apresentaram atividade amebicida frente à A. castellanii. Após 48 h de interação entre proteína e protozoário, as amostras apresentaram entre 96,2 a 97,8% de morte celular nas concentrações de 50 a 100µg/mL. Nestas condições, os isolados apresentaram valores de IC50 de 4.1, 4.35 e 8.3µg/mL, respectivamente. É notório que estas proteínas de B. thuringiensis exercem um efeito amebicida sobre trofozoítos de A. castellanii, no entanto faz-se necessária a realização de estudos mais específicos para que estas toxinas venham a ser utilizadas como medicamento.

  • ADRIANA DOS SANTOS ESTEVAM
  • Avaliação da atividade de formulações comerciais de repelentes sobre Mosquitos Aedes aegypti (Diptera- culicidae)
  • Orientador : ROSELI LA CORTE DOS SANTOS
  • Data: 18/06/2018
  • Dissertação
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  • Objetivos: Avaliar a eficácia de repelentes utilizados comercialmente contra picadas de Aedes aegypti. Material e Métodos:Foi utilizado o método padrão da Organização Mundial da Saúde para avaliar a sensibilidade do mosquito através da estimativa de tempo de proteção completa (TPC) do repelente. O teste consiste na aplicação do produto e introdução do braço de voluntário em gaiolas contendo 50 mosquitos fêmeas. Foi avaliado inicialmente produto a base de N,N dietilbenzamina (DEET)grau técnico a 10% e quatro formulações com diferentes concentrações de DEET, OFF Family (7,125%), Baruel (9,5%), Expert Total (15%), Super Repelex Aerossol (11%), produto a base de IR3535 (Repeden Spray 12%, Loção Jonsons Baby 12,5%,) e a base de ICARIDINA (Exposis Extreme Tetra 25%), e estimado o TPC pela mediana de cada produto em 6 voluntários, sendo três homens e três mulheres. Resultados:As marcas OFF Family (DEET 7,125%), Baruel (DEET 9,5) e DEET analítico (10%) demostraram uma mediana de 30 minutos, mesmo apresentando diferentes concentrações; Super Repelex Aerossol (DEET a 11%) dentre os produtos contendo DEET foi o que apresentou uma maior mediana, com um TPC de 60 minutos; Expert total (DEET 15%) (1º lote) e o Expert Total (DEET 15%) (2º lote) mostram-se com medianas iguais com um tempo de 60 minutos; Repeden (IR3535 12%) e Johnsons baby (IR3535 12,5%) apresentaram uma mediana com TPC de 30 minutos, diferindo apenas no grau da concentração do principio ativo; Exposis Extreme (Icaridina a 25%) apresentou uma mediana de 120 minutos, mostrando uma superioridade em relação aos outros produtos. Conclusão: Os produtos apresentaram tempo de proteção completa inferior a esperada, podendo deixar a população que os utilizam como medida de controle contra diversas doenças desprotegida, sendo necessário maior número de reaplicações dos produtos.

  • ANA CAROLINE RODRIGUES LIMA
  • ANÁLISE ECOEPIDEMIOLÓGICA DOS CRIADOUROS E FOCOS DE BIOMPHALARIA RELACIONADOS À TRANSMISSÃO DA ESQUISTOSSOMOSE MANSONI EM ÁREA LITORÂNEA DE SERGIPE
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 19/04/2018
  • Dissertação
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  • A esquistossomose é uma doença infecto-parasitária cujo agente etiológico é o Schistosoma mansoni, transmitida ao homem por caramujos dulcícolas do gênero Biomphalaria. O Brasil destaca-se por apresentar grande extensão do território endêmico para a esquistossomose, Sergipe ocupa o primeiro lugar no ranking nacional com positividade de 7,71%. Para o entendimento da distribuição dos casos e de quais são as coleções hídricas com importância epidemiológica para a doença, procurou-se analisar ecoepidemiologicamente os criadouros e focos de Biomphalaria relacionados à transmissão da esquistossomose mansoni em área litorânea de Sergipe. O município estudado foi a Barra dos Coqueiros. Ao longo do território, 16 coleções hídricas foram georreferenciadas e nelas foram realizadas coletas em dois momentos, sendo um no período de chuvas e outro de seca. Os dados foram coletados com auxílio de GPS e de tablet associado ao aplicativo Epi Info 7 (versão Android). A pesquisa foi realizada em parceria o Laboratório de Referência em Esquistossomose do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães/Fiocruz, o ITPS - Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe e a Secretaria de Saúde do município de Barra dos Coqueiros. Fatores biológicos foram estudados. Sete coleções apresentaram caramujos. Ao total foram coletados 899 moluscos dos quais 859 eram da espécie Biomphalaria glabrata. Para a análise da infecção foi utilizada a metodologia de fotoestimulação na qual apenas um ponto (16) mostrou-se positivo e a metodologia molecular Nested PCR, com posterior corrida em gel de agarose 1% a qual não apresentou resultado positivo. Caracterizou-se também fatores ambientais e abióticos. Os criadouros e foco eram em sua totalidade de fácil acesso, com cobertura vegetal baixa, localizados principalmente na zona urbana. A maior parte era do tipo brejo de origem natural e permanente. Todos os criadouros e o foco localizaram-se em ambiente peridomiciliar. A atividade humana mostrou-se em 71,43% das coleções como acidental e em 28,57% como desenvolvimento de atividades laborais e de lazer. Na maioria das coleções, as águas estavam paradas. A temperatura variou entre 21 e 24°C. Já o pH variou de 7,02 (neutro) a 9,20 (levemente básico). Quanto aos parâmetros de análise do conteúdo salino (dureza e salinidade) os resultados mostraram uma ampla variação. Mapas gerados com a análise Buffer evidenciam áreas de risco para transmissão da esquistossomose em um raio de 300m a partir dos criadouros e foco do município. A distribuição espacial dos casos humanos apresenta-se ao longo de todo o território, com alta concentração em região urbana próxima ao foco de transmissão encontrado. O cenário epidemiológico aqui construído para a Barra dos Coqueiros, explica em parte a continuidade da doença na região, sendo necessário aprofundar os estudos malacológico e epidemiológico na localidade. De toda forma, foi possível determinar áreas de risco real e potencial para a transmissão da esquistossomose. Os dados presentes neste estudo podem subsidiar o planejamento de ações de prevenção e controle da doença de modo a garantir melhor qualidade de vida para a população.

  • VLADIMIR ANTONIO DANTAS MELO
  • MEDIDAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL CONTRA A INFECÇÃO PELO ZIKA VÍRUS POR GESTANTES
  • Orientador : ROSELI LA CORTE DOS SANTOS
  • Data: 27/02/2018
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  • O surgimento do Zika vírus foi acompanhado de consequências trágicas, especialmente para as gestantes, devido a sua associação com o nascimento de recém-nascidos com microcefalia. A inexistência de vacina ou tratamento especifico acarretaram ações dos órgãos públicos para a implantação de medidas preventivas para o controle da infecção pelo Zika vírus. O propósito deste trabalho foi avaliar se as gestantes adotaram medidas de proteção individual recomendadas pelo Ministério da Saúde. Para a coleta dos dados foi realizada uma entrevista individualizada com 177 gestantes cadastradas pelo SUS, através de um formulário semiestruturado, durante a realização do Pré-natal. O uso de repelentes foi relatado por 57% das gestantes, a mudança na vestimenta em 44%, o uso de mosquiteiros 47% e telas de proteção 7%. Tanto a mídia, como a orientação dos profissionais de saúde contribuíram para melhor entendimento da patologia e adoção dos cuidados, entre eles, o uso de repelentes. Três fatores contribuíram para a adesão às medidas preventivas por parte das gestantes: A orientação profissional e/ou midiática, a escolaridade e a visualização de um bebê com microcefalia. A baixa situação socioeconômica das gestantes em vulnerabilidade social foi o principal entrave na adesão as medidas de proteção pessoal.

  • GENIVALDO SILVA DA COSTA JUNIOR
  • AVALIAÇÃO DO PAPEL DE PROCESSOS INFECCIOSOS NO DESENVOLVIMENTO DA FIBROMIALGIA EXPERIMENTAL
  • Orientador : PATRICIA RODRIGUES MARQUES DE SOUZA
  • Data: 26/02/2018
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  • A dor crônica é considerada um problema de saúde pública em todo o mundo gerando altos custos para a sociedade. Aproximadamente 14% da população norte-americana sofre de dor muscular crônica difusa tal como fibromialgia. Essa patologia e caracterizada por alterações musculoesqueléticas crônica de etiologia ainda desconhecida. A proporção de pacientes do sexo feminino que são diagnosticados com FMS é consideravelmente mais elevada do que no sexo masculino. Apesar da definição baseada em sintomas, ainda não está claro na literatura os critérios que desencadeiam o aparecimento da doença. Como hipótese recente para a possível etiologia da FMS tem-se discutido a associação com distúrbios inflamatórios seguidos por mudanças neuroendócrinas. Nesse intuito novos estudos são necessários para avaliar o mecanismo envolvido para estudar a relação de distúrbios inflamatórios e fibromialgia Objetivo: Portanto com o exposto acima o objetivo do trabalho será avaliar o papel da resposta infecciosa no desenvolvimento de fibromialgia em modelo animal. Trata-se de um estudo experimental, utilizando ratos Wistar. Será realizada administração do lipopolissacrideo (LPS) a fim de mimetizar o processo infeccioso prévio. Posteriormente será induzido a fibromialgia experimental. Serão avaliadas as repercussões envolvidas no processo de desenvolvimento da doença a partir de modelo inflamatório prévio além, da identificação de possíveis alterações quanto ao perfil hormonal e neuroimunológico nestes animais. Os resultados serão avaliados estatisticamente por meio da análise de variância (ANOVA), seguido pelo teste de Tukey.

  • GERLANE DOS SANTOS BARROS
  • Análise transcriptômica comparativa da infecção por papilomavírus bovino
  • Orientador : MARCUS VINICIUS DE ARAGAO BATISTA
  • Data: 23/02/2018
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  • O papilomavírus bovino (BPV) é o agente causador da papilomatose no gado. A doença causa lesões cutâneas e mucosas que podem ser minimizadas ou levar ao aparecimento de tumores malignos. Ocorre no Brasil e em vários outros países, afetando principalmente os animais jovens. Além da aparência desagradável do animal afetado pela papilomatose cutânea, o problema pode causar danos incalculáveis ​​aos diferentes criatórios, principalmente no que diz respeito à diminuição da produtividade. Sabendo que o Brasil é um dos grandes produtores de carne e leite do mundo, este estudo busca identificar possíveis mecanismos moleculares que estão por trás dos processos patológicos associados à papilomatose bovina através da identificação de genes relacionados ao desenvolvimento das lesões. Para isso, sequenciamento de RNA de próxima geração foi utilizado para avaliar genes diferencialmente expressos em bovinos infectados e não infectados. Foram estudados três animais com lesão papilomatosa e três sem lesão. A plataforma Galaxy foi utilizada para análise dos dados gerados pelo sequenciamento. Os arquivos de saída Illumina foram convertidos em formato de arquivo FASTQ. Avaliação de qualidade foi realizada utilizando FastQC e o corte de qualidade de sequência foi realizado usando Trimmomatic. TopHat e Bowtie foram utilizados para mapear e alinhar as reads com o genoma de referência. A abundância dos genes expressos foi verificada utilizando Cuffilinks. Para análise da expressão diferencial foi utilizado Cuffdiff. A anotação funcional dos genes diferencialmente expressos foi realizada utilizando o banco de dados do Gene Ontology (GO). O sequenciamento de RNA gerou um total de 121.722.238 reads. Na análise de expressão diferencial foi identificado um total de 13.421 genes diferencialmente expressos e destes 1343 foram diferencialmente significativos. A anotação funcional dos genes diferencialmente significativos mostrou que muitos genes apresentaram funções ou estavam relacionados a vias metabólicas associadas à progressão de lesões de papilomatose e desenvolvimento de câncer em bovinos. Embora sejam necessários mais estudos, este é o primeiro estudo que se concentrou em uma avaliação em larga escala da expressão gênica associada à infecção por BPV, o que é importante para identificar possíveis mecanismos regulados pelos genes hospedeiros que são necessários para o desenvolvimento da lesão.

  • MARCELA ALVES DO NASCIMENTO
  • Avaliação do potencial leishmanicida in vitro do 17-AAG em culturas axênicas de Leishmania infantum naturalmente resistentes ao antimonial
  • Orientador : DIEGO MOURA TANAJURA
  • Data: 23/02/2018
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  • As leishmanioses constituem um grupo de doenças parasitárias causadas por uma variedade de espécies de parasitos do gênero Leishmania. As alternativas de tratamento da Leishmaniose visceral apresentam grandes limitações, tais como toxicidade, alto custo, duração prolongada e, principalmente, o surgimento de isolados resistentes, destacando a necessidade do desenvolvimento de novos compostos para a terapia dessa doença. Desta forma, nosso grupo demonstrou, previamente, que o 17-AAG (17-allylamino-17-demethoxygeldanamycin–tanespimicin) é menos tóxico, e apresenta ação leishmanicida contra várias espécies de leishmania. Neste trabalho, o objetivo é avaliar a ação do 17-AAG frente a isolados de L. infantum naturalmente resistentes ao antimonial. Os parasitos tratados com 17-AAG (1, 2, 4, 6, 8, 10 μM) apresentaram redução na sua viabilidade e esta foi dose-dependente. Em seguida, foi realizado o tratamento dos isolados com o IC50 do antimônio trivalente associado a menores concentrações do 17-AAG (0,25, 0,5, 0,75, 1,5 e 3 μM). O tratamento reduziu a concentração do 17-AAG e melhorou sua ação leishmanicida independentemente do perfil de resistência do isolado. Por seguinte, os parasitos foram tratados com concentrações variadas do antimônio trivalente (25, 75, 125, 225, 300, 500, 750 e 1 000 μM) e o IC50de cada isolado associado com 1 μM do 17-AAG. Esta associação potencializou a ação do antimônio trivalente reduzindo a quantidade de antimônio necessário para induzir a morte do parasito. E por fim,a associação de 1μM do 17-AAG a concentração de 10 µg/ml do antimônio pentavelente resultou na redução irreversível da infecção e da carga parasitária em macrófagos humanos infectados. Assim, concluímos que, o 17-AAG possui a capacidade de se tornar uma alternativa para a quimioterapia da LV causada por isolados resistentes aos tratamentos padrões.

  • DAMIÃO DA CONCEIÇÃO ARAÚJO
  • Aspectos entomológicos de uma área em avaliação de vacina contra dengue e de co-circulação dos arbovírus zika e chikungunya no estado de Sergipe
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 20/02/2018
  • Dissertação
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  • No cenário epidemiológico brasileiro ocorreu a emergência e reemergência dos arbovírus do dengue (DENV 1-4), zika (ZIKV) e chikungunya (CHIKV), além da expansão do vírus da febre amarela. Em virtude das epidemias e casos de microcefalia associados a infeção por ZIKV, diversas medidas foram implementadas pelo Ministério da Saúde para controlar o nível de infestação por Ae. aegypti. As medidas de controle vetorial, no entanto, têm se mostrado ineficientes para o enfrentamento das arboviroses. Assim, como medida complementar uma vacina contra dengue foi recentemente licenciada e outras estão em desenvolvimento em diversas áreas do Brasil e outros países. Contudo, é necessário articular aos estudos da vacina pesquisas que abordem os aspectos entomológicos, uma vez que o vetor é elo fundamental da cadeia de transmissão dos arbovírus. Destarte, o objetivo deste estudo foi avaliar os aspectos entomológicos de uma área em avaliação de vacina contra dengue e de co-circulação dos arbovírus zika e chikungunya no estado de Sergipe. Para tanto, foi conduzido um estudo transversal baseado em um levantamento domiciliar repetido durante o período de maio de 2016 a maio de 2017 no município de Laranjeiras, Sergipe. O Levantamento Rápido de Infestação por Ae. aegypti preconizado pelo Ministério da Saúde foi utilizado como metodologia para condução do estudo. A coleta de dados foi quadrimestral sendo duas realizadas antes da introdução da vacina contra dengue e duas na vigência de administração. O período de coleta foi de uma semana e os pesquisadores acompanharam os agentes de endemias para visitar os imóveis para coletar imaturos em criadouros presentes nos domicílios. Posteriormente os adultos provenientes das larvas foram identificados quanto a espécie e os Ae. aegypti e Ae. albopictus foram avaliados para infecção por DENV 1-4, ZIKV e CHIK. O nível de infestação na área permaneceu elevado, acima de 10% em todos os levantamentos e áreas pesquisadas e foram discrepantes dos resultados oficiais produzidos pelo serviço de saúde. Os principais criadouros foram os utilizados para consumo humano e atividades domésticas. Não foi detectada transmissão vertical natural para o DENV 1-4, CHIKV e ZIKV em população de mosquitos da espécie Ae. aegypti e Ae, albopictus. Os resultados caracterizam a área de implementação da vacina contra a dengue como de alto risco para transmissão de arbovírus tornando-se uma linha de base para a monitorização da dinâmica de infestação por Ae. aegypti e controle dos arbovírus emergentes. Além disso, os dados poderão ser úteis para estudos futuros na área após a vacinação, associação com as epidemias e as medidas de controle utilizadas.

  • CÉSAR MATOS RIBEIRO DA SILVA
  • Potencial da nisina no controle de Staphylococcus aureus resistente (MRSA) e sensível (MSSA) à meticilina
  • Orientador : ANA ANDREA TEIXEIRA BARBOSA
  • Data: 07/02/2018
  • Dissertação
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  • Staphylococcus aureus tem sido considerado um dos maiores problemas de saúde pública a nível mundial devido, principalmente, a habilidade de desenvolver resistência a antibióticos. Tem sido observado um aumento da prevalência de linhagens de S. aureus resistentes a meticilina (MRSA) tanto em ambiente hospitalar quanto em ambientes comunitários, e os casos adquiridos em ambientes comunitários tem prevalecido, sendo descritos casos de infecções e relatos de mortes em crianças e adultos saudáveis. Dessa maneira, tornam-se importantes estudos para o desenvolvimento de estratégias alternativas para o seu controle. Uma das alternativas apontadas para o controle deste patógeno é o uso de bacteriocinas. O uso terapêutico de bacteriocinas ainda não é aprovado e alguns estudos indicam a possibilidade de seleção de linhagens resistentes a bacteriocinas. Portanto, antes do uso terapêutico de bacteriocinas, estudos precisam ser realizados para o entendimento do efeito que a bacteriocina possa ter na seleção de linhagens resistentes para o delineamento de estratégias visando evitar o problema que tem sido observado na atualidade com a seleção de linhagens resistentes aos antibióticos tradicionais. Deste modo, os objetivos deste trabalho foram testar a atividade antimicrobiana da bacteriocina nisina contra linhagens de MRSA e MSSA isoladas da orofaringe de profissionais da saúde, bem como estudar e verificar a seleção de linhagens resistentes a bacteriocina. Para a caracterização genotípica das linhagens MRSA e MSSA, foram testados os genes nucA, LuckPV, mecA e mecC. As linhagens MSSA foram positivas para amplificação apenas do gene nucA, confirmando a identificação de gênero e espécie destas linhagens. Para as linhagens MRSA, o único gene que não foi detectado foi o meC, confirmando o fenótipo de resistência a meticilina e que estas linhagens são de origem humana e de ambientes comunitários. Os resultados obtidos pelo teste de difusão em ágar demonstraram que 80% das linhagens MRSA (n=30) foram inibidas pela nisina e apenas uma linhagem MRSA (n=6) não apresentou sensibilidade à bacteriocina. A CIM das linhagens de MSSA variou de 97,7 a 1250UI/mL e das linhagens MRSA MRSA de 937,50 a 5000 UI/mL. A DBM para as linhagens de MSSA variou de 97,7 UI/mL a valores superiores a 50000 UI/mL, e para MRSA esta variação ficou entre 5000 UI/mL a valores maiores que 10000 UI/mL dependendo da linhagem. Para a maioria das linagens a DBM foi maior que a CIM, mostrando que o efeito da bacteriocina depende da concentração da mesma: baixas concentrações exercem efeito bacteriostático e altas concentrações efeito bactericida. A adição de concentrações crescentes da bacteriocina ao meio BHI resultaram, de maneira geral, no aumento da fase lag e diminuição da velocidade específica de crescimento e DO máxima atingida pelas culturas MSSA e MRSA. Linhagens de MSSA e MRSA foram transferidas por aproximadamente 30 gerações na presença da bacteriocina e foi observada diminuição na sensibilidade com consequente aumento da CIM da nisina para todas as linhagens testadas. O fenótipo de resistência à bacteriocina demonstrou ser uma característica estável para estas linhagens, podendo estar associado a um fator genético. Foi observado também que a utilização da nisina pode desencadear resistência cruzada a alguns antibióticos. Os resultados obtidos demonstraram que a nisina é eficiente em controlar o crescimento de MSSA e MRSA. Entretanto, o fato destas linhagens demonstrarem resistência a bacteriocina após transferência na presença da mesma indica a necessidade de desenvolver estratégias para evitar no futuro o problema atual de resistência a antibióticos. A melhor maneira de usar bacteriocinas terapeuticamente talvez seja em combinação com antibióticos tradicionais.

2017
Descrição
  • ANA PAULA CONSTANTINO DO AMARAL VICENTE
  • PROPORÇÃO DE ROTAVÍRUS, NOROVÍRUS E CRYPTOSPORIDIUM SSP. EM CRIANÇAS COM DIARREIA AGUDA ATENDIDAS NO HOSPITAL DE URGÊNCIAS DE SERGIPE
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 30/08/2017
  • Dissertação
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  • As gastroenterites são uma das principais causas de morbidade e mortalidade infantil. Em 2013, 6,3 milhões de crianças menores de cinco anos morreram, 578 mil deles de doenças diarreicas, demonstrando que os menores de 5 anos são os mais vulneráveis. No Brasil, as regiões Norte e Nordeste lideram as taxas mais elevadas de óbito também nesta faixa etária. Um amplo espectro de patógenos entéricos pode causar diarreia infantil aguda, dentre esses podemos citar os Rotavirus, Norovíros e Cryptosporidium spp, sendo o Rotavírus um dos mais importantes. Contudo já existem vacinas contra o Rotavírus, vários estudos já demonstraram que após a administração dessa vacina monovalente de vírus vivo atenuado (Rotarix®) em 2006 no Brasil, houve uma diminuição dos quadros de diarreia decorrentes de Rotavírus tanto no Brasil, como no estado de Sergipe. Porém as diarreias continuam sendo um grave problema de saúde, pois é a segunda maior causa de morte infantil no mundo. Diversos agentes etiológicos podem ser os causadores dessas infecções intestinais e merecem ser investigados. Objetivo desse estudo foi verificar a presença dos três agentes etiológicos Cryptosporidium spp., Rotavirus e Norovirus, associados aos quadros de diarreias em crianças atendias no Hospital de Urgência de Sergipe. Para a análise dos dados as amostras foram testadas por Elisa para Cryptosporidium spp e Rotavírus, e testes moleculares para a detecção de Norovírus. Foram analisadas 92 amostras de fezes diarreicas das quais, 4,3% apresentaram positividade para Crysptoporidium spp, 48,9% para Norovírus, 9,8% para Rotavírus e 37% para nenhum enteropatógeno estudado. Mostrando uma alta prevalência de Norovírus. Sendo necessários mais estudos complementares para descobrir outros agentes etiológicos envolvidos em gastroenterites do Estado de Sergipe.

  • LÍVIA EMANUELA DOS SANTOS DA SILVA
  • Caracterização Molecular de Ascaris lumbricoides e Ascaris suum em Área Urbana e Rural de Sergipe
  • Orientador : LUCIANE MORENO STORTI DE MELO
  • Data: 25/08/2017
  • Dissertação
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  • As parasitoses intestinais constituem um problema de saúde pública, principalmente nos países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. O parasito Ascaris sp. possui ampla distribuição geográfica propiciando um elevado número de pessoas acometidas por esse helminto. A classificação taxonômica distingue duas espécies, Ascaris suum e Ascaris lumbricoides, infectando suínos e seres humanos, respectivamente. No entanto, em alguns estudos a ascaridíase é caracterizada como uma zoonose, havendo discordância na literatura sobre a classificação de espécies hospedeiro-específico. Quanto a morfologia, os ovos de ambas as espécies são idênticos, e vermes adultos apresentam pequenas diferenças distinguíveis à microscopia. Uma vez que pouco se conhece sobre o possível papel zoonótico de Ascaris sp. este estudo teve como objetivo caracterizar molecularmente as espécies de A. lumbricoides e A. suum nas áreas urbanas e rurais do Estado de Sergipe a partir de amostras humanas e de suínos. A amostragem humana foi realizada por conveniência, através de visitas domiciliares acompanhadas pelos agentes de saúde, nas residências das famílias cadastradas pelo Programa Saúde da Família (PSF), assim como nas Escolas de Educação Infantil nos Municípios de Itabaiana, Nossa Senhora da Glória, Neópolis, Ilha das Flores, Macambira e Campo do Brito e em uma Creche no Município de Nossa Senhora da Glória. Para a amostragem de suínos foram coletadas as fezes das granjas no peridomicílio das famílias cadastradas no PSF e a coleta de vermes dos intestinos foi realizada no Matadouro Municipal de Nossa Senhora da Glória. Foram analisadas 229 amostras de fezes humanas, das quais 39 (17%) apresentaram algum enteroparasitos, sendo os protozoários os mais frequentes. Foram coletadas e analisadas amostras de fezes de 9 suínos, sendo todas negativas para Ascaris sp. Foram recolhidos 29 vermes adultos de Ascaris sp. a partir da lavagem do intestino de cinco porcos, sendo 16 machos e 13 fêmeas, também foi recolhido um verme adulto a partir das fezes de uma criança de 6 anos de idade. Os vermes liberados dos suínos foram submetidos à análise morfológica, os dentículos presentes dos lábios trilobados dos parasitos recuperados apresentavam bordas triangulares, ratificando as características da espécie Ascaris suum. Quanto a análise filogenética, foi possível observar para a região COXI que houve sobreposição das espécies, demonstrando a homogeneidade do gênero Ascaris. A análise conjunta dos dados, com a baixa prevalência de pessoas parasitadas neste estudo, indica melhorias das condições sanitárias e a conscientização das práticas higiênicas adequadas proporcionando uma melhor qualidade de vida da população estudada.

  • CINDY MENEZES SILVA
  • Caracterização espacial da endemicidade de hanseníase nos bairros de Aracaju, Sergipe, Brasil. 2017.
  • Orientador : VERA LUCIA CORREIA FEITOSA
  • Data: 09/08/2017
  • Dissertação
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  • A hanseníase é uma doença infectocontagiosa, causada pelo bacilo Mycobacterium Leprae, crônica, com alta capacidade de contágio e baixa capacidade do adoecimento das pessoas. No Brasil, é considerada como um problema de saúde pública. Aracaju e vários de seus distritos possuem elevadas taxas de detecção. Em 2011, Aracaju apresentou um índice de detecção de 21,7 casos para 100 mil habitantes, classificado como de muito alta endemicidade. O objetivo do estudo foi avaliar as características epidemiológicas e espaciais da hanseníase através do banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificações, nos bairros de Aracaju, Sergipe, Brasil nos anos de 2011 a 2015. Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo com base em banco de dados secundários de portadores de hanseníase cadastrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação de Aracaju nos anos de 2011 a 2015. Foi utilizado o Programa de Regressão Joinpoint Versão 4.1.1.5, teste de permutação de Monte Carlo e Incremento Percentual Anual para cálculos de tendências temporais, e o programa TerraView 4.2 para a elaboração de mapas temáticos sobre indicadores de hanseníase. Além de estatísticas de auto correlação espacial, como Índices de Moran Global (I) e Local (LISA) aplicadas para caracterização dos padrões de distribuição espacial. Através do Incremento Percentual Anual foi constatada uma redução gradual de menos 10,2 (p< 0,05) casos da doença nos anos estudados. A cor parda, nível de instrução escolar de ensino fundamental incompleto, sexo feminino e a classificação operacional multibacilar foram os mais representativos nos casos gerais, sendo que a razão de chances do homem pertencer a essa classificação foi é 2,74 vezes maior (OR= 2,74; IC95%= 1,94-3,86). A forma clínica tuberculoíde foi mais predominante entre os casos e a indeterminada teve uma redução de menos de 19,6 (p< 0,05) do Incremento Percentual Anual. O índice global de Moran foi positivo e significativo (0,41; p< 0,01), o cluster de maior risco para o adoecimento e a maior densidade da incidência média de casos para estimativa de Kernel se localizou na porção centro e norte do município. Conclusão: As análises estatísticas possibilitaram, de forma conjunta, a compreensão sobre o perfil dos portadores de hanseníase, a distribuição de casos, áreas críticas para o adoecimento e propagação da doença, permitindo elaboração de abordagens mais eficazes no território de Aracaju.

  • JUCICLEIDE RAMOS DE SOUZA
  • Pesquisa e Identificação de Larvas de Nematódeos Recuperadas de Achatina fulica Bowdich, 1822 e outros Moluscos Terrestres da Região Metropolitana de Aracaju, Sergipe
  • Orientador : SILVIO SANTANA DOLABELLA
  • Data: 07/07/2017
  • Dissertação
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  • Achatina fulica foi introduzido no Brasil no final da década de 1980, na tentativa de substituir o “escargot” Helix aspersa. Entretanto, após o insucesso em sua comercialização, acabou por tornar-se uma praga para a agricultura e meio ambiente, além de atuar como principal hospedeiro intermediário de Angiostrongylus cantonensis, parasito responsável por ocasionar a meningite eosinofílica em humanos. Outros gastrópodes terrestres também já foram encontrados naturalmente infectados pelo parasito. O presente trabalho tem como objetivo verificar a presença de larvas de Angiostrongylus spp. em moluscos terrestres da Região Metropolitana de Aracaju, SE, que inclui os municípios de Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão, além da capital. Foram obtidos 978 exemplares de diferentes espécies de moluscos terrestres. O material coletado foi examinado no Laboratório de Referência Nacional em Esquistossomose - Malacologia, Instituto Oswaldo Cruz / Fundação Oswaldo Cruz e identificados em 11 espécies e dois gêneros: A. fulica (399 espécimes), Cyclodontina fasciata (225), Subulina octona (135), Bulimulus tenuissimus (104), Leptinaria unilamellata (56), Sarasinula linguaeformis (30), Streptartemon cookeanus (7), S. quixadensis (2), Omalonyx sp. (7), Alopeas gracille (6), Tamayoa banghaasi (3), Latipes erinaceus (2), Helicina sp. (2). Os moluscos foram digeridos artificialmente com HCl 0,7%. Alguns nematódeos recuperados de caramujos foram utilizados para infecção artificial em Rattus norvegicus da linhagem Wistar. Larvas e adultos nematódeos recuperados de moluscos e roedores tiveram seu DNA extraído, amplificados em direção à região COI (gene mitocondrial derivado do Citocromo Oxidase I) e sequenciados para a identificação específica dos nematódeos. Detectou-se infecção por A. cantonensis em todos os municípios investigados, envolvendo três espécies hospedeiras: Barra dos Coqueiros (4,3% para B. tenuissimus e 1,8% para C. fasciata), São Cristóvão (34,9% para A. fulica), Aracaju (36,4% para A. fulica) e em Nossa Senhora do Socorro (5,9%para A. fulica). Também foram encontradas co-infecções por larvas de Caenorhabditis sp. e Strongyluris-like. O estudo da helmintofauna associada à malacofauna terrestre é pioneiro em Sergipe e os resultados trazem a primeira confirmação de A. cantonensis no estado; além de B. tenuissimus e C. fasciata como novos hospedeiros para o parasito.

  • JORDANA DANTAS RODRIGUES REIS
  • Análise molecular de Papilomavírus canino identificado em cães naturalmente infectados no estado de Sergipe - Brasil
  • Orientador : MARCUS VINICIUS DE ARAGAO BATISTA
  • Data: 27/06/2017
  • Dissertação
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  • A papilomatose é uma doença infecciosa, que acomete hospedeiros vertebrados, causada pelos papilomavírus perteencentes a família Papillomaviridae. Em cães, a espécie Canis familiaris papilomavírus (CPV) é o agente causal da doença e possui até o momento 20 tipos identificados. Estes vírus podem levar a lesões neoplásicas benignas na pele e epitélio da mucosa, que são os papilomas exofíticos, endofíticos e as placas pigmentadas, podendo ocorrer a progressão para o câncer carcinoma de células escamosas (CCEs), que é o segundo câncer de maior ocorrência na cavidade oral dos cães. Vários fatores podem agravar o quadro clínico do animal como a imunidade que influencia na regressão ou multiplicação das lesões e a patogenicidade do vírus relacionada aos tipos, subtipos e variantes que podem influenciar no tipo de lesão presente. Com isso, percebe-se que há uma necessidade de identificar e caracterizar os vírus existentes para um melhor entendimento da doença e adoções de medidas tanto preventivas quanto de tratamento. Nesse estudo o objetivo geral é analisar a diversidade genética de papilomavírus canino presentes em cães infectados no estado de Sergipe - Brasil. Para isso, utilizou-se estratégias de diagnóstico para a identificação de papilomavírus canino, em que o exame histopatológico foi utilizado para a caracterização da lesão como papiloma e o PCR juntamente com a eletroforese foram utilizados para a confirmação da presença do DNA viral, depois foi realizado o sequenciamento para a genotipagem das amostras e ferramentas de bioinformática para a análise das sequências. Como resultado, 18 amostras de possíveis lesões papilomatosas foram coletadas, 9 amostras tiveram a presença do DNA de CPV, com lesões exofíticas oral e cutânea confirmadas pelo histopatológico. Foi possível observar em 1 amostra a presença de CCEs oral. A presença do papilomavírus canino do tipo 1 (CPV1) foi identificada em 8 amostras deste estudo. Sete amostras eram variantes de CPV1 com 100% de identidade com a variante já descrita no Brasil e 1 amostra foi identificada como uma nova variante de CPV1, possuindo uma diferença de 0,8% quando comparada com a sequência do gene L1 de referência de CPV1 e uma diferença de 0,2% com a variante já existente de CPV1 identificada no Brasil. A nova variante presente neste estudo foi encontrada em uma lesão neoplásica maligna o CCEs oral, podendo esta variante está relacionada com uma possível progressão para esse tipo de câncer. Esse estudo corrobora com a caracterização do CPV1 como o principal causador da papilomatose oral em cães, encontrando-o também na forma cutânea e associando-o ao CCEs oral.

  • VANESSA LIMA MACHADO
  • Prevalência da Esquistossomose Mansoni e Geohelmintíases em Escolares do Município de Malhador, Sergipe
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 27/04/2017
  • Dissertação
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  • A esquistossomose e as geohelmintíases são doenças parasitárias consideradas como um grave problema de saúde pública, ambas, relacionadas com a pobreza, a falta de saneamento adequado e de higiene. O município de Malhador-SE participa da campanha contra geo-helmintos e S mansoni desde 2013 e trabalha com o Programa de Controle da Esquistossomose com o objetivo de alcançar a meta de eliminação da esquistossomose e redução da carga parasitária de geo-helmintos. O objetivo desse estudo foi analisar, comparativamente, as prevalências de S. mansoni e geo-helmintos e condições sócio-ambientais em escolares do município de Malhador/SE. Foi realizado um estudo epidemiológico, descritivo e de corte transversal. A obtenção das amostras ocorreu no período de fevereiro a junho de 2016. O estudo envolveu escolares entre 5 e 14 anos em duas escolas municipais localizadas uma na zona urbana (Escola Pacheco) e outra na zona rural (Escola Barrocão). Identificou-se as prevalências de crianças com S mansoni e/ou geo-helmintos através do método Kato-Katz, em seguida comparou-se essas prevalências com as condições sócio-ambientais onde residem os escolares. Os casos positivos encontrados nas comunidades foram georreferenciados com o auxílio de um receptor GPS e para analisar e visualizar o padrão da distribuição e densidade dos casos foi aplicado o estimador de Kernel. Das 337 amostras de fezes coletadas, 42,4% resultou em positivas e 57.6% (n=160) em negativas. Constatou-se as prevalências de infecção de 17,6% para S. mansoni, 23,7% (n=66) para A. lumbricoides, 4% (n=11) para T. trichiura e 0,4% (n=1) para E. Vermiculares na Escola Pacheco, enquanto que, 55,9% para S. mansoni e 28,8% pelo A. Lumbricoides na Escola Barrocão. A frequência de S. mansoni foi maior no sexo masculino nas duas localidades, contudo a prevalência, na zona urbana, de geo-helmintos foi maior no sexo feminino. Prevaleceram as infecções leve na zona rural e moderada e grave na urbana. Em relação às condições ambientais e sanitárias as crianças da zona rural tiveram maior “contato com água” (90,5%) estando associado com a ocorrência de S. mansoni nas áreas demográficas (p=0,0394). Da mesma forma, as variáveis “instalação sanitária, destino dos dejetos, abastecimento de água e destino do lixo” também mostraram associação entre a “ocorrência de S. mansoni e geo-helmintos” (p<0,001). Dos hábitos de higiene, 100% dos escolares da área rural consomem água não tratada (p<0,001). A análise da distribuição espacial dos casos positivos de S. mansoni e geo-helmintos permitiu visualizar que na área urbana a espacialização foi revelada de forma homogênea, enquanto que na zona rural apresentou-se heterogênea e que através do estimador de Kernel, a aglomeração desses casos está localizada a oeste de Malhador na zona urbana e na rural estão localizados a oeste e a leste do município. O atual estudo mostrou que Malhador é um município endêmico para S. mansoni e que as condições sanitárias e de higiene inadequadas favoreceram a elevada prevalência das parasitoses nos escolares das localidades.

  • MARIANNA DE CARVALHO CLIMACO
  • Atividade in vitro de nisina frente à trofozoítos de Acanthamoeba castellanii
  • Orientador : SILVIO SANTANA DOLABELLA
  • Data: 06/03/2017
  • Dissertação
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  • Amebas de vida livre são protozoários comumente encontrados em diversos ambientes. Entre os de interesse médico, Acanthamoeba é responsável por causar a encefalite granulomatosa amebiana e a ceratite amebiana. A primeira é uma doença de curso fatal que acomete o sistema nervoso central, enquanto que a última é caracterizada por uma infecção da córnea que pode evoluir para cegueira. Apesar dos avanços na quimioterapia antimicrobiana, as infecções por Acanthamoeba permanecem significativas. As bacteriocinas são peptídeos sintetizados por algumas bactérias, cuja função principal é impedir o crescimento de espécies competidoras. Atualmente estas moléculas têm chamado atenção como potenciais novos antimicrobianos, devido a sua atividade microbicida, estabilidade e baixa toxicidade para o homem. O objetivo deste estudo é analisar o efeito de dois tipos de bacteriocinas, a nisina e a pediocina, em trofozoítos de Acanthamoeba castellanii e Acanthamoeba polyphaga. O primeiro passo do estudo foi determinar a DL50 da nisina em A. castellanii, através de ensaios de inibição. Para isto, 8 x 104 trofozoítos em fase logarítmica de crescimento foram distribuídos em placas de cultivo celular de 24 poços contendo 2 mL de meio de cultura PYG por poço associado às concentrações de 500, 1000, 2000, 3000, 4000, 6000 e 7000 UI/ml de nisina. Para estas concentrações foram observados percentuais de inibição de 12, 22, 32, 37, 51, 58 e 64%, respectivamente, com uma DL50 de 4131 UI/ml. Para A. polyphaga, concentrações de 500, 1000, 2000, 3000, 4000 e 6000 UI/ml de nisina foram incapazes de inibir significantemente o crescimento dos trofozoítos, tornando a determinação da DL50 inviável. Em teste piloto realizado com A. castellanii, concentrações de 10, 15, 20 e 30µg/ml de pediocina inibiram o crescimento dos trofozoítos em 11, 13, 41 e 53%, respectivamente. No entanto, mais testes com a pediocina são necessários para corroborar estes dados. Os resultados obtidos até o momento mostram-se relevantes no que diz respeito ao desenvolvimento de novos fármacos, sendo ainda necessário investigar a citotoxicidade dos compostos em células de mamíferos, verificar suas vias de ação através da citometria de fluxo e observar modificações ultraestruturais dos trofozoítos expostos às bacteriocinas estudadas através de microscopia eletrônica de transmissão.

  • TATIANA MARIA SILVA CISNE PESSOA
  • AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE HUMORAL ANTI-PVS48/45 EM INFECÇÕES NATURAIS POR Plasmodium vivax DA AMAZÔNIA BRASILEIRA
  • Orientador : LUCIANE MORENO STORTI DE MELO
  • Data: 22/02/2017
  • Dissertação
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  • A malária continua sendo responsável por grande morbidade e mortalidade em muitos países tropicais e subtropicais. Diante de várias tentativas de controle dessa protozoose, as vacinas têm sido alvo de intensa pesquisa, uma vez que esse parece ser o caminho promissor para o controle efetivo da malária. Indivíduos que estão frequentemente expostos ao parasito, por habitarem áreas endêmicas desenvolvem respostas imunes específicas, levando a uma redução da carga parasitária e das manifestações clínicas. Além disso, o soro desses indivíduos pode impossibilitar a fertilização dos gametas nos mosquitos, bloqueando a transmissão desse parasito para o vetor. A proteína Pvs48/45 é encontrada na superfície dos gametócitos e utilizada como alvo dos anticorpos viabilizando essa estratégia de uma vacina de bloqueio de transmissão. O objetivo desse estudo é avaliar a resposta de anticorpos naturalmente adquirida em infecções por Plasmodium vivax contra a proteína Pvs48/45. A pesquisa de anticorpos IgG anti-Pvs48/45 foi realizada por ELISA no soro de 281 amostras de pacientes maláricos residentes na região amazônica brasileira. O ponto de corte foi estabelecido utilizando soro de voluntários que nunca tiveram contato com o plasmódio, estabelecendo a média da densidade óptica (DO) mais três desvios padrão. As amostras foram analisadas em duplicatas e a média da DO foi dividida pelo ponto de corte para estabelecer o índice de reatividade (IR), sendo que amostras com IR ≥ 1 são consideradas positivas. Dos 281soros analisados, em 22,4% foram encontradas respostas de anticorpos específicos anti-Pvs48/45 e os índices de parasitemia e os gametócitos não influenciaram o reconhecimento antigênico desta proteína. Na análise dos subfragmentos, obteve-se que a região C-Terminal + Central da Pvs48/45 foi a que apresentou maior reconhecimento antigênico na amostra em estudo (32%). Diante disso, estudos com a utilização dessa região da proteína podem facilitar o entendimento do potencial imunogênico desse antígeno. Esse estudo visa contribuir para o desenvolvimento de uma vacina de bloqueio de transmissão eficiente contra a proteína Pvs48/45 em ensaios futuros.

2016
Descrição
  • ÉRICA TIRZAH DOS SANTOS LIMA
  • Detecção e caracterização molecular de genótipos de Giardia lamblia em Sergipe, Brasil
  • Orientador : SILVIO SANTANA DOLABELLA
  • Data: 15/07/2016
  • Dissertação
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  • Giardia duodenalis é um protozoário flagelado entérico com extensa distribuição mundial, responsável por causar a giardíase em uma ampla variedade de mamíferos, incluindo o homem e animais domésticos. Embora estudos moleculares demonstrem que este parasito apresente uma grande diversidade genética, os genótipos A e B são os mais prevalentes em humanos. Apesar de ser uma enteroparasitose muito comum no Brasil, a caracterização genética do parasito tem sido raramente documentada e resultados discordantes relatados. O presente trabalho teve como objetivo caracterizar os genótipos de G. duodenalis circulantes na população humana do estado de Sergipe através da amplificação de fragmento dos genes da glutamato desidrogenase (gdh), isomerase trifosfato (tpi) e β-giardina (bg). Foram utilizadas 231 amostras fecais humanas positivas para G. duodenalis. Os cistos foram isolados das fezes, submetidos à extração de DNA (QIAamp DNA Stool Mini kit®) e amplificação dos genes através da nested-PCR (nPCR) e semi-nested PCR. As sequências obtidas foram alinhadas com Pregap4 e Gap4 (Staden package) e comparadas com outras sequências presentes no GenBank usando o BLAST. Por fim, foi utilizado o software MEGA para alinhamento múltiplo e construção da árvore filogenética. Das 231 amostras, 175 amplificaram para pelo menos um marcador. Destas, 70% apresentaram o genótipo A e 30% o genótipo B. A variação dos haplótipos foi comparada e observou-se um alto grau de polimorfismo no gene tpi. Para o gene tpi foram encontrados 78 sítios polimórficos de um total de 350. Para o gene gdh foram encontrados 43 sítios polimórficos de 307. E para o gene bg foram encontrados 35 sítios polimórficos de 401. O genótipo B mostrou maior diversidade em relação ao genótipo A. São necessários mais trabalhos sobre a epidemiologia molecular de Giardia para que seja possível obter informações relevantes que ampliem o conhecimento sobre os genótipos circulantes em uma população de um determinado local.

  • IVI GONÇALVES SOARES SANTOS SERRA
  • Epidemiologia molecular de papilomavírus humano associado a lesões cervicais em mulheres do estado de Sergipe
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 21/06/2016
  • Dissertação
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  • Serra, IG. Epidemiologia molecular de papilomavírus humano associado a lesões cervicais em mulheres do estado de Sergipe. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe; 2015

    O câncer de colo do útero é o quarto tipo de câncer mais comum entre as mulheres, sendo a infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) 16 e 18 os genótipos mais prevalentes no mundo. O presente estudo tem como objetivo principal avaliar a diversidade genética de papilomavírus humano detectado em lesões cervicais de mulheres do estado de Sergipe, associando os tipos com as alterações citológicas, anatomopatológicas, colpscópicas. Um estudo de corte transversal foi realizado com 422 mulheres encaminhadas ao Centro de Atenção Integral a Saúde da Mulher (CAISM) no período de março a dezembro de 2014. Amostras de DNA foram extraídas de células de raspado do colo uterino utilizando Kit comercial DNeasy Blood and Tissue (Qiagen). A infecção foi, então, investigada através da reação de Cadeia de Polimerase (PCR). A genotipagem dos HPVs foi realizada a partir do sequenciamento das regiões genômicas amplificadas através de Sequenciador Automático ABI 3500 Genetic Analyzer (Applied Biosystems). Os resultados biomoleculares foram analisados e comparados com achados citológicos, colposcópicos e de anatomopatológicos das pacientes em estudo. Assim, com o propósito de uma atuação mais ampla na prevenção primária dos cânceres de colo uterino, este trabalho visa identificar os principais tipos virais circulantes no estado de Sergipe e, em estudos futuros, poderá ser avaliado o real impacto das vacinas no Estado.

  • JAMILLY COSTA VASCONCELOS DE SANTANA
  • Classificação da dor e avaliação da qualidade de vida em pacientes com hanseníase no estado de Sergipe- Brasil.
  • Orientador : VERA LUCIA CORREIA FEITOSA
  • Data: 10/03/2016
  • Dissertação
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  • A dor tem sido uma característica comum nos pacientes com hanseníase e uma das causas pela procura dos serviços de saúde. A hanseníase é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, possui uma grande diversidade clínica, com probabilidade de desenvolver complicações como: estados reacionais, deformidades físicas, perda de sensibilidade, neurite e dor. A dor é fator importante que pode influenciar na qualidade de vida desses pacientes, por isso, tem-se a importância em relacionar a dor com qualidade de vida, classificando o tipo de dor para uma intervenção terapêutica mais específica para cada um destes indivíduos, o que nem sempre é feito. Desta maneira, temos como objetivo, identificar as características da dor em pacientes com hanseníase e sua relação com a qualidade de vida. O presente estudo é do tipo transversal com 260 pacientes com hanseníase ou em reações hansênicas acompanhados em centros de referências em especialidades de Sergipe, entre fevereiro a junho de 2015. A classificação da dor foi feita utilizando as escalas DN4 (Douler Neuropathique en 4 questions), LANSS (Leeds Assessment of Neuropathic Symptoms and Signs). Foi também usado o BPI (Brief Pain Inventory) para identificar a intensidade da dor nestes pacientes. A qualidade de vida foi avaliada usando o questionário World Health Organization-QoL-BREF (WHOQoL-BREF). Análise sintaxe da WHO para SPSS foi usada para calcular os escores de qualidade de vida. Teste qui-quadrado comparou as variáveis de pacientes com dor e sem dor. Teste de Mann-Whitney para avaliar as diferenças entre os domínios da qualidade de vida e a correlação de Spearmen para decrever a relação entre a intesidade da dor e qualidade de vida. O valor de p<5% foi considerado estatisticamente significante. Dos 260 pacientes, 195 (75%) apresentaram dor, desses, 166 foram classificados com dor neuropática pelo DN4 e 110 pelo LANSS. A correlação entre os instrumentos foi considerada fraca. O questionário DN4 mostrou uma melhor performance que o LANSS para detectar dor neuropática, identificando 25% mais pacientes do que o LANSS. A dor foi classificada como moderada em 84 (43,1%) pacientes e severa em 94 (48,2%). A presença da dor foi associada com incapacidade física (p=0.001), reações hansênicas (p=0.004) e baixa qualidade de vida. Concluimos então, que, a dor é uma co-morbidade presentes nos pacientes com hanseníase e está associada com uma baixa qualidade de vida destes. A avaliação da dor é primordial para identificar o tipo de dor e tratá-la adequadamente.

  • JOSÉ GILMAR COSTA SANTOS
  • “AVALIAÇÃO DA AÇÃO PROFILÁTICA DA VACINA DE DNA-HSP65 NA NEUROTUBERCULOSE EXPERIMENTAL”
  • Orientador : PATRICIA RODRIGUES MARQUES DE SOUZA
  • Data: 04/03/2016
  • Dissertação
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  • A tuberculose trata-se de uma grave doença pública emergente que afeta não só os pulmões, mas também ossos, rins, linfonodos e meninges - diante de casos mais graves. No SNC essa patologia assume a designação de Meningite tuberculosa (TBM) e está associada a uma alta taxa de mortalidade em crianças e permanentes sequelas neurológicas em muitos sobreviventes, sendo a forma mais severa da doença. Apesar da gravidade da apresentação clínica, os mecanismos celulares e moleculares envolvidos na patogênese da TBM ainda são pouco compreendidos e a vacina atualmente utilizada, a BCG, apresenta limitações consideráveis no que diz respeito a profilaxia da doença. Sendo assim, a partir do estabelecimento do modelo de neurotubercoluse por estereotaxia, esse estudo analisou a ação profilática da vacina DNAhsp65 para a neurotuberculose experimental. Dessa forma, através de um estudo histopatológico dos resultados encontrados pode-se perceber que a vacina DNAhsp65 assume papel de notável importância tanto na proteção contra a TBM quanto para a TB pulmonar.

  • LUCAS SOUSA MAGALHÃES
  • Caracterização fenotípica de Leishmania infantum obtidas de pacientes refratários ao tratamento com antimonial
  • Orientador : TATIANA RODRIGUES DE MOURA
  • Data: 02/03/2016
  • Dissertação
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  • A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa grave que se não tratada pode levar a morte. Os parasitas do complexo Leishmania donovani, que inclui a espécie Leishmania (L.) infantum chagasi, são os responsáveis por desencadear essa manifestação. O desenvolver da doença está estritamente ligado a capacidade de resposta imunológica do hospedeiro. A quimioterapia é principal forma de tratamento e os antimoniais são as drogas de primeira escolha, usadas a mais de setenta anos. É emergente no mundo a resistência dos parasitos a esses compostos e a refratariedade ao tratamento. A eficácia do tratamento é uma consequência do perfil imunológico do paciente, das propriedades farmacocinéticas da droga e das diferenças intrínsecas de cada cepa. Diversos esforços têm sido tomados buscando compreender e elucidar os aspectos relacionados a resistência. Mas são poucos os estudos que utilizam isolados clínicos de pacientes refratários. Além disso, discrepâncias têm sido evidenciadas entre os padrões de resistência de diferentes isolados clínicos e mutantes laboratoriais. Dessa forma o presente estudo tem como objetivo caracterizar componentes fenotípicos de isolados clínicos de Leishmania (L.) infantum chagasi obtidos de pacientes com LV refratários ao tratamento com Glucantime®. Métodos: inicialmente, isolados em cultura axênica foram expostos a diferentes condições e em seguida submetidos a ensaio de microscopia eletrônica convencional para análise alterações ao nível ultraestrutural. A presença de bombas de transporte de membrana relacionadas a resistência será avaliada pelo uso de marcador fluorescente e bloqueador de canais, por citometria de fluxo. O próximo passo desse estudo será a avaliação da cinética de entrada e saída do antimônio nos parasitas, utilizando a Espectrometria de Absorção Atômica. Os resultados iniciais obtidos demonstram que isolados resistentes apresentaram estruturas mais conservadas em exposição ao antimonial, quando comparados ao isolados sensiveis. Alterações ultraestruturais presentes de forma intensa em células sensíveis, como compactação e vacuolização citoplasmática, foram pouco presentes nos isolados resistentes. Quando expostos ao doador óxido nítrico, os parasitos apresentaram características ultraestruturais similares. Juntos, esses resultados mostram que o antimônio é capaz de atingir vias essenciais a sobrevivência dos parasitos e que a refratariedade ao tratamento pode estar associada a mecanismos de resistência dos parasitos.

2015
Descrição
  • FERNANDA LAYS SOUZA GOES SANTOS
  • Caracterização clínica e identificação de genes de resistência de isolados de Acinetobacter baumannii e Pseudomonas aeruginosa multirresistentes em um hospital público do nordeste brasileiro
  • Orientador : TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES
  • Data: 30/09/2015
  • Dissertação
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  • As infecções causadas por Acinetobacter baumannii e Pseudomonas aeruginosa multirresistentes são responsáveis pela alta morbidade e mortalidade, falência da terapia medicamentosa, aumento do período de internação e consequentemente impacto financeiro no sistema de saúde. Todavia, embora a ocorrência destas bactérias se configure um problema de saúde pública, inúmeros estudos revelam que é escasso o conhecimento acerca dos genes de resistência presentes nas bactérias multirresistentes. Essa realidade associada ao impacto negativo destas na sociedade, justifica a importância de descrever as características clínicas e identificar os genes de resistência presentes em A. baumannii e P. aeruginosa multirresistentes isoladas de pacientes de um hospital público do nordeste brasileiro. Trata-se de um estudo descritivo, transversal, prospectivo e quantitativo. A coleta dos dados clínicos dos pacientes foi realizada através de um formulário especificamente elaborado. As cepas de A. baumannii foram submetidas à técnica PCR para identificação dos genes de resistência (blaIMP, blaVIM, blaSIM, bla OXA-51, blaOXA-58, blaOXA-23 e blaOXA-24) e em P. aeruginosa os genes blaSPM, blaVIM, blaIMP, blaKPC. Foram realizadas análises descritivas, os testes de Qui-Quadrado e Exato de Fisher, com nível de significância de 5%. O software utilizado foi o R versão 3.1.2. A amostra foi constituída de 119 pacientes. Dos 43 pacientes com isolados de P.aeruginosa, 33 eram do sexo masculino (76,7%), com idade média de 46,2 anos. Vinte e oito estavam internados na UTI (65,1%) e 13 (30,2%) com diagnóstico de trauma crânio encefálico (TCE). Dos 76 pacientes com isolados de A. baumannii, 59 (77,6%) era do sexo masculino, média de idade de 44,4 anos. Cinquenta pacientes (65,8%) eram procedentes da UTI e 18 (23,7%) com diagnóstico de TCE. A mediana de dias de internamento foi estatisticamente significante entre as bactérias (p=0,007). Dentre os sítios de isolamento, destaca-se a urina para P. aeruginosa, com 16 amostras (37,2%) e o aspirado traqueal para A. baumannii com 32 (42,1%) cepas. A sonda vesical foi o dispositivo mais usado nos pacientes com isolados de A. baumannii (93,4% - 71) e o cateter venoso central nos pacientes com P. aeruginosa (93% - 40). Todos os pacientes com isolados de P.aeruginosa fizeram uso dos carbapenêmicos e 98,6% (75) dos A. baumannii. Foi encontrado diferença estatisticamente significante entre as bactérias quanto ao uso dos aminoglicosídeos, cefalosporinas de 3ª geração e tigeciclina. Em Pseudomonas aeruginosa houve diferença significativa no uso da oxacilina e cefalosporinas de 1ª e 3ª gerações e polimixina nos diversos setores do hospital. Todos as amostras de A. baumannii e P. aeruginosa apresentaram sensibilidade à colistina, com variação da MIC entre < = 0,5 e 2. A maioria (55,8% - 24) dos pacientes com P. aeruginosa e A. baumannii (52,6% - 40) foram a óbito. Dentre as 76 cepas de A. baumannii, 56 (73,6%) apresentaram concomitantemente os dois genes blaOXA-51 e blaOXA-23. Dentre as 43 cepas de P. aeruginosa, 28 (65,1%) apresentaram o gene blaSPM. Diante do exposto é fundamental o aprofundamento do conhecimento acerca dos dados clínicos dos pacientes com isolados de A. baumannii e P. aeruginosa multirresistentes, bem como os genes de resistência circulantes, objetivando a tomada de medidas mais fundamentadas e precoces, contribuindo para diminuição do impacto causado por estas bactérias.

  • DARIO GONÇALVES DE MOURA NETO
  • DENERVAÇÃO SIMPÁTICA RENAL PERCUTÂNEA PARA TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL EM SERGIPE
  • Orientador : TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES
  • Data: 29/08/2015
  • Dissertação
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  • RESUMO

    Introdução: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença de alta prevalência e está comprovadamente relacionada a maior risco de eventos cardiovasculares. Apesar dos grandes avanços no tratamento farmacológico, uma parcela considerável dos pacientes não obtém um controle efetivo da doença, a despeito do uso de múltiplos fármacos e em doses elevadas. A denervação simpática renal percutânea (DSR) tem se mostrado uma terapia promissora, com elevada segurança e eficácia em estudos preliminares em pacientes com HAS resistente. O papel do sistema nervoso simpático (SNS) na fisiopatologia da HAS é bem conhecido e constitui o racional para a ablação das fibras simpáticas, por meio da aplicação de radiofrequência por via transluminal nas artérias renais. Nos últimos anos, resultados provenientes de algumas séries de casos, estudos não controlados e um estudo randomizado multicêntrico, com número limitado de pacientes, mostraram queda significativa dos níveis tensionais em curto e médio prazos. Diversas outras condições clínicas cursam com hiperatividade simpática, às quais, teoricamente, a DSR seria benéfica. A ativação simpática contribui para a progressão da doença renal crônica e está associada a eventos cardiovasculares adversos. A DSR reduz a atividade do SNS e da pressão arterial (PA) em pacientes com hipertensão resistente e função renal preservada, mas se essa abordagem é segura e eficaz em pacientes com uma taxa de filtração glomerular estimada (eGFR) <45 ml/min por 1,73 m2 ainda é desconhecida. Objetivos: O primário será avaliar os níveis da PA até 90 dias de seguimento nos dois grupos. Secundariamente, determinar a ocorrência de quaisquer eventos adversos relacionados com o procedimento e mensurar os níveis séricos de entotelina (ET-1) pré e pós ablação. Métodos: Estudo prospectivo, de dois braços, observacional, incluindo pacientes consecutivos submetidos a DSR. O comitê de ética local aprovou o estudo. Os pacientes serão tratados entre janeiro de 2014 e outubro de 2014, com seguimento de até 3 meses. A MAPA 24h, função renal, e ET-1 serão medidos antes e depois do procedimento. Todos os pacientes assinarão o consentimento informado. Os critérios para pacientes elegíveis serão: 1) maiores de 18 anos de idade, 2) MAPA 24h com PA maior que 140/90mmHg a despeito de 3 classes de anti-hipertensivos (incluindo um diurético), sem mudanças na medicação por um período mínimo de 2 semanas antes da inscrição, 3) hipertensos primários, 4) ter feito ou encontrar-se em uso de espironolactona sem resposta terapêutica adequada e 5) estar ou não em uso de terapia renal substitutiva.

    ABSTRACT

    RENAL SYMPATHETIC DENERVATION FOR THE TREATMENT OF HYPERTENSION IN SERGIPE

    Background: Arterial hypertension is a highly prevalent disease and is associated with increased cardiovascular risk. Despite great advances in drug therapy, a considerable number of patients do not have an effective control of the disease, despite the use of multiple drugs, usually in high doses. Renal sympathetic denervation (RSD) has proved to be a promising therapy, with high safety and efficacy in preliminary studies in patients with resistant hypertension. The role of sympathetic nervous system (SNS) in the physiopathology of hypertension is well known and is the rationale for the ablation of sympathetic fibers by transluminal delivery of radiofrequency in the renal arteries. In the last few years, results from case series, non-controlled studies and one multicenter randomized trial with a limited number of patients have shown a significant decrease in short and mid-term blood pressure levels. Several other clinical conditions are characterized by sympathetic hyperactivity and could theoretically benefit from RSD. Sympathetic activation contributes to the progression of CKD and is associated with adverse cardiovascular outcomes. Ablation of renal sympathetic nerves reduces SNS activity and blood presure (BP) in patients with resistant hypertension and preserved renal function, but whether this approach is safe and effective in patients with an estimated GFR (eGFR) < 45 ml/min per 1.73 m2 is unknown. Objectives: The primary endpoint was to assess BP levels until 90-day follow-up, both groups. The secondary endpoint was to determine the presence of procedure-related adverse events and measure endothelin blood leves before and after ablation. Methods: Prospective, two-arm, observational study including consecutive patients with RSD. The local ethics committee approved the study. Patients will be treated between January 2014 and October 2014, with follow-up of 3 months. The 24h ambulatory blood pressure monitoring (24h-ABPM), renal function, and ET-1 will be measured before and after the procedure. All patients sign informed consent. The criteria for eligible patients are: 1) 18 years of age, 2) 24h-ABPM > 140/90mmHg despite 3 classes of antihypertensive drugs (including a diuretic), no changes in medication for at least 2 weeks prior to enrollment, 3) essential hypertension, 4) have done or find yourself in spironolactone without adequate therapeutic response, and 5) whether or not using subistitutiva renal therapy.

    DESCRIPTORS: hypertension, kidney, sympathectomy, catheters, endothelin, CKD.

  • SILVANA CECÍLIA VEGA GONZALEZ
  • Ecoepidemiologia da Esquistossomose Mansônica em uma Comunidade Rural do município de Malhador, Sergipe DO MUNICÍPIO DE MALHADOR, SERGIPE
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 31/07/2015
  • Dissertação
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  • O objetivo do estudo foi a descrição e análise das características ecoepidemiológicas da Esquistossomose mansônica em uma comunidade rural do município de Malhador, Sergipe. Para tanto foram elaborados dois artigos científicos. No primeiro, intitulado “Ecoepidemiologia da Esquistossomose Mansônica em uma Comunidade Rural de Malhador, Sergipe”, foram descritas as características ecoepidemiológicas da Esquistossomose mansônica em uma comunidade rural do município de Malhador, para compreender a distribuição espacial da infecção. Métodos: Foi realizado um estudo epidemiológico de corte transversal, a partir de dados primários resultantes de inquéritos malacológico e coproscópico. Aplicou-se um questionário para avaliar as variáveis epidemiológicas de interesse. Na análise dos dados descritivos utilizou-se o programa BioEstat (versão 5.0). A análise espacial da distribuição da infecção na localidade estudada foi realizada através do programa TerraView 4.2.0 utilizando-se o estimador de intensidade Kernel. A análise estatística foi realizada através dos testes Qui-Quadrado e Regressão Logística Múltipla. Resultados: No inquérito censitário, participaram 95 pessoas. A prevalência foi de 45%. Quanto à carga parasitária prevaleceu a infecção leve (53,49%), seguida de moderada (37,1%) e alta (9,30%). Das variáveis epidemiológicas dicotômicas analisadas destacam-se tempo de moradia (OR = 11,5114), grau de contato com água (OR = 3,9383), conhecimento sobre a doença (OR = 2,0148) e gênero (OR = 1,5141). Foram detectados e georreferenciados nove criadouros, e um total de 187 caramujos foram coletados, analisados e não se encontravam positivos. No segundo artigo, intitulado “Condições de Saneamento Relacionadas à Ocorrência da Esquistossomose Mansônica numa Comunidade Rural de Sergipe”, foi descrita e analisada a situação epidemiológica da Esquistossomose mansônica enfatizando as condições de saneamento. A metodologia baseou-se na coleta de dados através da aplicação de questionário sobre fatores demográficos, educacionais, sócio-ambientais e ao contato com águas. 105 moradores que realizaram exame coproscópico em 2012 responderam o questionário. 55,2% deles tinha exame positivo, destes 49% relataram não haver tomado a medicação específica para o tratamento da doença. Relacionado ao conhecimento sobre EM, 76,2% relatou não ter nenhum conhecimento. A localidade não possui abastecimento de água encanada, e 69% dos habitantes da localidade infectados tiveram um grau de contato com águas naturais intenso. Do total, 51% da população declarou não possuir instalações sanitárias. Conclui-se que a ocupação desordenada e precária da região, sem que existam as condições de saneamento básico necessárias, propicia ambientes favoráveis à transmissão da doença. Constatou-se que o conhecimento sobre a EM é de fundamental importância para que a própria população possa contribuir no processo de controle do ciclo de transmissão da doença, sendo, portanto, partícipes na construção de melhores condições para sua própria saúde.

  • JONHNATAS SOUZA DA SILVA
  • MONITORAMENTO DA ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA EM ÁREA PERIURBANA DO MUNICÍPIO DE BARRA DOS COQUEIROS, SERGIPE, NORDESTE DO BRASIL
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 30/07/2015
  • Dissertação
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  • Introdução: A existência de canais de drenagem de águas pluviais, o contato e uso indevido dessas águas para a disseminação da esquistossomose tornou-se uma preocupação constante e um grave problema de saúde pública mundial. O objetivo do presente estudo foi monitorar os casos humanos da esquistosso­mose e criadouros de caramujos do gênero Biomphalaria através da análise espacial na comunidade da “Invasão do Canal do Guaxinim”, no município de Barra dos Coqueiros, Estado de Sergipe, nos anos de 2013 e 2014. Métodos: Foi realizado um estudo epidemiológico e transversal através de levantamentos parasitológico e malacológico. Para verificar a distribuição espacial foi realizada análise de padrões pontuais, por meio do estimador de intensidade de Kernel, sendo as análises realizadas pelo software TerraView, versão 4.2.0. Resultados: Constatou-se uma redução na prevalência de esquistossomose de 8,08% (2013) para 4,86 (2014); prevaleceu a infecção leve e em adolescente e/ou adultos jovens nos dois anos do estudo. Na investigação malacológica foram coletados 387 exemplares de caramujos do gênero Biomphalaria glabrata, sendo todos negativos para a infecção pelo S. mansoni. A análise espacial apontou uma forte tendência espacial para maior risco de transmissão da Esquistossomose ao norte e sul (2013) e apenas ao norte (2014) da localidade. Conclusões: Apesar dos inquéritos evidenciarem a redução na ocorrência da esquistossomose, ainda se desconhecem medidas preventivas eficientes para eliminação desse agravo na região estudada. As técnicas de análise espacial empregadas se configuram como uma importante ferramenta metodológica para o monitoramento e controle dessa doença parasitária.

  • CAMILLA AGUIAR DALAN GUILHERME
  • Estabelecimento de Modelo Murino para Neurotuberculose Experimental
  • Orientador : WALDECY DE LUCCA JUNIOR
  • Data: 17/07/2015
  • Dissertação
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  • A prevalência global da tuberculose (TB) é acompanhada pelo Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 1990. A mesma organização publica anualmente a situação global da doença, assim como também a situação dos países onde a doença não está sob controle. Além disso, nos últimos anos o número de pessoas infectadas pelo Mycobacterium tuberculosis cresce por muitas razões relacionadas como desigualdade social, AIDS, migração e o surgimento de bacilo resistente aos medicamentos. Além disso, a infecção no Sistema Nervoso Central (SNC) pelo bacilo é uma das manifestações clínicas mais devastadoras da doença. Esta forma é denominada meningite tuberculosa (MTB) e se destaca com uma elevada taxa de mortalidade e morbidade entre as manifestações extra-pulmonares. Os fatores de risco para a MTB incluem a idade, a co-infecção com o HIV, desnutrição, crianças com sarampo recente, alcoolismo, doenças malignas, o uso de imunossupressores em adultos e prevalência da doença na comunidade. Entretanto, mecanismos fisiopatológicos da doença precisam ser melhor compreendido. Neste sentido mais pesquisas são urgentemente necessárias para uma melhor compreensão da doença e para estudar novas vacinas contra a doença. Métodos: No dia 0 camundongos C57BL/6 foram desafiados no ventrículo lateral do SNC com técnica de microinjeção esteriotáxica contendo cepa virulenta Mycobacterium tuberculosis (H37Rv). Após 30 dias, o cérebro e pulmão foram analisados por CFU e histologia. Resultados: Neste estudo observou-se grande número de bacilos no SNC determinadas pelo CFU. Além disso, a análise histológica mostrou uma intensa atividade inflamatória no ventrículo, quando o animal foi desafiado com H37RV. demonstrando assim um modelo de infecção com a a cepa H37Rv infundida no ventrículo lateral do SNC nos camundongos machos C57BL/6. Em conclusão, este modelo é o mais próximo com o curso normal da doença em humanos, portanto uma importante estratégia para estudar a fisiopatologia assim como mediadores envolvidos na progressão e prevenção desta doença.

  • SANDRA MARIA ARAÚJO MENEZES CAVALCANTE
  • Detecção e Caracterização Molecular de Norovírus Associado com Gastroenterite Aguda em Crianças Atendidas em Hospital de Urgências de Sergipe.Sergipe: UFS, 2015
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 17/07/2015
  • Dissertação
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  • A gastroenterite é uma das doenças mais comuns que afeta crianças e pessoas de todas as idades em todo o mundo. Esta enfermidade continua sendo um relevante problema de saúde pública, além de ser considerada uma das principais causas de mortalidade infantil nos países em desenvolvimento. A etiologia das diarreias agudas pode estar relacionada a vários patógenos como parasitas, bactérias e vírus.Os norovírus têm ocupado posição de destaque na etiologia das gastroenterites devido à sua rápida disseminação e difícil controle. Esses agentes, pertencentes á família Caliciviridae, são partículas pequenas com um diâmetro de 27 nm, não envelopadas, com genoma constituído por uma única molécula de RNA de cadeia simples, são altamente infecciosos e de alto nível de eliminação. Estão classificados em cinco grupos (I a V) com cerca de 35 genótipos, sendo que os grupos I, II e III são os únicos de interesse para o diagnóstico de infecções em humanos. O genogrupo II (GII) possui 21 genótipos, sendo o genótipo GII.4 responsável pela maioria de surtos ocorridos mundialmente. Devido sua grande variabilidade genética, torna-se necessário que haja ativa vigilância na detecção, caracterização dos genótipos circulantes e cepas mais prevalentes, gerando informações que contribuam para a formulação das vacinas contra esses agentes. Neste âmbito, este estudo tem como objetivo detectar a presença de Norovírus em amostras fecais diarreicas provenientes de crianças, com gastrenterite aguda, atendidas em Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE), no período de julho de 2011 à janeiro de 2013, sendo coletadas 318 amostras de fezes de crianças na faixa etária de 0 à 12 anos de idade. A PCR quantitativa em tempo real, foi a metodologia de escolha para este estudo,que mostrou 72 (22,6%) amostras positivas para Norovírus. As análises foram realizadas no Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental- IOC/FIOCRUZ, como parte de projeto que incluiu treinamento técnico,para posterior implantação da metodologia na Universidade Federal de Sergipe. Resultados do sequenciamento mostraram a presença de cinco genótipos circulantes, sendo GII.4 (86,6%) em maior proporção, seguido de GII.8 (4,34%), GII.7 (4,34%),GII.6 (2,17%) e GII.2 (2,17%), demonstrando a necessidade de ações de vigilância epidemiológica para prevenção e controle desses vírus.

  • MONALISA VILANOVA RIBEIRO BARBOSA
  • PREVALÊNCIA DA ESQUISTOSSOMOSE MANSÔNICA E CLASSIFICAÇÃO DE FUNCIONALIDADE EM MORADORES DE ÁREA ENDÊMICA DO MUNICÍPIO DE UMBAÚBA, SERGIPE
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 22/06/2015
  • Dissertação
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  • A esquistossomose mansônica (EM) é uma doença parasitária grave, de veiculação hídrica e evolução crônica, cujo agente etiológico é o Schistosoma mansoni. Trata-se de uma das doenças parasitárias mais prevalentes no mundo, caracterizando assim um potencial problema de saúde pública. O estado de Sergipe é endêmico para esquistossomose e o município de Umbaúba apresenta uma das maiores prevalências. O estudo tem como objetivo conhecer a prevalência da infecção da esquistossomose mansônica e classificar a funcionalidade de indivíduos infectados de área rural do município de Umbaúba/SE. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal. A pesquisa foi realizada em quatro momentos: a) inquérito coproscópico amostral probabilístico em 257 indivíduos; b) aplicação de questionário para levantamento dos fatores associados à ocorrência e transmissão da doença; c) Aplicação do protocolo de avaliação do CORE SET - CIF; d) distribuição espacial dos casos humanos da esquistossomose mansônica. Na análise dos dados descritivos e espaciais foram utilizados os programas Microsoft Excel 2007, Bioestat 5.0, GPS TrackMaker e TerraView 4.2.0. A análise estatística foi realizada através dos Teste Qui-Quadrado e Regressão Logística Múltipla. Constatou-se que a prevalência da infecção foi de 7%; prevaleceu a infecção leve com 82,3,% segundo carga parasitária (OPG); em relação ao sexo dos sujeitos infectados, a infecção pelo S. mansoni prevaleceu no sexo masculino 61,1%. Foram identificados 18 casos de esquistossomose mansônica no estudo. As maiores eliminações de ovos de esquistossomose ocorreram entre os adolescentes e adultos jovens da faixa etária de 10 a 39 anos. Os indivíduos sob o maior risco para adoecer de esquistossomose são os que possuem renda inferior a um salário mínimo (or 1.2198), moram no bairro há mais de 10 anos (or 1.4889), o chefe da família possui baixo nível de escolaridade (or 1.1616), acumula água no quintal no inverno (or 1.9104). A distribuição espacial dos casos humanos de esquistossomose mansônica aponta a existência de três microáreas. Após a análise qualitativa, foram identificados 28 domínios relacionados à Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), sendo 14 (50%) do componente “funções do corpo”, quatro do componente “atividade e participação” (14,3%) e dez do componente “fatores ambientais” (35,7%). A CIF auxilia os profissionais de saúde para uma avaliação diferenciada, definição de metas, gerenciamento da intervenção e medida de resultados na atenção à Saúde. O estudo evidencia uma proposta de instrumento clínico que pode ser utilizado nos indivíduos com esquistossomose tomando como base conceitual a CIF em uma perspectiva de atenção integral e humanizada.

  • JUREMA CRISTINA MACHADO DE MENEZES
  • ANÁLISE ESPACIAL DA HANSENÍASE NA REGIÃO METROPOLITANA DE ARACAJU, SERGIPE, BRASIL
  • Orientador : VERA LUCIA CORREIA FEITOSA
  • Data: 28/05/2015
  • Dissertação
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  • A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, que é transmitido de pessoa a pessoa pelo contato contínuo com doentes contagiantes sem tratamento. No Brasil, devido a sua endemicidade constitui em um importante problema de saúde pública. Foi realizado um estudo retrospectivo, longitudinal, baseado em dados secundários do Sistema de Informação de Agravos Notificáveis (SINAN) com o objetivo de realizar análise espacial, análise temporal e descrever o perfil epidemiológico da hanseníase na Região Metropolitana de Aracaju, Sergipe, Brasil, no período de 2001 a 2013. As informações referentes aos pacientes foram coletadas no banco de dados do SINAN disponibilizadas pela Secretaria Estadual de Saúde de Sergipe. As variáveis de interesse pesquisadas foram: município de residência, número de casos diagnosticados por ano, idade, escolaridade, raça, classificação operacional, forma clínica, grau de incapacidade, forma de ingresso no sistema de notificação. O mapa da densidade de Kernel evidencia que as áreas mais quentes estão concentradas no centro de Aracaju, e que vai se difundindo pelos outros municípios da Região Metropolitana de Aracaju. Esses resultados evidenciam as regiões onde o risco de infecção pelo bacilo Mycobacterium leprae pode ocorrer, demonstrando que a transmissão da hanseníase está ocorrendo na área em estudo, gerando novos casos.

  • JANINE BELTRÃO ARAUJO MENDES
  • ANÁLISE HISTOQUÍMICA E MORFOMÉTRICA DE COMPONENTES FIBROSOS DA MATRIZ EXTRACELULAR DE BIÓPSIA DE PELE DE INDIVÍDUOS COM HANSENÍASE NO ESTADO DE SERGIPE.
  • Orientador : VERA LUCIA CORREIA FEITOSA
  • Data: 27/05/2015
  • Dissertação
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  • A hanseníase ainda se constitui em um relevante problema de saúde coletiva, em vista de sua prevalência, da morbidade e mortalidade determinadas por suas complicações e do seu enorme impacto social e econômico. É uma doença crônica, infecciosa com período de incubação prolongado, causada pelo Mycobacterium leprae, parasita intracitoplasmático obrigatório, que afeta nervos periféricos e a pele. Conhecer o padrão histológico da lesão é de extrema importância para a base do conhecimento, caracterização e tratamento adequado da doença.A presente pesquisa teve como objetivo estudar a morfologia e a morfometria das fibras colágenas da matriz extracelular de biópsia de indivíduos com hanseníase dos polos tuberculóide e virchowiano. Para tanto foi realizada uma pesquisa de caráter experimental e descritivo. Foram selecionados 20 blocos de parafina, biópsias de pacientes com diagnóstico de hanseníase. A partir destes blocos foram realizados no micrótomo cortes histológicos de forma seriada de 5 µm de espessura, os quais foram submetidos às colorações: hematoxilina-eosina e picrosírius -hematoxilina.As análises foram realizadas através de imagens capturadas por câmera de vídeo acoplada a um microscópio de luz da marca Olympus, com um aumento de 100X. A partir das imagens obtidas das lâminas coradas com picrosírius- hematoxilina, foi realizada a análise morfométrica das fibras colágenas através do programa computacional ImageJ®.As informações obtidas foram codificadas e digitadas em um banco de dados para tratamento estatístico.Foram observadas diferenças significativas no padrão de infiltrado inflamatório, na distribuição das fibras colágenas e densidade colagênica entre as formas polares da hanseníase.

  • DIANA MATOS EUZÉBIO
  • ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA DOENÇA DE CHAGAS EM ÁREA RURAL DO MUNICÍPIO DE TOBIAS BARRETO - SERGIPE
  • Orientador : ANGELA MARIA DA SILVA
  • Data: 06/04/2015
  • Dissertação
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  • A doença de Chagas humana, também conhecida como tripanossomíase americana, é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, e atinge cerca de 10 milhões de pessoas no mundo. Sua maior distribuição ocorre no continente americano, América do Sul e Central, sendo considerada endêmica nesta última. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera a doença de Chagas humana, uma das 17 doenças tropicais mais negligenciadas no mundo, o impacto médico e social causado pela doença estão associados a elevados índices de morbidade e mortalidade. No Brasil, o absenteísmo de trabalhadores portadores da doença representou custos aproximados em torno de US$ 5,6 milhões/ano cerca de 10.000 óbitos/ano são estimados pela OMS no mundo devido a complicações da doença. A forma de transmissão vetorial é a mais frequente, diversas espécies de triatomíneos com grande capacidade de domiciliação estão envolvidas, seguida das formas transfusional, congênita, transplantes de órgãos, acidentes de laboratório, e oral em humanos. Aumento no fluxo migratório populacional e no transplante de órgãos vem contribuindo para elevar índices de transmissão por estas vias e pequenos surtos envolvendo ingestão de alimentos contaminados com vetores ou seus excrementos. Dados entomológicos obtidos no Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) – Sergipe, referente aos anos de 2005 a 2014, confirmaram a presença das espécies de triatomíneos, porém houve redução no envio de amostras de vetores na região centro sul do Estado de Sergipe nos anos de 2013 e 2014 pelo município de Tobias Barreto. No ano de 2014, os exemplares enviados não apresentaram positividade para infestação por Trypanosoma cruzi. A correlação entre a presença de triatomíneos e moradias de baixa qualidade em área rural são fatores predisponentes para a manutenção da transmissão da doença de Chagas encontrados em área rural de Tobias Barreto. Foi realizado estudo com objetivo de investigar a infecção humana da doença de Chagas em uma área rural de Tobias Barreto, para identificar a existência de transmissão vetorial da Doença de Chagas nos residentes dos povoados Poço da Clara e Alagoinhas; e verificar a frequência da infecção chagásica humana nesta população. Amostras de sangue foram coletadas em 256 indivíduos residentes na área pesquisada e realização de testes sorológicos para Doença de Chagas (ELISA e Imunofluorescência Indireta). Resultados parciais das amostras analisadas demonstraram baixa ocorrência de infecção na população estudada. Grande parte das sorologias negativas pode ser justificada pela redução do número de triatomíneos infestados, menor interação entre vetor-hospedeiro sugerindo não haver transmissão humana através das espécies de vetores circulantes na região atualmente, podendo o ciclo da doença permanecer no momento restrito ao âmbito silvestre.

  • TICIANA SIRQUEIRA CARVALHO
  • perfil epidemiológico das dislipidemias em adultos
  • Orientador : TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES
  • Data: 24/02/2015
  • Dissertação
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  • O perfil lipídico é um importante preditor do risco de doença cardíaca coronária. Taxas elevadas de triglicerídeos, colesterol total e colesterol de lipoproteína de baixa densidade aumentam as chances de desenvolvimento esta doença. No entanto, sabe-se que as mulheres, devido a fatores hormonais, teriam menos eventos cardiovasculares ateroscleróticos. O objetivo deste artigo é avaliar a associação entre o valor dos diferentes parâmetros do perfil lipídico entre os diferentes sexos na população de uma cidade no Brasil. Este é um estudo descritivo, longitudinal, ecológico e retrospectivo, baseado em dados secundários coletados no período de 2003 a 2013, em um laboratório de análises clínicas na cidade de Aracaju, Sergipe, Brasil. O perfil lipídico foi determinado utilizando-se os seguintes marcadores: colesterol total (CT); colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-C); colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) e triglicerídeos (TG). A análise estatística foi realizada por meio de medidas de tendência central e variância. A análise inferencial foi realizada pelo teste t de Student e o valor de p foi < 0,05. A amostra foi omposta por 63.396 pessoas, sendo 24.425 do sexo masculino e 38.971 do sexo feminino, com idade média de 42,02 ± 17,38 anos. O valor médio de CT, HDL-c, LDL-c e TG foi de, respectivamente, 193,39 ± 43,62 mg/dl, 48,80 ± 11,24 mg/dl, 118,35 ± 36.75mg/dl e 131,28 ± 82.21mg/dl. Entre os gêneros, observaram-se diferenças estatisticamente significativas entre CT, HDL-c, LDL-c e TG. Conclui-se que as mulheres têm taxas mais elevadas de CT e LDL-c; enquanto os homens têm taxas mais baixas de HDL-C e maiores de TG, o que os predispõe ao desenvolvimento da síndrome metabólica.

2014
Descrição
  • MARIANA GÔVEIA MELO RIBEIRO
  • Pesquisa e Genotipagem do Papilomavirus Humano (HPV) em Mucosa Oral de Pacientes do Estado de Sergipe
  • Orientador : SILVIO SANTANA DOLABELLA
  • Data: 29/08/2014
  • Dissertação
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  • A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) é a doença viral sexualmente transmissível mais prevalente no mundo. Suas infecções podem variar de assintomáticas à indução de Carcinomas de Células Escamosas. Entre os agentes infecciosos associados ao câncer oral, tem-se discutido a correlação da infecção por HPV em mucosa oral e o desenvolvimento e/ou agravamento das lesões. O objetivo deste estudo foi avaliar a prevalência do HPV e seus genótipos em pacientes com lesão oral e em mucosa oral saudável de usuários e não-usuários de drogas no estado de Sergipe-Brasil através da técnica da PCR. Foram avaliados 39 pacientes com idade entre 2 e 83 anos, com lesões clinicamente detectáveis ​​na mucosa oral e 106 pacientes com mucosa oral saudável entre 11 e 79 anos. As amostras foram coletadas por esfoliação da mucosa oral. Para o controle de qualidade da extração de DNA foi utilizado PCR para beta-globina. DNA-HPV foi detectado utilizando primers MY09/MY11 e GP5+/GP6+. A genotipagem foi realizada através de multiplex-PCR com primers específicos para os tipos virais 6, 16 e 18Nosso estudo detectou o vírus em todos os tipos de lesões avaliadas. A prevalência do HPV foi de 76,92% (30/39) nos pacientes com lesões orais. O tipo viral mais frequente foi o HPV-6, presente em 56,67% (17/30), seguido do HPV-18 em 26,67% (8/30) e do HPV-16 em 6,67% (2/30). Resultados positivos foram encontrados em 83,02% (88/106) dos pacientes com mucosa oral sadia. O tipo viral mais frequente foi o HPV-6, presente em 45,45% (40/88), seguido do HPV-18 em 35,23% (31/88) e do HPV-16 em 4,49% (4/88). Entre usuários de múltiplas drogas 86,67% (52/60) foram positivos e múltiplas infecções por HPV foram identificadas em 23,08% (12/52). Entre os "não usuários" a prevalência foi de 78,26% (36/46). Uma alta prevalência de HPV foi encontrada no estudo, tanto em lesões orais quanto em mucosas saudáveis. As taxas de detecção do vírus em cavidade oral variam acentuadamente no mundo e tornam a relação do HPV com o processo de carcinogênese oral ainda controversa. Isso faz necessária a realização de estudos adicionais que avaliem o papel do Papilomavírus Humano no desenvolvimento de lesões na mucosa oral. Há poucos dados disponíveis sobre a frequência de infecção oral por HPV na população brasileira e especialmente entre usuários de drogas. Novos estudos sobre a prevalência do HPV entre usuários de drogas são necessários para melhor compreensão da sua exposição ao vírus e o desenvolvimento de estratégias de prevenção.

  • KATILY LUIZE GARCIA PEREIRA
  • Atividade leishmanicida do extrato de Croton blanchetianus Bail
  • Orientador : RICARDO SCHER
  • Data: 04/08/2014
  • Dissertação
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  • A leishmaniose é um complexo de doenças parasitárias causadas por protozoários do gênero Leishmania e transmitidas ao ser humano e outros hospedeiros vertebrados por meio da picada de um inseto flebotomíneo infectado. Atualmente, todos os medicamentos utilizados no tratamento dessa doença apresentam baixa eficácia, alta toxicidade e estão associados à resistência parasitária. Nesse sentido, pesquisas cientitcas que indiquem novos compostos com atividade leishmanicida são bastante promissoras. O objetivo deste trabalho foi avaliar in vilro a atividade leishmanicida do extrato etanólico bruto dc ( b1ancheiianu sobre L. cirnazoflensis e L. infánium, bem como o seu efeito tóxico e imunomoduiador sobre macrófagos murinos. Promastigotas na fase logarítmica de crescimento foram submetidos ao tratamento com diferentes concentrações do extrato por 24 e 72 horas a 26°C. e a viabilidade foi mensurada por meio do metodo de Alamar Blu&M. Uma maior inibição foi vista em L. amazonen.s com um ICso de 73,6 jig/ml em 24 horas de incubação e de 42,6 pg/ml em 72 horas. Em L. infanium o extrato apresentou um lCso de 208,7 tg/ml em 24 horas e de 108.9 tg/mI em 72 horas. Em relação à redução da viabilidade, L. arnazonen.çi.ç apresentou um percentual de morte de 68,8%. com 100 .tg/ml do extrato, em 24 horas de tratamento e aproximadamente 1 OO°/ em 72 horas, enquanto que em L infanlum este nível de inibição so foi visto com 250 1g/ml do extrato. Para a analise da atividade antiamastigota, macrófagos infectados foram tratados com diferentes concentrações do extrato e incubados por 72h a 37°C, e o índice de infecção foi determinado por coloração com corante hematológico e contagem em microscopia Óptica. Veriticou-se uma inibição dose-dependente maior em L amazonensis com um lCso de 3.10 tg/ml. Em L. infanium houve uma menor atividade do extrato que apresentou um ICso de 8,83 ig/ml. Na menor concentração testada (3 tg/ml) houve uma redução na viabilidade de L. arnazonensis por volta de 44%, enquanto que em L. infanium. este nível de inibição só foi observado com 7 .tg/ml do extrato. A avaliação da citotoxicidade foi realizada em macrófagos murinos. incubados com diferentes concentrações do extrato por 72h a 37°C e a viabilidade foi mensurada pelo método de Alamar BlueTM. O LDso observado foi de 83,79 j.tglml e o Índice dc Sclctividadc calculado foi dc 27 para L. anaa.zonensis c 9,5 para L. hifanium. revelando uma maior toxicidade do extrato nos parasitos do que nos macrófagos. O tratamento com o extrato não modulou o macrófago para a síntese de óxido nítrico, como verificado pela Reação de Griess. Contudo, interferiu na morfologia das formas promastigotas. sendo observados parasitos com corpo arredondado e/ou tiagelo duplo. Portanto, os dados apresentados nesse estudo indicam que o extrato etanólico de C. biancheuianus apresenta atividade Ieishmanicida sobre as formas promastigota e amastigota de L. a,nazonensis e L. infanium, sendo mais efetivo frente à espécie L. urnazonensi,s’, principalmente sobre a forma amastigota. sem causar, no entanto. toxicidade à célula hospedeira.

  • ANA NERY DANTAS OLIVEIRA DA PAIXÃO
  • CARACTERIZAÇÃO FENOTÍPICA DE LINHAGENS DE Escherichia coliCIRCULANTES NA CIDADE DE ARACAJU/SE
  • Orientador : RITA DE CASSIA TRINDADE
  • Data: 01/08/2014
  • Dissertação
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  • A Escherichia coli (E.coli)é uma enterobactéria de grande importância na saúde pública, dentre as cepas conhecidas, muitas são responsáveis por causar principalmente doenças do trato gastrointestinal e urinário. A capacidade de adquirir resistência aos antimicrobianos e a necessidade de tratamento específico para cepas de alta patogenicidade leva a necessidade de pesquisa contínua sobre a eficiência dos medicamentos utilizados contra estes microrganismos. Além disso, muitas destas bactérias tem a capacidade de resistir a diferentes ambientes facilitando sua disseminação e contaminação de pessoas e alimentos. A formação de biofilme é uma das maneiras que a bactéria encontrou para garantir a sobrevivência, inclusive em superfícies abióticas, até que ocorra a colonização de outro ambiente ou organismo. A E.colipode ser facilmente adquirida através de fontes hídricas e alimentos contaminados por fezes de origem humana e/ou animal. A cidade de Aracaju/SE, além de ser litorânea, serve de passagem para os rios Sergipe, Poxim, do Sal e Vaza Barris e possui efluentes domésticos que correm em canais a céu aberto que são levados para os rios e posteriormente para o mar. Neste estudo, foi feita a avaliação da presença de cepas de E.coliem amostras de água de canais, lagos, rios, mar, carne e leite, além da definição do perfil de sensibilidade aos antimicrobianos de uso comum e capacidade de formação de biofilme.Para a coleta, foram definidos pontos da cidade de Aracaju de onde foram retiradas dezessete amostras e transportadas sob refrigeração para posterior cultivo e isolamento de cepas de E.coliem laboratório.Além das vinte e sete cepas coletadas, foram testadas nove cepas da Coleção de Cultura de Microrganismos de Sergipe e uma cepa padrão. Para os testes de sensibilidade aos antimicrobianosfoi utilizado o método de disco difusão de Kirby e Bauer, onde foi detectado que somente duas das trinta e seis cepas testadas demonstraram sensibilidade a todos os antimicrobianos, sendo eles: Amoxilina+clavulanato, Amicacina, ampicilina, Cefalotina, Cefepime, Cefoxitina, Ceftazidima, Cefuroxima, Ciprofloxacina, Gentamicina, Meropenem, Sulfametoxazol+trimetoprim. O maior perfil de resistência encontrado entre todas as cepas foi frente à ampicilina (60%). O perfil de formação de biofilme demonstrou que 8,3% das cepas formam um biofilme moderadamente aderente enquanto 91,6% formam um biofilme fortemente aderente, o que pode facilitar asobrevivência das bactérias em diferentes condições ambientais e demonstra a provável capacidade de fixação em membrana mucosa. A presença de cepas de E.coli nos isolados de água constata a carência no tratamento adequado do esgoto sanitário da cidade de Aracaju. Afalta de higiene durante a manipulação dos alimentos é o principal fator responsável pela contaminação dos alimentos testados. Estas situações demonstram um potencial risco à saúde da população, deixando clara a importânciade que ocorram melhorias no tratamento dos efluentes domésticos e na fiscalização atuante tanto nas questões ambientais quanto no controle de qualidade de alimentos comercializados em feiras e supermercados.

  • MONICA RUEDA BARRIOS
  • Papel do IGF-1 na infecção por Leishmania amazonensis em macrófagos de indivíduos com deficiência isolada do hormônio do crescimento.
  • Orientador : AMELIA MARIA RIBEIRO DE JESUS
  • Data: 11/06/2014
  • Dissertação
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  • A leishmaniose é uma doença que acomete o homem desde tempos remotos. Um aumento do número de casos e ampliação de sua ocorrência geográfica tem ocorrido nos últimos 20 anos. No Brasil é encontrada atualmente em todos os estados, em especial nas regiões Norte e Nordeste, sob diferentes perfis epidemiológicos. Estudos in vitro mostraram que o hormônio “Insulin-LikeGrowthFactor” (IGF-1) aumenta a infecção de macrófagos por Leishmania, e, em modelos experimentais, o tratamento com IGF-1 agrava a infecção por Leishmania. Indivíduos homozigotos para uma mutação natural (MUT/MUT) do receptor do hormônio liberador do hormônio de crescimento (GHRH) e conseqüente deficiência de hormônio de crescimento (GH) e de IGF-1 foram descritos em Itabaianinha, Sergipe. Esta mutação afeta o crescimento pondero-estatural e foi denominada de deficiência isolada do hormônio de crescimento (DIGH), mas a resposta imune destes indivíduos ainda não foi avaliada. Assim, para conhecer melhor o papel do IGF-1 na susceptibilidade à infecção por Leishmania, o propósito deste trabalho é estudar o comportamento de macrófagos humanos destes indivíduos com deficiência congênita de IGF-1 a esta infecção in vitro. O comportamento da infecção in vitro com Leishmania amazonensis foi comparado em macrófagos derivados do sangue periférico de dois grupos de indivíduos: 1) indivíduos MUT/MUT (fenótipo de anões e deficientes de IGF-1); n= 8, e controles (N/N) sem esta mutação (fenótipo normal) n=7. O número de macrófagos infectados/100 macrófagos e a carga parasitária destes macrófagos (número de amastigotas /100 macrófagos) foram comparados entre estes grupos. Dados com pacientes de cada grupo evidenciam que os macrófagos de pacientes com DIGH são mais resistentes à infecção com promastigotas de Leishmania amazonensis que os controles normais . Estes resultados comprovam em células humanas os achados de estudos em camundongos que mostram que o IGF-I na interação macrófago-Leishmania sp. agrava a infecção.

  • ALDA RODRIGUES
  • "DETECÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DO ROTAVÍRUS EM ARACAJU/SERGIPE, BRASIL, 2010 A 2012".
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 27/05/2014
  • Dissertação
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  • A diarreia por rotavírus ainda é uma importante causa de mortalidade nas crianças em todo o mundo, sendo responsável a cada ano por cerca de 500.000 mortes. A introdução da vacina contra o vírus pode levar a uma redução da morbidade e mortalidade associadas ao rotavírus. No Brasil, a Rotarix ®, a vacina contra o rotavírus, que contém o genótipo G1P [8], foi incluído no programa nacional de imunizações desde março de 2006. Este projeto tem como objetivo avaliar dados clínicos e epidemiológicos relacionados à infecção por RVA, os genótipos de rotavírus predominantes. O projeto de pesquisa é um estudo transversal em que as crianças com diarreia aguda foram registrados prospectivamente a partir de 2010 a 2012. O local de coleta das amostras fecais foi o Hospital de Urgência de Sergipe no setor de Urgência Pediátrica, em Aracaju/SE. As informações clínicas e epidemiológicas foram obtidas através da realização de um questionário. A gravidade clínica foi determinada por um sistema de pontuação 20, calculado a partir do ponto de questionário. Foram verificados os episódios de diarreia aguda e coletadas amostras de fezes para pesquisa e genotipagem de rotavírus pelo método ELISA e RT-PCR. Cálculos estatísticos descritivos foram realizados para definir a epidemiologia do rotavírus. Resultados positivos de EIA foram encontradas em 78 das 790 amostras. O genótipo mais frequente foi G2 P [4], seguido do genótipo G8 P [4], G1 P[8], G3 P[8] , G1 P[6]. Foram detectadas infecções mistas G2 P[4] P[8], G1G2 P[4] e G2G8 P[4] e de um modo geral observou-se uma cocirculação de distintos genótipos nos anos estudados, além disso, nota-se uma alternância entre os genótipos a cada ano. O resultado obtido neste estudo observou uma variabilidade dos casos positivos distribuídos, confirmando que a sazonalidade na região não é marcante. Portanto, novas cepas de rotavírus estão surgindo e associados à diarreia grave. Por esta razão, a vigilância contínua é necessária para acompanhar as mudanças na epidemiologia do rotavírus.

  • ISRAEL GOMES DE AMORIM SANTOS
  • Atividade amebicida do óleo essencial de Lippia spp. (VERBENACEAE) frente à trofozoítos de Acanthamoeba polyphaga
  • Orientador : SILVIO SANTANA DOLABELLA
  • Data: 09/05/2014
  • Dissertação
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  • A ceratite amebiana e a encefalite amebiana granulomatosa são doenças causadas por amebas de vida livre do gênero Acanthamoeba. No caso da ceratite, o grande problema é a recidiva da doença devido à resistência do parasito aos medicamentos utilizados. Portanto, o objetivo deste estudo foi determinar a atividade amebicida do óleo essencial de plantas do gênero Lippia frente à trofozoítos de Acanthamoeba polyphaga. Para isto, 8 x 104 trofozoítos foram expostos durante 24 horas a diversas concentrações dos óleos essenciais de L. sidoides, L. gracilis, L. alba e L. pedunculosa e a sua atividade amebicida determinada, como bem a atividade amebicida de seus compostos majoritários rotundifolona, carvona e carvacrol. Foi testada também a citotoxicidade dos óleos em cultura de células de mamíferos. Quase todas as concentrações dos óleos e compostos majoritários empregadas apresentaram atividade amebicida; contudo, os óleos essenciais também demonstraram atividade citotóxica contra as linhagens tumorais NCI-H292 e HEp-2. Diante destes resultados, os óleos pesquisados neste trabalho não podem ser considerados bons candidatos para a terapêutica complementar na ceratite amebiana, porém apresentam promissores resultados para serem empregados como componentes em soluções para limpeza de lentes de contato e novos estudos com seus componentes majoritários deverão ser realizados.


  • ALINE SILVA BARRETO
  • Participação do CD40L Solúvel (sCD40L) na resposta microbicida e na produção de citocinas em macrófagos infectados por Leishmania chagasi
  • Orientador : TATIANA RODRIGUES DE MOURA
  • Data: 09/05/2014
  • Dissertação
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  • Introdução: O CD40L é uma molécula presente em linfócitos T que interage com o CD40 das células apresentadoras de antígeno e cuja sinalização pode induzir macrófagos a produzir IL-10, favorecendo a imunidade humoral (Th2), ou IL-12, promovendo imunidade celular (Th1). Estudos em camundongos CD40 knokout (-/-) demonstram a importância da via de sinalização CD40-CD40L para induzir uma resposta inflamatória efetiva à Leishmania major. O CD40L também pode ser encontrado sob a forma solúvel (sCD40L), capaz de se ligar ao CD40 e induzir uma resposta imune. O controle da leishmaniose visceral está associado a um perfil de resposta Th1, dependente da ação de citocinas inflamatórias cuja produção depende da ligação entre CD40-CD40L. Dados do nosso grupo de pesquisa demonstraram que pacientes com LV apresentam baixos níveis séricos de sCD40L antes do tratamento. Esses níveis aumentam no decorrer do mesmo, atingindo títulos próximos aos valores encontrados no controle endêmico, os quais são elevados, sugerindo um efeito protetor dessa molécula. Dessa forma, faz-se necessário estudar o papel do sCD40L na LV. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a participação do sCD40L na modulação da resposta imune de macrófagos infectados por L. chagasi. Métodos: Macrófagos humanos foram infectados com promastigotas de Leishmania (Leishmania) chagasi na presença de soro contendo altos títulos de sCD40L, com e sem adição de anti-sCD40L. Após 72 horas, a resposta microbicida dos macrófagos foi avaliada, observando-se o número de macrófagos infectados e a quantidade de parasitos intracelulares. Resultados: Observamos uma redução significativa (p <0.05) da taxa de macrófagos infectados e também o número de parasitos intracelulares quando a infecção foi realizada na presença de soros com altos títulos de sCD40L e esse efeito foi revertido com o bloqueio pela adição de anti-sCD40L. Conclusão: Sugerimos que o sCD40L presente no soro de pacientes contribui para uma resposta imune protetora, aumentando a capacidade microbicida de macrófagos, colaborando com o controle da LV. Apoio financeiro: FAPITEC, CNPq.

  • TIAGO PINHEIRO VAZ DE CARVALHO
  • Desenvolvimento de modelo animal de mielorradiculopatia esquistossomótica
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 08/05/2014
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  • A mielorradiculopatia esquistossomótica (MRE) é uma forma grave de apresentação da esquistossomose, em que o sistema nervoso é comprometido pelo Schistosoma mansoni. Este estudo objetivou desenvolver o modelo animal de mielorradiculopatia esquistossomótica, além de caracterizar as alterações sensoriais e motoras ocasionadas pelos ovos do S. mansoni na medula espinhal e correlacionar os aspectos sensoriais, motores e histológicos nos animais em função do tempo. Foram feitas duas séries experimentais divididas em seis grupos com cinco ratos Wistar machos cada, de acordo com os dias em que foram realizados os testes de sensibilidade mecânica, comportamentais e posterior eutanásia nos 5º, 10º, 20º e 30º dias da pesquisa. Os grupos experimentais foram anestesiados com halotano e injetou-se uma suspensão de ovos de S. mansoni na concentração de 25.000 ovos/mL no espaço subaracnóideo. Os animais controles foram submetidos ao mesmo procedimento, porém com administração de solução tampão-fosfato (PBS). A medula espinhal foi removida do nível de C1 a L5 e armazenada em frascos contendo formol a 4%. O segmento medular de cada rato foi submetido a cortes histológicos em criostato no plano transversal com intervalo de 20 µm, fixado em lâminas de vidro e corado por meio da técnica de hematoxilina-eosina. As alterações histológicas foram avaliadas quanto à presença de ovos e/ou granulomas além de agregados de células inflamatórias. Os dados referentes aos testes comportamentais e de sensibilidade foram analisados por meio do teste estatístico ANOVA two-way de amostras repetidas, seguidos do post hoc test de Bonferroni. O nível crítico foi fixado em 5% para se admitir uma diferença de médias como estatisticamente significante. Os resultados foram expressos em média ± erro padrão da média. Os resultados revelaram que (1) o modelo foi útil para o estudo fisiopatológico da MRE; (2) Foi possível identificar alterações na sensibilidade mecânica superficial, na sensibilidade térmica e força muscular ocasionadas pelos ovos do S. mansoni na medula espinhal; (3) Identificaram-se alterações histológicas no tecido nervoso após a infecção com ovos de S. mansoni.

  • ANA MÉRCIA DIAS NASCIMENTO
  • Avaliação da Atividade Repelente e Larvicida de Xylopia laevigata, X. frutescens (Annonaceae) e Lippia pedunculosa (Verbenaceae) Contra Mosquitos Aedes aegypti (Diptera–Culicidae).
  • Orientador : ROSELI LA CORTE DOS SANTOS
  • Data: 10/03/2014
  • Dissertação
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  • A dengue é uma importante arbovirose transmitida ao homem por meio da picada do mosquito fêmea Aedes aegypti. Como não há vacinas, o controle da transmissão da doença se dá, principalmente, com a redução da população de mosquitos e a adoção de medidas de proteção individual, que impeçam o contato entre hospedeiros e vetores. Diante do agravamento do processo de resistência aos inseticidas químicos, os produtos de origem vegetal se apresentam como alternativas mais seguras para o controle integrado de doenças vetoriais endêmicas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade repelente e larvicida dos óleos essenciais extraídos das plantas X. laevigta, X. frutescens e L. pedunculosa . A atividade larvicida foi investigada a partir da exposição de larvas de terceiro estádio às diferentes concentrações dos óleos essenciais. Após 24 horas de exposição foram contabilizadas as larvas mortas, considerando mortalidade a ausência mobilidade ou incapacidade da larva em se mover até a superfície. A ação repelente dos referidos óleos foi observada a partir da supressão de pousos dos mosquitos sobre a pele humana. Os óleos essenciais forma diluídos em etanol e aplicados diretamente sobre a pele dos voluntários. Para cada óleo essencial foram realizados doze testes, nos quais as concentrações dos óleos variavam de 0,1 à 10%. Tanto o óleo essencial obtido a partir da L. pedunculosa, quanto os seus principais compostos voláteis mostraram-se tóxicos contra larvas de Ae. aegypti, apresentando CL50 inferior à 60 ppm. Em contrapartida, as plantas do gênero Xylopia apenas mostraram-se tóxicas para larvas de Ae. aegypti quando em concentrações superiores à 1000 ppm, fato que inviabiliza a sua utilização em larga escala. No que diz respeito à ação repelente, todas as plantas avaliadas forneceram algum grau de proteção contra pouso de mosquitos adultos sobre a pele humana. O óleo essencial da L. pedunculosa forneceu grande proteção contra os pousos dos mosquitos, sendo capaz de proteger contra 100% dos pousos, ainda em baixas concentrações. Apesar de potencialmente tóxica contra o mosquito transmissor da dengue, o óleo essencial da L. pedunculosa apresenta toxidade sobre a pele humana. Portanto, mais estudos fazem-se necessários a fim de que sejam elaboradas formulações atóxicas, e capazes de fixar os constituintes do óleo essencial conferindo-lhe efeito residual.

2013
Descrição
  • SUELI SILVA DE CARVALHO
  • Avaliação da atividade Leishmanicida de espécies reativas do oxigênio para Leishmania Chagasi.
  • Orientador : PAULO DE TARSO GONCALVES LEOPOLDO
  • Data: 12/06/2013
  • Dissertação
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  • As leishmanioses são doenças infecciosas causadas por protozoários do gênero Leishmania. As espécies de Leishmania são parasitos digenéticos, alternando entre a forma promastigota (extracelular, encontrada no vetor flebotomíneo) e a amastigota (intracelular, encontrada no hospedeiro mamífero). A fagocitose de promastigotas por macrófagos desencadeia nessas células um “burst respiratório”, gerando espécies reativas do oxigênio (EROS) como o ânion superóxido ('02-), peróxido de hidrogénio (H202) e o radical hidroxila (.OH). Neste trabalho objetivamos avaliar in vitro a atividade leishmanicida de EROS, pela exposição de promastigotas de L.(L.) chagasi à menadiona (um derivado da vitamina K, que gera EROS em seu ciclo redox), bem como a viabilidade de suas respectivas formas amastigotas em uma linhagem de macrófagos murinos J774.16. Dezesseis isolados de L. (L.) chagasi (em fase log de crescimento) foram expostos a concentrações crescentes de menadiona (0-750µM) por um período de incubação de 4 horas, ao fim do qual a viabilidade desses parasitos foi determinada pela contagem das formas móveis, sob microscopia óptica. Para avaliar a viabilidade das amastigotas derivadas das respectivas promastigotas de L.(L.) chagasi resistentes e susceptíveis a EROS, um isolado resistente e dois susceptíveis (em fase estacionária de crescimento) foram utilizados na infecção de J774.16, na proporção 5:1 (parasitos/células), incubadas por 24, 48 e 72 horas, em placas de 8 poços. Ao término de cada período de incubação as placas foram coradas com Panótipo rápido e o número de amastigotas/100 macrófagos (carga parasitária) foi determinado por contagem sob microscopia óptica, por dois avaliadores independentes. Dos dezesseis isolados avaliados, 14 deles foram classificados como susceptíveis à EROS, uma vez que apresentaram perdas de 50% ou mais de suas viabilidades em concentrações que variavam de 15 a 500 µM de menadiona. As L. L. chagasi resistentes a EROS (apenas dois isolados) apresentaram 70% ou mais de viabilidade a 750 µM de menadiona. As células J774.16 infectadas com L. L. chagasi susceptíveis à EROS apresentaram um menor número de amastigotas do que as que foram infectadas com a forma resistente. Em culturas ativadas com LPS/IFN, a forma resistente apresentou uma menor carga parasitária nos tempos de 24 e 48 horas de infecção, quando comparada com a das formas susceptíveis a EROS. O tratamento das culturas de J774.16 infectadas com L. L. chagasi (susceptíveis e resistente a EROS) com um inibidor da SOD, dietilditiocarbamato (DETC), resultou em um decréscimo no número de amastigotas de ambas as culturas. O tratamento dessas culturas com o estímulo combinado de DETC e N-Acetilcisteina (agente antioxidante) resultou em um maior número de amastigotas das formas resistentes em todos os tempos de incubação avaliados. As culturas de J774.16 infectadas com L. L. chagasi resistentes e susceptíveis a EROS e previamente tratadas com LMNA (inibidor de INOS), resultou em uma redução da carga parasitária de ambas as culturas. Assim, é possível afirmar que as espécies reativas do oxigênio são importantes na eliminação de L. L. chagasi, tanto na forma promastigota, quanto na forma amastigota.

  • VANESSA RAMOS DE FARIA SANTANA
  • Subnotificação do vírus da dengue durante a circulação do sorotipo tipo 4 em Sergipe utilizando teste Platelia Dengue NS1 Ag
  • Orientador : ROSELI LA CORTE DOS SANTOS
  • Data: 31/05/2013
  • Dissertação
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  • A dengue é considerada a mais importante das arboviroses que afeta o ser humano, sendo transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti e possui quatro sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. No Brasil a doença é amplamente distribuída e, desde 2010, há registros da circulação dos quatro sorotipos no país. Com a dificuldade da confirmação dos casos apenas pela sintomatologia apresentada na fase aguda da doença, a proteína não-estrutural 1 (NS1) do vírus da dengue tem atuado como um marcador para um diagnóstico laboratorial logo no início dos sintomas. Contudo a sensibilidade desses testes tem sido questionada, principalmente em regiões com sucessivas epidemias da doença. Este estudo teve como objetivo avaliar a ocorrência do vírus da dengue, bem como identificar os sorotipos e os genótipos circulantes em amostras clínicas de soro ou sangue de pacientes sintomáticos inicialmente testados pelo Platelia Dengue NS1 Ag utilizado no Protocolo NS1 do Ministério da Saúde em Sergipe. Para tanto, foi utilizada a técnica de RT-Semi-Nested-PCR para detecção e identificação dos sorotipos da Dengue e sequenciamento genético para identificação dos genótipos virais. Os dados epidemiológicos contidos na Ficha de Investigação de Dengue (SINAN) também foram considerados. O estudo contou com 326 amostras disponibilizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública Parreiras Horta (LACEN/SE), coletadas de setembro de 2011 à setembro de 2012. Dessas, a maioria era do sexo feminino, de cor parda, com nível médio completo e tinham entre 19 e 35 anos de idade. Os meses de março, fevereiro e janeiro de 2012 corresponderam aos meses de maior notificação com coletas realizadas na maioria das vezes no 2º ou 3º dias do início da doença. Os principais sintomas relatados foram febre, cefaleia, mialgia e dor retroorbital. Das 326 amostras 69 foram positivas para o teste NS1 Ag, enquanto a RT-PCR obteve 114 amostras positivas para dengue, com 113 pelo DENV-4 e 01 pelo DENV-1. O teste molecular encontrou 76 amostras positivas para dengue nas amostras negativas ou indeterminadas pelo NS1 Ag. A sensibilidade do teste Platelia dengue NS1 Ag, quando comparada a RT-PCR, foi de 34,9%. O genótipo II foi encontrado em todas as amostras sequenciadas. Esses resultados sugerem baixa sensibilidade do teste Platelia dengue NS1 Ag para DENV-4 na região. Dessa forma, o ensaio atual não deve ser utilizado isoladamente na população brasileira devido à exposição desta a surtos sequenciais de dengue,podendo tal fato ter elevado o número de falso-negativos encontrados nesse estudo.

  • LINCOLN VITOR SANTOS
  • Caracterização de Staphylococcus aureus da orofaringe de profissionais da Rede Hospitalar Pública Municipal de Aracaju/SE.
  • Orientador : VERA LUCIA CORREIA FEITOSA
  • Data: 27/05/2013
  • Dissertação
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  • Muitos estudos têm enfatizado o rastreamento de cepas de S. aureus que colonizam as vias aéreas superiores de indivíduos suscetíveis, saudáveis e até de profissionais de saúde. As vias aéreas e as feridas abertas são os sítios mais importantes de colonização. Trata-se de uma pesquisa de campo, descritiva e quantitativa cujo objetivo foi caracterizar isolados de S. aureus da orofaringe dos profissionais de Enfermagem, nas Unidades de Pronto Atendimento da Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju/SE. Os profissionais foram abordados no local de trabalho e questionados sobre o desejo de participar do estudo. Uma vez assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e respondido o questionário, foi realizada a coleta de amostra da or ofaringe, com swab esterilizado, transportado para o Laboratório de Bacteriologia da Universidade Federal de Sergipe. Neste local, houve semeadura em placas de Petri, contendo ágar manitol salgado e a triagem das colônias típicas de S. aureus através de coloração de Gram, teste da catalase e teste da coagulase. Determinou-se o perfil de susceptibilidade aos antimicrobianos dos isolados de S. aureus pelo método de Kirby-Bauer. As estirpes com perfil de resistência e resistência intermediária à oxacilina foram submetidas ao teste de disco-difusão de cefoxitina, ao método de MIC para oxacilina e ao ensaio de PCR para detecção dos genes mecA e lukPV. Participaram do estudo 153 profissionais de enfermagem, dos quais 88 mostraram-se portadores de S. aureus na orofaringe. A categoria profissional mais prevalente na amostra desta pesquisa foi a de auxiliares de enfermagem, com idade entre 22 e 60 anos. A possibilidade de ser portador de S. aureus na orofaringe foi maior nos profissionais de enfermagem que trabalhavam durante o dia. A enfermaria pediátrica foi o local cujo risco de ter S. aureus no sítio de coleta foi duas vezes maior. A colonização por MRSA foi observada em 13,0% dos indivíduos participantes. Dentre os portadores de MRSA, 60,0% eram auxiliares de enfermagem, 80,0% trabalhavam no período diurno e 90,0% atuavam no setor de urgência adulto. Além disso, 40,0% haviam sido admitidos na rede de saúde há menos de 1 ano. Os isolados de S. aureus foram sensíveis à maioria dos antimicrobianos testados. O maior percentual de resistência foi à eritromicina (22,8%), enquanto 71,8% das estirpes MRSA demonstraram resistência à cefoxitina, 43,7% à associação de ampicilina com sulbactam e a me sma proporção à sulfametoxazol+trimetropim. Apenas 6,25% dos isolados desta pesquisa foram positivos para a presença do gene mecA. Estes isolados foram resistentes à cefoxitina e um deles apresentou fenótipo de resistência à oxacilina pelo método de MIC. Nenhum isolado mostrou positividade para o gene lukPV, o que pode significar que todos eram de origem hospitalar. Foi detectado que a prevalência de S. aureus na orofaringe dos profissionais de enfermagem da REHUE/SMS/ARACAJU é alta, entretanto, o papel desses profissionais na gênese de infecções nosocomiais ainda é difícil de determinar. Medidas de vigilância devem ser implementadas em prol da diminuição dos riscos de infecção hospitalar.

  • ALLAN DANTAS DOS SANTOS
  • FATORES DE RISCO ASSOCIADOS À DISTRIBUIÇÃO DA INFECÇÃO POR Schistosoma mansoni NA COMUNIDADE DO BAIRRO SANTA MARIA, ARACAJU-SE
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 29/04/2013
  • Dissertação
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  • A esquistossomose mansônica é uma doença parasitária grave, de veiculação hídrica e evolução crônica, cujo agente etiológico é o Schistosoma mansoni. Trata-se de uma das doenças parasitárias mais prevalentes no mundo. Ocorre em 74 países, com 207 milhões de pessoas infectadas e 700 milhões em áreas de risco e há anos vem sendo neglicenciada. Em Sergipe a doença vem se expandindo da zona rural para áreas periurbanas, sendo os fatores causais desse processo de expansão e urbanização dessa endemia ainda não elucidados, caracterizando assim um potencial problema de saúde pública. Este estudo objetivou determinar a associação entre os fatores de riscos identificados com a distribuição da infecção pelo S. mansoni, na comunidade do bairro Santa Maria, município de Aracaju-SE. Trata-se de um estudo epidemiológico e transversal. A pesquisa foi realizada em 04 momentos: a) inquérito malacológico; b) inquérito coproscópico censitário; c) aplicação de questionário para levantamento dos fatores de risco socioeconômicos, comportamentais, ambientais e de contato com as águas associados à ocorrência e transmissão da doença; d) análise georeferenciada dos focos de tranmissão da doença e dos casos humanos de Esquistossomose. A análise espacial da distribuição da infecção no bairro foi realizada através do programa TerraView utilizando o estimador de intensidade Kernel. Na análise dos dados foram utilizados os programas Excel 2007, GPS TrackMaker Pro, TerraView 4.1.0. A análise estatística foi realizada através dos Teste Qui-Quadrado, Teste G e Regressão Logística Múltipla. Constatou-se que a prevalência da infecção foi foi de 5,4%, em 2011; prevaleceu a infecção leve com 72,7% segundo carga parasitária (OPG); em relação ao sexo dos sujeitos infectados, a infecção pelo S. mansoni prevaleceu no sexo masculino 63,7%. Foram identificados 444 casos de Esquistossomose mansônica no ano em estudo. As eliminações maiores de ovos de esquistossomose acometeram mais os adolescentes e adultos jovens da faixa etária de 10 a 39 anos. Os indivíduos sob o maior risco para adoecer de esquistossomose são os que residem próximo aos mananciais, com suas residências acumulando água no quintal no inverno, em ruas não asfaltadas, onde o indivíduo e o chefe da família possuem baixa escolaridade, do sexo masculino e em idade produtiva (10 – 59 anos), que não realizam tratamento da água no domicílio e que tem constante contato com águas. No inquérito malacológico, foram levantados 147 caramujos da espécie Biomphalaria Glabrata, sendo 19,17% a taxa de infecção pelo S. mansoni em 22 focos transmissores da doença. A análise espacial dos criadouros e focos da Biomphalaria Glabrata apontam a existência de três áreas (aglomerados) de principais riscos e a visualização de áreas de maior concentração de casos expostos a diferentes graus de risco dessa infecção Os resultados da pesquisa possibilitam oferecer, aos serviços municipais de saúde, um instrumento que facilite a compreensão da ocorrência e distribuição espacial da Esquistossomose.

  • DÉBORA MACHADO BARRETO
  • Avaliação da associação entre o polimorfismo dos genes Metaloproteinase da matriz-1 e Interleucina-6 e a Periodontite Crônica em pacientes do Hospital Universitário de Aracaju-SE.
  • Orientador : ROSILENE CALAZANS SOARES
  • Data: 22/04/2013
  • Dissertação
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  • A periodontite é uma doença infecciosa e inflamatória de origem bacteriana que resulta na destruição progressiva do periodonto (WOLF & LAMSTER, 2011). Fatores ambientais, como o cigarro e o estresse estão envolvidos na sua patogênese, assim como fatores genéticos também têm sido associados à etiologia da periodontite (LAINE, LOOS & CRIELAARD, 2010). A interleucina 6 (IL-6) e a metaloproteinase da matrix-1 (MMP-1) são secretadas pelo sistema imunológico e agem no local infectado na tentativa de eliminar a bactéria mas acabam ajudando-a a destruir o periodonto, podendo provocar a perda do dente porque essas substâncias ativadas induzem a reabsorção óssea. O objetivo deste trabalho foi avaliar a associação de polimorfismos na região promotora dos genes IL-6 (-174) e MMP-1 (-1607) com a periodontite crônica em uma população de Aracaju. Foram avaliados 64 pacientes com periodontite, atendidos na clínica de Periodontia do Departamento de Odontologia da UFS e 25 pacientes que não tinham a doença periodontal (grupo controle). As células da mucosa oral foram coletadas por raspagem da mucosa com um swab estéril. Em seguida foi realizada a extração do DNA de cada uma das amostras coletadas. O DNA extraído foi submetido à PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) utilizando primers específicos para o gene da IL-6 (-174) e MMP-1(-1607). Os polimorfismos genéticos foram investigados pela técnica RFLP (Polimorfismo de comprimento dos fragmentos de restrição) utilizando enzimas de restrição XmnI e Hsp92II para MMP-1 e IL-6, respectivamente. Os resultados foram submetidos à análise estatística pelo programa SPSS utilizando o teste qui-quadrado com nível de significância de 5%. Não foi encontrada nenhuma diferença estatística significativa entre os pacientes com periodontite crônica e pacientes do grupo controle nem para os genótipos (p=0,734), nem para os alelos (p=0,763), com relação ao polimorfismo da IL-6 (-174). Quanto ao polimorfismo do gene da MMP-1 (-1607) também não foi encontrada nenhuma diferença estatística significativa na distribuição do genótipo (p=0,607) e dos alelos (p=0,237) entre indivíduos com periodontite crônica e controle. Também não foi observada diferença significativa dos polimorfismos estudados entre os grupos de fumantes e não fumantes com periodontite crônica e sem a doença, bem como entre os grupos de pacientes com periodontite com e sem as doenças sistêmicas específicas estudadas. O polimorfismo dos genes estudados não exibiu associação com a susceptibilidade à periodontite crônica.

  • HERTALINE MENEZES DO NASCIMENTO ROCHA
  • Perfil de citocinas relacionadas à disfunção endotelial em pacientes com deficiência isolada, vitalícia e severa do hormônio do crescimento
  • Orientador : TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES
  • Data: 06/03/2013
  • Dissertação
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  • A disfunção endotelial é caracterizada por uma intensa atividade inflamatória ativada em resposta a uma lesão no endotélio. Embora o conceito da aterosclerose como doença inflamatória não seja mais controverso, a regulação dos processos inflamatórios e suas consequências patogênicas ainda não estão totalmente elucidadas. Em uma população da cidade de Itabaianinha, indivíduos com uma DIGH apesar de apresentarem fatores de risco cardiovasculares inerentes à deficiência do GH, os diversos estudos desenvolvidos até o momento não encontraram nesses pacientes alterações cardiovasculares e sinais precoce ou tardio de disfunção endotelial. Essa mesma população após um tratamento de 6 meses com GH apresentou um aumento na EMIC e na incidência de placas aterosclerótica, contradizendo estudos anteriores. OBJETIVOS: Foi avaliado o perfil de citocinas inflamatórias relacionadas à disfunção endotelial em pacientes com deficiência congênita, severa e vitalícia do hormônio do crescimento. MATERIAIS E MÉTÓDOS: A amostra foi composta por 20 pacientes com DIGH sendo 12 tratados com GH quando adultos, 04 tratados com GH na infância e 04 nunca tratados e 20 pacientes do grupo controle, pareados por idade. Foram realizados dosagens séricas de IL-4, IL-6, TNF-α pela técnica ELISA e PCR pela técnica do látex, a EMIC foi mesurada com um duplex scan 1 cm abaixo da bifurcação das carótidas e foi realizado ecocardiograma em repouso. Os grupos foram comparados com o teste de Man-Whitney.RESULTADOS: No dados antropométricos o grupo com DIGH apresentou menor altura e peso (p ˂ 0,0001), porém o IMC 24,25 ± 5,2 e 24,3 ± 4,5; p = 0,48 foi semelhante. Na avaliação ecocardiográfica encontramos menor IMVE (p ˂ 0,0001), DDVE (p=0.0069) e na FE (p=0.0031) no grupo DIGH, porém não houve diferença na PP(p=0.2085) e no SEPTO (p=0.0881). A EMIC foi semelhante entre os grupos (p=0,1396). Não houve diferença na produção de IL-4 (P=0,57) e TNF-α (p=0,43), no entanto o grupo CONTROLE produziu mais IL-6 (p=0,033) e o grupo DIGH produziu mais PCR (P=0,0004). DISCUSSÃO: A semelhança no SEPTO e na PP pode ser justificada pelas alterações estruturais permanentes no VE evidenciadas no estudo de OLIVEIRA (2010) e Araújo (2012) após o tratamento dessa população por 6 meses com GH.A baixa produção de IL-4, IL-6 e TNF-α no grupo DIGH justifica, nessa população, a ausência de sinais de disfunção endotelial como o aumento da EMIC e o surgimento de PAt além de corrobarar com dados publicados anteriormente sobre a ausência de resistência a insulina e a produção normal de adiponectina e baixa de leptina. Contudo os níveis aumentado de PCR sugerem uma ativação da resposta inflamatória por outra via que não a do TNF-α e da IL-6. Uma avaliação mais detalhada do perfil imunológico dessa população se faz necessária com o objetivo de encontrar peças-chave que respondam de forma esses indivíduos, a despeito dos fatores de risco, não apresentam alterações cardiovasculares mesmo com níveis aumentados da PCR.

  • IVANNA OLIVEIRA LEAL
  • CARACTERIZAÇÃO DA FARINGOTONSILITE AGUDA POR Streptococcus β-HEMOLÍTICOS DOS GRUPOS A E NÃO A.
  • Orientador : TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES
  • Data: 25/02/2013
  • Dissertação
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  • As faringotonsilites (FT) agudas são frequentes na população pediátrica. Estima-se que mais de 50% das FT são virais, e dentre as bacterianas, o agente mais isolado é o estreptococo β-hemolítico do Grupo A, embora os estreptococos β-hemolíticos dos Grupos B, C, F e G também possam causá-la, principalmente os Streptococcus do grupo C (SGC) e os Streptococcus do grupo G (SGG), relatados como “pyogenes-like” por compartilharem fatores de virulência importantes como hemolisinas, enzimas extracelulares e proteínas M, assim como o SGA. Este estudo pretendeu caracterizar a faringotonsilite por Streptococcus β-hemolíticos dos grupos A e não A, em três etapas: microbiológica, sorológica (citocinas séricas TNF-α, IL-6, IL-4, IL-10) e distribuição espacial dos eventos. Na faixa etária sintomática estudada, de 05-09 anos, a média de idade foi 5.93 anos (DP ± 1.69), com maior incidência no gênero feminino com 69.76 %. As FTs por Streptococcus β-hemolíticos dos Grupos A, B e C apresentaram uma incidência representativa, abrangendo 17.75% da amostra. Revelaram similaridade na ocorrência dos sinais e sintomas, embora os SGA e SGC tenham apresentado uma maior incidência de exsudato tonsilar. Em relação à reposta imune, os níveis das citocinas não apresentaram diferença estatística significante entre os grupos, exceto o SGA que a apresentou em relação ao grupo controle no tocante a IL-6, com 24,13 ± 12.22 pg/ml e 0.91 ± 0.68 pg/ml (p=0.0016), respectivamente. Entretanto, os grupos SGA e SGC apresentaram médias dos níveis de citocinas (pró-inflamatória e anti-inflamatória) mais elevadas em relação ao grupo B e ao grupo controle, sugerindo padrões imunológicos semelhantes entre estes dois grupos. Tal semelhança, nestas condições, poderia ser atribuída ao compartilhamento de fatores de virulência como a proteína M e a estreptolisina O.Os SGB, até então vinculado a doenças neonatais e puerperais, encontrados nesta pesquisa, sugere que este grupo pode causar FT em crianças em idade escolar na mesma proporção que o SGA, embora com resposta imunológica e clínica menos agressivas que o SGA e SGC. Em relação a última etapa, as ocorrências dos casos de FT por Streptococcus β-hemolíticos foram georreferenciados e distribuídos espacialmente no município de Aracaju-SE, traçando um panoroma de distribuição dos casos.

  • MICHELI LUIZE BARBOSA SANTOS
  • Caracterização de isolados de Leishmania chagasi naturalmente resistentes ao antimonial. Sergipe
  • Orientador : TATIANA RODRIGUES DE MOURA
  • Data: 31/01/2013
  • Dissertação
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  • A Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença parasitária, no Brasil causada pela Leishmania chagasi, com grande impacto na saúde pública, podendo levar a morte quando não tratada. Antimoniais Pentavalentes, como o Glucantime® são os medicamentos de 1ª escolha para o tratamento da LV. Entretanto, falhas no tratamento tem sido reportadas e são associadas a fatores farmacocinéticos e/ou resposta imune. O objetivo desse trabalho foi avaliar in vitro a susceptibilidade a drogas e mecanismos microbicidas de isolados de pacientes refratários ao tratamento com antimônio. Quatro isolados de L. chagasi de pacientes refratários ao tratamento e dois isolados de pacientes responsivos ao tratamento com antimônio foram utilizados neste estudo. A susceptibilidade in vitro ao óxido nítrico (NO) foi avaliada pela exposição dos promastigotas a diferentes concentrações de NaNO2 e a viabilidade foi determinada através do método de alamar blue™. Os isolados de pacientes refratários foram considerados resistentes ao NO apresentando percentuais de 81% de viabilidade a concentrações de 8mM de NaNO2, enquanto que os isolados de pacientes responsivos foram considerados susceptíveis ao NO com uma viabilidade de 50%, p<0.005. Promastigotas foram submetidas a concentrações crescentes de antimónio trivalente (SbIII) e a viabilidade foi determinada através da contagem de células, sendo calculada a concentração inibitória de 50% (IC50) do SbIII. Foi observada uma elevada IC50 nos isolados de pacientes refratários comparada com a IC50 de isolados de pacientes responsivos, 741+32 μM e 381+100μM, p<0.01, respectivamente. Promastigotas foram expostas a concentrações de anfotericina lipossomal b (L-Amb) e a viabilidade foi determinada pelo método colorimétrico alamar Blue™, observou-se em isolados de pacientes refratários um elevado IC50 comparado com isolados de pacientes responsivos. Para avaliar a susceptibilidade dos isolados ao SbV e sua capacidade infectiva, macrófagos foram infectados com isolados de pacientes refratários, na presença de LPS/IFN-γ ou SbV, por 24, 48 e 72 horas, sendo avaliada a carga parasitaria, pela contagem, e a produçao de NO, pela Reação de Griess. Foi observada uma maior porcentagem de macrofagos infectados e um maior número de amastigotas na infecção por isolados de pacientes refratários, independentemente de estímulos/tratamento e em todos os tempos após a infecção, (p < 0,05). Embora isolados de pacientes refratários produziram mais nitrito do que os isolados responsivos ao tratamento, a taxa de nitrito/amastigotas foi seis vezes inferior nos macrófagos infectados por isolados de pacientes refractários. Estes dados sugerem que, em isolados de pacientes refratários existe resistência cruzada ao SbIII, SbV NO, L-Amb e, também, estes parasitas foram capazes de modular os mecanismos microbicidas dos macrófagos.

2012
Descrição
  • MARIA REGINA MENEZES LIMA
  • PERFIL IMUNOLÓGICO DO PORTADOR DE ESTENOSE VALVAR SEVERA
  • Orientador : TANIA MARIA DE ANDRADE RODRIGUES
  • Data: 06/12/2012
  • Dissertação
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  • Este trabalho tem como meta a pesquisa do perfil sócio epidemiológico, imunológico e a avaliação da expressão gênica da EDT-1 em pacientes portadores de estenose valvar cardíaca submetido à troca cirúrgica valvar, e dos pacientes portadores de doença valvar assintomáticos, buscando a identificação da ET- 1 como marcador desfavorável para o desenvolvimento da doença cardíaca reumática (DCR) em pacientes com doença valvar e a relação com a resposta imunológica . Por meio da quantificação de citocinas inflamatórias TNF α, IL-4 e IL-10 no soro dos pacientes e a avaliação da expressão do gene da ET -1 nas valvas cardíacas desenvolvemos o estudo, utilizando o Teste Elisa Sanduiche e PCR em tempo real respectivamente como procedimentos laboratoriais. A Febre reumática (FR) é uma doença reumática inflamatória de origem autoimune e recidivante, causada pela resposta do organismo a infecções pelo Streptococcus pyogenes. A doença possui distribuição universal, mas com marcadas diferenças nas taxas de incidência e prevalência entre os diversos países, constituindo a principal causa de cardiopatia adquirida em crianças e adultos jovens nos países em desenvolvimento. A proteção contra o patógeno humano deve-se a uma complexa interação entre a resposta imune inata e a adaptativa em indivíduos geneticamente susceptíveis. A resposta imune contra antígenos do esptreptococo em indivíduos predispostos geneticamente levam ao desenvolvimento da (DCR) por meio de reação auto imune cruzada desencadeando lesão tecidual do miocárdio. A amostra foi composta de 35 indivíduos dos quais 15 foram submetidos à troca valvar cirúrgica, 10 são portadores de FR e 10 compõem o grupo controle (clinicamente sadios). A média de idade apresentada foi de (34,5 anos ) p = 0.005; quanto ao gênero 18 (51,42%) são do gênero masculino e 17 (48,57%) feminino com renda média familiar de 02 salários mínimos vigentes; os sintomas mais frequentes foram dispneia 17 (48,57%) e precordialgia 4 (16%); na quantificação de citocinas o TNF α foi maior entre os que trocaram valva cardíaca nativa (4.255) p < 0.0001; A IL-4 foi maior ente os portadores de FR (16.66), p = < 0.0001; e a IL-10 entre os que trocaram bioprótese (8.007) p = > 0.10; houve expressão do gene da EDT-1 as valvas cardíacas nativas.

  • IVANI RODRIGUES GLASS
  • Aspectos clínicos epidemiológicos da doença de Chagas em Umbaúba, região sul do Estado de Sergipe
  • Orientador : ANGELA MARIA DA SILVA
  • Data: 23/11/2012
  • Dissertação
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  • A doença de Chagas é uma infecção parasitária causada pelo protozoário Tripanossoma cruzi, que pode ser transmitida aos humanos pelas fezes dos triatomíneos (“barbeiros”) no ato do hematofagismo. No Brasil, atualmente predominam os casos crônicos com aproximadamente dois milhões de indivíduos infectados. Com o objetivo de avaliar os aspectos clínicos e epidemiológicos da doença de Chagas, no distrito de Guararema, município de Umbaúba, Estado de Sergipe, foi realizado um estudo descritivo e transversal envolvendo 147 indivíduos, com idades de 10 a 60 anos. Os aspectos epidemiológicos foram avaliados por questionário e realizado sorologia pela técnica de imunofluorescência indireta e ELISA. Somente os indivíduos soropositivos foram submetidos ao exame clínico, eletrocardiograma (ECG), radiografia do tórax, ecodopplercardiograma, esofagograma e enema opaco. A população estudada residia em área rural com baixo nível sóciocultural. Dezessete indivíduos foram soropositivos, com prevalência de 11,6% IC 95% 6,1 a 16,3; faixa etária de 45,88 anos; 70,6% eram do gênero feminino; 35,3% não tinham conhecimento do inseto vetor; 70,6% tinham o primeiro grau incompleto; a maioria eram lavradores com renda mensal de até um salário mínimo e 66% residiam em casa de alvenaria. As anormalidades ao ECG nos indivíduos chagásicos foram frequentes (58,8%), mostrando maior prevalência de bloqueio do ramo direito isolado ou associado ao bloqueio da divisão ântero-superior esquerda, e distúrbio de condução do ramo esquerdo. Foi encontrado cardiomegalia na radiografia de tórax em 5,9% dos soropositivos; alterações no ecocardiograma em 17,6%; megacólon em 5,9% e nenhum indivíduo apresentou megaesôfago. A prevalência da doença de Chagas no distrito de Guararema foi considerada elevada, assim como as anormalidades eletrocardiográficas.

  • DANILLO MENEZES DOS SANTOS
  • Comparação da Função de Macrófagos de Pacientes com as Formas Tuberculóide e Virchowiana de Hanseníase após a Cura Clínica
  • Orientador : AMELIA MARIA RIBEIRO DE JESUS
  • Data: 30/10/2012
  • Dissertação
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  • A Hanseníase é causada pelo Mycobacterium leprae, bacilo álccol-ácido resistente (BAAR), transmitido por via aérea. A Hanseníase continua sendo um relevante problema de saúde pública no Brasil, um dos países relacionados pela OMS como áreas endêmicas no mundo. A elevada densidade demográfica e o baixo padrão sanitário da população facilitam a difusão do M. leprae. A resposta imune pode ser dividida em inata, associada à resistência para o desenvolvimento da Hanseníase, e adaptativa, que vai atuar no reconhecimento específico de antígenos e que pode ser categorizada em celular e humoral. O predomínio de resposta imune celular ou humoral, frente à infecção pelo bacilo, pode influenciar a evolução da doença e estar associado às formas clínicas Tuberculóide (HT), (controle do crescimento do M. leprae e forma paucibacilar) e Virchowiana (HV), (forma multibacilar). A resposta imune inata é importante na definição do tipo de resposta adaptativa desencadeada, pois os macrófagos, além de fagocitar as micobactérias, são também células apresentadoras de antígenos. Assim, o comportamento dessas células (sinais co-estimulatórios e quimiocinas e citocinas), nos eventos iniciais da infecção, podem ser definidores do tipo de resposta imune adaptativa desencadeada. Estudos genéticos descreveram genes associados resistência de macrófagos a agentes intracelulares, sugerindo que pode haver uma alteração nos macrófagos de pacientes associadas à susceptibilidade a estas doenças. O presente trabalho tem como objetivo comparar a função dos macrófagos de pacientes com passado de Hanseníase com as formas clínicas HT e HV. Será avaliada a capacidade fagocítica e microbicida, a capacidade de ativação dessas células por LPS e IFN-, e o possível efeito supressivo da testosterona, utilizando o modelo da infecção por Leishmania amazonensis. Nossa hipótese é que os macrófagos de pacientes com a forma Virchowiana apresentam redução da capacidade microbicida, de ser ativados por citocinas e de produzir citocinas e quimiocinas. Pacientes foram selecionados de um banco de dados do Hospital Universitário, e comparados às formas Tuberculóide, Virchowiana e Controle. Foram isolados macrófagos do sangue dos indivíduos dos grupos acima e colocados em placas de cultura de células sem estímulo ou estimulados com LPS + IFN- e tratados com Testosterona, e posteriormente infectados com L. amazonensis em fase estacionária (3:1). contagem cega do número de macrófagos em diferentes nos tempos de 2, 24, 72 e 96 horas (h) Os macrófagos dos pacientes com passado de Hanseníase Virchowiana, são mais infectados e não conseguem controlar a infecção causada pelo protozoário L. amazonensis, quando comparados com o grupo controle. Na presença do tratamento com a testosterona, observa-se que a infecção tende a aumentar com o decorrer do tempo. Concluindo, há um defeito na capacidade microbicida de macrófagos de pacientes com a forma Virchowiana que pode justificar a dificuldade desses macrófagos em controlar a infecção.

  • RICARDO VIEIRA DA COSTA
  • Clonagem de genes de Leishmania (L) chagasi envolvidos na invasão celular por via não fagocítica e que conferem resistência ao óxido nítrico
  • Orientador : ROQUE PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 29/10/2012
  • Dissertação
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  • As leishmanioses são infecções que têm como agente etiológico o protozoário hemoflagelado pertencente ao gênero Leishmania (L.), família Trypanosomatidae. As interações moleculares na interface hospedeiro-parasita são cruciais para o desfecho da infecção e sobrevivência do parasita, cuja transmissão natural se inicia com a inoculação da forma promastigota pelo vetor inseto no hospedeiro. Leishmania sp. apresenta capacidade de infectar células não fagocíticas, tais como McCoy e células HeLa, e que isolados de L. (L.) chagasi apresentam resistência natural ao óxido nítrico (ON). E. coli não apresenta a capacidade de penetrar em células HeLa. Este trabalho teve como objetivo selecionar clones de E. coli que, expressando genes L. (L.) chagasi, adquiriram fenótipo de resistência ao ON e capacidade de penetração em células HeLa. Para isto, foi construída uma biblioteca genômica funcional do isolado de L. chagasi (LVCHUSE04), utilizando-se um vetor plasmidial de expressão heteróloga (pQE30-xa, Qiagen®) e uma cepa de E. coli (M15pREP4), naturalmente avirulenta e sensível ao ON. Células HeLa foram incubadas com a biblioteca genômica (1:10) durante 4 horas a 37ºC e atmosfera de CO2 1%. Os clones de E. coli não invasivos foram eliminados pela ação da gentamicina (50 µg/poço) e após lise celular, os clones invasivos foram cultivados em meio seletivo (LB-Amp. 100 µg/mL). Para seleção do fenótipo de resistência ao ON, a biblioteca foi exposta a 100 mM do doador de óxido nítrico (NaNO2) durante 3 horas a 37ºC. Os valores da OD600 foram registrados a cada 15 minutos para análise de viabilidade. Os clones resistentes foram selecionados para posterior análise dos fragmentos clonados. Foi observado que os clones selecionados neste trabalho albergavam o inserto de aproximadamente 1200 pb. Estes resultados sugerem que o inserto pode conter genes(s) possivelmente relacionados com o fenótipo de invasão e resistência ao óxido nítrico. Os plasmídeos dos clones de E.coli serão isolados e os insertos serão sequenciados para identificação de possíveis genes, bem como transfectá-los em modelo de Leishmania para corroboração dos resultados.

  • PATRICIA PEREIRA DA SILVA
  • MIELORRADICULOPATIA ESQUISTOSSOMÓTICA: ESTIMATIVA DE PREVALÊNCIA ATRAVÉS DO MÉTODO DE CAPTURA-RECAPTURA PARA A POPULAÇÃO ESQUISTOSSOMÓTICA DO ESTADO DE SERGIPE.
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 31/07/2012
  • Dissertação
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  • A Mielorradiculopatia Esquistossomótica (MRE) é uma forma grave de evolução severa e incapacitante da esquistossomose, sendo uma das mais frequentes causas entre as mielopatias não-traumáticas. No envolvimento do SNC pelo S. mansoni, a lesão medular parece ser a mais comum, comprometendo principalmente porções mais inferiores da medula espinhal, possivelmente devido ao fato do plexo venoso de Batson drenar apenas as regiões baixas da medula. Este estudo teve como objetivo estimar a prevalência e conhecer a subnotificação de MRE na população esquistossomótica do Estado de Sergipe e descrever as características clínicas e epidemiológicas dos portadores dessa forma clínica entre os anos de 2007 a 2011, através do método de captura e recaptura utilizando dados do SINAN e dos prontuários de dois hospitais de referência e de três centros de fisioterapia onde os pacientes foram notificados e diagnosticados entre os anos 2007 a 2011. As fontes de dados foram organizadas em três e duas listas onde os casos foram sobrepostos para verificação de casos comuns entre as fontes. Para análise foram utilizados os modelos log-linear utilizando o software R® e a fórmula de Chapman para estimativa dos casos de MRE e em seguida para o cálculo de prevalência e subnotificação considerando a população esquistossomótica de Sergipe. Através dos registros em prontuários foram identificados e categorizados alguns aspectos clínico-epidemiológicos e laboratoriais dos casos de MRE. Foram identificados 34 casos onde 64,70% dos pacientes eram do gênero masculino com idade média de 31,58 anos. Apenas 9,3% dos casos encontrados nas instituições de saúde foram recapturados na Fonte SINAN. Foram estimados 49 casos de MRE no estado de Sergipe utilizando o estimador de Chapman e uma prevalência de 4% sob a população esquistossomótica de Sergipe. A subnotificação dos casos reais foi de 84,37%, considerada bastante elevada, o que requer uma maior atenção e envolvimento dos gestores e da equipe de saúde quanto à necessidade do diagnóstico e tratamento adequados para o paciente com MRE bem como à importância da notificação nos sistemas de informação para real conhecimento da situação de saúde. Muitos registros nos prontuários encontravam-se incompletos para o traçado de um perfil clínico-epidemiológico. O método de captura e recaptura mostrou-se uma metodologia eficiente e de baixo custo para a estimativa de prevalência de doenças negligenciadas como é o caso da MRE.

  • LIZANDRA MAKOWSKI STEFFLER
  • "Variabilidade genética de Aedes aegypti (Diptera: Culicidae) no estado de Sergipe".
  • Orientador : ROSELI LA CORTE DOS SANTOS
  • Data: 30/07/2012
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  • Aedes aegypti é um importante vetor de graves arboviroses humanas como dengue, febre amarela e chikungunya em diversos países tropicais e subtropicais. O número de estudos envolvendo genética de população com Ae. aegypti vem crescendo nos últimos anos, sendo utilizados diversos marcadores moleculares para avaliar a variabilidade genética deste vetor. Entre os marcadores utilizados estão os ISSR (Inter-Simple Sequence Repeat) baseados na utilização de microssatélites como primers inespecíficos, e SNP (Single Nucleotide Polymorphism) que detectam mutações em bases únicas da cadeia de bases nitrogenadas. O objetivo do estudo foi determinar a variabilidade genética de populações de Ae. aegyti do estado de Sergipe por meio dos marcadores moleculares ISSR e SNP. Foram capturadas amostras do mosquito por meio de armadilhas ovitrampas de sete municípios sergipanos: Canindé de São Francisco, Carira, Pinhão, Neópolis, Maruim, Aracaju e Umbaúba. Para avaliação do polimorfismo genético foi extraído o DNA do mosquito adulto e amplificado com dois primers para ISSR e nove marcadores de SNP. Para o marcador ISSR a análise AMOVA resultou em 32% de variação genética entre as populações e 68% dentro da população. O valor de phiST foi igual a 0,3225 indicando alta estruturação genética entre as populações. O dendograma gerado pelo método UPGMA agrupou as populações em dois clusters que apresentaram 61% de similaridade. O teste de Mantel por meio de correlação parcial entre as distâncias genética e rodoviária excluindo a interferência do tamanho da cidade foi significativo (r = -0,5399 e p = 0,0359), supondo a ocorrência de fluxo gênico entre as populações de Ae. aegypti de forma passiva pela ação humana. Para o marcador SNP a análise AMOVA revelou diferenciação genética entre as populações de FST = 0,07354 (p < 0,01) e diversidade genética entre as populações de 7,35%. A análise por meio do software Structure 2.3.1, evidenciou a existência de dois clusters baseados em semelhanças genotípicas. Por essa análise foi observada uma diferenciação genética entre populações localizadas no interior do estado e populações mais próximas do litoral. Ambos marcadores moleculares foram eficientes no estudo genético de populações naturais de Ae. aegypti, sendo possível diferenciar amostras numa escala geográfica entre 30km a 210km.

  • MÁRCIO BEZERRA SANTOS
  • Prevalência de marcadores sorológicos dos Vírus das Hepatites B (VHB) e C (VHC) em indivíduos infectados por Schistosoma mansoni no bairro Santa Maria, Aracaju/SE.
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 19/07/2012
  • Dissertação
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  • A Esquistossomose Mansônica é uma doença parasitária grave, de veiculação hídrica e evolução crônica, cujo agente etiológico é o Schistosoma mansoni. Ocorre em 74 países, com 207 milhões de pessoas infectadas e 700 milhões em áreas de risco. No Brasil, dados indicam uma prevalência de oito milhões. A Esquistossomose pode ser agravada quando os pacientes são portadores dos Vírus das Hepatites B (VHB) e C (VHC), resultando na evolução simultânea de ambas as patologias. No Brasil, As prevalências da co-infecção VHB/VHC e S. mansoni encontradas nos estudos realizados variaram de 13,6% a 40% para o HBV e de 0,5% a 19,66% para o HCV. Com base nisso, esta pesquisa objetivou identificar a prevalência de marcadores sorológicos do VHB e VHC e os fatores de risco em indivíduos portadores do S. mansoni no Bairro Santa Maria, Aracaju/SE. Foi realizado um estudo epidemiológico do tipo transversal. Coletaram-se dados de cada paciente por meio de um questionário investigativo. Este questionário contemplou variáveis de identificação do sujeito participante da pesquisa e variáveis epidemiológicas que incluíram os fatores de risco para infecção pelo HBV ou HCV. Foram coletadas alíquotas de soro dos participantes da pesquisa e encaminhadas para a realização das análises laboratoriais para identificação de marcadores sorológicos dos Vírus das Hepatites B e C: Anti-HBc Total IgG, Anti-HBs, HBsAg e Anti-HCV. Todos os procedimentos realizados utilizaram a técnica de Imunoensaio Quimioluminescente através do Ensaio ARCHITECT para cada marcador sorológico seguindo os protocolos de análises laboratoriais estabelecidos pelo fabricante do equipamento ARCHITECT SYSTEM. Além disso, realizou-se a análise espacial da distribuição da co-infecção no bairro através do programa TerraView utilizando o estimador de intensidade Kernel. Constatou-se que 16 indivíduos tiveram contato com o HBV (9,41%), desses um foi positivo para HBsAg. Apenas Trinta e duas amostras (18,82%) foram positivas para o marcador Anti-HBs. Três amostras foram positivas para Anti-HCV (1,76%), sendo uma também positiva para Anti-HBc. Os principais riscos de infecção pelo HBV e HCV foram relacionados às intervenções parenterais dos serviços de saúde, assim como à atividade sexual sem uso de preservativo, no caso do HBV. A análise espacial dos casos de co-infecção (Esquistossomose e Hepatite) permitiu a visualização de áreas de maior concentração dessas infecções, assim como as que são expostas a diferentes graus de risco de transmissão. Os resultados da pesquisa possibilitam oferecer, aos serviços municipais de saúde, um instrumento que facilite a compreensão da distribuição espacial da Esquistossomose e Hepatites (B e C) no bairro Santa Maria. Embora nossos valores sejam acima da prevalência estimada para a população brasileira e da região nordeste, não podemos inferir que os indivíduos portadores da Esquistossomose são mais susceptíveis à infecção pelo HBV ou HCV, uma vez que, os fatores de risco foram as vias de risco de transmissão de agentes causadores de hepatite e não a infecção pelo S. mansoni.

  • VÍCTOR SANTANA SANTOS
  • Associação entre dados clínico-epidemiológicos e os tipos histopatológicos de casos de hanseníase do Estado de Sergipe, Brasil
  • Orientador : VERA LUCIA CORREIA FEITOSA
  • Data: 17/07/2012
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  • A hanseníase é uma doença granulomatosa crônica e infecciosa, causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta a pele e os nervos periféricos. Em diversos países do mundo ela ainda constitui um importante problema de saúde pública. A diversidade de manifestações clínicas é uma importante característica da doença e isso tem permitido o surgimento de numerosas classificações. No entanto, essas classificações têm apresentado diferenças na sensibilidade e especificidade, o que pode afetar a escolha do tratamento adequado. Nesse sentido, para a correta classificação e conseqüentemente para o tratamento adequado é necessário utilizar critérios clínico-epidemiolológicos associados a exames histopatológicos da lesão de pele. Desse modo, o presente estudo tem como objetivo principal analisar a associação entre dados clínico-epidemiológicos e os tipos histopatológicos de casos de hanseníase do Estado de Sergipe-Brasil. Para tanto, foram utilizados laudos de biópsias de pele arquivados no Memorial Prof. Dr. Nestor Piva que continham dados clínico-epidemiológicos e diagnóstico histopatológico de hanseníase. Os dados foram coletados por meio da utilização de um roteiro estruturado e depois tabulados. Foi realizada análise exploratória dos dados com a apuração de freqüências absolutas e percentuais para as variáveis categóricas. Para comparar a associação entre os dados clínico-epidemiológicos e os tipos histopatológicos foram utilizados os testes Qui-Quadrado de Pearson e o odds ratio. A concordância entre a classificação clínica e a histopatológica foi calculada dividindo o número de casos concordantes pelo número total de pacientes. Em seguida, foi aplicado o teste Kappa e suas interpretações para avaliar os resultados. O nível de significância adotado em todas as análises foi de 5% (p<0,05). Foram encontrados 2.102 laudos com diagnóstico histopatológico de hanseníase. Destes, 1.165 (55,4%) casos foram do gênero feminino, 1.224 (58,2%) casos da raça (cor) parda, 1.835 (87,3%) eram da região metropolitana de Aracaju/SE. A média de idade foi 36,62 anos. As formas histopatológicas tuberculoide e indeteminada predominaram entre todas as faixas etárias. Os homens apresentaram maior chance de serem multibacilar, assim como de serem do polo lepromatoso. Dos 2.102 laudos dos casos de hanseníase, 1.265 apresentaram informações completas quanto aos dados clínicos e histopatológicos; e foi então analisada a concordância entre as classificações clínica e histopatológica. A concordância geral entre a classificação operacional inicial e final foi de 84,8% (1.073/1.265). A concordância clínico-histopatológica foi 58,1% (735/1.265). Conclui-se que a análise da associação entre o perfil epidemiológico e os tipos histopatológicos constitui uma importante ferramenta de auxílio para as políticas públicas.

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