Dissertações/Teses

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2020
Descrição
  • JOÃO ELIAKIM DOS SANTOS ARAUJO
  • TREINAMENTO RESISTIDO REGULARIZA A FUNÇÃO VASCULAR MEDIADA POR INSULINA NA ARTÉRIA MESENTÉRICA DE RATOS TRATADOS COM DEXAMETASONA
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 16/07/2020
  • Tese
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  • Introdução: Os glicocorticoides (GC) são utilizados como antialérgicos e anti-inflamatórios, mas a sua utilização em excesso causa distúrbios metabólicos, resultando no aparecimento da síndrome metabólica (SM) e, por conseguinte, disfunção endotelial. Assim, o exercício resistido tem sido uma alternativa importante na prevenção e tratamento desses distúrbios metabólicos e que levam a danos no endotélio, prevenindo o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Objetivo: Avaliar a capacidade do treinamento resistido (TR) em prevenir as alterações metabólicas e vasculares induzidas por GC. Métodos: Ratos Wistar foram divididos em grupos: Controle (CO), Dexametasona (DEX) e Dexametasona+TR (DEX+TR) e pesados semanalmente. Os animais CO, DEX e DEX+RT foram adaptados (5 dias/5 min/dia) no aparelho de agachamento. Após a adaptação, os grupos foram submetidos ao teste de uma repetição máxima (1RM), repetido a cada 2 semanas para manter a intensidade desejada. O grupo DEX+RT foi submetido a um protocolo de TR em 3 séries de 10 repetições, 3 vezes/semana durante 8 semanas e com intensidade de 60% da carga máxima estabelecida no teste de 1RM. Os grupos CO e DEX foram submetidos a um exercício fictício. Na oitava semana de treinamento resistido, administrou-se dexametasona (DEXA, 2,0 mg/kg, via i.p) por 7 dias, nos grupos DEX e DEX+RT e NaCl a 0,9% no grupo CO. 48 horas após o 1RM, os animais foram mantidos em um jejum de 8 horas e a glicose, insulina, colesterol total (CT), triglicerídeo (TG), lipoproteína de baixa densidade (LDL-c) e lipoproteína de alta densidade (HDL-c) foram verificadas. Após isso, os animais foram anestesiados e sacrificados, a artéria mesentérica superior foi removida e seccionada em anéis, e montados em cubas para órgão isolado. A vasodilatação dependente de endotélio foi obtida através de curvas concentração-resposta para a insulina, em anéis pré-contraídos com fenilefrina (FEN). Em seguida, foram obtidas curvas concentração-respostas para os grupos CO, DEX e DEX+TR, na ausência e na presença dos inibidores da PI3K, da NOS, do receptor ETA, e também foi avaliada a vasoconstrição induzida por FEN na ausência e presença de L-NAME. Resultados: a glicose, insulina, CT, TG, LDL-c foram aumentadas e HDL-c reduzido no grupo DEX, porem essas alterações foram prevenidas no grupo DEX+TR. Já a vasodilatação induzida por insulina foi reduzida no grupo DEX comparado ao grupo CO, porém, o DEX+TR aumentou a vasodilatação em relação ao grupo DEX. Quando avaliamos a participação da PI3K após a incubação com LY294002, houve redução do relaxamento no grupo CO, enquanto no grupo DEX a vasodilatação foi abolida, mostrando um efeito contrátil semelhantemente na presença do inibidor da NOS, sendo inibida com o BQ123. Porém, o efeito contrátil foi abolido no grupo DEX+RT. Já resposta vasoconstrictora induzida por FEN, aumento no grupo DEX comparado ao CO, sendo reduzida no grupo DEX+RT. Adicionalmente, após a incubação com L-NAME, a resposta vasoconstrictora foi elevada em todos os grupos, sendo foi menor no grupo CO e DEX+RT do que no grupo DEX. Conclusão: o TR na presença de altas doses de glicocorticoides, preveniu danos na via vasodilatadora PI3K/eNOS, além de atenuar a via vasoconstritora MAPK/ET-1.

  • FERNANDA GOMES DE MAGALHÃES SOARES PINHEIRO
  • Prevalência e fatores associados ao delirium em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva.
  • Orientador : FRANCILENE AMARAL DA SILVA
  • Data: 12/06/2020
  • Tese
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  • Introdução: Hospitalizações em unidade de terapia intensiva (UTI) podem ter efeitos psicológicos nos pacientes, incluindo delirium, caracterizado por alteração da consciência, atenção, cognição e percepção. Os objetivos foram: estimar a prevalência de delirium e os fatores associados; avaliar e identificar os fatores associados ao óbito e analisar a sobrevida dos pacientes com delirium. Método: estudo transversal, realizado em duas UTIs de um hospital público de grande porte, no Estado de Sergipe. Foram incluídas 316 observações de pacientes com idade ≥18 anos, com > 48 horas de internação, com ou sem sedação e com RASS ≥-3, no período de agosto de 2017 a outubro de 2018. Foi elaborado um formulário para caracterização da amostra, Richmond AgitationSedation Scale (RASS), Escala de Coma de Glasgow (ECG) e Confusion Assessment Method in a Intensive Care Unit (CAM-ICU). As associações entre variáveis categóricas foram testadas usando o teste exato de Fisher, o qui-quadrado de Pearson e qui-quadrado de Pearson com simulações de Monte-Carlo. As razões de prevalência foram estimadas pela regressão log-binomial e a curva de sobrevida foi medida por Kaplan-Meier e as razões de risco por regressão Cox. Em todas as análises, apenas observações válidas foram consideradas e o nível de significância foi 5%. Resultados: A prevalência de delirium foi 45,9%, meia-idade (49,8 ± 17,4 vs. 44,0 ± 17,6, p=0,003) e neurocirurgia (62,5% vs. 26,1%, p<0,001) estiveram significativamente associados ao delirium e outros fatores associados, comparando grupos com e sem delirium foram restrição física (81,3% vs. 40,9%, p<0,001), alimentação por sonda nasoenteral (85,9% vs. 57,6%, p<0,001) e ventilação mecânica (50,0% vs. 29,2%, p<0,001). Pacientes com delirium apresentaram mais úlcera por pressão (33,3% vs. 18,9%, p=0,004), receberam mais fentanil (24,8% vs. 8,2%, p<0,001), noradrenalina (9,0% vs. 2,9%, p=0,021) e anticonvulsivantes (35,2% vs. 19,9%, p=0,002). Em modelo múltiplo foi observado maiores razões de prevalência de delirium para idade, contenção física, alimentação por sonda e uso de anticonvulsivante e relaxantes musculares. Nesta amostra a incidência de morte foi 21% e pacientes com delirium tinham 1,2 vezes mais chances de morrer. Os modelos de regressão logística indicaram maior probabilidade de morte para pacientes mais velhos, desidratados com destúrbio hidroeletrolítica, alteração glicêmica, alimentação por tubo, ventilação mecânica, insulina terapia e maior escore de Charlson. Conclusões A prevalência de delirium foi 45,9% e os fatores associados à maior prevalência foram idade, contenção física, alimentação por sonda, anticonvulsivantes e relaxantes musculares. Já os fatores associados e com maior razão de prevalências para óbito foram maior idade, desidratação, distúrbio hidroeletrolítico, alteração glicêmica, alimentação por sonda, ventilação mecânica, uso de sedação com fentanil, insulinoterapia e maior escore de Charlson. A análise da sobrevida dos pacientes com delirium identificaram maior mortalidade a medida que aumenta o tempo de internação hospitalar e o tempo mediano de sobrevida foi de 256 dias, contudo delirium não foi um fator de risco para a sobrevida intrahospitalar, todavia em qualquer momento da internação, pacientes provenientes de emergência/pronto socorro tiveram menor razão de chance para evoluírem a óbito, enquanto, pacientes com alteração glicêmica apresentaram maior razão de chance para mortalidade.

  • SHIRLEY VERÔNICA MELO ALMEIDA LIMA
  • Epidemiologia da tuberculose em Sergipe: uma análise multifacetada.
  • Orientador : MARCO ANTONIO PRADO NUNES
  • Data: 22/05/2020
  • Tese
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  • A tuberculose é uma doença infecciosa conhecida mundialmente por seus fatores de vulnerabilidade, magnitude e transcendência. É considerada como um problema de saúde mundial. O Brasil tem apresentado declínio contínuo da tuberculose por uma década e meia, porém ainda é considerado um país endêmico da doença. Em Sergipe, o número de casos de tuberculose tem aumentado. A tese propôs analisar o perfil epidemiológico, espacial e temporal da tuberculose em Sergipe entre o período de 2001 a 2018. Trata-se de um estudo epidemiológico de caráter ecológico, temporal, com abordagens individuais, coletivas e espaciais considerando os Determinantes Sociais da Saúde. Foram utilizados bancos de dados oficiais do sistema de saúde brasileiro para os casos de morbidade e mortalidade da tuberculose. Os dados espaciais e sociodemográficos foram obtidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. As análises estatísticas compuseram modelos de regressão logística bivariada e multivariada, modelo de regressão hierárquico, análises de tendência e espaciais e a confecção de um nomograma de risco. Os achados evidenciaram que há uma tendência crescente nos casos de tuberculose em menores de 20 anos e entre 20-39 anos, especialmente para o sexo masculino. A cura apresentou tendência decrescente. O abandono do tratamento representou 18,21% entre os diagnosticados por tuberculose e o maior percentual de abandono foi em pessoas do sexo masculino (20%), raça/cor preta (20,3%), pessoas entre 20 – 39 anos (21,8%), com 4 a 7 anos de estudo (23,6%), reingresso após abandono prévio (58,1%), com Aids (42,3%), transtorno mental (36.8%), uso de álcool (31%), drogas ilícitas ( 39,3%), tabagista (26,5%) e população em situação de rua (55,4%). A análise preditiva mostrou que características sociodemográficas, comportamentais e epidemiológicas apresentam mais chances de abandonar o tratamento. Os indivíduos que vivem em municípios com alto IDH (OR:1,91) e alta desigualdade de renda (OR:1,81) tem chances maiores de não finalizar o tratamento. Observou-se dependência espacial quanto a taxa de incidência em quase todo território sergipano. A autocorrelação espacial mostrou clusters na região Sudeste e Norte do estado. Os óbitos por tuberculose apresentaram maior proporção entre o sexo masculino, a raça/cor parda, a faixa etária entre quarenta e cinquenta e nove anos e baixa escolaridade. A regressão logística multivariada identificou a taxa média de incidência por tuberculose (ORa: 1,06), a proporção de testagem de HIV (ORa: 7,10), pessoas sem ensino fundamental e ocupação informal (ORa: 1,26) e pessoas vivendo em domicílios urbanos sem a coleta de lixo (ORa: 0,10) como determinantes associados a municípios com maiores taxas de mortalidade por TB com curva ROC: 84% (p-valor <0,000). Conclui-se que o acesso aos serviços de saúde, a urbanização acelerada com grandes bolsões de pobreza e as condições de moradias insalubres mantem a epidemia da TB no Brasil e em Sergipe, corroborando tendências globais. A tese reconhece áreas de risco e grupo prioritários para subsidiar o planejamento em saúde, refinar o foco da atenção e fornecer evidências quanto à epidemiologia espacial e temporal da tuberculose em Sergipe.

  • MARTHA DÉBORA LIRA TENÓRIO
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE ATOPIA E HANSENÍASE
  • Orientador : AMELIA MARIA RIBEIRO DE JESUS
  • Data: 22/04/2020
  • Dissertação
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  • Hanseníase é uma doença infectocontagiosa, de evolução crônica, causada pela Mycobacterium leprae, que acomete principalmente a pele e os nervos periféricos. A doença ainda é importante problema de saúde pública no Brasil. Apenas uma minoria de indivíduos infectados adoece, sendo possível que fatores ambientais ou individuais sejam determinantes neste processo. A apresentação clínica da hanseníase está relacionada aos diferentes perfis de resposta imunológica apresentado pelo paciente, sendo a proteção e as formas clínicas menos graves da hanseníase dependentes das respostas Th1 e Th17. Atopia é uma desordem imunológica, de caráter hereditário, onde o indivíduo apresenta predisposição para resposta predominantemente Th2 e produção de anticorpos IgE em resposta a pequenas quantidades de proteínas ambientais. Rinite alérgica, asma e dermatite atópica são doenças atópicas. Existe uma regulação negativa entre as respostas Th1 e Th2. Desta forma, é possível que a atopia, na qual o indivíduo tem uma resposta Th2 exacerbada, exerça algum efeito inibidor da resposta imune a agentes infecciosos por agentes intracelulares. Poucos trabalhos relacionam atopia e hanseníase. O objetivo deste estudo foi verificar a associação entre atopia e doenças atópicas com hanseníase. Nossa amostra é composta por um grupo de pacientes de hanseníase (n=333) e um grupo de contactantes (n=93) destes pacientes. Trata-se de um estudo de série de casos com grupo controle. Foi aplicado um questionário para coleta de dados clínicos e epidemiológicos, que inclui o questionário ISAAC. O ISAAC é um instrumento padronizado, efetivo e validado em vários países do mundo para o diagnóstico de doenças atópicas em estudos epidemiológicos. O diagnóstico das doenças atópicas foi definido através do resultado do ISAAC. Neste estudo foi encontrado associação entre atopia e hanseníase, tendo como resultado principal o aumento linear significativo da ocorrência de hanseníase com o aumento do número de doenças atópicas (p = 0,017). O resultado do nosso estudo deve despertar nos médicos a investigação de hanseníase nos pacientes com associação de doenças atópicas com epidemiologia positiva. Este conhecimento contribui para o diagnóstico e tratamento precoces destes pacientes, além de um maior entendimento da interação destas doenças.

  • ARYELLA DE MEDEIROS CHAVES ROCHA DUTRA
  • FATORES DE RISCO PARA PSEUDOMONAS AERUGINOSA RESISTENTES A CARBAPENÊMICOS NUM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
  • Orientador : ANGELA MARIA DA SILVA
  • Data: 20/03/2020
  • Dissertação
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  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresenta a Pseudomonas aeruginosa resistente a carbapenêmicos (CRPA) como patógeno de prioridade crítica para o desenvolvimento de novos antibióticos, devido ao impacto dessa resistência na saúde pública. O aumento da prevalência dessa bactéria no âmbito hospitalar na América Latina está relacionado a fatores de risco, dentre eles: uso prévio de antimicrobianos, uso de dispositivos médicos invasivos, internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), patologia de base, características clínicas do paciente e permanência hospitalar. Dessa forma, a identificação desses fatores de risco pode contribuir com o controle da resistência microbiana. Objetivo. Identificar a associação entre os fatores de riscos clínicos, terapêuticos e sociodemográficos e o desenvolvimento de resistência da Pseudomonas aeruginosa a carbapenêmicos em um hospital universitário. Metodologia. Foi realizado um estudo de caso controle de abordagem quantitativa, com coleta de dados a partir dos prontuários e dos formulários de busca ativa do Serviço de Controle de Infecção Relacionado à Assistência à Saúde (SCIRAS). Para avaliação da probabilidade das variáveis como possíveis fatores de risco em relação à resistência a carbapenêmicos, utilizou-se o Odds Ratio (Razão de chances), bem como o teste Exato de Fisher, para avaliação das distribuições entre as variáveis em relação a sensibilidade a carbapenêmicos. Os testes estatísticos foram realizados considerando p<0,05. Resultados. Foram obtidas 91 culturas positivas para análise da resistência das P.aeruginosa e, dessas, 47 culturas para análise dos fatores de risco, considerando a primeira cultura positiva para esse microrganismo. Os fatores que refletiram em maiores chances no desenvolvimento de resistência a carbapenêmicos foram: traqueóstomo (TQT) (OR: 6,050, Intervalo de Confiança [IC]: 1,542 - 23,735); internamento no setor de Pneumologia (OR: 5,882, IC: 0,604 – 57,296); uso de aminoglicosídeos e colistina (OR: 4,167, IC: 0,400 – 43,379); internamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (OR: 3,818, IC: 1,043 – 13,981); uso de ventilação mecânica (OR: 3,521, IC: 0,952 – 13,026); sexo masculino (OR: 2,727, IC: 0,825 – 9,011); e o uso de carbapenêmicos (OR: 2,600, IC: 0,796 – 8,488). Os pacientes acometidos por P.aeruginosa resistente a carbapenêmicos (CRPA) apresentaram quase quatro vezes mais chances de evoluir a óbito (OR=3,667, IC:1,049 – 12,814). Ademais, esse patógeno apresentou maior resistência à cefalosporina de quarta geração e não foi identificada resistência à colistina. Conclusões. Este estudo mostra que o uso prévio de TQT é o principal fator de risco para o desenvolvimento da CRPA e identifica possíveis fatores que refletiram em maiores chances para resistência a carbapenêmicos em um hospital de ensino.

  • LORRANNY SANTANA RODRIGUES
  • CARACTERIZAÇÃO IMUNOFENOTÍPICA DE LINFÓCITOS T EM PACIENTES COM LEISHMANIOSE VISCERAL
  • Orientador : CRISTIANE BANI CORREA
  • Data: 03/03/2020
  • Dissertação
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  • A Leishmaniose visceral (LV) é uma doença causada pelo protozoário do gênero Leishmania, se diagnosticada incorretamente e não tratada precocemente pode levar à morte. O estabelecimento da forma clínica da LV está intimamente associado à resposta imunológica desencadeada no hospedeiro. A imunidade adaptativa e a modulação do perfil de células T é crucial para o desenvolvimento de uma resposta imune eficiente contra o parasito. A qualidade da resposta de células T CD4 e TCD8 é baseada na sua capacidade efetora e de memória e está relacionada principalmente com a produção de três citocinas: IFN-γ, IL- 2 e TNF-α. O objetivo do presente estudo foi avaliar a funcionalidade das células T envolvidas na supressão da resposta imune de pacientes com LV e na restauração dessa resposta durante e após o tratamento. Células mononucleares do sangue periférico de pacientes com LV e controles saudáveis ​​foram cultivados e estimulados in vitro com Antígeno de Leishmania Solúvel (SLA) por 18 horas e marcados com anticorpos de superfície: CD3, CD4, CD8, CCR7 e CD45RA e anticorpos intracelulares: IFN-γ, TNF-α, IL-2. As amostras foram adquiridas no citômetro de fluxo BD FACS Canto II e analisadas no programa Flowjo®. Dessa análise observamos algumas populações de células T CD4 e CD8 funcionais durante o tratamento. Células T CD4 produtoras de IL-2 e TNF foram evidentes no início do tratamento, enquanto que as T CD4 produtoras de IFN-γ e TNF-α mantiveram-se altas ao longo do tratamento (D0 a D180). Células T CD4 multifuncionais produtoras de IL-2, TNF-α e IFN-γ foi observada no final do tratamento. Já as células TCD8 produtoras de IL2 e TNF foi evidente com 21 dias após o tratamento e células produtoras de IL-2 e IFN, 30 dias após o tratamento. Células T CD8 multifuncionais que expressam IL-2, TNF-α e IFN-γ foram evidentes 60 e 90 dias após tratamento. O aparecimento das subpopulações de células funcionais pode estar relacionado a uma resposta mais efetora e de memória de linfócito T CD4 e CD8 durante o tratamento dos pacientes com LV. A presença das células funcionais pode estar associada a melhora da reposta do paciente durante o tratamento.

  • CAÍQUE JORDAN NUNES RIBEIRO
  • Análise dos padrões espaciais, temporais e espaço-temporais da leishmaniose visceral e sua associação com a vulnerabilidade social no nordeste brasileiro.
  • Orientador : TATIANA RODRIGUES DE MOURA
  • Data: 03/03/2020
  • Tese
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  • Introdução: a leishmaniose visceral (LV) é uma doença tropical negligenciada potencialmente fatal se não tratada oportunamente, que tem sido associada a iniquidades sociais e condições de vida inadequadas. Apesar de sua ampla transmissão no Brasil, a região nordeste é responsável pelos maiores indicadores de morbimortalidade do país. Essa região é constituída por municípios com alta vulnerabilidade social. Objetivo: analisar os padrões espaciais, temporais e espaço-temporais da LV e sua associação com a vulnerabilidade social nos municípios do nordeste brasileiro. Método: estudo ecológico, de série temporal, com técnicas de análise espacial, utilizando todos os casos confirmados de LV nos 1.794 municípios do nordeste do Brasil, de 2000 a 2017. As taxas de incidência foram padronizadas e suavizadas pelo método bayesiano empírico local. As tendências temporais foram analisadas por regressão linear segmentada. O Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) foi utilizado como variável independente e representou uma medida de vulnerabilidade social da região. Para análise espacial, foram utilizados os Índices de Moran Global (I) e Local (LISA) univariados. A estatística de varredura espaço-temporal foi utilizada para identificação de aglomerados espaço-temporais de alto risco para LV. O teste de correlação de Spearman e as análises bivariadas I e LISA foram executados para examinar a associação entre a incidência de LV e IVS. Resultados: um total de 36.498 casos confirmados de LV foram incluídos, dos quais 28,86% foram provenientes do Maranhão. A incidência anual manteve-se estável e variou de 4,84-3,52 casos/100.000 habitantes (APC: -1,22; IC95%: -2,5-0,1). Os casos foram mais prevalentes entre homens (62,71%), crianças e adolescentes (63,27%), não brancos (69,75%), residentes em área urbana (62,58%), com baixa escolaridade (27,01%), que evoluíram para a cura (71,15%). Foram observadas tendências crescentes de novos casos entre homens (APC: 1,4; IC95%: 0,8-2,0) e indivíduos com idade ≥40 anos. Houve expansão territorial da doença entre os anos 2010 a 2017 (APC: 3,6; IC95%: 1,0-6,4), com aumento da proporção de municípios com transmissão, espacialmente nos estados do Maranhão e Ceará. Tendências crescentes foram observadas na incidência bruta da população geral no Ceará (AAPC: 5,5; IC95%: 0,2-10,9), na porcentagem de casos de coinfecção (AAPC: 17,3; IC95%: 11,3-23,7) e letalidade (APC: 3,9; IC95%: 3,0-4,9). A incidência de LV apresentou significativa dependência espacial (I = 0.338; p = 0.001). Aglomerações espaciais e espaço-temporais foram identificadas nas sub-regiões sertão e meio-norte, coincidindo com áreas de alta vulnerabilidade social. Os aglomerados espaciais de alto risco compreenderam 269 municípios. O aglomerado espaço-temporal primário ocorreu no período de 2000 a 2008 e foi composto por 465 municípios de cinco estados (RR = 3,35; p < 0,001). Houve correlação positiva (Rho = 0,078; p < 0,01) e autocorrelação espacial positiva (I = 0,1; p = 0,001) entre a ocorrência de LV e a vulnerabilidade social. Conclusão: LV é um problema persistente na região nordeste brasileira e possui associação com a vulnerabilidade social. A aglomeração espaço-temporal de casos de LV em municípios socialmente vulneráveis ensejam políticas públicas de vigilância e controle intersetoriais que foquem na redução da desigualdade e melhoria das condições de vida da população.

  • RAQUEL OLIVEIRA PEREIRA
  • EFEITO ANTIOXIDANTE E ANTIADIPOGÊNICO DO EXTRATO AQUOSO DE ALECRIM (Rosmarinus officinalis L.) EM CÉLULAS HEPG2 E 3T3-L1
  • Orientador : ANA MARA DE OLIVEIRA E SILVA
  • Data: 27/02/2020
  • Dissertação
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  • A espécie Rosmarinus officinalis L., também conhecida como alecrim, é uma erva aromática caracterizada como uma fonte promissora de compostos fenólicos. Dentre os efeitos biológicos conhecidos, destacam-se: atividade antioxidante, anti-inflamatória e melhora do perfil lipídico. Contudo, poucos estudos na literatura avaliaram os efeitos do extrato aquoso do alecrim (EAA), que apresenta como componentes principais o ácido rosmarínico e a apigenina, diferentemente dos extratos mais apolares já estudados. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo foi avaliar a participação dos compostos bioativos do EAA na prevenção de alterações do metabolismo lipídico, estresse oxidativo e inflamação em cultura de hepatócitos (HepG2) e adipócitos (3T3-L1). Para isso, células HepG2 foram expostas à diferentes concentrações de EAA (5-2000 µg/mL) na presença ou ausência do ácido palmítico, para avaliação da viabilidade celular, determinação de espécies reativas de oxigênio (EROS) e determinação da incorporação de lipídios. Células 3T3-L1 também foram submetidas ao ensaio de viabilidade celular após incubação durante 48 horas. Essas células foram estimuladas a se diferenciarem em adipócitos maduros, na presença ou ausência do EAA. Após 7 dias de diferenciação, células 3T3-L1 foram submetidas as mesmas determinações empregadas para os ensaios com as células HepG2. A análise estatística foi realizada pela análise de variância (ANOVA) seguida do teste de Tukey, adotando diferenças estatisticamente significativas (p<0,05) entre as médias. Os resultados mostram que o EAA não alterou a viabilidade celular em células HepG2 quando comparado ao controle, bem como a presença do ácido palmítico não alterou essa condição. Entretanto, uma redução da viabilidade foi observada na linhagem 3T3-L1 quando exposta ao EAA em todas as concentrações. No entanto, a dose de 5μg/mL não apresentou citotoxicidade. Foi observado também uma redução na produção de EROS em células HepG2 expostas ao ácido palmítico e tratadas com o EAA (p<0,05). Essa redução também aconteceu em células 3T3-L1 diferenciadas (p<0,05), mas a redução das EROS não alterou a incorporação de lipídios nos hepatócitos. Em contrapartida, foi observada uma atividade inibitória na dose de 10μg/mL do EAA na diferenciação das células 3T3-L1 (p<0,05), quantificada através de uma menor presença de gotículas lipídicas nessas células. Os principais achados desse estudo mostram que o EAA foi capaz de alterar o estado redox em cultura de HepG2 e 3T3-L1, bem como inibiu, a diferenciação de pré-adipócitos 3T3-L1 em adipócitos maduros. Essa atividade pode estar associada a uma menor disponibilidade de EROS e menor ativação de vias de adipogênese. Contudo, o mecanismo de redução de estresse oxidativo observado nas células HepG2 não está associado a uma redução na incorporação de lipídios nas HepG2, portanto outras vias precisam investigadas.

  • HYDER ARAGÃO DE MELO
  • Avaliação da circulação cerebral em filhos saudáveis de pais hipertensos primários.
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 21/02/2020
  • Tese
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  • A hipertensão arterial primária (HAP) ainda não tem sua fisiopatogeniaesclarecida, ainda que seja grave problema de saúde pública mundial. Asprincipais teorias envolvidas versam sobre ações do sistema nervosoautonômico, hereditariedade, hipóxia persistente em áreas de tronco cerebral.Nosso objetivo foi avaliar diferenças na hemodinâmica cerebral entre filhos depais hipertensos primários e filhos de normotensos. Os voluntários tinham idadeentre 18 e 30 anos, de ambos os sexos, sendo monitorado o fluxo da artériacerebral média e pressão arterial batimento-abatimento. Seguindo-se a repousode 10 minutos, houve inclinação rápida para 80º e registrados mais dez minutos.Os dados foram analisados em valores absolutos e processados para análisesde transferência e simbólica. As variáveis utilizadas foram velocidades de fluxo(sistólica, diastólica e média), pressões (sistólica, diastólica e média), índice depulsatilidade, ganho, fase, coerência (providas pela análise de transferência parapressão arterial média/velocidade média e índice de pulsatilidade/velocidademédia), intervalo entre batimentos cardíacos e valores de análise simbólica.Encontramos que os filhos de pais hipertensos (Grupo HT) se diferencia docontrole por apresentar depreciação de acoplamento entre Pressão Arterial eVelocidade Média, o que é descrito em fases avançadas da doença hipertensiva.Já o acoplamento entre índice de pulsatilidade e velocidade média foisemelhante entre os dois grupos. A análise simbólica não demonstroupredomínio simpático precoce, como descrito em indivíduos hipertensos. Oconjunto de achados sugere que o acoplamento entre pressão arterial evelocidade média é sinal mais precoce que a alteração autonômica, ocorrendoantes do surgimento da elevação pressórica. A possível confirmação futuradesses dados poderá trazer um novo marcador para o acompanhamentoprecoce de distúrbios induzidos pela hipertensão arterial primária.

  • BIANCA MOTA DOS SANTOS
  • Expansão rápida da maxila com ancoragem esquelética no indivíduo com fissura palatina por meio do método de elementos finitos.
  • Orientador : LUIZ CARLOS FERREIRA DA SILVA
  • Data: 21/02/2020
  • Tese
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  • Introdução: Com o intuito de alcançar a disjunção maxilar na adolescência tardia, diferentes disjuntores com ancoragem esquelética foram desenvolvidos e testados no indivíduo não portador de fissura transforame incisivo unilateral (FTIU). Para que esta torne-se uma alternativa clinicamente viável é necessário conhecer os efeitos (tensão e deslocamento) desses dispositivos no complexo craniofacial do adolescente tardio portador de FTIU. Proposição: Analisar a distribuição da tensão e do deslocamento gerados nas interfaces frontal-maxila, nasal-maxila, zigomático-maxila e etmoide-maxila, pela expansão rápida da maxila (ERM) sob diferentes condições de ancoragem esquelética, em indivíduo na adolescência tardia e portador de FTIU. Metodologia: A tomografia computadorizada de feixe cônico do crânio de um paciente com 17 anos e 11 meses portador de FTIU foi utilizada para gerar o modelo tridimensional de elementos finitos do complexo nasomaxilar. O parafuso expansor e mini-implante (MI) tiveram a superfície escaneada e sete modelos tridimensionais de dispositivos expansores com ancoragem esquelética foram construídos. A diferença entre eles encontra-se no número de MI e dentes envolvidos na ancoragem, sendo definidos da seguinte forma: D1 - dois MI; D2 - quatro MI; D3 - dois MI e primeiros molares (1MA); D4 - quatro MI e 1MA; D5 - dois MI e primeiro pré-molares (1PMA); D6 - quatro MI e 1PMA; D7 - quatro MI, 1PMA e 1MA. O modelo de cada dispositivo foi ajustado no palato. Um deslocamento de 0,25 milímetros foi aplicado no parafuso simulando a situação clínica da ERM. O padrão de distribuição tridimensional da tensão e deslocamento foi então analisado por meio do método de elementos finitos. Resultados: O aumento na tensão foi proporcional ao deslocamento gerado pelo dispositivo ancorado em MI. Assim, D2 foi o dispositivo que gerou maiores tensões e deslocamentos, sendo seguido por D4 e D6, D1, D3, D5 e D7. Conclusões: Quanto maior o número de MI e menor o número de dentes envolvidos na ancoragem, maiores foram as tensões e deslocamentos alcançados; maiores deslocamentos dentário e esquelético ocorreram no lado portador da fissura alveolar; independente do dispositivo analisado, os maiores deslocamentos ocorreram no plano látero-lateral, seguido pelo crânio-caudal e o anteroposterior e a interface zigomático-maxilar apresentou as maiores tensões.

  • MONIQUE CARLA DA SILVA REIS
  • Papéis ocupacionais e aspectos psicossociais de mães de crianças com Síndrome Congênita do Zika vírus.
  • Orientador : PAULO RICARDO SAQUETE MARTINS FILHO
  • Data: 21/02/2020
  • Tese
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  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a microcefalia como a medida do perímetro cefálico (PC) menor que dois (-2) desvios-padrões abaixo da média específica para o sexo e idade gestacional, sendo considerado um sinal clínico e não uma doença. Em 2015, um aumento do número de casos de microcefalia foi notificado, a maioria na região Nordeste, sendo associado ao Zika Vírus (ZIKV) e confirmado através do empenho de laboratórios de diversas instituições, ampliando o acrônimo STORCH (S - sífilis; TO – toxoplasmose; R – rubéola; C – citomegalovirose; H – herpes simples) com o vírus Zika (Z) – STORCH+ZIKV. A infecção foi denominada de Síndrome Congênita do Zika (SCZ), caracterizada por um espectro de alterações que inclui além da microcefalia, deficiência visual e auditiva, epilepsia, comprometimento neuromotor e cognitivo. A epidemia teve repercussão mundial, causando medo e insegurança às mulheres em idade reprodutiva e é provável que a sua magnitude tenha tido uma grande relação com os determinantes sociais, como a desigualdade social e a ausência de saneamento básico. Tendo em vista que o nascimento de uma criança com limitações leva a mudanças significativas no cotidiano das mães, o objetivo do estudo foi analisar as mudanças nos papéis ocupacionais e suas consequências na saúde mental de mães de crianças com SCZ, assim como avaliar os níveis de preocupação entre mulheres em idade reprodutiva com um possível novo surto, determinando o quanto isso afetou a intenção de uma futura gestação. Os dois estudos foram de corte transversal, o primeiro realizado em quatro centros de reabilitação do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado de Alagoas, e o segundo contou com amostras dos estados de Alagoas e Sergipe e envolveu Unidades Básicas de Saúde (UBS). Diante da amostra analisada no primeiro estudo, a maioria das mães (N=40) relatou perda de seus papéis ocupacionais após o nascimento da criança. Os papéis mais afetados foram o de estudante (-77,8%), trabalhador remunerado (-76,5%), voluntário (-75,0%), amigo (-39,4%) e hobby (-35,3%), enquanto aumentava seu papel como cuidador (+ 44,4%) e participação nas organizações (+ 150,0%). Quanto a saúde mental, avaliada através da versão brasileira do Self-Reporting Questionnaire (SRQ-20), vinte e três (57,5%) mães apresentaram sintomas positivos para Transtornos Mentais Comuns (TMC). A análise de regressão logística mostrou associação significativa entre TMC e perda do trabalho remunerado após o nascimento da criança (p = 0,026). Já no segundo estudo, 123 mulheres foram entrevistadas, sendo 33 mães de crianças com SCZ e 90 mães de crianças saudáveis. Os resultados mostraram que os níveis de preocupação sobre um possível novo surto de ZIKV foram maiores entre as mães que tinham filhos com ZIKV do que entre as mães de crianças saudáveis (p = 0,016). Em ambos os grupos, obteve-se diminuição da intenção de uma gravidez futura devido ao medo da infecção por ZIKV. Os resultados desta pesquisa demostraram a necessidade de pensar a epidemia do ZIKV além das sequelas da criança, considerando que as suas mães sofrem com as consequências de reduzir os seus papéis ocupacionais, passando a maior parte do tempo cuidando e acompanhando o seu filho nas terapias, impossibilitando-as de ter um trabalho remunerado, afetando a sua saúde mental. Além disso, a repercussão da epidemia afetou a decisão de ter uma nova gestação, tanto entre mães de crianças sadias como em mães de crianças afetadas pela SCZ.

  • CAROLINA SANTOS SOUZA TAVARES
  • QUALIDADE DE VIDA, SINTOMAS DEPRESSIVOS, ANSIEDADE E FUNÇÃO SEXUAL EM MÃES DE RECÉM-NASCIDOS COM SÍFILIS CONGÊNITA.
  • Orientador : PAULO RICARDO SAQUETE MARTINS FILHO
  • Data: 21/02/2020
  • Dissertação
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  • A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pelo Treponema pallidumpodendo ser transmitida por via sexual ou vertical. A transmissão vertical ocorre quandoa mãe se encontra com infecção ativa e em qualquer fase clínica da doença, seja durantea passagem do bebê pelo canal do parto ou via transplacentária. A incidência de sífiliscongênita é considerada um importante indicador de qualidade do sistema de saúdepública. Além da necessidade de internamento e dos sintomas associados à doença, atransmissão vertical da sífilis pode acarretar altos níveis de ansiedade, sintomasdepressivos e pobre qualidade de vida nas mães de recém-nascidos com sífilis congênita.O objetivo do estudo foi avaliar a qualidade de vida, sintomas depressivos, ansiedade efunção sexual em mães de recém-nascidos diagnosticados com sífilis congênita.Métodos: Trata-se de um estudo transversal com amostra de conveniência realizado commães de recém-nascidos hígidos e mães de recém-nascidos diagnosticados com sífiliscongênita. Foram incluídas 126 mães (63 em cada grupo) maiores de 18 anos admitidasna maternidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019. As entrevistas foramrealizadas nas primeiras 48 horas do pós-parto e três meses após o nascimento da criança.Foi utilizado um questionário de caracterização da amostra, WHOQoL-BREF, Inventáriode Depressão de Beck, Inventário de Ansiedade Estado-Traço de Spielberger e Índice deFunção Sexual Feminina. As variáveis categóricas foram comparadas através do teste deQui-quadrado. As variáveis contínuas foram avaliadas pelo teste de Mann-Whitney paraamostras independentes. As diferenças entre os escores de qualidade de vida, sintomasdepressivos, ansiedade e função sexual nos dois momentos de avaliação foram realizadospelo teste de Wilcoxon, com nível de significância de 5%. Resultados: A maioria dasmães em ambos os grupos eram jovens (mediana de 23 anos de idade), com mais de noveanos de escolaridade (> 60%) e relações conjugais estáveis (> 70%). Durante o períodointra-hospitalar, as mães de recém-nascidos com sífilis congênita apresentaram menoresescores de qualidade de vida global do que as mães de recém-nascidos hígidos(p<0.0001), maiores níveis de ansiedade-estado (p<0.0001) e sintomas depressivos(p<0.0001). Não houve diferença na função sexual entre os grupos. Três meses após a primeira avaliação, as mães de recém-nascidos com sífilis congênita apesentaram maioresescores de sintomas depressivos (p=0.021) e baixa função sexual global (p=0.041) emcomparação com as mães de recém-nascidos hígidos. Conclusão: Mães de recémnascidos com sífilis congênita apresentam nos três primeiros meses após o nascimentodas crianças pior saúde mental e baixa função sexual em comparação às mães dos RNshígidos.

  • ALINE SILVA BARRETO
  • Avaliação da resposta imune aos epítopos preditos sintéticos da Nucleosídeo hidrolase (NH36), candidatos à uma vacina humana para leishmaniose visceral.
  • Orientador : ROQUE PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 20/02/2020
  • Tese
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  • A leismaniose visceral (LV) é uma doença parasitária que apresenta elevada taxa de letalidade quando não tratada, sendo ocasionada por parasitas pertencentes ao complexo Leishmania donovani. Estudos de caracterização molecular têm demonstrado que Leishmania ssp. possuem uma nucleosídeo hidrolase conservada em seu genoma, denominada NH36. Essa proteína está relacionada com os estágios iniciais da infecção, tais como a replicação e desenvolvimento do parasito. Estudos recentes utilizando antígenos provenientes da NH36, demonstraram in vivo e in vitro que a imunização com esses antígenos sugerem o desenvolvimento de uma resposta imunológica protetora mediada por células TCD4+ IL-2+TNF-α+ IFN-Ƴ+. No entanto, o mapeamento de epítopos desta proteína que induzem uma resposta mais potente é importante para produzir uma vacina com menor custo e que possa ser produzida em larga escala e com maior estabilidade, requisito desejado para uma vacina. O objetivo desta pesquisa foi avaliar in vitro o papel protetor de epítopos sintéticos da nucleosídeo hidrolase de Leishmania donovani (NH36) na leishmaniose visceral humana. Para isso, as células mononucleares de sangue periférico (PBMC) de pacientes curados de leishmaniose visceral- D180 (n=10), controles sadios (n=10) e indivíduos assintomáticos - DTH+ (n=10) foram estimuladas com os epítopos da nucleosídeo hidrolase (NH36) de Leishmania donovani e com SLA e incubadas por 18 horas para análise por citometria de fluxo utilizando marcadores para linfócitos TCD3+, TCD4+ e TCD8+ e para as citocinas intracelulares IL-2, TNF-α e IFN-γ, bem como marcadores de células virgens (CD45RA+CCR7+) e de memória efetora e central. Foi ainda realizado dosagem de citocinas utilizando o Kit comercial (HTH17MAG-14K-Millipore). Os dados obtidos foram representados por mediana ± erro padrão e para a análise estatística foi utilizado o teste Mann-Whitney e o software GraphPad Prism versão 6.0. Foi observado que os epítopos sintéticos da NH36 induziram um elevado percentual de citocinas pro-inflamatórias IL-2, TNF-α e INF-γ, bem como a produção simultânea dessas três citocinas por linfócitos TCD4+ e TCD8+, denominados linfócitos T multifuncionais. Os indivíduos assintomáticos são os respondem melhor para os epítopos da NH36, onde os epítopos 3-2018, 7-2018, 9-2018, 11-2018 e 15-2018 foram os que induziram um maior percentual de linfócitos T CD4+ e CD8+ multifuncionais que produzem de forma simultânea IL-2+TNF-α+IFN-γ+ e potencializam a resposta imunológica, com capacidade de gerar memória. O que indica que têm potencial para o desenvolvimento de uma candidata a vacina contra a Leishmaniose Visceral, auxiliando no controle da doença e beneficiando as populações das áreas onde a doença é endêmica.

  • MARCO AURÉLIO DE OLIVEIRA GÓES
  • DIAGNÓSTICO TARDIO DA INFECÇÃO PELO HIV: ANÁLISE TEMPORAL E ESPACIAL DOS CASOS E ÓBITOS POR AIDS EM SERGIPE
  • Orientador : MARCO ANTONIO PRADO NUNES
  • Data: 20/02/2020
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  • A infecção pelo HIV/Aids é preocupação mundial. A utilização da terapia antirretroviral combinada de alta potência tem mudado substancialmente o prognóstico das PVHA no mundo. O diagnóstico tardio e o atraso no início do tratamento antirretroviral trazem consequências individuais, com um pior prognóstico, e para a comunidade pelo maior risco de transmissão tanto pelo desconhecimento da situação sorológica como pela falta de controle da carga viral plasmática pelo não uso da terapêutica. Objetivo: O objetivo do estudo foi analisar a dinâmica temporal e espaço-temporal dos casos de aids em uma região do nordeste do Brasil entre os anos de 2007 e 2018. Método: Trata-se de um estudo ecológico, com técnicas de análise de serie temporal e de análise temporo-espacial, utilizando todos os casos residentes de aids e todos os óbitos por aids nos 75 municípios do estado de Sergipe, de 2007 a 2018. Foram utilizados dados do Sistema de Notificação de Agravos (SINAN) e o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). As taxas de detecção de aids foram suavizadas pelo método bayesiano empírico local. As tendências temporais foram analisadas por regressão linear. Para a construção dos mapas, foi utilizada a base cartográfica do estado de Sergipe, obtida no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados georreferenciados foram analisados usando o software TerraView 4.2.2 (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e o QGis 2.18.2 (Fundação Geoespacial de Código Aberto). As análises espaciais incluíram o modelo empírico bayesiano e os índices Moran globais e locais. Para análise de varredura espaço-temporal foi utilizado o SaTScan™ 9.6. As análises de tendência temporal foram realizadas pelo software Joinpoint Regression, Versão 4.5.0.1, com as variáveis sexo, faixa etária, categoria de exposição. Resultados: No período analisado ocorreram 3423 casos e 969 óbitos por Aids, com taxa de detecção média de Aids de 13,31 casos por 100 mil habitantes e de mortalidade de 3,77 óbitos por 100 mil habitantes. A taxa de detecção de Aids apresentou tendências variáveis a depender do grupo avaliado, apresentando tendência de aumento na população em geral (APPC = 2,8%), principalmente à custa do aumento no sexo masculino (APPC = 4,5%). A taxa de mortalidade por aids também apresentou no período uma tendência crescente (APPC=2,9%). Na capital (APPC = 3,1%) a tendência crescente da detecção de casos foi maior do que no interior (APPC = 1,6%). Destaca-se a tendência crescente da categoria de exposição HSH (APC =2,4%), destacando-se o crescimento dessa categoria entre as pessoas de até 29 anos (APC=5,2%). Houve ampla distribuição espacial dos casos e óbitos por Aids, e estatística de varredura identificou aglomerado espaço-temporais estatisticamente significativos tanto de detecção como de mortalidade por aids. Conclusão: A identificação de áreas de risco e grupos prioritários pode ajudar no planejamento da saúde, aprimorando o foco da atenção ao controle da infecção pelo HIV/aids. O estudo identificou tendências crescentes dos casos e óbitos por Aids, revelando que a epidemia continua ativa e em expansão no estado de Sergipe, principalmente em homens jovens. Apesar do predomínio na região metropolitana, observa-se um espalhamento nas taxas de detecção da doença e de sua mortalidade

  • HEITOR GOMES DE ARAUJO FILHO
  • D-LIMONENO E ÁLCOOL PERÍLICO ACELERAM A REGENERAÇÃO E ATENUAM A DOR NEUROPÁTICA APÓS LESÃO DE NERVO PERIFÉRICO
  • Orientador : JULLYANA DE SOUZA SIQUEIRA QUINTANS
  • Data: 20/02/2020
  • Tese
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  • A lesão do nervo periférico é comum e afeta indivíduos de todas as esferas da vida. Muitos desses pacientes apresentam recuperação incompleta, com a consequente incapacidade resultando em custos sociais e pessoais substanciais. O direcionamento de etapas específicas nas vias moleculares pode permitir o aprimoramento farmacológico da regeneração, potencialmente levando a uma melhor recuperação funcional após a lesão. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade regenerativa de d-limoneno (LIM) e álcool perílico (POH) em um modelo animal de lesão por esmagamento do nervo ciático. Utilizaram-se camundongos machos e, para indução da lesão, o nervo ciático direito dos animais foi esmagado com pinça hemostática não serrilhada. Os animais foram tratados diariamente por 28 dias e, durante esse período, foram avaliados quanto à hiperalgesia mecânica (usando um analgesiômetro), participação de astrócitos por imunofluorescência para GFAP (proteína glial fibrilar ácida) e ELISA para quantificar IL-1β e TNF-α na medula espinhal. Além disso, foi realizada análise de western blot das seguintes proteínas: GFAP, GAP-43, NGF e ERK. Para análise do déficit motor, foram realizados testes para avaliar a força muscular e as pegadas das patas traseiras através da marcha (SFI). POH e LIM aceleraram o processo regenerativo quando comparado ao controle; no entanto, a POH foi mais eficaz, particularmente entre a segunda e a terceira semana após a lesão do nervo, aumentando o GAP-43, o NGF e o imunoconteúdo fosforilado da ERK, reduzindo a hiperalgesia e a astrocitose subsequente e melhorando os déficits motores.

  • LAÍS LIMA DE OLIVEIRA
  • “Efeitos da testosterona na função efetora de macrófagos humanos no modelo da infecção in vitro por Leishmania amazonensis”.
  • Orientador : AMELIA MARIA RIBEIRO DE JESUS
  • Data: 20/02/2020
  • Dissertação
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  • A interação imuno-endócrina tem sido largamente estudada diante da demonstração da influência de hormônios e seus receptores celulares na resposta imune inata e adaptativa. Sendo assim, o interesse em estudos que avaliam a interação do hospedeiro com patógenos, principalmente causadas por agentes intracelulares, e da interferência hormonal na resposta imune é relevante, pois explicaria o dimorfismo de resposta entre os sexos já observado em diversas doenças. Assim, visando estudar o efeito de hormônios nos mecanismos microbicidas do sistema imune, o objetivo deste estudo consistiu em compreender a influência da testosterona na função efetora de macrófagos humanos, utilizando como modelo a infecção por Leishmania in vitro. Foram coletadas amostras de sangue de indivíduos saudáveis (n=09) com média de idade de xx ± xx. As células mononucleares desses indivíduos foram separadas e cultivadas com doses fracionadas da testosterona (0, 80 e 160 nM) até diferenciação completa em macrófagos. Em seguida, foi realizada a infecção in vitro com cepa de Leishmania amazonensis fluorescente (GFP) e leitura das amostras por citometria de fluxo com análise dos dados do percentual de células infectadas e carga parasitária (pela média da intensidade de fluorescência- MFI). Para isso, foram realizadas marcações com anticorpos específicos para moléculas de superfície (CD40 e CD163) e intracelulares (IL4, IL10, IL12 e TNFα) que permitiram avaliar a influência da testosterona no perfil fenotípico desses macrófagos, além de análise da expressão gênica (mRNA) por RT-PCR para fatores de transcrição, citocinas e proteínas de sinalização celular (TREM- 1, AIF-1, TLR4, IL10, STAT6, SOCS1, SOCS3, IFR4 e IRF5) também correlacionadas. Foi observado que o pré-tratamento com testosterona (a partir de 80 nM) promove o aumento significativo no percentual de células infectadas. No entanto, não foi observado efeito da testosterona na expressão nos marcadores de superfície e de citocinas intracelulares. Contudo, o aumento da expressão dos genes SOCS1 e SOCS3 e diminuição dos fatores de transcrição IFR4 e IRF5 remetem a uma possível influência da testosterona na infecção por Leishmania, induzindo uma supressão dos mecanismos microbicidas dos macrófagos o que explicaria o aumento na taxa de infecção. Portanto, pode-se afirmar que existe uma influência da interação entre o eixo imuno-endócrino no controle da infecção em macrófagos por Leishmania sendo a via da testosterona um potencial facilitador da infecção para estes parasitos

  • LUCAS SOUSA MAGALHÃES
  • Caracterização de isolados de Leishmania (Leishmania) infantum resistentes ao antimônio: Mecanismo de resistência a droga e sua relação com a atividade microbicida de macrófagos e neutrófilos
  • Orientador : TATIANA RODRIGUES DE MOURA
  • Data: 20/02/2020
  • Tese
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  • A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa grave, endêmica no Brasil e causada por parasitos da espécie Leishmania (Leishmania) infantum. O estabelecimento da doença está associado a uma falha do sistema imune em controlar a infecção dos parasitos. Os mecanismos microbicidas de macrófagos e neutrófilos estão relacionados a eliminação dos parasitos. A quimioterapia com compostos antimoniais é a principal forma de controle da doença. Nos últimos anos foram descritos inúmeros casos de pacientes refratários ao tratamento e parasitos resistentes a droga. Apesar disso, poucos trabalhos buscaram investigar os mecanismos de resistência nas espécies de parasitos das Américas e principalmente, de uma maneira geral, são poucos os estudos que buscaram investigar a relação entre os mecanismos de resistência ao antimônio e a resposta imune do hospedeiro. Dessa forma, o presente trabalho objetivou descrever o mecanismo de resistência ao antimônio em isolados de L. (L.) infantum naturalmente resistentes a droga e a relação do mecanismo de resistência a droga com a modulação da infecção de neutrófilos e macrófagos. Inicialmente, foi observado que os parasitos resistentes ao antimônio apresentam níveis elevados de compostos tiol, uma molécula essencial presente em antioxidantes naturais. O bloqueio da síntese de tióis nos isolados resistentes aumentou a sensibilidade desses parasitos ao antimônio e diminuiu a capacidade de neutralização de espécies reativas de oxigênio. Em uma segunda perspectiva, a infecção de neutrófilos com isolados resistentes e sensível a droga mostrou que não há diferenças na quantidade de células infectadas, na carga parasitária ou na produção de espécies reativas de oxigênio. Por fim, a infecção de macrófagos com parasitos resistentes pré-tratados com o bloqueador da síntese de tiol potencializou a diminuição da carga parasitária e da disseminação de parasitos. O bloqueio da síntese de tiol nos macrófagos infectados com parasitos resistentes ao antimônio também permitiu o controle da disseminação e da carga parasitária nessas células. Posteriormente, a ativação dos macrófagos, com IFN-γ+LPS ou rsCD40L, potencializou o controle da disseminação de parasitos resistente estimulou a liberação de citocinas pró-inflamatórias, classicamente associadas aos mecanismos microbicidas. Além disso, o uso de anticorpo antagonista da IL-10 também foi capaz de reduzir a disseminação de parasitos nos macrófagos infectados com isolados resistentes a droga. Juntos, os dados apresentados aqui demonstram que os níveis elevados de tióis em parasitos resistentes ao antimônio estão associados a resistência a droga e resistência cruzada a mecanismos microbicidas. Indo além, o mecanismo de resistência em isolados de L. (L.) infantum demonstra estar associado a uma modulação da infecção de macrófagos, podendo ser controlada pela ativação da resposta pró-inflamatória. Esses dados enfatizam importância da interação de parasitos resistentes a droga com o sistema imune e a pesquisa de alternativas terapêuticas que contribuam no controle da infecção dos parasitos, permitindo uma melhor evolução e cura clínica dos pacientes.

  • MARCELA BARROS BARBOSA DE OLIVEIRA
  • PREVALÊNCIA DE CONSTIPAÇÃO INTESTINAL FUNCIONAL EM PRÉ-ESCOLARES DE SERGIPE E ASSOCIAÇÕES COM O ESTADO NUTRICIONAL, O DESMAME PRECOCE E O COMPORTAMENTO ALIMENTAR.
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 20/02/2020
  • Dissertação
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  • Constipação intestinal é um distúrbio comum na população infantil e sua prevalência varia entre 14,7% a 38,8% no Brasil. O desmame precoce pode ser considerado um fator de risco para o desenvolvimento da constipação intestinal, devido à mudança do padrão evacuatório do lactente. Na infância, muitas queixas podem indicar a existência de problemas alimentares, como recusa alimentar, inapetência, desinteresse da criança pela alimentação, choro ou agitação no momento das refeições, comportamentos para evitar a ingestão de alimentos, preparo de alimentos diferentes para as crianças e refeições muito prolongadas, resultando em uma variedade restrita de alimentos consumidos e uma dieta desbalanceada nutricionalmente, principalmente com baixo conteúdo de fibras alimentares. Objetivo: Avaliar a prevalência de constipação intestinal funcional e associações com o estado nutricional, o desmame precoce e o comportamento alimentar em pré-escolares Métodos: Estudo transversal, envolvendo 1051 crianças matriculadas em escolas públicas e privadas do estado de Sergipe, com idade entre 2 anos e 6 anos. O estado nutricional foi avaliado a partir da aferição do peso, estatura, dobras cutâneas, circunferência do braço e da cintura. Para a caracterização de constipação intestinal funcional foi utilizado o critério de Roma IV.O comportamento alimentar foi avaliado a partir de questionário validado (Child Eating Behaviour - CEBQ), respondido pelos responsáveis da criança. Resultados: Do total da amostra, 242 (23%) crianças foram diagnosticadas com constipação intestinal funcional. Os dados de idade, gênero, condição socioeconômica e parâmetros antropométricos não diferiram estatisticamente entre os grupos. As crianças constipadas demonstraram não gostar de tomar água e não ter o costume de pedir água com frequência (p <0,001, p< 0,001, respectivamente). As crianças que gostavam de beber água tiveram menos chance de apresentar constipação intestinal (RCc: 0,26; IC95%:0,18-0,37). Não foi observada associação significativa entre o perfil antropométrico das crianças do estudo e a prevalência de constipação intestinal. A análise multivariada demonstrou que as crianças com seletividade alimentar e aquelas que no primeiro semestre de vida fizeram uso de composto lácteo/ leite de vaca, fórmula infantil e em aleitamento materno misto, apresentaram maior chance de apresentar constipação intestinal funcional (RCc: 6,65; IC95%:5,19-8,52, RCc: 15,21; IC95%:8,21-28,18 , RCc: 7,14; IC95%:4,42-11,55, RCc: 7,06; IC95%:3,66-13,63, respectivamente), Conclusão: Foi observada elevada prevalência da constipação intestinal funcional nos escolares do estado de Sergipe. A seletividade alimentar e o desmame precoce foram fatores de risco independente para constipação intestinal funcional em escolares do estado de Sergipe. Não foi observada associação entre o estado nutricional das crianças em estudo e a presença de constipação intestinal funcional.

  • MONICA MARCELA DUQUE GALLEGO
  • Variações no estado nutricional e sobrevida em pacientes com doença renal crônica em diálise.
  • Orientador : KLEYTON DE ANDRADE BASTOS
  • Data: 19/02/2020
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  • A doença renal crônica, caracterizada pela perda lenta, progressiva e quase sempreirreversível das funções renais, possui natureza multifatorial e muitas vezes diagnosticadano seu estágio final, quando se faz necessário tratamento renal substitutivo. No Brasil, ospacientes em diálise aumentaram em 4,2 vezes nos últimos 15 anos. Diversos fatorespredispõem esses pacientes à desnutrição, que tem sido associada à comorbidades epode conduzir ao aumento de hospitalizações e a mortalidade. Objetivo: avaliar aassociação entre as alterações no estado nutricional e a mortalidade de pacientesincidentes em diálise no primeiro ano de tratamento. Metodologia: Realizaram-se (1) umestudo observacional de coorte retrospectivo de pacientes incidentes em hemodiálise comdados disponíveis de avalição global subjetiva (AGS) tanto no início do tratamento e 12meses após o início da diálise entre 01/01/2017 e 31/12/2017 em uma clínica privada emAracaju – Sergipe, por um período de acompanhamento de um ano. O estado nutricionalfoi definido como bem nutrido (BN, AGS: A) ou desnutrido (D, AGS: B ou C). Os pacientesforam divididos em 4 grupos, de acordo com a mudança no estado nutricional entre alinha de base e 12 meses após o início da diálise: grupo 1, BN para BN; grupo 2, D a BN;grupo 3, BN para D; e grupo 4, D a D. Foi realizada a análise de risco proporcional de Coxe a análise das curvas de Kaplan-Meier para esclarecer a associação entre alterações noestado nutricional e a mortalidade (nível de significância de 5%). O estudo foi aprovadopelo comitê de ética em pesquisa com seres humanos da Universidade Federal deSergipe (parecer 2.869.073), e (2) uma revisão sistemática com metanálise, objetivandoobter evidência científica a respeito da associação entre estado nutricional e mortalidadeem pacientes renais crônicos. Resultados: Foram avaliados 79 pacientes incidentes emhemodiálise, com média de idade de 54 anos (42% ≥ 60 anos), 65% homens, 93,7%hipertensos e 55,7% diabéticos. Dezesseis pacientes (20%) faleceram durante o períodode observação. Estar no grupo de pacientes desnutridos (D) aos 12 meses após o inícioda diálise foi um fator de risco significativo para mortalidade. Houve diferençassignificativas nas estimativas de sobrevida para um tempo de 14 meses entre os grupos(grupo 1: 89,7%; grupo 2: 77,8%; grupo 3: 68,2%; e grupo 4: 30,0%; teste log-rank, P<0,000). A análise de regressão multivariada de Cox evidenciou que o risco demortalidade foi: significativamente maior no grupo 4 do que no grupo 1 (HR 81.7, IC 95%13.76 –1774.1, P=0,005); significativamente menor no grupo 2 do que no grupo 4; e semdiferença significativa entre os grupos 1 e 2. Na metanálise, os estudos com um tamanhode amostra representativa e um apropriado tempo de acompanhamento mostraramresultados mais consistentes na relação das alterações nutricionais e de mortalidadeConclusão: As alterações no estado nutricional avaliadas pela Avaliação Global Subjetivadurante o primeiro ano de diálise foram associadas à mortalidade por todas as causas empacientes incidentes em Hemodiálise.

  • RAISSA DA MOTA COELHO
  • TENDÊNCIA DA INCAPACIDADE PARA O TRABALHO POR DOENÇA VENOSA NO BRASIL E AVALIAÇÃO DA DEFICIÊNCIA EM PESSOAS COM ÚLCERAS CRÔNICAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
  • Orientador : ANGELA MARIA DA SILVA
  • Data: 19/02/2020
  • Tese
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  • A doença venosa crônica (DVC) possui elevada prevalência, implicaçõessocioeconômicas significativas e é a principal causa de úlceras crônicas demembros inferiores (UC). Com o envelhecimento populacional e aumento daprevalência das doenças crônicas, o número de pessoas com incapacidades oudeficiências tende a crescer. No entanto, a padronização na avaliação dadeficiência em diferentes populações permanece um desafio. Os objetivos desteestudo foram analisar a tendência temporal da incapacidade para o trabalhoocasionada pela DVC no Brasil e avaliar deficiência em pessoas com UC naatenção primária à saúde. Para isso, foram realizados uma análise de sérietemporal de 2005 a 2014 e um estudo transversal na comunidade. Na análise desérie temporal foi utilizado o banco de dados do Instituto Nacional do SeguroSocial (INSS). Os casos de incapacidade para o trabalho devido à DVC foramidentificados pelo intervalo da CID-10: I83-I83.9. As tendências temporais foramcalculadas com o Programa de Regressão Joinpoint. As variações percentuaisanuais (APC) foram obtidas a partir das taxas brutas e padronizadas por idade.No estudo transversal, os casos de UC foram identificados pelas equipes desaúde da família de todas as unidades de atenção primária à saúde de AracajuSE. Para avaliação da deficiência foi utilizada a versão do World HealthOrganization Disability Assessment Schedule 2.0 (WHODAS 2.0) de 36 itens,aplicada por entrevista. A análise da série temporal demonstrou que de 2005 a2014, foram concedidos 429.438 benefícios por incapacidade temporária para otrabalho ocasionados pela DVC com tendência crescente e variação percentualanual de 3,4 (IC 95%: 2,6-4,2). A maioria dos trabalhadores era do sexo feminino(68,2%). Maior tendência de crescimento foi observada entre as mulheres. Nototal, foram perdidos 27.017.818 dias de trabalho. A duração média dosbenefícios foi de 55,3 dias e o número de dias em benefício dobrou de 2005 para2014. A despesa da seguridade social aumentou cerca de 3,5 vezes no período.Participaram do estudo transversal 146 pessoas com UC. A maioria era do sexofeminino (60,3%), com idade > 60 anos e úlcera aberta há mais de 2 anos(67,8%). A DVC (65,8%) foi a principal causa de UC. Verificou-se percentualelevado de indivíduos com hipertensão (58,2%), diabetes (43,8%) e obesidade(36,3%). Deficiência foi identificada em 95,2% dos casos e o escore total doWHODAS 2.0 foi de 28,5 + 14,7. Os domínios mais afetados foram atividades devida (51,7 + 31,7), mobilidade (50,1 + 25,4) e participação (40,8 + 16,6). Com arealização desses estudos, conclui-se que a incapacidade para o trabalhoocasionada pela DVC e a despesa da seguridade social apresentam tendênciacrescente, com milhões de dias de trabalho perdidos, principalmente entre asmulheres. Além disso, constatou-se que a maioria das pessoas com UCidentificadas na comunidade tem deficiência. Medidas para reduzir aincapacidade/deficiência ocasionada pela DVC e UC são necessárias e devemcontemplar tratamento adequado, acompanhamento com equipe multidisciplinare reabilitação. Estratégias para prevenção da incapacidade no ambiente dotrabalho também devem ser encorajadas.

  • PAULA MICHELE DOS SANTOS LEITE
  • EFEITO DA ELETROACUPUNTURA NA DOR, ASPECTOS SOMATOSSENSORIAS, FUNCIONAIS E PSICOEMOCIONAIS DE PACIENTES COM LOMBALGIA CRÔNICA INESPECÍFICA
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 18/02/2020
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  • Introdução: A lombalgia crônica inespecífica é comum e umas das condições mais incapacitantes do mundo. Adicionalmente, apesar de a acupuntura ser uma técnica milenar, ainda existem algumas lacunas nos ensaios clínicos que não deixam claro se a acupuntura é diferente da eletroacupuntura, ou se esta última é apenas uma variação a técnica tradicional, ou se realmente existe alguma vantagem ao adicionar a corrente elétrica nas agulhas já inseridas. Objetivos: Analisar o efeito da eletroacupuntura na dor, aspectos somatossensoriais, funcionais e psicoemocionais de pacientes com lombalgia crônica inespecífica. Métodos: Trata-se de um ensaio clínico randomizado, duplamente encoberto. Os pacientes foram alocados aleatoriamente em um dos quatro grupos de estudo. Houve 1 grupo de tratamento (EA) e 3 grupos de controle (CTR 1, CTR 2 e CTR 3), considerando a eletroacupuntura como foco neste estudo. O tratamento foi realizado três vezes por semana, em um total de dez sessões. A intensidade de dor em repouso e em movimento foram investigadas através da escala numérica da dor de 11-pontos. Para caracterizar a dor foi utilizado o questionário de dor de McGill. Os aspectos somatossensoriais foram analisados através da medida do limiar de detecção tátil (estesiometria), limiar de dor por pressão (algometria), teste de somação temporal e teste de modulação condicionada da dor. Para analisar os aspectos funcionais, foram investigados o impacto da dor na funcionalidade (questionário Oswestry) e a incapacidade funcional (questionário de incapacidade de Roland-Morris). Os aspectos psicoemocionais foram observados através da catastrofização da dor (questionário de catastrofização da dor) e da cinesiofobia (questionário de cinesiofobia de Tampa). A qualiddade de vida foi analisada através do questionário Euroqol-5D. Resultados: Um total de sessenta e nova pacientes participaram do estudo. Nenhuma diferença significativa foi encontrada na intensidade da dor ou respostas dos testes sensoriais quantitativos quando comparado o grupo eletroacupuntura aos três grupos controle. Houve uma redução significativa tanto na intensidade da dor em repouso quanto em movimento nos grupos EA, CTR 1 e CTR 3. O impacto da dor na funcionalidade, a incapacidade funcional e a catastrofização da dor foram significativamente menores após as dez sessões de eletroacupuntura nos pacientes com lombalgia crônica inespecífica do presente estudo. Os valores obtidos o grupo EA após o tratamento não foram diferentes dos três grupos-controle. Cinesiofobia e qualidade de vida não apresentaram mudanças significativas após as sessões em nenhum dos grupos. Conclusões: a eletroacupuntura de forma isolada reduz intensidade de dor, melhora os aspectos funcionais e diminui a catastrofização da dor de pacientes com lombalgia crônica inespecífica, entretanto para alterar a sensibilização central, diminuir a cinesiofobia e melhorar da qualidade de vida desses pacientes talvez seja interessante outro tipo de tratamento ou uma abordagem multidisciplinar, que trate o paciente como um todo, não apenas as suas limitações físicas.

  • ANA JOVINA BARRETO BISPO
  • ENVOLVIMENTO PULMONAR NA LEISHMANIOSE VISCERAL HUMANA: AVALIAÇÃO CLINICA, TOMOGRÁFICA E ESPIROMÉTRICA.
  • Orientador : MARIA LUIZA DORIA ALMEIDA
  • Data: 18/02/2020
  • Tese
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  • A leishmaniose visceral (LV) é uma parasitose grave, mundialmente distribuída e potencialmente letal. Por ser uma doença sistêmica, qualquer órgão pode estar acometido e sintomas diversos podem estar presentes. A patogêneses dos sintomas clássicos já foi amplamente descrita, no entanto, ainda existem lacunas relacionadas a outros sintomas frequentes, como os respiratórios. Em décadas passadas, a sintomatologia respiratória já foi creditada à esplenomegalia, às infecções respiratórias e à doença pulmonar intersticial. A presente pesquisa, de natureza observacional e delineamento transversal, descreveu a sintomatologia respiratória, buscou alterações radiográficas e tomográficas de tórax e também determinou a frequência de alterações espirométricas em portadores de LV, trazendo assim conhecimentos mais recentes e objetivos à cerca do comprometimento pulmonar na LV. Participaram do estudo 42 pacientes internados no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, no período de janeiro de 2015 a julho de 2018. Houve predomínio de pacientes do sexo masculino e oriundos da zona urbana, metade dos pacientes possuía idade até 10 anos. Sintomas respiratórios estiveram presentes em 49,7% dos pacientes, predominando a tosse seca. A radiografia simples de tórax revelou pneumonia em apenas dois pacientes, enquanto que a tomografia computadorizada de alta resolução de tórax (TCAR) mostrou achados patológicos em mais da metade dos pacientes (59%), predominando opacidades reticulares (19%) e opacidades em vidro fosco (16,6%). Foi encontrada associação entre tosse e alteração tomográfica e observou-se que o tempo decorrido entre o início dos sintomas e o internamento foi maior em pacientes com tomografia alterada. A espirometria mostrou 40% de frequência de alterações funcionais. O distúrbio ventilatório predominante foi o restritivo (21,7%), seguido do distúrbio inespecífico (13%) e do distúrbio obstrutivo (13%). O comprometimento pulmonar na LV fica evidenciado pela frequência de tosse, de alterações tomográficas do tórax e espirométricas. A doença pulmonar intersticial demostrada pelos principais achados tomográficos provavelmente é responsável pelo distúrbio ventilatório mais encontrado, o restritivo, e pela sintomatologia respiratória, já que infecção pulmonar foi pouco frequente.

  • THIAGO ABNER DOS SANTOS SOUSA
  • Efeito anti-hiperalgésico e anti-inflamatório da mobilização articular periférica na dor musculoesquelética.
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 17/02/2020
  • Tese
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  • Introdução: Mobilização articular (MA) são movimentos passivos acessórios que visam a recuperação da artrocinemática e o alívio da dor musculoesquelética (DME). É desconhecida a diferença do efeito dos graus de pequena e grande amplitude da MA quanto à dor aguda e inflamação articular. Objetivos: 1) Analisar o risco de viés e a eficácia terapêutica em ensaios clínicos relacionados aos efeitos da MA associada ou não a outras terapias na DME crônica. 2) Investigar os efeitos anti-hiperalgésico e anti-inflamatório da MA de joelho em modelo experimental de inflamação articular em ratos. Método: 1) Busca sistemática de estudos em 12 bases de dados foi realizada por dois investigadores através da associação entre os descritores 'Musculoskeletal Manipulations', 'Chronic pain' e 'Musculoskeletal Pain'. Para avaliação do risco de viés dos estudos, foi utilizada a ferramenta da Cochrane Collaboration. 2) Estudo experimental em ratos machos (n=21) submetidos ao modelo experimental de inflamação articular aguda por injeção de Adjuvante Completo de Freud. Os animais foram alocados em 3 grupos: G1) MA grau I; G2) MA grau III e G3) controle (sem tratamento). O tratamento foi realizado com MA por 3 dias alternados. Foram avaliados o limiar mecânico de retirada da pata (analgesímetro digital) e o limiar mecânico de retirada articular (tweezer), temperatura média do joelho (termografia infravermelha), nos seguintes tempos: basal, 24 h após indução do modelo de inflamação, antes e após a aplicação da MA. Resultados: 1) Foram encontrados 6152 registros, dos quais 14 foram incluídos nesta revisão, abrangendo 812 participantes. A MA promoveu redução da dor em curto e longo prazos, melhora da amplitude de movimento, força muscular e função quando utilizada isoladamente ou em associação com a fisioterapia convencional. A maior parte dos estudos apresentou baixo risco quanto aos vieses de seleção, performance, detecção e relato. No item “outro viés”, apenas um estudo apresentou baixo risco e outro estudo apresentou risco incerto. 2) Foi observado menor limiar de retirada articular (p<0,001) e da pata (p≤0,024) e maior tempertaura média (p≤0,035) após indução do modelo. Após o 1º dia de tratamento, foi observado aumento do limiar de retirada articular (p≤0,046) e redução da temperatura média (p≤0,049). A MA III apresentou maior limiar de retirada articular no 1º dia quando comparado ao grupo MA I (p≤0,039). Aumento significativo do limiar de retirada articular (p≤0,046) e da pata (p=0,004) foi observado no 3º dia de tratamento em todos os grupos. Houve redução significativa da temperatura média da pata esquerda no dia D1a em relação aos dias D1d no grupo MA I e MA III (p≤0,049). Conclusão: A MA parece ser uma técnica eficaz para o tratamento das DME crônicas, e apresenta resultados benéficos para redução da dor quando aplicada isoladamente ou em associação com outras intervenções. Foi possível verificar que a MA III apresentou melhor efeito anti-hiperalgésico local e central e que ambos os graus de MA apresentaram um efeito anti-inflamatório, com melhor efeito observado na MA I.

  • MIKAELLA TUANNY BEZERRA CARVALHO
  • “MEMBRANAS BIOATIVAS DE COLÁGENO CONTENDO CRISINA EM LIPOSSOMAS REDUZ A INFLAMAÇÃO E PROMOVE MELHORA NA ANGIOGÊNESE E CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS CUTÂNEAS”
  • Orientador : ROSANA DE SOUZA SIQUEIRA BARRETO
  • Data: 17/02/2020
  • Dissertação
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  • De forma geral as feridas são definidas como uma descontinuidade do revestimento das camadas da pele, acionando uma série de eventos complexos que visam restabelecer a integridade cutânea. A eficácia da terapia farmacológica para o tratamento dessas feridas é variável, assim como seus efeitos colaterais, o que impulsiona a busca por novas modalidades terapêuticas, dentre elas os produtos com base em plantas medicinais e nanotecnologia. A crisina é um flavonoide encontrado em várias espécies de plantas e apresenta propriedades farmacológicas como antioxidantes, anti-inflamatórias, antimicrobianas, antibacterianas e antialérgicas que contribuem para um adequado reparo cicatricial. Desta forma, o trabalho objetivou avaliar os efeitos das membranas bioativas de colágeno contendo crisina nanoencapsulada em lipossomas sobre a cicatrização de feridas cutâneas em modelo animal de ferida cirúrgica aberta. Foram utilizados 72 Ratos (Wistar) e 18 camundongos (Swiss) machos, submetidos a uma excisão cutânea e randomizados nos grupos conforme tratamento: limpo – sem tratamento (LP); controle - membrana de colágeno pura (COL) e membrana de colágeno contendo crisina nanoencapsulada em lipossomas (COL/CRI) – produto já patenteado junto ao INPI BR 10 2019 018341 1. Os protocolos experimentais foram aprovados pelo CEPA/UFS (55/2018). As áreas das feridas foram mensuradas através do paquímetro digital no 3º, 7º, 14º e 21º dia pós-lesão e avaliadas histologicamente (coloração hematoxilina-eosina) quanto à resposta e tipo de infiltrado inflamatório, tecido de granulação, proliferação de fibroblastos, deposição de fibras colágenas e epitelização na área de cicatrização. O efeito anti-inflamatório das membranas contendo CRI foi avaliado quanto ao fator de crescimento endotelial vascular (VEGF) e fator nuclear kappa B (NFB) por Western blot e IL-1β e IL-6 por ELISA. As diferenças entre os grupos foram analisadas por meio do teste ANOVA, uma via, seguido pelo pós- teste de Tukey. Os resultados foram expressos como média ± E.P.M. e considerados significativos quando p<0,05. Na análise da área de redução das feridas, os animais tratados com COL/CRI aumentaram significativamente a redução das feridas no 3º dia quando comparado ao grupo LP (p<0,05) e no 7º dia quando comparado aos grupos LP (p<0,001) e COL (p<0,01). Na análise histomorfológica, COL/CRI aumentou significativamente as taxas de epitelização das feridas residuais no 7º dia quando comparado aos grupos LP (p<0,001) e COL (p<0,01); ao 3º dia pós-lesão o tratamento com COL/CRI induziu um perfil inflamatório subagudo nos animais, diferentemente dos grupos LP e COL que apresentaram uma inflamação aguda; no 7º dia o perfil mostrou-se crônico inespecífico no grupo COL/CRI, enquanto que os grupos LP e COL apresentaram uma inflamação subaguda; no 14º dia a inflamação no grupo COL/CRI foi leve a ausente, enquanto que nos grupos LP e COL foi de leve a moderada. Na avaliação da atividade anti-inflamatória no 7º dia pós-cirúrgico, COL/CRI aumentou significativamente os níveis de VEGF quando comparado ao grupo LP (p<0,01) e COL (p<0,001); atenuou significativamente os níveis do NFB quando comparado ao grupo LP (p<0,05) e os níveis das interleucinas IL-1β e IL-6 (p<0,001) quando comparado ao grupo LP (p<0,001). Conclui-se, assim, que a CRI apresenta ações anti-inflamatórias, angiogênicas e cicatrizantes representando uma alternativa biotecnológica promissora com aplicação clínica para o tratamento de feridas, principalmente as crônicas de difícil cicatrização.

  • BRENDA CARLA LIMA ARAÚJO
  • Associação entre a patência nasal e alterações fonoaudiológicas e eletromiográficas em pacientes com asma e rinite
  • Orientador : SILVIA DE MAGALHAES SIMOES
  • Data: 17/02/2020
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  • Introdução: A asma e a rinite são consideradas “doença única das vias aéreas” pois compartilham características epidemiológicas, fisiopatológicas e clínicas. Alguns estudos demonstram que a interação entre asma e rinite alérgica pode promover alterações e desequilíbrios anatômicos e funcionais no sistema estomatognático, devido à presença de obstrução nasal, que pode modificar o modo respiratório de nasal para oral. Objetivos: I - avaliar a associação entre alterações miofuncionais orofaciais e achados eletromiográficos com a patência nasal; realizar revisões sistemáticas para avaliar o nível de evidência disponível em relação: II – a associação entre respiração oral e asma; III - a eficácia do tratamento fonoaudiológico na melhora de parâmetros clínicos em pacientes com rinite e asma. Métodos: Para o objetivo I – foi conduzido um estudo observacional composto por 43 crianças e adolescentes com asma e/ou rinite, com idades entre 05 e 14 anos, selecionadas por conveniência no Ambulatório de Alergia (EBSERH/UFS) no período de maio de 2017 a setembro de 2019. As crianças e adolescentes foram submetidas à medida de Pico de Fluxo Nasal Inspiratório (PFIN) para avaliação da patência nasal, teste de controle da asma (c-ACT), avaliação de controle da rinite (RCAT) e avaliação miofuncional orofacial através do instrumento AMIOFE. O exame de eletromiografia foi realizado no Laboratório de Patologia Investigativa (LPI). A atividade eletromiográfica foi realizada nos músculos masseter direito e esquerdo: em repouso, contração voluntária máxima, mastigação unilateral direita e esquerda e mastigação habitual. A relação entre as alterações miofuncionais orofaciais e o PFIN foi analisada através de modelo de regressão logística. As estimativas foram relatadas com Odds Ratio e intervalo de confiança de 95%. Avaliamos a multicolinearidade usando o Fator de Inflação de Variância (VIF) e analisamos a adequação do ajuste com os critérios de informação de Akaike (AIC) e R2 de McFadden. Os padrões de atividade eletromiográfica de acordo com a patência nasal foram comparados através do teste de Mann-Whitney. As análises foram realizadas com o software estatístico JASP. As revisões sistemáticas foram feitas: II - para avaliar a relação entre respiração oral e asma através de estudos observacionais, seguindo as orientações do MOOSE -- Meta-Analysis of Observational Studies in Epidemiology Statement. O odds ratio (OR) foi utilizado como medida da associação entre respiração oral e asma. O risco de viés foi avaliado usando a escala de Newcastle-Ottawa para estudos de caso-controle e a ferramenta do National Institutes of Health (NIH) para estudos transversais. III - para avaliar tratamento fonoaudiológico através de ensaios clínicos, seguindo as diretrizes do PRISMA. O risco de viés foi avaliado de acordo com as diretrizes da Cochrane para ensaios clínicos. Resultados: Objetivo I: Na análise de regressão multivariada o posicionamento inadequado da mandíbula (OR=11.22; IC 95% 1.83-69; p=0.009) e a presença de tensão na musculatura facial durante à deglutição de líquido (OR=4.61; IC 95% 1.31-16.20; p=0.017) estavam associadas ao PFIN alterado em crianças e adolescentes com asma e rinite. A patência nasal não apresentou associação significativa com a atividade eletromiográfica do músculo masseter. Objetivo II: Nove estudos foram incluídos e dados de 12.147 sujeitos foram avaliados, dos quais 2.083 eram crianças e adolescentes e 10.064 adultos. A revisão sistemática com meta-análise encontrou associação entre asma e respiração oral em crianças (OR 2,46, IC 95% 1,78–3,39) e adultos (OR 4,60, IC 95% 1,49–14,20). Os estudos apresentaram baixo risco de viés. Na revisão sistemática de ensaios clínicos, somente um estudo foi elegível e demonstrou melhora no controle funcional e nos escores clínicos na asma, porém com evidência de baixa qualidade (Objetivo III). Conclusão: Crianças e adolescentes portadores de asma e rinite com patência nasal reduzida apresentaram alterações fonoaudiológicas, como o posicionamento inadequado da mandíbula e a presença de tensão na musculatura facial durante a deglutição de líquido. A revisão sistemática com meta-análise sugere uma associação entre respiração oral e asma em crianças, adolescentes e adultos. Não existem evidências científicas que comprovem a melhora de parâmetros clínicos através de intervenções fonoaudiológicas para pacientes com asma. Estudos são necessários para avaliar o uso da terapia miofuncional como tratamento adjuvante.

  • FERNANDA OLIVEIRA DE CARVALHO
  • Potencial terapêutico do carvacrol sobre lesões por inalação de fumaça.
  • Orientador : PAULA SANTOS NUNES
  • Data: 14/02/2020
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  • A lesão inalatória é a principal causa de morte em pacientes queimados e a sua fisiopatologiaabrange múltiplos fatores, podendo, o sistema respiratório, apresentar deterioração em poucashoras e produzir uma grande quantidade de radicais livres. Carvacrol é um produto natural,fenol monoterpênico, que possui propriedades biológicas que servem como barreira deprocessos inflamatórios e mediados por radicais livres. O presente estudo objetivou avaliar oefeito da administração por via inalatória de produto com potencial atividade antioxidante eanti-inflamatória sobre a lesão de via aérea por inalação de fumaça. Capítulo 1: Foi realizadauma revisão de patentes baseadas em produtos naturais e sintéticos desenvolvidos para otratamento da inalação de fumaça, na qual foram encontradas 18 patentes. Capítulo 2: Foirealizada uma revisão sistemática com metanálise sobre as atividades antiinflamatórias eantioxidantes do carvacrol utilizado nas mais diferenciadas afecções respiratórias, sendo 17estudos incluidos, destes 5 foram com humanos. De acordo com a metanálise, o carvacrol teveum efeito positivo na redução de IL-1β, IL-4, IL-8 e MDA. No entanto, para IL-6 e TNF-α, aanálise indicou que o carvacrol não teve efeito, provavelmente devido à qualidademetodológica dos estudos e sua heterogeneidade. Capítulo 3: Trata-se de estudoexperimental, controlado e randomizado com grupo controle, no qual foram utilizados 60ratos adultos, divididos aleatoriamente em: Grupo SL/I (SL/I 24h, SL/I 48h, SL/I 72h): Ratossem lesão inalatória e sem tratamento; Grupo SAL (SAL 24h, SAL 48h, SAL 72h): Ratoscom lesão inalatória, sendo tratados com nebulização de solução fisiológica a 0,9% (NaCl0,9%); Grupo CARV (CARV 24h, CARV 48h, CARV 72h): Ratos com lesão inalatória,sendo tratados com nebulização de carvacrol puro + NaCl 0,9%; Grupo CARV B-CD (CARVB-CD 24h, CARV B-CD 48h, CARV B-CD 72h): Ratos com lesão inalatória, sendo tratadoscom nebulização de carvacrol complexado em β-ciclodextrina + NaCl 0,9%. Todos osanimais dos grupos SAL, CARV e CARV B-CD receberam oxigenoterapia durante 30minutos, após a lesão. Ao se avaliar os mediadores inflamatórios em traqueia, houve alteraçãosignificativa ao analisar TNF-α e IL-1β (p<0,001) no grupo SAL comparado aos demaisgrupos, confirmada no teste 2way ANOVA com aplicação do post test de Bonferroni, porémao analisar IL-10, não houve diferença estatisticamente significativa em nenhum dos temposestudados. No grupo CARV B-CD, os níveis de MDA a nível pulmonar foramsignificativamente menores do que no grupo SAL, nos tempos de 24 e 48 horas. Já a CAT foisignificativamente maior em CARV B-CD, nesses mesmos tempos, tanto a nível pulmonarquanto em traqueia. Sulfidril foi signifcativamente maior apenas em traqueia. O SOD foimenor em todos os grupos com lesão, quando comparado ao SL/I. A análise histológica datraqueia dos animais tratados com o carvacrol (nos grupos CARV e CARV B-CD) evidencioualterações amenizadas, com resposta inflamatória menos intensa e preservação do epitéliopseudoestratificado cilíndrico ciliado e redução das áreas de ulceração, sendo comprovadosatravés do teste de Kruskal-Wallis e teste de comparações múltiplas de Dunn, com diferençaestatisticamente significativa (p<0,01), nos 3 tempos estudados. Os resultados comprovam aação antiinflamatória e antioxidante do carvacrol complexado em beta-ciclodextrina, sendoseu efeito positivo superior ao próprio carvacrol puro, mesmo sendo utilizada uma dosemenor do produto complexado

  • SARA JULIANA DE ABREU DE VASCONCELLOS
  • ÁCIDO TRANEXÂMICO TÓPICO VERSUS GELATINA DE COLÁGENO NO CONTROLE DE SANGRAMENTO PÓS-EXTRAÇÕES DENTÁRIAS EM PACIENTES ANTICOAGULADOS: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
  • Orientador : PAULO RICARDO SAQUETE MARTINS FILHO
  • Data: 06/02/2020
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  • O manejo de pacientes em terapia com anticoagulantes quando da necessidade de procedimentos cirúrgicos orais é variado e controverso devido à discussão entre os riscos de sangramento incontrolável e a possibilidade de complicações tromboembólicas. Tem sido sugerido na literatura a utilização de enxágue com ácido tranexâmico e o uso de outros agentes hemostáticos locais como a gelatina de colágeno ou celulose oxidada e sutura como medidas de controle de sangramento e não suspensão da medicação anticoagulante. Entretanto, não existem ensaios clínicos comparando o ácido tranexâmico tópico e a gelatina de colágeno no controle do sangramento pós-extrações dentárias para pacientes anticoagulados. O objetivo do presente estudo foi avaliar o risco de sangramento com o uso local do ácido tranexâmico sem alteração do protocolo do fármaco anticoagulante, em comparação com a gelatina de colágeno, em pacientes anticoagulados submetidos à exodontia. Foi realizado um ensaio clínico de prevenção, randomizado-controlado, duplo-cego com 40 pacientes de ambos os sexos e acima de 18 anos em uso de anticoagulantes orais que necessitavam de extração dentária, totalizando 71 sítios operados. Os pacientes foram incluídos randomicamente em um dos grupos de estudo: (1) ácido tranexâmico 4,8% (irrigação do sítio cirúrgico e enxágues pós-operatórios durante 07 dias); e (2) gelatina de colágeno (inserção no sítio cirúrgico). Os dados obtidos foram tabulados e tratados no pacote estatístico R (versão 3.2.3) (http://r-project.org/). As estimativas de efeito utilizadas para comparar a eficácia do ácido tranexâmico em relação à gelatina de colágeno foram o Risco Relativo (RR) com intervalo de confiança (IC) de 95%, a Redução Absoluta de Risco (RAR) e o Número Necessário para Tratar (NNT), calculadas a partir do número de episódios de sangramento registrados ao longo da primeira semana de pós-operatório. Foram realizados 36 procedimentos cirúrgicos no grupo ácido tranexâmico e 35 procedimentos cirúrgicos no grupo gelatina de colágeno. A taxa de sangramento com o uso do ácido tranexâmico foi de 22,2% enquanto no grupo gelatina de colágeno foi de 45,7%, resultando em um RR de 0,49 (IC 95% 0,24-099; p = 0,046), RAR de -23,5 e NNT de 4,3. Nenhum paciente apresentou eventos tromboembólicos nem necessitou de internação hospitalar. O presente estudo mostrou que o ácido tranexâmico foi mais eficaz para o controle de sangramento após extrações dentárias em pacientes sob uso de anticoagulantes orais, sem suspensão ou modificação da dose utilizada, em comparação à gelatina de colágeno.

  • MICHELLE BARRETO GOMES MELO
  • ASSOCIAÇÃO ENTRE POLIMORFISMOS GENÉTICOS E AS FORMAS CLÍNICAS DA LEISHMANIOSE VISCERAL.
  • Orientador : PRISCILA LIMA DOS SANTOS
  • Data: 04/02/2020
  • Dissertação
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  • A Leishmaniose visceral (LV) ou calazar é uma doença inflamatória crônica e tem caráterendêmico em pelo menos 62 países. Aproximadamente 90% dos casos registrados nasAméricas ocorrem no Brasil. Curiosamente, somente 10% dos indivíduos infectadosdesenvolvem a forma clássica da LV, enquanto que os outros 90% não apresentam sinaise sintomas da doença (assintomáticos). Diversos estudos mostram a complexidade daresposta imunológica envolvida na imunoregulação da LV, como a tempestade decitocinas e sua associação com as diferentes formas clínicas da doença, entretanto, aindanão é claro se as manifestações clínicas são causa ou consequência dos achadosimunológicos. Estudos de polimorfismos genéticos apresentam-se como excelenteferramenta para avaliar a predisposição dos indivíduos expostos à infecção em regular aprodução de mediadores imunológicos antes da ocorrência da doença. Considerando arelevância do estudo imunogenético para responder importantes questões nãoesclarecidas na literatura, o objetivo deste trabalho foi avaliar a associação entrepolimorfismos genéticos envolvidos na resposta imunológica com a LV e suasapresentações clínicas. Trata-se de um estudo de caso-controle que inicialmentecomparou o índice de infecção e produção de sCD14, IL-6 e MCP-1 entre macrófagos deindivíduos com histórico de LV (grupo caso) e de indivíduos assintomáticos (grupocontrole). Os resultados obtidos demonstram que macrófagos de indivíduosassintomáticos apresentam capacidade de controlar a infecção no início da infecção,diferente do grupo caso, onde se observou aumento do índice de infecção após 24 horas.Os grupos apresentaram um perfil inverso na liberação de sCD14 no início da infecção,e esta concentração de sCD14 foi diretamente associada a maior produção de IL-6. TNFαe IL-10 é inversamente proporcional ao índice de infecção. Após observar que os gruposapresentam diferenças na capacidade de conter a infecção em sua fase inicial, foi avaliadaa frequência de alelos polimórficos dos genes CD14, IL6 e MCP1 nos grupos caso econtrole. A análise de polimorfismo em um único nucleotídeo revelou que não háassociação entre os polimorfismos estudados e as diferentes formas clínicas da doença.Entretanto, uma análise funcional dos polimorfismos encontrados demonstrou queindivíduos com genótipo GG para MCP1 apresentam menores graus de hepatomegalia emenor número de monócitos na circulação. Esses dados sugerem que que o sCD14 podeestar associado ao controle da infecção por L. infantum e à modulação da produção decitocinas chaves na resposta imunológica contra LV e que polimorfismo de úniconucleotídeo no gene MCP1 implica em menor número de monócitos circulantes nospacientes avaliados.

  • BÁRBARA PEREIRA FERNANDES
  • EFEITO DOS ANTAGONISTAS DE RECEPTORES DE MINERALOCORTICOIDES NO DESEMPENHO FÍSICO DE INDIVÍDUOS COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FRAÇÃO DE EJEÇÃO PRESERVADA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM META-ANÁLISE
  • Orientador : VITOR OLIVEIRA CARVALHO
  • Data: 21/01/2020
  • Dissertação
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  • A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) é uma síndrome clínica comum relacionada à elevada morbimortalidade. O desempenho físico é uma importante variável prognóstica na ICFEP e tem sido considerada um desfecho importante em ensaios clínicos. O uso dos antagonistas dos receptores de mineralocorticóides (ARMs) tem sido associados a melhores resultados em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER). No entanto, ensaios clínicos sobre o efeito dos ARMs em pacientes com ICFEP mostraram resultados conflitantes. Objetivo: Avaliar os efeitos dos ARMs no desempenho físico (VO2 pico e distância percorrida do teste de caminhada de seis minutos [TC6]), VE / VCO2 slope, qualidade de vida, relação E/e’ e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) em indivíduos com ICFEP. Métodos: Foi realizado uma busca sistemática seguindo a padronização do PRISMA e Cochrane Collaboration , sem restrições de idioma dos estudos publicados até abril de 2018 nas bases de dados PubMed, Scopus e Cochrane Library. A estratégia PICOT ( População; Intervenção; Controle; Outcomes [ resultados] e Tipo de estudo) foi utilizada para estabelecer os critérios de elegibilidade: (1) População: pacientes com ICFEP (FEVE> 50%); (2) Intervenção: ARMs; (3) Comparação: grupo placebo; (4) Desfechos primários: desempenho físico ( VO2 pico e distância percorrida no TC6); Desfechos secundários: qualidade de vida, VE / VCO2 slope, relação E / e’ e FEVE; (5) Tipo de estudo: ensaios clínicos randomizados (ECRs). Resultados: Cinco ensaios clínicos randomizados envolvendo 725 pacientes foram incluídos. O uso de ARMS mostrou uma redução significativa na relação E / e ’em comparação com placebo (MD = -1,6; IC 95% -2,1 a -1,0; P <0,00001). Não foi encontrado diferença significativa no VO2 pico (MD = -0,7 mL/Kg/min; IC 95% -1,0 a 2,5 mL/Kg/min; P = 0,39), VE / VCO2 slope (MD = 0,6; IC 95% -0,9 a 2,1; P = 0,44), TC6 (MD = -7,4m; IC 95% -15,5 a 0,6m ; P = 0,07), qualidade de vida (DME = -0,07; IC 95% -0,2 a 0,1; P = 0,39) e FEVE (MD = 0,7 ; IC 95% -1,4 a 2,8% ; P =0,52). Conclusão: As evidências atuais disponíveis sugerem que não há efeito de ARMs no desempenho físico, qualidade de vida, VE / VCO2 slope e FEVE em pacientes com ICFEP. No entanto, os ARMs melhoraram a relação E / e’, o que pode refletir uma melhora na função diastólica.

  • JÉFERSON CUNHA OLIVEIRA
  • INFLUÊNCIA DA LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA NAS DISPARIDADES DO ACESSO AS TERAPIAS DE REPERFUSÃO E MORTALIDADE DE PACIENTES COM IAMCSST ATENDIDOS PELA REDE PÚBLICA EM SERGIPE: REGISTRO VICTIM.
  • Orientador : JOSE AUGUSTO SOARES BARRETO FILHO
  • Data: 14/01/2020
  • Dissertação
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  • Fundamento: A concentração de serviços de alta complexidade em Aracaju pode proporcionar disparidade na qualidade assistencial para os pacientes do SUS com IAMCSST cujo sintomas se iniciaram em outras regiões de saúde do estado. Nesse contexto, Sergipe por ser o menor estado da nação e apresentar facilidades logísticas peculiares, pode servir de campo de pesquisa representativo para a investigação da qualidade assistencial no Brasil.
    Objetivo: Avaliar disparidades no acesso às terapias de reperfusão e mortalidade em 30 dias entre pacientes com IAMCSST, usuários do SUS, em cada uma das sete regiões de saúde em Sergipe.
    Métodos: Trata-se de uma subanálise do estudo VICTIM, em que foram avaliados 844 pacientes com IAMCSST no período de 2014 a 2018 atendidos pelo único hospital com capacidade de ofertar ICP primária para usuários do SUS no estado de Sergipe. Os pacientes foram divididos em sete grupos de acordo com o local de início dos sintomas e obedecendo a divisão já existente das regiões de saúde do Estado: a) Aracaju; b) Itabaiana; c) Estância; d) Lagarto; e) Nossa Senhora do Socorro; f) Nossa Senhora da Glória; g) Propriá. Para comparação entre grupos, foi considerada diferença significativa quando p < 0,05.
    Resultados: Do total de 844 pacientes vítimas de IAMCSST e transferidos ao hospital com ICP que atende pacientes do SUS, 386 pacientes (45,8%) realizaram angioplastia primária. Os pacientes transferidos de Aracaju (n=151) obtiveram a maior taxa (51,9%) e os pacientes transferidos de Glória (n=7) a menor taxa (17,1%), sendo tais significantemente diferentes (P=0,03). A taxa média do uso de fibrinolítico foi de 2,6%, não havendo diferenças entre regiões. O tempo médio total de chegada a hospital com ICP foi de 21 horas. Para os pacientes atendidos em Socorro o tempo médio gasto foi de (26 horas±32h), Estância o menor (16 horas ±15h) (p=0,001). A mortalidade total em 30 dias foi 12,8%, mas sem diferenças entre as regiões mesmo quando ajustada para idade e sexo.
    Conclusões: Este estudo revela que os fibrinolíticos são subutilizados em todo o estado e que existe um atraso para chegar ao hospital com ICP significativo em todas as regiões de saúde de Sergipe. A mortalidade geral em 30 dias ainda é alta, indicando que o sistema universal de saúde do Brasil está aquém do patrimônio e deve ser repensado.

2019
Descrição
  • WILLAMS DE MATOS MORAES
  • Prevalência de isquemia miocárdica e de disfunção diastólica do ventrículo esquerdo em portadores de HIV/AIDS assintomáticos sob tratamento.
  • Orientador : JOSELINA LUZIA MENEZES OLIVEIRA
  • Data: 20/12/2019
  • Dissertação
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  • Introdução. Atualmente mais de 37 milhões de pessoas vivem com o vírus da imunodeficiência humana (HIV). O tratamento antirretroviral permitiu a cronificação da doença, dando espaço a associação de outras patologias como a doença arterial coronariana (DAC). A avaliação da prevalência de isquemia miocárdica e de disfunção diastólica do ventrículo esquerdo nos pacientes HIV positivos pode favorecer a prevenção primária para DAC e outras doenças cardiovasculares. Objetivos. Avaliar a ocorrência de Isquemia Miocárdica e de Disfunção Diastólica do ventrículo esquerdo em pacientes HIV soropositivos em tratamento com antirretrovirais. Avaliar as Funções Sistólica e Diastólica do Ventrículo Esquerdo nos pacientes HIV soropositivos em tratamento antirretroviral por meio da Ecocardiografia Transtorácica. Avaliar a resposta Isquêmica Miocárdica nos pacientes HIV soropositivos em tratamento antirretroviral por meio do Teste Ergométrico. Comparar os grupos de pacientes infectados pelo HIV (soropositivos) e o grupo de não-infectados pelo HIV (soronegativos) quanto às ocorrências de Isquemia Miocárdica e de Disfunção Diastólica. Métodos. Foram estudados 110 portadores de HIV/AIDS provenientes dos ambulatórios de Infectologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe e do Centro de Especialidades Médicas de Sergipe, submetidos a avaliação clínico-laboratorial, TE e ETT. Esta amostra foi comparada com um grupo controle (composto por banco de dados de 2.619 pacientes sem HIV/AIDS e sem doença cardiovascular prévia). Resultados. Indivíduos com HIV / AIDS apresentam idade média de 45,3 ± 11,7 anos vs 58,8 ± 9,8 anos do grupo controle (p <0,001) assim como menor prevalência de hipertensão (21,8% vs 50,3%; p <0,0) e de diabetes (6,4% vs 10,7 %; p <0,001) e maior prevalência de tabagismo (37,3% vs 4,4%; p<0,001) do que os não infectados pelo HIV. Por outro lado, o grupo de HIV positivos tem frequência de IM mais que 02 vezes à do grupo de não-infectados (15,1% vs 7,0%; p<0,001), para a mesma faixa etária (>40 anos de idade); e maior percentual de DD no grupo de pacientes com IM (45,5% vs 15,2%; p<0,001) comparados com os sem IM. A quase totalidade dos pacientes com HIV apresenta viremia indetectável e alta contagem de CD4 +, paralelamente a distúrbios do perfil lipídico (colesterol total> 200 mg / dl =36,4 %, colesterol LDL> 130 mg / dl = 29,1% e triglicerídeos> 150 mg / dl =40,0 %) e cerca de 45,5% faz uso de esquemas terapêuticos com Inibidor de Protease (IP)-drogas aterogênicas. As frequências da Isquemia miocárdica foi de 10,0 % IC 95%: 4,5 a 16,4, da Disfunção diastólica foi de 18,2 % IC 95%: 10,9 a 26,4, da Carga viral indetectável (<40cópias/ml) foi de 82,7% e da Contagem de CD4+ superior a 200céls/mm³ foi de 92,7% IC95%: 87,3-97,2 foram relevantes; enquanto a disfunção sistólica foi de apenas 2,7% IC 95%: 0,0 a 6,4. Conclusão. Os achados do presente estudo demonstraram que pacientes portadores do HIV/AIDS, sob excelente controle da infecção e com menor frequência dos fatores de risco para DAC, tiveram maior prevalência de Isquemia Miocárdica quando comparados aos indivíduos não-infectados pelo HIV; e também se observou que os indivíduos HIV positivos não-isquêmicos apresentaram expressiva frequência de Disfunção Diastólica, mesmo sendo mais jovens e com menores taxas de HAS e de DM (fatores que determinam disfunção diastólica na população em geral).

  • HIANGA FAYSSA FERNANDES SIQUEIRA
  • Avaliação dos resultados de qualidade de vida e satisfação na reconstrução mamária imediata, tardia e sem reconstrução
  • Data: 18/12/2019
  • Dissertação
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  • As mulheres submetidas à mastectomia para tratamento de câncer de mama podem ter sofrimento físico, psicossocial e distorção da imagem corporal. Apesar da reconstrução de mama ser o tratamento que visa reduzir o impacto físico e psicológico causados pela mastectomia, resultados de estudos de satisfação e qualidade de vida nessa população ainda são controversos. Métodos: Foi realizado um estudo observacional, transversal, descritivo e analítico, para estudar a satisfação e a qualidade de vida de pacientes mastectomizadas e/ou reconstruídas no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS), no período de março de 2015 a março de 2018. A qualidade de vida foi avaliada através do questionário WHOQOL-bref. As variáveis ​​sociodemográficas, comorbidades, grau de satisfação quanto a mama reconstruída e dados do tratamento foram colhidos através de uma ficha clínica. O nível de significância adotado foi de 5% e o software utilizado foi o R Core Team 2019. O presente estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa do HU-UFS sob CAAE: 92210218.2.0000.5546. Todos os sujeitos do estudo assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. Resultados: Foram incluídas no estudo 81 pacientes, das quais 53 (65,4%) foram submetidas a reconstrução mamária. A qualidade de vida não foi significativamente melhor no grupo de reconstrução em comparação com o grupo não-reconstrução. No entanto, a satisfação com a mama operada, reconstruída ou não, está positivamente correlacionada com a qualidade de vida (p = 0,004). Não houve diferença estatística significante entre os resultados da qualidade de vida entre as mulheres com reconstrução imediata ou tardia, nem entre os tipos de reconstrução. Conclusão: Este estudo não evidenciou diferenças significativas entre as pacientes com reconstrução mamária, seja ela imediata ou tardia, em comparação com as pacientes não-reconstruídas. Mas quando analisada a qualidade de vida do grupo de mulheres não-reconstruídas, comparando-se os resultados das mulheres insatisfeitas com as que estão satisfeitas com suas mamas não-reconstruídas, observamos que o desejo de reconstrução, impactou negativamente na qualidade de vida dessas mulheres. Portanto, não oferecer a reconstrução de mama para uma mulher que deseja reconstruir, pode diminuir a qualidade e vida.

  • MONICA RUEDA BARRIOS
  • Papel do IGF-I (fator de crescimento semelhante a insulina-I) na infecção de macrófagos humanos pela Leishmania amazonensis, utilizando como modelo indivíduos com deficiência isolada de hormônio de crescimento.
  • Orientador : AMELIA MARIA RIBEIRO DE JESUS
  • Data: 16/12/2019
  • Tese
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  • A influência de hormônios sobre a resposta imune vem sendo estudada em diversas doenças. O “fator de crescimento insulina simíle” (IGF-I), por exemplo, exerce um papel supressor sobre macrófagos, facilitando infecções por agentes intracelulares. Estudos in vitro mostraram que o peptídeo IGF-I, principal mediador das ações do hormônio de crescimento (GH), aumenta a infecção de macrófagos por Leishmania. Em modelos experimentais, o tratamento com IGF-I agrava a infecção por Leishmania. No entanto, não há estudos sobre os efeitos deste hormônio em macrófagos humanos. Em Itabaianinha, Sergipe, Brasil, foi descrito a maior coorte de indivíduos com DIGH, devido a mutação homozigótica no receptor do hormônio liberador do hormônio de crescimento (GHRH), c.57+1G>A (MUT/MUT), causando um nanismo acentuado. Esses indivíduos apresentam concentrações séricas vitalícias muito baixas de GH e IGF-I. E representam um excelente modelo para avaliar os efeitos do IGF-I na infecção por Leishmania, em macrófagos humanos. Nossa hipótese é que estes indivíduos tenham uma maior proteção à infecção por Leishmania. Além disso, é importante esclarecer o efeito do IGF-I sobre os eventos iniciais da infecção e na indução da resposta imune de macrófagos. O objetivo principal deste trabalho é estudar o papel do IGF-I na infecção de Leishmania amazonensis em macrófagos humanos in vitro, utilizando como modelo indivíduos com DIGH e controles normais. O estudo do comportamento da infecção por leishmania pré-tratada com IGF-I nesses macrófagos pode esclarecer se o efeito do IGF-I é no hospedeiro ou no parasito, e elucidar a influência hormonal na resposta imune inata. A população do estudo foram: a) Indivíduos controles normais sem a mutação em estudo; b) Indivíduos com DIGH. Um modelo in vitro de infecção de macrófagos com L. amazonensis foi utilizado para comparar a regulação dos macrófagos dos indivíduos na ausência ou na presença de IGF-I. Foram avaliados os efeitos do IGF-I na atividade microbicida e na indução de vias de sinalização celulares e produção de citocinas pelos macrófagos. Para este fim, amostras de sangue foram coletadas em heparina, macrófagos foram isolados e infectados com uma linhagem de Leishmania amazonensis. Além disso, IGF-I, anticorpos anti receptor de IGF-I (anti-IGF-IR) e anti-α5β3 integrina foram adicionados às culturas de macrófagos para avaliar seus efeitos na infecção. As citocinas foram medidas nos sobrenadantes destas culturas. Observamos que macrófagos de indivíduos com DIGH eram mais resistentes à infecção por Leishmania em comparação com controles normais. Tanto as citocinas inflamatórias: TNFα, IL12p70, INFγ, IL6 quanto as anti-inflamatórias:IL10, GM-CSF, CD163 aumentam apenas nos sobrenadantes dos macrófagos dos controles. A adição de IGF-I ao meio de cultura aumentou as taxas de infecção dos macrófagos dos controles, bem assim como o bloqueio do IGF-IR da leishmania reduziu a infecção. Em conclusão, demonstramos que o IGF-I é importante para a infecção por Leishmania amazonensis em macrófagos humanos e que ele atua facilitando os primeiros eventos de entrada da leishmania nos macrófago. Os indivíduos deficientes genéticos de GH/IGF-I tem uma resistência à esta infecção, possivelmente pela menor entrada da Leishmania nos macrófagos. Os dados que dão suporte a esta conclusão são: a) há redução acentuada da infecção nos indivíduos com DIGH nos eventos iniciais (2 h), b) não há indução de vias inflamatórias nos macrófagos desses indivíduos, c) a adição de IGF-I aumenta a infecção em macrófagos dos controles, d) o bloqueio do IGF-IR da leishmania e da α5β3 integrina reduzem acentuadamente a infecção nos macrófagos dos controles.

  • CYNTHIA PEREIRA SANTOS BARROS OLIVEIRA
  • Funções homeostáticas da pele e homeostase fósforo-cálcica na deficiência congênita e isolada do GH.
  • Orientador : MANUEL HERMINIO DE AGUIAR OLIVEIRA
  • Data: 22/11/2019
  • Dissertação
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  • Introdução: a pele desempenha funções protetivas (contra microrganismos, desidratação e luz ultravioleta e danos mecânicos) e homeostáticas (sudorese e produção da 25-hidroxivitamina). Há uma relação recíproca entre a pele e o eixo GH/IGF-I. A pele produz tanto o IGF-I quanto a vitamina D e o GH e o IGF-I exercem várias funções na pele. Redução na sudorese, e nos níveis de 25-hidroxivitamina D, são descritas em indivíduos com deficiência de GH (DGH), sobretudo no contexto do hipopituitarismo. Os parâmetros da homeostase do cálcio e fósforo são relativamente desconhecidos na DGH isolada (DIGH). Há 25 anos estudamos uma coorte com DIGH devido a mutação c.57+1G>A no gene do receptor do GHRH, que vivem no município de Itabaianinha no nordeste do Brasil. Estes indivíduos apresentam baixa estatura severa, redução da massa muscular, com função muscular e óssea adequadas, obesidade central, mas com longevidade normal. São ativos desempenhando atividades ao ar livre com boa exposição solar.Objetivos: avaliar as funções homeostáticas da pele, sudorese e produção da 25-hidroxivitamina D e homeostase fósforo-cálcica nos indivíduos com DIGH de Itabaianinha. Possíveis fatores influenciadores nestas funções como perfil metabólico, inflamatório e massa muscular serão analisados. Métodos: estudo transversal com 20 indivíduos DIGH, 11 homens, 49,4 (13,4) anos de idade e 20 controles, 11 homens, 48,9 (13,6) anos de idade. A sudorese foi coletada com o Macroduct® Sweat Collection System após 30 minutos de iontoforese pela pilocarpina e posteriormente foram medidas a condutividade e o cloreto foi medido através de método colorimétrico. IGF-I, insulina, PTH, 25-hidroxivitamina D, proteína C reativa (PCR), CPK, glicose, cálcio, fósforo, fosfatase alcalina, proteínas totais e frações e cálcio urinário foram medidos. O HOMA-IR foi calculado. Resultados: os indivíduos DIGH apresentaram menor sudorese (p = 0,012), com aumento no cloreto (p = 0,019) e na condutividade (p = 0,006). No entanto suas concentrações de vitamina D e a consequente homeostase fósforo-cálcica são normais. Adicionalmente estes indivíduos apresentaram menor HOMA-IR (p = 0,002), traduzindo melhor perfil metabólico, PCR mais elevada (p < 0,0001), inflamação crônica e menor CPK (p = 0,005), menor massa muscular. Conclusão: DIGH não tratada leva a redução da sudorese, mas não afeta as concentrações de vitamina D e a homeostase fósforo-cálcica.

  • SARAH CRISTINA FONTES VIEIRA
  • ADESÃO DE PEDIATRAS ÀS DIRETRIZES PARA DOENÇAS GASTROINTESTINAIS
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 20/11/2019
  • Tese
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  • Introdução: Diretrizes de prática clínica são publicações com recomendações baseadas em evidência científica que têm o objetivo de aprimorar e padronizar a prática profissional em saúde. A adesão a essas diretrizes tem sido objeto de estudo em diferentes áreas da medicina e costuma ser baixa mesmo em contextos socioeconômicos mais favoráveis. Embora as doenças gastrointestinais em crianças sejam prevalentes e tenham alto impacto em morbidade, mortalidade e custos, a adesão de pediatras às diretrizes para manejo de patologias do trato digestório é ainda pouco estudada. Objetivo: Avaliar a adesão de pediatras brasileiros às diretrizes para doenças gastrointestinais. Métodos: Foram realizados dois estudos observacionais, transversais, com aplicação de questionários a pediatras convidados aleatoriamente em áreas de convivência do Congresso Brasileiro de Pediatria (CBP), o maior e mais representativo evento dentro da especialidade no país. O primeiro estudo foi executado durante o 37º CBP, na cidade do Rio de Janeiro-RJ, no período de 13 a 16 de outubro de 2015, e avaliou a adesão dos pediatras à diretriz publicada em conjunto pela Sociedade Europeia e Norte-americana de Gastroenterologia Pediátrica (2009), com recomendações sobre manejo de refluxo gastroesofágico (RGE) em crianças. Foi aplicado um questionário padronizado, previamente utilizado em estudo multicêntrico europeu, e traduzido para o português. O segundo estudo foi executado durante o 38º CBP, em Fortaleza/CE, no período de 10 a 14 de outubro de 2017, e avaliou a adesão de pediatras às recomendações do Consenso Brasileiro de Alergia Alimentar (2007) e de diretrizes internacionais, a consciência na adesão e as razões para desacordo intencional. Foi construído um questionário e submetido à validação de conteúdo pela técnica Delphi em 5 etapas com 6 juízes especialistas na área de alergia alimentar. Em ambos os estudos, foram avaliadas as características dos entrevistados, taxa de adesão e realizada análise por regressão logística em busca de variáveis preditoras de adesão. Resultados: No primeiro estudo, foram entrevistados 390 pediatras das cinco regiões do país e nenhum aderiu totalmente às recomendações. Observamos uma taxa de adesão de 23,7% no diagnóstico de RGE e 42% no tratamento. A única variável considerada como preditora de baixa adesão no diagnóstico, após análise multivariada em modelo de regressão logística, foi trabalhar em serviço público (p = 0,026). Não houve diferenças estatisticamente significantes entre as diferentes regiões do país no escore total (p = 0,774). No segundo estudo, foram entrevistados 415 pediatras das cinco regiões brasileiras; nenhum apresentou adesão total e 69 (16,7%) apresentaram taxa de adesão satisfatória (≥80%). As variáveis ‘atender mais de 10 crianças com suspeita de alergia ao leite de vaca por mês’, ‘ter lido o Consenso Brasileiro’ e ‘conhecer alguma diretriz internacional’ estiveram associadas a adesão satisfatória. Em 8/10 questões que avaliaram consciência na adesão às diretrizes, a minoria (20,3-43,5%) dos entrevistados sabia estar em acordo com elas. Conclusões: A adesão dos pediatras brasileiros às recomendações presentes em consensos e diretrizes para RGE e Alergia Alimentar é baixa. A adesão às recomendações em Alergia Alimentar, quando presente, é na maioria das vezes não intencional. Conhecer as recomendações e atender maior número de crianças com suspeita de Alergia Alimentar favorece a adesão.

  • ALINE CARLA ARAÚJO CARVALHO
  • FATORES ASSOCIADOS A DEPENDÊNCIA FUNCIONAL E SÍNDROME DA FRAGILIDADE EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS
  • Orientador : MARCO ANTONIO PRADO NUNES
  • Data: 25/10/2019
  • Tese
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  • O envelhecimento é um processo caracterizado por mudanças biopsicossociais que ocasionam comprometimento da funcionalidade para a realização de atividades da vida diária (AVD’s), principalmente em virtude do desenvolvimento de doenças crônicas, as quais podem promover síndromes geriátricas. Desta forma, esta tese teve como objetivo identificar os fatores associados a dependência funcional e presença do fenótipo de fragilidade em idosos institucionalizados na cidade de Maceió-Alagoas. Para tanto, se apresenta como um estudo transversal, desenvolvido entre os anos de 2017 e 2018 e do qual participaram 206 idosos. Para sua execução foi aplicada uma entrevista face a face onde idosos reportaram dados referentes a suas características sociodemográficos, estado clínico e hábitos de vida ao longo do ciclo vital, assim como responderam ao índice de atividades de vida diária de Katz e participaram do exame clínico-funcional para avaliação dos critérios do fenótipo de fragilidade. A avaliação das variáveis categóricas foi realizada através do teste Mann-Whitney, devido a distribuição assimétrica dos dados. Também foi calculada a razão de prevalência entre as variáveis estudadas. Foi considerado como significante um p < 0,05. As variáveis que apesentaram nível de significância menor que 0.20 foram selecionadas como variáveis independentes para o modelo de regressão logística múltipla. As variáveis dependentes analisadas foram: presença ou ausência de dependência funcional e presença ou ausência de fenótipo de fragilidade. Este estudo mostrou que há prevalência de idosos institucionalizados apresentando dependência funcional severa para as AVD’s básicas (43,7%), assim como frágeis (95,6%), e que entre os critérios do fenótipo de Fried são mais prevalentes a perda de peso não intencional (91,2%) e fraqueza na preensão palmar (90,4%). As análises inferenciais evidenciaram associação entre a presença de dependência funcional e renda (IC 95% = 1,02 a 1,86), estado previdenciário (IC 95% = 1,15 a 2,06) e presença de quadro de etilismo (IC 95% = 1,80 a 2,40). Da mesma forma, evidenciaram associação entre a presença do fenótipo de fragilidade e o baixo nível de escolaridade (p = 0,033); presença de companheiro civil (IC 95% = 1,01 a 1,10); necessidade de cuidador (IC 95% = 1,01 a 1,14); presença de quadros depressivo (IC 95% = 1,01 a 1,11), de amputação (IC 95% = 1,01 a 1,09), de tabagismo (IC 95% = 1,01 a 1,11) e de etilismo (IC 95% = 1,01 a 1,09); histórico de quedas (IC 95% = 1,01 a 1,10); limitação para as AVD’s em decorrência de quedas (IC 95% = 1,01 a 1,09); história de fraturas decorrentes de quedas (p<0,001) ; e histórico de ausência de exercício físico ao longo do ciclo vital (p < 0,003). A alta prevalência de idosos com incapacidade severa e frágeis, cujas características sociodemográficas, clínicas e de hábitos de vida ao longo do ciclo vital se associam com a presença de dependência funcional para as AVD’s básicas e presença do fenótipo de fragilidade, enfatizam a importância do desenvolvimento e implantação de políticas de saúde do idoso institucionalizado mais abrangente do ponto de visto biopsicossocial a fim de garantir melhor assistência e estado de saúde aos mesmos.

  • ANDREZZA MARQUES DUQUE
  • DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE E ENVELHECIMENTO: UMA ABORDAGEM ESPACIAL E TEMPORAL DA REALIDADE DO BRASIL E DE SERGIPE
  • Orientador : MARCO ANTONIO PRADO NUNES
  • Data: 15/10/2019
  • Tese
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  • Introdução: O envelhecimento é uma realidade mundial e o próximo desafio global de saúde pública. No Brasil, acontece de forma acelerada em contextos desfavoráveis. Esse fato demanda ações nos âmbitos econômico, político, social e de saúde para garantir aos idosos uma vida autônoma e independente, sobretudo diante das diversas desigualdades nas quais estão inseridos. Objetivo: Analisar os padrões e a dinâmica temporal e espacial dos determinantes sociais da saúde e do envelhecimento. Método: Estudo ecológico com técnicas de análise espacial e temporal, realizado através de dois universos populacionais: o território brasileiro e o estado de Sergipe, tendo os municípios como unidades de análise, 5.565 e 75, respectivamente. Para o primeiro estudo foram utilizados dados oriundos dos Censos Demográficos e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) dos municípios e estados brasileiros. Para o segundo, dados secundários de indicadores sociais, demográficos e de saúde coletados em inquéritos brasileiros dos municípios do estado de Sergipe. Foi analisada a distribuição espacial dos determinantes sociais de saúde e do envelhecimento. A autocorrelação espacial e a correlação entre as variáveis foi testada por meio do Índice de Moran Global (I) e do Índice de Associação Espacial Local (LISA). Para análise espacial foram utilizados os softwares GeoDa, TerraView 4.2.2 e QGIS 2.18.3 e para os modelos de tendência e regressão linear múltipla o programa R. Resultados: Foi observada autocorrelação espacial significativa quanto à desigualdade de renda, expectativa de vida e taxa de envelhecimento no Brasil. Existem clusters predominantes nas regiões Norte, Nordeste e Sul do país, os clusters das regiões Norte e Nordeste estiveram associados com maiores desigualdades e piores indicadores. Houve correlação espacial inversa entre desigualdade de renda vs. expectativa de vida e taxa de envelhecimento. As características de envelhecimento no Brasil apresentam distribuição não aleatória revelando correlação espacial com a desigualdade de renda. No estado de Sergipe, a região sudeste apresentou clusters com melhores resultados em todos os indicadores e os municípios da região noroeste e extremo leste caracterizaram-se por valores inferiores, evidenciando-os como locais de condições de vida precárias. A razão de dependência elevada, a taxa de analfabetismo em idosos e a taxa de desemprego apresentaram um impacto negativo sobre a expectativa de vida. Houve uma autocorrelação entre os determinantes sociais e a expectativa de vida no estado de Sergipe, apontando que quanto piores os indicadores sociais, econômicos e de saúde menores as expectativas de vida. Conclusão: O envelhecimento no Brasil possui associação com os determinantes sociais em saúde, sendo a renda um dos determinantes mais relevantes. Diante das disparidades sociais e econômicas no vasto território brasileiro, a análise espacial mostrou ser um contributo significativo para a formulação de políticas públicas que respeitem as peculiaridades locorregionais. Esse reconhecimento aponta para a necessidade de redirecionamento das políticas públicas e formulação de estratégias visando a redução das desigualdades sociais e na saúde.

  • MARAÍSA BEZERRA DE JESUS FEITOSA
  • EFEITO PROTETOR CARDIOVASCULAR DO ÁCIDO FITICO NA HIPERTENSÃO CARDÍACA EM RATOS.
  • Orientador : SANDRA LAUTON SANTOS
  • Data: 11/10/2019
  • Tese
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  • A hipertensão é um problema de saúde pública, associada à elevada morbidade emortalidade, pois gera complicações cardiovasculares graves. No estudo fisiopatológicoda hipertensão arterial (HA) primária humana têm sido utilizados modelos experimentaisanálogos dentre os quais destaca-se a linhagem geneticamente hipertensa de Kyoto(SHR). Nestes animais há um envolvimento etiopatogênico multifatorial, cuja disfunçãoendotelial é o mecanismo central. Sabendo-se que o NO tem efeito protetor na HA e queo aumento da produção de EROs podem reduzir sua disponibilidade, agentesantioxidantes têm sido utilizados para o controle desta patologia. O uso de plantasmedicinais e seus compostos bioativos têm contribuído de forma significativa nodesenvolvimento de fármacos para o tratamento de doenças cardiovasculares. Umbioativo encontrado em plantas é o inositol e suas formas fosforiladas, como o ácido fítico(AF), que possui atividade antioxidante e cardiovascular. Logo, o presente trabalho tevecomo objetivo geral investigar o efeito do tratamento com ácido fítico na funçãocardiovascular de animais espontaneamente hipertensos. Foram utilizados ratos Wistar(CTR) e SHR machos (SHR Veículo), tratados com ácido fítico livre (SHR AF/Livre) eincluído em lipossoma (SHR AF/Lipo), com 16 – 18 semanas de idade, pesando entre300 e 450g. No eletrocardiograma realizado in vivo, a cada 7 dias após o início dotratamento, foi observada a redução significativa na frequência cardíaca (FC) em relaçãoao grupo controle. Foi avaliado a pressão interna do ventrículo esquerdo (PVDE) emcoração isolado de animais no sistema de perfusão do tipo Langendorff. O AF reduziu apressão em comparação ao grupo controle. A massa do coração foi mensurada enormalizada pela massa corporal de cada animal ao final do estudo. Houve redução damassa cardíaca dos animais tratados com AF em relação ao grupo controle. A expressãode MMP–2 e - 9 nos ventrículos (VE) foi avaliada por Western blot. Houve diminuiçãoda MMP-2 apenas no grupo tratado com o lipossoma e diminuição da MMP-9 em ambostratamentos quando comparado ao grupo controle. Em anéis isolados da artériamesentérica superior, curvas de contração com fenilefrina (Phe), de relaxamento paraacetilcolina (ACh) e nitroprussiado de sódio (NPS) foram construídas. Também foiverificado a participação da produção do óxido nítrico (com L-NAME) e da prostaciclina(indometacina) na vasodilatação. Em anéis de mesentérica com endotélio, os tratamentospotencializaram a resposta à Phe, mas na ausência do endotélio não houve diferença nessaresposta. No grupo SHR AF/Lipo o relaxamento induzido por ACh foi potencializado emcomparação com SHR AF/Livre e SHR Veículo. Na curva de relaxamento induzida porNPS, não houve diferença entre os grupos. Nos VE foram quantificados substanciasreativas ao TBARS e grupamento sulfidril (-SH), além da atividade enzimática dasuperóxido dismutase (SOD), catalase (CAT) e as glutationas peroxidase (GPx) eredutase (GR). Houve redução significativa da peroxidação lipídica ambos grupostratados com AF em relação ao grupo controle. Os grupamentos -SH aumentaram apenasno grupo tratado com lipossoma em relação ao controle. Na aorta, não houve diferençana SOD, porém no tecido cardíaco ambos tratamentos aumentaram este marcador quandocomparado ao grupo controle. Em aorta, o tratamento do grupo SHR AF/Lipo aumentoua atividade da CAT, enquanto que em coração ambas as formas de AF aumentaram estemarcador quando comparados ao grupo controle. A GPx cardíaca houve um aumento em relação ao grupo controle apenas ao tratamento com o AF incluído em lipossoma. Ambosos tratamentos foram capazes de aumentar a atividade da GR quando comparada ao grupocontrole. Desta forma, podemos afirmar que os tratamentos com AF diminui a FC e aPDVE, e podem modular a expressão de MMPs em animais espontaneamentehipertensos, além disto, promove relaxamento dependente do endotélio para ACh emartéria mesentérica de ratos, um efeito dependente de NO que é potencializado nainclusão. Sobre o status redox, o ácido fítico promove redução da peroxidação lipídica,melhorando a atividade de enzimas antioxidantes, sendo que, a inclusão em lipossomaaumentou a atividade enzimática da CAT em aorta e, GPx e GR cardíaca quandocomparado com a forma livre. Em conjunto, nossos dados sugerem que o tratamento comAF protege o coração dos danos cardiovasculares promovidos pela hipertensão.

  • MARIA TEREZA MAYNARD SANTANA
  • Taxa de Disfunção Velofaríngea e fatores associados em Pacientes com fissura palatina em uma Instituição Especializada no Estado de Sergipe
  • Orientador : LUIZ CARLOS FERREIRA DA SILVA
  • Data: 13/09/2019
  • Tese
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  • Introdução: A Disfunção Velofaríngea é uma consequência negativa causada pelas fissuras palatinas e provocam alterações importantes nas habilidades de comunicação. Caracteriza-se com emissão hipernasal, escape de ar indevido pelas narinas durante a fonação, ausência de pressão intraoral e distúrbios de articulação compensatória (DAC). Após a cirurgia de palatoplastia espera-se que o paciente adquira a integridade e a dinâmica do esfíncter velofaríngeo. Entretanto, em alguns pacientes, esse mecanismo continua deficitário. Objetivos: Determinar taxa de DVF e fatores associados em pacientes com fissura palatina pós cirurgia de palatoplastia primária num serviço do Estado de Sergipe (Brasil) e relacionar os dados às variáveis sociodemográficas, variáveis clínicas e variáveis fonoaudiológicas. Casuística e Métodos: Tratou-se de uma pesquisa de cunho transversal, em que realizou-se a Avaliação Perceptivo-Auditivo de Fala em 80 pacientes pós palatoplastia primária, com no mínimo 6 meses após a palatoplastia, ambos os sexos, acompanhados na Sociedade Especializada no Atendimento ao Fissurado do Estado de Sergipe (SEAFESE) localizada na cidade de Aracaju, Sergipe, Brasil nos anos de 2015 a 2017. Para análise dos dados foi realizada a estatística descritiva por meio de frequências absolutas e relativas, medidas de tendência, central e dispersão. Resultados: 81,3% dos pacientes com alteração do mecanismo velofaríngeo. Quanto às variáveis sociodemográficas, dentre os homens, 83,7% apresentavam DVF, enquanto a taxa foi de 78,4% nas mulheres. As faixas etárias mais acometidas pela DVF foram as de crianças até 9 anos, seguido dos adultos acima de 20 anos. Quanto aos demais escores; grau de escolaridade mais prevalente foi o de pessoas que cursaram até o II grau completo; o estado civil mais prevalente foi o solteiro e a renda familiar em até R$1000. Quanto às variáveis clínicas, o tipo de fissura com maior prevalência foi transforame e a maioria dos pacientes realizaram a cirurgia de palatoplastia primária até os 5 anos. Quanto às variáveis fonoaudiológicas, a maioria dos pacientes, realizaram fonoterapia no próprio serviço após a palatoplastia primária e obtiveram grau de Inteligibilidade moderado/severo. Quanto às variáveis da Avaliação Perceptivo-Auditivo de Fala, a prevalência foi de emissão de ar de grau leve ou leve para moderado; hipernasalidade moderada, moderada para grave e grave e com grande maioria de pacientes com presença de DACs. Conclusão: Concluiu-se a taxa de DVF no SEAFESE é bastante alta, quando comparada à outros centros, e se caracteriza com sintomatologias: hipernasalidade, aeração nasal e principalmente a presença de DAC. Como fatores associados, o estudo apresentou: nível de escolaridade e renda baixas; fissuras do tipo transforame e a consequência mais marcante foi o grau de inteligibilidade de fala de grau moderado/severo. Assim, a DVF tem grande impacto no serviço e faz-se necessário repensar o protocolo de intervenção fonoaudiológica.

  • URSULA MARIA MOREIRA COSTA BURGOS
  • Escore de Cálcio na Estratificação do Risco Cardiovascular em Portadores de HIV/AIDS em tratamento
  • Orientador : JOSELINA LUZIA MENEZES OLIVEIRA
  • Data: 12/09/2019
  • Tese
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  • Introdução. Nos dias atuais quase 37 milhões de pessoas vivendo com o vírus da imunodeficiência humana (HIV) e o tratamento antirretroviral permitiu a cronificação da doença, dando espaço a associação de outras patologias como a doença arterial coronariana (DAC). O uso do Escore de Cálcio Coronário (EC) neste cenário pode agregar na estratificação de risco para DAC. Objetivos. Avaliar portadores de HIV/AIDS com EC, compará-lo com o de pacientes sem HIV/AIDS e avaliar fatores associados com escore de cálcio patológico na população investigada. Métodos. Foram incluídos 97 portadores de HIV/AIDS provenientes dos ambulatórios de Infectologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe e do Centro de Especialidades Médicas de Sergipe, os quais foram submetidos a uma avaliação clínico-laboratorial e tomografia de coronárias para avaliação de EC. Esta amostra foi comparada com um grupo controle (composto por banco de dados de pacientes soronegativos e sem doença carcardiovascular prévia). Resultados. Indivíduos com HIV / AIDS apresentam idade média de 46,9 ± 11,4 anos vs 55,5 ± 14,8 anos do grupo controle (p <0,001) assim como menor probabilidade de ter hipertensão (20,2% vs 50,4%; p <0,001) e diabetes (5,3% vs 23,3 %; p <0,001) do que os não infectados pelo HIV. Por outro lado, ambos os grupos têm o mesmo nível de EC. Na razão de chances ajustada idade (RC = 1,08; IC95% = 0,98-1,17; p =0,006), sexo masculino (RC = 3,61; IC95% = 1,06-12,30; p =0,041) e uso de inibidores de protease (IP) (RC = 3,38; IC95% = 1,10-10,40; p =0,033) são fatores associados à calcificação coronariana. A maioria dos pacientes com HIV apresenta viremia indetectável e alta contagem de CD4 +, paralelamente a distúrbios do perfil lipídico (colesterol total> 200 mg / dl = 34,0%, colesterol LDL> 130 mg / dl = 28,9% e triglicerídeos> 150 mg / dl = 37,1%). Conclusão. Nossos achados sugerem a infecção por HIV e/ou seu tratamento predispõe à calcificação coronariana já que mesmo mais jovens e com menos fatores de risco clássicos, pacientes com HIV apresentam o mesmo grau de calcificação coronariana que os soronegativos, sendo fatores relacionados a uma maior chance de calcificação idade, sexo masculino e uso de IP.

  • CARLA FRANCISCA DOS SANTOS CRUZ
  • ENSINO E AVALIAÇÃO DE COMPETÊNCIAS CLÍNICAS EM FARMÁCIA: REALIDADE E DESAFIOS.
  • Orientador : DIVALDO PEREIRA DE LYRA JUNIOR
  • Data: 03/09/2019
  • Tese
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  • Introdução. A profissão farmacêutica vivencia uma série de transformações, influenciadas pela crescente morbimortalidade relativa às doenças e à farmacoterapia, que exige um perfil de farmacêutico que atue integrado a equipe de saúde e se cooresponsabilize pelas necessidades e resultados em saúde da população. Consequentemente, mudanças na formação são necessárias para prover as competências clínicas essenciais para o exercício profissional centrado na pessoa. Método. Esta tese foi realizada em duas etapas. A primeira compreendeu um estudo qualitativo, transversal, exploratório baseado em discussão de grupos focais entre setembro e novembro de 2017. Nesta etapa buscou-se identificar as percepções de estudantes, professores e profissionais farmacêuticos relacionadas ao ensino e avaliação de competências clínicas para o exercício da profissão farmacêutica. A segunda etapa compreendeu uma revisão sistemática de ensaios clínicos nas bases de dados Scopus, Lilacs, Eric e PubMed publicados até 10 de julho de 2018. Nesta etapa buscou-se analisar a efetividade dos métodos de ensino e de avaliação utilizadas para o desenvolvimento de competências clínicas Resultados. Na primeira etapa os participantes foram divididos em quatro grupos de seis a sete pessoas e as discussões geradas mostram a necessidade de mudanças acerca do aumento de experiências práticas, integração de conteúdos no decorrer do curso e métodos de ensino e avaliação contextualizados com a prática clínica do farmacêutico, considerando os diferentes tipos de aprendizagem dos estudantes. Na segunda etapa foram identificados 3.094 artigos e, deste, 13 artigos compuseram a amostra final. Nestes estudos as metodologias de ensino utilizadas foram: (i) softwares em formato interativo baseados na web; (ii) simulação com manequim de alta fidelidade e/ou pacientes padronizados associados a outras técnicas de ensino/avaliação (palestras didáticas, discussão de casos clínicos, grupo de trabalho, role playing e feedback). As metodologias de simulação foram superiores aos métodos convencionais em três estudos. Os demais estudos, mesmo não apresentando diferença estatisticamente significativa entre os métodos, relataram que as intervenções eram tão eficazes quanto o controle e tinha uma tendência a serem superiores. Quanto aos estudos que focaram nos métodos de avaliação, verificou-se que o feedback imediato foi preferido pelos estudantes em relação ao feedback tardio como método de avaliação. E o instrumento de avaliação testado, General Level Framework propõe uma avaliação pragmática a partir da qual as necessidades de treinamento do indivíduo podem ser identificadas. Conclusão. Há necessidade de revisão do modelo atual curricular do curso de Farmácia e das relações interpessoais para o melhor aproveitamento dos métodos empregados. Um “mix” de diferentes métodos de ensino e avaliação podem ser mais efetivos que métodos isolados. No entanto, novas pesquisas são necessárias para comprovar a efetividade dos diferentes métodos analisados. Assim, este estudo poderá nortear futuras mudanças na formação acadêmica de farmacêuticos e pesquisas sobre competências clínicas nos cursos de Farmácia.

  • MANUELLA DE OLIVEIRA MOTA FERNANDES
  • MORTALIDADE POR ASMA NO ESTADO DE SERGIPE, UMA TENDÊNCIA SECULAR DE 35 ANOS.
  • Orientador : MARIA LUIZA DORIA ALMEIDA
  • Data: 02/09/2019
  • Tese
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  • Introdução: Asma é uma doença que pode ser reversível através de tratamento ou de forma espontânea, porem continua sendo pouco controlada, devido a inadequada prescrição como também ao uso errôneo de medicamentos. O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking das hospitalizações por doenças clínicas e o quarto em mortes por doenças respiratórias. Com relação a mortalidade, no Brasil não existem dados nacionais confiáveis sobre tendências de mortalidade por asma, já que registros de óbitos são incompletos e não são realizados em todos os Estados. Objetivo: fornecer dados sobre a tendência de mortalidade no Estado de Sergipe nos anos de 1980 até 2015. Métodos: Os dados foram obtidos através da coleta nos bancos de dados do Sistema de Informação de Mortalidade do Estado de Sergipe. A análise das taxas específicas por idade foi realizada através do agrupamento dos dados nas seguintes faixas etárias: 0 a 19, 20 a 44, 45 a 64 e 65 anos de idade em diante. Para analisar as tendências de mortalidade foi utilizando o Programa de Regressão Joinpoint versão 4.5.0.1, baseado no cálculo da variação percentual anual (APC) e seus respectivos intervalos de confiança de 95% (IC95%), como também o SPSS Statistics versão 22. Resultados: Foi totalizado 1.292 mortes por asma, apresentando um pico em 2007 do sexo feminino enquanto o masculino foi em 2011. O maior coeficiente de mortalidade foi verificado em idades superiores a 65 anos em ambos os gêneros, representando 51% do total. Outra faixa etária que apresentou uma crescente tendência de mortalidade foi o grupo de 45 – 64 anos em ambos os sexos. Ao analisar as regiões de saúde, na região de Aracaju pôde verificar uma alta taxa de mortalidade, porem foi a única região que não apresentou tendência a mortalidade, ao contrário da Região de Lagarto. Conclusão: a mortalidade infantil e juvenil apresentou uma redução significante, por outro lado, a mortalidade senil obteve um crescimento constante em ambos os sexos. Com relação as regiões de saúde, a região de saúde de Aracaju apresentou uma redução na tendência na mortalidade.

  • LINO SERGIO ROCHA CONCEIÇÃO
  • EFEITO DA TERAPIA POR SAUNA EM INDIVÍDUOS COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA COM FRAÇÃO DE EJEÇÃO REDUZIDA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE
  • Orientador : VITOR OLIVEIRA CARVALHO
  • Data: 30/08/2019
  • Tese
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  • Introdução: A terapia por sauna surgiu como um novo tratamento alternativo para a síndrome da insuficiência cardíaca (IC). Nesse estudo realizamos uma revisão sistemática com meta-análise sobre o efeito da terapia de sauna em indivíduos com IC com fração de ejeção reduzida. Método: foi realizada uma busca sistemática por ensaiois clínicos randomizados nas bases de dados: PubMed, Embase (via Scopus), LILACS, IBECS, Cochrane (CENTRAL), MEDLINE e Scielo via Bireme até junho de 2017 para ECR que avaliaram o efeito da terapia de sauna sobre função cardíaca, biomarcadores cardíacos, pressão arterial, e noradrenalina em indivíduos com IC. Diferença média e intervalos de confiança de 95% foram calculados. A heterogeneidade foi avaliada através dos testes Q de Cochran e quantificada por meio do teste I2. Resultados: 5 estudos foram incluídos. A terapia por sauna apresentou um efeito positivo na redução de peptídeos natriuréticos (Peptídio natriurático cerebral (BNP): -167,3 pg/mL; 95% CI −225,8 a −108,6; P < ,00001)/ Peptídio natriurático atrial (ANP): -48,7 pg/mL; 95% CI −72.1 a −25,3; P < ,0001), na pressão arterial sistólica (−6,1 mmHg; 95% CI −10,8 a −1,3; P = ,01), e diastólica (−4,7 mmHg; 95% CI −8,7 a −0,7; P = ,02) comparado ao grupo controle. Resultados referentes a fração de ejeção de ventrículo esquerdo e noradrenalina não apresentaram diferenças em relação ao grupo controle. Conclusão: Os resultados de noss estudo demonstram um efeitos significativos da terapia de sauna na redução de biomarcadores cardíacos, PAS e PAD em indivíduos com IC. No entanto, deivido ao grau impreciso das evidências não é possível estabelecer uma recomendação pragmática do seu uso.

  • MARIA JANE DAS VIRGENS AQUINO
  • EFEITO DA CINESIOTERAPIA NA DOR E NA FADIGA ONCOLÓGICA: ESTUDO PILOTO DE ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 29/08/2019
  • Dissertação
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  • Introdução: A dor e a fadiga oncológica são sintomas frequentemente relatados por esse perfil de pacientes e o exercício físico representa uma forma eficaz para o seu tratamento. Objetivo: Analisar o efeito do exercício físico na dor e na fadiga oncológica em pacientes submetidas a cirurgia de mastectomia para retirada do câncer de mama. Metodologia: Trata-se de um estudo piloto de um ensaio clínico randomizado, em que a amostra foi constituída por conveniência. As mulheres foram submetidas a um protocolo de exercícios físicos, três vezes por semana, durante 20 sessões. As mesmas foram avaliadas na primeira, décima e vigésima sessões em relação a dor (Escala Numérica de 11 pontos e Limiar de Dor por Pressão), fadiga (Functional Assessment of Cancer Therapy Fatigue - FACT-F e Escala Numérica de 11 pontos), catastrofização (Escala de Catastrofização da Dor), cinesiofobia (Escala de Cinesiofobia de Tampa), modulação condicionada (MCD), somação temporal (ST), disfunção ombro-mão (DASH), qualidade de vida (European Organization for Research and Treatment of Cancer Quality of Life - EORTC QLQ-C30), qualidade do sono (Questionário de Qualidade de Sono de Pittisburgh), força (algômetro de pressão digital) e flexibilidade muscular (flexímetro), autoestima (Escala de Autoestima de Rosenberg), depressão (Inventário de Depressão de Beck) e alteração da temperatura corporal na região das mamas (Termografia Infravermelha). Resultados: Foram recrutadas 20 pacientes que realizaram cirurgia de mastectomia. Nenhuma paciente apresentou infecção do dreno, deiscência cicatricial ou linfedema e, apenas uma paciente precisou retirar seroma. A média de idade foi de 50,45 ± 2,00 anos e o Índice de Massa Corporal (IMC) foi de 28,95 ± 1,11 kg/m². O exercício causou efeitos positivos na redução da dor e na melhora do desempenho funcional avaliada através do questionário de qualidade de vida, na melhora da função ombro-mão, no aumento da força e da flexibilidade muscular e na redução da temperatura corporal da região da mastectomia quando comparada à mama contralateral. Não foram observadas alterações na fadiga oncológica após o protocolo de exercícios nessas pacientes. Conclusão: A prática de atividade física é importante, na melhora da qualidade de vida, no incremento da força e da flexibilidade muscular na reabilitação de pacientes submetidas à mastectomia para tratamento do câncer de mama. Para esse grupo de pacientes, não foi verificada alteração na dor e na fadiga oncológica.

  • MARCELLE VIEIRA FREIRE
  • HIPERTENSÃO OCULAR EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COM LEUCEMIA LINFÓIDE AGUDA – UMA COORTE DE 5 ANOS
  • Orientador : ROSANA CIPOLOTTI
  • Data: 28/08/2019
  • Dissertação
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  • Introdução: A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é a neoplasia mais frequente em menores de 19 anos de idade. Com os avanços no tratamento, a taxa de mortalidade caiu acentuadamente, e parte desse sucesso se deve, entre outras drogas, ao uso de altas doses de glicocorticoide (GC) no tratamento, imprescindível para controle e cura da doença. Seu uso, no entanto, não é isento de efeitos colaterais e um dos mais importantes é a hipertensão ocular (HO), manifestação ocular mais frequente nessa população. Em sua evolução natural, pode acometer de forma permanente o nervo óptico, caracterizando então o glaucoma cortisônico que, em último estágio, pode levar à cegueira. Com o aumento da sobrevida dessa população, hoje há crescente preocupação com a qualidade de vida desses pacientes, com alta perspectiva de cura. Objetivos: Esse trabalho visa então avaliar a pressão intraocular (PIO) em pacientes com LLA em uso de GC, através da caracterização quantitativa da PIO, delineamento de sua evolução temporal, análise do nível de resposta aos glicocorticoides, identificação de possíveis fatores de risco para elevação da PIO e resposta individual aos GC e utilização da PIO como fator prognóstico em termos de infiltração do LCR e mortalidade. Métodos: foi realizado um estudo de coorte prospectiva entre janeiro de 2013 e dezembro de 2017 com pacientes recém diagnosticados com LLA. Os pacientes foram submetidos a exame oftalmológico antes do início do tratamento (D0), após oito dias (D8), com 28 dias (D28) e após seis meses (D6m). Resultados: Dos 60 pacientes incluídos, 16 (30,2%) apresentaram sensibilidade aumentada ao GC (aumento de pelo menos 6 mmHg na PIO) dos quais, 56,2% evoluíram com HO propriamente dita. Da amostra total, 11 pacientes (18,3%) apresentaram HO, sendo que os aumentos foram significativamente maiores no D8 (p<0,001), com alguns casos isolados ainda no D28. Todas as pressões normalizaram após cessação do GC no D6m, e nenhum paciente apresentou-se sintomático. Conclusão: Sexo, faixa etária, imunofenotipagem e infiltração do liquido cefalorraquidiano (LCR) não atuaram como fator de risco para HO e não foi possível predizer mortalidade e infiltração do LCR a partir dos valores da PIO. A alta taxa de HO apontada no estudo não só reforça a importância de um acompanhamento oftalmológico regular, como direciona o período em que esses pacientes estão mais susceptíveis à HO. Sugerimos, então, um acompanhamento oftalmológico desses pacientes em três momentos: antes do início do uso do GC, no D8 e no D28. A LLA é uma doença com potencial elevado de cura e que compromete principalmente indivíduos jovens, com elevada expectativa de vida. As altas doses de GC usadas no tratamento são um perigo silencioso, pois possuem alta associação com a HO, com curso quase sempre assintomático, que em última análise pode resultar em perda irreversível da visão, sentido esse fundamental na qualidade de vida de qualquer indivíduo.

  • CRISTIANE CAVALCANTE DE OLIVEIRA
  • Qualidade de vida de pacientes com vitiligo e aspectos relacionados a extensão da lesão e índice relativo de melanina.
  • Orientador : MAIRIM RUSSO SERAFINI
  • Data: 28/08/2019
  • Dissertação
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  • Vitiligo é uma doença da pele que afeta entre 0,4 e 2,9% da população mundial, caracterizada como desordem de pigmentação adquirida. Nela, há máculas acrômicas de diferentes formas e tamanhos, resultantes de alterações funcionais dos melanócitos. Esse trabalho teve como objetivos avaliar as características da pele e qualidade de vida dos pacientes de vitiligo do município de Aracaju. Trata-se de um estudo observacional transversal com 28 pacientes de consultórios dermatológicos diversos diagnosticados clinicamente com vitiligo. Foram aplicados dois instrumentos de pesquisa como: um questionário para pesquisa de dados sócio-demográficos, características clínicas e história do paciente; e o questionário de qualidade de vida Vitiligo-specificquality-of-life instrument (VitQol) As características da pele foram avaliadas por meio do instrumento Courage-Khazaka Electronic, Koöln e software Vitiligo Extent Score (VES). A média de idade dos pacientes foi de 49,2 ± 12,6 anos, a maioria (68%) era do sexo feminino e casados (65,5%), e a primeira lesão surgiu dos 20 aos 40 anos em 50% dos pacientes, sendo que 85,7% associaram estar passando por momento de estresse quando apareceu a primeira lesão e o motivo predominante foi questões/problemas familiares. O grau de escolaridade predominante foi Ensino Superior Completo (48,3%). 93% apresentavam a forma não segmentar e 75,9% relataram perceber alteração das lesões com o estresse. A média dos resultados do VitiQol foi de 25,3±15,58 e a média de avaliação pessoal da gravidade do vitiligo foi de 2,39±1,93. Foi observada uma correlação regular entre a qualidade de vida determinada pelo VitiQoL e a percepção pessoal da severidade da doença (item 16) (rS = 0.4317, p <0.0217). Os dados coletados sugerem que não houve correlação entre a qualidade de vida e o percentual da área total determinada pelo VES e houve fraca correlação entre o índice relativo de melanina e a qualidade de vida total determinada pelo VitQol. Provavelmente isso foi devido ao perfil sócio-demográfico da população estudada, característica que pode diminuir o impacto do vitiligo na qualidade de vida ou pode favorecer que os pacientes tenham um pensamento racional sobre o vitiligo, além de possibilitar mais acesso a dermatologistas, tratando a lesão desde o início e dirimindo a progressão doença para mais áreas do corpo.

  • IGOR JUHY DA COSTA PINTO NASCIMENTO
  • EFICÁCIA DE UM APLICATIVO MÓVEL NO MONITORAMENTO DE DOR, ANSIEDADE, MOTIVAÇÃO E SAÚDE PERIODONTAL EM PACIENTES SUBMETIDOS A TRATAMENTO ORTODÔNTICO
  • Orientador : PAULO RICARDO SAQUETE MARTINS FILHO
  • Data: 28/08/2019
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  • A tecnologia móvel e seus aplicativos têm sido amplamente utilizados por cirurgiões-dentistas na gestão e planejamento, mas são pouco indicados para o monitoramento dos pacientes após intervenção odontológica. Dor e desconforto são praticamente inevitáveis durante a movimentação ortodôntica, o que pode acarretar altos níveis de ansiedade, desmotivação, perda de consultas e menor adesão ao tratamento. O estudo teve como objetivo avaliar a eficácia de um aplicativo móvel com multimídia educativa, direcionada para smartphones, sobre a percepção de dor, grau de ansiedade, motivação, e monitorização da saúde gengival em uma amostra de pacientes ortodônticos. Foi realizado um ensaio clínico de prevenção, randomizado-controlado, paralelo, duplo-cego, com dois braços, envolvendo 47 pacientes maiores de 18 anos, que iniciaram tratamento ortodôntico fixo em dois Cursos de Especialização em Ortodontia, com acesso a telefone celular do tipo smartphone, sem história de tratamento ortodôntico. Os participantes foram divididos aleatoriamente em 02 grupos (intervenção e controle), acompanhados por um período de 90 dias. Os participantes do grupo de intervenção receberam um aplicativo que incluía vídeo mídia educativo e instruções de higiene oral, além de orientações orais e escritas padronizadas de cuidados e higiene durante o tratamento ortodôntico. Já o grupo controle recebeu apenas orientações orais e escritas padronizadas de cuidados e higiene durante o tratamento ortodôntico. Avaliaram-se como desfechos humanísticos a dor, ansiedade e motivação antes da instalação do aparelho ortodôntico e 24h, 48h, 7 dias, 30 dias e 90 dias após a instalação do aparelho. Como desfechos clínicos foram avaliados os índices de placa bacteriana e de sangramento gengival, por um examinador cego aos grupos, antes da instalação do aparelho fixo, e após 30 dias e 90 dias. O presente estudo não mostrou efeitos do uso do aplicativo na percepção de dor, porém foram observadas uma redução significativa dos níveis de ansiedade entre aqueles com experiência de dor em tratamento odontológico prévio. Os pacientes do grupo de intervenção também apresentaram aumento da motivação ao longo do tratamento, especialmente entre aqueles mais jovens e com experiência prévia de dor. Houve redução do risco de acúmulo de placa no grupo intervenção, 30 dias após instalação do aparelho ortodôntico. Concluiu-se que o uso do aplicativo móvel educativo reduziu os níveis de ansiedade, aumentou a motivação e diminuiu o risco de acúmulo de placa em pacientes submetidos a tratamento ortodôntico, especialmente entre os mais jovens e com história pregressa de dor durante tratamento odontológico.

  • MARIANA RIBEIRO MATTOS CAVALCANTI
  • Efeito analgésico do extrato metanólico de Sideritis bilgeriana.
  • Orientador : JULLYANA DE SOUZA SIQUEIRA QUINTANS
  • Data: 28/08/2019
  • Dissertação
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  • A dor normalmente exerce um papel vital na sobrevivência do organismo. Entretanto, a sensação de dor pode contrapor o seu papel fisiológico normal, como ocorre na dor neuropática, ocasionando impacto negativo na qualidade de vida do paciente. O tratamento atual disponível é complexo, tem baixa eficácia e muitos efeitos adversos. Desta forma, faz-se necessário descobrir novos tratamentos. Os extratos de plantas do gênero Sideritis têm sido alvo de diversos estudos, alguns já elucidados como agentes anti-inflamatórios e analgésicos. A Sideritis bilgeriana é uma das espécies deste gênero e é encontrada principalmente na Turquia. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do extrato metanólico de Sideritis bilgeriana (EMSB) em modelos de nocicepção em camundongos. Todos os protocolos experimentais foram aprovados previamente pelo comitê de ética e foram realizados com a utilização de camundongos Swiss machos. Os animais foram divididos em três grupos (n=8), sendo o sham (não submetidos à indução álgica e tratados com água 10ml/kg v.o.), veículo (submetidos à indução álgica e tratados com água 10ml/kg v.o.) e grupos tratados com EMSB (100 mg/kg, v.o.). Os animais foram submetidos a testes agudos para avaliar a ação analgésica e anti-inflamatória (contorções abdominais induzida por ácido acético e pleurisia induzida por carragenina) e modelo crônico de lesão parcial do nervo ciático (LPNC) para avaliar dor inflamatória e dor neuropática. Através da cromatografia liquida de alta eficiência (CLAE) pode-se observar a presença dos compostos: ácido gálico, ácido clorogênico, ácido cafeico, ácido ferúlico, miricetina e quercetina. Sendo os dois últimos citados, flavonóides majoritários. A dose do EMSB foi escolhida através do teste de contorções abdominais, cuja menor dose capaz de diminuir significativamente (p<0,01) o número de contorções foi a de 100mg/kg quando comparado ao veículo. No modelo de pleurisia, o EMSB reduziu significativamente os níveis das citocinas pró-inflamatórias TNF-α, IL1β e dos leucócitos em comparação ao grupo veículo (p<0,001). No modelo de LPNC o EMSB reduziu a hiperalgesia mecânica da 1ª hora até 3ª hora (p<0,01) no primeiro dia e também nos 7 dias de avaliação comparado ao grupo veículo (p<0,001 ), também reduziu a hiperalgesia térmica 1 hora após o tratamento comparado ao grupo veículo (p<0,05) e reverteu a perda de força inicialmente obtida pelos animais, inferindo assim efeito analgésico no teste de força muscular. A análise da medula destes animais demonstrou diminuição no nível da citocina pró-inflamatória IL-6 e do fator NF-κB, em relação ao grupo veículo (p<0,01). Além disso, o tratamento EMSB não demonstrou sinais de lesão gástrica e hepática. Diante do exposto, EMSB tem efeito analgésico em modelos de dor aguda e crônica.

  • MONIQUE TAVARES DE JESUS
  • Influência da qualidade de vida e dos fatores de risco na apresentação do infarto agudo do miocárdio.
  • Orientador : ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA
  • Data: 27/08/2019
  • Dissertação
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  • O cenário mundial revela o crescimento das doenças cardiovasculares e destaca comouma das principais causas de mortes e incapacidades físicas. Dentre as mais relevantesestá o infarto agudo do miocárdio (IAM). Evidências científicas mostram fatores de riscomodificáveis e a qualidade de vida podem associar-se ao desenvolvimento das doençascardiovasculares. O objetivo do presente estudo foi avaliar a influência da qualidade devida e os fatores de risco cardiovascular na apresentação do Infarto Agudo do Miocárdio.Trata-se de um estudo do tipo observacional e transversal, realizado em unidadeshospitalares de referência em cardiologia na cidade de Aracaju/SE. As variáveisanalisadas foram: socioeconômicas, clínicas, eventos intra-hospitalares, fatores de risco(dislipidemia, hipertensão arterial sistêmica; tabagismo; diabetes mellitus; obesidade,sedentarismo, história familiar de doença arterial coronariana e idade) e qualidade devida. As variáveis categóricas foram associadas por meio do teste qui-quadrado, ou peloteste exato de Fisher. As variáveis numéricas, utilizou testes de t de Student e MannWhitney. Adotou-se como critério de significância estatística um valor de p < 0,05. Aamostra foi composta por 480 pacientes, 55,62% apresentaram infarto agudo domiocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) e 44,38% infartoagudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST). Pessoasatendidas pelo serviço púbico possuem 8,56 mais chances de terem IAMCSSP em comparaçãocom aqueles atendidos pelo serviço privado. O tabagismo se associou ao IAMCSST(p<0,028). A qualidade de vida, não associou-se com o tipo de IAM, apenas os domíniosaspectos físicos e dor apresentaram percepção negativa. Com exceção do domínio saúdee mental, todos associaram-se com algum tipo de evento intra-hospitalar. Portanto, usodo tabaco se associou com o tipo mais grave de IAM. A qualidade de vida, não apresentoudiferença significativa entre os pacientes que desenvolveram os dois tipos infarto,entretanto associaram-se com diversos eventos intra-hospitalares.

  • DANIELE DE VASCONCELOS CERQUEIRA MENESES
  • INVESTIGAÇÃO DOS NÍVEIS DE 25 (OH) D E SUPLEMENTAÇÃO ORAL DE VITAMINA D3 NA REPIGMENTAÇÃO DE LESÕES CAUSADAS PELO VITILIGO
  • Orientador : ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
  • Data: 27/08/2019
  • Dissertação
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  • Vitiligo é uma doença caracterizada por manchas despigmentadas com diferentes formas e tamanhos bem demarcados. É causado pela destruição de melanócitos funcionais na epiderme, sendo considerado um transtorno autoimune. Dentre os tratamentos utilizados no vitiligo a vitamina D tem papel no aumento da imunidade inata associado a regulação profusa da imunidade adquirida, aumenta a atividade da tirosinase e melanogênese através do receptor vitamina D (VDR) em melanócitos. Esse estudo objetivou a realização de um estudo transversal que consiste em investigar os níveis de 25 (OH) D de pacientes diagnósticados com vitiligo comparando com indivíduos saudáveis e um estudo clínico piloto de suplementação de vitamina D3 em pacientes com vitiligo voluntários do ambulatório de dermatologia do HU-UFS. Foi realizada uma revisão narrativa sobre a relação da vitamina D com o vitiligo onde foi feita uma busca nas bases de dados: Pubmed, Science Direct, Web of Science, Scopos e Lilacs publicados até maio de 2019. Para o estudo transversal 61 indivíduos ingressaram no estudo onde foi realizado coleta sanguínea para verificação dos níveis de 25 (OH) D, determinação da pigmentação da pele e área de superfície corpoal afetada. O estudo clínico piloto ingressarm 12 pacientes diagnosticados com vitiligo onde foram divididos em dois grupos: grupo A que recebeu 35000 UI/dia de vitamina D3 e grupo B que recebeu o placebo. A suplementação de vitamina D3 durou 6 meses. Na análise estatística foi utilizado teste Exato de Fisher e teste Qui-Quadrado; Monte-Carlo; teste de Mann-Whitney; correlação de Spearman e ANOVA bivariada. A amostra do estudo transversal consistiu em 68,8% mulheres e 31,2% homens no grupo vitiligo e 75,9% mulheres e 24,1% homens no grupo controle. A média dos níveis de 25 (OH) D 32,1 ng/mL e 33,7 ng/mL no grupo vitiligo e controle respectivamente. O estudo clínico piloto 83,3% dos pacientes são do sexo feminino e 17,7% pacientes são do sexo masculino. A média dos níveis de 25 (OH) D após 90 dias de tratamento foi de 78,6 ng/mL e 39,5 ng/mL no grupo A e B respectivamente. A média do IRM após 90 dias de tratamento foi de 32,7%e 12,5% no grupo A e B respectivamente. Não encontramos diferença estatística nos níveis de 25 (OH) D dos pacientes com vitiligo quando comparados com indivíduos saudáveis. Os níveis de 25 (OH) D aumentaram no grupo A. Houve estabilização na pigmentação dos pacientes que receberam a vitamina D3.

  • REBECA GALVÃO FONSÊCA
  • Serious game como ferramenta de ensino-aprendizagem na educação superior de Enfermagem: revisão sistemática e desenvolvimento de protótipo.
  • Orientador : MAIRIM RUSSO SERAFINI
  • Data: 27/08/2019
  • Dissertação
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  • Os avanços da tecnologia têm influenciado em novos parâmetros para a sociedade contemporânea, não podendo ser diferente na área educacional, especialmente no que se refere às estratégias metodológicas utilizadas no ensino superior. No âmbito da Enfermagem, a necessidade de preparar profissionais enfermeiros devidamente capacitados e habilitados vem colaborando com a criação e utilização de jogos educativos como ferramenta de ensino aprendizagem. Os “serious game” possibilitam a construção de conhecimento e também o treinamento de atividades por meio da simulação de diversas práticas em ambiente seguro para o aprendiz e paciente; oferecendo oportunidades de aprendizagem e mudanças de comportamento. Diante do exposto, este estudo tem como principais objetivos identificar na literatura evidências sobre o impacto da utilização do serious game como ferramenta de ensino aprendizagem para acadêmicos de Enfermagem e apresentar uma ferramenta para ensino aprendizagem sobre o Processo de Enfermagem. Trata-se de uma pesquisa metodológica e descritiva, envolvendo produção tecnológica, realizada de março de 2017 a julho de 2019. Uma revisão sistemática foi conduzida segundo as recomendações da iniciativa PRISMA e teve a seguinte questão norteadora: “Quais os impactos na utilização de jogos sérios como ferramenta de estratégia educacional no ensino de educação superior no curso de Enfermagem?”. A busca foi realizada em oito bases de dados (CINAHL, COCHRANE, ERIC, Embase, LILACS, Pubmed, Scopus e Web of Science) utilizando termos definidos a partir de consultas no MeSH. Após as etapas de seleção manual, triagem e avaliação para seleção dos artigos, dezesseis compuseram a amostra desta pesquisa. Entre os principais resultados se destacam os aspectos positivos quanto à avaliação do jogador sobre sua aprendizagem, satisfação com a ferramenta utilizada e contribuições do jogo em relação à aceitação do conteúdo trabalhado, contudo evidenciou-se a necessidade de mais estudos nessa área. A revisão da literatura foi primordial para que uma equipe multidisciplinar, de forma colaborativa, desenvolvesse um serious game fundamentado nas seguintes etapas: definição de escopo (conteúdo pedagógico), definição do formato do jogo e funcionalidades, descrição do roteiro e comunicação com a equipe de desenvolvimento, prototipagem com avaliação e produção. Como resultado, o protótipo do serious game tipo RPG, modo single player foi intitulado como “ProNurse Care”; cuja finalidade está fundamentada na aplicação do Processo de Enfermagem focado na individualidade e necessidades de um paciente fictício. No jogo, o usuário realiza a coleta do histórico, anamnese e exame físico, formula os diagnósticos de Enfermagem e planeja os resultados/metas e intervenções. O feedback das ações foi inserido de forma imediata e a cada passo concluído com sucesso o jogador se torna apto a seguir para a próxima etapa. Após finalizado, o software foi registrado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), obtendo parecer favorável sob nº 512019000576-7. Conclui-se que o “ProNurse Care” é uma ferramenta promissora a ser utilizada como instrumento de ensino do Processo de Enfermagem; por ser inovadora e atual tende a tornar-se uma estratégia motivadora, eficaz e válida, que preza pela segurança do paciente e melhoria das habilidades do discente. No entanto, antes de sua implementação, pretende-se submeter a ferramenta à validação por especialistas, a fim subsidiar as mudanças e aprimoramento para versão final do jogo.

  • AMANDA SANTOS DE OLIVEIRA
  • LIDOCAÍNA NO ALÍVIO DA DOR DURANTE A SONDAGEM NASOGÁSTRICA:UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE
  • Orientador : MARIA DO CARMO DE OLIVEIRA RIBEIRO
  • Data: 27/08/2019
  • Dissertação
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  • Estudos sobre a eficácia da lidocaína no alívio da dor durante a inserção das sondas nasogástricas são escassos. Sendo assim, o objetivo desse estudo foi investigar essa eficácia através de uma revisão sistemática e metanálise de ensaios clínicos randomizados (ECRs) e analisar qual a melhor forma e concentração de lidocaína pode ser utilizada no alívio da dor relacionada à sondagem nasogástrica. Uma busca sistemática foi realizada no mês de novembro de 2017 nas seguintes bases de dados: Pubmed, Scopus, Bireme, Cinahl e Cochrane Library. Os critérios de elegibilidade foram: (1) população: pacientes adultos submetidos à sondagem nasogástrica; (2) intervenção e controles: lidocaína geleia, spray/atomizada, aerossol/nebulizada; (3) comparação: placebo ou controle sem lidocaína e (4) desfecho: alívio da dor. Os dados foram extraídos e avaliada a qualidade do estudo de acordo com as diretrizes da Cochrane para revisões sistemáticas. Os artigos identificados seguiram para triagem segundo os critérios de elegibilidade e retornaram 101 registros, dos quais apenas 4 foram considerados apropriados e utilizados na análise deste estudo. Para o andamento desses estudos, 192 pessoas foram incluídas, das quais 30 eram saudáveis e 162 apresentavam distúrbios gastrointestinais. Os dados revelaram heterogeneidade entre os estudos quanto à forma de apresentação e administração da lidocaína, bem como quanto aos grupos de comparação. A dor foi avaliada por meio da Escala Visual Analógica (EVA, em milímetros) em todos os estudos. As médias de dor foram avaliadas em cada estudo, sendo que a lidocaína atomizada revelou significância 37.4 vs 64.5 do grupo controle; lidocaína spray 23.6 ± 16.6 vs 43.1 ± 31.4; lidocaína gel 33 ± 29 vs 48 ± 27; no que diz respeito ao estudo que avaliou lidocaína gel e lidocaína atomizada, os resultados de média de dor apresentados foram 19.3 ± 24.9, 23.9 ± 26.4, 30.5 ± 29.6, do grupo controle, respectivamente. Esta revisão demonstra que a lidocaína é uma importante aliada no alívio da dor relacionada à sondagem nasogástrica e que a lidocaína spray foi considerada a melhor forma e concentração para o manejo da dor procedimental, no entanto é necessário mais ensaios clínicos randomizados sobre o tema.

  • HERICALIZANDRA SANTA ROSA SANTANA
  • Efeitos do limoneno sobre lesão pulmonar aguda por inalação de fumaça em roedores.
  • Orientador : MARCIO ROBERTO VIANA DOS SANTOS
  • Data: 27/08/2019
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  • A lesão pulmonar aguda é afecção comum no paciente queimado ou vítima de incêndio e se caracteriza por complexa fisiopatologia. Afeta inicialmente a via aérea, podendo progredir para uma doença sistêmica, de difícil controle, com elevado risco de morte. O tratamento é duradouro e suscita a investigação de terapias alternativas que sejam mais eficazes e de baixo custo. Dentre estas alternativas, os produtos naturais tem sido a escolha em várias pesquisas. Estudos têm comprovado que o limoneno, um monoterpeno presente em frutas cítricas, possui efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, entretanto sua administração por via inalatória em lesões pulmonares por inalação de fumaça ainda não foram estudados. O presente estudo avaliou os efeitos do limoneno sobre a lesão pulmonar aguda induzida por inalação de fumaça em roedores, e investigou o estresse oxidativo, alterações histológicas e bioquímicas causadas pela lesão. Além disso, esta pesquisa realizou uma revisão sistemática abordando os efeitos anti-inflamatórios do limoneno sobre as lesões do sistema respiratório. Trata-se de estudo experimental, no qual foram utilizados 17 ratos adultos, divididos aleatoriamente em grupos de seis, denominados: sem lesão e sem intervenção (Grupo SL/I); com lesão e expostos à inalação do soro fisiológico (Grupo SAL); e com lesão e tratados com limoneno por inalação (Grupo LIM). A lesão pulmonar aguda foi induzida em ratos pela exposição destes a fumaça produzida pela queima de 30 g/Kg de algodão em uma câmara durante 27 min. Após isto, os animais foram submetidos à oxigenoterapia e respectivos tratamentos. Vinte quatro horas após, estes foram eutanasiados para análise. A análise bioquímica do sangue não mostrou nenhuma alteração importante entre os grupos. Apenas uma redução significativa nos níveis de Alanina Aminotransferase (ALT) nos grupos SAL e LIM. Quanto à atividade antioxidante, os níveis de GSH foram reduzidos nos animais lesionados e significatimente aumentados nos animais tratados com LIM (p<0,05), o FRAP e a MPO não apresentaram diferença significativa entre os grupos. Na análise histológica foi possivel observar que os tecidos traqueal e pulmonar dos animais lesionados apresentaram processos inflamatórios severos caracterizados pela presença de linfócitos, polimorfonucleares neutrófilos e ulceração do epitélio e edema. O tratamento com o D-limoneno foi capaz de reduzir, mesmo que de forma leve, estas alterações. Foram constatadas na traquéia uma menor resposta inflamatória com preservação do epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado e ausência de áreas de ulceração, enquanto que no pulmão observou um predomínio de alvéolos regulares, homogeneamente distribuídos, com áreas focais de maior celularidade e septos levemente espessados, inferindo menor resposta inflamatória. Os resultados até aqui demosntram que o D-limoneno pode ser eficaz no tratamento da lesão pulmonar por inalação de fumaça. Os efeitos positivos evidenciados pela melhora sugere um potencial terapêutico do limoneno.

  • MARIANA GARCEZ VARELA
  • ASSOCIAÇÃO DE HIPERTRIGLICERIDEMIA E GRAVIDADE DE DOENÇA EM PACIENTES COM LEISHMANIOSE VISCERAL
  • Orientador : ROQUE PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 26/08/2019
  • Dissertação
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  • Leishmaniose Visceral é uma doença crônica, de elevada letalidade, endêmica no Brasile estado de Sergipe. A infecção pode manifestar-se, clinicamente, desde formasassintomáticas a graves, sendo que idade, carga parasitária, parâmetros clínicos,laboratoriais e características imunogenéticas são utilizados para determinar a gravidadeda doença. Alterações do metabolismo lipídico, como hipocolesterolemia ehipertrigliceridemia, têm sido descritas em indivíduos com Leishmaniose Visceral e,supõe-se estarem relacionadas à sobrevivência do parasito, progressão e gravidade dadoença no hospedeiro. Objetivamos associar os níveis séricos de colesterol total,triglicerídeos e lipoproteínas (HDL, LDL, VLDL) com parâmetros clínicos ehematológicos preditores de gravidade em pacientes com Leishmaniose Visceral. Foramincluídos 83 pacientes com diagnóstico confirmado de LV. A amostra foi classificada deacordo com pontuação obtida por escore de gravidade validado, em dois grupos: graves(47) e não graves (36) e em três grupos: graves (19), gravidade moderada (28) e nãograves (36). Nessa amostra, os níveis médios, em mg/dL, de colesterol total (110,8 ±31,2), HDL (10,0 ± 5,8), LDL (54,8 ± 30,2), foram mais baixos e de VLDL (49,3 ± 27,4)e triglicerídeos (243,2 ± 114,8) mais elevados em relação aos valores de referências parapopulação geral, por idade. Quando categorizados a amostra em dois grupos segundogravidade, os pacientes graves apresentaram níveis séricos médios mais elevados detriglicerídeos, em mg/dL (270,8 vs 207,2; p = 0,014) em relação aos não graves. Quandocategorizados em três grupos, os níveis médios de triglicerídeos, em mg/dL, tambémforam mais elevados nos pacientes com maior gravidade (281,6 vs 264,9 vs 207,2; p =0,045). Em relação à comparação dos dois grupos de gravidade, os graves apresentarammaior média de idade, em anos (24,0 vs 12,1; p = 0,004), níveis medianos mais baixos deplaquetas, em células/mm3 (90.918,1 vs 122.947,2; p = 0,005) e neutrófilos, emcélulas/mm3 (834,7 vs 1114,8; p = 0,02), níveis mais elevados de bilirrubinas, em mg/dL(2,37 vs 0,61; p < 0,001), em relação aos não graves. A frequência de complicaçõesclínicas avaliadas, em número de pacientes, sangramento de mucosas (14 vs 0; p < 0,001),infecções associadas (26 vs 0; p < 0,001), icterícia (12 vs 0; p = 0,001), dispneia (10 vs0; p = 0,003), edema (12 vs 01; p = 0,004), foi maior nos pacientes graves em relação aosnão graves. Houve correlação significante e positiva de gravidade de doença com osníveis séricos de triglicerídeos (p = 0,011), VLDL (p = 0,019), INR (p = 0,023),bilirrubina total (p <0,001) e idade (p = 0,005). A correlação foi significante e negativaentre gravidade e média de plaquetas (p < 0,001) e neutrófilos (p = 0,004). Não houvecorrelação entre gravidade de doença e níveis séricos de colesterol total, HDL e LDL. Ahipertrigliceridemia pode ser utilizada como preditor de gravidade em pacientes comdiagnóstico confirmado de LV. A identificação de um marcador bioquímico acessível ede baixo custo é de extrema utilidade para identificar, ao diagnóstico, possíveis casos depior prognóstico, melhorar a condução e reduzir morbimortalidade.

  • KAREN PEREZ PEREIRA RAMOS
  • EFEITO DE NANOCÁPSULAS DE HESPERETINA NO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO DE QUEIMADURA DE CÓRNEA EM MODELO ANIMAL
  • Orientador : ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
  • Data: 26/08/2019
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  • Por ser a parte mais superficial do olho, a córnea atua como uma barreira contra o meio externo, sendo a camada mais susceptível à lesões. Dentre as lesões que acometem a córnea, a queimadura química alcalina é considerada urgência oftálmica devido à rápida desepitelização que acontece na córnea, podendo levar à cegueira. Um tratamento promissor para queimadura alcalina de córnea deve ter o objetivo de diminuir inflamação, estimular epitelização e prevenir efeitos colaterais que prejudiquem a acuidade visual dos indivíduos. Tendo em vista tais questões, idealizou-se o desenvolvimento de nanocápsulas de hesperetina para acelerar o processo de cicatrização corneana. A hesperetina é um bioflavonóide encontrado em frutas cítricas que tem potencial ação antioxidante, anti-inflamatória, antifibrótica e vasculoprotetora já comprovados em alguns estudos. Para o desenvolvimento eficaz de um produto é relevante a realização de uma busca minunciosa nos bancos de dados de patentes para analisar informações tecnológicas e fisiopatológicas atuais. Nessa perspectiva, primeiramente realizou-se uma revisão de patentes para depois iniciar pesquisas no Laboratório de Ensaios Farmacêuticos e de Toxicidade (LeFT) da Universidade federal de Sergipe (UFS) com o objetivo de desenvolver e caracterizar físico-quimicamente nanocápsulas de hesperetina (NCHT). O presente estudo busca, então, avaliar o efeito de NCHT no processo cicatricial de queimadura de córnea em modelo animal. Foi realizado por meio do ensaio com a membrana coreoalantóide (MCA) presente no embrião do frango, a análise da atividade biológica de NCHT, assim também como o seu efeito sobre a neovascularização. Coelhas brancas foram mantidas no biotério da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) (local da realização do estudo) e utilizadas no experimento de acordo com as normas éticas estabelecidas pela Comissão de Ética no uso de Animais para Experimentação (CEUA). Os grupos do estudo foram: grupo com lesão química tratado com NCHT e grupo com lesão química tratado sem NCHT (controle). Os tratamentos foram iniciados imediatamente após a indução da lesão e foram repetidos a cada 24 horas durante 72 horas. A fim de demarcar a área lesada, 1 (uma) gota de colírio foi instilada no olho a ser avaliado. Com a finalidade de identificar células mortas na córnea, 1 (uma) gota de colírio Rosa Bengala foi instilada no olho a ser avaliado dos 6 animais. Amostras de córnea foram obtidas e fixadas em solução de Dawidson. A avaliação histológica foi realizada através do uso de microscópio óptico (Zeiss®, modelo Axio Imager M2). A análise quantitativa da expressão gênica de TGF-β e VEGF foi realizada através da transcrição reversa da reação em cadeia da polimerase (rtPCR). Pôde-se evidenciar que NCHT foi capaz de diminuir extensão de área desepitelizada de córnea de coelhas previamente lesionadas com queimadura química alcalina, assim também como foi eficaz na diminuição de células danificadas da córnea, tudo isso demonstrado através do marcador fluoresceína e rosa bengala, respectivamente. Todos esses fatores, somados ainda a uma melhora evidente vista nas seccões de histologia pela microscopia, mostram a eficácia de NCHT no processo de cicatrização de queimadura química alcalina da córnea de coelhas, o que torna este produto promissor no tratamento desta lesão.

  • ALEJANDRA DEBBO
  • Manifestações musculoesqueléticas persistentes pós-febre chikungunya: uma série de casos em um estado do nordeste brasileiro.
  • Orientador : ANGELA MARIA DA SILVA
  • Data: 23/08/2019
  • Dissertação
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  • A febre chikungunya (FC) é uma arbovirose causada pelo vírus chikungunya (VCHIK) e tem como característica principal a dor articular e a possível cronificação em mais da metade dos pacientes infectados. O objetivo do presente estudo é avaliar as manifestações musculo-esqueléticas persistentes da FC. Trata-se de uma série de casos. Foi avaliada uma amostra de 72 pacientes com quadro musculoesquelético persistente (≥ 1 mês) após FC confirmada por exames laboratoriais (PCR CHIKV e/ou IgM e/ou IgG CHIKV). Tais pacientes foram acompanhados por 12 mesese foram atendidos no ambulatório do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU/UFS). Os pacientes foram avaliados na admissão, com um mês, dois meses e depois a cada três meses até completar os 12 meses. Em todas as consultas foram examinadas as articulações dolorosas e/ou edemaciadas, sintomas periarticulares, outros achados importantes no exame físico e a EVA (escala visual analógica de dor). Principais resultados: 84,7 % foram pacientes do sexo feminino; a idade média foi de 53,8 anos; o tempo médio de queixas musculoesquéleticas foi de seis meses. As comorbidades estiveram presentes em 61,1 % dos pacientes, e doença musculoesquelética prévia esteve presente em 69,4 %. A apresentação mais frequente na admissão foi a poliarticular em 76,4 %. As articulações mais acometidas foram: das mãos, joelhos, tornozelos e pés. A EVA na admissão foi intensa na maioria dos pacientes: 66,7 %. As tenossinovites estiveram presentes em 44,5 % dos pacientes e a de tornozelos foi a mais frequente. Os corticoesteroides foram utilizados em 65,3 % dos pacientes. Dentro dos DMRDs sintéticos, a cloroquina foi a mais utilizada em 31,98% dos pacientes. Concluiu-se que as manifestações musculoesqueléticas persistentes pós-FC são frequentes. Após 12 meses de acompanhamento, 33,3% dos pacientes mativeram dor principalmente na forma de dor difusa, mesmo com tratamento e acompanhamento regular.

  • MARCELA GAMA SANTANA MOREIRA
  • Fatores associados à lesão por pressão em pacientes adultos hospitalizados: estudo casocontrole.
  • Orientador : SILVIA DE MAGALHAES SIMOES
  • Data: 23/08/2019
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  • A lesão por pressão (LP) é um fenômeno complexo e multifatorial, causada por fatoresintrínsecos e extrínsecos. O conhecimento destes fatores e o reconhecimento dospacientes em risco pela equipe multiprofissional, especialmente pela enfermagem, sãofundamentais para o planejamento de ações preventivas individualizadas e eficazes. Opresente estudo teve como objetivos caracterizar o perfil clínico e laboratorial dospacientes adultos acometidos por LP durante internação hospitalar, identificar os fatoresassociados ao seu desenvolvimento e verificar se a LP é fator associado ao óbito nessespacientes. Trata-se de um estudo caso-controle, realizado em um hospital da rede privadana cidade de Aracaju, Sergipe, com uma amostra de 285 pacientes, sendo 95 casos e 190controles. O grupo caso foi constituído por pacientes que desenvolveram LP no períodode junho de 2017 a junho de 2018, e o grupo controle, por pacientes sem LP duranteinternação. A coleta de dados ocorreu no período de setembro de 2018 a março de 2019.Os pacientes do grupo caso foram identificados por meio de relatórios de incidência deLP, e os do grupo controle, pelos bancos de dados mensais da comissão de pele dohospital. Foram incluídos os pacientes maiores de 18 anos. O critério de exclusão nogrupo caso foi de pacientes apenas com lesão ocasionada por dispositivo médico, já nocontrole, foram pacientes acometidos previamente por LP e com tempo de internaçãomenor que cinco dias ou maior que um ano. Os dados sociodemográficos, clínicos elaboratoriais dos participantes foram coletados por meio de registros em prontuárioseletrônicos e analisados pelo programa R Core Team 2019. Realizou-se análiseunivariada de todas as variáveis do estudo, seguida por análise multivariada comregressão logística simples e múltipla para identificação dos fatores associados eestimação das razões de chance (RC) brutas e ajustadas. Foi considerado significante asvariáveis com p<0,05. Os resultados mostraram a região glútea como a mais acometidapelas lesões por pressão e o estágio “tissular profunda” como o mais frequente. Ascaracterísticas dos pacientes com estas lesões foram idade avançada, Braden de alto riscoe com necessidade de vigilância hemodinâmica. Evoluíram a óbito 54,7% dos pacientescom LP. Os fatores associados ao desenvolvimento de LP foram: anemia (RC 2,61;P=0,022), plaquetopenia (RC 2,54; P=0,047), plaquetose (RC 5,96; P= 0,014),necessidade de suporte ventilatório (RC 3,31; P= 0,002) e de hemodiálise (RC 2,90; P=0,013), desnutrição (RC 2,18; P=0,042) e escore da escala de Braden (RC 0,68; P< 0,001).A presença de LP foi fator associado ao óbito de pacientes adultos hospitalizados. Osresultados deste estudo sinalizam para o fortalecimento da atuação multiprofissional naprevenção de LP no sentido de implementar estratégias efetivas.

  • BEATRIZ MASCARENHAS ZUIN
  • Indoxil sulfato urinário (indican) em crianças e adolescentes com doença falciforme: avaliação de disbiose intestinal e associações com o estado nutricional.
  • Orientador : ROSANA CIPOLOTTI
  • Data: 21/08/2019
  • Dissertação
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  • Introdução: A doença falciforme (DF) é uma das doenças genéticas mais prevalentes em todo o mundo. Trata-se de uma alteração autossômica recessiva, sendo a crise vaso-oclusiva aguda sua manifestação mais comum, levando à uma interação complexa de eventos adesivos entre as células do sangue. Disbiose intestinal (DI) é definida como o desequilíbrio da microbiota do intestinal (MI) e pode estar diretamente associada à DI. Evidências atuais revelaram a presença de lesão intestinal e aumento da permeabilidade do intestino de pacientes com DF, sugerindo DI. Objetivo: Avaliar DI em pacientes com DF. Métodos: Trata-se de um estudo transversal conduzido entre janeiro de 2018 e março de 2019, envolvendo um total de 95 crianças e adolescentes (05 a 18 anos). Para o presente estudo, foram utilizados três grupos: G1. uso de hidroxiúreia; G2. sem uso de hidroxiuréia; G3. controle. Foi realizado exame de urina (indican) para avaliar DI, parasitológico de fezes, avaliação de índices antropométricos, Critérios de Roma IV, Escala de Bristol e situação socioeconômica e demográfica. Resultados: Verificou-se a presença de DI acima de >40 mg/L em 92 dos 98 participantes (90%) considerada disbiose grave, no entanto, não se observou diferenças significativas entre os grupos avaliados (p = 0,51). Em relação ao estado nutricional, observou-se déficit de estatura-para-idade (E/I) (p = <0,001) e baixo IMC-para-idade (IMC/I) (p = 0,002). Com relação à razão-cintura-altura, os valores médios entre os grupos encontram-se dentro da normalidade, ficando abaixo do ponto de corte (≤0,05), demostrando que os grupos não apresentam risco para obesidade e doenças cardiometabólicas e sim agravo para desnutrição quando comparados com os índices E/I e IMC/I. Houve predominância do padrão intestinal normal, avaliado pela Escala de Bristol e Critérios de Roma IV. Não foi possível incluir o resultado de exame parasitológico de fezes de 35% dos participantes que não realizaram o exame, no entanto, observou-se 27% de parasitas, helmintos ou comensais intestinais entre os participantes. Verificou-se que a ingestão de água teve como média 1,5ml/dia (p <0,05), sendo que 51% dos participantes relataram consumir água do tipo torneira, filtro de barro e poço artesiano. Como fatores de proteção para a MI, observou-se que 80% das mães tiveram seus filhos via parto natural e 83% amamentaram por período maior que 6 meses. Conclusão: Observou-se aumento das concentrações urinárias de Indican em pacientes com DF, assim como no grupo controle, sendo indicativos de DI. Não foi possível observar se DI está relacionada à presença da DF nos grupos caso ou por fatores associados, como estado nutricional, situação socioeconômica e demográfica, presença de constipação intestinal e demais fatores de exposição.

  • FABRICIO ENEAS DINIZ DE FIGUEIREDO
  • EFETIVIDADE DO SISTEMA RECIPROC NO TRATAMENTO ENDODÔNTCO DE DENTES ANTERIORES COM LESÃO PERIAPICAL: ENSAIO CLÍNICO PRAGMÁTICO RANDOMIZADO CONTROLADO
  • Orientador : ANDRE LUIS FARIA E SILVA
  • Data: 16/08/2019
  • Tese
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  • A técnica de instrumentação de canais radiculares com único instrumento reciprocante surgiu como uma tentativa de superar as limitações apresentadas pelas técnicas manuais e de rotação continua. Apesar da facilidade técnica, poucos estudos avaliaram a efetividade da instrumentação reciprocante na prática clínica. Assim, o objetivo desta pesquisa foi avaliar o desempenho clínico da técnica endodôntica “lima única, cone único” em movimento reciprocante. A metodologia desta pesquisa foi a seguinte: Cento e vinte dentes anteriores que apresentavam quadro clínico de necrose pulpar e periodontite apical foram aleatoriamente instrumentados com limas manuais de aço inoxidável e obturados pela técnica da compactação lateral, ou instrumentados com uma única lima reciprocante e obturados pela técnica do cone único. A extensão apical, homogeneidade e conicidade de cada obturação endodôntica foram classificadas em ideal ou alterada, e a ocorrência ou não de extrusão de cimento endodôntico pelo forame foi avaliada. A sensibilidade pós-operatória foi avaliada durante os 7 dias seguintes a realização do tratamento, por meio de uma escala visual analógica (EVA) e de uma escala verbal. A incidência de dor (escore diferente de 0 na escala verbal) e a incidência de abscesso fênix foram avaliados. A EVA também foi utilizada para avaliar a percepção dos participantes em relação ao tempo e conforto do procedimento; sua capacidade de mastigar nos 7 dias seguintes ao procedimento e sua satisfação geral com o tratamento. O índice periapical foi utilizado para classificar as lesões periapicais tanto na avaliação inicial quanto nas consultas de proservação de 6 meses e de 12 meses. Os testes de Mann-Whitney, Qui-quadrado e o teste T foram utilizados para analisar os dados. Também foi criado um modelo de regressão logística para ajustar a chance de sucesso (razão de chances) do tratamento (α = 0.05). O resultados da pesquisa foram os seguintes: as duas técnicas endodônticas não apresentaram diferenças estatisticamente significantes no que concerne a qualidade da obturação endodôntica, o extravasamento de cimento endodôntico pelo forame apical e a ocorrência e severidade de dor pós-operatória. A incidência desta foi maior nas primeiras 24 horas após a realização do procedimento (≈ 43.3%), e depois reduziu gradativamente com o passar do tempo (≈ 1.7%, 7 dias após o tratamento). As duas modalidades de tratamento resultaram em níveis de sensibilidade pós-operatória semelhantes, tanto quando avaliada pela EVA como pela escala verbal. Baixa incidência (≈ 3.3%) de abscesso fênix foi observada nos dois protocolos de tratamento. De modo geral, a percepção do paciente em relação ao tratamento foi alta em todos os quesitos avaliados, também sem diferença entre os protocolos de tratamento. A perda de seguimento foi de 27,5%, e a taxa geral de cura das lesões foi de 66% na proservação de 6 meses e 75% na proservação de 12 meses. A única variável que afetou a chances de sucesso do tratamento foi a classificação inicial da lesão no índice periapical. As duas técnicas melhoraram significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Conclui-se que o protocolo de tratamento “lima única, cone único” com sistema reciprocante Reciproc apresenta efetividade semelhantes ao tratamento com limas manuais de aço inoxidável e obturação pela técnica da compactação lateral da guta-percha, no que concerne a qualidade da obturação endodôntica, a ocorrência e severidade de sensibilidade pós-operatória, a ocorrência de abscesso fênix e as taxas de cura de lesões periapicais. Os pacientes relataram alto nível de satisfação com o tratamento, independente da técnica endodôntica utilizada.

  • HUGO NIVALDO MELO ALMEIDA LIMA
  • Nível de atividade física, comportamento sedentário e capacidade funcional de crianças e adolescentes com anemia falciforme.
  • Orientador : ROSANA CIPOLOTTI
  • Data: 31/07/2019
  • Tese
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  • Introdução: A anemia falciforme (AF) é uma doença genética com relevância clínica e epidemiológica. Várias manifestações clínicas são comumente observadas em pacientes com AF, e estas manifestações parecem estar associadas com uma menor capacidade ao exercício. Objetivos: Identificar os níveis de atividade física, comportamento sedentário e capacidade funcional de crianças e adolescentes com AF em comparação com indivíduos saudáveis. Além disso, objetivou-se estabelecer os determinantes da distância máxima percorrida no teste de caminhada de 6 minutos, bem como criar e testar uma equação para prever esta variável na população estudada. Materiais e métodos: Trata-se de um estudo transversal com abordagem quantitativa. Os pacientes foram considerados elegíveis seguindo rígidos critérios de inclusão e exclusão. A identidade e os direitos dos participantes foram preservados, atendendo a Resolução nº 510 de 2016, do Conselho Nacional de Saúde. Os dados hematológicos foram extraídos do prontuário do paciente. Após a aferição das medidas antropométricas, os participantes, com a ajuda dos seus respectivos responsáveis, responderam ao Physical activity questionnaire for older children and adolescentes. O teste de caminhada de 6 minutos foi realizado segundo as recomendações da American Thoracic Society. Para mensurar os níveis de atividade física foi utilizado o acelerômetro triaxial AtciGraph wGT3X-BT. As variáveis quantitativas foram expressas como média, desvio padrão e alcance mínimo e máximo. Já as variáveis categóricas foram expressas como porcentagens. Foi utilizado o software SPSS versão 13.0. Resultados: Foram estudados 57 pacientes. A análise multivariada resultou na seguinte equação que prevê a distância máxima percorrida no teste de caminhada de 6 minutos: Distância máxima percorrida = 487.7 (idade × 18,3) - (12 × índice de massa corporal). Não houve diferença significativa na distância percorrida entre os pacientes (500,6 ± 88,7 m) e controles (536,3 ± 94 m). Evidenciou o menor nível de atividade física para o grupo de pacientes, especificamente em realização de atividades físicas moderadas e vigorosas. Conclusão: Crianças e adolescentes com AF apresentaram menor nível de atividade física, maior comportamento sedentário e menor capacidade funcional, comparadas com um grupo controle.

  • OSVALDO ALVES DE MENEZES NETO
  • Aspectos imunohematológicos dos pacientes com anemia falciforme e a influência da hemoglobina S na distribuição linfocitária.
  • Orientador : ROSANA CIPOLOTTI
  • Data: 10/07/2019
  • Tese
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  • Introdução: A anemia falciforme (AF) é uma doença genética responsável pela produção da hemoglobina S (HbS) e possue uma grande variedade de apresentações clínicas. Uma das terapêuticas mais difundidas é a transfusão, que embora ofereça beneficio clínico, não é isenta de complicações, a exemplo da aloimunização. A inflamação crônica compõe a fisiopatologia da doença falciforme e pode ser fator adicional para a aloimunização. O traço falciforme (TF) é considerado condição benigna e assintomática, contudo algumas complicações clinicas já foram descritas nesses pacientes. Os objetivos deste estudo foram: identificar a proporção de aloimunização, do perfil de antígenos eritrocitários e fatores relacionados, avaliar a relação entre aloimunização e o diagnóstico por triagem neonatal nos pacientes com AF, e avaliar a distribuição linfócitária dos pacientes com AF e TF. Métodos: Foram revisados os prontuários dos pacientes portadores de AF acompanhados em um serviço ambulatorial especializado vinculado a um Hospital Universitário, com a finalidade de obter-se dados clínicos, laboratoriais e o resultado da triagem neonatal. Os dados transfusionais e exames pré-transfusionais foram obtidos no hemocentro local. Em um corte amostral foram incluídos pacientes portadores de AF, TF e indivíduos sem quaisquer hemoglobinopatias para realização de imunofenotipagem de sangue periférico com avaliação de linfócitos B, linfócitos T (CD4 e CD8) e células NK. Resultados: A amostra foi composta por 270 pacientes com taxa transfusional de 66,5% e de aloimunização de 19,6%. Os pacientes foram negativos para antígenos de alta imunogenicidade do sistema Rh/Kell. Foram identificados 11 tipos de anticorpos, sendo mais prevalentes o anti-E, anti-e, anti-C, anti-JKa, anti-Fya e anti-Kell. A presença de autoanticorpos foi maior nos pacientes aloimunizados em comparação com os pacientes não aloimunizados. A aloimunização foi relacionada com a maior média de idade, maior frequência de uso de hidroxicarbamida, maior número de transfusões e valores maiores de Volume Corpuscular Médio (VCM). A taxa de aloimunização entre os pacientes diagnosticados pela TN foi semelhante à dos pacientes com o diagnóstico mais tardio (p=0,08). Os pacientes com AF apresentaram valores menores de linfócitos T CD4+ e maiores de células NK total, CD56dim e CD56bright. Os portadores de TF apresentaram valores aumentados de células NK total e CD56bright. Conclusões: A proporção de pacientes aloimunizados encontrada foi de 19,6%, e relacionada com a maior média de idade, maior frequência de uso de hidroxicarbamida e maior taxa de autoanticorpos. Os aloanticorpos mais frequentes foram os do sistema Rh/Kell. A TN não se mostrou protetora para a aloimunização. Existem diferenças nas distribuição de linfócitos relacionadas a presença de HbS e sugere que alterações no estado inflamatório ocorrem em pacientes assintomáticos portadores de TF.

  • JOSÉ EVALDO RODRIGUES DE MENEZES FILHO
  • OS ISÔMEROS DO ISOPULEGOL BLOQUEIAM CANAIS PARA CÁLCIO TIPO-L E ATENUAM A HIPERTROFIA CARDÍACA EM RATO.
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 17/06/2019
  • Tese
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  • Introdução: A hipertrofia cardíaca (HC) é caracterizada pelo remodelamento do tecido cardíaco acompanhada de alteração na sua função contrátil e elétrica. O isopulegol é um monoterpeno alcoólico com atividades antioxidante, ansiolítica e anticonvulsivante. Objetivos: Investigar os efeitos dos isômeros (+)-isopulegol ((+)-ISP) e (-)-isopulegol ((-)-ISP) na sinalização do cálcio intracelular e hipertrofia cardíaca induzida por isoproterenol (ISO). Métodos: Os efeitos contráteis dos isômeros foram avaliados em átrio esquerdo montado em cuba para órgão isolado (29 oC, 95% O2 e 5% CO2; estimulação 1 Hz, 70 V) e em cardiomiócito ventricular de rato pela fração de encurtamento usando sistema de detecção de bordas (Ionoptix). Em cardiomiócito ventricular isolado, foram avaliados a corrente de cálcio tipo-L (ICa,L) pela técnica de ‘patch-clamp’ na configuração ‘whole-cell’ bem como o transiente intracelular de cálcio usando a miscroscopia confocal (sonda FLUO 4AM) em situação controle e após a incubação com 100 µM dos isômeros do ISP. O docking foi feito para avaliar a interação dos isômeros com o canal para cálcio tipo-L. A HC foi induzida pela administração de ISO (4,5 mg/kg, 7 dias, i.p). Foram avaliados 4 grupos de animais: 1) controle (salina 0,9% + DMSO 0,1%), 2) isoproterenol (ISO), 3) ISO + (-)-ISP (50 mg/kg) e 4) ISO + (+)-ISP (50 mg/kg). Nos animais hipertróficos e tratados, foram avaliados os parâmetros morfométricos, eletrocardiográficos, marcadores séricos bioquímicos (LDH, CPK e CK-MB), estresse oxidativo (TBARS, SOD, CAT e GPx), mediadores inflamatórios (TNF-α e IL-1β), expressão de proteínas (PKA C-α, CAMKII, α/β CAMKII, ERK½ total, p-ERK½, SERCA, sarcalumelina, PP1γ e NCX) e genes envolvidos na HC (ANP, BNP e LOX). Resultados: Os resultados mostraram que o (-)-ISP (CE50 = 533,0 ± 53,80 µM) e o (+)-ISP (CE50 =1836 ± 165,71 µM) reduziram a contratilidade atrial, de modo dependente de concentração. Em cardiomiócito ventricular, após a incubação com 100 µM de (-)-ISP e (+)-ISP, foi observado tanto redução da fração de encurtamento (40% e 28%) quanto redução da ICa,L (em 68% e 59%), respectivamente. Além disso, os (-)-ISP e (+)-ISP reduziram o transiente intracelular do cálcio em 21% e 22%, respectivamente. O docking revelou a interação do (-)-ISP e (+)-ISP com o canal para cálcio do tipo-L com energias -65,84 Kcal/mol e -63,09 Kcal/mol, respectivamente, sendo menor quando comparado a nifedipina (-87,89 Kcal/mol), um clássico antagonista desse canal. Os animais hipertróficos apresentaram aumento na relação peso do coração/peso corporal (5,12 ± 0,09 mg/g, p<0,05), bem como do peso do coração/co77mprimento da tíbia (364,20 ± 13,74 mg/cm, p<0,05) quando comparado ao grupo controle (3,52 ± 0,11 mg/g; 246,2 ± 6,33 mg/cm) e que foram atenuados pelo tratamento com o (-)-ISP (4,26 ± 0,11 mg/g e 299,40 ± 7,45 mg/cm) e (+)-ISP (4,42 ± 0,03 mg/g e 318,10 ± 3,24 mg/cm). O (-)-ISP e (+)-ISP foram capazes de prevenir as alterações eletrocardiográficas (aumento do QRS, QTc e deflexão intrinsecóide) e o aumento dos níveis séricos de LDH, CPK e CPK-MB dos animais hipertróficos. Além disso, o tratamento dos animais com (-)-ISP e (+)-ISP foi capaz de reduzir a expressão gênica de proteínas envolvidas na HC (ANP, BNP e LOX) e o estresse oxidativo promovendo diminuição do TBARS e aumento da SOD, CAT e GPx, assim como redução de TNF-α (em 59% e 10,24%) e IL1-β (em 34% e 55%), respectivamente. O tratamento dos animais com (-)-ISP e (+)-ISP diminuiu a superexpressão de proteínas envolvidas na HC (PKA, ERK1/2 e NCX), assim como, preveniu a diminuição da expressão da SERCA e sarcalumelina. Conclusão: Os isômeros do isopulegol bloqueiam canais para cálcio tipo-L reduzindo o transiente intracelular de cálcio no cardiomiócito ventricular apresentando efeito cardioprotetor em modelo de hipertrofia cardíaca induzida por isoproterenol.

  • RODRIGO DE FARO SILVA
  • Efeito terapêutico de preparação farmacêutica nanoencapsulada na dor e funcionalidade de mulheres com osteoartrite de joelho: estudo piloto.
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 10/06/2019
  • Dissertação
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  • A osteoartrite é uma doença degenerativa das articulações que apresenta quadros inflamatórios recorrentes na região acometida. O óleo de Pequi (Caryocar coriaceum Wittm) é rico em ácidos graxos e carotenoides, que possui destacada propriedade anti-inflamatória, e, quando adicionado a biotecnologia aliada a nanotecnologia tem sido empregada buscando melhorar as propriedades terapêuticas de produtos naturais na sua aplicabilidade. O estudo objetivou desenvolver uma formulação farmacêutica contendo o óleo de pequi nanoencapsulado (FOPN) para o uso tópico e avaliar seu efeito terapêutico sobre a dor, força muscular, amplitude de movimento, funcionalidade, sintomas específicos do joelho, envolvimento psicológico na dor crônica e qualidade de vida em mulheres com osteoartrite de joelho. Para realização do estudo, dividiu-se em 2 etapas: Etapa 1 - preparação e caracterização físico-química da FOPN, ensaios de viabilidade celular e irritabilidade cutânea. Etapa 2 - Ensaio clínico randomizado duplo cego (CEP #2.944.209), na qual as pacientes foram divididas em 2 grupos (tratado e placebo) para avaliar a eficácia terapêutica da FOPN após aplicação no joelho de 1 sachê (4g de hidrogel) durante 21 dias de tratamento (1x/dia), foram utilizados os seguintes instrumentos: algômetro de pressão, dinamômetro digital, flexímetro, Time Up And Go (TUG), escala de Lysholm, escala de Catastrofização da dor e questionário SF-36. As pacientes foram acompanhadas durante 3 semanas e a aplicação da formulação foi suspensa após esse período. A partir dos resultados obtidos na caracterização, a nanoformulação apresentou tamanho de partículas de 209,5 ± 1,06 nm, pH 6,23 ± 0,45, potencial zeta de -23,1 ± 0,4 mV, índice de polidispersão de 0,137 ± 0,52, forma esférica com presença da parede polimérica e núcleo oleoso característicos dos componentes da formulação, não apresentou significância estatística quando relacionado a citotoxicidade e irritabilidade cutânea. Quanto à avaliação do efeito terapêutico da FOPN, os resultados foram estatisticamente significantes (p<0,05) quando comparado com o grupo placebo nos seguintes instrumentos analisados: Dinamometria dos músculos flexores e extensores do joelho; Amplitude de movimento total; TUG; Escala de Lysholm e alguns itens do questionário SF-36: capacidade funcional e aspectos sociais. Desta forma, a nanoencapsulação contendo o óleo de pequi permitiu a obtenção de uma formulação estável, segura, não apresentando irritabilidade para uso tópico em humanos. Adicionalmente, o incremento na força muscular e funcionalidade associados à redução dos sintomas do joelho e melhora na qualidade de vida corroboram que esta formulação pode ser uma alternativa terapêutica para tratamento da osteoartrite ou atuar como adjuvante ao tratamento fisioterapêutico convencional.

  • ALÉCIA JOSEFA ALVES OLIVEIRA SANTOS
  • Conexões enteroendócrinas na deficiência isolada de GH devido a uma mutação no gene do receptor do GHRH.
  • Orientador : MANUEL HERMINIO DE AGUIAR OLIVEIRA
  • Data: 07/06/2019
  • Tese
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  • INTRODUÇÃO: O GH e IGF-I são cruciais para o estabelecimento do tamanho corpóreo e regulação da ingestão de alimentos, armazenamento de nutrientes e sensibilidade à insulina. Existem conexões enteroendócrinas entre o eixo GH/IGF-I, insulina, grelina e o peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1). A ação dessas conexões na deficiência de GH (DGH) é desconhecida.OBJETIVO: Estudar as conexões enteroendócrinas antes e depois de um teste com refeição padrão em uma população homogênea de adultos com deficiência isolada de GH (DIGH), congênita e não tratada, devido a uma mutação no gene do receptor do GHRH.CASUÍSTICA E MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal com 20 indivíduos com DIGH e 20 controles. Foram aferidas as concentrações de glicose, insulina, grelina e GLP-1 antes e em 30, 60, 120 e 180 min após a ingestão de uma refeição teste padronizada. Foram calculados HOMA-IR e HOMA-β. Os participantes pontuaram, em escala analógica visual, os sentimentos de fome, plenitude e consumo alimentar prospectivo. As principais medidas foram encontradas para: áreas sob as curvas (AUC) de glicose, insulina, grelina, GLP-1, fome, plenitude e consumo alimentar prospectivo.RESULTADOS: HOMA-IR e HOMA-β foram menores na DIGH que nos controles (p=0,002 e p=0,023, respectivamente). As AUC foram maiores para a fome (p<0,0001), glicose (p=0,0157), grelina (p<0,0001) e GLP-1 (p<0,0001) e menores para plenitude (p<0,0001) na DIGH em comparação aos controles. Não houve diferença na AUC para consumo alimentar prospectivo e concentrações de insulina.CONCLUSÕES: A DIGH não tratada está associada ao aumento da secreção de GLP-1 e menor redução da grelina e da fome pós-prandial em resposta a uma refeição mista. Essas conexões enteroendócrinas podem resultar em um resultado favorável em termos de adaptação ambiental, garantindo a ingestão adequada de alimentos e podem conferir benefícios metabólicos.

  • FABRICIO DIAS ANTUNES
  • Detecção de dor neuropática em indivíduos com doença falciforme: Aplicação de apenas uma ferramenta diagnóstica é suficiente?
  • Orientador : ROSANA CIPOLOTTI
  • Data: 08/05/2019
  • Tese
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  • Introdução: A doença falciforme é considerada uma das patologias hematológicas mais comuns em todo o mundo e é associada a diversas complicações agudas com tratamentos já bem estabelecidos. Por outro lado, condições dolorosas crônicas como a dor neuropática recebem bem menos atenção dos profissionais competentes e isso culmina no subdiagnóstico deste quadro. Objetivos: Identificar a melhor ferramenta para detecção de dor neuropática em pacientes com doença falciforme. Comparar quatro instrumentos de avaliação em dor neuropática: Neuropathic pain questionnaire (NPQ), Douleur Neuropathique en 4 Questions (DN-4), Leeds Assessment of Neuropathic Symptoms and Signs (LANSS) e painDetect Questionnaire (PDQ). Validar a ferramenta NPQ em língua portuguesa. Caracterizar o perfil clínico e epidemiológico da dor neuropática nos pacientes com doença falciforme. Método: Antes de qualquer aplicação dos instrumentos de avaliação em dor neuropática foi necessária a tradução do questionário NPQ a ser validado para língua portuguesa respeitando rigorosamente os critérios estabelecidos na literatura. De um total de 554 pacientes com doença falciforme do ambulatório do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, 103 pacientes estavam dentro dos critérios de inclusão (doença falciforme sintomática confirmada por eletroforese de hemoglobina, idade igual ou superior a 14 anos, ausência de crise álgica e de hemotransfusão no último mês e sem outra patologia orgânica diagnosticada anteriormente a este estudo) e responderam os instrumentos NPQ, DN-4, LANSS e PDQ num primeiro momento. Como previsto na metodologia de validação de instrumentos diagnósticos, um segundo momento correspondente a um ano depois foi necessário para aplicação do NPQ novamente. Dessa vez após considerar perdas advindas de ausência ao ambulatório ou não estar dentro dos critérios de inclusão, 41 pacientes, dentre os 103 citados acima, responderam o NPQ. Como o tamanho amostral calculado foi de 40 pacientes, o número de 41 pacientes obtidos no segundo tempo da pesquisa foi adequado. A partir daí, pôde-se fazer as devidas análises e comparações necessárias para cumprir os objetivos. Correlação de Pearson e Correlação de Spearman foram utilizados na comparação entre as ferramentas de avaliação ou na validação. As comparações entre grupos foram feitas através dos testes Qui-Quadrado/exato de Fisher ou testes t/Mann-Whitney. Resultados: A melhor combinação de ferramentas já validadas em português que detectou o maior número de pacientes com dor neuropática dentre aqueles com doença falciforme foi o DN-4, LANSS e PDQ, com uma prevalência de 50,4%. A comparação entre os instrumentos dessa pesquisa com o propósito de medição da similaridade entre eles demonstrou uma baixa equivalência e isso reforça a teoria de que é necessária mais de uma ferramenta de detecção de dor neuropática com o objetivo de evitar perdas desnecessárias de pacientes falso-negativos. Não houve homogeneidade e estabilidade com o instrumento NPQ na língua portuguesa neste grupo de pacientes com doença falciforme, impossibilitando a validação da ferramenta NPQ no trabalho. O perfil clínico e epidemiológico deste grupo com dor neuropática é normalmente constituído de pessoas mais velhas com alterações sensoriais bem características, distribuído de forma homogênea por sexo, com dor de localização principalmente lombar e sem abordagem terapêutica até o momento.

  • ANA WALESKA DE MENEZES SEIXAS SOUZA
  • FATORES DE RISCO ASSOCIADOS AOS EVENTOS ADVERSOS EM PACIENTES INTERNADOS COM DIAGNÓSTICO DE SEPSE EM UM HOSPITAL DE SERGIPE: UM ESTUDO DE COORTE
  • Orientador : MARCO ANTONIO PRADO NUNES
  • Data: 11/03/2019
  • Tese
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  • Introdução: A segurança do paciente é considerada um atributo prioritário da qualidade dos sistemas de saúde, nesse sentido, mitigar os eventos adversos é um dos pré-requisitos necessários para a garantia da efetividade no atendimento. Objetivo: Analisar os fatores de risco associados aos eventos adversos em pacientes internados com sepse em um Hospital de Sergipe. Método: O estudo foi dividido em três etapas que envolveram um desenho de pesquisa epidemiológica e duas produções tecnológicas. A primeira etapa foi um estudo do tipo coorte histórica, com coleta de dados contidos em 367 prontuários de pacientes adultos internados pela urgência, com diagnóstico de sepse, e registrados em formulários de vigilância de eventos adversos entre fevereiro de 2016 a julho de 2017. As variáveis estudadas foram relacionadas aos pacientes e aos desfechos. Esses dados foram tabulados e analisados em software R Core Team, versão 3.5.1. A segunda etapa constou da construção de um sistema de informação para o monitoramento dos eventos adversos e a terceira etapa de um sistema de gerenciamento de risco para Sepse. Resultados: A prevalência de eventos adversos foi de 17,98%. Índice de Comorbidade de Charlson (RR 2,02 e IC 1,30 – 3,13), Polifarmácia (RR 0,016 e IC 1,07 – 16,66), Uso de hemoderivados (RR 2,33 e IC 1,45 – 3,74) e Uso dispositivo invasivo (RR 2,44 e IC 1,50 – 3,97). Houve associação entre o tempo de internação e o evento adverso (p<0,001). Houve diferença entre o tipo de evento adverso e a classificação do dano (p<0,001). Após a análise multivariada, foram identificados como fatores de risco independente associados à prevalência de eventos adversos, o ICC maior ou igual a 8 (RR 1,82 e IC 1,17 – 2,85) e o uso de quatro ou mais dispositivos invasivos (RR 2,28 e IC 1,39 –3,74). O software SIMEA garantiu a otimização no tempo de monitoramento de eventos adversos, e o SIMGERS garantiu a otimização no gerenciamento de risco para sepse, bem como no monitoramento de casos novos. Conclusão: Este estudo demonstrou a relevância dos fatores de risco para ocorrência de eventos adversos e permitiu o estabelecimento de estratégias que melhorem a qualidade da assistência e a segurança do paciente. Em função disso, é possível afirmar que tecnologias como essas são promissoras em auxiliar profissionais de saúde na identificação de situações de risco, bem como pela quantidade de informações geradas e possíveis de serem aplicadas em estudos adicionais.

  • JOSÉ BARRÊTO CRUZ NOGUEIRA
  • EFEITO DA ADMINISTRAÇÃO INTRAVENOSA REPETIDA DE LIDOCAÍNA ASSOCIADA A PREGABALINA EM PACIENTES FIBROMIÁLGICOS: EVIDÊNCIAS SOBRE O ESTRESSE OXIDATIVO
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 28/02/2019
  • Tese
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  • Introdução: A Fibromialgia (FM) é uma síndrome dolorosa e crônica, com impacto biopsicossocial negativo na qualidade de vida dos pacientes. A presença do estresse oxidativo pode representar outras possíveis causas da síndrome e a possibilidade da existência de biomarcadores capazes de elucidar o diagnóstico, seria de importante valor nas síndromes dolorosas crônicas, tornando objetiva a avaliação da dor. Além disso, o tratamento ainda permanece com resultados insuficientes e uma possível interação sinérgica entre a pregabalina e a lidocaína venosa surge como possibilidade terapêutica. Para avaliar os efeitos dessa associação foram utilizados parâmetros do estresse oxidativo, entre eles os níveis da glutationa (GSH), do malonaldialdeído (TBARS), o ensaio do poder antioxidante pela redução férrica (FRAP), do sulfidril, da superóxido dismutase (SOD) e da catalase (CAT). Métodos: Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Sergipe (UFS), sob parecer nº 2.637.928 e protocolo CAAE nº 85503418.2.0000.5546 em 07/05/2018. Após aprovação, as mulheres somente foram incluídas no estudo mediante a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Trata-se um ensaio clínico com distribuição aleatória, duplamente encoberto e controlado por placebo, realizado de forma bloqueada, na proporção de 1:1, utilizando envelopes opacos selados, identificados pelas letras A e B, que representavam os dois grupos estudados, garantindo a proporcionalidade do número de sujeitos alocados. Foram incluídas nesse estudo mulheres saudáveis e mulheres com diagnóstico de fibromialgia, divididas inicialmente em dois grupos, sendo o grupo controle composto por mulheres sem FM e o grupo pregabalina, composto por mulheres com FM, tratadas com pregabalina. Em seguida o grupo pregabalina foi subdividido e randomizado em dois subgrupos, o grupo pregabalina composto por mulheres que não receberam a lidocaína intravenosa e o grupo pregabalina e lidocaína representado por mulheres tratadas com pregabalina via oral e que receberam a lidocaína intravenosa administrada repetitivamente por cinco semanas. O GC respondeu apenas ao questionário de atenção farmacêutica (QAF) no Ti enquanto as outras 25 mulheres responderam aos quatro formulários (QAF; EVA; FIQ e DN4) propostos em dois momentos (Ti e Tf). O protocolo clínico das pacientes fibromiálgicas foi desenvolvido com a avaliação durante cinco momentos, através da aplicação dos seguintes questionários: Atenção Farmacêutica (QAF), impacto da Fibromialgia (FIQ), da Escala Visual Analógica (EVA) da dor e do DN4 – Dor Neuropática em 4 questões. O protocolo laboratorial foi dividido em dois momentos de coletas sanguíneas, de acordo com o início da série antes da primeira infusão (Ti) e após o final da última infusão (Tf), para comparar os parâmetros do estresse oxidativo entre o grupo controle e grupo pregabalina. Resultados: Foram alocadas dez (10) mulheres no GC e mais vinte e cinco (25) no GP (segundo os critérios da ACR, 2016), posteriormente subdivididas em dois grupos (GP; GPL) para serem submetidas ao procedimento hospitalar. Ao final do estudo o GP foi composto por 10 mulheres e o GPL por 15 mulheres. Em relação à intensidade da dor em repouso (EVA), houve redução significativa no GPL (p < 0,0002) entre os tempos Ti (8,33 ± 1,0) e Tf (4,89 ± 1,05), não ocorrendo o mesmo no grupo GP (p < 0,061) entre os tempos Ti (7,71 ± 1,1) e Tf (6,13 ± 2,17). Na comparação dos níveis bioquímicos (GSH, da malondialdeído (TBARS), ensaio do poder antioxidante pela redução férrica (FRAP), sulfidril, SOD e CAT) entre os grupos GC e GP foram encontrados valores menores de GSH (p < 0,001) e de CAT (p < 0,01) em relação às pacientes sadias, o malondialdeído apresentou níveis maiores nas fibromiálgicas. Quando comparados intergrupos (GP e GPL) houve aumento nos níveis de GSH, malondialdeído e FRAP de forma estatisticamente significante no grupo pregabalina/lidocaína (p < 0,01), comparando antes e após a infusão da lidocaína. As demais comparações bioquímicas (sulfidril, SOD e CAT) não apresentaram significância. Conclusão: Foi identificado um possível efeito sinérgico na associação entre lidocaína venosa e pregabalina em mulheres fibromiálgicas, através da melhora nos escores clínicos da dor e na funcionalidade das pacientes envolvidas.

  • DAIANA BROLL REPEKE
  • COMPARAÇÃO ENTRE DUAS TÉCNICAS DE PROTRAÇÃO MAXILAR EM INDIVÍDUOS COM FISSURA LABIOPALATINA
  • Orientador : LUIZ CARLOS FERREIRA DA SILVA
  • Data: 22/02/2019
  • Tese
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  • A fissura labiopalatina unilateral completa (FLUC) é a deformidade mais frequente de fissura oral não-sindrômica. Os pacientes portadores de FLUC apresentam com frequência deficiência de desenvolvimento maxilar no sentido anteroposterior, em consequência das cirurgias primárias (queiloplastia e palatoplastia) realizadas no primeiro ano de vida. Poucos estudos na literatura comparam o novo protocolo de tratamento para protração da maxila utilizando elásticos intermaxilares apoiados em miniplacas, com o protocolo convencional de tração da maxila com máscara facial. O objetivo deste estudo pretende comparar dois protocolos de protração maxilar, um deles com máscara facial e expansão maxilar e outro com elásticos ancorados em miniplacas, no tratamento de indivíduos com fissura labiopalatina unilateral completa. O grupo tratado com máscara facial compreendeu 16 indivíduos com FLUC, que apresentaram padrão esquelético de classe III e o grupo tratado com elásticos apoiados em miniplacas compreendeu 23 indivíduos com FLUC, que apresentavam classe III esquelética. Tomografias computadorizadas cone bean foram obtidas antes (T1) e após o tratamento (T2). Vinte variáveis cefalométricas foram analisadas. Comparações intergrupos e intragrupos foram realizadas, respectivamente, por meio do teste t independente e pareado (p<0.05). A comparação intergrupos apontou que o movimento anterior da maxila foi semelhante em ambos os grupos. O grupo tratado com máscara facial apresentou medida do ângulo SNB estatisticamente menor do que o grupo tratado com miniplacas. Em relação ao posicionamento vertical da mandíbula observou-se que no grupo tratado com miniplacas a mandíbula apresenta rotação no sentido anti-horário. Contatou-se uma retroinclinação dos incisivos inferiores no grupo tratado com máscara facial e inclinação vestibular no grupo tratado com miniplacas. Assim pode-se concluir que nos dois protocolos de tratamentos avaliados o avanço sagital da maxila foi efetivo, não havendo diferença entre os grupos.

  • MARCO ANTONIO VALADARES OLIVEIRA
  • SÍNDROME CONGÊNITA ASSOCIADA AO ZIKA VIRUS: ALÉM DA MICROCEFALIA
  • Orientador : MARIA LUIZA DORIA ALMEIDA
  • Data: 22/02/2019
  • Tese
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  • Introdução: em outubro de 2015 houve a emissão de um alerta internacional para um surto de microcefalia congênita presumidamente relacionada à infecção pelo vírus Zika (ZIKV), inicialmente detectado no nordeste do Brasil, elevando muito o coeficiente de prevalência de microcefalia ao nascer no país. O crescente número de casos novos de microcefalia nas regiões afetadas, associado a achados clínicos e alterações morfológicas em comum, despertou para a necessidade de se descrever essa nova síndrome clínica associada a uma infecção congênita que até então não fazia parte do rol de diagnósticos diferenciais da microcefalia. Objetivos: descrever a síndrome congênita associada à presumida infecção materna pelo ZIKV e avaliar as alterações encefálicas da população de microcefálicos estudada, assim como as alterações oftalmológicas, os achados ecocardiográficos e outras malformações. Pacientes e Métodos: estudo observacional transversal descritivo, com amostra não aleatória e consecutiva. Incluiu 65 lactentes com diagnóstico de microcefalia e atendidos no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe. A ficha de atendimento do serviço de microcefalia foi a fonte para as informações clínicas, assim como sobre o período neonatal e dados da gestação. Ultrassonografia transfontanela foi realizada em todos os pacientes da amostra. Avaliação oftalmológica aconteceu em 62 crianças do grupo, enquanto 59 foram submetidos à ecocardiografia. As variáveis quantitativas e as categóricas foram expressas conforme melhor adequação. Para as variáveis-desfecho realizou-se a estimativa de frequência com seu respectivo Intervalo de Confiança para 95%, utilizando-se da técnica de Bootstrap. Resultados: houve um predomínio de nascidos a termo, do sexo feminino e do parto vaginal. Também houve um predomínio de adequação do peso ao nascer e uma totalidade de ausência de dano perinatal descrito. Em menos de metade das mães houve história positiva para exantema, febre e poliartralgia; mas ocorreu um predomínio desses relatos no primeiro trimestre da gestação. Uma maioria significativa (80,0%) foi classificada como microcefalia grave. As alterações oftalmológicas em segmento posterior foram predominantes, com destaque para a atrofia do epitélio pigmentar da retina (24,2%) e a coriorretinite (22,6%). Alterações no segmento anterior também foram descritas, assim como o estrabismo patológico e o nistagmo. A criptorquidia bilateral foi relatada em 28,6% da população de meninos. Alterações ortopédicas foram descritas em 27,7% dos pacientes, com destaque para as artrogriposes múltiplas (6,2%). O achado ecocardiográfico mais frequente foi o forame oval patente (42,4%) e o canal arterial pérvio (10,2%). As alterações encefálicas mais encontradas foram a atrofia cerebral (75,4%), as calcificações (73,8%), as disgenesias de corpo caloso (70,8%) e a dilatação ventricular (64,6%) e a lisencefalia (61,5%). Conclusões: as alterações oftalmológicas descritas são mais graves que as relatadas para outras causas de infecção congênita associada à microcefalia, com destaque paras as alterações da fundoscopia. Também desperta para outras malformações ainda não documentadas para a infecção congênita pelo virus, como os achados ecocardiográficos e a criptorquidia. Alterações ortopédicas e encefálicas concordam com os relatos recentes da literatura acerca do tema.

  • PAULA DOS PASSOS MENEZES
  • TECNOLOGIAS PARA ESTUDO E TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA VENOSA CRÔNICA: DESENVOLVIMENTO DE MICROAMBIENTES E ABORDAGENS NANOTECNOLÓGICAS
  • Orientador : ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
  • Data: 21/02/2019
  • Tese
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  • A insuficiência venosa é uma doença causada por incompetência valvular e é altamenteprevalente em países ocidentais, onerando de forma significativa os sistemas de saúde.A forma mais grave da doença, consiste em úlceras venosas de difícil cicatrização.Diante disto, o principal objetivo desta tese consistiu em desenvolver biomateriais parao tratamento de úlceras venosas, através de abordagens nanotecnológicas e damedicina regenerativa. Para tanto, foram desenvolvidos microambientes tridimensionais(3D), a fim de investigar a resposta de células tronco a diferentes propriedadesmecânicas da matriz extracelular, bem como a expresão de proteínas liberadas a partirde nanopartículas contendo RNA mensageiro (mRNA) na perspectiva de propor ummodelo de estudo da patologia. Além disso, foram desenvolvidas meias de compressãocontendo hesperetina nanoencapsulada para tratamento de úlceras venosas. Diante doexposto, foram impressos 720 hidrogéis de diferentes propriedades mecânicas (9 a 46kPa), como plataformas biométicas da matriz extracelular. A resposta de células troncoa estas matrizes foi diretamente relacionada a rigidez do microambiente, sem danos aviabilidade celular. Ademais, matrizes mais rígidas apresentaram uma maior expressãode proteínas, o que contribui para novos estudos envolvendo os fatores bioquímicospresentes no microambiente da doença venosa. As meias compressivas contendohesperetina nanoencapsulada mostraram-se promissoras para o tratamento de úlceras,mediante liberação controlada de hesperetina a partir dos tecidos, para o microambientedas lesões. Estas nanocápsulas permaneceram adesivas no tecido durante cincolavagens, o que torna este biomaterial interessante para tratar esta doença, uma vez queassocia o efeito da compressão a atividade hipotensora da hesperetina no endotéliovascular. Diante disto, apresentamos o relato de caso de um paciente com úlcerasvenosas de longa extensão não cicatrizadas durante dois anos, com as terapiasprescritas antes do início deste estudo. Após seis meses de tratamento com esta meia,o paciente apresentou melhora significativa na sua qualidade de vida, associada aodesaparecimento das dores associadas a lesão e excelente cicatrização. Além disso, foiobservada um importante clareamento da área perilesional devido a redução demelanina e eritema. A cicatrização das lesões contribuiu ainda para a redução dosdiâmetros venosos de diferentes segmentos da veia safena. Juntos, estes resultadoscontribuem para os desfechos clínicos desejados no tratamento de úlceras venosas econtribuem para estudos posteriores com amostras maiores. A realização dessapesquisa contribui, portanto, para o advento de novas opções terapêuticas para umadoença de tamanha importância no contexto da saúde pública, o que constitui parteessencial das Políticas de Saúde e desenvolvimento econômico.

  • GEANNE MARIA HOLANDA DE MENEZES BARROSO
  • Detecção precoce da disfunção ventricular esquerda no tratamento quimioterápico do câncer de mama.
  • Orientador : JOSELINA LUZIA MENEZES OLIVEIRA
  • Data: 15/02/2019
  • Dissertação
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  • Introdução: O tratamento quimioterápico do câncer de mama está associado àdisfunção ventricular esquerda, conhecida como cardiotoxicidade. O diagnósticoprecoce da cardiotoxicidade e seu tratamento aumentam a sobrevida daspacientes. A baixa sensibilidade da fração de ejeção pela ecocardiografiabidimensional torna obrigatória a avaliação da função sistólica pelaecocardiografia tridimensional e Strain longitudinal global. Objetivo: Avaliar afrequência da disfunção sistólica precoce do ventrículo esquerdo em pacientesportadoras de câncer de mama tratadas com antraciclina associada ou não aotrastuzumabe, com novas tecnologias da ecocardiografia como o StrainLongitudinal Global e a fração de ejeção tridimensional, e testar a hipótese queas alterações serão diagnosticadas mais precocemente do que com aecocardiografia convencional. Metodologia: Trata-se de estudo observacional,longitudinal, analítico e prospectivo com amostra consecutiva de 66 pacientes,média de idade de 50,1±11,7 anos, submetidas a quatro ecocardiogramas: antesda quimioterapia, com 30 dias, três e seis meses. Foram medidos os parâmetrosconvencionais de função sistólica e diastólica do ventrículo esquerdo além defunção sistólica do ventrículo direito. A disfunção sistólica do ventrículo esquerdofoi diagnosticada quando ocorreu redução da fração de ejeção biplanar outridimensional >10% para valor < 53%, ou redução do Strain Longitudinal Global> 15%. Resultados: Aos 30 dias a disfunção sistólica do ventrículo esquerdoocorreu em 17 das 66 pacientes ou 25,8% (IC, 16,7 a 33,3). Aos três meses em17 das 63 pacientes ou 27% (IC, 17,5 a 36,5) e aos seis meses em 18 das 53 ou34% (IC, 22,6 a 45,3). O Strain Longitudinal Global foi preditor de disfunçãosistólica com redução de 10%. A disfunção diastólica também esteve presente;em 30 das 66 pacientes ou 45% (IC, 33,54,6) no período basal, em 31 das 66pacientes ou 47% aos 30 dias (IC, 34,9 a 56,1), em 35 das 63 pacientes ou 55%aos 3 meses (IC, 42,9 a 65,1) e em 29 das 53 pacientes ou 54% (IC, 39,6 a 66)aos 6 meses. Não houve disfunção sistólica do ventrículo direito. Conclusão: Otratamento com antraciclina está relacionado a disfunção sistólica e diastólica doventrículo esquerdo. A frequência de disfunção sistólica foi alta, mais precoceque a disfunção diastólica, ocorreu desde os 30 dias e permaneceu elevada atéos seis meses, e o Strain longitudinal global foi o mais sensível dos parâmetros.

  • CAMILLA NATÁLIA OLIVEIRA SANTOS
  • POLIMORFISMOS GENÉTICOS ASSOCIADOS À OCORRÊNCIA E GRAVIDADE DA SÍNDROME CONGÊNITA DO ZIKA VÍRUS.
  • Orientador : AMELIA MARIA RIBEIRO DE JESUS
  • Data: 01/02/2019
  • Dissertação
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  • A infecção pelo vírus Zika (ZIKV) varia de assintomática a grave e pode levar a distúrbios neurológicos, a exemplo da microcefalia. A resposta imune (RI) desenvolvida durante a infecção por ZIKV ainda não está completamente elucidada e existem dificuldades em saber se os produtos da RI detectados durante ou após a infecção atuam como causa ou consequência desta. Além disso, os fatores determinantes para o acometimento pelas formas mais graves associadas à infecção ainda não estão claros. A infecção pelo ZIKV, a exemplo de outras doenças infecciosas, tem caráter multifatorial, no qual a susceptibilidade ou resistência e o comportamento clínico são influenciados por fatores ambientais e genéticos do hospedeiro, com herança multigênica. Determinantes genéticos como os Polimorfismos de Nucleotídeo Único (SNPs), que são sítios no genoma onde variantes de um nucleotídeo são comuns na população, podem atuar modulando a RI e contribuir para o curso dos diferentes desfechos clínicos. O presente trabalho avaliou a associação de SNPs nos genes CD209, TNFα, CXCL8, IL-4, IL-6, CCL-2, TLR3, TLR4 e MICB com a infecção por ZIKV por meio de um estudo caso-controle, no qual o grupo caso foi composto por crianças com microcefalia associada à infecção por ZIKV e o grupo controle, composto por crianças saudáveis que nasceram no mesmo período do surto de ZIKV. Além disso, comparamos também os pais das crianças com microcefalia com mães controles que tiveram crianças saudáveis no mesmo período do surto de ZIKV, residentes em áreas endêmicas à infecção por ZIKV. DNA genômico de pacientes e controles foram obtidos e utilizados na genotipagem dos SNPs funcionais nos genes candidatos e a associação com a infecção por ZIKV foi verificada através do teste Chi-quadrado ou Teste Exato de Fisher. Neste estudo, foi encontrada associação entre a presença do alelo T no SNP rs3775291 no gene TLR3 com a ocorrência de microcefalia decorrente da Síndrome Congênita do ZIKV. Este alelo foi mais frequente nas mães do grupo caso quando comparadas às mães do grupo controle. Encontramos também associação do SNP rs1799964 no gene TNFα com a microcefalia grave, onde o alelo T foi mais frequente nas crianças com microcefalia grave, do que nas crianças com microcefalia ao nascimento. Em conclusão, este trabalho traz pela primeira vez uma associação entre a variante associada com um possível efeito deletério na estrutura da proteína do TLR3, que pode levar a uma menor ativação das vias desencadeadas pelo TLR3, nas mães que tiveram crianças com microcefalia, sugerindo que a diminuição da ativação desta via inflamatória seja um fator importante na indução das lesões neurológicas no feto. Além disso, a variante T do SNP no TNFα, associado a baixa produção desta citocina, foi mais frequente nas crianças com microcefalia mais grave ao nascimento, sendo possível que a defesa antiviral menor no feto, predisponha à invasão do SNC pelo ZIKV. Esses dados dão subsídios para um melhor entendimento acerca dos mecanismos imunológicos, influenciados por fatores genéticos que predispõem a diferentes desfechos frente a infecções pelo ZIKV.

  • JULIANA CARDOSO ALVES
  • DETECÇÃO DE TROMBOEMBOLISMO VENOSO E DE NÍVEIS ELEVADOS DE DÍMERO D EM PACIENTES INFECTADOS PELOS VÍRUS Zika E Chikungunya
  • Orientador : ROQUE PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 01/02/2019
  • Dissertação
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  • As arboviroses são doenças de etiologia viral transmitidas aos hospedeiros através de artrópodeshematófagos. Entre essas arboviroses, destacam-se atualmente as infecções pelos vírus Zika(ZIKV) e Chikungunya (CHIKV), as quais podem ser assintomáticas ou podem apresentarquadros clínicos variados desde sintomas leves a graves, como quadros de febre baixa,conjuntivite, aumento dos linfonodos, dor muscular, artralgia e manifestações cutâneas, atédistúrbios neurológicos, a exemplo da Síndrome de Guillain-Barré e a Síndrome Congênita doZika vírus. Foram relatados também alguns casos de complicações relacionadas aos distúrbiosda coagulação. Até o momento, o acometimento vascular desencadeado pelas infecçõescausadas pelos ZIKV e CHIKV é pouco descrito. Assim, esse estudo teve como objetivodescrever 2 casos de trombose venosa profunda (TVP) associados ao ZIKV e avaliar os níveisséricos do dímero D em pacientes infectados pelos vírus ZIKV e CHIKV. A metodologiaenvolveu uma série de casos, incluindo 172 indivíduos infectados pelos ZIKV (31) e CHIKV(141), dos quais foram coletadas informações clínico-epidemiológicas através de questionários,realizado o diagnóstico molecular pela técnica da transcrição reversa da reação em cadeia dapolimerase (RT-PCR) e a dosagem do dímero D em amostras de soro por ensaioimunoenzimático (ELISA). Os indivíduos infectados pelos ZIKV e CHIKV tinham idade médiade 37,5±13,35 anos e 41,8±17,3, respectivamente. O gênero mais afetado foi o masculino (64%)pelo ZIKV e o feminino (86,8%) pelo CHIKV. Os níveis séricos de dímero D foramaumentados em 19,35% dos 31 indivíduos positivos para o ZIKV e em 63,83% dos 141indivíduos positivos para CHIKV. Este estudo descreve pela primeira vez níveis elevados dedímero D em pessoas infectadas pelos ZIKV e CHIKV, fornecendo dados relevantes paracomunidade científica sobre a possibilidade da associação desses arbovírus e odesenvolvimento do tromboembolismo venoso (TEV).

  • DÉBORA SILVA ARAÚJO MOTA
  • Efeitos do D-limoneno incorporado em membranas bioativas de colágeno sobre a cicatrização de feridas cutâneas.
  • Orientador : JULLYANA DE SOUZA SIQUEIRA QUINTANS
  • Data: 30/01/2019
  • Dissertação
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  • Feridas crônicas têm um impacto significativo sobre a saúde e a qualidade de vida dospacientes. Muitas vezes disfarçada como uma comorbidade, feridas crônicas representamuma epidemia silenciosa que afeta uma grande parcela da população mundial. O Dlimoneno incorporado à membrana bioativa de colágeno, apresenta-se como um possívelproduto com potencial para ser avaliado quanto à cicatrização de feridas cutâneas e umaalternativa promissora quando comparado aos medicamentos terapêuticos convencionais.Foram utilizados ratos Wistar, fêmeas, 250 – 300 g. Os mesmos foram submetidos àexcisão cutânea e tratados com veículo- membrana bioativa de colágeno contendohidroxipropil- β -ciclodextrina (HP-β-CD) (COL/HP); membrana bioativa de colágenocontendo D-limoneno complexado em hidroxipropil- β -ciclodextrina (HP-β-CD)(COL/HPLim) e solução salina à 0,9% (LP) com avaliação nos dias 7 e 14. Após esseperíodo, as feridas residuais foram fotografadas e avaliadas quanto à área final da ferida;Lâminas confeccionadas através de técnicas histoquímicas (coradas pelo método HE(Hematoxilina – Eosina) foram avaliadas morfologicamente quanto às alteraçõeshistopatológicas do tecido de cicatrização. A membrama bioativa acelerou a redução daárea final das feridas de 7 dias, evidenciado pelo predomínio de linfócitos. Lâminasconfeccionadas através de técnicas imunohistoquímicas (α-actina de músculo liso e antiVEGF e fator de transcrição NFB) foram avaliadas e o grupo COL/HPLim, apresentoudiferença significativa quando comparado aos grupos COL/HP e LP. Na avaliação daferida de 14 dias COL/HPLim possivelmente fez efeito sobre a área final da ferida, esteevidenciado pelo aspécto histológico com presença de lifócitos e rudimentos deapêndeces cutâneos e uma diminuição substancial do aumento da vascularização,indicando possivelmente uma rápida superação da fase inflamatória e antecipação da fasede remodelação. Os resultados foram tratados estatisticamente e consideradossignificantes quando p < 0,05. Pode-se sugerir que COL/HPLim representa umaalternativa biotecnológica promissora para o tratamento de feridas, sobretudo aquelascrônicas, de difícil cicatrização.

  • ALEXANDRA MARIA DOS SANTOS CARVALHO
  • Envolvimento da via do NFΚB no efeito antinociceptivo e anti-inflamatório do fitol em modelo de monoartrite.
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 28/01/2019
  • Dissertação
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  • A inflamação é uma resposta biológica a estímulos nocivos e está associada ao desenvolvimento de diversas doenças, incluindo as doenças reumáticas como a artrite. As opções terapêuticas existentes possuem eficácia limitada e eventos adversos associados que limitam o seu uso por longos períodos. Neste sentido, os produtos naturais derivados de plantas medicinais são fontes inestimáveis de novas entidades químicas com propriedades biológicas apreciáveis e que são protótipos para o desenvolvimento de novos fármacos. Adicionalmente, moléculas produzidas pelo metabolismo secundário de plantas, a exemplo dos terpenos e compostos polifenólicos, são responsáveis por cerca de 30-35% dos novos medicamentos lançados anualmente. Desta forma, o objetivo deste estudo foi avaliar o envolvimento da via do NFKB no efeito antinociceptivo e anti-inflamatório do fitol em modelo de monoartrite. Para tal, foram utilizados camundongos Swiss fêmeas (2-3 meses), pesando entre 25-35g e com todos os protocolos realizados previamente aprovados pelo comitê de ética em pesquisa animal da UFS (CEPA #10/2018). Após a indução da monoartrite (injeção iart. de CFA no joelho de camundongos), avaliou-se a hiperalgesia mecânica (Von frey digital), o edema de joelho, a força muscular (no aparato de Grip Strength) e ensaios bioquímicos, imunológicas e proteicos, a saber: a concentração de TNF-α, IL-6 e IL10 no líquido sinovial e IL-6 na medula espinhal (L4-L6) (ELISA), o imunoconteúdo proteico de NFKB, COX-2, ERK e GFAP na medula espinhal (L4-6) (Western blot) e a função hepática (AST e ALT). Os resultados evidenciaram que o tratamento com fitol (50 mg/Kg) reduziu a hiperalgesia mecânica (p<0,05) e o edema de joelho (p<0,05), igualmente diminuiu a concentração de TNF-α e IL-6 (p<0,05), mas não IL-10, no líquido sinovial, reduziu a concentração de IL-6 (p<0,05) e o imunoconteúdo do NFκB e da COX-2, mas não alterou GFAP e ERK, na medula espinhal. Adicionalmente, o tratamento com fitol não altera significativamente a força muscular e a função hepática dos camundongos. A partir dos resultados obtidos, conclui-se que o fitol apresenta atividade analgésica e anti-inflamatória por meio da modulação de diversos mediadores inflamatórios. Sendo, portanto, uma substância promissora para o tratamento de doenças que afetem as articulações. No entanto, ressalta-se que mais estudos são necessários para comprovar o efeito antiartrítico desta substância para, desta forma, ser inserida no desenvolvimento de pesquisas translacionais e ensaios clínicos de novas formulações farmacêuticas para o tratamento da artrite.

  • ALEXANDRE AUGUSTO FERNANDES
  • SISTEMATIZAÇÃO DA DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DE LESÕES BENIGNAS DAS PREGAS VOCAIS: VALIDAÇÃO DO MODELO LEAPA
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 24/01/2019
  • Tese
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  • Introdução: A apresentação descritiva dos exames na Medicina e áreas afins representa-se com elevado nível de importância. Reconhecida com a terminologia de laudo, necessita de elaboração objetiva para transmitir com fidedignidade o que realmente acontece. Na laringologia, a variabilidade nas formas de laudos sobre um mesmo assunto promovendo dúvidas ou direcionamentos evolutivos incorretos, justifica a necessidade de padronização dos mesmos a partir de uma avaliação sistematizada. Objetivo: Sistematizar a descrição morfológica das lesões laríngeas, criando uma linguagem uniforme para os laudos de laringoscopia. Método: Estudo de desenvolvimento metodológico destinado a elaboração, validação e aplicação do modelo LEAPA para padronizar a descrição morfológica das lesões orgânicas benignas de pregas vocais. Foi utilizado a validade de face/conteúdo com análise da consistência interna por meio do coeficiente alfa de Cronbach, seguido do cálculo do índice Kappa de Cohen para avaliar a aplicabilidade por meio do nível de concordância entre a leitura do laudo da lesão e a imagem fotográfica da mesma, obtida do exame de videolaringoscopia. Resultados: O questionário de validação apresentou valores considerados homogêneos nos domínios avaliados com o coeficiente alfa de Cronbach total 0,944, valores do alfa de Cronbach se o item for excluído variando entre 0,93 a 0,95 entre todos os quesitos e desvio-padrão de cada quesito oscilando entre de 0,95 a 2,02. A validação de face/conteúdo resultou na porcentagem global de 76% revelando pontuações por avaliador que variaram de 64 (54,62%) a 114 (95,8%) e médias por quesito entre 4,38 (62,5%) e 6,31 (90,1%). A análise de reprodutibilidade apresentou classificação idêntica para ambas as situações avaliadas com Kappa 0,609 (p=0,045) para a leitura do laudo e Kappa 0,759 (p=0,039) para a visualização da foto conferindo nível de concordância substancial. Conclusão: O modelo LEAPA apresentou validade de face/conteúdo com elevada consistência interna e confiabilidade, além de significativa reprodutibilidade e acurácia.

2018
Descrição
  • MARCUS VALERIUS DA SILVA PEIXOTO
  • EPIDEMIOLOGIA DA PARALISIA CEREBRAL EM CRIAÇAS E ADOLESCENTES E ASSOCIAÇÃO COM A VULNERABILIDADE EM SAÚDE.
  • Orientador : MARCO ANTONIO PRADO NUNES
  • Data: 18/12/2018
  • Tese
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  • A Paralisia Cerebral (PC) é a principal causa de incapacidade física na infância, no entanto muitos aspectos da PC ainda são inconclusivos e merecem maiores esclarecimentos. A associação da PC com áreas de vulnerabilidade pode ser considerada uma lacuna do conhecimento. Não foram encontrados estudos epidemiológicos populacionais e sistemas de informação sobre a PC no Brasil. Objetivo: Analisar as características epidemiológicas da Paralisia Cerebral em crianças e adolescentes e a associação com a vulnerabilidade em saúde. Métodos: O estudo foi dividido em cinco etapas que envolveram quatro desenhos de pesquisa epidemiológica e uma produção tecnológica. A primeira etapa foi um estudo do tipo metodológico de construção e validação de um indicador sintético de vulnerabilidade em saúde (IVSaúde). Na segunda etapa, foi realizado um estudo epidemiológico do tipo transversal mediante um inquérito na atenção primária sobre a PC em crianças e adolescentes na cidade de Aracaju. Na terceira etapa, foi realizado um estudo ecológico com análise espacial da PC com dados produzidos a partir do inquérito e acrescidos de dados secundários. Na quarta etapa, foi realizado um estudo caso-controle com informações do pré-natal e do nascimento dos casos e controles colhidas nos registros do Sistema de Informações de Nascidos Vivos do Ministério da Saúde do Brasil (SINASC). A quinta etapa constou da produção de um Sistema de Informação para o Monitoramento Epidemiológico da Paralisia Cerebral. Foram utilizadas análises descritivas, análise de componentes principais, análise exploratória de dados espaciais, regressão linear múltipla e regressão logística múltipla. Resultados: Foi obtido consenso para a composição do indicador sintético de vulnerabilidade, validação estatística e aplicabilidade no território de Aracaju. A prevalência da PC entre crianças e adolescentes em Aracaju foi de 1,64/1000, com maior frequência no sexo masculino (56,25%), raça/cor parda ou preta (67,50%), subtipo mais comum bilateral espástica (45,42%), com maior acometimento das comorbidades de epilepsia (48,33%) e da deficiência intelectual (30%). Cinquenta e oito por cento das famílias têm renda familiar de até 1 salário mínimo. Foram encontradas associações da prevalência da PC com áreas de vulnerabilidade em saúde. Os fatores associados foram o baixo peso ao nascer, prematuridade, baixo escore de Apgar, idade materna avançada e anomalias congênitas. O sistema de informação para o registro da PC atendeu as necessidades de armazenamento, banco de dados, interface intuitiva, layout simples, acesso com diferentes níveis e geração de relatórios.Conclusão:A paralisia cerebral em crianças e adolescentes em Aracaju apresenta como característica o subtipo bilateral espástica, prevalência baixa, apesar das disparidades dentro da cidade, maior frequência nos grupos de minorias sociais de raça/cor parda ou preta e nas famílias que vivem na linha da extrema pobreza. A prevalência da PC está associada com as iniquidades sociais contextuais e possui relação de dependência espacial com as áreas de maior vulnerabilidade em saúde. Os fatores de risco encontrados mais importantes foram anomalias congênitas, baixos escores de Apgar, baixo peso ao nascer e prematuridade. O sistema de informação no modelo de sala de situação pode ser considerado de grande porte pela quantidade de informações disponíveis que se aplicam para pesquisa, vigilância, planejamento e avaliação de serviços para a PC.

  • CATARINA ANDRADE GARCEZ CAJUEIRO
  • Proposta de tratamento fisioterapêutico para indivíduos com a doença de Charcot-Marie-Tooth tipo 1: elaboração e aplicação de um protocolo.
  • Orientador : ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
  • Data: 17/12/2018
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  • A doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT) é uma polineuropatia hereditária que acomete fibras sensitivas e motoras e tem uma prevalência de 1:2500. As principais manifestações clínicas são atrofia e fraqueza muscular associada a redução da sensibilidade, perda dos reflexos tendinosos e comprometimento da propriocepção. As duas formas mais frequentes são CMT1, desmielinizante e CMT2, causada por degeneração axonal. Os dados da literatura indicam que indivíduos com doença de CMT apresentam comprometimento da força, da amplitude articular, do equilíbrio e da funcionalidade. O objetivo deste estudo foi desenvolver um protocolo de tratamento fisioterapêutico específico para indivíduos com a doença de Charcot-Marie-Tooth tipo 1. Material e Métodos: Foi realizado um ensaio clínico piloto, aberto, quase-experimental, por meio da anamnese, avaliação cinético-funcional e aplicação de um protocolo experimental de intervenção fisioterapêutica (PECMT) em indivíduos com a doença CMT1 pertencentes a uma mesma família no município de Pedrinhas/Sergipe/Brasil. A amostra foi composta por sete indivíduos adultos com CMT1, durante 24 sessões de fisioterapia. Após a aplicação do programa PECMT, os pacientes passaram a ser orientados para a realização de um programa domiciliar de exercícios orientados (PDCMT). Todos os pacientes foram avaliados em um momento inicial (AV1), na 8º semana quando encerrou o PECMT (AV2) e após seis meses do término do tratamento domiciliar (PDCMT) (AV3). A força muscular foi avaliada através de um dinamômetro manual, a amplitude de movimento do tornozelo foi mensurada através do flexímetro, o equilíbrio através do estabilômetro footwork e da escala de equilíbrio de Berg. A avaliação funcional foi mensurada pelo teste Timed Up Go (TUG). Resultados: Houve diferença estatisticamente significativa entre a AV1 e AV2 para força em todos os músculos do tornozelo (dorsiflexores: p = 0.0004, flexores plantares: p = 0, 0138, inversores: p= 0,0070, eversores: p= 0,0048); flexores de joelho (p= 0,0062), extensores (0,0061) e abdutores (p=0,0254) do quadril; para os parâmetros VCoP (Velocidade do Centro de Oscilação de pressão) da estabilometria, no sentido ântero- posterior para olhos abertos e fechados respectivamente (p=0,1990; p=0,1990, p=0,045, p=0,374); para o teste de Berg (p=0,0216) e TUG (p= 0,0090). Em relação ao PDCMT, o TUG (p= 0,0140) apresentou um aumento do tempo de execução do teste quando comparado ao PECMT. A escala de equilíbrio de Berg (p= 0,0544) apresentou uma manutenção do equilíbrio quando comparada ao PECMT. Conclusão: os indivíduos com CMT1 submetidos a um programa específico de fisioterapia, demonstraram ganhos significativos da força muscular, amplitude de movimento da articulação do tornozelo e melhor desempenho nos testes funcionais. Os exercícios domiciliares orientados não apresentam a mesma eficácia como aqueles que são realizados sob a supervisão de profissional.

  • CRISTIANO DE QUEIROZ MENDONÇA
  • Alterações Oftalmológicas Em Pacientes Pediátricos Com Leucemia Linfoblástica Aguda
  • Orientador : ROSANA CIPOLOTTI
  • Data: 14/12/2018
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  • Introdução: Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é o câncer mais comumente encontrado entre os jovens, responsável por 26% dos casos de câncer infantil, com taxa de sobrevida de doença de 90% em cinco anos. As manifestações oculares (MO) decorrentes das LLAs podem estar relacionadas à infiltração direta do olho e da órbita pelas células neoplásicas, serem secundárias às anormalidades vasculares tumor-induzida ou a medicações usadas no tratamento como quimioterápicos e glicocorticoides (GC). Por ser doença oncológica com alto potencial de cura, em indivíduos jovens com elevada expectativa de vida, a identificação de eventuais complicações de longo prazo decorrentes do tratamento poderá subsidiar o delineamento de um protocolo oftalmológico para esses casos. Objetivo: Caracterizar as MO em pacientes pediátricos em tratamento para LLA e avaliar se estão associados a fatores de risco preditivos para recaída, com os protocolos (1999 ou 2009), gênero e infiltração liquórica. Métodos: Realizado estudo de coorte prospectivo em crianças e adolescentes com LLA, de janeiro de 2013 a dezembro de 2017, seguido de revisão sistemática associando pacientes pediátricos em tratamento para LLA e hipertensão ocular (HO), devido a HO ser a MO mais prevalente. No estudo da coorte os pacientes foram submetidos a avaliações oftalmológicas antes do início do tratamento (D0), no oitavo dia (D8), no 28º dia (D28) e aos seis meses (D6 meses). A HO foi considerada em resultados acima de 21 mmHg. Medidas de acuidade visual (AV) <20/40 foram consideradas como baixa visão (BAV). Resultados: Os resultados da coorte envolveram 55 pacientes e destes, 33% apresentaram MO. As principais foram HO (20%) , hemorragia retiniana (7,3%) e BAV (7,3%). Forte associação foi encontrada entre pacientes com MO e alto risco de recaída (p = 0,035, Cramer V = 0,31) e os que usaram o protocolo de 1999 (p = 0,022, Cramer V = 0,32). O risco de MO em pacientes do protocolo de 1999 foi de 1.799 (IC = 1.154-2.804), enquanto naqueles com alto risco de recaída foi de 1.647 (IC = 1.111-2.442). Os resultados da revisão sistemática limitou-se a um total de quatro publicações sendo dois de relatos de casos individuais, um relato de cinco pacientes e outro descritivo prospectivo com doze pacientes, com resultados variando de total controle da pressão ocular e conservação da AV, até cegueira irreversível. Conclusão: Pacientes pediátricos com LLA têm uma alta incidência de MO devido ao tratamento e à própria doença, podendo serem assintomáticos e até evoluírem com BAV. Aqueles submetidos ao protocolo de 1999 e com alto risco de recaída são os mais propensos a apresentar MO e essas variáveis estão fortemente associadas. A HO é a MO mais prevalente. Poucos estudos foram encontrados correlacionando crianças com LLA e HO, com resultados variando de HO silenciosa sem alterações visuais até cegueira irreversível. Portanto, é proposto um protocolo que contemple exame oftalmológico sistemático com a medida da PIO imediatamente após o diagnóstico de LLA (D0) e, posteriormente, em D8, D28 e D6meses.

  • SAVIL COSTA VAEZ
  • EFEITO DA APLICAÇÃO TÓPICA DE DIPIRONA GEL NA REDUÇÃO DA SENSIBILIDADE DENTAL CAUSADA PELO CLAREAMENTO DE CONSULTÓRIO: ESTUDO CLÍNICO RANDOMIZADO, CONTROLADO, TRIPLO CEGO E MULTICÊNTRICO.
  • Orientador : ANDRE LUIS FARIA E SILVA
  • Data: 30/11/2018
  • Tese
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  • Introdução: Apesar de apresentar efetividade clínica na obtenção de cor satisfatória,a sensibilidade dentária (SD) é comumente reportada pelos pacientes durante eapós o clareamento de consultório. Assim, este estudo avaliou a efetividade do usoda dipirona sódica tópica em comparação com um placebo no risco e intensidade deSD decorrente do clareamento dental. Método: Este foi um ensaio clínicorandomizado, controlado, triplo-cego, com desenho de boca repartida, com 120participantes alocados em três centros de pesquisa. Os participantes receberamaplicação tópica de um gel dipirona e placebo (um tratamento em cada lado do arcosuperior) 10 minutos antes da aplicação de peróxido de hidrogênio a 35% (duassessões clínicas) por 45 minutos (3 x 15 minutos). A SD foi registrada em duasescalas de dor: Escala Visual Analógica - EVA (0-10cm) e Escala verbal (0-4)durante e até 48 horas após os procedimentos de clareamento. A avaliação dasmudanças de cor dos dentes foi realizada um mês após a última sessão declareamento com duas escalas visuais (Vita Classical e Vita Bleachedguide 3DMaster)e um espectrofotômetro portátil (Easyshade). Para a escala verbal, dados derisco e nível de SD foram analisados pelos testes de McNemar e Wilcoxon,respectivamente. Dados da escala EVA foram submetidos a ANOVA de um fator eteste T, que também foi usado para comparar as mudanças de cor entre ostratamentos (α = 0,05). Resultados: O uso da dipirona não afetou o risco asensibilidade (p= 0,92). Não houve diferença significativa quanto à intensidade daSD em todos os tempos de avaliação, exceto em uma hora pós-clareamento naescala verbal (p = 0,02). Observou-se efeito clareador de aproximadamente quatrounidades nas escalas de cor, e um ΔE de aproximadamente seis unidades,independente do tratamento prévio. Conclusão: O uso tópico preemptivo dedipirona não alterou risco e a intensidade da SD induzida pelo clareamento dental deconsultório.

  • JULIO CESAR SANTANA ALVES
  • REPERCUSSÕES DO HIPOTIREOIDISMO GESTACIONAL EXPERIMENTAL NO EQUILÍBRIO HIDROSSALINO DA PROLE DE RATAS.
  • Orientador : DANIEL BADAUE PASSOS JUNIOR
  • Data: 22/11/2018
  • Tese
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  • As alterações das concentrações de hormônios tireoidianos maternos podem afetar o adequado desenvolvimento das proles. No entanto, a compreensão a cerca das repercussões desta condição ainda são pouco exploradas. Adicionado a isto, estudo anterior detectou a hipertensão espontânea em proles de ratas utilizando o mesmo protocolo experimental. Contudo, o distúrbio relatado pode ser resultante da atuação de certos mecanismo ligados ao balanço hidrossalino reprogramados pela condição tireoidiana materna. Neste sentido, o presente estudo objetivou investigar as repercussões do hipotireoidismo gestacional experimental (HGE) materno nos sistemas biológicos responsáveis pela homeostase dos fluidos corporais. O HGE foi induzido pela adição do Metimazol (MTZ) a 0,02% na água de beber a partir do nono dia de gestação (9ºDG) até o parto. Os machos da prole foram subdivididos em: prole de ratas eutireoideas (PRE), hipotireoideas (PRH) e eutireoideanas por adição de tiroxina (T4) (PRT4); estes foram submetidos à avaliação basal e após a sobrecarga salina (NaCl 2%), do equilíbrio hidromineral e da pressão arterial com idades a partir de 60 e 90 dias pós-natal (DPN) por meio de gaiola metabólica e pletismografia de cauda respectivamente. Ademais, foi realizada a dosagem dos eletrólitos (Na+ e K+) séricos e urinário, mensuração do percentual de hematócrito, avaliação morfológica do coração e dos rins, além da avaliação de parâmetros pressóricos. Os resultados obtidos foram expressos em valores de média ± erro padrão da média. Para comparação dos dados entre os grupos foi realizado ANOVA two-way de medidas repetidas e pós-teste de Bonferroni. O nível crítico fixado foi de 5% (P<0,05). Após análise dos dados foi possível observar que a PRH apresentou menor massa corporal nas duas idades (60 e 90 DPN) (p<0,01), maior ingestão de salina (NaCl 2%) comparada a ingestão de água, maior diurese e natriurese, hiper e hiponatremia em condições basal e com sobrecarga salina respectivamente e por fim alterações dos parâmetros pressóricos (PAS, PAD e PAM) em condições basais (Hipertensão) e após desafio hiperosmótico (hipotensão). Diante do exposto, conclui-se que o HGE pode ter determinado uma reprogramação das respostas fisiológicas ao desbalanço hidrossalino provocado por sobrecarga de sódio nas idades estudadas.

  • IVANI RODRIGUES GLASS
  • Características hemodinâmicas cerebrais não invasivas em indivíduos com Doença de Chagas crônica do município de Umbaúba, Estado de Sergipe.
  • Orientador : ANGELA MARIA DA SILVA
  • Data: 20/09/2018
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  • A doença de Chagas é endêmica numa região que abrange desde o México até a Argentina. No Brasil, atualmente predominam os casos crônicos com aproximadamente dois milhões de indivíduos infectados. O acometimento do sistema nervosa central, desencadeando acidente vascular cerebral (AVC) nos indivíduos chagásicos com miocardiopatia tem ocorrido em alta incidência, geralmente em decorrência de êmbolos cardíacos originados de aneurisma apical, trombos murais e fibrilação atrial. O doppler transcraniano (DTC) é um exame de grande importância para detectar microêmbolos na circulação intracraniana e determinar as velocidades de fluxo das artérias cerebrais. Este estudo tem por objetivo avaliar a hemodinâmica cerebral nos indivíduos com diagnóstico sorológico para doença de Chagas (DC) por meio do Doppler Transcraniano nas diversas formas crônicas da doença. Foi realizado um estudo transversal em doze povoados do município de Umbaúba, onde 617 indivíduos responderam a um questionário sobre as condições sócio epidemiológicas e foi coletado amostra de sangue para realização de sorologia para Tripanosoma cruzi. Houve uma prevalência de 12,1% (75/617) de soropositividade para DC. Desses indivíduos soropositivos, 71 foram submetidos ao exame clínico e realização de eletrocardiograma, ecocardiograma, radiografia de tórax e radiografia contrastada de esôfago e cólon para determinar a forma clínica da DC. Para a realização do DTC, participaram 96 indivíduos, 59 soropositivos para DC e 37 soronegativos. Esses indivíduos tiveram uma média de idade de 54± 11 anos e sexo feminino em 62.5%. Dentre as formas clínicas crônicas da DC, 22 indivíduos estavam na forma indeterminada, 17 cardíaca, 16 cardiodigestiva e 4 digestiva. Os valores da velocidade média da artéria cerebral média (VMACM) e do índice de pulsatilidade não apresentaram alteração nos indivíduos examinados. Correlacionando a velocidade média da artéria cerebral média com a idade e as formas clínicas da doença de Chagas e o controle, foi observado que nas formas cardíaca, indeterminada e controle houve redução da VMACM com o aumento da idade de maneira semelhante. Entretanto com as formas cardiodigestiva e digestiva ocorreu o contrário, elevação da VMACM com o aumento da idade. Não foram evidenciados sinais de microêmbolos. O presente estudo não demonstrou alteração da hemodinâmica cerebral entre as formas crônicas clínicas e o controle, provavelmente em decorrência dos indivíduos com DC estarem numa fase controlada da doença, não apresentando durante a pesquisa sintomas ou sinais cardíacos.

  • CÁSSIA DE MATOS ARAUJO MENEZES NASCIMENTO
  • INGESTÃO DIETÉTICA DE PROTEÍNA E RISCO DE DIABETES TIPO 2 EM CRIANÇAS ESCOLARES. CASSIA DE MATOS ARAUJO MENEZES NASCIMENTO.
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 31/08/2018
  • Dissertação
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  • Objetivo: Intervenções dietéticas são tidas como as mais efetivas para a prevenção e tratamento do diabetes mellitus tipo 2 (DM2). Entretanto, não há estudos suficientes relacionados ao efeito específico da composição dietética de macronutrientes na prevenção do DM2 em crianças. Método: Estudo transversal com objetivo de avaliar a associação entre o consumo de energia e macronutrientes com o risco de diabetes em escolares. O risco de diabetes foi avaliado pela dosagem de hemoglobina glicada (HbA1c) e pelo HOMA-IR. Foi aplicado Recordatório Alimentar de 24 h em três dias não consecutivos para avaliação do consumo de energia e macronutrientes. Foram calculadas Razões de Prevalências por meio de Regressão de Poisson e construída a curva ROC para o consumo de proteína (g) por quilo (kg) de peso corporal em relação ao risco de diabetes. Resultados: Foram avaliadas 176 crianças com 9 a 12 anos de idade. Foi observada prevalência de 14,8% de pré-diabetes, de 17,6% de resistência insulínica e 29,5% de excesso de peso corporal. Nenhuma criança avaliada apresentou consumo excessivo de calorias. Todas as crianças apresentaram consumo calórico proveniente das proteínas dentro da recomendação. Na análise multivariada, o aumento em 1% no consumo calórico proveniente de proteínas reduz em 13% o risco de alteração na HbA1c e/ou no HOMA-IR, independentemente da adequação da massa corporal. O consumo de proteína entre 1,58 e 1,63 g/Kg/dia apresentou menor risco de diabetes. Conclusão: O maior consumo proteico em situação de padrão dietético balanceado em macronutrientes, determinou menor risco de diabetes em crianças, independente da adequação do peso corporal.

  • DAYA DEVI SOUZA DE OLIVEIRA
  • Análise dos fatores de risco para a mortalidade neonatal precoce em Sergipe: estudo de linkage
  • Orientador : MARCO ANTONIO PRADO NUNES
  • Data: 30/08/2018
  • Dissertação
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  • Introdução: Avaliar os indicadores de mortalidade infantil de uma população éfundamental para subsidiar o planejamento de ações resolutivas para posteriorqualificação dos serviços obstétricos e neonatais ofertados, dimensionando comexatidão as necessidades mais urgentes de intervenção. Neste sentido esta pesquisaprocurou estudar as variáveis mais condicionantes da mortalidade infantil registradasnos Sistemas de Informação sob Mortalidade (SIM) e de Nascidos Vivos (SINASC), derecém-nascidos que foram a óbito até o sexto dia de vida, considerados neonataisprecoces. Objetivos: Investigar os fatores relacionados com a mortalidade neonatalprecoce em relação aos nascidos vivos que sobreviveram até o sexto dia de vida, emSergipe, no período de 2011 a 2016, a partir do cruzamento (linkage) dos bancos doSIM e SINASC. Metodologia: Uma coorte retrospectiva utilizando-se dadossecundários registrados no SIM e SINASC, onde foi realizado um linkage entre os doisbancos de dados. Análise dos dados: Para a extração dos dados foi utilizado o pacote“read.dbc” (Petruzalek, 2016) do programa R versão 3.5.0 (R Core Team, 2018) quetambém foi utilizado para a análise. A análise descritiva foi realizada através dasfrequências absolutas e relativas no caso das variáveis categóricas e medidas detendência central e variabilidade para as variáveis numéricas. Para avaliação dainfluência dos fatores de exposição sobre a ocorrência do desfecho foi utilizado riscorelativo. Resultados: Esta pesquisa trabalhou com a amostra de 1708 óbitos neonataisprecoces, relacionando suas variáveis correspondentes com às dos nascidos vivossobreviventes até o sexto dia de vida. Ao todo foram 205.042 nascidos vivos entre operíodo de 2011 e 2016, destes, 203.334 sobreviveram até o sexto dia de vida e 1708foram a óbito, correspondendo a 0,8%. Das variáveis analisadas, às correspondentes araça parda/negro e situação conjugal classificada em ter um companheiro, nãoapresentaram muito risco, sexo: RR=1,25 para o sexo masculino; escolaridade menorque 11 e 7 anos de estudo: RR=1,01, analfabeta: RR=1,25. O pré-natal adequadoapresentou fator de risco pouco expressivo também (1,13). As variáveis queapresentaram maior risco relativo (RR) foram a idade gestacional menor que 32semanas (muito pré-termo) com 82,01; o APGAR do 5º minuto menor que 7 (anormal)obteve RR de 80,72; o peso ao nascer menor que 1500g (muito baixo) foi de 107,95 eanomalia congênita com RR de 17,36. Conclusão: As variáveis sociodemográficas nãoapresentaram muito risco. O pré-natal adequado apresentou fator de risco poucoexpressivo também. As variáveis que apresentaram maior risco relativo (RR) foram àidade gestacional menor que 32 semanas (muito pré-termo); o APGAR do 5º minutomenor que 7; o peso ao nascer menor que 1500g (muito baixo) e a presença demalformação congênita.

  • JOSÉ VALTER COSTA OLIVEIRA
  • Não adesão à terapêutica anti-hipertensiva na atenção primária à saúde: fatores associados e Representações Sociais das pessoas acometidas pela doença.
  • Orientador : KIRIAQUE BARRA FERREIRA BARBOSA
  • Data: 29/08/2018
  • Dissertação
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  • Objetivo: Investigar os fatores associados à não adesão à terapêutica e conhecer as representações sociais de pessoas acometidas pela hipertensão arterial sistêmica (HAS) sobre o tratamento da doença. Casuística e Métodos: Trata-se de um estudo analítico, transversal, com associação das abordagens quantitativa e qualitativa. A amostra quantitativa incluiu 472 usuários da Atenção Primária à Saúde (APS) do município de Aracaju/SE. A coleta de dados foi realizada entre agosto de 2017 e março de 2018, por meio da aferição de medidas antropométricas, pressão arterial e aplicação de formulário estruturado com questões de caracterização socioeconômica, demográfica, consumo alimentar, determinantes de saúde, componentes da terapêutica e autoavaliações de saúde e alimentação. A amostra qualitativa foi uma subamostra da quantitativa constituída por 32 protagonistas sociais. A técnica de pesquisa adotada foi a entrevista semiestruturada, analisada pelo método de Análise de Conteúdo e interpretada pela Teoria das Representações Sociais. Resultados: Os resultados mostraram uma frequência de não adesão ao tratamento farmacológico de 71,8% e um descontrole pressórico de 68% da amostra. A não adesão à terapêutica farmacológica esteve associada (p<0,05) aos usuários adultos, maior ingestão de sódio, excesso de peso, circunferência da cintura (CC) elevada, menor número de medicamentos prescritos, não seguir a prescrição corretamente, não comparecer às consultas de retorno, utilizar remédios caseiros e ter avaliação negativa da saúde e alimentação. Enquanto que, o baixo grau de instrução, maior consumo de açúcar, peso elevado, CC de risco e maior tempo de diagnóstico estiveram associados (p<0,05) ao descontrole da pressão arterial. Nos achados qualitativos, a utilização de medicamentos emergiu como principal componente da representação social (RS) na terapêutica anti-hipertensiva. As medidas de estilo de vida predominantes nos discursos foram alimentação e atividade física. Porém, as falas mostravam resistência quanto ao seguimento destas medidas, devido a questões inerentes aos próprios usuários, ou externas a eles como fatores socioeconômicos, relacionados à doença, ao tratamento e ao sistema e equipe de saúde. Conclusão: A educação em saúde pode ser um caminho para o estímulo à adesão do tratamento anti-hipertensivo, dada a relevância da influência dos componentes da RS na adesão terapêutica e controle dos níveis pressóricos.

  • MÁRCIA ESTÉLA LOPES DA SILVA
  • CONDIÇÕES DE RISCO AO NASCER RELACIONADAS AOS CRITÉRIOS DE NEAR MISS NEONATAL: ESTUDO DE LINKAGE ENTRE O SINASC E O SIM NO ESTADO DE SERGIPE.
  • Orientador : MARCO ANTONIO PRADO NUNES
  • Data: 29/08/2018
  • Dissertação
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  • O avanço tecnológico vem colaborando para a sobrevida de recém-nascidos considerados de risco para mortalidade infantil. O conceito de Near Miss Neonatal, definido como um recém nascido que apresentou uma complicação grave ao nascer mas sobreviveu ao período neonatal, veio para que se delimitassem mais estudos sobre esses lactentes que superaram causas de provável óbito neonatal precoce, e se avaliasse as condições de assistência perinatal. Objetivo: Identificar as condições de risco ao nascer relacionadas aos critérios de Near Miss Neonatal a partir da análise secundária de banco de dados através de um linkage entre o SINASC e o SIM, no período de 2011 a 2016 no Estado de Sergipe. Metodologia: estudo analítico de coorte retrospectiva com análise de dados secundários em uma série histórica nos bancos de dados oficiais, através do linkage entre o SINASC e o SIM. Foram coletados os dados referentes aos nascidos vivos residentes no Estado de Sergipe, sendo que a amostra selecionada foi de todos recém-nascidos com os critérios de Near Miss Neonatal segundo Pileggi et al.(2010). Foram selecionadas variáveis presentes no SINASC, categorizadas e analisadas dentro da amostra. A análise estatistica final avaliou os resultados através da determinação do risco relativo e de seus respectivos intervalos de confiança os quais identificaram a probabilidade do desfecho selecionado pelo estudo. Resultados: as variáveis que mais tiveram relação com as condições de risco ao nascer apresentando risco relativo maior que 1 foram: local de ocorrência na capital, parto domiciliar, analfabetismo ou baixa escolaridade materna, idade menor a 20 anos e maior que 35 anos, perdas fetais/abortos prévios, pré natal com 6 ou menos consultas, número de consultas pré natais inadequadas à idade gestacional de inicio do acompanhamento, gestação múltipla, apresentação não cefálica e anomalia congênita. As variáveis identificadas como fatores de proteção com risco relativo menor que 1 foram: presença de companheiro, gestantes com idade entre 20 e 35 anos, escolaridade materna maior que 4 anos, parto cesáreo e trabalho de parto induzido. E as variáveis sem relação com o desfecho, com risco relativo perpassando o valor 1 em seu intervalo de confiança, foram a cor/raça materna e o sexo do recém nascido. Conclusão: Neste estudo verificou-se que as variáveis encontradas como fatores de risco vêm de acordo com o que a literatura tem descrito e, assim sendo, pretende-se que o mesmo sirva de apoio a demais estudos sobre o tema e contribua para o levantamento de evidências que possam subsidiar bases para a construção de programas e políticas públicas direcionadas à diminuição da morbimortalidade infantil.

  • LARISSA MARINA SANTANA MENDONÇA DE OLIVEIRA
  • Reinternação de pacientes com Síndrome Coronariana Aguda e seus determinantes.
  • Orientador : ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA
  • Data: 28/08/2018
  • Dissertação
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  • Introdução: A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é responsável por elevados números de admissões e readmissões hospitalares. Esses números estão associados ao aumento dos custos para o paciente e para o sistema de saúde, bem como à elevação nas taxas de mortalidade hospitalar. Objetivo: Investigar a reinternação entre pacientes com SCA e seus determinantes. Metodologia: Trata-se de uma coorte retrospectiva de pacientes de ambos os sexos, adultos e idosos, diagnosticados com SCA. Foram avaliados, a partir dos registros dos hospitais locais públicos e privados de referência em cardiologia, a ocorrência de reinternação, em até 01 ano após internação por SCA, o tempo entre as admissões e uso de medicamentos no momento da reinternação. Regressão logística múltipla foi utilizada para avaliar as variáveis preditoras da reinternação. Resultados: A ocorrência de reinternações foi de 21,46% (n=115) e o período médio entre as internações foi de 122,74 (DP 112,14) dias. Os pacientes avaliados eram, em sua maioria, do sexo masculino (64,0%), com média de idade de 63,15 (DP 12,26) anos, 7% apresentaram óbito como prognóstico da reinternação e 68,7% apresentaram mais de 1 reinternação em 01 ano. As causas cardiovasculares, entre elas a recorrência da SCA, foram as mais prevalente entre as reinternações hospitalares. A assistência privada e o diagnóstico de ICC tiveram associados às reintrenação após a regressão logística múltipla. Conclusão: Acredita-se que as reintrenações são reflexo das condições clínicas do paciente e ao acesso do paciente aos serviços de saúde.

  • ALINE CARVALHO PEIXOTO
  • Impacto do clareamento dental de consultório com peróxido de carbamida a 37% na mudança de percepção dos pacientes com o sorriso, alteração de cor e sensibilidade pós-operatória: ensaio clínico controlado randomizado simples-cego.
  • Orientador : ANDRE LUIS FARIA E SILVA
  • Data: 28/08/2018
  • Tese
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  • O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia do agente clareador peróxido de carbamida a 37%, utilizado na técnica de consultório, sobre a mudança de cor dental e o risco à sensibilidade, quando comparado ao peróxido de hidrogênio a 35%. Quarenta pacientes foram alocados para receber duas sessões de clareamento dental de consultório, utilizando peróxido de hidrogênio a 35% (PH) ou peróxido de carbamida a 37% (PC) (n = 20). O impacto do clareamento dental na percepção dos pacientes em relação à mudança da satisfação com o seu sorriso, e sobre os procedimentos de clareamento e seus resultados, foram avaliados. O nível de sensibilidade dos pacientes foi registrado durante e até 24 horas após o clareamento. A eficácia dos procedimentos clareadores foi medida com um espectrofotômetro uma semana após cada sessão e 30 dias após a última. A sensibilidade dentária foi avaliada por meio das escalas verbal e visual analógica (EVA). Foram calculados os riscos absoluto e relativo à sensibilidade. Os dados sobre o nível da sensibilidade foram analisados pelo teste T ou Mann-Whitney. Os dados da avaliação da cor (ΔL*, Δa*, Δb* e ΔE) foram individualmente submetidos à ANOVA de 2 fatores para medidas repetidas seguido pelo Teste de comparações múltiplas de Tukey. Foi observado um menor risco e nível de sensibilidade dentária para o PC, apresentando valores próximos à zero, enquanto que a diferença entre os agentes clareadores desapareceu após 24 horas. Um maior efeito clareador foi observado para o PH, principalmente devido a maior redução do vermelho e amarelo. Os participantes perceberam melhor clareamento dental para o PH e menor sensibilidade para o PC, mas não foram observadas diferenças quanto ao conforto das técnicas. Concluiu-se que o PC resultou em menor sensibilidade dentária, mas também menor eficácia do clareamento dentário. No entanto, ambos os agentes clareadores resultaram em altos níveis de satisfação dos pacientes.

  • ALINE DE SIQUEIRA ALVES LOPES
  • ACOMPANHAMENTO CLÍNICO E NUTRICIONAL DE UMA COORTE DE LACTENTES COM SÍNDROME DA ZIKA CONGÊNITA, NASCIDOS EM SERGIPE, NORDESTE DO BRASIL.
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 27/08/2018
  • Dissertação
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  • Introdução: Ao final de 2015, um arbovírus (zika vírus) tornou-se protagonista de umaepidemia de anomalias congênitas jamais observada. A região nordeste do Brasil foi a maisatingida e médicos e autoridades sanitárias uniram esforços para prestar assistência a estascrianças e suas famílias. A Síndrome da Zika Congênita caracteriza-se por severa microcefalia,com grave dano ao tecido cerebral, alterações oftalmológica, auditivas, cardíacas e ortopédicas,além de crítico atraso do desenvolvimento com irritabilidade, espasticidade e convulsões.Tratando-se de uma nova patologia, pouco ainda se sabe sobre sua evolução em longo prazo,uma vez que as crianças acometidas estão com idade média de 3 anos. Objetivo: Realizar oacompanhamento de uma coorte de bebês nascidos com microcefalia e/ou malformaçõespossivelmente associadas à infecção congênita pelo zika vírus, do nascimento aos 18 meses devida, avaliando seu crescimento, desenvolvimento, evolução da alimentação e ocorrência demorbidades associadas. Metodologia: Trata-se de estudo longitudinal, observacional edescritivo do acompanhamento de uma coorte de lactentes nascidos em Sergipe durante o surtode microcefalia e referenciadas para dois serviços públicos de saúde. As crianças foramseguidas até os 18 meses de vida em consultas de puericultura somadas a avaliações deespecialistas e realização de exames complementares. Os dados foram coletados de agosto/2017a janeiro/2018 com auxílio de um formulário de pesquisa. As análises estatísticas foramrealizadas com o auxílio do software R Core 2018. Resultados: Compuseram a coorte 84crianças com características clínicas da Síndrome da Zika Congênita. Houve predomínio dosexo feminino (53,8%) e somente 9 recém-nascidos não tiveram diagnóstico de microcefalia,mas apresentavam outras alterações compatíveis com a Síndrome da Zika Congênita. Osescores Z para perímetro cefálico, peso e comprimento permaneceram estáveis ao longo dotempo, mantendo-se abaixo do padrão esperado de sexo e idade para as três medidasantropométricas. *As crianças manifestaram grave atraso do desenvolvimento com retardo naaquisição de todos os marcos pesquisados, além da ocorrência de outros comprometimentosneurológicos tais quais convulsão (70,7%), espasticidade (95,3%) e irritabilidade (65,9%).Encontrou-se baixa prevalência de aleitamento materno exclusivo até os 6 meses (14,3%) epercentual significativo de relatos de dificuldade alimentar (64,9%). Aspecto que refletiu noatraso da introdução da alimentação complementar (idade média de 7,1 meses) e na nãoprogressão para a alimentação da família em 22,6%. Quanto aos exames e avaliaçõescomplementares, em todos os lactentes foram detectadas malformações cerebrais compatíveiscom a infecção congênita pelo zika vírus, em 54,5% foi diagnosticado comprometimento oculare em metade (50,7%) foi observado alguma alteração cardíaca. A principal morbidade clínicaapresentada pelas crianças foram as infecções das vias aéreas superiores, seguido deconstipação intestinal. Conclusões: Os lactentes com presumida Síndrome da Zika Congênitaexibiram comprometimento do crescimento antropométrico, além de grave atraso na aquisiçãode marcos do desenvolvimento neuromotor. Constatou-se baixa prevalência de aleitamentomaterno exclusivo até os 6 meses, com alta frequência de dificuldades alimentares. Observousetambém número significativo de lactentes que evoluíram com irritabilidade, convulsão eespasticidade. Os achados deste estudo reforçam a necessidade de acompanhamentomultiprofissional especializado para estas crianças, voltado para terapias de reabilitação e apoioaos familiares envolvidos.

  • KENNIA MARIA ROCHA BAIÃO
  • Associação do risco Cardiovascular, da síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono e da qualidade de vida em pacientes com DHGNA.
  • Orientador : MARCO ANTONIO PRADO NUNES
  • Data: 27/08/2018
  • Dissertação
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  • A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (DHGNA) é caracterizada por acúmulo de lipídios em hepatócitos, que representa, ao menos, 5% do peso deste tecido. Acomete pacientes em diferentes faixas etárias; estes tendem a apresentar alterações hepáticas caracterizadas não apenas pelo acúmulo de gordura, mas, em alguns casos, também pela presença de inflamação e fibrose, inclusive evoluindo para cirrose. É considerada o componente hepático da Síndrome Metabólica (SM) e esta, por sua vez, também um indutor da DHGNA. O presente estudo propõe avaliar a relação da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) e do risco de doenças cardiovasculares (DCV), em pacientes com a DHGNA e como a interação dessas patologias afeta a qualidade de vida dos pacientes. Trata-se de um estudo transversal, onde foram entrevistados 173 pacientes atendidos no ambulatório de Hepatologia, que é um serviço de referência do Estado, do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe. Foram coletados dados sociodemográficos e medidas antropométricas, resultados de exames laboratoriais bioquímicos e de imagem dos prontuários, e estes pacientes foram submetidos à questionários de qualidade de vida (QV) (WHOQOL bref), risco de DCV’s (Escore de Framinghan), a avaliação do risco individual de SAOS (Escala de Berlim) e ao teste de bioimpedância. Obtivemos como resultados uma prevalência na população estudada de baixo risco para desenvolver DCV’s (58,4%), houve uma prevalência da amostra para alto risco de SAOS (64%), a avaliação da QV demonstrou melhores resultados nos domínios psicológicos e das relações sociais. Concluímos que há uma associação do grau de DHGNA com a evolução do SAOS nos pacientes estudados, não havendo a mesma associação em relação ao aumento do risco de DCV’s e quando avaliamos a associação com a QV não observou-se diferença significativa entre o escore total de qualidade de vida em pacientes com esteatose leve para os indivíduos que as apresentavam na forma acentuada. Sendo assim, enfatizamos a importância da avaliação global desses pacientes, desde o início da detecção da DHGNA.

  • ELISDETE MARIA SANTOS DE JESUS
  • Método Tradicional e Método Ativo: Uma Análise dos Estilos de Aprendizagem e Pensamento Crítico de Estudantes de Farmácia e Medicina da Universidade Federal de Sergipe.
  • Orientador : ANGELO ROBERTO ANTONIOLLI
  • Data: 27/08/2018
  • Tese
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  • Objetivo: Analisar os estilos de aprendizagem e o pensamento crítico de estudantes de Farmácia e Medicina da Universidade Federal de Sergipe. Métodos: O estudo foi desenvolvido em quatro etapas: na primeira etapa foi realizada uma revisão narrativa com o objetivo realizar um levantamento de evidências dos estilos de aprendizagem e pensamento crítico na formação dos estudantes de Farmácia e Medicina, no Brasil, na segunda etapa foi realizada uma revisão sistemática da literatura com o objetivo de avaliar a relação entre as estratégias e métodos de ensino mais apropriadas para os estilos de aprendizagem durante a graduação de estudantes dos cursos de farmácia e medicina ao redor do mundo; na terceira etapa foi realizado um estudo piloto para identificar os estilos e preferências de aprendizagem de estudantes de graduação em farmácia, submetidos às metodologias ativa e tradicional, bem como, mensurar da aplicabilidade do instrumento Index of Learning Styles Questionnaire (ILS); na quarta etapa foi realizado um estudo longitudinal com avaliação antes-depois, para caracterizar as preferências dos estilos de aprendizagem e competência de pensamento crítico em estudantes de graduação em Medicina submetidos a métodos de ensino tradicional e ativo. Resultados: Os achados da revisão narrativa apontaram para a escassez dos estudos que abordam estilos de aprendizagem e/ou pensamento crítico entre estudantes de graduação em farmácia e medicina principalmente, sobre o pensamento crítico pois foram encontrados apenas seis estudos. Na revisão sistemática dos 2196 arquivos analisados, 20 cumpriram todos os critérios de inclusão estabelecidos. Os achados da revisão sistemática revelaram que o método PBL, assim como, recursos audiovisuais e programas de iniciação à pesquisa mostraram-se úteis para melhorar as experiências de aprendizagem, apesar de não estar claro quais estilos de aprendizagem são favorecidos por eles. O estudo piloto apontou que não houve diferença significativa entre os estilos de aprendizagem de estudantes de Farmácia submetidos a metodologias de ensino diferentes, no geral observou-se uma predominância da percepção sensorial 30 (78,9%), entrada visual 25 (65,7 %), processamento ativo 23 (60,5%) e entendimento sequencial 28 (73,7%). No estudo longitudinal, os estudantes de Medicina dos dois Campi apresentaram o mesmo perfil de preferência de estilos de aprendizagem sendo caracterizados pelos estilos sensorial, visual, reflexivo e sequencial. No que diz respeito ao pensamento crítico verificou-se que os estudantes da metodologia ativa obtiveram uma pontuação significativa na competência Análise com (p= 0,0323). No geral os estudantes foram caracterizados com elevada demonstração de competência de pensamento crítico ao longo do tempo. Conclusão: o conjunto dos resultados apresentados permitiu identificar os estilos de aprendizagem predominante de estudantes dos cursos de Medicina e Farmácia bem como, constatou diferenças no tocante a competência de pensamento crítico quando esses estudantes são submetidos a metodologias de ensino distintas.

  • TAINA RIBEIRO KLINGER FLORENCIO
  • Influência da fisioterapia nas habilidades motoras de crianças com a síndrome da Zika congênita: ensaio clínico
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 27/08/2018
  • Dissertação
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  • A síndrome da Zika congênita pode causar um conjunto de alterações na criança, dentre elas graves anomalias cerebrais. As lesões do sistema nervoso central em desenvolvimento acarretam em desordens sensoriomotoras com repercussão no desempenho motor. A fisioterapia possibilita a aquisição de habilidades motoras a partir da interação da criança com o ambiente e com a tarefa. O presente estudo teve como objetivo investigar a influência da fisioterapia na aquisição das habilidades motoras de crianças com a síndrome da Zika congênita. Trata-se de um ensaio clínico, desenvolvido no ambulatório de fisioterapia do Hospital Universitário de Sergipe, com amostra constituída por 46 crianças com a síndrome da Zika congênita. A coleta de dados ocorreu de janeiro de 2016 a dezembro de 2017, na admissão fisioterapêutica da criança e ao completar 18 meses de idade. As crianças foram estratificadas de acordo com a faixa etária na avaliação inicial. No primeiro momento foi aplicado formulário construído para registro de informações referentes a identificação e características clinicas das mães e das crianças, características sociodemográficas das famílias, alterações neurológicas e musculoesqueléticas e tipo de lesão neurológica. Classificou-se a gravidade da lesão neurológica, a partir dos dados obtidos em prontuário no laudo da ultrassonografia transfontanela, baseada no Sistema de Classificação de Noyola. Foi realizada avaliação das habilidades motoras através da Alberta Infant Motor Scale (AIMS). Em seguida, as crianças foram submetidas a um protocolo de fisioterapia, com frequência de duas sessões semanais e duração de 50 minutos cada. O protocolo baseou-se nos princípios da terapia do neurodesenvolvimento (Bobath), alongamentos musculares e mobilizações passivas. Quando as crianças completaram 18 meses de idade, foi realizada reavaliação das habilidades motoras por meio da AIMS. Os resultados apontaram que houve aumento do escore total comparando a avaliação inicial e aos 18 meses de idade, nas crianças avaliadas inicialmente com idade compreendida no primeiro e segundo trimestres. Apesar deste aumento, os escores totais da amostra do estudo aos 18 meses são bastantes inferiores aos valores normativos, com diferença significativa (p<0,0001). A maioria das lesões neurológicas foram de grau moderado e grave com predomínio de calcificações cortico-subcorticais, atrofia cortical grave e disgenesia de corpo caloso. Crianças com a síndrome da Zika congênita que realizaram fisioterapia precocemente apresentaram aquisições de habilidades motoras no período estudado. Porém, os ganhos foram mínimos e os escores foram abaixo do esperado para os valores normativos. O comprometimento neurológico grave causado pelo vírus tem impacto significativo nas habilidades motoras, porém a fisioterapia precoce possibilita ganhos funcionais.

  • LIS CAMPOS FERREIRA
  • Estudo de prevalência de quedas associadas a neuropatia periférica induzida por quimioterapia.
  • Orientador : EDUARDO LUIS DE AQUINO NEVES
  • Data: 24/08/2018
  • Dissertação
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  • Introdução: A neuropatia periférica induzida por quimioterapia (NPIQ) é um efeito colateral comum e frequentemente dose-limitante. A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) também é uma desordem neurológica sensitivomotora comum, caracterizada por sensações desconfortáveis e desagradáveis nas pernas, seguidas de urgência em movimentá-las. A presença de NPQI tem sido associada ao risco de quedas em sobreviventes de câncer. Objetivos: Determinar a frequência e os fatores associados a quedas em pacientes em quimioterapia, e avaliar possível associação entre sintomas sugestivos de NPIQ, SPI e quedas. Métodos: Foram entrevistados 234 pacientes oncológicos em tratamento quimioterápico, com perguntas referentes a dados sociodemográficos, diagnóstico, tratamento e ocorrência de quedas, além de ter sido utilizada a Ferramenta de Avaliação de Neuropatia Periférica Induzida por Quimioterapia (FANPIQ) e aplicados critérios diagnósticos para SPI. Resultados: A média de idade da amostra foi de 53.4 anos (±13.1), sendo 73.9% do sexo feminino. Sintomas sugestivos de NPIQ estavam presentes em 51.7% dos pacientes, e em 30.7% foram relatadas quedas. Houve associação entre a presença de sintomas neuropáticos e quedas (p = 0.0191), com aumento de 1.65 vezes na prevalência de quedas em relação aos pacientes sem sintomas neuropáticos. Em indivíduos com menos de 65 anos observamos uma maior relação entre sintomas de NPIQ e quedas (p=0.0016). Pacientes com quedas apresentaram uma pontuação maior nos itens que avaliam a interferência nas atividades de vida diária. Além disso, também houve associação estatisticamente significante de SPI com sintomas de NPIQ (p=0.0005), SPI com quedas (p=0.0152), e SPI associada a sintomas neuropáticos com quedas (p=0.0061). Conclusões: Os achados do presente estudo sugerem que quedas são frequentes nos pacientes em quimioterapia, e sintomas de NPIQ e SPI contribuem para o aumento de quedas. E mais, que estas duas desordens, quando associadas, agem de forma sinérgica, aumentando ainda mais a prevalência de quedas.

  • THELMA ONOZATO
  • FATORES QUE INFLUENCIAM A IMPLEMENTAÇÃO DE SERVIÇOS CLÍNICOS FARMACÊUTICOS EM HOSPITAIS: IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE PELO APOTECA FRAMEWORK
  • Orientador : DIVALDO PEREIRA DE LYRA JUNIOR
  • Data: 24/08/2018
  • Tese
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  • Introdução. A implementação de Serviços Clínicos Farmacêuticos (SCF) é fundamental para evitar danos relacionados a medicamentos em hospitais. Embora muitos estudos relatem resultados benéficos dos SCF, ainda não há padronização dessa prática em hospitais, incluindo no Brasil. Conhecer os fatores que influenciam a implementação de SCF e identificar onde eles atuam é o primeiro passo para adoção bem-sucedida destes serviços em hospitais. Objetivo. Identificar os fatores que afetam a implementação da SCF no ambiente hospitalar e analisá-los utilizando os domínios APOTECA. Metodologia. O estudo foi realizado em quatro etapas: a primeira correspondeu a uma revisão sistemática da literatura para identificar fatores que influenciam a implementação de SCF em ambiente hospitalar. As bases de dados da Cochrane Library, Embase, CINAHL, IPA, Medline / PubMed e Lilacs foram pesquisadas até janeiro de 2018. A estratégia de pesquisa foi desenvolvida usando termos relacionados a quatro domínios: “farmácia clínica”, “fatores influenciadores”, “implementação” e “hospital”. Dois revisores selecionaram artigos originais, extraíram os dados e avaliaram a qualidade dos estudos. Após a síntese temática de framework e categorização dos fatores em grupos de interesse e domínios Administrativos, Políticos, Técnicos e Atitudinais (APOTECA), uma abordagem diagramática foi utilizada para apresentar os resultados. Na segunda etapa foi realizado um grupo focal com 16 farmacêuticos e quatro entrevistas com gerentes hospitalares para conhecer as percepções acerca dos fatores que poderiam influenciar a implementação de SCF no hospital do estudo. A terceira etapa compreendeu a intervenção estruturada, com abordagens atitudinais (motivacionais), políticas, técnicas e administrativas. Na quarta etapa foram realizadas entrevistas com os três farmacêuticos ligados aos SCF e três gerentes para conhecer as percepções dos participantes da intervenção acerca dos fatores que influenciaram efetivamente a implementação de SCF no hospital do estudo. Depois de coletar as informações, os registros de áudio foram transcritos e analisados usando análise de framework e os domínios APOTECA, com finalidade de comparar as percepções antes e após a implementação estruturada de SCF. Resultados. Na revisão foram identificados 53 fatores nos 21 estudos incluídos. Os fatores influenciadores mais citados foram uniformemente distribuídos nos quatro domínios APOTECA, mas em termos de grupos de interesse, o “farmacêutico” teve a maior concentração de fatores. O fator mais citado foi “Habilidades e conhecimento clínico”, seguido de “Tempo para implantar SCF”. No estudo de intervenção, os farmacêuticos relataram 19 obstáculos no total, enquanto os gerentes perceberam 16 diferentes barreiras. Cerca de metade das barreiras citadas foram consideradas superadas ou não-concretizadas na segunda entrevista. Gerentes e farmacêuticos mencionaram um número menor de facilitadores quando comparados às barreiras (onze e dez, respectivamente), e os segundos só conseguiram percebê-los após a intervenção. Em relação à classificação APOTECA, a maioria das barreiras foi administrativa e dos facilitadores foi classificada como política. Conclusão. Os resultados obtidos mostraram a natureza multifatorial do processo de implementação dos SCF e que farmacêuticos e gerentes anteciparam mais barreiras e menos facilitadores quando comparados aos fatores efetivamente experimentados. Esses achados sugerem que a implementação estruturada, considerando os quatro domínios APOTECA podem auxiliar no planejamento de estratégias que viabilizem a implementação bem-sucedida de SCF em ambiente hospitalar.

  • PAULA NASCIMENTO BRANDÃO LIMA
  • POLIMORFISMO DE NUCLEOTÍDEO ÚNICO NO GENE DO ZNT8 (RS11558471) E SUA RELAÇÃO COM O ESTADO NUTRICIONAL RELATIVO AO ZINCO E MARCADORES GLICÊMICOS EM INDIVÍDUOS COM DIABETES MELLITUS TIPO 2.
  • Orientador : KIRIAQUE BARRA FERREIRA BARBOSA
  • Data: 23/08/2018
  • Dissertação
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  • A diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica de abrangência mundial, que está intimamente ligada a adoção de hábitos alimentares inadequados e a fatores genéticos. Sabe-se que alguns nutrientes podem auxiliar no controle glicêmico de indivíduos com DM2. Dentre eles, o zinco apresenta importante papel visto a sua participação na biossíntese e ação da insulina. Outros minerais, como o cálcio, potássio e magnésio também possuem papel importante no metabolismo da insulina. Polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) no gene do transportador de zinco 8 podem afetar a homeostase desse mineral, aumentando o risco de desenvolvimento de DM2. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar a relação do SNP rs11558471 (A/G) no gene do ZnT8 no estado nutricional relativo ao zinco e no controle glicêmico em indivíduos com DM2. Para isso, 110 indivíduos adultos (48,3 ± 8,2 anos) com DM2 foram avaliados quanto a presença do SNP estudado, ingestão alimentar por meio de recordatório alimentar de 24h, marcadores glicêmicos e lipídicos, bem como, caracterizados quanto ao estado nutricional (Índice de massa corporal, circunferência da cintura, % gordura corporal). A ingestão habitual foi estimada pelo Multiple Source Method e ajustada pela energia. Os indivíduos foram agrupados (clusters) com base nas semelhanças da ingestão alimentar de zinco, potássio, cálcio e magnésio pela análise hierárquica de agrupamento. A diferença entre os dois clusters formados foi avaliada pelo teste t de Student para amostras independentes. Regressão logística binária foi utilizada para avaliar a probabilidade de controle glicêmico de acordo com os clusters. O efeito da ingestão individual dos quatro minerais sobre o percentual de hemoglobina glicada (%HbA1c) foi medido por regressão linear múltipla ajustado pela idade, sexo e tempo de diagnóstico. Em todas as análises foi adotado nível de significância de 5 %. A frequência dos genótipos para o SNP rs11558471 no gene do ZnT8 foi 65,45 % de homozigotos selvagem (AA), 22,73 % heterozigotos com um alelo variante (AG) e 11,82 % homozigotos variantes (GG). Os indivíduos avaliados apresentaram probabilidade de inadequação da ingestão dos quatro minerais estudados. O grupo com menor ingestão (cluster 1) apresentou maiores %HbA1c (p = 0,006) e concentração sérica de triglicerídeos (p = 0,010) quando comparado ao grupo (cluster 2) com maior ingestão. Além disso, o elevado %HbA1c foi associado a menor ingestão desses minerais (Cluster 1) (OR = 3,041, IC 95% = 1,131;8,175) e ao tempo de diagnóstico (OR = 1,155, IC 95% = 1,043;1,278). A ingestão de potássio (β = -0,001, p = 0,017) e magnésio (β = -0,007, p = 0,015) foram inversamente associadas ao %HbA1c, sendo dependentes do sexo e tempo de diagnóstico. A população estudada apresenta elevada frequência do alelo de risco A para o SNP rs11558471 no gene do ZnT8. A reduzida ingestão concomitante de zinco, potássio, cálcio e magnésio foi associada ao risco de controle glicêmico deficiente observado pelo aumeno do %HbA1c em indivíduos com DM2, sendo os minerais magnésio e potássio preditores desse aumento.

  • SHEILA DE ARAUJO BARBOZA
  • TRANSTORNOS DE HUMOR, ANSIEDADE E RISCO DE SUICÍDIO EM PACIENTES RENAIS CRÔNICOS.
  • Orientador : KLEYTON DE ANDRADE BASTOS
  • Data: 23/08/2018
  • Dissertação
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  • É referido na literatura alta prevalência de sintomas de ansiedade, depressão e risco de suicídio em pacientes com doença renal crônica (DRC) em diálise comprometendo a qualidade de vida, aumentando as taxas de hospitalizações e de mortalidade. Tais estudos se concentram no rastreamento de sintomas necessitando confirmação diagnóstica. O alto número de pacientes adoecidos demanda intervenções terapêuticas com evidências clínicas para a redução de sintomas dessas psicopatologias. OBJETIVOS: Determinar a frequência de transtornos de humor e de ansiedade; avaliar risco de suicídio; investigar associações entre resultados diagnósticos com fatores clínico-demográficos; definir os efeitos de intervenções não farmacológicas em pacientes com sintomas depressivos em hemodiálise. CASUÍSTICA E MÉTODO: Estudo transversal, realizado entre abril e julho de 2017, em Aracaju-SE, com 192 adultos em diálise (142 em hemodiálise [HD]; 50 em diálise peritoneal [DP]), selecionados por meio de tabela de números aleatórios, sem comprometimentos cognitivos e sem diagnóstico prévio de ansiedade ou depressão. Utilizou-se o instrumento Mini International Neuropsychiatric Interview Plus versão brasileira 5.0 para diagnóstico psicológico dos transtornos do humor, ansiedade e avaliar risco de suicídio. Foi realizada revisão sistemática e metanálise seguindo o protocolo de Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA) e ferramenta Cochrane para detecção de vieses nos estudos. Utilizou-se estudos clínicos randomizados com intervenções não farmacológicas em pacientes renais em HD com sintomas depressivos. RESULTADOS: Em média, os pacientes tinham 49 anos e estavam em diálise há 62 meses. Diagnosticou-se ao menos um transtorno mental em 78 indivíduos (41%) e metade deles apresentaram dois ou mais distúrbios. Entre os que apresentaram transtorno de humor atual e no passado foram mais frequentes os transtornos depressivos (episódio depressivo maior e distimia), com 17 indivíduos (9%) com sintomas atuais e 38 (20%) no passado. Em transtornos de ansiedade foram reunidos os subtipos diagnosticados, totalizando 31 pacientes (16%). O risco de suicídio estava presente em 37 pacientes (19%). Depressão no passado (OR=2.82 [1.27; 6.26]), depressão atual (OR=20.45 [6.16; 67.93]) e ansiedade (OR=4.12 [1.79; 9.5]) se associou significativamente a maior risco de suicídio. Na metanálise foram incluídos 11 estudos com 321 participantes do grupo de intervenção e 347 do grupo controle. As intervenções psicossociais e o acompanhamento dos pacientes por enfermeiros por meio de telefone (telenursing) apresentaram moderado e alto efeito, respectivamente, na redução dos sintomas depressivos. CONCLUSÃO: Transtornos depressivos (atual e no passado) e ansiosos foram frequentes em pacientes em diálise e houve elevado risco de suicídio, especialmente quando os indivíduos foram acometidos desses transtornos. As intervenções psicossociais e telenursing demonstraram alta qualidade de evidência clínica.

  • NAYARA GOMES LIMA SANTOS
  • Avaliação do efeito da membrana de gelatina contendo ácido úsnico no processo de cicatrização de queimadura de córnea.
  • Orientador : ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
  • Data: 17/08/2018
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  • As queimaduras oculares químicas estão entre as causas mais frequentemente relatadas de lesões oculares. Essas lesões podem variar desde dano epitelial unilateral leve conjuntival ou corneano até danos à conjuntiva e córnea com risco de perda da visão. Sabendo da importância de novas propostas de tratamento para tal afecção, objetivamos investigar o potencial de membranas à base de gelatina contendo ácido úsnico carreado em lipossomas em promover cicatrização de queimaduras da córnea utilizando modelo animal. A análise da atividade biológica das membranas de gelatina contendo ácido úsnico foi realizada por meio do ensaio da membrana corioalantóica (MCA) onde ovos de galinha da espécie Gallus domesticus e da linhagem Ross foram mantidos em uma incubadora para ovos fertilizados de galinha mantida a 37 °C e 60% de umidade e rotação constante. Para avaliação de tolerabilidade ocular da membrana de gelatina foi realizado o Teste de Ovos de Galinha - Teste de Membrana Corioalantóica (HET-CAM) expondo a MCA à contato por 5 min com a membrana de gelatina com e sem ácido úsnico, a MCA foi lavada com solução de PBS e em seguida, os vasos sanguíneos e o sistema capilar foram examinados quanto a efeitos irritantes no pós-tratamento, incluindo hiperemia, hemorragia e coagulação, em vários intervalos (0, 0,5, 2 e 5 min). Para a realização do estudo em animais, foram utilizadas 6 coelhas da espécie New Zealand, com idade de 3 meses e pesando 2 Kg. A lesão química na córnea dos animais foi realizada por exposição ao etanol absoluto durante 30 segundos. Os animais foram divididos em dois grupos do estudo: grupo com lesão tratado com membrana de gelatina contendo ácido úsnico carreado em lipossomas (n=3) e grupo com lesão tratado com membrana de gelatina sem ácido úsnico (n=3). Para avaliação da cicatrização a área lesada foi demarcada com 1 (uma) gota de colírio fluoresceína e posteriormente os animais foram expostos à luz de cobalto e então realizado o registro. Afim de identificar células mortas na córnea, 1 (uma) gota de colírio Rosa Bengala (1,0%) foi instilada no olho a ser avaliado, após ser anestesiado topicamente, após 1 minuto os animais foram expostos à luz branca e então realizados os registros. Para avaliação histológica foi utilizado coloração hematoxilina e eosina para avaliação histopatológica padrão e corante tricrômico de Gomori para avaliação de fibras de colágeno. Observou-se que a membrana de gelatina contendo ácido úsnico carreado em lipossomas promove neovascularização sem promover toxicidade e são biocompatíveis com o sistema ocular pelos métodos da MCA e HET-CAM. Além de não promover irritabilidade ocular, as membranas promoveram melhor cicatrização de queimadura química corneana, bem como uma redução do número de células mortas e irritabilidade conjuntival no grupo tratado quando comparado ao grupo controle. Além disso, nos animais tratados com membrana de gelatina contendo ácido úsnico foi observado menos granulação e feixes de colágeno mais organizados alinhados paralelamente na camada estromal quando comparados com animais tratados com a membrana sem ácido úsnico.

  • LARISSA ANDRELINE MAIA ARCELINO
  • Disparidades no acesso às terapias de reperfusão e mortalidade entre os pacientes com IAMCSST da região não metropolitana e metropolitana de Sergipe – Registro VICTIM
  • Orientador : JOSE AUGUSTO SOARES BARRETO FILHO
  • Data: 03/08/2018
  • Dissertação
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  • Introdução: O IAMCSST requer tratamento imediato para preservar o músculo e reduzir mortalidade. Pacientes que iniciam sintomatologia para IAM em regiões não metropolitanas podem ser menos propensos a receber terapias baseadas em evidências e, portanto experimentar piores resultados. Contudo, há escassez de estudos sobre os indicadores de qualidade assistencial particularmente nesta população no Brasil. Objetivo: Comparar a celeridade do acesso ao hospital com disponibilidade para intervenção coronariana percutânea (ICP), uso das terapias de reperfusão e mortalidade em 30 dias entre os pacientes com IAMCSST que iniciaram os sintomas na região não metropolitana com aqueles que iniciaram na região metropolitana do estado de Sergipe.Método: Utilizou-se dados do Estudo VICTIM (VIa Crucis para Tratamento do Infarto do Miocárdio), realizado no período de dezembro de 2014 a setembro de 2017. A amostragem foi feita por conveniência, utilizando teste χ2 de Pearson e T-Student para análise dos dados, foi adotado nível de significância de 5%.Resultados: Participaram do estudo 878 voluntários, dos quais 382 pacientes iniciaram os sintomas na região metropolitana e 496 na região não metropolitana. O sexo masculino foi predominante em ambos os grupos. Os pacientes da região não metropolitana apresentam maior idade (63±13anos vs. 60,2 ± 12,4, p=0,001) e maior média de GRACE score (146,5 vs.139,7, p<0,001). Além disso, percorreram maiores distâncias (104 ± 58,4km vs. 16 ± 49,3km, p < 0,001), passaram por mais de 1 instituição (96% vs. 73%, p< 0,001), apresentam maior atraso até o hospital com ICP (11h [7-26] vs. 7h [3-17], p< 0,001) e, portanto, realizaram menos ICP primária (45% vs. 59%, p<0,001). Constatou-se ainda que, aqueles da região não metropolitana comparativamente a metropolitana apresentaram maior mortalidade em 30 dias (14% vs. 7,7%, p. 0,004) e, no modelo multivariado completo, mais chance de morte aos 30 dias (OR 1,84, IC 95%, 1,12 a 3,04, p = 0,016).Conclusão: Observou-se disparidades no acesso, no uso das terapias de reperfusão e nas taxas de mortalidade de 30 dias entre pacientes que iniciaram os sintomas na região não metropolitana quando comparados com os da metropolitana em Sergipe. Esses achados podem auxiliar no melhor delineamento da linha de cuidado aos pacientes com IAMCSST, principalmente no que tange à logística de acesso às terapias de reperfusão em Sergipe.

  • CAREN CRISTINA FREITAS FERNANDES VIEIRA
  • Qualidade de vida de mães de crianças com microcefalia.
  • Orientador : MARIA DO CARMO DE OLIVEIRA RIBEIRO
  • Data: 25/07/2018
  • Dissertação
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  • Introdução: a microcefalia é uma malformação de causa multifatorial que se manifesta por um desenvolvimento inadequado do cérebro da criança. Essa condição acarreta em distúrbios motores e sensoriais que podem ter comprometimento variado. O cuidado com essas crianças é voltado à reabilitação, a fim de minimizar danos e promover harmonia no desenvolvimento de suas funções orgânicas. Culturalmente, o cuidado familiar é prestado principalmente pelas mães, sobretudo quando há especificidade nesse cuidado, condição que acarreta no aumento das tarefas diárias. A rotina de consultas para diagnóstico, tratamento e reabilitação pode estar associada a alterações da qualidade de vida, pois essas mães podem abdicar da sua vida em detrimento do cuidado com a criança. Cuidar de mães de criança com microcefalia é essencial, visto que são suas principais cuidadoras, pode favorecer a continuidade dos tratamentos dessas crianças e redução dos danos familiares. Método: estudo transversal, comparativo, analítico e quantitativo, realizado em um serviço ambulatorial público de referência para atendimento de crianças com microcefalia em Sergipe. Foram entrevistadas 78 mães de crianças de zero a dois anos, com e sem alterações no desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM). Utilizou-se o Questionário de Avaliação de Qualidade de Vida Abreviado (WHOQOL-bref) e o questionário de avaliação sociodemográfica, desenvolvido pelos autores. A associação entre variáveis categóricas foi avaliada por meio dos testes de Qui-quadrado e Exato de Fisher e a associação entre variáveis quantitativas por meio dos testes de correlação de Spearman e Pearson. Para verificar as diferenças existentes entre os grupos foram utilizados os testes de Mann-Whitney U e T de Student independente. Resultados: mães de crianças com microcefalia apresentaram menores escores de qualidade de vida dos domínios e total, porém houve diferença estatisticamente significativa apenas para o domínio ambiental, (48,40) para o grupo de mães de crianças com microcefalia, (57,13) para o grupo de mães de crianças com DNPM normal (p<0,02). Cabe ressaltar que foram observadas correlações negativas significativas entre a maioria das variáveis gineco-obstétricas, idade materna e escores de qualidade de vida. A idade da criança não apresentou associação significativa com tais escores. Conclusão: o fato de as crianças terem desenvolvimento neuropsicomotor alterado não influenciou na qualidade de vida das mães, acredita-se que está mais associada às condições de moradia e recursos financeiros.

  • JUSSIELY CUNHA OLIVEIRA
  • Via Crucis para o Tratamento do Infarto do Miocárdio - Registro VICTIM.
  • Orientador : JOSE AUGUSTO SOARES BARRETO FILHO
  • Data: 20/07/2018
  • Tese
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  • Introdução: Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMCSST) podem apresentar disparidades nos desfechos clínicos entre os sexos, nas comorbidades apresentadas, na taxa de uso de reperfusão miorcárdica e na mortalidade em trinta dias dos entre os pacientes usuários do Sistema de Saúde Universal brasileiro (SUS) e rede privada, ambos com razões ainda não claras. Objetivo: Investigar disparidades na qualidade assistencial prestada aos pacientes acometidos por IAMCSST.Métodos: Utilizando-se do banco de dados do Registro VICTIM (VIa Crucis para Tratamento do Infarto do Miocardio) foram analisados pacientes com IAMCSST, atendidos nos quatro hospitais com capacidade para realizar angioplastia primária (AP) do estado de Sergipe. O presente estudo investigou fatores de risco, linha do tempo, taxas de uso de fibrinólise e AP primária, tipo de stent utilizado e a probabilidade de mortalidade intra hospitalar e em 30 dias em pacientes do SUS em comparação com os da rede privada. Resultados: Foram incluídos 707 pacientes com IAMCSST, dos quais 589 foram atendidos pelo SUS e 118 pela rede privada. O tempo entre o início dos sintomas e a chegada ao hospital com AP foi maior para os pacientes do SUS em comparação com os usuários do sistema privado (25,4 ± 36,5 h vs. 9,0 ± 21 h; P <0,001), respectivamente. Antes de chegar ao hospital AP, as taxas de uso de fibrinólise foram baixas em ambos os grupos (2,5% vs. 1,7%, P<0,58) respectivamente. As taxas de uso da AP também foram baixas em ambos os grupos, mas significativamente menores os usuários do SUS (45% vs. 78%; P <0,001). Para aqueles que receberam AP, o tempo para chegar ao hospital com AP de referência foi maior para pacientes usuários do SUS (7,9 ± 3,7 h vs. 3,8 ± 3,9h; P <0,001). O uso de stents farmacológicos (SF) na angioplastia primária foi menor no SUS em comparação com a rede privada tanto na população geral (10,5% vs 82,4%; p<0,001) quanto na análise dos pacientes diabéticos (8,7% vs 90,6%; p< 0,001), respectivamente. A mortalidade em 30 dias para a população geral estudada ocorreu em 11,9% de pacientes do SUS e em 5,9% dos pacientes da rede privada (p=0,004). No modelo completo, o índice de chances para a mortalidade em 30 dias para o grupo SUS foi maior (odds ratio, 2,96, IC 95%, 1,15 a 7,61, P = 0,02).Conclusões: O tempo de chegada no hospital com AP dos usuários do SUS foi aproximadamente três vezes superior aos dos pacientes que usam o sistema de saúde privado. Houve um subuso expressivo de fibrinolítico e de AP nos dois grupos. Disparidades também foi observada no uso de SF durante a realização de AP em ambos os serviços, tanto na população geral quanto para diabéticos, com menores taxas para usuários do SUS. Durante o seguimento de 30 dias, os usuários do SUS foram significativamente mais propensos a morrer indicando que não existe equidade entre os dois sistemas no tratamento do IAMCSST.

  • THALYTA PORTO FRAGA
  • Análise citopatológica do líquor em pacientes com leucemia linfoblástica aguda.
  • Orientador : ROSANA CIPOLOTTI
  • Data: 20/07/2018
  • Dissertação
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  • Contexto: A infiltração neoplásica do Sistema Nervoso Central (SNC) em pacientes com Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é importante causa de recaída da doença, apesar do aumento na taxa de cura dos últimos anos. Avaliação da neoplasia em Líquido Cefalorraquiano (LCR) apresenta implicância prognóstica e necessita de acurácia diagnóstica, pois implica em diferente terapêutica. Em meio a novas tecnologias (citometria de fluxo e métodos moleculares), a citologia convencional mantém-se como instrumento diagnóstico de significativo valor. Objetivos: Identificar a proporção de exames de LCR positivos para blastos em crianças e adolescentes com LLA, utilizando-se de técnica de citologia padronizada e com controle de variáveis relacionadas ao processo que pudessem interferir no resultado. Desenho: Estudo prospectivo, descritivo, não controlado, no qual foram examinadas amostras de LCR obtidas por punção lombar de pacientes com LLA. As amostras de LCR foram encaminhadas rapidamente ao laboratório, sendo processadas e citocentrifugadas em citofunil. Quatro lâminas foram preparadas, coradas pelas técnicas de Panótico® e Giemsa e analisadas por um patologista e um hematologista. Resultados: Foram avaliados 28 pacientes com LLA, havendo predomínio do sexo masculino (58,6%), imunofenótipo B (82,2%) e 89,6% foram estratificados como de alto risco para recaída. Dentre as 205 amostras de LCR avaliadas, 26 (12,6%) foram positivas para blastos e dentre os 28 pacientes, 11 (39,2%) obtiveram algum exame de LCR com infiltração neoplásica, proporção superior à encontrada na literatura. Comparando-se os grupos com e sem infiltração de SNC, não se observou diferença estatisticamente significante para as variáveis idade, sexo, leucometria, proporção de óbitos, imunofenótipo e quantidade de LCR. Conclusão: Citologia convencional apresenta valor na avaliação de neoplasia em LCR, desde que sejam controlados fatores relacionados à coleta, processamento e análise do LCR que possam interferir na fidedignidade do resultado.

  • TICIANE CLAIR REMACRE MUNARETO LIMA
  • Qualidade da orientação nutricional intra-hospitalar em pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio da rede pública e privada de saúde em Sergipe: registro VICTIM
  • Orientador : JOSE AUGUSTO SOARES BARRETO FILHO
  • Data: 13/07/2018
  • Dissertação
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  • FUNDAMENTO: As mudanças no hábito alimentar fazem parte do conjunto de recomendações pós IAMcSST (Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST). Estudos demonstraram disparidades na qualidade assistencial entre serviços de saúde, entretanto a qualidade da orientação nutricional é pouco explorada.

    OBJETIVO: Avaliar a qualidade da orientação nutricional intra-hospitalar entre pacientes com IAMcSST nas redes de saúde pública e privada em Sergipe.

    MÉTODOS: Estudo transversal, que utilizou dados do Registro VICTIM (Via Crucis para o Tratamento do Infarto do Miocárdio), com indivíduos ≥ 18 anos, admitidos com IAMcSST, de abril-novembro de 2017, em 1 hospital público e 3 privados. Analisou-se ocorrência de orientação nutricional e a qualidade da mesma.

    RESULTADOS: Foram avaliados 188 voluntários, sendo 80,3% do serviço público. Dentre os entrevistados 57,6% da rede pública e 70,3% da privada (p=0,191) receberam orientação nutricional intra-hospitalar. O registro, em prontuário, dessa prática foi menor no serviço público (2,6% vs. 37,8%, p<0,001). Ambos os serviços tiveram prevalência inferior a 50% de orientação na maioria dos itens avaliados. Verificou-se predomínio das orientações restritivas, sobretudo de sal e de gorduras, respectivamente de 50,3% e 70,3% (p=0,064), no público e privado. Quanto à inserção de alimentos cardioprotetores, pacientes da rede privada foram mais beneficiados, principalmente quanto ao consumo de frutas, verduras e legumes (48,6% vs. 13,2%, p<0,001). Entre aqueles que receberam orientação, o conhecimento nutricional foi maior no privado (68,2% vs. 26,3%, p<0,001).

    CONCLUSÃO: A orientação nutricional intra-hospitalar concedida aos portadores de IAMcSST em Sergipe ainda possui baixa qualidade em ambos os serviços, sobretudo no público de saúde.

  • FRANCISCO ALBUQUERQUE KLANK
  • Síndromes hipertensivas gestacionais: Aspectos placentários e de cordões umbilicais.
  • Orientador : EMERSON TICONA FIORETTO
  • Data: 25/06/2018
  • Tese
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  • As Síndromes Hipertensivas Gestacionais – SHG – continuam sendo uma das principais causas de morbi-mortalidade direta no Brasil, apresentando proporção elevada nas regiões Norte e Nordeste em relação ao Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Mesmo com diversas políticas de saúde criadas para tentar frear a morbi-mortalidade materna, os dados científicos apontam que ainda há necessidade de estudos científicos, em especial os histopatológicos, para contribuir na melhoria dos achados científicos relacionados às SHG. Neste sentido, a pesquisa consistiu em avaliar as alterações histopatológicas em placentas humanas e cordões umbilicais, de parturientes com SHG. A pesquisa foi realizada na Maternidade de alto risco Nossa Senhora de Lourdes, Aracaju-SE. A amaostra consistiu de 28 gestantes com SHG, distribuídas em 4 grupos dentre eles: Gestantes Normotesas, Hipertensa Gestacional, Hipertensa Crônica e o grupo com Pré-eclâmpsia, totalizando 7 gestantes por grupo. Os dados foram analisados pelo programa estatístico Grad pad prism, utilizando o one-way Anova e teste de comparação múltipla de Toukey. Segundo os dados socioculturais, a idade das gestantes no ciclo gravídico é entre 24 e 29 anos. O peso das gestantes normotensas foi de (72 kg), hipertensa gestacional (85 kg), hipertensa crônica (82 kg), pré-eclâmpsia (81 kg). A altura das gestantes foi em torno de (1,60 cm). Foram observados os aspectos anatômicos dos recém-nascidos; quanto ao peso do recémnascidos de gestantes normotensas, a média foi de (3,44kg), hipertensão gestacional (3,46 kg), hipertensão crônica (3,12 kg), e com pré-eclâmpsia (3,14 kg). Quanto à estatura, observou-se que, em recém-nascidos de gestantes normotensas a média foi de (48,35 cm), hipertensa gestacional (47,78 cm), hipertensa crônica (42,00 cm), e com pré-eclâmpsia (34,57 cm). Já o perímetro torácico dos recém-nascidos de gestantes normotensas é de (33,57 cm), com hipertensão gestacional (33,00 cm), com hipertensão crônica (31,85 cm) e com pré-eclâmpsia (31,78 cm). A idade gestacional das gestantes normotensas foi de 37 semanas, hipertensa gestacional, 39 semanas, e hipertensa crônica, com 36 semanas. O tamanho da placenta de gestantes normotensas (63,8 cm), hipertensas gestacionais (52,4 cm), hipertensão crônica (54,7 cm) e com pré-eclâmpsia (57 cm). O peso da placenta de gestante normotensa foi de (0,72g), hipertensa gestacional (0,65 g), com hipertensão crônica (0,49 g), e com pré-eclâmpsia (0,63 g). Já para os achados histopatológicos de placentas e cordões umbilicais de gestantes com SHG, o método utilizado foi o histológico. As placentas e cordões umbilicais foram submetidos a 4 metodologias distintas, tendo como início o processamento Histológico - microscopia de luz, depois análises histopatológicas das Placentas por Hematoxilina e Eosina - HE, análises histopatológicas das placentas seguindo a técnica de coloração com Masson e análises histopatológica das placentas seguindo a Técnica de coloração - PAS. Após análise das imagens histológicas foi possível identificar nas placentas de gestantes normotensas, a decídua madura e plana com tecido eosinófilo e presença de fibrina, com epitélio denso e vilosidades íntegras. As vilosidades coriônicas apresentaram bastante vascularizadas, com nós e brotos sinciciais. O cordão umbilical apresentou artéria com camada intima e muscular de espessuras habituais. Quanto às placentas de pacientes que cursaram com hipertensão gestacional, notou-se o espessamento da camada muscular lisa dos vasos placentários, microcalcificações e hialinização dos vasos, além disso observou áreas envelhecidas e áreas com degeneração hialina nas vilosidades. Já as placentas de gestantes com hipertensão crônica foram encontradas hialinização e envelhecimento das vilosidades, com micro-calcificação e focos hemorrágicos. O cordão umbilical de gestante com hipertensão crônica, apresentou a parede muscular espessa, hialização do vaso e degeneração celular. Já nas placentas de gestantes com pré-eclampsia leve foi possível observar agrupamentos intensos de 6 vilosidades degeneradas e hialinizadas. O cordão umbilical apresentou espessamento da camada muscular. As placenta de gestantes com pré-eclampsia grave foi possível observar hialinização das vilosidades, agrupamentos severos com foco de calcificação e áreas hemorrágicas.Por fim, identificou-se que as gestantes em idade adulta adquiriram SHG; os recém-nascidos de gestantes com hipertensão arterial crônica foram os que sofreram o impacto maior da síndrome, apresentando leve diminuição do peso, estatura, perímetro torácico e perímetro cefálico. As placentas e cordões umbilicais de gestantes com SHG apresentaram mudanças estruturais e acometimento das estruturas teciduais quando comparados ao grupo das gestantes normotensas. Neste sentido, conclui-se que os anexos gestacionais que possuem dados importantes sobre o desenvolvimento gestacional, podendo contribuir de forma ativa para os dados clínicos da gestantes e do recém-nascido.

  • JULIANA MARIA DANTAS MENDONÇA BORGES
  • Antiagregantes plaquetários em perioperátorio de cirurgias não cardíacas e a tomada de decisão entre manter ou suspender.Juliana Maria Dantas Mendonça Borges.
  • Orientador : ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA
  • Data: 15/06/2018
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  • INTRODUÇÃO: Na prática clínica diária há o dilema entre manter ou suspender os antiagregantes plaquetários em perioperatório de cirurgias não cardíacas.OBJETIVOS: Descrever o padrão de prescrição de antiagregantes plaquetários em periopetaratório de cirurgias não cardíacas.MÉTODOS: Estudo transversal, realizado de outubro de 2014 a outubro de 2016 em hospital. A variável dependente do estudo foi a terapia divergente das recomendações das diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). As variáveis independentes incluíram algumas características, os responsáveis pelo manejo e as causas de não adesão às diretrizes. As variáveis foram incluídas no modelo multivariado. A análise baseou-se no valor de oddsratio (OR) e seu respectivo intervalo de confiança (IC) de 95%, estimados por regressão logística com um nível de significância de 5%. RESULTADOS: A amostra foi composta de pacientes adultos submetidos a cirurgias não cardíacas e que faziam uso de ácido acetilsalicílico (AAS) ou clopidogrel (n= 161). A prescrição destes medicamentos esteve em desacordo com o preconizado pelas diretrizes em 80,75% da amostra. Os cirurgiões realizaram o maior número (n=63) de orientações em desacordo. Após a análise multivariada, observou-se que os pacientes com nível de escolaridade superior (OR=0,24; IC95% 0,07-0,78) e aqueles com episódio prévio de infarto agudo do miocárdio (IAM) (OR=0,18; IC95% 0,04-0,95), possuem maior chance de utilizar a terapia em concordância.CONCLUSÃO: Associação positiva entre o nível de escolaridade dos pacientes ou história prévia de IAM com o manejo do uso de AAS e clopidogrel em perioperatório de cirurgias não cardíacas. Porém, as divergências nas condutas reforçam a necessidade de definição de protocolos internos.

  • MARIA ALEXSANDRA DA SILVA MENEZES
  • ESTRUTURA HOSPITALAR E PROCESSOS DE TRABALHO ENVOLVIDOS NA ASSISTÊNCIA NEONATAL NO BRASIL
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 15/06/2018
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  • Introdução: A mortalidade infantil no Brasil, apesar de ter sido reduzida e alcançado a quarta meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, ainda é elevada. O componente neonatal é responsável por 60% dessas mortes. Quase um milhão de mortes neonatais no mundo ocorrem no mesmo dia de nascimento. Estrutura hospitalar adequada e ampliação da cobertura dos processos de atendimento ao recém-nascido (RN), que são medidas preconizadas pela Organização Mundial de Saúde e estão agrupadas no programa Essential Newborn Care, poderiam reduzir a mortalidade neonatal. Objetivos: avaliar a adequação estrutural das maternidades brasileiras às necessidades do RN e a frequência de realização dos itens do Essential Newborn Care na assistência ao RN, no período próximo ao parto. Métodos: estudo transversal utilizando dados da pesquisa “Nascer no Brasil”, coorte sobre partos e nascimentos que ocorreram entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012, em 266 maternidades públicas e privadas das cinco macrorregiões do Brasil, incluindo dados de 23.894 puérperas e seus RNs. Informações foram obtidas por meio de entrevista com o gestor, com as puérperas e através da análise dos prontuários. As proporções de RN com alto risco obstétrico foram analisadas conforme a presença de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e o grau de adequação da estrutura hospitalar, verificando a associação entre essas variáveis através do teste do qui-quadrado, considerado significativo se p<0,05. Para estimar a intensidade da associação entre a ausência de realização de algum item do Essential Newborn Care e características estruturais da unidade ou sócio-demográficas maternas foram realizados modelos de regressão simples. Em seguida, modelos de regressão múltipla foram desenvolvidos utilizando cada variável dependente e as variáveis independentes que foram significativas na regressão simples. Foram estimadas as razões de chance ajustadas (ORa) com os intervalos de confiança de 95% (IC95%). Resultados: Apenas 10% dos RNs com alto risco obstétrico nasceram em maternidades públicas com UTIN cuja estrutura foi classificada como adequada. No setor privado este percentual foi de 8%. No setor público, quase 50% da demanda com alto risco obstétrico nasceu em maternidade sem UTIN, percentual que se elevou para mais de 60% nas Regiões Norte, Nordeste e cidades que não eram a capital. O corticoide antenatal foi utilizado em 41% dos casos indicados; reduzindo para 20% no Norte e Centro-Oeste e aumentando para 63,1% em estabelecimentos privados. O contato pele a pele precoce ocorreu em 26,3% dos partos e em 39,7% dos partos vaginais. O início do aleitamento materno na primeira hora de vida ocorreu para 59,1% dos neonatos. Unidades classificadas como inadequadas (ORa 2,16; IC95% 1,17-4,01) e sem UTIN (ORa 3,93; IC95% 2,34-6,66) estiveram mais associadas à não utilização do corticoide antenatal. A cesariana esteve mais associada à não realização do contato pele a pele precoce (ORa 3,07; IC95% 3,37-4,90) e do aleitamento materno na primeira hora de vida (ORa 2,55; IC95% 2,21-2,96). Conclusões: Proporção importante de RNs com alto risco obstétrico nasceram em unidades com estrutura inadequada para atender suas necessidades. As práticas descritas no Essential Newborn Care investigadas tiveram baixa cobertura em todo o país. Houve associação entre inadequação estrutural da maternidade e não uso de corticoide antenatal. A cesariana foi encontrada como fator de risco para ausência de contato pele a pele precoce e de aleitamento materno na primeira hora de vida.

  • LUCAS VASCONCELOS LIMA
  • “ATIVIDADE FÍSICA REGULAR DE CURTA DURAÇÃO PREVINE A HIPERALGESIA AMPLIFICADA POR EXERCÍCIO ATRAVÉS DE MECANISMOS OPIÓIDES E SERTONINÉRGICOS”
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 18/05/2018
  • Tese
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  • INTRODUÇÃO: Apesar de a atividade física regular ser conhecidamente capaz de prevenir a dor muscular crônica, os mecanismos por trás desse efeito não estão totalmente esclarecidos. Na porção rostroventromedial do bulbo (RVM), analgesia é mediada por opióides e serotonina, enquanto exercício reduz a fosforilação das subunidades NR1 dos receptores de N-metil-D-aspartato (NMDA) (p-NR1) e a expressão do transportador de serotonina (SERT). Nós testamos se o bloqueio farmacológico ou depleção genética em camundongos fisicamente ativos modula os sistemas inibitórios e excitatórios no RVM em um modelo de hiperalgesia induzida por atividade física. MÉTODOS: Nós examinamos a frequência de resposta à estimulação mecânica da pata, limiar de retirada muscular e a expressão da fosforilação de subunidades NR1 dos receptores NMDA (p-NR1) e do transportador de serotonina (SERT) no RVM. Camundongos que foram expostos a 5 dias de atividade na roda de corrida previamente a indução do modelo foram comparados com camundongos sedentários RESULTADOS: Camundongos sedentários apresentaram aumentos significativos na frequência de retirada da pata e redução do limiar de retirada muscular; atividade na roda de corrida preveniu o aumento na frequência de retirada da pata. Camundongos MOR -/- ou tratados com naloxona tiveram aumentos na frequência de retirada significativamente maiores que dos controles fisicamente ativos e similares aos camundongos sedentários. Imunohistoquimica no RVM mostrou aumentos na expressão de p-NR1 e SERT em animais sedentários 24 horas após a indução do modelo. A atividade física preveniu o aumento na expressão de SERT, mas não de p-NR1. Camundongos fisicamente ativos que foram tratados com naloxona ou eram MOR -/- apresentaram aumento significativo na expressão de SERT quando comparado com os controles (wild type e salina) fisicamente ativos. Bloqueio de SERT no RVM de camundongos sedentários reverteu a hiperalgesia da pata e musculo induzida por atividade física. CONCLUSÃO: Estes resultados sugerem que a analgesia induzida por 5 dias de atividade na roda de corrida é mediada por receptores mu-opióide através da modulação de SERT, mas não p-NR1, no RVM.

  • GENIVAL ARAUJO DOS SANTOS JÚNIOR
  • IMPLEMENTAÇÃO E PROPOSIÇÃO DE ESTRATÉGIAS PARA INTEGRAÇÃO DE SERVIÇOS CLÍNICOS FARMACÊUTICOS ÀS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE.
  • Orientador : DIVALDO PEREIRA DE LYRA JUNIOR
  • Data: 18/05/2018
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  • Introdução. Serviços Clínicos Farmacêuticos (SCF) tem se expandido mundialmente e tem impactado positivamente nos resultados em saúde. Entretanto, estudos que se aprofundem nas etapas de implementação de SCF nas redes de atenção à saúde do sistema de saúde brasileiro (SUS) são incipientes. Objetivo. Implementar e propor estratégias para integração de SCF às redes de atenção à saúde. Métodos. Foi realizado estudo na cidade do Recife-PE, em três etapas, de julho/2015 a outubro/2017. A primeira etapa correspondeu a um estudo quasi-experimental (antes e depois), realizado por meio da metodologia da problematização com Arco de Maguerez, a fim de implementar SCF. A segunda etapa compreendeu dois estudos qualitativos, realizados por meio de grupos focais e entrevistas semiestruturadas, com a finalidade de identificar barreiras, facilitadores e estratégias que influenciaram na implementação dos SCF. A terceira etapa compreendeu estudo de desenvolvimento metodológico, realizado por meio de entrevistas semiestruturadas e grupo nominal, para propor e priorizar estratégias de integração de SCF ao SUS. Os participantes do estudo foram farmacêuticos, gestores e decision-makers envolvidos na implementação dos SCF, pacientes e painel de especialistas. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados. Na primeira etapa foram realizados: i) diagnóstico situacional (antes): identificou SCF incipientes, carências na estrutura e no processo de trabalho dos farmacêuticos; ii) planejamento: foram realizadas 16 reuniões de brainstorming com diferentes atores e um cronograma de atividades; iii) intervenção: foram realizadas 22 reuniões político-administrativas com gestores e equipe de saúde, 768 horas de treinamento teórico-prático com Mentoring para os farmacêuticos; iv) avaliação preliminar (depois): indicadores de estrutura apresentaram diferença estatística significativa, diferentemente dos indicadores de processo, e foram realizadas 1.465 consultas farmacêuticas com 842 pacientes. Na segunda etapa foram realizados dois grupos focais com farmacêuticos e cinco entrevistas com gestores, o que identificou 43 barreiras e 39 facilitadores relacionados à rede de saúde, farmacêuticos, equipe de saúde, processo de implementação e/ou pacientes. Ademais, 21 estratégias relacionadas aos farmacêuticos foram identificadas como necessárias à implementação de SCF. Na terceira etapa foram realizadas entrevistas com cinco gestores e sete decision-makers que identificaram 21 barreiras e 20 facilitadores. A partir destes resultados, especialistas que compuseram o grupo nominal propuseram 41 estratégias para integração de SCF e priorizaram as seguintes: institucionalizar os SCF; pactuar fluxos assistenciais e protocolos de encaminhamentos; avaliar e divulgar os resultados/benefícios dos SCF; planejar e definir SCF; sensibilizar a gestão. Conclusão. Foi possível implementar SCF, por meio da avaliação diagnóstica da realidade, identificação de fatores que podem influenciar na implementação, planejamento de intervenções e aplicação à realidade, bem como priorizar estratégias de integração dos SCF ao SUS. Assim, este estudo é inovador e poderá servir como eixo norteador para que farmacêuticos, gestores e decision-makers planejem, implementem e integrem SCF no SUS.

  • LAIZA LIMA FONTINELE
  • EFEITO ANTI-HIPERALGÉSICO DO (-)-α-BISABOLOL E DO COMPLEXO DE INCLUSÃO (-)-α-BISABOLOL/β-CICLODEXTRINA EM MODELOS DE DOR CRÔNICA
  • Orientador : JULLYANA DE SOUZA SIQUEIRA QUINTANS
  • Data: 23/04/2018
  • Dissertação
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  • A dor crônica é uma dor contínua ou recorrente, que excede o curso normal de recuperação para uma lesão ou doença. De acordo com a origem da dor crônica, ela pode ser classificada como inflamatória ou neuropática. A dor neuropática é caracterizada por anormalidades como disestesia, hiperalgesia e alodinia, interferindo na qualidade de vida. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito antinociceptivo e anti-inflamatório de -(α)-bisabolol puro e seu complexo de inclusão em β-ciclodextrina em modelos pré-clínicos de dor crônica. Assim, investigou-se a eficiência de complexação do BIS em β-CD por meio de Cromatografia Líquida de Alto Desempenho (HPLC). Os modelos de dor crônica foram induzidos por injeção de CFA (25 μl; i.pl.) e lesão parcial do nervo ciático (LPNC). Os animais foram avaliados quanto aos parâmetros comportamentais: hiperalgesia mecânica, hiperalgesia térmica, força muscular e coordenação motora. Além disso, avaliou-se as concentrações das citocinas TNF-α e IL-10, a expressão da proteína adaptadora de ligação de cálcio ionizado (IBA-1). Os animais foram tratados com BIS e BIS/β-CD (50 mg/kg, v.o.) ou veículo. A eficiência de complexação (EE%) de BIS em complexos de inclusão com β-CD é igual a 50% ± 0,19. BIS e BIS/βCD produziram uma redução significativa (p<0,001) na hiperalgesia mecânica em ambos os modelos de dor e redução significativa (p <0,001) e na hiperalgesia térmica. Não foram encontradas alterações na força muscular e nem na coordenação motora. Além disso, ambos os compostos inibem (p <0,05) a produção de TNF-α no nervo ciático e na medula espinhal e estimulam (p <0,05) a liberação de IL-10 na medula espinhal em camundongos induzidos com LPNC. Além disso, BIS e BIS/β-CD reduzem a imunomarcação IBA-1 em comparação com os camundongos tratados com veículo. Portanto, BIS e BIS/β-CD atenuam a hiperalgesia, modulam a liberação de citocinas e inibem a expressão de IBA-1 na medula espinhal no modelo LPNC. Além disso, os resultados mostram que a complexação do BIS em β-CD reduz a dose terapêutica do BIS. Podemos sugerir que o BIS é uma molécula promissora para o tratamento de dores crônicas como a neuropática.

  • DANIELA SIQUEIRA PRADO
  • Práticas obstétricas e influência do tipo de parto em resultados neonatais e maternos em Sergipe.
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 13/04/2018
  • Tese
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  • Introdução: No Brasil, verifica-se elevada frequência de práticas obstétricas inadequadas e de cesáreas. Este procedimento pode associar-se a aumento de risco de morbidade materna e neonatal. Objetivo: descrever as práticas utilizadas durante o trabalho de parto e parto e fatores associados e avaliar práticas de incentivo à amamentação, complicações neonatais e maternas precoces e tardias segundo tipo de parto. Pacientes e Métodos: estudo tipo coorte, no período de junho de 2015 a abril e 2016, nas 11 maternidades de Sergipe, com 768 puérperas entrevistadas após 6h do parto, 45 a 60 dias e 6 a 8 meses após o parto e análise de dados do prontuário das puérperas e dos recém-nascidos. As associações entre as boas práticas e intervenções utilizadas durante o trabalho de parto e parto com as variáveis de exposição foram descritas em frequências simples, percentuais, razões de chances brutas (OR) e ajustadas (ORA) com o intervalo de confiança e as associações entre as práticas de incentivo à amamentação, as complicações neonatais e maternas precoces e tardias e as variáveis de exposição foram descrias por risco relativo (IC=95%) e pelo teste exato de Fisher. Resultados: alimentaram-se 10,6% das mulheres e 27,8% movimentaram-se durante o trabalho de parto; medidas não farmacológicas para alívio da dor foram realizadas em 26,1%; o partograma estava preenchido em 39,4% dos prontuários e o acompanhante esteve presente em 40,6% dos partos. Ocitocina, amniotomia e analgesia ocorreram em 59,1%, 49,3% e 4,2% das mulheres, respectivamente. O parto ocorreu na posição de litotomia em 95,2% dos casos, houve episiotomia em 43,9% e manobra de Kristeller em 31,7%. Os fatores mais associados à cesárea foram ser do setor privado de saúde (ORA=4,27;95%CI:2,44-7,47), ter maior escolaridade (ORA=4,54;95%CI:2,56-8,3) e alto risco obstétrico (ORA=1,9;95%CI:1,31-2,74). Usuárias do setor privado tiveram maior presença do acompanhante (ORA=2,12;95%CI:1,18-3,79) e analgesia (ORA=4,96;95%CI: 1,7-14,5). Os recém-nascidos de puérperas que se submeteram a cesárea tiveram menor frequência de contato pele a pele com suas mães imediatamente após o parto (cesárea intraparto: RR=0,18;95%CI:0,1-0,31 e cesárea eletiva: RR=0,36;95%CI:0,27-0,47) e mamaram menos na primeira hora de vida (cesárea intraparto: RR=0,43;95%CI:0,29-0,63 e cesárea eletiva: RR=0,44; 95%CI:0,33-0,59). Recém-nascidos de cesárea eletiva foram menos frequentemente colocados para mamar na sala de parto (RR=0,42;95%CI:0,2-0,88) e ficaram em menor frequência em alojamento conjunto (RR=0,85;95%CI:0,77-0,95). As mulheres submetidas a cesárea intraparto tiveram maior risco de complicações precoces (RR=1,3;95%CI:1,04-1,64; p=0,037) e de disfunção sexual (RR=1,68;95%CI:1,14-2,48; p=0,027). Não houve diferença nas frequências de complicações neonatais, incontinência urinária e de depressão segundo tipo de parto. Conclusões: boas práticas obstétricas são pouco utilizadas e intervenções desnecessárias são frequentes e os fatores mais associados à operação cesariana foram ser do setor privado de saúde, ter maior escolaridade e alto risco obstétrico. A cesárea associou-se negativamente às práticas de incentivo à amamentação. A cesárea após trabalho de parto associou-se a maior risco de complicações maternas precoces e a disfunção sexual seis a oito meses pós-parto.

  • ROSEMAR BARBOSA MENDES
  • ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL E FATORES ASSOCIADOS À PEREGRINAÇÃO NO ANTEPARTO E À PREFERÊNCIA DAS MULHERES PELA CESARIANA EM SERGIPE, BRASIL.
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 11/04/2018
  • Tese
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  • O Ministério da Saúde por meio do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN) estabelece as atividades que devem ser oferecidas à todas as gestantes durante o pré-natal, bem como assegura o direito destas mulheres à vinculação precoce à maternidade de referência para o parto para evitar a peregrinação no anteparto. Nesta perspectiva, objetivou-se analisar a qualidade da assistência pré-natal a partir do PHPN e os seus efeitos e de outras características maternas na peregrinação no anteparto e na preferência das mulheres pela cesariana no início e final da gravidez em Sergipe, Brasil. Trata-se de um estudo transversal e quantitativo, vinculado à pesquisa Nascer em Sergipe, realizada entre junho/2015 e abril/2016. Foram avaliadas 768 puérperas proporcionalmente distribuídas entre todas as maternidades públicas, mistas e privadas do estado. Para análise estatística foram utilizados os testes Qui-quadrado, Exato de Fisher e a Razão de Chances com significância < 0,05. Os resultados mostraram uma cobertura elevada da assistência pré-natal em Sergipe (99,3%; n= 763), porém pouco mais da metade destas mulheres iniciaram seu acompanhamento pré-natal antes da 16ª semana gestacional (57%; n= 435) e 74,4% (n= 570) compareceram a seis ou mais consultas. A orientação sobre a maternidade de referência para o parto foi referida por 61,3% (n= 468) das entrevistadas e 29,4% (n= 226) peregrinaram no anteparto. A peregrinação no anteparto foi maior entre as mulheres que realizaram o pré-natal com profissional enfermeiro na maioria das consultas (OR: 2,05; IC 95%: 1,49-2,83) e menos frequente entre as que possuíam idade ≥ 20 anos (OR: 0,50; IC 95%: 0,34-0,71), com alta escolaridade (OR: 0,42; IC 95%: 0,31-0,59), com trabalho remunerado (OR: 0,61; IC 95%: 0,44-0,85) e com pré-natal em serviço privado (OR: 0,21; IC 95%: 0,12-0,36). A realização da cesariana foi de 40,6% (n= 312). As variáveis associadas à preferência inicial pela cesariana foram idade materna ≥ 20 anos (OR: 1,94; IC 95%: 1,21-3,11) e trabalho remunerado (OR: 1,52; IC 95%: 1,08-2,13). A escolha pela cesárea no final da gestação se mostrou associada ao pré-natal em serviço privado (OR: 2,50; IC 95%: 1,56-4,01) e foi menos frequente entre as mulheres acompanhadas por enfermeiro na maioria das consultas (OR: 0,25; IC 95%: 0,11-0,60). Concluiu-se que a assistência pré-natal em Sergipe não oferece de forma satisfatória as atividades estabelecidas pelo PHPN e que houve elevada peregrinação no anteparto e realização de cesarianas, sendo estas últimas influenciadas por fatores socioeconômicos maternos e pelas características do acompanhamento pré-natal.

  • TELMA CRISTINA FONTES CERQUEIRA
  • Capacidade funcional de exercício em pacientes submetidos à eletroestimulação neuromuscular no pós-operatório de cirurgia cardíaca: um ensaio clínico randomizado.
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 05/04/2018
  • Tese
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  • Introdução: A estimulação elétrica neuromuscular (EENM) se apresenta como um potencial recurso a ser utilizado no pós-operatório de cirurgia cardíaca com o objetivo de evitar o declínio funcional, que muitas vezes ocorre mesmo durante um curto período de internamento na Unidade de Terapia Intensiva. Objetivo: Avaliar os efeitos da EENM na capacidade funcional de exercício de pacientes no pós-operatório imediato de cirurgia cardíaca. Metodologia: Neste ensaio clínico randomizado, pacientes adultos, em pré-operatório de revascularização do miocárdio e implante de bioprótese valvar foram alocados em dois grupos: Grupo Controle, submetido aos cuidados usuais da fisioterapia; e Grupo Experimental, em que foi adicionada a aplicação da EENM, com a corrente FES no reto femural e gastrocnêmio bilateralmente, por 60 minutos em até 10 sessões durante a hospitalização. O desfecho primário foi a distância percorrida, avaliada através do Teste de caminhada de 6 minutos (TC6) no 5˚ dia pós-operatório (PO). Os desfechos secundários foram velocidade da marcha, lactimetria pré e após esforço; força muscular, avaliada a partir da dinamometria de extensão de joelho, escala do Medical Research Council (MRC) e preensão palmar; atividade eletromiográfica do reto femural; medida de independência funcional (MIF) e qualidade de vida através do Perfil de Saúde de Nottingham (PSN) avaliados no pré e pós-operatório. Para estatística foi utilizada o programa SPSS. Foi aplicado o teste t de Student, Qui-quadrado, ANOVA e calculado o tamanho do efeito. Valores de p <0,05 indicaram significância estatística. Resultados: Foram incluídos na análise 45 pacientes, 23 pertencentes ao grupo EENM e 22 ao grupo controle. A EENM não teve efeito sobre a distância percorrida (95% IC, -83,51 a 52,79, p=0,080) no 5PO, nem mesmo sob velocidade de marcha no T10, a força, lactimetria, atividade eletromiográfica, independência funcional e qualidade de vida. O grupo EENM, porém, apresentou manutenção da força para extensão de joelho, da atividade eletromiográfica, força muscular global a partir do MRC e do lactato sanguíneo após o esforço quando comparado ao repouso, diferente do grupo controle. Houve queda da preensão palmar, independência funcional e do domínio habilidades físicas do PSN, sem retorno aos valores basais no 5PO, exceto para habilidades físicas no grupo EENM que apresentou retorno aos valores pré-operatórios. Conclusão: O uso da EENM não demonstrou efeito sobre a capacidade funcional de exercício de pacientes no pós-operatório de cirurgia cardíaca, porém foi associada à preservação de força muscular, recrutamento das unidades motoras do reto femural e do lactato sanguíneo ao esforço.

  • ISABELA AZEVEDO FREIRE SANTOS
  • Influência da estimulação tátil nociva e do uso da sacarose intraoral no desenvolvimento sensório-motor em modelo experimental de dor neonatal
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 09/03/2018
  • Tese
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  • Introdução: Recém-nascidos pré-termo são constantemente expostos a procedimentos dolorosos em Unidades de Terapia Intensiva. Apesar disto, as repercussões da dor neonatal em longo prazo e o uso da sacarose como analgésico para dores relacionadas a estes procedimentos são pouco difundidas. Objetivos: 1) Realizar síntese dos dados existentes na literatura (revisão sistemática) a respeito dos efeitos da dor neonatal no desenvolvimento motor em longo prazo; 2) Avaliar os efeitos da sacarose nas funções sensitiva e motora em modelo experimental de dor neonatal desde o nascimento à fase adulta. Método: 1) Busca sistemática de estudos em quatro bases de dados (PubMed, Scopus, Scielo e LILACS) realizada por dois investigadores através dos descritores “Infant, newborn”, “Infant, premature”, “Pain” e “Motor skills”. Para a avaliação metodológica desses estudos, foi utilizada a Newcastle-Ottawa Assessment Scale (NOS). 2) Estudo experimental realizado em ratos filhotes (n=38; 18 machos e 20 fêmeas) submetidos ao modelo experimental de dor neonatal. Os animais foram divididos em quatro grupos: 1) Estimulação tátil nociva + intervenção com sacarose (n=9; 5 machos e 4 fêmeas); 2) Estimulação tátil nociva + intervenção com morfina (n=9; 5 machos e 4 fêmeas); 3) Estimulação tátil nociva + intervenção com água potável (n=9; 3 machos e 6 fêmeas); 4) Controle (estimulação tátil não-nociva) (n=11; 5 machos e 6 fêmeas). Foram avaliados latência térmica (placa quente), limiar de retirada da pata (filamentos von Frey), força muscular (grip strenght meter) e velocidade de deslocamento (monitor de atividades) aos 15, 30, 32, 60, 62, 90 e 92 dias pós-natais. Resultados: 1) Onze artigos foram encontrados, porém após aplicação dos critérios de exclusão, apenas dois artigos foram selecionados. Foram observados baixos escores (NOS ≤ 5) para as coortes analisadas. Foi evidenciada relação direta entre o número de procedimentos dolorosos realizados em neonatos prematuros e menores índices de desenvolvimento motor e cognitivo destes indivíduos aos 18 meses de vida. Foi relatada a reação comportamental à dor neonatal como fator preditivo para melhor qualidade das atividades motoras aos 8 meses. 2) Houve maior latência térmica aos 15 dias nos animais machos do grupo sacarose e menor latência em fêmeas tratadas com sacarose aos 60 dias em relação ao grupo controle. Houve maior limiar de retirada da pata nos animais dos grupos morfina, água e sacarose em relação ao controle. Foram observadas diminuição da latência térmica e do limiar de retirada da pata, aumento da força de preensão e redução da velocidade ao longo do tempo em todos os grupos. Na comparação entre os sexos, evidenciou-se que a partir dos 60 dias pós-natais os animais dos grupos sacarose apresentaram maior latência térmica (machos) e maior velocidade de deslocamento (fêmeas). Nos grupos morfina e controle, houve maior limiar de retirada da pata em fêmeas e machos, respectivamente. Conclusão: A baixa qualidade metodológica e a escassez de estudos publicados permitem afirmar, de forma limitada, que há influência da dor neonatal no desenvolvimento motor desde os primeiros dias de vida até a fase inicial da infância. Sugere-se que a sacarose e morfina possuem efeitos analgésico em curto prazo e anti-hiperalgésico em longo prazo. Recomenda-se a realização de novos estudos para melhor esclarecer os efeitos da sacarose e suas repercussões dependentes do sexo ao longo da vida.

  • ISABELA AZEVEDO FREIRE SANTOS
  • Influência da estimulação tátil nociva e do uso da sacarose intraoral no desenvolvimento sensório-motor em modelo experimental de dor neonatal.
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 09/03/2018
  • Tese
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  • Introdução: Recém-nascidos pré-termo são constantemente expostos a procedimentos dolorosos em Unidades de Terapia Intensiva. Apesar disto, as repercussões da dor neonatal em longo prazo e o uso da sacarose como analgésico para dores relacionadas a estes procedimentos são pouco difundidas. Objetivos: 1) Realizar síntese dos dados existentes na literatura (revisão sistemática) a respeito dos efeitos da dor neonatal no desenvolvimento motor em longo prazo; 2) Avaliar os efeitos da sacarose nas funções sensitiva e motora em modelo experimental de dor neonatal desde o nascimento à fase adulta. Método: 1) Busca sistemática de estudos em quatro bases de dados (PubMed, Scopus, Scielo e LILACS) realizada por dois investigadores através dos descritores “Infant, newborn”, “Infant, premature”, “Pain” e “Motor skills”. Para a avaliação metodológica desses estudos, foi utilizada a Newcastle-Ottawa Assessment Scale (NOS). 2) Estudo experimental realizado em ratos filhotes (n=38; 18 machos e 20 fêmeas) submetidos ao modelo experimental de dor neonatal. Os animais foram divididos em quatro grupos: 1) Estimulação tátil nociva + intervenção com sacarose (n=9; 5 machos e 4 fêmeas); 2) Estimulação tátil nociva + intervenção com morfina (n=9; 5 machos e 4 fêmeas); 3) Estimulação tátil nociva + intervenção com água potável (n=9; 3 machos e 6 fêmeas); 4) Controle (estimulação tátil não-nociva) (n=11; 5 machos e 6 fêmeas). Foram avaliados latência térmica (placa quente), limiar de retirada da pata (filamentos von Frey), força muscular (grip strenght meter) e velocidade de deslocamento (monitor de atividades) aos 15, 30, 32, 60, 62, 90 e 92 dias pós-natais. Resultados: 1) Onze artigos foram encontrados, porém após aplicação dos critérios de exclusão, apenas dois artigos foram selecionados. Foram observados baixos escores (NOS ≤ 5) para as coortes analisadas. Foi evidenciada relação direta entre o número de procedimentos dolorosos realizados em neonatos prematuros e menores índices de desenvolvimento motor e cognitivo destes indivíduos aos 18 meses de vida. Foi relatada a reação comportamental à dor neonatal como fator preditivo para melhor qualidade das atividades motoras aos 8 meses. 2) Houve maior latência térmica aos 15 dias nos animais machos do grupo sacarose e menor latência em fêmeas tratadas com sacarose aos 60 dias em relação ao grupo controle. Houve maior limiar de retirada da pata nos animais dos grupos morfina, água e sacarose em relação ao controle. Foram observadas diminuição da latência térmica e do limiar de retirada da pata, aumento da força de preensão e redução da velocidade ao longo do tempo em todos os grupos. Na comparação entre os sexos, evidenciou-se que a partir dos 60 dias pós-natais os animais dos grupos sacarose apresentaram maior latência térmica (machos) e maior velocidade de deslocamento (fêmeas). Nos grupos morfina e controle, houve maior limiar de retirada da pata em fêmeas e machos, respectivamente. Conclusão: A baixa qualidade metodológica e a escassez de estudos publicados permitem afirmar, de forma limitada, que há influência da dor neonatal no desenvolvimento motor desde os primeiros dias de vida até a fase inicial da infância. Sugere-se que a sacarose e morfina possuem efeitos analgésico em curto prazo e anti-hiperalgésico em longo prazo. Recomenda-se a realização de novos estudos para melhor esclarecer os efeitos da sacarose e suas repercussões dependentes do sexo ao longo da vida.

  • BRUNA MATEUS ROCHA DE ANDRADE PASSOS
  • Efeitos da terapia com exercício de trato vocal semiocluído e treinamento de coral na voz de indivíduos com deficiência isolada e congênita do hormônio do crescimento.
  • Orientador : MANUEL HERMINIO DE AGUIAR OLIVEIRA
  • Data: 02/03/2018
  • Dissertação
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  • A voz é produzida pela vibração das pregas vocais, cujo número de ciclos por segundo (Hertz, Hz) corresponde à frequência fundamental (f0) do sinal laríngeo, e os formantes (F) são múltiplos da f0, indicando as zonas de amplificação das vogais no trato vocal. A deficiência de hormônio de crescimento isolada (DIGH) ao longo da vida caracteriza a voz de timbre alto e pitch agudo, com valores elevados frequências de formantes, mantendo uma previsão acústica pré-puberal. Especula-se que as medidas acústicas vocais destes indivíduos podem ser aprimoradas pelo exercício de trato vocal semiocluído ou treinamento de coral, e que sua classificação vocal em naipes assemelha-se a um coral infantil. Objetivos: verificar o efeito do exercício de trato vocal semiocluído (ETVSO); avaliar o efeito do treinamento de coral; e analisar a classificação dos naipes de vozes no coral de indivíduos com DIGH. Métodos: estudo prospectivo longitudinal sem grupo controle avaliou os efeitos da terapia com ETVSO em tubo de silicone LaxVox e treinamento de coral em 17 indivíduos adultos com DIGH congênita e não tratada, em um período de 30 dias. Foi realizado gravação da amostra vocal da vogal [é] para análise acústica e comparação do efeito antes e após do ETVSO (pré-ETVSO e pós-ETVSO) e pós-treinamento de coral. Além disso, foi realizada classificação dos naipes de vozes do coral de indivíduos com DIGH. Resultados: O primeiro formante (F1) foi maior no pós-treinamento de coral em comparação com o pré-ETVSO (p = 0,009). O segundo formante (F2) foi maior no pós-ETVSO em comparação com o pré-ETVSO (p = 0,045). Shimmer foi reduzido em pós-treinamento de coral em comparação com pré-ETVSO (p = 0,045). Todas as mulheres DIGH (total 10) foram classificadas em naipe de voz contralto, e os homens DIGH (total 7) tenores. Conclusão: Uma abordagem de terapia fonoaudiológica com ETVSO e treinamento de coral foi capaz de melhorar os parâmetros acústicos da voz de indivíduos com DIGH congênita e não tratada. Particularmente, isso parece ser importante em um cenário em que poucos pacientes são submetidos à terapia de reposição de GH. Conclui-se que o efeito da terapia com ETVSO é adicionado ao treinamento de coral favorecendo aos ajustes da fonte na adução das pregas vocais e do filtro na forma, comprimento e constrição do trato vocal. A classificação dos naipes de vozes do coral de indivíduos adulto DIGH é típico de um coral infantil.

  • ALYNNE KAREN MENDONÇA DE SANTANA
  • Aspectos moleculares e caracterização fenotípica de isolados dermotrópicos e viscerotrópicos de um novo grupo de Tripanosomatídeos
  • Orientador : ROQUE PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 28/02/2018
  • Tese
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  • Protozoários tripanossomatídeos do gênero Leishmania são parasitos transmitidos por vetores que infectam hospedeiros vertebrados, causando um amplo espectro de doenças denominadas leishmanioses. A gravidade das formas clínicas depende, dentre outros fatores, da espécie, assim, a identificação correta se torna crítica para o diagnóstico, prognóstico e tratamento. As ferramentas bioquímicas e moleculares disponíveis para caracterizar espécies de Leishmania são, na maioria das vezes, eficientes. Embora essas metodologias sejam importantes para o diagnóstico e identificação de Leishmania, são insuficientes para identificação conclusiva. Após isolar 7 amostras clínicas de parasitos, sendo alguns deles de casos atípicos de leishmaniose cutânea/mucocutânea e visceral, o principal objetivo foi identificar a espécie de Leishmania envolvida. Através da análise estrutural do citoesqueleto, que envolve a presença de flagelo e kinetoplasto, por exemplo, foi observado que esses parasitos compartilham características morfológicas com outros tripanossomatídeos, entretanto, não se pode afirmar qual a espécie em questão. Uma vez que os resultados da identificação por PCR e eletroforese de insoenzimas foram inconclusivos, foi realizado o sequenciamento total do genoma. O sequenciamento dos isolados clínicos dos pacientes diagnosticados com leishmanioses mostrou que se trata de uma nova espécie patogênica dentro do grupo dos tripanossomatídeos. Ao comparar as sequências codificantes dos genes ortólogos de 36 tripanossomatídeos, foi observado que esses parasitos são intimamente relacionados com Crithidia fasciculata, parasito exclusivo de mosquitos, e considerado não patogênico para humanos. A caracterização fenotípica de 2 desses isolados clínicos, sendo um deles isolado da pele e outro da medula óssea do mesmo paciente mostrou que o isolado da pele não foi capaz de estabelecer doença no baço de camundongos BALB/c infectados. Por outro lado, ambos os isolados infectaram e induziram reação inflamatória no fígado dos animais após 4 e 6 semanas de infecção. No entanto, apenas o isolado da pele foi capaz de sobreviver na derme dos camundongos, induzindo inflamação local com presença de parasitos na orelha e linfonodos. Além disso, a infecção com o isolado da medula óssea em macrófagos murinos exibiu um maior número de células infectadas e maior número de amastigotas dentro das células, comparada ao da pele. Adicionalmente, o isolado da medula óssea foi capaz de modular negativamente a produção de óxido nítrico em macrófagos murinos, corroborando com o aumento da infecção. Essas descobertas levantam preocupações sobre uma doença infecciosa emergente facilmente confundida com leishmaniose, abrindo caminhos para a pesquisa nos campos epidemiológicos, de vetores, reservatórios, distribuição e reavaliação de casos de leishmaniose. Devido a proximidade com os parasitos do gênero Crithidia e a localização geográfica de onde foram isolados, a nomenclatura de Cridia sergipensis foi proposta para agrupar essa nova espécie. O presente estudo contribui também para o conhecimento das diferenças fenotípicas associadas com as diversas patologias causadas pela infecção com Cridia.

  • ANDERSON LEITE FREITAS
  • Avaliação da Cicatrização de Feridas por Hidrogel Contendo Extrato seco padronizado de Hytis pectinata (L.), EM RATOS.
  • Orientador : ANGELO ROBERTO ANTONIOLLI
  • Data: 28/02/2018
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  • Úlceras venosas são um problema muito comum e seu tratamento muito caro. A Organização Mundial de Saúde e o Brasil têm incentivado o uso de plantas medicinais. Para tanto temos como objetivo: 1) Realizar uma revisão sistemática acerca dos fitoterápicos com atividade cicatrizante, 2) Desenvolver e validar uma metodologia analítica para quantificação do extrato aquoso e produtos derivados de Hyptis pectinata (L.), 3) Investigar o potencial cicatrizante do extrato seco padronizado de H. pectinata incorporado ao hidrogel em modelo tecidual de ferida excisão em ratos, 4) verificar possíveis alterações do extrato seco padronizado da H. pectinata incorporado ao hidrogel, no processo de cicatrização de feridas cutâneas induzidas. A pesquisa buscou em português, inglês e espanhol, nas bases de dados: Cinhal, Lilacs, Medline/Pubmed, Scopus e Web of Science, usando os descritores: Plants, Medicinal, Wound Healing e Varicose Ulcer. A busca da revisão sistemática produziu 3.505 artigos, sendo que sete foram selecionados para inclusão na revisão. Dos estudos incluídos, sete (100%) avaliaram a redução da área de úlcera, quatro (57,14%) avaliaram reepitelização, dois (28,57%) avaliaram a flora bacteriana e um (14,28%) avaliaram a pressão de oxigênio e dióxido de carbono percutâneo. A análise do nível de evidência indicou que cinco estudos (71,42%) foram classificados no nível 2 e dois estudos (28,57%) foram classificados no nível três. Uma meta-análise foi realizada em dois estudos que analisaram os efeitos do hidrogel incorporado com Mimosa tenuiflora no tratamento da úlcera venosa e incluíram 42 pacientes, com idade média de 60,5 anos, e duração média de tratamento de 10,5 semanas. A heterogeneidade foi avaliada utilizando I2, resultado em um alto valor de 84%. O hidrogel que incorporou M. tenuiflora pareceu ser um candidato promissor para o tratamento de úlceras venosas. Foi desenvolvido e validado um método analítico por cromatografia líquida de alta eficiência para a quantificação de substâncias no extrato aquoso de H. pectinata conforme resolução RDC 899 da Anvisa. Como marcadores foram selecionados rutina, o ácido caféico e a quercetina. O método apresentou boa repetibilidade, robustez, exatidão, especificidade, reprodutibilidade e precisão intermediária. A caracterização do hidrogel foi feita através do HPLC e foi verificado a incorporação do extrato no veículo. Para a avaliação da atividade cicatrizante foram realizados experimentos com 3, 7 e 14 dias em modelos animais. As lesões tratadas com HP5 no tempo de 3 dias obtiveram uma redução significativa (p<0,05) em relação ao grupo controle (CTL). A lesões tratadas com HP5 por sete dias reduziram significativamente (p<0,05) em relação ao grupo P5. Nas lesões acompanhadas por 14 dias tratadas com HP5 houve uma redução significativa (p<0,05) em relação às lesões do grupo tratado com CTL. Na análise histomorfológica dos scores do grupo tratado por 7 dias observou-se que houve diferença significativa somente entre o grupo CLT e o grupo P5. Quando avaliamos a histologicamente não foi observado diferenças significativas entre o grupo controle e os grupos tratados. Os resultados sugerem que o hidrogel de H. pectinata apresentou melhora no reparo cicatricial em modelo animal.

  • LUANA GODINHO MAYNARD
  • Efeitos do treinamento físico combinado com realidade virtual na funcionalidade e qualidade de vida de pacientes em hemodiálise.
  • Orientador : JOSE AUGUSTO SOARES BARRETO FILHO
  • Data: 27/02/2018
  • Tese
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  • Os pacientes renais crônicos enfrentam estressores com a evolução da doença o que afeta diretamente a qualidade de vida (QV). Uma forma de recuperar as condições biopsicossociais é através da prática de exercícios físicos. Esta terapêutica auxiliar ainda é pouco vista nas clínicas de diálise e para incentivar a sua prática é importante também motivar o paciente. Ainda não se sabe sobre os benefícios da interação do treinamento físico com a realidade virtual (RV) nesta população, mas esta ferramenta lúdica pode ser um facilitador na terapia por exercício. Desta forma, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da fisioterapia usando RV sobre a capacidade funcional e QV de pacientes em hemodiálise.Métodos Estudo experimental randomizado para grupos controle e intervenção no qual realizou-se treinamento intradialítico combinado com RV três vezes por semana. Os resultados foram avaliados no início e após 12 semanas. Os testes de capacidade funcional incluíram a velocidade de caminhada (T10), Timed up and go (TUG) e o Dduke activity status index (DASI). Para avaliar a QV foi utilizado KDQOL-SFTM1.3 e para investigar os sintomas depressivos, o Center for Epidemiological Scale - Depression. A análise de variância de medidas repetidas foi utilizada para avaliar as diferenças entre os grupos em nossos principais resultados e o nível de significância foi de 5%.Resultado O exercício melhorou a capacidade funcional (TUG_ p = 0,002, DASI _p <0,001) e QV nos domínios físicos e específicos (função física p = 0,047, desempenho físico p = 0,021, PCS p <0,001; efeito da doença renal, p = 0,013) . Não houve influência sobre os sintomas depressivos (p = 0,1554).Conclusão O treinamento físico combinado com a realidade virtual foi capaz de melhorar a capacidade funcional e alguns domínios de qualidade de vida de pacientes em hemodiálise.

  • JOSÉ VALMIR DE ANDRADE NETO
  • A influência da cafeína na vectoeletronistagmografia computadorizada.
  • Orientador : MAIRIM RUSSO SERAFINI
  • Data: 26/02/2018
  • Dissertação
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  • A cafeína é a droga psicoativa mais consumida no mundo e está contida, em diferentes concentrações, em diversos alimentos consumidos no dia a dia. Há forte propensão quanto a um envolvimento importante do seu consumo com as doenças do sistema vestibular.Alguns autores recomendam que o paciente suspenda o consumo de café por 72 horas antes do exame. Outros indicam a suspensão por 48 horas ou por 24 horas. Há aqueles que orientam evitar o consumo de café no dia do exame e aqueles que não fazem qualquer restrição à ingestão. Por outro lado, a suspensão súbita da ingestão de cafeína pode levar à abstinência e a sintomas como fadiga, náuseas, vômitos, diminuição da concentração e cefaleia. A vectoeletronistagmografia computadorizada (VENG) permite uma avaliação aprofundada e precisa do sistema vestibular, que é responsável pelo equilíbrio corporal, uma vez que proporciona uma medida objetiva da função vestibular. Neste contexto, objetivou-se investigar o efeito da cafeína no sistema vestibular utilizando a VENG, em dois momentos distintos, antes e após a ingestão de cafeína na forma de cápsulas, atividade esta que foi feita no Setor de Saúde Auditiva do Hospital São José situado na cidade de Aracaju-Sergipe. O teste vestibular foi realizado em duplicidade. Para o primeiro teste, os sujeitos foram orientados a não ingerir cafeína 48 horas antes do exame; no segundo teste, foram administrados 300 miligramas de cafeína aos sujeitos e feito um repouso de trinta minutos. Uma anamnese com questões específicas foi preenchida pelo avaliador, para verificar a presença ou ausência de sintomas relacionados com a audição e o equilíbrio corporal, assim como o uso de medicamentos e a ocorrência de outras enfermidades que causam disfunção destes sistemas, assim como foi avaliada por meio da Escala Visual Analógica (EVA) a percepção do estado atual do participante antes do primeiro e do segundo exame. Ao final do procedimento, foi avaliada, por meio de análises estatísticas, se houve ocorrência de alterações significativas no exame realizado na cessação e após ingestão da cafeína. A amostra foi composta por 52 mulheres e 18 homens, os quais referiram consumo habitual de cafeína. Cefaleia, fadiga, ansiedade e redução da concentração foram relatadas pelos voluntários quando foi realizado o teste vestibular após a interrupção da cafeína, o que refletiu na alteração da média do desconforto avaliado utilizando a EVA, de 3,14 (moderada) para 1,44 (leve), após a ingestão de cafeína. Não houve diferença entre o grupo que apresentou e o que não apresentou queixa de tontura quando foram avaliados os valores relativos da prova calórica, EVA e Sintomas antes e após o uso de cafeína, assim como a variável hábitos. Em ambos os momentos do estudo, verificou-se que não houve diferença entre os achados do teste vestibular VENG. O presente estudo revelou que doses moderadas de cafeína não afetam clinicamente ou estatisticamente os resultados do teste vestibular VENG.

  • RAQUEL MOREIRA DE BRITTO
  • Mirtenol protege contra a lesão de isquemia-reperfusão cardiaca através de mecanismos antioxidantes e anti-apoptóticos
  • Orientador : SANDRA LAUTON SANTOS
  • Data: 26/02/2018
  • Tese
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  • A lesão de isquemia- reperfusão cardiaca representa uma grande ameaça à saúde humana, contribuindo para efeitos adversos cardiovasculares. No entanto, embora a reperfusão do coração isquêmico seja essencial para reduzir o dano miocárdico, a restauração do fluxo sanguíneo pode, paradoxalmente, amplificar o dano celular.O mirtenol é um monoterpeno com múltiplas atividades farmacológicas. No entanto, embora os monoterpenos tenham sido propostos para desempenhar papéis benéficos em uma variedade de distúrbios cardíacos, as ações farmacológicas do mirtenol no coração ainda não foram relatadas. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar se mirtenol promove a cardioproteção contra a lesão de isquemia-reperfusão cardiaca (IR) e os mecanismos envolvidos nesses efeitos. Os ratos Wistar machos foram pré-tratados por via oral durante sete dias consecutivos com solução salina (NaCl 0,9% 0,20 ml + DMSO 0,05 ml), mirtenol (50 mg / kg) ou N-acetil cisteína (NAC) (1.200 mg / kg,). Posteriormente, os corações foram submetidos a lesão de IR cardiaca, por meio do sistema de perfusão aórtica de fluxo constate do tipo langedorff, foi obtido os parâmetros contrateis tais como pressão ventricular esquerda (PVE), derivadas máxima (+dP/dt) e minima (-dP/dt) da PVE, frequência cardiaca (FC), parâmetros eletrocardiográficos, como FC, intervalo PR e a duração do complexo QRS, mensurado a atividade da Lactato Desidrogenase (LDH), detreminado o indice de severidade das arritmias cardíacas (ISA). O stresse oxidativo foi avaliado com base na determinação de hidroperóxidos totais, grupamento sulfidrilas totais, foi mensurado as espécies reativas de oxigenio (EROs), as proteínas carboniladas, determinado a atividade das enzimas antioxidantes endógenas: superóxido dismutase (SOD), catalase (CAT), glutationa peroxidase (GPx) e glutationa redutase (GR), e a area de infarto. A via da apoptose foi investigada mediante a expressão das proteinas Bax e Bcl-2 e a apoptose in situ foi estudada a partir do método TUNEL.Aqui, mostramos que o comprometimento severo do desempenho contrátil induzido pela IR foi prevenido de forma significativa pelo mirtenol e NAC. Além disso, o Mirtenol aboliu a forma de onda eletrocardiográfica discrepante (elevação do segmento ST), bem como reduziu as arritmias fatais e o tamanho da área do infarto induzido por lesão de IR. Relevantemente, o mirtenol impediu totalmente o aumento da geração de espécies reativas de oxigênio e danos cardíaco causados pelo estresse oxidativo. Consequentemente, o mirtenol restaurou a atividade das enzimas antioxidantes endógenas e o equilíbrio das vias pró e anti-apoptóticas (Bax e Blc-2), associado à diminuição das células apoptóticas TUNEL-positivas. Em conjunto, nossos dados mostram que o mirtenol promove a cardioproteção contra lesão de IR através da atenuação do estresse oxidativo e inibição da via pro-apoptótica.

  • ANDREZA SANTOS ALMEIDA
  • O CLEARANCE DE CREATININA COMO UMA IMPORTANTE FERRAMENTA NO PROGNÓSTICO INTRA-HOSPITALAR DE PACIENTES COM SÍNDROME CORONARIANA AGUDA
  • Orientador : ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA
  • Data: 23/02/2018
  • Dissertação
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  • Fundamentos: A insuficiência renal (IR) é uma enfermidade comum etratável. Sua apresentação é frequente em pacientes portadores de doençaarterial coronariana (DAC). Inúmeros estudos têm demonstrado aumentosexpressivos de morbidade e mortalidade em pacientes com SíndromeCoronariana Aguda (SCA) e IR. Contudo, os atuais modelos prognósticosdisponíveis para SCA pouco se utilizam do estudo da função renal como fatorpreditivo e de prognósticos. Objetivos: Analisar a função renal em pacientescom Síndrome Coronariana Aguda através do clearance de creatinina e avaliarse há interferência da disfunção renal na evolução intra-hospitalar dos pacientescom SCA. Métodos: Trata-se de um estudo de coorte hospitalar, longitudinal eprospectivo, realizado na Unidade de Dor Torácica (UDT) de um hospital privadoconsiderado referência cardiológica em Sergipe, Brasil. Foram utilizados sujeitosde ambos os sexos, com quadro de SCA e internados para investigação etratamento durante o período de maio de 2012 a dezembro de 2016. Foramincluídos 401 pacientes, analisados pela presença ou ausência de lesão renal,acompanhados até a alta hospitalar (ou óbito)..Resultados: A média de idadedos pacientes foi de 65,4 (± 13,0) anos com predominância do sexo masculino(58,6%). Dos 324 (80,8%) pacientes que apresentaram síndrome coronarianaaguda sem supradesnivelamento do segmento ST, 165 (41,1%) foramacometidos por angina instável e 159 (39,6%), infarto sem supra. Dentre osfatores de risco, a hipertensão arterial sistêmica mostrou-se mais prevalente(72,5%) seguida da dislipidemia (53,6%). Quanto à distribuição dos dias deinternamento, observou-se uma média de 9 (± 12,8) dias. A média do clearancede creatinina foi de 80,8 (± 33,6) mL/min/1,73m², em que 241 pacientesapresentaram taxa de filtração glomerular estimada inferior a 90 mL/min/1,73m²(OR= 1,74; IC95% 1,11-2,71; p= 0,015) foi fator preditor para eventos.Conclusão: Pacientes com síndrome coronariana aguda e insuficiência renalapresentaram maior número de dias de internação quando comparados aospacientes sem lesão renal (IRR 0,9; IC 0,9-0,9; p=0,02). Portanto, a avaliação dafunção renal é uma importante ferramenta para a estratificação prognóstica empacientes com SCA.

  • CARINA CARVALHO SILVESTRE
  • CONCILIAÇÃO DE MEDICAMENTOS: FATORES DE RISCO, DOCUMENTAÇÃO DA PRÁTICA E DESENVOLVIMENTO DE INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO.
  • Orientador : DIVALDO PEREIRA DE LYRA JUNIOR
  • Data: 23/02/2018
  • Tese
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  • Introdução. A conciliação de medicamentos é um processo delineado para promover a comunicação da equipe de saúde, visando prevenir erros de medicação nos pontos de transição de cuidados, mas só pode ser considerada efetiva para a segurança dos pacientes se for documentada. Apesar dos recentes esforços, no Brasil, estudos sobre este tema, bem como da importância da comunicação escrita para sua completa execução ainda são incipientes. Objetivo. Analisar a conciliação de medicamentos sob aspectos relacionados a fatores de risco para discrepâncias não intencionais, documentação da prática e desenvolvimento de instrumento para avaliação. Metodologia. O estudo foi realizado em três etapas. A primeira correspondeu a um estudo prospectivo, do tipo caso-controle para identificar fatores de risco potenciais para discrepâncias não intencionais da farmacoterapia (DNIF) na admissão hospitalar. Adicionalmente outro trabalho foi realizado abordando discussão de parte dos resultados do estudo anterior, por meio de revisão de literatura sobre o tema trazendo reflexões sobre a qualidade da documentação do histórico de uso de medicamentos nos hospitais e a necessidade de melhoras neste processo. A segunda etapa consistiu em um estudo transversal realizado nos prontuários dos pacientes admitidos em um hospital ensino entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017. As evoluções de enfermeiros, farmacêuticos e médicos foram avaliadas para caracterizar o registro de informações sobre o uso de medicamentos em todos os prontuários. A última etapa correspondeu a um estudo de desenvolvimento metodológico para elaborar e validar o conteúdo de um questionário para survey sobre a realização da conciliação de medicamentos em hospitais do Brasil. Resultados. Os achados da primeira etapa evidenciaram que pacientes submetidos a processos de admissão após as transferências entre hospitais tiveram três vezes mais chances de ter uma DNIF em comparação a pacientes que foram admitidos diretamente de casa. Na segunda etapa ficou evidenciada que a comunicação ineficiente entre as equipes de cuidado pode ter sido a causa primária dos achados da primeira etapa. Quanto à avaliação da documentação escrita, foram identificadas 1.588 alterações nas prescrições durante a coleta de dados, em que apenas 390 (24,5%) destas alterações foram justificadas. Ainda, foi possível identificar 485 falhas de comunicação sobre medicamentos em 65,3% (n=132) das evoluções dos três profissionais avaliados. Em relação ao desenvolvimento do questionário, três versões preliminares foram elaboradas. A terceira versão foi submetida ao processo de validação de conteúdo por meio do Delphi resultando na versão final do questionário com 17 questões. Conclusão. A comunicação ineficiente, especialmente sobre medicamentos, entre os vários atores da equipe de cuidados pode influenciar sobremaneira a realização da conciliação de medicamentos e, por conseguinte, a segurança de pacientes na transição de cuidados.

  • ELIZABETE SILVA FILHA
  • Avaliação da suplementação com extrato da folha de erythroxylum mucronatum (benth.) associada ao treinamento de força na melhora do desempenho físico de ratos.
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 23/02/2018
  • Dissertação
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  • Atualmente há um crescente aumento na busca de suplementos como aliado na melhoria de desempenho físico (DF). Apesar da gama de opções no mercado, as pessoas que os buscam, em geral, dão preferência aos produtos de origem natural. O Brasil possui uma gigantesca reserva de produtos naturais e uma grande fonte de plantas medicinais. A Erythroxylum mucronatum (EM) é uma espécie que ainda não possui estudos químicos e farmacológicos registrados. Entretanto sua família é conhecida pela riqueza em alcaloides e flavonoides, compostos com efeitos positivo sobre a capacidade física. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a capacidade da suplementação a base do extrato etanólico de EM (EEM) melhorar o desempenho físico de ratos durante um período de treinamento físico. Para tal, foram utilizados 40 ratos Wistar (250-300g), divididos em 4 grupos: Grupo Controle (GC), Treinado (GT), Treinado + EEM 50mg/kg (GTEM50), Treinado + EEM 150 mg/kg (GTEM150). Os animais treinados foram submetidos a um protocolo de treinamento de força por 4 semanas, 5x por semana, com volume de 3 séries com 10 repetições e intensidade 60% de uma repetição máxima (1RM), o GC passou por um treinamento fictício. O peso corporal foi acompanhado semanalmente e a cada 15 dias os animais passavam por testes no rota-rod, grip strength e 1RM. Ao término das 4 semanas de treinamento, a gordura perigonadal, retroperitoneal, os músculos plantares (MP) e sangue foram coletados. Após pesado, o MP foi utilizado para avaliação do perfil oxidativo, onde foi avaliado a peroxidação lipídica (TBARS) e a atividade da enzima superóxido desmutase (SOD) e concentração das enzimas creatina quinase (CK) e lactato desidrogenase (LDH). O sangue foi utilizado para aferição dos níveis das enzimas alanina (ALT) e aspartato (AST) aminotransferase, marcadoras bioquímicas de danos hepáticos. Uma outra parte dos animais dos grupos foi utilizada para realização do teste de resistência muscular e medidas de glicemia (jejum, pré, pós e 15’pós-teste) e lactato (pré, pós e 15’ pós-teste), além da mensuração da pressão arterial sistólica (PAS), diastólica (PAD), média (PAM) e frequência cardíaca (FC). Após 4 semanas de treinamento, o GTEM150 possuía menor peso corporal quando comparado ao GC, além disso, os GTEM50 e 150 apresentaram menor quantidade gordura quando comparados ao GC e GT. Todos os grupos apresentaram maior peso do MP quando comparados ao GC. Em relação ao desempenho físico, no rota-rod o GTEM150 apresentou melhor desempenho no trigésimo dia quando comparado ao GC. No grip strength os grupos GTEM50 e 150 apresentaram uma melhor performance já no décimo quinto dia quando comparados ao GC e no trigésimo dias todos os grupos foram superiores ao GC, além disso, o GTEM150 esteve superior que o GT e GTEM50 neste mesmo dia. Em relação ao teste de 1RM, no décimo quinto dia todos os grupos obtiveram resultados superiores ao GC e no trigésimo dia o GTEM150 foi superior ao GT e GTEM50. Em relação ao teste de resistência muscular, observamos que todos os grupos foram superiores ao GC, entretanto, o GTEM150 foi também melhor que o GT e GTEM50. Além disso, o GTEM150 apresentou menor resposta hipoglicêmica durante e hiperglicêmica após o teste. Todos os grupos treinados apresentaram uma menor concentração de lactato pós-teste quando comparado ao GC e 15’ pós-teste o GTEM50 se recuperou mais rápido que o GC e o GTEM150 que todos os grupos. No MP foi observado uma menor peroxidação lipídica em todos os grupos comparados ao GC e no GTEM150 comparado aos demais. Todos os grupos tiveram atividade da SOD aumentada quando comparado ao GC e o GTEM150 obteve maior atividade quando comparado ao GT e GTEM50. Ademais, GTEM150 apresentou menor concentração de CK e LDH no músculo quando comparado a todos os demais grupos. Em relação a função hemodinâmica, todos os grupos tiveram menores valores de PAS, PAD, PAM e FC quando comparados ao GC. Por fim, não houve diferença nos níveis de concentração de ALT e AST. Em suma, nossos resultados apontam uma melhora do DF nos animais suplementados com EEM na dose de 150 mg/kg, além disso, não houve, aparentemente, nenhum dano a função hepática.

  • ROSANY LARISSA BRITO DE OLIVEIRA
  • AVALIAÇÃO ESTÉTICA DA QUEILOPLASTIA EM INDIVÍDUOS COM FISSURA LABIAL, UTILIZANDO DOIS MATERIAIS PARA SÍNTESE CUTÂNEA
  • Orientador : LUIZ CARLOS FERREIRA DA SILVA
  • Data: 23/02/2018
  • Tese
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  • Introdução: A fissura orofacial (FO) não sindrômica é o quarto defeito congênito mais frequente, além de ser a malformação craniofacial mais ocorrente. A cirurgia primária de reparação da fissura, do lábio (queiloplastia) ou do palato (palatoplastia) deve ser mais estética e funcional possível, já que o lado estético do nariz e do lábio do fissurado tem valor que vai muito além da vaidade humana, sendo primordial na formação da personalidade da criança e de seus parentes. Objetivo: O objetivo deste estudo é avaliar os resultados estéticos da queiloplastia em indivíduos com fissura labial unilateral, utilizando dois materiais diferentes para síntese cutânea. Casuística e métodos: Foi realizado um ensaio clínico cego controlado com distribuição aleatória na Sociedade Especializada em Atendimento ao Fissurado do Estado de Sergipe (SEAFESE). Participaram desta pesquisa todos os indivíduos que foram submetidos à queiloplastia na SEAFESE entre outubro de 2014 a junho de 2017, constituindo uma população de 50 indivíduos. O grupo controle teve como material de síntese cutânea o fio reabsorvível de poliglactina 910 e o grupo experimental o adesivo tecidual octil-2-cianoacrilato. Esses indivíduos foram avaliados por seis avaliadores cegos, com um mês e seis meses de pós-cirúrgico, quando foram tomadas fotografias frontais padronizadas da face. A avaliação da face foi realizada utilizando a Escala Visual Analógica (EVA), a Escala Cosmética de Avaliação de Singer e a Escala de classificação proposta por Mortier. Além disso, foi realizada a análise antropométrica de Pietruski. Resultados: O perfil sociodemográfico da população estudada é de um indivíduo com idade média de 3,2 anos, com renda mensal familiar abaixo de dois salários mínimos, a maioria é natural do interior do estado de Sergipe e possui fissura pré-forame incisivo. Quanto aos resultados estéticos da queiloplastia, no segmento de um mês de pós-operatório não houve diferença estatística significativa para a EVA e para a Escala de Mortier. Mas na Escala de Singer, o adesivo tecidual apresentou melhores resultados para as variáveis nível adjacente à pele, cor, marcas de sutura e na aparência geral. No segmento de seis meses de pós-operatório também não houve diferença estatística significativa para a EVA. Mas houve diferença, para a Escala de Singer (largura máxima da cicatriz, cor e marcas de sutura) e na Escala de Mortier (cicatriz e vermelhão do lábio superior), quando foram notados melhores resultados cosméticos com o uso do adesivo. Na análise antropométrica de Pietruski, quando os dois materiais de síntese cutânea foram comparados, observou-se diferença estatística significativa em três dos dezenove parâmetros avaliados. Por fim, quanto às complicações pós-operatórias, houve apenas uma deiscência parcial da ferida cirúrgica, no grupo controle. Conclusões: Os adesivos teciduais apresentaram um resultado cosmético superior às suturas reabsorvíveis. Na avaliação de 06 meses, o adesivo apresentou resultados superiores na análise antropométrica de Pietruski e nas escalas de Singer e Mortier. Na comparação entre cirurgiões plásticos e cirurgiões bucomaxilofaciais, houve diferença na avaliação de três variáveis, sendo os cirurgiões bucomaxilofaciais mais críticos. Assim, ficou demosntrado que o adesivo tecidual octil-2-cianoacrilato é um bom substituto para as suturas nas cirurgias de queiloplastia.

  • MAYARA TAVARES OLIVEIRA
  • A corrente aussie apresenta algum efeito na nocicepção e função motora em modelo animal de dor articular inflamatória?
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 23/02/2018
  • Dissertação
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  • Introdução: A estimulação elétrica, um recurso não-farmacológico, tem sido bastante utilizado para alívio da dor. A corrente aussie tem apresentado potencial efeito analgésico, porém, seus mecanismos de ação ainda são hipotéticos. Objetivo: avaliar o efeito da corrente aussie na nocicepção e no comportamento motor em modelo animal de dor articular inflamatória. Métodos: foram utilizados 36 ratos Wistar machos e a inflamação foi induzida no joelho através de injeção intra-articular de uma mistura de 3% de carragenina e 3% de caolina. Os animais, distribuídos aleatoriamente, foram separados em seis grupos: quatro grupos tratados com a corrente aussie com alta ou baixa intensidade combinada com alta ou baixa frequência, duração de burst de 4 ms e a frequência em burst de 50 Hz, durante 20 minutos; grupo controle negativo que permaneceu anestesiado durante esse mesmo período e o positivo tratado com morfina (5 mg/mL) sendo cada grupo composto por 6 animais. Foram avaliadas hiperalgesia primária, secundária e térmica, além da atividade locomotora exploratória dos animais. Um único pesquisador realizou todas as avaliações, além de ter sido mascarado, e o aplicador da terapia não interferiu nas avaliações. Os resultados foram expressos em média +- EPM. Diferenças entre os grupos foram realizadas pela ANOVA de duas vias com o post hoc teste Tukey. Valores de p<0,05 foram considerados significativos. Resultados: Houve redução significativa do limiar mecânico profundo 24 horas após indução da inflamação quando comparado ao momento basal em todos os grupos (p<0,002). Não foram observadas diferenças significativas nas avaliações pós-tratamento com a corrente aussie nos momentos 0h, 2h, 4h, 6h imediatamente após a primeira aplicação e após aplicações repetidas por cinco dias consecutivos, apenas o grupo tratado com morfina apresentou redução da hiperalgesia (p<0,02). Conclusão: a corrente aussie não mostrou efeito antinoceptivo em modelo animal de dor inflamatória.

  • VANESSA ALVES DA CONCEIÇÃO
  • COMPLEXIDADE DA FARMACOTERAPIA: PERFIL FARMACOTERAPÊUTICO E DESFECHOS ASSOCIADOS.
  • Orientador : DIVALDO PEREIRA DE LYRA JUNIOR
  • Data: 21/02/2018
  • Dissertação
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  • Introdução. O envelhecimento cria condições clínicas propícias para o elevado uso de medicamentos, observada principalmente em pacientes acima de 60 anos de idade. Entretanto, o número de medicamentos utilizados não deve ser o único preditor de uma farmacoterapia complexa, outros fatores podem elevar a complexidade, conduzindo a possíveis problemas relacionados à farmacoterapia. Nesta perspectiva são escassos os estudos nacionais que avaliam a complexidade da farmacoterapia em idosos, principalmente os que analisam desfechos influenciados por essa complexidade, de modo a permitir intervenções para sua otimização. Metodologia. Este estudo foi realizado em duas etapas. Na primeira etapa foi realizado um estudo transversal descritivo para avaliar a complexidade da farmacoterapia de idosos atendidos em instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) por meio do instrumento Medication Regimen Complexity Index (MRCI), este estudo foi conduzido por 12 meses em três instituições no Estado de Sergipe. Na segunda etapa foi realizada uma revisão sistemática, a fim de identificar na literatura quais desfechos estão associados a complexidade da farmacoterapia, medida pelo instrumento MRCI. Foram analisados todos os delineamentos de estudos publicados até fevereiro de 2017 que atenderam aos seguintes critérios de elegibilidade: usar o instrumento MRCI para medir a complexidade da farmacoterapia, avaliar a complexidade da farmacoterapia para os regimes globais dos pacientes, relacionar a complexidade da farmacoterapia com desfechos clínicos e/ou humanísticos e/ou econômicos, publicados em inglês, espanhol ou português. Resultados. Na primeira etapa, a avaliação da complexidade da farmacoterapia obteve média de 15,1 pontos (± 9,8), com mínimo de dois e máximo de 59 pontos. Os níveis mais altos de complexidade foram associados à frequência de dose, com uma média de 5,5 (± 3,6). Além disso, foi identificada relação significativa entre a complexidade da farmacoterapia e as variáveis polifarmácia, interação medicamentosa, medicamento potencialmente inapropriado para idosos e duplicidade terapêutica (p< 0,001). Na segunda etapa, dos 610 estudos avaliados, 20 preencheram os critérios de elegibilidade. Os desfechos em saúde mais influenciados pela complexidade da farmacoterapia foram os desfechos clínicos: hospitalização, readmissão hospitalar e adesão a farmacoterapia, a maioria dos estudos apresentaram resultados satisfatórios para associação dos desfechos com a complexidade e obtiveram boa qualidade metodológica. Conclusão. Esta dissertação possibilitou avaliar o perfil farmacoterapêutico de pacientes idosos, identificou que, além da polifarmácia, interação medicamentosa potencial, duplicidade terapêutica e medicamentos potencialmente inapropriados para idosos são fatores de risco para o aumento da complexidade da farmacoterapia nestes pacientes. Além disso, identificou que os desfechos em saúde mais influenciados pela complexidade da farmacoterapia foram os clínicos: hospitalização, readmissão hospitalar e adesão a farmacoterapia.

  • DANIELA DA COSTA MAIA DE ANDRADE
  • EFEITO EM CURTO PRAZO DACORRENTE INTERFERENCIAL ASSOCIADO A CINESIOTERAPIA NO TRONCO DE PACIENTE COM ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 21/02/2018
  • Tese
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  • O estudo teve como objetivo geral investigar a curto prazo os efeitos da corrente interferencial em associação com a cinesioterapia baseada na recuperação do tronco de indivíduos com sequelas de Acidente Vascular Encefálico (AVE) e específicos: Identificar a evidência dos estudos que avaliaram os efeitos da CI em pacientes com doenças neurológicas centrais; Determinar o efeito da CI associado à cinesioterapia na dor dos pacientes com AVE; Investigar a performance motora e ganhos funcionais do tronco dos pacientes com AVE após aplicação de CI associado a cinesioterapia. Trata-se de um ensaio clínico randomizado, controlado por placebo e duplamente encoberto, do tipo crossover. Para a avaliação da revisão sistemática (RS) foi utilizada a ferramenta da Colaboração Cochrane e para os efeitos da CI antes e depois do tratamento foram considerados os seguintes desfechos: intensidade de dor em repouso e durante o movimento, motivação, catastrofização da dor, autoestima, fadiga, controle de tronco, postura, flexibilidade muscular, alcance funcional, tônus muscular. Os testes T, Wilcoxon, Friedman, Mann-Whitneye Qui-Quadrado foram utilizados para as devidas comparações. Foram recrutados 36 pacientes com AVE, que foram aleatoriamente incluídos em um dos dois grupos de estudo: grupo CI Ativa (aplicação de CI por 30 minutos + cinesioterapia de tronco) e grupo CI Placebo (placebo da CI + cinesioterapia de tronco). Ambos os grupos receberam intervenção por 10 sessões, duas vezes por semana, 60 minutos, sendo 05 sessões para cada forma de tratamento e um período de washout de uma semana. Na RS, foram encontrados 2004 estudos, porém apenas dois artigos foram incluídos por seguirem os critérios de inclusão propostos. Após administração única, a CI mostrou-se eficaz na redução da dor, da espasticidade e na melhora do equilíbrio, da marcha e da amplitude de movimento de ombro de pacientes após doença vascular encefálica. Em relação à dor em movimento, quando comparado médias pré e pós-tratamento, apenas o grupo ativo apresentou redução significativa de 3,17(±0,60) para 2,02 (±0,58) (p<0,05). Na catastrofização da dor, o grupo ativo reduziu significativamente (p=0,004) os escores totais da escala após o tratamento (19,47±1,59 no pré-tratamento; 17,41±1,42 no pós-tratamento). Não houve alteração da auto-estima e da motivação em ambos os grupos. Houve melhora significativa do controle de tronco (p≤0,005), da postura (p=0,0001) e da flexibilidade (p≤0,04) tanto no grupo ativo quanto no placebo, sem diferenças significativas entre os grupos após o tratamento. No alcance, somente foi encontrado aumento significativo para o lado não afetado no grupo tratado com CI ativa (p=0,007) quando comparado ao placebo. O tônus muscular dos flexores e extensores de ombro e cotovelo, observou-se melhora também para ambos os grupos. Observou-se redução significativa da fadiga em ambos os grupos; entretanto, não houve diferença significativa em nenhum dos grupos quando analisados os valores referentes às avaliações diárias. A CI, quando utilizada antes dos exercícios de tronco, mostrou-se influenciar tratamento da dor em movimento e na catastrofização e otimizou a funcionalidade dos pacientes, pois proporcionou um acréscimo da atividade de alcance para o lado não acometido, na flexibilidade e na postura do tronco.

  • ANTONIO ROBERTO FERREIRA SETTON
  • FATORES PREDITIVOS DE EXPOSIÇÃO LARÍNGEA DIFÍCIL
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 21/02/2018
  • Tese
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  • Introdução: Apesar da grande evolução tecnológica na medicina, dada a sua localização anatômica, a laringe ainda representa um grande desafio àqueles que necessitam vê-la adequadamente quer seja para fins diagnósticos ou terapêuticos. Esta dificuldade aumenta quando fatores anatômicos de alguns indivíduos se fazem presentes. Objetivos: Identificar a existência de fatores preditivos de dificuldade de exposição da laríngea e avaliar a associação destes fatores conjugados com esta dificuldade de exposição. Método: Foi realizado um estudo transversal retrospectivo baseado em uma amostra de 30 dos prontuários clínico-cirúrgicos de indivíduos portadores de lesões laríngeas, tratados cirurgicamente no Serviço de Otorrinolaringologia de um Hospital Filantrópico do Estado de Sergipe nos anos de 2014 e 2015. Foram coletados os registros das suas medidas de circunferência cervical, abertura oral, distância tireomentual, presença ou não de micrognatia e de anteriorização da laringe, Classificação de Mallampati modificada e a técnica cirúrgica utilizada, se convencional (com pinças retas e microscópio) ou variante (com pinças anguladas e endoscópios), esta última utilizada como último recurso para uma exposição laríngea satisfatória durante a cirurgia. Os dados foram estatisticamente analisados por meio de frequências simples e percentuais quando variável categórica, ou média e desvio padrão quando variável contínua. Para avaliar as associações existentes foi utilizado o teste Exato de Fisher, sendo estas representadas graficamente pela análise de correspondência múltipla. As diferenças de média foram testadas pelo teste de Mann-Whitney. Foram ajustados riscos relativos com seus respectivos intervalos de confiança através de Regressão de Cox univariada e o software utilizado foi o R Core Team 2017. Resultados: Micrognatia (p=0,005) e anteriorização da laringe (p=0,005) apresentaram risco relativo 09 vezes maior de exposição laríngea difícil, a medida de circunferência cervical acima de 40 cm (p=0,041), apresentou risco relativo 05 vezes maior de exposição laríngea difícil e o índice de Mallampati III e IV (p=0,009) apresentou risco relativo 10 vezes maior de dificuldade de exposição laríngea. Conclusão: Foram identificados como fatores preditivos de exposição laríngea difícil e com significância estatística: a micrognatia (p=00,5), a anteriorização da laringe (p=00,5), a medida da circunferência cervical acima de 40 centímetros (p=0,041) e Índice de Mallampati modificado III e IV (p=00,9). A associação desses quatro fatores preditivos possui uma sensibilidade de 100% e uma especificidade de 85% para prever dificuldade de exposição laríngea.

  • GLEICIANE DE JESUS SANTANA
  • CONTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS MINIMAMENTE PROCESSADOS E ULTRAPROCESSADOS NO RISCO CARDIOMETÁBÓLICO EM ADULTOS JOVENS BRASILEIROS
  • Orientador : KIRIAQUE BARRA FERREIRA BARBOSA
  • Data: 21/02/2018
  • Dissertação
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  • Objetivo: associar o consumo de alimentos segundo grau de processamento e o risco cardiometabólico em adultos jovens. Métodos: estudo transversal comparativo com 120 adultos jovens com idade compreendida entre 18 e 25 anos categorizados pela presença do risco cardiometabólico. O consumo alimentar foi avaliado mediante questionário de frequência alimentar semi-quantitativo e classificado segundo extensão do processamento dos alimentos. Comparações bioquímicas, clínicas, antropométricas, de composição corporal e de estilo de vida foram realizadas pelo teste de Mann-Whitney; grupos alimentares e tercis dos gramas de alimentos in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados pelo teste de Kruskal-Wallis. Associações entre o consumo de alimentos segundo grau de processamento e os componentes do risco cardiometabólico foram avaliadas por regressão logística multivariada. Resultados: foi observado o elevado consumo de alimentos ultraprocessados entre os adultos jovens, independente de ter ou não RCM, determinando o maior consumo de lipídeos no risco cardiometabólico (p=0,04). O consumo de ovos, peixes, frutas e sucos naturais não adoçados aumentou proporcionalmente ao consumo dos gramas de alimentos in natura e minimamente processados, enquanto que as massas, carnes processadas, queijos, outras leguminosas, óleos e gorduras, salgados assados e salgadinhos, lanches, preparações típicas, doces e bebidas adoçadas apresentaram acréscimo no seu consumo proporcional ao aumento do consumo dos gramas de alimentos ultraprocessados. O maior consumo de alimentos ultraprocessados foi fator de risco à obesidade abdominal independente de sexo, nível de atividade física e bebida alcoólica (OR=0,92; IC=0,78-1,08). Os alimentos in natura e minimamente processados foram protetores à alterações dos níveis de LDL-c (OR=0,70; IC=0,50-0,98). Conclusão: gorduras provenientes de alimentos ultraprocessados representaram maior contribuição calórica no risco cardiometabólico. Além disso, alimentos ultraprocessados foram fator de risco à obesidade abdominal independente de sexo, atividade física e bebida alcoólica e, os alimentos in natura e minimamente processados foram protetores à alterações dos níveis de LDL-c.

  • MARILIA TRINDADE DE SANTANA SOUZA
  • EVIDÊNCIAS CIENTIFICAS SOBRE PLANTAS MEDICINAIS E EFEITO DO CARVACROL NO TRATAMENTO DA COLITE EXPERIMENTAL.
  • Orientador : ENILTON APARECIDO CAMARGO
  • Data: 20/02/2018
  • Tese
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  • A colite ulcerativa (UC) é uma doença inflamatória que se limita a camada da mucosa intestinal, acometendo principalmente a região do cólon. O tratamento inclui anti-inflamatórios como o ácido 5-aminosalicílico (ASA), além de corticosteroides e imunossupressores. No entanto estes tratamentos disponíveis possuem baixa eficácia e vários efeitos indesejados. Por isso, a busca por alternativas terapêuticas se faz necessária. Neste contexto, inserem-se as plantas medicinais e seus metabólitos secundários, como o carvacrol (CAR), um monoterpeno fenólico presente em óleos essenciais de plantas pertencentes à família Lamiaceae. Estudos sugerem que muitas plantas medicinais, bem como o CAR, têm potencial para o tratamento da colite. Este trabalho objetivou avaliar as evidências científicas envolvendo plantas medicinais e o efeito do carvacrol em modelo (s) de colite experimental. Inicialmente foi realizada uma revisão sistemática para compilar evidências científicas sobre o efeito das plantas medicinais no tratamento da colite experimental. Foi realizada uma busca na literatura, nos bancos de dados PUBMED, SCOPUS, EMBASE, MEDLINE, LILACS, SCIELO e SCISEARCH, usando as palavras-chave "plantas medicinais" e "colite ulcerativa”. Foram selecionados 67 estudos, nos quais as famílias Asteraceae e Lamiaceae representaram o maior número. Os estudos selecionados indicaram efeitos benéficos das plantas medicinais na colite experimental e algumas espécies foram inclusive avaliadas em estudos clínicos no tratamento da UC (Andrographis paniculata e Punica granatum). Os constituintes químicos, principalmente flavonoides e terpenos parecem desempenhar papel central na eficácia das plantas medicinais. Posteriormente, para avaliação do efeito do carvacrol, foram utilizados camundongos C57BL6 (25-30 g), o projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa animal sob nº 15/14. Os animais foram divididos em grupos pré-tratados com ASA (100 mg/kg), CAR (25, 50 ou 100 mg/kg) ou veículo (Salina + 0,05% cremophor) por via oral, duas vezes ao dia, durante três dias antes da indução da colite. A inflamação do cólon foi induzida por meio da administração de 150 µL de ácido acético (5%, via retal). Antes dos tratamentos e após 23 horas da indução os animais foram submetidos a estimulação com von Frey eletrônico da região abdominal para medida da hiperalgesia abdominal. Vinte e quatro horas após a indução, os animais foram eutanasiados para coleta do cólon e subsequente avaliação macroscópica, histopatológica, ensaio da atividade da mieloperoxidase, dosagem de citocinas (TNF-α e IL-1β), peroxidação lipídica, quantificação de grupos sulfidrilas e medida da atividade de enzimas antioxidantes neste tecido. O pré-tratamento com todas as doses de CAR diminuiu a hiperalgesia abdominal, bem como a atividade de MPO e as concentrações de TNF-α e IL-1β no cólon. Foi observada redução do dano macroscópico e microscópico nas doses de 50 e 100 mg/kg de CAR. O pré-tratamento com CAR reduziu a peroxidação lipídica (todas as doses) e aumentou a presença de grupos sulfidrila (100 mg/kg). Este efeito foi acompanhado por aumento da atividade de catalase, superóxido dismutase e glutationa peroxidase. Conjuntamente os resultados deste estudo apontam para a eficácia de plantas medicinais para o tratamento da colite, bem como mostram que o CAR apresenta efeito protetor na colite induzida pelo ácido acético, através da redução de parâmetros inflamatórios, nociceptivo e oxidativos.

  • INGRID MARIA NOVAIS BARROS DE CARVALHO COSTA
  • Adesão ao tratamento medicamentoso e mudanças de estilo de vida em pacientes com síndrome coronariana aguda
  • Orientador : ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA
  • Data: 20/02/2018
  • Tese
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  • Introdução: Existem evidências de baixa adesão ao tratamento de prevenção secundária após a síndrome coronariana aguda (SCA) e, diversos fatores parecem influenciar para tais resultados, dentre eles: a situação socioeconômica e disparidades nos modelos assistenciais. Portanto, esses achados precisam ser melhor definidos à nível nacional. Objetivo: Avaliar a adesão ao tratamento medicamentoso e de mudanças de estilo de vida em pacientes com SCA assistidos em rede pública e privada de saúde. Metodologia: Estudo observacional, prospectivo e longitudinal em portadores de SCA, atendidos nos hospitais de referência cardiológica em Sergipe, sendo três destinados a usuários do serviço privado e um, do público. A coleta de dados ocorreu na admissão hospitalar, aos 30 e 180 dias após SCA. As variáveis dietéticas foram coletadas por meio do questionário de frequência alimentar e a qualidade da dieta foi avaliada com base no Alternative Healthy Eating Index (2010). Os dados de medicação foram coletados e avaliados por meio da Escala de Adesão Terapêutica de Morisky de 8 Itens e a atividade física pelo questionário International Physical Activity Questionnaire–versão curta. A cessação de tabagismo foi verificada pelo questionamento aos pacientes. A QV foi avaliada pelo Medical Outcomes Study 36- Item Short-Form Health Survey (SF-36). A análise estatística foi realizada com os pacientes constituindo dois grupos definidos pelo tipo de assistência: rede pública e privada. Elaborou-se modelos de regressão linear múltipla para a qualidade global da dieta e para QV aos 180 dias após a SCA. Elaborou-se, também, modelos de regressão logística múltipla para a adesão à farmacoterapia, à atividade física e cessação de tabagismo. Resultados: Foram estudados 581 voluntários, sendo 325 (55,9%) do serviço privado e 256 (44,1%) do público. Comparados com os pacientes do serviço privado, aqueles do serviço público apresentaram pior qualidade dietética (p<0,001) com menor ingestão de componentes cardioprotetores (legumes e verduras, frutas, grãos integrais) e maior ingestão de itens preditores de risco cardiovascular (carnes vermelhas e processadas, gorduras trans e sódio) (p<0,001). A melhor qualidade global da dieta esteve relacionada ao sexo feminino (p<0,001), a assistência privada (p<0,001), a condição de união estável (p=0,014), a maior escolaridade (p=0,018) e a idade (p<0,001). Os pacientes do serviço privado apresentaram associação com a adesão a farmacoterapia aos 30 (p=0,003) e 180 (p=0,012) dias da SCA, quando comparados com os pacientes do serviço público. Os pacientes do serviço privado, também, apresentaram associação para a adesão a atividade física (p=0,047), mas não houve distinção entre os grupos no abandono ao tabagismo após SCA (p=0,201). Aos 180 dias após SCA, os pacientes do serviço público apresentaram menores escores de QV para todos os domínios (p<0,05), quando comparados com os pacientes do serviço privado. A maior QV esteve associada ao sexo masculino (p≤0,001) e a adesão à atividade física (p≤0,002). A menor idade e período de internamento, ausência de hipertensão, adesão a farmacoterapia, melhor qualidade dietética e a assistência privada estiveram associados a maiores escores de QV. Conclusão: Os pacientes atendidos pelo serviço privado de saúde exibiram melhor qualidade dietética, adesão a farmacoterapia, a atividade física e QV após a SCA, quando comparados aos pacientes atendidos pelo serviço público. Não foi encontrada distinção entre os grupos para a adesão as orientações de cessação de tabagismo. Existem evidências de que fatores socioeconômicos e possíveis diferenças na qualidade assistencial influenciaram para esses achados no Estado de Sergipe.

  • THAÍS ALVES BARRETO PEREIRA
  • Efeito Preventivo da Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) na Dor Muscular Tardia em indivíduos destreinados,
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 19/02/2018
  • Dissertação
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  • Introdução: A dor muscular tardia (DMT) é caracterizada por hipersensibilidade, dor à movimentação e redução da funcionalidade local. A TENS tem se mostrado eficaz na redução da severidade da dor associada a melhora de funcionalidade, como redução de fadiga e maior tolerância ao exercício. Porém, nenhum estudo avaliou a capacidade da TENS para prevenir a DMT quando aplicada antes do processo doloroso e, dessa forma, melhorar o desempenho físico ao exercício. Objetivos: Avaliar os efeitos imediatos e após 24h da TENS preventiva na dor e no desempenho físico na DMT de indivíduos destreinados. Métodos: Foram incluídos indivíduos destreinados para realizar o protocolo de DMT através de exercícios fatigantes de puxar e empurrar. Os voluntários foram divididos em: TENS ativa realizada antes do protocolo de DMT e TENS placebo. Os voluntários foram avaliados antes dos exercícios, reavaliados imediatamente depois e 24h após quanto a intensidade de dor, fadiga muscular, limiar de dor por pressão (LDP), potência muscular, tolerância física, somação temporal (ST), modulação condicionada da dor (MCD) e temperatura corporal. Para análise estatística, foram utilizados os testes T pareado e independente, Mann-Whitney, Wilcoxon e ANOVA de um fator. Resultados: Foram incluídos no projeto 44 voluntários. Verificou-se que a tolerância física ao exercício de remada na reavaliação imediata do grupo TENS ativa (18,27±5,27; IC 95%: 16,21 a 24) foi significativamente maior em comparação ao grupo TENS placebo (15,51 ± 6,21; p=0,03; ; IC 95%: 13,32 a 18,93). O número de repetições diminuiu a cada série realizada nos dois grupos (p<0,05), mas foi significativamente maior na 5ª série do exercício de remada no grupo TENS ativa (2,86 ± 1,24; IC 95%: 2,34 a 3,38) em comparação ao grupo TENS placebo (1,81±0,79; p=0,001; IC 95%: 1,55 a 2,27). Em ambos os grupos, houve aumento da intensidade de dor em repouso na reavaliação imediata (TENS ativa: p=0,001; IC 95%: 1,55 a 3,87; TENS placebo: p=0,001; IC 95%: 1,18 a 3,24)) e de movimento a cada série do exercício (p<0,05), porém, sem diferença entre os grupos. O mesmo ocorreu para a fadiga em repouso (TENS ativa: p=0,002; IC 95%: 4,61 a 4,91; TENS placebo: p=0,001; IC 95%: 3,05 a 5,46) e em movimento (p<0,05). Nas variáveis de MCD e de ST, observou-se o fenômeno de inibição de dor e de somação de dor (p<0,05), respectivamente, mas não houve diferença entre os grupos. A potência muscular foi menor na reavaliação imediata nos dois grupos na reavaliação imediata (TENS ativa: p=0,01; IC 95%: 207,01 a 287,11; TENS placebo: p=0,001 ; IC 95%: 198,41 a 282,85), sem a recuperação na reavaliação de 24h e sem diferença significante entre os grupos. Na termografia, detectou-se diferença estatisticamente significante na temperatura do peitoral maior entre os grupos (p=0,04), sendo que no grupo TENS ativa não houve alteração da temperatura entre os momentos de avaliação e no grupo TENS placebo houve diminuição na reavaliação imediata (p=0,01; 32,36 a 33,70). Conclusão: Nossos resultados sugerem a utilização da TENS de forma preventiva para melhorar o desempenho físico na presença de DMT, sem o aumento de dor e de fadiga além do esperado.

  • IGOR LARCHERT MOTA
  • LESÕES CORONÁRIAS EM PACIENTES COM DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA E DOENÇA ARTERIAL CORONÁRIA SUSPEITA
  • Orientador : JOSELINA LUZIA MENEZES OLIVEIRA
  • Data: 16/02/2018
  • Tese
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  • INTRODUÇÃO: A inflamação sistêmica constitui o elo fisiopatológico entre a doença arterial coronariana (DAC) e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Todavia a influência da DPOC subclínica em portadores de DAC suspeita ou diagnosticada é desconhecida. Portanto, objetivou-se avaliar o grau de acometimento coronariano em portadores de DPOC com DAC suspeita ou confirmada. MÉTODOS: Estudo transversal realizado entre março de 2015 a junho de 2017 com 210 pacientes ambulatoriais, com DAC suspeita ou confirmada, submetidos, simultaneamente, à espirometria e à cineangiocoronariografia ou à angiotomografia computadorizada das coronárias. A partir dos resultados definiram-se os grupos: com e sem DPOC. Foram analisadas tamanho, local, extensão e calcificação da lesão coronária, e gravidade da DPOC. RESULTADOS: O grupo com DPOC, com 101 (48%) voluntários, apresentou, comparativamente ao sem DPOC: maior frequência de DAC (88,1% vs 45%); de lesões obstrutivas ≥ 50% (71,3% vs 21,1%); maior extensão, (28,7% vs 8,3%) multiarterial; maior percentual de lesões de tronco da coronária esquerda (17,8% vs 3,7%); mais lesões graves (61,4% vs 10,1%); placas ateroscleróticas mais calcificadas e escore de cálcio mais elevado (p<0,0001). Quanto mais grave o estágio da DPOC (GOLD), mais grave a DAC e mais calcificadas as placas coronárias (p<0,0001). Entretanto, não houve diferenças entre os grupos quanto aos principais fatores de risco para DAC. Na análise univariada, a DPOC e o gênero masculino foram preditores de risco para DAC. Na análise multivariada ajustada apenas a DPOC foi preditora de DAC obstrutiva (odds ratio 4,78; IC95% 2,21-10,34; p<0,001). CONCLUSÃO: Em pacientes com DAC suspeita, a DPOC foi associada a maior gravidade e extensão das lesões coronárias, placas calcificadas e escore de cálcio elevados, independente, dos fatores de risco para DAC já estabelecidos. Além disso, quanto mais grave a DPOC maior a gravidade das lesões e calcificação coronárias.

  • MAYARA ALVES MENEZES
  • EFEITO IMEDIATO E TARDIO DA ELETROESTIMULAÇÃO NERVOSA TRANSCUTÂNEA (TENS) APLICADA DURANTE O EXERCÍCIO RESISTIDO NA INTENSIDADE DE DOR E NO DESEMPENHO FÍSICO DE INDIVÍDUOS SAUDÁVEIS: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO.
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 16/02/2018
  • Dissertação
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  • Introdução: A dor muscular induzida pelo exercício é uma condição auto limitante e pode ter impacto na prática de atividade física de indivíduos saudáveis, pacientes com dores musculoesqueléticas e atletas. Estratégias de tratamentos para dor muscular estão voltadas apenas para o alívio dos sintomas, após já estabelecida a lesão muscular. A Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea (TENS) têm mostrado resultados positivos na redução da dor e na melhora da função em condições de dor aguda e crônica. Dessa forma, propomos que utilizar a TENS durante o exercício pode reduzir a dor e contribuir para maior adesão à atividade física e melhor desempenho físico. Objetivo: Investigar os efeitos imediatos e tardios da TENS aplicada durante o exercício resistido na intensidade de dor e no desempenho físico em indivíduos saudáveis. Casuística e Métodos: Trata-se de um ensaio clínico com distribuição aleatória, duplamente encoberto e controlado por placebo. Foram incluídos no estudo, 46 sujeitos universitários, de ambos os sexos, saudáveis, irregularmente ativos ou sedentários, com idade entre 18 e 40 anos. Os sujeitos foram distribuídos aleatoriamente em 2 grupos: TENS ativa (n=24) e TENS placebo (n=22). O estudo ocorreu ao longo de cinco momentos: no dia 0, foi realizado o recrutamento da amostra, no dia 1, os sujeitos realizaram o teste de resistência máxima (1RM); após 72 horas, no dia 2, foi aplicado o reteste do 1RM; no dia 3, após 48 horas, TENS foi aplicada durante protocolo de exercícios resistidos funcionais para membros superiores (exercício de supino e remada), com intensidade de 80% de 1RM e, logo após os sujeitos foram avaliados; no dia 4, após 24 horas, foi realizada reavaliação. Foram mensuradas a intensidade de dor ao repouso e ao movimento, limiar de dor por pressão, somação temporal, modulação condicionada da dor, termorregulação, medidas cardiorrespiratórias, funcionalidade, fadiga muscular ao repouso e ao movimento, séries de repetições do exercício, potência muscular e tolerância física. A avaliação e aplicação da corrente foram realizadas no ventre muscular dos músculos peitoral maior e grande dorsal. Resultados: TENS não reduziu significativamente a intensidade de dor induzida pelo exercício em repouso e ao movimento quando comparada ao placebo (p>0,05). TENS ativa aumentou o limiar de dor por pressão no grande dorsal: p=0,02 e no tibial anterior: p=0,04 na reavaliação imediata. Efeitos imediatos da TENS foram significativos e diferentes do placebo no aumento da percepção de fadiga ao repouso na reavaliação imediata (p=0,01) e similar ao placebo na percepção de fadiga ao movimento, (p<0,05). Um maior número de repetições foi observado no grupo TENS ativa, a partir da 5ª série no exercício de remada (p=0,002). A redução do desempenho físico foi observada, sem diferenças entre os grupos (p<0,05). Conclusão: Os resultados desse estudo mostram que a TENS não alterou a percepção de dor, porém a sua utilização induziu maior trabalho muscular durante o exercício contribuindo para maior percepção de fadiga.

  • ROBERTO LUIS BARRETO GOIS
  • Transtornos mentais menores em profissionais da equipe de enfermagem no cuidado com pacientes oncológicos em duas unidades públicas de saúde no município de Aracaju – Se
  • Orientador : ADRIANA ANDRADE CARVALHO
  • Data: 16/02/2018
  • Dissertação
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  • Os trabalhadores da área da saúde, na sua rotina do seu ofício, enfrentamsituações de dor e sofrimento apresentando um grande risco de debilidadeemocional devido a sua função de cuidado diário com os pacientes que estãoem fase paliativa e/ou paliativa exclusiva. Desse convívio, podem adquirirestresse emocional e outros sintomas comportamentais. Portanto, o presenteestudo teve como objetivo avaliar a presença de transtornos mentais menoresdos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem no tratamento depacientes oncológicos atendidos em dois hospitais públicos no município deAracaju-Se. O instrumento de coleta utilizado foi o Self-Reporting Questionnaire20(SRQ-20). Os dados encontrado foram analisados e descritos por meio defrequências simples e percentuais. O índice de corte para indicação desofrimento foi de 7 pontos. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética dePesquisa Envolvendo Seres Humanos. Ao total, foram entrevistados 103profissionais. Desse número 20% eram enfermeiros, 50% técnicos deenfermagem e 30% auxiliares. De todos os profissionais entrevistados, 41,7%apresentaram sofrimentos psicológicos e 58,3% não mostram índices desofrimento. De acordo com o instrumento utilizado, foi verificado um maior índicede sofrimento nos auxiliares de enfermagem com 58%. Assim, verifica-se anecessidade urgente de medidas públicas para o manejo da saúde ocupacionaldos profissionais que lidam com pacientes oncológicos.

  • REBECA ROCHA DE ALMEIDA
  • REDUÇÃO DO RISCO CARDIOMETABÓLICO EM USUÁRIOS DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E DA REDE SUPLEMENTAR SUBMETIDO À CIRURGIA BARIÁTRICA.
  • Orientador : ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA
  • Data: 09/02/2018
  • Dissertação
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  • INTRODUÇÃO: A obesidade é associada com crescente fator de risco cardiovascular em todas as classes sociais e a cirurgia bariátrica (CB) tem sido muito utilizada para promover perda de peso e, consequentemente, reduzir o risco cardiometabólico (RCM).Todavia, existe escassez de estudos mostrando a disparidade na evolução clínica e nutricional após CB, em usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Rede suplementar de Saúde (RS) OBJETIVO: Avaliar a redução dos fatores associados ao RCM dos pacientes submetidos à CB no âmbito do SUS e RS. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de caráter observacional, longitudinal, analítico, realizado com pacientes de ambos os sexo, submetidos a CB no âmbito do SUS e da RS. Foram avaliados os parâmetros antropométricos e clínicos relacionados ao RCM (Diabetes Melittus (DM), dislipidemia e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS)), e quantificado mediante o escore Avaliação das Comorbidades Relacionadas à Obesidade (ACRO), nos seguintes momentos: admissão, pré-operatório e nos retornos do pós-operatório (3, 6 e 12 meses). As análises estatísticas foram realizadas utilizando o Statistical Package for the Social Science, SPSS®, versão 17.0 para Windows, considerando nível de significância de 5% (p < 0,05). RESULTADOS: A média de idade da amostra foi de 39,6 ± 10,8 anos, sendo a maioria do sexo feminino (72,1 %). No momento da admissão para CB, os usuários dos SUS, comparativamente aos da RS, tiveram maiores frequências de obesidade grave (p<0,0001), HAS (p=0,008) e DM (p=0,018). O tempo decorrido entre avaliação inicial e o pré-cirúrgico foi maior para os pacientes do SUS (p<0,0001); e nesse período verificou redução do ACRO, as custas da HAS, somente no grupo da RS. Todavia constatou-se que os dois grupos apresentaram redução das comorbidades no pós-operatório de tal forma que não se observou diferença entre ambos no escore ACRO de 3, 6 e 12 meses de CB. CONCLUSÃO: No âmbito do SUS é realizado a CB em pacientes com maior grau de comorbidades, porém a CB propiciou redução do RCM semelhante ao verificado na RS.

  • FABIA REGINA DOS SANTOS
  • Triagem Neonatal para Infecção da Doença de Chagas Congênita: Avaliação da Prevalência ao Nascer na Região Sul de Sergipe.
  • Orientador : ANGELA MARIA DA SILVA
  • Data: 08/02/2018
  • Dissertação
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  • Introdução: A doença de Chagas (DC) é uma das principais causas de morbimortalidade nas Américas, com uma prevalência estimada de seis a sete milhões de pessoas infectadas em todo mundo. No Brasil, com a melhora nos controles vetoriais e dos bancos de sangue, a transmissão congênita da doença de Chagas vem assumindo papel epidemiológico importante. Sabendo-se que a maioria das crianças infectadas pela via congênita é assintomática e o tratamento tem alta eficácia e segurança para elas, há necessidade de estratégias para o diagnóstico e tratamento precoces. A triagem neonatal, também conhecida como teste do pezinho, é considerada uma boa estratégia para identificação da transmissão vertical em saúde pública. O conhecimento atual sobre a epidemiologia da doença de Chagas congênita (DCC) no Estado de Sergipe ainda é limitado. Considerando a importância epidemiológica da doença de Chagas em Sergipe, especificamente na região Sul, e a escassez de dados nessa temática, delineou-se o presente estudo. Objetivo: Estimar a prevalência da doença de Chagas congênita entre os recém-nascidos da região Sul do Estado de Sergipe, por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). Metodologia: Trata-se de um estudo transversal. O material de estudo foi constituído por 3952 amostras de sangue, em papel filtro, de neonatos triados pelo Programa Estadual de Triagem neonatal de Sergipe (PETN/SE) no período de julho de 2015 a julho de 2016. Dessas amostras, 203 foram consideradas inadequadas e 3749 foram submetidas ao teste ELISA IgG, o qual diagnosticou a presença de duas amostras positivas. Vinte por cento daquelas com resultado negativo foram submetidas ao teste de Imunofluorescência Indireta, quantitativo que, em número absoluto, totalizou setecentos e cinquenta amostras, sendo considerado a Imunofluorescência o segundo teste. Os dados foram tabulados e analisados por meio do programa Epi info 7.1.4. Resultados: Não foi encontrado recém-nascido com doença de Chagas congênita na Região Sul, no entanto, foi identificada uma puérpera com doença. Conclusão: Não foi encontrada a DCC em recém-nascidos na Região Sul de Sergipe. Porém, a infecção da DC encontrada em mulheres em idade reprodutiva alerta para a necessidade de estratégias de detecção e de tratamento precoces como políticas de saúde pública para prevenção e controle da doença. A detecção da DC por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal mostrou ser uma eficiente estratégia, a qual poderia ser custeada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e incluída nos exames de pré-natal e de rastreamento de recém-nascidos em áreas endêmicas para a doença.

  • PRISCILA FELICIANO DE OLIVEIRA
  • REPERCUSSÕES DO HIPOTIREIODISMO GESTACIONAL EXPERIMENTAL NA FUNÇÃO AUDITIVA DA PROLE DE RATAS
  • Orientador : DANIEL BADAUE PASSOS JUNIOR
  • Data: 02/02/2018
  • Tese
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  • Introdução: Os hormônios tireoidianos (HT) durante a gestação são críticos para o desenvolvimento do órgão da audição. A hipofunção da tireoide neste período leva a má formação do órgão de Corti, caracterizada por alteração no sulco interno, membrana tectorial, ducto colcear, além de dificuldade na diferenciação das células ciliadas. Estas alterações repercutem negativamente no sistema auditivo, que pode culminar em perda auditiva. Desta maneira tem-se um atraso no desenvolvimento infantil que gera desvios na aquisição da linguagem oral e escrita. Objetivo: Avaliar o efeito do hipotireoidismo gestacional experimental na função auditiva da prole adulta em ratos. Material e Método: A pesquisa foi realizada com ratos Wistar e foi aprovada pelo Comite de ética em pesquisa com animais da UFS, sob o número 21/2015. Foi administrado às ratas Wistar prenhes o fármaco antitireoidiano metimazol (0,02% - 1-metilimidazol-2-tiol, em água potável, ad libitum.) do nono dia gestacional (DG) até o dia do parto (21-22DG), e formaram o grupo da prole de maes iduzidas ao hipotireodismo gestacional (PMHG). No grupo até a lactação [prole de maes iduzidas ao hipotireodismo perinatal (PMHLAC)], o fármaco metimazol foi administrado do 9ºDG ao 15º dia pós natal (DPN). Parte dos grupos PMHG e PMHLAC receberam reposição dos HT com Levotiroxina na concentração de 50 µg/100 mL na água de beber. Todos os animais foram submetidos aos seguintes procedimentos: exames de timpanometria, emissão otoacústica por produto de distorção (EOAPD) e potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE) nas idades de 30, 60, 90 e 120 DPN. Resultados: Os dados não demonstraram disfunção da orelha média; porém os grupos induzidos ao hipotireidismo apresentaram menores valores de compliância que o grupo PME. EOAPD foi menor no PMHG de 4 a 12 kilohertz (kHz), com ausência de respostas no PMHLAC. Por outro lado, o PEATE revelou integridade das vias auditivas neurais até o nível do tronco encefálico no sistema nervoso central, sem modificação de latência. Além disso, os grupos com hipofunção tireoidiana apresentaram maiores limiares eletrofisiológicos (isto é, perda auditiva), com pior repercussão no grupo PMHLAC. Não foi observada reversão da hipofunção tireoidiana nos grupos que receberam o reposição dos HT, uma vez que apresentaram o mesmo comportamento auditivo funcional que os grupos sem o tratamento com levotiroxina. Conclusão: O hipotireoidismo gestacional altera a função coclear da prole, com normalidade da integridade das vias auditivas até tronco encefálico e presença de perda auditiva.

  • JULIANA DE GOÉS JORGE
  • Influência da qualidade do sono no prognóstico de portadores de síndrome coronariana aguda.
  • Orientador : ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA
  • Data: 30/01/2018
  • Tese
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  • Introdução: A Síndrome Coronariana Aguda (SCA), cujo principal substrato anatomopatológico é a aterosclerose, constitui uma das principais causas de morbimortalidade do mundo moderno. Os distúrbios relacionados à qualidade do sono (DRS), altamente prevalentes em adultos, são considerados fatores de risco independentes para o surgimento da doença cardiovascular (DCV). Objetivos: Investigar a influência da qualidade do sono no prognóstico de pacientes com SCA. Métodos: Trata-se de um estudo observacional e de coorte, utilizando-se 254 sujeitos admitidos, consecutivamente com diagnóstico de SCA em hospital de referência cardiológica no período de julho de 2014 a outubro de 2016. Todos os voluntários responderam ao Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (IQSP), ao Questionário de Berlim (QB), à Escala de Sonolência de Epworth (ESE), ao Questionário de Qualidade de Vida Relacionado à Saúde SF-36, e foram seguidos quanto ao aparecimento de eventos cardiovasculares (ECV) durante o internamento, a partir de avaliação padronizada, administrada pelo pesquisador, corroborada com os dados do prontuário médico. Resultados: Os pacientes foram internados com o diagnóstico de: angina instável (43,3%), Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) sem supra de ST (37,0%) e IAM com supra de ST (19,7%). Apenas 88 (34,65%) apresentaram boa qualidade do sono e 166 (65,35%) pacientes apresentaram qualidade do sono ruim, sendo que destes, 43 (16,92%) foram classificados como prováveis portadores de distúrbios do sono. Constatou-se que a ocorrência de desfecho intra-hospitalar esteve associada ao diagnóstico de IAM com supra ST (OR=5,13; IC: 95% 2,14 – 12,79; p=0,0003) e a hipertensão arterial sistêmica (HAS) (OR=3,26; IC: 95% 1,26 – 9,71; p=0,0215). Conclusão: Não foi possível demonstrar que existe associação entre qualidade do sono ruim e pior evolução clínica intra-hospitalar de pacientes com SCA. Verificou-se maior probabilidade de ocorrência de desfecho intra-hospitalar em pacientes com diagnóstico de IAM com supra de ST e hipertensos.

  • BRUNO TORRES BEZERRA
  • Reconstrução da fenda alveolar utilizando osso autógeno e osso liofilizado associado ao plasma rico em plaquetas: estudo de série de casos.
  • Orientador : LUIZ CARLOS FERREIRA DA SILVA
  • Data: 24/01/2018
  • Tese
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  • Introdução: A reconstrução da fenda alveolar é uma etapa de grande importância no tratamento dos pacientes portadores de fissura lábio-palatal. Esta fase do tratamento corrige a comunicação buco-nasal, melhora a fonação, previne o colapso do arco maxilar, melhora a condição periodontal dos dentes adjacentes e promove suporte ósseo para erupção do canino não irrompido. Objetivos: Avaliar a reconstrução do osso alveolar com a enxertia óssea e comparar os resultados de dois diferentes grupos de materiais de enxerto ósseo: osso autógeno da sínfise mandibular e osso liofilizado associado ao plasma rico em plaquetas (PRP) na reconstrução de fendas alveolares. Métodos: Quarenta e cinco indivíduos foram incluídos nos critérios estabelecidos e aceitaram participar do estudo de série de casos. Os pacientes foram avaliados quanto a redução da área e volume, posteriormente foram divididos em dois grupos. Grupo A pacientes que receberam enxerto ósseo autógeno da sínfise mandibular na fenda alveolar e o Grupo B pacientes que receberam osso liofilizado associado ao PRP. Tomografia computadorizada tipo cone beam foram realizadas e reconstruídas tridimensionalmente em todos os pacientes no pré-operatório e no pós-operatório de 1 ano. Resultados: Uma redução significativa foi encontrada na área e volume em todos os pacientes, no grupo A e no grupo B. Entre os grupos, não foram encontradas diferenças significantes na área e volume. Conclusão: Osso liofilizado associado ao PRP é uma boa opção para a reconstrução de fendas alveolares, e promove bons resultados assim como o osso autógeno.

  • SIMONE DE SOUZA NASCIMENTO
  • EFEITOS NEUROFISIOLÓGICOS ​DAS TERAPIAS COGNITIVAS NO MANEJO DA DOR
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 22/01/2018
  • Tese
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  • Contexto: As terapias cognitivas são formas alternativas de gerenciamento da dor e estudos atuais aplicam técnicas de neuroimagem para tentar elucidar seus mecanismos neurais. Apesar da abordagem extensiva no que concerne às associações entre terapias cognitivas e saúde, a aplicabilidade clínica dessa evidência no manejo da dor ainda não está completamente elucidada, além da avaliação dos mecanismos envolvidos e da análise metodológica. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia das terapias cognitivas no manejo da dor e sintomas associados, os padrões de ativação cerebral promovidos na modulação da dor, bem como a qualidade metodológica dos artigos selecionados. Métodos: duas revisões sistemáticas de literatura sobre terapias cognitivas e manejo da dor foram realizadas para buscar nas bases de dados - MEDLINE, Pubmed, EMBASE, CINAHL, PsycINFO, Science Direct e Scopus - ensaios controlados randomizados (ECA’s) que examinassem dados de neuroimagem das terapias cognitivas para pacientes com dor crônica ou indivíduos saudáveis com dor experimental. O desfecho primário foi dor e os desfechos secundários foram alterações neurofisiológicas e sintomas como ansiedade, depressão e qualidade de vida. Resultados: Foram encontrados 406 artigos e, destes, 14 preencheram os critérios para inclusão. Os resultados revelaram que a terapia cognitiva reduziu a intensidade e a desagradabilidade da dor, bem como melhorou a tolerância, a expectativa e o desejo de alívio da dor. Além disso, houve melhora da saúde mental, ansiedade, depressão e catastrofismo. Já os dados da neuroimagem revelaram padrões distintos de atividade, mas principalmente relacionados ao aumento da ativação do córtex pré-frontal e sistema límbico na população de dor crônica; aumento da ativação do córtex cingulado anterior, córtex insular anterior e diminuição da ativação do tálamo em indivíduos saudáveis após estratégias cognitivas; além de atividade aumentada em regiões pré-frontais ventriculares após a terapia cognitiva baseada em oração. A avaliação metodológica mostrou moderado risco de viés, com grande heterogeneidade que impossibilitou uma metanálise. Conclusão. A terapia cognitiva reduziu a intensidade e a experiência afetiva da dor. A regulação da dor pelas terapias cognitivas pode alterar o funcionamento das regiões cerebrais em uma rede extensiva, incluindo regiões não-nociceptivas.

  • ERIKA RAMOS SILVA
  • Efeitos do carvacrol complexado em betaciclodextrina sobre a reação inflamatória de ratas submetidas à lesão por inalação de fumaça.
  • Orientador : ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
  • Data: 19/01/2018
  • Tese
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  • Introdução A lesão inalatória deteriora o sistema respiratório em poucas horas, causandoa produção de uma grande quantidade de radicais livres e mediadores inflamatórios. Ocarvacrol é produto natural, fenol monoterpênico, com grande potencial terapêutico paraesta afecção uma vez que possui propriedades antioxidantes e antiinflamatórias. ObjetivoAvaliar o efeito do carvacrol complexado em betaciclodextrina (β-CD), administrado sobforma de aerossóis pelos sistemas a jato e ultrassônico, sobre a reação inflamatória deratas lesadas por inalação de fumaça, considerando a toxicidade e os efeitos antioxidantespor meio das variáveis hematológicas, níveis dos marcadores oxidativos, ehistomorfologia dos tecidos traqueal, pulmonar e hepático. Materiais e método Estudoexperimental longitudinal, randomizado com grupo controle, no qual 24 ratas adultas comciclo estral regular foram distribuídas em 4 grupos denominados: Liso (sem lesão e semtratamento), oxigênio com soro fisiológico (GOS), oxigênio com carvacrol a jato (GOCJ)e oxigênio com carvacrol ultrassônico (GOCU), sendo seis ratas por grupo. Cerca de 48hapós a lesão pulmonar as ratas foram eutanasiadas. Para análise estatística das variáveisdo hematológicas e estresse oxidativo, foram calculadas as médias e erro padrão. Ostestesaplicados foram de Shapiro-Wilk, Teste Anova One Way (distribuições normais), TesteKruskal-Wallis (distribuições anormais) e post test de Dunnet. O nível de significânciafoi 95% (p<0.05). A análise histomorfológica foi realizada por dois avaliadoresindependentes. Resultados Apesar da diferença significativa nos níveis de hemoglobina,hematócrito, bilirrubina total, creatinina e ureia entre o GL e o GOS, os valoresmantiveram-se na faixa de normalidade. Não houve diferença no TBARS e MPO,entretanto os níveis de GSH, FRAP, características histomorfológcas foram melhores nosgrupos GOCJ e GOCU. Conclusão O carvacrol complexado em β-CD administrado pelavia inalatória apresentou atividades antioxidantes amenizando as lesões traqueais eenfisema pulmonar. Não foi evidenciada hepatotoxidade na dose e concentraçãoadministradas

  • CECILIA MARIA PASSOS VAZQUEZ
  • Risco cardiometabólico, estresse oxidativo e inflamação em adultos jovens saudáveis.
  • Orientador : KIRIAQUE BARRA FERREIRA BARBOSA
  • Data: 18/01/2018
  • Tese
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  • As substâncias oxidativas e inflamatórias desempenham importante papel nagênese de processos relacionados ao risco cardiometabólico. O presente estudo tevecomo objetivo avaliar a associação entre a concentração plasmática da lipoproteína debaixa densidade oxidada (Oxidized Low Density Lipoprotein - LDL-ox), e umbiomarcador de inflamação (Triggering Receptor Expressed Myeloid Cells- TREM) eos componentes do risco cardiometabolico (RCM) e demais parâmetros de riscoassociados em adultos jovens saudáveis. Este estudo comtemplou indivíduos com idadeentre 18 e 25 anos, matriculados em instituições de nível superior em Sergipe. Osparâmetros antropométricos e de composição corporal foram aferidos mediante técnicaspreviamente padronizadas e descritas na literatura. Após jejum de 12 horas, foramcoletadas amostras de sangue para proceder as análises dos parâmetros bioquímicos. Asconcentrações séricas de glicose, colesterol total, lipoproteína de alta (HDL-c), baixa(LDL-c) e muito baixa densidade (VLDL-c) e triglicerídeos foram analisadas porensaios colorimétricos ou turbidimétricos. A concentração de LDL-ox e a forma solúveldo TREM (sTREM-1) foi analisada por ensaio imunoenzimático (ELISA). A LDL-oxse correlacionou com os parâmetros bioquímicos (colesterol total, LDL-c, VLDL-c,triglicerídeos, colesterol aterogênico e índice aterogênico) relacionados ao RCM. Destesparâmetros, o colesterol aterogênico apresentou maior efeito de predição para a LDLox.Em relação ao marcador inflamatório, os indivíduos com maiores concentrações dasTREM-1 apresentaram valores maiores para os parâmetros antropométricos de índicede massa corporal (IMC), circunferência da cintura (CC), prega cutânea supra ilíaca(PCSI), prega cutânea subescapular (PCSE), percentual de gordura total e massa gorda,todos estes relacionados a gordura inflamatória abdominal. Os estudantes universitáriosavaliados neste estudo, apesar de jovens e clinicamente saudáveis, apresentam um oumais componentes do RCM e os biomarcadores de estresse oxidativo e inflamação(LDL-ox e sTREM-1) se associaram com os componentes do RCM e demaisparâmetros de risco relacionados.

2017
Descrição
  • CARLOS JOSÉ OLIVEIRA DE MATOS
  • ASSOCIAÇÃO DO ESCORE DE CÁLCIO E ESTENOSE CORONÁRIA A DEPENDÊNCIA FUNCIONAL E CAPACIDADE FÍSICA EM PACIENTES COM DOENÇA ARTERIAL CORONÁRIA.
  • Orientador : JOSELINA LUZIA MENEZES OLIVEIRA
  • Data: 22/12/2017
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  • Introdução: A angiotomografia computadorizada de coronárias (ATCC) com avaliação do escore de cálcio coronário (EC) e estenose coronariana é um método que promove a análise de risco cardiovascular em pacientes com aterosclerose subclínica. O diagnóstico da doença coronariana pode contribuir para uma percepção de um possível impacto nas atividades diárias que afetam a autonomia da pessoa.OBJETIVO: Avaliar a associação de centros e estenose coronariana com a funcionalidade e a capacidade física de pacientes com doença arterial coronariana suspeita (DAC).METODOLOGIA: Estudo transversal com 208 pacientes consecutivos, ambos os sexos, em dois hospitais que realizam o ATCC em Aracaju/SE/Brasil. Os pacientes foram submetidos a avaliação funcional através da medida de independência funcional (MIF), índice de Katz modificado, índice de Barthel e o teste de caminhada de 6 minutos. Em seguida, os pacientes foram submetidos a CTA para a quantificação dos centros e o grau de estenose coronariana e o número dos vasos afetados. Usamos o teste do qui-quadrado, ANOVA e Tukey para análise entre intragrupo e linear de regressão para avaliar a associação entre as variáveis. Um nível de significância de 5%, utilizando o SPSS 21,0.RESULTADOS: A idade média foi de 57.011.2 anos, com 61,5% do sexo feminino. Os fatores de risco mais frequentes foram hipertensão arterial (78,4%), seguido por história familiar (72,1%). 9,9% da amostra tinha CAD anterior. Os sintomas mais frequentes era precordialgia típica (39%). O EC foi alterado em 49,5% dos pacientes, sendo o grupo de centros intermédios (23,8%). A MIF apresentou 81% do valor máximo e a distância percorrida de 67,9% da distância prevista, e foi observada diferença entre a distância percorrida entre os grupos de centros (p=0,03). A dependência funcional mostrou dependência de com o estilo de vida sedentário (p=0,007) e dispneia (p=0,008), enquanto a capacidade física independentemente influência apresentado com dispneia (p=0,03).CONCLUSÃO: A redução da capacidade física foi associada a EC e estenose coronariana em pacientes com a maior severidade da doença. A dependência funcional aumentou nos grupos de EC mais elevados e tendo os fatores independentes associados, sedentarismo e dispneia, que sugerem maior gravidade nestes pacientes.

  • ANDREZA CARVALHO RABELO MENDONÇA
  • EFEITO DA ACUPUNTURA EM PACIENTES COM LOMBALGIA CRÔNICA INESPECÍFICA: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 27/11/2017
  • Tese
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  • Introdução: A dor lombar é um dos sintomas mais comuns na prática clínica, ocorrendo em mais de 85% dos indivíduos em algum momento de suas vidas, existindo uma enorme pressão econômica para fornecer assistência racional e eficiente a este tipo de paciente. Há anos, o homem vem pesquisando maneiras para aliviar a lombalgia; isto proporcionou avanços no campo das modalidades analgésicas, entre elas a introdução da acupuntura. Com isso, o objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito da acupuntura no tratamento da lombalgia crônica inespecífica (LCI). Métodos: Trata-se de um ensaio clínico controlado por placebo, com distribuição aleatória e duplamente encoberto. Dezoito sujeitos foram alocados no grupo Acupuntura Real (AR) e dezessete no grupo Acupuntura Placebo (AP). Os sujeitos foram tratados três vezes por semana, em dias alternados, totalizando 10 atendimentos. As variáveis de estudo e suas respectivas ferramentas de mensuração foram: intensidade de dor em repouso e em movimento (escala numérica de 11 pontos), caracterização da dor (questionário de dor de McGill), catastrofização da dor (Escala de Catastrofização da Dor), limiar de dor por pressão (algômetro), limiar sensitivo (filamentos de von Frey), sensibilização central (modulação da dor e somação temporal), medo (versão brasileira do Fear Avoidance Beliefs Questionnaire-FABQ), força muscular (dinamômetro), funcionalidade (Oswestry Disability Index - ODI e Questionário de Incapacidade Roland Morris – QIRM), medo de movimentar (Escala de Cinesiofobia de Tampa) e qualidade de vida (EQ-5D). Resultados: Nas características pessoais e sócios demográficas, não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos; Após cada uma das 10 sessões, a intensidade de dor foi menor no repouso (p<0,028) e no movimento (p<0,035) no grupo AR. Já no grupo AP, a intensidade de dor no repouso (p=0,008) e no movimento (p=0,038) foram significativamente menores após as 10 sessões. Houve redução significativa do número de palavras escolhidas (NPE; Br-MPQ) no grupo AR ao comparar as sessões 1 e 10 (p=0,004). E ocorreu diminuição significativa do NPE entre a 1ª e a 10ª no grupo AP (p=0,017). Quanto ao índice de classificação da dor (ICD), houve redução significativa (p=0,001) ao comparar a 1ª com a 10ª sessão no grupo AR. Ao comparar os grupos AR e AP, a única diferença significativa foi que o LSC da lombar direita foi significativamente menor no grupo AR do que no grupo AP antes da 1ª sessão (p=0,026). No teste de ST, a intensidade de dor, no segundo 1, 10, 20 e 30 não diminuiu de forma significativa após as 10 sessões em nenhum dos grupos. Na MCD, os LDPs dos momentos antes, durante e após o teste não foram significativamente diferentes na comparação da 1ª com a 10ª sessão, nem na comparação intergrupos. A força muscular do grupo AR e AP não sofreu alteração significativa. Não houve diferença significativa no impacto da dor na funcionalidade no grupo AR antes e depois do tratamento, já no grupo AP antes e depois da terapêutica, verificou-se diferença significativa (p=0,015). O mesmo ocorreu para incapacidade funcional na sessão 1 e na sessão 10. A catastrofização da dor, cinesiofobia e FABQ atividades físicas e trabalho não apresentou alteração estatisticamente significativa após as 10 sessões em ambos os grupos. A intensidade de desconforto dos pacientes no momento da puntura avaliada através da EN de 11 pontos não diferiu significativamente ao longo do tratamento nos dois grupos. Conclusão: No presente estudo, o efeito da acupuntura no tratamento da LCI no grupo AR diminuiu a intensidade da dor após cada uma das sessões, o NPE e o ICD na mensuração da dor. No entanto, não foi evidenciado melhora nos testes sensoriais, nos outros aspectos funcionais, nos aspectos psicoemocionais e na qualidade de vida. Já no grupo AP a intensidade da dor no repouso e no movimento antes da 1ª e após a 10ª sessão diminuiu e também diminuiu o NPE, e nos aspectos funcionais houve diminuição do impacto da dor na funcionalidade apenas.

  • MARIA DO SOCORRO CLAUDINO BARREIRO
  • Subconjunto terminológico da Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE)® no Trauma Cranioencefálico
  • Orientador : EDILENE CURVELO HORA MOTA
  • Data: 30/08/2017
  • Tese
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  • As classificações de Enfermagem têm como objetivo apontar soluções, padronizar condutas e assegurar resultados efetivos, a fim de possibilitar o atendimento das necessidades dos pacientes com reflexo na comunicação e qualidade das documentações, o que favorece maior visibilidade de suas ações, o desenvolvimento de registro eletrônico e o avanço do conhecimento científico. O estudo teve como objetivo desenvolver um subconjunto da Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem aos pacientes com Trauma Cranioencefálico (TCE), contemplando diagnósticos/resultados e intervenções de enfermagem, com base no Modelo de Adaptação de Roy. Pesquisa metodológica que seguiu as etapas preconizadas pelo Conselho Internacional de Enfermeiros para elaboração de subconjunto Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE)®. Os conceitos pré- coordenados de diagnósticos/resultados e intervenções de enfermagem dessa classificação considerados relevantes à assistência ao paciente com TCE foram submetidos a validação por 25 enfermeiros peritos. Foi utilizado o Índice de Validação de Concordância (IVC) e o teste binomial, sendo validados os termos que alcançaram IVC >0,5. A coleta de dados foi realizada mediante questionário eletrônico, enviado via e-mail, que continha questões para caracterização dos peritos e um instrumento elaborado com base em uma escala Likert. A validação dos diagnósticos/resultados resultou em 111 termos representativos para a assistência ao paciente com TCE, dos quais, 37 alcançaram IVC >0,8 e 74 tiveram 0,5 < IVC < 0,8. Os diagnósticos/resultados validados encontram-se classificados e categorizados nos modos adaptativos de Roy da seguinte forma: modo adaptativo fisiológico-físico 80 conceitos (72,1 %); modo de autoconceito 23 conceitos (20,7%); desempenho de papeis 5 conceitos (4,5%) e no modo interdependência 3 conceitos (2,7%) e a maioria apresentou resultado do teste binomial significativo com p<0,05. Na etapa de validação das intervenções de enfermagem 114 foram validadas, das quais, 55 alcançaram IVC >0,8 e 89 tiveram 0,5 < IVC < 0,8. Encontram-se classificadas e categorizadas nos modos adaptativos de Roy da seguinte forma: modo adaptativo fisiológico-físico 87 conceitos (76,3 %); modo de autoconceito 17 conceitos (15,0%); desempenho de papeis 7 conceitos (6,1%) e no modo interdependência 3 conceitos (2,6%). Para os diagnósticos/resultados e intervenções que não alcançaram resultado significativo, há indícios que houve discordância, por parte dos peritos, quanto a representatividade para assistência ao paciente com TCE. Conclui-se que um número significativo de conceitos é bem aplicado aos cuidados a esta clientela e norteiam a prática de enfermagem direcionada ao TCE.

  • ALVIMAR RODRIGUES DE MOURA
  • Diálise Peritoneal: Experiência de dez anos de um Centro de Referência no Nordeste Brasil
  • Orientador : KLEYTON DE ANDRADE BASTOS
  • Data: 28/08/2017
  • Dissertação
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  • Este estudo aborda a diálise peritoneal (DP), técnica que se mostra subutilizada na maioria dos países e geralmente não é oferecida como opção terapêutica inicial. Tem como objetivo caracterizar os resultados do programa de DP, avaliar frequência, etiologia e fatores associados à peritonite em pacientes sob DP em um centro de referência na região nordeste do Brasil. Avaliou a partir de um estudo de coorte retrospectivo, o perfil clínico e sociodemográfico, histórico de tratamento e causas de óbito associadas a fatores relacionados a peritonite de 565 pacientes incidentes que permaneceram em DP por pelo menos 30 dias. Foram resultados obtidos: a média de idade foi 54±19 anos quando iniciaram em DP. Sexo masculino foi 55%, sendo 38% procedentes de Aracaju, 62% residentes no interior de Sergipe, 76% com <4 anos de estudo e 88% com renda familiar <5 salários mínimos. Nefropatia diabética foi a principal etiologia (25%) e 77% eram hipertensos. Houve 9% de referenciamento tardio. A maioria iniciou em diálise por DP (53%), sendo 58% de forma emergencial. Os pacientes permaneceram em DP por, em média, 710,5 dias. A DP foi a modalidade dialítica inicial para 302 pacientes (53%). Foram implantados 676 cateteres peritoneais, média de 1,19/paciente. A maioria dos pacientes (59%) não apresentou peritonite. O índice global de peritonite foi de 0,32 episódio/paciente.ano. O Staphylococus aureus foi o germe mais prevalente (23%). Houve cura da peritonite em 71% dos casos. Identificou-se maior risco de peritonite nos pacientes com histórico de infecção do sítio de saída do cateter peritoneal. A sobrevida mediana da técnica de DP foi de 83,1 meses, com taxa de 85,1% em 2 anos e de 61,1% em 5 anos. A sobrevida mediana dos pacientes foi de 32,9 meses para os pacientes sem DM, com taxa de sobrevida em 2 anos de 52,4% e em 5 anos de 22,3%. Foram a óbito 353 indivíduos (62%). A etiologia da doença renal foi identificada em 37% dos casos. A chance de risco (OR) de óbito de quem tem referenciamento tardio é 2,032 vezes maior do que quem fez tratamento conservador. Como conclusão obteve-se que a despeito dos indicadores sociais ruins da população estudada, sobrevida, taxas de peritonite e complicações se assemelharam ao descrito na literatura.

  • ADRIANA MARIA FIGUERÊDO BATISTA
  • Determinantes de saúde em caminhoneiros do estado de Sergipe: um estudo qualiquantitativo.
  • Orientador : KIRIAQUE BARRA FERREIRA BARBOSA
  • Data: 28/08/2017
  • Dissertação
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  • Diante da rotina laboral extenuante do motorista de caminhão, agregado aos hábitos de vida adversos à saúde, este estudo visa conhecer os determinantes de saúde entre caminhoneiros do estado de Sergipe, bem como a sua percepção acerca do tema. Trata-se de um estudo transversal, com abordagem qualiquantitativa. Foram avaliados os determinantes de saúde relativos às características socioeconômicas, condições de saúde e de trabalho, e escolhas alimentares. Para abordagem qualitativa, utilizou-se a técnica da livre evocação, entrevistas individuais e grupos focais, analisados por meio do software EVOC®, análise do conteúdo e discurso do sujeito coletivo, respectivamente. Participaram 146 caminhoneiros apresentando, de modo geral, baixa escolaridade (7,0±2,9 anos de estudo), excesso de peso (86,8%), hipertrigliceridemia (57,7%), sedentarismo (74,7%), com rotina laboral determinada por extensas rotas (mediana de 700 km), percorridas por longos períodos sem descanso (mediana de 12h), e uso frequente de anfetaminas para inibir o sono (72,6%). Por outro lado, os resultados indicam uma boa percepção sobre a importância das escolhas alimentares adequadas. As informações qualitativas demonstraram uma autopercepção satisfatória sobre a saúde (notas 7,5±1,4), denotada pela ‘ausência de doenças’. Apesar de não possuir um núcleo central definido, a representação social sobre a saúde apontou para atitudes preventivas como autocuidado e a referência ao risco imposto pelas condições de trabalho. Os resultados sugerem perfil de morbimortalidade para enfermidades crônicas e relativa compreensão sobre hábitos saudáveis, no entanto, com dificuldades para colocar em prática, alegando limitações devido às condições de trabalho.

  • LEYLANE FONSECA ALMEIDA
  • Caracterização da função mastigatória em pacientes com doenças reumáticas
  • Orientador : AMELIA MARIA RIBEIRO DE JESUS
  • Data: 25/08/2017
  • Dissertação
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  • O termo doenças reumáticas acarreta considerável impacto para os pacientes no que diz respeito aos termos físicos, psicológicos e sociais. Este termo pode designar um grupo de doenças que afeta articulações, músculos, esqueleto e o sistema estomatognático, envolvendo em muitos casos a articulação temporomandibular, restrição na abertura de boca, alterações na fala, voz, mastigação e deglutição. O objetivo deste estudo foi caracterizar a função mastigatória em pacientes com doenças reumáticas, visando possibilitar futuras propostas de atuação interdisciplinar. Trata-se de um estudo observacional transversal do tipo série de casos executado em duas etapas: avaliação clínica da função mastigatória com um grupo de estudo composto por adultos/idosos de ambos os sexos oriundos do serviço de Reumatologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, e um grupo controle com sujeitos sem queixas orofaciais. No segundo momento, os sujeitos responderam a um questionário de autoavaliação da função mastigatória. Os resultados evidenciaram alterações em etapas do processo mastigatório dos pacientes e estes demonstraram na autoavaliação, percepção negativa da sua mastigação. Espera-se com este trabalho ter contribuído para a elucidação de lacunas existentes na literatura científica, buscando melhor compreensão das características do sistema estomatognático nessas doenças, visando proporcionar melhoria na qualidade de vida dos sujeitos, bem como maior e melhor conhecimento dos profissionais envolvidos com o diagnóstico, prognóstico e intervenção. Tem sua relevância por ser um trabalho pioneiro com relação à interdisciplinaridade, envolvendo a Fonoaudiologia e Reumatologia.

  • ANA MARIA FANTINI SILVA
  • CÂNCER DE COLO UTERINO NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE EM SERGIPE: AVALIAÇÃO DOS CUSTOS E CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS DAS INTERNAÇÕES HOSPITALARES NO PERÍODO DE 2008 A 2015
  • Orientador : ADRIANA ANDRADE CARVALHO
  • Data: 25/08/2017
  • Dissertação
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  • O câncer de colo uterino é um dos líderes de causa de morte por neoplasia no mundo. No Brasil, é a 3ª causa de neoplasia em mulheres. Para Sergipe, a condição é ainda mais agravante, sendo responsável pela 2ª causa de morte por neoplasia em mulheres. Desde 1997 o programa de prevenção do câncer de colo uterino, através da realização periódica do exame de Papanicolaou, é uma das prioridades das políticas de saúde na atenção primária no Brasil. Dificuldades logísticas e técnicas, principalmente nas áreas de acesso mais difíceis, são limitantes importantes para incorporação global do programa. Essas dificuldades podem ser claramente observadas nas regiões Norte e Nordeste, que mesmo após mais de 15 anos do início nacional do programa de rastreamento, mantêm taxas de incidência e de mortalidade por câncer de colo uterino acima da média nacional. Estudos que avaliem a evolução dos resultados do programa de prevenção do colo uterino através dos marcadores epidemiológicos são escassos no Brasil e em Sergipe. Há uma tendência mundial de se utilizar indicadores das atividades hospitalares por doenças evitáveis como forma de avaliar a efetividade das atividades da atenção primária à saúde. O presente estudo avaliou as internações hospitalares por câncer de colo uterino em Sergipe, no período de 2008 a 2015, a partir de dados do DATASUS. Foram analisados os custos, características sociodemográficas e modificações temporais após a introdução do Papanicolaou como uma das prioridades na atenção primária. No período do estudo houve 873 internações. A idade mediana foi de 46 anos e as pacientes permaneceram internadas em média por seis dias. O gasto mediano por internação foi de R$ 1766.00 e o custo das internações cirúrgicas foi três vezes maior em relação às internações clínicas. Após o ajuste populacional, observou-se um predomínio proporcional de pacientes provenientes de cidades do interior de Sergipe. Na análise temporal, houve redução das internações hospitalares de aproximadamente 10% ao ano, tanto para a população residente na capital, quanto do interior. Observou-se uma redução estatisticamente significativa do número de internações hospitalares clínicas e uma tendência a redução das internações cirúrgicas. Conclui-se, portanto, que ocorreu um decréscimo significativo no número das internações hospitalares por câncer de colo uterino, podendo ser correlacionado às melhorias assistenciais e a consolidação do programa de rastreamento no período estudado.

  • LUCAS ANDRADE DE SÁ
  • Cardioproteção induzida por p-cimeno a danos contráteis e oxidativos decorrentes das lesões de reperfusão em ratos.
  • Orientador : SANDRA LAUTON SANTOS
  • Data: 25/08/2017
  • Dissertação
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  • O infarto agudo do miocárdio (IAM), grave problema de saúde pública, é caracterizado pela morte tecidual após isquemia prolongada. A isquemia, seguida da reperfusão, desencadeia processos celulares, tais como sobrecarga de cálcio e estresse oxidativo. Recentes pesquisas apontam que, como alternativa terapêutica, o uso de drogas derivadas de produtos naturais com ação antioxidante tem se mostrado importante ferramenta preventiva e de tratamento para as lesões decorrentes do infarto. O p-cimeno, um monoterpeno presente em óleos essenciais de várias espécies vegetais, é uma substância que apresenta uma gama de atividades farmacológicas comprovadas, dentre elas, atividade antinoceptiva, anti-inflamatória e antioxidante. O objetivo desse estudo foi identificar a ação do tratamento preventivo com p-cimeno nas lesões decorrentes do infarto. Para tanto, foi adotado o modelo de perfusão aórtico do tipo Langendorff para submeter corações isolados de ratos à isquemia global. Foram utilizados ratos Wistar pré-tratados com veículo ou p-cimeno na dose 150 mg/kg/dia, via oral (gavagem), durante 7 dias, e, posteriormente, seus corações isolados foram submetidos à isquemia global e reperfusão (I/R) no sistema de Langendorff, foram utilizados como controle os corações que não foram submetidos à I/R. De todos os grupos de animais foram medidos O infarto agudo do miocárdio (IAM), grave problema de saúde pública, é caracterizado pela morte tecidual após isquemia prolongada. A isquemia, seguida da reperfusão, desencadeia processos celulares, tais como sobrecarga de cálcio e estresse oxidativo. Recentes pesquisas apontam que, como alternativa terapêutica, o uso de drogas derivadas de produtos naturais com ação antioxidante tem se mostrado importante ferramenta preventiva e de tratamento para as lesões decorrentes do infarto. O p-cimeno, um monoterpeno presente em óleos essenciais de várias espécies vegetais, é uma substância que apresenta uma gama de atividades farmacológicas comprovadas, dentre elas, atividade antinoceptiva, anti-inflamatória e antioxidante. O objetivo desse estudo foi avaliar o efeito do pré-tratamento com p-cimeno em lesões decorrentes da isquemia e reperfusão (I/R) em corações isolados de ratos Wistar. Para tanto, foi adotado o modelo de perfusão aórtico do tipo Langendorff para submeter corações isolados de ratos à isquemia global. Foram utilizados ratos Wistar pré-tratados com veículo ou p-cimeno na dose 150 mg/kg/dia, via oral (gavagem), durante 7 dias, e, posteriormente, seus corações isolados foram submetidos à isquemia global e reperfusão no sistema de Langendorff, foram utilizados como controle os corações que não foram submetidos à I/R. De todos os grupos de animais foram medidos tanto os parâmetros contráteis no coração isolado [pressão desenvolvida pelo ventrículo esquerdo (PDVE), derivada temporal de pressão ventricular (dP/dT) e o índice de severidade de arritmias (ASI)], quanto os parâmetros oxidativos no tecido cardíaco [formação malonaldeído (MDA), sulfidrilas totais e a lactato desidrogenase (LDH); a atividade das enzimas antioxidantes catalase (CAT), superóxido dismutase (SOD), glutationa redutase (GR) e glutationa peroxidase (GPx)]. Foi observado que o pré-tratamento com p-cimeno preserva a redução da PDVE e dP/dt, sem alterar a frequência cardíaca. Além disso, causar menor ASI. Em relação aos parâmetros oxidativos e marcadores de lesão, foi observado que o pré-tratamento com p-cimeno diminui significativamente a formação de MDA (35,1%) e LDH (43,2%). Adicionalmente, esse monoterperno preserva os grupamentos sulfidrilas (38,1%) e aumenta a atividade das enzimas antioxidantes CAT (50%), SOD (40%), GPx (74%) e GR (32,74%), quando comparamos com o controle. Pode-se concluir que o pré-tratamento com p-cimeno preserva a redução da força contrátil cardíaca provocada pela isquemia e reduz significativamente os danos oxidativos causados pelo infarto no modelo experimental.tanto os parâmetros contráteis no coração isolado [pressão desenvolvida pelo ventrículo esquerdo (PDVE), derivada temporal de pressão ventricular (dP/dT) e o índice de severidade de arritmias (ASI)], quanto os parâmetros oxidativos no tecido cardíaco [formação malondealdeido (MDA), sulfidrilas totais e a lactato desidrogenase (LDH); a atividade das enzimas antioxidantes catalase (CAT), superóxido dismutase (SOD), glutationa redutase (GR) e glutationa peroxidase (GPx)]. Foi observado que o pré-tratamento com p-cimeno preserva a redução da PDVE, dP/dt quando, sem alterar a frequência cardíaca. Além disso, apresenta menores índices no ASI. Em relação aos parâmetros oxidativos e marcadores de lesão, foi observado que o pré-tratamento com p-cimeno diminui significativamente a formação de MDA (35,1%) e LDH (43,2%). Adicionalmente, esse monoterperno preserva os grupamentos sulfidrilas (38,1%) e aumenta a atividade das enzimas antioxidantes CAT (50%), SOD (40%), GPx (74%) e GR (32,74%), quando comparamos com o controle. Pode-se concluir que o pré-tratamento com p-cimeno preserva a redução da força contrátil cardíaca provocada pela isquemia e reduz significativamente os danos oxidativos causados pelo infarto no modelo experimental.

  • MARCOS GABRIEL DO NASCIMENTO JUNIOR
  • AVALIAÇÃO DA DPOC EM TABAGISTAS COM SUSPEITA DE ISQUEMIA MIOCÁRDICA
  • Orientador : MARIA LUIZA DORIA ALMEIDA
  • Data: 25/08/2017
  • Dissertação
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  • A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma das principais causas de morte e altos custos para saúde no mundo, caracterizada limitação do fluxo aéreo e é considerada uma patologia sistêmica, cuja principal comorbidade é a doença cardiovascular, em função do alto impacto sobre prognóstico e mortalidade. Desta forma, esta pesquisa objetiva comparar indivíduos tabagistas com e sem DPOC, com relação a suspeita de isquemia. A população do estudo foi composta por tabagistas com suspeita de isquemia miocárdica submetidos ao Ecocardiografia sob Estresse pelo Esforço Físico (EEEF). Foram avaliados 267 pacientes divididos em Grupo Tabagista com DPOC (G1) com 121 (45%) participantes e Grupo Tabagista sem DPOC (G2) com 146 (55%) participantes. Em relação à isquemia miocárdica houve diferenças entre os grupos (p <0.001). Conclui-se que os tabagistas portadores de DPOC tem uma frequência maior de isquemia miocárdica.

  • FERNANDA ARAUJO FELIPE
  • GAMETERAPIA NO TRATAMENTO DE QUEIMADOS: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO E REVISÃO SISTEMÁTICA
  • Orientador : ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
  • Data: 24/08/2017
  • Dissertação
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  • A realidade virtual (RV) é uma técnica inovadora que se baseia em tecnologia computadorizada, cria espaços e objetos virtuais, com os quais os usuários interagem de modo tridimensional através de jogos. Há mais de uma década que os videogames interativos como Nintendo Wii, Xbox e PlayStation tem sido utilizado na reabilitação em pacientes com afecções mu

    Efeito da Gameterapia na Reabilitação de Pacientes em uma Unidade de Tratamento de Queimados: estudo clínico piloto. Felipe, F.A., 2017. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Sergipe. 92 pg, 2017.

    A realidade virtual (RV) é uma técnica inovadora que se baseia em tecnologia computadorizada, cria espaços e objetos virtuais, com os quais os usuários interagem de modo tridimensional através de jogos. Há mais de uma década que os videogames interativos como Nintendo Wii, Xbox e PlayStation tem sido utilizado na reabilitação em pacientes com afecções musculoesqueléticas decorrentes de doenças neurológicas, ortopédicas e reumáticas. Recentemente a gameterapia também vem sendo testado como um adjuvante analgésico não-farmacológico em pacientes queimados. O objetivo do presente estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre os instrumentos avaliativos utilizados no tratamento da RV em pacientes com afecções motoras, realizar levantamento dos dados sociodemográficos e características clínicas da Unidade de Terapia de Queimados (UTQ) do Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE) e avaliar o efeito da gameterapia como ferramenta de reabilitação funcional em pacientes queimados da UTQ/HUSE. Trata-se de um estudo clínico, longitudinal e quantitativo, desenvolvido com 20 pacientes queimados, distribuídos pelo método de randomização simples em 02 grupos (n= 10 em cada grupo): o primeiro grupo (nintendo Wii esporte), reabilitação com o nintendo Wii esporte durante 30 min; o segundo grupo (fisioterapia convencional), tratamento através de exercícios que se assemelhavam aos movimentos realizados na gameterapia. Todos os pacientes foram submetidos a 10 sessões de fisioterapia convencional ou nintendo wii esporte durante 30 minutos por dia. As variáveis avaliadas foram: teste de força de preensão palmar (dinamometria), pressões respiratórias máximas (PImáx e PEmáx), teste de caminhada de seis minutos (TC6) , nível de independência funcional (MIF), ansiedade e dor determinada pela Burns Specific Pain Anxiety Scale (BSPAS), sendo estas aplicadas em três momentos (admissão, após a 5ª sessão e no dia da alta hospitalar). Através da revisão sistemática foi possível observar que as ferramentas mais utilizadas para avaliação de protocolos de gameterapia são equilíbrio, função e a qualidade de vida. Os intrumentos mais utilizados foram a Escala de Equilíbrio de Berg (BBS), Avaliação de Fugl Meyer (FMA) e Escala de Impacto de Stroke (SIS). A revisão sistemática demonstrou que os ganhos funcionais obtidos com a terapia através da RV foi tão eficaz quanto a fisioterapia motora convencional. O levantamento realizado na UTQ/HUSE mostrou uma média de atendimento anual por queimadura de 231 pacientes, com predominância do sexo masculino (62%), com atendimento ao médio queimado (68%), sendo os membros superiores (27,6%) a região corporal mais atingida. Líquidos quentes (44%) é o principal agente causal. O estudo comparitivo entre os protocolos fisioterapêuticos demonstrou que em ambos os grupos houve aumento significativo da saturação parcial de oxigênio (GFt: p= 0,0003 e Gwii: p < 0,01, respectivamente) e na MIF (GFt: p= 0,01 e Gwii: p= 0,002). Todas as outras variáveis tiveram aumento no decorrer do tratamento em ambos os grupos, porém não tiveram diferenças significativas intra e intergrupo.

    sculoesqueléticas decorrentes de doenças neurológicas, ortopédicas e reumáticas. Recentemente a gameterapia também vem sendo testado como um adjuvante analgésico não-farmacológico em pacientes queimados. O objetivo do presente estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre os instrumentos avaliativos utilizados no tratamento da RV em pacientes com afecções motoras, realizar levantamento dos dados sociodemográficos e características clínicas da Unidade de Terapia de Queimados (UTQ) do Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE) e avaliar o efeito da gameterapia como ferramenta de reabilitação funcional em pacientes queimados da UTQ/HUSE. Trata-se de um estudo clínico, longitudinal e quantitativo, desenvolvido com 20 pacientes queimados, distribuídos pelo método de randomização simples em 02 grupos (n= 10 em cada grupo): o primeiro grupo (nintendo Wii esporte), reabilitação com o nintendo Wii esporte durante 30 min; o segundo grupo (fisioterapia convencional), tratamento através de exercícios que se assemelhavam aos movimentos realizados na gameterapia. Todos os pacientes foram submetidos a 10 sessões de fisioterapia convencional ou nintendo wii esporte durante 30 minutos por dia. As variáveis avaliadas foram: teste de força de preensão palmar (dinamometria), pressões respiratórias máximas (PImáx e PEmáx), teste de caminhada de seis minutos (TC6) , nível de independência funcional (MIF), ansiedade e dor determinada pela Burns Specific Pain Anxiety Scale (BSPAS), sendo estas aplicadas em três momentos (admissão, após a 5ª sessão e no dia da alta hospitalar). Através da revisão sistemática foi possível observar que as ferramentas mais utilizadas para avaliação de protocolos de gameterapia são equilíbrio, função e a qualidade de vida. Os intrumentos mais utilizados foram a Escala de Equilíbrio de Berg (BBS), Avaliação de Fugl Meyer (FMA) e Escala de Impacto de Stroke (SIS). A revisão sistemática demonstrou que os ganhos funcionais obtidos com a terapia através da RV foi tão eficaz quanto a fisioterapia motora convencional. O levantamento realizado na UTQ/HUSE mostrou uma média de atendimento anual por queimadura de 231 pacientes, com predominância do sexo masculino (62%), com atendimento ao médio queimado (68%), sendo os membros superiores (27,6%) a região corporal mais atingida. Líquidos quentes (44%) é o principal agente causal. O estudo comparitivo entre os protocolos fisioterapêuticos demonstrou que em ambos os grupos houve aumento significativo da saturação parcial de oxigênio (GFt: p= 0,0003 e Gwii: p < 0,01, respectivamente) e na MIF (GFt: p= 0,01 e Gwii: p= 0,002). Todas as outras variáveis tiveram aumento no decorrer do tratamento em ambos os grupos, porém não tiveram diferenças significativas intra e intergrupo.

  • SHIRLEY AZEVEDO ALMEIDA
  • Adaptação Transcultural da “Neurobehavioral Rating Scale Revised” (NRS-R) para versão brasileira no Trauma Cranioencefálico.
  • Orientador : EDILENE CURVELO HORA MOTA
  • Data: 24/08/2017
  • Dissertação
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  • O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) tem sido razão de discussões em institutos de saúde em todo o mundo. É descrito como um grave problema de saúde pública por afetar a população economicamente ativa. Mais da metade dos pacientes que sobrevivem, têm significantes déficits físicos, cognitivos ou alterações comportamentais com consequente impacto social e emocional às vítimas e suas famílias. Entre essas sequelas, as comportamentais são as que geram maior impacto negativo. A NRS-R investiga as principais áreas relacionadas ao TCE avaliando alterações somáticas como cefaleia, tontura e neuropsiquiátricas como funções executivas, memória, ansiedade, depressão, irritabilidade, psicoses entre outras. No Brasil são escassos os instrumentos que permitem uma avalição breve dos sintomas neuropsiquiátricos e somáticos em apenas uma só escala. Nesse sentido, o objetivo deste estudo é realizar a adaptação transcultural da “Neurobehavioral Rating Scale Revised” (NRS-R) para a língua portuguesa e cultura brasileira nos pacientes com TCE. Estudo metodológico que seguiu o modelo de adaptação transcultural proposto por Beaton e colaboradores em cinco etapas desenvolvido entre dezembro de 2015 a julho de 2017. A primeira etapa resultou em duas traduções independentes para a língua portuguesa. Após reunião de consenso com o grupo de tradutores e pesquisadores chegou-se a uma única versão considerada como síntese das traduções. Na etapa seguinte procedeu-se a retrotradução dessa síntese por outros dois tradutores independentes para a língua inglesa, o que qualificou a versão brasileira da NRS-R, com aprovação do autor da escala prof. Dr. Harvey Levin. Um comitê de especialistas avaliou a adequação do instrumento e na última etapa, foi testada a versão pré-final com aplicação em dois grupos. No primeiro grupo participaram 15 pacientes com TCE atendidos no ambulatório REVIVA do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe e o segundo, 15 sujeitos sem TCE, pareados para a faixa etária, sexo e escolaridade, sem diferença estatística entre os grupos nessas variáveis. A escala mostrou ser um instrumento válido, capaz de identificar sintomatologia neuropsiquiátrica e somática entre os pacientes com TCE. Conclui-se que a NRS-R, em sua versão brasileira é um instrumento relevante para a prática clínica e pesquisa.

  • RAYSA MANUELLE SANTOS ROCHA
  • Evolução do perfil antropométrico e metabólico de pacientes com hepatite c em terapia medicamentosa tripla.
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 24/08/2017
  • Dissertação
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  • A hepatite C é uma doença infecciosa caracterizada por inflamação hepática ocasionada pelo vírus da hepatite C (VHC). Devido à severa repercussão clínica para os indivíduos infectados e ao impacto econômico para os sistemas de

    As implicações da hepatite C vão além de complicações hepáticas, refletindo em manifestações metabólicas sistêmicas com consequente efeito deletério no curso clínico da doença. Diante da associação patogênica entre hepatite C e disfunções metabólicas, justifica-se a execução desse estudo no centro de referência na assistência a pacientes com diagnóstico de hepatite C no Estado de Sergipe, com objetivo de avaliar a evolução perfil antropométrico e metabólico desses indivíduos em terapia medicamentosa tripla em acompanhamento nutricional. Trata-se de um estudo do tipo observacional e descritivo realizado com dados de prontuários clínicos e registros de nutrição de pacientes com hepatite C crônica, adultos ou idosos em terapia tripla assistidos no ambulatório do Hospital Universitário de Sergipe. O plano alimentar individual foi entregue após a primeira consulta nutricional e antes do início do tratamento farmacológico. Foram realizadas avaliações antropométricas, coletados dados do perfil bioquímico e analisado o alcance da resposta virológica sustentada após o término do tratamento medicamentoso. Observou-se redução do percentual de indivíduos com risco (p = 0,002) e em risco substancialmente aumentado (p < 0,001) para a Circunferência da Cintura (CC) e do percentual de indivíduos em risco (p < 0,001) de acordo com a Relação Cintura Estatura (RCEst). Verificou-se redução nos valores de glicemia de jejum (p = 0,014), colesterol total (p < 0,001), LDL colesterol (p < 0,001). Além disso, tanto entre os pacientes que alcançaram a resposta virológica sustentada, quanto entre os que não obtiveram sucesso terapêutico, houve redução significativa na prevalência de indivíduos com alterações de glicemia de jejum. A partir destes resultados, sugere-se que acompanhamento nutricional aliado ao tratamento medicamentoso para pacientes com hepatite C, proporcionou uma evolução positiva dos parâmetros antropométricos e metabólicos da amostra, o que pode representar uma abordagem terapêutica eficaz no combate às manifestações sistêmicas associadas à hepatite C.

  • TASSIA LIMA BOMFIM
  • Avaliação da dor e Analgesia pós Trauma Cranioencefálico.
  • Orientador : EDILENE CURVELO HORA MOTA
  • Data: 24/08/2017
  • Dissertação
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  • A dor é um sintoma frequente após o Trauma Cranioencefálico (TCE) e sua experiência deve ser melhor explorada nos estudos da neurociência. O estudo objetivou avaliar a dor e seu processo de cuidado em pacientes adultos após o TCE. Estudo quantitativo de corte transversal desenvolvido no ambulatório do hospital-escola da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e pronto-socorro do Hospital de Urgências de Sergipe (HUSE), após aprovação do comitê de ética. A coleta de dados foi realizada em agosto de 2016 a maio de 2017, por meio de entrevistas com aplicação de formulário de avaliação da dor baseado nos padrões funcionais de saúde de Marjory Gordon, adaptado por Pimenta e Cruz que contempla o questionário de avaliação da dor McGill e escalas de categoria verbal e numérica, além da análise dos prontuários de 40 pacientes com TCE. Para avaliar a associação entre variáveis ordinais e nominais foi utilizada a correlação Rank-Bisserial (Rrb). Foi aplicado o teste binomial para avaliar a proporção de casos que a dor pós TCE afetava os padrões funcionais de saúde de Gordon. O nível de significância adotado foi de 5% e o software utilizado foi o R Core Team 2017. Os resultados apontaram que os pacientes em sua maioria era homens jovens que sofreram lesão cerebral traumática do tipo hematoma decorrente de acidente motociclístico e não utilizavam equipamento de proteção individual. Os pacientes avaliados afirmaram sentir dor com variação de moderada a insuportável ou de moderada a intensa nas escalas de categorias verbal e numérica respectivamente. O local mais doloroso apontado no diagrama corporal foi a região da cabeça. Os descritores do questionário de McGill com maior representatividade foram a dor caracterizada como “Enjoada”, “Latejante” e “Pontada”. Houve escassez de registro da queixa dolorosa no prontuário no hospital, todavia havia registro da dor na totalidade dos prontuários do ambulatório. A maioria dos pacientes de agressão, queda ou outros tipos de ocorrência relataram dor moderada, enquanto as vítimas de acidentes de transporte apresentaram dor forte ou insuportável. Embora todos pacientes tenham referido sentir dor, a realização das atividades de vida diária não foi prejudicada. Conclui-se que a dor é um sintoma frequente no paciente após o TCE, sobretudo a cefaleia e necessita da avaliação da equipe de saúde, a fim de proporcionar um cuidado humanizado e qualificado.

  • PRISCILA OLIVEIRA PERCOUT
  • “AVALIAÇÃO DO PERFIL DE LINFÓCITOS T E CÉLULAS NK EM PACIENTES PORTADORES DE ANEMIA FALCIFORME”
  • Orientador : ROSANA CIPOLOTTI
  • Data: 23/08/2017
  • Dissertação
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  • INTRODUÇÃO: A anemia falciforme (AF) é uma das desordens genéticas mais comuns do mundo. Entretanto, até pouco tempo atrás, apenas as consequências diretas da polimerização da desoxiHbS explicava a fisiopatogenia da doença. Atualmente, sabe-se que as repercussões clíncas da AF envolvem interações complexas entre o eritrócito, endotélio e leucócitos: citocinas secretadas por células inflamatórias estão envolvidas nas crises e na manutenção de um status inflamatório sistêmico, o que sugere que as células T (auxiliares e citotóxicas) e NK têm papel fundalmental nos fenômenos clínicos da AF. Este estudo visa avaliar o perfil de linfócitos T e NK em portadores de AF e comparar com o perfil de indivíduos com traço falciforme e indivíduos sem hemoglobinopatias. MATERIAIS E MÉTODOS: Foi coletado sangue periférico de 17 indivíduos; 7 com hemoglobinopatia SS (grupo SS), 5 com traço falciforme (grupo AS) e 5 normais (grupo AA). Todos confirmados por eletroforese de hemoglobina. Amostras de pacientes hemotransfundidos 30 dias antes ou em uso de antiinflamatórios 2 dias antes da coleta foram excluídas. O isolamento dos linfócitos para análise foi realizado utilizando solução de Ficoll-Hypaque. A imunofenotipagem para determinação dos subtipos linfocitários foi realizada por citometria de fluxo, utilizando citômetro de oito cores e oito anticorpos da BD Biosciences. Os dados foram analisados com auxílio do software Flowjo e tabulados no SPSS IBM 22.0. Os resultados referentes às variáveis numéricas foram expressos através de medidas de tendência central: média e valores mínimos e máximos. RESULTADOS: Globalmente foi observada menor frequência de linfócitos T e maior frequência de células NK nos pacientes falcêmicos, com média de 31,2% de TCD4+ contra 43,47% do grupo AS e 45,37% do grupo AA. Para os linfócitos TCD8+, o grupo SS obteve média de 12,64% contra 17,1% do AS e 16,42% do AA. A variação de TCD4+ encontrada entre os pacientes AF e o grupo AA foi significativa (p=0,04). Tendência de menor frequência em pacientes do grupo SS se manteve para os linfócitos B. Foi observada maior frequência de células NK em pacientes portadores de anemia falciforme (média do grupo AA=8,83%; AS=11,2% e grupo SS=19,6%), respectivamente, com diferença significativa entre o grupo AA e o grupo SS (p=0,040). CONCLUSÃO: Portadores de AF apresentam tendência de menor frequência de linfócitos T, com diferença significativamente menor comparado ao portador de traço e o paciente portador de AF, para linfócitos T CD4+ verificou-se redução significativa deste subtipo celular entre grupo SS e AA. Neste estudo também foi evidenciado uma frequência crescente e progressiva de células NK entre os grupos AA, AS e SS. Acreditamos que mais estudos são necessários visando compreender o papel destas células na gênese da inflamação sistêmica da AF. Este entendimento possivelmente contribuirá para o desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas.

  • SUELEN DALBOSCO LINS
  • ADESÃO À INTERVENÇÃO NUTRICIONAL BASEADA NA DIETA DO MEDITERRÂNEO EM PACIENTES APÓS SÍNDROME CORONARIANA AGUDA
  • Orientador : ANTONIO CARLOS SOBRAL SOUSA
  • Data: 22/08/2017
  • Dissertação
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  • Introdução: Evidências científicas demonstram que a adesão à Dieta Mediterrânea é fator protetor para diversos tipos de doenças crônicas não transmissíveis, como as doenças cardiovasculares. Este padrão dietético é essencial como medida preventiva e de tratamento para essas doenças. A adesão às mudanças de hábito é um processo dinâmico, desafiador tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde. Entretanto, no Brasil são escassos trabalhos que mostrem a adesão à dieta em portadores de Síndrome Coronariana Aguda. Objetivo: Avaliar a adesão à intervenção nutricional baseada na Dieta do Mediterrâneo em pacientes após Síndrome Coronariana Aguda. Casuística e Métodos: Foi realizada intervenção nutricional baseada na Dieta do Mediterrâneo em 282 pacientes após Síndrome Coronariana Aguda, atendidos nos hospitais de referência cardiológica no estado de Sergipe. A intervenção foi realizada em duas consultas, com intervalo de 90 dias entre a primeira e a segunda, por meio de atendimento nutricional individualizado. Durante as consultas aplicou-se o questionário de frequência alimentar, aferiram-se medidas antropométricas e realizou-se prescrição dietética baseada neste padrão alimentar. Resultados: Após a intervenção nutricional, os pacientes aumentaram significativamente a adesão aos padrões da Dieta do Mediterrâneo (p < 0,001). Não houve diferença significativa na adesão à intervenção entre os pacientes assistidos pelo Sistema Único de Saúde brasileiro e pela Rede Suplementar de Saúde. A média do IMC, circunferências do pescoço e da cintura tiveram redução significativa (p < 0,001) no intervalo entre a primeira e a segunda consulta. Conclusão: A intervenção nutricional baseada na dieta do Mediterrâneo obteve satisfatória adesão dos participantes, tanto da rede pública quanto privada, e resultou em significativa redução dos parâmetros antropométricos.

  • JOSÉ RENATO MORAES CARVALHO BARRETO BRANDÃO
  • Avaliação da proeminência do mento na percepção estética de pacientes, ortodontistas e cirurgiões
  • Orientador : LUIZ CARLOS FERREIRA DA SILVA
  • Data: 18/08/2017
  • Dissertação
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  • Introdução: A proeminência do mento é um fator importante na percepção da atratividade facial, porém o conceito que se tem de uma face bela é de característica inata a cada ser humano e ultrapassa diferenças culturais. Dessa forma, conhecer a percepção dos envolvidos em um planejamento orto-cirurgico é primordial para o sucesso do tratamento. Objetivo: Este trabalho realizou uma avaliação objetiva e quantitativa de qual o grau de influência da proeminência do mento na percepção de atratividade de pacientes, ortodontistas e cirurgiões. Encontrando dessa forma evidências objetivas para auxiliar o leitor no planejamento cirúrgico de pacientes com deformidade dentofacial. Método: Para isso o pogônio de uma imagem em perfil ideal foi criada através do programa adobe photoshop, essa silhueta foi alterada em incrementos de 2 milímetros variando de -12 mm à 24 mm, a fim de representar retrusão e protusão do queixo, respectivamente. Estas imagens foram classificadas através de uma escala de Likert de 7 pontos, a qual variava de extremamente não atraente até extremamente atraente. Além disso, os sujeitos da amostra responderam para cada imagem se indicavam ou não a cirurgia. A amostra foi dividida em 4 grupos: 44 ortodontistas, 44 cirurgiões, 44 pacientes classe II e 43 pacientes classe III selecionados por conveniência e de forma consecutiva. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Sergipe (CAAE: 51021315.2.0000.5546). As variáveis categóricas foram expressas em frequências absolutas e relativas. As variáveis quantitativas foram representadas sob a forma de mediana e média. A análise inferencial foi executada através dos testes kruskal wallis e qui-quadrado. Valores de p < 0,05 foram considerados significativos. Resultados: Os participantes eram em sua maioria do sexo feminino (59,4%). Observou-se divergência na avaliação estética (p<0,05) dos grupos para quase todos os perfis analisados. Os perfis classe II foram melhor avaliados quando comparados aos perfis classe III. O perfil melhor avaliado foi o perfil que apresentava o pogônio 4 mm retruído em relação à linha vertical verdadeira. Quanto à frequencia de indicação do procedimento cirúrgico encontrou-se correlação positiva (X2<0,05), grupo de cirurgiões bucomaxilofaciais esteve mais propenso a indicar a cirurgia. O sexo do entrevistado não influenciou na frequencia de indicação da cirurgia (X2= 0,092), homens e mulheres tinham a mesma probabilidade de indicar ou não o procedimento cirúrgico frente os perfis apresentados. A idade do entrevistado influenciou na indicação da cirurgia para o grupo de pacientes classe II ao analisar todos os perfis (X2=0,014), como também para o grupo de pacientes Classe III levando em consideração apenas os perfis Classe II (X2=0,036), entrevistados desses grupos com mais de 31 anos foram mais propensos a indicar o procedimento cirúrgico. Conclusão: Conclui-se que, durante o planejamento cirurgiões e ortodontistas devem sempre individualizar suas decisões, porém oferecer ao paciente um perfil reto ou levemente classe II parece ser a conduta mais apoiada no presente estudo.

  • AMARO AFRANIO DE ARAUJO FILHO
  • Impacto do uso da ventilação mecânica não invasiva profilática na funcionalidade de pacientes no pós-operatório cardíaco: um ensaio clínico.
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 18/08/2017
  • Tese
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  • Introdução: A cirurgia cardíaca está atrelada a alguns fatores que contribuem para o desenvolvimento de complicações pulmonares e instalação de comorbidades pós-operatórias. A Ventilação Não Invasiva (VNI) é um recurso terapêutico utilizado na melhora da funcionalidade deste tipo de paciente. Objetivo: Avaliar a capacidade funcional de pacientes no pós-operatório de revascularização do miocárdio e de troca valvar cardíaca submetidos à ventilação não invasiva profilática. Método: Ensaio clínico controlado, randomizado, desenvolvido em dois grupos de cirurgias cardíacas: Revascularização (RM) e Troca Valvar (TV), em indivíduos de ambos os sexos, com idade de 20 a 70 anos. No grupo dos revascularizados, a amostra foi composta por 40 pacientes, alocados em Grupo Experimental (GE) com 21 pacientes e Grupo Controle (GC) com 19 pacientes. Já o grupo submetido à troca valvar foi composto por 50 pacientes, sendo 25 no GE e 25 no GC. No momento da internação hospitalar o paciente foi submetido a uma avaliação pré-operatória, que constava da sua identificação, sinais vitais, diagnóstico clínico, tipo de cirurgia, antecedentes pessoais, medicamentos e fração de ejeção e Medida de Independência Funcional (MIF). Após procedimento cirúrgico, os pacientes foram encaminhados à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e submetidos ao tratamento fisioterapêutico padrão, sendo acrescido ao GE o uso da VNI, no modo CPAP, por 3 aplicações dentro das primeiras 26h pós extubação, com pressão positiva de 10 cmH2O, duração de tratamento de 1h cada aplicação. Foi realizada reavaliação no 3º e 5ºDPO através da MIF e no 7ºDPO/Alta além da MIF, foram aplicados o teste de caminhada de 6 minutos (TC6) e o teste de velocidade de marcha (T10), realizado o monitoramento dos tempos de cirurgia, de circulação extra-corpórea, de UTI e de internação hospitalar, além da fração de ejeção pós-operatória de ambos os grupos. Resultados: Avaliando os pacientes revascularizados, a variável TC6 apresentou diferença entre os grupos, o GC = 207,05 ± 68,8 metros e o GE = 284,73 ± 94,8 metros (p= 0,006). A variável T10 também apresentou diferença, o GC = 0,68 ± 0,22 m/s e o GE = 1,08 ± 0,39 m/s (p<0,0001). A MIF total na alta hospitalar GE 117,19 ± 11,04 e do GC 82,52 ± 13,26 (p=0,01). Não houve diferença estatística nos tempos de UTI e de internamento hospitalar entre os grupos. Os pacientes de troca valvar, na análise do TC6, o GC = 264,34 ± 76 metros e o GE = 334,07 ± 71 metros (p=0,002). Já a análise do T10, MIF e dos tempos de UTI e de internamento hospitalar, não apresentaram diferenças estatísticas entre os grupos. Conclusão: A VNI como recurso terapêutico se mostrou eficaz, sugerindo melhora da funcionalidade dos pacientes no pós-operatório de RM e TV, porém não influenciou no tempo de internação na UTI, nem no tempo geral de hospitalização dos pacientes cardiopatas estudados. Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos RBR – 8bxdd3.

  • ANA CARLA FERREIRA SILVA DOS SANTOS
  • Validação do diagnóstico de enfermagem “Controle emocional instável” no trauma cranioencefálico
  • Orientador : EDILENE CURVELO HORA MOTA
  • Data: 18/08/2017
  • Tese
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  • As consequências advindas do Trauma Cranioencefálico (TCE) provocam deficiências ou incapacidades físicas (motora, visual, entre outras), cognitivas (memoria, atenção, aprendizagem, entre outras) e ou comportamentais/emocionais (perda de autoconfiança, depressão, ansiedade, dificuldade de autocontrole, irritabilidade, agressão, entre outras) que podem ser temporárias ou permanentes. O estudo objetivou realizar a validação de conteúdo e clínica do diagnóstico de enfermagem “Controle emocional instável” em pacientes com TCE atendidos ambulatoriamente. Estudo metodológico e descritivo que utilizou o modelo de Fehring para a validação. Foi desenvolvido em duas etapas: validação de conteúdo e clínica. Na primeira, houve a participação de 31 expertos para avaliar, por meio de questionário eletrônico, a estrutura taxonômica da NANDA International relativo ao diagnóstico “Controle emocional instável”. A segunda etapa foi realizada no ambulatório do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, entre os meses de agosto e setembro de 2016 com uma amostra constituída por 40 pacientes em dois grupos distintos com TCE leve (n=20) e TCE moderado (n=20). Para comparação de proporções entre grupos foi utilizado o teste Z (dois grupos) e correção de Bonferroni (3 grupos). Os resultados apontaram que a maioria dos expertos considerou o domínio 05 (Percepção/cognição), a Classe 4 (Cognição) e o enunciado (Controle emocional instável) adequados ao diagnóstico, embora tenham sugerido modificações na definição atual do diagnóstico. Duas características definidoras foram consideradas principais (afastamento da situação social e expressão de emoções incoerentes com o fator desencadeador) e 11 secundárias (afastamento da situação profissional, ausência de contato com o olhar, choro excessivo sem sentir tristeza, choro incontrolável, choro involuntário, dificuldade de usar expressões faciais, embaraço relativo à expressão das emoções, lágrimas, risadas em excesso sem sentir felicidade, risadas incontroláveis e risadas involuntárias. O escore total do diagnóstico “Controle emocional instável” foi de 0,69, considerado válido. Na validação clínica, as características consideradas principais para o grupo do TCE leve foram: afastamento da situação profissional, afastamento da situação social, embaraço relativo à expressão das emoções, expressão de emoções incoerentes com o fator desencadeador e as secundários foram ausência no contato pelo olhar, choro excessivo sem sentir tristeza, choro incontrolável, choro involuntário, dificuldade de usar expressões faciais e lágrimas e as irrelevantes concerne a risada em excesso sem sentir felicidade, risadas incontroláveis e risadas involuntárias. No grupo do TCE moderado foram identificadas como características principais o afastamento da situação profissional, afastamento da situação social, choro excessivo sem sentir tristeza, embaraço relativo à expressão das emoções, expressão de emoções incoerentes com o fator desencadeador e as secundárias foram ausência no contato pelo olhar, choro incontrolável, choro involuntário, dificuldade de usar expressões faciais, lágrimas, risadas incontroláveis e risadas involuntárias. O escore total foi semelhante nos dois grupos, 0,74, considerado validado para a Taxonomia da NANDA-I. Conclui-se que a quase totalidade das características definidoras foram consideradas válidas para o diagnóstico “Controle emocional instável” no TCE.

  • MAYRA ALVES SOARES DO AMARAL
  • Efeitos da musicoterapia na pressão arterial de indivíduos hipertensos: uma revisão sistemática com metanálise
  • Orientador : VITOR OLIVEIRA CARVALHO
  • Data: 15/08/2017
  • Dissertação
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  • Introdução:A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica multifatorial, resultada a partir de vários fatores causador da doença, como fator genético, psicossocial e fatores externos relacionados à exposição ao meio ambiente. Portanto, sabe-se que a atividade física, dieta com redução na ingestão de sal, cessação do tabagismo e medicação, desempenha um papel importante no controle da pressão arterial. No entanto, intervenções alternativas, estão surgindo na literatura científica, como a musicoterapia. Estudos relataram os benefícios da música sobre a pressão arterial em pacientes hipertensos, no entanto, não há metanálise que aborde esse tema. Foi realizado uma revisão sistemática com metanálise para investigar os efeitos da música na pressão arterial indivíduos hipertensos. Métodos: A estratégia de busca foi realizada no Pubmed, Scopus e Bireme (desde a primeira data disponível até fevereiro de 2016) para selecioanar ensaios clínicos randomizados que avaliaram os efeitos da música na pressão arterial sistólica e diastólica em indivíduos hipertensos. Foram selecionados três artigos para metanálise seguindo a estratégia PICOT (população, intervenção, controle, outcomes (resultados) e tipo de estudo), (1) população: indivíduos com HAS (em qualquer estágio sob tratamento anti-hipertensivo ou não); (2) intervenção: musicoterapia, definida por ouvir música como proposta terapêutica; (3) controle: grupo controle sem musicoterapia; (4) desfechos predefinidos: pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica em mmHg através de médias, desvio padrão ou erro padrão; (5) tipo de estudo: Ensaios clínicos randomizados. Os protocolos da musicoterapia apresentaram os mesmos componentes: sessão diária por 4 semanas, durante 25 min, ouvindo música na posição sentada em uma sala silenciosa. Resultados: Os resultados mostraram uma redução significativa na PAS em pacientes hipertensos que reberam a musicoterapia (-6,58 mmHg; IC 95%; -9,38 a -3,79 mmHg; P< 0,0001) quando comparado com sujeitos do grupo controle (que não receberam musicoterapia). Porém, na pressão arterial diastólica não foi observado diferença significativa quando comparado indivíduos do grupo que receberam a musicoterapia (- 1,76 mmHg; IC 95%: -5,61 a 2,09 mmHg; P = 0,37) em relação ao grupo controle. Conclusão: Desta forma, pode-se concluir que a música reduziu a pressão arterial sistólica, porém, ainda são necessários ensaios clínicos de alta qualidade para inserir a música como terapia coadjuvante no tratamento de indivíduos hipertensos.

  • LARISSA FEITOSA CARVALHO
  • O Uso de Substâncias Antioxidantes no Tratamento de Neuropatia Periférica Induzida por Quimioterapia em Modelos Experimentais
  • Orientador : ADRIANA ANDRADE CARVALHO
  • Data: 14/08/2017
  • Dissertação
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  • A Neuropatia Periférica Induzida por Quimioterapia (NPIQ) é caracterizada pela ação tóxica de alguns medicamentos utilizados no tratamento do câncer sobre os nervos periféricos. Aproximadamente 48% dos pacientes tratados com múltiplos agentes têm algum grau de NPIQ e os principais sintomas envolvem: enfraquecimento ou perda sensorial, dormência, formigamento, sensibilidade à temperatura, alodinia e hiperalgesia, numa distribuição chamada de "bota e luva" (nas mãos e nos pés). Não há definição de uma abordagem farmacológica específica para a NPIQ capaz de mostrar benefício clínico relevante. Entretanto, nos últimos anos uma série de possíveis drogas neuroprotetoras tem sido investigada como alternativa de prevenção ou tratamento à NPIQ. Neste contexto, encontram-se as substâncias antioxidantes, que têm sido utilizadas há séculos na medicina preventiva e os estudos epidemiológicos sustentam a ideia de que existe uma relação inversa entre os níveis de antioxidantes em um organismo e o desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. Diferentes estratégias para prevenir e/ou tratar a NPIQ vem sendo desenvolvidas em modelos pré-clínicos com animais. Entretanto, quando analisadas as metodologias empregadas neste tipo de estudo, algumas fragilidades metodológicas surgem e torna-se evidente a necessidade de uma maior interação entre as metodologias desenvolvidas para os estudos experimentais e os estudos clínicos. Desta forma, o objetivo do nosso trabalho foi realizar uma revisão da literatura sobre o uso de substâncias antioxidantes para o tratamento de neuropatia periférica induzida por quimioterapia, em modelos experimentais. Foi realizada uma busca nas bases de dados SCOPUS, PUBMED e SCIENCE DIRECT, nos meses de Fevereiro e Março de 2016, que abrangeu os trabalhos publicados a partir do ano de 2006. 25 artigos foram utilizados para elaboração da versão final da revisão.

  • CARLOS ADRIANO SANTOS SOUZA
  • PLANTAS MEDICINAIS: REVISÃO SISTEMÁTICA, ESTUDO ETNOFARMACOLÓGICO E PERFIL DE USO NA ATENÇÃO BÁSICA DO MUNICÍPIO DE ARACAJU/SE
  • Orientador : FRANCILENE AMARAL DA SILVA
  • Data: 14/08/2017
  • Tese
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  • As plantas medicinais são utilizadas para fins terapêuticos pela civilização humana desde os tempos remotos. Além da sua importância na fitoterapia, destacam-se na descoberta de novos fármacos, visto a contribuição do reino vegetal no desenvolvimento de novos medicamentos. Neste contexto, os objetivos do presente trabalho foram: realizar um levantamento etnofarmacológico em quatro unidades de saúde do munícipio de Aracaju – SE; investigar o perfil de utilização de plantas medicinais e fitoterápicos utilizados e a intenção de uso pela equipe de saúde das unidades básicas de saúde (UBS) e buscar evidências científicas sobre as plantas medicinais utilizadas pelos pacientes nas UBS. Trata-se de um estudo observacional, transversal, etnofarmacológico, constituído por usuários cadastrados em quatro UBS, maiores de 18 anos e pela equipe da Estratégia Saúde da Família de cada unidade. A amostra foi selecionada por conveniência e para a realização da coleta de plantas medicinais foi utilizada a técnica denominada “bola de neve”. Foram entrevistadas 554 pessoas, na qual observou-se que o aumento na frequência de utilização de plantas medicinais foi proporcional ao aumento da faixa etária (p<0.05). Vinte e uma espécies de plantas medicinais foram identificadas, destas, uma possuía identificação botânica diferente da relatada pela comunidade. No que diz respeito a equipe de saúde, 42% da equipe prescreveram/indicaram plantas medicinais, destacando-se o “boldo” (15%), “erva cidreira” (12%), “erva doce” (10%), “sambacaitá” (8%). Ademais, foi realizada uma revisão sistemática de ensaios clínicos com plantas medicinais utilizadas para dislipidemia, hipertensão e diabetes. Em relação ao delineamento dos ensaios clínicos avaliados, 87,69% foram randomizados e controlados e apenas 12,31 % dos estudos foram não-randomizados. Entre os 22 itens elencados pelo CONSORT para plantas medicinais, o percentual de itens seguidos pelo instrumento em cada artigo variou de 27,27% a 95,45%. A avaliação do risco de viés demonstrou que os estudos possuem alto risco de viés para o cegamento dos participantes e profissionais, cegamento dos avaliadores de desfecho e relato de desfecho seletivo. Conclui-se que a fitoterapia, não está inserida nas UBS analisadas devido a diversos fatores, entre os quais destacam-se a ausência de capacitações para equipe, falta de conhecimento sobre legislação específica, ensaios clínicos com plantas medicinais nativas e estrutura. Neste contexto, pode-se inferir a necessidade de estratégias que possibilitem a inserção da fitoterapia na atenção básica.

  • LILIAN DOS SANTOS LIBÓRIO
  • FATORES PROGNÓSTICOS DE RECÉM-NASCIDOS COM CONDIÇÕES DE RISCO DE VIDA AO NASCER EM MATERNIDADE DE ALTO RISCO DE SERGIPE.
  • Orientador : MARCO ANTONIO PRADO NUNES
  • Data: 10/08/2017
  • Dissertação
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  • A redução da mortalidade infantil é ainda um desafio para os serviços de saúde e a sociedade como um todo, uma vez que reflete as condições de vida da sociedade e qualidade dos serviços de saúde prestados na gestação, parto e pós-parto. A identificação de fatores de risco que estão associados com a mortalidade da primeira infância é importante para ajudar na redução das altas taxas em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Neste estudo, objetivou-se analisar os fatores prognósticos de recém-nascidos com condições de risco de vida ao nascer, através da identificação de características maternas, complicações pós-parto e avaliação dos fatores de assistência pós-parto. Para tanto, foi realizado um estudo de coorte com ênfase no desfecho para o óbito infantil. Inicialmente os recém-nascidos foram selecionados a partir de critérios de risco de vida ao nascer pré-determinados após a avaliação de todos os prontuários dos nascidos vivos das grávidas internadas para parto e residentes em Sergipe, de março a setembro de 2015. Após essa identificação, foi realizada a coleta de informações por meio de entrevistas com as mães dos neonatos e verificação dos prontuários e cartões das gestantes, sendo acompanhada a evolução desses bebês durante a internação até o 6º dia completo de nascimento e pelo Sistema de Informação de Mortalidade (SIM) estadual até um ano de idade. Para a análise dos dados, foi utilizada a estatística descritiva, apresentado por frequências absolutas e relativas, medidas de tendência central e variabilidade. As associações foram avaliadas por meio do teste do Qui-Quadrado e o teste Mann Whitney com nível de significância α = 0,05. Em seguida, foi realizada análise de regressão logística, contemplando as variáveis, com o p <0,05. A análise multivariada foi feita com as variáveis pré-selecionadas na etapa anterior, de acordo com a hierarquização apresentada no modelo conceitual, para que permanecessem no modelo foi considerado valor de p < 0,05. Dos 144 bebês que nasceram com alguma das condições de risco definidas por esta pesquisa, 50 evoluíram para óbito até 364 dias de nascimento. Foi observado que existiu maior risco de óbito infantil nos bebês que foram reanimados (RR=3,79) e que receberam hemotransfusão (RR=2.86), porém 99% dos recém-nascidos sobreviveram quando submetidos á internação em UTIN. Pode-se concluir que características assistenciais como reanimação e uso de hemotransfusão foram fatores significativamente associados á mortalidade infantil, já a internação em UTIN foi um fator protetor para o desfecho morte.

  • FRANCIELLE TEMER DE OLIVEIRA
  • Alterações do sono em pacientes com receptor do GHRH não funcionante
  • Orientador : MANUEL HERMINIO DE AGUIAR OLIVEIRA
  • Data: 07/07/2017
  • Tese
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  • O hormônio hipotalâmico liberador do GH (GHRH) possui ações hipnóticas, aumentando o sono não REM (NREM), do inglês movimento rápido dos olhos, o qual corresponde a 75% do total do sono. Já o hormônio de crescimento (GH) pode estimular o sono REM. Pacientes com deficiência de GH (DGH) exibem, frequentemente, problemas do sono, levando a fadiga diurna e redução da qualidade de vida. A DGH pode ocorrer por diminuição da secreção ou ação do GHRH ou destruição dos somatotrofos. Descrevemos uma coorte de pacientes com deficiência isolada do GH (DIGH) devido a resistência ao GHRH causada pela mutação homozigótica c.57 + 1G > A no gene do receptor do GHRH (GHRHR). Estes pacientes possuem qualidade de vida normal, sem queixas de fadiga crônica. O objetivo deste estudo foi determinar subjetiva e objetivamente a qualidade do sono nestes pacientes com DIGH que nunca foram submetidos a terapia com GH. Foi realizado um estudo transversal em 21 adultos com DIGH e 21 controles pareados para idade e sexo. A avaliação subjetiva incluiu os questionários do sono (índice de qualidade do sono de Pittsburgh, índice de gravidade de insônia e escala de sonolência de Epworth). A análise objetiva do sono foi realizada através da polissonografia com o registro dos estágios do sono divididos em vigília, sono NREM  N1 (sonolência), N2 e N3 (sono de ondas lentas) e sono REM (R). Indivíduos com DIGH exibiram menor eficiência do sono (77,7 (27,5) vs. 87,5 (10,1) %, p=0,007), tempo total do sono (330,0 (127,5) vs. 385,5 (56,0) min, p=0,028), duração do estágio N2 (190,0 (81,7) vs. 220,0 (43,2) min, p = 0,026) and R (45,6 (27,3) vs. 61,5 (22,8) min, p = 0,046). Inversamente, tiveram aumento da duração e percentual do estágio N1 (51,3 (33,7) vs. 31,8 (19,8) min, p=0,029 and 14,6 (18,9) vs. 7,3 (8,1) %, p= 0,022 respectivamente), do período de vigília (96,5 (123,5) vs. 54,3 (51,7) min, p=0,007), e de despertares após o início do sono (82,5 (116,5) vs. 44,0 (46,5) min, p=0,017). Não houve diferença entre os grupos no estágio N3 e nos escores dos questionários de qualidade do sono. Estes dados mostram que pacientes com DIGH devido a resistência ao GHRH exibem redução objetiva da qualidade do sono, com alterações no sono NREM e REM, sem consequências subjetivas detectáveis. A resistência ao GHRH parece ter um importante papel na qualidade do sono destes indivíduos.

  • LINO SERGIO ROCHA CONCEIÇÃO
  • EFEITO DA TERAPIA COM DANÇA NA PRESSÃO ARTERIAL E CAPACIDADE FÍSICA DE INDIVÍDUOS HIPERTENSOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE.
  • Orientador : VITOR OLIVEIRA CARVALHO
  • Data: 05/07/2017
  • Dissertação
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  • A terapia de dança é uma modalidade menos convencional de atividade física na reabilitação cardiovascular. Realizou-se uma revisão sistemática e meta-análise para investigar os efeitos da terapia da dança em pacientes hipertensos. Métodos: Pubmed, Scopus, LILACS, IBECS, MEDLINE e SciELO por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (Bireme) (desde os primeiros dados disponíveis até fevereiro de 2016) para estudos controlados que investigaram os efeitos da terapia de dança sobre a capacidade funcional, pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) em pacientes hipertensos. Foram calculadas as diferenças médias ponderadas (DMP) e os intervalos de confiança de 95% (ICs), e a heterogeneidade foi avaliada pelo teste I2. Resultados: Quatro estudos preencheram os critérios de elegibilidade. A terapia de dança resultou em uma redução significativa na pressão arterial sistólica (DMP -12,01 mmHg, IC 95%: -16,08, -7,94 mmHg, p<0,0001) quando comparado com os indivíduos controle. Observou-se também redução significativa da pressão arterial diastólica (DMP -3,38 mmHg, IC 95%: -4,81, -1,94 mmHg, p<0,0001), em comparação com o grupo controle. A capacidade funcional mostrou melhora significativa (DMP 1,31; IC 95%: 0,16, 2,47; p<0,03). Uma heterogeneidade moderada a alta foi observada em nossa análise: I2 = 92% para PAS, I2 = 55% para PAD e I2 = 82% para capacidade de exercício. Conclusões: Nossa meta-análise mostrou efeito positivo da dança-terapia sobre a capacidade funcional e redução da PAS e PAD em indivíduos com hipertensão. No entanto, a heterogeneidade moderada a alta encontrada em nossa análise limita uma recomendação pragmática de terapia de dança em indivíduos com hipertensão arterial.

  • AIDA CARLA SANTANA DE MELO COSTA
  • Estudo Clínico Piloto do efeito de membranas de gelatina contendo ácido úsnico incorporado em lipossomas no processo de cicatrização de queimaduras.
  • Orientador : ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
  • Data: 04/07/2017
  • Tese
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  • As lesões dérmicas por queimaduras provocam resposta metabólica com repercussões sistêmicas, levando à necessidade pela busca por produtos que atuem diretamente sobre a cicatrização de queimaduras, a exemplo do ácido úsnico, observado em estudos anteriores realizados em modelos de roedores e suínos. Para isso, a gelatina tem sido amplamente utilizada em biomateriais, permitindo a incorporação de fármacos. Nessa perspectiva, o objetivo desta pesquisa foi avaliar o efeito de membranas (P1QLS08) de gelatina contendo ácido úsnico incorporado em lipossomas sobre o processo de cicatrização de queimaduras de segundo grau em humanos. Trata-se de um Ensaio Clínico Piloto, controlado e randomizado, desenvolvido na Unidade de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE). Foram estudados 30 indivíduos, sendo o paciente seu próprio controle. As áreas para análise foram selecionadas de forma aleatória, compreendendo uma região denominada teste (administração da membrana - P1QLS08) e uma região denominada controle (tratada com sulfadiazina de prata - SDZ, produto de referência). Os pacientes foram submetidos à anamnese e acompanhados por 7, 14 e 21 dias após a administração dos produtos. Nos tempos determinados, foram feitos registros fotográficos padronizados tanto da área P1QLS08 quanto da SDZ, assim como foi realizada a coleta de secreção da ferida através do swab. Em seguida, procedeu-se à análise microbiológica, descrição macroscópica de cada imagem, bem como à análise pelo Image J®, a fim de se obter uma avaliação quantitativa. Observou-se predomínio de Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumanni, seguido de Staphylococcus aureus em ambos os grupos. Foi verificado melhor aspecto clínico das lesões, com padrão de redução de sua área visivelmente melhor em P1QLS08 que em SDZ, além de menor relevo, vascularização mais próxima do normal, menos pigmentação e flexibilidade mais compatível com a condição fisiológica no grupo P1QLS08 quando comparado ao grupo SDZ (p<0,05), contribuindo efetivamente para o desenvolvimento e utilização de um novo produto de importância clínica na aceleração dos eventos biológicos associados à dinâmica do reparo cicatricial em pacientes queimados. Esta tese também contou com duas revisões sistemáticas, sendo uma voltada para patentes e outra para instrumentos de avaliação clínica em pacientes queimados.

  • ANDREIA FREIRE DE MENEZES
  • VITILIGO: AVANÇOS NA COMPREENSÃO DA FISIOPATOLOGIA, FARMACOTERAPIA E QUALIDADE DE VIDA
  • Orientador : ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
  • Data: 26/06/2017
  • Tese
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  • Vitiligo é uma doença da pele que afeta entre 0,4 e 2,9% da população mundial, caracteriza-se por ser uma desordem de pigmentação adquirida, evidenciada por máculas acrômicas de diferentes formas e tamanhos, resultantes de alterações funcionais dos melanócitos. O mecanismo patogênico ainda é desconhecido e, embora não tenha sintomas sistêmicos, compromete em muitos aspectos a qualidade de vida do indivíduo, sendo por vezes psicologicamente devastador. Esse trabalho teve como objetivos (1) descrever a partir de revisões sistemáticas aspectos fundamentais da patologia envolvendo interleucinas, modalidades terapêuticas e patentes de novos produtos; (2) avaliar através de um estudo de metanálise a relação entre a doença e a percepção de qualidade de vida pelo indivíduo de acordo com suas características sociodemográficas e fatores psicológicos; e (3) avaliar através de um estudo transversal a qualidade de vida de portadores de vitiligo e associar à área afetada e ao índice de despigmentação da pele. Os dados mais recentes publicados na literatura, observados na revisão sistemática, demonstraram que as interleucinas estão diretamente relacionadas ao aspecto autoimune do vitiligo associando o aumento de interleucinas pró-inflamatórias à resposta inflamatória com recrutamento de células T citotóxicas e destruição dos melanócitos. Os estudos mostram o papel da IL-17 no aparecimento e progressão da doença e sua ação sinérgica com a IL-2, IL-6 e IL-33. A revisão envolvendo tratamentos farmacológicos revelou que as terapias medicamentosas atuais apresentam variação entre os indivíduos e são muitas vezes insatisfatórias, sendo os imunomoduladores bem tolerados. Na revisão que envolveu patentes dos últimos 5 cinco anos foi identificado que as drogas sintéticas que vêm sendo desenvolvidas têm aumentado ou permitido a produção de melanócitos ou ainda reduzido estresse oxidativo e imunossupressão, dentre eles destaca-se o afamelanotido, um agonista seletivo do receptor de melanocortina 1 (MC1R), atualmente em ensaio clínico. A metanálise realizada identificou que o vitiligo afeta mais a qualidade de vida das mulheres que os homens, e que possivelmente aspectos genéticos, ambientais e culturais estão relacionados a qualidade de vida, com destaque para o continente asiático, especialmente os estudos realizados na Índia. Pacientes com vitiligo têm taxas mais elevadas de ansiedade e sintomas depressivos, comportamentos de evitação para atividades sociais e baixa autoestima. Vitiligo em áreas mais visíveis e pele mais escura propicia uma qualidade de vida inferior. O estudo clínico transversal envolveu as caracterização sociodemográfica, clínica, e a aplicação do Vitiligo-specific quality-of-life instrument (VitiQoL), questionário desenvolvido e validado por pesquisadores da Universidade de Nova York e Chicago, que foi recentemente traduzido e validado no Brasil (2015). O estudo foi realizado com 50 pacientes atendidos no Serviço de Dermatologia/HU-UFS durante todo o ano de 2016 e identificou uma média de idade 32,8±16,6 anos, 62% foram do sexo feminino e a primeira lesão surgiu antes dos 20 anos de idade em 50% dos pacientes, 52,5% apresentaram a forma não-segmentar e 65,3% relataram perceber alteração das lesões com o estresse; a média do resultado do VitiQol foi 36,2±25,7, em uma escala de gravidade que varia de 0 a 90 pontos, e a média da avaliação pessoal da gravidade do vitiligo foi de 3.6±2.0, na escala que varia de 0 a 6 pontos. A correlação entre o percentual total da área despigmentada e a qualidade de vida foi considerada moderada (rS= 0.6898) e a média do índice relativo de melanina (RMI) foi de 47,6±25,4.

  • DANIELA TELES DE OLIVEIRA
  • Aspectos hormonais e imunológicos associados às formas graves e complicações da Hanseníase.
  • Orientador : AMELIA MARIA RIBEIRO DE JESUS
  • Data: 09/06/2017
  • Tese
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  • A Hanseníase é uma doença crônica, infecto-contagiosa, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. Este é transmitido por via aérea superior e infecta células fagocíticas da pele e as células de Schwann dos nervos periféricos. Apesar do tratamento clínico, os pacientes podem apresentar complicações inflamatórias, como as reações hansênicas e lesões em nervos periféricos, provocando incapacidade física. A doença pode apresentar diferentes perfis de respostas imunológicas que estão relacionadas com as suas manifestações clínicas. Embora se conheça sobre a resposta imune na hanseníase e também seja conhecido que os hormônios podem influenciar a evolução de infecções, ainda não há entendimento para gerar biomarcadores a fim de definir formas clínicas mais graves e complicações inflamatórias da doença. Diante disso, esse trabalho objetivou identificar biomarcadores hormonais e imunológicos associados às formas graves e complicações da hanseníase. A metodologia incluiu um estudo transversal de comparação de grupos baseado na coleta de dados clínicos e biomarcadores séricos (imunológicos e hormonais) de controles e pacientes com hanseníase. Além disso foi realizado um estudo prospectivo de acompanhamento mensal, durante o tratamento clínico e até um ano após a alta, a fim de avaliar o surgimento de episódios reacionais e/ou incapacidade física. Foram realizadas dosagem séricas de hormônios (ACTH, cortisol, IGF-1, GH e testosterona) e de citocinas (INF-ɣ, IL-12p70, IL-17A, IL1-β, IL-10 e TNF-α) e, em seguida, relacionados às formas clínicas (Indeterminada - HI, Tuberculóide - HT, Dimorfa - HD e Virchowiana - HV), classificação operacional (Paucibacilar-PB e Multibacilar-MB), presença de episódios reacionais e incapacidade física na hanseníase. Houve maior proporção de homens MB (54,3%). Os pacientes MB também apresentaram maior freqüência de episódios de reação (44,4%) e incapacidade física (76,5%), em comparação aos pacientes com PB. Quanto à presença de hormônios circulantes foi encontrado níveis elevados de ACTH em MB (24.2±13.1 ng/ml; p= 0.002) e PB (23.5±14.9 ng/ml; p= 0.007) quando comparados aos controles (11.9±12.3 ng/ml). Níveis elevados de cortisol também foram detectados nos pacientes HT(12.1±4.7 µg/dl) em relação aos controles (8.4±2.7 µg/dl, p= 0.003), HD (9.02±4.8 µg/dl; p= 0.004) e os HV (8.9±2.7 µg/dl; p= 0.03). Os pacientes que apresentaram reação hansênica antes do tratamento tiveram níveis mais baixos de ACTH (19.7±10.3 ng/ml) e cortisol (8.5±3.9 ng/ml; p= 0.04) quando comparados com os pacientes sem reação. Foram obtidos níveis mais altos de IGF-1 nos pacientes HI (6.5±6.4 ng/ml) que nas demais formas (TT 3.03±3.5 ng/ml; BL 3.1±4.5 ng/ml; LL 3.6±2.5 ng/ml). Baixo valores de GH estiveram presentes em pacientes que apresentaram reação hansênica no diagnóstico (0.3±0.2 ng/ml) quando comparados aos que não apresentaram essa complicação (1.1±1.6 ng/ml; p= 0.02). Os pacientes com incapacidades físicas (graus 1 e 2) apresentam níveis mais baixos de IGF-1 (2.8±1.6 ng/ml), quando comparados aos que não apresentam essa limitação (grau 0, 4.5±2.7 ng/ml; p= 0.007). Níveis elevados de testosterona foram encontrados em homens acima de 50 anos e MB (6.58± 3.2 ng/ml) quando comparado aos homens PB (4.21± 2.3 ng/ml) e com os controles (4.26± 0.8 ng/ml). Em relação à avaliação de marcadores imunológicos todas as citocinas avaliadas estiveram aumentadas nos pacientes, em relação aos controles, destacando INF-ɣ (79,02 ± 26,9 pg/ml), IL-10 (156,4 ± 53 pg/ml) e TNF-α (463,3 ± 160,6 pg/ml) que estavam elevadas nas formas virchovianas. Em relação à IL-17A, os pacientes com HT apresentaram níveis mais elevados (49,2 ± 10,5 pg/ml) quando comparados aos valores de pacientes com HV (40,7 ± 4,6 pg/ml). Já a IL1-β esteve elevada formas HI (62,9 ± 16,3 pg/ml) quando comparada às formas mais graves da doença e aos controles. Por fim o aumento em INF-ɣ (97,1 ± 44,5 pg/ml, p= 0.02) e TNF-α (407,3 ± 82,08 pg/ml, p= 0.04) esteve relacionado, nos pacientes multibacilares, à ocorrência de episódio reacional. E esta última, também, mais elevada nos pacientes com incapacidade física (354,3 ± 92,2 pg/ml, p= 0.04). Sugere-se que os marcadores acima descritos podem ser utilizados como preditores das formas graves e complicações da hanseníase e, assim, promover intervenções precoces a fim de evitar maiores danos aos pacientes.

  • FABÍOLA SANTOS GABRIEL
  • Placa Aterosclerótica à Angiotomografia de Coronárias em Pacientes com Escore de Cálcio Zero
  • Orientador : JOSELINA LUZIA MENEZES OLIVEIRA
  • Data: 02/06/2017
  • Dissertação
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  • Fundamento: Diante da alta mortalidade por Doenças Cardiovasculares no mundo faz-se necessário a estratificação dos principais fatores de riscos e escolha correta da modalidade diagnóstica. Diversos estudos demonstraram que escore de cálcio (EC) zero caracteriza baixo risco de eventos cardiovasculares. No entanto, a frequência de indivíduos portadores de placa aterosclerótica coronária com EC zero é conflitante na literatura médica especializada.Objetivo: Avaliar a frequência de placa aterosclerótica coronária e fatores associados em portadores de EC zero, assim como determinar o grau de obstrução das mesmas.Métodos: Trata-se de estudo transversal, prospectivo e com 367 voluntários portadores de EC zero mediante a realização de EC e angiotomografia computadorizada de coronárias (ATCC), no período de 2011 a 2016, em quatro centro de imagens. A amostra foi obtida por conveniência e de forma consecutiva.Resultados: A frequência de placa aterosclerótica nas artérias coronárias dos 367 pacientes com EC zero foi de 9,3% (34 indivíduos); neste subgrupo a média de idade foi de 52±10 anos, 18 (52,9%) eram mulheres e 16 (47%) exibiam obstruções coronarianas significativas (> 50%), alguns em mais de um segmento. A frequência de não obesos (90,6% vs 9,4%; p=0,037) e de etilistas (55,9% vs 44,1%; p=0,015) foi significativamente maior nos portadores de placa aterosclerótica, apresentando, cada variável, odds ratio de 3,4 para o desenvolvimento das referidas placas. Conclusões: A frequência de placa aterosclerótica com EC zero foi considerável, evidenciando que a ausência de calcificação, mediante a ATCC, não exclui placa e nem lesão obstrutiva principalmente nos não obesos e etilistas.

  • ALLAN DANTAS DOS SANTOS
  • Análise espacial para o mapeamento de casos e definição de áreas de risco da esquistossomose mansoni no estado de Sergipe, Brasil.
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 26/05/2017
  • Tese
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  • Introdução: Em Sergipe, a esquistossomose mansoni apresenta um elevado número de casos humanos em áreas urbanas e rurais, tornando-se uma preocupação constante e um grave problema de saúde pública. Novas estratégias vêm sendo aplicadas para auxiliar no controle e monitoramento, a exemplo da tecnologia geoespacial, e com ela o SIG (Sistema de Informação Geográfica) e GPS (Geografic Positioning System) através de recursos computacionais de análise espacial de informações em diferentes contextos geográficos. Objetivos: Aplicar técnicas de geoprocessamento e análise espacial no estudo da ocorrência da esquistossomose mansoni no estado de Sergipe, Brasil. Resultados: Os resultados obtidos geraram três artigos. O primeiro artigo analisou aspectos epidemiológicos e geoespaciais para identificação de áreas de risco para esquistossomose mansoni no estado de Sergipe, Brasil. Foi realizado um estudo tipo ecológico e de série temporal (2005 a 2014) com dados secundários do Sistema de Informação do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE). Tendências temporais foram analisadas pelo Programa Join Point Regression obtendo-se a variação percentual anual (APC) das taxas de prevalências anuais. Foram registrados 78.663 casos de esquistossomose em 51 municípios do estado de Sergipe, média de 8,78% de positividade; 79,81% dos casos foram tratados; o estado apresentou uma tendência temporal decrescente (APC: -2,78) e autocorrelação espacial positiva, sendo o Índice de Moran Global significativo (I= 0,19; p-valor=0,03) e identificação de clusters, de alto risco, localizados no nordeste e centro-sul do Estado. O segundo artigo analisou a distribuição espacial e as características epidemiológicas relacionadas à esquistossomose mansoni através de um estudo epidemiológico, descritivo e transversal, realizado no município de Simão Dias/SE. Os casos positivos de Schistosoma mansoni foram georreferenciados utilizando um receptor GPS para a localização espacial dos domicílios onde existiam casos de esquistossomose e adotado o estimador de intensidade de Kernel para análise espacial dos dados. O município foi considerado de baixa endemicidade para esquistossomose (prevalência de 4,3%). A análise espacial permitiu a construção de mapas apontando a existência de três regiões de riscos para transmissão da esquistossomose no município. O terceiro artigo analisou casos humanos da esquistosso¬mose e criadouros de caramujos do gênero Biomphalaria com o uso geotecnologias e plataformas móveis em um município do estado de Sergipe, Brasil através de dois levantamentos transversais nos anos de 2013 e 2104 realizados no município de Barra dos Coqueiros/SE. A análise espacial foi realizada por meio do estimador de intensidade de Kernel. Constatou-se uma redução na prevalência de esquistossomose de 8,08% (2013) para 4,86 (2014); prevaleceram a infecção leve e em adolescente e/ou adultos jovens. Na investigação malacológica foram coletados 387 exemplares de caramujos do gênero Biomphalaria glabrata, sendo todos negativos para a infecção pelo S. mansoni. A análise espacial apontou uma forte tendência espacial para maior risco de transmissão da esquistossomose ao norte e sul em 2013 e apenas ao norte do Canal em 2014. Todas as análises espaciais foram realizadas utilizando os softwares GPS TrackMaker Pro (Versão 13.9) e TerraView 4.2.2. Os resultados da tese permitem constatar a importância do uso de ferramentas de análise espacial que incorporam a dependência espacial em áreas de ocorrência de esquistossomose em Sergipe. A variedade de técnicas analíticas de análise espacial disponíveis em Sistemas de Informações Geográficas nessas diferentes abordagens epidemiológicas e geográficas tornou o estudo viável e configuraram-se como uma importante ferramenta metodológica para o monitoramento e controle dessa doença parasitária.

  • FELIPA DAIANA BEZERRA
  • CUIDADO NEONATAL EM SERGIPE: ESTRUTURA, PROCESSOS DE TRABALHO E IMPLEMENTAÇÃO DOS COMPONENTES DO ESSENTIAL NEWBORN CARE
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 12/05/2017
  • Dissertação
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  • A organização da assistência perinatal, segundo o enfoque de risco, implica que toda gestante e recém-nascido sejam atendidos adequadamente no nível de complexidade que necessitam. Objetivo: Descrever a estrutura e os processos de atendimento à gestante e ao recém-nascido, incluindo os cuidados neonatais essenciais, das unidades neonatais do Estado de Sergipe. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal integrado à pesquisa Nascer em Sergipe: inquérito sobre assistência pré-natal, parto e puerpério, realizado entre junho de 2015 e abril de 2016 nas maternidades públicas, mistas e privadas do Estado de Sergipe que tiveram pelo menos 500 partos em 2014, totalizando 11 maternidades. Inicialmente foi aplicado um questionário utilizado anteriormente em pesquisa de alcance nacional aos gestores das unidades elegíveis sobre a estrutura e os processos de trabalhos existentes; posteriormente, número representativo dessas puérperas foram entrevistadas. Resultados: Os resultados mostraram que Sergipe dispõe de 78 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e 90 de Unidade Intermediária (UI) para atendimento da demanda espontânea e programada. Somente seis maternidades (54,5%) realizam a classificação de risco e quatro (36,3%) possuem protocolos para atendimento das parturientes de alto risco. Além disso, no que se refere aos componentes do Essencial Newborn Care que correspondem a estratégias que têm o objetivo melhorar a saúde do recém nascido em diferentes estágios desde a concepção até o período pós natal , apenas 18% das mulheres tiveram a presença do acompanhante em todos os momentos do parto, 41% tiveram contato pele a pele precoce com seu (ua) filho (a) e 33,1% amamentaram na primeira hora de vida. Conclusão: Observou-se uma distribuição inadequada de leitos de UTI neonatal entre Capital e não Capital, baixa adesão aos protocolos das emergências hipertensivas e hemorrágicas; as políticas de humanização, classificação de risco para a gestante e as práticas do Essencial Newborn Care principalmente o contato pele a pele precoce e amamentação na primeira hora de vida também tiveram baixos percentuais nas maternidades do Estado.

  • MÔNICA SILVA SILVEIRA
  • A saúde mental de mulheres com morbidade materna grave e near miss em Sergipe
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 11/05/2017
  • Tese
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  • Introdução: O estudo da morbidade materna grave e near miss (MMG/NM) refere-se a complicações relacionadas à gravidez, parto e puerpério, e traz discussão sobre a qualidade da saúde materna. Objetivos: Identificar e avaliar a relação entre o transtorno mental comum, a vinculação adulta e materna, e o suporte social em mulheres que vivenciaram a morbidade materna grave e near miss. Método: Estudo observacional, de coorte prospectivo. Realizado em maternidades públicas de referência do estado de Sergipe, com 549 participantes, divididas em grupos de expostos à MMG/NM e não expostos. Os dados foram analisados no software R versão 3.3.2 (R CORE TEAM, 2016). Na análise foi utilizada estatística descritiva, teste de Mann-Whitney, qui-quadrado ou Teste exato de Fisher para as variáveis categóricas e análise multivariada para definição das possíveis associações, e para as variáveis contínuas o teste T de Student. A significância das diferenças entre os grupos estimada (χ2) ao nível de significância de 0,05. Resultados: Pode-se observar fatores de risco associados à MMG/NM, em mulheres com média de idade ± desvio-padrão (DP) acima de 28,15 ± 28 anos (p=0,038), que não trabalham, não fazem o pré-natal, e consomem bebida alcoólica. Apresentam maior chance de ansiedade (ORC 3,05 p<0,000) e depressão maior (OR 10,3 p<0,000), depressão pós-parto (ORC 25,0 p<0,000), e 44% de comportamento de esquiva (p<0,001), (RR 2,76, [95% IC 2,44-3,14]) e 20% de intrusão (RR 2,07 [95% IC 1,89-2,26]. Foi constatado associação de menor suporte social (<0,001) na MMG/NM e maior estilo de vinculação adulto negativo (<0,001). Identificou-se a tendência significativa num continuum de sintomas para o adoecimento mental nos três períodos de coleta (p<0,001). Conclusão: Constata-se que situação de morbidade materna grave e near miss gera impacto negativo à saúde psicológica da mulher e afeta as relações psicossociais. Esperamos que os resultados deste estudo possam contribuir para a implementação de protocolos e práticas específicas de integralidade do conhecimento no campo da saúde mental e da assistência psicossocial, a fim de adotar ações preventivas e de tratamento.

  • LUCAS DE ASSIS PEREIRA CACAU
  • VALORES DE REFERÊNCIA E EQUAÇÃO PREDITORA PARA O TESTE DE CAMINHADA DE SEIS MINUTOS EM CRIANÇAS SAUDÁVEIS DE 7 A 12 ANOS NO BRASIL: O ESTUDO MULTICÊNTRICO TC6minBRASIL.
  • Orientador : VITOR OLIVEIRA CARVALHO
  • Data: 24/04/2017
  • Tese
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  • Introdução: O teste de caminhada de seis minutos (Tc6min) é um teste físico conceitualmente realizado sob um esforço submáximo, de fácil aplicação e baixo custo, usado para avaliação da capacidade física ou para estratificação prognóstica em alguns tipos de pacientes. Os participantes são orientados a andar em um corredor plano de 30 metros de comprimento. Objetivos: Estabelecer valores de referência para o Tc6min em crianças saudáveis de 7 a 12 anos no Brasil; determinar as variáveis que influenciam a distância percorrida; elaborar uma equação para predizer a distância máxima percorrida e testar essa equação para predizer a distância máxima percorrida no Tc6min em uma amostra independente de crianças saudáveis de 7 a 12 anos no Brasil. Métodos: Participaram do estudo 1496 crianças saudáveis, avaliadas por 11 centros em todas as regiões do Brasil, com idades entre 7 a 12 anos, recrutadas em escolas públicas e particulares das suas respectivas regiões. O comitê diretivo do estudo TC6minBrasil realizou uma vídeo-conferência com cada centro para apresentação do estudo, orientações quanto a organização do espaço físico e aplicação do teste. Apos a inclusão da criança no estudo, os dados foram coletados e inseridos em fichas padronizadas. Cada criança foi pesada numa balança e medida com fita métrica para obtenção dos valores de peso e altura. Foram verificados e anotados na ficha de avaliação: frequência cardíaca e saturação periférica de Oxigênio (%) e pressão arterial (mmHg). O principal desfecho do estudo foi a distância percorrida através do teste de caminhada de seis minutos. Para análise dos dados foi utilizado o programa estatístico R. Resultados: Houve comportamento gaussiano da amostra em relação à distância percorrida no Tc6min. Nota-se também maior distância média percorrida no sexo masculino (531,1m) e diferença de 24,9 metros (p<0,0001) para o sexo feminino (506,2m). Foram estabelecidos valores de referência para o Tc6min: para 7 anos entre 487-407 metros, para 8 anos entre 505- 420 metros, para 9 anos entre 521-433 metros, para 10 anos entre 538-446 metros, para 11 anos entre 555-439 metros e para 12 anos entre 572-472 metros. Algumas variáveis do estudo se correlacionaram entre si de forma linear, porém, somente o delta da frequência cardíaca se correlacionou de forma moderada com a distância (r=0,52). As variáveis que contribuíram na descrição da distância foram: sexo, região, idade e delta de frequência cardíaca. Conclusão: Foram estabelecidos valores de referência para o Tc6min em crianças saudáveis de 7 a 12 anos no Brasil e geradas as seguinte equações para predizer a distância máxima percorrida no Tc6min, para o sexo masculino: Distância=16,86*Idade+1,89*DeltaFc-0,80*Peso+336,91GR1+360,91GR2 e para o sexo feminino: Distância= 13,54*Idade+1,62*Delta Fc-1,28*Peso+352,33GR1+394,81GR2. Além disso, a equação estabelecida neste estudo conseguiu predizer a distância máxima percorrida, com erros de aproximadamente 10 metros em média, quando testada numa amostra independente.
  • MÁRCIO BEZERRA SANTOS
  • RESPOSTA IMUNE A ANTÍGENOS DE Mycobacterium leprae E APRESENTAÇÃO CLÍNICA DA HANSENÍASE COMO PERSPECTIVA PARA O DESENVOLVIMENTO DE FERRAMENTAS PARA PROGNÓSTICO E IMUNOPROFILAXIA
  • Orientador : AMELIA MARIA RIBEIRO DE JESUS
  • Data: 24/04/2017
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  • A Hanseníase é uma doença infecciosa crônica e de evolução lenta causada pelo Mycobacterium leprae. Estima-se que uma pequena porcentagem (menos de 1%) dos indivíduos infectados pelo M. leprae desenvolve a doença. Diversos autores sugerem que o padrão genético e variações nos mecanismos da resposta imunológica do paciente influenciam na susceptibilidade ou resistência à doença. Além disso, os estudos mais recentes estabeleceram o papel das respostas de células Th1, Th2 e Treg na imunopatogênese na hanseníase. No entanto, diversos mecanismos da resposta imune que atuam na evolução clínica ainda carecem de esclarecimentos. Diante disso, este estudo teve como objetivo avaliar o papel da resposta imune na apresentação clínica da hanseníase e o uso de antígenos recombinantes de M. leprae como perspectiva para o desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico e vacina. Para investigar o envolvimento das células da resposta imune na patogênese da hanseníase, analisamos o perfil de células Th1 e Th17 em lesões e soro de pacientes com hanseníase e controles contactantes. As células T CD4+IL-17+ e que expressam IL-17A, IFN-y e IL-10 foram avaliadas por microscopia confocal em biópsias de lesões de pacientes tuberculóides (HT) e virchowianos (HV). As citocinas inflamatórias foram dosadas em amostras de soro pela técnica de Luminex. As células mononucleares de sangue periférico (PBMC) foram estimuladas com PPD e o fenótipo de células produtoras de citocinas foi determinado por citometria de fluxo. Além disso, dado que as células T CD4 multifuncionais são capazes de secretar simultaneamente combinações de IFN-γ, IL-2 ou TNF-α e que estão envolvidas na diferenciação de células de memória efetora e central em outras infecções, nós hipotetizamos que elas poderiam também contribuir no controle da infecção pelo M. leprae. Para tanto, PBMC de controles contactantes (31) e de pacientes com hanseníase (39 PB e 17 MB) foram incubadas com antígenos recombinantes e brutos (ML2028, MLCS e PPD). Observamos que as lesões de HT tinham mais células CD4+IL-17A+ do que HV. Níveis mais elevados de IFN-γ sérico foram detectados em PB, assim como em pacientes MB com reações hansênicas (MB LR+). Concentrações mais elevadas de IL-17A e IL-1β foram observadas nos soros de PB do que nos pacientes MB. A avaliação das citocinas secretadas nos sobrenadantes de cultura por ensaio multiplex revelou níveis mais elevados de IFN-γ e IL-2 (citocinas da resposta Th1) em células de controles contactantes e PB. As análises multiparamétricas por citometria de fluxo revelaram maior frequência de células T multifuncionais específicas, em controles contactantes, do que em pacientes. Estes resultados indicam que as células Th17 estão associadas a uma resposta inflamatória efetiva que se apresenta nas formas PB, mas não estão associadas à resposta inflamatória durante as reações hansênicas em pacientes MB. Enquanto que as células Th1 estão associadas às formas PB, mas também aos episódios de reação. Nossos dados indicam que controles contactantes, quando estimulados com antígenos recombinantes, produziram mais células T multifuncionais e isto sugere que estas células proporcionam uma resposta imunológica mais eficaz contra a infecção por M. leprae, o que previne o desenvolvimento da hanseníase.

  • RENAN GUEDES DE BRITO
  • β-Citronelol complexado em β-ciclodextrina apresenta efeito anti-hiperalgésico por ativação dos sistemas glutamatérgico, opioidérgico e noradrenérgico.
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 06/04/2017
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  • O β-citronelol (βCT) é um monoterpeno presente no óleo essencial de plantas do gênero Cymbopogon, cuja atividade antinociceptiva já foi descrita, sendo desconhecido seu efeito sobre a dor crônica e o possível benefício de sua complexacão em ciclodextrinas (CDs). Desta forma, objetivou-se estudar o papel das CDs complexadas com fármacos analgésicos e o possível efeito anti-hiperalgésico do βCT não complexado e complexado em β-ciclodextrina (βCT-βCD). Para avaliar se as CDs melhoram o efeito de drogas analgésicas, foi realizada uma revisão sistemática e meta-análise utilizando os termos “Analgesics”, “Cyclodextrins” e “Drug Effects” nas bases SCOPUS, PUBMED and EMBASE. Para avaliar a ação anti-hiperalgésica do βCT, foram utilizados camundongos swiss ou C57BL/6J machos em modelos agudo e crônico. Grupos de animais foram tratados com veículo, CT ou droga padrão e submetidos aos testes agudos de hiperalgesia induzida por carragenina (CG), dopamina, TNF-α e PGE2, e ao edema de pata induzido por CG. Após injeção de CG, animais foram perfundidos e a medula lombar foi submetida ao protocolo imunofluorescência para Fos. Posteriormente, o βCT-βCD foi preparado e caracterizado por Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC), Termogravimetria/Termogravimetria derivada (TG/DTG), Infravermelho (FTIR) e Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). A eficiência de complexação foi avaliada por Cromatografia Liquída de Alta Performance (HPLC). Grupos de animais foram submetidos ao modelo de dor muscular crônica. Após a confirmaçao da hiperalgesia, camundongos foram tratados com βCT-βCD, veículo ou tramadol diariamente, por 6 dias. Após 1 h, avaliou-se a hiperalgesia secundária (von Frey), a hiperalgedia primária (tweezer), a força muscular (grip meter) e a coordenação motora (rota rod). Injeções de naloxona, metisurgida, AP5, AM251 e ioimbina em áreas encefálicas ou medulares testaram o envolvimento dos sistemas opióide, serotoninérgico, glutamatérgico, canabinóide e noradrenérgico, respectivamente. Estudos de Docking testaram a interação de βCT-βCD com receptores NMDA, kappa, delta, mu e 5-hidroxitriptamina. Os resultados foram expressos em média ± e.p.m. e analisados com o software Graph Pad Prism. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética da UFS (CEPA: #72/11 e #42/13). Vinte e dois artigos foram identificados. A análise demonstrou que as CDs aumentaram em até 83% o efeito analgésico nos estudos clínicos e melhorou significativamente, nos pré-clínicos, a atividade analgésica (p<0,01). O βCT reduziu a hiperalgesia induzida por todos os algógenos e o edema de pata (p<0,05), diminuido a expressão de Fos na medula (p<0,01). As análises da caracterização por DSC, TG/DTG, FTIR e MEV comprovaram a formação do complexo βCT-βCD, sendo a co-evaporação o melhor método, com eficiência de 76%. βCT apresentou tempo de efeito de 4h enquanto o βCT-βCD de 7h. O βCT-βCD reduziu significativamente (p<0,001) a hiperalgesia primária e secundária, sem causar alterações na força e na coordenação motora. O efeito anti-hiperalgésico foi revertido por AP5 e naloxona na substância cinzenta periaquedutal, por naloxona no Locus coeruleus e por naloxona e ioimbina na medula espinhal. No docking molecular foi verificada uma menor energia de ligação do βCT com receptores opióides e glutamatérgico. Conclui-se que o complexo βCT-βCD reduziu a hiperalgesia no modelo de nocicepção muscular crônica, agindo nos receptores opioides, glutamatérgico e adrenérgico

  • ANDRÉA COSTA DE OLIVEIRA
  • Construção e Validação de Instrumento de Avaliação da Funcionalidade de Indivíduos com Esquistossomose baseado na CIF
  • Orientador : KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
  • Data: 31/03/2017
  • Dissertação
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  • Introdução: A esquistossomose mansoni é uma doença parasitária grave e incapacitante, no entanto, faltam ferramentas de avaliação que proporcionem dados precisos sobre a funcionalidade desses indivíduos. Objetivo: Construir e validar um instrumento de avaliação da funcionalidade de indivíduos com esquistossomose baseado na CIF. Materiais e Métodos: Trata-se de um estudo de desenvolvimento metodológico tipo validação, o qual foi realizado em quatro etapas: a) Construção do instrumento, por meio da seleção de categorias da CIF pertinentes à condição dos indivíduos com esquistossomose e elaboração das perguntas com base nas categorias selecionadas e respostas conforme os critérios de qualificação segundo a CIF. b) Submissão do instrumento ao grupo de juízes especialistas na temática para validação de conteúdo. c) Aplicação do instrumento pela técnica de teste reteste junto a população alvo, constituída pelo grupo com esquistossomose e sem esquistossomose. Ambos os grupos foram constituídos por indivíduos residentes no povoado Ribeira, Itabaiana, Sergipe; faixa etária a partir dos 18 anos e não possuir outra doença que possa interferir na funcionalidade. d) Estimativa do grau de concordância e confiabilidade interobservador, na validação de conteúdo foram calculados o IVC e o Kappa, na fase de teste reteste calculou-se o kappa, não ponderado, com ponderação linear e quadrática. Resultados: Após a fase de elaboração, o instrumento foi composto por 41 perguntas, sendo 13 do componente funções do corpo, 6 de estruturas do corpo, 9 de atividade e participação e 13 referente aos fatores ambientais. Após a validação de conteúdo por quatro juízes, 40 perguntas foram consideradas validadas, sendo uma de funções do corpo excluída por não ser considerada relevante e, as sugestões dos juízes foram acatadas como forma de aperfeiçoar o instrumento. Na fase de aplicação do instrumento pela técnica de teste reteste, o intervalo de Kappa foi de, não ponderado 0.030-1, com ponderação linear 0.035-1 e, com ponderação quadrática 0.035-1, sendo que 12 itens foram validados, 13 excluídos, em quatro não foi possível calcular o Kappa, os quais permaneceram no instrumento e, 11 itens, apesar de não terem sido validados, foram reformulados a partir das informações obtidas durante a aplicação do instrumento, por serem considerados característicos da condição de saúde de indivíduos com esquistossomose e fundamentais para uma investigação mais detalhada. Conclusão: Assim, a partir das evidências elucidadas, o instrumento proposto apresenta validade e confiabilidade interobservador e, pretende-se que os resultados desse trabalho, aliado a outros conhecimentos resgatados por meio de estudos paralelos, congregue subsídios para elaboração de políticas públicas voltadas a estratégias mais coerentes para o controle da endemia

  • LARISSA PAES LEME GALVÃO
  • Aspectos clínicos e polimorfismos no gene do IL1B em mulheres com pré-eclâmpsia
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 24/03/2017
  • Tese
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  • Pré-eclâmpsia (PE) é uma das principais causas de near miss materno e morte materna no Brasil e no mundo e é caracterizada pela ocorrência de hipertensão e proteinúria na gestação. O componente genético materno e fetal na participação da PE é irrefutável, e em associação com fatores de risco pessoais e ambientais que interagem entre si e determinam em alguns indivíduos a ocorrência e a gravidade da doença. Em fase precoce da gestação, citocinas podem causar um processo inflamatório exagerado, causando lesão endotelial e estresse oxidativo. Na PE, e considerando-se a variação étnica, essas citocinas são codificadas através de seu gene codificador, entre eles o gene do IL1B. Objetivos: Com o objetivo de investigar a associação entre polimorfismos no gene do IL1B em mulheres com PE e a influência de possíveis fatores de risco maternos e ambientais, realizou-se um estudo do tipo caso-controle em duas maternidades de referência no estado de Sergipe. Métodos: Uma entrevista foi realizada e o DNA de 456 voluntárias foi coletado para análise. Ressalta-se aqui a predominância de indivíduos melanodermas e feodermas: poucos estudos com esta população são encontrados na literatura utilizando essa população em particular relacionando o gene do IL1B e PE. A análise genética objetivou a representação do gene integralmente e para tanto quatro tagSNPs do gene da IL1B foram analisados, sendo eles: rs1143643, rs1143633, rs1143634 e rs1143630. A análise da associação entre os haplótipos e valores de p foram calculados usando o software THESIAS. Teste de qui quadrado, Teste de Fisher, Odds Ratio, intervalo de confiança e regressão logística foram realizados. Resultados: Fatores como obesidade, primiparidade, parto cesáreo e baixo nível de consciência no momento da admissão no serviço de saúde relacionaram-se à PE. Foi identificada evidência sugestiva da associação do alelo “T” no rs1143630 no grupo de mulheres com PE. Conclusão: Conhecer os processos que deflagram a PE é o primeiro passo para reduzir a ocorrência do near miss materno e morte materna no mundo. Em muitos aspectos, esse é um dos desafios mais importantes e urgentes da obstetrícia na atualidade.

  • MAYARA ELLEN DE JESUS AGRIPINO
  • EFEITO HIPOALGÉSICO DA CORRENTE ALTERNADA EM MÉDIA FREQUÊNCIA EM QUILOHERTZ (AUSSIE) EM INDIVÍDUOS SAUDÁVEIS: ENSAIO CLINICO RANDOMIZADO
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 03/03/2017
  • Dissertação
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  • Estudos relatam que a corrente alternada é mais eficaz em promover analgesia que as correntes pulsadas de baixa frequência. Porém, o potencial hipoalgésico e a utilização clínica da corrente alternada de média frequência em kHz (Aussie) são baseados em mecanismos de ação hipotéticos. O presente estudo teve, como objetivo, investigar o potencial hipoalgésico da corrente Aussie (CA) em indivíduos saudáveis. Oitenta e um sujeitos saudáveis foram submetidos à eletroestimulação com corrente alternada de média frequência em quilohertz durante 20 minutos, sendo randomizados em três grupos distintos (1 kHz, 4 kHz ou placebo). Limiar de dor por pressão (LDP, algometria), modulação condicionada da dor (MCD, dor isquêmica no membro superior contralateral e algometria), somação temporal (ST, algometria) foram mensurados antes e após intervenção, o nível de ansiedade (IDATE-T e IDATE-E), por sua vez, foi mensurado apenas no momento pré-intervenção. Ao final do protocolo, os sujeitos foram questionados com relação ao tratamento que receberam e o conforto durante a estimulação (escala numérica) e, similarmente, os avaliadores sobre sua expectativa relacionada ao grupo de alocação dos sujeitos. Estas respostas foram registradas e usadas para testar a adequação do procedimento de mascaramento referente ao sujeito e ao investigador. O nível ansiedade, avaliado no momento pré-intervenção, não diferiu entre os grupos que receberam a CA ativa (1 kHz/ 4 kHz) ou placebo, sendo p>0,05. Em relação ao LDP, não houve diferença estatisticamente significativa nos grupos de intervenção CA ativa 1kHz, ativa 4 kHz e placebo em nenhum dos momentos avaliados. O grupo ativo CA 4 kHz apresentou redução estatisticamente significativa da amplificação da intensidade da dor, verificada pela redução da intensidade de dor percebida, no décimo (p=0,02), vigésimo (p=0,01) e trigésimo segundos (p=0,001), no teste de ST. O grupo ativo CA 1 kHz, por sua vez, apresentou redução significativa da intensidade de dor apenas no final da mensuração (trigésimo segundo; p=0,01). Na avaliação da MCD, não houve diferença significativa do LDP, durante a indução de isquemia, nos grupos CA ativo 4 kHz e CA ativo 1 kHz, no momento antes e após intervenção (p>0,05). No entanto, no grupo placebo, houve redução significativa do LDP, apenas durante a isquemia induzida, comparando pré e pós-intervenção (p=0,01). Dessa forma, o nosso estudo, fornecem evidências de que a corrente aussie, principalmente, quando utilizada com frequência equivalente 4 kHz, apresenta resultados hipoalgésicos, tendo possível ação inibitória no sistema nervoso central (SNC).

  • ALAN SANTOS OLIVEIRA
  • Atividade anti-inflamatória, antinociceptiva e antioxidante do extrato etanólico de Leonurus sibirucus L. (Lamiaceae)
  • Orientador : ENILTON APARECIDO CAMARGO
  • Data: 24/02/2017
  • Dissertação
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  • A inflamação é um componente importante no desenvolvimento de diversas patologias cujo processo primário é o recrutamento de leucócitos provocando lesão tecidual. A necessidade de novos compostos para tratar esta condição é iminente. Neste contexto, as plantas medicinais representam uma alternativa viável para este fim. A Leonurus sibiricus L. é uma planta popularmente utilizada para tratar a inflamação e poucos estudos dão suporte a este uso. O presente estudo teve como objetivo investigar os efeitos antioxidante, antinociceptivo e anti-inflamatório do extrato etanólico de partes aéreas de L. sibiricus. O conteúdo total de fenóis e flavonoides, bem como a análise cromatográfica por cromatografia líquida de alta performance foram realizados para caracterizar o extrato etanólico do Leonurus sibiricus (EELS). In vitro, foram realizados os ensaios de capacidade antioxidante por eliminação de radicais 2,2-difenil-1-picril-hidrazila (DPPH), 2,2'-azinobis (ácido 3-etilbenztiazolino-6-sulfônico (ABTS) e óxido nítrico (NO), inibição da peroxidação lipídica e o ensaio de potencial reducional de ferro (FRAP). In vivo, foi avaliada a atividade antinociceptiva, pelo teste de formalina na pata e placa quente, e anti-inflamatória, pelo teste de edema de orelha induzido por 12-O-tetradecanoilforbol-acetato (TPA). Os resultados foram expressos como média ± SEM e analisados por análise de variância seguido pelo teste de Tukey; p<0,05 foi considerado significativo. Os conteúdos de fenóis totais e flavonoides no extrato foram de 60,1 ± 0,1 mg de equivalentes de ácido gálico/g de extrato e 15,4 ± 0,1 mg de equivalentes de catequinas/g de extrato, respectivamente. No perfil cromatográfico do EELs foram identificados o ácido clorogênico, o ácido cafeico, o ácido ferúlico, o ácido p-cumárico e a quercetina. Observou-se diminuição significativa do radical DPPH, ABTS e NO, bem como o aumento no potencial de redução pelo ensaio de FRAP. Além de redução da peroxidação lipídica espontânea ou induzida por FeSO4 in vitro. No teste de formalina na pata, a administração do EELs (400 mg/kg) reduziu (p<0,05) o tempo de lambida/mordida na segunda fase do teste da formalina em comparação com o grupo veículo, bem como o tratamento com morfina e aspirina (p<0,05 cada). Entretanto, somente a morfina diminuiu (p<0,05) este parâmetro na primeira fase do teste. No teste da placa quente, a administração do EELs (100, 200 ou 400 mg/kg) não aumentou o tempo de latência dos camundongos na placa quente. No teste do campo aberto, a administração de EELs aos animais não alterou a distância percorrida em comparação ao controle, mas o diazepam diminui esta distância significativamente. No edema induzido por TPA, observou-se que a administração tópica do EELs, concomitante ao TPA, reduziu a espessura (p<0,05), a atividade de MPO (p<0,05), a produção de TNF-α e IL-1β (p<0,05) e a peroxidação lipídica (p<0,05) na orelha, bem com aumentou o FRAP neste tecido (p<0,05). Conjuntamente, estes resultados mostram que o EELs apresenta propriedades anti-inflamatória, antinociceptiva e antioxidante, embasando o uso popular para o tratamento de condições inflamatórias.

  • REUTHEMANN ESEQUIAS TEIXEIRA TENÓRIO ALBUQUERQUE MADRUGA
  • AVALIAÇÃO SOMATOSSENSORIAL E FUNCIONAL EM PACIENTES SUBMETIDOS À ARTROPLASTIA TOTAL DO JOELHO.
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 24/02/2017
  • Tese
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  • A osteoartrose (OA) do joelho é uma doença degenerativa, crônica que promove dor intensa e frequentemente compromete a população idosa. Com a gravidade da OA e a falta de sucesso dos métodos convencionais, a Artroplastia Total do Joelho (ATJ) tem sido o tratamento cirúrgico mais utilizado, para melhora da função biomecânica e da qualidade de vida. No entanto, alguns pacientes, apresentam a persistência de dor. Portanto, para melhor compreensão do quadro álgico torna-se necessário a utilização de testes somatossensoriais e funcionais. Objetivo: Avaliar o Limiar de Dor por Pressão (LDP) dos pacientes com OA e submetidos à ATJ, bem como analisar a associação da intensidade de dor com os fatores funcionais. Métodos: Estudo caso-controle, participaram 40 sujeitos, selecionados por conveniência no Centro de Especialidade em Ortopedia e Trauma (CEOT), divididos em dois grupos: grupo ATJ formado por 20 pacientes operados, sendo avaliados em três fases: pré-operatória, seis e 12 meses; e o grupo controle formado por 20 sujeitos saudáveis, assintomáticos, pareados por sexo e idade, avaliados em um único momento. O LDP foi realizado pelo algômetro de pressão digital e aplicado perpendicularmente a pele em seis pontos peripatelares (P1, P2, P3, P4, P5 e P6) e três pontos tibiais (P7, P8 e P9). A intensidade de dor foi mensurada na escala numérica de zero a 10. A força muscular avaliada pelo dinamômetro manual digital. A amplitude de movimento obtida pelo flexímetro. Equilíbrio estático mensurado pelo baropodômetro e utilizado o speed test para medir a velocidade da marcha. Resultados: O grupo controle apresentou maior LDP, com diferença estatística, comparado ao grupo ATJ em todos os pontos (P) peripatelares e tibiais (p< 0,002). Na fase pré-operatória houve menor LDP em relação a fase de seis meses nos P3, P4, P5, P6, P8 e P9 (p<0,05). Aos 12 meses ocorreu uma redução do LDP nos P4, P5, P6, P8 e P9 (p<0,05) quando relacionado a fase de seis meses. Na comparação entre os P em cada fase da avaliação, observou que somente na fase pré-operatória, o LDP foi menor no P6 em relação aos P3 e P4 (p<0,005). Foram encontradas correlações de moderada a forte, e inversamente proporcional, entre dor em movimento e força dos flexores (r = -0,46), extensores do joelho (r = -0,49), abdutores do quadril (r = -0,59) e velocidade da marcha (r = -0,6), na fase pré-operatória. Conclusão: Na fase pré-operatória houve menor LDP, provavelmente, em virtude da cronicidade da OA e consequentemente da sensibilização central e periférica. Aos seis meses de pós-operatório, encontrou redução do quadro álgico, podendo relacionar à eficácia da ATJ e da reabilitação. Semelhante à fase pré-cirúrgica, aos 12 meses, o LDP diminuiu, possivelmente estando atrelado ao mecanismo de sensibilização central de dor, contribuindo negativamente para o declínio da força muscular e da velocidade média da marcha.

  • TEREZA RAQUEL RIBEIRO DE SENA
  • Detecção precoce de perda auditiva em trabalhadores expostos a agrotóxicos com uso de audiometria de altas frequências.
  • Orientador : ANGELO ROBERTO ANTONIOLLI
  • Data: 23/02/2017
  • Tese
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  • Introdução: Os impactos à saúde ocasionados pelo uso de agrotóxicos são amplos. Estudos tem demonstrado o efeito dos agrotóxicos associados a outros agentes otoagressores, entretanto, se pressupõe que, isoladamente, os agrotóxicos também podem ser prejudiciais à audição. Como a Audiometria de Altas frequências (AAF) é um procedimento utilizado no diagnóstico clínico da perda auditiva ocasionada por agentes químicos, se estuda a possibilidade da contribuição deste recurso na detecção das perdas auditivas ocasionadas por agrotóxicos. OBJETIVO: Avaliar as características auditivas dos trabalhadores rurais que fazem uso de agrotóxicos, por meio da audiometria de altas frequências. MATERIAL E MÉTODO: Estudo transversal que atendeu os critérios de ética em pesquisa, e, não apresentou conflito de interesses, foi realizado em 87 trabalhadores rurais, na faixa etária de 18 a 59 anos, com vínculo de trabalho formal, informal e/ou que atuavam na agricultura familiar. Foram avaliados 38 sujeitos não expostos a agrotóxicos (G1) e 49 com exposição a estes produtos (G2), que realizaram anamnese, meatoscopia, emissões otoacústicas evocadas por produto de distorção (EOAPD), audiometria tonal liminar nas frequências convencionais de 500 a 8.000 Hz, e, em se apresentando normal, seria realizada a AAF em 9.000, 10.000, 11.200, 12.500, 14.000, 16.000, 18.000 e 20.000 Hz. RESULTADOS: Os trabalhadores foram distribuídos em 41% do sexo masculino e 59% do sexo feminino; 54% atuavam na agricultura familiar (p<0,0001), a mistura de agrotóxicos foi relatada por 77% dos examinados, o produto à base de glifosato foi o mais utilizado (73%) e 24% não souberam informar o nome do agrotóxico utilizado, o uso de Equipamento de Proteção Individual não foi identificado, a média de idade de início de trabalho foi 11 anos (DP=3,89), 23% dos sujeitos (p=0,013) relataram tonturas antes, durante ou após a aplicação de agrotóxicos. Os trabalhadores expostos a agrotóxicos (G2) apresentaram maiores médias em limiares da AAF que aqueles que não foram expostos (G1), com significância entre 9.000 e 20.000 Hz em ambas as orelhas (p<0,0001), independente da faixa etária. Os resultados das EOAPD e demais sintomas não foram significativos. CONCLUSÃO: Os trabalhadores expostos a agrotóxicos apresentaram piores resultados na AAF, quando comparados com aqueles sem exposição. A AAF pode ser considerada um instrumento sensível para detectar alterações auditivas em trabalhadores expostos a agrotóxicos.

  • THIAGO HENRIQUE ALMEIDA SOUZA
  • Efeito da meditação Natural Stress Relief na ansiedade de estudantes universitários com transtorno de ansiedade social: ensaio clínico randomizado e controlado
  • Orientador : MURILO MARCHIORO
  • Data: 23/02/2017
  • Dissertação
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  • O transtorno de ansiedade social (TAS) destaca-se como um dos transtornos ansiosos mais limitantes para os indivíduos, sendo associado a um baixo desempenho acadêmico, o qual impacta diretamente os estudantes universitários. Além disso, seu tratamento ainda é um desafio. Tratamentos alternativos considerados eficazes, como a meditação, são muitas vezes de difícil acesso e de alto custo para a população geral, em especial, para os estudantes. Na tentativa de resolver essa questão, surgiu a meditação Natural Stress Relief (NSR) como uma interessante alternativa, pois pode ser aprendida por um método simples, autoexplicativo e de baixo custo. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi: 1) avaliar o efeito da meditação NSR nos níveis de ansiedade-traço, ansiedade-estado e tensão subjetiva, nos sintomas gerais de ansiedade e nos sintomas de ansiedade social de estudantes universitários com TAS; e 2) avaliar se quatro semanas de prática da meditação NSR poderiam prevenir as alterações nos níveis de ansiedade-estado e tensão subjetiva eliciadas por um teste de indução de ansiedade social. Para tanto, foram selecionados estudantes universitários, de ambos os sexos, diagnosticados com TAS pelo SPIN. Os voluntários foram alocados em um dos dois grupos: NSR (n=14) ou Espera (n=12). Os indivíduos do grupo NSR realizaram duas sessões por dia da meditação NSR (15 min por sessão), durante quatro semanas, sendo que a primeira e a última sessões foram realizadas no Laboratório de Fisiologia do Comportamento. Os indivíduos pertencentes ao grupo Espera não praticaram técnica alguma, mas realizaram os mesmos procedimentos que o grupo NSR. Todos os voluntários se autoavaliaram a partir do inventário de fobia social (SPIN), da escala hospitalar de ansiedade e depressão (HADS-A), da escala analógica para tensão subjetiva (EAT), do inventário de ansiedade traço/estado (IDATE), e foram feitos o registros de indicadores fisiológicos de ansiedade (atividade eletromiográfica do músculo gastrocnêmio, frequência cardíaca, temperatura de extremidade e condutância da pele). Além disso, no dia seguinte à última sessão, os voluntários foram individualmente submetidos a um teste de indução de ansiedade social. Os dados obtidos foram analisados por meio de testes estatísticos apropriados, sendo que os resultados mostraram que a prática da meditação NSR reduziu os níveis de ansiedade-traço após quatro semanas (IDATE-T); reduziu semanalmente os sintomas gerais de ansiedade (HADS-A) e os sintomas de ansiedade social (SPIN); e reduziu os níveis subjetivos de ansiedade-estado (IDATE-E) e de tensão subjetiva (EAT) após a primeira e última sessão, no entanto, não foram observadas mudanças nos indicadores fisiológicos de ansiedade. Além disso, a análise dos dados revelou que quatro semanas de prática meditativa não foram suficientes para prevenir as alterações nos níveis de ansiedade-estado (IDATE-E) e tensão subjetiva (EAT) eliciadas por um teste de indução de ansiedade social. E ao final da quarta semana, os voluntários do grupo NSR passaram a ser classificados como apresentando sintomas normais de ansiedade e deixaram de ser categorizados como apresentando o TAS. Por fim, este estudo mostrou, pela primeira vez, o efeito ansiolítico da meditação NSR em estudantes universitários com diagnóstico do TAS de acordo com o SPIN.

  • LAYS GISELE SANTOS BOMFIM
  • NÍVEIS SÉRICOS DE TREM-1 NA LEISHMANIOSE VISCERAL HUMANA E SUA MODULAÇÃO EM NEUTRÓFILOS EXPOSTOS À Leishmania infantum.
  • Orientador : TATIANA RODRIGUES DE MOURA
  • Data: 23/02/2017
  • Dissertação
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  • Triggering Receptor Expressed on Myeloid Cells-1 (TREM-1) é um receptor de superfície celular constitutivamente expresso em neutrófilos e monócitos e desempenha um papel fundamental na resposta imune inata, sendo capaz de amplificar e regular a resposta inflamatória. A forma solúvel do TREM-1 (sTREM-1) tem sido relatada em doenças como sepse e artrite reumatoide e atua como um inibidor da via TREM-1. A expressão do TREM-1 é maior mediante a exposição de células a produtos microbianos. Sua ativação e expressão é sinérgica a ativação de TLR 2 e 4, que culmina na ativação de mecanismos microbicidas. A Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença de infecção sistêmica que está associada a uma intensa resposta inflamatória. Uma vez que a via TREM-1 está associada a ativação de neutrófilos, células que constituem a primeira linha de defesa, o objetivo do presente trabalho foi avaliar os níveis séricos de sTREM-1 nos pacientes com leishmaniose visceral, bem como, investigar o efeito da Leishmania infantum na modulação de TREM-1 em neutrófilos. Para isso, soros de pacientes com diferentes formas clínicas da LV foram coletados antes e após o tratamento para mensurar os níveis séricos de sTREM-1 por ELISA. Além disso, neutrófilos de doadores humanos sadios foram purificados a partir de sangue periférico e expostos à L. infantum para avaliar a liberação do sTREM-1 no sobrenadante. Subsequentemente, foi avaliada a expressão de TREM-1 de superfície em neutrófilos expostos à L. infantum, bem como a expressão gênica de TREM-1, DAP12 e IL-8 por PCR em Tempo Real. Pacientes com forma grave da LV apresentaram níveis séricos elevados de sTREM-1, e esta molécula foi associada com a gravidade da doença. Os experimentos in vitro com neutrófilos mostraram uma associação entre a liberação de sTREM-1 e o aumento da carga parasitária de neutrófilos expostos à L. infantum. Foi observado que a exposição por L. infantum reduz a quantidade de TREM-1 na superfície de neutrófilos e aumenta a expressão gênica de TREM-1, DAP12 e IL-8. A partir desses resultados concluímos que a via do TREM-1 é modulada pela infecção de L. infantum e foi associada à gravidade da LV.

  • MARCOS CARDOSO RIOS
  • ANÁLISE DO USO DE MEDICAMENTOS PARA HEPATITE C.
  • Orientador : ANGELO ROBERTO ANTONIOLLI
  • Data: 23/02/2017
  • Tese
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  • Introdução: A dinâmica no desenvolvimento e uso de medicamentos, como parte essencial no processo de cuidado ao paciente com hepatite C, exige igual dinâmica na avaliação de sua utilização, como forma de melhorar a oferta de assistência ao paciente. Objetivo: Avaliar o perfil de uso, efetividade e segurança dos medicamentos para o tratamento da hepatite C. Materiais e Métodos: A tese foi dividida em quatro capítulos que buscaram responder aos objetivos específicos da pesquisa. Para tanto: 1- foi realizada uma revisão transversal dos prontuários de todos os pacientes com hepatite C que receberam terapia antiviral com interferon/peginterferon e ribavirina entre os anos de 2002 e 2012; 2-. foram analisados os prontuários de todos os pacientes com hepatite C, tratados com boceprevir ou telaprevir em associação com peginterferon e ribavirina, entre os anos de 2013 a 2015; 3- uma revisão sistemática foi realizada a fim de avaliar a incidência de reações adversas associadas às farmacoterapias; 4- analisou-se a percepção de um grupo de pacientes tratados ou em tratamento com um dos esquemas terapêuticos para hepatite C sobre o impacto das reações adversas. Resultados: no artigo 1, foram analisados 298 tratamentos da hepatite C com interferon/peginterferon, sendo que a resposta sustentada variou de 40,8% a 58,3% entre os pacientes não tratados e previamente tratados com doença recorrente. Quanto ao artigo 2, foram analisados 48 tratamentos que associaram o uso do telaprevir ou boceprevir com peginterferon e ribavirina, apresentando taxas de resposta sustentada que variaram de 61,5% associados ao telaprevir e 50% ao boceprevir. As taxas de resposta diminuíram para 22,8% com telaprevir e 15,4% com boceprevir, quando consideradas as intenções em tratar. No artigo 3 foram selecionados 13 estudos que incluíram 8.221 pacientes e destacaram 4.801 relatos de reações adversas com 41 manifestações diferentes. O ranking de seleção mostra preferências para o uso de antivirais de ação direta e menor recomendação dos inibidores de protease. A análise das percepções de pacientes (artigo 4) mostraram que as experiências negativas associadas à farmacoterapia estão entre as principais barreiras no tratamento. Conclusões: à partir do artigo 1, conclui-se que a associação peginterferon e ribavirina apresenta alta incidência de reações adversas e baixa taxa de resposta sustentada em pacientes com fibrose avançada. Características genéticas e estágios mais favoráveis à resposta virológica, podem, razoavelmente, justificar o uso, especialmente em pacientes que têm acesso restrito aos novos medicamentos. No artigo 2, analisou-se que a utilização das associações com boceprevir ou telaprevir não se mostraram satisfatórias, dada à alta taxa de descontinuação do tratamento e as complicações. A revisão sistemática (artigo 3) evidenciou que os antivirais de ação direta são mais seguros, embora as evidências sejam menos robustas. A terapia clássica com peginterferon e ribavirina deve ser preferida em relação à terapia agregativa com inibidores de protease, uma vez que nestas, as reações são mais insidiosas e de difícil manejo. Na percepção dos pacientes o impacto das reações adversas afetam o cotidiano e a maneira como se relacionam com a doença e o tratamento, mas a participação do farmacêutico pode aumentar a segurança do tratamento e as chances de cura. Estes resultados mostraram as variações nos perfis de segurança nos perfis terapêuticos no curso dos últimos anos e contribuem para a base médico-social e econômica das atividades de regulamentação e outras decisões no campo da política de medicamentos e tratamento da hepatite C.

  • DANIELLE GOMES SANTANA
  • Evidências sobre o uso de plantas medicinais na pancreatite aguda experimental e avaliação do extrato de cranberry (Vaccinium macrocarpon).
  • Orientador : ENILTON APARECIDO CAMARGO
  • Data: 20/02/2017
  • Tese
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  • A pancreatite aguda (PA) é uma condição inflamatória do pâncreas, que pode causar elevada mortalidade nas suas formas graves. Apesar da incidência da PA estar aumentando nos últimos anos, não há tratamento específico para esta condição. Evidências pré-clínicas sugerem que as plantas medicinais (PM) podem ser uma alternativa viável ao tratamento da PA. A atividade antioxidante do extrato padronizado da Vaccinium macrocarpon (EpVm) pode ser útil no tratamento desta doença. O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática que avaliou o uso de PM em modelos pré-clínicos de PA e investigar as propriedades anti-inflamatória, antioxidante e antinociceptiva do EpVm em modelo de PA em camundongos. Para tanto, foram selecionados estudos pré-clínicos de PA em que PM foram utilizados e os desfechos foram comparados ao grupo controle (tratamento placebo). As buscas eletrônicas foram realizadas utilizando-se das bases MEDLINE, LILACS, BVS, SCIELO, SCOPUS, Web of Science e Embase, além da “gray literature” (Google Scholar) pela inserção de buscadores. Nenhum idioma foi excluído Dois revisores independentes identificaram os estudos relevantes, fizeram a extração dos dados e avaliaram o risco de viés dos estudos selecionados, pelo uso da ferramenta de risco de viés do “Systematic Review Protocol for Animal Intervention Studies” (SYRCLE). Os dados dos estudos elegíveis foram extraídos e sintetizados qualitativamente. Para o estudo experimental, a PA foi induzida em camundongos Swiss machos (30-35 g, n = 6 por grupo) por duas injeções sucessivas de L-arginina (4 g/kg, i.p.) e eutanasiados 72 h após a indução. Os animais foram tratados com EpVm (50, 100 e 200 mg/kg, v.o.), ou dexametasona (5 mg/kg, s.c.) ou morfina (5 mg/kg, i.p.) ou veículo (NaCl 0,9%) a cada 24 h, iniciando-se 1 h após indução da PA. Após a eutanásia foram avaliados parâmetros inflamatórios (atividade MPO e concentração de citocinas pró-inflamatórias TNF-α, IL-1β e IL-6 nos tecidos pancreático e pulmonar, contagem de leucócitos no sangue, índice de edema no pâncreas) relacionados ao estresse oxidativo (formação de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico - TBARS, conteúdo de grupos sulfidrila não proteicos -NP-SH, conteúdo de radicais carbonil e capacidade total de redução do ferro FRAP no pâncreas e pulmão), relacionados à atividade das enzimas antioxidantes (atividade das enzimas catalase- CAT, superóxido dismutase - SOD e glutationa peroxidase - GSH-Px no pâncreas e pulmão), bioquímicos (amilase sérica, lipase, alanina aminotransferase - ALT, aspartato aminotransferase - AST, concentração de ureia e creatinina no soro) e antinociceptivo (hiperalgesia abdominal). A indução da PA pela L-arginina alterou significativamente os parâmetros de inflamação e estresse oxidativo, bem como a hiperalgesia avaliados em relação ao grupo veículo. O tratamento com EpVm inibiu a hiperalgesia abdominal causada pela PA. Todos os parâmetros inflamatórios: atividade de MPO, concentrações teciduais de citocinas, contagem de leucócitos e índice de edema foram reduzidos quando tratados com EpVm. O tratamento com EpVm inibiu parcialmente alterações nos parâmetros bioquímicos no soro. Atividade das enzimas antioxidantes SOD e CAT foram restauradas após tratamento com EpVm, a atividade de GSH-Px não foi alterada. Os produtos de reação MDA e radical carbonil reduzidos após tratamento com EpVm e -NP-SH foram aumentados, assim como o potencial antioxidante total. Além disso, nossos resultados demonstraram que o EpVm diminui a inflamação, o estresse oxidativo e a hiperalgesia na AP, tornando-o de interesse em abordagens futuras para tratar esta condição.

  • MARLANGE ALMEIDA OLIVEIRA MELO
  • EFEITO ANTINOCICEPTIVO DE COMPLEXOS DE INCLUSÃO CONTENDO A FLAVANONA NARINGENINA E HIDROXIPROPIL-β-CICLODEXTRINA EM MODELOS EXPERIMENTAIS DE DOR AGUDA E CRÔNICA.
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 20/02/2017
  • Dissertação
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  • A dor é um problema de saúde pública que acarreta prejuízos pessoais e que produz repercussões econômicas nos sistemas de cuidado da saúde, mas que continua sendo um desafio para medicina moderna, especialmente as dores descritas como disfuncionais, tais como a fibromialgia (FM). Há uma busca incessante de novas alternativas terapêuticas mais eficazes, seguras e com menores efeitos colaterais para os pacientes. A Naringenina (NA) é uma flavonona, um produto natural da classe dos flavonoides, presente na casca da laranja (Citrus sp) com atividades farmacológicas como anti-inflamatória, hepatoprotetora e antioxidante já descritas na literatura, além de apresentar baixa toxicidade e fazer parte da composição de produtos terapêuticos já patenteados e de sua utilização clínica. Contudo, seu caráter hidrofóbico tem limitado sua aplicabilidade terapêutica. Complexos de inclusão contendo ciclodextrinas (CDs) incorporados com produtos naturais, tais como a NA, pode produzir benefícios nas propriedades químicas e farmacológicas destes compostos bioativos. Adicionalmente, não há uma sumarização referente aos novos produtos patenteáveis para o tratamento das dores crônicas. Desta forma, o objetivo deste projeto foi avaliar o desenvolvimento de novos fármacos e novas abordagens para o tratamento da FM nos últimos cinco anos através de uma revisão de patentes e desenvolver complexos de inclusão contendo NA e hidroxipropil-β-ciclodextrina (NA/HPβCD) testando seus efeitos farmacológicos em protocolos experimentais de dor aguda e crônica. A busca de patentes abrangeu as publicações entre 2010 e 2015 e foi realizada em cinco bancos especializados em patentes: WIPO, Espacenet, INPI, USPTO e DERWENT. Grande parte das novas moléculas propostas estão em fase pré-clínica do estudo. 17,2% das patentes apostam na aplicação de PN como fonte de novas moléculas para o desenvolvimento de novos fármacos. Foram encontradas ainda, outras abordagens terapêuticas em patentes com fármacos bem estabelecidos no mercado combinados (em associação) ou o reposicionamento de fármacos, mostrando ser uma alternativa mais segura para o mercado farmacêutico. Por outro lado, poucas patentes trazem inovações, indicando a necessidade do estudo e desenvolvimento de novas propostas farmacológicas seguras e eficazes. Os protocolos experimentais foram realizados utilizando camundongos machos Swiss, albinos pesando de 25 – 35 g, oriundos do Biotério Setorial da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e foram aprovados pelo comitê de ética em experimentação animal (CEPA: 60/15). Na indução do modelo crônico foi utilizado o modelo animal de injeção intramuscular dupla de salina ácida (pH 4,0), que é referido como um modelo animal de FM. Os animais foram divididos em grupos experimentais tratados via oral com veículo (salina 0,9%), NA (50 mg/Kg) e NA/HPβCD (50 mg/Kg). Nos protocolos agudos, os animais foram submetidos ao teste de contorções abdominais induzidas por ácido acético (0,85%), a NA (40, 80, 160 mg/Kg) reduziu (p>0,001) o número de contorções indicando atividade antinociceptiva da NA. Através da imunofluorescência, observou-se que a NA reduziu a atividade neuronal na medula rostro ventral (RVM), uma região envolvida na via descendente inibitória da dor, demonstrando que NA não atua nessa via central de analgesia. Além disso, os grupos experimentais no modelo animal de FM não produziu alteração significativa no limiar de sensibilidade na avaliação da hiperalgesia mecânica. Logo, há uma necessidade de outros estudos para compreender o mecanismo de ação da NA frente a modelos agudos e crônicos de dor na busca pelo desenvolvimento de novos fármacos que possam se mostrar promissores para ensaios clínicos randomizados e controlados, com possível emprego no desenvolvimento de novas propostas para o tratamento das condições álgicas.

  • RENATA CARDOSO BARACHO LOTTI
  • ESTIMUALAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA PARA DOR ABDOMINAL APÓS O PARTO CESARIANA: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO E REVISÃO SISTEMÁTICA COM META-ANÁLISE.
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 20/02/2017
  • Tese
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  • A cesariana é um procedimento cirúrgico associado a alta intensidade de dor abdominal, que não é completamente aliviada com medicamentos. Portanto, estratégias não farmacológicas para analgesia adicional podem ser usadas, tal como a estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS). Os objetivos deste estudo foram analisar o efeito analgésico da TENS na dor abdominal pós-cesariana quando aplicada no abdome ou na região paravertebral e em intensidade sensitiva ou motora, assim como seu efeito analgésico na intensidade de dor em repouso e em movimento, na dor profunda, na sensibilidade cutânea e na amplitude de movimento, além de analisar risco de viés, bem como a evidência científica, de ensaios clínicos que investigaram o efeito da TENS na dor abdominal pós-cesariana. Para a meta-análise, foi realizada uma pesquisa sistemática em seis bases de dados, além da busca manual e no google acadêmico. Nove ensaios clínicos aleatórios publicados até dezembro de 2016, que investigaram o efeito da TENS no alívio da dor abdominal pós-cesariana comparado ao grupo controle ou placebo foram incluídos. Foi realizada análise de risco de viés dos estudos incluídos por meio da ferramenta da Colaboração Cochrane e uma meta-análise para dados da intensidade de dor foi realizada com base em quatro destes estudos. No ensaio clínico controlado com distribuição aleatória e duplamente encoberto, foram medidos os seguintes desfechos (com os respectivos instrumentos) antes e após uma única aplicação da TENS: intensidade de dor incisional e profunda no repouso e no movimento (escala numérica), limiar de dor por pressão (algômetro digital), limiar sensitivo cutâneo (filamentos de von Frey), somação temporal (teste de somação temporal - algômetro digital) e amplitude dos movimentos de flexão anterior e rotação do tronco (flexímetro). No ensaio clínico, foram incluídas 80 puérperas de cesariana distribuídas em quatro grupos (TENS peri-incisional (n=20), TENS parvertebral sensitivo (n=20), TENS paravertebral motor (n=20) e TENS placebo (n=20)). Na análise intragrupo, foram observadas as seguintes alterações: redução da intensidade de dor nos três grupos tratados com TENS ativa, no repouso (grupos peri-incisional e paravertebral motor) e no movimento (grupo paravertebral sensitivo); redução do limiar sensitivo cutâneo no ponto próximo à incisão (grupo peri-incisional), e nos pontos distantes da incisão (grupos peri-incisional e paravertebral motor). No limiar de dor por pressão, a pressão aumentou no grupo peri-incisional, e a intensidade de dor durante a pressão aplicada diminuiu nos grupos paravertebral sensitivo e motor. A amplitude do movimento de rotação para a direita aumentou no grupo paravertebral sensitivo, e a dor nos movimentos de rotação para a esquerda (grupos peri-incisional e paravertebral sensitivo e motor) e de rotação para a direita (grupos peri-incisional e paravertebral sensitivo) diminuiu. A somação temporal não alterou em nenhum dos grupos. No ensaio clínico, a estimulação ativa com TENS favoreceu redução da intensidade de dor, aumento do limiar de dor por pressão, da sensibilidade cutânea e menos dor durante os movimentos avaliados na maioria dos grupos em que a TENS foi usada ativamente. Ao estimular a região paravertebral em limiar sensitivo, a TENS parece apresentar melhor efeito analgésico. Os resultados da meta-analise evidenciaram a não efetividade da TENS na redução da intensidade de dor comparado ao placebo (MD = 2,07, 95% CI: 0,06 to 4,08, p = 0,04, I2 = 99%) e baixa qualidade da evidência foi verificada.

  • LYVIA DE JESUS SANTOS
  • Intervenção de terapia grupal no ciclo vital familiar pós traumatismo cranioencefálico: construção, percepção e viabilidade.
  • Orientador : EDILENE CURVELO HORA MOTA
  • Data: 14/02/2017
  • Tese
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  • O Traumatismo Cranioencefálico (TCE) é um problema de saúde pública com alta taxa de morbimortalidade, em especial nos acidentes de trânsito. Pode acarretar nas vítimas sequelas temporárias ou permanentes que culminam em conflitos familiares. Nesse sentido, o objetivo deste estudo é identificar, por meio de intervenção de terapia de grupo, as percepções da vítima de TCE e de seus cuidadores familiares acerca do processo de adoecer e sua influência nas interações familiares. No desenho metodológico, optou-se por uma pesquisa descritiva e intervencionista, com abordagem qualitativa utilizando-se de um grupo de terapia processual, aberto e misto, na perspectiva da Teoria do Ciclo Vital. A amostra foi composta por cuidadores familiares (n=10) e vítimas de TCE (n=10) atendidos no ambulatório do Hospital Universitário de Sergipe por meio do projeto “Ressignificando Vidas” (REVIVA). Foram construídos dois grupos de terapia, os quais discutiram temas relacionados ao cuidado, ao cotidiano e ao processo de inter-relação no convívio familiar e suas percepções, mediante dinâmicas de grupo. Os resultados foram analisados por meio da análise temática, agrupando-os em temas e suas respectivas categorias, como seguem: 1) percepção dos pacientes com TCE acerca da hospitalização e do retorno para casa; 2) percepção de familiares de vítimas com TCE acerca da hospitalização e do retorno para casa; 3) o ciclo vital familiar e os desafios no TCE; 4) grupo de terapia como estratégia de enfrentamento dos desafios no TCE. A partir dos resultados, constatou-se que a vivência do cuidador familiar pós TCE afeta a estabilidade familiar e provoca conflitos, desencadeia sentimentos que se mostram adaptativos, embora com prejuízo na relação familiar. Além disso, o grupo de intervenção auxiliou nas inquietações nos cuidados dos pacientes de TCE e permitiu criar estratégias para enfrentar o convívio familiar. Conclui-se que, os saberes construídos nos grupos fortaleceram a própria autonomia dos participantes, o sentimento de pertencimento, o alívio das angústias, contribuiu para a diminuição de riscos, enfrentamento das dificuldades diárias e para o aumento na qualidade de vida. Por fim, o grupo de terapia permitiu compreender a maneira manifesta de tornar visíveis as dificuldades encontradas e busca nas ações a contribuição para o desenvolvimento do convívio familiar.

  • SHEILA JAQUELINE GOMES DOS SANTOS OLIVEIRA
  • Ansiedade, depressão e qualidade de vida em mães de recém-nascidos em Unidade de Terapia Intensiva.
  • Orientador : PAULO RICARDO SAQUETE MARTINS FILHO
  • Data: 31/01/2017
  • Dissertação
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  • Introdução. A hospitalização de um recém-nascido (RN) em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) acarreta às mães mudanças significativas em sua vida, em decorrência da nova dinâmica institucional à qual está inserida e ao permanente estado de vigília frente à vida e morte do RN. Objetivo. Avaliar os níveis de ansiedade, depressão e qualidade de vida em mães de RNs internados em UTIN no estado de Sergipe. Método: Trata-se de um estudo de coorte prospectiva incluindo 125 mães (≥ 18 anos de idade) de RN admitidos na UTIN com tempo de internamento igual ou superior a 24 horas e 102 mães (≥ 18 anos de idade) de RNs saudáveis admitidos em alojamento conjunto. O período de recrutamento ocorreu de 01 de setembro de 2015 a 31 de maio de 2016, sendo 31 de julho de 2016 a data-limite de seguimento intra-hospitalar. A coleta de dados para as mães de RNs internados em UTIN foi realizada em dois momentos, a partir de 24 horas da admissão e na alta hospitalar. Para as mães em alojamento conjunto foi feita em um único momento nas primeiras 24 horas de internamento. Os seguintes desfechos centrados nas mães foram avaliados no presente estudo: ansiedade (Inventário de Ansiedade Traço-Estado), depressão (Inventário de Depressão de Beck) e qualidade de vida (WHOQoL-BREF). Também foram coletados dados econômicos, sociodemográficos, obstétricos e neonatais. Resultados: Foram encontradas alterações significativas nos níveis de ansiedade (escore médio >49 pontos), bem como níveis leves a moderados de depressão (escore médio 10-18) nas mães de RNs em UTIN, além de baixos escores nos domínios físico, psicológico e social de qualidade vida comparado às mães de alojamento conjunto. Observou-se a redução dos níveis de ansiedade e depressão e melhora dos escores de qualidade de vida no momento da alta hospitalar. Maiores níveis de ansiedade-estado foram encontrados em mulheres com gravidez indesejada (P=0.009) e com parto cesáreo (P=0.027). Mulheres com gravidez indesejada também apresentaram menores escores nos domínios social (P=0.019) e ambiental (P<0.001) comparadas aos controles. O tempo de internamento esteve relacionado a maiores níveis de ansiedade-traço (P=0.035) e depressão (P=0.001) e pior saúde física (P=0.078) e psicológica (P=0.053). Conclusão: O estudo demostrou que o ambiente da UTIN é um fator associado a altos níveis de ansiedade e depressão e baixos níveis de qualidade de vida, especialmente entre mães com gravidez indesejada e submetidas ao parto cesáreo. Os achados ainda sugerem que o tempo de internamento na UTIN está associado ao aumento do estresse psicológico e diminuição na saúde física das mães. Os resultados são limitados ao ambiente intra-hospitalar. Portanto, esta coorte deve ser acompanhada para avaliação dos níveis de ansiedade, depressão e qualidade de vida no seguimento domiciliar a longo prazo.

  • AUGUSTO CESAR NABUCO DE ARAUJO FARO
  • Aspectos Oculares em indivíduos Adultos com Deficiência Isolada e Congênita do Hormônio do Crescimento.
  • Orientador : MANUEL HERMINIO DE AGUIAR OLIVEIRA
  • Data: 27/01/2017
  • Tese
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  • OBJETIVO: A função ocular é fundamental para a adaptação ambiental e a capacidade de sobrevivência. Fatores de crescimento são julgados necessários para alcançar um globo ocular maduro, e conseqüente visão adequada. No entanto, as consequências da deficiência isolada do hormônio de crescimento circulante (GH) e do seue efetor , o fator de crescimento r semelhante à insulina I (IGF-I) nos aspectos físicos do olho humano ainda são debatidas. Um modelo de deficiência isolada de GH não tratada (DIGH) pode esclarecer esta questão. O objetivo deste estudo foi avaliar os aspectos físicos do globo ocular de indivíduos adultos com DIGH que nunca receberam terapia com GH.DESENHO: Estudo transversalMÉTODOS: Ambiente: Hospital Universitário, Universidade Federal de Sergipe, Brasil. Pacientes: 25 indivíduos adultos com DIGH homozigotos para uma mutação nula (c.57 + 1G> A) no gene do receptor GHRH e 28 controles pareados foram submetidos a avaliação endócrina e oftalmológica. Principais medidas: acuidade visual, pressão intraocular, erro refracional, comprimento axial ocular (AL) absoluto e corrigido paela estatura, profundidade da camar anterior e espessura corneana central (CCT) .RESULTADOS: Apesar do IGF-I sérico não mensurável, não houve diferença entre os grupos quanto à acuidade visual, pressão intra-ocular e erro refracional..Individuos com IGHD apresentaram menores valores absolutos de AL, profundidade da câmara anterior e CCT do que os controles, mas dentro de seus respectivos intervalos normais. Enquanto a estatura média no grupo IGHD foi de 78% do grupo de controlo, a média do AL foi de 96%.CONCLUSÕES: Essas observações não sugerem efeito relevante da deficiência do GH pituitário e IGF-I circulante sobre os achados físicos oculares. Os fatores de crescimento autócrinos ou paracrinos podem ser mais relevantes para o crescimento ocular.

  • FERNANDA COSTA MARTINS GALLOTTI
  • Cenário dos produtos naturais no tratamento da artrite pela ótica das patentes
  • Orientador : SARA MARIA THOMAZZI
  • Data: 23/01/2017
  • Dissertação
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  • A artrite é uma enfermidade associada à inflamação e perda da função de uma ou mais estruturas de suporte do corpo. Diante das suas inúmeras formas de apresentação, a que mais acomete os pacientes é a osteoartrite (OA) seguida da artrite reumatoide (AR). Ambas se caracterizam por causar destruição persistente da articulação, que implica em distintos graus de incapacidade, estando a OA associada a um processo degenerativo e a AR a um processo inflamatório crônico autoimune. Os tratamentos visam minimizar a resposta inflamatória e são fundamentais ainda na fase inicial da doença. Todavia, os fármacos utilizados de maneira geral, são tóxicos e pouco tolerados. Neste sentido, os produtos naturais são vistos como uma alternativa, pois constituem uma das mais importantes fontes de substâncias bioativas com potencial terapêutico. Apesar das inúmeras pesquisas com produtos naturais e suas mais variadas atividades biológicas, estes conhecimentos têm sido pouco transferidos para a população. Nesta perspectiva, o estudo de prospecção estabelece ferramenta básica para a fundamentação nos processos de tomada de decisão em várias esferas da sociedade. Atualmente não existem estudos patentométricos voltados para o tratamento de artrite com produtos naturais. Com o intuito de contribuir com o cenário atual foi realizada uma síntese dos pedidos de patentes terapêuticas associadas ao emprego de produtos naturais no desenvolvimento tecnológico de um invento a ser utilizada no tratamento da artrite. Deste modo, a busca de patentes foi realizada nos bancos de dados World Intellectual Property Organization (WIPO), European Patent Office (EPO, Espacenet), United States Patents and Trademark Office (USPTO) e Instituto Nacional de propriedade Intelectual (INPI) utilizando as palavras-chave - artrite, tratamento e a International Patent Classification (IPC) A61K36/00 (preparações medicinais de constituição indeterminada contendo o material a partir de algas, liquens, fungos ou plantas, ou seus derivados, a exemplo da base de plantas de medicamentos tradicionais). A busca resultou em 602 patentes no período total disponível nas bases de patentes relacionadas à temática, sendo estabelecidos como período do estudo os últimos dez anos (2005-2015) contemplando 433 patentes, das quais 43 foram analisadas partindo dos critérios de inclusão estabelecidos. Foram levantados os países de maior interesse de proteção dessas invenções, com destaque para a China, seguida dos Estados Unidos da América, Coreia e Japão. Quanto à tipologia dos depositantes foram identificadas Instituições de Ensino e Institutos Públicos de Pesquisa (IEIPPs) e Empresas e Institutos Privados de Pesquisa (EIPP) com destaque para empresas. A análise das patentes possibilitou traçar uma caracterização dos produtos naturais utilizados no tratamento da artrite com destaque para os extratos botânicos (72%), como único componente, assim como associado a outros extratos botânicos, compostos isolados e minerais. Neste contexto, espera-se que esta dissertação contribua para ampliação das pesquisas de produtos em artrite e, especialmente, com o mapeamento tecnológico de fármacos derivados de produtos naturais destinados ao tratamento da artrite, bem como sirva como fonte de dados tecnológicos para pesquisadores que pretendam atuar nesta vertente.

  • LÍVIA CRISTINA RODRIGUES FERREIRA LINS
  • Efeito neuroprotetor do Carvacrol em dois modelos experimentais da Doença de Parkinson: evidências comportamentais e imunohistoquímicas.
  • Orientador : MURILO MARCHIORO
  • Data: 23/01/2017
  • Tese
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  • A Doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa caracterizada por uma degeneração progressiva de neurônios dopaminérgicos da Substância Negra parte compacta (SNpc), o que resulta nas alterações motoras características da DP. Embora sua etiologia ainda permaneça desconhecida, vários estudos indicam que o estresse oxidativo e a inflamação exercem uma função crítica na fisiopatologia da DP e agentes antioxidantes e anti-inflamatórios poderiam desacelerar a neurodegeneração dopaminérgica. Assim, tem sido crescente o número de pesquisas relacionadas ao estudo destes agentes, entre eles, o Carvacrol (CA). O CA é um monoterpeno fenólico encontrado nos óleos essenciais de diversas plantas aromáticas e apresenta uma variedade de atividades farmacológicas sobre o Sistema Nervoso Central, incluindo uma expressiva atividade antioxidante e anti-inflamatória no cérebro de roedores. Neste contexto, o objetivo deste estudo foi investigar um possível efeito neuroprotetor do CA em ratos submetidos a dois modelos de DP. Foram realizados dois experimentos: no experimento I, ratos Wistar foram submetidos a administração repetida de uma dose baixa (0,1 mg/kg, s.c.) de reserpina (RES) ou veículo da reserpina (VR) e tratados concomitantemente com CA nas doses de 12,5 ou 25 mg/kg (i.p.) ou com o veículo do carvacrol (VC). Ao longo do experimento, os animais tiveram seu comportamento motor avaliado através dos testes de catalepsia, campo aberto e avaliação dos movimentos orais. No experimento II, ratos Long-Evans foram pré-tratados por sete dias com CA nas doses de 50 ou 100 mg/kg (i.p.) ou VC, e então foram submetidos a uma injeção unilateral de 6-hidroxidopamina (6-OHDA) ou veículo no feixe prosencefálico medial (medial forebrain bundle -MFB). Os animais foram tratados com CA ou VC por três semanas após a injeção de 6-OHDA e após este período tiveram seu comportamento motor avaliado através dos testes do campo aberto, cilindro, rotarod e rotações induzidas pela anfetamina. Em ambos os experimentos, ao fim dos testes comportamentais, os animais foram perfundidos e seus cérebros foram processados para imunohistoquímica para tirosina hidroxilase (TH). No experimento I, os resultados mostraram que o CA em ambas as doses (12,5 e 25 mg/kg) preveniu o comportamento de catalepsia e o desenvolvimento de movimentos de mastigação no vácuo induzidos pela RES, porém não reverteu a redução da atividade locomotora causada pela RES no teste do campo aberto. O CA em ambas as doses preveniu a redução da marcação de TH induzida pela RES na SNpc e no estriado dorsal. No experimento II, os resultados mostraram que o CA na dose de 50 mg/kg preveniu os déficits motores induzidos pela injeção de 6-OHDA nos testes do campo aberto, cilindro e rotarod, e aumentou o número de rotações induzidas pela anfetamina. Além disso, o CA atenuou o dano provocado pela injeção de 6-OHDA nos neurônios dopaminérgicos da SNpc e estriado dorsal. Os resultados obtidos no presente estudo sugerem que o CA apresenta um efeito neuroprotetor, prevenindo ou atenuando as alterações motoras e neuroquímicas induzidas pela RES e 6-OHDA. Desta forma, o CA poder ser considerado um candidato terapêutico promissor para a prevenção ou tratamento da DP.

  • VÍCTOR SANTANA SANTOS
  • Diarreia aguda em crianças após a introdução da vacina contra Rotavírus.
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 12/01/2017
  • Tese
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  • Introdução: Diarreia aguda é uma importante causa de morbimortalidade em crianças em todo o mundo, com Rotavírus (RV) e Norovírus (NV) sendo os patógenos mais frequentemente associado a estas situações. Objetivos: a) descrever a efetividade das vacinas contra RV e a frequência de genótipos circulantes na América Latina (AL); b) descrever a proporção dos genótipos circulantes de RV no Brasil antes e após a introdução da vacina contra RV; c) verificar a proporção de diarreia aguda devido ao RV e NV em crianças em Sergipe; d) descrever o perfil genotípico das cepas circulantes de RV e NV em Sergipe; e) verificar a gravidade dos casos de diarreia aguda em relação ao agente etiológico e ao estado vacinal das crianças. Método: Este estudo compreende dois modelos de estudo complementares: a) revisão sistemática com meta-análise de estudos observacionais publicados entre 1990 e 2014 para identificar a prevalência de RV, os genótipos circulantes e a efetividade das vacinas contra RV na AL; Adicionalmente, uma revisão sistemática de estudos conduzidos no Brasil foi realizada para verificar as mudanças de genótipos entre 1986 e 2015; e b) estudo transversal referente a crianças com diarreia aguda atendidas nas duas principais urgências pediátricas de Sergipe, entre outubro de 2006 e dezembro de 2012, para identificar a proporção dos casos por RV e NV, bem como os seus genótipos circulantes. Para tanto, dados clínicos e amostras de fezes foram coletados. Resultados: A meta-análise de estudos conduzidos na AL mostrou que a proporção de diarreia aguda devido ao RV passou de 32% antes da vacina para 16,1% pós-vacina. G2 foi o genótipo G mais prevalente (51,6%; 95%CI 37,8-65,3). Entre os genótipos P, P[4] (54,1%; 95%CI 41,3-66,5) e P[8] (33,2%; 95%CI 21,9-45,5) foram os mais comuns. G2P[4] foi o genótipo mais frequentemente reportado. No geral, ambas as vacinas (Rotarix e Rotateq) apresentaram semelhante efetividade. A efetividade das vacinas contra hospitalizações foi 73% (95%CI; 66,0-78,0) e contra diarreia grave foi 74% (95%CI; 68,0-78,0). A revisão sistemática de estudos no Brasil mostrou mudanças no perfil dos genótipos de RV entre os períodos pré e pós vacinação. Houve aumento incomum de cepas totalmente heterotípicas sugerindo que a vacina monovalente pode ter favorecido a seleção deste tipo de cepas, e que apesar da redução do genótipo G2P[4] nas últimas décadas, este ainda é o mais frequentemente reportado. O estudo transversal realizado em Sergipe, mostrou que a proporção de RV foi 12,5% (231/1841). Crianças não-vacinadas apresentaram maior probabilidade de terem RV. O genótipo mais frequente entre 2006 e 2010 foi G2P[4]; exceto em 2009, quando a maioria dos casos foram G1P[8]. Em 2012, mais de 50% dos casos foram G8P[4]. No mesmo período, 1.432 amostras de fezes foram testadas para NV e 280 (19,6%) foram positivas. A proporção de crianças NV-positivo aumentou durante o período de estudo, sem qualquer padrão sazonal, mas foi significativamente mais frequente entre as crianças RV-vacinadas, assim como nas crianças mais jovens. Das 280 amostras NV-positivo, 188 (67,1%) foram sequenciadas. Destas, 176 foram classificadas como genogrupo II e 12 genogrupo I. O genótipo principal foi GII.4 (149/188, 79,3%). A variante GII.4 New_Orleans_2009 predominou no período de junho de 2011 a maio de 2012, mas foi substituída pela variante GII.4 Sydney_2012 entre maio e agosto de 2012. Conclusões: As vacinas contra RV são efetivas na prevenção de diarreia aguda grave e hospitalizações. Apesar da diminuição da proporção dos casos por RV, este vírus ainda continua uma importante causa de diarreia aguda, com as cepas G2P[4] e G8P[4] as mais frequentes. O aumento incomum da circulação de cepas heterotípicas sugere que a vacinação em larga escala pode favorecer a seleção deste tipo de cepa. Em Sergipe, houve redução dos casos de diarreia aguda por RV e o NV emergiu como o principal agente etiológico em crianças, com predomínio do genótipo GII.4 em todo o período do estudo.

  • FABRICIO DIAS ANTUNES
  • DETECÇÃO DE DOR NEUROPÁTICA EM PACIENTES COM DOENÇA FALCIFORME ATRAVÉS DE QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO
  • Orientador : ROSANA CIPOLOTTI
  • Data: 11/01/2017
  • Dissertação
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  • A Doença falciforme (DF) é a enfermidade genética mais prevalente em todo o mundo. A vasoclusão e hemólise são os achados centrais da doença e, por isso, recebem uma grande atenção da comunidade científica, já que os episódios dolorosos agudos são muito freqüentes e responsáveis por grande número de internações no país. À margem deste fato tão importante há quadros dolorosos crônicos que são subestimados ou pouco estudados; e talvez, a resolução deste problema esteja no diagnóstico definitivo e no tratamento adequado desta enfermidade.Objetivo: Identificar através de um questionário de avaliação de dor a ocorrência de dor neuropática (DN) e estabelecer o perfil clínico e epidemiológico do paciente portador de DN. Método: De um total de 554 portadores de DF, após estabelecidos critérios de inclusão e exclusão, 56 pacientes foram recrutados em serviço ambulatorial universitário referência em DF para um estudo transversal conduzido entre julho de 2015 e março 2016. O instrumento utilizado neste estudo para detecção de DN foi a escala Avaliação de Sintomas e Sinais em Dor Neuropática (LANSS). Dados demográficos e clínicos foram extraídos do prontuário do paciente e durante a entrevista. A escala foi aplicada conforme as normas dos seu criador para detectar evidência de DN. Teste Qui-quadrado ou exato de Fisher foram aplicados para comparar os grupos com e sem DN em função das variáveis: adolescentes (14 a 18 anos) versus adultos (19 a 32 anos), sexo e uso de hidroxiuréia. Valores de idade foram comparados nos grupos com e sem DN através dos testes ANOVA ou Kruskal-Wallis, considerando-se significativos os valores de p<0,05. Resultados: Dentre os pacientes, 25%tinham evidência de DN. A média de idade geral foi de 20,6 anos e 51,8% eram do sexo masculino. O local mais frequente de dor foi a região lombar (53,6%). Idade correlacionou-se positivamente com DN, com taxas maiores entre adultos em relação aos adolescentes (92,9 versus 7,1%; p<0,01). A média de idade, quando comparada em relação à presença ou ausência de DN, também é significativamente superior no primeiro grupo (p<0,05). Houve associação positiva entre pacientes que usavam hidroxiuréia e presença de DN (71,4 versus 28,6%; p<0,05). Observou-se associação entre presença de alterações sensoriais identificadas através do mini-exame físico do LANSS e pontuação final do LANSS correspondente a DN (p<0.01). Nenhum dos pacientes identificados fazia qualquer tipo de tratamento para DN. Conclusão: De uma forma simples é possível estabelecer diagnóstico de DN em portadores de DF além de identificar o perfil clínico e epidemiológico deste grupo.

2016
Descrição
  • LEONARDO YUNG DOS SANTOS MACIEL
  • COMPARAÇÃO DO EFEITO PLACEBO ENTRE DISPOSITIVOS DE ACUPUNTURA NÃO PENETRANTES E ACUPUNTURA REAL EM INDIVÍDUOS SAUDÁVEIS: ESTUDO CLÍNICO ALEATÓRIO
  • Orientador : JOSIMARI MELO DE SANTANA
  • Data: 14/12/2016
  • Tese
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  • Diversos estudos têm utilizado métodos de acupuntura placebo nos últimos anos como forma de mascaramento para testar o efeito terapêutico da acupuntura real, entretanto a seleção do dispositivo placebo não tem seguido critérios metodologicos a ponto de se criar um consenso de qual seria o melhor método para se utilizar. O presente estudo objetivou averiguar se técnicas de acupuntura placebo são indistinguíveis entre si e da acupuntura real. Métodos: Foram incluídos 321 voluntários saudáveis, os quais foram divididos aleatoriamente em sete grupos que utilizaram o ponto E25 (abdominal) e sete grupos que utilizaram o ponto B52 (lombar) para puntura. Foi aplicado acupuntura real, três métodos diferentes de acupuntura placebo além da mescla entre acupuntura real e placebo em um mesmo individuo, totalizando 14 grupos neste estudo. As avaliações da sensibilidade cutânea e profunda assim como a aplicação do questionário foram realizadas antes e imediatamente após a aplicação da técnica por investigador cego quanto a técnica que tinha sido aplicada. Resultados: A maioria dos sujeitos referiram que tinham recebido acupuntura real em todos os grupos, porém não houve diferença significativa quanto à percepção de que estavam recebendo acupuntura real ou placebo entre os grupos. O percentual de sujeitos que informaram acreditar ter recebido acupuntura real no ponto E25 foi de 69,56% no grupo real, 86,95% no grupo Park Sham, 82,60% no agulha + espuma, 91,30% na inserção e retirada, 78,26% no grupo real + Park Sham, 86,36% no real + agulha e espuma e 86,95% no real + inserção e retirada, no ponto B52 foi de 86,36% no grupo real, 86,95% no grupo Park Sham, 69,56% no agulha + espuma, 72% na inserção e retirada, 86,95% no real + Park Sham, 81,81% no grupo real + agulha e espuma e 78,26% no real + inserção e retirada. O limiar de sensibilidade cutânea não apresentou diferença estatística na análise intragrupo e também na comparação entre os grupos estudados, o limiar de dor por pressão apresentou uma diminuição dos valores após a aplicação da técnica apenas no grupo Real B52 (p = 0,044) e inserção e retirada (p = 0,037) para análise intragrupo e na comparação entre os grupos houve diferença estatística para o redução do limiar de dor entre o grupo Real E25 comparado com Park Sham B52 (p < 0,05) e Real no B52 comparado com inserção e retirada no ponto B52 (p < 0,05). Conclusão: Todos os métodos de acupuntura placebo utilizados são igualmente eficazes para mascaramento dos sujeitos de pesquisa que são punturados em distintos pontos corporais, e nenhum dos métodos placebo apresentou vantagem em relação aos demais para utilização em futuros ensaios clínicos. O limiar de sensibilidade cutânea não sofre alteração após a aplicação de acupuntura ou placebo, porém as técnicas Real E25 e Real B52 podem favorecer alteração do limiar de dor por pressão.

  • CAÍQUE JORDAN NUNES RIBEIRO
  • Avaliação da dor em vítimas de traumatismo cranioencefálico criticamente enfermas.
  • Orientador : MARIA DO CARMO DE OLIVEIRA RIBEIRO
  • Data: 07/12/2016
  • Dissertação
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  • Introdução: a avaliação da dor de pacientes críticos não comunicativos é um desafio para as equipes assistenciais, sobretudo em vítimas de traumatismo cranioencefálico. Apesar das escalas comportamentais serem consideradas adequadas e consistentes, são escassos os estudos que envolvam essa população. Objetivos: avaliar o manejo da dor em vítimas de traumatismo cranioencefálico durante a aspiração traqueal e as propriedades psicométricas de validade, confiabilidade e responsividade da versão brasileira da Behavioral Pain Scale (BPS-Br). Método: estudo observacional, prospectivo, de medidas repetidas, pareado e analítico desenvolvido nas unidades de terapia intensiva clínica e cirúrgica de um hospital geral, público, de alta complexidade em Aracaju, Sergipe, Brasil. A amostra foi não probabilística e de conveniência, composta por 37 vítimas de traumatismo cranioencefálico moderado à grave, sedados e mecanicamente ventilados. Foram coletados dados sociodemográficos, clínicos, relacionados ao trauma, à sedação e à analgesia prescrita. Os escores de Ramsay e Richmond Agitation Sedation Scale (RASS) foram utilizados para avaliar a profundidade da sedação. A dor foi avaliada utilizando-se a BPS-Br por dois observadores independentes, simultaneamente e sem comunicação entre si. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Sergipe (CAAE: 38567714.1.0000.5546). As variáveis categóricas foram expressas em frequências absolutas e relativas. As variáveis quantitativas foram representadas sob a forma de média ± desvio padrão ou erro padrão da média. A análise inferencial foi executada através de testes não paramétricos (validade discriminante), de concordância (coeficientes de correlação intraclasse e Kappa de Cohen) e de Correlação de Pearson. A consistência interna da escala foi estimada pelo coeficiente α-Cronbach. Valores de p < 0,05 foram considerados significativos. Resultados: os participantes eram predominantemente do sexo masculino (91,0%), adultos em idade produtiva (37,7±13,1), não brancos (67,6%), com baixa escolaridade (4,6±3,9), residentes do interior do estado (73,0%) e sem registro de doenças prévias (97,3%). Prevaleceu o trauma cranioencefálico grave (91,9%), causado por colisões automobilísticas (89,1%) e mais de dois terços não utilizou o dispositivo de segurança. Fentanil e Midazolam foram os fármacos mais utilizados para sedoanalgesia. A sedação profunda (Ramsay = 5,5±0,8; RASS = -3,7±1,7) apresentou correlação significativa com os escores BPS (p ≤ 0,005). Durante a aspiração traqueal, os parâmetros fisiológicos e escores BPS elevaram-se substancialmente (p < 0,001), porém, sem associação estatística. Foram encontrados resultados satisfatórios de porcentagens de concordância (59,4%-100%), de tamanho de efeito (0,8 – 1,3) e de consistência interna (0,7≤α≤0,9). Conclusão: a dor esteve presente durante a aspiração traqueal e a versão brasileira da BPS mostrou-se uma ferramenta válida, confiável e consistente para avaliar a dor em vítimas de traumatismo cranioencefálico.

  • JOSÉ RONALDO ALVES DOS SANTOS
  • Diabetes mellitus gestacional:Alterações histopatológicas em placentas humanas.
  • Orientador : EMERSON TICONA FIORETTO
  • Data: 31/10/2016
  • Tese
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  • O Diabetes Mellitus é um problema de saúde pública mundial. Estima-se que existam mais de 171 milhões de pessoas com diabetes no mundo, sendo que projeções da Organização Mundial de Saúde para 2030 sugerem que esse número possa chegar a 366 milhões de pessoas. Pesquisas tem demonstrado que o Diabetes Mellitus Gestacional, pode propiciar ou agravar alterações patológicas, com possibilidades de interferir no equilíbrio sistêmico tanto da gestante quanto do feto e que os danos na placenta podem ser responsáveis pela alta incidência de complicações materno-fetais. Sendo assim, o objetivo deste estudo foi determinar as alterações histopatológicas em placentas humanas, bem como descrever às condições clínicas de parturientes diagnosticadas com ou sem Diabetes Mellitus Gestacional e seus respectivos recém-nascidos, realizou-se, portanto, um estudo histopatológico e descritivo, de gestantes (n=16/grupo) atendidas no período autorizado de junho de 2015 a fevereiro de 2016 na Maternidade Nossa Senhora de Lurdes. Foi realizada analise microscópia de placentas oriundas de gestantes em condições normais e placentas de gestantes em condições hiperglicêmicas, bem como analisado as condições clínicas dessas parturientes. Entre as variáveis maternas, a média do peso das parturientes se mostrou diferente em relação as normoglicêmicas (73,0 kg ± 16,5) e as diabeticas gestacionais (79,0 kg ± 16,8). A média de semanas gestacionais mostrou-se diferentes em grupos, (37,7 semanas ± 3,37) para o grupo normoglicemicos e (36,6 semanas ± 1,62) para as parturrientes diabéticas gestacionais. Ao analisar-se as variáveis fetais, a estatura dos recém-nascidos se mostrou diferente em relação as pacientes normoglicêmicas (49,0 cm ± 2,40) e as diabéticas gestacionais 45,8 cm ± 5,08), seguido do perímetro torácico, no qual observou-se nas normoglicêmicas (34,0 cm ± 1,69) e nas diabéticas gestacionais (32,6 cm ± 1,16) respectivamente. Constatou-se ao avaliar as variáveis placentárias que o tamanho da placenta das parturientes normoglicêmicas foi significativamente maior (64,3 cm ± 9,53) quando comparado a gestantes diabéticas gestacionais (60,3 cm ± 11,3). Observou-se ainda relação quanto ao peso das placentas das parturientes normoglicêmicas (0,74 g ± 0,11) quando comparado as diabéticas gestacionais (0,64 g ± 0,16). As análises das laminas histopatológicas demonstraram que houve diferenças estruturais entre os grupos normoglicêmicos e diabetes gestacional. Havendo-se observado que para os grupos obtidos no período de 9 meses, foram determinadas relações significativas entre algumas variáveis, sugere-se a continuidade da investigação por tempo prolongado com maior número de parturientes de modo a poder-se relacionar mais contundentemente os fatores relacionados ás alterações placentárias influenciadas pela hiperglicêmia e a patogênese da doença e a sua relação com os agravantes materno-fetais.

  • ZAIRA MOURA DA PAIXÃO FREITAS
  • A INFLUÊNCIA DA AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA SERIADA DURANTE PERÍODO DE INTERNAMENTO HOSPITALAR E SEUS REFLEXOS NO PROGNÓSTICO FUNCIONAL DE RECÉM-NASCIDOS A TERMO COM ASFIXIA PERINATAL.
  • Orientador : CARLOS UMBERTO PEREIRA
  • Data: 25/10/2016
  • Tese
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  • Cerca de quatro a nove milhões de recém-nascidos (RN) desenvolvem asfixia ao nascer. Estima-se que dentre os asfixiados, 1,2 milhões evoluem para óbito e pelo menos o mesmo número desenvolve sequelas neurológicas do tipo retardo mental, epilepsia, paralisia cerebral, déficit motor e atraso no desenvolvimento. A intervenção multidisciplinar precoce promove a melhora da perspectiva de vida, sendo a escala de coma de Glasgow (ECGl) adaptada para crianças um instrumento usado para avaliação neurológica dos RN. Buscou-se comparar a evolução clínica dos RN a termo com asfixia perinatal (AP) moderada e grave que foram submetidos a um protocolo de avaliação neurológica seriada durante período de internamento hospitalar, com a evolução clínica daqueles não submetidos ao protocolo de avaliação. Este estudo caracterizou-se como um estudo epidemiológico, observacional, analítico, utilizando-se da abordagem quantitativa, tendo sido realizado na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) e em ambulatório de seguimento de uma maternidade de alto risco da rede pública de Sergipe. A amostra foi constituída de 112 RN. O grupo controle foi composto por 86 RN e o grupo intervenção por 26 RN. A coleta de dados ocorreu no período de 01/01/2012 a 31/03/2015. Para o grupo controle, no primeiro momento, foi feito um levantamento retrospectivo de dados em prontuários, objetivando a análise da evolução da criança e o tempo de permanência no serviço hospitalar (UTIN e alojamento conjunto) e em seguida, adotada a abordagem longitudinal, prospectiva, observacional, durante o período de atendimento ambulatorial. Para o grupo intervenção, foi utilizada uma abordagem longitudinal, prospectiva, observacional, durante o período intra-hospitalar e em ambulatório de seguimento. Para análise estatística, utilizou-se média e desvio padrão para sumarizar as variáveis quantitativas, enquanto as variáveis categóricas foram resumidas mediante frequência simples e porcentagem. A comparação entre os grupos foi realizada mediante Teste t de Student para os dados independentes. Para as variáveis quantitativas foi utilizado o Teste de Qui-Quadrado e para as variáveis categóricas foi utilizado o Exato de Fisher. A comparação entre os grupos para a distribuição dos tempos de internamento em UTIN, internamento hospitalar total e número de intervenções, foi realizado através do Teste de Mann-Whitney. O percentual de tempo de internamento dos pacientes foi analisado em nível de sobrevivência, através do método de Kaplan-Meier. Para a comparação do percentual de pacientes internados entre os grupos (RN com e sem a utilização de protocolo de avaliação neurológica seriada) ao longo do tempo, utilizou-se o Teste de Log Rank (Mantel-Cox). Para todo o estudo foi considerado o nível de significância de 5%. Todos os 112 (100%) RN foram classificados como adequados para a idade gestacional, uma vez que apresentaram um peso corpóreo entre o percentil 10 e 90 dos padrões de peso ao nascimento por idade gestacional no Brasil. Os dados neonatais apresentados pelos RN a termo correspondem a peso médio de 3.175,2 ± 663,8 gramas. A distribuição do tempo de internamento na UTIN (em dias) foi significativamente (p<0,001) maior no grupo controle que no grupo intervenção. Do mesmo modo, o tempo de tempo de internamento hospitalar total (em dias) foi significativamente (p<0,001) maior no grupo controle que no grupo intervenção. RN submetidos ao protocolo de avaliação neurológica seriada apresentaram uma evolução de alta hospitalar mais precocemente do que os não submetidos. A frequência de atraso no desenvolvimento neuromotor foi maior no grupo controle, não sendo percebida essa evolução desfavorável no grupo intervenção. Os dados coletados nesta pesquisa sugeriram que RN, a termo, diagnosticados com AP, que permaneceram por um menor espaço de tempo em internamento hospitalar e foram submetidos a um protocolo de avaliação neurológica seriada, incorporado às condutas clínicas padronizadas na UTIN para a gestão da AP, não apresentaram distúrbios no desenvolvimento neuromotor.

  • MARCIA FERREIRA CANDIDO DE SOUZA
  • Pontos de Corte da Circunferência do Pescoço na Determinação do Excesso de Peso e Predição do Risco Cardiometabólico em Adolescentes.
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 06/10/2016
  • Tese
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  • A circunferência do pescoço elevada pode indicar excesso de peso e risco cardiometabólico. Baseado nessa evidência, a presente tese tem como objetivo identificar os pontos de corte da Circunferência do Pescoço (CP) para determinação dos níveis de excesso de peso e predição do risco cardiometabólico em adolescentes. Foi realizado um estudo transversal com adolescentes de 12 a 17 anos de escolas públicas e privadas de Aracaju e Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe. Foram coletados dados demográficos, antropométricos, bioquímicos e mensurada a Pressão Arterial (PA) dos adolescentes do estudo. O risco cardiometabólico foi avaliado segundo os critérios do Escore de Risco PDAY. Para a análise descritiva foram calculadas as medianas, médias, desvios-padrão e frequências das variáveis ​​antropométricas, demográficas, bioquímicas e pressão arterial. Foi utilizado o teste de Mann-Whitney para comparação dos dados entre os grupos de adolescentes por gênero e faixa etária. O coeficiente de correlação de Spearman e a análise de regresão múltipla foram utilizados para avaliar a associação entre a CP e as variáveis antropométricas, bioquímicas e PA. Foi analisada por meio da curva ROC a validade preditiva da CP na identificação dos níveis de excesso de peso e do risco cardiometabólico. A amostra foi composta por 1474 adolescentes com idade média de 14,59 ± 1,57 anos, sendo 55,3% do sexo feminino. A CP correlacionou-se positivamente com outros indicadores de adiposidade como a circunferência da cintura e o Índice de Massa Corporal. A CP foi o indicador antropométrico que mais se associou significativamente aos fatores de risco cardiometabólico (PA, HDL-colesterol, insulina, glicemia de jejum e hemoglobina glicosilada) e foi o único indicador que se associou significativamente com a insulina (p = 0,02). Os pontos de corte da CP determinados pelo estudo para identificação de sobrepeso e obesidade para o sexo masculino na faixa etária de 12 a 14 anos foram, respectivamente, 34,1 cm e 34,9 cm; e para o sexo feminino 32,05 cm e 33,85 cm. Para o sexo masculino na faixa etária de 15 a 17 anos os pontos de corte para sobrepeso e obesidade foram, respectivamente, 36,8 cm e 38,4 cm; e para o sexo feminino 32,9 cm e 35,8 cm. Os pontos de corte da CP para predição do risco cardiometabólico foram os seguintes: estágio puberal (feminino: 31,02 cm; masculino: 32,17 cm) e pós puberal (feminino: 35,62 cm; masculino: 36,62 cm). A Circunferência do Pescoço apresentou correlação significativa com outros indicadores de adiposidade podendo ser utilizada para identificar adolescentes com excesso de peso e predizer o risco cardimetabólico.

  • AMÉLIA ROSA FELIZOLA PRADO
  • ANÁLISE DE PREVALÊNCIA E MORBIDADE EM RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS TARDIOS EM UMA MATERNIDADE DE ARACAJU, SERGIPE
  • Orientador : RICARDO QUEIROZ GURGEL
  • Data: 30/08/2016
  • Dissertação
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  • A prematuridade é um problema de saúde pública. Parto prematuro é o que ocorre antes de 37 semanas de gestação. Dentre os prematuros, destacam-se recentemente os pré-termos tardios (PTT), aqueles com idade gestacional entre 34 semanas e 36 semanas e 6 dias. São a maior parcela dos prematuros e apresentam morbidade elevada, principalmente quando comparados aos neonatos a termo. Objetivo: Avaliar a prevalência e as características dos recém-nascidos PTT nascidos em uma maternidade privada da cidade de Aracaju e compará-los aos neonatos a termo. Método: Foi realizado um estudo observacional, retrospectivo, de delineamento transversal. Os prontuários de todos os nascidos vivos das grávidas internadas para parto no período de janeiro/2015 a julho/2015 foram analisados. Dados do pré-natal, do parto e da internação em unidade de terapia intensiva ou de cuidados intermediários foram obtidos dos prontuários. Os PTT internados foram comparados aos bebês a termo com intercorrências. Os resultados foram descritos por meio de frequência simples e percentual quando categóricas ou ordinais, média e desvio padrão quando contínuas ou discretas. Para avaliar associação, foram utilizados o teste Qui-Quadrado, razão de chance e risco relativo com intervalo de confiança. O software usado foi o R Core Team 2016 e o nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: No período do estudo, nasceram 2456 crianças. Após exclusão, 2423 prontuários foram analisados. Duas gestantes (0,1%) não fizeram pré-natal e 45,4% delas tinham nível superior completo. O parto cesárea ocorreu em 89,2% da amostra e 68,4% das cesarianas foram marcadas eletivamente. Houve indicações maternas justificando o parto cirúrgico em 850 pacientes, sendo as síndromes hipertensivas as mais frequentes. Foram classificados como PTT 209 recém-nascidos e, destes, 97 foram internados. Os PTT tiveram maior chance de internação hospitalar (OR = 6,13; IC95%: 4,54-8,28). Conclusão: Nascer prematuro tardio é importante fator de risco para intercorrências no período neonatal.

  • JULIANA DANTAS ANDRADE
  • USO DA ULTRASSONOGRAFIA DIAFRAGMÁTICA NA AVALIAÇÃO DA HIPERINSUFLAÇÃO DINÂMICA NA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA.
  • Orientador : MARIA LUIZA DORIA ALMEIDA
  • Data: 26/08/2016
  • Dissertação
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  • A limitação do fluxo aéreo expiratório, característico em portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), leva à hiperinsuflação pulmonar determinante da sensação de dispneia. O teste de caminhada de seis minutos (TC6’) pode ser utilizado para estimular a hiperinsuflação dinâmica (HD) em pacientes com DPOC. A avaliação da mobilidade do diafragma, através da ultrassonografia modo M, é uma alternativa a ser utilizada para avaliar a disfunção diafragmática. Quanto maior a mobilidade diafragmática maior a variação do encurtamento muscular resultante da sua contração. Os objetivos do estudo foram mensurar, analisar e relacionar a mobilidade diafragmática e os parâmetros ventilatórios pré e pós teste de caminhada de seis minutos (TC6’); classificar a gravidade da DPOC e determinar o desempenho físico do paciente. O desenho do estudo foi transversal, analítico. Amostra composta de dois grupos: DPOC e Controle (não portadores de doença pulmonar). O período do estudo foi de fevereiro de 2015 a março de 2016, no Hospital Universitário de Sergipe e academias populares da cidade. Os indivíduos de ambos os grupos fizeram a avaliação ultrassonográfica da mobilidade diafragmática e espirometria sem broncodilatador, antes e após o TC6’, foram submetidos a medidas antropométricas, e colhidos informações sobre a doença, aplicado instrumento de avaliação COPD Assessment Test – CAT e escala de dispneia modified Medical Research Council – mMRC. Permaneceram no estudo 70 indivíduos no grupo DPOC e 65 no grupo Controle. Houve diferença significativa na mobilidade diafragmática, entre o grupo DPOC e Controle, antes (1.11±0.35cm; 1.32±0.38cm, respectivamente) e após (1.00±0.34cm; 1.37±0.35cm, respectivamente) do TC6’ (p<0.001). A distância percorrida foi também diferente entre os grupos (395.93±70.54m e 450.63±55.08m, respectivamente, p<0.001). Quando se analisou a mobilidade diafragmática, no grupo DPOC, para sexo (p<0.001), tabagista (p<0.001), exposição a biomassa (p<0.001), exacerbação (p<0.001), hospitalização (p<0.001) e GOLD D (p=0.016) foi significativamente menor, antes e depois do TC6’. Diferença significativa de mobilidade diafragmática reduzida na DPOC e aumentada nos saudáveis respiratórios além de média de CVF menor nesses e inalterada nos controles, após a carga de exercício, são inferência do desenvolvimento de hiperinflação dinâmica. Os portadores da DPOC distribuídos pela classificação GOLD apresentaram maior frequência nos Grupos B e D. A média de distância percorrida foi próximo aos valores considerados para risco de mortalidade e hospitalização, alertando-nos sobre a necessidade de medidas preventivas (farmacológicas e não-farmacológicas) que objetivem a melhoria deste desempenho.

  • THAIS SERAFIM LEITE DE BARROS SILVA
  • FATORES PARA NEAR MISS NEONATAL EM MATERNIDADE DE ALTO RISCO, SERGIPE, BRASIL, UM ESTUDO CASO-CONTROLE.
  • Orientador : MARCO ANTONIO PRADO NUNES
  • Data: 19/08/2016
  • Dissertação
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  • O período neonatal representa quase a metade das mortes em crianças menores que 5 anos. Near miss neonatal (NMN) é definido como o recém-nascido que teve uma complicação grave mas sobreviveu durante os primeiros sete dias de vida. O estudo de casos de NMN pode possibilitar a identificação dos fatores que ocasionam o número elevado de mortes na primeira semana de vida. Objetivo: O objetivo desta pesquisa foi analisar os fatores de risco para NMN na Maternidade de Alto Risco, Sergipe/Brasil. Método: Foi realizado um estudo caso-controle em que foram classificados os casos de NMN e seus respectivos controles, após avaliação de todos prontuários dos nascidos vivos das grávidas internadas para parto no período de março/2015 a setembro/2015. Após essa identificação, procedeu-se a coleta de informações através de entrevistas com as mães dos neonatos e verificação dos prontuários e cartões das gestantes. Para a análise dos dados foi utilizada a estatística descritiva por meio de frequências absolutas e relativas, medidas de tendência central e variabilidade. As associações foram avaliadas por meio do teste do Qui-Quadrado e o teste t de Student, com nível de significância α = 0,05. Em seguida, foi realizada análise de regressão logística contemplando as variáveis, levando em consideração um p < 0,20. A análise multivariada foi feita com as variáveis pré-selecionadas na etapa anterior, de acordo com a hierarquização apresentada no modelo conceitual. O critério estabelecido nesta etapa de análise para que as variáveis permanecessem no modelo foi de p < 0,05. Resultados: Foram classificados como NMN 125 recém-nascidos (casos) e selecionados 250 controles. Foi observada semelhança entre as médias de idades dos casos (média=25.9+ 7) e dos controles (média=25.6+ 6.9). Quase a totalidade das mães frequentou a escola, representando 97% das entrevistadas (344/356). A realização de pré-Natal apresentou proteção para o surgimento de NMN (OR = 0.04; IC95%: 0.00-0.29). O risco de NMN foi maior para os RNs de grávidas que tiveram intercorrência na gestação atual (OR= 13.37; IC95%:7.22-24.76). Conclusão: A realização de pré-Natal representou um importante fator protetor para o NMN.

  • GENILDE GOMES DE OLIVEIRA
  • "Investigação Epidemiológica e Geo Espacial da Esquistossomose Mansônica em Área Ocupada por Trabalhadores Rurais sem Terra"
  • Orientador : ANGELA MARIA DA SILVA
  • Data: 12/08/2016
  • Tese
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  • A Esquistossomose mansônica é uma doença causada por trematódeo digenético Schistosoma mansoni. É endêmica em 78 países tropicais e subtropicais. No Brasil acomete os estados de Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Bahia Paraíba e Minas Gerais. Movimento de Sem Terras, é um movimento brasileiro cujo objetivo é implantar a reforma agrária, estes invadem terras, consideradas por eles como improdutivas e instalam-se em propriedades sem condições ideais de moradia, tendo que utilizar a água do rio para consumo, lazer, atividades domésticas e agricultura, propiciando a manutenção do ciclo evolutivo da doença. Em meio as dificuldades para controlar a doença, surge uma ferramenta para auxiliar no controle e monitoramento, a tecnologia geo - espacial, e com ela o SIG (Sistema de Informação Geográfica) e GPS (Geografic Information System). Estes vêm facilitando a integração de observação da terra, determinando parâmetros ambientais com dados de saúde para o desenvolvimento de vigilância das doenças e modelos de controle. Objetivos: Diante desta problemática, buscou-se descrever e analisar aspectos epidemiológicos e geo espaciais de esquistossomose mansônica em famílias de Sem Terra da região sul de Sergipe investigadas e tratadas no ano de 2010 com segmento em 2015. Método: Trata-se de estudos transversais realizados em 2010 e 2015, quando foram investigados 13 assentamentos de Sem Terras. No ano de 2010, 601 indivíduos foram incluídos na pesquisa, em 2015, 1139. Nos dois inquéritos foi utilizado o TF Test® para análise das fezes e no segundo inquérito, os positivos realizaram ecografia abdominal. Para o mapeamento da área foi utilizado o GPS. Os dados coletados foram analisados por meio da técnica de interpolação exploratória, estimativa de Kernel, esta técnica gerou uma superfície de densidade para a detecção visual de “áreas quentes” ou “hotspots”, entendidas como uma concentração de eventos que indica de alguma forma a aglomeração em uma distribuição espacial. Resultados: Em 2010, obteve-se uma proporção de parasitológicos positivos para S. mansoni de 4,3%, todos na fase crônica intestinal. Em 2015, 2,6% estavam infectados, sendo que oito deles na fase hepatointestinal. No segundo inquérito, os assentamentos mantinham as condições sócio demográficas do primeiro, como a falta de saneamento básico, rede de esgoto, água tratada para consumo e escolaridade. Nos dois inquéritos os casos humanos positivos foram tratados e os mais graves encaminhados ao ambulatório do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe para acompanhamento. Dos 13 assentamentos pesquisados em 2010, 08 (61,5%) tiveram casos humanos positivos para S. mansoni. Em 2015, 11 (84,6%) apresentaram resultados positivos. Nos dois inquéritos, foi demonstrada a ocorrência de nove espécies de helmintos e quatro de protozoários. Os resultados da análise espacial apontam a existência de oito áreas de principais riscos situadas na região sul de Sergipe. Conclusão: A análise espacial mostrou que a distribuição da doença não foi homogênea. A prevalência da doença na região é baixa, entretanto as condições sócio demográficas apontam um cenário preocupante com focos em 11 dos 13 assentamentos. É notória a necessidade urgente de intervenção do governo no que concerne a prevenção e controle da doença.

  • TÁSSIA CAMILLA SANTOS NUNES
  • "Análise da cadeia de custos pela hospitalização por Síndrome coronariana aguda no âmbito da Saúde Suplementar"
  • Orientador : JOSE AUGUSTO SOARES BARRETO FILHO
  • Data: 05/08/2016
  • Dissertação
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  • Fundamento: A sustentabilidade do sistema de saúde, comprometida pelos altos custos, necessita de estratégias que garantam eficiência a baixo custo. Objetivo: Analisar a cadeia de custos com a hospitalização por Síndrome Coronariana Aguda relacionada ao escore GRACE. Métodos: Estudo transversal, documental, com abordagem quantitativa, realizado em hospital privado e em uma operadora de plano de saúde. Foram incluídos indivíduos admitidos com síndrome coronariana aguda nos anos 2013 e 2014 no hospital da pesquisa que não tivessem sido atendidos em outra unidade na vigência do episódio e que não evoluíram ao óbito. Foi calculado o escore Grace versão 2.0 e obtidas faturas com todos os custos hospitalares, discriminadas em 06 taxonomias. A relação entre os custos e níveis do escore Grace foi obtida por meio do teste de Kruskal Wallis, considerando significativas diferenças inferiores a K-W < 0,05. Resultados: Identificados 64 pacientes, maioria mulheres, idade média de 67,3 que apresentaram angina instável e nível GRACE baixo. O custo médio por paciente com síndrome coronariana aguda foi R$ R$ 31.199,38 e a média de permanência hospitalar 7,05 dias, a qual influenciou nos custos (K-W: 0,041). Não houve relação de significância estatística entre os custos e o escore GRACE (K-W: 0,170), a variabilidade dos custos em um mesmo nível GRACE foi alta e a taxonomia que mais impactou na fatura foram os OPMEs. Conclusão: A não relação entre os custos hospitalares e o escore GRACE acrescida da alta variação de valores revelam ser necessário investigar o que fomenta os custos, senão a gravidade do paciente.

  • IRLANEIDE DA SILVA TAVARES
  • "Overview com Meta-Análise de Revisões Sistemáticas do Valor Diagnóstico e Prognóstico da Angiotomografia das Coronárias na Emergência"
  • Orientador : JOSELINA LUZIA MENEZES OLIVEIRA
  • Data: 29/07/2016
  • Tese
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  • A avaliação da dor torácica aguda no departamento de emergência é demorada, cara, está associada a um tempo de internação prolongado e, não raramente o diagnóstico é negligenciado. O objetivo deste estudo foi realizar uma overview com meta-análise para compilar evidências a partir de múltiplas revisões sistemáticas (RSs) relacionadas ao valor diagnóstico e prognóstico da angiotomografia computadorizada de coronária (ATCCor) na avaliação da dor torácica aguda na emergência. Foram incluídas RSs de estudos primários que avaliaram o valor diagnóstico e prognóstico da ATCCor ≥ 64 canais no emergência. Os estudos foram realizados em pacientes com risco baixo ou intermediário de doença arterial coronária, com enzimas cardíacas normais, e eletrocardiograma inicial não isquêmico. A avaliação da qualidade foi realizada utilizando o PRISMA e aprovada as revisões que obtiveram pontuação ≥ 80%. Dois autores extraíram independentemente os dados usando um formulário padronizado. As variáveis numéricas foram descritas como média e desvio padrão e categóricas como frequências simples e relativas. Foram utilizados: o teste de correlação de Spearman, teste do qui quadrado, teste Q de Cochran ou estatística I2 de Higgins e Thompson. Para meta-análise foi utilizado o pacote "mada" (R Core Team, 2012). Quatro RSs foram elegíveis para inclusão nestaoverview, resultando em 13 artigos, após os critérios de exclusão, e apenas 10 destes foram utilizados para meta-análise. Um total de 4831 pacientes, com idade média de 54 ± 6 anos, 51% do sexo masculino, 46% eram hipertensos, 32% tinham dislipidemia, diabetes 13% e 26% com história familiar de DAC prematura. Na meta-análise, nove estudos definiram a ATCCor positiva quando apresentava lesões luminais ≥ 50% e um estudo ≥ 70%. A sensibilidade variou de 77% a 98% e a especificidade variou de 73% a 100%. A análise univariada mostrou homogeneidade da DOR [Q = 8,5 (df = 9), p = 0,48 e I2 = 0%]. A estimativa sumária da DOR para ATCCor nos estudos primários foi de 4,33 (IC 95%: 3,47-5,18). A área sob a curva (AUC) = 0,982 (95% CI: 0,967-0,999). Não houveram mortes, 29 (0,6%) infartos, 92 (1,9%) revascularizações e 312 (6,4%) ICA. O diagnóstico de síndrome coronariana aguda ocorreu em 7,3% dos 1655 pacientes incluídos na meta-análise. Concluímos que o uso da ATCCor como ferramenta para a estratificação de pacientes com risco cardiovascular baixo ou intermediário, que estão na sala de emergência com dor no peito, tem alta precisão, segurança, reduz o tempo de internação e, provavelmente, os custos, conduzindo a um diagnóstico precoce e mais eficaz quando comparado ao cuidado padrão na tomada de decisões. Para avaliar o valor da ATCCor na prevenção de eventos futuros são necessários estudos com desenho mais apropriado e com maior tempo de acompanhamento.

  • IURA GONZALEZ NOGUEIRA ALVES
  • "Influência do Hipotireoidismo Gestacional experimental em sistemas biológicos centrais de regulação da nocicepção em ratos"
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 29/07/2016
  • Tese
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  • Alterações das concentrações de hormônios tireoideanos maternos durante a gestação podem afetar o adequado desenvolvimento dos filhotes. Nesse sentido, no presente estudo procurou-se investigar as repercussões do hipotireoidismo gestacional (HGE) materno nos sistemas biológicos centrais de controle nociceptivo. O HGE foi induzido adicionando metimazol à 0,02% na água de beber a partir do nono dia de gestação até o parto. Os filhotes machos filhos de mães hipo e eutireoideas foram submetidos a avaliação basal e após a injeção de drogas (morfina, memantina, sertralina e AMPT) do limiar nociceptivo com 60 dias pós-natal (PND) por meio do aparato da Placa Quente (52±0,2 C). Ademais, foi realizada a quantificação do T3 e T4 totais séricos, quantificação de neurônios da PAGvl imunomarcados para tirosina hidroxilase, quantificação de glutamato no liquor e quantificação de parâmetros oxidativos. Os resultados obtidos foram expressos em valores de média e erro padrão da média. Para comparação dos dados entre os grupos foi realizado ANOVA three e two-way de medidas repetidas, student t test, Mann-withney e teste de correlação. O nível crítico fixado foi de 5% (P<0,05). Assim, nossos dados demonstraram que o HGE não gera repercussões importantes nas mães tratadas, quando estas são comparadas as controle, no entanto a prole sofre importantes efeitos da carência dos HTs maternos no período intra-útero. Neste sentido, foi possível observar que a PMH apresenta menor massa corporal aos 60 DPN (p<0.01), maior concentração sérica de TT3 (p<0.05), maior analgesia na placa quente após a administração i.p. de morfina nos tempos 30 e 60 minutos (fator interação tempo e tratamento (F(4, 80) = 2,50; p <0,05) e maior peroxidação lipídica (avaliada pela quantificação do TBARS) na medula espinhal (p<0.01). Diante do exposto concluímos que a carência de HTs no período gestacional acarreta alterações no peso corporal e nas concentrações séricas de T3, bem como nos sistemas biológicos de controle nociceptivo.

  • DÉBORA CRISTINA FONTES LEITE
  • "Estudo dos Indivíduos Heterozigotos para doença Falciforme identificados na Triagem neonatal em Sergipe"
  • Orientador : ROSANA CIPOLOTTI
  • Data: 27/07/2016
  • Tese
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  • As hemoglobinopatias são alterações genéticas de alta frequência populacional. Com a triagem neonatal identificamos tanto os casos homozigotos (doentes), quanto os heterozigotos (portador sadio). O presente estudo tem como objetivo identificar a distribuição espacial da presença do portador de Hemoglobina S (HbS) em Sergipe a partir da triagem neonatal universal e avaliar o conhecimento a respeito das hemoglobinopatias, nos familiares dos lactentes heterozigotos identificados na triagem neonatal durante orientação genética realizada na entrega dos resultados do exame. A amostra estudada constituiu-se de todos os indivíduos nascidos em Sergipe, de outubro de 2011 a outubro de 2012, e que tenham sido submetidos à triagem neonatal pelo Sistema Único de Saúde. A coleta dos exames foi realizada nas unidades básicas de saúde e encaminhadas ao Laboratório do Hospital Universitário onde foram analisadas. Os familiares de pacientes com traço falciforme (TF) eram convocados a participar de uma reunião, onde foi realizada a entrega do exame, e aplicado questionário sobre o conhecimento da doença e TF antes e após a orientação. A análise da distribuição espacial dos indivíduos heterozigotos para HbS foi realizada através autocorrelação espacial (Índice de Moran). Para avaliação do conhecimento sobre as hemoglobinopatias, o número de acertos total do questionário antes e após foi utilizado o teste de Wilcoxon e cada questão foi realizado o teste de Mc Nemar. Dentre os 32.906 exames realizados, 1.202 apresentaram alguma alteração do padrão da hemoglobina. Observou-se correlação positiva entre o percentual de negros e pardos dos municípios e a incidência de TF, mas correlação negativa quando apenas o percentual de negros era considerado. Na análise da distribuição de heterozigotos no estado de Sergipe, realizada pela autocorrelação foram identificandas 3 regiões no estado com maior frequência da HbS. Dos 1.202 indivíduos identificados com TF apenas 290 familiares compareceram à orientação genética. O conhecimento da população estudada a respeito das hemoglobinopatias foi limitado. Mesmo sabendo da necessidade de realização da triagem neonatal, grande parte dos entrevistados desconhece quais são as doenças pesquisadas pelo exame. Entretanto, conseguiram assimilar informações com a estratégia utilizada.

  • RICARDO LUÍS LOUZADA DA SILVA
  • sCD163 como biomarcador de gravidade em Hanseníase e Leishmaniose Visceral.
  • Orientador : AMELIA MARIA RIBEIRO DE JESUS
  • Data: 13/07/2016
  • Tese
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  • O marcador CD163, receptor para o complexo Haptoglobina-Hemoglobina, é expresso em monócitos/macrófagos e neutrófilos. Sua forma solúvel (sCD163) tem sido associada com o fenótipo de macrófagos M2, que modulam negativamente a resposta inflamatória e descritos como relacionados à apresentação Virchowiana da Hanseníase bem como à Tuberculose. Este trabalho se baseou na hipótese de que sCD163 poderia se correlacionar com a gravidade de doenças provocadas por patógenos intracelulares. O objetivo geral foi verificar a presença e caracterizar a associação do marcador CD163 com apresentação clínica da Hanseníase e Leishmaniose Visceral (LV). Soros de pacientes com diferentes formas clínicas de hanseníase (n = 47), e de pacientes com LV foram testados para a presença do sCD163. Foram comparadas as concentracões do sCD163 entre as formas clínicas da hanseníase (Indeterminada - HI, Tuberculóide - HT, Dimorfa - HD e Virchowiana - HV). A presença do sCD163 foi também avaliada nos soros de pacientes com LV (n = 76) no D0 (antes do tratamento) (n = 33), D30 (pós-tratamento) (n = 19) e comparada entre os pacientes no D0 com LV grave (n = 13). Foram observados altos níveis do sCD163 nos soros dos pacientes com hanseníase em comparação com controles contactantes, e confirmaram a associação desta molécula com a forma HV. Curvas ROC demontraram alta sensibilidade e especificidade da dosagem desta molécula para a associação com a forma mais grave HV da doença. Na LV, foram observadas concentrações elevadas do sCD163 no D0, sendo estas ainda mais elevadas nos pacientes com LV grave. Além disso, estas reduzem após o tratamento (D30). Análises de correlação confirmaram inter-relação entre o biomarcador e parâmetros de gravidade da LV, sendo observadas correlacões diretas entre as concentrações de sCD163 e as medidas do fígado e do baço. Curva ROC, também confirmou a associação entre o nível sérico alto desta molécula com a forma mais grave da LV. Adicionalmente, há uma redução significativa do sCD163 com cura clínica pós-tratamento. Experimentos in vitro indicaram indução da expressão de CD163 na superfície de macrófagos e neutrófilos por Leishmania amazonensis, sugerindo essas células como possíveis fontes para a molécula sérica encontrada nos pacientes com LV. Não houve diferenças nos níveis de haptoglobina, heme-oxigenase-1 e arginase-1 entre os pacientes com LV clássico e LV grave. Em conjunto, esses dados revelam a molécula de sCD163 como biomarcador de doença e de gravidade na hanseníase e LV, e sugere um papel da leishmania na indução da expressão dessa molécula, possível marcadora de macrófagos e neutrófilos M2 e N2, os quais podem modular a resposta imune e contribuir para a apresentação clínica de infecções por patógenos intracelulares

  • ANDRÉIA CENTENARO VAEZ
  • Preditores de mortalidade, análise espacial e estimativa dos gastos com vítimas de atropelamento em rodovias federais de Sergipe.
  • Orientador : VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
  • Data: 13/07/2016
  • Tese
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  • A violência no trânsito constitui um grave problema de saúde pública, responsável pela morte de milhares de pessoas jovens em idade produtiva. Entre essas vítimas, os pedestres fazem parte do grupo mais vulnerável e apresentam a maior taxa de letalidade. Objetivo: Analisar os fatores preditores de mortalidade, a distribuição espacial e a estimativa dos gastos com vítimas de atropelamentos em rodovias federais do estado de Sergipe. Método: Estudo híbrido de série temporal e componente transversal realizado a partir do Sistema de Informação sobre a Mortalidade e Sistema de Informação da Polícia Rodoviária Federal. Foi construído um modelo de regressão logística para determinar os fatores preditores associados aos óbitos por atropelamento, a partir das características da ocorrência, dos aspectos temporais e das características da rodovia, veículo, condutor e pedestre. A análise espacial foi realizada no programa TerraView 4.2.2, sendo utilizado o estimador de intensidade Kernel, que gerou uma superfície de densidade para a detecção visual de “áreas quentes” ou hot spots. Resultados: Foram registrados 399 pedestres traumatizados em acidentes de transporte (CID-10 V01 a V09), dos quais 146 foram classificados como vítimas fatais (49,1%), a maioria foi do sexo masculino (69,7%) com idade de até 45 anos (58,5%) e apresentava sinais de embriagues (9,3%). A análise multivariada evidenciou como fator preditor de mortalidade: a travessia do pedestre na rodovia (p=0,002), atropelamento em zona rural (p=0,003), e, envolvimento de veículo de grande porte (p =0,001). A análise espacial evidenciou a região da Grande Aracaju como cenário epidemiológico de risco espacial com destaque para os municípios de Aracaju, São Cristóvão e Nossa Senhora do Socorro, concentrando o maior risco de mortalidade por atropelamento. Os valores gastos foram superiores a 62,3 milhões de reais, sendo um valor médio por ano de R$ 9.6 milhões, dos quais mais de 92% foram relacionados à vítima. Conclusão: os dados demonstram que ao combinar diferentes técnicas de análises, identificamos que as características da rodovia, veículo e vítima, evidenciam a vulnerabilidade do pedestre ao óbito nos diversos espaços da rodovia. É necessária uma ampla discussão para elaboração de políticas públicas mais eficientes na redução dos índices de mortalidade por atropelamento, através de investimentos nas rodovias, com melhorias na engenharia dos acostamentos, instalação de iluminação pública, passarelas e canteiros centrais, que possibilitem a travessia segura dos pedestres nas rodovias. É fundamental a intensificação da fiscalização dos limites de velocidade e sensibilização dos condutores quanto à legislação vigente

  • ALEXANDRA OLIVEIRA DOS SANTOS
  • "Avaliação dos Custos do Processo de Cuidado Ambulatorial dos Pacientes Inclusos no Programa de Obesidade Mórbida - Métodos de Custeio ABC" .
  • Orientador : MARCO ANTONIO PRADO NUNES
  • Data: 13/06/2016
  • Dissertação
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  • A obesidade vem crescendo de forma acelerada e tem sido considerada uma epidemia global estando associada às mais diversas comorbidades como diabetes e hipertensão. As despesas com saúde relacionadas à obesidade no Brasil têm se tornado um grande problema econômico para a saúde brasileira, gerando elevados custos com o tratamento das doenças relacionadas ao excesso de peso e à obesidade. A análise apurada de custos, através do método ABC, permite melhor gerenciamento de recursos por parte dos gestores, elevando a qualidade da assistência prestada. O estudo teve como objetivo avaliar os custos do processo do cuidado ambulatorial dos pacientes inclusos no programa de obesidade mórbida do ambulatório de endocrinologia do HU-UFS através do método ABC. Trata-se de um estudo prospectivo para avaliação econômica do processo de cuidado dos pacientes inclusos no programa de obesidade mórbida do ambulatório de endocrinologia do HU-UFS. A população do estudo foi composta por pacientes inclusos no programa (N=43). Observou-se uma frequência maior de hipertensão (p = 0.004) e diabetes mellitus (p = 0.036), bem como quantidade de doenças (p = 0.001), assim como maior consumo de medicamentos (p = 0.023) no período pré-operatório em relação ao pós-operatório. O tratamento ambulatorial mensal custou R$ 526.17 por paciente mês. O desfecho revelou que o custo de maior relevância foi o relacionado à estrutura com um gasto mensal médio por paciente de R$346,63, comparado com R$119,26 relacionado a medicamentos e R$60,28 relacionado a exames. Não foram identificadas diferenças significativas entre os gastos no pré-operatório e pós-operatório. Com relação aos gastos com estrutura, a atividade de maior consumo foram a de realizar serviços de recepção. Conclui-se que o custo estrutural foi bem superior aos custos com exames e medicamentos e que a atividade de maior custo foi a de realizar serviços de recepção. O estudo contribui para nortear os gestores na alocação adequada de recursos, que se configuram como um problema devido à escassez de recursos destinados à saúde, visando uma assistência de qualidade.

  • INGRID CRISTIANE PEREIRA GOMES
  • Avaliação do Crescimento e puberdade e perfil endócrino-metabólico do paciente com anemia falciforme
  • Orientador : ROSANA CIPOLOTTI
  • Data: 10/06/2016
  • Dissertação
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  • A anemia falciforme (AF), doença hereditária mais prevalente no mundo, apresenta, dentre diversas complicações, alterações endócrino-metabólicas, destacando-se retardo de crescimento e puberdade em crianças e adolescentes. A estatura final dos adultos com AF, entretanto, ainda é controversa e pouco estudada na literatura. Esta dissertação é composta por dois artigos originais. No primeiro artigo, “Growth and puberty in a prospective cohort of patients with sickle cell anaemia: assessment in ten years”, observou-se, a partir de uma coorte prospectiva, que os pacientes com AF apresentaram comprometimento de crescimento e atraso puberal quando comparados a controles saudáveis, todavia, ainda que tardiamente, atingiram maturação sexual normal. Além disso, alcançaram estatura normal na idade adulta, diferentemente do que ocorreu com peso e IMC, achado ainda mais evidente no sexo masculino. No segundo artigo, “Perfil endócrino-metabólico de adultos portadores de anemia falciforme”, observou-se que os homens com AF apresentaram maiores níveis de gonadotrofinas. Níveis das lipoproteínas de alta densidade (HDL) e baixa densidade (LDL) também foram menores no grupo AF. A elevada prevalência de HDL reduzido (96%) no grupo AF e suas correlações positivas com número de hemácias, concentração de hemoglobina e negativa com contagem de reticulócitos e leucócitos apontam para a possibilidade de o HDL poder se configurar um marcador que auxilie na predição de eventos clínicos adversos nesta população. Apesar de não ter havido diferença dos níveis de 25-hidroxivitamina entre os grupos, constatou-se maior prevalência de sua deficiência e insuficiência no grupo AF, o que potencializa o risco, já existente nesta população, de osteoporose. Os achados de ambos os estudos caracterizam os pacientes com AF em relação à evolução de seu crescimento e desenvolvimento até a fase adulta e mostram alterações endócrino-metabólicas que merecem ser investigadas durante seu seguimento, a fim de prevenir outras complicações que possam comprometer sua qualidade de vida.

  • ROSEANE NUNES DE SANTANA CAMPOS
  • Aspectos epidemiológicos da leishmaniose visceral em Sergipe e liberação de redes extracelulares de neutrófilos em cães e humanos na infecção por leishmania infantum.
  • Orientador : ROQUE PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 06/06/2016
  • Tese
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  • A Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença infecciosa grave e encontra-se em franca expansão geográfica e urbanização. É uma patologia, na qual os padrões de transmissão são alterados com relação às ações antrópicas. O cão é considerado o principal reservatório doméstico do parasita. A LV no humano e no cão é variável e depende da resposta imune dessas espécies. Os neutrófilos têm importante participação no controle parasitário da leishmaniose visceral. Em descobertas recentes foi demonstrado que estas células têm um mecanismo adicional para eliminar microorganismos denominado Netose, que ocorre com a liberação de redes extracelulares (Neutrophil Extracelular Traps -NETs) formadas por cromatina associada a proteínas granulares e citoplasmáticas que aprisionam e podem matar os parasitas. Assim o objetivo desse trabalho foi analisar os aspectos epidemiológicos da LV humana e canina no município de Aracaju/SE e avaliar a indução de NETs por Leishmania infantum em neutrófilos humanos e caninos e o papel destas no controle da carga parasitária. Para avaliação epidemiológica foram utilizados dados secundários do SINAN e inquéritos sorológicos caninos do Centro de Controle de Zoonoses de Aracaju-SE. Foi realizada uma análise descritiva a partir de gráficos e tabelas, calculados coeficientes de incidência, distribuição de frequências e construção de mapas de distribuição. Com a finalidade de avaliar a formação de NETs foram isolados neutrófilos de pacientes com LV do Hospital Universitário/UFS e de cães diagnosticados com LV pelo Zoonoses de Aracaju foram incubados com e sem estímulo do parasito e NETs medidas no sobrenadante das culturas após 90 min usando picogreen dsDNA Kit (Invitrogen). Os humanos foram divididos em: Controle (indivíduos saudáveis); Tratamento (pacientes infectados com LV e tratados) e DTH (indivíduos DTH positivos). Os cães em: Controle (cães saudáveis); Assintomáticos (cães infectados e sem sinais clínicos de LV) e Sintomáticos (cães infectados com sinais clínicos de LV). A carga parasitária foi determinada após 24 e 48 horas de interação com neutrófilos tratados, através da técnica de diluição limitante. O percentual de cães infectados aumentou de 4,73% em 2008, para 12,69% em 2014. De 2008 a 2014 o coeficiente de incidência em humanos foi de 0,34 para 0,50. A distribuição do percentual total de casos positivos para LV humana (2008-2013), por sexo, de acordo com a faixa etária do paciente, mostrou que, nos pacientes acima de 15 anos, o percentual de positivos no sexo masculino é significativamente maior que o feminino. A análise de distribuição espacial permitiu visualizar as áreas da cidade com maior concentração de casos de LV humana e canina. Os bairros situados no centro, em áreas mais pobres ou em zonas de expansão foram os que apresentaram maior prevalência da doença. Na avaliação da indução de NETs entre os humanos, os neutrófilos de indivíduos DTH positivos produziram menor quantidade de NETs estimulados ou não com L. infantum e neutrófilos de cães sintomáticos produziram mais NETs do que os cães saudáveis quando estimulados com o parasito. Em 24 e 48 horas indivíduos DTH positivos apresentaram menor carga parasitária do que os outros grupos testados e os cães sintomáticos foram os que apresentaram maior carga parasitária após 48 horas. Os resultados apresentados denotam que Aracaju apresenta caráter endêmico para a LV humana e canina. O aumento exponencial de cães positivos sugere que a doença encontra-se em processo de expansão na área urbana. Esse cenário epidemiológico favorece a transmissão da LV. A produção de NETs e controle da carga parasitária varia com a forma clínica da LV, tanto em cães quanto em humanos.

  • DOUGLAS RAFANELLE MOURA DE SANTANA MOTTA
  • IMPACTO DE FATORES NÃO-RENAIS NA QUALIDADE DE VIDA DE PACIENTES DIALÍTICOS: O FOCO DEVE SER O HUMOR
  • Orientador : KLEYTON DE ANDRADE BASTOS
  • Data: 30/05/2016
  • Dissertação
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  • Renais crônicos em diálise possuem comprometimento da qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS). Os fatores a ela associados, sejam eles demográficos, renais ou não-renais, na sua maioria não são valorizados como deveriam no manejo de tais pacientes. Casuística e Método: Realizou-se entre julho e setembro de 2013, em Sergipe, Brasil, um estudo transversal com 215 pacientes em hemodiálise (HD) e 58 em diálise peritoneal (DP) com o propósito de avaliar a QVRS, através do questionário Kidney Disease Quality of Life Instrument- Short Form 1.3 (KDQOL-SF), e fatores a ela associados, enfatizando os não-renais: distúrbios de humor e de sono e disfunções sexuais. Resultados: Os pacientes possuíam em média 51 anos, eram na maioria homens (62%), com níveis educacional e econômico baixos. As prevalências de depressão (29%), ansiedade (30%), insônia (56%), sonolência diurna excessiva (43%) e disfunções sexuais masculina (48%) e feminina (76%) foram altas. Modelos por análise fatorial confirmatória revelaram que ansiedade (p <0.01), depressão (p <0.01) e baixa escolaridade (p 0.01) foram fatores independentemente associados a baixa QVRS. Evidenciou-se maior prevalência de ansiedade em pacientes em HD (32%) e de depressão naqueles em DP (36%). Conclusão: Dentre os fatores não-renais, os distúrbios de humor, de maneira não uniforme em relação à modalidade dialítica, foram os mais impactantes na QVRS, especialmente nos pacientes com menor nível educacional.

  • MICHELI LUIZE BARBOSA SANTOS
  • Avaliação da resposta imune induzida pelo antígeno recombinante NH36 e suas frações em células de pacientes com Leishmaniose Visceral.
  • Orientador : ROQUE PACHECO DE ALMEIDA
  • Data: 30/05/2016
  • Tese
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  • A Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença sistêmica causada pelo parasita protozoário do gênero Leishmania que apresenta alta morbidade levando à morte se não tratada. LV é uma doença negligenciada e o desenvolvimento de uma vacina é crucial, mas para isso, é imprescindível uma melhor compreensão da resposta imune protetora e memória imunológica. Trabalhos avaliam a frequência de células Th1 multifuncionais secretoras simultaneamente de INF-γ, TNF-α e IL-2 e correlaciona com uma a melhor proteção contra L. major. Além disso, a NH de Leishmania donovani (NH36) é um marcador filogenético de elevada homologia entre os parasitas de Leishmania e é responsável pela sua imunogenicidade e eficácia protetora contra LV murina. O presente trabalho avaliou a resposta imune humoral e celular de indivíduos antes do tratamento (LV AT), indivíduos assintomáticos (DTH+), indivíduos após o tratamento (LV PT) e controles após o estímulo com NH36 e suas frações F1, F2 e F3. PBMCs de pacientes LV AT, LV PT, DTH+ e controles foram estimuladas com NH36 e peptídeos recombinantes F1, F2 e F3. Em seguida foram analisadas por citometria de fluxo multiparamétrica para avaliar as combinações de INF-γ, TNF-α e IL-2 em células CD4+ e CD8+. Os sobrenadantes de cultura foram utilizados para avaliação das citocinas por imunoensaio em luminex. Os soros desses pacientes foram utilizados em ensaio de ELISA para avaliar a reatividade contra anticorpos monoclonais IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4 após incubação com os antígenos recombinantes. A análise das subpopulações de linfócitos T CD4+ e CD8+ demonstrou percentuais semelhantes após estimulação com todos os antígenos recombinantes, exceto nos grupos de pacientes LV AT que tendem a ser menos frequentes em comparação LV PT. A Multiplicação da frequência de células produtoras de uma citocina pela intensidade média de fluorescência (MFI), derivou uma abordagem métrica denominada intensidade de fluorescência integrada (iMFI) que reflete a resposta funcional total de uma população de células produtoras de citocinas. Esta medida evidenciou em células CD4+ e CD8+ que o grupo DTH+ e LV PT tende a apresentar mais proteção funcional em relação aos outros grupos após estímulo com os antígenos. A fração F2 teve uma tendência maior na indução de células CD4+ e CD8+ produtoras de duas citocinas e três citocinas (multifuncionais) principalmente no grupo DTH+ seguido do grupo LV PT. A avaliação da produção de citocinas revelam que todos os antígenos são capazes de estimular citocinas inflamatórias como INF-γ, IL-12p70, TNF-α, IL-1β, especialmente no grupo DTH+ e LV PT. No ensaio de ELISA foi demonstrado que o principal alvo dos anticorpos foi o F1 sendo este, o domínio que mais concentra os epítopos para as células B reconhecidos por Ac IgG1, 2, 3 e 4. Este trabalho conclui que os indivíduos DTH+ e LV PT foram bons respondedores aos antígenos testados, apresentando maiores frequências de células multifuncionais, altos níveis de citocinas do perfil Th1 e reconhecimento por anticorpos geradores de memória imunológica, principalmente após estímulo com F1 e F2. Dessa forma, estes antígenos representam uma base para o desenvolvimento racional de vacinas contra patógenos NHs-dependentes.

  • SIEUNE ROBERTA ARAÚJO GOMES DOS SANTOS
  • Fatores Associados à Presença da Cintura Hipertrigliceridêmica em Mulheres Hipertensas e com Excesso de Peso
  • Orientador : MARCO ANTONIO PRADO NUNES
  • Data: 24/05/2016
  • Dissertação
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  • A tríade metabólica, caracterizada pela hiperinsulinemia de jejum, hiperapoliproteína B e alta proporção de partículas densas e pequenas do LDL, podem prever o risco cardiovascular e está fortemente correlacionada ao marcador cintura hipertrigliceridêmica (CHTG). A CHTG definida como a presença simultânea do aumento da circunferência da cintura (CC) associada a elevadas concentrações de triglicerídeos (TG), tem sido apresentada como um marcador de triagem na caracterização de indivíduos portadores dessa tríade. A utilização desse marcador pode tornar a avaliação do risco cardiovascular dos indivíduos uma abordagem mais prática, viável e de menor custo, especialmente, nos serviços de atenção básica à saúde. Assim, este estudo teve como objetivo identificar quais fatores encontram-se associados à presença da CHTG em mulheres que já possuem fatores modificáveis para o risco cardiovascular. Para tanto, foi realizado estudo transversal no Ambulatório de Nutrição do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe, incluindo mulheres com excesso de peso e hipertensas, com idade ≥ 18 anos e excluídas gestantes e/ou portadoras de HIV, câncer e nefropatias. A amostragem foi simples aleatória e sem reposição, através de listagem das mulheres atendidas no referido ambulatório. Os pontos de corte adotados para diagnóstico da CHTG seguiram os critérios adotados pelo NCPET-ATP III (National Cholesterol Evaluation Program for Adult Treatment Panel III) para o sexo feminino: CC ≥88 cm e triglicerídeos ≥ 150 mg/dL. Foram estimadas as razões de prevalência e seus respectivos intervalos de confiança de 95%. Para identificação dos fatores associados à CHTG foi utilizado o modelo de regressão logística. O nível de significância adotado foi de 5%. Identificou-se que 43% da amostra apresentava CHTG. Os fatores que se associaram a CHTG após ajustes foram: hiperglicemia de jejum, HDL-colesterol baixo e níveis aumentados de colesterol total. Enquanto que, o ERF alto/intermediário (escore > 10%) apresentou maior associação entre as mulheres com CHTG (24% /95) quando comparado com aquelas que não possuíam esse marcador (2%/221), mantendo associação significativa com a CHTG mesmo após ajustes na análise de regressão logística multivariada (p < 0,001). Assim, As mulheres com CHTG apresentaram pior perfil cardiometabólico quando comparadas àquelas sem esse marcador. Os fatores associados significativamente à presença da CHTG foram àqueles considerados de risco cardiometabólico: hiperglicemia de jejum, hipercolesterolemia e baixos níveis séricos de HDL. E, ainda, a CHTG associou-se significativamente ao ERF, especialmente ao de médio/alto risco para o desenvolvimento de DCV em 10 anos.

  • IZADORA MENEZES DA CUNHA BARROS
  • UTILIZAÇÃO DOS PICTOGRAMAS PARA ORIENTAÇÃO SOBRE O USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS
  • Orientador : DIVALDO PEREIRA DE LYRA JUNIOR
  • Data: 24/05/2016
  • Tese
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  • Objetivo: Avaliar a utilização dos pictogramas para orientação sobre o uso racional de medicamentos. Métodos: Foi realizado um estudo transversal de maio a julho de 2016 com o objetivo de comparar a compreensão dos pictogramas da United States Pharmacopeia - Dispensing Information (UPS-DI) entre adultos e idosos brasileiros. Em seguida, foram desenvolvidos pictogramas adaptados culturalmente (LEPFS pictogramas) à realidade do Brasil, com a participação do grupo focal (usuários de medicamentos) e do comitê de especialistas (farmacêuticos), e posteriormente inseridos no software de pictogramas. Após o desenvolvimento dos pictogramas, foi verificado a aceitabilidade comparando-os com os pictogramas da USP-DI. Resultados: Em ambos os grupos avaliados no estudo, a maioria dos pictogramas da USP-DI não foi bem compreendida. No desenvolvimento dos pictogramas adaptados culturalmente para o Brasil, um total de 51 pictogramas foram desenvolvidos (20 instruções). Para cada instrução, os participantes (usuários de medicamentos e farmacêuticos) selecionaram um pictograma e foram convidados a sugerir modificações para aprimorá-los. Para este fim, o pictograma escolhido pela maioria dos participantes foi seleccionado para o estudo e para todos os pictogramas selecionados foram necessárias pequenas alterações pelo designer gráfico. A maioria dos LEPFS pictogramas foi preferida em comparação com os da USP-DI. Os LEPFS pictogramas sobre a orientação do uso de medicamentos e frequência de administração foram melhores aceitos em comparação com os da USP-DI. Os pictogramas sobre o uso de medicamentos com as refeições foram possivelmente preferidos por possuirem comida nos pratos, fato este não observado nos pictogramas da USP-DI. Além disso, a presença do relógio nos pictogramas de frequência de administração facilitaram a compreensão e aceitabilidade. Os pictogramas da USP-DI referentes à administração de medicamentos e via de administração foram preferidos em comparação com os LEPFS pictogramas. Conclusões: Os pictogramas da USP-DI não foram compreendidos pela população-alvo no Nordeste do Brasil. Desse modo, verificou-se a necessidade de desenvolver pictogramas adaptados culturalmente à realidade do país. Na análise da aceitabilidade destes pictogramas, foi verificado que a maioria dos LEPFS pictogramas foi preferida em comparação com os da USP-DI. Todavia, algums pictogramas não foram bem aceitos, os quais devem ser redesenhados e novamente testados. Além disso, pesquisas futuras devem ser conduzidas a fim de avaliar a compreensão destes pictogramas para permitir a sua utilização na prática farmacêutica brasileira.

  • VIVIANE CORREIA CAMPOS ALMEIDA
  • FREQUÊNCIA DE DOENÇAS INFECCIOSAS E AVALIAÇÃO DA RESPOSTA IMUNE CELULAR E HUMORAL EM ADULTOS NÃO TRATADOS COM DEFICIÊNCIA CONGÊNITA E ISOLADA DE GH
  • Orientador : MANUEL HERMINIO DE AGUIAR OLIVEIRA
  • Data: 07/05/2016
  • Tese
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  • O hormônio do crescimento (GH) é importante para o desenvolvimento e função do sistema imunológico, mas há controvérsias se a deficiência do GH (DGH) é associada a distúrbios imunes. Um modelo de deficiência isolada do GH (DIGH), sem outros déficits ou reposições hormonais, excluiria efeitos confundidores na análise das ações do GH na imunidade, podendo esclarecer se a perda do GH é associada a uma maior susceptibilidade a infecções ou a uma alteração na resposta imunológica. Nosso objetivo foi estudar a frequência de doenças infecciosas e a resposta imune celular e humoral em adultos com DIGH congênita e não tratada. O estudo foi realizado em duas partes: na primeira, estudo transversal, onde participaram todos os convidados com 20 anos de idade ou mais, sendo 35 adultos com DIGH devido à mutação homozigótica (C.57+1G>A) no gene do receptor do hormônio liberador do GH (GHRH) e 31 controles, que foram submetidos a um questionário clínico para avaliar a história prévia de doenças infecciosas, exame físico e foram dosadas as sorologias para doença de Chagas, leishmaníase, HIV, tétano, hepatites B e C. Na segunda parte, foi feito um estudo de casos com grupo controle para comparação da resposta imunológica celular e humoral entre os grupos. Os critérios de inclusão foram idade entre 20 e 65 anos e de exclusão foram infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), infecções agudas, malignidades, doenças autoimunes como artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico, uso de medicações antialérgicas e glicocorticóides ou condições como gravidez. Foram feitas as dosagens das imunoglobulinas séricas: IgG total, IgA, IgE e IgM. A resposta imune foi avaliada através de testes cutâneos (Derivado Proteico Purificado (PPD), estreptoquinase e candidina), e da resposta à vacinação para hepatite B e tétano (nos indivíduos com sorologia negativa) e ao bacilo Calmette-Guérin (BCG), nos indivíduos que tivessem PPD negativo. Não houve diferença entre os grupos na história de doenças infecciosas e dados sorológicos basais. Indivíduos com DIGH apresentaram menores níveis de IgG total, mas dentro da variação normal e menor diâmetro da induração no teste cutâneo com estreptoquinase, embora sem diferença na positividade a este teste (DIGH 2 em 21; controles 5 em 20). Também não houve diferença na positividade ao PPD (DIGH 4 em 24; controles 10 em 28) e à candidina (DIGH 3 em 21; controles 1 em 19) nem na resposta às vacinações entre os grupos. Em conclusão, não foi encontrado uma maior frequência de infecções ou distúrbios imunológicos envolvendo produção de anticorpos ou resposta celular a antígenos cutâneos nos indivíduos com DIGH congênita e não tratada.

  • VIRGINIA DE MENESES PEREIRA GURGEL
  • AVALIAÇÃO RETINIANA EM PORTADORES DE DEFICIÊNCIA CONGÊNITA E ISOLADA DE HORMÔNIO DO CRESCIMENTO
  • Orientador : MANUEL HERMINIO DE AGUIAR OLIVEIRA
  • Data: 06/05/2016
  • Dissertação
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  • Contexto e Objetivos: O hormônio do crescimento (GH) tem importante papel no desenvolvimento da retina, como demonstram diversos modelos experimentais. Contudo, a relação entre o GH e a neuro-vascularização da retina humana ainda não é completamente conhecida, havendo um estudo clínico que demonstra diminuição da vascularização retiniana em humanos com deficiência de GH (DGH). O modelo da deficiência isolada, congênita e vitalícia do GH (DIGH) não tratada é ideal para estudar a ação do GH nos tecidos oculares. O objetivo deste trabalho é avaliar a neuro-vascularização retiniana em indivíduos adultos com DIGH. Casuística e Métodos: Neste estudo transversal, examinamos 25 indivíduos com DIGH devido a mutação c.57+1G>A no gene do receptor do hormônio liberador do GH e 28 controles. Ambos os grupos foram submetidos a retinografia (para avaliar o número de brotamentos vasculares nos vasos retinianos, o tamanho do disco óptico e da escavação) e tomografia de coerência óptica (OCT) (para avaliar a espessura da fóvea e de mais oito regiões da mácula). Resultados: Os indivíduos com DIGH apresentaram maior redução do número de brotamentos vasculares em relação aos controles, (p=0,049), segundo teste exato de Fisher. A porcentagem de redução moderada foi maior na DIGH que nos controles (p=0,01). A taxa de indivíduos com aumento do disco óptico e da escavação foi maior na DIGH em relação aos controles (p<0,0001 em ambos os casos). Não houve diferença na espessura da fóvea nem em nenhuma outra região da mácula. Conclusões: A maioria dos indivíduos no grupo DIGH apresenta moderada redução do número de brotamentos vasculares, aumento no tamanho do disco óptico e da escavação, sem alteração na espessura da mácula.

  • IANDRA MARIA PINHEIRO DE FRANÇA COSTA
  • Avaliação do equilíbrio e funcionalidade de indivíduos com a doença de Charcot-Marie-Tooth.
  • Orientador : ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
  • Data: 29/04/2016
  • Tese
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  • A doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT) é a neuropatia periférica geneticamente herdada mais frequente em todo mundo. A maioria dos casos de CMT pode ser classificada em duas grandes categorias quanto à natureza da lesão primária do nervo: CMT tipo 1 e tipo 2. As principais manifestações clínicas são fraqueza muscular e diminuição da sensibilidade nas pernas e pés, alterações na marcha e equilíbrio. Os objetivos deste estudo foram realizar uma revisão sistemática sobre o equilíbrio e funcionalidade de indivíduos com a doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT), assim como avaliar o equilíbrio e funcionalidade de indivíduos com a doença de Charcot-Marie-Tooth tipo 2 (CMT2). Métodos: Uma pesquisa abrangente na literatura foi realizada utilizando como base de dados a MEDLINE-PubMed, Web of Science, Scopus (1980- 2015). Além disso, foi realizado um estudo observacional e transversal, por meio de entrevista e avaliação clínica de indivíduos com a doença de CMT2 no município de Tobias Barreto. A amostra foi composta por um grupo com 15 pacientes com CMT2 (GCMT2) e um grupo controle (GC), com indivíduos saudáveis pareados por idades e gêneros com o grupo CMT2. Os indivíduos com CMT foram classificados pela escala neuropática de Charcot-Marie-Tooth (Neuropathy Scale Charcot-Marie-Totth - CMTNS) que avalia o grau de severidade da doença. A força muscular de membros inferiores foi avaliada através de um dinamômetro manual. O equilíbrio foi mensurado através do baropodômetro footwork e da escala de equilíbrio de Berg. A avaliação funcional foi mensurada pelo teste Timed Up Go (TUG). Resultados: Na revisão sistemática foram selecionados 18 artigos, sendo a maioria do tipo transversal e realizados na Europa. Os tipos de estudo que prevaleceram foram sobre avaliação do equilibrio e funcionalidade, tratamento de reabilitação e evolução natural da doença de CMT. O número de participantes por estudo variou de 6 a 211 indivíduos afetados. No segundo artigo, houve diferença estatisticamente significativa entre o GCMT2 e GC para força muscular de todos os músculos avaliados (dorsiflexores: p= < 0.0001, flexores plantares: p= < 0.0001, inversores: p= < 0.0001, eversores: p= 0.0016), para os parâmetros VCoPAP e DCopAP da estabilometria para olhos abertos e fechados respectivamente (p= 0,0123; p= 0,0183, p= 0,0132, p=0,0129), para a escala de equilíbrio de Berg (p=0,0066) e para o teste TUG ( p = 0.0003). As correlações mais evidentes foram entre todas as variáveis analisadas e o CMTNS, entre a força dos músculos eversores e inversores do pé e o equilibrio estático, entre os músculos flexores plantares e dorsiflexores do pé e atividades funcionais. Conclusão: A maioria dos estudos da revisão sistemática que avaliaram equilibrio e/ou funcionalidade também incluiram em suas avaliações a mensuração da força muscular e sensibilidade. Além disso, os estudos mostraram que a fraqueza muscular distal, especialmente de dorsiflexores e flexores plantares, está associada à perda de equilíbrio em atividades dinâmicas e a posição parada, respectivamente. As avaliações clínicas, realizadas no grupo CMT2 e grupo controle, revelaram que pacientes com Charcot-Marie-Tooth têm menor equilíbrio e prejuízo das atividades funcionais quando comparados aos indivíduos saudáveis.

  • LIDIANE CARINE LIMA SANTOS BARRETO
  • PERFIL EPIDEMIOLÓGICO, SÓCIO-DEMOGRÁFICO E PSICOSSOCIAL DA DOENÇA DE CHARCOT-MARIE-TOOTH
  • Orientador : ADRIANO ANTUNES DE SOUZA ARAUJO
  • Data: 26/04/2016
  • Tese
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  • A doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT) é a afecção neurológica geneticamente determinada mais comum em todo o mundo. Caracteriza-se por provocar degeneração lenta e progressiva dos nervos periféricos, levando à atrofia e fraqueza dos músculos distais dos membros. CMT é classificada em dois subgrupos principais: CMT tipo 1 (CMT1), forma desmielinizante e CMT tipo 2 (CMT2), forma axonal. O primeiro objetivo deste estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre a prevalência da doença de CMT no mundo e o segundo foi avaliar o perfil epidemiológico, sociodemográfico e psicossocial de famílias com a doença de CMT do Estado de Sergipe. Métodos: uma pesquisa sistemática na literatura foi realizada utilizando como base de dados a MEDLINE-PubMed, Web of Science, Scopus, e CINAHL (janeiro de 1990 a maio de 2015). Além disso, foi realizado um estudo epidemiológico descritivo, observacional e transversal, por meio de entrevista e avaliação clínica de pacientes, grupo com a doença CMT (GCMT) e familiares não afetados, chamados de grupo controle (GC) nos municípios de Tobias Barreto, Pedrinhas e Itabaianinha- SE. A coleta de dados incluiu avaliação das características sociodemográficas, parâmetros antropométricos, hábitos de vida, condições clínicas, co-morbidades, saúde mental (níveis de ansiedade e depressão), padrão de comportamento sexual feminino e perfis ginecológicos e obstétricos. Resultados: no artigo 1, doze estudos foram incluídos na revisão sistemática, onde a prevalência CMT variou de 9,7/ 100.000 habitantes na Sérvia para 82,3/ 100.000 na Noruega. A frequência dos principais subtipos nos países variou de 37,6% a 84% CMT1 e de 12% para 35,9% CMT2. No artigo 2, foram entrevistados 90 indivíduos de 6 famílias com CMT; a prevalência de CMT em Sergipe foi de 62/ 100.000 habitantes; a prevalência CMT1 foi de 37/ 100.000 habitantes e CMT2 foi de 25/ 100.000; a maioria apresentou início do surgimento dos sinais e sintomas na infância; maior índice de analfabetismo entre os afetados com diferença significativa entre os grupos GCMT (19,5%) e GC (6%). Foram observados elevados níveis de ansiedade e depressão. Verificou-se alteração na atividade sexual em 47% das mulheres, das quais 88% relataram o uso de preservativo raramente ou nunca; os métodos contraceptivos mais utilizados foram os anticoncepcionais orais e injetáveis; em relação à fecundidade, o GC apresentou média de 1,93 filho, enquanto o GCMT a média foi de 2,47 filhos. Conclusão: os resultados revelam as lacunas que ainda existem no conhecimento epidemiológico de CMT em todo o mundo. Os dados epidemiológicos e de prevalência indicam a relevância da doença no estado de Sergipe e podem ser utilizados para orientar a atribuição de recursos para o manejo clínico e para a pesquisa de novas terapias. São necessárias pesquisas futuras com foco em características epidemiológicas de CMT em diferentes nações e diferentes grupos étnicos.

  • ANNE CAROLLINE VERÍSSIMO DOS SANTOS
  • ALTERAÇÕES PLACENTÁRIAS DECORRENTES DO DIABETES TIPO 1 EM CAMUNDONGOS DIABÉTICOS NÃO OBESOS (