A UFS preocupa-se com a sua privacidade

A UFS poderá coletar informações básicas sobre a(s) visita(s) realizada(s) para aprimorar a experiência de navegação dos visitantes deste site, segundo o que estabelece a Política de Privacidade de Dados Pessoais. Ao utilizar este site, você concorda com a coleta e tratamento de seus dados pessoais por meio de formulários e cookies.

Ciente
Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: LETICIA PEREIRA BEZERRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LETICIA PEREIRA BEZERRA
DATA: 26/08/2021
HORA: 09:00
LOCAL: Plataforma Virtual (Google Meet)
TÍTULO: Padrões Espaciais e Espaço-Temporais dos Casos Humanos Positivos para o Schistosoma Mansoni no Nordeste do Brasil e Associação com Determinantes Sociais de Saúde
PALAVRAS-CHAVES: Schistosoma mansoni, Doença Negligenciada, Epidemiologia, Série Temporal, Análise espacial, Fatores de risco
PÁGINAS: 53
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Parasitologia
RESUMO:

A esquistossomose, Doença Tropical Negligenciada (DTN) de veiculação hídrica, representa um grave problema de saúde pública, ocorrendo em áreas tropicais e subtropicais de países subdesenvolvidos. O Brasil é o país mais endêmico da América Latina para morbidade, onde a espécie responsável pelos casos da doença é o Schistosoma mansoni, enquanto que seus hospedeiros intermediários são moluscos pertencentes ao gênero Biomphalaria spp., a ocorrência da doença no país se deve também a condições sanitárias e ambientais favoráveis à sua transmissão. Assim, esse estudo objetivou analisar os padrões espaciais e espaço-temporais dos casos humanos positivos para o S. mansoni no Nordeste do Brasil, e sua associação com determinantes sociais de saúde. Foi realizado um estudo ecológico, com abordagem espaço-temporal, incluindo todos os casos confirmados da doença, e os moluscos transmissores do S. mansoni coletados na região entre 1996 a 2014, com dados obtidos do Sistema de Informação do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE). A regressão linear segmentada foi usada para análise de tendências temporais das taxas de prevalência da doença por 100.000 habitantes. Para distribuição espacial, o período de estudo foi segmentado em três (P1, P2 e P3) e as taxas brutas de prevalência foram calculadas para os municípios com casos da doença. As taxas brutas foram suavizadas usando método empírico Bayesiano local. A existência de autocorrelação espacial foi analisada através dos Índices de Moran Global e Local. A análise de varredura espaço-temporal retrospectiva, foi usada para identificação de clusters de risco. Em seguida, a taxa de infecção natural dos moluscos foi calculada e os mapas representativos quanto a ocorrência e positividade destes foram criados. Os dados desse estudo, revelam a ocorrência de 1.146.461 casos positivos para o S. mansoni na região Nordeste, os estados com maior número de casos são de Alagoas (33,27%), Bahia (24,67%), Sergipe (13,20%) e Pernambuco (8,82%). Desses, somente Pernambuco demonstrou um padrão de tendência crescente significativo (AAPC: 16,2; IC95%: 6,8 a 26,5; p-valor < 0,05). Segundo a distribuição espacial das taxas brutas Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Bahia, apresentaram taxas de prevalência intensas, ao longo dos períodos segmentados, com aumento seguido de um decréscimo entre P2 e P3 (P1 = 418; P2 = 501; P3 = 448). A taxa suavizada demonstra redução de áreas com prevalências intensas, concentradas também nos estados citados anteriormente, estes também comportaram clusters de alto risco. P2 apresentou o maior cluster primário (542 municípios; RR = 3,9; p <0,001), com redução em P3 (211 municípios; RR = 7,52; p <0,001). Com relação aos moluscos, B. straminea é a espécie de maior ocorrência (338.687), seguida por B. glabrata (103.321), ressalta-se a ocorrência de 2.204 exemplares de B. tenagophila coletados na região. Alagoas, Sergipe, Piauí e Ceará apresentam os principais focos de transmissão do S. mansoni. Apesar da redução da taxa de prevalência da doença no período analisado, o Nordeste apresenta altas taxas de prevalência para morbidade. Além disso, conta com a dispersão da espécie B. tenagophila, concentrando atualmente na região, as três espécies de maior importância médica para transmissão da esquistossomose no Brasil.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1347234 - KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
Interno - 2046888 - MÁRCIO BEZERRA SANTOS
Externo à Instituição - ISRAEL GOMES DE AMORIM SANTOS

Notícia cadastrada em: 17/08/2021 15:11
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS - - | Copyright © 2009-2023 - UFRN - bemtevi1.bemtevi1 v3.5.16 -r18277-8067e35817