A UFS preocupa-se com a sua privacidade

A UFS poderá coletar informações básicas sobre a(s) visita(s) realizada(s) para aprimorar a experiência de navegação dos visitantes deste site, segundo o que estabelece a Política de Privacidade de Dados Pessoais. Ao utilizar este site, você concorda com a coleta e tratamento de seus dados pessoais por meio de formulários e cookies.

Ciente
Notícias

Banca de DEFESA: FERNANDO MARINHO FERNANDES DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FERNANDO MARINHO FERNANDES DA SILVA
DATA: 29/08/2022
HORA: 15:00
LOCAL: Didática 7, sala a definir
TÍTULO: PIXAÇÕES EMBUCETADAS - MENSAGENS VISUAIS DA CULTURA POPULAR COMO ATO DE RESISTÊNCIA NA PAISAGEM ALTERNATIVA DE ARACAJU COM BASE NO MARXISMO.
PALAVRAS-CHAVES: Pixação; Marxismo Feminista; Atos de Resistência; Pixação embucetada.
PÁGINAS: 138
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Artes
SUBÁREA: Artes Plásticas
RESUMO:

Esta dissertação estuda a pixação realizada por mulheres em Aracaju entre 2019 e 2021. A pesquisa partir da seguinte questão norteadora: As pixações bucetalada, buceta, buceta…, Juno, coragem e xibiuti constituem mensagens visuais de atos de resistência? Sendo assim, o objetivo do trabalho é compreender as pixações de aspectos feministas em Aracaju como mensagens visuais de atos de resistência. Entendemos que é importante investigar tais manifestações visuais que apontam para as questões feministas como o debate sobre a autonomia do corpo feminino, a liberdade e ocupação dos espaços públicos, a sororidade e o fortalecimento da condição feminina. Outra condição que justifica esta investigação é que a pixação é percebida como uma atividade marcadamente masculina e identificar pixações produzidas por mulheres como um fenômeno importante interrompe a reprodução de um processo de invisibilização das mulheres. E, ainda, pela possibilidade de abordar uma cultura popular marginalizada e criminalizada ressaltando suas contradições e disputas. Fundamentam o estudo o conceito de Ato de Resistência como Cultura Popular de Marilena Chaui (2021a), a abordagem do Marxismo Feminista de Taylisi Leite (2020) e como Paisagem Alternativa Excluída de Denis Cosgrove (1998). Na abordagem de estudo das pixações além dos conceitos fundamentais, utilizamos a noção dos níveis da mensagem visual da Dondis (1997) e a diversidade do aspecto dos sinais de Frutiger (1999) para relacionar com os aspectos visuais das seis pixações. Assim a abordagem foi efetivamente qualitativa, já que tem como alvo melhor compreender o comportamento e a experiência humana. Desenvolvemos a investigação em cinco etapas: Mapeamento fotográfico, Fundamentação teórica, Definição do corpus da pesquisa, Entrevistas semiestruturadas com as pixadoras e o Estudo das pixações. Tomamos as pixações pela metáfora da pele tatuada da cidade, pois tanto a cidade exprime as contradições sociais em sua paisagem, como corpo o feminino, em um sentido amplo, também o faz. Compreendemos a pixação por um viés fortemente político e ressaltamos a noção de que a cultura como trabalho e resistência se dá pela luta contra a ideologia, a partir dessa noção, compreendemos as pixações enquanto ato de resistência e consequentemente, de cultura popular. Observamos um potencial de crítica ao patriarcado capitalista nas pixações estudadas a partir do teorema de Schulz acerca do valor-clivagem e do marxismo feminista que se caracteriza pela adesão radical e revolucionária para gestar um novo modelo de sociedade. Verificamos que as pixações, no contexto da cidade, definem uma paisagem alternativa excluída, pois caracterizam-se por uma rica simbologia desconsiderada pelas classes dominantes. Como principais aspectos visuais das pixações identificamos aqui o uso do símbolo feminino, o uso de palavras que evidenciam o corpo feminino, o agrupamento das pixações das mulheres, os desenhos com simplificação radical, as letras manuscritas com curvas que se estendem, a influência da letra bastão e as letras manuscritas feitas apressadamente. Em síntese, como produção de sentido advindo dos nossos estudos das mensagens visuais, entendemos que em tais pixações o corpo feminino simbolizado é livre, é identificado, está em movimento, é belo, é alegre e é coletivo. Compreendemos as pixações aqui estudadas como embucetadas na medida que utilizam signos do próprio corpo, se enfurecem e protestam contra o sistema capitalista patriarcal que as silencia, imobiliza e oprime. Portanto, configuram-se como atos de resistência a toda essa ordem de opressões.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CELIA MARIA ANTONACCI RAMOS
Interno - 2656383 - CHRISTINE ARNDT DE SANTANA
Presidente - 2313427 - MARJORIE GARRIDO SEVERO
Interno - 1623728 - NEILA DOURADO GONCALVES MACIEL

Notícia cadastrada em: 16/08/2022 09:34
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS - - | Copyright © 2009-2022 - UFRN - ema2.ema2 v3.5.16 -r18154-6e174eae4e