Dissertações/Teses

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2017
Descrição
  • LILIAN OLIVEIRA SILVA
  • Aspectos da Espacialização do Pronaf A no Estado de Sergipe: o caso do Assentamento Adão Preto em Nossa Senhora da Glória/SE.
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 31/08/2017
  • Dissertação
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  • O município de Nossa Senhora da Glória está localizado no Alto Sertão Sergipano. Nomunicípio há um total de 12 assentamentos rurais, sendo o Assentamento Adão Preto omaior deles com 104 famílias assentadas com uma área total de 2462.8226 Km². Diantedessa realidade o estudo foi embasado na análise espacial do Programa deFortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), na modalidade A, que volta-se aapoiar financeiramente os assentados da reforma agrária. Contudo analisar aespacialização do PRONAF A no estado de Sergipe e seus desafios frente a viabilidadesocioeconômica: o caso do Assentamento Adão Preto no município de Nossa Senhorada Glória constitui o objetivo geral da pesquisa. A metodologia utilizada teve comobase a categoria geográfica espaço e a e Conceitos de Desenvolvimento Rural, ReformaAgrária, Assentamentos Rurais e a Política Pública Pronaf. O presente estudo centrou-se em um método empírico-analítico de forma quantitativa e qualitativa, que analise osaspectos gerais e reflita as informações da realidade, para isso foi realizado os seguintesprocedimentos metodológicos: levantamento e revisão bibliográfica, busca e análise dedados secundários, trabalho de campo, no qual foram realizadas entrevistassemiestruturadas , com atores sociais que integram institucionalmente a questão doPronaf A no Assentamento estudado e a aplicação de questionário com os tomadores decrédito do Pronaf A. Como resultado constatou-se que o Pronaf A tem um papelsignificativo na mudança da qualidade de vida dos assentamentos mas, as melhoriastêm um prazo pequeno já que os fatores naturais como baixo índice de pluviosidadeinterfere na atividade econômica de todo o município. Diante disso nota-se que o uso dorecurso do Pronaf tem que ser atrelado a politicas públicas que contribuam para oconvívio com a seca.

  • CLARA SUZANE SILVA GOMES
  • A ESPACIALIDADE DO TRABALHO DOS AGENTES DA LIMPEZA PÚBLICA DE ARACAJU
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 31/08/2017
  • Dissertação
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  • Esse estudo analisa a espacialidade do trabalho na limpeza urbana de Aracaju, no estado de Sergipe. O sentido é explicar como se estabelecem e se configuram as condições e relações de trabalho na realidade concreta dos Garis e Margaridas, a partir das lógicas e determinações de controle do trabalho pelo capital. Partimos da compreensão de que a categoria trabalho é central para entender o quadro subjacente a produção do espaço na contemporaneidade e condição de existência e sociabilidade do homem. A forma como se espacializa e se singulariza responde aos anseios da reprodução do lucro capitalista. O desemprego estrutural, resultante da crise do sistema do capital com rebatimento na formação da crescente massa de trabalhadores “supérfluos”, ociosos, garante às condições de precarização do trabalho na limpeza urbana, que se configura pela desproteção ao trabalhador, na dilapidação dos direitos e perda de garantias e nas diversas formas de exploração do trabalho. Esses sujeitos assujeitados pela sua condição de expropriados dos meios de produção são os mesmos que vivem a segregação sócioespacial, econômica e cultural na cidade. Residem nos bairros pobres de Aracaju e em tais condições, se submetem aos baixos salários e aos riscos em acidentes de trabalho diversos: quedas do carro de coleta, cortes, micoses, dores no corpo, dores de cabeça, enjoos, irritação nos olhos, infecções. Tais condições incorrem em agravos à saúde do trabalhador, bem como a demandas por formas de articulação e organização política desses sujeitos. Esses são os aspectos que traduzem claramente a submissão do trabalho ao Capital e que buscou-se responder nessa pesquisa. A metodologia foi norteada pelo método de investigação, que é o materialismo histórico e dialético, por entender que é a forma mais adequada de apreender a realidade, a partir da totalidade das relações. Como procedimentos de pesquisa, realizamos entrevistas semi-estruturadas, questionários e observação de campo.

  • ANNA MARIA VIANA ALVES
  • A Política Territorial e suas contradições: Análise da efetivação dos mercados institucionais no Território rural do Alto sertão Alagoano
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 30/08/2017
  • Dissertação
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  • Com base no processo histórico que permeia a formação e construção do meio ruralbrasileiro, marcado pelas desigualdades no contexto social, cultural e econômicodestaca-se as políticas públicas criadas para essas áreas a partir da década de 1990,como estratégias de diminuir essas disparidades, contribuindo para o desenvolvimentorural. Assim, o presente estudo tem como objetivo analisar de que forma as políticaspúblicas particularmente os mercados institucionais, Programa de Aquisição deAlimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) estão sendoefetivadas no território do Alto Sertão Alagoano, levando em consideração os desafios econtribuições para os agricultores familiares fornecedores e para o desenvolvimentoterritorial. A metodologia utilizada teve como lastro a categoria geográfica território,território institucional e a categoria social agricultores familiares. Os procedimentosmetodológicos foram, revisão da literatura; pesquisa de campo tendo como critérios depesquisa a aplicação de questionários e entrevistas semiestruturadas com AgricultoresFamiliares cooperados e associados que tiveram acesso ao mercados institucionais ecom grupo de agricultores familiares que não acessam os programas, participação dasreuniões do Colegiado Territorial, bem como levantamento de dados secundários deórgão públicos como IBGE, MDA, SDT, FNDE, CONAB. Como resultados, constatou-se que, o acesso pelos agricultores familiares do Alto sertão Alagoano ao PAA ocorreprincipalmente via a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e o PNAE viaas prefeituras locais, no entanto, diante das intempéries climáticas nos últimos dois anoshouve diminuição da produção e comercialização nesses mercados. Identificou-setambém que o acesso a esses canais de comercialização se constitui individualmente,cooperativas e associações, nas quais a venda dos produtos é realizada para o PAA ouPNAE e corresponde entre 80% a 99% da produção; em contrapartida os agricultoresque não vendem para os programas, não participam de grupos formais e desconhece aexistência dessas políticas públicas, comercializando apenas o excedente para osatravessadores locais. Dessa maneira, destaca-se como principal desafio para efetivaçãodas políticas de aquisição de alimentos no Território do Alto sertão Alagoano, a
    incipiente articulação de políticas voltadas ao meio rural, bem como, a necessidade dedisseminação das tecnologias voltadas ao semiárido, ainda assim, os resultados desseestudo demostra que o acesso aos mercados institucionais contribuem positivamentepara a melhoria nas condições de vida dos agricultores familiares fornecedores e para odesenvolvimento territorial.

  • MARIA CRISTINA SANTOS TEIXEIRA
  • A Perspectiva Pluriativa como Estratégia de Reprodução da Agricultura Familiar na Microrregião do Agreste de Itabaiana-SE
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 30/08/2017
  • Dissertação
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  • O final da década de 1990 no Brasil, foi caracterizado pelas mudanças econômicas,políticas e sociais, repercutindo na dinâmica do meio rural e nas formas de organização e produçãoda agricultura. Período de avanços significativos para a agricultura familiar no Brasil, fortalecidaem função do reconhecimento governamental de uma categoria social e também pelodirecionamento de políticas públicas para o meio rural. A agricultura brasileira atravessou umcaminho árduo até se firmar enquanto categoria social, teve um papel fundamental na sociedade econtinua tendo uma função social muito importante. Nessa mesma década surgiu o debate sobrepluriatividade que ganhou notoriedade a partir, do Projeto Rurbano que identificou que asatividades não agrícolas representavam maior percentual entre as pessoas ocupadas no meio ruralbrasileiro, sendo compreendida como pluriativo a unidade familiar em que pelo menos um membroda família desenvolve atividades agrícolas combinada a outra atividade não-agrícola. Apluriatividade surgiu como uma alternativa para dinamizar a agricultura familiar, é um processo queocorre de forma natural na sociedade, principalmente em áreas onde os agricultores demonstram acapacidade empreendedora e facilidade em adaptar-se as adversidades, além de ter um grande poderde flexibilização. O referido trabalho teve como objetivo analisar a pluriatividade da agriculturafamiliar como uma estratégia de reprodução social e econômica das unidades familiares naMicrorregião do Agreste de Itabaiana-SE e os seus rebatimentos sócio espaciais. Para que fossepossível alcançar o objetivo proposto nesta pesquisa foi trilhado um caminho com objetivosespecíficos, que permitiram a composição do trabalho como um todo. Os procedimentos teóricos emetodológicos foram: levantamento bibliográfico, que foi indispensável para a construção e revisãoda literatura, foram feitas coletas de dados secundários junto aos órgãos públicos que se encontramem plataformas digitais como: o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o InstitutoNacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Ministério de Desenvolvimento Agrícola(MDA), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e Censo Agropecuário. A pesquisa decampo, aconteceu de forma direta com os (agricultores familiar), foi utilizando o método daamostragem que aconteceu de forma aleatória, também aplicados questionários em diversospovoados que fazem parte da Microrregião. A preocupação desta pesquisa foi buscar evidências quepermitissem analisar a importância da pluriatividade na agricultura familiar é a importância para areprodução da unidade familiar na Microrregião do Agreste de Itabaiana, e tem se mostradofundamental para a melhoria da qualidade de vida rural, criando maiores possibilidades derendimento e crescimento pessoal. A partir, das discursões da literatura e também fundamentado emdados secundários pode-se concluir que a Microrregião do Agreste de Itabaiana apresenta aexistência da pluriatividade e a importância para a reprodução da agricultura familiar.

  • REINALDO SOUSA
  • Da Luta por Acesso à Terra aos Desafios da Permanência: uma Contribuição ao Estudo da Questão Agrária no Brasil e Cuba
  • Orientador : ERALDO DA SILVA RAMOS FILHO
  • Data: 28/08/2017
  • Tese
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  • A questão agrária, por estar presente em economias capitalistas como a brasileira e socialistas como a
    cubana, é defendida neste trabalho como estrutural dos modos de produção. Estrutural por apresentar
    problemas que, apesar das particularidades de cada sistema, são de difícil superação. Nesse sentido,
    buscamos compreender, a partir destas duas realidades, como ela se manifesta e quais as nuances em cada
    uma das realidades. Contesta-se aqui, o discurso de que no Brasil não existe questão agrária
    (ABRAMOVAY, 1992; VEIGA, 1991; NAVARRO, 2013 e SILVA, 1981) e defende-se aqui a tese de que
    em Cuba a questão agrária não fora superada com a revolução de 1959 e as sucessivas reformas agrarias.
    Buscou-se, afim de permitir uma melhor apreensão das duas realidades, apontar elementos que demonstrem
    que ela [a questão agrária] é estrutural nos dois modos de produção a partir de uma revisão bibliográfica de
    clássicos da questão agrária como Chayanov (1974, 1981), Kautsky (1980), Lênin (1982), Prado Junior
    (2014) e Shanin (1983, 2008); de acadêmicos mais contemporâneos que também debatem a questão agrária,
    a exemplo de Alentejano (1986), Bartra 2011, Carvalho (2014), Fabrini (2010), Felício (2006, 2011),
    Fernandes (1998, 2001, 2008, 2010, 2013), Oliveira (1991, 2007); Ramos Filho (2008, 2013) e autores que
    pensam, contrariamente, estas perspectivas, defendem o paradigma do capitalismo agrário ou que, de alguma
    forma, reforçam a tese da inexistência de uma questão agrária ou necessidade de reforma agrária como
    Abramovay (1992, 2012), Navarro (2010, 2013), Veiga (1981), Silva (1981), Martins (2000) e Navarro
    (2010, 2013). Para uma caracterização da realidade agrária em Cuba, reunimos autores como Aguirre (1961),
    Albelo (2005), Bernal (2013), Burchrdt (2000), González (2013), Guevara (2009), Monzote e Funes (2010),
    Paz (1997, 2011, 2014), Sorzano (1999, 2012, 2014, 2015), Valdes (1990) dentre outros. Para uma melhor
    interpretação da realidade-mundo optou-se, enquanto método, pelo materialismo histórico dialético. Esse
    método apresenta-se em Marx como uma resolução prática, como um problema da realidade e busca
    distinguir entre as representações e os conceitos das coisas (SILVA, 2005). Trata-se de um método “[...] que
    quer conhecer adequadamente a realidade, que não se contenta com os esquemas abstratos da própria
    realidade, nem com suas simples e também abstratas representações [...]” (KOSIK, 1976, p. 20). Disso
    advém a nossa opção por trabalhar com a dialética, por acreditar que ela permite uma maior aproximação da
    realidade a partir da análise das contradições das aparências. Em linhas gerais este método pauta-se em três
    leis gerais: lei da passagem da quantidade à qualidade (e vice-versa); lei da interpenetração dos contrários e a
    lei da negação da negação. Do ponto de vista metodológico, trata-se de uma revisão bibliográfica. Para nossa
    análise, foram consideradas como principais categorias, entendendo categoria como um sistema de classes
    resultantes das características intrínsecas ou fundamentais de cada conceito (KOBASHI, 2011): o território,
    como materialização do poder; o modo de produção, como organização social de uma dada atividade
    econômica e que envolve o processo de produção, circulação, distribuição, além da troca; a renda da terra,
    como uma forma de tributo pago aos proprietários de terras para que ela passe a produzir e a questão agrária
    como como um conjunto complexo de problemas relacionados com o desenvolvimento desigual, porém
    combinado, da agropecuária. Em Cuba, além da revisão bibliográfica realizamos entrevistas semi-
    estruturadas com camponeses das províncias de Havana, Camaguêy, Guantánamo, Artemisa e Pinar Del Rio.
    O estudo das duas realidades evidenciou que a questão agrária é insuperável, que ela não se restringe aos
    problemas da reforma agrária e que apesar de ser estrutural, os camponeses continuam encontrando formas
    de se reproduzir pelos meandros dos dois modos de produção. Restou claro, por fim, que a superação de um
    modo de produção, como no caso cubano em 1959, ou o simples acesso à terra, como em vários processos de
    desapropriação que ocorreram no Brasil, não significam, necessariamente, a eliminação da questão agrária.

  • JORGE EDSON SANTOS
  • A LUTA POR HABITAÇÃO POPULAR: a espacialização do Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU)
  • Orientador : ERALDO DA SILVA RAMOS FILHO
  • Data: 22/08/2017
  • Dissertação
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  • No ano de 2007, no estado de Sergipe, surgiu o Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos (MOTU). Realizando sua espacialização a partir da organização de famílias na capital e no interior, o Movimento fomenta a construção de uma consciência de classe onde alguns sujeitos são levados a ter uma postura de contestar o descumprimento da função social da terra e da propriedade privada no espaço urbano. A partir da ocupação de terrenos públicos e privados, empreendimentos inacabados ou abandonados há anos, o MOTU objetiva conseguir políticas sociais de Estado. Assim, atualizam a luta por habitação/terra através de suas ações e reivindicam a Reforma Urbana (RU), demonstrando o habitar enquanto valor de uso. Desse modo, nosso principal objetivo é analisar o processo de espacialização e/ou territorialização através das lutas do MOTU no contexto das questões urbana e agrária sergipanas. No decorrer dessa abordagem, levantamos as seguintes questões de pesquisa: a) A espacialização e o agravamento da luta por habitação/terra na Região Metropolitana de Aracaju (RMA) se dá, enquanto resultado/reflexo da permanência de uma alta concentração da estrutura fundiária, a partir da não realização das políticas de Reforma Agrária (RA) e RU, que deveriam ser prioridade do Estado em contrapartida à aplicação e fortalecimento de contrarreformas? b) As políticas públicas habitacionais recentes têm se mostrado efetivas na promoção da igualdade social? c) Essas lutas populares utilizam os conceitos de habitação enquanto valor de uso, confrontando o discurso da cidade enquanto espaço de valor de troca ou será que tais conceitos, na realidade, não são aceitos na matriz discursiva das organizações? d) Na luta por habitação/terra na RMA, há o dimensionamento do espaço de socialização política? Adotamos como procedimentos metodológicos a revisão da literatura para elucidar interpretações teóricas sobre os conceitos de Estado, espaço, território, espacialização e territorialização, movimento socioterritorial, déficit habitacional, reforma agrária, e reforma urbana, função social da terra e da propriedade e habitação; além do levantamento de dados quantitativos junto ao movimento socioterritorial, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Avançada (IPEA), Ministério de Trabalho e Emprego (MTE), Secretária de Estado do Planejamento (SEPLAG), Companhia de Habitação e Obras Públicas (CEHOP) e Superintendência de Patrimônio da União (SPU), entre outros. Os temas e informações elencados nesta pesquisa estão representados sob a forma de gráficos, tabelas, quadros, organogramas e mapas. A partir da consciência de que muitas das informações sobre o tema não podem ser quantificadas e necessitam de uma interpretação mais ampla e cuidadosa, procura-se, no presente trabalho, desenvolver também um estudo qualitativo. Nesse contexto, refletimos que os processos de lutas por habitação/terra que desencadeiam a espacialização do Movimento se expressam como sendo fruto da produção/apropriação e dominação desigual e contraditória do espaço geográfico no modo capitalista de produção, o que gera a segregação socioespacial e socioeconômica contribuindo para o empobrecimento da classe trabalhadora.

  • MARIANA BARBOSA ANDRADE
  • DESTERRITORIALIZAÇÃO DO LATICÍNIO UNIÃO NO ASSENTAMENTO BARRA DA ONÇA EM POÇO REDONDO/SE
  • Orientador : SONIA DE SOUZA MENDONCA MENEZES
  • Data: 21/08/2017
  • Dissertação
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  • No território do Alto Sertão Sergipano, a produção de leite é considerada aprincipal atividade econômica e o seu crescimento na área deve-se a investimentos depolíticas públicas voltadas ao melhoramento genético do rebanho, práticas de manejoadequado ao clima semiárido e como estratégia de reprodução dos agricultoresfamiliares. Em Poço Redondo/ Se, no assentamento Barra da Onça, a ação dessaspolíticas possibilitou a ampliação da miniusina formada pela Associação de PequenosProdutores Rurais da Barra da Onça, que a transformaram em 2001 no Laticínio União.A produção do laticínio estava centrada no leite pasteurizado tipo C e derivados. Taisprodutos eram comercializados no próprio estabelecimento comercial, localizado nacidade de Poço Redondo e na capital Aracaju, municípios circunvizinhos e outrosEstados. O Laticínio União participou dos projetos sociais governamentais Pró – Leite,PAA- Leite (Programa de Aquisição de Alimentos) e o Programa Nacional deAlimentação Escolar (PNAE) - principais compradores das pequenas agroindústriascertificadas do S.I.E. (Serviço de Inspeção Estadual). O leite adquirido pelo PAA-leiteabastecia famílias em situação de vulnerabilidade nutricional residentes nos municípiosde Poço Redondo, Canindé do São Francisco e Monte Alegre de Sergipe. A atuaçãodesses programas proporcionou a ampliação de agroindústrias para atender àsnecessidades do mercado consumidor em todo o Estado de Sergipe. Porém, oencerramento do programa do PAA-leite acelerou o processo de desterritorialização doLaticínio União e novas territorialidades foram formadas a partir dele. Portanto, estapesquisa tem como objetivo analisar o processo de territorialização, desterritorializaçãoe (re) territorialização da cadeia produtiva de leite no assentamento rural da Barra daOnça em Poço Redondo/Se, a partir da fundação e fechamento do Laticínio União. Oestudo em questão adotou uma abordagem qualitativa, na qual visa compreender aarticulação das redes sociais no funcionamento dos programas sociais, bem comoentender a participação dos atores, mediadores e sujeitos no direcionamento da cadeiaprodutiva do leite. Portanto, esta pesquisa demonstrará como essa desterritorialização doLaticínio União transformou diretamente a economia do assentamento Barra da Onça,provocando o surgimento de novas estratégias de reprodução social.

  • KARLA CHRISTIANE RIBEIRO TANAN
  • A MONOPOLIZAÇÃO DO TERRITÓRIO CAMPONÊS NO MUNICIPIO DE IGRAPÍÚNA/BA E O AGRONEGÓCIO DA BORRACHA NATURAL
  • Data: 16/08/2017
  • Dissertação
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  • A presente Dissertação teve como objetivo analisar o processo da monopolização daterra pelo capital nos territórios camponeses no município de Igrapiúna-Bahia a partir dainserção do Grupo Michelin no espaço rural desse município. Nossa análise teve comoponto de partida a introdução da Revolução Verde e os seus desdobramentos face àmodernização técnica/científica e a integração agricultura – indústria (os complexosagroindustriais) via políticas de subsídios, assistência técnica e de crédito. Apontamos aprimazia da atividade econômica da borracha no Brasil, mediante a internacionalizaçãodo capital, no primeiro momento na região amazônica e posteriormente com aterritorialização em escala nacional e mundial através dos monopólios industriais.Destaca-se que a atividade econômica da produção da borracha estabeleceu uma divisãosocial e territorial do trabalho. Esta pesquisa fundamenta-se epistemologicamente nométodo do materialismo histórico dialético, para reflexão crítica das contradiçõesexistentes no espaço agrário. Como resultado evidenciou-se que nas últimas décadas,ocorreu uma intensa apropriação do território pelo capital nas unidades de produçãofamiliar camponesa, mediante as intervenções públicas e privadas com o incentivo daexpansão da fronteira agrícola da borracha natural no estado da Bahia. Neste contexto,podemos destacar o Projeto Ouro Verde Bahia, desenvolvido pela multinacionalMichelin e o Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural(PRODEBON), criado pelo Estado, com a finalidade da expansão do agronegócio daborracha e subordinação da produção em unidades de produção familiar camponesa pormeio do Sistema Agroflorestal (SAF). As atuais políticas de desenvolvimento para oagronegócio da borracha no estado da Bahia são apresentadas como sinônimo dedesenvolvimento e melhoria das condições de vida dos sujeitos do campo. Porém, o quese tem apontado é que a inserção da indústria na agricultura objetiva a acumulação eprodução do capital assegurando a extração de mais-valor. Verifica-se que a produçãode seringueiras está atrelada ao circuito do capital: produção, circulação, distribuição econsumo, em dimensão multiescalar, local/global. O campo brasileiro vem sendoconduzido, a partir de políticas públicas/privadas que reforçam a manutenção dadesigualdade, e da expropriação e/ou da sujeição dos sujeitos do campo.

  • FRANCIELE DOS SANTOS SANTANA
  • DERIVAÇÕES ANTROPOGÊNICAS NA ÁREA DO PERÍMETRO IRRIGADO DE BETUME/SE
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 27/07/2017
  • Dissertação
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  • A Geografia, enquanto ciência de relações, tem como objeto de estudo o espaço
    geográfico, configurado a partir da relação homem-natureza. Assim, a paisagem se torna
    reflexo das relações e das derivações associadas às formas de organização social que
    impõem funcionalidades. No Estado de Sergipe ao se analisar o processo histórico de
    ocupação, constatam-se significativas derivações antropogênicas, decorrentes dos tipos
    de uso da terra pelos grupos sociais, pela implantação de políticas públicas e pela falta
    de assistência técnica que interferem na dinâmica natural. O objeto deste estudo
    corresponde ao perímetro irrigado de Betume, inserido na sub-bacia do rio Betume,
    situado na margem direita do rio São Francisco, abrangendo parcialmente os municípios
    de Ilha das Flores, Neópolis e Pacatuba, que fazem parte do território do Baixo São
    Francisco Sergipano. A partir dos anos 70 passou a ter maior investimento financeiro do
    governo federal para implantação de políticas públicas vinculadas a atividades
    econômicas – agricultura irrigada. O perímetro irrigado de Betume foi implantado como
    medida compensatória, após a construção da barragem de Sobradinho, no estado da
    Bahia, durante os anos de 1973-1977, visto que, a mesma trouxe consequências para a
    população local que sobrevive da rizicultura. O objetivo deste estudo é analisar as
    derivações antropogênicas na dinâmica da paisagem, tendo como fundamentos teórico-
    metodológicos a concepção sistêmica, segundo a abordagem geossistêmica.
    Atualmente, o perímetro irrigado passa por condições precárias em sua infraestrutura,
    além de problemas relacionados com pragas, doenças e ervas daninha para as lavouras
    de arroz, contribuindo no uso indiscriminado de agrotóxicos; outro elemento que
    interfere no sistema de irrigação são as condições ambientais atuais do rio São
    Francisco, em virtude da diminuição da vazão e do processo de assoreamento,
    favorecendo a insuficiência hídrica e comprometendo a produtividade dos lotes. Além
    disso, a pressão antrópica decorrente da exploração, poluição e usos dos recursos
    naturais, sem o devido planejamento, favorece a existência de possíveis riscos
    potenciais socioambientais. Sendo assim, a elaboração deste estudo poderá subsidiar o
    planejamento ambiental e a tomada de decisões da área.

  • ROBERTTA DE JESUS GOMES
  • REDES, TEIAS E LAÇOS NA PRODUÇÃO DE FOGOS: TRADIÇÃO E RESSIGNIFICAÇÃO EM ESTÂNCIA/SE
  • Orientador : SONIA DE SOUZA MENDONCA MENEZES
  • Data: 25/07/2017
  • Dissertação
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  • Estância, cidade localizada na região Sul do estado de Sergipe, apresenta nos seus festejos
    juninos tradições singulares. Além dessas festividades, o lugar é destaque por sua produção de
    fogos juninos e a cultura do barco de fogo. Esta pesquisa tem por objetivo analisar a produção
    de fogos como estratégia de renda alicerçada na tradição para a reprodução de grupos
    familiares. Buscou-se compreender a relação entre essa tradição identitária e a paisagem
    cultural, bem como também o papel das redes, os laços e as teias que são construídas e
    mantidas pela manutenção e fortalecimento dessa atividade cultural. Para além das
    contribuições geográficas, pretende-se dar visibilidade aos sujeitos invisíveis – produtores de
    fogos. Para atingir tais objetivos o caminho metodológico adotado partiu da coleta de
    informações teóricas com através de pesquisa bibliográfica relacionada às temáticas
    relacionadas a cultura, identidade, festas, patrimônio, saberes, fazeres, relações de
    proximidade e o conceito de paisagem cultural. Em seguida, foi realizado o trabalho de campo,
    quando foram coletadas as informações primárias através de entrevistas semiestruturadas
    com os fogueteiros, ajudantes, comerciantes de fogos, representantes de instituições públicas
    e população local. Como resultado, contatou-se que, para a população local, a produção de
    fogos é relevante para o município, constituindo o principal atrativo da festa junina, e que,
    para os fogueteiros, consiste na preservação de um saber fazer tradicional local que
    proporciona renda. Foram identificados os “barracões” de produção nos bairros (Porto D’areia,
    Bonfim, Alecrim e Povoado Disilena), foi evidenciada as etapas, materiais e processos da
    produção bem como as relações de proximidade entre os fogueteiros, o alcance da
    comercialização dos fogos juninos para outros municípios sergipanos até estados como Rio de
    Janeiro, São Paulo e Bahia. Embora a produção tenha se modernizado em alguns aspectos,
    com a inserção de algumas máquinas e equipamentos, a essência da tradição continua, já que
    a fabricação de fogos e de barcos de fogo aponta que os modos tradicional e moderno
    coexistem. Constatou-se que os fogueteiros anseiam por algumas mudanças no tocante ao
    cumprimento dos prazos de pagamentos dos seus fogos, à construção de barracões de
    maiores dimensões pela prefeitura municipal e à participação na organização das normas das
    competições de fogos que ocorrem anualmente durante o ciclo junino. Para a população local
    e os fogueteiros, a produção de fogos e as festividades juninas em Estância conformam uma
    paisagem cultural.

  • ADRIANA DAVID FERREIRA GUSMÃO
  • INDÚSTRIA, CAPITAL E FORMAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO PARA A PRODUÇÃO ALIMENTÍCIA EM VITÓRIA DA CONQUISTA – BA
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 17/07/2017
  • Tese
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  • A tese discute aspectos da constituição da indústria brasileira no modo de produção
    capitalista, relacionando com a formação da força de trabalho e teve como principal
    objetivo a análise dos entrelaces do modo de produção com a coisificação do homem no
    que diz respeito à qualificação ou desqualificação para a prática laboral, discutindo
    também a legislação sobre o ensino profissional e a mercantilização da educação
    técnica. A base teórica discute o histórico da indústria capitalista brasileira, os conceitos
    de capital e trabalho, tendo como base empírica a indústria alimentícia do município de
    Vitória da Conquista, na Bahia. A formação da força de trabalho e as relações de
    contratação contribuem para a compreensão da dinâmica capitalista no contexto da
    fabricação de alimentos e reflete um papel contraditório da qualificação profissional
    que, por sua vez, faz parte de uma rede solidária que se materializa no espaço sob a
    forma de modos de viver, de circular imersa na diversidade socioespacial e
    socioeconômica na perspectiva da atividade capitalista. A força de trabalho, vista como
    apêndice da máquina se estabelece no cotidiano e se acomoda face à escassez do
    emprego ou mesmo ao medo de se manifestar. O trabalhador, com renda mínima é
    responsabilizado pela baixa qualificação que, contraditoriamente, significa a
    possibilidade de estar empregado. Os condicionantes do emprego refletem aspectos do
    que se denomina de transformação de trabalho especializado em trabalho simples. Com
    isso, observa-se a manutenção da faixa salarial, mesmo com aumento de produtividade e
    da mais-valia. Para fundamentar a análise das informações coletadas em campo e as
    ideias na escrita da tese foi realizado um aprofundamento teórico com base nos estudos
    de Antunes (2006, 2007 e 2010), Chesnais (1996), Harvey (vasta obra), Kuenzer (2003
    e 2007), Marx (vasta obra), Mészáros (2002 e 2008), Moreira (2011, 2013 e 2016),
    Pochmann (2006 e 2007), Santos (2004 e 2008), entre outros importantes nomes da
    ciência. Ao trato teórico foram associadas informações coletadas nas bases eletrônicas
    do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa
    Econômica Aplicada (IPEA), da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do
    Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e do Departamento
    Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Além disso, foram
    aplicados 290 questionários direcionados aos trabalhadores das indústrias alimentícias,
    realizadas entrevistas semiestruturadas com os responsáveis pelas indústrias e com
    representante do sindicato da categoria. A partir das análises ficou evidente que a falta
    de qualificação profissional é um mecanismo utilizado pelas indústrias para contratação
    de força de trabalho barata e que o trabalhador deve apenas realizar a tarefa para a qual
    foi contratado, sem que haja necessidade de realização de cursos ou afins. O
    trabalhador, assim, é visto como parte de uma engrenagem, da mecânica capitalista. Os
    trabalhadores do referido segmento industrial são, em sua maioria, nascidos em Vitória
    da Conquista e moram na própria cidade. As contradições analisadas à luz da teoria de
    base marxista retratam os pressupostos do modo de produção capitalista e enquadram a
    força de trabalho como principal vítima desse sistema.

  • SHEYLLA PATRÍCIA GOMES DO NASCIMENTO
  • SEMIÁRIDO ALAGOANO: DINÂMICA SOCIOAMBIENTAL DE NASCENTES EM POÇO DAS TRINCHEIRAS - AL
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 22/06/2017
  • Dissertação
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  • O Semiárido nordestino brasileiro, durante o seu processo de ocupação, foi uma região de
    estimulado valor econômico, no auge da criação bovina, e pelas terras férteis, nas quais se
    formaram aglomerados urbanos, a maioria próxima aos rios e riachos intermitentes. Com o
    adensamento populacional nos núcleos urbanos resultou na procura de outros locais, sendo
    que o povoamento se estendeu pelas vastas terras que abrigavam o interior dessas cidades,
    principalmente nas áreas circundadas por serras isoladas, conhecidas como brejos de altitude,
    dotadas de clima mais úmido, mata exuberante e afloramento de nascentes. Assim tornaram-
    se ambientes favoráveis em detrimento do sistema natural, pelo uso contínuo de água, de suas
    fontes naturais. Sabe-se que, a região semiárida no Nordeste do Brasil sofre com a
    insuficiência hídrica, onde é suprida por suas bacias hidrográficas, cujas nascentes são
    consideradas por lei, áreas de preservação permanente – APP’S, e visam estabelecer o
    sustento contínuo do fornecimento de água. A pesquisa vigente busca em seu objetivo geral
    analisar a dinâmica socioambiental das nascentes em Poço das Trincheiras, semiárido
    alagoano, sendo o recorte espacial da pesquisa na Serra do Poço, classificada como um brejo
    de altitude e que, devido as condições ambientais, foram ocupadas, formando assim o
    Povoado Serra do Poço. O município integra a região hidrográfica do Rio São Francisco, e é
    drenado pelas sub - bacias do Rio Ipanema, Capiá e Riacho Grande. Poço das Trincheiras é
    banhado por rios intermitentes, mas com muitas fontes naturais ou olhos d’água que se
    originam sobre as serras, provenientes do afloramento das águas subterrâneas. Devido aos
    estresses hídricos e anomalias climáticas enfrentados pelos viventes dos sertões, as nascentes
    são fontes primordiais de utilização da população para vencer problemas relacionados a
    escassez de água, estabelecendo assim uma relação direta entre sociedade e natureza. Para tal,
    a pesquisa desenvolvida delineou-se, a partir da abordagem sistêmica, tendo como categoria
    de análise geográfica a paisagem. Quanto aos procedimentos metodológicos consistem em:
    pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, pesquisa experimental e tratamento dos dados.
    Realizou-se um referencial teórico acerca da temática, posteriormente uma análise integrada
    da paisagem através da caracterização dos condicionantes ambientais e socioeconômicos da
    área de estudo e por fim, o estudo dessas nascentes. Enfim, conclui-se que as nascentes áreas
    protegidas por lei evidenciadas no município, em especial no Povoado Serra do Poço
    encontram-se, em pequenas propriedades rurais, totalizando 12 (doze), servindo de uso local
    para a comunidade, seja no cultivo de subsistência ou dessedentação de animais, algumas
    perturbadas, outras degradadas pelas ações antrópicas, mas que não existe nenhum tipo de
    fiscalização e nem aplicabilidade da legislação na área.

  • MICHELLE PEREIRA DA COSTA DA SILVA
  • DINÂMICA DOS RECURSOS HÍDRICOS E DERIVAÇÕES ANTROPOGÊNICAS NO ALTO CURSO DO RIO SUBAÉ -BA.
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 21/06/2017
  • Dissertação
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  • A ciência geográfica, a partir do estudo da produção do espaço geográfico, insere no
    cerne da questão ambiental a relação entre sociedade e natureza e seus rebatimentos nos
    sistemas biofísicos. Assim entendendo, pesquisa dissertativa objetivou analisar as
    derivações antropogênicas na dinâmica do alto curso do rio Subaé – Bahia, área de
    estudo localizada a aproximadamente 107 km da capital baiana. Para tanto, a proposta
    foi investigada a partir de objetivos específicos: identificar aspectos geoambientais e
    derivações que configuram a paisagem; refletir sobre impactos políticos de gestão nos
    recursos hídricos e sobre conflitos socioambientais em Áreas de Preservação
    Permanente, inseridas na área pesquisada. A proposta metodológica está estruturada na
    perspectiva do zoneamento, planejamento e gestão ambiental. Instrumentos utilizados
    consistem no levantamento bibliográfico, uso do Sistema de Informações Geográficas
    (SIG) para elaboração do material cartográfico, trabalho de campo e análise,
    interpretação e correlação dos dados e informações. A dissertação se encontra
    estruturada com base teórica nas discussões sobre sociedade e natureza, paisagem como
    categoria de análise e bacia hidrográfica como unidade de gestão dos recursos hídricos e
    os processos da urbanização. Os condicionantes geoambientais apontam que o alto
    curso situa-se sobre domínio hidrogeológico com elevada permeabilidade e com
    condições favoráveis ao armazenamento de água subterrânea. Agrega-se a esse fato, a
    interferência do comportamento pluviométrico anual no regime hídrico, observado na
    série temporal entre 1994 a 2015, que demonstra duas sazonalidades, marcadas por um
    período seco e outro demoderamente mais chuvoso. Os meses com maior intensidade
    pluviométrica abrangem meados do verão, outono e início inverno. O período mais
    seco, por sua vez, ocorre durante o fim do inverno, na primavera e início do verão, os
    quais apresentam maior regularidade durante os anos analisados. O uso e ocupação da
    área de estudo demonstram o jogo de forças entre a manutenção dos ambientes hídricos
    e a expansão do tecido urbano, que competem diante do processo de urbanização, sobre
    o qual materializa fenômenos socioambientais e repercutem na vitalidade dos recursos
    hídricos. Diante disso, as lagoas, nascentes e riachos que têm regimes influenciados
    pelas precipitações pluviométricas sofreram impactos das derivações antropogênicas,
    com os aterramentos e ocupação irregular nos períodos da redução da lâmina d’água.
    Sobre a política de gestão dos recursos hídricos, observou-se avanços históricos
    positivos nos aspectos normativos, bem como na criação do comitê de bacias
    hidrográficas no corpo estrutural do Sistema Estadual de Gerenciamento dos Recursos
    Hídricos. O comitê de bacia hidrografica que o rio Subaé faz parte, encontra-se em
    processo de estruturação técnica e organização interna, para que possa desempenhar as
    suas atribuições. O estado da Bahia possui um sistema de gestão coerente com a Política
    Nacional dos Recursos Hídricos, todavia, precisa maior articulação com as esferas
    municipais.

  • EDILSA OLIVEIRA DOS SANTOS
  • CONFIGURAÇÃO SOCIOAMBIENTAL DA PLANÍCIE COSTEIRA NO MUNICÍPIO DE PARIPUEIRA – ALAGOAS
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 20/06/2017
  • Dissertação
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  • As áreas litorâneas são ambientes dinâmicos e instáveis, frágeis e vulneráveis, que compreendem
    a zona de transição entre o continente e o mar, reunindo paisagens peculiares, porém complexas, devido a
    sua dinâmica natural, associados ás atividades socioeconômicas que configuram esses espaços. É uma
    porção territorial de grande diversidade de recursos naturais, seja em relação à fauna ou à flora. Essas
    características são atrativas, sejam para repouso, recreação, lazer, práticas esportivas ou atividades
    econômicas. Em regiões onde as construções na linha de costa têm sido intensificadas de maneira direta
    ou indireta, tornam-se perceptíveis as alterações no balanço dos sedimentos costeiros e consequentemente
    a descaracterização desse ambiente, acelerado por fatores sociais. Neste sentido, evidenciam-se a
    importância das questões socioambientais, assim como as fragilidades ambientais dos ambientes
    costeiros, no intuito de fornecer subsídio para o ordenamento territorial, materializado na paisagem
    litorânea. Espaço e a paisagem constituem-se as categorias de análise da pesquisa em desenvolvimento,
    cujo objetivo geral é analisar a dinâmica socioambiental na Planície Costeira do município de Paripueira,
    localizado no litoral norte de Alagoas. Para tanto, foi feita a caracterização dos elementos físicos, com o
    intuito de compreender o funcionamento do sistema ambiental como também a fragilidade ambiental do
    recorte espacial da pesquisa. Para a construção adotou-se como procedimentos metodológicos três níveis
    da pesquisa: exploratório, descritivo e explicativo, divididos em três etapas, realizados mediante revisão
    bibliográfica, pesquisa documental, trabalho de campo e gabinete, com a confecção dos mapas temáticos
    em ambiente dos Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Conclui-se que a Planície Costeira em
    questão é formada por depósitos datados do Quaternário, desenvolvida a partir dos eventos de
    transgressões e regressões marinhas. Constituída por terraços marinhos, planície fluviolagunar,
    fluviomarinho, dunas, cordões litorâneos, e mangues. Sua estrutura aponta nível de fragilidade ambiental
    acentuado, pelos usos conferidos a esse ambiente que têm apresentado crescimento populacional e
    econômico. A ocupação urbana apresenta-se distribuída de forma irregular, com modificação e
    degradação na paisagem natural, tendo como principal agente motivador, as atividades turísticas. Infere-
    se, portanto, que é preciso despertar na sociedade o reconhecimento através de pesquisas cientificas,
    ações de gerenciamento e monitoramento e tentar encontrar uma situação de equilíbrio entre o uso e
    preservação das regiões costeiras, através de investimentos que vise minimizar os danos ao meio
    ambiente, e programas de educação ambiental junto à população local na busca de mudar atitudes e
    comportamentos das pessoas em relação ao meio ambiente.

  • AURO DE JESUS RODRIGUES
  • CIBERESPAÇO: DA SEGURANÇA PÚBLICA NO CONTROLE DO ESPAÇO
  • Orientador : ANA ROCHA DOS SANTOS
  • Data: 09/06/2017
  • Tese
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  • Nas últimas décadas, vem ocorrendo uma forte disseminação das tecnologias de controle e vigilância eletrônica no mundo inteiro. O Brasil e, particularmente, Aracaju, não foge à regra, pois a disseminação dessas tecnologias tem aumentado com o crescimento da violência criminal. É inegável que as mudanças no âmbito da produção e no trabalho têm implicações tanto sobre as causas da criminalidade quanto sobre as reações contra ela, visto que as causas da criminalidade estão, principalmente, relacionadas à injustiça social e a desigualdades socioeconômicas espaciais. Para o controle e/ou redução da violência criminal, o Estado capitalista recorre a “máxima” - é necessário mais investimentos em sistemas de segurança pública e privada. No Brasil, uma das formas para o controle e/ou redução da violência criminal é a implantação de Centros Integrados de Operações em Segurança Pública reticular, com a utilização do ciberespaço da videovigilância. Em Sergipe, foi implantado o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (CIOSP), com esse mesmo objetivo. Nesse sentido, a hipótese de pesquisa é que a inserção de um ciberespaço da videovigilância reticular da segurança pública no espaço urbano de Aracaju, necessariamente não implica no controle e/ou na redução da violência criminal, mas viabiliza e reforça o controle socioespacial. A tese foi desenvolvida objetivando analisar o ciberespaço da videovigilância da segurança pública como forma de controle socioespacial, considerando o processo espacial de integração em rede do sistema de segurança pública em Aracaju. Para a realização da pesquisa, buscou-se contextualizar o ciberespaço, delineando-o como viés de controle e segurança e explicar o processo de virtualização eletrônica do espaço geográfico, através do ciberespaço, para fins de segurança e controle. Além disso, foi necessário explicar a reticularização virtual do espaço como forma de controle, constatando-se que a inserção da videovigilância da segurança pública não implica em solução para o problema da violência, especificamente no Brasil e em Sergipe. Justifica-se a realização desta pesquisa, na medida em que oferece subsídios para discussões em relação à reticularização do espaço geográfico através do ciberespaço da videovigilância, à questão do controle social e da violência criminal; a importância do entendimento do ciberespaço como parte do espaço geográfico na relação sociedade-natureza. Para o desenvolvimento metodológico da pesquisa foi realizada pesquisa bibliográfica; pesquisa de campo em Aracaju como “recorte” espacial de análise; e, pesquisa em fontes estatísticas a partir do Mapa da Violência 2016, do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2016, do Atlas da Violência 2016 e do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP). A tese foi desenvolvida através de uma pesquisa explicativa, buscando analisar o fenômeno a partir de relações e mediações que envolvem a produção do espaço. Como resultados, foi possível elucidar as contradições que permeiam a violência e segurança através do ciberespaço como controle e virtualização do espaço.

  • EDIVALDO ALVES DE OLIVEIRA
  • OS TERRITÓRIOS DOS MARACATUS DO POVOADO BREJÃO – BREJO GRANDE/SERGIPE -BRASIL
  • Orientador : MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS
  • Data: 15/05/2017
  • Dissertação
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  • Este trabalho se propôs a analisar, no contexto da Geografia Cultural, os territórios dos
    maracatus que se manifestam no povoado Brejão, pertencente ao município de Brejo Grande e
    situado próximo à foz do Rio São Francisco, em Sergipe. Como manifestações culturais e
    simbólicas buscou-se analisar quais elementos contribuem para a construção e formação dos
    folguedos no povoado. Para compreensão e análise das manifestações populares em estudo
    foram adotadas as categorias espaço e território para a apreensão das territorialidades e,
    metodologicamente, a abordagem qualitativa, desenvolvida por um conjunto de
    procedimentos: pesquisa documental em textos acadêmicos, relatórios, sites e censos;
    entrevistas com os brincantes dos maracatus e com a população; oficina com estudantes de 10
    a 29 anos da Escola Estadual do povoado e, pesquisa participante junto ao Maracatu Nação
    Porto Rico (MNPR) na cidade do Recife antes e durante o carnaval de 2016. Para entender as
    origens dos maracatus, recorreu-se a textos históricos sobre a diáspora africana e o cotidiano
    laboral, religioso e festivo dos africanos de forma a compreender o sincretismo entre o
    candomblé e a religião católica mas, sobretudo, na atualidade, os vínculos entre as
    festividades católicas e a manifestação dos grupos de maracatu. A realização da oficina
    possibilitou a identificação das expressões culturais existentes no povoado, dentre elas, as que
    dão sustentação identitária, ressaltando o Maracatu como uma das referências do lugar. Das
    entrevistas com os brincantes, pode-se apreender que os Maracatus do Brejão se manifestam,
    nos momentos de ‘folga’ do trabalho; têm a mesma origem familiar e brincam com formação
    de parentes e agregados. A história do maracatu como manifestação popular de negros se
    confunde com a história do povoado que, embora formado no século XIX, se insere numa
    região que desde o século XVIII registra a formação de quilombos. Pela oralidade, até o ano
    de 2006 existia no povoado apenas o Maracatu Patrocínio do Brejão (MPB), originário da
    formação do Mestre Plácido e conduzido por sua sobrinha Mestre Lila desde 1940. Com a
    inserção do povoado Brejão no Território Quilombola Brejão dos Negros criado pelo governo
    Federal ocorreu um cisma no folguedo e o Mestre Adalto, brincante do MPB, cria o Maracatu
    Raízes do Quilombo (MRQ), distinguindo, na origem, por ser uma formação que apoia o
    movimento de incorporação do povoado como quilombo. Ambos se manifestam como o
    MNPR por já estarem dissociados dos cortejos populares do ciclo natalino, por manterem
    elementos da corte e os tambores no sentido da brincadeira, porém, são distintos por não
    associarem a formação aos rituais do candomblé. Foram observados elementos singulares no
    sentido de brincar, na formação dos territórios e nas práticas dos maracatus estudados, ambos,
    referência cultural do povoado, seja ele Brejão ou Brejão dos Negros.

  • ALESSANDRA OLIVEIRA TELES
  • O COMÉRCIO INFORMAL EM FEIRA DE SANTANA (BA) – PERMANÊNCIAS E MUDANÇAS
  • Data: 26/04/2017
  • Tese
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  • O comércio informal em Feira de Santana, particularmente o que ocorre nas
    ruas da cidade, passou por significativas transformações no intervalo que
    marca a origem do município e da cidade com a feira livre e a feira de gado
    bovino até a atual organização, na qual os produtos industrializados
    predominam. Esta situação é um indicativo de que houveram inclusões, nesta
    atividade, de processos de acumulação de capital. Sua organização e
    relevância é reflexo do poder que possui em atrair um elevado fluxo de
    pessoas, em especial, de sua microrregião, e da capacidade em promover a
    circulação de capital, caracterizando o centro comercial como local de maior
    valor para todo tipo de comércio informal, incluindo o comércio de rua. É no
    comércio onde se encontra a força da economia de Feira de Santana, nesta
    perspectiva, determinou-se o comércio informal como objeto desse estudo,
    considerando sua relevância. As permanências e mudanças no comércio de
    rua em Feira de Santana também são repercussões locais de situações
    globais. As transformações no cenário internacional estabelecidas num curto
    período de tempo vão reconfigurar politicamente as nações e promover
    profundas alterações econômicas e políticas no mundo contemporâneo. A
    prática do comércio de rua para esses produtos é um modelo já conhecido que
    ganha um novo padrão quando observado o que passa a ser vendido, pois a
    feira livre é responsável, principalmente, por produtos de origem agropecuária
    ou manufaturados simples. Na atual organização, a produção industrial,
    sobretudo a tecnológica, é a que mais encontra espaço nesse tipo de comércio.
    Ele é resultado de um processo histórico que o consolida, das ações
    governamentais, das leis trabalhistas, bem como das mudanças nas relações
    de produção e trabalho em nível global com repercussões locais que
    resultaram num processo de reestruturação produtiva. Uma vez que muitos
    cidadãos retiram seu sustento, de forma honesta, dessa atividade e muitas
    indústrias consideradas regulamentadas conseguem ver seu capital se elevar
    destinando parte de suas mercadorias para este segmento comercial. Entre as
    permanências e mudanças evidenciadas percebe-se que o comércio de rua
    estudado segue a lógica e modelo de sociedade para o qual se destina. Nesse
    sentido, o comércio realizado por ambulantes e camelôs vem refletindo
    interesses e necessidades da clientela. Ao concluir esta pesquisa, percebeu-
    se que o comércio informal em Feira de Santana apresenta uma grande
    heterogeneidade, complexidade e relevância para a sociedade e a economia.
    Desse modo, as permanências e mudanças nessa atividade permitem diversos
    estudos posteriores.

  • ALBERLENE RIBEIRO DE OLIVEIRA
  • A DESERTIFICAÇÃO DO ALTO SERTÃO DE SERGIPE NO CONTEXTO GEOGRÁFICO
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 20/04/2017
  • Tese
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  • A relação sociedade-natureza é conflituosa e provoca crises socioambientais, desencadeando a
    desertificação, que, por sua vez, é complexa e apresenta um dinamismo que desestabiliza o
    equilíbrio da natureza e da sociedade. O Brasil, especificamente o nordeste brasileiro, se
    constitui de núcleos de desertificação, estudados e analisados em seus múltiplos e particulares
    aspectos, e, em Sergipe, o Alto Sertão Sergipano representa a área mais susceptível. As
    alterações na periodicidade da sazonalidade climática, associadas ao uso e ocupação das terras,
    evidenciaram significativas manifestações relacionadas à desertificação. Nesse sentido, esta
    Tese teve por objetivo analisar as transformações socioambientais no Alto Sertão de Sergipe,
    considerando o conjunto de interrelações, fundamentadas na abordagem Sistêmica, visando a
    obter uma visão geográfica, integralizada e dinâmica. Para tanto, foram utilizados os seguintes
    procedimentos metodológicos: pesquisa bibliográfica, documental e de campo. As alterações
    socioambientais que ocorreram nas paisagens do Alto Sertão de Sergipe nas décadas de 1980,
    1990 e 2000 revelaram avanços da degradação e novas formas de apropriação do espaço. Desse
    modo, os resultados apresentados revelaram que no Alto Sertão de Sergipe ocorre desertificação
    ecológica, principalmente nos municípios de Poço Redondo, Canindé de São Francisco e
    noroeste de Porto da Folha, que demonstraram expansão de solos expostos e pavimentos
    detríticos de afloramentos rochosos, aumento de sulcos e ravinas, redução da biodiversidade,
    salinidade, diminuição da vazão das fontes de água e déficit hídrico. Nos municípios de Monte
    Alegre de Sergipe, Gararu, Nossa Senhora da Glória e Nossa Senhora de Lourdes, é menos
    intenso, mas a não utilização de técnicas adequadas pode avançar e tornar irreversível ao longo
    do tempo. Verificou-se também que o avanço da degradação ambiental surgiu a partir dos anos
    90, com o desmatamento excessivo para a realização das atividades agropecuárias, originando
    manchas pontuais de desertificação que foram evoluindo. Tais indicadores contribuíram para a
    diminuição da produção agrícola ao longo dos anos, tendo como consequências diretas
    observáveis: solo infértil; redução de terras cultiváveis; migração da população para a zona
    urbana, principalmente os mais jovens, devido à falta de perspectiva de qualidade de vida no
    campo e ao desemprego.

  • LUANA SANTOS OLIVEIRA MOTA
  • AVALIAÇÃO GEOECOLÓGICA E DOS RISCOS AMBIENTAIS NA PLANÍCIE COSTEIRA DE ARACAJU/SE
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 07/04/2017
  • Tese
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  • A paisagem apresenta-se como o resultado material da junção entre o meio natural e o meio antrópico. Dentre as paisagens que apresentam maior complexidade diante de tal relação, destaca-se a costeira, a qual possui uma composição biofísica que revela elevada fragilidade ambiental. Não obstante tal característica, a crescente ocupação da faixa litorânea tem resultado em uma grande valorização e consequente exploração imobiliária da orla marítima. Partindo para a análise dos conflitos resultantes deste processo, observa-se que a junção de componentes biofísicos frágeis associado a uma elevada pressão antrópica pode alargar consideravelmente os riscos associados à ocupação. Dentro desse contexto, destaca-se a paisagem costeira do município de Aracaju/SE, a qual vem passando por grandes transformações nas últimas décadas, guiadas pela ação conjunta do poder estatal, da especulação imobiliária e outras demandas socioeconômicas. Diante de tal problemática o presente trabalho tem por escopo realizar uma análise geoecológica da paisagem costeira do munícipio de Aracaju/SE, tendo em vista a avaliação dos riscos associados aos atuais e futuros cenários de ocupação. O início da ocupação da frente litorânea do referido município deu-se no pós-década de 1960, inicialmente nos bairros da Atalaia e Coroa do Meio, avançando, posteriormente, para o restante da frente litorânea do município, em que se destaca a Zona de Expansão de Aracaju. Tal ocupação está assentada em uma paisagem composta por feições geomorfológicas, das quais destacam-se o terraço marinho, os cordões litorâneos, dunas e manguezais. É sobre essa base biofísica, cuja análise geoecológica revela fragilidade e elevada variabilidade natural, que está ocorrendo o contínuo aumento populacional. Tendo por pressuposto a análise geoecológica, entende-se que a partir do momento que o homem espacializa-se na paisagem há um processo de modificação das estruturas preexistentes, muitas vezes danosas ao ambiente, pois este tem suas funções modificadas a ponto de não conseguir recuperar-se naturalmente. A partir do momento que o ambiente perde tal capacidade, também é suprimida a sua propensão a responder a eventos de ordem natural e, por conseguinte recobrar-se destes. De tal modo, paisagens intensamente antropizadas são muito mais suscetíveis a eventos de cunho natural. Por conseguinte, para o caso de Aracaju, o complexo de inter-relações entre meio biofísico e as consequentes derivações antropogênicas da paisagem costeira, tem alargado consideravelmente os riscos. Estes estão associados à ocupação desmedida e não planejada de grande parte das unidades naturais, fato que é diagnosticado na área de estudo. Para além deste diagnóstico, acredita-se os cenários futuros tendem a apontar para a ampliação das modificações, fruto do processo de derivação antropogênica das paisagens matriciais, e consequentemente, potencializar os riscos associados à ocupação.


  • DAYSE MARIA SOUZA
  • A ASFIXIA DO CAPITAL SOBRE O TRABALHO NO ESPAÇO AGRÁRIO NO LITORAL SUL DA BAHIA
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 31/03/2017
  • Tese
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  • A presente Tese de doutorado analisa o processo de mobilidade do trabalho no Espaço
    Agrário do litoral sul da Bahia. Inicialmente foi desenvolvida uma leitura sobre os
    aspectos que envolvem a submissão do trabalho ao capital a partir da sua lógica de
    valorização. A tendência da reprodução sociometabólica do capital é tornar a força de
    trabalho cada vez mais supérflua, representando uma das contradições da lógica
    irracional e destrutiva do seu desenvolvimento. Ao mesmo tempo em que apresenta a
    necessidade de ampliar o caráter produtivo do trabalho ele cria a sua própria negação.
    Compreende-se que, a lógica da expansão capitalista, ao desenvolver suas
    potencialidades criadoras de valor a partir do aumento da capacidade produtiva da força
    de trabalho este tende a diminuir sua parte variável, empregando uma quantidade cada
    vez menor de força de trabalho, intensificando os níveis de exploração, criando assim
    uma asfixia necessária aos verdadeiros criadores de valor. A asfixia necessária se
    materializa, por um lado, para um campo cada vez mais perverso de ampliação da
    camada do exército industrial de reserva, negando a venda da força de trabalho para
    grande parte dos trabalhadores (em toda a hierarquia social da divisão do trabalho); e
    por outro, aqueles que conseguem vender sua mercadoria força de trabalho, acabam
    realizando extensas horas de trabalho, intensificando os níveis de exploração,
    acarretando um aumento do processo de degradação da vida humana em seus aspectos
    mais gerais. Atrelada à crise estrutural e ao desemprego estrutural, a condição do caráter
    móvel do trabalho, portanto, ganha uma materialidade diferenciada nas formas de
    reprodução do capital do século XXI, há uma intensificação das formas de submissão
    cada vez mais perversa do trabalho ao capital, seguida do movimento de precarização e
    fluidez da força de trabalho. Com a tendência cada vez mais asfixiante do capital sobre
    o trabalho, as determinações que envolvem as relações de trabalho na realidade
    estudada, por exemplo, acompanhada do caráter expansivo do sistema do capital
    evidencia uma reestruturação espacial que repõe uma nova lógica de sua reprodução no
    Espaço Agrário do litoral sul da Bahia. Constata-se nesse processo, uma maior
    desvalorização da força de trabalho e uma intensificação do seu caráter móvel,
    ampliando a camada dos supérfluos, ponto os verdadeiros produtores de mais-valor
    rumo aos caminhos da incerteza do labor.

  • VOLNANDY DE ARAGÃO BRITO
  • OS FEITOS SOCIOECONÔMICOS DO AGROAMIGO: UMA ESTRATÉGIA DO FORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR NO ESTADO DE SERGIPE (E SEUS COMPROMETIMENTOS NA ECONOMIA LOCAL.
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 24/03/2017
  • Tese
  • Mostrar Resumo
  • O Agroamigo é um programa de microcrédito rural inserido no contexto
    metodológico do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar e do
    Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO). É
    Operacionalizado no Banco do Nordeste do Brasil nos Estados do Nordeste e norte de
    Minas Gerais e Espirito Santo através de parceria com o Instituto Nordeste Cidadania.
    Sua missão é promover o desenvolvimento rural através da concessão de pequenos
    financiamentos (visão quantitativa) para investimentos e custeio, em atividades
    agropecuárias e não agropecuárias, de forma rotativa ou não, bem como orientação
    creditícia e acompanhamento técnico (visão qualitativa) no decurso do prazo do
    financiamento. Como crédito rural produtivo e orientado, o Agroamigo, transcede a
    mera concessão de crédito bancário e figura como instrumento de uma política de
    desenvolvimento local e regional, que deverá estar integrado às outras políticas de
    desenvolvimento regional como o PAA, o PGPAF, o Proagro, o Bolsa Família, o Luz
    Para Todos, etc, de forma a maximizar seus efeitos sociais e econômicos. Este trabalho
    tem como objetivo explicitar quais efeitos na perspectiva individual e na perspectiva
    loco-regional vem trazendo o Agroamigo, considerando o crescimento vertiginoso e
    ascendente no quantitativo de operações contratadas nessa metodologia. Investiga se
    esse crescimento quantitativo vem sendo acompanhado de mudanças sociais e
    financeiras nos tomadores de crédito e suas externalidades socioeconômicas nos
    municípios, ao induzir maior fluxo de capital e circulação de bens e serviços. O espaço
    regional analisado é os principais municípios “tomadores de crédito” no Estado de
    Sergipe, tendo sido definido a linha de tempo de 2005 a 2015. Inicia-se com uma
    abordagem conceitual e histórico-factual sobre o PRONAF, o surgimento do
    Agroamigo e sua inserção na metodologia PNMPO. Prossegue com a apresentação dos
    dados coletados, a pesquisa de campo realizada, os resultados esperados. Por fim
    discute os dados e informações à luz da tese levantada dos efeitos do Agroamigo no
    desenvolvimento regional. A análise dos dados ratificou os impactos positivos do
    Agroamigo na geração de renda e seus efeitos na economia local, o que justifica a
    escolha do tema como problemática relevante no âmbito da politica de desenvolvimento
    regional e no processo de organização do espaço rural.

  • EDUARDO GABRIEL ALVES PALMA
  • GOVERNANÇA DAS ÁGUAS NO BRASIL: APLICAÇÃO DA POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS E SEUS IMPACTOS NO TERRITÓRIO DA BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 22/03/2017
  • Tese
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  • A redução da oferta de água em bom estado de qualidade ambiental tem causado sinalizações acerca da importância da proteção dos mananciais de abastecimento superficiais e subterrâneos. Neste sentido, a emergência de medidas quanto ao comando e controle do uso dos recursos hídricos em diversas partes do mundo tem forçado a um debate importante, qual seja: de quem é a responsabilidade sobre a governança da água? Nesse contexto, a presente pesquisa trata dos pilares da governança das águas no Brasil, e, de modo específico, na bacia do rio São Francisco, com o objetivo geral de analisar o impacto da aplicação da Política Nacional dos Recursos Hídricos na referida bacia e seu consequente rebatimento no território. No primeiro momento fez-se um levantamento bibliográfico de autores que tratam do tema e de documentos oficiais vigentes acerca da governança da água no território nacional e na área de investigação, como Planos de Desenvolvimento, Planos Diretores, marcos regulatórios internacionais, nacionais e regionais, bem como sua aplicação na unidade hidrográfica. O levantamento de dados primários em campo consolidou a discussão empírica da temática abordada, quando da constatação de elementos da governança que se encontram em conflito pela apropriação da terra e da água. Esses aspectos auxiliaram a uma reflexão teórico-metodológica sobre a governança das águas no Brasil e seus impactos no território da bacia do São Francisco, interagindo com autores especializados no tema e de diversas áreas do conhecimento, abordando três aspectos fundamentais, a saber: a) A bacia hidrográfica como unidade preferencial de planejamento e gestão das águas; b) Princípios e Fundamentos de governança das águas no Brasil e no rio São Francisco e c) A outorga dos recursos como instrumento de acesso seletivo e assimétrico dos recursos hídricos. Além disso, observa-se que, a utilização das águas por todos os segmentos de usuários, tem provocado um acesso desigual e assimétrico a este recurso por meio da reserva e autorização via outorga e cobrança pela Agência Nacional de Águas quando utiliza a vazão de referência da bacia hidrográfica, e seu impacto no território e na governança das águas do São Francisco.

  • MÁRCIA MARIA DE JESUS SANTOS
  • INTERAÇÕES ESPACIAIS DA CIDADE DE ITABAIANA NO SUBSISTEMA URBANO DE ARACAJU
  • Orientador : VERA LUCIA ALVES FRANCA
  • Data: 20/03/2017
  • Tese
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  • A rede urbana é composta por cidades de diferentes tamanhos e distintos exercícios
    funcionais dentro de cada contexto escalar. O espaço urbano se configura de modo
    unitário e com vários vetores de atuação, que, a partir das suas singularidades,
    articulam-se com o externo, fator que reforça a trama urbana. As relações espaciais que
    são mantidas com sua região são associadas à essa dinâmica. A partir da força da
    centralidade de cada cidade, essa região pode expandir sobre escalas geográficas mais
    amplas. Esta tese tem como objetivo analisar as interações espaciais interurbanas da
    cidade de Itabaiana – SE, centro intermediário do subsistema urbano de Aracaju, a fim
    de desvendar os seus desdobramentos e sua abrangência dentro da rede urbana. Em
    Sergipe, essa rede apresenta uma concentração de funções urbanas na capital do estado,
    sendo que a maioria das cidades é categorizada como pequenas, não apenas no que se
    refere ao número de habitantes, mas também à disponibilidade dos equipamentos e das
    funções urbanas presentes. Outro ponto relevante da rede que perfaz esse subsistema
    urbano é o pequeno número de cidades consideradas intermediárias. Dentro desse grupo
    de cidades, destaca-se Itabaiana, localizada na porção central do estado, com relevante
    vocação comercial e de prestação de serviços. Para a consecução dos objetivos, foi
    realizada intensa pesquisa bibliográfica e documental. As singularidades locais foram
    desveladas a partir de trabalho de campo, utilizando a aplicação de entrevistas com os
    órgãos regulamentadores do transporte público coletivo intermunicipal, e de
    questionários aos usuários desse transporte e do levantamento de dados junto às
    instituições de serviços de educação e de saúde. A análise dos resultados da pesquisa
    direta, à luz dos postulados teóricos adotados, permitiu verificar a abrangência da área
    de influência que a cidade de Itabaiana exerce sobre os centros urbanos menores. Outro
    elemento importante apontado na pesquisa é o prevalecimento da influência do referido
    município sobre as cidades localizadas na sua circunscrição territorial, assim como
    sobre aquelas localizadas ao noroeste do estado, com abrangência da centralidade sobre
    algumas cidades do estado da Bahia. O detalhamento dessas relações espaciais permitiu
    não apenas identificar a força de atuação de Itabaiana num contexto regional, como
    também verificar a fragilidade na oferta de serviços essenciais nas cidades que estão sob
    influência direta dessa urbe, fator que fortifica a tese do desequilíbrio da rede urbana em
    Sergipe e no Brasil.

  • LUIZ ANDRÉ MAIA GUIMARÃES GESTEIRA
  • A Ação do Estado-Capital na Produção do Espaço e a Expropriação das Comunidades Tradicionais no Município de Barra Dos Coqueiros/SE.
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 16/03/2017
  • Dissertação
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  • A atividade extrativista desempenhada pelas catadoras de mangaba do município de Barra dos Coqueiros tem sido historicamente marcada por disputas e conflitualidades nas comunidades tradicionais locais e os proprietários de terras onde essas trabalhadoras realizam parte considerável de sua atividade. Todavia, mesmo esse cenário desfavorável à reprodução social e cultural dessas comunidades, regido pelas relações desiguais estabelecidas no conflito entre o uso e a propriedade legal da terra, nunca chegou a por em risco a continuidade da atividade patrimonial das catadoras de mangaba e tampouco sua perspectiva de permanência no área rural do município. Entretanto, desde a primeira década do século XX, o processo de produção do espaço regido pelo capital financeiro e que teve como estopim a construção da Ponte Aracaju – Barra dos Coqueiros no ano de 2006 tem provocado uma danosa intensificação da especulação imobiliária no município, especializada de acordo com a lógica sociometabólica da acumulação capitalista que, em seus ajustes espaciais, vem se apropriando de vastas áreas do seu espaço rural a partir da construção de uma série de empreendimentos imobiliários, como condomínios fechados de casas, de apartamentos e de lotes urbanizados além da criação de extensas áreas de loteamentos abertos. Esse processo de apropriação do espaço pelo mercado imobiliário tem atingido amplamente o modo de vida e trabalho das comunidades tradicionais locais, que seguem uma lógica de trabalho e produção que depende, sobremodo, do extrativismo em áreas das quais não detêm a propriedade legal. Dessa forma, esses sujeitos sociais tem sido seriamente precarizados com o processo de expansão urbana que reduz intensamente as áreas disponíveis para o extrativismo dos frutos da restinga, comprometendo por completo sua autonomia a partir da terra, e com isso, também sua permanência no espaço agrário do município. A ação do Estado, viabilizada pela própria administração municipal de Barra dos Coqueiros tem também promovido sérios empecilhos à sobrevivência e à permanência das catadoras de mangaba ao definir as áreas dos Povoados locais como perímetros urbanos, impondo com isso a cobrança de altas taxas de IPTU, as quais dificilmente poderão ser pagas pelos pequenos proprietários. Dessa forma, em multideterminações o Estado-capital estabelece a proposta da expansão urbana como modelo de desenvolvimento, frente aos sujeitos sociais precisam articular-se e organizar-se em sua luta, inscrita na universalidade da expansão do capital sobre os territórios camponeses, luta para permanecer na terra, condição de vida, trabalho e autonomia.

  • LUIZ HENRIQUE DE BARROS LYRA
  • DINÂMICA GEOMORFOLÓGICA E AMBIENTAL DAS ILHAS DO MASSANGANO E RODEADOURO, SUBMÉDIO SÃO FRANCISCO, NORDESTE DO BRASIL
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 15/03/2017
  • Tese
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  • Estudar a dinâmica da geomorfológica Semiárida Brasileira é um exercício investigativo de grande interesse para a ciência contemporânea. Particularmente a análise integrada dos processos geomórficos fluviais com as diversas condições naturais e socioeconômicas, na região Submédia do rio São Francisco têm um propósito ainda mais relevante diante do seu contexto geográfico e para a história evolutiva recente da Terra. Nesta perspectiva, esta pesquisa se baseou na abordagem sistêmica e no aspecto estrutural e fisiológico da paisagem para analisar a dinâmica geomorfológica e ambiental das ilhas do Massangano e Rodeaouro, situadas no Submédio São Francisco, como subsídio para o planejamento do uso e ocupação adequados de suas terras. Por conseguinte, adotou procedimentos metodológicos associados a diferentes etapas, destacando-se entre eles o levantamento documental (bibliográfico e cartográfico), trabalho de campo e análise laboratorial. Especificamente, técnicas de geoprocessamento e mapeamento, como o modelo digital de elevação (MDE) e a correlação de planos de informações, análise de dados geologicos, pedológicos e gemorfológicos, foram utilizados para delimitar as unidades morfoestruturais e deposicionais que compõem a compartimentação geomorfológica local, bem como, a drenagem e o uso e ocupação das terras. Também, realizaram-se a descrição de perfis baseados na abordagem morfoestratigráfica para coleta, análise e datação por Luminescência Opticamente Estimulada (LOE) de sedimentos (morfoscopia e granulometria) nos depósitos aluviais, distinguindo sua gênese e evolução morfogenética e o contexto ambiental em que se encontram nas ilhas. Os resultados obtidos permitiram inferir que os sedimentos de origem fluvial foram remobilizados pelos ventos, sendo pouco trabalhados por fluxos de transporte e deposição com curta distância, de uma fonte relativamente próxima e associada a eventos extremos como as cheias, que ainda hoje são recorrentes nesta região. Também indicam uma possível geocronologia dos eventos paleoclimáticos holocênicos, como os períodos de El Niño prolongados e a denominada Pequena Idade do Gelo que intensificaram a semiaridez nesta região. As ilhas e toda bacia do Submédio São Francisco, nos últimos 38 anos, também sofreram profundas alterações decorrentes das intervenções hidrodinâmicas com implicações morfológicas e ambientais. As barragens ao longo do curso do rio, como a de Sobradinho a montante, controlaram as oscilações entre as secas e cheias, mantendo a vazão regular, contudo ocasionaram alterações no fluxo e no ciclo erosivo/deposicional, na recarga e capacidade de transporte de material, evidenciadas pelo rebaixamento da vazão d’água, o assoreamento de seu leito e o desaparecimento de vários tributários. Desta forma, também expandiram a ocupação das terras marginais com alta densidade populacional e atividades agrícolas, turísticas e de lazer, o desmatamento e a erosão das margens com a consequente colmatação do leito do rio e a formação de barras e bancos arenosos temporários, removidas ou submersas, que associadas a soleiras rochosas a jusante do canal proporcionam uma concentração de sedimentos mais coesos com feições intermitentes e até permanentes em que a vegetação se coloniza rapidamente, transformando-as em novas ilhas e interceptando o fluxo com o anastomosamento. As técnicas aplicadas para interpretação dos sedimentos selecionados na ilha demonstraram-se eficientes, contudo devem ser correlacionadas com a coleta e análise de depósitos em outras superfícies geomórficas de acumulação.

  • CHRISTIAN JEAN MARIE BOUDOU
  • DA "CIDADE - SAÚDE" À "CIDADE TURISMO": A INVENÇÃO DA PRAIA TURÍSTICA DE GUARAPARI (ES): UMA GEOGRAFIA HISTÓRICA DOS USOS DO LITORAL
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 14/03/2017
  • Tese
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  • Os espaços litorâneos concentram atualmente a maior parte da população mundial. Dentre os diversos usos destes territórios, o turismo emerge como sendo um dos fenômenos que mais transformam estes espaços. Historicamente constata-se que o olhar projetado às praias pelas sociedades ocidentais transformou progressivamente suas funções e seus usos. Espaço atrativo na Antiguidade (Mediterrâneo) e repulsivo na Idade Média, a praia tornou-se lugar de contemplação com funções terapêuticas a partir do século XVIII e no século XX caracteriza-se por excelência por ser um espaço hedonista. No início do século XXI, o balneotropismo e o heliotropismo provocaram profundas transformações nos litorais, modificando as relações da sociedade com estes espaços. Os usos das praias são cada vez mais complexos e não cessam de se renovar: frequentadas no inverno e posteriormente no verão, durante o dia e atualmente a noite, para fins terapêuticos e hoje para o prazer. A presente tese teve por objetivo analisar as sucessivas “invenções” da praia de Guarapari e elaborou, através dos métodos da Geografia Histórica, uma periodização temporal dos usos e funções das praias de Guarapari (ES) para compreender a evolução (a produção do espaço), culminando na sua “invenção” enquanto espaço de lazer e de turismo. A análise em questão foi fundamentada em diversos procedimentos metodológicos: levantamentos bibliográficos referentes à Geografia Histórica e sobre o espaço litorâneo, levantamentos bibliográficos e cartográficos dos períodos históricos selecionados para análise, coleta de informações históricas referentes aos diversos usos pretéritos e atuais das praias de Guarapari e por fim, trabalho de campo para descrever e caracterizar as praias turísticas estudadas. A análise das “invenções” ocorridas em Guarapari evidencia que a Geografia não compreende o turismo como sendo fruto de uma “atração”, “vocação” ou “potencial” do espaço turistificado. As invenções mostraram que, em todos os períodos analisados, o espaço geográfico foi transformado segundo os usos feitos pela sociedade. Cada uso do espaço feito pela sociedade em determinado momento histórico, fez ocorrer uma valorização diferenciada, transformando o espaço de maneira diferente nos períodos analisados. A produção do espaço em Guarapari responde hoje aos usos, práticas e valorização que a sociedade contemporânea projeta sobre suas praias, fazendo desta cidade o maior polo turístico do estado do Espírito Santo

  • JISLAINE LIMA DA SILVA
  • Experiências de desenvolvimento territorial: a questão do Proinf e da gestão social no território da cidadania na Bacia Leiteira/AL
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 14/03/2017
  • Dissertação
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  • A partir da necessidade de promover ações de combate à pobreza e desigualdades no
    meio rural brasileiro, o Estado, a partir de políticas públicas de abordagem territorial,
    vem promovendo ações de fortalecimento da agricultura familiar e de dinamização das
    áreas rurais, de maneira que a sociedade civil e poder público assume papel ativo nesse
    processo. A política de desenvolvimento territorial rural, surge no Brasil a partir do
    programa Territórios Rurais no ano de 2003, sendo implementada em diversos
    territórios brasileiros, a exemplo do caso do Território da Cidadania da Bacia Leiteira
    (TCBL) no estado de Alagoas. O território é composto por 11 municípios, que será
    analisado no presente trabalho a partir da perspectiva do desenvolvimento territorial e
    da análise do Proinf, que é criado c om o objetivo de fomentar recursos para projetos de
    desenvolvimento rural sustentável dentro da abordagem territorial. Analisar a
    dinamização econômica do Proinf no Território da Bacia Leiteira em uma perspectiva
    espacial e a importância da gestão social: implicações, avanços e contradições na
    política de Desenvolvimento Territorial, constitui o objetivo geral da pesquisa. Para
    alicerçar a pesquisa é utilizado a categoria território e os conceitos de desenvolvimento
    rural, desenvolvimento territorial, gestão social e Projeto de Infraestrutura e Serviços
    em Territórios Rurais (PROINF). Trazendo um método empírico-análitico de forma
    quantitativa e qualitativa, que analisa os aspectos gerais e reflete as informações da
    realidade, para isso, foram realizados os seguintes procedimentos metodológicos:
    levantamento e revisão bibliográfica, busca e análise de dados secundários, realização
    de entrevistas semiabertas com atores sociais do Colegiado e trabalho de campo
    analisando, por amostra, projetos do Proinf de 2003 a 2014. Decorrente da conjuntura
    instaurada a partir da política de desenvolvimento territorial rural, surge a necessidade
    de se fazer um estudo mais expressivo da questão do território da Bacia Leiteira como
    estudo de caso, sabendo-se que um dos objetivos dos Territórios da Cidadania é integrar
    os espaços em um ideal em comum, na busca por desenvolvimento rural nos
    municípios, entre eles destaca-se os Proinfs e seus desdobramentos sócio-espaciais. Em
    suma, a política territorial tem permitido o fortalecimento e inclusão de diversos
    segmentos sociais que viviam marginalizados. No TCBL, os Proinfs tem trazido
    resultados positivos e são bem avaliados pelos atores sociais do território e mesmo com
    problemas de logística tem conseguido realizar uma boa articulação com a política
    territorial. No que diz respeito a gestão social ainda é necessário que os sujeitos sociais
    compreendem sua importância e a exerçam.

  • VANESSA DIAS DE OLIVEIRA
  • POLÍTICAS PÚBLICAS E TRABALHO PRECÁRIO: A RETÓRICA DA AUTONOMIA EMPREENDEDORA E A PERMANÊNCIA DO DESEMPREGO.
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 13/03/2017
  • Tese
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  • Diante do desastroso quadro do desemprego, uma ideologia se difunde nas políticas sociais hodiernas: a do trabalho “autônomo” como meio de inserção viável para garantir a empregabilidade. Isso se estabelece justamente após os desdobramentos da crise estrutural no Brasil nas décadas de 1980/90, quando a reestruturação produtiva e todo seu pacote flexível fundiu o esgotamento do padrão de industrialização com o projeto Neoliberal, desmontando o frágil estatuto de políticas sociais que mal havia sido implantado após a Constituição de 1988. A financeirização do capital ao impor a reforma administrativa do Estado, os cortes nos gastos sociais, a abertura comercial, as privatizações, a apropriação do fundo público e sobretudo a desregulamentação das relações de trabalho, busca capturar nos territórios mais estratégicos o trabalho mais barato e desprotegido. A barbarização da “questão social” manifesta-se pelo desemprego crônico, terceirização, intensificação das relações informais, piora na qualidade dos postos de trabalho e aumento da pobreza, especialmente nos espaços urbanos. Para enfrentá-la implantou-se no país um sistema público de emprego a partir de 1990 formado por políticas de transferência de renda (abono salarial, seguro-desemprego), intermediação da força de trabalho, estímulo a qualificação profissional além da concessão de crédito via Programa de Geração de Emprego e Renda (PROGER). À vista disso, a tese objetivou desvelar o papel das políticas públicas de “emprego” trabalho e renda, através do maior Programa de combate ao desemprego da América Latina, o PROGER (Programa de Geração de Emprego e Renda – Urbano) no recuo ou favorecimento do crescimento da superpopulação relativa. O fundamento teórico marxiano/marxista aliado as pesquisas e informações no Fundo de Amparo ao Trabalhador, Ipea, Dieese, IBGE, das entrevistas com gestores municipais e dos trabalhadores excluídos do PROGER-Urbano em Aracaju/SE, permitem afirmar que a política de concessão de crédito opera em duas linhas e não atingem os sujeitos mais vulneráveis, sendo inócua no combate mínimo ao desemprego. Os princípios de gestão do Proger-Urbano tem dependência da burocracia das instituições financeiras (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, etc.), e as próprias condições de funcionamento do mercado de trabalho brasileiro, cuja precariedade e informalidade são traços essenciais, afinam-se à acumulação financeira predatória, impedindo a geração de trabalho e renda nos moldes propostos pelo programa. Na realidade aracajuana os “inempregáveis”, que sobrevivem à margem das políticas de mercado de trabalho, ingressam na incerteza de ocupações informais, vinculadas ao “terceiro setor” por meio do trabalho “voluntário e solidário” no lixo, caso da Cooperativa dos Agentes de Reciclagem (CARE). Os demais trabalhadores que permanecem sem ocupação buscam a intermediação de “mão-de-obra para disputar as vagas no mercado de trabalho; acabam sendo canalizados para a formação de cursos técnicos de qualificação oferecidos pelo SINE/FAT na Fundação Municipal do Trabalho, ou permanecem desempregados, avolumando o contingente funcional ao capital. Em todas estas dimensões a ausência da relação empregador x empregado aparece como caminho ao perfil empreendedor, escamoteando o conflito capital x trabalho. A subsunção real, camuflada pelo contra-proprismo, assume uma feição de tal modo reificada, que obscurece a função do Estado e do capital no controle do trabalho, permitindo a extração da mais-valia absoluta e relativa em novos formatos, favorecida pelo aumento dos “inempregáveis”.

  • LUANA PEREIRA LIMA
  • ORDENAMENTO DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NA PLANÍCIE FLUVIOLAGUNAR DO RIO BETUME/SE
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 20/02/2017
  • Dissertação
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  • Os ambientes costeiros são complexos devido sua dinâmica natural, fragilidades e os múltiplos interesses socioeconômicos. São ambientes peculiares e de caráter diferenciado, que devem ser considerados em sua singularidade, e necessitam de atenção especial para um correto planejamento e gestão. A nova racionalidade de ocupação dos ambientes costeiros associa a demanda de uma sociedade de lazer a uma demanda por zonas de trabalho e habitação. Diante disso, há a necessidade de estudos que apresentem propostas de ordenamento ambiental visando um equilíbrio entre o uso e manutenção dos recursos naturais. A proposta desse estudo foi analisar de forma integrada a dinâmica ambiental e socioeconômica da planície fluviolagunar associada ao rio Betume na perspectiva do ordenamento do uso e ocupação do solo. Para tanto adotou-se a abordagem sistêmica como caminho de investigação da paisagem, afim de possibilitar o entendimento da realidade local e assim propor um zoneamento resultante da aplicação da metodologia pressão-estado-impacto-resposta. Os procedimentos metodológicos adotados para sustentação da temática investigada consistiram em revisão bibliográfica, pesquisa documental, trabalhos de campo e elaboração de documentos cartográficos, os quais no conjunto, subsidiaram a análise integrada das dimensões ambiental e social culminando em uma proposta de zoneamento. A planície formada por depósitos fluviolagunares associada ao Rio Betume tem uma evolução geológico-geomorfológica desenvolvida a partir de eventos de transgressões e regressões marinhas do Quaternário e encontra-se inserida entre cordões de dunas em terraços marinhos e paleofalésias do Grupo Barreiras. Sua estrutura aponta um nível de fragilidade ambiental acentuado. Em contrapartida os usos atribuídos a esse ambiente tem apresentado crescimento, a saber: atividades e interesses voltados para o turismo; atividades econômicas primárias de pesca, carcinicultura, pastagens, agricultura e atividades de extrativismo vegetal. O nível de ocupação está distribuído de forma irregular, assim como a intensidade de modificação e degradação. Neste sentido, O zoneamento, oriundo dos diagnósticos ambiental e socioeconômico, propõe orientações de uso e ocupação do solo visando a sustentação da qualidade ambiental.

  • ANA MARIA SEVERO CHAVES
  • INDICADORES DE QUALIDADE AMBIENTAL DE ÁREAS VERDES PÚBLICAS DA CIDADE DE GARANHUNS-PE
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 08/02/2017
  • Dissertação
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  • Com base na abordagem sistêmica da paisagem e usos sociais, analisa-se a qualidade ambiental urbana da cidade de Garanhuns a partir de indicadores das áreas verdes públicas. Os indicadores possibilitam analisar e visualizar espacialmente as áreas verdes públicas na paisagem urbana de Garanhuns, atuando como indicadores de caráter qualitativo e quantitativo. Um dos objetivos deste trabalho é estudar a cidade como um sistema ambiental urbano, em que a paisagem é a categoria geográfica referencial. A paisagem corresponde a uma herança dos elementos naturais e das construções humanas sobre um substrato natural de diferentes momentos histórico em um sistema ambiental aberto a trocas de energia internas e externas sob constante influência antrópica. Nessa perspectiva a qualidade ambiental possibilitada pelas áreas verdes públicas contribui para certo equilíbrio na relação sociedade e natureza. Os procedimentos metodológicos envolveram a contextualização teórica do tema, pesquisa de campo, elaboração de material cartográfico, uso das ferramentas disponíveis e operacionalizadas em ambiente de Sistemas de Informações Geográficas (SIGs). Por meio desses procedimentos e de parâmetros estabelecidos, observou-se a espacialização das áreas verdes, a dinâmica fitogeográfica, índices de densidade e sombreamento arbóreo, a variação da temperatura da superfície, o adensamento urbano e os usos sociais como os indicadores de qualidade ambiental aqui analisado. Os resultados permitiram constatar que a presença da vegetação é fator para um sistema ambiental equilibrado e que a diversidade arbórea oferece maior plasticidade e embeleza a paisagem urbana. Consequentemente, quanto melhor o índice maior é a qualidade das áreas verdes. No entanto, ainda que algum índice não tenha se enquadrado no parâmetro esperado, isso não evidenciou uma qualidade ambiental inferior, caso a vegetação das AVPs estivesse em harmonia com os equipamentos públicos e as trilhas de passagem. Além disso, os usos sociais são mais diversificados nos parques, o que os leva a serem mais frequentados. Por fim a pesquisa mostra-se relevante para o atual debate ambiental sobre as cidades, essa conseguiu corresponder aos objetivos traçados, comprovando que nas áreas verdes públicas existe uma gama de indicadores que podem ser utilizados para se verificar a qualidade ambiental urbana.

  • CARLA NORMA CORREIA DOS SANTOS
  • ENTRE O LITORAL SUL DE SERGIPE E O LITORAL NORTE DA BAHIA: ONDE AS POLÍTICAS TERRITORIAIS SE ENCONTRAM
  • Data: 30/01/2017
  • Tese
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  • Nos municípios de Indiaroba, localizado no Litoral Sul de Sergipe, e Jandaíra, situado no Litoral Norte da Bahia, o desenvolvimento do turismo e da atividade imobiliária, através da ocupação das terras por parcelamentos para fins de segunda residência ou veraneio, promoveu uma reconfiguração territorial e econômica. Estes municípios são contíguos e estão localizados em limites extremos de seus respectivos estados, o que os colocou durante muito tempo em situação de isolamento geográfico em relação à Aracaju e Salvador, embora sempre tenha existido uma conexão entre eles, estabelecida pela proximidade geográfica e laços de vizinhança. A ação estatal através da construção de uma rede viária, de transportes e comunicação favoreceu uma maior conexão entre Indiaroba e Jandaíra, e entre municípios próximos, tanto em Sergipe quanto na Bahia, estabelecendo assim relações econômicas intraregionais. De territórios “invisíveis”, estes municípios, tornam-se territórios desejados, pois lugares de alto valor imobiliário, como praias, dunas, lagoas e estuários têm se tornados atrativos ao capital privado para a construção de condomínios residenciais, casas de veraneio, hotéis e resorts. Desta forma, em Indiaroba e Jandaíra, interesses externos, as verticalidades, introduzem ou planejam implantar novas funções e novas formas, segundo suas lógicas e interesses e nesse processo são formados novos espaços e novas territorialidades. Assim, admite-se como tese que a reconfiguração territorial e econômica de Indiaroba e Jandaíra se processa a partir das horizontalidades ou dinâmicas internas, endógenas à sociedade, e das verticalidades ou movimentos externos à sociedade, produzindo espaços diferenciados. No processo de investigação da pesquisa foram utilizados os seguintes procedimentos metodológicos: pesquisa bibliográfica, pesquisa documental, pesquisa cartográfica e pesquisa de campo. A presente tese teve por objetivo analisar as horizontalidades e as verticalidades na reconfiguração territorial e econômica de Indiaroba e Jandaíra. À vista disso, a abordagem qualitativa se mostrou a mais adequada para interpretar tal fenômeno. Os municípios de Indiaroba e Jandaíra embora tenham sido apropriados, ainda apresentam uma ocupação rarefeita, existindo alguns povoados que ainda permanecem “invisíveis” e pouco integrados economicamente às capitais, mantendo-se como espaços periféricos, como “fronteiras” ou “fundos territoriais”. As horizontalidades expressam os objetivos e as dinâmicas das sociedades locais e ajudam a desenvolver mecanismos de agregação e solidariedade entre Indiaroba e Jandaíra, gerando uma coesão da sociedade local e um processo de autonomia de decisão, o que constitui uma forma de resistência a reconfiguração econômica e territorial pela qual estes municípios vêm passando para atender as demandas do mercado global. Tais reconfigurações foram impulsionadas pelas verticalidades, disseminadas tanto por atores locais quanto globais, que correspondem aos fatores externos que determinam as modalidades internas das ações e atendem aos interesses de grupos hegemônicos, muitas vezes desestruturando as solidariedades locais criadas pelas horizontalidades e ocasionando conflitos.

2016
Descrição
  • GEISEDRIELLY CASTRO DOS SANTOS
  • Interações Geoecológicas nas Planícies de Marés do Litoral Centro-Sul Sergipano
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 14/12/2016
  • Tese
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  • A dinâmica estuarina no estado de Sergipe favoreceu a formação de planícies de marés em todas as desembocaduras fluviais, em áreas abrigadas da ação mecânica das ondas e que sofrem a influência do regime de marés, totalizando uma área estimada em cerca de 260 km². O objetivo da presente tese foi analisar a evolução da paisagem das planícies de marés existentes no litoral Centro-Sul de Sergipe. A pesquisa utilizou como procedimentos metodológicos, norteados pelo método da Geoecologia das Paisagens: aquisição, processamento das imagens de satélite e fotografias aéreas, criação dos shapes e construção dos mapeamentos temáticos; quantificação da área das classes temáticas; trabalho de campo e interpretação dos dados. As análises mostraram que as assinaturas energéticas das planícies de marés que compõem a área de estudo são similares, excetuando-se pela influência do tensor natural: dinâmica fluviomarinha e pelos tensores antropogênicos que atuam sobre a área de estudo. A análise evolutiva da planície de Maré entre os bairros 13 de Julho e Jardins (Aracaju/SE) mostrou que a redução da vegetação de mangue foi decorrente do assoreamento promovido pela erosão do pontal arenoso da Coroa do Meio e devido à baixa disponibilidade de nutrientes no sistema ambiental; A dinâmica evolutiva das planícies de marés da desembocadura do rio Vaza Barris (Itaporanga D’Ajuda/SE) revelou que as planícies de marés desenvolvidas em longo prazo estão em estabilidade, e as de curto prazo estão em instabilidade com tendência à redução pela erosão fluviomarinha e baixa disponibilidade de nutrientes; A análise evolutiva da desembocadura dos rios Piauí/Real (Estância/SE) revelou a ocorrência de planícies de marés de longo prazo que sofreram perdas severas de vegetação de mangue em decorrência da erosão fluviomarinha, com perda total de vegetação neste setor de 44.000 m². Concluiu-se a partir dos resultados que todas as planícies de marés localizadas nas desembocaduras analisadas possuem tendência geral à perda de vegetação de mangue tanto por influência fluviomarinha (Vaza Barris) como por influência fluviomarinha e antropogênica (Piauí/Real e Sergipe). O estudo geoecológico proposto serve de instrumento para auxiliar no planejamento ambiental da zona costeira sergipana no tocante ao reordenamento das ocupações humanas. Essas ações devem ocorrer em observância à variabilidade das linhas de costas associadas a desembocaduras fluviais, e no sentido da conservação dos sistemas ambientais, como segurança de sobrevivência para as comunidades, que dependem dos manguezais, e para manutenção da biodiversidade que se reflete em garantia de oferta alimentar para a sociedade como um todo.

  • JOSEMAR HIPÓLITO DA SILVA
  • ARRANJO PRODUTIVO LOCAL RURAL E AGROECOLOGIA: uma estratégia de desenvolvimento rural no território da Mata Alagoana/AL
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 14/11/2016
  • Dissertação
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  • A presente pesquisa tem como objetivo realizar uma análise do processo de desenvolvimento rural, a partir das ações do Arranjo Produtivo Local Fruticultura no Vale do Mundaú e da agroecologia, analisando as dimensões, econômica, político institucional, social, ambiental e cultural no território da Mata Alagoana, Alagoas. Partiu-se do pressuposto de problemas vivenciados pelos agricultores familiares a partir das recorrentes enchentes no rio Mundaú, em especial a ocorrida no ano de 2010. Foi a partir desta que, iniciou-se a falência das usinas de beneficiamento de cana-de-açúcar no território. Assim, foi preciso o Estado realizar a inserção dos municípios atingidos por esses problemas no Programa de Arranjos Produtivos Locais – PAPL, esse processo resultou em um novo arranjo produtivo para esse território, pautado em potencialidades já existentes, como a prática da cultura da fruticultura tendo como carro chefe os cultivos da Laranja Lima (Orgânica) e da Banana (prata e cumprida). Foi neste cenário que o APL potencializou características produtivas, humanas dos agricultores familiares que estão inseridos nos projetos e ações. A agroecologia exerce importância na valorização das mulheres e jovens, bem como a inserção a novos nichos de mercados pautados na certificação orgânica e na valorização das dimensões aqui analisadas. Neste contexto busca-se desenvolver práticas metodológicas que utiliza a análise de documentos técnicos e dados oficiais, relatórios de pesquisas, atas de reuniões, questionários e entrevistas gerados nas respectivas pesquisas e uma revisão bibliográfica focada nas temáticas discutidas, buscando atrelar as ações e projetos realizados pelo APL a proposição de parâmetros e indicadores ofereçam o devido suporte e possibilitem atender as questões e objetos requeridos na pesquisa. É possível identificar uma análise comparativa do acesso e abrangem das políticas públicas no Território com os municípios que integram o APL, para constatar a existência do desenvolvimento rural. Essa análise ganha reforço a partir dos processos que buscam a valorização da pequena agroindústria familiar, dos produtos locais, da inserção de grupos vulneráveis, constatando-se uma mudança na realidade produtiva, econômica, social e ambiental dos municípios envolvidos nas ações do APL.

  • EDÉSIO ALVES DE JESUS
  • AGROHIDRONEGÓCIO DO EUCALIPTO EM SERGIPE E REBATIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS.
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 31/08/2016
  • Dissertação
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  • O presente trabalho tem como proposta mostrar os interesses do capital na apropriação
    da terra e da água como pressuposto emergencial para a geração de energia renovável a
    partir do derivado do monocultivo de eucalipto, que rebate sobre as áreas destinadas a
    produção alimentar, nos municípios de Estância e Itaporanga d’Ajuda, no estado de
    Sergipe. O avanço do agrohidronegócio de eucalipto revela dois processos definidos por
    Oliveira (1991; 2004; 2007): O primeiro, a monopolização do território, em que o
    capitalista não imobiliza dinheiro na compra da terra, e a produção sempre é realizada
    com trabalho dos pequenos e médios proprietários, que passam a substituir a produção
    alimentar pelo cultivo de eucalipto. Porém, quem define o preço da mercadoria final são
    os grandes produtores. O Segundo, a territorialização do capital, em que os grandes
    produtores de eucalipto detêm a terra, contratam trabalhadores e destinam a produção
    energética do eucalipto para abastecer os fornos e caldeias das indústrias. Esse cenário
    impõe uma centralidade nas disputas territoriais nos municípios da pesquisa, em que
    diferentes estratégias do agrohidronegócio asseguram a usurpação da renda do
    trabalhador e da natureza para usufruto da indústria. Como metodologia, adotamos a
    dialética materialista e como procedimentos, realizamos revisão bibliográfica em livros,
    teses, dissertações, revistas eletrônicas, trabalho de campo e documentos técnicos. Esses
    últimos foram buscados junto ao IBGE, relatório da IBÁ e as informações em órgãos e
    instituições e Secretaria de Estado, que disponibilizou a Base Cartográfica do Atlas
    Digital sobre os Recursos Hídricos do Estado de Sergipe, nos permitindo a elaboração
    dos mapas físicos e socioeconômicos. Observa-se que com o desenvolvimento do
    capitalismo na agricultura a questão agrária torna-se complexa. As tramas sobre a
    monopolização da terra, e hoje, do acesso e controle da água acirram as disputas
    territoriais e os problemas socioeconômicos e ambientais se expandem. A apropriação
    da natureza, portanto, se intensifica com a crescente demanda de matéria-prima. No
    Brasil, com a modernização na agricultura, novas áreas são incorporadas como garantia
    de produtividade de alguns produtos agrícolas; milho, soja, trigo, cana-de- açúcar e,
    recentemente, floresce o setor de plantio de floresta através do monocultivo de
    eucalipto, que torna o Brasil um dos principais exportadores de produtos derivados
    dessa cultura para a produção de madeira, celulose, papel, madeira em tora, pasta de
    celulose, carvão vegetal, etc. Em Sergipe, o agrohidronegócio se apropria da natureza
    com amplo apoio do Estado, que desde a década de 1990, com a implantação do
    Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial acelera o processo produtivo das
    indústrias sergipanas, fazendo crescer a necessidade de recursos energéticos, o que
    promove a indução dos pequenos e médios proprietários de terra a cultivar eucalipto
    pelo discurso da viabilidade de renda e emprego, principalmente para os trabalhadores
    de assentamentos rurais, o que repercute de maneira diferenciada no campo impondo a
    luta pela terra.

  • EDÉSIO ALVES DE JESUS
  • AGROHIDRONEGÓCIO DO EUCALIPTO EM SERGIPE E REBATIMENTOS SOCIOAMBIENTAIS.
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 31/08/2016
  • Dissertação
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  • O presente trabalho tem como proposta mostrar os interesses do capital na apropriação
    da terra e da água como pressuposto emergencial para a geração de energia renovável a
    partir do derivado do monocultivo de eucalipto, que rebate sobre as áreas destinadas a
    produção alimentar, nos municípios de Estância e Itaporanga d’Ajuda, no estado de
    Sergipe. O avanço do agrohidronegócio de eucalipto revela dois processos definidos por
    Oliveira (1991; 2004; 2007): O primeiro, a monopolização do território, em que o
    capitalista não imobiliza dinheiro na compra da terra, e a produção sempre é realizada
    com trabalho dos pequenos e médios proprietários, que passam a substituir a produção
    alimentar pelo cultivo de eucalipto. Porém, quem define o preço da mercadoria final são
    os grandes produtores. O Segundo, a territorialização do capital, em que os grandes
    produtores de eucalipto detêm a terra, contratam trabalhadores e destinam a produção
    energética do eucalipto para abastecer os fornos e caldeias das indústrias. Esse cenário
    impõe uma centralidade nas disputas territoriais nos municípios da pesquisa, em que
    diferentes estratégias do agrohidronegócio asseguram a usurpação da renda do
    trabalhador e da natureza para usufruto da indústria. Como metodologia, adotamos a
    dialética materialista e como procedimentos, realizamos revisão bibliográfica em livros,
    teses, dissertações, revistas eletrônicas, trabalho de campo e documentos técnicos. Esses
    últimos foram buscados junto ao IBGE, relatório da IBÁ e as informações em órgãos e
    instituições e Secretaria de Estado, que disponibilizou a Base Cartográfica do Atlas
    Digital sobre os Recursos Hídricos do Estado de Sergipe, nos permitindo a elaboração
    dos mapas físicos e socioeconômicos. Observa-se que com o desenvolvimento do
    capitalismo na agricultura a questão agrária torna-se complexa. As tramas sobre a
    monopolização da terra, e hoje, do acesso e controle da água acirram as disputas
    territoriais e os problemas socioeconômicos e ambientais se expandem. A apropriação
    da natureza, portanto, se intensifica com a crescente demanda de matéria-prima. No
    Brasil, com a modernização na agricultura, novas áreas são incorporadas como garantia
    de produtividade de alguns produtos agrícolas; milho, soja, trigo, cana-de- açúcar e,
    recentemente, floresce o setor de plantio de floresta através do monocultivo de
    eucalipto, que torna o Brasil um dos principais exportadores de produtos derivados
    dessa cultura para a produção de madeira, celulose, papel, madeira em tora, pasta de
    celulose, carvão vegetal, etc. Em Sergipe, o agrohidronegócio se apropria da natureza
    com amplo apoio do Estado, que desde a década de 1990, com a implantação do
    Programa Sergipano de Desenvolvimento Industrial acelera o processo produtivo das
    indústrias sergipanas, fazendo crescer a necessidade de recursos energéticos, o que
    promove a indução dos pequenos e médios proprietários de terra a cultivar eucalipto
    pelo discurso da viabilidade de renda e emprego, principalmente para os trabalhadores
    de assentamentos rurais, o que repercute de maneira diferenciada no campo impondo a
    luta pela terra.

  • EDILMA JOSÉ DA SILVA
  • A TERRITORIALIZAÇÃO DA POLÍTICA DE NUCLEAÇÃO E O FECHAMENTO DE ESCOLAS NO CAMPO EM UNIÃO DOS PALMARES/AL (2005-2015)
  • Orientador : ERALDO DA SILVA RAMOS FILHO
  • Data: 31/08/2016
  • Dissertação
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  • A educação escolar brasileira tem suas origens marcadas por um contexto de opressão e exclusão da classe dominante sobre a classe trabalhadora, em especial aquela que vive e trabalha no campo e, nesse sentido, ao considerarmos as políticas educacionais voltadas para o campo percebemos que essas empenharam-se somente na formação de capital humano para atender às demandas econômicas do país. Essa ênfase dada à formação de capital humano caracterizou todas as legislações que se voltaram para a educação rural. No sentido inverso ao que elas propõem, os movimentos socioterritorias empenharam-se em construir propostas que, pela via política, apresentam novas possibilidades de pensar a educação, pautada no conceito contra hegemônico da educação do campo. No contexto dessa disputa entre o que impõe o Estado e o que propõem os movimentos socioterritoriais, este estudo tem por objetivo analisar o processo de territorialização da política de nucleação e o fechamento das escolas no campo em União dos Palmares/AL, no período entre 2005 e 2015. Para isso, em seus capítulos, ele apresenta o processo histórico de formação territorial e educacional de Alagoas; trata do processo de construção da educação brasileira, com ênfase no desenvolvimento de políticas públicas educacionais que atendem aos sujeitos do meio rural; apresenta um panorama da realidade educacional e identifica as iniciativas governamentais no âmbito municipal quanto a territorialização da política de nucleação de escolas no município em estudo; bem como analisa a perspectiva das famílias acerca do processo de nucleação a fim de confrontar essas falas com os discursos oficiais da secretaria de educação. A política analisada aqui surge com a intenção de concentrar recursos e racionalizar custos, com o discurso de melhoramento da qualidade educacional, pautada em um discurso neoliberal enraizado, que, na prática, se traduz na precarização e consequente fechamento das escolas no campo. As bases metodológicas da pesquisa estão fundamentadas entre a teoria e a prática e levarão em consideração sua natureza qualitativa e quantitativa, destacando-se revisões da literatura acerca das temáticas trabalhadas, além de levantamentos de dados primários e secundários, para compor um panorama situacional da realidade do objeto pesquisado no município estudado. O trabalho de campo, enquanto elemento que dá subsídio a uma pesquisa qualitativa, foi realizado mediante entrevistas semiestruturadas in loco comrepresentantes da Secretaria Municipal de Educação de União dos Palmares – AL, gestores, professores e pais de alunos das escolas polos estudadas.

  • EDILMA JOSÉ DA SILVA
  • A TERRITORIALIZAÇÃO DA POLÍTICA DE NUCLEAÇÃO E O FECHAMENTO DE ESCOLAS NO CAMPO EM UNIÃO DOS PALMARES/AL (2005-2015)
  • Orientador : ERALDO DA SILVA RAMOS FILHO
  • Data: 31/08/2016
  • Dissertação
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  • A educação escolar brasileira tem suas origens marcadas por um contexto de opressão e exclusão da classe dominante sobre a classe trabalhadora, em especial aquela que vive e trabalha no campo e, nesse sentido, ao considerarmos as políticas educacionais voltadas para o campo percebemos que essas empenharam-se somente na formação de capital humano para atender às demandas econômicas do país. Essa ênfase dada à formação de capital humano caracterizou todas as legislações que se voltaram para a educação rural. No sentido inverso ao que elas propõem, os movimentos socioterritorias empenharam-se em construir propostas que, pela via política, apresentam novas possibilidades de pensar a educação, pautada no conceito contra hegemônico da educação do campo. No contexto dessa disputa entre o que impõe o Estado e o que propõem os movimentos socioterritoriais, este estudo tem por objetivo analisar o processo de territorialização da política de nucleação e o fechamento das escolas no campo em União dos Palmares/AL, no período entre 2005 e 2015. Para isso, em seus capítulos, ele apresenta o processo histórico de formação territorial e educacional de Alagoas; trata do processo de construção da educação brasileira, com ênfase no desenvolvimento de políticas públicas educacionais que atendem aos sujeitos do meio rural; apresenta um panorama da realidade educacional e identifica as iniciativas governamentais no âmbito municipal quanto a territorialização da política de nucleação de escolas no município em estudo; bem como analisa a perspectiva das famílias acerca do processo de nucleação a fim de confrontar essas falas com os discursos oficiais da secretaria de educação. A política analisada aqui surge com a intenção de concentrar recursos e racionalizar custos, com o discurso de melhoramento da qualidade educacional, pautada em um discurso neoliberal enraizado, que, na prática, se traduz na precarização e consequente fechamento das escolas no campo. As bases metodológicas da pesquisa estão fundamentadas entre a teoria e a prática e levarão em consideração sua natureza qualitativa e quantitativa, destacando-se revisões da literatura acerca das temáticas trabalhadas, além de levantamentos de dados primários e secundários, para compor um panorama situacional da realidade do objeto pesquisado no município estudado. O trabalho de campo, enquanto elemento que dá subsídio a uma pesquisa qualitativa, foi realizado mediante entrevistas semiestruturadas in loco comrepresentantes da Secretaria Municipal de Educação de União dos Palmares – AL, gestores, professores e pais de alunos das escolas polos estudadas.

  • GABRIELA SILVEIRA ROCHA
  • PLURIATIVIDADE E CAPITAL SOCIAL: ESTRATÉGIAS UTILIZADAS NOS MUNICÍPIOS DO TERRITÓRIO DE IDENTIDADE DE VITÓRIA DA CONQUISTA-BA PARA COMBATER A POBREZA RURAL E ESTIMULAR O DESENVOLVIMENTO LOCAL
  • Orientador : DEAN LEE HANSEN
  • Data: 31/08/2016
  • Tese
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  • A modernização da agricultura, a integração do setor agrícola aos demais setores da economia, a emergência de novas atividades que foram acrescidas ao rural em adaptação à reestruturação produtiva da agricultura e o aparecimento de novas ruralidades alteraram as relações de trabalho no campo e também modificaram a forma de organização da agricultura familiar. Com base nessas mudanças, a noção de pluriatividade passou a ser usada para entender a multiplicidade de formas de trabalho que ocorrem dentro e fora da propriedade. Já que a pluriatividade incorpora conceitos de diversificação produtiva e de agricultura em tempo parcial, sendo consideradas atividades pluriativas todas as atividades exercidas por todos os membros dos domicílios, inclusive as ocupações por conta própria, o trabalho assalariado e não assalariado, realizado dentro e/ou fora da exploração agrícola. Frente ao contexto apresentado, este estudo analisa a repercussão da pluriatividade e do capital social utilizadas pelas famílias pluriativas para combater a pobreza rural e estimular o desenvolvimento local em sete municípios (Anagé, Belo Campo, Barra do Choça, Caraíbas, Planalto, Tremedal, Vitória da Conquista) do Território de Identidade de Vitória da Conquista. Para atingir esse objetivo, construiu uma concepção teórica fundamentada em autores da Geografia, da Economia e da Sociologia Rural que discutem as categorias território, capital social, desenvolvimento local/endógeno e a pluriatividades. A tese buscou respaldo teórico em Raffestin, Haesbaert, Sen, Amaral Filho, Schneider dentre outros, para discutir como o território pode ser usado por seus atores para gerar melhores condições de vida e combater a pobreza rural. Como procedimentos metodológicos foram utilizados instrumentos da pesquisa indireta (coleta de dados em instituições e órgãos públicos) e direta (operacionalizada com atores sociais e institucionais por amostragem aleatória); nessas etapas, foram aplicados questionários semiestruturados com os pluriativos e realizadas entrevistas com representantes das Secretarias de Infraestrutura, Agricultura e Planejamento das Prefeituras da região, sindicatos, associações e cooperativas. As conclusões apontam que houve no território uma melhoria da qualidade de vida com a adoção de práticas pluriativas e com a presença do capital social entre as famílias pluriativas. No entanto, não existe um planejamento formal e estratégico destinado ao território a fim de unir as famílias em torno da atividade pluriativa e do capital social para combater a pobreza rural.

  • GABRIELA SILVEIRA ROCHA
  • Capital social, Pluriatividade e Desenvolvimento local: tratos e retratos do sudoeste da Bahia.
  • Orientador : DEAN LEE HANSEN
  • Data: 31/08/2016
  • Tese
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  • A modernização da agricultura, a integração do setor agrícola aos demais setores da economia, a emergência de novas atividades que foram acrescidas ao rural em adaptação à reestruturação produtiva da agricultura e o aparecimento de novas ruralidades alteraram as relações de trabalho no campo e também modificaram a forma de organização da agricultura familiar. Com base nessas mudanças, a noção de pluriatividade passou a ser usada para entender a multiplicidade de formas de trabalho que ocorrem dentro e fora da propriedade. Já que a pluriatividade incorpora conceitos de diversificação produtiva e de agricultura em tempo parcial, sendo consideradas atividades pluriativas todas as atividades exercidas por todos os membros dos domicílios, inclusive as ocupações por conta própria, o trabalho assalariado e não assalariado, realizado dentro e/ou fora da exploração agrícola. Frente ao contexto apresentado, este estudo analisa a repercussão da pluriatividade e do capital social utilizadas pelas famílias pluriativas para combater a pobreza rural e estimular o desenvolvimento local em sete municípios (Anagé, Belo Campo, Barra do Choça, Caraíbas, Planalto, Tremedal, Vitória da Conquista) do Território de Identidade de Vitória da Conquista. Para atingir esse objetivo, construiu uma concepção teórica fundamentada em autores da Geografia, da Economia e da Sociologia Rural que discutem as categorias território, capital social, desenvolvimento local/endógeno e a pluriatividades. A tese buscou respaldo teórico em Raffestin, Haesbaert, Sen, Amaral Filho, Schneider dentre outros, para discutir como o território pode ser usado por seus atores para gerar melhores condições de vida e combater a pobreza rural. Como procedimentos metodológicos foram utilizados instrumentos da pesquisa indireta (coleta de dados em instituições e órgãos públicos) e direta (operacionalizada com atores sociais e institucionais por amostragem aleatória); nessas etapas, foram aplicados questionários semiestruturados com os pluriativos e realizadas entrevistas com representantes das Secretarias de Infraestrutura, Agricultura e Planejamento das Prefeituras da região, sindicatos, associações e cooperativas. As conclusões apontam que houve no território uma melhoria da qualidade de vida com a adoção de práticas pluriativas e com a presença do capital social entre as famílias pluriativas. No entanto, não existe um planejamento formal e estratégico destinado ao território a fim de unir as famílias em torno da atividade pluriativa e do capital social para combater a pobreza rural.

  • MARIA JOSEANE COSTA SANTOS
  • O Programa de microcrédito Crediamigo: microfinanças e mercado de trabalho na política de geração de emprego e renda em Itabaiana-SE
  • Orientador : ANA ROCHA DOS SANTOS
  • Data: 31/08/2016
  • Dissertação
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  • A crise do sistema capitalista pós década de 1960 iniciou uma nova fase da produção e acumulação do capital voltada à finanaceirização da economia e mudanças no mundo do trabalho que passou a ser flexível e ainda mais precário. Nesse cenário, ações foram direcionadas a diversos setores produtivos que possibilitaram a extração da mais-valia dos trabalhadores, como a implementação de políticas de financiamento, dentre as quais se destaca a de crédito destinada aos mais pobres. No Brasil, as políticas de financiamento direcionadas ao combate à pobreza ganharam destaque em âmbito nacional, sobretudo, a partir dos anos 2000, com a criação do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), voltado para a promoção da inclusão social. Tal política, no entanto, introduz os que possuem menor renda na financeirização da economia através da facilitação ao crédito e abertura de negócios sob a forma de compartilhamento solidário entre os que solicitam os recursos conjuntamente. O crédito está associado à ideia de direitos sociais, emancipação individual e inclusão social dos sujeitos na escala local. Analisar a política de financiamento do microcrédito por meio do Programa Crediamigo, oferecido pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e suas implicações espaciais sobre o mundo do trabalho em Itabaiana/SE foi o objetivo desta pesquisa. Para desenvolvê-la fez-se uma leitura geográfica crítica do Programa Crediamigo e sua relação com a financeirização da economia, na medida em que a política de microcrédito apresenta um desdobramento espacial. Em Itabaiana, o Programa Crediamigo possui mais de quinze mil clientes vinculados na agência bancária do município, que inclui clientes dos municípios de Areia Branca, Campo do Brito, Itabaiana, Frei Paulo, Macambira, Malhador, Moita Bonita, Nossa Senhora Aparecida, Ribeirópolis, São Domingos e São Miguel do Aleixo. Da clientela do Banco do Nordeste, inserida no Crediamigo, na região mais de 50% são da sede municipal de Itabaiana, demonstrando a intensa inserção dos moradores locais na lógica da financeirização sob o discurso da promoção do emprego e renda propiciando a captação de valor criado na esfera produtiva pelos trabalhadores para acumulação capitalista. Este município se destaca por ser conhecido pela sua “vocação empreendedora” como o local de vocação comercial, capaz de realizar o desenvolvimento pela capacidade empreendedora dos indivíduos constituindo-se em um espaço fecundo para mobilização e implementação de programas de crédito como o Crediamigo. Este é um dos programas mais efetivos no estado como revelam os balanços disponibilizados pelo BNB. Entretanto, o que se vê no Programa Crediamigo é o estímulo ao endividamento dos trabalhadores, os quais são induzidos ao término de cada quitação buscar novos empréstimos, funcionando como um círculo vicioso, que mantém os trabalhadores associados ao fomento das microfinanças e à transferência de valor para esfera finanaceira por meio do pagamento de empréstimos. Observou-se que na maioria das vezes, os tomadores de empréstimos dessa linha de financiamento estão inclusos em ocupações de baixa remuneração e informais, as quais oferecem pequena estabilidade financeira e nenhuma garantia trabalhista. Nesse sentido, revela-se a configuração de um programa que desfruta da precariedade dos sujeitos “beneficiados”, os quais são levados a ingressarem em uma linha de crédito por meio do consentimento da responsabilização do seu “sucesso” ou “fracasso” a partir do direito de possuir um negócio garantido pela liberação capital para sua abertura. Foi destacado também que apesar do Programa estar associado, em sua concepção, à oferta de acompanhamento e orientação, esta ocorre no momento da liberação do primeiro empréstimo, após este momento, há orientação apenas se houver problemas com o pagamento, revelando a natureza do Programa, atrelado à reprodução ampliada do capital via financeirização. Desse modo, a partir da realidade estudada, o Programa Crediamigo se destaca como catalisador para incluir a classe trabalhadora local no circuito capitalista, que necessita submeter todos no mercado de trabalho, não importa se através de relações de trabalho precárias, configurando uma inclusão restritiva, que não garante a realização humana. Foi identificado o envolvimento dos trabalhadores com formas precarizadas de trabalho e também como uma segunda renda para complementar outro tipo de atividade já realizada. Assim, a pesquisa apontou que para os envolvidos na política de microcrédito (Crediamigo), não é restrita a garantia de produção de emprego e renda, mas de sobrevivência diante do quadro da lógica destrutiva do capital que impõe a milhões de trabalhadores a condição de superfluidade.

  • PAULO HENRIQUE SILVEIRA LIMA
  • A CADEIA PRODUTIVA DA BORRACHA NATURAL BRASILEIRA
  • Orientador : DEAN LEE HANSEN
  • Data: 31/08/2016
  • Tese
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  • Esta tese analisa a cadeia produtiva da borracha natural brasileira. Como a borracha natural tem propriedades que nenhum outro produto possui, tais como resiliência, antiabrasividade, isolamento, impermeabilidade a líquidos e gases, é um produto insubstituível e estratégico. Portanto, além de ser utilizada na fabricação de mais de quarenta mil objetos, é essencial para a mobilidade humana, uma vez que é o principal componente na fabricação dos pneus utilizados nos meios de transporte mundiais, da bicicleta ao avião, além das naves aeroespaciais e das vedações nos transportes aquáticos. Visto que no atual período técnico-científico-informacional a informação se baseia na comunicação e na circulação, a borracha natural é um produto indispensável. Assim, a presente tese investiga os motivos do Brasil, país de origem da seringueira, ter perdido sua produtividade e competitividade, deixado de ser hegemônico e exportador, enquanto os países do Sudeste asiático que levaram ilegalmente as sementes de seringueira do Brasil assumiram a hegemonia da produção da borracha natural consumida no mercado mundial. O objetivo geral foi analisar a cadeia produtiva da borracha natural brasileira, demonstrando que a forma de uso da ciência, tecnologia e inovação (CT&I), das políticas e das estratégias públicas e empresariais, nas distintas regiões produtivas do país, têm sido determinantes nos resultados de produtividade e competitividade de toda a cadeia. O conceito de cadeia produtiva tem sido utilizado para encadear as diversas etapas e agentes envolvidos na produção, distribuição, comercialização, assistência técnica, crédito etc. e consumo de uma determinada mercadoria, a fim de permitir uma visão sistêmica, ao invés de fragmentada das diversas etapas pelas quais passa um produto, antes de alcançar o consumidor final. Esse conceito foi utilizado nesta tese como instrumento sistêmico e prospectivo para representar a produção de borracha natural no Brasil, comandada por agentes hegemônicos globais, representados pelas grandes redes de industriais de pneumáticos, mas com a etapa de cultivo da seringueira sendo processada localmente, pela agricultura familiar e usinas e/ou por sistemas agroindustriais. A metodologia utilizada nesta tese foi a coleta de dados em revistas especializadas, artigos e trabalhos científicos, sítios oficiais e privados, visitas a seringais, participação e pesquisa em congressos e entrevistas. Os resultados foram tabulados em gráficos, tabelas, mapas e painéis fotográficos. Uma das principais conclusões foi a de que enquanto os países asiáticos que levaram ilegalmente as sementes de seringueira do Brasil produzem cerca de 93% da borracha natural mundial, o Brasil que já produziu 100% desse total produz atualmente 1%; e que em toda a região Norte que já produziu 100% da borracha natural do país atualmente se produz cerca de 3%. Enquanto apenas o estado de São Paulo já produz 54% desse total, tornando-se o principal produtor do país, seguido pela Bahia com 17%. A explicação é que na cadeia produtiva de borracha natural da Ásia e nas regiões produtivas da cadeia em São Paulo e da Bahia os programas de estado e empresariais com aporte de ciência, tecnologia e inovação foram determinantes para essa boa produtividade e competitividade. Como essas tecnologias não estão igualmente distribuídas nas diversas regiões produtivas brasileiras, e nem em todos os setores da cadeia, o país tem tido baixa produtividade e competitividade. Até as modernas redes de pneumáticas brasileiras, o setor com melhor capacidade produtiva da cadeia, está perdendo competitividade para as pneumáticas da Europa e da Ásia.

  • REUEL MACHADO LEITE
  • A AGROECOLOGIA NECESSITA DE LICUTIXO: Contribuições do Método Camponês a Camponês e da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável à resistência camponesa em assentamentos de reforma agrária, Estância - SE .
  • Orientador : ERALDO DA SILVA RAMOS FILHO
  • Data: 31/08/2016
  • Dissertação
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  • Após a segunda guerra mundial, foi desenvolvida com o apoio de fundações privadas, como a Rockfeller, um pacote tecnológico chamado de Revolução Verde, baseado no uso de insumos químicos, agrotóxicos, na monocultura, e na seleção de sementes e de animais, na motorização e mecanização. Devido aos graves impactos deste modelo surgiram movimentos de agricultura alternativa, que possuem como base de sustentação a agroecologia. O objetivo de nossa dissertação é analisar a contribuição da Rede Camponês a Camponês (RCAC) e da tecnologia social Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS) para a resistência camponesa nos assentamentos de reforma agrária de Estância – Sergipe, tendo como recorte analítico as estratégias camponesas criadas para a construção/difusão da agroecologia. A RCAC está fundamentada na troca de saberes entre camponeses, tendo como base o Modo Camponês de Fazer Agricultura (MCFA) e a agroecologia. Já a PAIS é uma tecnologia social reaplicável, que visa a melhoria da alimentação de populações pobres no campo, bem como o aprendizado de conhecimento agroecológicos. Esta tem como um dos seus escopos empreendedorismo social e o combate a pobreza. Portanto, busca-se aqui analisar as contradições do processo de construção da agroecologia. Para tal, delimitamos como recorte empírico, três assentamentos de reforma agrária, a saber: Rosa Luxemburgo, 17 de abril e Paulo Freire II. Nossa pesquisa possui elementos quantitativos e qualitativos. Na primeira, reunimos dados do Sistema Nacional de Cadastro Rural, para nos auxiliar na leitura da estrutura fundiária sergipana e estanciana; dados do Relatório de Impactos Socioterritóriais (RIST), aplicados nos assentamentos supracitados; e por fim os dados do Senso Agropecuário, que nos auxiliou no tocando ao consumo de agrotóxicos e de adubos químicos e orgânicos. Em sua dimensão qualitativa, a partir da perspectiva da observação participante, buscamos participar dos intercambios da RCAC, além da aplicação de entrevistas semiestruturadas junto aos camponeses da rede. Para nos auxiliar em nossa análise da RCAC e do PAIS, nos valemos da leitura das disputas em torno dos territórios imateriais forjados a partir dos estudos agrários, que são eles: o Paradigma da Questão Agrária (PQA) e o Paradigma do Capitalismo Agrário (PCA). Uma das questões levantadas por nós neste estudo reside na relação que estes paradigmas possuem com a agroecologia praticada pela RCAC e pela PAIS. Outro elemento importante, se refere a análise da expanção do capital monopolista da citricultura em Sergipe, fundamental para enterdemos o processo de resistência no município de Estância. Este último processo está relacionado ao processo de territorialização do campesinato pela luta pela terra, pela luta na terra. A partir desta dissertação analisamos a contribuição da Rede de Camponês a Camponês (RCAC) e da tecnologia social Produção Agroelógica Integrada e Sustentável (PAIS) para resistência camponesa nos assentamentos de Estância – Sergipe. Abordamos também o papel ativo do campesinato ao selecionar e experimentar experiências, fato que permite à própria rede delimitar um conceito próprio de agroecologia. Demarcamos também o conceito de agroecologia estabelecido na RCAC e no PAIS. Após a segunda guerra mundial, foi desenvolvida com o apoio de fundações privadas, como a Rockfeller, um pacote tecnológico chamado de Revolução Verde, baseado no uso de insumos químicos, agrotóxicos, na monocultura, e na seleção de sementes e de animais, na motorização e mecanização. Devido aos graves impactos deste modelo surgiram movimentos de agricultura alternativa, que possuem como base de sustentação a agroecologia. O objetivo de nossa dissertação é analisar a contribuição da Rede Camponês a Camponês (RCAC) e da tecnologia social Produção Agroecológica Integrada e Sustentável (PAIS) para a resistência camponesa nos assentamentos de reforma agrária de Estância – Sergipe, tendo como recorte analítico as estratégias camponesas criadas para a construção/difusão da agroecologia. A RCAC está fundamentada na troca de saberes entre camponeses, tendo como base o Modo Camponês de Fazer Agricultura (MCFA) e a agroecologia. Já a PAIS é uma tecnologia social reaplicável, que visa a melhoria da alimentação de populações pobres no campo, bem como o aprendizado de conhecimento agroecológicos. Esta tem como um dos seus escopos empreendedorismo social e o combate a pobreza. Portanto, busca-se aqui analisar as contradições do processo de construção da agroecologia. Para tal, delimitamos como recorte empírico, três assentamentos de reforma agrária, a saber: Rosa Luxemburgo, 17 de abril e Paulo Freire II. Nossa pesquisa possui elementos quantitativos e qualitativos. Na primeira, reunimos dados do Sistema Nacional de Cadastro Rural, para nos auxiliar na leitura da estrutura fundiária sergipana e estanciana; dados do Relatório de Impactos Socioterritóriais (RIST), aplicados nos assentamentos supracitados; e por fim os dados do Senso Agropecuário, que nos auxiliou no tocando ao consumo de agrotóxicos e de adubos químicos e orgânicos. Em sua dimensão qualitativa, a partir da perspectiva da observação participante, buscamos participar dos intercambios da RCAC, além da aplicação de entrevistas semiestruturadas junto aos camponeses da rede. Para nos auxiliar em nossa análise da RCAC e do PAIS, nos valemos da leitura das disputas em torno dos territórios imateriais forjados a partir dos estudos agrários, que são eles: o Paradigma da Questão Agrária (PQA) e o Paradigma do Capitalismo Agrário (PCA). Uma das questões levantadas por nós neste estudo reside na relação que estes paradigmas possuem com a agroecologia praticada pela RCAC e pela PAIS. Outro elemento importante, se refere a análise da expanção do capital monopolista da citricultura em Sergipe, fundamental para enterdemos o processo de resistência no município de Estância. Este último processo está relacionado ao processo de territorialização do campesinato pela luta pela terra, pela luta na terra. A partir desta dissertação analisamos a contribuição da Rede de Camponês a Camponês (RCAC) e da tecnologia social Produção Agroelógica Integrada e Sustentável (PAIS) para resistência camponesa nos assentamentos de Estância – Sergipe. Abordamos também o papel ativo do campesinato ao selecionar e experimentar experiências, fato que permite à própria rede delimitar um conceito próprio de agroecologia. Demarcamos também o conceito de agroecologia estabelecido na RCAC e no PAIS.

  • VALDEMIR DOS SANTOS
  • DA ORGANIZAÇÃO À CRISE DO SISTEMA INTEGRADO DO TRANSPORTE COLETIVO NA GRANDE ARACAJU (1985 A 2015)
  • Data: 31/08/2016
  • Dissertação
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  • O espaço urbano das grandes metrópoles mundiais cada vez mais enfrenta
    dificuldades na forma de uso da mobilidade urbana e o transporte público coletivo ainda
    é o melhor modal a ser usado para essa finalidade. No Brasil não poderia ser diferente, o
    transporte público coletivo de passageiros é o grande responsável pela mobilidade da
    massa populacional de grandes e médios centros urbanos e o responsável pela formação
    da rede urbana a partir de seus traçados formados por ruas, avenidas, pontos de paradas
    e terminais de embarques e desembarques ligando os mais diversos pontos da(s)
    cidade(s). Porém, ao longo dos anos percebe-se que essa modalidade de transporte
    organizado para promover não só a mobilidade urbana, mas também o desenvolvimento
    dessas cidades vêm enfrentando uma grave crise estrutural, a qual reflete tanto em seus
    usuários quanto no uso do espaço urbano. Os municípios de Aracaju, Nossa Senhora do
    Socorro, São Cristóvão e mais recentemente, Barra dos Coqueiros, portanto, a região
    metropolitana de Aracaju com uma área total de 865,813 km² chamaram a atenção com
    seu sistema de integrado de transporte público coletivo de passageiros por ônibus, tanto
    pelos objetivos reais de sua criação quanto por sua crise estrutural, mas também por sua
    ilegalidade funcional. Esta pesquisa se justifica pela observância desses elementos
    assim como pela experiência de pesquisador do transporte público de passageiros dessa
    região metropolitana. Ademais, como continuidade do trabalho monográfico
    desenvolvido na graduação. O método de análise baseou-se na abordagem sistêmica
    enquanto que os procedimentos metodológicos basearam-se na elaboração de cartas
    temáticas, levantamentos bibliográficos e documentais, trabalho de campo, análise e
    tabulação dos dados coletados durante a pesquisa e redação final da pesquisa.
    Objetivou-se analisar o surgimento do sistema integrado de transporte público coletivo
    de passageiros por ônibus dentro das limitações estabelecidas pela escala espacial;
    avaliar as políticas públicas implantadas no sistema integrado ao longo dos 30 anos;
    identificar os elementos causadores da crise do sistema integrado e suas consequências
    no cotidiano dos seus usuários; avaliar o impacto da crise da mobilidade da população
    que depende do sistema integrado de transporte coletivo da Grande Aracaju; verificar a
    relação entre a urbanização e a oferta do transporte público na região da Grande Aracaju
    sob a luz do plano de mobilidade urbana dos municípios envolvidos e; analisar sob o
    ponto de vista da geografia regional as potencialidades e perspectivas de implantação de
    um plano de mobilidade metropolitano. Este trabalho poderá contribuir para os gestores
    públicos e privados (empresários do setor) na identificação dos nós que dificultam o
    bom andamento do sistema e assim desenvolver políticas públicas e privadas para sua
    melhoria, assim como na identificação da complexidade da mobilidade urbana dessa
    região para melhor empreender políticas corretivas melhorando a mobilidade da
    população.

  • GENIVÂNIA MARIA DA SILVA
  • O (DES) MASCARAMENTO DO DESENVOLVIMENTO LOCAL/SUSTENTÁVEL NO (DES) ENVOLVIMENTO DAS INDÚSTRIAS DE CERÂMICA VERMELHA E OLARIAS NO ESTADO DE SERGIPE
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 30/08/2016
  • Dissertação
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  • Como corolário das transformações implementadas pelo processo de restruturação produtiva e
    descentralização econômica, política e social no contexto de mundialização do capital, foi
    estruturado no Brasil nas últimas décadas do século XX, um novo modelo de desenvolvimento
    endógeno embasado na ideologia localista. O local passa a ser a nova escala de concentração de
    capitais, se apresenta como a saída para o capital remediar sua crise estrutural. As políticas locais
    passam a ser valorizadas pelo Estado neoliberal, o qual transfere para os atores locais o
    protagonismo de promoverem o desenvolvimento econômico e social a partir de estratégias
    empreendedoras que valorizem a cultura, as potencialidades do território e apresentem conotação
    sustentável. Neste contexto se revitaliza a atenção sobre os estudos dos Arranjos produtivos Locais,
    entendidos como catalisadores do desenvolvimento, uma “nova” proposta para organizar a produção
    econômica de um território, oportunizar emprego, renda e trabalho. A presença de olarias e de
    cerâmicas vermelhas em vários municípios do território sergipano tem despertado a atenção do
    Governo do Estado que embasado no desenvolvimento local/sustentável, passou a apoiar a junção
    destas indústrias em aglomerados produtivos, entendido como estratégia para dinamizar a economia
    do território, promover o desenvolvimento social, etc. Como os interesses do Estado imiscuir-se com
    os dos capital, o discurso do “novo” Desenvolvimento se traduz em mais uma forma dissimulada
    para assegurar a apropriação de novos territórios/espaços, exploração da força de trabalho e produção
    da natureza a serviço da acumulação do capital nesta atividade produtiva. Dessa forma, a presente
    pesquisa analisa o (des) envolvimento das indústrias de cerâmicas vermelhas e olarias no território
    sergipano sob a égide do discurso do desenvolvimento sustentável/local e seus rebatimentos na
    apropriação da natureza, do trabalho e do território a serviço da reprodução do capital. O estudo
    reconhece a necessidade de desmascarar esta ideologia do desenvolvimento que constrói uma
    sociabilidade de relações harmoniosas e autônomas entre os atores locais na promoção do
    desenvolvimento econômico e social, bem como na geração de emprego e trabalho e na produção
    sustentável das cerâmicas vermelhas e olarias, quando em essência serve para deslegitimar a
    produção desigual e contraditória do território, atribuindo-lhe conotação passiva entre os atores
    locais, ou seja, abstrai-se o conflito capital/trabalho, as relações de poder avivadas no local. O estudo
    foi realizado em uma pesquisa qualitativa através de referências bibliográficas e trabalho de campo
    que esteve alicerçado nos pressupostos do materialismo dialético e permitiu desnudar a
    incongruência do desenvolvimento local/sustentável nas aglomerações produtivas de cerâmica
    vermelha em uma sociedade capitalista fundada na desigualdade substantiva, bem como revelou os
    desdobramentos desse arranjo socioeconômico na produção do espaço e na intensificação do
    controle da natureza e do trabalho pelo capital.

  • JOSÉ LIMA DE REZENDE
  • ANÁLISE DO ARRANJO PRODUTIVO LOCAL DAS CARROCERIAS DE CAMINHÕES NO MUNICÍPIO DE ITABAIANA/SE
  • Orientador : SONIA DE SOUZA MENDONCA MENEZES
  • Data: 30/08/2016
  • Dissertação
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  • No atual mercado competitivo, reflexo do sistema capitalista, presenciamos a visão de que as empresas multinacionais são as responsáveis pelo desenvolvimento econômico de cidades e regiões devido ao seu forte capital financeiro e capacidade de absorção de mão-de-obra. Diantedessa realidade, encontramos teorias que afirmam a importância das atividades desenvolvidas no âmbito local, fortalecidas por suas potencialidades e alicerçadas pelas relações sociais dos atores, e que emergem como uma alternativa ao desenvolvimento vertical. Para estimular as atividades realizadas no território como uma estratégia de reprodução social e econômica que vai de encontro a lógica da atração de empresas multinacionais e transnacionais, conceitos, teorias estão sendo formuladas e reformuladas, e apontam a força das iniciativas locais como uma alternativa para o desenvolvimento territorial ancorada nas potencialidades, uma tendência construída a partir da difusão das pequenas e médias empresas na região Terceira Itália. Nas políticas de desenvolvimento territorial o papel das Micro e das Pequenas Empresas (MPEs) é relevante por incrementarem os fluxos econômicos em áreas onde inexiste a presença de indústrias ou corporações de grande porte, proporcionando um processo de crescimento econômico endógeno fortalecendo as relações econômicas horizontais que, em alguns casos, estão pautadas em tradições locais.Dentre os conceitos que emergem a partir da perspectiva do desenvolvimento lugar estão os Arranjos Produtivos Locais (APL), conformados por aglomerados produtivos de empresas que apresentam segmentos de atividades em comum e que contam como suas principais estratégias de crescimento o compartilhamento do conhecimento entre os grupos e apresenta características de competição e cooperação. A presente dissertação tem por objetivo analisar a configuração espacial do APL das carrocerias de caminhões no município de Itabaiana/SE e o rebatimento na economia do município.Para o cumprimento desses e de outros objetivos foram realizadas leitura da literatura, além de trabalhos de campo com aplicação de questionários e realização de entrevistas com atores ligados à temática.O presente Arranjo Produtivo conta com um total de 66 empresas voltadas a manutenção e fornecimento de equipamentos para os caminhões, desse total 16 são voltadas a fabricação de carrocerias, o destino da produção extrapola a fronteira estadual atingindo a escala regional. As empresas estão vinculadas aos grupos familiares e transmitidas às novas gerações que possibilitam das atividades. O APL das carrocerias de caminhões apresentaalém da troca de experiência e informações entre os atores envolvidos, a ajuda mutua entre os proprietários das empresas, entretanto, embora sejam reconhecidos como um APL em Sergipe, não contam com o apoio do poder público para incentivar e promover o desenvolvimento das atividades.

  • ERIKA MARIA DE OLIVEIRA
  • OS PARQUES EÓLICOS NA BAHIA: DO SENTIDO DE NATUREZA À PRODUÇÃO DO ESPAÇO
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 30/08/2016
  • Dissertação
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  • O presente estudo analisa a política de implantação de parques eólicos no semiárido do
    estado da Bahia, atenta para a perspectiva escalar, concernente aos propósitos, tomadas
    de decisões e rebatimentos da referida política. Busca-se explicar como se consolida a
    política energética pela via dos parques eólicos e como se estabelece a relação sociedade
    natureza, tendo em vista o usufruto dessa última como fonte energética renovável, de
    baixo custo, voltada para a comunidade local e/ou ainda como matéria prima para
    geração de mais valia. Nas últimas décadas os questionamentos sobre o futuro do
    planeta estão cada vez mais evidentes. As preocupações com o meio ambiente têm
    levantado discussões acerca do uso dos recursos naturais de forma sustentável. Dentro
    desse contexto o desenvolvimento industrial e tecnológico exigiu um aumento da
    demanda da produção de energia no mundo, fazendo com que o uso das fontes
    alternativas de energia para geração de eletricidade ganhasse prestígio,
    fundamentalmente pelo discurso de energias limpas e renováveis associado ao discurso
    da crise ambiental e da necessidade de promover o desenvolvimento de forma
    sustentável. Essas ideias vêm se disseminando no mundo, com propostas que, muitas
    vezes, analisam apenas a questão ambiental fora das relações sociais, fundamentadas na
    mudança do modo de vida das pessoas, ou seja, a possibilidade de mudança passa a ser
    dirigida pelo viés de uma educação ambiental, camuflando a lógica do modo capitalista
    de produção e a relação de exploração e sobre-exploração que este estabelece na
    apropriação da natureza, concedendo a ela um valor de troca e transformando-a em
    mercadoria para geração de lucro. Nessa direção, o uso dos ventos para geração de
    energia elétrica tem ocasionado o aumento da implantação de parques eólicos por todo
    o mundo. Nesse caminho, essa pesquisa trata de como a política se
    espacializa, altera as relações de produção e sociais e repercute na vida dos moradores
    das áreas ocupadas pelos empreendimentos.

  • GENIVÂNIA MARIA DA SILVA
  • O (DES) MASCARAMENTO DO DESENVOLVIMENTO LOCAL/SUSTENTÁVEL NO (DES) ENVOLVIMENTO DAS INDÚSTRIAS DE CERÂMICA VERMELHA E OLARIAS NO ESTADO DE SERGIPE
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 30/08/2016
  • Dissertação
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  • Como corolário das transformações implementadas pelo processo de restruturação produtiva e
    descentralização econômica, política e social no contexto de mundialização do capital, foi
    estruturado no Brasil nas últimas décadas do século XX, um novo modelo de desenvolvimento
    endógeno embasado na ideologia localista. O local passa a ser a nova escala de concentração de
    capitais, se apresenta como a saída para o capital remediar sua crise estrutural. As políticas locais
    passam a ser valorizadas pelo Estado neoliberal, o qual transfere para os atores locais o
    protagonismo de promoverem o desenvolvimento econômico e social a partir de estratégias
    empreendedoras que valorizem a cultura, as potencialidades do território e apresentem conotação
    sustentável. Neste contexto se revitaliza a atenção sobre os estudos dos Arranjos produtivos Locais,
    entendidos como catalisadores do desenvolvimento, uma “nova” proposta para organizar a produção
    econômica de um território, oportunizar emprego, renda e trabalho. A presença de olarias e de
    cerâmicas vermelhas em vários municípios do território sergipano tem despertado a atenção do
    Governo do Estado que embasado no desenvolvimento local/sustentável, passou a apoiar a junção
    destas indústrias em aglomerados produtivos, entendido como estratégia para dinamizar a economia
    do território, promover o desenvolvimento social, etc. Como os interesses do Estado imiscuir-se com
    os dos capital, o discurso do “novo” Desenvolvimento se traduz em mais uma forma dissimulada
    para assegurar a apropriação de novos territórios/espaços, exploração da força de trabalho e produção
    da natureza a serviço da acumulação do capital nesta atividade produtiva. Dessa forma, a presente
    pesquisa analisa o (des) envolvimento das indústrias de cerâmicas vermelhas e olarias no território
    sergipano sob a égide do discurso do desenvolvimento sustentável/local e seus rebatimentos na
    apropriação da natureza, do trabalho e do território a serviço da reprodução do capital. O estudo
    reconhece a necessidade de desmascarar esta ideologia do desenvolvimento que constrói uma
    sociabilidade de relações harmoniosas e autônomas entre os atores locais na promoção do
    desenvolvimento econômico e social, bem como na geração de emprego e trabalho e na produção
    sustentável das cerâmicas vermelhas e olarias, quando em essência serve para deslegitimar a
    produção desigual e contraditória do território, atribuindo-lhe conotação passiva entre os atores
    locais, ou seja, abstrai-se o conflito capital/trabalho, as relações de poder avivadas no local. O estudo
    foi realizado em uma pesquisa qualitativa através de referências bibliográficas e trabalho de campo
    que esteve alicerçado nos pressupostos do materialismo dialético e permitiu desnudar a
    incongruência do desenvolvimento local/sustentável nas aglomerações produtivas de cerâmica
    vermelha em uma sociedade capitalista fundada na desigualdade substantiva, bem como revelou os
    desdobramentos desse arranjo socioeconômico na produção do espaço e na intensificação do
    controle da natureza e do trabalho pelo capital..

  • JOSÉ EDSON OLIVEIRA SIQUEIRA
  • FINANCEIRIZAÇÃO DA ECONOMIA E CAPITAL IMOBILIÁRIO NO ESPAÇO AGRÁRIO DA COLÔNIA TREZE-LAGARTO/SE.
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 30/08/2016
  • Dissertação
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  • As crises porque passa o capitalismo contemporâneo revela sua face contraditória que se faz em
    meio a sua própria condição de existência como sistema que se reproduz através da acumulação de
    riqueza. Pensar em crise advinda da superacumulação ou do excedente de capital é compreender
    que existem contradições fortemente enraizadas no seio do próprio modelo criado. A crise
    econômica ocorrida nos Estados Unidos no ano de 2008 afetou o setor imobiliário, suscitando
    novos interesses entre os distintos agentes do capital na era da financeirização da economia -
    capital financeiro. Constata-se a partir de então que a política habitacional assume papel
    importante na captação de novos espaços e, consequentemente, de lucro para sanar os impactos
    da crise. Nesse contexto o meio rural do Povoado Colônia Treze, situado no município de Lagarto,
    estado de Sergipe, tem recebido projetos habitacionais para beneficiar a população de baixa renda
    pelo Programa de Arrendamento Residencial através da ação do Estado. O uso social da terra tem
    recebido novos contornos, o que influi no uso social da terra agrícola e no seu valor de troca. Tem-
    se a configuração de novos rearranjos espaciais na região a partir da supressão dos hábitos rurais e
    a entrada de equipamentos urbanos, como necessidade dos órgãos supranacionais com a chamada
    financeirização da economia. A estrutura fundiária e o uso da terra no Brasil tem se pautado como
    componentes estruturais da desigual distinção de classes sociais e configura os interesses dos
    proprietários dos meios de produção como instrumento de controle socioterritorial e manutenção
    do sistema econômico, tendo como aporte a máquina estatal. Atualmente as investidas do capital
    aproximam campo e cidade, como forma de garantir sua reprodução ampliada a partir da
    metamorfose nos espaços rurais, síntese da mudança no uso do solo. A presente investigação
    pretende refletir sobre os impactos da crise de 2008, através das atuais políticas públicas de
    habitação; analisar como tais políticas remodelam o espaço da referida Colônia e como afetam o
    uso social da terra. Para o cumprimento desses e de outros objetivos foram realizadas leitura da
    literatura especializada sobre o estado da arte, associados à leitura crítica da realidade empírica do
    município de Lagarto; entrevistas; registro fotográfico da/na área de estudo. A coleta de dados
    quantitativos fez-se junto ao IBGE, Ministério do Trabalho e Ministério da Agricultura, na Secretaria
    Municipal de Saúde e na Coopertreze (Cooperativa Mista dos Agricultores do Treze).Percebe-se que
    a política habitacional, símbolo do capital financeiro em meio a crise, tem causado mudanças na
    estrutura organizacional do lugar: mudança na legislação municipal – criação da área de expansão
    urbana - para atendimento aos ditames do capital fictício imobiliário; valorização fundiária; maior
    poder de atuação dos órgãos financiadores - bancos; alteração no perfil do trabalho das pessoas,
    menor ligação com a terra agrícola e maior dependência do setor secundário e terciário.

  • LEIDE MARIA REIS DOS SANTOS
  • ESTADO E DESENVOLVIMENTO: UMA ANÁLISE DOS MERCADOS INSTITUCIONAIS E DO PROGRAMA NACIONAL DE HABITAÇÃO RURAL EM ALAGOAS E SERGIPE
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 30/08/2016
  • Tese
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  • No Brasil, além dos fatores externos a partir da mundialização do capital, o enfoque dos problemas
    estaria nos gargalos históricos e conjunturais que impedem o desenvolvimento de forma homogênea.
    Daí a urgência por políticas sólidas e articuladas que mudem o contexto vigente. Entretanto, é sabido
    que existe um grande paradoxo quando se discute desenvolvimento, mas não se dilui a estrutura
    política que propicia a permanência e ampliação dos privilégios da elite e, consequentemente, do
    poder. Então como vencer esse contrassenso, em que a qualidade de vida é um privilégio de alguns e
    uma realidade tão distante de milhares? Urge refletir, de fato, sobre os caminhos para o real
    desenvolvimento. Nesse sentido, o presente estudo constitui uma investigação científica qualitativa
    norteada pelo método empírico-analítico, por entender que os eventos só podem ser apreendidos a
    partir da análise dos fatores desencadeantes no espaço-temporal, somando-se ao trabalho de campo
    realizado junto aos atores sociais. O estudo teve como objetivo analisar a relação entre Estado e
    desenvolvimento considerando os interesses do poder externo e interno, bem como analisou as
    políticas públicas de governo voltadas ao espaço rural, observando seus efeitos e o arranjo
    institucional. Os programas de Aquisição de Alimentos (PAA), Alimentação Escolar (PNAE), e de
    Habitação Rural (PNHR) foram analisados nos estados de Alagoas e Sergipe partindo do pressuposto
    que as políticas sociais além de serem importantes para a geração de renda e para a redução do êxodo
    rural, também possibilitam a união da família nas atividades laborais, tornando-se, assim, relevante
    discutir a agricultura familiar na perspectiva das políticas públicas. Para tanto, a literatura clássica e a
    abordagem contemporânea foram utilizadas visando compreender as diversas intenções e práticas
    políticas que, atreladas ao sistema do capital, fragilizam as tentativas de desenvolvimento nos países
    socialmente atrasados. E nesse contexto, a Geografia exerce um papel importante por extrair a
    essência dos discursos e dos aspectos paisagísticos, contribuindo para a construção do pensamento
    crítico e atuante frente aos problemas. Assim, a temática sobre o Estado e o desenvolvimento está no
    cerne da análise, entendendo que a desigualdade socioespacial é inerente ao sistema capitalista e
    reflete a diversidade de interesses no espaço geográfico. Dessa forma, não se pode pensar o rural ou
    almejar que o país se desenvolva sem a articulação de políticas públicas. Conclui-se, portanto, que a
    renda e o domicílio são duas condições importantes para o agricultor permanecer no campo, mas a
    autonomia do mesmo está vinculada a comercialização, e nesse sentido, capacitar os agricultores e
    fortalecer as cooperativas são dois caminhos para que o desenvolvimento rural seja possível.

  • RICARDO SANTOS DE ALMEIDA
  • AGRONEGÓGIO CANAVIEIRO EM ALAGOAS: CONTROLE DO TERRITÓRIO E LUTA POR TERRA
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 30/08/2016
  • Dissertação
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  • Essa pesquisa explica a produção do espaço rural alagoano a partir da ocupação e uso da
    terra pelo agronegócio canavieiro. Considera-se que a atividade econômica agroindustrial é
    alimentada pelos privilégios do grupo social que controla a política, expondo, dessa forma,
    os tentáculos políticos dessa atividade econômica no estado. A relação entre o sistema
    econômico do engenho de açúcar (aqui considerado na sua relação com o sistema político) e
    o processo de reestruturação produtiva realizado desde as duas últimas décadas do século
    XX, vem explicar por que a atividade canavieira em Alagoas se mantém e sua relação com a
    continuidade da pobreza, que é visualizada cotidianamente na paisagem. Ao mesmo tempo,
    quais as estratégias encontradas pelos trabalhadores rurais sem acesso á terra para se
    reproduzirem socialmente. As resistências de movimentos sociais existentes no território nos
    municípios Junqueiro, Campo Alegre e Teotônio Vilela, reafirmam a luta no campo em
    terrenos de usinas ou de grupos empresariais canavieiros. Nessa direção, a pesquisa mostra a
    inevitabilidade de interpretar o processo e as heranças históricas para desvendar os
    rebatimentos da reestruturação produtiva do agronegócio na vida da população camponesa.
    A sujeição da terra ao capital nessa realidade é um quadro viabilizado por ações políticas e
    econômicas que demarcam o estado de Alagoas. Neste sentido, a reestruturação produtiva na
    atividade canavieira traduz-se no fortalecimento do agronegócio reafirmando a permanência
    da base oligárquica rural que há séculos exerce seu poderio sobre o território alagoano.

  • RICARDO SANTOS DE ALMEIDA
  • AGRONEGÓGIO CANAVIEIRO EM ALAGOAS: CONTROLE DO TERRITÓRIO E LUTA POR TERRA
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 30/08/2016
  • Dissertação
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  • Essa pesquisa explica a produção do espaço rural alagoano a partir da ocupação e uso da
    terra pelo agronegócio canavieiro. Considera-se que a atividade econômica agroindustrial é
    alimentada pelos privilégios do grupo social que controla a política, expondo, dessa forma,
    os tentáculos políticos dessa atividade econômica no estado. A relação entre o sistema
    econômico do engenho de açúcar (aqui considerado na sua relação com o sistema político) e
    o processo de reestruturação produtiva realizado desde as duas últimas décadas do século
    XX, vem explicar por que a atividade canavieira em Alagoas se mantém e sua relação com a
    continuidade da pobreza, que é visualizada cotidianamente na paisagem. Ao mesmo tempo,
    quais as estratégias encontradas pelos trabalhadores rurais sem acesso á terra para se
    reproduzirem socialmente. As resistências de movimentos sociais existentes no território nos
    municípios Junqueiro, Campo Alegre e Teotônio Vilela, reafirmam a luta no campo em
    terrenos de usinas ou de grupos empresariais canavieiros. Nessa direção, a pesquisa mostra a
    inevitabilidade de interpretar o processo e as heranças históricas para desvendar os
    rebatimentos da reestruturação produtiva do agronegócio na vida da população camponesa.
    A sujeição da terra ao capital nessa realidade é um quadro viabilizado por ações políticas e
    econômicas que demarcam o estado de Alagoas. Neste sentido, a reestruturação produtiva na
    atividade canavieira traduz-se no fortalecimento do agronegócio reafirmando a permanência
    da base oligárquica rural que há séculos exerce seu poderio sobre o território alagoano.

  • ALESSANDRA MAGDA DOS SANTOS DE SOUZA
  • CONDOMÍNIOS HORIZONTAIS EXCLUSIVOS E A DINÂMICA SOCIOESPACIAL NA REGIÃO METROPOLITANA DE ARACAJU (SE)
  • Data: 23/08/2016
  • Tese
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  • Os condomínios horizontais exclusivos (CHE’s) são, na atualidade, motivo de discussão pelo que representam e significam no espaço urbano-regional das cidades contemporâneas. Recortados fisicamente no espaço, os condomínios são considerados como novas formas de segregação socioespacial. No Litoral Metropolitano de Aracaju (LMA), o caráter híbrido do fenômeno, pelo confluir do morar e do veranear, do velho e do novo, do urbano e do rural, do público e do privado, dá o tom da complexidade deste objeto geográfico. A presente tese baseia-se na discussão que esses novos habitats urbanos configuram-se como um elemento que atua diretamente na reconfiguração do espaço urbano-regional em questão e que se constitui como uma das feições da urbanização difusa que se desenha nas últimas décadas. No processo de investigação da pesquisa foram utilizados os seguintes procedimentos metodológicos: levantamento e leitura da produção bibliográfica referente ao tema proposto para pesquisa; coleta e organização dos dados secundários: pesquisa documental, cartográfica e estatística; análise de EIA – RIMAS e Planos Diretores, assim como visitas ao site de incorporadoras afim de observar como estas atuam na promoção dos produtos imobiliários; observação e registro fotográfico in lócus; realização de entrevistas aos condôminos; elaboração de material cartográfico; análise e interpretação dos dados. Para que a explicação da realidade a que este trabalho se propôs fosse possível, partiu-se do princípio do movimento e da totalidade geográfica pela compreensão de que os processos adquirem significado quando tomam forma, a forma-conteúdo. A abordagem se fez de forma mais qualitativa com foco na explicação dos processos que caracterizam o fenômeno dos CHE’s. A presente tese teve por objetivo analisar a dinâmica socioespacial do LMA com enfoque nos condomínios horizontais exclusivos. Buscou-se explicar a gênese, o significado, as intencionalidades e os desdobramentos socioespaciais desta forma de segregação e produto imobiliário específico dentro do contexto urbano regional. O poder público, o mercado imobiliário e os condôminos representam a força que atuam mais diretamente na expansão e proliferação de residências para primeira ou segunda residência nessa forma de habitate assentamento no litoral ou no campo do LMA. Identificou-se dois momentos do fenômeno dos CHE’s no LMA. Primeiro, na década de 1990, com o surgimento e a expansão dos condomínios de praia no setor costeiro da Zona de Expansão de Aracaju pela participação do capital imobiliário local. E posteriormente, no início do século XXI, e ainda em processo de expansão, o mercado imobiliário regional, nacional e internacional passa a atuar em setores específicos do litoral metropolitano, no setor praiano da Barra dos Coqueiros e na zona rural do município de São Cristóvão com o lançamento de condomínios com formas e conteúdos mais complexos diante da gama de atividades e serviços que estes dispõem. A localização destes empreendimentos próximos a importantes eixos estruturantes implantados pelo poder público, como a ponte Construtor João Alves, a BR 235, agora duplicada, e as rodovias estaduais SE 100 e SE 050, faz do fenômeno um vetor na (re)estruturação dos espaços dispersos e desconectados do núcleo urbano da capital. Os promotores imobiliários,representantes do capital local, regional, nacional e internacional, desempenham papel crucial na venda e comercialização deste produto imobiliário que se torna cada vez mais um sonho de consumo e um símbolo da autorrealização das camadas solváveis da população. O olhar dos condôminos elucidou as mudanças nas práticas socioespaciais que o morar e o veranear nestes espaços residenciais fechados tem implantado no litoral metropolitano e ajuda a explicar a autossegregação que se processa.

  • OZÉAS PÉRICLES SILVA DAMASCENO
  • A Influência da barragem Dionísio de Araújo Machado no uso e ocupação do solo de seu entorno
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 16/08/2016
  • Dissertação
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  • A construção de barragem no Brasil está ligada às políticas assistencialistas dos múltiplos benefícios relacionados aos recursos naturais para população com vistas a minimizar os impactos da seca, objetivando o controle governamental do território através da exploração hídrica. No Nordeste, as construções das primeiras barragens foram voltadas, principalmente, para a apropriação dos recursos naturais no combate à seca, vislumbrando a irrigação no abastecimento dos núcleos populacionais e na continência dos processos migratórios para as regiões metropolitanas do país. Com base nessas premissas, a presente pesquisa tem o objetivo de analisar a influência da barragem Dionísio de Araújo Machado no uso e ocupação do solo de seu entorno, no período de 1983 a 2015. Para o cumprimento desse e de outros objetivos específicos delineados foram adotados procedimentos metodológicos distintos, associados a diferentes etapas. A criação da referida barragem se deu com o investimento de políticas públicas voltadas para a irrigação agrícola, a fim de amenizar os possíveis impactos socioambientais provocados nos períodos de estiagens prolongadas. Assim, o Projeto Perímetro Irrigado do Piauí executado pela COHIDRO intensificou na área o uso e ocupação do solo, muito embora não houvesse essa mesma intenção por parte do Estado em estimular o processo migratório no território específico da barragem que tinha sido construída com outra finalidade. Neste sentido, constatou-se que a construção da barragem acabou por atrair durante mais de três décadas uma leva da população de baixo poder aquisitivo, em sua maioria, da cidade de Lagarto, além de outros provenientes de diversas cidades sergipanas e estados vizinhos de Alagoas e Bahia. A ocupação, portanto, ocorreu de forma irregular, não tendo os moradores, até o presente momento, um título formal de propriedade da terra, apesar de alguns poucos já pleitearem na justiça comum estadual o domínio de propriedade pelo tempo de posse e ocupação, mesmo sabendo que é um bem de domínio público. Conclui-se, entretanto, que a área do entorno da barragem atende a diversas finalidades quanto ao uso e ocupação, servindo como moradia de primeira e segunda residências, turismo e lazer, pesca, criação de animais e outras categorias de uso.

  • FELIPPE PESSOA DE MELO
  • RISCO AMBIENTAL E ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO EM GARANHUNS/PE
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 09/08/2016
  • Tese
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  • O presente trabalho tem como objetivo analisar os riscos geoambientais e suas

    relações com o ordenamento territorial em Garanhuns - PE. A área em questão, com

    o transcorrer das décadas, passou por intrínsecas transformações na sua dinâmica

    socioespacial e ambiental, tendo como divisor de águas a política nacional de

    erradicação do café em áreas consideradas com baixa produtividade, implantada

    pelo então Instituto Brasileiro do Café (IBC) em 1965. A ruptura do modelo de

    produção do campo de agrícola para pecuarista, desencadeou dois fenômenos de

    imediato e em duas frentes. No campo, estimulou a remoção das coberturas

    vegetais remanescentes para maximização dos pastos, logo o modelo implantado foi

    pecuarista (leiteiro/extensivo), o que também causou deslocamento de contingentes

    populacionais para zona urbana, já que a mão de obra do agricultor foi substituída

    pela do vaqueiro. Na poligonal urbana e suas adjacências ocorreu um incremento

    populacional abrupto, com ênfase para os limites periurbanos em sua maioria

    situados nas encostas dos vales, os quais apresentam uma elevada amplitude

    topográfica e uma suscetibilidade natural a movimentos de massas. A tríade

    ordenamento territorial, fugaz ruptura do modelo econômico e acelerada

    maximização do perímetro urbano, configurou um cenário geoambiental

    desequilibrado, o qual coloca em risco a população, principalmente os habitantes

    que estão assentados nas encostas e fundos de vales. Para subsidiar a análise,

    interpretação e confecção dos produtos cartográficos pertinentes à temática, a

    presente pesquisa além de realizar um levantamento do estado da arte para

    problemática supracitada, foi subsidiada pelas geotecnologias do sensoriamento

    remoto e sistemas de informações geográficas (SIGs), usando uma diversificada

    base de dados geoespaciais. Ciente de que os procedimentos geoestatísticos são

    de suma importância para a interpolação das informações em um banco de dados

    (BD), optou-se por utilizar a krigagem devido suas características possibilísticas, ou

    seja, os valores máximos e mínimos adicionados no BD são extrapolados,

    operacionalizando o procedimento de estimativa de possíveis realidades futuras e

    pretéritas, e de reconstituição de cenários atuais.

  • DANIELLA PEREIRA DE SOUZA SILVA
  • "ARRUANDO" VEJO HOMENS, RIO, PEDRA & CAL: ADES-RE-PATRIMONIALIZAÇÃO DO SÍTIO HISTÓRICO TOMBADO DE PENEDO-AL.
  • Orientador : MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS
  • Data: 25/07/2016
  • Tese
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  • A patrimonialização entendida como processo de ressignificação dos lugares tem criado conflitos como consequência da sua territorialização em territórios preexistentes, forçando um encontro entre cultura, hábitos, modos e estilos de vida consolidados e singulares, e o competitivo mercado turístico das cidades-patrimônio. O presente estudo pretendeu compreender como a patrimonialização é processada institucionalmente ecomo é percebida cotidianamente pela população dos sítios históricos tombados considerando a sua relação com os agentes da patrimonialização e a paisagem cultural. Selecionamos o município de Penedo, localizado na região do Baixo São Francisco alagoano, por ser tombado a nível federal, estadual e municipal. Como objetivo geral, buscamos entender quais mecanismos, processos, estratégias e conflitos estão na base do processo patrimonializador do sítio histórico tombado de Penedo-AL, explicitando a complexidade das relações travadas entre os agentes externos e internos da patrimonialização e a população daquela área para viabilizá-lo. A pesquisa desenvolveu-se tomando como caminho metodológico a abordagem qualitativa e procurou ater-se a três questões estruturantes: as mudanças e permanências no município de Penedo como fatores contributivos do processo patrimonalizador em suas várias dimensões; as múltiplas percepções da/na paisagem-patrimônio e, a patrimonialização percebida como processo des-re-territorializador. As reflexões em torno destas questões permitiram concluir que o processo de patrimonialização afetaa percepção da paisagem cultural pela população residente bem como pelos empresários/autônomos que “usam” o sítio histórico; que como processo institucional ainda persiste fragilidades nas políticas e nas gestões, no caso de Penedo, nas escalas municipal, estadual e federal.Ademais, a mercantilização dos lugares com vistas à competitividade no setor turístico os conduz a um processo de des-re-patrimonialização que vai se concretizando num continuum baseado na i-mobilidade da população dos sítios históricos tombados, na medida em que novos sentidos estão sendo concebidos e novas funções estabelecidas devido à valorização do patrimônio com a normatização e não pela vivência.

  • GLEISE CAMPOS PINTO SANTANA
  • O CRÉDITO CONSIGNADO NO QUADRO DA APOSENTADORIA RURAL NO CAMPO SERGIPANO
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 07/07/2016
  • Tese
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  • Esse estudo analisa a inserção do capital financeiro no campo a partir do crédito consignado destinado aos aposentados rurais. O propósito é avaliar a funcionalidade da aposentadoria rural no contexto atual das relações capitalistas, tendo em vista que o aposentado tem acesso direto ao sistema de crédito que cada vez mais aprisiona a sua renda tornando-o refém do sistema financeiro. A pesquisa reconhece a dinâmica da produção do espaço e destaca a importância de desnudar suas formas de produção diferenciadas. Assim sendo, entende-se que o espaço rural vem sendo incorporado ao sistema sociometabólico do capital, cada vez de forma mais dinâmica, expondo as relações combinadas que favorecem a sua reprodução ampliada. O campo, nesse interim, aparece como o lugar a ser modificado. Toda sorte de investimentos “alternativos” à produção camponesa é sugerido. Destaca-se que, combinadamente à lógica do desenvolvimento rural na atualidade, um propósito de mascaramento da centralidade que a terra continua a exercer para a reprodução social das populações que vivem nessa parcela do espaço, se apresenta como central para o Estado e o capital. Diante disso é que se faz necessário analisar o espaço rural como parte da totalidade, de modo a expor sua dependência em relação ao Estado e ao mercado. Esse Estado aliado do capitalismo,tem colocado os idosos aposentados do espaço rural cada vez mais preso ás amarras da financeirização, uma vez que junto com a conquista da aposentadoria rural assegurada pela Seguridade Social, vem o fetiche do dinheiro fácil do sistema de crédito. Nos limites dessa dependência a aposentadoria rural ganha relevância social e importância econômica no campo brasileiro.

  • MAX CARDOSO SILVA
  • Degradação ambiental e áreas suscetíveis à desertificação antrópica no município sergipano de Nossa Senhora da Glória
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 01/07/2016
  • Dissertação
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  • A humanidade tem evidenciado significativas mudanças no meio ambiente ocasionando impactos de diferentes naturezas na biosfera. A desertificação por exemplo, constitui um grave problema nos ambientes em que ocorre. No Brasil as áreas suscetíveis a esse processo localizam-se no Sertão nordestino, onde se situa o município sergipano de Nossa Senhora da Glória, objeto deste estudo. A presente pesquisa visou analisar a degradação ambiental e o processo de desertificação antrópica no município sergipano de Nossa Senhora da Glória. Assim, para atingir esse e outros objetivos específicos utilizaram-se diversos procedimentos metodológicos associados a diferentes etapas, destacando-se entre eles o levantamento de dados bibliográficos e de outros documentos que se mostraram úteis para a investigação do objeto, além das atividades de campo. Os resultados desse estudo mostram que no referido município evidencia-se em diferentes localidades do espaço rural a predominância de áreas degradadas e suscetíveis ao processo de desertificação antrópica, ainda em condições reversíveis com aplicação de medidas eficazes de combate ao fenômeno. No que pese as atividades humanas ou antrópicas detectou-se como responsáveis por suas causas imediatas o sobrecultivo, o pastoreio excessivo, o desmatamento e a irrigação inadequada. Além disso, há de se reconhecer outras causas mais profundas diretamente ligadas a pobreza que não deixam outra alternativa aos agricultores a não ser retirar o máximo da terra para satisfazer as suas necessidades imediatas, ainda que comprometendo sua subsistência a longo prazo. Por outro lado, a situação de vulnerabilidade socioeconômica da população sertaneja do município apresentando baixos índices de renda, expectativa de vida, baixa produtividade econômica, concentração de terras e de riqueza em poder de poucos, ainda é agravada pelas secas periódicas que assolam a região semiárida. Disso conclui-se que, toda essa situação repercute no agravamento dos problemas ambientais que para serem transpostos dependem de ações que vão além de políticas setoriais e de orientação remedial.

  • ELIETE FURTADO CECÍLIO E SILVA
  • Campo da Fé: Território e Territorialidades dos peregrinos sergipanos na Jornada Mundial da Juventude: Rio de Janeiro/2013.
  • Orientador : MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS
  • Data: 22/06/2016
  • Dissertação
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  • Escolhemos para nosso estudo a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que ocorreu em julho de 2013 no Rio de Janeiro, por possibilitar a análise sobre os territórios e as territorialidades “construídas” pelos peregrinos sergipanos nesse evento. Dessa forma objetivamos: Identificar os territórios sagrados que se fizeram e se desfizeram na JMJ; Apreender as territorialidades do movimento leigo sergipano e sua participação na JMJ, bem como, Compreender o significado e as atitudes dos peregrinos sergipanos antes durante e após a JMJ. A pesquisa configurou-se como qualitativa. Utilizamos de levantamentos documental e fotográfico, diário de campo e entrevistas. Durante a JMJ a fé e a força do cristianismo se materializaram em vários territórios sagrados como o palco central na praia de Copacabana, as catequeses realizadas na parte da manhã e, em múltiplos micro territórios da Feira Vocacional e da ExpoCatólica, onde o sagrado se manifestou. A JMJ foi importante para os peregrinos sergipanos que se mobilizaram, congregaram e construíram redes de amizades. Ela proporcionou a organização de comunidades missionárias em nível local, como em Sergipe, e, o encontro de jovens e comunidade de jovens de várias partes do Brasil e de países de todos os continentes. Os peregrinos sergipanos participaram de várias atividades sociais e culturais como intercâmbios trocas de souvenires e também como turistas religiosos, sem, contudo se afastarem da condição de peregrino. Os peregrinos sergipanos se mantiveram motivados e comprometidos com as ações missionárias tanto que após a JMJ, pudemos acompanhar as atividades por eles desenvolvidas em 2014 e 2015, no Dia Nacional da Juventude. Nesse sentido afirmamos a importância religiosa, social e econômica das práticas e vivências ocorridas durante a JMJ, não somente para os peregrinos sergipanos, mas em também nas escalas regional e mundial.


  • CLAUDIO ROBERTO BRAGHINI
  • GESTÃO TERRITORIAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NO LITORAL SERGIPANO.
  • Data: 31/05/2016
  • Tese
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  • As unidades de conservação (UC) são espaços patrimonializados pelo Estado e se inserem na
    dinâmica das transformações territoriais, o que atribui desafios à gestão no sentido da governança
    e de seu papel na resiliência das comunidades locais. Dessa forma, objetivou-se analisar a gestão
    territorial de três UC do litoral sergipano: Reserva Biológica (REBIO) de Santa Isabel, em Pirambu e
    Pacatuba, Área de Proteção Ambiental (APA) Morro do Urubu, em Aracaju, e Reserva Particular do
    Patrimônio Natural (RPPN) do Caju, em Itaporanga D’Ajuda, em termos de avanços e desafios para
    a governança. A gestão desses espaços foi pensada a partir da visão sistêmica com aproximação às
    ideias de Milton Santos, de território em transformação e indissociabilidade entre sistemas de
    objetos e ações. Foram realizadas entrevistas, visitas de campo e questionários. O método de
    Avaliação e Priorização da Gestão de UC (RAPPAM) permitiu diálogos com gestores e análise da
    efetividade da gestão. A governança foi analisada em três níveis: geral; institucional e local.
    Observam-se condicionantes históricos do ambientalismo/conservacionismo sobre sistemas de
    áreas protegidas no mundo, com crescente interface entre financiadores, organizações
    intergovernamentais e não-governamentais, e institucionalização das questões ambientais sob a
    égide da democracia e do desenvolvimento sustentável. As concepções biológicas/ecológicas são
    referenciais à gestão das UC e se direcionam para padrões complexos e gestão para resultados. No
    Litoral de Sergipe a ocupação territorial evidencia o papel do Estado na dinâmica espacial via
    construção de infraestrutura relacionada com turismo e expansão imobiliária. Ao mesmo tempo,
    há comunidades com vulnerabilidade social significativa. REBIO e RPPN apresentam no entorno
    atividades como pesca artesanal, extrativismo, agricultura familiar e criação de gado, enquanto que
    na APA a ocupação urbana avança sobre seus limites. Observa-se governança frágil nas três UC
    vinculadas à efetividade da gestão. A gestão da REBIO tem estrutura organizacional sólida e atua
    na perspectiva de governança, com Conselho Consultivo atuante, e enfrenta conflitos com a
    indefinição legal do polígono e inexistência do Plano de Manejo. Há também relação conflitiva com
    o Projeto TAMAR, imbricada historicamente. A APA não possui Plano de Manejo e exibe fragilidade
    organizacional da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos que afeta a gestão. O Conselho
    inativo gerou insatisfação dos membros diante das transformações do entorno. A RPPN tem Plano
    de Manejo que prevê uma comissão gestora, apresenta autonomia para captação de recursos, mas
    a continuidade das ações depende dos mecanismos da chefia da Embrapa. As ameaças na REBIO
    sinalizam conflitos socioambientais se houver restrição das atividades coercitivamente, o que
    agravaria a vulnerabilidade e afetaria a governança. Na APA a ocupação urbana sugere articulação
    ineficiente entre Estado e Município no ordenamento territorial. As ameaças da RPPN se vinculam
    ao manejo do fogo em propriedades de construtoras, além de grupos extrativistas e visitantes para
    lazer. As UC materializam ideias vinculadas à proteção de natureza, biodiversidade e meio
    ambiente, mas a concepção de produção de natureza sob o viés social, e a perspectiva de
    complexidade, ampliam o entendimento da dinâmica territorial e do papel da gestão na resiliência
    das comunidades socialmente vulneráveis.

  • PAULO ADRIANO SANTOS SILVA
  • TRANSFORMAÇÕES NA ORGANIZAÇÃO PRODUTIVA DA AGRICULTURA CAMPONESA:UM ESTUDO DA PRODUÇÃO DE ABACAXI EM SERGIPE.
  • Orientador : SONIA DE SOUZA MENDONCA MENEZES
  • Data: 31/05/2016
  • Dissertação
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  • Impulsionado pelo Estado, o projeto de modernização da agricultura no Brasil estimulou o uso de tecnologias agrícolas, a exemplo da maquinização e da quimificação do campo, para aumentar os níveis de produtividade e de produção agrícola. O uso de tratores, colheitadeiras, agrotóxicos, além da política de extensão rural e, sobretudo da política de distribuição de crédito agrícola, consolidaram a Revolução Verde no nosso país. A modernização da agricultura alterou de forma antagônica, política, ambiental e social, a dinâmica agrária brasileira, protagonizando a edificação do capital industrial e o aumento dos níveis produtivos, bem como uma expressiva migração campo-cidade, intensificada mediante as modificações da estrutura econômica e nas relações de trabalho existentes na zona rural brasileira. A inserção desse novo padrão produtivo também provocou transformações para os camponeses que permaneceram com a posse da terra, que se envolveram, principalmente a partir da criação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf, com as cadeias produtivas comerciais. Nessa perspectiva, a presente dissertação busca analisar as transformações e implicações, na organização produtiva da agricultura camponesa, decorrentes do uso de novas tecnologias nas lavouras de abacaxi do Estado de Sergipe. Para alcançarmos os objetivos propostos neste estudo, a presente pesquisa adotou os seguintes procedimentos metodológicos: Levantamento bibliográfico; pesquisa documental; levantamento empírico; sistematização e análise dos dados; reflexão dos resultados. Com base nas premissas, constatadas nesta pesquisa, concluímos que a tentativa do Estado, de inserir os pacotes tecnológicos, profissionalizar o camponês, promover a sua integração com o mercado, para alimentar as cadeias de produção do agronegócio frutícola, provocou transformações na organização produtiva da agricultura camponesa a partir da inserção do cultivo comercial de abacaxi, alicerçado pelos programas de financiamento e o uso de agrotóxicos, que, por conseguinte aniquilou a autonomia camponesa, enfraqueceu a soberania alimentar, além de desagregar a agricultura e o modo de vida tradicional dessas comunidades rurais de Sergipe.

  • JOSÉ NATAN GONÇALVES DA SILVA
  • RECONFIGURAÇÃO DO ESPAÇO RURAL DE PORTO DA FOLHA/SE: INOVAÇÕES SÓCIO-PRODUTIVAS E RURALIDADES
  • Orientador : SONIA DE SOUZA MENDONCA MENEZES
  • Data: 31/05/2016
  • Dissertação
  • Mostrar Resumo
  • A modernização das atividades agrícolas nas unidades produção familiar consiste uma realidade recente na configuração territorial do rural brasileiro e, sobretudo, de setores produtivos do Sertão nordestino. Esse processo foi impulsionado nas últimas décadas devido à formulação e ampliação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento da agricultura familiar. A reorganização dos setores produtivos no campo deve-se ainda a ampliação de atividades não agrícolas prestadoras de serviços desempenhadas por agricultores e/ou trabalhadores liberais. A complexidade do mundo rural torna-se mais significativa, quando se observa a convivência num mesmo espaço de inovações sócio-produtivas e práticas econômicas, sociais e culturais tradicionais, que reforçam a identidade territorial dos grupos sociais do campo, apesar das transformações em curso. Tomando como base o recorte empírico do município de Porto da Folha/SE, esse estudo tem como objetivo compreender a reconfiguração do espaço rural, a partir do avanço de novas ruralidades e da resistência de ruralidades tradicionais. A metodologia aplicada apresenta perfil qualitativo e está fundamentada em pesquisas bibliográficas, levantamento documental e pesquisas de campo a partir do uso das técnicas de observação, reconhecimento prévio da área de estudo, diário de campo, aplicação de entrevistas, registros iconográficos e sistematização de dados e informações. Os resultados da pesquisa apontam para a reconfiguração dos territórios rurais com base na modernização de segmentos e setores produtivos mantidos por agricultores familiares, o avanço de atividades não agrícolas e serviços básicos (educação, saúde e lazer), até recentemente, restritos aos centros urbanos, bem como, o fortalecimento de identidades alicerçadas no território que contribuem para a legitimidade cultural dos grupos sociais. Logo, as análises acerca da dinâmica do espaço rural devem abranger além das relações econômico-produtivistas e organização social e cultural dos sujeitos que vivem no campo.

  • JOÃO LUIZ SANTANA BRAZIL
  • EVENTOS PLUVIAIS EXTREMOS E RISCO DE INUNDAÇÕES NA CIDADE DE ARACAJU/SE
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 31/05/2016
  • Dissertação
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  • O crescimento desordenado das cidades tem causado um contínuo processo de degradação
    ambiental nos centros urbanos, propiciando um cenário para riscos causados pelos fatores
    climáticos. É nesse contexto, que, a partir da década de 70, a cidade de Aracaju cresceu
    consideravelmente. O processo de ocupação de áreas ambientalmente frágeis, por populações
    socialmente vulneráveis, é decisivo para a formação de espaços de riscos, mais expostos a
    eventos pluviais intensos. Esta pesquisa tem como objetivo analisar os eventos pluviais extremos
    nas áreas de risco à inundações a partir do desenvolvimento urbano da cidade de Aracaju/SE.
    Para o alcance dos objetivos propostos fez-se uso de procedimentos distintos, priorizando a
    revisão teórica, abordando teoria e clima urbano, levantamento cartográfico e trabalho em campo
    para evidenciar e registrar as áreas de risco de inundações. A metodologia utilizada permitiu o
    cruzamento das variáveis socioambientais para identificação do nível de risco à inundações. Os
    resultados alcançados nesta pesquisa conduziram para a aceitação de que a chuva é principal
    causa da formação de risco a inundações em Aracaju/SE, mas que advém das imbricações com os
    ritmos da urbanização na cidade. Além disso, o estudo demonstrou ainda que um serviço de
    saneamento adequado, no caso o serviço de drenagem urbana contribui diretamente para a
    melhoria da saúde da população. O risco a inundações pode ser analisado e constatado em
    comparativos dos padrões tipológicos preexistentes em Aracaju em 2004, frente aos atuais
    padrões tipológicos em 2014. A cidade é outra e suas relações também. Assim, os eventos
    pluviais extremos que ocorrem na cidade de Aracaju ocorrem no período de outono e inverno,
    entre os meses de março a julho, e ocasionam a condição de exposição a riscos para a população
    residente, variável conforme seu padrão socioeconômico.

  • HANDRESHA DA ROCHA SANTOS
  • ASPECTOS TAXONÔMICOS DAS FORMAS FAMILIARES DE PRODUÇÃO: um estudo de caso no estado de Sergipe.
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 22/04/2016
  • Dissertação
  • Mostrar Resumo
  • A agricultura familiar tradicional é reconhecida por sua potencialidade, sua
    diversificação da produção e suas alternativas para geração de renda. Esse setor familiar
    é sempre lembrado pela importância na absorção de emprego, na produção de alimentos
    e sua inserção aos mercados. O presente estudo teve como objetivo evidenciar a
    categoria ‘agricultura familiar’ tomando como objeto a unidade de produção e suas
    características intrínsecas, tais como a questão da gestão, da estrutura fundiária, bem
    como do perfil familiar. A proposta é analisar a taxonomia em estudos de casos em dois
    municípios sergipanos, que foram definidos a partir de análises e estudos de
    dissertações e teses, de dados do censo agropecuário e do Instituto Brasileiro de
    Geografia e Estatística (IBGE). O recorte espacial escolhido para o desenvolvimento da
    pesquisa foi, por sentimento de pertencimento e realidade vivenciada dos pequenos
    produtores rurais, o município de Japaratuba, localizado na região do Vale do
    Cotinguiba e, também, o de Moita Bonita, localizada no agreste Sergipano. Para tanto,
    foi realizada uma pesquisa de base qualitativa e quantitativa, por meio dos seguintes
    procedimentos: 1 - pesquisa bibliográfica, onde foi realizado um levantamento de
    artigos científicos, dissertações, teses e autores que se correlacionam com a temática
    abordada, permitindo um aprofundamento teórico que norteia o estudo; 2 - análise de
    dados do Censo Agropecuário (2006) os quais serviram como fonte de dados para as
    análises comparativas entre os municípios; 3 - trabalho de campo com realização de
    entrevistas com atores sociais e institucionais; e 4 - aplicação de questionários junto aos
    agricultores. Logo, a análise validou que os municípios pesquisados apresentam
    características diferentes no desenvolvimento da agricultura familiar, em relação à
    gestão, ao tamanho e à renda. Contudo, verificou-se que em Japaratuba e Moita Bonita a
    questão da juventude rural no que tange ao processo de migração continua a ser um
    entrave para o desenvolvimento no campo. Aliado a este processo, a falta de um
    planejamento rural voltado para as políticas públicas, com restrições relacionadas ao
    acesso ao crédito e ao o apoio social, político e econômico dificultam o
    desenvolvimento da agricultura familiar. Foi diagnosticada a importância da inserção
    tecnológica na unidade produtiva, onde é pertinente afirmar que, o tamanho dos
    estabelecimentos não são determinantes no total da produção uma vez que, com a
    inserção tecnológica, é possível otimizar o espaço e obter uma boa produção,
    culminando em ganhos ambientais significativos e na obtenção dos resultados
    econômicos.

  • ADEMÁRIO ALVES DOS SANTOS
  • A FORMAÇÃO TERRITORIAL DA AGROINDUSTRIA CANAVIEIRA: O MODELO SERGIPANO
  • Data: 29/02/2016
  • Tese
  • Mostrar Resumo
  • O presente estudo tem como objetivo analisar a especificidade dos capitas da
    agroindústria açucareira sergipana, levando-se em consideração a atuação do Estado
    brasileiro e a formação das características atuais do território açucareiro sergipano.
    Aliados a este objetivo, emergem outros específicos: entender historicamente o
    desenvolvimento da agroindústria açucareira sergipana e a origem e especificidade dos
    capitais; discutir o papel do Estado, através das políticas públicas, como agente
    principal para o desenvolvimento do setor; identificar as estratégias do setor nos
    momentos de crises a partir da desregulamentação dos anos de 1990 e dos desafios
    enfrentados a partir dos anos 2000; elencar e caracterizar os reflexos das políticas
    públicas para o setor sucroalcooleiro nordestino e particularmente sergipano. O estudo
    do ponto de vista metodológico é basicamente circunscrito nos limites das pesquisas
    quantitativa e qualitativa, na medida em que um mesmo olhar pode conter os dois
    aspectos da abordagem. Considera-se a abordagem histórica onde a atividade canavieira
    emerge como o apoio de política de Estado e se confunde com os reflexos da luta que se
    trava no apossamento das decisões sobre o campo brasileiro, a serviço do capital em
    suas múltiplas funções e visualizadas nas práticas territoriais. Nesse sentido, a pesquisa
    resulta da análise histórica da cana-de-açúcar em Sergipe, permite diagnosticar a
    trajetória, a concentração espacial do cultivo, a concentração da produção industrial.
    Com base nas questões que marcam o setor, verifica-se uma concentração da produção,
    sinalizando uma redução de capitais entre os produtores menos capitalizados e
    tecnificados. Como resultados, as mudanças no circuito produtivo possibilitam os
    deslocamentos de atores envolvidos com a questão sucroalcooleira em Sergipe a outras
    atividades empresariais. O fluxo inverso também é constatado numa migração de
    capitais de outras atividades para o setor, em tempos de crise, para recuperar crédito
    através de operações bancárias; em tempos de lucratividade, como investimento e
    ampliação de oportunidades. No plano regional, a mão benevolente do Estado não
    alcança a todos na mesma proporção, justamente porque aqueles mais capitalizados são
    os alvos dos grandes investimentos. A atividade canavieira com a atuação do IAA
    (Instituto do Açúcar e do Álcool), PROÁLCOOL e, a partir dos anos 90 do século XX,
    com as políticas vinculadas aos Ministérios da Fazenda, do Planejamento e da
    Agricultura, sinaliza a uma política de Estado diferenciada, priorizando os grandes
    conglomerados, em larga expansão. Os anos posteriores são marcados por decisões
    governamentais complexas para o setor: a extinção dos programas de incentivo à
    agroindústria açucareira marca uma nova fase na relação com o Estado. A participação
    do setor público nas políticas açucareiras, no período posterior a 2005, deixa evidente
    um cenário político diferenciado. Como esse setor, historicamente é marcado pela
    regulamentação estatal, as oscilações são comuns e não são apenas nas atividades em si,
    mas também no formato dos discursos frente às pressões aos governos. É nesse
    contexto, que o setor sucroalcooleiro em Sergipe reconhece a crise e reestrutura-se.
    Afinal, nas últimas três décadas, as principais características da agroindústria açucareira
    nacional, definidas no quadro de uma articulação estatal, são visíveis em terras
    sergipanas. A especificidade dos capitais tem garantido parte dessa organização
    territorial, sendo este a síntese do quadro econômico sucroalcooleiro.

  • AVANI TEREZINHA GONÇALVES TORRES
  • OS MEANDROS DA POLÍTICA HÍDRICA DO COMITÊ DE BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SÃO FRANCISCO: REPRESENTATIVIDADE, EFETIVIDADE E FORMAÇÃO DE HIDROTERRITÓRIOS
  • Orientador : MARCO ANTONIO MITIDIERO JUNIOR
  • Data: 29/02/2016
  • Tese
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  • A gestão dos recursos hídricos no mundo se tornou um elemento essencial para a fixação de populações e a geração de riquezas nos territórios, em geral, principalmente a partir do século XX. No Nordeste brasileiro, a convivência com a escassez hídrica faz parte da formação da região desde o descobrimento. O rio de maior importância da região é o Rio São Francisco, também denominado como o rio da “integração nacional”, pois as riquezas produzidas eram escoadas através de seu leito. A partir dos anos 1970, o rio passou a ser utilizado mais intensamente para a produção de energia. Com a formação dos reservatórios, a partir da construção das barragens da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF), ocorreu o deslocamento de milhares de pessoas. No final dos anos 1990, foi formulada a Lei n. 9.443/97, que institui, entre outros aspectos, a gestão territorial das águas por bacia hidrográfica e, consequentemente, os seus instrumentos de gestão, a outorga e a cobrança da água, sob a administração de um comitê formado por representações do Estado, de usuários e da sociedade civil organizada de cada bacia. No ano de 2001, formou-se o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), composto por 62 membros representantes. Já a cobrança da água nessa bacia só ocorreu a partir do ano de 2010. Parte dos recursos arrecadados vem sendo utilizado para o fortalecimento institucional do CBHSF por meio de campanhas midiáticas e projetos hidroambientais principalmente nas localidades onde residem os representantes do CBHSF, reforçando a imagem política sem uma melhora significativa dos estoques hídricos, ao passo que os montantes arrecadados deveriam promover o aprimoramento da qualidade e quantidade de água do Rio São Francisco. Dessa forma, a gestão não tem sido exercida com eficácia por não coibir a emissão de outorgas, mesmo perante o cenário crítico de escassez hídrica pelo qual passa o rio. Suas águas vêm sendo utilizadas prioritariamente para os usos de produção de energia e irrigação nos perímetros irrigados do agronegócio. Esse cenário potencializa disputas e resistências entre camponeses-ribeirinhos, irrigantes e a CHESF, acirrando a disputa entre capital e trabalho ao ser direcionado o direito do uso da água para os que detém poder, características essas que irão configurar uma formação territorial denominada por Torres (2007), como hidroterritório. A ineficácia da gestão do CBHSF contribui cada vez mais para a formação desses hidroterritórios, apontados pelos estudos espaciais das outorgas emitidas para as regiões fisiográficas do Submédio e Baixo Rio São Francisco, delimitação de estudo desta pesquisa.

  • DANIEL ALMEIDA DA SILVA
  • Nos(dos) Meandros Ambientais: A Natureza das Águas Urbanas em Aracaju
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 29/02/2016
  • Tese
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  • A Geografia tem o estudo da espacialidade como premissa básica e escopo, assim, ao
    eleger as águas urbanas – recurso – como o cerne desta tese, procuramos entender a
    formação espacial contraditória da cidade de Aracaju vista sob esse viés. Os processos
    de expansão e transformação urbana proporcionam baixa qualidade de vida a parcelas
    significativas da população. Localizada na faixa litorânea do Estado, há predominância
    do clima quente e úmido, com precipitações concentradas nos meses de março a agosto.
    Neste período há a ocorrência de eventos intensos que geram alagamentos localizados,
    alguns de grande porte, agravados muitas vezes pela condição das marés e afogamento
    dos sistemas de canais. O sistema de drenagem funciona exclusivamente por gravidade
    e muitas áreas não possuem estrutura de macrodrenagem completamente implantada,
    principalmente nas zonas de expansão, fato que vem causando prejuízos à população e
    ações indenizatórias. Observa-se que os serviços urbanos relacionados à gestão das
    águas são executados de forma isolada e há pouca articulação entre os municípios e
    entre as secretarias municipais que compõem os municípios vizinhos a Aracaju. Desse
    modo, este trabalho apresenta como objetivo central explicar o processo de produção do
    espaço urbano da cidade de Aracaju – excetuando a área de expansão – utilizando-se de
    uma análise integrada de sociedade e natureza tendo como viés a discussão da questão
    hídrica. São consideradas duas vias de análise, em que pese: i) avaliação da dimensão
    física, em que se pese entender os processos morfoclimáticos e pedogenéticos e, dessa
    forma, compreender a dinâmica dos componentes ambientais da cidade e; ii) análise da
    dimensão histórica, integrada e conclusiva dos aspectos socioeconômicos, políticos e
    jurídicos sobre as condições hídricas atuais da capital, associando assim o crescimento
    urbano à ocupação de áreas alagadas, inumação e retificação de canais fluviais, o
    (des)acesso quantitativo e qualitativo à água e, por fim, ao descarte dos efluentes.
    Portanto, optou-se por metodologias que respondem, de maneira coerente, as questões
    de pesquisa, são eles: a Fisiologia da Paisagem de Ab’Saber (1969) e a Análise da
    Sócio-Espacialidade (1977) de Santos, além da análise de totalidade embasada pela
    sóciometabolismo do capital de Mészáros (2002). O sítio urbano de Aracaju tem se
    caracterizado por exemplos pluvioerosivos e hidrodinâmicos preocupantes, resultantes
    das derivações processadas pelo homem. Problemas de escoamento são constantes no
    período das chuvas, não existindo estrutura de vazão em relação à quantidade de água
    pluvial que se intensifica em função do crescimento da impermeabilização de
    superfícies e consequentes tendências de disritmias pluviométricas. Em síntese, pode-se
    afirmar que a problemática das águas urbanas em Aracaju reporta-se à crise ambiental,
    aqui qualificada como uma forma particular de manifestação de uma crise global e
    estrutural, ou seja, a crise das sociedades produtoras de mercadorias, que ganha
    contornos especiais na periferia do sistema capitalista. Crise que tem uma dimensão
    global, que pode ser atestada pelo crescente aumento da demanda de água potável e pelo
    caráter crescentemente limitado desse recurso (contradição que lhe tem conferido valor
    econômico estratégico) e também local, uma vez que o padrão de reprodução
    sóciometabólica do capital em curso aprofunda, ao invés de combater, a situação de
    degradação das águas em Aracaju.

  • ANTONIO DE OLIVEIRA COSTA NETO
  • IMPACTOS TERRITORIAIS DOS ASSENTAMENTOS RURAIS NO MUNICÍPIO DE ESPLANADA –BA
  • Orientador : MARCO ANTONIO MITIDIERO JUNIOR
  • Data: 29/02/2016
  • Tese
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  • O presente trabalho teve como objetivo analisar os impactos territoriais causados pela
    implantação dos assentamentos rurais no município de Esplanada (BA). Para alcançar
    esse objetivo foi necessário analisar temas relevantes relativos à questão agrária
    brasileira, como a luta pela terra, a estrutura agrária e o papel do governo no processo de
    consolidação dos assentamentos, sobretudo a atuação do Instituto Nacional de
    Colonização e Reforma Agrária (INCRA), principal responsável pela implementação e
    apoio ao desenvolvimento dos assentamentos rurais brasileiros. A luta pela terra em
    Esplanada foi fortemente marcada pela presença de um Frei, que, ao assumir o papel de
    líder dos camponeses, conseguiu influenciar a implantação de cinco assentamentos. A
    estrutura agrária de Esplanada apresenta valores relativos próximos à do Brasil e à da
    Bahia. Esses valores evidenciam alta concentração de terras e má distribuição de áreas
    agriculturáveis, sendo que os latifúndios, além de possuírem os maiores percentuais de
    áreas, continuam a se ampliar. Apesar da implantação dos assentamentos, a alta
    concentração de terras continua. O governo, com uma tímida política de criação de
    assentamentos via desapropriação, não consegue desconcentrar terras. Muitos desses
    assentamentos, como os do município em questão, encontram-se apenas na categoria de
    assentamentos criados, longe de se tornarem consolidados. O INCRA não consegue
    executar seu papel de forma eficaz, tendo forte influência no lento desenvolvimento
    desses assentamentos. Apesar dos problemas enfrentados pelos assentados, os impactos
    territoriais causados pela implantação dos assentamentos são muitos. Os assentados
    melhoraram consideravelmente suas vidas em relação à educação, à moradia, à
    alimentação e à renda. Além disso, os assentamentos também proporcionaram uma nova
    dinâmica socioeconômica ao município. Nesse contexto, são evidentes os impactos
    positivos dos assentamentos na vida dos assentados, que se encontram completamente
    inseridos no desenvolvimento do município.

  • DOUGLAS VIEIRA GÓIS
  • DINÂMICA FITOGEOGRÁFICA E SUSCETIBILIDADE À DESERTIFICAÇÃO NO MUNICÍPIO DE POÇO REDONDO - SE
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 25/02/2016
  • Dissertação
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  • O semiárido nordestino apresentou historicamente um quadro de exploração excessiva dos recursos naturais. Nesse contexto, atrelado as atividades predatórias exercidas sobre o quadro geoambiental vulnerável desta região surge um processo de degradação ambiental em grande intensidade, denominado desertificação. O processo degradacional supracitado consiste na degradação das terras em áreas áridas, semiáridas e subúmidas secas, advindos de vários fatores, incluindo as variações climáticas e as derivações antropogênicas, resultando em impactos negativos tanto para os domínios ambientais, como para a população por ela afetada. De acordo com o Programa de Ação Estadual de Combate a Desertificação (PAE-SERGIPE), no estado de Sergipe, o território do Alto Sertão Sergipano é uma área afetada pelos processos de desertificação. Nesse sentido, a presente pesquisa objetivou analisar os níveis de suscetibilidade à desertificação no município Poço Redondo, localizado no noroeste do estado de Sergipe, a partir da dinâmica da cobertura vegetal, no período compreendido entre os anos de 1987 a 2014. Para alcançar tal intento, com base na abordagem sistêmica em Geografia, foram utilizados múltiplos procedimentos metodológicos, a saber: revisão bibliográfica; pesquisa documental; elaboração e análise de documentos cartográficos, a partir de técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento; além de trabalhos de campo para análise in loco dos indicadores de desertificação propostos. A degradação física será avaliada a partir dos seguintes indicadores: índice climático, erosividade das chuvas, erodibilidade dos solos e declividade. A degradação efetiva será avaliada através correlação entre os indicadores supracitados correlacionados as derivações antropogênicas e aos resultados do NDVI dos anos de 1987, 2006 e 2014. Portanto, tais indicadores subsidiaram a análise integrada das dimensões social e ambiental, propiciando a elaboração do mapeamento da suscetibilidade ao processo de desertificação, com vistas ao ordenamento ambiental do município estudado. Ademais, pode-se destacar que na área de estudo as principais causas da desertificação são o desmatamento, o sobrepastoreio, o sobrecultivo e a salinização de áreas irrigadas, processos que tornaram as áreas mais suscetíveis a essa modalidade de degradação ambiental.


  • CATIA DOS SANTOS FONTES
  • Dinâmica dos Processos Erosivos em Taludes: desafios e possibilidades do seu controle com uso de geotêxteis
  • Orientador : FRANCISCO SANDRO RODRIGUES HOLANDA
  • Data: 25/02/2016
  • Tese
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  • Os problemas de erosão de solo tem se tornado pertinentes em diversas áreas no mundo
    inteiro. Desta forma é frequente a busca por soluções através de técnicas que controlem
    o avanço dos processos erosivos, com destaque para a erosão em taludes fluviais. O
    Baixo São Francisco Sergipano tem sofrido com impactos ocasionados pelas alterações
    na vazão do rio provocadas pelas politicas públicas implantadas nas últimas décadas que
    priorizaram a construção de barramentos para geração de energia. É nesta perspectiva
    que surgiu a necessidade de viabilizar técnicas sustentáveis que possam mitigar a perda
    de solo controlando a erosão com técnicas de engenharia natural, considerando a
    dinâmica geomorfológica daquele ambiente. Deste modo a pesquisa teve como objetivo
    avaliar a dinâmica dos processos erosivos analisando o potencial do trançado de fibras
    naturais na confecção de geotêxteis para recuperação hidroambiental na margem direita
    do baixo curso do Rio São Francisco junto às comunidades de artesãos a partir do uso
    de matéria prima local. Desta forma, a metodologia seguiu as seguintes etapas: primeiro
    todo um levantamento bibliográfico, a segunda corresponde aos trabalhos em campo
    para reconhecimento da área e a análise da paisagem, bem como identificação de fibras
    utilizadas para o desenvolvimento de técnicas de contenção de erosão, seguida da
    instalação de experimento e monitoramento dos paramentos avaliados em campo e
    laboratório e a última etapa constou-se da síntese dos resultados alcançados com a
    realização da pesquisa. O modelo teórico metodológico utilizado na pesquisa foi o GTP
    (Geossistema, Território, Paisagem) proposto por Bertrand (1971), através de
    abordagem sistêmica e integradora na análise da paisagem e da relação sociedade e
    natureza no espaço geográfico. Como resultado a pesquisa apresenta diversos processos
    erosivos nas margens do rio, em consequência da própria dinâmica fluvial em que se
    apresenta o Rio São Francisco pela regularização da vazão a partir da Usina
    Hidroelétrica de Xingó, associada ao desmatamento, ocupação das margens, entre
    outros impactos que são identificados por diversos autores que já realizaram estudos
    nesta área. A partir do experimento em campo observou-se que entre as fibras
    selecionadas na realização dos testes, as de ouricuri e junco mostraram-se mais
    eficientes na contenção de erosão, porém quanto à resistência e durabilidade às
    intempéries climáticas a fibra de taboa liderou, sendo a mais resistente. A pesquisa
    conclui que o uso de fibras naturais a partir da confecção de geotêxteis e aplicação em
    taludes fluviais tornam-se mais uma alternativa como técnicas de contenção de erosão,
    fundamentada nos resultados alcançados através dos testes em campo e laboratório
    realizados em área experimental nas margens do rio. Por fim esta pesquisa apresenta à
    comunidade científica uma grande contribuição à medida que desenvolve, testa e prova
    mais uma técnica para a contenção da erosão em taludes fluviais.

  • CLÊANE OLIVEIRA DOS SANTOS
  • (RE)CONFIGURAÇÕES TERRITORIAIS DA PRODUÇÃO ORGÂNICA DO AGRESTE CENTRAL DE SERGIPE À LUZ DAS POTENCIALIDADES AMBIENTAIS
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 23/02/2016
  • Tese
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  • Esta pesquisa objetiva analisar as potencialidades ambientais presentes no processo de realização da agricultura orgânica no Agreste Central Sergipano. Verifica-se que a disseminação da agricultura orgânica em Sergipe está ocorrendo a partir da construção de novos valores de convivência social e ambiental em associação com as mudanças nas práticas de manejo, com base nos princípios da Agroecologia. O recorte espacial desta análise são os municípios de Areia Branca, Itabaiana e Malhador, que fazem parte do território do Agreste Central Sergipano. Para desenvolver essa pesquisa a metodologia deste estudo foi estruturada em três etapas: gabinete, onde se fará pesquisa bibliográfica, visita a órgãos e entidades para coleta de dados secundários e levantamento cartográfico; a etapa campo compreende a observação e reconhecimento da área de estudo, a marcação de pontos de localização, a aplicação de entrevistas semi-estruturadas e o levantamento Fotográfico; a última etapa foi denominada de síntese, uma vez que serão analisados os resultados alcançados nas duas etapas anteriores, confeccionados e analisados os mapas e comprovada ou não a hipótese inicial deste estudo. O modelo teórico-metodológico adotado é o GTP (Geossistema, Território, Paisagem) proposto por Bertrand (2007), pois este legitima a idéia de integração de todos os elementos que compõe o espaço geográfico, contrapondo-se à análise compartimentada, meramente descritiva da relação da sociedade com a natureza. Sendo assim, a metodologia do sistema GTP serve não só para a representação cartográfica das áreas, mas principalmente para a verificação da dinâmica existente na área de estudo, vinculada diretamente as potencialidades ambientais presentes no espaço. Logo, a análise concluiu que os municípios pesquisados apresentam características potenciais que favorecem o desenvolvimento do cultivo orgânico, contudo, também apresentam limitações que contribuem para a desaceleração do crescimento da produção orgânica na área de estudo. Assim, as potencialidades relacionam-se à esfera ambiental, a exemplo do uso dos recursos naturais e à prática de conservação ambiental, e, também, à influência da tradição histórica na produção e comercialização de gêneros alimentícios no Agreste. Já as limitações estão relacionadas às dificuldades encontradas nas esferas social, econômica e política que dificultam o pleno
    desenvolvimento da produção orgânica.


  • DIANA MENDONÇA DE CARVALHO
  • TRAJETÓRIAS DO PRONAF EM SERGIPE: DESENVOLVIMENTO E MUDANÇAS SÓCIO-ESPACIAIS
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 19/02/2016
  • Tese
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  • O Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) é hoje um elemento essencial para promover processos de mudanças sócio-espaciais no contexto rural brasileiro. Uma política que se difundiu por quase todo o território brasileiro, sedimentando-se como suporte para a luta contra a pobreza rural. É uma política direcionada aos pequenos agricultores, demarcados pelo Estado como agricultores familiares, visando à promoção do desenvolvimento rural, devido ao caráter empreendedor e potencializador desses atores junto às economias locais. A tese justifica-se pela persistência governamental em manter o programa que está prestes a completar 20 anos; pela importância que o Pronaf passou a apresentar no financiamento da agricultura familiar; e também, pela possibilidade de universalização do crédito entre esses agricultores. Nessa perspectiva, o presente trabalho analisa as mudanças ocorridas no espaço rural sergipano, a partir da implementação do Pronaf. A pesquisa é de caráter analítico-empírico, valorando aspectos qualitativos e quantitativos que refletem informações e conhecimentos da realidade. As contribuições teóricas tiveram caráter plural, agregando aspectos não só geográficos, mas de outras áreas do conhecimento. A fundamentação retoma discussões sobre desenvolvimento rural, agricultura familiar e institucionalismo como segmentos integrados à operacionalização e às consequências sócio-espaciais possibilitadas pelo Pronaf. Ainda no somatório dos procedimentos metodológicos definidos para a realização desse trabalho, pode-se pontuar: a realização de entrevistas com entes institucionais e aplicação de questionários com beneficiários do programa através da análise de três municípios que, por modalidade, tiveram em 2012, o maior número de contratos efetivados: Capela (modalidade A); Itabaianinha (modalidade B); e Carira (modalidade comum). A avaliação de dados colhidos em campo comprova que o Pronaf não é fator determinante para a produção agropecuária em Sergipe, mas é condição essencial para a promoção de mudanças sócio-espaciais em termos de questão fundiária, diversificação produtiva, inserção de elementos do meio técnico-científico-informacional, criação de redes de comercialização e de consumo das mercadorias e reestruturação familiar. O programa persiste agregando mudanças em seus aspectos normativos, com juros subsidiados, articulação com outras políticas, construção de metodologia para efetivação da política (Agroamigo), criação de linhas de financiamento específicas e inserção do agricultor no circuito de mercado. Todavia, sabe-se que, mesmo tornando-se um fundamento para a melhoria da qualidade de vida dos agricultores e para a promoção do desenvolvimento rural, o Pronaf ainda precisa vencer alguns gargalos, sobretudo em relação à questão burocrática e à prestação de assistência técnica e extensão rural. Ainda assim, o Pronaf tem sido um sustentáculo na promoção de mudanças econômico-espaciais, haja vista representar um alicerce para muitos agricultores familiares que estiveram abaixo da linha de pobreza e não teriam possibilidades de acesso a crédito no sistema de financiamento convencional, rompendo, assim, com a exclusão e incitando a capacidade financeira das pequenas unidades produtivas. Nesse tocante, pode-se asseverar que, para Sergipe, o Pronaf, enquanto política de feição social, tem sido incentivador do desenvolvimento rural e local.

  • AMANDA CHRISTINNE NASCIMENTO MARQUES
  • Fronteira Étnica: Tabajara e Comunidades Negras no Processo de Territorialização do Litoral Sul Paraibano
  • Data: 12/02/2016
  • Tese
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  • Buscamos analisar o processo de territorialização da microrregião do Litoral Sul paraibano, tomando como especificidade a territorialidade étnica dos Tabajara e das Comunidades Negras do Gurugi e Ipiranga. Esses grupos, em momentos históricos diferentes, estabeleceram relações territoriais e interétnicas que os diferenciam e ao mesmo tempo os aproximam. Partimos de algumas questões de reflexão analítica, entre as quais destacamos: Em uma situação de conflito, tal qual se instala, quais dispositivos legais e que sujeitos, famílias oligárquicas e conflitos estão postos nessa porção territorial? Como povos subalternos utilizam suas estratégias de silenciamento/expressões orais para darem visibilidade a sua espacialidade? Em que medida a mistura étnica se apresenta como fator favorável ou desfavorável num processo de reivindicação territorial? Compreender as dimensões do processo de identificação de grupos indígenas e Quilombolas, denominados grupos resistentes e persistentes, requer uma aproximação de conceitos como território, territorialidade e etnia utilizando autores, dentre os quais Raffestin (1993), Moraes (1984), Souza (2003), Santos (1994) e Haesbaert (2002, 2004). Buscamos reconstruir as situações históricas do Litoral Sul, por meio da utilização de documentosdatados de 1860 que referenciam o processo de contato e territorialidades étnicas (MARQUES, 2009), a exemplo dos relatórios dos presidentes da província e dos documentos de colonização de terras públicas. Também, um levantamento bibliográfico nas Instituições de Ensino Superior (IES) e análise das legislações e Leis que regulamentam e tratam do processo jurídico-politico das terras indígenas e Quilombolas por meio da leitura das constituições brasileiras, dos decretos presidenciais, das convenções e do Estatuto do Índio. Interpretamos as relações de poder historicamente estabelecidas entre os grupos e o Estado, bem como seus modos de vida, com o auxilio da realização de trabalhos de campo. Avaliamos a hipótese de que existem na legislação brasileira, nos processos demarcatórios, nas representações sobre esses grupos e nas práticas de resistência, elementos que garantem a manutenção da subalternidade. Dessa forma, os conflitos territoriais étnicos têm o Estado como agente de manutenção das relações de subalternidade desses grupos. Construímos nossa argumentação por meio das teorias pós-coloniais, com o propósito de estabelecer uma leitura do sul, considerando as análises de autores como Said (2011), Spivak (2003;1994), Hall (2003;2006) e Bhabha (1998). Concluimos que os grupos étnicos situados no Litoral Sul, historicamente, lutam para sair da condição de viver no entre-lugar. O sair da condição de fronteira social significa ter seus direitos garantidos em plenitude. Estar em uma situação de fronteira significa que, mesmo sob uma condição subalterna, faz-se necessário demarcar um espaço social.

  • BRUNA FORTES SANTOS
  • Urbanização e Clima Urbano do bairro Atalaia na cidade de Aracaju/se.
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 03/02/2016
  • Dissertação
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  • A referida pesquisa teve como objetivo principal estudar o clima urbano do bairro Atalaia no
    município de Aracaju, mediante o processo de verticalização que está se intensificando na área.
    Configura-se como um bairro que vem registrando expressivo adensamento urbano, fato que se
    reflete no aumento do número de construções e redução da vegetação, dando lugar a superfícies de
    concreto. Essas modificações são parâmetros determinantes dos contrastes térmicos encontrados nas
    metrópoles. Os procedimentos adotados para o desenvolvimento da investigação foram
    aerofotografias e imagens satélites fornecidas pelo INPE e USGS/EROS para a realização do
    mapeamento da evolução da malha urbana do bairro, para a obtenção das imagens termais da área e
    representação e análise do albedo. Com fundamento em bibliografia revisada, foram traçados os
    objetivos, geral e específicos, no sentido de analisar o processo de urbanização do referido bairro e
    suas implicações no comportamento do clima urbano. Para tanto, pretendeu-se avaliar a expansão da
    malha urbana da área em estudo, a retração ou expansão da cobertura vegetal e albedo. Como o
    trabalho buscou analisar os prováveis contrastes térmicos no bairro Atalaia, considerou-se
    representativo trabalhar com os meses mais quentes do ano, janeiro, fevereiro ou março e os meses
    mais frios, julho ou agosto. A escala temporal selecionada pela disponibilidade de dados restringiu-se
    aos anos de 1984-2008-2015, tendo sido adotado como método de análise o Sistema Clima Urbano
    de Monteiro, com foco no canal denominado Conforto Térmico. Foram tratados componentes
    termodinâmicos de forma integradora com a interpretação dos dados obtidos, correlacionando o uso
    do solo, a elevação das temperaturas internas no ambiente urbano a diminuição da cobertura vegetal,
    verificando o quanto a verticalização está influenciando no conforto térmico do bairro. De acordo
    com os dados obtidos, verificamos um aumento da temperatura devido ao aumento da malha urbana,
    diminuição das áreas verdes, o crescimento de edificações verticais e aparecimentos de ilhas de calor
    ao lado de ilhas de frescor. Os resultados da análise do albedo mostram uma correlação entre os
    valores de temperatura e albedo, deixando evidente que em áreas onde houve aumento de
    temperatura os valores de albedo foram menos intensos. E em solos expostos, houve também maior
    albedo em relação aos outros tipos de uso e ocupação do solo, e consequente temperatura inferior à
    da área construída. É de conclusão afirmar que o processo de urbanização, a verticalização,
    acrescidos pelo adensamento populacional ao lado da supressão de áreas verdes afetou o clima local
    do bairro Atalaia.

2015
Descrição
  • ACÁCIO MILITÃO DE OLIVEIRA
  • A EXPANSÃO DO AGRONEGÓCIO DO MILHO E SUAS CONSEQUÊNCIAS AMBIENTAIS NA SUB-BACIA DO RIO SALGADO
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 16/12/2015
  • Dissertação
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  • A ampliação das áreas ocupadas com cultivos de milho, a inserção de modernos equipamentos agrícolas no processo produtivo e os elevados investimentos provenientes da política oficial de financiamento tem fortalecido o agronegócio no território sergipano. Entretanto, esse processo de modernização da agricultura coloca em discussão diversas questões referentes a degradação ambiental causada pela monocultura aos sistemas físico-naturais. Assim, as transformações socioambientais decorrentes da introdução dessas novas tecnologias no campo justifica os propósitos da pesquisa em curso. Esta investigação cientifica delimita como área de estudo a Sub-bacia do rio Salgado, localizada na porção centro-oeste do estado de Sergipe e tem como objetivo geral analisar os impactos ambientais ocasionados pelo avanço do agronegócio do milho em seu território no período 2003/2013. A pesquisa fundamenta-se na concepção sistêmica de análise da paisagem e na apropriação do espaço como categoria específica da geografia. Para a concretização dos objetivos propostos utilizaram-se diversos procedimentos metodológicos associados a diferentes etapas, destacando-se o levantamento bibliográfico e de documentos, a produção cartográfica, a realização de entrevistas e o trabalho de campo. Entre outros resultados, verificou-se que os indicadores de modernização agrícola considerados na pesquisa mostram a tendência de expansão das áreas de cultivos na sub-bacia. Esta ampliação das plantações respalda-se no fortalecimento das vendas de produtos agrícolas, na aquisição de novas máquinas e implementos, na provável elevação do número de financiamentos bancários, na produtividade das lavouras e na garantia de mercado para comercialização do milho, pois tendo em vista este fortalecimento do agronegócio pressupõe-se de forma análoga a intensificação dos impactos ambientais e a consequente fragilização do sistema ambiental físico. Além disso, a presença da biotecnologia e das modernas máquinas agrícolas reflete a imagem do setor agropecuário como altamente inovador no âmbito econômico, mas permanecendo resistente no aspecto socioambiental. Esta contradição reitera, por um lado, à concentração da terra e a manutenção das desigualdades sociais no campo, e por outro, reafirma o caráter economicista da produção agrícola que implica em estabelecer estratégias voltadas ao aumento da produção e da rentabilidade das lavouras. Assim, diante da configuração atual do espaço rural da sub-bacia percebe-se a impossibilidade de retorno ao sistema tradicional de cultivos, e por isso se questiona a "obrigatoriedade" da sociedade pagar o preço dos impactos ambientais proporcionados pelos produtores de milho.

  • ARACY LOSANO FONTES CORREIA
  • INTERAÇÕES SOCIOAMBIENTAIS DA PLANÍCIE COSTEIRA ASSOCIADA A FOZ DO RIO SÃO FRANCISCO - MUNICÍPIO DE PACATUBA
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 16/12/2015
  • Dissertação
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  • As interações humanas com a natureza desenvolvem-se, essencialmente, pelas formas e condições de ocupação do território, da apropriação dos recursos naturais e da organização social adotada para o atendimento das necessidades expressas pelo padrão de consumo de cada sociedade. O presente estudo tem como objetivo analisar as interações socioambientais da planície costeira associada à foz do rio São Francisco, município de Pacatuba, indicando os problemas de uso e ocupação do solo. O referencial teórico conceitual que alicerçou a pesquisa foi baseado em Bertrand, que oferece subsídios para os estudos integrados. Inicialmente os estudos foram conduzidos para análise dos componentes sistema ambiental físico focalizados pela geologia, climatologia, geomorfologia, recursos hídricos, pedologia e cobertura vegetal, sendo realizados levantamentos bibliográficos, cartográficos, documentais e de fonte eletrônica. Os procedimentos metodológicos consistiram, ainda, em pesquisas de campo onde se constatou a atuação de diversos atores sociais na configuração da paisagem da planície costeira, a exemplo das atividades econômicas – cocoicultura, carcinicultura, rizicultura, avicultura, pisicultura, pecuária, mineração, pesca artesanal e artesanato. O estudo realizado destacou a importância dos aspectos paleoclimáticos que atuaram durante o Quaternário no litoral brasileiro, em que formas relíquias coexistem com as atuais. Vale destacar a presença das unidades de conservação Reserva Biológica de Santa Isabel, Área de Proteção Ambiental do Litoral Norte e Área de Proteção Permanente (manguezal). A pesquisa é concluída com a compartimentação da Unidade de Paisagem Planície Costeira em Subunidades de Paisagem, a partir das similitudes dos condicionantes ambientais e do uso e ocupação do solo, síntese das relações dos seus componentes.

  • LUCIANO RICARDIO DE SANTANA SOUZA
  • Fatores Territorializantes na produção agroecológica em Sergipe.
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 04/09/2015
  • Tese
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  • A construção do Território e a busca pela criação das territorialidades são formas utilizadas na agricultura para dar existência às novas formas-conteúdo. No Espaço Rural, onde ocorre a personificação da identidade e a prática produtiva, o surgimento do território e das territorialidades pela Transição Agroecológica condiciona-se como Fator que recria realidades e ações efetivas. Desta feita, a perspectiva orientada ao ator local e

    a manutenção de suas heranças culturais, sociais e espirituais permite que suas estratégias revertam os estigmas de dependência tecnológica e exclusão social, da qual a modernização da agricultura é a principal difusora. Como resultado, para criar Territórios, os condicionantes endógenos (internos) permitem a ocorrência de elementos e processos que possibilitam descrever os potenciais criativos que emergem da significância das ações coletivas e criativas das comunidades rurais. Tal aspecto constitui o ponto de surgimento dos Fatores Territorializantes como lógicas que reconstroem, mediante a intervenção social, as estruturas produtivas e ambientais. Como produto dos Fatores Territorializantes, os Territórios assumem outro entendimento, distanciando-se das condições severas impostas por um modelo econômico incompatível com o conhecimento e a forma de trabalho da pequena agricultura familiar. Disto, aponta-se a Agroecologia como abordagem cientifica, técnica e produtiva que se interpõem como Fator Territorializante ao colocar em evidencia os potenciais localizados como formas de superação da pobreza e dos impactos negativos sobre a natureza. A Tese em tela tem o objetivo que analisar a natureza dos Fatores Territorializantes, tendo como estudo de caso as experiências de territorialização mediante a difusão agroecológica em algumas comunidades rurais no estado de Sergipe.

  • RENATA BATISTA ALVES
  • AGROPECUÁRIA DE BEIRA DE ESTRADA EM SERGIPE: UM ESTUDO DA BR 235
  • Orientador : MARCO ANTONIO MITIDIERO JUNIOR
  • Data: 31/08/2015
  • Dissertação
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  • A configuração da terra enquanto reserva de valor diante da magnitude de terras existentes no Brasil expressa uma contradição, pois de um lado tem-se um país com extensões continentais e que são agricultáveis, em contrapartida temos inúmeros trabalhadores lutando para ter acesso às mesmas. Desta forma, entender a concentração da estrutura fundiária brasileira, nos remete a uma análise da contradição do sistema capitalista para poder desvelar as várias facetas que engendram o processo de luta pelo acesso à terra no Brasil, atrelado a forte e crescente expansão do agronegócio. Essa realidade acelera as lutas pela terra, bem como faz surgir novas formas de acesso e uso da terra. A análise da concentração fundiária e das novas formas de acesso a terra é uma questão de suma importância para a ciência geográfica, pois emerge de contradições que definem o espaço geográfico na relação dialética campo-cidade. É nos rebatimentos provenientes desse processo que se busca entender como a concentração fundiária no estado de Sergipe está posta e qual a sua relação com a ocupação das faixas marginais das rodovias brasileiras como, por exemplo, da BR 235, que liga Aracaju ao interior do estado de Sergipe. Onde trabalhadores produzem alimentos nas terras de domínio da União ao lado dos latifúndios da cana e do milho. A produção agropecuária nas faixas de domínio da União sob tutela do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (DNIT) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) ou a chamada “agricultura de beira de estrada”, revela a necessidade de acesso a terra por sujeitos pobres e sem terra do campo e da cidade. A explicação para tal fenômeno não pode ser buscada apenas na modernização e tecnificação de parte das grandes propriedades, mas, principalmente, na aquisição das terras por latifúndios que visam utilizá-las como reserva de valor, como instrumento de especulação e como recurso do poder político. Assim, esta pesquisa busca revelar como ocorre o uso e acesso à terra nas margens/acostamentos da Rodovia Federal 235/SE, dentro do contexto da reestruturação produtiva por meio das transformações em curso no mundo do trabalho, bem como das mudanças relacionadas com a concentração fundiária e da pobreza rural. O recorte espacial da pesquisa é a BR 235 que liga Aracaju ao interior do estado sergipano, precisamente os municípios de Areia Branca, Itabaiana, Frei Paulo e Carira. A metodologia a ser empregada nesse estudo compreende a pesquisa bibliográfica sobre a realidade do campo brasileiro e sergipano, orientada em uma perspectiva de análise de descortinamento das contradições oriundas das transformações das relações de produção e trabalho no campo.

  • JOICY DE SOUZA BARRETO
  • MOBILIDADE ESTUDANTIL E REDE DE EDUCAÇÃO DA MICRORREGIÃO DO AGRESTE DE ITABAIANA.
  • Orientador : ANA ROCHA DOS SANTOS
  • Data: 31/08/2015
  • Dissertação
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  • Este estudo diz respeito á análise da mobilidade estudantil que envolve os alunos do ensino fundamental, médio e superior da rede pública estadual, municipal e federal, na Microrregião do Agreste de Itabaiana, que compreende os municípios: Areia Branca, Campo do Brito, Itabaiana, Macambira, Malhador, Moita Bonita e São Domingos. Tem como objetivo analisar a mobilidade estudantil seus principais condicionantes na dinâmica espacial da Microrregião do Agreste de Itabaiana/SE, considerando a rede de ensino da Educação Básica e Superior que ordena o movimento migratório na região. Para tanto se fez necessário analisar o deslocamento de estudantes, dentro da rede de educação e de transportes, considerando o contexto educacional, econômico, político e social que de forma processual ocasiona a mobilidade.Foram usados como procedimentos metodológicos, para a realização da pesquisa, a aplicação de questionários aos alunos dos três níveis de ensino (fundamental, médio e superior) da rede municipal e estadual de educação desta microrregião, entrevistas com os motoristas dos transportes coletivos dos municípios desta microrregião. Os alunos pesquisados nos três níveis de ensino para o deslocamento residência-escola, utilizam o transporte público, ao que se refere aos alunos da Educação Básica vale ressaltar que esta oferta do transporte é uma obrigação do estado e das prefeituras destes municípios. Nesse sentido criou-se uma relação de dependência entre o sujeito estudante que faz a mobilidade estudantil e o poder político local. Dentro do estudo da mobilidade estudantil, principalmente no tocante ao deslocamento dos alunos universitários, Itabaiana se mostra como principal centro de prestação destes serviços educacionais, pela presença da Universidade Federal de Sergipe, que atrai cada vez mais estudantespara este município. Neste trabalho foi possível compreender a mobilidade estudantil como um fator condicionado, compreendida dentro do contexto de estudo da rede de educação da Microrregião do Agreste de Itabaiana. Os sujeitos pesquisados, os alunos dos três níveis do ensino municipal, estadual e federal, que realizam o deslocamento estudantil na microrregião do Agreste de Itabaiana, foram compreendidos a partir da sua importância na dinâmica das relações socioespaciais enquanto sujeitos submetidos á mobilidade.

  • JACKSILENE SANTANA CUNHA
  • O Agronegócio do Milho Transgênico no Oeste Sergipano.
  • Orientador : MARCO ANTONIO MITIDIERO JUNIOR
  • Data: 31/08/2015
  • Dissertação
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  • O milho, cereal de grande valor nutricional, se disseminou pelo mundo chegando ao Brasil antes da colonização europeia. Devido sua composição biológica, tem sido apropriado pela biotecnologia, convertendo-se, assim, em um ser transgênico. O Brasil se encontra como terceiro produtor mundial de milho transgênico, o que desencadeou uma cultura extremamente especializada e tecnificada. Nesse contexto, Sergipe alcança no ranking o segundo lugar no Nordeste nessa produção. Nesse sentido, a referente dissertação de mestrado pretende elucidar O agronegócio do milho transgênico no oeste sergipano, como contribuição aos estudos da questão agrária, que tem como objetivo analisar as transformações territoriais engendradas pela expansão do agronegócio do milho transgênico e seus rebatimentos no oeste deste estado. Por meio da expansão da produção de milho transgênico, buscar-se-á analisar a produção do espaço e o uso do território por intermédio dos sujeitos sociais que lançam seus interesses econômicos e ideológicos, através de estratégias de desenvolvimento, guiados pela territorialização do capital monopolista. Todo esse processo tem ação direta com o Estado para o desenvolvimento do agronegócio, através de instituições de órgãos de pesquisa, vinculado ao capital privado e agroindustrial, como também às políticas de crédito. Esses mecanismos são estratégias para a territorialização do capital no campo que aprofunda a reflexão para os municípios de Carira e Simão Dias. A orientação teórico-metodológica teve como fundamento o materialismo histórico e dialético, que permitiu enxergar as entrelinhas da “modernização conservadora” para a agricultura. Compreende-se, assim, que as novas configurações materializadas no território, devido ao agronegócio do milho transgênico, tiveram ação direta nas relações de trabalho camponesas, colocando em evidência a subordinação desses trabalhadores às amarras do capital monopolista, estabelecido pela subjunção da renda da terra ao capital.

  • JORGE ENRIQUE MONTALVAN RABANAL
  • Campesinato, Território e Assentamentos de Reforma Agrária: Tecendo Redes de Conhecimento Agroecológico.”
  • Orientador : ERALDO DA SILVA RAMOS FILHO
  • Data: 31/08/2015
  • Dissertação
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  • O trabalho estuda o território camponês a partir da conflitualidade alimentada pelas contradições e desigualdades
    instaladas no campo sergipano. Como o território se realiza através da conflitualidade perene das classes sociais, é
    analisado nesse estudo, como o movimento de territorialização-desterritorialização-reterritorialização (TDR) do
    campesinato e como a agroecologia se constitui em uma estratégia de resistência na defesa do território. O processo
    geográfico denominado T-D-R (territorialização-desterritorialização-reterritorialização) avança na compreensão da
    multiterritorialidade, onde se observa os processos integralizadores, que também são excluidores e ressocializadores,
    mas em nada se aproximam do cenário desenhado para movimentos populares e comunidades rurais que procuram
    um desenvolvimento sustentável sem criar oposições com a perspectiva consensual que caminha na direção de um
    desenvolvimento territorial para o mercado. O avanço agroecológico está na construção de uma proposta territorial, no
    qual o manejo do sistema agrário implica uma análise da ecologia de paisagens, das relações de poder e outras
    dimensões, que vão muito mais além do que a análise de uma unidade produtiva isolada. Trata-se da identificação de
    experiências agroecológicas camponesas, que estão dispersas, de modo que estas consigam subsidiar uma
    reconversão produtiva. Para obter êxito permanente na territorialização do campesinato a partir das práticas
    agroecológicas, o trabalho aponta a necessidade de apoiar-se em conhecimentos e habilidades locais, preconizando o
    envolvimento dos camponeses na formulação da agenda de investigação e na participação ativa do processo de
    inovação e disseminação tecnológica através da metodologia camponês a camponês, focada em compartilhar
    experiências e na solução de problemas organizativos e produtivos. O estudo foi realizado no Sul Sergipano, mais
    precisamente nas cidades de Estância e Santa Luzia do Itanhy, onde se analisa a conformação de uma rede de trocas
    de experiências agroecológicas como estratégia de resistência e fortalecimento do território camponês agroecológico.

  • GUTHIÊRRE FERREIRA ARAUJO
  • A Trajetória da SUDENE, suas (re)invenções, na condução do Projeto de Desenvolvimento Regional,
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 30/08/2015
  • Dissertação
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  • Após a crise de 1929, com o fortalecimento das perspectivas keynesianas,
    verifica-se um discurso onde o Estado se apresenta como um dos principais
    formuladores de políticas públicas de desenvolvimento, no Brasil um
    desdobramento desta perspectiva se materializa com a criação da SUDENE.
    Esta sempre se apresentou, principalmente na sua retórica - como uma
    instituição do Estado com a responsabilidade de coordenar o desenvolvimento.
    A presente Dissertação de Mestrado teve como objetivo analisar a trajetória da
    SUDENE e suas (re)invenções e discursos, na condução do projeto de
    desenvolvimento regional do Nordeste. Essa dissertação investiga como os
    projetos de desenvolvimento institucionalizados e assumidos pela SUDENE se
    diferenciam e/ou se estabelecem para a consolidação da via capitalista. Nossa
    pesquisa foi realizada a partir de dois recortes, o primeiro de 1959-1964, que
    representa os principais anos de funcionamento da organização, no qual as
    propostas desenvolvimentistas, impulsionadas na America Latina pela CEPAL,
    dentro da SUDENE se expressam com maior vigor. O segundo recorte abrange
    os anos de 2007-2013, que caracteriza os primeiros anos de consolidação e
    atuação da SUDENE após a sua refundação, neste período o discurso do
    “Neodesenvolvimentismo”, é apresentado como política econômica e traduz
    uma nova configuração na reprodução do capital onde a consumação da
    SUDENE atende as demandas do capitalismo neoliberal. A análise da
    SUDENE em distintas fases do capitalismo e suas imbricações na política
    estatal de desenvolvimento permite concluir que o Estado utiliza discursos
    ideológicos para viabilizar a mobilidade e a acumulação do capital na garantia
    do desenvolvimento desigual em diferenciadas escalas geográficas

  • MÁRCIO DOS REIS SANTOS
  • LABIRINTOS DO CAPITAL: A MOBILIDADE DO TRABALHO E A DESCENTRALIZAÇÃO DA INDÚSTRIA DE CALÇADOS EM SERGIPE.
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 28/08/2015
  • Dissertação
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  • O processo de reestruturação produtiva com o aumento de indústrias em Sergipe é
    marcado pela cumplicidade entre Estado e Capital, representada pelos subsídios e
    isenções fiscais dispostos ao capital para que este possa explorar de modo cada vez mais
    flexível o excedente da força de trabalho. O município de Simão Dias (SE) ao sediar a
    instalação da indústria de calçados Dakota no ano de 2005 abriu caminho para que
    milhares de trabalhadores, muitos de origem camponesa fossem contratados e sujeitados
    ao assalariamento, ao trabalho exaustivo e precarizado. Nesse contexto, esta dissertação
    teve o objetivo de refletir sobre a relação capital-trabalho no processo de apropriação da
    força de trabalho via a industrialização, analisando as alterações nas relações de
    produção a partir da descentralização espacial das indústrias em Sergipe, a mobilidade
    do trabalho e a acumulação flexível capitalista na especificidade da indústria calçadista
    no município de Simão Dias. Discutimos a espacialização das indústrias e do capital, a
    partir do entendimento dos conceitos: capital, trabalho, espaço geográfico e mobilidade
    do trabalho. Nossa análise está pautada no método do materialismo histórico dialético,
    que conduz à experiência, à abstração e ao real concreto, observando a totalidade dos
    processos estudados e a realidade cotidiana dos trabalhadores da indústria. Nossa
    pesquisa permitiu concluir que, a mobilidade do trabalho em função da indústria de
    calçados é intensa, como também o processo de exploração da força de trabalho. Os
    trabalhadores são submetidos a longos e exaustivos turnos de trabalho flexível sob
    condições rígidas de controle do tempo e de produtividade. O processo de
    descentralização da indústria em Sergipe é articulado ao processo geral de acumulação
    flexível, onde o capital se move em busca de maiores taxas de lucro. Se no discurso este
    processo tem significado o aumento do número de empregos, na realidade revela que
    este tem acelerado e intensificado o processo de mobilidade do trabalho e do capital no
    espaço geográfico. Esta mobilidade indica que o capital intensifica suas relações de
    expropriação sem se importar com os resultados de sua objetivação, sustentando-se no
    discurso falacioso da garantia de melhoria de vida pelo assalariamento.

  • JULIANA SOUTO SANTOS
  • ESPAÇO GEGRÁFICO E TERRITÓRIOS DE CONFLITOS: DEMARCAÇÃO E POSSE DA POSSE DA ZONA DE EXPANSÃO URBANA DE ARACAJU/SE.
  • Orientador : VERA LUCIA ALVES FRANCA
  • Data: 28/08/2015
  • Tese
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  • Este estudo teve como objetivo analisar os conflitos espaciais característicos da demarcação ne posse territoriais na Zona de Expansão Urbana de Aracaju, considerando as relações de poder e de territorialidade que suscitam processos jurídicos entre São Cristovão e Aracaju. Nessa perspectiva, foram utilizadas as categorias geopolíticas, espaço, multiterritorialidade e conflitos espaciais que embasam esta tese de doutoramente. Os métodos histórico e analítico foram aplicados para a consecução do objeto de estudo proposto. Os principais instrumentos de coleta de dados primários foram questionários aplicados com a população das localidades envolvidas, como também entrevistas com gestores, políticos, historiadores tanto de Aracaju quanto de São Cristovão. Além disso, foram consultados documentos históricos nos arquivos municipais e estaduais. Dados secundários também foram levantados sobre os dois municípios, assim como intensa revisão bibliográfica sobre as categorias que dão suporte ao estudo. Estudar os conflitos espaciais e a gestão dos territórios na Zona de expansão de Aracaju evidencia a trama de relações com raízes históricas e econômicas, configurações politicas e identidades simbólicas que constituem um mosaico espacial, construído socialmente. Na atualidade, o território disputado por São Cristovão e Aracaju/SE, ainda se encontra ‘sub judice’ e representa uma das áreas cujos interesses remetem tanto á esfera pública quanto á privada. O setor público municipal aracajuano tem uma das possibilidades de alargamento do seu território (base física) com a inserção de parte da Zona de expansão Urbana (criada por lei 873/82), assim como a arrecadação de impostos, além do recebimento de royaltes, ficando responsável pela oferta de serviços e da dotação de infraestrutura, o que tem feito, embora de forma insuficiente. O poder municipal sancristovense, que permitiu a apropriação da área pela atual capital sergipana, vem recorrendo a justiça a retomada e posse do território para, assim, poder usufruir novamente das vantagens de cobrar impostos e receber royaltes, uma nova possibilidade de renda para o município, porem deverá assumir a administração da área, o que, certamente, se constituirá numa dificuldade, em função da distância da sede. O setor privado também se beneficia através dos proprietários fundiários e do mercado imobiliário com o parcelamento da terra em loteamentos e edificação de condomínios residenciais, além da instalação de empreendimentos comerciais e de serviços. A população residente tem reclamado diante das dificuldades, enfrentadas, entretanto, é favorável á manutenção do território com o município de Aracaju, considerando as possibilidades de melhoria das condições da infraestrutura da área, além das questões de pertencimento, isto é, territorialidades.

  • JORDANA SANTANA DE OLIVEIRA VASCONCELOS
  • Das Interfaces do Projeto de Irrigação de Fruticultura Platô de Neópolis ao Agronegócio da Cana de Açúcar
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 28/08/2015
  • Dissertação
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  • A presente dissertação de mestrado teve como objetivo analisar as alterações ocorridas
    com o processo de apropriação do espaço no Baixo São Francisco/SE na área do Platô
    de Neópolis, sob o modelo da modernização capitalista e o papel do Estado durante, e
    depois, da sua concretização do Projeto de fruticultura irrigada Platô de Neópolis. Para
    o desenvolvimento de nossa análise utilizamos o método de interpretação do
    materialismo histórico dialético, que permitiu identificar as contradições do modelo de
    modernização capitalista e do papel do Estado durante, e depois da concretização do
    Projeto. Nossos estudos revelaram que nas últimas décadas, houve uma clara
    apropriação do território pelo capital das unidades de produção familiar mediante
    aliança com o Estado, que direciono políticas públicas no campo a favor de grandes
    empresários. Neste contexto, podemos destacar o Projeto de Fruticultura Irrigada Platô
    de Neópolis exemplo vivo de uma política de desenvolvimento voltada para o interesse
    do capital na qual os cultivos tradicionais da região gradativamente foram se
    extinguindo para abrigar a seleção de cultivos voltados para o mercado, com alta
    tecnologia e serviços especializados. Atualmente o Platô direciona sua área irrigada a
    serviço do agronegócio, com o retorno do plantio da cana de açúcar, agora produzida
    em áreas destinadas à irrigação de frutos.
    Nossa pesquisa permitiu concluir que o modelo de agricultura irrigada não teve como
    objetivo, conforme o discurso governamental, solucionar, cessar, ou mesmo amenizar as
    problemáticas sociais no campo no combate à pobreza, mais sim, de garantir a
    reprodução ampliada do capital. Diante da realidade encontrada fica explícito que o
    modelo de irrigação adotado no Baixo São Francisco, no Platô de Neópolis reflete as
    políticas estratégicas calcadas em interesses que se caracterizam por serem excludentes,
    ou seja, deixam de fora a maioria dos trabalhadores e onde a pobreza continua
    inabalável sem alterar sua marca histórica da permanência da exploração.

  • LEANDRO CAVALCANTI REIS
  • Os Artifícios do Estado para a reprodução do Capital: o discurso do “comércio justo”.
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 28/08/2015
  • Dissertação
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  • A presente dissertação de mestrado intitulada Os artifícios do Estado para a
    reprodução do capital: o discurso do “comércio justo” teve como objetivo analisar a
    funcionalidade do “comércio justo” no processo de acumulação do capital, a partir da
    realidade da empresa PRITAM, situada no Submédio São Franciscano, localizada no
    município de Casa Nova-BA. Partimos dos seguintes questionamentos: o “comércio
    justo” constitui uma relação comercial alternativa ao capital ou atende a lógica da
    acumulação por expropriação? Essa forma de produção garante aos trabalhadores do
    campo melhoria das condições de vida e trabalho? A preposição da pesquisa adotou o
    materialismo histórico dialético que garante que a analise da realidade seja considerada
    em sua totalidade, em uma interdependência de fenômenos, e de multideterminações.
    Neste sentido, foram desenvolvidas leituras teóricas reflexivas sobre a exploração da
    força de trabalho no campo, a monopolização e a territorialização do território, a
    funcionalidade do Estado para o capital e o “comercio justo” no contexto da
    mundialização do capital. Constatou-se que há uma ampla difusão de discursos que
    afirmam que o “comercio justo” é um importante meio de enfrentamento às
    desigualdades sócioespaciais, e de que essa forma de relação comercial constituirá uma
    sociedade justa. Esse pensamento tem ganhado força em diversos grupos (movimentos
    sociais; partidos políticos; intelectuais, inclusive de geógrafos) e, faz parte das políticas
    de Estado. Sob todas as suas formas particulares de informação ou propaganda,
    publicidade ou consumo direto do entretenimento, o espetáculo constitui o modelo
    presente da vida socialmente dominante. Ele é a afirmação onipresente da escolha já
    feita na produção, e no seu corolário — o consumo. Nesse sentido, foi possível
    identificar os limites do “comercio justo”. No enfrentamento do embate capital-trabalho,
    à empresa usa do selo para entrar em outra posição no mercado, deslocando-se de um
    mercado de commodities para um nicho de mercado que ao invés de funcionar como
    estratégia de luta contra a exploração do trabalho no campo, tem servido como forma de
    garantir a extração da renda da terra.

  • JOSÉ FRANCO DE AZEVEDO
  • CAPITAL CULTURAL E TERRITÓRIOS: OS NÓS, OS LAÇOS E A TRAMA DAS REDES DE AGRICULTURES FAMILIARES DO MUNICÍPIO DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA-SE.
  • Data: 28/08/2015
  • Tese
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  • No estudo “Capital Cultural e Território: os nós, os laços e a trama das redes de Agricultores Familiares do Município de Nossa Senhora da Glória – SE’’, propõe-se analisar o papel do capital cultural nas redes solidarias de reciprocidade entre agricultores familiares para a organização e fortalecimento do(s) território(s) em Nossa Senhora da Glória – SE. Os territórios analisados foram definidos por seus processos históricos de formação, pela relação reticular e multidimensional, pelas relações de poder, considerando-se as redes de circulação e comunicação, os processos econômicos e principalmente as identidades culturais. O capital cultural é peça fundamental na compreensão do território, em especial, quando se observa a dinâmica territorial. A questão nuclear é saber de que forma o capital cultural contribui para o fortalecimento dos territórios e sua identidade, bem como na qualidade de vida dos agricultores familiares por meio dos laços de proximidade, solidariedade e confiança, contrariando uma lógica promovida pelo poder público estatal, a qual tem como reflexos novos padrões de organização social formal, alicerçados nas discussões de associativismo formal, gerando novos padrões de redes institucionais. Os procedimentos teóricos metodológicos adotados no estudo foram á pesquisa bibliográfica e de campo, por meio de entrevista semiestruturada, história oral e observação direta nos estabelecimentos, no período de julho de 2014 a março de 2015. Foram entrevistados dirigentes de todas as entidades formais (associação e sindicato) de Agricultores Familiares do município de Nossa Senhora da Glória, SE, perfazendo um total de cinquenta e seis organizações, e esta mesma quantidade de agricultores familiares associados a essas entidades, com a condição de que não fizessem parte das atuais diretorias. O intuito era de que fossem confrontadas todas as respostas dos agricultores dirigentes e não dirigentes das associações. Como conclusão, evidencia-se níveis elevados de capital cultural entre os Agricultores Familiares que tem contribuído para o fortalecimento dos territórios analisados; contudo, a imposição do Estado na obrigatoriedade de organização formal entre os agricultores em determinados momentos se apresenta como obstáculo ao fortalecimento do Capital Social e consequentemente dos Terrítorios.

  • SANDRA ANDRÉA SOUZA RODRIGUES
  • A inserção da agricultura familiar na constituição da cadeia produtiva do leite no município de Nossa Senhora da Glória/SE
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 28/08/2015
  • Dissertação
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  • A agricultura familiar tem o papel importante no contexto socioeconômico brasileiro,
    promovendo uma melhor oferta de alimentos e reduzindo o fluxo migratório para as
    cidades, já que um maior contingente de mão-de-obra permanece ocupado no campo. O
    agricultor familiar continua a se reproduzir nas sociedades atuais, preservando sua
    originalidade e adaptando-se ao movimento do capital e as mais variadas situações que
    lhe são impostos pelo ambiente em que lhe são inseridos. As transformações capitalistas
    no campo promovem a modernização da agricultura e o produtor familiar passa a
    produzir para assegurar tanto á subsistência da sua família como também para atender
    as necessidades de consumo do mercado.O presente estudo tem como objetivo analisar
    a diversidade dos sistemas de produção da cadeia produtiva do leite no município de
    Nossa Senhora da Glória de forma a fortalecer o entendimento da importância da
    agricultura familiar na sua inserção para o mercado regional favorecendo
    desenvolvimento local. A cadeia produtiva do leite destaca-se no agronegócio brasileiro.
    Essa importância esta ligada tanto ao seu caráter de segurança alimentar, uma vez que o
    leite é um alimento completo, fazendo parte da dieta alimentar dos consumidores
    brasileiros, quanto pela quantidade de divisas que o produto tem gerado em toda cadeia
    produtiva. A atividade agroalimentar permite a estabilização dos agricultores na região,
    sobretudo do agricultor familiar, constituindo a produção de leite como única alternativa
    de fonte de renda, sendo então gerados postos de trabalho em vários setores como no
    transporte da matéria-prima, na produção e comercialização dos derivados. Em Sergipe
    atualmente a atividade leiteira está ascendente e sua estimativa de produção chega a um
    milhão de litros/dia superando a produção de Alagoas que possuía um destaque
    relevante em relação ao território sergipano. Estas atividades agroalimentares têm por
    excelência forte ligação com território do alto sertão em especial no município de Nossa
    senhora da Gloria, em razão do processo histórico dominante na área e que localiza-se
    também como demandante da matéria-prima ou seja in natura que atualmente é marcado
    por uma cadeia assimétrica, porém que ainda não se caracterizou como rede, em função
    do poder de alguns atores econômicos que determinam procedimentos como o preço, o
    tempo da produção e o volume a ser vendido. Por ser uma atividade de cadeia curta,
    encontra-se articulada com políticas públicas no sentido de beneficiar os produtores,
    sobretudo agricultores familiares os quais agrega aspectos importantes tais como: a
    família, trabalho, a produção e aspectos culturais. Portanto, considerada como aquela
    que, ao mesmo tempo em que é proprietária, assume os trabalhos no estabelecimento
    tendo como principal objetivo inserir-se no mercado adequando-se à tecnologia como
    mecanismo no aumento da produtividade com a finalidade integrar os aspectos
    socioeconômicos e territoriais. Assim, possibilitando o aumento dos números de
    produtores informais e formais avançando cada vez mais na produção e na geração de
    mais emprego, proporcionando o desenvolvimento econômico para a região.

  • SÔNIA MARISE RODRIGUES PEREIRA TOMASONI
  • DINÂMICA SOCIOESPACIAL DA PRODUÇÃO DE FOGOS DE ARTIFÍCIO EM SANTO ANTONIO DE JESUS-BA: TERRITÓRIO FOGUETEIRO.
  • Orientador : VERA LUCIA ALVES FRANCA
  • Data: 28/08/2015
  • Tese
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  • A presente tese tem seu foco na dinâmica socioespacial dos fogos de artifício, na produção do estalo de salão/traque, realizado majoritariamente pelo trabalho feminino, em Santo Atonio de Jesus-BA, município localizado no Território Recôncavo, ás margens da BR-101, 190 Km distante de Salvador. A sede desponta como cidade polo pela presença de comércio e de infraestrutura em serviços. A partir de uma investigação sobre os territórios ocupados por essa produção, foi possível contextualizar as trabalhadoras no processo do labor pirotécnico, bem como observar o modo de vida das fogueteiras suas tensões, a natureza, o ritimo e as relações de trabalho tecidas durante o amealhar de seu labor. A discussão teórica apreendeu o território como referência para compreensão da realidade, assim como as relações, no território, com políticas públicas e o mundo do trabalho. A escala temporal, 1998-2015, justifica-sena busca de explicar a configuração da produção pirotécnica a partir da tragédia ocorrida em 11 de dezembro de 1998, a qual descortinou Santo Antonio de Jesus como segundo maior produtor de fogos de artifício do país e, assim sendo, um polo pirotécnico. A abordagem qualitativa, em consonância com a análise quantitativa dos dados investigados, permitiu explicar as relações construídas no território fogueteiro, assim como o objeto analisado. Para o desenvolvimento do trabalho, com base no empirismo, estabeleceram-se como instrumentos da pesquisa: observação in loco, narrativa , análise de documentos, registro fotográfico, questionários e entrevistas. As informações foram tratadas de forma que os dados expressem a realidade. A partir dos dados, obteve-se uma análise do território fogueteiro, constatando-se que o trabalho das mulheres é caracterizado como domiciliar e precário, abarcando a família, com a utilização de mão de obra do idoso e do trabalho infantil. A produção de estalo de salão/traque constituiu-se informalidade. As politicas públicas implementadas para resolver as questões da informalidade e da clandestinidade não obtiveram sucesso, e a atividade pirotécnica, apesar de ter-se difundido, envolvendo outros municípios, mantem em Santo Antonio de Jesus seu principal território de produção, com destaque para os bairros periféricos Irmã Dulce e São Paulo. Embora realizada de forma precária, a produção de fogos contribui para a sobrevivência daquelas famílias, assim como para a organização de espaços da cidade, com a formação de territórios fogueteiros controlados pelos comerciantes locais.

  • WAGNERVALTER DUTRA JÚNIOR
  • O (DES)CONCEITO DE HOMEM NA LEITURA DO ESPAÇO-TEMPO POSTULADO NA GEOGRAFIA HUMANA : OS ENIGMAS DE UMA GEOGRAFIA HUMANA SEM HOMENS.
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 26/08/2015
  • Tese
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  • A presente Tese de doutorado, objetiva refletir a concepção de homem inscrita na leitura do espaço-tempo postulada pela geografia humana no contexto moderno e iluminista. Inicialmente foi desenvolvida a leitura da concepção de homem a partir experiência espaço-temporal emancipatória da modernidade e da universalização do valor de troca, da circularidade do espaço-tempo do capital onde as relações sociais efetivam uma geografia expressa nas passagens parisienses, representativas da ampliação fetichista do domínio mercantil assim como da ampliação dos processos de distanciamento da objetivação ontológica a partir do valor de uso, estando a produção do espaço-tempo e do homem plasmadas pelo domínio do valor. A leitura da modernidade, subjacente ao processo da universalização do valor de troca, busca os meandros da experiência do espaço-tempo que se estrutura a partir da sociabilidade estabelecida pelo sistema do capital e do projeto emancipatório que o desenvolvimento das forças produtivas e relações de produção inscritas na contradição capital x trabalho consubstanciou. Os avanços e o redimensionamento emancipatório da experiência moderna efetiva, são evidentes, todavia, limites são impostos em razão do controle e dominação que a propriedade privada e o valor de troca exercem nessa experiência lastreada pela abstração do Estado político e da sociedade civil. A emancipação adquire um sentido que acaba por expressar um homem parcial, livre no campo da emancipação política, como cidadão, mas que ainda desconhece a emancipação humana. Nessa conjuntura a razão e o progresso acabam por ampliar os aspectos alienantes que estão postos na divisão social do trabalho respaldada no valor de troca, e à práxis se coloca na tarefa de mediação efetiva entre a emancipação política e a emancipação humana. A geografia humana, contextualizada em seus liames institucionais corrobora com o espaço-tempo produzido para o capital a partir da produção dos territórios do trabalho / riqueza abstrata, para estabelecer uma leitura do homem como externalidade espaço-temporal, alienado socialmente e espacialmente.

  • ELIENE DOMINGAS DE SOUZA
  • NOVAS RURALIDADES NO MUNICÍPIO DE CAMPO DO BRITO -SE.
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 26/08/2015
  • Dissertação
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  • As transformações ocorridas no espaço rural motivam estudos dos pesquisadores que apontam as diferentes perspectivas sobre os acontecimentos ocorridos na contemporaneidade. Diante das mudanças, observa-se a complexidade e a dinâmica existente no meio rural. Essas modificações são causadas pelo advento das tecnologias com o avanço do meio técnico científico, difusão da comunicação e avanço no sistema de transportes nos espaços urbano e rural. Com essas transformações, as relações sociais, culturais e econômicas foram modificadas e ressignificadas. Deve-se destacar também a ocorrência de permanências. Nesse sentido, faz-se necessário explicar as mudanças e permanências percebidas no modo de vida da população, nas relações sociais e de trabalho, nas atividades agrícolas e não agrícolas. O presente trabalho, no intuito de discutir o tema do novo rural brasileiro, apresenta como objetivo explicar a configuração do espaço rural do município de Campo do Brito diante das transformações ocorridas no meio rural brasileiro. Para a efetivação da pesquisa adotaram-se os seguintes procedimentos metodológicos: revisão bibliográfica; realização de entrevistas com os agricultores nos estabelecimentos rurais, com os representantes de órgãos públicos, de sindicatos, das associações e comerciantes. Também foram coletadas informações de fontes secundárias. Em seguida foi realizada a análise dos dados para se compreender o município estudado. Foram efetuadas com vistas as explicações e análises das dimensões sociais, econômica e cultural. Para tanto, o trabalho está fundamentado na categoria geográfica espaço e nos conceitos de ruralidade, nova ruralidade, novo rural e as relações existente entre o rural e o urbano. Observou-se as alterações na configuração espacial com a inserção dos novos equipamentos nas atividades agrícolas, na infraestrutura dos povoados, ladeadas pela permanência e a ressignificação das tradições a partir das manifestações culturais e religiosas existentes que alicerçam a identidade da população. Evidencia-se uma combinação de atividades e rendas como formas estratégicas de permanecer no espaço rural.

  • ACÁCIA MARIA BARROS SOUZA
  • ANÁLISE GEOAMBIENTAL DA SUB-BACIA DO RIO POMONGA EM SERGIPE
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 14/08/2015
  • Dissertação
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  • Os avanços tecnológicos obtidos pelo homem, sobretudo no transcorrer do século XX, materializados pelo aumento no crescimento populacional, da ampliação industrial, entre outros condicionantes, causaram uma sobrecarga ao ambiente natural. Esse tipo de desenvolvimento tem provocado consideráveis modificações socioambientais no espaço, situação preocupante, sendo representada pelo desequilíbrio dos ecossistemas. Nessa perspectiva, a presente pesquisa visou analisar os aspectos ambientais e socioeconômicos da sub-bacia hidrográfica do rio Pomonga como suporte ao ordenamento e gestão do território. Para o cumprimento desse e outros objetivos específicos, foram utilizados distintos procedimentos metodológicos, destacando-se entre eles o levantamento bibliográfico e de documentos cartográficos, elaboração de cartas temáticas e trabalho de campo. O Geossistema se constituiu na base metodológica desse estudo pelo fato de priorizar a integração entre os diversos elementos da paisagem presentes no sistema bacia hidrográfica, bem como a relação com a sociedade. Os resultados desse estudo mostram que a abordagem sistêmica, aplicada na sub-bacia em apreço, possibilitou um entendimento sobre a forma de sua organização ambiental, econômica e espacial. Inicialmente, percebeu-se na paisagem a fragilidade das gestões municipais no estabelecimento de critérios para o uso e ocupação do espaço, principalmente, no sentido de manter o equilíbrio entre a conservação ambiental e o desenvolvimento econômico. Assim, em termos gerais constatou-se que, apesar da incidência das atividades econômicas sujeitas aos agentes poluentes nas margens do rio Pomonga, como a carcinicultura, a água ainda permanece com níveis aceitáveis de qualidade

  • GLEIDINÊIDES TELES DOS SANTOS
  • Capital Social, Planejamento e Desenvolvimento Regional em Sergipe
  • Orientador : DEAN LEE HANSEN
  • Data: 08/04/2015
  • Tese
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  • A presente tese analisa o capital social e seus efeitos sobre a política de desenvolvimento em Sergipe. Especificamente, a tese analisa a natureza espacial do capital social e o papel das instituições públicas de desenvolvimento regional e de planejamento estadual na construção, ou redução, desse ativo dos territórios de planejamento de Sergipe. Para tanto, foi desenvolvida uma estrutura teórica baseada nos conceitos de região, regionalização, território, capital social, governança e desenvolvimento. Na qual, em decorrência de suas características analíticas, foram destacados os conceitos de capital social e território. Definidos na tese, respectivamente, como atributo da estrutura social, acessível aos indivíduos e grupos que mantêm laços interpessoais alimentados por valores, normas e crenças capazes de mobilizar e empoderar os indivíduos, as comunidades e as organizações com a finalidade de auferir benefícios mútuos; e como uma categoria geográfica que legitima as ações dos agentes sociais, institucionalizando o capital social. Por sua vez, a pesquisa empírica inclui a análise dos procedimentos e mecanismos usados pelos órgãos de planejamento e de desenvolvimento regional e estadual na construção das políticas e dos planos de desenvolvimento regional, propostos para o Nordeste brasileiro e para o estado de Sergipe, à luz dos instrumentos planejamento, dos conceitos propostos para capital social e governança e das estruturas organizacionais dedicadas ao desenvolvimento. Ela também contou com a aplicação de 90 questionários e seis entrevistas entre atores sociais e gestores, vinculados a diferentes órgãos públicos, instituições sociais e representantes da comunidade, envolvidos no planejamento territorial do Estado. Após a análise dos dados coletados, conclui-se que a cultura política institucional figura como um dos maiores obstáculos para o fortalecimento do capital social, da participação social, da integração de políticas públicas em Sergipe e, por conseguinte, para seu desenvolvimento territorial.

  • RODRIGO HERLES DOS SANTOS
  • ENTRE ÁGUAS E GENTES: VIVÊNCIAS E (IN)VISIBILIDADES NOS TERRITÓRIOS DO LITORAL DE SERGIPE.
  • Orientador : MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS
  • Data: 10/03/2015
  • Tese
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  • Esta pesquisa aborda a formação do Litoral sergipano. Esse espaço que foi historicamente constituído e socialmente apropriado. O intuito primeiro é refletir sobre espaço da comunidade tradicional na perspectiva de sua constituição como uma formação territorial, verificando os espaços referenciados pelos moradores e a articulação destes na conformação de identidades sociais e territoriais no Litoral. Em termos metodológicos, nossa escolha foi por inscrever a pesquisa em uma abordagem qualitativa, cujo arcabouço de investigação, se adere a natureza relacional e fenomênica das interações entre natureza, cultura, espaço e território que exploramos. O desenvolvimento da tese iniciou-se pela apreciação dos elementos teóricos sobre as categorias utilizadas na análise, especialmente a discussão sobre território, identidade e representação. Na sequência, estabelecemos uma análise sobre fatos e processos históricos que ajudam a compreender a formação territorial de Sergipe de maneira mais ampla e, a do Litoral, de maneira mais especifica, com foco na constituição das comunidades tradicionais de pesca. Neste ponto, nos interessamos em fornecer elementos para o entendimento de como a população tradicional, geralmente excluída de processos políticos e econômicos hegemônicos, acabou por ocupar ambientes raros e valorizados do espaço sergipano. O processo de apropriação do espaço e sua representação foram analisados levando-se em consideração os elementos espaciais referenciados pelos sujeitos do Litoral. Para tanto, situamos nosso locus de pesquisa em três comunidades tradicionais de Terra Caída, Pedreiras e Tigre/Junça entre Litoral Sul, Central e Norte, respectivamente. Adotamos procedimentos e instrumentos de pesquisa para captar a representação que fora feita do território em cada comunidade, levando em consideração a distribuição entre crianças e jovens, adultos e idosos. Nesse sentido, examinamos a constituição das identidades dos sujeitos, a narrativa da historicidade dele com o seu espaço de vivência e referência e verificamos a existência de identidade com os espaços e ambientes litorâneos.

  • LUCAS GAMA LIMA
  • A dinâmica imperialista contemporânea: Capital sem fronteiras e sua (ir)racionalidade apátrida.
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 10/03/2015
  • Tese
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  • A presente Tese de doutorado objetiva refletir acerca das singularidades do
    imperialismo contemporâneo. Nas últimas décadas, o imperialismo como categoria de
    análise, perdeu centralidade nas análises marxistas da macroeconomia e geopolítica
    mundial, sendo substituído por categorias como globalização, mundialização,
    neoliberalismo e império. Não raramente, o imperialismo passou a ser concebido como
    uma investida militar de uma nação sobre outra ou, que representa um pensamento
    ainda mais simplificador, uma ação militar e econômica dos Estados Unidos. Prima
    facie, todos estes pressupostos parecem estar corretos, todavia o estudo das contradições
    imanentes ao movimento do capital e do significado do imperialismo capitalista mostra-
    nos o quão são insuficientes. Temos como tese que o imperialismo, não obstante às
    tentativas de obnubila-lo por meio de várias expressões mistificadoras, continua a se
    constituir em ferramenta indispensável à compreensão da totalidade contraditória do
    capitalismo. A exata compreensão da dinâmica imperialista contemporânea representa
    uma tarefa hercúlea e não talmúdica, que exige perscrutar os escritos dos primeiros
    críticos marxistas do fenômeno, situados na II Internacional, transitando pelas análises
    dos teóricos marxistas da dependência, das décadas de 1960/70, em direção às análises
    mais recentes. As investigações realizadas por meio da leitura de ampla bibliografia
    sobre o tema, de documentos institucionais e da realidade nas diferentes escalas
    geográficas permitiram comprovar nossa Tese que o imperialismo é, ainda, a fase
    vigente do capitalismo, pois as alterações registradas neste modo de produção ao longo
    do século XX não foram capazes de superá-lo. O imperialismo recrudesceu sua
    capacidade expropriadora e perdulária, através da formação de um sistema imperialista
    em escala mundial, que entrecruza os interesses dos diversos capitais situados em
    distintas formações sociais. A conhecida relação entre o centro imperialista espoliador,
    formado por um núcleo restrito de nações, e o volumoso conjunto de nações periféricas
    subjugado, já não retrata com rigor a realidade. Em que pese a continuidade das
    hierarquias político-econômicas entre as nações, o imperialismo não pode ser explicado
    simplesmente pelas mesmas. O alcance hegemônico do capital financeiro e a
    disseminação de sua face parasitária, o capital fictício, instou em escala mundial a
    interpenetração de propósitos entre as corporações sediadas em inúmeros países e os
    Estados. Já não se pode determinar a fronteira de um capital, pois sua racionalidade
    apátrida se apresenta de modo gritante, por meio das fusões, associações, joint ventures,
    carteis e profusão de ações e derivativos. Intensificaram-se as expropriações primárias e
    secundárias praticada contra os trabalhadores e as rivalidades entre as burguesias
    nacionais estão crescentemente imiscuídas do desejo comum de alavancar a auferição
    do lucro e de toda riqueza social. O que nos permitiu concluir que o imperialismo
    contemporâneo é mais nocivo e representa um risco não somente aos trabalhadores,
    mas, também, à humanidade, pois coincide com o momento em que o capital articulado
    em diferentes escalas subtrai virulentamente os direitos, a riqueza social e, inclusive, os
    meios elementares à (re)produção da espécie.

  • WODIS KLEBER OLIVEIRA ARAUJO
  • A relação campo-cidade no município de Feira de Santana – BA: Renda da terra, campesinato e ruralidades.
  • Orientador : CELSO DONIZETE LOCATEL
  • Data: 27/02/2015
  • Tese
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  • O município de Feira de Santana é atípico, em relação aos demais municípios do interior baiano, por apresentar uma dinâmica socioeconômica e um crescimento populacional similar à de uma capital de estado. Os vetores da nova reorganização espacial pós 1970, em especial a instalação do Centro Industrial Subaé (CIS), reconfigura a cidade de Feira de Santana, outrora praça de gado e rotas de boiadas, de currais e da grande feira-livre, em uma cidade industrializada e de comércios e serviços, que passa a figurar como importante polo financeiro e comercial, no interior do estado da Bahia. O crescimento populacional e sua demanda por moradia, oriundos dessa nova realidade, avançou sobre a área rural provocando mudanças estruturais na relação campo-cidade e recriando ruralidades, exigindo uma mudança na perspectiva de análise do espaço rural do município. A abordagem utilizada neste trabalha está focada nas relações de reprodução camponesa e suas contradições a partir da apropriação da renda da terra sobre a lógica capitalista e como a relação campo-cidade possibilita a criação de novas dinâmicas socioeconômica nas áreas rurais do município. A análise realizada explicitou um conjunto de forças estruturais que atuam no espaço rural, oriundas de várias fontes e em espacial do Estado e da dinâmica do capital urbano, implementadas por agentes diversos. A análise da renda da terra, permitiu compreender as práticas locais em relação ao monopólio da terra e a sujeição da renda camponesa ao capital. Isso permitiu traçar um perfil socioeconômico, como também diagnosticar a condição atual do camponês, enquanto produtor rural, baseado na sua força de trabalho na terra, assim como a intensa ocorrência de trabalho acessório. Ainda, foi realizou-se uma avaliação de quais políticas públicas estão sendo acessadas pelos camponeses e como elas contribuem para a reprodução social dos mesmos, ainda que de forma subordinada ao capital, uma vez que ocorre, contraditoriamente, a apropriação da renda da terra em detrimento da demanda por lotes urbanos na acirrada relação campo-cidade no município de Feira de Santana. Assim, fez-se necessário mudar a perspectiva de análise do espaço rural do município, o que poderá contribuir para a elaboração de políticas públicas que favoreçam a reprodução e permanência das famílias camponesas e da sua complexidade na atualidade.

  • EDINALDO BATISTA DOS SANTOS
  • POLÍTICAS PÚBLICAS COMO INSTRUMENTOS DE ORDENAMENTO TERRITORIAL PARA O DESENVOLVIMENTO DO LITORAL NORTE DE SERGIPE.
  • Orientador : LILIAN DE LINS WANDERLEY
  • Data: 27/02/2015
  • Tese
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  • Este estudo objetiva analisar a ocupação dos municípios costeiros situados em frente ao mar,
    no Litoral Norte de Sergipe, visando estabelecer subsídios para o ordenamento territorial
    sustentável dessa região, objetivando estabelecer estratégias para o seu desenvolvimento
    econômico, social e ambiental e o uso racional dos seus recursos naturais. O embasamento
    teórico dessa investigação seguiu a análise sistêmica, caracterizando-se por uma pesquisa
    de natureza mista quali-quantitativa de base bibliográfica e documental, aliada à pesquisa
    exploratória direta nessa região costeira do Estado de Sergipe. O trabalho levantou e discutiu
    a legislação ambiental vigente, conceitos de desenvolvimento e sustentabilidade, políticas
    públicas de ordenamento e gestão territorial sob o prisma das potencialidades naturais e
    sociais dos municípios que compõe essa região. Foram identificados conflitos socioambientais
    e os atores sociais envolvidos, e feita análise comparativa através de indicadores de
    desenvolvimento sustentável entre os municípios pesquisados. Por fim, avaliou-se a eficiência
    dos instrumentos de políticas públicas de gestão do território, verificou-se o nível de
    articulação e complementação das políticas de desenvolvimento e identificou-se os conflitos
    socioambientais e suas causas, decorrentes da ausência de gestão social dos territórios.
    Foi cartograficamente delineado o zoneamento ambiental proposto no ordenamento dos
    territórios, visando subsidiar políticas públicas de desenvolvimento regional a partir de
    pressupostos de sustentabilidade.

  • PRISCILA PEREIRA SANTOS
  • ENTRE A CASA DE PRAIA E O IMOBILIÁRIO-TURÍSTICO: A SEGUNDA RESIDÊNCIA NO LITORAL SERGIPANO
  • Data: 26/02/2015
  • Dissertação
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  • Em Sergipe, a segunda residência no litoral apresenta duas formas-conteúdos de manifestação. A tradicional forma da casa de praia, geralmente localizada na linha de costa ou nas proximidades do mar e a nova forma, que são os complexos residenciais turísticos, o imobiliário-turístico. Sob essa perspectiva, o objetivo geral dessa pesquisa foi analisar a (re)(des)organização territorial do espaço litorâneo de Sergipe a partir das manifestações territoriais da segunda residência no litoral Norte, mais especificamente na Barra dos Coqueiros, na Praia da Costa e na Praia da Atalaia Nova, e no Sul de Sergipe, em Estância, na Praia do Saco e na Praia das Dunas. Diante disso, a abordagem qualitativa se mostrou mais adequada para interpretar tal fenômeno. Os procedimentos metodológicos utilizados no desenvolvimento da pesquisa foram os seguintes: pesquisa bibliográfica, pesquisa documental e pesquisa de campo. O estudo da tradicional casa de praia e do imobiliário-turístico se mostrou amplo, complexo, relacional, multidimensional, enfim, desafiador. Entre as praias do litoral Norte e do litoral Sul observou-se diferenças e semelhanças na territorialização do espaço litorâneo pela segunda residência. Quanto à forma, verificou-se que as casas de praia parecem refletir o poder aquisitivo dos proprietários. A segunda residência no litoral Sul se mostra luxuosa, com requinte e sofisticação por vezes incomparáveis a qualquer outra praia sergipana. O território da “velha” casa de veraneio na Praia do Saco e na Praia das Dunas desenha-se na “força” do poder econômico, político e social projetado no espaço litorâneo. Nas quatro praias analisadas, o veraneio permanece ‘vivo’ como conteúdo dominante da tradicional forma de casa de praia. Família, natureza, lazer, herança, e porque não dizer também status social, apresentam-se como os “motores” que movimentam o veraneio no litoral sergipano. Além da segunda residência como habitação de lazer, usa-se ainda a “velha” casa de praia como alojamento turístico. Verificou-se que na coexistência do território da segunda residência e o território de abrigo e sobrevivência dos moradores permanentes, os interesses dos autóctones ora convergem com os da população flutuante ora divergem. Em linhas gerais, a cooperação entre os veranistas, os turistas de sol e praia e os moradores permanentes se expressam na geração de emprego e de renda. Em contraposição, observou-se diversas repercussões territoriais que ilustram os conflitos ambientais da “velha” forma-conteúdo de casa de praia. Mas diferentemente da propagação espontânea do veranear, a implantação do imobiliário-turístico no litoral de Sergipe foi planejado e “capturado” pelo poder público. O mercado imobiliário e turístico, reinventa o veraneio e a casa de praia nos moldes da diferenciação do capital flexível. Diferenciadas, a “nova” forma de casa de praia materializa-se em complexos residenciais turísticos, “inventa-se” o turismo imobiliário. Seja como for, essa aliança entre o Estado e o mercado de imobiliário-turístico multiplicará a densidade do uso dos recursos territoriais por segunda residência em um intervalo de tempo nunca antes vivenciado na História do litoral de Sergipe. Entre os de “lá” intramuros e os de “cá” de “fora” do muro, a segregação socioespacial contorna a “nova” forma-conteúdo da segunda residência ancorada na (in)sustentabilidade do dito desenvolvimento sustentável.

2014
Descrição
  • JOSÉ HUNALDO LIMA
  • O USO DA CARTOGRAFIA COMO INSTRUMENTO METODOLÓGICO NA DEFINIÇÃO DE TERRITÓRIOS A PARTIR DA QUESTÃO AGRÁRIA DA/NA BACIA DO SÃO FRANCISCO.
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 19/12/2014
  • Tese
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  • O presente trabalho teve como objetivo o mapeamento da estrutura agrária na bacia do rio São Francisco, através do uso da cartografia como instrumento metodológico de análise. Foi realizada uma retrospectiva do desenvolvimento da cartografia e da produção cartográfica em torno da bacia. Para responder as hipóteses do trabalho, foram elaborados mapas a partir de diferentes variáveis, que corroboraram para a explicação da questão agrária no São Francisco. Partiu-se da catalogação e análise dos dados no SIDRA, da Rede Dataluta, além de outros no INCRA. Foram elaborados mapas do quadro físico-natural da bacia, das questões socioeconômicas, da estrutura fundiária, da violência no campo, das mobilizações, dos principais cultivos, entre outros. Elaborou-se ainda o mapa da produção do espaço agrário, um recurso que expõe a formação dos diferentes territórios, e neles, o avanço do agrohidronegócio na bacia responsável pela geração de conflitos por terra e água. Os dados e os mapas permitiram demonstrar como a cartografia crítica, ao construir mapas que explicitam a questão agrária na sua essência, constituiu-se instrumento contra as forças do capital no campo, ou seja, ao se conceber a cartografia como um recurso metodológico capaz de elucidar a essência das relações. Pode-se mostrar, como nesse estudo, a apropriação dos recursos naturais e do trabalho transformado em mercadoria pelos processos de separação do homem em relação aos meios de produção na área da bacia do São Francisco, asseguram a lucratividade do capital nos agrohidroterritórios ali conformados. Por sua vez, foi possível perceber que as novas territorialidades formuladas pelo agrohidronegócio, ao tempo em que promoveram concentração e centralização de capital, acabaram por fortalecer movimentos de luta por água e terra.

  • GIVALDO DOS SANTOS BEZERRA
  • DINÂMICA, OCUPAÇÃO E IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS NA MICROBACIA DO RIO DO SAL
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 30/09/2014
  • Dissertação
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  • Desde o surgimento da espécie humana no planeta os recursos hídricos tem sido
    usados de forma não planejada, pautado, quase sempre, numa visão em que estes recursos
    são bensrenováveis, abundante e inesgotável. Nesta perspectiva, o presente estudo, entre
    outros objetivos específicos, priorizou analisar os elementos naturais do estrato geográfico
    predominantemente na microbacia do Rio do Sal, associando aos diversos aspectos da realidade
    socioeconômica da população parcialmente inserida no seu território, a fim de elaborar
    proposta que viabilize o ordenamento territorial-ambiental. Para elucidar a complexidade
    socioambiental apresentada no contexto da microbacia, buscou-se apoio metodológico na
    Teoria Geral do Sistemas e Geossistemas, sobretudo, este último com base nas atuais ideias de
    Bertrand alicerçadas no GTP. Além disso, utilizaram-se distintos procedimentos metodológico
    com levantamentos das informações primárias e secundaria em campo e gabinete, tornando-se indispensável durante o processo o uso da cartografia analógica e digital, aliada ao
    geoprocessamento. Entre outros resultados, constatou-se que na microbacia em apreço, a forma
    desordenada de uso e ocupação do solo, ao longo do tempo, gerou uma série de consequências
    negativas para a população, acarretando diversos problemas de ordem socioambiental
    impulsionados pelo crescimento das cidades em seu entorno, especialmente Aracaju, tais como:
    esgotamento sanitários e industriais despejados sem tratamento no leito do rio, retirada da mata
    ciliar para construção de submoradias, instalação de viveiros comerciais de pequeno e grande
    portepromovendo o desmatamento do manguezal, aumentando com a prática o volume de
    matéria orgânica nos rios provocando a redução do oxigênio e, com isso, comprometendo o
    ambiente aquático nas proximidades dos empreendimentos, e extração frequente de areia para
    construção civil, dentre outras. Situação como as que tais evidenciadas, além de outras, geram,
    portanto, a necessidade de uma gestão mais eficaz do uso e ocupação do solo, a fim de melhor
    resguardar a qualidade de vida da população e dos recursos naturais existentes no território
    geograficamente constituído da microbacia.

  • SIMONE CORREIA DOS SANTOS
  • ESPACIALIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE SAUDE DE SÃO CRISTÓVÃO-SE: A SAUDE SOB O OLHAR GEOGRÁFICO
  • Orientador : JOSE ANTONIO PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 30/09/2014
  • Dissertação
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  • O Sistema de saúde de um município tem no seu dia-a-dia o desafio de garantir que toda a sua rede de atendimento e sistemas informacionais trabalhe e seja executado de forma integral, seguindo as prerrogativas do SUS, não só assegurando o direito ao acesso aos serviços de saúde como também desenvolvendo atividades que previnam as principais doenças e agravos que assolam os cidadãos do município. Neste contexto, este trabalho tem como objetivo geral investigar a organização espacial dos Sistemas de Saúde do município de São Cristóvão-SE, com ênfase para as Unidades de Saúde conveniadas com o SUS. Através desse objetivo, um dos enfoques consiste em reconhecer como estão estruturadas essas unidades, e para isto baseou-se nos múltiplos sentidos de espaço, tanto na visão da geografia quanto na dos órgãos de saúde. Para tanto fez-se necessário realizar, trabalhos em campo, construção e alimentação do banco de dados georreferenciados e confecção de mapas temáticos. Ao analisar os dados recolhidos, pode-se destacar que a distribuição de estabelecimentos de saúde é desproporcional a necessidade da população, uma vez que eles estão localizados na sua maioria em duas áreas, na Sede Municipal e no Conjunto Habitacional Rosa Elze, ficando áreas sem uma apropriada estrutura física e humana de saúde. Apesar das dificuldades existentes na área da saude municipal, o município de São Cristóvão poderá conseguir futuramente, caso trabalhem no que determina o SUS, assegurar a população o acesso aos serviços de saude de forma integral, para isso é preciso conhecer a realidade local, a potencialidade e principalmente os problemas que precisam ser solucionados.

  • MARINA FEITOSA DA ROCHA OLIVEIRA
  • De alimento à commoditie: a produção de milho no município de Pinhão e suas contradições
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 30/09/2014
  • Dissertação
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  • A dissertação de mestrado que ora apresentamos analisa os rebatimentos da produção do milho para o campo e para a cidade no município de Pinhão no estado de Sergipe, que apesar da sua pequena extensão territorial e população com pouco mais de 6.000 habitantes, vem gradualmente apresentando aumento da produção desse cereal, que se transformou em carro-chefe da produção agrícola municipal e do seu entorno. Considera-se que o Brasil atualmente é um grande produtor de milho, que cresceu consideravelmente nos últimos dez anos e as estimativas para o futuro preveem ampliação tanto em área plantada como na produtividade. Nos últimos anos foi possível observar no espaço agrário sergipano um crescimento acelerado desse cultivo, que até então, era realizado em vários municípios consorciado com outras culturas, mas com pouco destaque. O cereal era utilizado para abastecer essencialmente os rebanhos e uma parte para indústrias de rações e alimentícias. Na atualidade, se observa que a produção de milho realizada em grande escala, nos moldes do agronegócio, em grandes propriedades com o uso de vastas extensões territoriais para atender a cadeia produtiva do milho que abastece uma rede de empreendimentos interligados que têm o milho como matéria prima base. A mão-de-obra empregada no cultivo do cereal vem sendo drasticamente reduzida, pois, com o uso intensivo da mecanização e da alta tecnologia, os trabalhadores foram substituídos por máquinas, que realizam o trabalho de diversos homens com mais agilidade, o que demonstra o caráter excludente dessa produção, visto que, além de muitos camponeses ao não conseguirem concorrer com essa alta produção, suprimidos pela expansão do agronegócio do milho e desprovidos de meios de produção para sobreviver da terra, restando-lhes apenas sua força de trabalho para ser vendida, foram "forçados" a deixar suas pequenas propriedades em busca de novas formas de sobrevivência e reprodução, os poucos trabalhadores que ainda trabalham nessa produção são extremamente explorados e expostos a diversos riscos, por remunerações baixíssimas e que se submetem a tal situação pela falta de alternativas. O município de Pinhão hoje tem em seu entorno um verdadeiro "mar verde", a produção de milho toma conta de quase todos os espaços agricultáveis do município, pequenas produções de feijão e outros gêneros agrícolas são quase raridade, pois, além da substituição da produção dos mesmos pelo milho, é difícil sobreviver ao uso intensivo de herbicidas e inseticidas aplicados via aérea no milharal que prejudica e até extermina as pequenas produções ao redor. A sede municipal de Pinhão, ao longo de dez anos, período onde houve o boom da produção de milho em todo o estado, vem apresentando mudanças em sua dinâmica e configuração, que podem ser reflexos da espacialização do milho, mudanças como: a instalação de uma agência bancária, de empresa de empréstimos financeiros, loja de comercialização de insumos, fertilizantes e equipamentos agrícolas e crescimento do comércio local, são mudanças que podem ser relacionadas ao "crescimento e desenvolvimento" que a produção de milho tem provocado nas cidades em que se territorializa. Porém, é importante ressaltar que esse desenvolvimento vem mascarado por benefícios, mas arraigado de apropriação do espaço, monopolização da produção, exploração de trabalhadores, expropriação de camponeses, alienação da população e degradação do meio ambiente, que são importantes aspectos camuflados pela visão da deslumbrante plantação de milho, que enche os olhos de quem passa observando e esvazia o prato de quem a plantava com as próprias mãos.

  • RAQUELINE DA SILVA SANTOS
  • REFORMA AGRÁRIA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: AS CONTRADIÇÕES DO PRONERA EM ALAGOAS (1998 - 2008)
  • Orientador : ERALDO DA SILVA RAMOS FILHO
  • Data: 30/09/2014
  • Dissertação
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  • Esta dissertação tem como objetivo discutir a Reforma Agrária e a Educação do Campo, tendo como recorte analítico o desenvolvimento do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA), em Alagoas, no período de 1998 a 2008. Este estudo procura mostrar que o desenvolvimento do PRONERA em Alagoas divergiu da proposta de educação discutida no movimento Por Uma Educação do Campo, que pensa a educação levando em consideração o modo de vida camponês. Considerando a luta pela terra dos movimentos socioterritoriais na busca do reconhecimento do direito a uma educação pensada a partir da realidade camponesa, discutimos as ações e estratégias políticas dos movimentos na luta pelos direitos que lhes cabem. São as manifestações e as ocupações os atos necessários para pressionar o governo a realizar a desapropriação de terras e financiar programas que atendam as necessidades dos territórios camponeses já conquistados. Esses territórios materializados nos assentamentos devem ser considerados como o processo de reterritorialização do campesinato no campo. Dessa forma, é a luta pela terra, por educação, por assistência técnica que dão possibilidades do campesinato se reafirmar enquanto classe. É nessa luta de classes que os movimentos socioterritoriais têm discutido a Educação do Campo, considerada como uma educação de caráter ideológico, político, cultural e social. Essa luta é histórica e vem sendo discutida constantemente por ser a Reforma Agrária um problema social assim como é a educação, pois ambas se estendem na história desse país influenciando a vida da sociedade como um todo. A primeira problemática se estrutura a partir da luta contra uma alta concentração de terras que centraliza o poder nas mãos de uma pequena elite brasileira, essa centralização é geradora de uma desigualdade socioeconômica, que provoca um alto grau da expansão da pobreza em favor de uma expansão econômica; e a segunda se restringe, inicialmente, à formação humana da classe dominante, que ao longo da história permitiu que a educação seja estendida a classe trabalhadora a partir dos seus interesses. A metodologia que permeou nosso estudo se baseou em revisão bibliográfica e documental: relatórios, processos e convênios que explicam as parcerias e o desenvolvimento do PRONERA. A análise do programa, dos recursos investidos e a realização das entrevistas com os sujeitos envolvidos foram etapas essenciais para conhecermos os processos que constituíram o PRONERA em Alagoas. No debate entre a Reforma Agrária e a Educação do Campo temos uma forte luta pelo o direito a terra e a educação pautada na realidade camponesa. Para analisarmos esse debate, baseamos nosso estudo em dois paradigmas: o paradigma da questão agrária e o paradigma do capitalismo agrário. Esses paradigmas explicam a questão agrária sob duas perspectivas distintas que reconfiguram o papel do campesinato no campo. Neste marco teórico analisamos a luta pela Educação do Campo, a construção do PRONERA e suas contradições no estado de Alagoas. São nesses territórios de conflitos entre o capital e o campesinato que adentramos na relação social que empreende o debate em questão.

  • JOSÉ DANILO SANTANA SILVA
  • A TRAMA FAUSTIANA DO CAPITAL FINANCEIRO NA CAPTURA DA UNIDADE DE PRODUÇÃO FAMILIAR
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 30/09/2014
  • Dissertação
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  • Com o fim do keynesianismo enquanto modelo econômico capaz de superar a crise de
    superprodução que se estabelecia no final da década de 1970, a mundialização do capital surge como
    processo de um novo ritmo de acumulação. A mundialização é uma fase específica sistema do capital em
    seu processo de internacionalização e valorização marcada pelo domínio do capital financeiro sobre a
    esfera produtiva. A integração internacional dos mercados foi garantida por meio da liberalização e
    desregulamentação dos mercados nacionais e automatização do fluxo de capitais. Para tanto, coube aos
    Estados centrais assumir e determinar os rumos da política neoliberal, retirando barreiras institucionais e
    econômicas que pudessem criar entraves para o livre fluxo de capitais. O sistema sociometabólico do
    capital produz suas próprias contradições como garantia de sua reprodução e acumulação, a mundialização
    do capital torna-se um processo expressivo também no campo, dando novos contornos a territorialização
    do capital e a monopolização da produção. No Brasil, a inserção do capital financeiro no campo se dá
    modernização técnica durante a ditadura militar. Era necessário transformar o campo para atender a
    demanda de produção do comércio exterior, aumentar a produtividade sem alterar a estrutura fundiária por
    meio da integração técnica entre indústria e agricultura. A integração do capital financeiro com a
    agricultura compreende o fortalecimento de um sistema de crédito rural e de mecanismos de incentivos
    fiscais e financeiros do Estado, intensificação de relações interindustriais (com a fusão de capitais
    agroindustriais no setor privado e a consolidação de conglomerados multisetoriais) e transformação no
    mercado de terras. Sob a égide do agronegócio, o capital financeiro assume o controle do desenvolvimento
    do campo brasileiro, perseguindo assim o lucro a renda da terra mediante políticas de Estado. Nesta
    direção, o desafio da nossa pesquisa de mestrado consiste em analisar os rebatimentos espaciais da
    inserção do capital financeiro no campo sergipano, analisar de que forma este gesta o território para extrair
    direta ou indiretamente frações de mais valor e da renda da terra. É importante observar que o capital
    financeiro se insere no campo não só por meio do financiamento direto da produção e comercialização de
    mercadorias, a presença do sistema de crédito permeia outras dimensões da renda da unidade de produção
    camponesa. Analisamos o Território do Alto Sertão Sergipano com o objetivo identificar as formas e
    estratégias do capital financeiro para obtenção de lucro, sobretudo, por meio da subordinação da unidade
    de produção familiar para o processo de acumulação, analisando as ações do Estado na apreensão dialética
    do movimento de favorecimento ao capital que com esse compõe de forma indissociável e interligada o
    seu sistema metabólico de reprodução.

  • RAUL MARQUES NETO
  • DA LUTA NA LONA PRETA À LUTA NA CASA DE TELHA: MONOPOLIZAÇÃO DO TERRITÓRIO PELO CAPITAL AGROENERGÉTICO EM CAPELA-SE, SUBORDINAÇÃO E RESISTÊNCIA DA CLASSE CAMPONESA.
  • Orientador : CELSO DONIZETE LOCATEL
  • Data: 29/09/2014
  • Dissertação
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  • A estrutura agrária brasileira, que se configurou a partir da invasão dos portugueses, caracteriza-se por ser concentradora de terras, de renda e de benefícios e por se manter inalterada ao longo do tempo, causando impactos negativos no espaço rural brasileiro, reproduzindo ou aumentando a pobreza da população do campo, principalmente dos camponeses que buscam a todo o momento estratégias de sobrevivência. Diante das transformações na questão agrária brasileira e das políticas públicas direcionadas ao campo, entre elas a de incentivo aos agrocombustíveis buscamos neste trabalho, através do método dialético, analisar o processo de subordinação camponesa no município de Capela (SE), diante do movimento contraditório do desenvolvimento das forças produtivas do capital, a partir do setor sucroalcooleiro. Neste espaço ocorrem dois processos, o de territorialização do capital agroenergético e o de monopolização do território camponês pelo capital monopolista, este último sendo verificado no Projeto de Assentamento José Emídio dos Santos, localizado no referido município. Camponeses que se subordinam e resistem produzindo a monocultura da cana em detrimento da policultura de alimentos, provocando insegurança alimentar e distanciando-se da soberania alimentar.

  • ALAN JULIANO DA ROCHA SANTOS
  • EXCLUSÃO MULTIDIMENSIONAL, POLITICAS PÚBLICAS E JUSTIÇA ESPACIAL EM SERGIPE
  • Orientador : VERA LUCIA ALVES FRANCA
  • Data: 11/09/2014
  • Dissertação
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  • Este estudo consiste numa pesquisa aplicada, de natureza quantitativa, tendo como universo de análise o Estado de Sergipe, nas escalas municipal e territorial, considerando a primeira década do século XXI e tem como objetivo analisar os níveis e a composição multidimensional da exclusão social, assim como, as mudanças resultantes da intervenção do Estado através de políticas públicas. Para tanto, se fez necessário uma ampla pesquisa bibliográfica de teorias e métodos aplicados em mensurar e explicar a exclusão social. A partir do método de Lemos, o indicador de Exclusão Social formado por cinco indicadores de privações foi analisado, para os anos 2000 e 2010, permitindo o entendimento da composição da exclusão, ou seja, analisar quais privações têm maior contribuição para a exclusão, indicando ainda, em qual aspecto social a população esta mais carente e qual privação reduziu ou aumentou no intervalo de dez anos. Clusters de análise espacial bivariados foram elaborados com dados de privações, juntamente com dados de atendimento dos programas sociais, o que possibilitou ver a relação espacial entre uma política pública e a sociedade. Com base nos conceitos de Soja e Harvey, este estudo buscou verificar a ocorrência de uma possível Justiça Espacial tomando como premissa que os municípios que mais reduziram as privações, entre 2000 e 2010, foram aqueles que apresentavam as maiores privações, em 2000. Os ganhos sociais foram evidentes em todos os municípios, sendo que as políticas públicas têm sido utilizadas como estratégia para redução da pobreza e exclusão social com resultados positivos, mas, ainda são insuficientes para proporcionar a plena Justiça Espacial e redução das desigualdades.

  • JOSÉ WAGNER COSTA DE SANTANA
  • Redes emergentes de comercialização agrícola em Sergipe
  • Orientador : VERA LUCIA ALVES FRANCA
  • Data: 11/09/2014
  • Tese
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  • O estudo de redes emergentes de comercialização agrícola, em Sergipe, tem como objetivo analisar bases, estruturas, configuração espacial e as contribuições para a agricultura frente aos desafios estabelecidos pela expansão da economia globalizada que envolve transformações da agricultura, impulsionada pela dinâmica dos mercados internos e externos. A análise de redes emergentes de comercialização agrícola considera como elementos fundamentais as atividades desenvolvidas em torno da produção e comercialização que envolvem o campo e a cidade, a agricultura familiar e a de mercado, a prestação de serviços técnico-científicos-informacionais, a infraestrutura de redes que possibilita o acesso aos mercados de produção e de consumo, através de ações que envolvem a presença de atores que constituem o sistema de redes instaladas a montante e a jusante da produção primária e de transformação dessa produção. Para desvelar a complexidade que envolve as diversas etapas da comercialização, foi feita vasta prospecção bibliográfica, sendo, também, realizados levantamentos de dados censitários quinquenais, de produção anual e de comercialização, disponíveis em publicações de instituições e organismos nacional e internacional, de instituições representativas de classes. Além disso, foi realizado trabalho de campo, a partir de visitas a dezenas de feiras pelas cidades sergipanas, às feiras livres da capital e vários estabelecimentos comerciais de produtos agrícolas e de transformação da produção. Ainda foram aplicadas entrevistas com profissionais, gestores, produtores, intermediários e consumidores. Este estudo focou a batata doce, o leite, o milho e a avicultura de corte e ovos que juntas, na última década, estão contribuindo para a dinâmica da economia contemporânea e formam redes emergentes da comercialização. A expansão dessas redes está possibilitando o acesso da pequena produção desenvolvida por agricultores familiares e da agricultura comercial ao mercado agrícola local, regional, nacional e global, procurando acompanhar a dinâmica da agricultura de mercado comandada pela integração global de produção e consumo. Ao mesmo tempo, as redes emergentes de comercialização agrícola, através de suas múltiplas formas, vão se inserindo no competitivo mercado agrícola mediante o acesso e aderência à dicotômica comercialização formal e informal. As redes emergentes estão se cristalizando à medida que ocupam posição de destaque na economia e contribuem significativamente para as mudanças na paisagem sergipana, formando novos canais com fluxos de objetos, coisas e capitais que ligam os mercados de produção, de transformação e de consumo interno e externo, ampliando a visibilidade do Estado como produtor, transformador e exportador de bens de consumo diversificado.

  • CARLOS MARCELO MACIEL GOMES
  • "A Política dos Arranjos Produtivos Locais na Busca Sisifiana pelo Desenvolvimento"
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 10/09/2014
  • Dissertação
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  • A presente Dissertação de Mestrado teve como objetivo analisar as alterações estruturais expressadas pelo ajustamento sócio produtivo nos municípios de Porto da Folha (SE) e Gararu (SE) com a institucionalização da Política Nacional de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais (APLs), considerados como catalizadores do desenvolvimento, inscritos na abordagem territorial. A análise foi fundamentada nos pressupostos do materialismo dialético, observando as principais determinações na relação contraditória capital/trabalho em suas diferentes escalas. O discurso do Desenvolvimento Territorial submete o Sertão Sergipano a um Plano de Desenvolvimento que envolve a desconcentração e interiorização das atividades produtivas em Sergipe, vinculando o campo ao mercado através da Política Nacional de Apoio aos APLs. Analisamos os limites do planejamento do Estado, enquanto mediação de segunda ordem, a partir do pensamento regulador e pela relação tripartide Capital-Estado-Mercado, e investigamos as contradições do Desenvolvimento Local frente à Crise Estrutural do capital, como também sua base nos estudos sobre aglomerações produtivas e seu substrato ideológico. Nesse contexto desvelamos o APL nas escalas do capital e suas formas de controle local ante o mercado, enquanto processo totalizante, descaracterizando o planejamento sob o caráter incontrolável do capital. A expansão da lógica do capital carrega consigo a intensificação da exploração do trabalho. Sem autonomia, o camponês fenece ao controle sociometabólico da produção, do trabalho e da terra. Por fim, analisamos as principais contradições da institucionalização dos APL por meio do envolvimento das unidades de produção familiar caracterizadas como pequenos núcleos produtivos; da adequação e potencialização do processo produtivo para o mercado; da busca por atividades sustentáveis; da incorporação de inovações produtivas; do pacto territorial e do estímulo ao chamado capital social. Tendo concluído que O APL faz parte do Projeto de Desenvolvimento que busca amenizar a crise do capitalismo por meio da regulação do mercado. Dessa forma, o Estado age como mediador do capital, na garantia da propriedade privada em função do sistema sóciometabólico. Para além da dualidade entre a visão keynesiana e a liberal, a análise do APL permitiu concluir que o Estado e o Mercado são indissociáveis no sistema do capital. Neste sentido, a busca pelo controle da produção, da terra e do trabalho revela a busca pela expansão e domínio do território para o capital, emergido na insolubilidade de sua crise estrutural.

  • JACSON TAVARES DE OLIVEIRA
  • Território do Agronegócio: expansão dos monocultivos do eucalypto e da produção de celulose na Bahia
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 01/09/2014
  • Tese
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  • A expansão do agronegócio silvícola na Bahia, fruto do movimento global de
    reprodução do capital em direção aos territórios que apresentam condições favoráveis à
    elevada produtividade de biomassa, não realizou as promessas de desenvolvimento
    regional e de geração de emprego e renda, ao contrário, acirrou ainda mais o conflito
    capital x trabalho no campo. A implantação do projeto neoliberal no país e a abertura
    econômica foram cruciais para a entrada das grandes empresas transnacionais de papel
    e celulose na Bahia, inclusive com a implementação de alianças financeiras e
    tecnológicas entre empresas concorrentes no mercado mundial, mas que, em território
    nacional, se uniram para fortalecer o poder de concorrência no mercado global. Sob o
    apoio incondicional do Estado em seus diferentes extratos de governo, as empresas
    concretizaram seus projetos de instalação de fábricas de celulose em Camaçari, Mucuri
    e Eunápolis, com a formação de extensos plantios de eucalipto no Nordeste e Sul
    Baianos, tornando-se as maiores proprietárias de terras na Bahia. Essa tese pôde ser
    comprovada pela redução do número de postos de trabalho no campo e nas fábricas,
    pelo aumento da concentração fundiária, pela redução do território disponível para a
    reprodução camponesa, assim como a retração do valor percentual da contribuição
    social das empresas silvícolas no período de 2005 a 2012. As empresas são beneficiadas
    tanto pela via do financiamento público e mecanismos de isenção fiscal, quanto pela
    flexibilização das leis trabalhistas e simplificação do licenciamento ambiental. Tal
    processo alimenta os movimentos socioterritoriais, notadamente o Movimento dos
    Trabalhadores Sem Terra (MST), e revela a existência de um campo em conflito nos
    territórios silvícolas analisados (Bahia Specialty Cellulose, Suzano Papel e Celulose e
    Veracel Celulose). Os acampamentos e assentamentos pesquisados no território da
    Veracel retratam a resistência camponesa contra o agronegócio silvícola no embate
    histórico pela territorialização, como conflito resultante da interação dialética universal
    entre capital x trabalho. A presente tese compartilha o materialismo histórico e
    dialético como método de interpretação da realidade e reconhece o território como
    produto de relações de poder, não apenas no âmbito do Estado e dos grupos
    dominadores, mas, sobretudo, no âmbito dos grupos dominados, responsáveis pela
    produção da riqueza e capazes de agir como classe e construir novos referenciais de
    vida e de organização social para além da lógica do capital e de seus pressupostos.

  • PLÍNIO ELKSON DOS SANTOS
  • DESAFIOS DA GESTÃO SOCIAL: AS EXPERIÊNCIAS NO TERRITÓRIO DO SERTÃO OCIDENTAL SERGIPANO.
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 25/08/2014
  • Dissertação
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  • A questão da Gestão Social do Território vem sendo bastante discutida tanto no Brasil quanto em outros países. É um modelo de gestão recorrente, definido como uma inovação territorial e da gestão da política em construção. Essa questão surge para acabar com a visão reducionista do sujeito histórico e propõe, sem obliterar a importância da sustentabilidade eco­nômica e ambiental. O processo de desenvolvimento territorial tem no estado seu protagonista, sem perder a centralidade, deixa de ter o monopólio do poder para – em articulação com a Sociedade Civil – planejar, traçar diretrizes e tomar decisões capazes de potencializar as rique­zas, em sentido amplo, do local. É um conceito que incorpora uma cidadania deliberativa, que incentiva e capacita a sociedade civil na participação de deliberações e regulações políticas, ou pelo menos, orienta e atrai esses protagonistas para ações coletivas e de inserção legítima nas decisões e processos que tem como característica o bem comum dos cidadãos no território e que almejam uma igualdade participativa sob o signo da gestão social. Para a pesquisa foram realizados os seguintes procedimentos metodológicos: visita técnica e observação participante nas reuniões do Colegiado, aplicação de questionários e entrevistas com perguntas semiestruturadas, além do garimpo de informações e dados secundários. A partir dessa visão, o trabalho em tela emerge face ao arranjo institucional materializado no Colegiado Territorial do Sertão Ocidental sergipano, com ênfase em seu processo de constituição, contradições e limites; em especial na organização espacial, nas disputas internas e nas materialidades dos projetos. O mesmo tem como intuito estudar e conhecer o andamento e a efetivação das ações protagonizadas pelo Colegiado Territorial, observando a dinâmica interna de seus atores sociais e as expectativas de desenvolvimento. O que estabelece de inferirmos que estamos em um terreno, em termos analíticos, minado, em função da multidimensionalidade das abordagens e dos diversos prismas escolhidos e de seus resultados e produtos diferenciados. O que torna dificultoso o arranjo analítico para desenvolver “mais um estudo” sobre os “territórios rurais”. Devemos transcender o óbvio.

  • LUIZ CARLOS TAVARES DE ALMEIDA
  • PARTICIPAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL: a produção de uma sociabilidade estabelecida pelo consenso.
  • Orientador : ANA ROCHA DOS SANTOS
  • Data: 21/08/2014
  • Dissertação
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  • O principal objetivo que se impôs nessa pesquisa foi o de desnudar a partir da
    participação social, os interesses de um tipo de desenvolvimento que produz uma
    sociabilidade estabelecida pelo consenso. Para tanto se privilegiou o processo de
    participação social objetivado no Colegiado Territorial do Sertão Ocidental de Sergipe e
    no Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável do município de Itabaiana SE.
    O quesito participação tem sido patrocinado no cenário político como sendo um
    significativo ganho social, à medida que os pressupostos da democracia participativa se
    avolumaram e se tornaram condição de mediação imprescindível. E assim, reiterado
    pelo discurso de que em direção ao “interesse comum” as diferenças são dissolvidas, a
    participação social em processos decisórios da política passa a objetivar-se em espaços
    como os dos Colegiados Territoriais, e dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento
    por um tipo de controle social traduzido pelo consenso de interesses. Esse contexto tem
    colaborado, assim, para a produção de uma condição de despolitização social,
    sobretudo, por que as politicas governamentais passam a ter no mercado sua mediação
    de excelência, o que prejudica o processo de luta por conquistas que transcendam as
    perspectivas reformistas e setoriais. Para tanto, se fez necessário uma ampla pesquisa
    bibliográfica, de onde tecemos as bases para uma fundamentação teórica consistente.
    Paralela e concomitante a revisão bibliográfica nos debruçamos em pesquisas
    documentais a partir de visitas a órgãos que vieram a ser necessários durante o
    transcorrer da pesquisa. A coleta de dados foi realizada a partir de técnicas de
    questionário com perguntas abertas, entrevistas formais e informais, especialmente
    direcionadas aos chamados “atores sociais”, trabalhadores, líderes e membros de
    movimentos sociais, associações e representantes do poder público. O materialismo
    histórico-dialético foi o método que possibilitou uma análise pautada na história, no
    contexto, e na totalidade das relações.
    e da forma.

  • AUCEIA MATOS DOURADO
  • Viver e pertencer: identidades e territórios nos assentamentos rurais de Sergipe
  • Orientador : MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS
  • Data: 30/07/2014
  • Tese
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  • A criação dos assentamentos rurais no Brasil é um processo histórico e relacional, um espaço conquistado e produzido e que pela apropriação funcional e simbólica é transformado em território. Esta tese tem como objetivo principal analisar os referenciais que norteiam a construção da identidade territorial nos assentamento rurais do Estado de Sergipe, tendo em vista as múltiplas configurações na formação dos mesmos. Delimitou-se como locus de investigação cinco assentamentos, dentre os vinte e dois, classificados pelo INCRA na fase sete. Tomou-se como caminho metodológico a pesquisa qualitativa, ancorando-se em três questões basilares: a construção do território do assentamento, o significado do território: o assentamento como espaço de referência e o sentido de ser assentado. A pesquisa desenvolveu-se em níveis transversais de caracterização e analise. Procedeu-se uma discussão sobre a categoria território e suas características, para compreensão dos assentamentos rurais, assumidos como territórios, produto e condição da territorialização das lutas pela terra no Brasil. A questão agrária no Brasil e em Sergipe foi analisada de modo a contextualizar o objeto de estudo e os assentamentos estudados foram tomados como espaço de vivência e espaço de referência para compreensão de suas identidades. A delimitação da pesquisa guiou-se a partir da compreensão de que a construção das identidades e das territorialidades nos assentamentos é histórica e relacional, pois os assentados ao se fixarem no território constroem relações sociais e estabelecem vínculos de pertencimento e de identificação com o mesmo. O sentido de ser assentado se revela tanto com conteúdo institucional quanto simbólico, pois denota não só uma categoria territorial, mas a construção de uma consciência socioespacial de pertencimento, que se expressa nas traduções e nas tradições. É neste envoltório que demarcamos o processo de construção identitária nos assentamentos. Uma dialética que inclui funcionalidade e simbologia, memória e cotidiano, símbolos e marcas, objetividade e subjetividade.

  • RONILSE PEREIRA DE AQUINO TORRES
  • O sentido de ser pescador: signos e marcas no povoado Pedreiras – São Cristóvão/SE
  • Orientador : MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS
  • Data: 30/07/2014
  • Dissertação
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  • Esse trabalho teve como objetivo analisar a identidade dos pescadores do povoado Pedreiras situado no município de São Cristóvão/SE e das formas de apropriação simbólica e funcional empreendidas na construção dos territórios da pesca. As categorias território e identidade balizam a análise para a identificação das práticas e da percepção dos significados de ser pescador artesanal. O levantamento de campo realizado no período de 2012-2014, ancorado na abordagem qualitativa possibilitou apreender o cotidiano e as expectativas da comunidade, ou seja, como vivem e suas visões de mundo. Foram desvelados desde a pesca artesanal até o sentido de ser pescador na comunidade, a relação com o meio natural pela investigação do que se pesca como e quando, assim como, pelas memórias e percepções sobre o passado e o presente da pesca. Identificou-se que o território e as territorialidades no povoado Pedreiras se constroem e se reconstroem pela pesca, sendo o rio e a maré seus signos de referência afetiva com o lugar, e, portanto, propulsores de um forte sentimento de pertença e de identidade de seus moradores.

  • DAVID PIMENTEL OLIVEIRA SILVA
  • A LIGA DOS CAMPONESES POBRES (LCP) E A LUTA PELA TERRA NO NORDESTE: CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO SOBRE O MOVIMENTO CAMPONÊS NO BRASIL
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 24/07/2014
  • Dissertação
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  • A expansão do modelo capitalista e de suas relações no campo não criou apenas uma classe latifundiária enriquecida e organizada, gerou também uma classe camponesa expropriada que passou a lutar por sua reprodução alicerçada na luta pela posse da terra. Materializou-se, no movimento contraditório e conflitivo de luta de classes, a disputa territorial entre uma histórica classe dominante agrária a serviço do capital mundializado e uma massa de camponeses pobres proletarizados e/ou sem terra que ergueu a bandeira da luta pela terra e pela Reforma Agrária em todo o Brasil. Desse contexto, nasce, na história mais recente do país, um processo de formação e fragmentação de movimentos sociais camponeses, como por exemplo, a formação do MST e de suas dissidências. Inserida neste quadro histórico de fragmentação, divergências e dissidências, a Liga dos Camponeses Pobres (LCP) é um movimento social que surgiu logo após o conflito da fazenda Santa Elina em 1995, episódio que ficou conhecido como “Massacre de Corumbiara”, e nos provocou o anseio pela investigação científica ao conhecermos a sua proposta combativa. Nesta perspectiva, o presente trabalho teve o objetivo de se aprofundar em análises sobre a luta pela terra na conjuntura atual, tomando como referência as ações empreendidas pela Liga dos Camponeses Pobres na luta pela terra em territórios nordestinos. Desta forma, através do estudo dos processos de formação e de espacialização da LCP, foi possível analisar as suas formas de organização de luta, as transformações territoriais construídas ao longo da consolidação dos territórios disputados e os principais embates acerca das questões que envolvem a luta pela terra na conjuntura atual. Para tanto, o método materialista histórico dialético nos permitiu obter a essência da realidade estudada dentro da relação sujeito-objeto, assim como o trabalho com a clareza teórica dos antagonismos de classes. Através deste método, também foi possível fazer um retorno teórico-metodológico à ciência geográfica, dando uma contribuição ao debate que envolve os conceitos de Espaço, Território e Movimento Camponês.

  • ESMERALDO VICTOR CAVALCANTE GUIMARÃES
  • Entre Janelas e Camarotes: O Sagrado e o Profano na Festa do Bom Jesus dos Navegantes de Penedo/AL
  • Orientador : MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS
  • Data: 14/07/2014
  • Dissertação
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  • A pesquisa traz reflexões sobre a Festa de Bom Jesus dos Navegantes que ocorre em
    Penedo/AL há 130 anos e teve como objetivo geral analisar a relação do sagrado e do profano
    e compreender os processos de produção do arranjo festivo que, ao mesmo tempo em que
    esvaziam o real sentido da festa, o enche de pessoas, do lugar e de fora dele, nos momentos de
    comemoração. A análise pautou-se na abordagem qualitativa privilegiando fontes
    documentais, entrevistas e observações sobre a história e o chão da festa com trabalho
    empírico nos festejos dos anos de 2013 e 2014, além da busca da memória dos entrevistados
    no que se refere às mudanças ocorridas no festar a o Bom Jesus dos Navegantes. Constatou-se
    que a festa, historicamente, funciona como entidade sociocultural complexa, produtora e
    portadora de uma identidade que lhe vai sendo atribuída pelas intenções e costumes daqueles
    que a organizam. O povo penedense ao longo dos 130 anos da festa tem se revezado na tarefa
    de construir as festas e manter a tradição. Cada festa traz consigo a marca do tempo e da
    técnica que está à disposição da sociedade em cada tempo.

  • ROSEANE CRISTINA SANTOS GOMES
  • Território, paisagem, sujeitos sociais e políticas públicas: (des) caminhos e perspectivas do TBC em comunidades brasileiras e mexicanas.
  • Data: 21/05/2014
  • Tese
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  • A América Latina tem como uma de suas características a diversidade da paisagem que conforma o território de pequenas comunidades, estejam estas localizadas na zona litorânea ou no interior. Referimos-nos às comunidades brasileiras e mexicanas que além de apresentar uma paisagem dinâmica, possuem, todavia uma riqueza sociocultural que as singularizam. São marcadas pelo modo de vida tradicional e pelos laços do cotidiano. Muitas destas comunidades almejam uma melhor qualidade de vida e buscam se sobressair do processo de exclusão do qual são expostas. Para tanto buscam no turismo, a complementação de sua fonte de renda, ou até mesmo centram nesta atividade a manutenção de sua sobrevivência. É o caso das comunidades estudadas: povoados Crasto/ Santa Luzia do Itanhy, Terra Caída/ Indiaroba – Sergipe/ Brasil, Prainha do Canto Verde/Beberibe/Ceará/Brasil e Puerto Morelos/ município de Benito Juarez/ Quintana Roo e San Pedro Atlapulco/ município de Ocoyacac/ Estado de México – México. Sentindo a necessidade de refletir sobre o turismo, sobretudo, o turismo de base comunitária e seus impactos nas comunidades citadas, nos amparamos na ciência geográfica o pilar para esta reflexão. Almeida (2008) afirma que o turismo é uma pratica social que consome e transforma espaços naturais ou artificiais, denominados paisagens turísticas. Ele é vislumbrado como fator de transformação socioespacial, cultural, política e econômica. Porém, para a implantação desta atividade, é relevante pensar na necessidade que o território dos sujeitos sociais locais possui para receber o turismo. Isto posto, temos como objetivo a análise das relações socioespaciais envolvendo sujeitos sociais locais, políticas de fomento ao turismo e o turismo de base comunitária - TBC nas comunidades latino-americanas já citadas. Trata-se, portanto, da análise acerca de territorialidades que se (re) criam, da (re) significação da paisagem pelos sujeitos sociais locais, por meio da inserção do TBC que tem como essência o princípio da autogestão, do empoderamento das comunidades e valorização do modo de vida tradicional. Para tanto, nos pautamos nas categorias paisagem e território como balizadoras da reflexão proposta. O método de análise que consubstancia a pesquisa é o fenomenológico. Já os instrumentos de investigação utilizados foram: revisão bibliográfica; pesquisa de campo composta de observação direta, levantamento e registro fotográficos; técnica de entrevista semiestruturada. Com base nos resultados obtidos com a pesquisa afirmamos que no processo de inserção do turismo nas comunidades citadas existem várias forças que atuam nos territórios dos sujeitos sociais locais. Estas forças se materializam por meio das relações de poder que emanam tanto das comunidades quanto dos agentes planejadores das políticas de fomento ao turismo e agentes privados. No caso das políticas, o poder se manifesta pelo conteúdo e discurso propagado acerca do desenvolvimento local para o alcance da sustentabilidade. Este, na verdade é apenas uma forma alienadora de manter o controle sobre as comunidades e favorecer as demandas do turismo de massa e agentes privados interessados em obter divisas ao investir no turismo. No que diz respeito às comunidades o poder advém da necessidade de defender os seus territórios contra forças externas que em nada ou muito pouco contribuem para a manutenção das suas territorialidades. Emana, outrossim, do processo de exclusão pelo qual as mesmas são submetidas e, consequentemente pela busca da melhoria de suas condições de vida.

  • SOLIMAR GUINDO MESSIAS
  • SOB O DOMINIO DA CRUZ: A CONSTRUÇAO DE UM TERRITORIO E PATRIMÔNIO CULTURAL EM SERGIPE
  • Data: 21/05/2014
  • Tese
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  • A Igreja Católica é a instituição de caráter religioso, cultural, político
    e econômico de estrutura visível e de mais longevidade que ainda existe em
    funcionamento. Ela é reconhecida pela alta hierarquização, burocratização e pela
    organização de seus territórios, delimitados a partir de práticas desenvolvidas para sua
    expansão e manutenção. Nesse universo, indagamos o atual espaço ocupado pela Igreja
    Católica e as ações desenvolvidas por ela para consolidar sua posição dominante em
    Sergipe. Buscamos, ainda, compreender as lógicas desse processo pela interpretação
    das relações de poder existentes para seu funcionamento. Destarte, elaboramos a tese
    de que a Igreja Católica mantém seu território, sua paisagem e seu patrimônio por
    meio das relações de poder do simbólico e da representação. Para tanto, esta pesquisa
    objetivou identificar: os fatores que contribuíram e, de certa maneira, influenciaram a
    atuação da Igreja Católica, na criação de seus territórios; as lógicas territoriais adotadas;
    as estratégias da instituição para atuar na identidade e aproximar-se dos devotos. Para
    efetuar a interpretação da Igreja Católica, apropriamo-nos da abordagem cultural
    e religiosa da Geografia conjugada à proposta metodológica de análise qualitativa
    e quantitativa, interligada a três procedimentos para entendermos a realidade: a
    observação simples para a descrição, os levantamentos de dados em fontes primárias
    e secundárias para a quantificação e qualificação e as entrevistas para a representação.
    Como resultado, compreendemos que a Igreja Católica é uma instituição consolidada,
    que passou por uma ressignificação territorial e que administra e consolida seu território
    e paisagem por meio de ações particulares que formam, em Sergipe, duas vertentes da
    Igreja em um mesmo território católico: a instituição do Sul, que engloba duas dioceses,
    mais tradicionais, seguidoras dos preceitos instituídos pelos bispos do Brasil e a do
    Norte, que, pela prática do catolicismo popular, tem um perfil de maior aproximação da
    Igreja Católica e de seus ideais com os devotos.

  • PEDRO PAULO DE LAVÔR NUNES
  • TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO – A FUNCIONALIDADE DO ESTADO CAPITALISTA NO SIMULACRO DAS POLÍTICAS DE REORDENAMENTOS TERRITORIAIS.
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 29/04/2014
  • Dissertação
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  • A presente Dissertação de Mestrado teve como objetivo analisar a funcionalidade do Estado no simulacro das políticas públicas de reordenamento territorial, concebida e engendrada pelo capital em múltiplas escalaridades e em múltiplas determinações, através da construção do projeto de transposição do rio São Francisco, no sertão nordestino. A condução da investigação foi sustentada na concepção do materialismo histórico e dialético. As categorias geográficas Espaço e Território foram conceitos basilares, para nossa análise. O Espaço por ser a materialidade histórica dos homens, espaço das relações sociais mediadas e produzidas pelo trabalho, e o Território por ser a categoria que apresenta o sentido de propriedade, de poder presente no antagonismo da luta de classes. As pesquisas em fontes primárias, secundárias e as entrevistas possibilitaram constatar que o Estado com o discurso de garantir a segurança hídrica para promover qualidade à segurança alimentar, edifica amplamente no nordeste brasileiro projetos hídricos voltados para a agroexportação. O aprofundamento e sofisticação da indústria da água tem como finalidade o hidro-agronegócio, acarretando a ampliação da concentração fundiária e a secular dominação dos grupos políticos. O que se constata é que se consolida não simplesmente uma indústria da seca, mas uma indústria em que a apropriação da água é a garantia do favorecimento ilícito da natureza como recurso econômico, ampliando o controle do processo produtivo com o objetivo da reprodução e ampliação do capital. O discurso falacioso do Estado, referendado pelas instituições de financiamento de crédito, ao combate e erradicação da pobreza e miséria conduz a um instrumento valoroso de injeção de capital-imperialista, principalmente no espaço agrário do sertão nordestino. O avanço capitalista segue mostrando as contradições inerentes a sua própria lógica sóciometabólica para a expansão, criação e destruição do que lhe é necessário para sua reprodução: o ser humano e a natureza. A transposição do Rio São Francisco, promove duas ações em prazos determinantes, a expropriação dos camponeses das áreas atingidas pelo programa agroexportador e a expropriação do trabalho camponês e sua transformação em assalariados. Paralelamente o papel do Estado neste atual contexto se evidencia ainda mais nas fortes intervenções através de políticas públicas e assistencialistas, que na sua maioria tem o financiamento/crédito como força motriz, intensificando ainda mais a pobreza e a miséria em detrimento da riqueza socialmente produzida, mas que é privatizada nas mãos dos detentores do capital.

  • RONILSON BARBOZA DE SOUSA
  • A LUTA PELA TERRA NA (CONTRA)MÃO DA ORDEM CAPITALISTA: uma leitura a partir da luta pela terra do MST no Município de Petrolina/PE.
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 29/04/2014
  • Dissertação
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  • A presente dissertação teve como objetivo analisar a condição da luta pela terra na luta contra o capital, a partir da realidade do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Município de Petrolina-PE. A leitura analítica reflexiva, centrada no método do materialismo dialético, permitiu entender como o capital se expande por meio da sua territorialização e da monopolização do território, resultando em conflitos sociais. No caso do Município de Petrolina-PE, a expansão das relações capitalistas foi viabilizada, principalmente, por meio da concentração de poder da família Coelho e sua forte articulação nacional e internacional. O caminho escolhido pela classe dominante para promover o avanço do capital foi utilizar, prioritariamente, a força de trabalho assalariada, mediante o controle das terras e das águas do rio São Francisco. A atividade da fruticultura irrigada deu ao Município de Petrolina status de um dos mais importantes polos do agronegócio no circuito do capital, promovendo a expropriação da unidade de produção camponesa, impulsionando a mobilidade do trabalho e formando uma superpopulação relativa na cidade, consequentemente vários conflitos. No atual estágio de acumulação do capital, na busca da obtenção do lucro as suas demandas se chocam com as reivindicações dos trabalhadores. A participação do Estado, por meio de políticas públicas, foi e continua sendo fundamental para mediar essas tensões e garantir a contínua reprodução do capital. O capital se mostra incapaz de ceder o mínimo às necessidades de realizações humanas. Por outro lado, embora o MST tenha avançado na luta, sem romper com a ordem do capital, por meio da ocupação do latifúndio improdutivo, termina tornando-se funcional a este, seja como extensão da transformação industrial, seja por meio da produção de alimentos, barateando o custo de reprodução da força de trabalho. Nos acampamentos e assentamentos do MST, o capital monopoliza o território, sujeitando a terra de trabalho e vida à terra de negócio: em mercadoria, só lhes restando trabalhar para o capital, especialmente nas empresas do agronegócio. Desse modo, fica evidente que a luta pela terra, pela reforma agrária se choca com a ordem capitalista em curso, tornando-se uma luta anticapitalista, ainda que nem todos que lutam por ela tenham plena convicção desse processo.

  • MOACIR ARAÚJO DE SOUSA
  • TERRITORIALIZAÇÃO DA CONFECÇÃO DE BORDADOS NO ESTADO DE SERGIPE: A FORMAÇÃO DAS REDES, FLUXOS E O PROCESSO DE SUBORDINAÇÃO DO TRABALHO.
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 11/04/2014
  • Tese
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  • O objetivo deste estudo foi analisar a territorialização da confecção de bordados em Sergipe, relacionando-a com as redes, fluxos e a subordinação do trabalho. Investigar a territorialização do bordado sergipano envolve analisar o comportamento das comunidades assentadas nos territórios em que o bordado se processa. A Geografia é utilizada nesse contexto como ferramenta científica para o entendimento da diferenciação de lugares, territórios e regiões como produto das relações travadas entre os homens e destes com a própria natureza. Os procedimentos deste estudo, sob a orientação do método hipotético–dedutivo, foram divididos em três etapas: 1) trabalho de gabinete, 2) trabalho de campo e 3) síntese. A primeira etapa incluiu a revisão de literatura, a consulta a instituições relacionadas ao bordado (SEBRAE, SEDETEC e Associações) e o levantamento cartográfico. A segunda etapa incluiu a aplicação de questionários, a realização de entrevistas e o registro fotográfico. A terceira etapa correspondeu à análise dos dados coletados. Os resultados alcançados confirmaram a hipótese de que a territorialização da confecção de bordados no estado de Sergipe, da forma como tem se estabelecido ao longo dos anos, favorece a construção de “territórios de exploração”. Nestes territórios, os atores menos favorecidos econômica e socialmente são dominados e explorados como mão de obra farta e barata pelos atores que de alguma forma se destacam por deterem meios econômicos, sociais e políticos que lhes conferem os mecanismos necessários à apropriação do território, usando-o para a satisfação de suas necessidades.

  • SHIZIELE DE OLIVEIRA SHIMADA
  • Dos Ciclos e das Crises do Capital às formas de travestimento da barbárie no trabalho canavieiro
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 01/04/2014
  • Tese
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  • O objetivo desta tese de doutorado é analisar as reconfigurações espaciais estabelecida nos territórios do capital sob o jugo do modelo do agronegócio da cana-de-açúcar a partir das novas relações de trabalho e da produção no espaço agrário sergipano através dos trabalhadores canavieiros. A expansão do capital (submetida à lei do valor), sempre em busca de lucros crescentes, gera, por sua natureza contraditória, uma tendência à queda da taxa de lucro, logo uma tendência à crise. Entendemos que as políticas liberalizantes possibilitaram elevadas taxas de lucratividade, mas contraditoriamente provocou uma crise estrutural. Atualmente vivencia-se uma crise estrutural de caráter universal e consequentemente o desemprego estrutural. É nossa hipótese de tese que vivenciamos não a perda da centralidade do trabalho, mas a intensificação da extração de mais-valor pelo capital a partir da lógica do desemprego estrutural que favorece o não cumprimento e a alteração oficial da legislação e dos direitos trabalhistas, permitindo cada vez mais que o trabalhador seja submetido a trabalhos degradantes, análogo a escravidão, sem nenhuma seguridade trabalhista. Esta realidade está presente nos trabalhadores do corte da cana que vivem em condições precárias de vida e de trabalho, tornando-se móvel para o capital garantindo ao agronegócio altíssimas taxas de extração de mais valor. Nossa análise está sustentada no método do materialismo histórico-dialético, que permite a leitura processual da dinâmica dos movimentos da internalidade e externalidade da rede de conexões da relação multifacetada entre Estado, capital e trabalho nas interconexões escalares local/nacional/mundial, alterando o conteúdo das relações capital e trabalho para a opressão e superexploração na extração do tempo de trabalho não pago dos cortadores de cana-de-açúcar.

  • THERESA CRISTINA ZAVARIS TANEZINI
  • “Territórios em conflito” no Alto Sertão Sergipano
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 31/03/2014
  • Tese
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  • A Tese intitulada: “Territórios em conflito”, apresenta como objeto de estudo dois processos sócio espaciais distintos e conflitivos, fundados na apropriação da terra: de um lado, a territorialização e a monopolização do território pelo capital, hegemônica e vinculada ao processo de acumulação do capital em escala nacional e internacional, compreendido como desigual e combinado/ contraditório; e, de outro lado, a resistência e recriação camponesa como territorialização alternativa; analisando o papel contraditório do Estado em face das territorialidades conflitantes, que traduzem espacialmente a luta de classes no campo. Ao se adotar a Geografia Crítica como referencial teórico-metodológico, compreende-se o espaço social, como “lócus das relações sociais de produção”, resultante de um processo de produção do espaço pela prática social e política das classes em confronto, por meio de seus movimentos sociais (olhar sociológico), ou movimentos sócios territoriais (olhar geográfico) em uma abordagem relacional da concepção de território, que enfatiza os processos geográficos de T-D-R; enquanto lutas sociais, como a versão geográfica da questão agrária. Objetivou-se analisar os processos empíricos que se desenrolaram historicamente na produção e transformação do espaço agrário do Alto Sertão Sergipano, sobretudo nas três últimas décadas. Defende-se nesta Tese duas ideias centrais: A conquista da terra por vários movimentos sócio territoriais, sobretudo o MST e a redistribuição fundiária massiva que marca a experiência de reforma agrária neste espaço geográfico, representou um ponto de inflexão na disputa territorial, revertendo o avanço do capital e propiciou a recampenização dos trabalhadores rurais sem terra, que constroem uma “área reformada”; e esta constitui o núcleo que cria a possibilidade de gestação de um abrangente e politicamente significativo território camponês na medida em que o MST promove alianças e esta política pública articula o campesinato tradicional com os novos assentados, possibilitando a esses segmentos sociais exigirem seu reconhecimento enquanto agentes econômicos e sujeitos políticos, que lutam pela redistribuição de riqueza, renda e poder na região.

  • LUIZ CARLOS SOUSA SILVA
  • FRAGILIDADE HÍDRICA E ECODINÂMICA NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SERGIPE: DESAFIOS À GESTÃO DAS ÁGUAS
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 14/03/2014
  • Tese
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  • Esta tese traz como proposta o estudo de uma das bacias hidrográficas do Estado de Sergipe. A bacia hidrográfica como unidade de estudo geoambiental é um importante cenário para o conhecimento do funcionamento dos recursos naturais e consequente planejamento eficaz e equilibrado de sua utilização, de modo a adequar-se às potencialidades e características peculiares de cada ambiente. A bacia hidrográfica do rio Sergipe (BHS), por suas peculiaridades e importância econômica, social e cultural para o Estado de Sergipe, foi escolhida como palco para nossas análises focadas num estudo integrado que forneça subsídios confiáveis à elaboração de políticas de conservação e melhor utilização dos recursos naturais, mais especificamente, a água. Por ser uma das mais antropizadas do Estado, em consequência de em sua área estarem contidos importantes municípios do ponto de vista econômico e populacional, a exemplo de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Itabaiana e Nossa Senhora da Glória, o estudo da bacia sob a perspectiva proposta neste trabalho, deseja trazer contribuições que possam servir de base para outros estudos. O objetivo deste trabalho é analisar a fragilidade hídrica ecodinâmica nos ambientes fisiográficos da bacia hidrográfica do rio Sergipe, avaliando sua potencialidade hídrica, os conflitos gerados a partir dos múltiplos usos da água e o modelo de gestão estabelecido pela Lei das Águas. O caminho metodológico escolhido para as análises pautou-se na revisão bibliográfica de autores que tratam das temáticas em questão, avaliando através do modelo de fragilidade geoambiental, elaborado por Ross (1994) as condições de fragilidade da bacia. Os estudos realizados indicam que a bacia hidrográfica do rio Sergipe apresenta intensa fragilidade geofísica, estando seus solos, águas, cobertura vegetal e micro climas em constante exposição às condições de instabilidade ecodinâmica, provocadas pelas ações antrópicas em toda área da BHS, principalmente devido à forma de apropriação e utilização dos espaços naturais e dos recursos hídricos. As diferentes peculiaridades geofísicas e geoambientais existentes em cada seção da BHS apontam para resultados distintos de fragilidade potencial ecodinâmica e de fragilidade emergente ecodinâmica, contribuindo assim para a fragilidade hídrica ecodinâmica na BHS com fortes indícios de escassez e dependência de águas de outras bacias hidrográficas. Essa fragilidade no ambiente hídrico é regida pelo modelo de uso e ocupação do solo nos vinte e seis municípios da BHS. Esta constatação reforça a tese de que, pelas características peculiares e particulares de cada ambiente fisiográfico presente na bacia hidrográfica do rio Sergipe, a alteração e a adequação do atual modelo de gestão precisam ser, urgentemente, implementados para que atenda às características individuais de cada um dos ambientes que compõem a bacia hidrográfica do rio Sergipe, no sentido de fortalecer a gestão dos recursos hídricos e garantir água qualiquantitativamente em toda bacia hidrográfica do rio Sergipe para os múltiplos usos da atual e das futuras gerações.

  • LUÍS RICARDO RODRIGUES DE ARAÚJO
  • TERRITÓRIOS(S) EM DISPUTA: uma análise dos conflitos territoriais no processo de implantação da Reserva Extrativista do Litoral Sul de Sergipe
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 10/03/2014
  • Dissertação
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  • A Reserva Extrativista, pelo que se depreende da lei 9.985/2000 é uma área de domínio público que deve ser utilizada por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte, e tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade (BRASIL, 2000). Desse modo, para se enxergar mais de perto tal questão, optou-se por esta pesquisa realizada no Estado de Sergipe, sobretudo na zona estuarina dos rios Piauí e Fundo, abrangendo cursos D’Água e ecossistemas frágeis dos Municípios de Itaporanga D’Ajuda, Estância, Indiaroba e Santa Luzia do Itanhy, em cujas áreas está sendo viabilizada a possibilidade de criação e implantação da Reserva Extrativista do Litoral Sul . Teve-se como objetivo avaliar os conflitos de uso/apropriação travadosem torno do processo de implantação da Reserva Extrativista do Litoral Sul de Sergipe. A abordagem metodológica que estrutura a pesquisa em questão desenvolveu-se através da análise das unidades de paisagem.Visando caracterizar os atores sociais envolvidos, no procedimento de coleta de dados, foram utilizados os instrumentos de entrevistase pesquisa bibliográfica. Para tanto, tal coletafoi estruturada através de uma abordagem quali-quantitativa, orientada pela análise das unidades de paisagem.Por fim, reitera-se que esta pesquisa não buscou a elaboração de verdades absolutas e sim de um conhecimento científico embasado em metodologia previamente definida. Os resultados produzidos e expostos nesta dissertação podem servir para os próprios agentes envolvidos nos conflitos como um material de sensibilização e autocrítica, auxiliando na busca por formas para mediação dos conflitos.

  • ALINE HONORIO ARAUJO DA SILVA
  • TERRITÓRIO E IDENTIDADE NA CONSTRUÇÃO DA SOCIOESPACIALIDADE DO POVOADO SAPÉ - ITAPORANGA D' AJUDA/SE
  • Orientador : MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS
  • Data: 27/02/2014
  • Dissertação
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  • As pequenas comunidades rurais apresentam um cotidiano rico em vivências. As pessoas comumente criam raízes e se identificam com o território onde nasceram, moram, trabalham, possuem famílias ou amigos. Os habitantes de um povoado compartilham hábitos, guardam símbolos, percepções e representações os quais são vivenciados no cotidiano e nos lugares de encontro como a igreja, a escola, a praça e as festas tradicionais. A geografia também se dedica ao estudo do sentido dos lugares, buscando verificar como os indivíduos percebem e sentem os lugares onde vivem e constroem. Selecionamos o povoado Sapé, localizado na porção norte do município de Itaporanga D’Ajuda, como objeto de nossa análise. As questões da pesquisa surgiram em decorrência de nossa experiência como professora do fundamental da única instituição pública de ensino da localidade e, portanto, de nossa convivência com a comunidade. Entendemos que é a partir do conhecimento, da percepção e da concepção da realidade que se pode apreender a socioespacialidade. Este trabalho visou conhecer de perto, através dos alunos e suas famílias, a construção da socioespacialidade no povoado Sapé. Foram objetivos específicos do projeto: contextualizar a construção do povoado Sapé; identificar a percepção da população nascida, criada e residente no território; verificar o conhecimento e o reconhecimento da população sobre o território; averiguar que sentimentos a população demonstra acerca da localidade; analisar a construção social do território e as perspectivas da população quanto ao futuro do território. O projeto fundamentou-se na perspectiva humanista e cultural da geografia, calcada nas filosofias do significado, especialmente a fenomenologia e o existencialismo. O método utilizado foi o qualitativo, o qual busca interpretar, descrever a complexidade das ações humanas, possibilitar o contato direto e prolongado do pesquisador com seu objeto de estudo. Através de instrumentos metodológicos como observação, entrevistas, mapas mentais e levantamento fotográfico, buscamos desvelar as percepções da população nascida, criada e residente no território. Os mapas mentais e entrevistas foram aplicados a 60 estudantes do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Prof. Nilson Barreto Socorro e, a 24 famílias residentes no povoado. A alma dos lugares é o povo; é através da percepção do povo, pertencente a um determinado território, que se pode apreender os sentimentos que deles têm seus habitantes, que se pode apreender o sentido dos lugares. Desse modo, o Sapé se revelou como um território híbrido, com múltiplas territorialidades e identidades híbridas, das mais essencializadas as mais abrangentes e articuladas.

  • HELENO DOS SANTOS MACEDO
  • Ordenamento territorial-ambiental na bacia costeira Caueira/Abaís
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 21/02/2014
  • Dissertação
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  • A preocupação com o uso e ocupação do solo ganha ênfase por estar relacionada com os processos produtivos e o desenvolvimento econômico das populações. Diante dessa preocupação com o uso sustentável dos recursos naturais de um país, inúmeras medidas estão sendo implementadas, entre as quais destaca-se os recursos hídricos. Dentre outros objetivos, a pesquisa visou estabelecer uma proposta de ordenamento territorial/ambiental considerando a capacidade de suporte do ambiente da bacia costeira Caueira/Abaís a partir da identificação de áreas de potencialidades e fragilidades. Para isso, utilizaram-se distintos procedimentos metodológicos iniciando-se pelo levantamento bibliográfico e cartográfico, culminando finalmente com o trabalho de campo. A fim de mitigar os impactos ambientais vigentes no território da bacia, fez-se uma proposta de Zoneamento Ambiental estabelecendo cinco zonas, a saber: a) Zonas de áreas de proteção ecológica; b) Zonas restritas ao uso agrário; c) Zonas de áreas de áreas de preservação rigorosa; d) Zonas de interesse do turismo/residência e e) Zonas de áreas de exploração mineral. Portanto, a referida proposta tem por finalidade subsidiar futuras intervenções do poder público, na perspectiva da sustentabilidade entre os sistemas ambientais componentes da bacia.

  • MÉRCIA CARMELITA CHAGAS ALVES SANTOS
  • "A MERCANTILIZAÇÃO DA PAISAGEM NATURAL NOS PARQUES NACIONAIS DO SISTEMA NACIONAL DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO DA NATUREZA"
  • Orientador : CELSO DONIZETE LOCATEL
  • Data: 14/02/2014
  • Tese
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  • Este trabalho, contendo reflexões em torno da relação homem-natureza, na perspectiva do processo de acumulação capitalista e à luz da ciência geográfica e da teoria marxista, objetiva analisar as relações entre o Estado e o capital, subentendidas no processo que define a mercantilização da paisagem natural a partir da atividade do ecoturismo nos Parques Nacionais que integram o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Nota-se, deste modo, que o Estado, atendendo à necessidade contínua de expansão do capital e respondendo às mudanças dos novos tempos, propõe que seja implementado nos Parques Nacionais e em seus entornos, o ecoturismo como uma atividade econômica capaz de promover o “desenvolvimento sustentável”. Entretanto, esta atividade é a modalidade de turismo na qual a natureza, em si, é a mercadoria que deve ser consumida. A interferência da mercantilização das paisagens naturais na produção do espaço dessas Unidades de Conservação e dos seus entornos, com a territorialização do capital turístico, exige dos geógrafos refletir a propósito das particularidades, dos desencadeamentos e das contradições desse processo que transforma esses espaços de acumulação em territórios do ecoturismo, diante do regime de acumulação flexível do sistema do capital, mas também impõe questionar o que o define. E, neste sentido, é mister observar que a análise da realidade, sem desconsiderar as mudanças observadas com a ascensão de formas culturais pós-modernas, sustenta o argumento central de que são as relações entre o Estado e o capital que definem esse processo. Além do crescimento da visitação aos Parques Nacionais, algumas iniciativas observadas nos últimos anos relacionadas à política pública, a exemplo dos investimentos realizados em decorrência do Programa Turismo nos Parques, bem como relacionadas à iniciativa privada, como os investimentos efetuados em algumas dessas Unidades de Conservações por empresas que têm a concessão de serviços de apoio à visitação, sustentam a perspectiva de continuidade desse processo. Entretanto, nada garante que este evolua a ponto de no futuro ser significativo para a reestruturação do espaço do conjunto dos Parques Nacionais e de seus entornos, os quais, de modo geral, constituem tradicionais territórios de atividades produtivas diversas e/ou de lazer, haja vista serem os capitalistas que, seguindo a lógica do capital, fazem as escolhas dos espaços em que irão realizar os seus investimentos. A análise da realidade evidencia que as ações do Estado, em prol do desenvolvimento do ecoturismo nas Unidades de Conservação dessa categoria, não foram seguidas em muitas destas por investimentos expressivos de capital. Mas deve-se observar que mesmo antes de ser percebida qualquer interferência significativa da territorialização do capital com o ecoturismo em muitos Parques Nacionais, nestes, são observados conflitos de interesses relacionados a esse processo, a exemplo dos conflitos decorrentes das desapropriações de áreas com paisagens naturais de grande beleza cênica, que devem ser transformadas em atrativos turísticos. Assim sendo, é importante atentar para a mistificação em torno do ecoturismo, bem como para a necessidade de avaliar os resultados dessa territorialização na produção do espaço com base no interesse social. E, visto que o processo em análise neste trabalho, encontra-se em curso, ou mesmo apenas se inicia, não se tem a pretensão de lançar conclusões definitivas sobre o mesmo, fazendo-se necessário indicar o prosseguimento da sua análise.

  • JOSÉ WELLINGTON RODRIGUES BOMFIM
  • AMBIENTE E APROPRIAÇÃO DO ESPAÇO NA SUB-BACIA DO RIO JACARÉ/SE
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 27/01/2014
  • Dissertação
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  • As bacias hidrográficas transformam-se em ponto de interação entre o meio ambiente e o homem atuando como ponto de convergência de ações e consequências. Neste sentido, elenca-se como objeto de estudo a Sub-bacia do rio Jacaré, inserida no contexto territorial da Bacia do rio Piauí, mais especificamente em seu alto curso, na região semi-árida de Sergipe, com o propósito de analisar, em termos gerais, as relações socioambientais no período entre 1990 e 2010. Para o cumprimento desse e outros objetivos específicos estabeleceram-se diversos procedimentos metodológicos associados a diferentes etapas, priorizando inicialmente o levantamento bibliográfico e cartográfico, e posteriormente a coleta de dados em gabinete através dos órgãos oficiais da Administração pública direta e indireta, culminando finalmente com o trabalho de campo. O emprego da metodologia adotada apoiada na Teoria Geral dos Sistemas, possibilitou compreender a dinâmica do meio físico e socioeconômico e identificar as áreas e/ou fatores que podem restringir ou impedir determinados usos do espaço. Nessa perspectiva, conclui-se, portanto, que as interferências antrópicas em graus diferenciados no território da sub-bacia, marcadas ao longo do tempo, configuram diversas fases de seu processo evolutivo, deixando marcas até os dias atuais de uma estrutura fundiária concentrada e com sérios problemas que refletem no desenvolvimento social da população. Além disso, pôde-se constatar que em alguns setores da sub-bacia, a falta de planejamento entre o uso potencial e o real do solo, e a busca da produtividade num processo destrutivo tem gerado uma imensa concentração espacial dos impactos ambientais e da má utilização do solo.

  • CARMEM LUCIA SANTOS
  • POLÍTICAS PÚBLICAS DE DESENVOLVIMENTO NO TERRITÓRIO DO ALTO SERTÃO SERGIPANO: ENTRE A GOVERNANÇA E A SUSTENTABILIDADE
  • Data: 14/01/2014
  • Tese
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  • A situação de pobreza e vulnerabilidade social presente principalmente no espaço rural brasileiro, derivada do estilo de desenvolvimento, com nítido viés urbano e concentrador de terra e renda, tem dificultado a reprodução social das famílias, além de incentivar o êxodo rural. Este cenário levou o governo a refletir sobre suas políticas de desenvolvimento rural com a adoção da abordagem territorial, vista como um mecanismo de inclusão social, por pressupor uma questão mais participativa e mais adaptada à realidade local. Entretanto, tem sido questionada a efetividade das políticas públicas territoriais, o que incentivou a pesquisa em questão, que tendo como objeto de estudo o Território do Alto Sertão Sergipano (TASS) buscou responder aos seguintes questionamentos: as políticas de desenvolvimento do TASS são concebidas como sustentáveis pelos atores envolvidos, em função de suas representações sociais? As práticas de governança se materializam em projetos coletivos e espaços de participação, contribuindo para o desenvolvimento territorial sustentável? A pesquisa de natureza quali-quantitativa fez uso da teoria das representações sociais, tanto dos conselheiros quanto das famílias beneficiadas, bem como dos seguintes instrumentos de coleta de dados: pesquisa bibliográfica, registro censitário e documental, entrevista semiestruturada, história de vida, observação participativa, além de registros fotográficos, que ilustram o cotidiano vivenciado. Os resultados mostraram uma coerência entre as representações sociais dos entrevistados sobre território, sustentabilidade e políticas públicas com o referencial teórico-conceitual e empírico. O território visto principalmente como “espaço geográfico com objetivos comuns e sentimento de pertencimento”, que contrapõe ao significado de “espaço de disputa, poder e jogo de interesses”, está articulado com as políticas públicas, que são percebidas como limitadas para o alcance da sustentabilidade, pelo fato das práticas de governança se materializarem em interesses e objetivos pontuais, com ações dispersas superpostas e imediatistas. A representação da sustentabilidade remete-se especialmente à questão ambiental, associada ao pensar coletivo e com políticas integradas, que conduzam ao equilíbrio/igualdade/harmonia e à qualidade de vida, por meio da conscientização/educação, compromisso, respeito, responsabilidade, participação e solidariedade. As famílias, inseridas basicamente em um ambiente de subsistência, possuem uma história de vida que cruza com a questão da escassez da água, vista como essencial para a melhoria da qualidade de vida. Consideram-se que as ações do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável (PDTRS) são incipientes para o alcance da sustentabilidade, uma vez que são emergenciais e assistencialista, concebidas num plano vertical e de fora para dentro e pautadas por um comportamento tecnoburocrático e monológico. Mesmo que o PDTRS tenha propiciado mais espaço e conhecimentos para o sistema familiar, suas ações não postulam uma convivência harmônica e equilibrada com o semiárido. Nesse sentido, pode-se concluir que o processo de governança das políticas de desenvolvimento do TASS, pautado em relações e processos decisórios assimétricos não tem priorizado os projetos coletivos, pela fragilidade institucional e pelas distorções da visão territorial. Sugere-se a ampliação da coesão social e o fortalecimento aos mecanismos identitários e de solidariedade no território, por meio de uma nova cultura organizacional que possibilite a sustentabilidade das políticas públicas territoriais.

  • NACELICE BARBOSA FREITAS
  • O DESCOROAMENTO DA PRINCESA DO SERTÃO: DE “CHÃO” À TERRITÓRIO, O “VAZIO” NO PROCESSO DA VALORIZAÇÃO DO ESPAÇO
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 09/01/2014
  • Tese
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  • Estudar o processo de formação territorial no estado da Bahia, tendo Feira de Santana como recorte escalar, visa desvelar circunlóquios e práticas que materializam os poderes sustentados por instituições políticas e econômicas sobre esta escala geográfica. O estudo enfoca o sertão/território como lócus da implantação da territorialização do capital, espaço que é compreendido enquanto relação dialética em suas múltiplas dimensões escalares. A diferença litoral versus sertão explicada sob o viés marxista se inscreve na divisão social e territorial do trabalho, onde o social e o político estão submetidos ao crivo do capital em suas múltiplas determinações. Se o real é contraditório no seu fazer e (re)fazer-se, a geografia do sertão é concretude desse movimento. O ponto de partida - Feira de Santana - é a escala de análise, lugar que serve de alicerce para a busca do conhecimento sobre a formação territorial do sertão. A construção/criação do sertão baiano institui um desafio para se pensar a importância econômica e política da localização geográfica de Feira de Santana, enquanto Princesa do Sertão e Portal do Sertão. O processo de investigação tornou possível perceber as profundas transformações no seu espaço urbano. Cada contexto histórico contribuindo para firmar a cidade como Princesa do Sertão. A investigação conduziu a análise territorial tratada como relação sertanejo-litorânea que é a formação da nação brasileira. Conclui-se que é no sertão que se produz uma nacionalidade brasileira porquanto este não é somente um espaço que se incumbiu de carregar uma nomenclatura repleta de estereótipos e múltiplos significados. Feira de Santana se inclui nesse lugar considerado por muitos estudiosos como espaço de localização imprecisa, indefinida, de fronteiras fragilizadas. Território de acumulação primitiva e reserva de valor. Esta condição a conduz a ser chão transformado em território, onde a ideia de vazio foi ao longo do espaço-tempo, conteúdo essencial para o processo de valorização do capital. Sertão, sertanejo que assume diferentes significados para constituir-se vereda do capital.

  • NACELICE BARBOSA FREITAS
  • O DESCOROAMENTO DA PRINCESA DO SERTÃO: DE “CHÃO” À TERRITÓRIO, O “VAZIO” NO PROCESSO DA VALORIZAÇÃO DO ESPAÇO
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 09/01/2014
  • Tese
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  • Estudar o processo de formação territorial no estado da Bahia, tendo Feira de Santana como recorte escalar, visa desvelar circunlóquios e práticas que materializam os poderes sustentados por instituições políticas e econômicas sobre esta escala geográfica. O estudo enfoca o sertão/território como lócus da implantação da territorialização do capital, espaço que é compreendido enquanto relação dialética em suas múltiplas dimensões escalares. A diferença litoral versus sertão explicada sob o viés marxista se inscreve na divisão social e territorial do trabalho, onde o social e o político estão submetidos ao crivo do capital em suas múltiplas determinações. Se o real é contraditório no seu fazer e (re)fazer-se, a geografia do sertão é concretude desse movimento. O ponto de partida - Feira de Santana - é a escala de análise, lugar que serve de alicerce para a busca do conhecimento sobre a formação territorial do sertão. A construção/criação do sertão baiano institui um desafio para se pensar a importância econômica e política da localização geográfica de Feira de Santana, enquanto Princesa do Sertão e Portal do Sertão. O processo de investigação tornou possível perceber as profundas transformações no seu espaço urbano. Cada contexto histórico contribuindo para firmar a cidade como Princesa do Sertão. A investigação conduziu a análise territorial tratada como relação sertanejo-litorânea que é a formação da nação brasileira. Conclui-se que é no sertão que se produz uma nacionalidade brasileira porquanto este não é somente um espaço que se incumbiu de carregar uma nomenclatura repleta de estereótipos e múltiplos significados. Feira de Santana se inclui nesse lugar considerado por muitos estudiosos como espaço de localização imprecisa, indefinida, de fronteiras fragilizadas. Território de acumulação primitiva e reserva de valor. Esta condição a conduz a ser chão transformado em território, onde a ideia de vazio foi ao longo do espaço-tempo, conteúdo essencial para o processo de valorização do capital. Sertão, sertanejo que assume diferentes significados para constituir-se vereda do capital.

2013
Descrição
  • MARCOS PEREIRA DA SILVA
  • CATEGORIAS GEOAMBIENTAIS DA PAISAGEM COSTEIRA DE ILHA GRANDE - PI
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 05/12/2013
  • Dissertação
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  • Atualmente as pesquisas de cunho ambiental têm se tornado uma das formas de apreciação da complexa relação antropo-natural. No Brasil, a ocupação dos ambientes costeiros tem expressivos impactos a partir da exploração intensa dos recursos naturais, que, por conseguinte vem ocasionando alterações na paisagem natural como: ocupação desordenada do solo, poluição, entre outras atividades que geram a degradação ambiental nas zonas costeiras. Com base nesse enfoque, a presente pesquisa tem como pressuposto os estudos integrados das unidades geoambientais e os impactos na zona costeira piauiense, especificamente no município de Ilha Grande - PI, localizado a 338 km da capital Teresina. Uma das consequências do processo de crescimento e concentração demográfica em determinadas regiões da zona costeira, tem sido a redução da qualidade de vida de uma parcela expressiva da população residente nessas áreas e a degradação crescente e acelerada do meio ambiente, provocando efeitos negativos que impõem pesados custos à sociedade. Isso faz do método geossistêmico um instrumento, que possibilita compreender a dinâmica da paisagem; e as relações inerentes à mesma com a ação antrópica. O geossistema é o ponto de partida da presente análise, focalizando a localização, a interpretação e a espacialização como objetivo geral da pesquisa. Sendo definidas unidades geoambientais, características geológico-geomorfológicas, levando em consideração as formas de uso e ocupação. Como etapa conclusiva baseada em parâmetros técnico-científicos e na realidade socioeconômica, foi proposto um mapa geoambiental do município, resguardado de suas características, a apresentação das potencialidades e limitações da área. Sugestiona-se, um plano de gestão integrada da zona costeira como produto final do presente trabalho. Também propõem-se quatro grandes zonas, a saber: zona de preservação, zona de equilíbrio ou conservação, zona de desenvolvimento e zona de recuperação.

  • LUCIVALDA SOUSA TEIXEIRA E DANTAS
  • A Pluriatividade na reorganização e produção do espaço rural em Ribeiropólis/SE.
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 29/11/2013
  • Dissertação
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  • O espaço rural deve ser apreendido como lugar da singularidade e da diversidade permeado por elementos híbridos retratados pelas famílias. Estas, ao romperem os limites da exclusividade agrícola evidenciam um local de moradia, trabalho, descanso e busca de identidade. A família pluriativa pode retratar uma unidade rural dinâmica, capaz de se reproduzir com versatilidade ou limitar-se a uma agricultura secundarizada restrita ao autoconsumo. Diante disso, o trabalho em tela analisa as estratégias socioeconômicasrealizadas pelas famílias no espaço rural de Ribeirópolis, com ênfase na relevância da pluriatividadequanto à reprodução, permanência e melhores condições de vida da população rural. Para esse propósito o recorte espacial da amostrafoi consubstanciado nos povoados Serra do Machado, Esteios, Fazendinha, João Ferreira e Serrinha pertencentes ao município de Ribeirópolis, em Sergipe. Os procedimentos metodológicos baseiam-se na articulação do levantamento bibliográfico que fundamenta a pesquisa;na interpretaçãode dados secundários; na análise de dados primários, obtidos através da aplicação de 70 questionários junto às famílias residentes nos povoados supracitados; e nas entrevistas realizadas com representantes de entidades locais. Após análise integrada das informações constatou-se que diante das dificuldades enfrentadas na agricultura, decorrentes de problemas estruturais e conjunturais, as famílias recorrem a diversas estratégias para continuarem se reproduzindo com dignidade. As práticas mais significativas que apareceram na pesquisa estão relacionadas às atividades agrícolas articuladas com as atividades não-agrícolas (indústria, comércio, serviços) retratando o fenômeno da pluriatividade. As mulheres rurais buscam autonomia, através da confecção de artesanato,tendo como pilar a territorialidade e identidade manifestadas pela ressignificação cultural e socioeconômica. O acesso à renda a partir da diversificação e combinação de atividades viabilizou melhores condições econômicas para 82,8% das famílias. Portanto, as mudanças sociais são tênues evidenciadas no anseio das pessoas entrevistadosquanto às dimensões sociais relacionadas aos serviços de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura nos povoados.

  • FÁBIO FERREIRA SANTOS
  • O fetiche da tecnologia no espaço agrário: o caso dos assentamentos rurais Jacaré Curituba e Edmilson de oliveira em Sergipe
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 20/11/2013
  • Dissertação
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  • Esse estudo analisa o uso de tecnologias nos assentamentos rurais Jacaré-Curituba e Edmilson de Oliveira, situados, respectivamente, nos municípios de Canindé do São Francisco e Carira, no estado de Sergipe e seus rebatimentos na produção do espaço e na reprodução das famílias camponesas. A partir de uma análise fundamentada nas contradições do processo de produção e reprodução do espaço pelas ações humanas oriundas da inserção do capital no campo via introdução de tecnologias por políticas públicas, o Estado faz-se presente implementando políticas para os assentamentos rurais, as quais repercutem em transformações territoriais na região. Observou-se que na área de estudo., contraditoriamente,, as unidades produtivas camponesas resistem cultivando diversos produtos que suprem as necessidades básicas de alimentação. Nos assentamentos, são produzidos diversos produtos destinados ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, (PNAE), Programa Nacional de Uso e Produção do Biodiesel (PNPB) às indústrias de beneficiamento e para o consumo da família. Entretanto, o capital apropria-se da produção para sua reprodução, à medida que monopoliza o território dos assentamentos rurais controlando a produção agrícola das unidades camponesas e redefinindo desde a produção,

    às relações sociais de produção. Por sua vez, os camponeses procuram formas de resistência e permanência no campo através da diversificação da produção, plantando outras culturas, como hortaliças, verduras e frutas, produtos de fácil aceitação do mercado, o que confirma a força desses sujeitos na criação e recriação do campesinato mesmo sendo subordinado ao capital.

  • FERNANDA VIANA DE ALCANTARA
  • GESTÃO SOCIAL NOS TERRITÓRIOS RURAIS: LIMITES E POSSIBILIDADES DO AGRESTE DE ALAGOAS.
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 08/11/2013
  • Tese
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  • A temática do desenvolvimento territorial tem despertado interesses de diferentes áreas do conhecimento. Neste sentido, torna-se necessário uma reflexão sobre a abordagem do desenvolvimento territorial no Brasil, que ganhou maior expressão no início do século XXI. A tese em tela tem como objetivo realizar análises em torno do processo de elaboração e implementação das ações territoriais para a promoção do desenvolvimento em áreas rurais. Neste contexto retoma-se a discussão sobre a experiência do planejamento brasileiro no intuito de compreender o desafio da construção de processos de mediação capazes de orientar e operacionalizar as políticas territoriais. Também visa encaminhar os interesses para a discussão em que se evidencie a problemática da gestão social. A pesquisa é de caráter exploratório-investigativo. Realiza uma abordagem que pondera o desenvolvimento territorial por meio de uma análise, partindo de levantamento e revisão bibliográfica sobre a temática e da análise de dados obtidos via de trabalho de campo, a exemplo de entrevistas realizadas com os principais atores sociais vinculados a entidades e membros de movimentos sociais que contribuem no processo de desenvolvimento territorial, tomando como parâmetro a instância principal: os Colegiados Territoriais Rurais. Reconhece-se que a participação da sociedade civil na elaboração das políticas públicas é significativamente importante, propiciando a transcendência de aparentes contradições de interesses e visões, inerentes ao domínio público e privado, em particular quando se refere aos meios rurais em que se procura aumentar a densidade de compromissos e de respostas. Trata-se de responder ao desafio do desenvolvimento territorial, face à dificuldade em constituir capacidade governativa de compromissos múltiplos de entrosamento estratégico dos atores. Refere-se ao reconhecimento da importância da participação e interação de diferentes atores sociais na tentativa de delinear caminhos para o desenvolvimento territorial. Ainda no âmbito da discussão do desenvolvimento territorial, o trabalho faz um vínculo com as referências da discussão sobre o meio rural em Portugal, em especial a discussão da governança, por meio do contato com as Associações de Desenvolvimento Local de Portugal, embora se considere as significativas e notórias diferenças no que diz respeito à dimensão territorial e aos aspectos sócio-econômicos e ambientais existentes entre estes dois países. Como resultado da pesquisa se evidencia que a Política de Desenvolvimento Territorial Rural no Brasil é um processo em construção que ainda passa por dificuldades no que diz respeito aos seus pilares dentre os quais se chama a atenção para a gestão social. Os dados e análises realizadas revelam que ocorreu um processo de mudança na forma e desdobramentos do planejamento das ações em meio rural, que há um avanço no sentido de inovação nos instrumentos de participação e de valorização das forças locais, do ponto de vista do ajuntamento de diferentes representações que são heterogêneas. E portanto, buscam encontrar meios de reduzir as disparidades sociais em meio rural, por meio da gestão, mas ainda de forma frágil.

  • EDIMILSON GOMES DA SILVA
  • REDES GEOGRÁFICAS E POTENCIAL FITOGEOGRÁFICO APÍCOLA NOS TERRITÓRIOS PRODUTIVOS DE SERGIPE
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 31/10/2013
  • Tese
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  • A ocupação territorial do Estado de Sergipe tem sido caracterizada pela substituição da vegetação original por pastagens e lavouras desde a época colonial, restando na atualidade apenas remanescentes florestais, parte dos quais, especialmente no semiárido sergipano, vem sendo aproveitado para a apicultura a qual contribui para sua proteção mediante a polinização das flores o que garante a perpetuação das espécies, além de apresentar baixos investimentos financeiros para os pequenos produtores que encontram nessa atividade uma fonte alternativa de renda. Esse trabalho visa analisar as redes geográficas e o potencial fitogeográfico para atividade apícola em Sergipe à luz das redes geográficas enquanto categoria de análise, tendo como recorte empírico os territórios de planejamento: o Alto Sertão, com destaques para os municípios de Canindé de São Francisco, Poço Redondo, Porto da Folha, Nossa Senhora da Glória e Nossa Senhora de Lourdes; Agreste Central (Frei Paulo); Sul Sergipano (Estância e Salgado); Centro Sul (Lagarto, Poço Verde e Tobias Barreto); e, Baixo São Francisco (Brejo Grande). A pesquisa ocorreu a partir de levantamento bibliográfico, documental e censitário acerca da temática abordada; pesquisa de campo a partir de visitas aos territórios produtivos que dispõe de potencial fitogeográfico para a apicultura; entrevistas semiestruturadas com os atores que fazem parte da rede apícola e com representantes de entrepostos e cooperativas de apicultores; aplicação de técnicas cartográficas para elaboração dos mapas; ordenamento e tabulação dos dados; e, análise e interpretação das informações. As redes geográficas da apicultura encontram-se configurada em redes de produção, de comercialização, financeira, técnica, científica, e informacional cujas análises evidenciam a existência de potencial fitogeográfico nos remanescentes florestais capazes de atender a prática e o desenvolvimento da apicultura em Sergipe. Entretanto, além das condições climáticas, os fatores de caráter estrutural e organizacional dificultam o crescimento dessa atividade: a falta de sinergia entre atores constituintes da rede; a inexistência de profissionalismo por parte dos apicultores, que embora tenham conhecimentos técnicos, ainda praticam a atividade de forma amadora e quantidade insuficiente de unidades de beneficiamento (Casa do Mel) edificadas com base normas técnicas estabelecidas pelos órgãos governamentais, dentre outros. Para almejar o crescimento e fortalecimento da apicultura são necessárias melhorias estruturais, como: apoio técnico-científico, informacional e financeiro efetivos pelos órgãos governamentais; estruturação e criação de unidades de extração e beneficiamento dos produtos apícolas; estruturação e organização das associações de apicultores e sua inclusão na Federação de Apicultores de Sergipe; fortalecimento da comercialização via criação de entreposto em Sergipe; disponibilização de áreas para produção comunitária nos territórios com potencial fitogeográfico por iniciativa do governo (federal, estadual e local); realização de parcerias entre proprietários de terras e apicultores via órgãos governamentais oferecendo benefícios aos proprietários; e, após a estruturação efetiva das redes geográficas, viabilizar a criação de um Centro Tecnológico da Apicultura em parceria com o Estado da Bahia visando atender o sertão sergipano e baiano já que as redes geográficas da apicultura sergipana ultrapassam seus limites territoriais em busca de potencial fitogeográfico. Essas estratégias proporcionarão a consolidação do almejado APL no contexto estadual e do SLOT no âmbito local.

  • JONAS ALMEIDA DE JESUS
  • A indústria de cerâmica vermelha: relações de trabalho e sustentabilidade
  • Orientador : ANA ROCHA DOS SANTOS
  • Data: 06/09/2013
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa propõe analisar a espacialização da atividade industrial de cerâmica vermelha nos municípios de Areia Branca, Campo do Brito e Itabaiana (Sergipe), privilegiando as relações de trabalho, a atuação do Estado e o discurso da sustentabilidade que alimenta as propostas de desenvolvimento. A expansão do mercado imobiliário e da construção civil têm impulsionado a implantação de novas indústrias de produção de cerâmicas que demanda a contratação de mão-de-obra, submetida à elevada carga horária e salários baixos. As respostas dadas pelo Estado, como disciplinador da exploração dos recursos vegetais e minerais para a produção de cerâmica, ancoradas no discurso da sustentabilidade revelam o caráter de classe que o Estado apresenta, na medida em que sua atuação é débil quanto aos crimes ambientais e favorece a produção da cerâmica para atender o mercado da construção civil. Para desenvolver o estudo, a pesquisa foi fundamentada na análise da realidade sob o enfoque do materialismo histórico e dialético que conduziu os procedimentos analíticos, como fundamentação teórica e a pesquisa de campo para confrontar as interpretações dos sujeitos entrevistados e estabelecer a relação teoria-empiria. Para tanto, reconhece-se que os elementos envolvidos nessa atividade são fundamentais no sentido de darem respostas ao quadro atual de crise estrutural do capitalismo. A partir de uma análise crítica foi possível desvelar as contradições que perpassam os envolvidos na produção ceramista que estão inseridos no conflito entre capital x trabalho-natureza, possibilitando uma compreensão da realidade concreta como produto de múltiplas determinações.

  • VANESSA SANTOS COSTA
  • TERRITÓRIO EM MUTAÇÃO: A IMPLANTAÇÃO DA CENTRAL GERADORA EÓLICA EM SERGIPE
  • Orientador : MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS
  • Data: 15/08/2013
  • Dissertação
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  • O setor energético é uma das áreas que mais contribui para o aumento da degradação ambiental, principalmente no que diz respeito à queima de combustíveis fósseis por serem extremamente poluentes. Desse modo a preocupação com o meio ambiente fez com que o homem se voltasse para a natureza buscando nos seus elementos as alternativas energéticas capazes de fornecerem energia para sustentar o seu desenvolvimento social e tecnológico. Nesse contexto, focamos nossa análise numa das alternativas energéticas que provém dos recursos naturais renováveis, a energia eólica, pois é uma nova fonte limpa de energia que visa diminuir esses problemas. No Estado de Sergipe, com intuito de contribuir para a preservação do meio ambiente e aumentar a matriz energética do país, vem sendo implantada, no município de Barra dos Coqueiros sua primeira central geradora eólica. Esse projeto traz a instalação de 23 aerogeradores e terá capacidade de produzir 35,6 MW de energia. A escolha por essa localidade foi devido às condições ambientais, como clima e relevo que são favoráveis para o desenvolvimento do projeto. Assim, o presente estudo refere-se à análise do primeiro parque eólico implantado no Estado e teve como objetivo geral apreender a percepção dos atores sociais envolvidos no processo, tais como população de entorno, governo e empresa responsável pelo empreendimento. A metodologia principiou pelos de levantamentos bibliográficos e visita em órgãos públicos e privados, trabalho de campo com aplicação de questionários e entrevistas, no período de abril a julho de 2012. Com esse estudo pode-se observar que a chegada desse empreendimento ocasionou transformações na paisagem da localidade advindas pela instalação dos aerogeradores bem como mudanças no cotidiano da população de entorno. Procuramos apreender a percepção dos três principais segmentos envolvidos no que se refere à energia eólica como fonte energética sustentável assim como a conformação de novos territórios. Os órgãos de governo e as empresas envolvidas na implantação do parque eólico traduzem preocupações com o cumprimento da legislação, mas, sobretudo, com a participação na ampliação e diversificação da matriz energética do Estado e do país. Já os moradores dos arredores e da sede do município, em sua maioria, apresentam-se alheios ou ignoram que não se trata de “apenas” uma transformação da paisagem, mas da produção de um território que afetará as relações de vizinhança, o acesso, o valor dos imóveis, enfim, a base material e simbólica que até então prevalecia em seus cotidianos.

  • TATIANA RIBEIRO VELLOSO
  • Uma nova institucionalidade do desenvolvimento rural: a trajetória dos territórios rurais no estado da Bahia
  • Orientador : EDISON RODRIGUES BARRETO JUNIOR
  • Data: 12/08/2013
  • Tese
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  • Esta tese objetiva analisar os territórios rurais como uma política de desenvolvimento rural no estado da Bahia, a partir de uma nova institucionalidade na dinâmica de regionalização voltada como garantia de participação dos sujeitos sociais do campo. A questão central foi de que a efetividade de uma nova institucionalidade depende das instituições como arcabouço instrumental de implementação de programas governamentais e de políticas públicas de desenvolvimento rural. Foram analisadas duas experiências de territórios rurais fomentadas pela Secretaria de Desenvolvimento Territorial – SDT do Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA, a partir de 2003: o Território Rural do Sisal e do Litoral Sul. Essas experiências têm características e dinâmicas de evolução diferentes, mas os desafios de efetivação da política territorial rural foram os mesmos a partir da análise de indicadores. Essa condição está relacionada aos arranjos institucionais que enfrentam dinâmicas setoriais na formulação e na implementação de políticas públicas de desenvolvimento rural.

  • IGUARACI SANTOS DA SILVA
  • A SERRA DO PERIPERI E AS IMPLICAÇÕES SOCIOAMBIENTAIS DECORRENTES DA EXPANSÃO URBANA DE VITÓRIA DA CONQUISTA – BA
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 09/08/2013
  • Dissertação
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  • As questões referentes ao meio ambiente encontram-se em discussão nas diversas cúpulas mundiais de desenvolvimento humano, educação e saúde, visando compreender as metamorfoses ambientais naturais e antrópicas que ocorrem sobre o planeta Terra. Nesse contexto, o estudo ora desenvolvido teve como objetivo geral avaliar as relações e as implicações socioambientais na unidade geomorfológica Serra do Periperi, geradas pela expansão urbana da cidade de Vitória da Conquista. Na perspectiva de cumprir esse e outros objetivos específicos, utilizaram-se distintos procedimentos metodológicos, associados a duas etapas: gabinete e campo. Em gabinete, fez-se o levantamento bibliográfico e de documentos cartográficos, além da elaboração das cartas temáticas específicas do meio físico para dar suporte à discussão dos condicionantes geoambientais. Em campo, além das observações diretas sobre os impactos impressos na paisagem, fez-se também a realização de entrevistas. Os resultados desse estudo mostram que, no caso específico das ocupações na Serra do Periperi, os elementos que compõem os condicionantes geoambientais estão sendo afetados pelo processo de ocupação desordenada em direção a Serra, tais como: os aspectos climáticos, geológicos, geomorfológicos, pedológicos e vegetacionais com funcionalidades específicas, os quais inter-relacionados mantêm o equilíbrio dinâmico dessa unidade geomorfológica tão importante para o município de Vitória da Conquista. Entretanto, esse equilíbrio vem sendo afetado pelo antropismo que por sua vez interfere nesses condicionantes transformando-os em elementos fragilizados, e como consequência, há o desencadeamento de diversos problemas socioambientais que afetam a população conquistense como um todo. Conclui-se, portanto, que a problemática referente aos impactos ambientais envolvendo a Serra do Periperi originou-se no período colonial e tem se perpetuado até os dias atuais, gerando transtornos para o município de um modo geral, sem que a gestão pública municipal adote medidas mais eficazes de combate ao processo degradacional da paisagem.

  • JÂNISON PEREIRA LIMA
  • 'NOVOS MEDIADORES' E ARTICULAÇÃO POLÍTICA NO CAMPO: A LÓGICA DO PROTAGONISMO SOCIAL E O USO DA POBREZA
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 09/08/2013
  • Dissertação
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  • A pesquisa elucida a atuação da Articulação no Semiárido (ASA) e do Centro Dom José Brandão de Castro (CDJBC), responsáveis pela materialização de políticas públicas que impulsionam mudanças no espaço rural do semiárido sergipano. Essas organizações são compreendidas como ‘Novos Mediadores’, que emergem no cenário da articulação política no contexto em que o Estado reduz seu papel no atendimento de demandas sociais. O caminho metodológico perpassou o entendimento das relações capitalistas contemporâneas e do Estado, que cede lugar as ações dos novos mediadores, ao tempo em que transfere certo tipo de protagonismo para a sociedade civil. Refletiu-se ainda sobre a natureza da sociedade civil, do Terceiro Setor e da pobreza, inseridos nas especificidades das suas adequações à lógica de funcionamento das políticas públicas, dentro da totalidade das relações. A pobreza, nessa direção, é assumida como escopo das políticas que se territorializam no campo, sendo, ressignificada no Brasil, a partir dos anos 1990, em detrimento do debate em torno das causas geradoras das desigualdades sociais. Uma mudança que atende aos anseios das relações capitalistas, legitimando a relação público-privado na implementação de ações para comunidades pobres. Foram realizadas ainda pesquisas de campo em comunidades rurais atendidas pelas ações desses mediadores. Os resultados apontam para um tipo de protagonismo de agentes públicos, privados e da população, sem orientar para um processo de emancipação no espaço rural.

  • RAMON OLIVEIRA VASCONCELOS
  • MODERNIZAÇÃO DA AGRICULTURA FAMILIAR EM SERGIPE: IMPASSES E DESAFIOS DA HORTICULTURA IRRIGADA NO AGRESTE DE ITABAIANA
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 06/08/2013
  • Dissertação
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  • O presente estudo sobre a modernização da agricultura familiar no agreste de Itabaiana-SE analisou a produção agrícola irrigada a partir de famílias que adotaram a irrigação como meio tecnológico na produção e com isso aumentar a renda da família. Nesse sentido, a pesquisa teve como objetivo analisar a produção e a reprodução do espaço da horticultura irrigada com ênfase no processo de comercialização das unidades familiares rurais do agreste de Itabaiana-Se. Essa se justificou como contribuição para entender a formação, o papel econômico-social e a importância das relações entre agricultura, força de trabalho e o meio ambiente. Para desenvolver este trabalho, partiu-se de observações diretas e indiretas dos fatos, através do trabalho de campo, com a aplicação de entrevistas com vários atores sociais, como: agricultores, atravessadores, feirantes, além desses foi necessário aplicar entrevistas e levantar dados com órgãos federais, estaduais e municipais; e por fim a pesquisa bibliográfica. Portanto, agricultura da região é uma mancha do processo de modernização utilizando a irrigação, onde existe o uso das inovações científicas, tecnológicas, informacionais e políticas que incentivam a produção. A agricultura familiar no agreste de Itabaiana encontra-se em uma fase positiva e bastante visível de transformação que se expressa pelo sistema de produção. Isso demonstra que um novo padrão de produção que, incrementando a renda, seja capaz de melhorar as condições de vida do agricultor e da família.

  • JORGENALDO CALAZANS DOS SANTOS
  • AS MULTITERRITORIALIDADES NO PROCESSO DE CRIAÇÃO DA FLORESTA NACIONAL DO IBURA
  • Orientador : MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS
  • Data: 24/07/2013
  • Dissertação
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  • A multiterritorialidade enquanto conjunto de relações formadas através dos territórios apresenta uma infinidade de possibilidades aos sujeitos participantes desse processo, que mantém diversas relações, sejam elas individuais ou coletivas na (re) configuração desses territórios. O procedimento de criação das Unidades de Conservação – UC ao obedecer às diversas estratégias e relações socioambientais reflete categoricamente uma nova dinâmica do espaço geográfico e exige estudos sobre mudanças e perspectivas para as suas novas configurações. A partir desse pressuposto, perpassam os conceitos de território, territorialidade, multiterritorialidade e conflitos, que entrelaçados, desvelam a realidade analisada. Com base nesse contexto, o objetivo desse trabalho é compreender as possíveis (re) configurações territoriais ocorridas no povoado Estiva quando da criação da Floresta Nacional Ibura no município de Nossa Senhora do Socorro em Sergipe. O povoado Estiva é uma comunidade do entorno desta UC que sofreu novas configurações após a sua criação. A pesquisa ancora na metodologia fenomenológica e de percepção para apreender dentre os moradores quais as representações da “floresta” como símbolo em suas vidas. Foi revelado que o uso dos recursos naturais existente na floresta constituía um território identitário apenas na vida dos moradores que viveram a época em que a área era Horto Florestal. A análise revelou que os moradores se adaptaram a uma nova realidade imposta pela dinâmica após a institucionalização da UC, revelando multiterritorialidades que os sujeitos sociais criam após vivenciar tais necessidades.

  • ANA CONSUÊLO FERREIRA FONTENELE
  • NATUREZA, POLÍTICAS PÚBLICAS E (Re)ORDENAMENTO DO ESPAÇO: interfaces das políticas ambientais em Sergipe.
  • Orientador : FRANCISCO SANDRO RODRIGUES HOLANDA
  • Data: 12/07/2013
  • Tese
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  • Nosso desafio consistiu em pensar em que medida a questão ambiental como problemática atual contempla a relação sociedade-natureza, já que essa relação aparece na análise geográfica em sua indissociabilidade. A partir desse contexto, construímos a tese de que a relação sociedade-natureza na geografia apresenta-se como chave do entendimento da política ambiental no estado de Sergipe, enquanto compreensão das relações contraditórias engendradas na economia capitalista. Para tanto, apresentamos como objetivo central a análise crítica do processo de formação e implementação das políticas ambientais no Brasil, bem como o poder público em Sergipe estabelece sua política ambiental a partir das normas estabelecidas pela União. A pesquisa foi guiada pelo conhecimento geográfico em relação aos posicionamentos normativos do método dialético adotando um percurso de abstração teórico, que instrumentaliza a forma de tratar a relação entre o abstrato e o concreto, e opera a noção de espacialidade como sendo, não só produzida ativamente, mas também, um momento ativo dentro do processo social. Além da análise documental foram utilizados também dados empíricos coletados em visitas de campo, onde se dá o processo de territorialização das ações direcionadas ou não, pelas políticas ambientais estaduais instituídas. Para esse propósito foi feito um recorte espacial do planejamento das políticas públicas, consubstanciado no Território da Grande Aracaju. Nesta dimensão todos objetivos que conduziram a tese foram gestados a partir da hipótese de que as políticas ambientais são políticas territoriais, isto é, são ações estatais que promovem o reordenamento do espaço nacional preparando-o para novas espacializações. Procurou-se contextualizar a “questão ambiental” no quadro da internacionalização do capital, focalizando o papel dos organismos internacionais na formulação das políticas ambientais e na construção das políticas públicas; analisar o papel do Estado na implementação de políticas diretamente afetas à questão ambiental que reflete na qualidade de vida da população, como explicativas do padrão de expansão do capital nas diferentes escalas, local/nacional/global. Observou-se o papel importante da ciência e da tecnologia para a adequação do meio ambiente ao crescimento econômico pautado na racionalidade técnica instrumental com interlocução entre a população organizada e a organização social para a difusão do desenvolvimento sustentável. Concluiu-se que a política ambiental estruturada no desenvolvimento sustentável tem a natureza e a comunidade como fatores de produção subsumidos ao capital, com discurso e práticas hegemônicas de dominação, que se efetivaram na retórica dos discursos das políticas públicas ambientais, no cotidiano, em parcerias (ONGs, Fundações, Institutos, etc.), em posturas participativas da comunidade local, bem como, na permeabilidade para relações democráticas.

  • ANA CONSUÊLO FERREIRA FONTENELE
  • NATUREZA, POLÍTICAS PÚBLICAS E (Re)ORDENAMENTO DO ESPAÇO: interfaces das políticas ambientais em Sergipe.
  • Orientador : FRANCISCO SANDRO RODRIGUES HOLANDA
  • Data: 12/07/2013
  • Tese
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  • Nosso desafio consistiu em pensar em que medida a questão ambiental como problemática atual contempla a relação sociedade-natureza, já que essa relação aparece na análise geográfica em sua indissociabilidade. A partir desse contexto, construímos a tese de que a relação sociedade-natureza na geografia apresenta-se como chave do entendimento da política ambiental no estado de Sergipe, enquanto compreensão das relações contraditórias engendradas na economia capitalista. Para tanto, apresentamos como objetivo central a análise crítica do processo de formação e implementação das políticas ambientais no Brasil, bem como o poder público em Sergipe estabelece sua política ambiental a partir das normas estabelecidas pela União. A pesquisa foi guiada pelo conhecimento geográfico em relação aos posicionamentos normativos do método dialético adotando um percurso de abstração teórico, que instrumentaliza a forma de tratar a relação entre o abstrato e o concreto, e opera a noção de espacialidade como sendo, não só produzida ativamente, mas também, um momento ativo dentro do processo social. Além da análise documental foram utilizados também dados empíricos coletados em visitas de campo, onde se dá o processo de territorialização das ações direcionadas ou não, pelas políticas ambientais estaduais instituídas. Para esse propósito foi feito um recorte espacial do planejamento das políticas públicas, consubstanciado no Território da Grande Aracaju. Nesta dimensão todos objetivos que conduziram a tese foram gestados a partir da hipótese de que as políticas ambientais são políticas territoriais, isto é, são ações estatais que promovem o reordenamento do espaço nacional preparando-o para novas espacializações. Procurou-se contextualizar a “questão ambiental” no quadro da internacionalização do capital, focalizando o papel dos organismos internacionais na formulação das políticas ambientais e na construção das políticas públicas; analisar o papel do Estado na implementação de políticas diretamente afetas à questão ambiental que reflete na qualidade de vida da população, como explicativas do padrão de expansão do capital nas diferentes escalas, local/nacional/global. Observou-se o papel importante da ciência e da tecnologia para a adequação do meio ambiente ao crescimento econômico pautado na racionalidade técnica instrumental com interlocução entre a população organizada e a organização social para a difusão do desenvolvimento sustentável. Concluiu-se que a política ambiental estruturada no desenvolvimento sustentável tem a natureza e a comunidade como fatores de produção subsumidos ao capital, com discurso e práticas hegemônicas de dominação, que se efetivaram na retórica dos discursos das políticas públicas ambientais, no cotidiano, em parcerias (ONGs, Fundações, Institutos, etc.), em posturas participativas da comunidade local, bem como, na permeabilidade para relações democráticas.

  • LAIANY ROSE SOUZA SANTOS
  • O TERRITÓRIO CAMPONÊS SOB O ENFOQUE DE GÊNERO: A DIVISÃO SEXUAL DO TRABALHO E A AGROECOLOGIA.
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 05/07/2013
  • Dissertação
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  • A mediação da relação entre o ser humano e a natureza ocorre por meio do trabalho. O trabalho transforma o ser humano, tanto o corpo quanto nas relações com outros seres humanos. A divisão sexual do trabalho surge com a sociabilidade do trabalho e na divisão sexual do trabalho se expressa à relação de poder. Nossa hipótese inicial foi de que a divisão sexual do trabalho no assentamento, gradativamente foi permitindo à mulher a construção de uma consciência crítica emancipatória diante da realidade material a qual está submetida. Este estudo foi construído na perspectiva do materialismo histórico e dialético tendo em vista que o conhecimento esteja pautado na essência das relações. A partir desse método visa discutir o trabalho feminino, referenciando a totalidade da sociedade como processo histórico, portanto, passível de transformações. Utiliza-se do conceito de território, categoria da geografia, a fim de entender como se estabelecem as relações de poder. O Projeto de Assentamento 13 de Maio, localizado no município de Japaratuba, estado de Sergipe, é fruto do processo de luta pela terra realizada por camponesas e camponeses sem terra por causa da concentração fundiária brasileira, apresenta características, valores e ações opostos ao que a classe dominante impõe enquanto padrão. Nesse assentamento há um grupo de mulheres que trabalha com a agroecologia e através deste modelo de produção manifesta sua expressão sociopolítica. O trabalho dessas mulheres produz não só alimento, mas dignifica sua vida, pois se sentem realizadas com os frutos do seu trabalho. Diante de uma compreensão que o movimento é espiral, acredita-se que as camponesas e camponeses criam sempre novas formas e alternativas, construindo novos caminhos para o desenvolvimento do território. No PA 13 de Maio através da produção agroecológica vê-se uma saída possível que pode assegurar melhores condições para a família.

  • JAILTON DE JESUS COSTA
  • TRANSFORMAÇÕES AMBIENTAIS DAS RESTINGAS NA PLANÍCIE COSTEIRA SERGIPANA
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 17/06/2013
  • Tese
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  • A relação homem-natureza e dos grupos sociais entre si, bem como a forma de apropriação dos recursos naturais, são fatores determinantes do estado atual do meio ambiente e da qualidade de vida da sociedade. Esta tese objetivou analisar as transformações ambientais da paisagem de restinga da planície costeira sergipana. O recorte espacial desta análise foi a planície costeira sergipana, assentada em nove municípios costeiros defrontantes com o mar, a saber: Brejo Grande, Pacatuba, Pirambu, Barra dos Coqueiros, Aracaju, Itaporanga D’Ajuda, Estância, Santa Luzia do Itanhy e Indiaroba, agrupados em três setores do litoral (norte, centro e sul). A metodologia deste estudo está configurada em quatro etapas: documental, trabalho de campo, laboratório e síntese. O modelo teórico-metodológico é o GTP (Geossistema, Território, Paisagem) de Bertrand (2007), pois este corrobora com a ideia de se ter uma visão holística integralizada, contrapondo-se à análise compartimentada, meramente descritiva. Fazer pesquisa ambiental, a partir de um método que envolva a intrínseca relação sociedade e natureza, é o desafio inovador da Geografia. Dentre os resultados alcançados, chegou-se a um conceito de restinga que, na acepção geográfica, é a parte da planície costeira, com exceção da praia, dunas, tômbulos, entre outros sub-ambientes, coberta ou não por vegetação e, principalmente, ocupada ou não pelo homem, tendo como limite interno os tabuleiros costeiros (Grupo Barreiras). O estudo da fisiologia da paisagem permitiu visualizar que a transformação da paisagem pelo homem representa um dos elementos principais na sua formação. Foi possível também aplicar o GTP na área de estudo. Visualizou-se um Geossistema (Planície Costeira), sete territórios e duas classificações de paisagem com cinco subdivisões principais. Conclui-se que o modelo de Bertrand possibilitou um maior entendimento da área, pois a análise integrada, a partir da perspectiva socioambiental que dele se extrai, permitiu enxergar e analisar todos os fenômenos do recorte espacial, possibilitando compreender melhor a realidade das transformações das restingas da planície costeira sergipana. A presença da Hancornia speciosa Gomes em Sergipe está ligada às condições edafoclimáticas exigidas por essa espécie, as quais são encontradas na área de estudo e também aos motivos expressos na Teoria dos Refúgios de Ab’Saber. Atualmente, as restingas têm sido alvo de uma explosiva especulação imobiliária, que tem transformado o ambiente natural numa paisagem de mosaicos, ou seja, numa paisagem antropizada e fragmentada, em curto prazo, onde a variabilidade climática não produz alterações ambientais significativas quando comparada com a intensidade das ações humanas.

  • MANUELA NUNES LEAL
  • AGRONEGÓCIO DA SOJA NO PIAUÍ: REGIÃO DO FAZER PRODUTIVO
  • Orientador : VERA LUCIA ALVES FRANCA
  • Data: 14/06/2013
  • Tese
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  • A modernização da agricultura e a territorialização do capital no campo e nas cidades, a partir do agronegócio da soja no Piauí, promoveu inúmeras transformações sócio espaciais. Dinâmica que se inicia na década de 1970 com os primeiros experimentos com a produção da soja e ganha materialidade na década de 1990, conformando ao longo dos anos, uma região produtora e uma cadeia produtiva em estruturação. O objetivo geral deste estudo é analisar as transformações socioespaciais decorrentes da modernização agrícola e da reestruturação produtiva, a partir do agronegócio da soja e a formação de uma região produtiva. A metodologia utilizada foi: revisão bibliográfica, coleta de dados em órgãos como: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Fundação Centro de Pesquisa econômica e sociais do Piauí (CEPRO). Além disso, foi realizado trabalho de campo em fazendas dos municípios de Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Sebastião Leal e Uruçuí. Na pesquisa de campo foram entrevistados vinte e cinco trabalhadores, seis proprietários das fazendas ou gerentes e quatro funcionários das empresas que compõem a cadeira produtiva do agronegócio. O Capital e sua materialização com o agronegócio de grão no sudoeste piauiense promoveu mudanças na utilização da terra, nas relações de trabalho e implantação de novas tecnologias no campo. A expansão da área colhida, produção, melhorias no rendimento médio do cultivo demostra a reestruturação no processo produtivo e a modernização da agricultura. Assim, consolida no Piauí uma região do fazer produtivo, gerenciada por empresas e grandes proprietários da produção de grãos que compõem uma cadeia produtiva cada vez mais complexa e interligando novas cadeias como o agronegócio de carne.

  • VANILZA DA COSTA ANDRADE
  • PROGRAMA CASA NOVA, VIDA NOVA E POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL: HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL NO ALTO SERTÃO SERGIPANO.
  • Orientador : ANA ROCHA DOS SANTOS
  • Data: 13/06/2013
  • Dissertação
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  • Esta dissertação tem com objetivo analisar a política de habitação de interesse social e suas implicações na produção do espaço no Alto Sertão Sergipano, através das duas modalidades de funcionamento – concentrada e pulverizada. Para atingir o objetivo proposto optou-se pelo método materialismo histórico e dialético, entendendo a política de habitação de interesse social em um movimento histórico (presente/passado), analisando as contradições que revelam a essência dessa política social. A análise da moradia no Brasil foi contextualizada em seus aspectos sociais, econômicos e históricos, destacando o papel das políticas habitacionais para o atendimento dos interesses da classe dominante. Com as mudanças no Brasil após o processo de redemocratização e findo o modelo desenvolvimentista, se instaura um novo modelo no qual a dominação se dá pelo consenso, dissimulada em uma gestão participativa e democrática. Para revelar as contradições da política de desenvolvimento territorial, foi realizado o estudo do Programa Casa Nova, Vida Nova (PCNVN) que está inserido na Nova Política de Desenvolvimento Territorial de Sergipe, desde o ano de 2007. Neste programa, a modalidade concentrada (conjuntos habitacionais) está inserida na política de desenvolvimento territorial que reafirma a necessidade de criação de uma identidade territorial. Por esta política o que se vê é a responsabilização da população pela resolução de seus problemas, como também que a aquisição da casa é feita através de uma seleção, que na maioria das vezes, o poder político local é que define as pessoas que serão beneficiadas, alimentando as velhas/novas relações clientelísticas. Já na modalidade pulverizada tem destaque o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) que contraditoriamente aciona um programa instituído pelo Estado para reforçar sua luta de permanência do homem no campo, em condições de nele viver e habitar. Em Sergipe o MPA atua no território do Alto Sertão Sergipano e uma das suas lutas é a Moradia Camponesa que se caracteriza pela construção de casas nas terras daqueles que fazem parte do Movimento, sem interferência política. Desse modo, na realidade estudada o PCNVN aprofunda a vulnerabilidade dos sujeitos sociais, pois a política de desenvolvimento territorial tem reproduzido práticas clientelísticas, além de alimentar as relações financeiras que são necessárias para a aquisição da moradia.

  • ANÉZIA MARIA FONSÊCA BARBOSA
  • DINÂMICAS AMBIENTAIS E TRANSFORMAÇÕES DA PAISAGEM NO CERRADO PIAUIENSE
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 13/06/2013
  • Tese
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  • O sistema produtivo no Brasil vem se consolidando cada dia mais no circuito mundial de produção de alimentos e grãos. As medidas promovidas pelos gestores brasileiros, durante a segunda metade do século XX, foram dando facilidades para a expansão da fronteira agrícola, criando territórios próprios para o desenvolvimento dessa atividade econômica. Assim, a região que compreende o bioma Cerrado recebeu grande parte das políticas públicas elaboradas como meio de viabilizar o incremento do circuito agrícola por todo o território brasileiro. Ademais, essa expansão vem sendo acompanhada de fortes processos de transformações espaciais em boa parte do Brasil, a qual provoca mudança muito acentuada nos ambientes naturais e sociais dos lugares envolvidos diretamente com a atividade econômica. Na região Nordeste, por exemplo, o estado do Piauí passou a integrar esta lógica de organização do mercado mundial, no final do século passado, pois tal condição tem contribuído para as novas organizações socioambientais, que têm promovido conflitos nos ecossistemas locais. Desse modo, este trabalho tem como objetivo geral analisar as dinâmicas ambientais derivadas da expansão da fronteira agrícola que levaram à transformação da paisagem nos municípios do cerrado piauiense que desencadearam impactos socioambientais. Dessa forma, a metodologia utilizada neste estudo está dividida em três etapas: a primeira etapa é a de gabinete a qual envolve os levantamentos bibliográficos, cartográficos e imagens. A segunda etapa corresponde ao campo para coletar os dados primários e registros fotográficos, e a terceira e última etapa corresponde à síntese que constitui o momento de análises dos resultados, dos mapas que comprovam a hipótese. Destacamos também que o modelo teórico-metodológico utilizado na pesquisa é o GTP, ou seja, Geossistema, Território, Paisagem, proposto por Bertrand (1971), o qual proporciona um entendimento do objeto a partir de uma visão sistêmica e integradora de todos os elementos físicos e antrópicos que compõem o espaço geográfico, outrossim, pode-se envolver de maneira mais próxima a relação da sociedade com a natureza. Assim, a análise concluiu que a apropriação do espaço piauiense pela agricultura moderna vem contribuindo para diversificar e organizar vários territórios de produção seja de grãos ou em pequenos assentamentos, os quais têm proporcionado o surgimento de vários ambientes sociais bem distintos uns dos outros não só no campo como na cidade. Assim, a expansão do comércio; a divisão da zona urbana em áreas ricas e pobres; a falta de saneamento básico; a má acomodação do lixo urbano; lançamento de esgotos em mananciais hídricos; a exploração de minerais, dentre outros aspectos, constituem os principais conflitos identificados na área pesquisada que promovem, a cada momento, dinâmicas nos ambientes locais.

  • JAMILE OLIVEIRA RODRIGUES
  • Da energia que se planta à sujeição camponesa: o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel e seus rebatimentos no Alto Sertão Sergipano
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 15/05/2013
  • Dissertação
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  • A pesquisa intituladaDa energia que se planta à sujeição camponesa: o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel e seus rebatimentos no Alto Sertão Sergipano, analisa as contradições do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) no espaço agrário do Alto Sertão Sergipano e seus rebatimentos na unidade de produção camponesa. O estudo recuperou o debate acerca da descoberta do petróleo como um rico potencial energético na Revolução Industrial, e posteriormente, o aumento do consumo pelas atividades econômicas, que trouxe à tona um contexto de escassez desse recurso, responsável por impor uma revisão da matriz energética mundial. A situação de demanda por nova matriz energética se coloca ao lado da elaboração de um novo paradigma de desenvolvimento que sugere o uso racional e sustentável dos recursos da natureza. Nesse panorama, a continuidade do modelo de produção depende da criação dessa nova matriz, e o Brasil, criou vários programas para atender a produção de energia, principalmente, a partir de agrocombustíveis, cujas trajetórias trouxeram transformações no espaço rural brasileiro. Em Sergipe, o PNPB vem sendo introduzido no campo desde 2007, apresentando como objetivo a produção de diesel a partir do cultivo do girassol e destacando-se pela promessa de trazer benefícios econômicos, sociais e ambientais. Na realidade estudada, o PNPB expressa a sua importância no contexto em que nenhuma mudança estrutural é apontada para erradicar definitivamente a pobreza no campo. Na área de estudo, observou-se um programa que ao se espacializar, aprofundou a vulnerabilidade do camponês às diretrizes do mercado, à medida em que a produção de oleaginosas se realiza sob o comando de um agente externo, atendendo ao momento atual das relações capitalistas.


  • VILOMAR SANDES SAMPAIO
  • MODERNIZAÇÃO DA AGRICULTURA, TRABALHO FAMILIAR E FLORICULTURA NA MICRORREGIÃO DE LIVRAMENTO DE NOSSA SENHORA - BAHIA
  • Orientador : VERA LUCIA ALVES FRANCA
  • Data: 30/04/2013
  • Tese
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  • A modernização da agricultura brasileira trouxe diferentes impactos socioeconômicos e ambientais. Novas formas de produção foram incorporadas ao território com a implantação dessa agricultura moderna, particularmente a partir da década de 1970, período no qual o capital penetrou no campo de forma mais intensa. Nesse cenário de mudanças técnicas e conquistas científicas que se apresenta o objetivo geral desse estudo que é analisar as transformações socioespaciais ocorridas na microrregião de Livramento de Nossa Senhora, no Sudoeste baiano, com a implantação da agricultura modernizada e, posteriormente do polo frutífero. A base econômica desses municípios está fundamentada na agricultura. Com a implementação do perímetro irrigado em 1986, houve a constituição e difusão da pequena propriedade rural. A partir desse período a estrutura produtiva se assentou na pequena propriedade, no trabalho familiar e no cultivo da fruta com predominância da manga. A modernização da agricultura não representa apenas a mudança na base técnica da produção - suas consequências são econômicas e sociais. A metodologia adotada foi a seguinte: revisão bibliográfica, coleta de dados em órgãos como: Ministério da Agricultura; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). As informações sobre a agricultura regional foram obtidas em setores como as Secretarias de Agricultura dos municípios dessa microrregião; associações de trabalhadores rurais, cooperativas e sindicatos; produtores e trabalhadores da fruticultura. A pesquisa empírica foi desenvolvida a partir da investigação em documentos sobre a história e ocupação do interior da Bahia e aplicação de questionários e entrevistas semiestruturadas aos agentes sociais: trabalhadores, produtores, empresários, presidente de associações e lideranças locais. Com a implementação desse perímetro ocorreram significativas transformações no uso da terra nesse espaço, nas técnicas de produção e nas relações de trabalho. A modernização redimensionou o espaço agrário dessa microrregião e permitiu a reprodução social do pequeno agricultor. Atualmente, essa microrregião se destaca como forte produtora de frutas com destaque para produção de mangas. A produção e comercialização dessas frutas tem se especializado ao longo dos anos em função da organização coletiva dos produtores e da iniciativa privada. A produção frutícola nessa microrregião constitui um mercado em potencial enquanto produto agrícola. Os pequenos produtores rurais têm suas unidades de produção comandadas essencialmente pelo trabalho familiar e apoiadas por organizações coletivas que favorecem suas estratégias de reprodução. Essa atividade apresenta fatores favoráveis à continuação do empreendimento com a fruta mesmo apresentado fatores adversos.

  • ANDRECKSA VIANA OLIVEIRA SAMPAIO
  • MOBILIDADE DO TRABALHO, TRANSFERÊNCIA DE RENDA E PRODUÇÃO DO ESPAÇO REGIONAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA - BAHIA
  • Orientador : VERA LUCIA ALVES FRANCA
  • Data: 29/04/2013
  • Tese
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  • A tese discute o tema mobilidade do trabalho relacionando com transferência de renda e produção do espaço regional e tem como objetivo analisar os rebatimentos da mobilidade do trabalho na produção do espaço regional. A base teórica discute os conceitos de mobilidade populacional, do capital e do trabalho e a produção do espaço em redes, tendo como categoria de análise o trabalho e como base empírica o município de Vitória da Conquista. A mobilidade do trabalho contribui para a organização do espaço e reflete o desenvolvimento desigual e combinado imposto pelo capital. Com isso, reforça o crescimento econômico de determinados centros, enquanto contribui para o esvaziamento de outros. Para a realização do trabalho foi realizada intensa revisão bibliográfica, seguida de levantamento de dados e informações, utilizando fontes documentais de instituições públicas e privadas, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED). Além disso, foram aplicados 300 questionários direcionados a população migrante e realizadas 10 entrevistas semiestruturadas com os responsáveis pela Secretária de Planejamento (trabalho e renda), Gerências de recursos humanos em empresas públicas e privadas da cidade e com proprietários de empresas dos diversos ramos do comércio. A partir das análises ficou evidente a formação de três grupos de migrantes articulados, porém diferenciados entre si: os migrantes que moram em cidades próximas de Vitória da Conquista e vem trabalhar na cidade, os não nascidos em Vitória da Conquista, mas que moram, trabalham e contribuem para o desenvolvimento regional e a população que mora em Vitória da Conquista e trabalha em outros municípios. Ao exercer a importância de centro regional, Vitória da Conquista desponta como um lugar de atração populacional, pois sua infraestrutura atrai, diariamente, pessoas de outros municípios que se deslocam para o seu centro urbano. A transferência de renda, fruto da mobilidade do trabalho, é um dos fatores que contribui para promover o desenvolvimento regional desigual e contraditório, pois as funções especializadas auxiliam no crescimento e na geração de renda, além de valorizar a cidade e contribuir para a sua expansão.

  • ÉDER ROMAGNA RODRIGUES
  • AS INTERAÇÕES URBANAS PELO TURISMO: UMA ANÁLISE DA EVOLUÇÃO ESPACIAL DA REDE URBANA DO TURISMO NO LITORAL DA BAHIA ENTRE 1970 A 2000
  • Data: 12/04/2013
  • Tese
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  • Dentre os movimentos espaciais contemporâneos, o turismo se distribui de
    maneira descontínua pelo espaço. Logo, o estudo das redes oferece ao mesmo, uma
    poderosa ferramenta de análise. Dentre os estudos que existem sobre redes e sistemas
    não é possível encontrar trabalhos que sistematizem o conceito das redes urbanas do
    turismo. Um exemplo de como o turismo pode formar redes urbanas é o surgimento de
    redes urbanas do turismo no litoral baiano. A expansão do turismo de massa no litoral
    baiano tem desencadeado o surgimento de redes urbanas especializadas na função
    turística. Essa tese propõe desvendar de que modo o advento do turismo na Bahia em
    1970, contribuíu para a expansão e complexificação da rede de núcleos urbanos
    litorâneos que até então existia. Foi realizada obtenção de dados das infra-estruturas
    turísticas com os órgãos competentes, mapeamento da malha viária, desenvolvimento
    de equações que estabelecessem o índice de função e centralidade turísticas e o
    desenvolvimento e mapeamento de classes que representassem a hierarquia dos núcleos
    turísticos. Os resultados apontam que entre 1970 e 2000 o litoral da Bahia testemunhou
    o surgimento e a expansão de uma rede urbana especializada na atividade turística. Ao
    longo de seu processo de evolução, a rede urbana do turismo do litoral baiano foi
    progressivamente se expandindo e se complexificando. De uma estrutura frágil e
    incompleta, a rede urbana do litoral baiano foi sendo progressivamente transformada em
    um organismo denso e complexo.

  • ÉDER ROMAGNA RODRIGUES
  • AS INTERAÇÕES URBANAS PELO TURISMO: UMA ANÁLISE DA EVOLUÇÃO ESPACIAL DA REDE URBANA DO TURISMO NO LITORAL DA BAHIA ENTRE 1970 A 2000
  • Data: 12/04/2013
  • Tese
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  • Dentre os movimentos espaciais contemporâneos, o turismo se distribui de
    maneira descontínua pelo espaço. Logo, o estudo das redes oferece ao mesmo, uma
    poderosa ferramenta de análise. Dentre os estudos que existem sobre redes e sistemas
    não é possível encontrar trabalhos que sistematizem o conceito das redes urbanas do
    turismo. Um exemplo de como o turismo pode formar redes urbanas é o surgimento de
    redes urbanas do turismo no litoral baiano. A expansão do turismo de massa no litoral
    baiano tem desencadeado o surgimento de redes urbanas especializadas na função
    turística. Essa tese propõe desvendar de que modo o advento do turismo na Bahia em
    1970, contribuíu para a expansão e complexificação da rede de núcleos urbanos
    litorâneos que até então existia. Foi realizada obtenção de dados das infra-estruturas
    turísticas com os órgãos competentes, mapeamento da malha viária, desenvolvimento
    de equações que estabelecessem o índice de função e centralidade turísticas e o
    desenvolvimento e mapeamento de classes que representassem a hierarquia dos núcleos
    turísticos. Os resultados apontam que entre 1970 e 2000 o litoral da Bahia testemunhou
    o surgimento e a expansão de uma rede urbana especializada na atividade turística. Ao
    longo de seu processo de evolução, a rede urbana do turismo do litoral baiano foi
    progressivamente se expandindo e se complexificando. De uma estrutura frágil e
    incompleta, a rede urbana do litoral baiano foi sendo progressivamente transformada em
    um organismo denso e complexo.

  • ROSEANE CRISTINA SANTOS GOMES
  • Territó, sujeitos sociais e políticas públicas: (des) caminhos e perspectivas do TBC em comunidades brasileiras e mexicanas
  • Data: 11/04/2013
  • Tese
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  • A América Latina tem como uma de suas características a diversidade da paisagem que conforma o território de pequenas comunidades, estejam estas localizadas na zona litorânea ou no interior. Referimos-nos às comunidades brasileiras e mexicanas que além de apresentar uma paisagem dinâmica, possuem, todavia uma riqueza sociocultural que as singularizam. São marcadas pelo modo de vida tradicional e pelos laços do cotidiano. Muitas destas comunidades almejam uma melhor qualidade de vida e buscam se sobressair do processo de exclusão do qual são expostas. Para tanto buscam no turismo, a complementação de sua fonte de renda, ou até mesmo centram nesta atividade a manutenção de sua sobrevivência. É o caso das comunidades estudadas: povoados Crasto/ Santa Luzia do Itanhy, Terra Caída/ Indiaroba – Sergipe/ Brasil e Puerto Morelos/ município de Benito Juarez/ Quintana Roo e San Pedro Atlapulco/ município de Ocoyacac/ Estado de México – México. Sentindo a necessidade de refletir sobre o turismo, sobretudo o de base comunitária e seus impactos nas comunidades citadas, buscamos na ciência geográfica o pilar para esta reflexão. Almeida (2008) afirma que o turismo é uma pratica social que consome e transforma espaços naturais ou artificiais, denominados paisagens turísticas. É vislumbrado como fator de transformação socioespacial, cultural, política e econômica. Porém, para a implantação desta atividade, é relevante pensar nas comunidades receptoras, assim como na capacidade e necessidade que o território dos sujeitos sociais locais possuem para receber o turismo. Isto posto, temos como objetivo a análise das relações socioespaciais envolvendo sujeitos sociais locais, políticas de fomento ao turismo e o turismo de base comunitária - TBC nas comunidades latino-americanas já citadas,. Trata-se, portanto, da análise acerca de territorialidades que se (re) criam, da (re) significação da paisagem pelos sujeitos sociais locais, por meio da inserção do TBC que tem como essência o princípio da autogestão, do empoderamento das comunidades e valorização do modo de vida tradicional. Para tanto, nos pautamos nas categorias paisagem e território como balizadoras da reflexão proposta. A paisagem por ser considerada como elemento constituinte do potencial turístico de um território, não apenas no âmbito do visível, mas sobretudo do sentir e no estabelecimento de relações afetivas com os elementos que a constituem. Fazem parte da paisagem o próprio homem e suas marcas culturais. Já a categoria território se insere na análise das relações socioespaciais uma vez que, o modo de vida das comunidades receptoras do turismo é fruto do cotidiano, das práticas culturais, das percepções dos seus sujeitos a cerca do mundo em que vivem. Compreendemos que é no território onde ocorre a interação individuo - ambiente. O método de análise que consubstancia a pesquisa é o fenomenológico. Já os instrumentos de investigação utilizados foram: revisão bibliográfica; pesquisa de campo composta de observação direta, levantamento e registro fotográficos; técnica de entrevista semiestruturada. Com base nos resultados obtidos com a pesquisa afirmamos que no processo de inserção do turismo nas comunidades citadas existem várias forças que atuam nos territórios dos sujeitos sociais locais. Estas forças se materializam por meio das relações de poder que emanam tanto das comunidades quanto dos agentes planejadores das políticas de fomento ao turismo. No caso das políticas o poder se manifesta pelo discurso propagado sobre o desenvolvimento local para o alcance da sustentabilidade. Este, na verdade é apenas uma forma alienadora de manter o controle sobre as comunidades e favorecer as demandas do turismo de massa e agentes privados interessados em obter divisas ao investir no turismo. No que diz respeito às comunidades o poder advém da necessidade de defender os seus territórios contra forças externas que em nada ou muito pouco contribuem para a manutenção das suas territorialidades. Emana outrossim, do processo de exclusão pelo qual as mesmas são submetidas e, consequentemente pela busca da melhoria de suas condições de vida.

  • RAIMUNDA ÁUREA DIAS DE SOUSA
  • O AGRO-HIDRONEGÓCIO NO VALE DO SÃO FRANCISCO: TERRITÓRIO DE PRODUÇÃO DE RIQUEZA E DA SUBTRAÇÃO DA RIQUEZA DA PRODUÇÃO
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 25/03/2013
  • Tese
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  • Comprova-se na presente tese que: por ser a natureza do capital força extratora do trabalho excedente o faz sem fronteiras. Para tanto, a competividade internacional e a eficiência produtivista norteiam a Política Agrícola Comum Europeia a subtrair a riqueza do Polo Juazeiro/Petrolina, na medida em que obtêm o controle da terra e da água em todas as etapas da produção no campo, mediante a imposição do selo de certificações, como determinante à livre circulação da mercadoria no Mercado Europeu. Centrado nas regras de acumulação e exploração do sistema do capital, o agro-hidronegócio se expande apoiado e incentivado pelo Estado, como sendo a única saída para elevar o nível de vida dos trabalhadores da cidade e do campo justificado no quantitativo de emprego gerado que, por sua vez, pode resultar no consumo de produtos supérfluos na cidade. Enquanto esse discurso é propagandeado, a terra e a água passam a ser apropriadas pelos proprietários do capital especificamente para produção de cultivos requeridos pelo mercado internacional. Assim, a procura de frutas tropicais pelos países que compõem a União Europeia tem permitido que a PAC exerça seu total domínio no Vale, determinando como deve comportar-se empregador e empregado, sem necessariamente ter o título de propriedade da terra. Desse modo, a politica de irrigação nas áreas em que foram implantados os Perímetros Irrigados, em especial: Bebedouro, Nilo Coelho e Salitre têm de fato ampliado quantitativa e qualitativamente a produção; porém, esse saldo aparentemente positivo tem sido extraído da renda da terra, materializado no trabalho precarizado e temporário dos assalariados, bem como na monopolização da terra dos pequenos produtores que ainda têm vínculo nominal com a mesma. É, portanto, a mediação da renda fundiária que está no centro dos fatores que promovem a separação entre o lugar da produção dos meios de vida que não assumem a forma de capital variável, necessários à reprodução do trabalhador e o lugar de produção e reprodução do capital. Com isso, o excedente do tempo de trabalho de que o capital se apropria é repartido por muitos agentes capitalistas no Polo e na Europa.

  • RAIMUNDA ÁUREA DIAS DE SOUSA
  • O AGRO-HIDRONEGÓCIO NO VALE DO SÃO FRANCISCO: TERRITÓRIO DE PRODUÇÃO  DE RIQUEZA E DA SUBTRAÇÃO DA RIQUEZA DA PRODUÇÃO
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 25/03/2013
  • Tese
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  • Comprova-se na presente tese que: por ser a natureza do capital força extratora do trabalho excedente o faz sem fronteiras. Para tanto, a competividade internacional e a eficiência produtivista norteiam a Política Agrícola Comum Europeia a subtrair a riqueza do Polo Juazeiro/Petrolina, na medida em que obtêm o controle da terra e da água em todas as etapas da produção no campo, mediante a imposição do selo de certificações, como determinante à livre circulação da mercadoria no Mercado Europeu. Centrado nas regras de acumulação e exploração do sistema do capital, o agro-hidronegócio se expande apoiado e incentivado pelo Estado, como sendo a única saída para elevar o nível de vida dos trabalhadores da cidade e do campo justificado no quantitativo de emprego gerado que, por sua vez, pode resultar no consumo de produtos supérfluos na cidade. Enquanto esse discurso é propagandeado, a terra e a água passam a ser apropriadas pelos proprietários do capital especificamente para produção de cultivos requeridos pelo mercado internacional. Assim, a procura de frutas tropicais pelos países que compõem a União Europeia tem permitido que a PAC exerça seu total domínio no Vale, determinando como deve comportar-se empregador e empregado, sem necessariamente ter o título de propriedade da terra. Desse modo, a politica de irrigação nas áreas em que foram implantados os Perímetros Irrigados, em especial: Bebedouro, Nilo Coelho e Salitre têm de fato ampliado quantitativa e qualitativamente a produção; porém, esse saldo aparentemente positivo tem sido extraído da renda da terra, materializado no trabalho precarizado e temporário dos assalariados, bem como na monopolização da terra dos pequenos produtores que ainda têm vínculo nominal com a mesma. É, portanto, a mediação da renda fundiária que está no centro dos fatores que promovem a separação entre o lugar da produção dos meios de vida que não assumem a forma de capital variável, necessários à reprodução do trabalhador e o lugar de produção e reprodução do capital. Com isso, o excedente do tempo de trabalho de que o capital se apropria é repartido por muitos agentes capitalistas no Polo e na Europa.

  • LEÔNIDAS DE SANTANA MARQUES
  • OS FUNDOS DE PASTO DO MUNICÍPIO DE MONTE SANTO (BA) E A POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL: CONFLITOS E INTERESSES TERRITORIAIS NO CAMPO
  • Orientador : ANA ROCHA DOS SANTOS
  • Data: 25/02/2013
  • Dissertação
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  • O debate sobre a questão das comunidades camponesas de Fundo e Fecho de Pasto tem crescido consideravelmente nos últimos anos. Isso pode ser reconhecido como um importante avanço no contexto do pensamento acadêmico que pode inserir de forma mais intensa essa discussão no contexto da conjuntura e estrutura agrária nacional. Ainda assim, sentiu-se a necessidade de analisar alguns meandros que perpassam o cotidiano dessas comunidades, principalmente quanto a sua relação com o Estado. Neste sentido, o objetivo geral desta dissertação é analisar as relações entre o processo de luta e resistência das comunidades de Fundo de Pasto e a política de desenvolvimento territorial no município de Monte Santo, estado da Bahia. Com isto, tem-se em conta que compreender a criação dos territórios institucionais (“rurais” e “da cidadania” em escala nacional, e “de identidade” em escala estadual) é problematizar essencialmente a forma de atuação do Estado enquanto agente na produção capitalista do espaço geográfico. Do ponto de vista metodológico, teve-se como fundamento analítico o materialismo histórico-dialético e a perspectiva geográfica da produção do espaço, com centralidade para o conceito de território. A pesquisa baseou-se em uma análise predominantemente qualitativa, utilizando-se de dados primários (entrevista e grupos focais) e secundários (provenientes de instituições governamentais ou não). Nos primeiros capítulos, considera-se a realidade das comunidades de Fundo de Pasto de uma forma geral, bem como as especificidades do município de Monte Santo. São levados em conta dados quantitativos e históricos da conjuntura agrária, objetivando reconhecer e espacializar as diversas formas como se materializa o conflito pela terra/território camponês localmente. Após isto, considerou-se o processo de internacionalização do capital e seus reflexos sobre o Estado, relacionando com a forma como as políticas públicas passam a ser pensadas. Por fim, analisa-se mais detidamente a inserção do município de Monte Santo e de suas comunidades no contexto do Território do Sisal e dos mecanismos de gestão e planejamento do Estado, relacionando-o com os diversos interesses que são traçados e a conexão entre aparência e essência na construção dos territórios institucionais. Reconhece-se que a política de desenvolvimento territorial existe necessariamente seguindo dois primas básicos (que, em essência, convergem): primeiro, nunca será viável do ponto de vista de democratização e popularização do Estado, porque não será a partir de mecanismos institucionais que este terá a sua natureza alterada; segundo, a política de desenvolvimento territorial é completamente viável do ponto de vista de que pode se tornar a garantidora do avanço do capital a partir de mecanismos que incorporem a participação social como salvo conduto.

  • ANIZIA CONCEICAO CABRAL DE ASSUNCAO OLIVEIRA
  • CENÁRIOS BIOFÍSICOS E ORDENAMENTO TERRITORIAL NO LITORAL SUL DE SERGIPE
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 22/02/2013
  • Tese
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  • Cenários são instrumentos de análise que permitem o conhecimento da evolução da paisagem a partir da interpretação dos rumos e das velocidades de transformações no espaço. Por possibilitarem a reflexão sobre as consequências de formas de uso e ocupação do território, são adotados como ferramentas úteis ao ordenamento territorial, uma vez que, contribuem com a orientação de usos atuais e futuros em função do controle das pressões antrópicas e de proposições de ações que não comprometam a integridade biofísica. Considerando a problemática relacionada ao padrão vigente de uso e ocupação da zona costeira e tendo como base a busca pelo entendimento das pressões, dos níveis de degradação e do estado do meio ambiente, esta pesquisa objetivou a elaboração de cenários biofísicos para as Planícies Costeiras dos municípios de Estância e Itaporanga D’Ajuda-SE, visando, a partir da perspectiva de análise integrada da paisagem, a proposição de classes de uso e ações prioritárias (Cenário Recomendado) compatíveis com a sensibilidade dos ambientes naturais, e a análise possibilidades dos acontecimentos desencadeados a partir da concretização ou não dessa proposta (Cenários Exploratórios), como subsídio ao ordenamento territorial. O desenvolvimento dos cenários foi nesta pesquisa possibilitada primeiramente pela delimitação e classificação de unidades e subunidades de paisagens com base em parâmetros relacionados à morfologia, às litoestruturas, aliados aos aspectos da cobertura vegetal e do uso do solo, o que permitiu a identificação dos níveis de ocupação de cada compartimento e, num segundo momento, a análise do estado ambiental da paisagem. A compartimentação das Planícies Costeiras dos municípios de Estância e Itaporanga D’Ajuda em unidades e subunidades de paisagem e a análise do estado ambiental de cada compartimento, por considerarem os componentes geoecológicos e as descontinuidades espaciais resultantes das interferências de ordem antrópica, permitiu um melhor entendimento da configuração atual da paisagem em termos de elementos e processos envolvidos, do seu funcionamento, bem como da existência de certas especificidades frente aos limites e potencialidades de cada unidade.

  • ANIZIA CONCEICAO CABRAL DE ASSUNCAO OLIVEIRA
  • CENÁRIOS BIOFÍSICOS E ORDENAMENTO TERRITORIAL NO LITORAL SUL DE SERGIPE
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 22/02/2013
  • Tese
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  • Cenários são instrumentos de análise que permitem o conhecimento da evolução da paisagem a partir da interpretação dos rumos e das velocidades de transformações no espaço. Por possibilitarem a reflexão sobre as consequências de formas de uso e ocupação do território, são adotados como ferramentas úteis ao ordenamento territorial, uma vez que, contribuem com a orientação de usos atuais e futuros em função do controle das pressões antrópicas e de proposições de ações que não comprometam a integridade biofísica. Considerando a problemática relacionada ao padrão vigente de uso e ocupação da zona costeira e tendo como base a busca pelo entendimento das pressões, dos níveis de degradação e do estado do meio ambiente, esta pesquisa objetivou a elaboração de cenários biofísicos para as Planícies Costeiras dos municípios de Estância e Itaporanga D’Ajuda-SE, visando, a partir da perspectiva de análise integrada da paisagem, a proposição de classes de uso e ações prioritárias (Cenário Recomendado) compatíveis com a sensibilidade dos ambientes naturais, e a análise possibilidades dos acontecimentos desencadeados a partir da concretização ou não dessa proposta (Cenários Exploratórios), como subsídio ao ordenamento territorial. O desenvolvimento dos cenários foi nesta pesquisa possibilitada primeiramente pela delimitação e classificação de unidades e subunidades de paisagens com base em parâmetros relacionados à morfologia, às litoestruturas, aliados aos aspectos da cobertura vegetal e do uso do solo, o que permitiu a identificação dos níveis de ocupação de cada compartimento e, num segundo momento, a análise do estado ambiental da paisagem. A compartimentação das Planícies Costeiras dos municípios de Estância e Itaporanga D’Ajuda em unidades e subunidades de paisagem e a análise do estado ambiental de cada compartimento, por considerarem os componentes geoecológicos e as descontinuidades espaciais resultantes das interferências de ordem antrópica, permitiu um melhor entendimento da configuração atual da paisagem em termos de elementos e processos envolvidos, do seu funcionamento, bem como da existência de certas especificidades frente aos limites e potencialidades de cada unidade.

  • ROSANA DE OLIVEIRA SANTOS BATISTA
  • AS AFINIDADES SELETIVAS DO PENSAMENTO RECLUSIANO: NA TRILHA DA CONFLUÊNCIA DAS IDEIAS DE ROUSSEAU
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 15/02/2013
  • Tese
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  • O intuito de estudar os pensamentos de Jean Jacques Rousseau e Èlisèe Reclus foi fruto do entendimento de que há uma interação dialógica nos conceitos sociedade/natureza, enquanto contribuição ao pensamento geográfico da modernidade. Optamos pelo método do materialismo histórico dialético, com a filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin, o qual nos possibilitou uma análise dos processos históricos. Entendemos que ao fazer história os homens passam a ser determinados e/ou determinantes da/pela natureza, e pelos outros homens e, por serem sujeitos históricos aparecem não como fragmentos, mas articulados no conjunto das estruturas e conjunturas em que estão inseridos. Neste movimento, foi possível entender a relevância dos signos dialéticos sociedade, natureza, propriedade privada e Estado no projeto da Modernidade. Tais signos serviram-nos enquanto fio condutor em nossa tese, nos permitindo refletir acerca dos fios que entrelaçam cada signo ideológico inverterado nos pensamentos de J.J. Rousseau e E. Reclus em seu tempo histórico. Nesta tese desvela-se que o tratamento teórico reclusiano com a ciência geográfica adveio das relevantes afinidades seletivas. Seu pensar foi composto pelas reflexões geográficas de Humboldt e Ritter ou ainda, pelas discordâncias existentes entre seus contemporâneos, La Blache e Ratzel. No pensamento anarquista, foram importantes as associações teóricas entre Proudon, Kropotkin e Bakunin na conformação da filosofia anarquista reclusiana. A pesquisa revelou ainda que o pensar de J.J. Rousseau unificou o pensamento anarquista e geográfico de Reclus a partir dos ideais de liberdade e igualdade, entendendo que os discursos operados nas duas teorias não estavam no vazio cultural, isto é, estavam interpenetrados por uma polifonia, de várias vozes consonantes e dissonantes de maneira que promoveu uma unidade discursiva frente às novas demandas do projeto moderno de sociedade. Assim, denotamos que em Rousseau e Reclus há uma confluência de pensamentos, percebida pelos ideais de sociedade livre de qualquer opressor, já que liberdade e igualdade são faculdades inerentes aos seres humanos.

  • ALBERLENE RIBEIRO DE OLIVEIRA
  • INFLUÊNCIA CLIMÁTICA NO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO DO MUNICÍPIO DE POÇO VERDE/SE
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 05/02/2013
  • Dissertação
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  • Elementos climáticos, como precipitação e temperatura são essenciais na agricultura, sobretudo no semiárido, onde se localiza especificamente o município de Poço Verde, além de outros fatores como o econômico, social, político e tecnológico. Condicionantes edáficos representados pela composição pedológica, constituída pelos Cambissolos, Planossolos e Neossolos, são propícios para o cultivo agrícola, embora, precisem ser corrigidos, utilizando-se adubação. Existem, no município, áreas impróprias devido ao afloramento das rochas em decorrência, da erosão, resultante de atividades antrópicas e de processos naturais. O clima é concebido como dinâmico na análise qualitativa fundada na leitura de Monteiro, Pinto e Mendonça e Oliveira. A dinâmica ambiental é pontuada na associação entre natureza e sociedade. Nesse sentido, esta dissertação tem como objetivo analisar a relação entre os condicionantes climáticos e as derivações antropogênicas no espaço Semiárido de Poço Verde/SE, propondo compreender, o comportamento climático, suas variações de precipitação e os prováveis eventos extremos, especificamente a seca, não somente como fenômeno natural, mas, em seus aspectos, político e econômico, que interferem na qualidade de vida. Esta pesquisa está fundamentada no método GTP- Geossistema, Território e Paisagem, de natureza quali-quantitativa, pela ideia de se ter uma visão holística integralizada do espaço. Os procedimentos metodológicos que delinearam este trabalho foram: levantamento bibliográfico e documental; pesquisa de campo mediante dados secundários e primários, através de entrevistas semi-estruturadas e questionários com atores sociais; elaboração de mapas temáticos no Sistema de Processamento de Informações Georreferenciadas na versão do ArcGis 9.3. Construção do balanço hídrico pelo método de Thornthwaite & Mather (1955). Quantificação e tabulação de dados, análise, interpretação e descrição. Compreende-se assim, que a variabilidade de precipitação é marcante e irregular, espacialmente; apresenta déficit hídrico. Eventos de ENOS exercem papel significativo na dinâmica pluvial, pelo caráter genético produtor de anomalias climáticas, sobrepondo-se às ações antrópicas, de efeito amplo na escala local. A ocupação do solo agrícola domina a economia local, com estrutura fundiária de minifúndios, tendo o milho e o feijão como principais cultivos, vinculados diretamente à distribuição pluvial e adaptados à pequena variação térmica da tropicalidade de Poço Verde-Se. A cobertura vegetal é constituída pelo bioma caatinga, bem alterado em sua origem. O espaço urbano apresenta população superior a rural, composta de 21.968 habitantes. O Estado desenvolve ações assistencialistas, construindo poços tubulares de água doce e de água salobra, barragens e distribuição de água por carros pipas. A seca é um dos azares climáticos no município, classificada como sazonal e contingente, que interfere na agropecuária local e tem repercussão na vida urbana. Há registro de chuva de granizo. Assim, os sertanejos poçoverdenses sofrem no período de estiagem e seca, com reflexos tanto no campo quanto na cidade, sendo que há correlação real entre os elementos físicos, produtivos, econômicos, relações de trabalho e sociais e as políticas públicas.

2012
Descrição
  • NUBIA DIAS DOS SANTOS
  • Pelo Espaço do Homem-Camponês: estratégias de reprodução socialno sertão dos Estados de Sergipe e Alagoas
  • Orientador : CELSO DONIZETE LOCATEL
  • Data: 21/12/2012
  • Tese
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  • A organização do espaço agrário brasileiro e o desenvolvimento rural estiveram

    permeados de contradições e conflitos sociais na disputa pelo território, no confronto

    político do território-mercadoria do capital com o território-espaço-da-vida dos

    camponeses, lugar da sua reprodução social. O espaço do homem resulta das suas

    estratégias de vivência e existência, da sua identidade histórico-cultural. Entender a

    estruturação da vida camponesa; suas redes de relações endógenas e exógenas; sua

    produção material e imaterial, e, a combinação simbiótica terra, trabalho e família,

    impõe analisar a presença dos camponeses sertanejos com terra como um paradoxo

    na sociedade brasileira. De um lado, pela desqualificação histórica do sujeito, do seu

    trabalho e modo de vida e de outro, pelo movimento do capital que na monopolização

    do território ou na territorialização do capital, apropria-se da renda da terra camponesa

    e estabelece estratégias para a subordinação do trabalho familiar camponês, tornando-

    o conveniente à estrutura da sociedade e do capital. A principal função social do

    camponês é de servir de mão-de-obra abundante e pouco qualificada; de produzir

    matéria-prima e fornecer gêneros básicos para o mercado interno. Ao conquistarem a

    terra, os camponeses sinalizam para um novo processo baseado na alteração histórica

    da sua função social tendo em vista que a sua subordinação esteve atrelada à ausência

    da posse da terra. Inicia-se outro momento nas suas histórias, ao terem a posse da terra,

    mas, sem estarem associadas à mudança na estrutura da sua subordinação. A estratégia

    camponesa da posse da terra, do acesso às políticas de estado, tem contribuído para a

    fixação do homem no lugar, e serve, contraditoriamente, aos interesses do agronegócio

    e do capital, os quais passam a dispor de um exército rural de reserva, na atual

    dificuldade dos camponeses viverem, principalmente, do trabalho realizado na unidade

    de produção familiar, e, a renda da sua terra ser absorvida pelo capital. Na prática,

    os camponeses acionam estratégias para construir uma conjuntura mais favorável na

    conquista e manutenção do seu espaço. Estudar a realidade camponesa significa estudar

    a própria realidade brasileira em seus embates, nos quais as politicas espaciais tornam-

    se componentes singulares na concepção de uma sociedade mais justa, sedimentada nos

    princípios democráticos.

  • BENIZARIO CORREIA DE SOUZA JUNIOR
  • Dividas e duvidas: a reforma agrária de mercado em Lagarto / Sergipe
  • Orientador : MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS
  • Data: 11/12/2012
  • Dissertação
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  • Nas últimas três décadas muitos dos estudos nas ciências sociais foram marcadas por uma intensa discussão entorno das problemáticas do campo. As relações conflituosas do campesinato com grileiros e latifundiários assim como o debate quanto à decomposição ou recriação da classe camponesa e a forma na qual essa se insere ao mercado capitalista vem sendo o foco destas discussões. Historicamente o espaço rural brasileiro é concebido como palco de intensos conflitos sociais, tendo como principal motivo a posse e a propriedade da terra. Tais conflitos têm por objetivo uma melhor distribuição da terra e a promoção de uma reforma agrária justa, que promova assim, uma melhor distribuição de renda e consequentemente menores disparidades sociais. Entretanto, o panorama atual dos conflitos agrários está marcado por novos modelos de políticas agrárias, conhecida como reforma agrária de mercado, baseados em um mercado de terras, idealizados pelo BIRD (Banco Mundial) e promovidos e aprimorados pelo Estado brasileiro. Em Sergipe a problemática agrária é agravada devido a pequena extensão territorial do estado, o que gera uma pressão social, agravando os conflitos diretos pela posse da terra, e é dentro da perspectiva de sanar tal problemática que a reforma agrária de Mercado (RAM), como é conhecida, passa a ser vendida em Sergipe, assim como em todos os estados que a adota como política de reforma agrária. No campo da geografia tal fenômeno ganha uma posição de destaque, visto que, essa nova forma de gestão do espaço brasileiro, promove uma novíssima dinâmica territorial desses espaços, requerendo assim uma analise mais aprofundada dos processos relacionados, multidimensionais, multiescalares e atemporais, que determinam não só novos territórios, mas a forma peculiar que as múltiplas territorialidades os moldam, a partir de uma identidade constituída anteriormente e as experiência com territórios do passado.

  • VANESSA PALOMA ALVES RODRIGUES
  • CAPITAL, ESTADO E A LÓGICA DISSIMULATIVA DAS POLÍTICAS DE CRÉDITO NO PROCESSO DE EXPROPRIAÇÃO E SUJEIÇÃO DO TRABALHO NO CAMPO
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 05/12/2012
  • Dissertação
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  • Esta dissertação tem como objetivo refletir sobre a relação do Estado como mediador do Capital/Trabalho através da implantação e implementação das Políticas Públicas no campo, e analisar criticamente se estas constituem formas de superação das desigualdades sócio espaciais, particularmente no processo da financeirização da economia. Para alcançar este objetivo buscamos desvelar o conteúdo e o sentido das transformações que perpassam no campo e as consequências que estas impõem na produção camponesa, expondo as conexões do capital e a sua relação com o Estado. Buscou-se a partir do método do materialismo histórico dialético, entender como as contradições no modo de produção capitalista se materializam na atualidade do campo brasileiro, com os rebatimentos das Políticas Públicas no município de Lagarto/SE, uma vez que este se inscreve no contexto da produção agrária nacional/mundial tornando-se dependente dos interesses externos do capital. Neste sentido, esta dissertação analisa as contradições escamoteadas nos discursos e ações do Estado, via Políticas Públicas para as unidades de produção familiar camponesa, que sob o discurso da inclusão social, subordina, alicia, coopta, fazendo uso político da miséria, das reivindicações sociais, enquanto estratégia política centrada em criar uma falsa aparência da realidade via discurso de cidadania, provocando a aceitação passiva da mutação geral das relações sociais e de trabalho. É nesse contexto que surgiram as políticas de crédito a exemplo do PRONAF, que cumpre o papel de metamorfosear o camponês em agricultor familiar, em empresário do campo, influenciando a sua inserção no mercado externo; gerando forte dependência de insumos, máquinas, equipamentos, financiamento e assistência técnica; impulsionando o processo da agroindustrialização da produção; garantindo o avanço da expropriação de terras camponesa, e ao mesmo tempo, tornando-se um mecanismo que transfere riqueza para a esfera financeira, via lucro gerado pelos juros de dívidas. O que podemos concluir com esta pesquisa, é que, ao atuar como mediador nos conflitos, o Estado, em nenhum momento tem como estratégia alterar as estruturas de domínio historicamente estabelecidas pelos grandes grupos do capital agrário e financeiro. É no imperativo do capital, na ênfase do lobby do agronegócio, da pluriatividade e da agricultura familiar, que vem sendo estabelecidas as Políticas Públicas para a produção familiar, como propósito da conversão do camponês em proletário rural, força de trabalho para o capital, constituindo em seu conjunto, estratagemas, liames, regulações, formas de viabilização da reprodução ampliada do capital, para efetuar a transição do território camponês em território do capital, intensificando desigualdades, fome e degradação humana.

  • IVANA SILVA SOBRAL
  • Instrumentos de gestão ambiental como subsídio para o desenvolvimento sustentável dos projetos de assentamentos de reforma agrária de Sergipe
  • Orientador : JOSE ANTONIO PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 27/11/2012
  • Tese
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  • Os instrumentos de gestão ambiental contribuem para o desenvolvimento sustentável dos projetos de assentamentos (PA) de reforma agrária, uma vez que permitem a proteção e o monitoramento dos recursos naturais; sendo portando objeto de estudo desta pesquisa. Utilizaram-se metodologias participativas para a coleta de dados quantitativos e qualitativos visando: analisar se ações da Superintendência Regional do INCRA em Sergipe colabora com o desenvolvimento sustentável da zona rural; selecionar indicadores de sustentabilidade; avaliar os índices das dimensões ecológica, social, ambiental e espacial; aplicar a Ecologia da paisagem nos 6 PA’s selecionados. Os resultados da pesquisa apontam que: o INCRA tem tido uma participação fundamental na criação de Unidades de Conservação de Proteção Integral de Sergipe; os PA’s mais antigos apresentam maiores índices de desenvolvimento sustentável e de qualidade da paisagem dos que os mais novos; a maioria dos impactos ambientais existente nos PA’s está relacionada aos problemas sociais e econômicos, tais como deficiência de infraestrutura e serviços e ausência de políticas públicas para prevenir os efeitos da seca; os 32 PA’s pesquisados apresentam percentuais de vegetação de acordo com a legislação ambiental brasileira, estando suas reservas legais e suas licenças ambientais devidamente regularizadas; a inserção da Ecologia da Paisagem na análise da sustentabilidade dos 6 PA’s selecionados, possibilita a inclusão da dimensão espacial na gestão ambiental dos projetos assentamentos.

  • MARLENE RIBEIRO SOUZA FELICIO
  • AGRICULTURA IRRIGADA, (DES) TERRITORIALIDADE E DESENVOLVIMENTO: um olhar para as contradições socioambientais das áreas irrigadas públicas do território Sertão do São Francisco-Ba.
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 27/11/2012
  • Tese
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  • A irrigação é uma técnica milenar bastante praticada pelas antigas civilizações, principalmente aquelas que se desenvolveram nas margens dos grandes rios que atravessam ambiente de aridez e semiaridez. Ao longo dos tempos, essa técnica vem sendo aperfeiçoada nos pressupostos do meio técnico-cientifico e atualmente também o informacional. No Brasil, a agricultura irrigada encontra-se em grande expansão, passando o país em uma década (1996 -2006), da vigésima terceira para nona posição em escala planetária (IICA). Na Bahia, a irrigação pública teve seu marco histórico na década de 70, evoluiu bastante em área plantada e atualmente ocupa a quarta posição entre os estados brasileiros (IBGE) que mais irrigam com singularidade em fruticultura, diferente de outros estados que desenvolvem com base agrícola em atividade monocultora (cana, arroz, entre outras). A utilização dessa técnica na agricultura proporciona uma maior independência dos regimes pluviais, contribuindo para a inserção socioeconômica e o desenvolvimento de territórios com aptidão agrícola, mas com características agroambientais de deficiência hídrica, como é a situação do território do Sertão do São Francisco-Ba. A introdução dessa tecnologia moderna no território constitui-se uma questão de viabilidade econômica. A mesma se configurou como responsável pelo aumento no volume de produção e na produtividade agrícola no segmento frutícola, incrementando e destacando o agronegócio baiano, além da forte evidência que deu a esse recorte territorial do Semiárido baiano no cenário econômico internacional. É o intuito de analisar as repercussões socioambientais desse dinamismo econômico provocado pela agricultura irrigada nas áreas públicas do território do Sertão do São Francisco-Ba e suas implicações no desenvolvimento territorial que constitui o objetivo central deste trabalho. Para desenvolver a pesquisa e alcançar o objetivo, os procedimentos metodológicos utilizados trilharam as seguintes etapas: a) levantamento bibliográfico, documental, estatístico e cartográfico b) pesquisa de campo, com a aplicação de questionários estruturados e entrevistas não estruturadas com atores sociais e institucionais, registros fotográficos e observação in loco. Embora seja reconhecida a importância socioeconômica da agricultura irrigada para o território, por outro lado, observou-se que o desenvolvimento da atividade econômica provocou transformações econômicas e socioterritoriais significantes. Essas transformações vieram acompanhadas de problemas ambientais de diferentes intensidades e diversidades. Entre eles, os mais preocupantes são a: desmatamento, a salinização, a erosão, o encharcamento e a contaminação dos recursos naturais por insumos agroquímicos, provocados por inúmeros fatores, a saber, o uso de métodos de irrigação de baixo nível tecnológico e práticas agrícolas fora dos padrões ecológicos. Todavia, ações precisam ser empreendidas para mitigar as fortes alterações ambientais no território e minimizar o desencadeamento do fenômeno da desertificação, evitando assim, o comprometimento da sustentabilidade das áreas irrigadas e consequentemente o desenvolvimento territorial.

  • MARCELO ALVES MENDES
  • PLURIATIVIDADE NA AGRICULTURA FAMILIAR E SUA (DES)TERRITORIALIDADE NO ESTADO DE SERGIPE: AVANÇOS E CONTROVÉRSIAS
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 21/11/2012
  • Tese
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  • A agricultura e o mundo rural encontram-se em profunda transformação nos seus diferentes aspectos: físico, ambiental, econômico, social e político. Atualmente, a agricultura familiar não pode ser compreendida apenas como uma atividade ligada exclusivamente à produção de alimentos e/ou o meio de reprodução social de pequenos agricultores que exploram a terra somente para o autosustento da familia. Nestes termos, o objetivo da tese é analisar o processo de inserção da agricultura familiar em Sergipe através das políticas públicas planejadas e/ou intencionadas para o produtor rural e seu papel diante da (des)territorialidade provocada pela pluriatividade. Assim, com a finalidade de melhor entender a dinâmica do espaço rural sergipano fez-se necessário levantar dados empíricos e levantamento bibliográfico sobre os aspectos geográficos do estado de Sergipe utilizando como referência órgãos censitários, como o Instituto Brasileiro de Geográfia e Estatística (IBGE), Censo Agropecuário (1985, 1995/6, 2006), Instituto de Pesquisa Econômica Avançada (IPEA), Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), Projeto Rurbano. Também foram utilizadas como fonte as informações obtidas através de entrevistas, aplicação semi-estrutura de questionários, os sindicados dos trabalhadores rurais (STR), as associações, Secretarias de Agricultura Estadual e Municipais, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), as feiras livres, entre outros órgãos que subsidiaram na fase da pesquisa de campo, evidenciando a importância dessa articulação entre o lógico e o real, ou seja, entre a teoria e o trabalho de campo. Analisando a composição da renda das famílias rurais constatou-se que a renda agrícola ainda é importante na reprodução das unidades familiares, pois os dados indicam que 86% da renda familiar vêm da agropecuária e/ou de alguma atividade ligada a este segmento. No entanto, as atividades não-agrícolas juntamente com a aposentadoria rural, pensões, bolsa família e outros programas governamentais de crédito têm relevância para a composição da renda familiar. Portanto, a diversificação da renda familiar mostrou que nos estabelecimentos rurais pluriativos as famílias desfrutam de estrategias de sobrevivência em relação às incertezas do mercado de trabalho e das instabilidades naturais. Neste contexto, a pesquisa de campo demonstrou que aproximadamente 87,1% das famílias destacaram a importância da diversificação produtiva e das atividades não-agrícolas, pois, de acordo com as famílias rurais, tais aspectos contribuíram para melhorar as condições de vida dos trabalhadores rurais. É necessário identificar o papel dos atores sociais no processo de desenvolvimento rural, particularmente, o papel dos agricultores familiares e do Estado a partir da execução de políticas públicas que estimulem a diversificação da renda por meio da combinação de atividades agrícolas e não-agrícolas geradoras de oportunidade de emprego com o intuito de promover o desenvolvimento local. Portanto, o significado da pluriatividade para as famílias rurais do estado de Sergipe não está relacionado apenas à geração de renda, mas também a conquista da dignidade solapada pela expansão do capitalismo e pelas políticas públicas excludentes que historicamente fizeram parte do cotidiano no mundo rural.

  • ESPEDITO MAIA LIMA
  • INTERAÇÕES SOCIOAMBIENTAIS NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO CATOLÉ - BAHIA
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 17/10/2012
  • Tese
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  • O presente trabalho tem o propósito de investigar as interações socioambientais que se materializam na Bacia do Rio Catolé – Bahia, considerando os processos históricos de apropriação do território e uso dos recursos naturais, e as sucessivas paisagens que dão suporte à configuração atual dos fenômenos geográficos. Utiliza-se a concepção sistêmica como base de análise dos fenômenos e avalia-se o cenário atual das derivações antropogênicas, pautado em critérios quantitativos e qualitativos. A análise morfométrica da bacia, juntamente com a leitura da organização das paisagens e das relações conflituosas entre os usuários da água e da terra, é critério fundamental para a compreensão do cenário geográfico atual. Procede-se a uma análise da inserção da Bacia do Rio Catolé como uma componente sistêmica dos mecanismos globais e regionais em que ela está inserida, considerando as complexas e dinâmicas relações que comandam os fluxos de matéria e energia. Os levantamentos das características do meio físico, os trabalhos de mapeamento, as atividades de campo confrontando os elementos do quadro natural e o uso dos recursos naturais e suas derivações, como também os diálogos com produtores rurais, gestores ambientais e demais agentes envolvidos no uso e na gestão territorial foram os caminhos metodológicos que possibilitaram a identificação das questões nodais quanto à gestão territorial, pautada nos princípios do uso dos recursos naturais com a manutenção da qualidade ambiental. Como resultados da pesquisa, são apresentados os retrospectos históricos das atividades produtivas sobre os recursos ambientais e discutidos as interações socioambientais e seus reflexos em três grandes unidades de paisagem, de forma a levantar elementos que contribuam para o ordenamento territorial. A área enfrenta fortes discrepâncias entre o uso atual dos recursos naturais e o seu potencial. Conclui-se que a retomada do equilíbrio socioambiental na Bacia do Rio Catolé poderá ser alcançada com ações conjuntas dos usuários da água e do solo, órgãos das esferas municipal, estadual e federal e participação do meio técnico-científico. Para tanto, a implantação do Plano Diretor e do Comitê de Bacia, associada à criação de um Fundo de revitalização da Bacia do Rio Catolé, apresenta-se como instrumentos possivelmente eficazes.

  • MEIRILANE RODRIGUES MAIA
  • SUSTENTABILIDADE E AGRICULTURA FAMILIAR EM VITÓRIA DA CONQUISTA - BA
  • Orientador : ARACY LOSANO FONTES
  • Data: 12/09/2012
  • Tese
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  • Esta tese analisa a sustentabilidade da agricultura familiar no município Vitória da Conquista. O estudo foi realizado com base na análise integrada que compreende as características fisico-ambientais, econômicas, sociais e culturais como suportes fundamentais para discutir a sustentabilidade. Buscou-se, ainda, compreender o papel das políticas publicas para a agricultura familiar, especialmente os programas e projetos que se definem como sustentáveis. A base teórico-conceitual que alicerça a pesquisa concebe a sustentabilidade no contexto da agricultura familiar por meio das dimensões sugeridas por Sachs. Os procedimentos metodológicos consistiram na análise do referencial teórico sobre os conceitos tratados na tese- mapeamento do uso do solo; visita a campo para checagem dos elementos mapeados e de pequenas propriedades, aplicação de questionários com pequenos agricultores familiares; realização de entrevistas com sujeitos sociais envolvidos com esta categoria de trabalhadores. A pesquisa monstrou que as condições ambientais influenciam nos tipos de agroecossistemas dos agricultores familiares e consequentemente na organização espacial da área de estudo. Evidenciou-se que o papel do Estado é fundamental no processo de transição para a sustentabilidade e para manter a agricultura na modalidade familiar, corroborando esta atividade por meio de politicas públicas. Os resultados alcançados permitiram a formulação de algumas estratégias para os sistemas agrícolas estudados a fim de possibilitar maior integração entre agricultura familiar e sustentabilidade. Por meio da análise dos indicadores, foi possível avaliar as sustentabilidades ecológica, econômica, social, cultural e espacial na agricultura familiar em Vitória da Conquista. O estudo apontou para a necessidade de práticas produtivas que possibilitem a melhoria da renda dos agricultores, a produção de alimentos saudáveis e conservem os recursos naturais. Constatou-se, que a sustentabilidade nas dimensões ecológica e econômica é baixa, a social e espacial é média e a sustentabilidade cultural é alta. Os desequilíbrios entre tais dimensões provocam o acirramento das desigualdades, o que aponta para a necessidade de políticas públicas eficientes, capazes de solucionar os problemas apresentados. A pesquisa revelou, também, que alguns programas governamentais, a exemplo do PRONAF, dão pouca ênfase às questões ambientais.

  • MANOEL PEDRO DE OLIVEIRA JUNIOR
  • A SUJEIÇÃO DA RENDA DA TERRA CAMPONESA
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 11/09/2012
  • Dissertação
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  • Esta dissertação tem como objetivo analisar o processo de sujeição da renda camponesa através da monopolização da terra pelo capital no campo do município de Riachão do Dantas/SE. A pesquisa está fundamentada no método materialista histórico-dialético que permitiu verificar as contradições na qual se inscreve a produção familiar camponesa a partir dos mecanismos de apropriação da renda da terra sob a lógica capitalista, como também, quais as repercussões desta sujeição. A análise parte do pressuposto de que toda riqueza tem como origem: o valor-trabalho, que é mascarado na fórmula trinitária a partir da qual a riqueza se encerra em lucro, salário e renda da terra. Constituindo-se estas, partes do valor-trabalho que cabe respectivamente aos empresários, aos trabalhadores e aos proprietários de terra. A essência do capital é a alienação do trabalho para a extração da mais-valia, o que só é alcançado com a grande indústria através da separação do trabalhador, de sua força de trabalho, dos meios de produção, por isto é o assalariamento a relação social de trabalho típica da sociedade do capital. No campo, o capital encontra duas possibilidades para acumulação do valor: a territorialização e a monopolização do território. Com estas possibilidades, contraditoriamente, o capital apropria-se do valor-trabalho em sua forma mais-valia e renda da terra. Na agricultura, particularmente na área de realização da nossa pesquisa, encontramos relações sociais de produção não capitalista, ratificando que o capitalismo tornou-se um modo universal de extração da riqueza – por vias capitalistas de produção e, quando não, por vias não capitalistas como ocorre com os produtores familiares camponeses. O capital produz e reproduz essas relações sociais de produção, extraindo renda que será capitalizada, sem a necessária expropriação dos trabalhadores camponeses de seus meios de produção. Depreende-se daí que, o que seria essencial para a reprodução do capital, a separação do trabalho dos seus meios de produção, para sujeita-los de forma real, não é a única condição de acumulação de valor. Ocorre a apropriação da renda produzida por esses sujeitos sociais sem a necessária expropriação de sua terra, esse mecanismo de apropriação da riqueza sem alienar o trabalho é possível a partir da sujeição da renda da terra ao capital. Isto se deve ao fato de que na agricultura, as forças hegemônicas do capital atuam não no sentido da destruição da agricultura familiar camponesa, mas a partir da inserção da unidade familiar na lógica do mercado as personificações do capital apropriam-se da renda dificultando a reprodução familiar. Processos que se intensificam a partir da flexibilização e desregulamentação dos mercados financeiros e das Políticas Públicas que viabilizam a subordinação da unidade produtiva para a apropriação da renda da terra. Diante de variados mecanismos que se apropriam da renda o campesinato encontra meios de resistência que garantem a recriação, mesmo através da monopolização da terra. Mostram como, a partir da unidade entre terra-trabalho familiar, encontram variados mecanismos para resistir aos avanços do capital.

    RESUMEN

    Esta tesis tiene como objetivo analizar el proceso de someter los ingresos de los campesinos a través de la monopolización de la tierra en la ciudad capital de Riachão Dantas del país / SE. La investigación se basa en el método del materialismo histórico y dialéctico que ha mostrado las contradicciones en las que cae la producción familiar campesina de los mecanismos de apropiación de la renta de la tierra bajo la lógica capitalista, sino también, lo que las repercusiones de sujeción. El análisis asume que toda la riqueza tiene su origen: el valor del trabajo, que se oculta en la fórmula trinitaria de la que la riqueza termina en ganancias, salarios y renta de la tierra. Constituyendo estas partes del valor-trabajo que se ajuste, respectivamente, a los empresarios, los trabajadores y los propietarios de tierras. La esencia de la capital es la alienación del trabajo para la extracción de la plusvalía, que sólo se logra con la gran industria mediante la separación de la labor de su fuerza de trabajo, los medios de producción, porque esto es el salario relativo trabajo social típico del capital de la compañía. En el campo, hay dos posibilidades para la acumulación de capital: valor de territorialización y la monopolización del territorio. Con estas posibilidades, contradictoriamente, el capital se apropia del valor-trabajo, en su mayoría del valor y renta de la tierra. En la agricultura, en particular en el área de los logros de nuestra investigación, hemos encontrado relaciones sociales de producción no capitalista, lo que confirma que el capitalismo se ha convertido en una forma universal de extracción de la riqueza - a modo de producción capitalista y, si no, por no capitalistas como con agricultores familiares campesinos. El capital produce y reproduce las relaciones sociales de producción, la extracción de renta a capitalizar sin la expropiación forzosa de los trabajadores campesinos de sus medios de producción. De ello se deduce que, lo que es esencial para la reproducción del capital, la separación del trabajo de sus medios de producción, con sujeción a ellos de una manera real, no es la única condición para la acumulación de valor. Se produce la apropiación de los ingresos producidos por estos temas sin la necesaria expropiación de sus tierras, este mecanismo de apropiación de riqueza sin alienar el trabajo debe ser desde el sometimiento de todas las rentas de la tierra al capital. Esto se debe al hecho de que en la agricultura, las fuerzas hegemónicas del capital no trabajar por la destrucción de la agricultura familiar campesina, pero a partir de la inserción de la unidad familiar en la lógica de las personificaciones del mercado de capital se apropia de reproducción ingresos dificulta familia. Los procesos que se intensifican a partir de la flexibilidad y la desregulación de los mercados financieros y las políticas públicas que permitan a la subordinación de la unidad productiva para la apropiación de la renta de la tierra. Frente a variados mecanismos que campesinado ingresos suficientes encuentre medios de resistencia que garantizan la recreación, incluso a través de la monopolización de la tierra. Mostrar cómo, a partir de la unidad entre los trabajadores de la tierra de la familia, varios mecanismos para resistir los avances de la capital.

  • JOSÉ RENATO DE LIMA
  • DO TORRÃO DA VIDA À MARCHA FORÇADA RUMO AO APITO DAS GAIOLAS DE PEDRA: MOBILIDADE DO TRABALHO NA DIALÉTICA CAMPO CIDADE NO MUNICÍPIO DE RIBEIRÓPOLIS/SE
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 10/09/2012
  • Dissertação
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  • A presente dissertação analisa os desdobramentos da mobilidade do trabalho no município de Ribeirópolis Se, redefinindo a dialética campo cidade a partir da reestruturação produtiva como movimento de descentralização do processo produtivo no contexto da acumulação flexível do capital sob a intervenção das políticas de desenvolvimento custodiadas pelo Estado. Procurou-se desvendar o movimento contraditório de territorialização e monopolização do capital subordinando o trabalho no campo e na cidade às mais perversas instâncias totalizadoras de controle e extirpação da mais valia. O recorte espacial da pesquisa tomou como base os povoados Lagoa das Esperas, Esteios, Serrinha, Serra do Machado, João Ferreira, Fazendinha e Queimadas, como território que indica os processos em curso do avanço do capital fundiário mercantilizando e redirecionando o uso da terra, por meio do seu parcelamento, o que torna sobrantes, as gerações mais novas dos produtores familiares camponeses. Uma vez “supérfluos” no campo, a marcha forçada para o urbano permite desvendar a consonância do estabelecimento do capital industrial em busca da satisfação da reprodução em escala ampliada, consumindo vidas humanas com extensivas taxas de exploração da força de trabalho tornada precária. A leitura da realidade é realizada a partir do materialismo histórico-dialético, já que sua base de desenvolvimento impõe a leitura da totalidade das relações sociais como necessária para revelar a produção da realidade histórica pelos sujeitos que a constroem, ou seja, é possível revelar o território inscrito no movimento da produção, reprodução e apropriação do espaço pelo capital, e como as relações sociais e produtivas se materializam nos conflitos de classe historicamente construídos. Identificou-se o avanço do capitalismo no campo, que em parceria com o Estado, vem redirecionando o uso da terra para a pecuária e produtos agrícolas voltados para o comércio, ao tempo que subordina as pequenas unidades produtivas às determinações do mercado por meio da dependência de créditos, insumos e fertilizantes. Como rebatimento destaca-se a expulsão do trabalhador das suas lavouras em direção às cidades engrossando as fileiras do exército de reserva. Por sua vez, o capital industrial, incentivado pelo Estado, aparece como indutor do desenvolvimento via incentivos fiscais, infraestruturas, e desregulamentação dos direitos trabalhistas, para se apropriar dos territórios vantajosos e de extensivas horas de trabalho do operariado. A inscrição de uma divisão social e territorial do trabalho conforme a lógica acumulativa do valor é resultante de uma nova articulação campo cidade como centro periferia diante da hierarquia espacial imposta. Contraditoriamente, na cidade, se observa a especulação imobiliária e a valorização do solo, com a extensão do tecido urbano conforme a demanda por habitações e a produção de espaços segregados como condição de negação da obra do urbano para quem a produziu.

  • RICARDO MENEZES SANTOS
  • SE PLANTA E COLHE ALIMENTOS NESTE SERTÃO: resistência e permanência da autonomia camponesa e as estratégias do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) nas contradições do projeto da soberania alimentar
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 11/07/2012
  • Dissertação
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  • Esta dissertação tem como objetivo analisar a unidade de produção familiar camponesa, a partir do Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA. Para atender este objetivo foi realizado um resgate histórico do MPA, sua organização, sua espacialização, sua relação com a Via Campesina. Focalizamos nossa pesquisa no Território do Alto Sertão Sergipano que se configura como o território de história de luta da permanência da unidade familiar de produção camponesa e sua vinculação com o MPA na construção do Projeto de Soberania Alimentar. A opção do método do materialismo histórico dialético possibilitou a análise do processo histórico, tendo como premissa que, ao fazer história em condições determinadas os homens passam a serem determinados e determinantes da/pela natureza, e pelos outros homens. Os homens como sujeitos históricos aparecem não como fragmentos, mas articulados no conjunto das estruturas e conjunturas em que estão inseridos. Neste movimento foi possível entender como, no campo, o capital, sustentado pelo Estado, se reproduz a partir das relações não capitalistas de trabalho, e contraditoriamente possibilita a reprodução campesina que resiste a reestruturação produtiva que se estabelece desde a década de 1970 e intensificada nos últimos anos com a financeirização econômica com o modelo do Agronegócio. A pesquisa revelou que o Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA, originado no Sul do Brasil, durante a década de 1990, e em Sergipe em 1999 se coloca como um signo de força do campesinato ao defender e assumir a luta pela Soberania Alimentar. As concepções e as ações do MPA no campo em Sergipe e no Brasil, mesmo diante das limitações impostas pelo sistema do capital e pelo Estado, prioriza a luta contra a redução da fome e da miséria, compreendendo que estas passam diretamente pelo direito ao alimento garantido no território camponês. A proposta da Soberania Alimentar é uma alternativa de ruptura das políticas agrícolas neoliberais impostas pela Organização Mundial do Comércio, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, para a viabilização de outra forma de produção no campo em um projeto de garantia de alimentos para a população. Com a Soberania Alimentar toda uma conjuntura é entrelaçada: produção local, alimento livre de agrotóxico, equidade de preço, acesso ao alimento, redução da pobreza, reforma agrária. Enfim, a restituição do controle dos bens naturais (como a terra, a água e as sementes) às comunidades, contra a privatização da vida imposta pela lógica do capital.

  • FABRICIA DE OLIVEIRA SANTOS
  • A “REVISTA AGRÍCOLA, ÓRGÃO DA SOCIEDADE SERGIPANA DE AGRICULTURA” E A ESTRATÉGIA DA PRODUÇÃO E ORGANIZAÇÃO DO CAMPO EM SERGIPE, 1905-1908: "por em commum as 'luzes' e experiências"
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 09/07/2012
  • Tese
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  • A presente Tese desvela uma leitura do discurso da/na Revista Agrícola (SSA), órgão da Sociedade Sergipana de Agricultura a partir da filosofia da linguagem de Mikhail Bakhtin. Lê a Revista a partir do convulsivo lócus de transição política do período imperial para o republicano, das mudanças na organização do trabalho, e seus efeitos na reestruturação do campo e da cidade. A Revista é concebida como um mecanismo que corroborou no ordenamento discursivo para o campo sergipano, iniciado em 1860, com o Imperial Instituto Sergipano de Agricultura (IISA), consolidado com a sua edição durante quatro anos de 1905 a 1908. Nesta Tese desvela-se o porquê da existência desse periódico como parte do capitalismo tipográfico, sua simultaneidade de ideias, a produção de uma linguagem sobre a lavoura, o comércio e a indústria, de acordo com ideologias vigentes em uma escala global. Os discursos não operavam em um vazio cultural estavam interpenetrados por uma polifonia, várias vozes, consonantes e dissonantes, de maneira que não foi um discurso homogêneo, mas promoveu uma unidade discursiva acerca da forma e dos rumos que o campo deveria ser reestruturado, frentes às novas demandas do capitalismo. Este modo de produção estava diluído entre signos e sinais da linguagem em meio a um discurso geográfico, histórico, com descrições, críticas, enaltecimento, mas, o seu substrato, a terra, não oferecia tantos problemas, a grande questão era a lavoura, a ação sobre o campo. O campo era um simulacro, fértil, porém pouco aproveitado, no qual os trabalhadores rurais estavam escamoteados sob signos ideológicos, como indolentes, pouco aptos ao trabalho, e os produtores dos discursos, apesar das fissuras apontadas nas suas tentativas consideradas valorosas, independente de serem atendidas, apresentaram e defenderam suas ideias. Os discursos posteriores à Revista foram propostas cada vez mais fragmentadas, escamoteadas, e vinculadas às necessidades dos mercados internacionais. Algumas palavras repetem-se, mas como nova significação, novas questões agrárias travestem antigas questões.

  • ELIANY DIONIZIO LIMA
  • A FEIRA LIVRE NA MEDIAÇÃO CAMPO-CIDADE
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 09/07/2012
  • Dissertação
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  • Esta dissertação tem como objetivo refletir sobre a mediação que a Feira Livre estabelece na divisão social e territorial do trabalho na constituição da relação campo-cidade no município de Feira de Santana/Ba. A pesquisa esta fundamentada no método do materialismo histórico-dialético que permitiu analisar a temática na perspectiva que considera a relação entre o pensar e o agir, como forma de explicar a realidade. Parte-se do pressuposto de que a Feira Livre no modo de produção capitalista foi perdendo a sua condição de circulação simples de mercadoria e foi sendo inscrita no circuito total do processo de acumulação e reprodução do capital. Entender o ciclo do capital, como se processa a produção, distribuição, troca (circulação) e consumo permite refletir sobre a funcionalidade das feiras livres nas formações históricas do modo de produção capitalista. Refletir sobre a relação campo-cidade, possibilitou identificar as alterações que foram produzidas no espaço ao longo do processo histórico, observando as formas, para quem e o porquê ocorre à apropriação do espaço e território; onde campo e cidade, apesar de espaços aparentemente distintos, fazem parte da totalidade das mediações produção/trabalho/distribuição/feira/troca (circulação)/ consumo do circuito integrado do capital. Adentrar por esta lógica dialética permitiu entender que a produção do espaço do município de Feira de Santana/BA teve seu crescimento marcado no espaço da troca e consumo de mercadorias de subsistência e, na medida em que se estabeleceram novas restruturações nas formas de acumulação do capital a unidade dialética contraditória do campo e cidade foi sendo inscrita na nova lógica de reprodução ampliada. As transformações observadas evidenciam que os espaços são produzidos para garantir a efetivação do ciclo do capital, - e a forma como se estabelece a divisão social e territorial do trabalho é o determinante para sua produção.

  • JOAB ALMEIDA SILVA
  • Turismo e Organização do Espaço no Polo Costa dos Coqueirais
  • Orientador : VERA LUCIA ALVES FRANCA
  • Data: 04/07/2012
  • Dissertação
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  • Com relevante impacto na produção e organização do espaço geográfico, o turismo é objeto deste estudo na medida em que se compatibiliza com a geografia para explicar mudanças, transformações, (re) criações causadas pelos movimentos dos fluxos (visitantes e turistas) e instalação de equipamentos fixos (meios de hospedagem, bares e restaurante, entretenimento e lazer) numa dinâmica capaz de gerar fontes de renda e trabalho, configurando-se em alternativa econômica, mas incapaz de resolver questões como desigualdade e pobreza. A linha de análise regional norteia a pesquisa que adota como área de estudo o Polo Costa dos Coqueirais no Estado de Sergipe, reunindo treze municípios da linha litorânea pela sua notoriedade e priorização como área de investimentos públicos e privados para exploração da atividade turística. Foram estudadas e explicadas dimensões como as políticas públicas, a institucionalização do turismo, a constituição do Polo de Turismo e suas condições sócio-ambientais, potencialidades e limitações e, a centralidade da Capital, Aracaju. Para explicação da organização espacial do turismo foram identificados territórios e áreas funcionais do turismo, bem como analisadas as composições da oferta turística (fixos) e o perfil da demanda turística (fluxos). Considerando que o turismo no nordeste brasileiro teve grande influência do Programa de Desenvolvimento do Turismo (PRODETUR), notadamente na década de 1990, foram levantados seus antecedentes e explicado o momento atual sobre a lógica do financiamento internacional com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e das transformações por ele causadas ao longo das duas últimas décadas, também sendo possível compará-lo ao montante do investimento público com outras fontes de recursos que dão apoio à estruturação do turismo nos destinos receptores. O turismo apresentou-se de modo centralizado no Polo, gerando riqueza de forma concentrada, mas com possibilidade de distribuí-la para outros destinos do Polo desde que observado o planejamento, a definição de estratégias de diversificação do produto turístico e, sobretudo, promovendo uma regionalização turística que valorize a identidade do lugar, seus saberes e práticas como atrativo diferenciado associado a uma nova realidade de intervenções na infra-estrutura básica e turística, na atração de investimento privado, para então, sair da relação de dependência do operador de turismo que atende a um modelo de turismo de massa, reproduzido mundialmente para concentrar o capital e o poder de transformação do espaço, para ser superado pelo saber endógeno e práticas comunitárias que são capazes de constituir produtos turísticos novos e transformar o espaço de forma positiva para os sujeitos que nele habitam.

  • LUANNA LOUYSE MARTINS RODRIGUES
  • Disputas Territoriais e Justiça: um olhar sobre a violência no campo paraibano
  • Orientador : MARCO ANTONIO MITIDIERO JUNIOR
  • Data: 06/06/2012
  • Dissertação
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  • O presente trabalho centra sua atenção nas disputas territoriais que vêm sendo travadas no campo paraibano, grifando a violência cometida contra os camponeses nos conflitos, bem como o posicionamento dos representantes do Poder Judicial do Estado frente aos inúmeros casos de ações criminosas cometidas no campo. Partiremos da análise de dois conflitos desencadeados na Mesorregião do Agreste paraibano: o conflito na Fazenda Quirino, localizada no município de Juarez Távora-PB, e o conflito da Fazenda Tanques, situada no município de Itabaiana-PB. Ambos resultaram em demandas judiciais, tanto nos processos desapropriatórios quanto pela violência cometida contra os camponeses ao longo do processo de luta. Portanto, esta pesquisa tem como objetivo analisar o posicionamento dos representantes do Poder Judiciário e das demais instituições que compõem o Sistema de Justiça (Polícia Judiciária e Ministério Público) frente às demandas judiciais resultantes dos conflitos. Para a consecução do trabalho, realizamos os seguintes procedimentos metodológicos: a) revisão bibliográfica; b) levantamento e análise de dados secundários e fontes documentais; c) trabalho de campo. Se, por definição, o Poder Judiciário não possui uma função de protagonista na gestão dos conflitos agrários, função que cabe ao Poder Executivo, na implementação da política de reforma agrária, os processos de judicialização/judiciarização da questão agrária ampliam e intensificam o intervencionismo do judiciário nas questões da terra. O conservadorismo predominante entre os magistrados faz com que se mantenha incólume o direito de propriedade, mesmo em casos de descumprimento da função social da terra (Art. 186 da CF 1988). Igualmente, a violência que marca grande parte das disputas territoriais no campo amplia o entrelaçamento entre questão agrária e questão jurídica, visto que os camponeses têm reivindicado a intervenção estatal frente aos crimes sofridos por eles. Milícias privadas patrocinadas por grandes proprietários de terra atuam no campo paraibano cometendo assassinatos, agressões, torturas, entre outros crimes, para frear a organização camponesa. Tais crimes transformam as disputas territoriais/judiciais em processos criminais e desvelam uma postura criminosa de parte do Judiciário, que, por um lado, persegue e criminaliza os camponeses em luta e, por outro, que confere proteção e impunidade aos mandantes e executores da violência no campo. As disputas nas fazendas Tanques e Quirino constituem casos emblemáticos de violência no campo paraibano e fornecem ricas fontes para a análise da relação entre questão agrária e questão jurídica. Em ambos os casos, ao recorrer às autoridades públicas para que as instituições competentes tomassem providências diante da violência sofrida por eles, os camponeses depararam-se com o descaso e, pior, com a participação de representantes do Estado nos crimes cometidos contra eles; contradição esta que buscamos evidenciar nesta pesquisa.

  • JOÃO FERREIRA GOMES NETO
  • O QUE HÁ POR TRÁS DA CORTINA DE FUMAÇA? Uma análise sobre a produção de carvão vegetal e silvicultura do eucalipto no município de Cândido Sales – BA
  • Orientador : MARCO ANTONIO MITIDIERO JUNIOR
  • Data: 04/06/2012
  • Dissertação
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  • O objetivo central da pesquisa é analisar as relações (re)produzidas pelo capital no processo de apropriação do trabalho e da natureza nas carvoarias do município de Cândido Sales, no estado da Bahia. A fim de dar conta da dinâmica produtiva que constrói a realidade do negócio de carvão vegetal, o método materialista-histórico-dialético é o pressuposto teórico-metodológico e político assumido no desenvolvimento do estudo. A exploração indiscriminada da natureza e a superexploração do trabalho nas carvoarias são o reflexo objetivo da redução a valores de troca da relação sociedade-natureza subjugada aos (des)mandos do capital. Em virtude da decrescente oferta de madeira proveniente da Mata Atlântica no município, o projeto governamental de “reflorestamento” denominado Programa Florestas para o Futuro é implementado sob o discurso da sustentabilidade do desenvolvimento, entretanto representa a manutenção do abastecimento das siderúrgicas, redes de churrascarias e supermercados do Sudeste do Brasil, compradoras do carvão clandestino produzido em Cândido Sales. Em última análise, é a estratagema capitalista de (re)produção do território para a apropriação da natureza e do trabalho concreto, oxigenando o fogo e a fumaça que queimam as florestas e a esperança da classe trabalhadora nas carvoarias.

  • MARÍLIA MATOS BEZERRA LEMOS SILVA
  • GEOGRAFIA E SAÚDE: ANÁLISE ESPACIAL DA OCORRÊNCIA DA ESQUISTOSSOMOSE NA ÁREA DE RIZICULTURA DO MUNICÍPIO DE ILHA DAS FLORES-SE/BR.
  • Orientador : JOSE ANTONIO PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 22/05/2012
  • Dissertação
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  • A esquistossomose é uma doença milenar e se constitui em um problema mundial de Saúde Pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS (2009) estima-se haver 235 milhões de casos de esquistossomose, com 732 milhões de pessoas em risco de infecção em áreas de transmissão conhecida em todo o mundo. No Brasil, a doença é encontrada, principalmente, na região nordeste e no estado de Minas Gerais. De acordo com dados do Ministério da Saúde – MS (2009), o estado de Sergipe apresenta uma das maiores prevalência e incidência da doença na Federação. Sendo detectadas áreas de altíssima endemicidade, á exemplo do município de Ilha das Flores, objeto de estudo desta dissertação, o qual apresentou cerca de 46,5% de infectados da população analisada no ano de 2007. Sabe-se que a área em estudo destaca-se como grande produtora de arroz irrigado no Nordeste. Sendo esta atividade de grande expressão econômica e de amplo valor estratégico para o município. Entretanto, devemos considerar que as áreas de irrigação são mundialmente reconhecidas como importantes focos de transmissão da esquistossomose, pois, estas apresentam condições propícias à criação dos moluscos e de proliferação do S. mansoni. Partindo desta hipótese, o estudo objetiva analisar o dinamismo espacial dos fatores que, somados a este, potencializam para tornar o referido município endêmico. Visando a alcançar o objetivo proposto, inicialmente, identificou-se a prevalência da doença no município através de inquérito epidemiológico com 500 munícipes no período de 2009 á 2010. Em seguida, a partir do diagnóstico dos condicionantes ambientais, socioeconômicos e culturais, por intermédio de trabalhos de campo, de análises geoestatísticas e espaciais, e da confecção dos mapas temáticos, obteve-se a vulnerabilidade a ocorrência da doença. Dos 500 indivíduos que fizeram parte deste estudo, 120 foram positivos para esquistossomose, o que corresponde a 24% do universo amostral. Apartir dos individuos positivos, o modelo multinominal de analise espacial, estimador de densidade Kernel, especializou as áreas mais vulneráveis a ocorrência da doença, sendo pontuadas áreas em que a qualidade de vida é precária. Ao sobrepor os resultados da geologia, pedologia e geomorfologia à caracterização de uso da terra, notou-se que a incidência da doença dar-se na zona da planície fluviolagunar, área predominantemente agrícola e onde se localizam as áreas urbanas do município. Sendo possível associar a ocorrência da doença no município ao trabalho na lavoura irrigada, e a existência de características ecológicas favoráveis à proliferação dos caramujos (hospedeiros intermediários do s. mansoni). As análises geoestatísticas ratificaram as informações supracitadas ao estabelecerem padrões que identificaram populações mais suscetíveis à infecção. Detectamos associações entre S. mansoni e: ser do sexo masculino, 65,2% dos positivos, ter baixo nível de escolaridade, ter baixa renda, ter qualquer nível de contato com fontes naturais de água, tempo de contato com fontes naturais de água, ser agricultor e/ou ser pescador. Concluindo-se que a população do município de Ilha das Flores-SE esta extremamente vulnerável a ocorrência da esquistossomose e necessita da atenção do poder público para reverter esse triste quadro, numa tentativa de abrandar a consternação desta população.

  • LUANA SANTOS OLIVEIRA MOTA
  • A EVOLUÇÃO DA PAISAGEM COSTEIRA DA ZONA DE EXPANSÃO DE ARACAJU/SE.
  • Orientador : ANA CLAUDIA DA SILVA ANDRADE
  • Data: 18/05/2012
  • Dissertação
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  • A paisagem costeira da Zona de Expansão de Aracaju distingue-se pela complexidade de suas características genéticas e pela interferência antrópica na sua dinâmica. Assim, o presente estudo, o qual se baseou na categoria analítica paisagem, teve por objetivo analisar a evolução dos estruturantes físicos e antrópicos da Zona de Expansão de Aracaju/SE a longo, médio e curto prazos, a partir da determinação: dos vetores e eixos estruturantes da ocupação; dos estudos evolutivos das Unidades de Paisagem e; do posicionamento da linha de costa e da ocupação antrópica. Foram estabelecidos como vetores de ocupação da Zona de Expansão: a ação estatal, a ação imobiliária, as segundas residências e o turismo; já os eixos estruturantes foram definidos como as infraestruturas postas para a área investigada que viabilizaram a sua ocupação, a exemplo da rodovia dos Náufragos, da rodovia José Sarney, da ponte Joel Silveira, assim como, a instalação de estruturas básicas destinadas à ocupação e ao turismo. A ação dos vetores de ocupação materializou-se na paisagem, em que foi verificado o aumento de áreas ocupadas e parcialmente ocupadas sobre as Unidades de Paisagem Natural, principalmente após a década de 80. Apesar do crescente aumento da Unidade de Intervenção Antrópica, as Unidades de Paisagem Natural, ainda preponderam na paisagem. No que se refere ao estudo evolutivo da linha de costa, os resultados obtidos evidenciam que a maior parte da linha de costa da área investigada apresentou-se estável nos últimos 40 anos de análise, com pequenas variações decorrentes da erosão ou progradação. A exceção desta tendência foi verificada na linha de costa do setor sul, nas adjacências da desembocadura do rio Vaza-Barris, em que se constatou alta variabilidade em função da dinâmica do delta de maré-vazante. Destaca-se ainda a formação de um pontal arenoso na margem esquerda do rio Vaza-Barris, que influenciou na configuração da linha de costa e da paisagem desta área. Com base no nível de ocupação nas proximidades da linha de costa, evidenciou-se que poucas áreas apresentam riscos à ocupação, fator que não exclui a presença de risco em potencial em grande parte da frente litorânea em função do aumento populacional nas proximidades da linha de costa. Com base nos resultados obtidos nesta pesquisa, enfatiza-se a importância do ordenamento e planejamento da ocupação sobre as Unidades de Paisagem Natural e nas proximidades da linha de costa, a fim de evitar problemas urbano-ambientais.


  • GEISEDRIELLY CASTRO DOS SANTOS
  • DINÂMICA DA PAISAGEM COSTEIRA DA COROA DO MEIO E ATALAIA - ARACAJU/SE
  • Orientador : ANA CLAUDIA DA SILVA ANDRADE
  • Data: 18/05/2012
  • Dissertação
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  • O objetivo do presente trabalho foi compreender a dinâmica da paisagem costeira da Coroa do Meio e Atalaia em Aracaju-SE. Os procedimentos metodológicos consistiram em: levantamento bibliográfico; mapeamento das unidades de paisagem e da linha de costa, no período de 1955 a 2008; monitoramento da linha de costa através de perfis de praia, no período de 2008 a 2010; cálculo da área das unidades de paisagem; confecção dos mapas temáticos das unidades de paisagem (1955, 1965, 1978, 1984, 2003 e 2008) e evolução da linha de costa (1955/1965; 1965/1978; 1971/1978/1984; 1978/1984; 1984/2003; 2003/2008); levantamento fotográfico das unidades de paisagem entre 2011 e 2012 e integração dos dados. Foram identificadas no período de 1955 a 2008 as seguintes unidades: Planície de Maré, Praia, Duna/Interduna, Terraço Flúviomarinho e Ocupação Humana. Os resultados obtidos mostraram que as transformações ocorridas na paisagem foram frutos da expansão da Ocupação Humana, que contribuiu para a redução das demais unidades de paisagem. Somente restaram em 2008 as unidades: Planície de Maré, Praia e Ocupação Humana. A análise multitemporal da linha de costa entre 1955 e 2008 revelou que houve progradação na praia de Atalaia e grande variabilidade na praia dos Artistas. A progradação da praia de Atalaia começou a ser identificada a partir de 1984, após a construção de obras de contenção à erosão costeira. Observou-se que a dinâmica extremamente variável da linha de costa não foi influenciada diretamente pela expansão da ocupação, visto que antes de existir ocupação sobre as praias já haviam sido registrados episódios de recuo de linha de costa. Contudo, a expansão da ocupação humana contribuiu para tornar evidentes os episódios erosivos na praia dos Artistas e início da Atalaia. A análise da dinâmica da linha de costa a partir de perfis de praia mostrou que a curto prazo, no período entre 2008 e 2009 o balanço sedimentar foi positivo. Na análise de 2009 a 2010, o comportamento foi de erosão, com balanço sedimentar negativo. Esse estudo comprovou a grande variabilidade da linha de costa das praias dos Artistas e início da Atalaia associada à desembocadura do rio Sergipe. Com a realização da pesquisa concluiu-se que a ocupação humana predominou como agente modelador da paisagem, assumindo dois comportamentos: i – agente transformador, com a sua expansão contribuiu para a rápida redução da área das unidades Duna/Interduna, Planície de Maré e Terraço Flúviomrinho. ii – praticando e sofrendo com suas ações, as variações na linha de costa fizeram com que a ocupação se expandisse, sobre a área progradada, quando a linha de costa recuou a ocupação sofreu com os prejuízos econômicos devido aos episódios erosivos. É necessário que exista fiscalização e medidas para conter o avanço da ocupação em ambientes naturalmente sensíveis e vulneráveis à processos erosivos, como é o caso da área de estudo. Esse trabalho serve como subsídio à elaboração de medidas para o manejo dos remanescentes das unidades de paisagem na Coroa do Meio e Atalaia e para outros lugares com características similares.

  • ELDER DOS SANTOS LIMA
  • ORDEM E DESORDENS SOCIOAMBIENTAIS DA BACIA INFERIOR DO RIO PIAUÍ, EM SERGIPE
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 16/05/2012
  • Dissertação
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  • A presente Dissertação aborda o universo das bacias hidrográficas como unidade básica de estudos ambientais e tem como área de abrangência os municípios de Estância, Indiaroba e Santa Luzia do Itanhy, integrantes da bacia inferior do rio Piauí, porção costeira ao sul do estado de Sergipe. O objetivo geral foi analisar o processo e formas de uso e ocupação do solo, na busca de revelar ordem e desordens socioambientais. O referencial teórico-metodológico foi delimitado a partir do modelo Geossistêmico de Bertrand que permitiu uma análise articulada entre o ambiente natural e as derivações antropogênicas. Portanto, a integração entre os condicionantes geoambientais se constituiu em análise da ordem espacial, enquanto as desordens foram focalizadas pelos aspectos demográficos, domínio da pecuária, conflitos da carcinicultura, indústria e comércio, evidenciando os impactos ambientais das atividades socioeconômicas como responsáveis pelo processo da dinâmica ambiental. A guisa de conclusão, a hidrodinâmica pretérita foi fator decisivo na formação da planície costeira e o padrão comportamental das chuvas apresentou bons excedentes hídricos no final do outono e no inverno e moderada deficiência de verão. Os parâmetros, indicadores de poluição por origem orgânica, foram encontrados em níveis impactantes para águas de abastecimento da população. Na evolução da população urbana e rural, constatou-se um crescimento de 10.52 % frente a 0.9 % de crescimento da população rural. A carcinicultura é uma atividade em expansão nos três municípios e vem reduzindo a qualidade das águas dos rios e lagoas pelo aporte de matéria orgânica lançada, ocasionando a eutrofização das águas. No contexto da bacia há preeminência urbana em Estância, assentada no uso da terra, pela grande concentração e por ser um município de economia industrial, com forte demanda do turismo costeiro.

  • EDVALDO OLIVEIRA
  • EXPANSÃO DA EUCALIPTOCULTURA NO PLANALTO DA CONQUISTA - SINGULARIDADES NO PROCESSO DE IMPLANTAÇÃO DA MONOCULTURA
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 15/05/2012
  • Tese
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  • O problema agrário tem sido palco das discussões no campo brasileiro nas últimas décadas com diferentes nuances. A cultura do eucalipto é parte desse processo em todo mundo, com o que se convencionou chamar de “florestas plantadas”. O Brasil, sétimo país em monocultivos para a produção de madeira (FAO, 2010) e o primeiro em produção de eucalipto, (GTY, 2012) adotou o modelo dos grandes projetos, envolvendo grandes empresas do setor de papel e celulose e siderúrgicas guseiras, resultando em conflitos. Na Bahia, a chegada da eucaliptocultura na década de 1970 marca a ocupação dos territórios do nordeste e sul, resultando no adensamento dos plantios e na concentração fundiária. No Planalto da Conquista, o eucalipto chega em meados da década de 1990, numa estrutura agrária de pequenas e médias propriedades, com ênfase na agricultura familiar. O objetivo da tese é o de comprovar, a partir da comparação com o sul do Estado, a forma diferenciada de implantação da eucaliptocultura no Planalto da Conquista, com ênfase na estrutura fundiária, nas políticas governamentais, na ação do capital privado. Parte-se então da premissa de que, sem um grande projeto apoiada na grande empresa, o avanço da eucaliptocultura não afetou profundamente a estrutura fundiária regional uma vez que foi efetivado pelo proprietário local, pela via do fomento florestal e investimentos pessoais. O recorte teórico levou em conta a produção desigual do espaço, como linha norteadora, com ênfase no processo de igualização da paisagem pelo capital como provocador da desigualdade, ratificando que diferentes formas de aplicação do capital refletem diferentes formas de produção do espaço. Reafirma a geografia como ciência capaz de dar repostas às questões oriundas desse mecanismo, particularmente a geografia da agricultura, na definição de territorialidades/desterritorialidades, na geração de assimetrias espaciais e na dicotomia agricultura patronal/familiar. O recorte espacial envolveu os doze municípios do Planalto da Conquista, e vinte e três do sul do estado, dos quais apenas seis fazem parte, efetivamente, do recorte empírico, por evidenciar maiores percentuais de ocupação de eucalipto. A partir do método comparativo delineou-se o percurso metodológico apoiado em: a) levantamento documental junto às associações fomentadoras da eucaliptocultura; b) aplicação de questionário semi estruturado com os eucaliptocultores. Os dados primários resultaram da interpretação de imagens de satélite para mapeamento dos plantios apoiado pelos levantamentos topográficos das áreas produtoras, utilizando os softwares Envi 8.0, AutoCadMap e MapWiewer 7.6. A base de dados executada com dados dos relatórios obtidos do SIG e dos relatórios da ASIFLOR. Dados fundiários foram obtidos junto à Cafir/ Vitória da Conquista e dos Censos do IBGE. Os resultados apontam que ausência de um grande projeto reduziu a ocupação contínua e manteve a pequena e média propriedade que, em parte, se inseriu no processo de expansão do eucalipto. Considerando que a eucaliptocultura é um fato no Planalto da Conquista em face das condicionantes físicas desfavoráveis a leste do território, a manutenção da pequena propriedade de dará, se mantido o fortalecimento da agricultura familiar que, sob ameaça de novos projetos corre o risco de ser adquiridas pelas grandes empresas e investidores de fora.

  • MARIA DO SOCORRO FERREIRA DA SILVA
  • TERRITÓRIOS DA CONSERVAÇÃO: UMA ANÁLISE DO POTENCIAL FITOGEOGRÁFICO DAS UC's DE USO SUSTENTÁVEL EM SERGIPE
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 16/04/2012
  • Tese
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  • As Unidades de Conservação (UCs), fazem parte das Áreas Protegidas (APs), são consideradas como mecanismos de gestão ambiental. No Brasil, a Lei 9985/2000, que dispõe o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), estabelece critérios e normas para a criação, implementação e gestão das UCs, dividindo-as em UCs de Proteção Integral, onde é permitido o uso indireto dos recursos naturais, e de Uso Sustentável ou de uso direto. Todavia, sua criação, gestão e implementação têm sido permeadas por conflitos territoriais envolvendo atores sociais e interesses diversos pela apropriação, controle e uso dos recursos naturais, o que tem implicado na perda da biosociodiversidade. Essa tese tem como recorte empírico as UCs de Uso Sustentável de Sergipe, e como objetivo analisar as potencialidades e a importância fitogeográfica no Estado de Sergipe partindo das UCs de Uso Sustentável. O desenvolvimento da tese foi delineado a partir dos procedimentos metodológicos: a) levantamento bibliográfico e documental; b) pesquisa de campo, mediante o levantamento de dados secundários e primários, a partir de entrevistas semi-estruturadas: gestora da Superintendência de Biodiversidade e Florestas (SBF), vinculada SEMARH; Analista Ambiental da Flonai (ICMBio); coordenadores e técnicos das APAs do Morro do Urubu e do Litoral Sul (SEMARH); técnico do IBAMA; responsável pelo gerenciamento do Parque da Cidade na APA do Morro do Urubu (EMDAGRO); comandante do Pelotão Ambiental da Polícia Militar de Sergipe; diálogos informais com vários atores sociais; e, observações sistemáticas nos territórios pesquisados; c) elaboração dos mosaicos e das métricas da paisagem a partir da teledetecção, com o uso de ortofotocartas/2003 na escala de 1:10.000 e 1:2000, cujas imagens foram tratadas no software ArcGis 9.3 e da ferramenta Patch Analyst para os cálculos da métricas da paisagem; d) ordenamento e tabulação dos dados obtidos; e, e) análise e interpretação das informações. As UCs pesquisadas são dotadas de potencial fitogeográfico, representado por enclaves de floresta ombrófila densa, vegetação de mangue, vegetação secundária, de restinga, de dunas e campos de várzeas. Esse potencial vem sendo afetado pelos diversos usos atribuídos aos territórios pesquisados (cultivos, pastagem, aquicultura, indústrias, extração de minérios) além da atividade turística que vem crescendo no litoral sul. Esses usos sem planejamento têm gerado conflitos territoriais, resultando na exclusão e/ou espoliação das comunidades tradicionais e pequenos produtores locais implicando em perdas para a biosociodiversidade. Apesar do potencial existente, as métricas da paisagem evidenciaram que parcela significativa dos fragmentos estão envolvidos pelo efeito de borda, cujas médias da Área Core mostraram que apenas 43,17% da área dos fragmentos florestais da APA do Litoral Sul, e 52,35% da Flonai e entorno estão menos propícias aos efeitos de bordas (relação interior-margem da mancha). As Médias dos Índices de Forma (MSI) indicaram que os fragmentos possuem formas irregulares 1,59 e 1,45 respectivamente, onde o formato se afasta do padrão circular. O Índice de Proximidade identificou elevadas distâncias entre os fragmentos, caracterizando o isolamento de várias manchas. Esses índices são resultados dos usos atribuídos ao território e de falhas na gestão das UCs via órgãos ambientais, pois mesmo criadas na década de 1990, ainda não dispõe de mecanismos de gestão ambiental capazes de coibir as ações danosas, comuns nos territórios da conservação, contradizendo os preceitos estabelecidos pela política de conservação ambiental. A manutenção dos atributos biofísicos, depende da criação e implementação desses mecanismos de gestão ambiental, atrelada a ações que visem à conectividade dos remanescentes florestais, os quais podem vir a fazer parte de futuros corredores ecológicos de mata atlântica. Os planos de manejo devem incluir os anseios das comunidades tradicionais que dependem desses recursos, tornando-se importante estabelecer parcerias entre os proprietários de terras visando o acesso aos recursos naturais (restingas, manguezais) pelas comunidades tradicionais. Assim, propostas que incentivem o uso da “floresta em pé” através das atividades não-madeireiras devem ser priorizadas. A política de conservação deve contemplar a gestão do território de forma integrada, evitando o uso predatório dos recursos naturais, com o intuito de reduzir e/ou evitar a perda da biosociodiversidade, pois envolve a defesa de interesses e das condições de vida dos sujeitos que dependem direta e/ou indiretamente da proteção de tais recursos, seja para uso presente ou para usos futuros. Desse modo, é primordial que o órgão gestor conheça a realidade in locu das UCs buscando caminhos alternativos na perspectiva de superar os desafios encontrados na gestão ambiental desses territórios, para que de fato possa contribuir efetivamente para a elaboração das políticas públicas inclusivas a luz da biosociodiversidade para que as UCs cumpram com as finalidades pelas quais foram criadas.

  • ELINE ALMEIDA SANTOS
  • (RE) PRODUÇÃO SOCIAL E DINÂMICA AMBIENTAL NO ESPAÇO DA PESCA: RECONSTRUINDO A TERRITORIALIDADE DAS MARISQUEIRAS EM TAIÇOCA DE FORA-NOSSA SENHORA DO SOCORRO/SE
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 10/04/2012
  • Dissertação
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  • A pesca é uma atividade desenvolvida há muito tempo, principalmente, por comunidades ribeirinhas e costeiras. A atividade pesqueira é considerada masculina, devido exigência da força física no manuseio dos instrumentos e imprevisibilidade no que se refere à segurança do pescador. No que tange as mulheres, estas ficaram responsáveis por muito tempo pelos serviços domésticos e a extração de mariscos nas proximidades de suas residências. Porém, as mulheres começaram a participar cada vez mais do setor e passaram a lutar por seu reconhecimento perante a comunidade como pescadoras, fato concretizado a partir do seu registro nas colônias e associações de pesca. Nesta perspectiva, a pesquisa teve como objetivo principal analisar a (re) produção social e a dinâmica ambiental do espaço da pesca sob a ótica do trabalho feminino, tendo como foco a territorialidade reconstruída no cotidiano das atividades das marisqueiras da Taiçoca de Fora/SE. Destarte, a relevância da temática está calcada na possibilidade de tornar em evidência grupos e fenômenos que por muito tempo foram negados nas discussões acadêmicas e político-sociais. No método fenomenológico, o espaço geográfico é analisado enquanto espaço das experiências vividas, como fenômeno por homens que nele vive. Com base nos procedimentos técnicos utilizados, a pesquisa contemplou as seguintes etapas: a) levantamento bibliográfico e documental e b) pesquisa de campo, com a aplicação de entrevistas semi-estruturadas, registro fotográfico, observação participante e a aplicação de entrevista em profundidade. O presente trabalho está estruturado em cinco capítulos. No primeiro, encontra-se a sistematização do projeto de pesquisa. O capítulo dois traz aspectos a respeito da comunidade evidenciando o uso e manejo do ambiente pelos pescadores da localidade e o conhecimento tradicional como um instrumento de manutenção da atividade. O capítulo três explana a compreensão da participação da mulher no setor pesqueiro. O capítulo quatro retrata as territorialidades das marisqueiras a partir da análise da suas vivências na terra e na água. Por fim, tem as principais considerações a respeito do trabalho feminino na pesca, buscando responder as questões norteadoras da pesquisa. Portanto, os desafios das mulheres na atividade pesqueira não são poucos, pois ainda são revestidos de preconceitos e pelo pouco espaço oriundo da produção científica. É preciso desconstruir e evidenciar onde estão estas mulheres pescadoras e marisqueiras que fazem de seu trabalho verdadeiras lições de vida.

    ABSTRACT

    SOCIAL AND ENVIRONMENTAL DYNAMICS (RE) PRODUCTION ON FISHING SPACE: REBUILDING THE TERRITORIALITY OF MARISQUEIRAS IN TAIÇOCA DE FORA-NOSSA SENHORA DO SOCORRO/SE

    Fishing is an activity for a long time, especially for coastal and riverine communities. The fishing activity is considered a male routine, because of the requirement of physical strength in handling the instruments and unpredictability with regard to the safety of fishermen. Regarding to women, they were responsible for a long time for housework and the extraction of shellfishes near their homes. But women started to take part in the sector and fight for recognition in society as women fishers, what was made real because of the register in fishing colonies and associations. In this perspective, the research aimed to analyze the social and environmental dynamics (re) producing of the fishery space from the perspective of women's work, focusing on territoriality rebuilt in the daily activities of the marisqueiras in Taiçoca de Fora / SE. Thus, the relevance of the theme is grounded in the possibility of making evidence-groups and phenomena that, for a long time, were denied in academic and socio-political discussions. In the phenomenological method, the geographical space is analyzed as the experiences, as a phenomenon of men who live there. Based on the technical procedures used, the survey included the following steps: a) bibliographical and documentary survey b) field research, with the application of semi-structured interviews, photographic documentation, participant observation and application of in depth interview. This paper is structured into five chapters. In the first, it is the systematization of the research project. Chapter two brings about aspects of the community showing the use and management of the environment by the local fishermen and the traditional knowledge as a tool for maintaining the activity. Chapter three explains the understanding of women's participation in the fisheries sector. Chapter four depicts the territoriality of marisqueiras from the analysis of their experiences on land and in water. Finally, it has the main considerations related to female labor in fishing, trying to answer the guiding questions of the research. Therefore, the challenges of women in fishing activity are not few, they are still coated with prejudice and the little space coming from the scientific literature. You need to deconstruct and show where are these women fishers and marisqueiras that make from their work, real life lessons.

  • EMERSON ALVES RIBEIRO
  • EVOLUÇÃO DA PAISAGEM DA PRAIA DA CAUEIRA NO MINICÍPIO DE ITAPORANGA D'AJUDA - SERGIPE
  • Orientador : HELIO MARIO DE ARAUJO
  • Data: 28/02/2012
  • Dissertação
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  • O litoral brasileiro passou a ser valorizado e transformado como paisagem de consumo a
    partir da combinação de fatores socioeconômicos ocorridos principalmente no pós-guerra. A
    apropriação da zona costeira de forma não planejada, transformou-se no principal fator
    responsável pelo desmonte das estruturas morfológicas importantes na manutenção e proteção
    dos ambientes costeiros. A presente dissertação teve como principal objetivo analisar as
    transformações da paisagem do litoral de Itaporanga D’Ajuda a partir da ocupação e entre os
    anos de 1965 a 2004, além de verificar as mudanças ocorridas na praia da Caueira através do
    monitoramento da morfodinâmica do sistema praial e da linha de costa realizado entre os
    meses de janeiro de 2010 e 2011. Os procedimentos metodológicos utilizados na pesquisa
    contaram com o levantamento bibliográfico e documentos cartográficos, atividade de gabinete
    e levantamento de dados em campo. A partir do conhecimento sobre o comportamento do
    sistema praial e das intervenções humanas, bem como, dos condicionantes geoambientais e do
    mapeamento dos processos de uso e ocupação do solo na zona costeira do referido município,
    constatou-se inúmeras alterações resultantes da combinação de fenômenos naturais e/ou das
    interferências antrópicas que contribuíram para a caracterização da paisagem ao longo de
    cinco décadas. O cruzamento dessas informações permitiu conhecer os pontos mais
    susceptíveis a erosão e a frequência com que estes fenômenos ocorrem. O modelo de
    ocupação utilizado na zona costeira ratificou a degradação ambiental evidenciada ao longo de
    meio século. Diante dos resultados obtidos concluiu-se que a zona costeira e o litoral de
    Itaporanga D’Ajuda, estão vulneráveis ao mau uso e aos propósitos da exploração e
    especulação imobiliária.

2011
Descrição
  • NUBIA OLIVEIRA ALMEIDA
  • DINÂMICA AMBIENTAL E A POLÍTICA DE RECURSOS HÍDRICOS EM UMA BARRAGEM DO RIO BRUMADO-BA.
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 23/12/2011
  • Dissertação
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  • ...

  • JUDSON AUGUSTO OLIVEIRA MALTA
  • DINÂMICA FITOGEOGRÁFICA DE REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE MATA DO JUNCO CAPELA/SE
  • Orientador : ROSEMERI MELO E SOUZA
  • Data: 15/12/2011
  • Dissertação
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  • No presente estudo teve-se por objetivo realizar analisar a dinâmica fitogeográfica no Refúgio de Vida Silvestre Mata do Junco (RVSMJ), Capela/SE, tendo como hipótese que a atual configuração do remanescente florestal provém da construção histórica da relação sociedade-natureza. Para tanto, diversos métodos e abordagens foram utilizadas na pesquisa de campo, nos mapeamentos e em entrevistas semi-estruturadas. Além de técnicas de geoprocessamento como: fotointerpretação, modelo numérico de terreno, mapeamentos temáticos, perfis fitogeográficos e de uso do solo, etc. Os resultados nos permitiram chegar a análises correlacionando a dinâmica fitogeográfica à geomorfologia, topografia e fragmentação florestal. Neste processo, foram mapeadas e caracterizadas quatro tipologias de estratos fitofisionômicos, a saber, herbáceo, arbustivo, arborescente e arbóreo. Foi elaborado também um estudo acerca das unidades de paisagens do RVSMJ baseado na correlação dos diversos mapas temáticos apresentados: solos, declividade, hipsometria, clima, recursos hídricos, e principalmente, uso do solo, geomorfologia e fitofisionomias e caminhos. Os resultados demonstram que o RVSMJ não é uma floresta contínua ao longo de toda a sua extensão. Ele possui diferentes composições fitogeográficas com a presença de unidades de paisagem fragilizadas por conta da degradação e apropriação dos sistemas naturais: no topo dos tabuleiros, pela construção de estradas, agricultura e habitações; na vertente, pelo desenvolvimento de processos erosivos; e no vale, pelas derivações antropogênicas que modificaram as características da composição fitofisionômica.

  • GILMAR ALVES TRINDADE
  • AGLOMERAÇÃO ITABUNA-ILHEUS: CIDADE, REGIÃO E REDE URBANA
  • Orientador : VERA LUCIA ALVES FRANCA
  • Data: 13/12/2011
  • Tese
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  • ...

  • LIRANDINA GOMES SOBRINHO
  • LUSES E SOMBRAS NO LITORAL NORTE DA BAHIA: OS EFEITOS TERRITORIAIS, SOCIOAMBIENTAIS E ECONÔMICOS DECORRENTES DA IMPLANTAÇÃO DAS REDES HOTELEIRAS ESPANHOLAS E PORTUGUESAS
  • Data: 06/12/2011
  • Tese
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  • Esta pesquisa analisa as repercussões socioespaciais, ambientais e econômicas decorrentes da implantação das redes hoteleiras espanholas e portuguesas no Litoral Norte da Bahia. Para tanto, foi realizada uma ampla pesquisa bibliográfica e documental e pesquisa de campo, as quais permitiram constatar que a produção e organização deste espaço são resultado da incidência e a interação de lógicas econômicas globais, aliadas a processos econômicos e políticos regionais e locais. Esses processos econômicos geraram espaços em diferentes estágios de desenvolvimento e territorialidades bem definidas como: territórios “modernos” e territórios “atrasados”, densificação, favelização, ilhas de riqueza versus pobreza. A inserção do Litoral Norte da Bahia ao circuito turístico-hoteleiro e imobiliário nacional e internacional foi protagonizada pelo governo estadual em articulação com grupos hoteleiros internacionais, em especial, as redes hoteleiras espanholas e portuguesas. Esse processo é caracterizado pela implantação de enclaves turísticos, megaresorts hoteleiros e condomínios residenciais que visam atender a demanda do mercado global, focando os seus países de origem. Encontra-se em curso nesta região um modelo de desenvolvimento urbano-regional complexo que se evidencia em uma macrourbanização: uma linear caracterizada pela tendência e formação de um contínuo urbano linear de caráter metropolitano ao longo da rodovia BA- 099, integrando os municípios de Salvador- Lauro de Freitas e Camaçari e pela macrourbanização dispersa; caracterizada pela formação de enclaves turísticos, espaços especializados focados no consumo vinculados ao lazer, ao turismo e a segunda-residência, que contam com modernas infraestruturas e serviços. Esses Complexos Turísticos Residenciais acompanham a primeira linha costeira, com casas e apartamentos “vista mar” construídos segundo um modelo “fechado” que oferecem segurança aos seus clientes e múltiplos serviços. Trata-se de espaços que se distinguem socialmente do contexto regional, devido ao predomínio de grupos de alta renda, nacionais e estrangeiros. A coexistência da macrourbanização linear e dispersa tende a aumentar os conflitos socioambientais, devido à privatização do acesso às praias, rios, lagoas e outros recursos naturais. A análise das entrevistas com os representantes das empresas hoteleiras permitiu identificar similaridades e diferenças no processo de expansão internacional e nas estratégias de ação das empresas.

  • ELIS REGINA SILVA DOS SANTOS
  • A DINÂMICA DO AGRONEGÓCIO EM LAGARTO-SE: LIMITES, IMPASSES E ALCANCES.
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 23/10/2011
  • Dissertação
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  • A presente pesquisa tem como propósito analisar a agricultura familiar integrada ao sistema do agronegócio no município de Lagarto observando seus limites, impasses e alcances, além de identificar os principais cultivos ligados ao agronegócio. Sendo constituído a partir de revisão bibliográfica sobre o processo de produção e organização do espaço agrário brasileiro e sergipano, da agricultura familiar e do agronegócio; seguido pelo trabalho de campo com aplicação de questionários semiestruturados no uso da técnica da amostragem aleatória nos povoados Colônia Treze, Fazenda Grande e Jenipapo; concluindo-se com a coleta de dados secundários em órgãos e entidades federais, estaduais e do município de Lagarto como COHIDRO, EMDAGRO e o IBGE. O município de Lagarto se destaca pela tradição e desenvolvimento de vários cultivos em pequenas unidades familiares com reduzidas inovações mecânicas, químicas, biológicas e com utilização intensiva do trabalho familiar. Pelos dados da produção agrícola municipal de 2008 e 2009 do IBGE os principais cultivos do município de Lagarto são os seguintes: mandioca, laranja, maracujá, o mamão, o milho, a banana e o fumo. O estudo da agricultura familiar integrada em Sergipe, em particular no município de Lagarto tomou importância nas últimas três décadas em função da crescente participação de grupos econômicos na economia do município, inserindo o núcleo do complexo agroindustrial como parâmetro de dominação em todas as “linhas” integradas da cadeia. Esses grupos estão introduzindo modificações na estrutura espacial, no tocante a adesão e orientação de novos cultivos. O agronegócio emerge no município com uma possibilidade de inserir a pequena produção do agricultor ao sistema agroindustrial. A atividade pioneira nessa inserção foi a fumicultura que rebateu estruturalmente na configuração espacial do município nas décadas de 70, 80 e 90. Nesse período sua produção estava subordinada ao grupo Maratá e ao grupo Zezé Rocha. Os novos cultivos inseridos no ciclo do agronegócio lagartense, como a acerola e a pimenta, permitiram maior dinamismo da produção familiar. A cultura da pimenta tem como destino o grupo Maratá que atua na região realizando acordos com valores pré-contratuais com os produtores familiares, já a laranja e acerola são repassadas aos intermediários que por sua vez distribuem para as indústrias de suco em Estância/Se e para os estados de Pernambuco e Rio Grande do Norte.

  • DANIEL AMADOR DA CUNHA PIRES
  • ORGANIZAÇÃO E DINÂMICA DOS ESPAÇOS AGRÁRIO E REGIONAL
  • Orientador : JOSEFA ELIANE SANTANA DE SIQUEIRA PINTO
  • Data: 14/10/2011
  • Dissertação

  • DAYSE MARIA SOUZA
  • DO CHÃO DA TERRA AO CHÃO DA FÁBRICA: AS FORMAS CONTRADITÓRIAS DA APROPRIAÇÃO DO CAPITAL NO ESPAÇO AGRÁRIO
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 07/10/2011
  • Dissertação
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  • A presente dissertação de mestrado tem como objetivo analisar o processo de reestruturação produtiva no novo modelo de acumulação flexível e sua interferência na produção e reprodução das relações sociais de produção. Em pleno desemprego estrutural o capital que na sua essência se reproduz de forma contraditória, subordina o trabalho no campo e na cidade para garantir a super extração de mais valia, através da mobilidade do trabalho. Para compreender esse processo no espaço agrário no município de Barro Preto/BA é fundamental analisar a inserção da relação capital e trabalho no novo formato de acumulação financeira nas diferentes escalas geográficas. A pesquisa em questão adotou o método do materialismo histórico dialético, por esse entender os conflitos construídos historicamente a partir da ação das diferentes classes sociais em seu movimento contraditório. Revelando como o espaço a partir da categoria território é apropriado pelo capital e como às relações sociais se materializam e redefinem o mesmo território no processo global de acumulação capitalista. Para entender esse processo foram elaboradas reflexões da forma como o Estado garante as bases para a territorialização do capital, principalmente a partir de investimentos em infra-estrutura, incentivos fiscais, políticas de créditos e implementação de políticas modernizantes (inserindo os pacotes tecnológicos) a partir da criação de órgãos institucionais e centro de pesquisa, como por exemplo, o Instituto de Cacau da Bahia (ICB) e a Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira(CEPLAC) modelando assim o espaço para o capital. Tais ações, ao mesmo tempo em que provocaram a subordinação da produção camponesa ao capital, acentuaram e concentrou terras, tornando a força de trabalho do campo verdadeiro exército de reserva para o capital. O debate sobre o processo de financeirização e o novo formato de acumulação capitalista foi necessário para entender como se dá a exploração do trabalho na lógica de acumulação em pleno processo de crise estrutural do capital, marcado pela intensa busca da extração de trabalho não pago. A pesquisa permitiu desvendar a forma contraditória em que o capital se territorializa no espaço agrário do município de Barro Preto materializado nas novas formas de exploração do trabalho, onde a força de trabalho tornada, no campo, supérflua para o capital, é explorada em maior quantidade no chão da fábrica, especificamente na Indústria de Calçados Vulcabrás-Azaleia, revelando como o capital se apropria do território criando novos modelos de produção, seja no campo ou na cidade. Ao mesmo tempo, que na mobilidade do trabalho essa força de trabalho - em sua grande maioria jovens, filhos de camponeses e de trabalhadores assalariados - encontra-se disponível para ser explorada pelo capital de forma perversa e insaciável.

  • KATINEI SANTOS COSTA
  • No Quebra-quebra da Castanha: a Precarização do Trabalho no Processo de Beneficiamento da Castanha de Caju no Espaço Agrário dos Municípios de Campo do Brito e Itabaiana/SE no Território do Agreste Sergipano
  • Orientador : ALEXANDRINA LUZ CONCEICAO
  • Data: 06/10/2011
  • Dissertação
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  • A CONFIRMAR

  • ÍTALA SANTANA SOUZA
  • MANDIOCULTURA, PRODUÇÃO DO ESPAÇO E PEQUENA PRODUÇÃO FAMILIAR NO MUNICIPIO DE LAGARTO/SE
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 23/09/2011
  • Dissertação
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  • A confirmar

  • BONI GUIMARÃES COSTA
  • A BACIA INFERIOR DO RIO REAL: UMA ANÁLISE SÓCIOAMBIENTAL
  • Orientador : ARACY LOSANO FONTES
  • Data: 30/08/2011
  • Dissertação
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  • A bacia hidrográfica é considerada como o conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes, e como uma unidade de análise da superfície terrestre, onde é possível estudar as inter-relações entre os elementos da paisagem. A área em estudo, a bacia inferior do Rio Real, é composta pelos municípios baianos de Jandaíra e Rio Real, e municípios sergipanos Cristinápolis, Indiaroba, Itabaianinha, Tomar do Geru e Umbaúba. É dotada de características ambientais peculiares como a planície costeira formada por restingas, que se originaram pela superposição de cordões litorâneos, manguezais e campos dunares. Assim este trabalho tem por objetivo analisar as condições socioambientais da Bacia Inferior do Rio Real, bem como propor subsídios para o seu planejamento e gestão ambiental. O referencial teórico- metodológico foi baseado nos estudos de Bertrand que ofereceram subsídios para os estudos integrados. Desta forma, para alcançara os objetivos fora realizados levantamentos bibliográficos, cartográficos, documentais e de campo, onde se constatou a atuação de diversos atores sociais na configuração da paisagem, a exemplo das atividades econômicas: citricultura, cocoicultura, pecuária, carcinicultura e o turismo, com destaque para município de Jandaíra/BA, que em função da beleza da paisagem do Povoado Mangue Seco atrai muitos turistas nacionais e internacionais, ainda neste município, na praia da Costa Azul há perspectiva de construção de resorts, o que poderá contribuir para o aumento do fluxo turístico. Alem disso, buscou-se a partir das unidades de relevo ( Planície Costeira, Tabuleiros Costeiros e Tabuleiros do Rio Real), fazer uma análise geossistêmica dos condicionantes geoambientais, das atividades econômicas, dos aspectos populacionais e do seu potencial turístico. Cabe aos responsáveis pelo planejamento e gestão, promover o desenvolvimento sustentável potencializando os efeitos benéficos e compatíveis com os princípios de igualdade, justiça social e sustentabilidade ambiental.

  • GENESIO JOSE DOS SANTOS
  • AGRICULTURA IRRIGADA, MEIO AMBIENTE E INTERVENÇÕES PÚBLICAS NO TERRITÓRIO DO ALTO SERTÃO SERGIPANO
  • Data: 22/08/2011
  • Tese
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  • A partir da temática “Agricultura Irrigada, Meio Ambiente Intervenções Públicas no Território do Alto Sertão”, objetivou-se analisar a partir de categorias geográfica como território, espaço e paisagem as condições estabelecidas a partir das intervenções públicas nos Projetos Califórnia, Nova Califórnia e Jacaré- Curituba, no tocante a sua agricultura, ao meio ambiente e a qualidade de vida de sua população. Na construção desta tese, reconhece-se por mais discutidas que sejam as questões postas, sua pertinência está relacionadas a busca infindável de propostas para auxiliar as ações do poder publico e também às populações envolvidas diretamente nesse contexto, no sentido da aquisição de uma efetiva qualidade de vida. A temática deste trabalho está sintonizada com a realidade surgida a o partir da nova configuração territorial que impõe e cria novas paisagens e até novos comportamentos advindos de uma nova forma de governança, onde os atores estão mais próximo das organizações populares e as decisões, apesar de manipuladas em alguns momentos e em alguns setores, são mais coletivizadas. Para se chegar a conclusões plausíveis e coerentes com os objetivos utilizou-se o método empírico-analítico, seguindo etapas metodológicas típicas do referido método. Com a incursão feira nos teóricos estabelecidos e perseguindo os objetivos traçados, chega-se a conclusão de que a intervenção publica no Alto Sertão Sergipano, principalmente nos municípios de Canindé de São Francisco e Poço Redondo, cria uma nova configuração territorial, paisagística e espacial, principalmente na sua agricultura e os Projetos Califórnia, Nova Califórnia e Jacaré- Curituba são os exemplos mais marcantes dessa ação. Conclui-se também que mesmo com essa intervenção a situação de pobreza em meio ambiente a sua população permanente e a área rural do município de Poço Redondo reflete essa condições mais explicitamente. Mas o território do Alto Sertão Sergipano passou a apresentar uma nova dinâmica, especialmente no último quartel desse século. Apresentou um crescimento no volume de mercadorias produzidas e também dos serviços produzidos. Apresentou também um crescimento considerável das estruturas estabelecidas no meio rural e urbano, tais como os projetos de agricultura em irrigada, com áreas em constantes crescimento, contrapondo-se a ampliação das condições de pobreza de sua população.

  • SHEYLA SILVEIRA ANDRADE
  • AS FEIRAS LIVRES SOB A LÓGICA DO CAPITAL: DA PRODUÇÃO CAMPONESA À SUBSUNÇÃO DO TRABALHO NA CIRCULAÇÃO
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 08/08/2011
  • Dissertação
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  • A confirmar

  • RENATA SIBERIA DE OLIVEIRA
  • ENTRE O ESTADO, O MERCADO E A REPRODUÇÃO SOCIAL: ORGANIZAÇÃO DOS PEQUENOS PRODUTORES DO PÓLO IRRIGADO PETROLINA/JUAZEIRO.
  • Orientador : JOSEFA DE LISBOA SANTOS
  • Data: 04/08/2011
  • Dissertação
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  • As investigações que permeiam este trabalho estão centradas no papel do cooperativismo e do associativismo no campo brasileiro, com destaque para o polo irrigado Petrolina/Juazeiro e para a atuação do Estado como mediador das ações dessas organizações. Neste sentido, se discute em que medida as organizações em questão asseguram a reprodução social dos trabalhadores no campo no vale do São Francisco. Para tanto, o estudo realiza uma releitura que caminha do debate sobre a natureza do Estado capitalista às suas ações voltadas ao planejamento do desenvolvimento, que no Brasil, e de forma mais contundente no Nordeste brasileiro, se materializam no modelo denominado de modernização conservadora. A busca do objeto no Vale do São Francisco, realizado com base em referenciais bibliográficos, em documentos técnicos e pesquisa de campo, permeia a elucidação dos desdobramentos das políticas de reordenamento territorial advindas com a reestruturação produtiva, cujos rebatimentos são sentidos, principalmente, a partir da década de 1990. As mudanças no padrão de produção, na produtividade, nas relações de trabalho, assim como no arranjo espacial resultante das transformações promovidas pelo avanço das forças produtivas no polo irrigado apresentam rebatimentos para as práticas espaciais das referidas organizações. Considera-se que, o desenvolvimento dos princípios cooperativistas e associativistas no Brasil passaram por adequações para atender as exigências do modelo de produção nos diferentes contextos econômicos. Ademais, verificou-se que, o Estado atuou mediando e direcionando as ações das cooperativas e associações com vistas a torná-las instrumentalizadoras da territorialização e monopolização do capital no Vale do São Francisco. Ao tempo em que esses movimentos foram e continuam sendo, contraditoriamente, a condição da sujeição ao capital, eles se constituem o mecanismo utilizado pelos pequenos produtores para assegurar sua permanência na terra.

  • HILÁRIO JOSÉ MENEZES
  • A PRODUÇÃO DO ESPAÇO E A RELAÇÃO RURAL URBANA: O MOVIMENTO DOS TRABALHADORES DESEMPREGADOS (MTD), EM VITORIA DA CONQUISTA-BA.
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 18/07/2011
  • Dissertação
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  • Esta pesquisa tem como finalidade discutir e analisar o processo de territorialização do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), no município de Vitória da Conquista-BA, tendo como base a análise da organização dos sujeitos sociais diretamente atingidos pelo desemprego e pela falta de moradia. Estabelecendo um contraponto ao modelo econômico vigente, alguns movimentos sociais organizados lutam pela democratização do acesso a terra e acreditam que só a reforma agrária poderá resolver este problema. Nesse sentido, o objeto de estudo dessa pesquisa é a ação do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), em Vitória da Conquista-BA em busca de políticas de emprego e acesso a terra e moradia. Como metodologia de pesquisa, este trabalho utilizou o método crítico-dialético, tendo a história de vida e a análise do discurso como instrumentos análise dos dados, coletados por meio de observação participante, diário de campo, registro descritivo e entrevistas semi-estruturadas. Especificamente, foi analisado o Assentamento Zumbi dos Palmares, localizado em Vitória da Conquista-BA, concretizado com base na luta política implementada pelo MTD. Os resultados encontrados apontam que o MTD se inspirou nos debates estabelecidos pela Consultar Popular para implementar os seus objetivos de luta, com base na criação de espaços e projetos coletivos a partir da realidade vivida por cidadãos alijados do acesso a terra e ao emprego. Além disso, observou-se que a história de luta do MTD é parte do contexto contemporâneo da implementação de políticas de habitação para pessoas de baixa renda e que moram em áreas de riscos. Conclui-se, portanto, que a pressão social exercida pelos movimentos sociais mostra para a sociedade e para o poder público as carências de habitação e trabalho para uma parcela da sociedade que vive em condições precárias.

  • VENOZINA DE OLIVEIRA SOARES
  • A TERRITORIALIZAÇÃO DA CAFEICULTURA NO PLANALTO DA CONQUISTA/BAHIA: TRANSFORMAÇÕES E CONTRADIÇÕES NO ESPAÇO AGRÁRIO
  • Orientador : CELSO DONIZETE LOCATEL
  • Data: 05/07/2011
  • Dissertação
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  • Este estudo tem a finalidade de analisar a Territorialização da Cafeicultura no Planalto da Conquista/Bahia, considerando a oposição agronegócio X campesinato. A pesquisa contemplou os seis principais municípios produtores de café do Planalto: Vitória da Conquista, Barra do Choça, Ribeirão do largo, Encruzilhada, Planalto e Poções. Além das abordagens teóricas, foram analisadas as transformações e contradições promovidas no espaço agrário; as políticas públicas implementadas para o setor agrícola, em especial as que estão relacionadas à cafeicultura; a questão do trabalho e a mão-de-obra empregada na cafeicultura; bem como as principais conseqüências da territorialização da cafeicultura nesse contexto. A pesquisa permitiu a análise dos contrários, para que se compreendesse a territorialização do capital a partir da atividade cafeeira. As categorias de análise que deram suporte ao trabalho foram o “espaço” e o “território”. Os principais elementos da questão empírica deste trabalho foram fundamentados e respaldados com a pesquisa de campo. Em todos os municípios foi identificada uma estrutura fundiária com acentuada presença de pequenas unidades produtoras de café, conduzidas, evidentemente, por lavradores/camponeses, que convivem com os grandes e médios empreendimentos do agronegócio, ora desenvolvendo as atividades na sua pequena lavoura, ora vendendo sua força de trabalho nas grandes propriedades de café. A jornada dos trabalhadores volantes varia de 10 a 12 horas por dia, com um intervalo de aproximadamente uma hora para o almoço. Esse intervalo é formal porque na maioria das vezes não é utilizado para descansar, pois o trabalhador sacrifica-o para colher uma quantidade maior de café, tentando aumentar a produção. Também foi constatado que 64,1% desses trabalhadores procedem de outros municípios, isto é, eles realizam uma migração sazonal entre os municípios durante todo o período da colheita, pois vão em busca das propriedades que oferecem condições de melhoria salarial, ou seja, uma produção maior de café. Dos trabalhadores entrevistados, constatou-se que 81% possuem casa própria, porém, a maioria não possui infra-estrutura adequada, fator que reflete diretamente na má qualidade de vida desses trabalhadores. Quanto à escolarização, 70% têm o primário incompleto, 18% são analfabetos e apenas 2% têm o 2º grau. Assim, a maioria não tem conhecimento dos seus direitos e não reivindicam por melhorias trabalhistas. Constatou-se, também, que o acelerado crescimento demográfico teve como resultado o inchamento urbano e o conseqüente aumento dos problemas socioeconômicos, devido à falta de infra-estrutura e investimentos em políticas públicas necessárias. Isto, porque as políticas públicas implantadas no Planalto estão voltadas basicamente para sustentar a cadeia produtiva do café, (como os investimentos do PRONAF, a criação de Conselhos de classes, Bancos, Secretarias e órgãos ligados a todas as esferas governamentais), carecendo, portanto, de maior atenção para a diversificação da produção agrícola local e outras políticas de investimento no setor agrário como um todo.

  • GABRIELA SILVEIRA ROCHA
  • VELHAS E NOVAS TERRITORIALIDADES NAS MARGENS DA BARRAGEM DE ANAGÉ-BA: DA DESTERRITORIALIZAÇÃO À RETERRITORIALIZAÇÃO
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 04/07/2011
  • Dissertação
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  • GLEISE CAMPOS PINTO SANTANA
  • O CAMPONÊS NA LÓGICA CAPITALISTA: DEPENDÊNCIA E ESTRATÉGIAS DE REPRODUÇÃO NO MUNICIPIO DE ITABAIANA/SE
  • Orientador : CELSO DONIZETE LOCATEL
  • Data: 01/07/2011
  • Dissertação
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  • LETÍCIA BIANCA BARROS DE MORAES LIMA
  • O TURISMO DE SOL E PRAIA NO LITORAL SUL DE SERGIPE: UMA ANÁLISE SOB A PERSPECTIVA DOS MODELOS DO SISTUR E TALC
  • Orientador : LILIAN DE LINS WANDERLEY
  • Data: 20/06/2011
  • Tese
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  • Esta tese tem como objetivo central analisar a relação do fenômeno do turismo de sol e praia no Litoral Sul de Sergipe e os sujeitos de pesquisa (turista usual, turista de segunda residência e população local), constitui uma análise da difusão espaço-temporal do turismo de sol e praia e da manifestação da segunda residência no Litoral Sul de Sergipe sob a perspectiva dos modelos SISTUR de Beni (1988) e do TALC de Butler (1980). O estudo teve como fio condutor a relação geografia e turismo com ênfase no debate das categorias da ciência geográfica território, paisagem e lugar. A pesquisa teve como base o método dedutivo norteado por uma visão sistêmica e o processo de investigação adotou os procedimentos metodológicos de levantamento bibliográfico, documental, cartográfico e estatístico; elaboração do roteiro de estudo; pesquisa de campo; análise e interpretação dos resultados. Os instrumentos de pesquisa utilizados em campo foram questionários com questões abertas e fechadas quantificadas pela escala de Likert a fim de mensurar o grau de concordância/discordância dos sujeitos de pesquisa. A pesquisa elucida o surgimento do turismo de sol e praia no ocidente desde a sua invenção até a sua estruturação no Brasil e no Nordeste enfatizando estudos científicos sobre o meio ambiente e o turismo, além de apresentar o cenário territorial e turístico do Litoral Sul de Sergipe, abordando o seu processo histórico de ocupação, seu sistema territorial e sua dinâmica demográfica, ambiental e socioeconômica. A análise dos instrumentos de ordenamento territorial i) Programa Nacional de Gerenciamento Costeiro (GERCO); ii) Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (PRODETUR); iii) Projeto ORLA e seus Planos de Intervenção Municipal; iv) Área de Proteção Ambiental (APA) Litoral Sul; v) Zoneamento Econômico-Ecológico (ZEE); e vi) Planos Diretores identificou os principais impactos destes na atividade turística do destino. Os resultados do SISTUR demonstraram que as infra-estruturas básicas e turísticas do Litoral Sul de Sergipe ainda não são suficientes para atrair um fluxo sustentável de turistas de sol e praia, e a aplicação do TALC verificou que o estágio atual do turismo de sol e praia encontra-se no início do estágio do desenvolvimento no Litoral Sul de Sergipe, caracterizado pelo predomínio do turismo de segunda residência. O modelo territorial e turístico do Litoral Sul de Sergipe é marcado pela dinâmica territorializadora do turismo de segunda residência que somada aos investimentos advindos principalmente do PRODETUR I e II estimularam o crescimento e a consolidação da produção desta modalidade de turismo na região. Desta forma, conclui-se que as práticas sócio-espaciais do lazer e do turismo de segunda residência aceleraram o processo de transformação da paisagem e estabelecerão a produção de novos territórios turísticos no Litoral Sul de Sergipe. Por conseguinte, este estudo avança na compreensão dos modelos espaço - temporais e das políticas voltadas à valorização das zonas de praias.

  • DELZA RODRIGUES DE CARVALHO
  • A VALORAÇÃO DA PAISAGEM: UMA REFLEXAO DO ESPAÇO CONCEBIDO,PERCEBIDO E VIVIDO.
  • Data: 17/06/2011
  • Tese
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  • O estudo discute sobre a importância, desenvolvimento e aplicabilidade do método de avaliação ambiental, denominado “Método de Contingência”. Nessa perspectiva, a técnica desenvolvida pela Escola Neoclássica, foi complementada pela abordagem da Ciência Econômica aliada a Ciência Geográfica. Essa técnica metodológica para valoração da paisagem pode fornecer informações, que demonstrem ou não a necessidade de conservar/preservar determinadas áreas ambientais; recomendar soluções aos problemas de ocupação de territórios; programar e realizar planejamento para ocupação de áreas que causem menos impacto ao ambiente natural. Como referencial teórico incorporou-se as abordagens de produção espacial de Lefebvre, na dimensão do concebido, do vivido e do percebido, associado à obra de Milton Santos. Na base teórica desse autor buscam-se os elementos constitutivos do espaço - os homens, às firmas, as instituições, as infraestruturas e o meio ecológico, complementado com as categorias de análise - forma, função, estrutura e processo - utilizadas para abordar o espaço/território nas suas perspectivas sincrônicas, enquanto paisagem, e diacrônica como resultante de um processo. Assim, dentro do processo de dominação e/ou apropriação dos municípios delimitados na área de estudo, o território e a territorialização são trabalhados na multiplicidade de suas manifestações históricas e socioculturais enfatizando a multiplicidade de poderes, neles incorporados através dos múltiplos atores / agentes sociais envolvidos. As diferentes concepções espaciais possibilitam a reflexão, de como os diferentes atores / agentes sociais, dos municípios de Lençóis, Mucugê, Palmeiras, Andaraí e Ibicoara, localizados no Brasil/Bahia, Lisboa e Sintra/ Portugal atribui valores desiguais, na forma de Disposição a Pagar (DAP) pelos recursos paisagísticos e pela conservação dos bens naturais. Por fim, reconhece-se que as agências do turismo, sutilmente direcionam a escolha do turista, controla e determina lugares que devem, ou não ser vistos, pois longe de se criar uma identidade, produz mercadorias para serem consumidas segundo os interesses empresariais.

  • VANDEMBERG SALVADOR DE OLIVEIRA
  • EXTERNALIDADES E (IN) SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO DE BARRAGENS NO BAIXO SÃO FRANCISCO.
  • Orientador : EDISON RODRIGUES BARRETO JUNIOR
  • Data: 16/06/2011
  • Tese
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  • O Brasil, na busca pela independência energética, fez sua escolha pela energia elétrica em detrimento de outras fontes. Esta escolha definiu um projeto político econômico de produção de energia, iniciado em 1957, que já trazia no seu discurso a melhoria da qualidade de vida da população e o desenvolvimento econômico do país. No entanto, a produção de energia elétrica, em nosso país, teve sua evolução atrelada ao crescimento econômico, por conseguinte, sua produção sempre foi alvo de grandes debates quanto aos seus fomentadores - iniciativa privada ou poder público. Nesse sentido, dispersas por todo o território brasileiro, as barragens representam o potencial de produção hidrelétrica do Brasil, que está entre os cinco maiores do mundo. A construção de grandes barragens tem produzido fortes repercussões culturais, sociais, políticas e econômicas para além das questões puramente ambientais. Quando são construídas em regiões habitadas, as Usinas Hidrelétricas causam as chamadas “migrações compulsórias”, que são os deslocamentos populacionais de caráter obrigatório, feitos a partir de desapropriações de terras realizadas pelo Estado. As avaliações tradicionais sobre construção de barragens são feitas considerando apenas o caráter eminentemente econômico do projeto, levando em conta apenas os custos internos e não são considerados os custos ambientais, sociais e culturais. A grande dificuldade neste tipo de avaliação está no levantamento dos impactos provocados, ou seja, na valoração das externalidades negativas propriamente ditas. O objetivo geral do presente estudo é analisar a eficácia das políticas públicas de desenvolvimento e sustentabilidade a partir dos efeitos das externalidades negativas geradas pela construção de barragens, bem como buscar modelos científicos adequados para a identificação, mensuração, avaliação e internalização das externalidades negativas. A Usina Hidrelétrica de Xingó foi escolhida como objeto de análise para a aplicação da metodologia desenvolvida nesta tese, considerando-se principalmente a disponibilidade de dados sobre o empreendimento e por ser de suma importância para o sistema elétrico brasileiro, além das suas particularidades socioambientais, tornando-se grande o interesse pela análise dos efeitos das suas externalidades no baixo São Francisco. Xingó é a sétima maior hidrelétrica brasileira, construída no rio São Francisco entre os estados de Alagoas e Sergipe, foi concluída em 1997 e totalizou um investimento da ordem de R$ 227 milhões de reais. As principais externalidades negativas provocadas pela construção de uma barragem são as perdas da produção agrícola futura, a interferência na atividade pecuária, a perda de florestas, o aumento da erosão marginal e a desapropriação e deslocamento de pessoas. Nos projetos de barragens, em geral, não constam a utilização dos métodos clássicos de valoração econômica para custos externos, inclusive para as duas formas degradacionais de maior impacto socioambiental – a desapropriação aliada ao deslocamento de pessoas, bem como a emissão de gases CO2 e CH4, que são gases do efeito estufa.

  • SINVAL ALMEIDA PASSOS
  • A FRAGMENTAÇÃO E RE-TERRITORIALIZAÇÃO DA EX-LUGOSLÁVIA: UMA NOVA BALCANIZAÇÃO.
  • Orientador : JOSE ELOIZIO DA COSTA
  • Data: 13/06/2011
  • Tese
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  • A temática central dessa Tese de Doutorado versa sobre os principais acontecimentos que levaram as transformações do espaço geográfico na ex-Iugoslávia, desde princípios dos anos 1990 e até os dias de hoje. Nesse sentido, assinala-se que o Objetivo Geral dessa pesquisa constitui-se na análise dos processos de Fragmentação e, conseqüentemente, de re-Territorialização no assinalado espaço-territorial. Nesse trabalho, considera-se que esses processos ocorreram de forma simultânea, cujos principais efeitos levaram a uma Nova Balcanização desse mesmo território. Isto é, os impactos das mudanças ali efetuadas apontaram para o fim daquele antigo Estado Nacional. Essa transformação espacial é assim caracterizada, como referência comparativa a uma das principais conseqüências ao final da Primeira Guerra Mundial (1914/1918), em alusão, portanto, à primeira balcanização. Quanto aos objetivos específicos, verifica-se que eles estão distribuídos ao longo do trabalho, sistematizados sob a forma de Capítulos Principais. Desse modo, destacam-se os seguintes tópicos específicos aqui considerados: a reflexão sobre o aporte teórico-metodológico; o resgate da evolução histórica da Região dos Bálcãs, em escala geral, e depois, de forma mais particular à formação territorial da ex-Iugoslávia; o estudo da constituição de cada uma das novas nações oriundas do antigo território iugoslavo; e a análise do processo avassalador de ampliação da União Européia nos Bálcãs Ocidentais, sendo que nesse avanço se procura comparar, criticamente, às perspectivas: integração versus dominação. A conjuntura histórica que envolve o principal tema desse trabalho refere-se ao contexto do pós-guerra fria, também conhecido como o período da Globalização, ou ainda, da mundialização da economia. Quanto à Metodologia do trabalho, ela se subdividiu em Procedimentos Metodológicos e Método de Abordagem. Sobre os procedimentos metodológicos, assinala-se que a principal técnica de pesquisa utilizada foi à fonte documental, materializada, principalmente, a partir uma ampla e profunda revisão bibliográfica. A literatura pesquisada toma como base o redimensionamento territorial do mencionado objeto de estudo, sobre o qual se privilegia, portanto, os aspectos culturais, políticos, econômicos e sociais. Já em relação ao método de abordagem, se procurou estabelecer a conexão entre o aporte teórico-metodológico seguido na pesquisa, com as informações sobre a unidade espacial, alvo da investigação científica. Assim, registra-se que, na construção dessa Tese, privilegiou-se a essência dos acontecimentos sociais, relacionados à transformação espacial. Destaca-se, então, que se procurou fazer uma leitura profunda e crítica na interpretação sobre a sociedade objeto de análise. Dentre os principais resultados obtidos nessa Tese, revela-se o renascimento da tendência nacionalismo nessa região. Sendo que nessa parte dos Bálcãs, o aprofundamento do movimento social nacionalista tem como fator mais importante a filiação do tipo étnico-religiosa. O efeito de toda essa dinâmica é o respectivo surgimento de novos Estados Nacionais soberanos, resultando, portanto, na emergência dos seguintes países: Sérvia, Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegóvina, Macedônia, Montenegro e Kosovo. Concluiu-se, então, que os conflitos étnico-religiosos encontram-se na base dos referidos processos de fragmentação e re-territorialização, levando, realmente, a uma nova balcanização do antigo território iugoslavo.

  • RODRIGO SANTOS DE LIMA
  • ATITUDES E PERCEPÇÕES NA CONSTRUÇÃO DE TERRITORIOS IDENTITARIOS: O BAIRRO BUGIO EM ARACAJU/SE
  • Orientador : MARIA AUGUSTA MUNDIM VARGAS
  • Data: 10/06/2011
  • Dissertação
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  • ...

  • ADELLI CARLA SILVA NASCIMENTO
  • EXPLORAÇÃO DO TRABALHO CAMPONÊS: REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA DO CAPITAL E TRABALHO NÃO-AGRÍCOLA NO MUNICÍPIO DE ITABAIANA/SE
  • Orientador : CELSO DONIZETE LOCATEL
  • Data: 06/06/2011
  • Dissertação
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  • A CONFIRMAR

  • MARTA CRISTINA VIEIRA FARIAS
  • SUB-BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO POXIM: TRANFORMAÇÃO DA PAISAGEM (1970-2010)
  • Orientador : LILIAN DE LINS WANDERLEY
  • Data: 27/05/2011
  • Tese
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  • FARIAS, M.C.V.. Sub-bacia hidrográfica do rio Poxim: transformação da
    paisagem (1970-2010). 258 p.
    A sub-bacia hidrográfica do rio Poxim (BHRP), com superfície de 397 km2, está
    localizada na porção leste de Sergipe (10°55’-10°45’S e 37°05’-37°22’W) e insere-se
    parcialmente nos municípios de Aracaju, São Cristóvão, Nossa Senhora do Socorro,
    Laranjeiras, Itaporanga d’Ajuda e Areia Branca. A população dos municípios
    estabelecidos em sua porção costeira, que compõem a Região Metropolitana de
    Aracaju, aproxima-se a 800 mil habitantes, em sua quase totalidade estabelecida na
    zona urbana. Com o objetivo de analisar a dinâmica ambiental no processo da
    ocupação da BHRP e a importância dos recursos naturais disponíveis para o seu
    desenvolvimento, no período compreendido entre 1970 e 2010, recorreu-se a
    metodologia do estudo integrado da paisagem, de acordo com a proposta de Bovet
    Pla; Ribas Vilàs (1992). Foram avaliadas disponibilidade, utilização e vulnerabilidade
    dos recursos naturais, através da descrição dos aspectos geoambientais – geologia,
    geomorfologia, e clima; ocorrência e características dos solos; componentes da
    biodiversidade – fauna e flora; disponibilidade, qualidade e demanda de recursos
    hídricos; os aspectos socioeconômicos – antecedentes de ocupação regional,
    indicadores de desenvolvimento, elementos e fatores de crescimento demográfico,
    dinâmica populacional; as atividades produtivas e os aspectos de saneamento. Os
    resultados permitiram verificar que a BHRP caracteriza-se por ter em sua porção
    costeira um caráter eminentemente urbanizado - fomentado inicialmente, por
    políticas públicas de industrialização e, depois, pela construção de conjuntos
    habitacionais e liberação de loteamentos - que se consolidou totalmente em Aracaju
    em 1990. Entretanto, os municípios Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão,
    limítrofes àquele, se encontram submetidos ao mesmo fenômeno. Foram
    reconhecidos como recursos naturais disponíveis na BHRP os componentes da
    biodiversidade – fauna terrestre e aquática e flora, recursos hídricos, recursos
    minerais e estoque de solos que, de forma geral, têm sido utilizados, muitas vezes
    com prejuízo para o seu estoque. A ocupação do solo, quer na zona urbana ou rural,
    tem promovido a sua depleção, como retirada da cobertura vegetal, para
    assentamentos humanos e formação de pastagens e canaviais e ocupação irregular
    de suas margens. A BHRP destaca-se como importante manancial de
    abastecimento da RMA, particularmente de Aracaju, em que contribui com
    aproximadamente 30% e para São Cristóvão, na região conhecida como Grande
    Rosa Elze, abastecendo, aproximadamente 50 mil habitantes. Também em São
    Cristóvão, o rio Pitanga é utilizado como manancial para abastecimento, pois
    contribui com 10% da oferta de água tratada e, da mesma forma, sofre com a
    interferência antrópica. Para abastecimento de Aracaju em sua totalidade, a oferta
    deve ser somada ao disponibilizado pela Adutora do rio São Francisco. Os recursos
    minerais, como areia e argilas, têm sido amplamente utilizados na consolidação do
    perímetro urbano. A planície de inundação e o estuário dos rios Poxim e Pitanga são
    utilizados como depositários de efluentes e esgotamento sanitário sem tratamento,
    advindo de indústrias e residências localizadas as suas margens, especificamente
    em Nossa Senhora do Socorro. Esta situação leva ao comprometimento de sua
    qualidade para abastecimento humano. Em Aracaju, melhor contemplada por
    sistema de esgotamento sanitário, o rio Poxim, na sua porção estuarina recebe
    vários despejos de esgoto, de modo clandestino, residenciais e industriais, que
    podem comprometer a permanência e qualidade da fauna, especialmente destinada
    ao consumo humano.

  • CRISLEY TATIANA DIAS MOTA
  • ORGANIZAÇÃO E DINÃMICA EDUCACIONAL DE VITÓRIA DA CONQUISTA E SEUS EFEITOS LOCAIS.
  • Orientador : DEAN LEE HANSEN
  • Data: 29/04/2011
  • Dissertação
  • Mostrar Resumo
  • A dinâmica espacial local desempenha um papel importante na estrutura produtiva e juntamente com a aglomeração dos serviços de educação constitui uma forma de inserção competitiva local, que ganha elementos positivos, importantes, diante de políticas públicas aplicadas em diferentes escalas. Para dar os primeiros passos nessa direção é preciso considerar o serviço de educação e, especificamente, educação formal oferecida pelo Ensino Superior, como um dos elementos capazes de transformar o espaço, sendo o ponto de partida desta investigação. Essa forma de organização cada vez mais competitiva e que concentra espacialmente as instituições trazendo benefícios ao local, atrativos para a alocação de outros setores da economia como o comércio, serviços e construção civil, demonstrando que a educação além de ser primordial para a formação do cidadão também é capaz de contribuir para o desenvolvimento econômico local e de outros locais conectados em um sistema de redes. Diante do exposto, este estudo tem como objetivo analisar a dinâmica do setor educacional como processo de produção do espaço geográfico de Vitória da Conquista, partindo da hipótese de que esta cidade se constitui em um Arranjo Produtivo Local com base na consolidação de um pólo educacional, e que promove, por conseguinte, uma hegemonia da cidade de Vitória da Conquista em relação a outros municípios da região Sudoeste da Bahia. Assim, a pesquisa bibliográfica fundamentou teoricamente este trabalho e a pesquisa de campo trouxe aspectos da realidade empírica para serem confrontados às teorias. A coleta dos dados junto às instituições de ensino superior foi organizada segundo uma amostragem intencional para o total dos estabelecimentos. Também foram entrevistados agentes que fazem parte do processo de crescimento urbano da cidade como representantes e órgãos vinculados ao comércio local. Para que o trabalho fosse possível, foi necessário também o levantamento de campo sobre as variáveis propostas no estudo, através de entrevistas abertas e questionários aplicados, levantamento dos bancos de dados do IBGE, do Museu Regional da UESB, da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, órgãos de planejamento municipal, bem como ao Plano Diretor do município, buscando entender o processo de especialização pelo qual vem passando a cidade de Vitória da Conquista e e das instituições de ensino superior com informações documentais e depoimentos dos agentes envolvidos. Para finalizar é interessante ressaltar que diante dos elementos que compõe o setor de Educação Superior da cidade, pode-se afirmar que o processo de formação de um Arranjo Produtivo Local está sendo estruturado pelo Ensino Superior, o que aqui é designado de Arranjo Produtivo Local Educacional de Vitória da Conquista - APL.Edu/VC.

  • MARCELO ALVES DOS SANTOS
  • ANÁLISE GEOAMBIENTAL DO MUNICÍPIO COSTEIRO DE ESTÃNCIA-SERGIPE
  • Orientador : ARACY LOSANO FONTES