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Banca de QUALIFICAÇÃO: ALZENIRA AQUINO DE OLIVEIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALZENIRA AQUINO DE OLIVEIRA
DATA: 07/07/2022
HORA: 18:30
LOCAL: google meet
TÍTULO: "ESSE DESCASO VAI CONTINUAR?” AS LUTAS POR RECONHECIMENTO DE UM POVO: UMA ANÁLISE SOCIOLÓGICA E COMUNICACIONAL DO DISCURSO DO POVO SURDO DURANTE A PANDEMIA
PALAVRAS-CHAVES: ANÁLISE CRÍTICA DO DISCURSO; ABORDAGEM SOCIOLÓGICA E COMUNICACIONAL DO DISCURSO; LUTA POR RECONHECIMENTO; ESTUDOS SURDOS; PANDEMIA.
PÁGINAS: 150
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
RESUMO:

Na segunda década do século XXI, o Povo Surdo ainda vive à margem da sociedade e por isso luta por reconhecimento e direitos. A sua primeira língua, a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, não é contemplada no currículo escolar, a acessibilidade comunicacional é garantida por lei, mas não se efetiva na prática. Tais condições reverberam em barreiras de acesso ao mercado de trabalho, aos serviços de saúde, às artes, à pesquisa, à informação, à participação efetiva na sociedade brasileira, ou seja, falta-lhe o exercício da cidadania. Diante do contexto pandêmico a partir de março/2020 essa situação se agravou. Enquanto as pessoas ouvintes foram bombardeadas com informações sobre o novo coronavírus, observamos que esse conteúdo e suas respectivas atualizações não chegavam às pessoas Surdas, pois não foram veiculadas em Libras. Os Surdos ficaram sem acesso às informações. Nesse contexto, este estudo, na busca de atender às inquietações da pesquisadora em relação à acessibilidade comunicacional do Povo Surdo durante a pandemia, tem como objetivo geral analisar criticamente, ancorados na Abordagem Sociológica e Comunicacional do Discurso (ASCD), os discursos do Povo Surdo, em relação aos desafios enfrentados durante a pandemia covid-19 a partir do seu protagonismo em vídeos sinalizados em Libras na plataforma YouTube, evidenciando, nessa conjuntura, as reivindicações por seus direitos, reconhecimento e respeito. Para isso, nos orientamos nos pressupostos da Análise Crítica do Discurso (ACD) por assumir uma postura inversa às ações que causam desigualdades sociais e exclusão (FAIRCLOUGH, 2001; VAN DICK, 2008; PEDROSA, 2013; MAGALHÃES 2017; CUNHA, 2021; IRINEU, 2021). Procuramos agregar contribuições teóricas distintas, pois a transdisciplinaridade na ACD advém de sua própria origem, de sua concepção de discurso, de seu caráter crítico, de sua visão dialética, e também de suas possibilidades metodológicas (BATISTA JR; SATO; MELO, 2018). Com esse fundamento, as pesquisas em ACD são guiadas por seu próprio objeto, é o caso desse trabalho. Os caminhos metodológicos seguiram as trilhas de uma pesquisa qualitativo-interpretativista, sem, contudo, desprezar aspectos quantitativos de representatividades em seus resultados. Ancorados na Abordagem Sociológica e Comunicacional do Discurso (PEDROSA, 2014, 2016) agregamos os Estudos Surdos (SKLIAR e PERLIN, 1998, 2001; PESAVENTO, 2005; LOPES, 2007; STROBEL, 2006, 2008, 2009; SILVA, 2014; HALL; WOODWARD, 2014; FRANCO, 2014; ERNSEN, 2016; PEDROSA et al., 2021) e a Luta por Reconhecimento (HONNETH, 2003), aliados aos estudos do Sistema de Avaliatividade (HALLIDAY, 2004; MARTIN e WHITE 2004) e à teoria dos Atores Sociais (VAN LEEWEN, 2008). Para desenvolvimento dessa tese, assistimos a 122 vídeos em Libras postados no Youtube, protagonizados por atores sociais Surdos. Realizamos os procedimentos de tradução para a língua portuguesa na modalidade escrita para apresentação nesse trabalho. Após decisões metodológicas baseadas nos critérios de relevância, homogeneidade e sincronicidade (BAUER e GASKELL 2008; BAUER e ARTS, 2008), constituímos nosso corpus com 78 fragmentos que contemplam os desafios dos Surdos durante a pandemia. Os resultados preliminares da pesquisa, denotam que existem lacunas no processo de inclusão dos Surdos no âmbito da família, da escola e da sociedade de forma geral. Os atores sociais Surdos, por meio do discurso, revelam que nas estruturas das relações sociais de reconhecimento travam lutas constantes por direito à acessibilidade em sua primeira língua e por respeito à sua cultura, por sentirem-se desrespeitados quer seja nas relações primárias, jurídicas e na comunidade de valores (solidariedade). Finalmente, enquanto pesquisadores embasados na ACD/ASCD, como pressuposto teórico, contribuímos por meio dessa tese, com o registro das situações vivenciadas pelos Surdos durante a pandemia, e denunciamos sua situação desprivilegiada no tocante ao acesso à comunicação.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2228220 - CLEIDE EMILIA FAYE PEDROSA
Interno - 2787595 - RICARDO NASCIMENTO ABREU
Externo ao Programa - 2225701 - ANA FLORA SCHLINDWEIN
Externo à Instituição - JOÃO PAULO LIMA CUNHA
Externo à Instituição - ANA REGINA E SOUZA CAMPELLO

Notícia cadastrada em: 02/06/2022 07:29
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