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Dissertações/Teses

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2024
Descrição
  • BRENDA LOHANNY PASSOS SANTOS
  • Desenvolvimento e Aplicação de Meios Alternativos Provenientes de Resíduos Agroindustriais na Produção de Bioprodutos
  • Orientador : DANIEL PEREIRA DA SILVA
  • Data: 27/02/2024
  • Tese
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  • Em processo de obtenção de patente.

2023
Descrição
  • TANIA MARIA BRITO FERREIRA DE OLIVEIRA
  • PRODUÇÃO DE BEBIBAS COM PONTENCIAL PROBIOTICO POR BIOPROCESSO FERMENTATIVO DE BACTÉRIAS LÁCTEAS EM RESÍDUOS AGROINDUSTRIAIS
  • Orientador : GABRIEL FRANCISCO DA SILVA
  • Data: 24/08/2023
  • Tese
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  • Nos últimos anos os alimentos que além da nutrição básica, apresentam propriedades funcionais para a saúde, tem sido tendência no mercado alimentício. Os alimentos probióticos são os que mais se destacam entre os alimentos com propriedades funcionais, sendo comumente encontrados em produtos lácteos. A adição de frutas as bebidas lácteas têm contribuído para melhora nas características sensoriais do alimento. O umbu é um fruto que além de saboroso, possui altos teores de antioxidantes, taninos, flavonoides etc. No entanto, é sabido que processamento do fruto resulta em grande geração de resíduos. A vista disso, com caráter inovador, objetivou-se com o presente estudo produzir duas formulações distintas de bebidas lácteas fermentadas, a primeira com adição de néctar da casca de umbu e a segunda com adição de microcápsulas do néctar da casca de umbu. Para isto, foi realizada a produção do suco das cascas do umbu, 1 kg de cascas trituradas em 1,500L de água, resultando em 2,270 mL. Na produção do néctar foi utilizado o suco (93,39%) e sacarose (6,61%), concentrados a 11 ºBrix, envazados em potes fechados e armazenado a 5±1°C. Para o processo de gelificação iônica, foi preparada uma solução de néctar da casca do umbu e 2% (m/v) de alginato de sódio, que foi gotejada por ação da gravidade em uma solução de cloreto de cálcio 1% (m/v). Após isso, as microcápsulas foram lavadas, drenadas em peneira. Em seguida as microcápsulas foram acondicionadas em potes de vidro com capacidade de 30g, e armazenadas sob refrigeração a 5±1°C até o momento de uso. A bebida láctea desenvolvida foi produzida com leite integral e soro de leite (60% (v/v)), acrescida de fécula de mandioca (2% (m/v)) e sacarose (7% (m/v)) em relação a base láctea, submetidos a pasteurização (93ºC/3 min), seguidos de arrefecimento (43±1°C) em banho de água e gelo, para inoculação do fermento lácteo (9,0 % (m/v)), incubado a temperatura de (43±1°C) por (2,5±1 horas) até atingir pH~5,0. Após a fermentação a bebidas láctea foi refrigerada (5±1°C) por (18±2 horas). Foi adicionado 20% (m/m) do néctar da casca de umbu na bebida láctea fermentada, seguida da homogeneização. Para a segunda formulação foi incorporado 20% (m/m) de microcápsula do néctar da casca de umbu. As bebidas lácteas foram acondicionadas em embalagens de polipropileno, armazenadas sob refrigeração a 5±1°C. Nas cascas de umbu in natura, foi encontrado valores de fenólicos totais (68,34±1,5 mg GAE/100g), vitamina C (24,71±0,22 mg de A.A./100g), carotenoides totais (1,66±0,04 µg /100g) e atividade antioxidante ABTS (149,5 µmol Trolox/g). Os valores de pH do néctar e da microcápsula da casca do umbu, 2,55±0,006 e 3,09±0,00, respectivamente. O teor de sólidos solúveis do néctar da casca do umbu foi de 12,33±0,058 ºBrix e as suas microcápsulas de 2,77±0,058 ºBrix. O teor de carotenoides totais, vitamina C e atividade antioxidante do néctar foram significativamente superior (p≤0,05) em comparação com a microcápsula. Os compostos fenólicos totais na bebida com adição de néctar foi de 98,5±1,2 mg GAE/100g, e para bebida com adição de microcápsulas de 73,6±0,98 mg GAE/100g. O subproduto do umbu foi um substrato funcional que agregou valor tanto a bebida láctea quanto ao fruto. A formulação com adição de néctar apresentou maiores teores de compostos bioativos e antioxidantes, já a formulação com adição de microcápsulas apresentou melhores resultados microbiológicos, sendo ambas, formulações com potencial de mercado comprovadamente até os 33 dias de armazenamento.



  • LUCELIA DA CUNHA RODRIGUES GUIMARÃES
  • Desenvolvimento de manteiga de garrafa com adição de microcápsulas de tomate (Lycopersicum esculentum var. cerasiforme) defumado: estudo da estabilidade dos compostos Bioativos.
  • Orientador : GABRIEL FRANCISCO DA SILVA
  • Data: 31/07/2023
  • Tese
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  • A manteiga de garrafa é um produto artesanal obtido pelo aquecimento do creme de leite de vaca a temperaturas entre 110 e 120ºC sob agitação até completa fusão e quase total eliminação da água. A riqueza de lipídeos presentes na manteiga de garrafa, forma anidra da gordura do leite, aumenta a oxidação lipídica e reduz a vida de prateleira desse produto. A utilização de aditivos conservantes e antioxidantes aos alimentos é uma alternativa para manutenção das características nutricionais e sensoriais desejáveis do produto. O licopeno é um dos antioxidantes naturais que pode ser utilizado na preservação da manteiga. Tomate e derivados são as principais fontes de licopeno, β-caroteno, vitamina C e E, e flavonoides. Para os carotenoides a encapsulação contribui para o aumento da vida útil, protegendo o pigmento contra agentes agressores externos, além de auxiliar na liberação controlada desses compostos sob condições desejadas. A adição de especiarias, condimentos ou outros ingredientes, na manteiga de garrafa contribui não só para sua preservação, como também para manutenção das características organolépticas do alimento. Nessa pesquisa, foi avaliada a estabilidade dos compostos bioativos na elaboração da manteiga artesanal enriquecida com microcápsulas de extrato de minitomate defumado, pela técnica de gelificação iônica, durante a vida de prateleira de 40 dias. A manteiga produzida apresentou resultado de acordo com a legislação com relação aos requisitos mínimos de qualidade e identidade; teor mínimo de 98,5% de gordura, máximo de: 0,3% de umidade, 2,0% de acidez titulável e 1,0% de sólidos não gordurosos. Outros parâmetros de identidade e pureza das gorduras lácteas destinadas ao consumo humano, como índice de peróxido, saponificação e índice de iodo; <1% para índice de peróxido, índice de saponificação de 218% a 325%, índice de iodo de 28% a 38 %, apresentaram-se em conformidade com a legislação, exceto o índice de iodo. O baixo índice de iodo, é característico de gorduras animais. Os extratos de tomate produzidos com e sem defumação diferiram estatisticamente (p<0,05) entre si em alguns parâmetros, como umidade e densidade, sendo o extrato sem defumação o que apresentou maiores resultados. O teor de cinzas foi maior no extrato com defumação. O extrato defumado também apresentou maiores valores de vitamina C, carotenoides, licopeno, flavonoides e na atividade antioxidante. O teor de carotenoides foi maior na manteiga de garrafa com adição de microcápsulas de tomate. No que se refere aos compostos bioativos, houve um aumento significativo no teor de licopeno e nos compostos fenólicos, incluindo os flavonoides, o que contribuiu de forma positiva para uma maior expressão da atividade antioxidante na manteiga de garrafa com adição de microcápsulas de tomate cereja. Os espectros de FTIR mostraram compostos similares entre as amostras analisadas de tomate microcápsulas, manteiga e do produto característico de ácidos orgânicos, água e polifenóis e ésteres. O perfil de ácidos graxos diferiu pela presença do ácido oleico no produto final e ausência dos ácidos láurico, margárico e elaístico. Na análise de ácidos voláteis foram evidenciadas as classes dos ésteres, terpenos, aldeídos e cetonas característicos de aromas frutal, cítrico, aroma de creme e aroma de manteiga. Durante o armazenamento a formulação com microcápsula apresentou maior variação até o 20º dia de armazenamento, provocado pelo desequilíbrio entre as concentrações da manteiga e das microcápsulas, não sendo mais observada variações significativas a partir desse tempo. No tocante a análise microbiológica, todas as amostras de manteiga de garrafa apresentaram-se dentro do que preconiza a legislação, estando nas duas amostras, a contagem de Escherichia coli inferior a 3NMP/mL, inferior a 10 UFG/mL Estafilococos coagulase positiva, bolores e leveduras inferior a 103 UFG/mL e ausência de Salmonella. A manteiga de garrafa apresentou resultado promissor na análise sensorial, todos os atributos avaliados apresentaram médias acima de 7, indicando que os provadores gostaram de moderadamente a muitíssimo da manteiga. A manteiga com adição de microcápsula de tomate cereja surge como uma alternativa no setor de lácteos, contribuindo de forma positiva para elevação do aporte de nutrientes e diversificação no sabor, podendo o tomate ser substituído por diferentes hortaliças e frutas.

  • BRUNA STEPHANNY NEVES BRITO
  • “Desenvolvimento de revestimento comestível incorporados com extratos de resíduos do Jamelão: Avaliação in vitro e aplicação em Queijo tipo coalho -”.
  • Orientador : GABRIEL FRANCISCO DA SILVA
  • Data: 27/04/2023
  • Tese
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  • O jamelão é um fruto rico em compostos bioativos em suas diferentes partes, especialmente os compostos fenólicos, entretanto os frutos são muito produzidos na sua safra e pouco utilizado pela indústria. O queijo de coalho apresenta grande aceitação comercial, mas por ser um produto altamente perecível e largamente produzido, se fazem necessárias, além da adoção das Boas Práticas de Fabricação, tecnologias capazes de prolongar sua vida útil. Nesse sentido o uso de embalagens ativas pode promover um meio de melhoria da qualidade e segurança dos produtos. Assim, o objetivo deste trabalho consistiu em desenvolver e avaliar revestimentos biodegradáveis ativos a partir da incorporação dos extratos dos resíduos do jamelão para posterior aplicação em queijo tipo coalho. Inicialmente foi feito um estudo sobre a influência dos fatores temperatura de rotaevaporação (40 e 50°C) e tipo de resíduo ( casca e bagaço) na extração dos compostos bioativos do jamelão, e consequentemente nas atividades antioxidante e antimicrobiana. Foi possível verificar que a extração dos compostos fenólicos totais, flavonoides e antocianinas foi significativamente maior a 50ºC , logo estes extratos apresentaram melhores atividades antioxidante e antimicrobiana (frente a Listeria monocytogenes, Bacilus cereus e Staphylococcus aureus), principalmente o da que casca apresentouse como melhor fonte extratora. Afim de aumentar o teor de compostos fenólicos presentes no extrato da casca do jamelão, foi investigado o efeito da adição de Lactobacillus plantarum, em duas diferentes concentrações, 3,5% (EF1) e 10% (EF2), sobre os parâmetros sólidos solúveis (°Brix) e pH do extrato bem como na extração dos fenólicos totais e flavonoides totais e nas suas atividades durante 72h de fermentação. Foi verificado que tanto no extrato EF1 como no EF2 os resultados positivos encontrados (diminuição do pH e Brix e aumento dos compostos fenólicos e atividade antioxidante) foram apenas nas primeiras 24 horas. Em relação a atividade antimicrobiana, verificou-se que os extratos adicionados de L. plantarum teve sua atividade reduzida durante a fermentação. Dando continuidade aos estudos, foi avaliado a potencialidade do extrato da semente e da casca do jamelão e seu uso no desenvolvimento de revestimentos comestíveis, com diferentes proporções desses extratos (sete formulações) afim de verificar a sua ação antimicrobiana e antioxidante in vitro. Verificou-se que ambos os resíduos apresentaram elevada concentração de compostos fenólicos, especialmente a semente que mostrou cerca de seis vezes mais compostos que na casca. Nos revestimentos a adição dos extratos ativos, tornou os revestimentos coloridos e provocou um aumento significativo na atividade antioxidante em cerca de 35- 65 vezes quando comparados com o revestimento controle (sem extrato ativo) assim como apresentou ação antimicrobiana. Para avaliar o efeito do revestimento in vivo, foi desenvolvido queijos tipo coalho adicionados de revestimentos comestíveis à base de colágeno e de extrato da semente de jamelão. As amostras de queijo sem revestimento (controle) e revestidas sem (B) e com adição do extrato (C) foram avaliadas quanto aos parâmetros físico-químicos, de cor, de textura e também quanto a qualidade microbiológica ao longo de 30 dias de armazenamento. Os resultados mostraram que os queijos revestidos mantiveram suas características intrínsecas por um tempo mais prolongado, especialmente os queijos revestidos com o extrato da semente jamelão que teve sua vida de prateleira aumentada. Logo, os revestimentos de colágeno são de fato uma ótima alternativa para aumentar a qualidade de produtos altamente perecíveis.

  • GERLANE SALGUEIRO BARROS
  • Análise de Alvos Moleculares Associados ao Desenvolvimento da Papilomatose: Seleção de Novos Candidatos Terapêuticos para Controle da Papilomatose Bovina Baseado em Triagem Virtual
  • Orientador : MARCUS VINICIUS DE ARAGAO BATISTA
  • Data: 31/01/2023
  • Tese
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  • Os papilomavírus (PVs) são vírus epiteliotrópicos que causam lesões proliferativas na pele e mucosas podendo ser minimizadas ou levar ao aparecimento de tumores malignos. O papiloma vírus bovino (BPV) é o agente etiológico da papilomatose no gado, doença de ampla distribuição mundial, afetando principalmente animais jovens e está diretamente relacionada à diminuição da produtividade e perda econômica. Sabendo que o Brasil é um dos grandes produtores de carne e leite do mundo, este estudo busca identificar proteínas bovinas associadas ao desenvolvimento da doença no animal e ligantes que possam interagir com elas para tratamento da papilomatose. Através de uma análise comparativa de genes superexpressos com função de regulação de transcrição em bovinos infectados pelo BPV, realizada pelo nosso grupo de pesquisa, alvos moleculares foram indicados como promissores para o projeto de desenvolvimento de drogas. O código de acesso dos alvos selecionados foi consultado no banco de dados de Gene contido no NCBI, as sequências de aminoácidos foram recuperadas. Informações sobre as estruturas químicas com função de atividade e constante de inibição (Ki) foram obtidas no banco de estruturas do ChEMBL. A similaridade dos compostos foi calculada usando coeficiente de Tanimoto acima de 0.8. DrugBank foi utilizado para recuperar informação dos fármacos testados e aprovados para comercialização. Modelagem molecular utilizando o software Modeller v10.0 foi realizada com as proteínas bovinas que não possuíam estruturas no PDB. As estruturas geradas foram validadas utilizando PROCHECK e Verify 3D. Ancoragem Molecular foi realizada a fim de avaliar o modo de interação dos ligantes e proteínas. Dinâmica Molecular foi realizada para testar a afinidade de ligação do complexo proteína-ligante. Foram recuperadas 56 sequências proteínas e destas apenas 4 possuíam constante de inibição associada. As análises de similaridade resultaram em 23 fármacos. Todas as quatro proteínas bovinas modeladas apresentaram valor de ramachandran acima de 90%. A avaliação de ancoragem molecular demonstrou que todos os nossos ligantes se ligaram com alta afinidade no sítio ativo das proteínas, o que foi comprovado com nossos resultados de dinâmica molecular. Os nossos resultados são promissores, encontramos dois fármacos (sorafenib e sunitinib) que podem ser bons candidatos a inibidores da proteína Fyn, dois fármacos (regorafenib e imatinib) com potencial inibitório para IRAK1, um potencial fármaco para PIM1 e Rps6ka4. No entanto, mais estudos são necessários para confirmar esses resultados experimentalmente.

2022
Descrição
  • IRAN ALVES TORQUATO
  • Potencial de Produção Cumulativa de Gases em Dietas a base de Palma Forrageira, Feno de Tifton e Bagaço de Cana associados à Ureia
  • Orientador : DENISE SANTOS RUZENE
  • Data: 19/08/2022
  • Tese
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  • O semiárido do Nordeste brasileiro é caracterizado por uma precipitação abaixo dos índices de evapotranspiração, altas temperaturas e chuvas irregulares, além disso a sazonalidade dos insumos agropecuários torna a pecuária uma alternativa econômica por sofrer menos impactos quando comparado as culturas agrícolas. A palma forrageira associada a alimentos fibrosos e proteicos se apresenta como recurso forrageiro de extrema importância na nutrição animal, isso devido a sua adaptação as condições de baixa precipitação, eficiência no uso de água e por conter altos teores de energia. Nesse contexto, o objetivo deste trabalho foi avaliar a produção cumulativa de gases e a digestibilidade in vitro de silagens de variedades distintas de cactáceas, com diferentes níveis de bagaço de cana-de-açúcar e feno de tifton, em presença de ureia. A técnica in vitro de produção de gases foi utilizada para avaliar a cinética de fermentação ruminal, em diferentes tempos de fermentação, utilizando-se regressão não linear (NLIN) do programa Statistical Analysis System (SAS) para a análise estatística dos dados. Os resultados até o momento demostraram que a palma forrageira associada a bagaço de cana e ureia são alimentos em potencial nos períodos de escassez de alimentos e estacionalidade da produção de forragens. As conclusões até o momento indicam que palma forrageira associada a bagaço de cana e ureia são alternativas nutricionais que suprem as necessidades de energia, fibra e nitrogênio não proteico em dietas para ruminantes, sendo ainda favorecidos pelo baixo custo quando comparado com outras fontes de energia e proteína.

  • ROSIANE DOS SANTOS
  • PRODUÇÃO DE ETANOL DE SEGUNDA GERAÇÃO A PARTIR DA BIOMASSA LIGNOCELULÓSICA DE ENGAÇO DE COQUEIRO
  • Orientador : ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
  • Data: 15/08/2022
  • Tese
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  • Uma das principais premissas para o desenvolvimento econômico do Brasil é, incontestavelmente, a renovação e ampliação de sua matriz energética. Para tal, o país tem desenvolvido políticas estratégicas que visam reduzir a emissão de carbono decorrente da dependência por combustíveis fósseis e aumentar a produção de biocombustíveis, investindo em fontes de origem renováveis. Nesse cenário, os resíduos agroindustriais destacam-se como matérias-primas promissoras, tendo em vista seu alto valor energético e a relevante participação da produção agrícola brasileira no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Nesse contexto, a produção de coco verde possui grande importância, devido ao volume de resíduos gerados de seu consumo, considerando que o Brasil é o 5º maior produtor mundial dessa cultura. O engaço/cacho de coqueiro, material volumoso e de difícil degradação, assim como as cascas do coco não estão incluídos em nenhuma política permanente de reaproveitamento e descarte seguro. E, embora, não sejam encontrados, atualmente, em bases de pesquisas, trabalhos referentes à sua biomassa como fonte para a produção de energia, o engaço de coqueiro, apresenta em sua composição química, compostos celulósicos que o torna promissor como matéria-prima para usinas e biorrefinarias. Sendo assim, a utilização da biomassa, produzida a partir do engaço de coqueiro para produção de etanol de segunda geração, pode contribuir para aumentar a oferta de etanol no mercado interno e externo, uma vez que, a produção desse biocombustível no Brasil depende quase que exclusivamente do cultivo de cana-de-açúcar e milho, culturas que também são utilizadas na produção de alimentos. Além dessa contribuição, o aproveitamento desse resíduo será de grande valia econômica e social, tendo em vista ser um dos principais passivos ambientais do país, principalmente da região Nordeste. Desta forma, o presente estudo tem por objetivo avaliar a eficiência do pré-tratamento hidrotérmico da biomassa produzida a partir do engaço de coqueiro, seguido de hidrólise enzimática e fermentação em etapas separadas (SHF), como melhor estratégia para a produção de etanol de segunda geração. Foram avaliados três diferentes tempos durante o pré-tratamento hidrotérmico (30, 60 e 90) minutos, utilizando autoclave como método de deslignificação da biomassa de engaço de coqueiro. Todos os resultados obtidos ratificam o potencial da biomassa de engaço de coqueiro para produzir açúcares fermentáveis em concentração ideal para a produção de etanol de segunda geração com rendimento comparável à biomassa de bagaço de cana-de açúcar. Os melhores resultados de concentração de ART’s 11,51 g/L, glicose 3,40 g/L e teor de etanol 7,5 ºGL, foram obtidos das amostras derivadas da biomassa pré-tratada hidrotermicamente por 60 minutos. Enquanto as biomassas pré tratadas por 30 e 90 minutos produziram ART's nas concentrações máximas (2,3 e 12,59) g/L e, etanol em teor de (2,5 e 6,3) ºGL respectivamente. O tempo total de processo, o custo da matéria prima e o rendimento final de produção indicam que é viável economicamente investir na tecnologia de produção de biocombustível utilizando a biomassa lignocelulósica proveniente do engaço do coqueiro como alternativa à mitigação dos problemas gerados por esse tipo de resíduo ao meio ambiente e cofres públicos, como também incrementar a oferta de etanol na produção brasileira.


  • JULIETE PEDREIRA NOGUEIRA
  • Produção biotecnológica de lactonas e lipases a partir de óleos vegetais extraídos de sementes oriundas de resíduos da indústria processadora de frutas tropicais
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 29/07/2022
  • Tese
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  • Não divulgado devido ao processo de depósito de patente de parte do projeto junto ao INPI.

  • TAÍS OLIVEIRA MATOS SILVA
  • Desenvolvimento de processo biotecnológico para obtenção de bioativos com ênfase em carotenoides pelo uso de residuos agroindustriais
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 28/07/2022
  • Tese
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  • Nos últimos anos, pode ser observado um maior interesse dos consumidores por alimentos que contenham ingredientes naturais. Isso força os fabricantes a abandonar o uso de corantes sintéticos, mas permite-lhes mais criatividade na concepção de alimentos. Dessa forma, há um grande interesse mundial no desenvolvimento de processos para a produção de bioativos com foco em pigmentos de origem natural. Os métodos biotecnológicos ganham uma vantagem particular sobre os outros, desde o ponto de recuperação de resíduos e obtenção de produtos caracterizados naturalmente. A utilização dos resíduos como adubo, ração animal ou material de combustão significa a eliminação direta dos resíduos e representa uma causa importante de poluição ambiental e perda de biomassa que poderia ser utilizada para a produção de vários metabólitos com valor comercial agregado devido ao seu rico conteúdo, tais como ácidos graxos, proteínas, minerais, compostos fenólicos, carotenoides. Assim, a pesquisa tem como objetivo no desenvolvimento de processos biotecnológicos, através de resíduos agroindustriais, para produção de compostos bioativos com foco em carotenoides totais e fenólicos totais e otimizar o processo biotecnológico da produção de carotenoides totais através da biotransformação da casca de acerola por levedura Rhodosporidium toruloides. Inicialmente foi realizada a caracterização físico-química, antioxidante e antibacteriana dos resíduos agroindustriais; afim de conhecer as características específicas de cada matéria-prima. Em seguida, foi selecionado o meio fermentativo, os substratos, o tipo de fermentação e as cepas de leveduras que resultaram em extratos com maior concentração de carotenoides totais (CT) e fenólicos totais (FT). Por fim foi otimizado o processo fermentativo, através do planejamento experimenta DCCR, utilizando como variáveis a concentração do resíduo, pH e concentração de glicose, afim de se obter a condição ótica de fermentação na produção de CT. Em geral, na primeira parte do trabalho o resíduo casca de acerola apresentou melhores resultados para os compostos bioativos extraídos pelo solvente, acetona. Na segunda parte do trabalho, foi avaliado o teor de β-caroteno em extrato fermentado que produziu 1078% (6032,74 mg de β-caroteno/100g BS) a mais do que o extrato acetônico, e foi possível selecionar o meio fermentativo, a amostra, o tipo de fermentação e a levedura que apresentaram maior teor de CT e FT, foram o MF3, a casca de acerola, a fermentação submersa e a levedura R. toruloides. Avaliando por DCCR o efeito das variáveis, através do modelo ajustado, determinou que todas as variáveis apresentaram significância (p≤0,05), com maior produção de CT no ensaio 10, e através da condição ótima, a máxima produção de CT foi de 17677,69mg EbC/100g, obtida em meio composto por 15,0 g.L -1 de concentração da casca de acerola, pH 5 e concentração de 10,0 g.L -1 de glicose fermentado por 96h. Estes resultados sugerem que os processos de fermentação submersa podem ser alternativas viáveis para produção natural de CT, utilizando resíduos de baixo valor comercial, podendo substituir o uso de pigmentos sintéticos.

  • MÔNICA SILVA DE JESUS
  • Desenvolvimento de processo biotecnológico para obtenção de compostos de aroma pelo uso de resíduos agroindustriais como substrato para cultivo submerso de basidiomicetos
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 28/07/2022
  • Tese
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  • Não divulgado devido ao depósito de patente. Banca fechada, processo de pedido de patente junto ao INPI

  • HANNAH CAROLINE SANTOS ARAUJO
  • Desenvolvimento e caracterização de queijo tipo Petit-suisse probiótico com adição de polpa concentrada de seriguela (Spondias purpurea L.)
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 28/07/2022
  • Tese
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  • Projeto de doutorado em processo de depósito de patente.

  • UBATÃ CORRÊA PEREIRA
  • CARACTERIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE ESFERAS DE ALGINATO DOS COMPOSTOS BIOATIVOS DOS RESÍDUOS DE LITOPENAEUS VANNAMEI E UCIDES CORDATUS OBTIDOS ATRAVÉS DE PROCESSO BIOTECNOLÓGICO.
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 25/03/2022
  • Tese
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  • Os resíduos de crustáceos são fontes de proteínas, lipídios, quitina e carotenoides o que os tornam importantes biomateriais, no entanto, pouco se conhece sobre a presença de compostos fenólicos nos mesmos. Até o momento, não foram encontrados relatos sobre a obtenção de compostos fenólicos a partir de processos fermentativos utilizando resíduos de crustáceos e fungos do gênero Aspergillus. Este estudo teve como objetivo determinar o perfil de compostos bioativos dos resíduos de Litopenaeus vannamei e Ucides cordatus, como também obter compostos fenólicos por meio de fermentação, utilizando cepas de Aspergillus awamori e Aspergillus oryzae, estabelecendo as condições otimizadas de cultivo, avaliando-se a eficiência da encapsulação com alginato de sódio na imobilização desses compostos. Os resíduos de crustáceos foram analisados quanto a sua composição centesimal, quitina, teores de fenólicos e flavonoides, atividade antioxidante, bioacessibilidade, atividade inibitória de α-amilase e perfil de compostos bioativos. Em seguida, os resíduos de crustáceos foram submetidos as fermentações submersa e sólida com cepas de A. awamori e A. oryzae, selecionando-se os resíduos, microrganismos e método fermentativo com maior potencial para obtenção de compostos fenólicos, sendo otimizados os parâmetros de cultivo através dos planejamentos experimentais Plackett-Burman e Delineamento Composto Central Rotacional (DCCR). Por fim, o meio fermentado obtido nas condições otimizadas do processo fermentativo foi encapsulado com alginato e goma guar, sendo avaliado quanto à eficiência de carregamento de fenólicos e atividade antioxidante remanescente. O maior teor de fenólicos foi atingido na fermentação submersa com o microrganismo A. oryzae e o resíduo de L. vannamei. Os resultados obtidos com o Placktt-Burman e DCCR demonstraram que as variáveis resíduo, extrato de levedura e pH influenciaram na obtenção de fenólicos. As condições ótimas para obtenção máxima de compostos fenólicos foram 2,4% de resíduo e 0,5% de extrato de levedura, gerando um resultado satisfatório, 643,61 mg EAG/100 g. A fermentação submersa otimizada apresentou aumentos de 31 e 73% nos teores de ácido clorogênico e ácido gálico, e uma redução de 7% na concentração de rutina em relação ao controle. Quanto a atividade antioxidante, foram observados acréscimos de 133, 88 e 248% para ABTS, FRAP e ORAC, respectivamente, com relação ao controle. Foram produzidos 603,50 mg EAG/100 g de fenólicos na fermentação em biorreator, sendo próximo ao obtido na otimização. Ocorreram aumentos de 143 e 253% nos teores dos ácidos clorogênico e gálico, em relação ao controle. Foram observados aumentos na atividade antioxidante de 139, 110 e 235%, para os ensaios ABTS, FRAP e ORAC, respectivamente. As esferas apresentaram eficiência de carregamento de fenólicos e atividade antioxidante remanescente satisfatórias. A encapsulação elevou a bioacessibilidade de fenólicos do meio fermentado em 98,56%. O fermentado e suas esferas atingiram percentuais de inibição da enzima α-amilase de 25 e 20%, respectivamente. Os resultados demonstram a eficiência do alginato de sódio combinado com a goma guar, na conservação dos compostos fenólicos obtidos através de fermentação submersa utilizando resíduos de L. vannamei e cepas de A. oryzae.

  • JUCIENE DE MATOS BRAZ BRITO
  • PREDIÇÃO E AVALIAÇÃO COMPUTACIONAL DA ATIVIDADE IMUNOGÊNICA DE PEPTÍDEOS DE ZIKA VÍRUS
  • Orientador : MARCUS VINICIUS DE ARAGAO BATISTA
  • Data: 23/02/2022
  • Tese
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  • O recente surto no Brasil da infecção pelo Zika Vírus (ZIKV) tornou-se um problema de saúde pública devido à sua provável associação com defeitos congênitos (microcefalia) e complicações neurológicas. Consequentemente, há uma necessidade urgente de desenvolver uma vacina para prevenir ou um medicamento para tratar a infecção. Neste estudo, empregamos a abordagem de imunoinformática para predizer epítopos antigênicos de proteínas de ZIKV proveniente da cepa H/PF/2013 afim de auxiliar na construção de um antígeno vacinal contra o ZIKV. Realizamos a predição de epítopos de linfócitos T CD8+ e células B antigênicos das proteínas de ZIKV, a saber: prM, NS1 e NS2A. Além disso, investigamos as interações de ligação de epítopos de células T com proteínas do complexo principal de histocompatibilidade de classe I (MHC I). Em seguida, selecionamos os epítopos antigênicos, conservados, atóxicos e imunogênicos. Os epítopos selecionados indicaram interações significativas com alelos de HLA-A e HLA-B e cobertura da população mundial de 76,35%. A fim de realizarmos a construção do antígeno vacinal os epítopos preditos foram unidos com a ajuda de ligantes e com um adjuvante, para que aumentasse a imunogenicidade. Avaliamos as propriedades físico-químicas, juntamente com a antigenicidade e alergenicidade do antígeno vacinal e as ferramentas de bioinformática foram usadas para prever, refinar e validar a estrutura em 3D. O modelo validado foi então acoplado através da ancoragem molecular com os receptores TLR3 (PDB ID: 1ZIW) e TLR8 (PDB ID: 3W3G). Os códons foram otimizados através da clonagem in sílico e pela expressão do antígeno vacinal no vetor pVAX. Portanto, para a construção do antígeno vacinal foi avaliado suas propriedades físico-químicas, solubilidade e capacidade de interagir efetivamente com os receptores do Tipo Toll (TLR), e com base nos resultados o antígeno vacinal é considerado antigênico, antialérgico e termoestável.

2021
Descrição
  • YARA RAFAELLA RIBEIRO SANTOS REZENDE
  • PRODUÇÃO SIMULTÂNEA DE TANASE E COMPOSTOS FENÓLICOS A PARTIR DA BIOTRANSFORMAÇÃO DE FOLHAS E RESÍDUOS DE FRUTAS TROPICAIS POR ASPERGILLUS SPP.
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 16/12/2021
  • Tese
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  • RESUMO: A tanase (TAH) é uma importante enzima na área de biotecnologia, que apresenta grande potencial em aplicações industriais, especialmente na produção de antioxidantes. No entanto, o uso prático desta enzima está limitado devido ao custo no processo de produção. A TAH catalisa a hidrolise das ligações ésteres presentes em taninos hidrolisáveis para produzir glicose e ácido gálico. Compostos fenólicos (CF) têm sido foco em pesquisas por sua ação na prevenção de doenças crônicas, sendo importantes antioxidantes na indústria de alimentos. Contudo, os processos de obtenção são por síntese química ou extração a partir de fontes vegetais, nos quais são usados ácidos, bases ou solventes orgânicos. Uma alternativa para minimizar estes problemas são os processos ambientalmente corretos, que podem ser por fermentação ou por extração enzimática. Esta tese teve como principal objetivo otimizar o processo biotecnológico para a produção simultânea de TAH e CF a partir da biotransformação de folhas e resíduos de frutas tropicais por Aspergillus spp. Primeiramente foi realizada a caracterização físico-química, antioxidante e antibacteriana; afim de conhecer as características específicas de cada matéria-prima. Em seguida, foi selecionado o meio fermentativo, tipo de fermentação, microrganismo e extração que resultou no extrato com maior produção de TAH e maior concentração de CF, simultaneamente. Na primeira parte do trabalho, as folhas se destacaram com maior teor de proteínas, antocianinas, clorofila e carotenóides; as sementes com maior teor de lipídeos e taninos condensados, enquanto as cascas/fibras com maiores concentrações de açucares (glicose e frutose) e taninos hidrolisáveis. A casca de romã se destacou com maior concentração de CF e atividade antioxidante, e a acetona foi o melhor solvente extrator. As extrações assistidas por enzimas [T3 (extração com protease + acetona 46,49%) e T4 (extração com α-amilase + protease + acetona 46,49%)] aumentaram o rendimento dos fenólicos, com destaque para ácidos clorogênico, ferúlico e p-cumárico. As extrações, com solventes e/ou enzimas, afetaram a atividade antibacteriana, principalmente contra Pseudomonas aeruginosa e Salmonella typhi. Na segunda parte do trabalho, as cepas de A. niger e A. ochraceus foram mais eficientes na produção de TAH e ácido gálico. O extrato enzimático obtido do processo de fermentação semi-sólida (FSS) a partir da casca de romã apresentou maiores concentrações de CF (1,55 vezes), flavonóides totais (1,74 vezes) e ácido gálico (154,00 vezes), além de maior atividade antioxidante pelos ensaios FRAP (1,62 vezes) e ORAC (5,93 vezes) e maior atividade enzimática (25,30 vezes), em comparação com os seus valores dos extratos não fermentados. Estes resultados sugerem que os processos de FSS utilizando resíduos de baixo valor comercial podem ser alternativas viáveis para produção natural de TAH e CF, simultaneamente, podendo substituir o uso de antioxidantes sintéticos nas indústrias de alimentos e farmaceutica.

  • TACILA RAYANE JERICÓ SANTOS
  • Processo biotecnológico para obtenção de extratos de resíduos de frutas exóticas com aplicação na elaboração de revestimentos comestíveis.
  • Orientador : LUCIANA CRISTINA LINS DE AQUINO SANTANA
  • Data: 30/11/2021
  • Tese
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  • Não divulgado devido ao depósito de patente. Banca fechada, processo de pedido de patente junto ao INPI.

  • RAFAEL DONIZETE DUTRA SANDES
  • “AVALIAÇÃO DO POTENCIAL DE RESÍDUOS AGROINDUSTRIAIS PARA PRODUÇÃO DE BIOAROMAS UTILIZANDO FUNGOS BASIDIOMICETOS”.
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 19/11/2021
  • Tese
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  • Os aromas desempenham um importante papel na indústria de alimentos, de cosméticos e fármacos. Os consumidores preferem produtos sustentáveis e naturais, os quais podem ser produzidos por processos biotecnologicos. No âmbito do presente trabalho os basidiomicetos Wolfiporia cocos, Tyromyces floriformis e Auriporia aurulenta apresentaram potencial para produção de diversos compostos de aroma naturais de interesse comercial, utilizando resíduos de umbu, cajá, caqui, ameixa e mangaba como substratos. As técnicas HS-SPME (Microextração em Fase Sólida por Headspace), HSSE(Extração Sortiva por Headspace) e SBSE (Extração Sortiva em Barra de Agitação) foram ferramentas eficientes para extração dos principais compostos aromáticos, sendo que no geral a técnica SBSE utilizando o twister com fase extratora PDMS (Polidimetilsiloxano) foi a mais eficiente, pois extraiu o maior número de compostos voláteis identificados bem como proporcionou maior abundância de área cromatográfica total. Os principais compostos voláteis identificados com altos Valores de Atividade do Odor (OAV), que contribuíram para o perfil aromático das culturas submersas de W. cocos foram o 1- octen-3-ol (OAV 8535,20), nonanal (OAV 70,81) e eucaliptol (OAV 18,87) em meio contendo resíduo de umbu e o 1-octen-3-ol (OAV 10515,55), óxido de linalol (OAV 148,58) e eugenol (OAV 72,60) em meio contendo resíduo de cajá. Os principais compostos voláteis biossintetizados por esses basidiomicetos foram obtidos com a fermentação da A. aurulenta utilizando resíduo de umbu, a citar o acetato de 2-fenetila (56940,32 µg/L no dia 3,5 de fermentação) e 2-feniletanol (22771,69 µg/L - 7° dia).

    Já o basidiomiceto T. floriformis apresentou potencial para a biossíntese de α-ilangeno (9087,44 µg/L – 10,5° dia) nos fermentados com resíduo de mangaba, além do linalol (19147,89 µg/L – 17,5° dia), álcool benzílico (25835,63 µg/L - 7° dia), 2,4-hexadienol (15290,51 µg/L – 3,5° dia) e (E,E)-2,4-hexadienal (14136,40 µg/L – 3,5° dia) com o resíduo de ameixa. O aproveitamento desses resíduos como matéria-prima para a produção de compostos de aroma mostrou-se uma alternativa viável economicamente e ambientalmente.

  • CLAUBERTO RODRIGUES DE OLIVEIRA
  • Instituições de Ensino Superior do Estado de Sergipe (Brasil): Análise Cientométrica e Valoração da Produção Biotecnológica.
  • Orientador : ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
  • Data: 29/10/2021
  • Tese
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  • A biotecnologia é definida como a aplicação da ciência e tecnologia utilizando organismos vivos, bem como as suas partes, produtos e modelos, para a produção de conhecimentos, bens e serviços. Nos últimos anos houve um expressivo aumento no desenvolvimento de ativos de produção em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) na área de biotecnologia, especialmente por instituições de ensino superior nacionais (IES), públicas e privadas. Em Sergipe, o aumento na produção biotecnológica foi de cerca de 80%, mas o contributo das universidades para esse aumento, a caracterização e precificação da biotecnologia e o estado da sua transferência para o setor produtivo ainda permanecem desconhecidos. Desta forma, o objetivo deste trabalho foi analisar e caracterizar o contributo da produção biotecnológica, e o modelo de gestão de transferência da tecnologia produzida, das Instituições de Ensino Superior no estado de Sergipe. Para tanto, foi inicialmente realizada uma análise cientométrica dos registros de patentes biotecnológicas efetuados em âmbito nacional (INPI) e internacional (USPTO, Espacenet e WIPO) pelas instituições de ensino superior (IES) públicas ou privadas do estado de Sergipe, no período de 2005 a 2020, considerando as seguintes variáveis: ano de depósito, classificação de acordo com Código Internacional de Patentes (CIP), setor biotecnológico do depósito, situação do depósito e parceria com o setor produtivo. Foram traçadas curvas polinomiais para análise de tendência de produção a partir da determinação dos valores de R2 , e teste G para análise de associação entre variáveis (α=5%). A valoração de patentes foi realizada com base nos seguintes parâmetros: margem de contribuição, volume do produto, vulto dos investimentos necessários a produção e nível de prontidão tecnológica. O estudo do modelo de gestão de transferência de tecnologia nas instituições compreendeu uma análise quantiqualitativa de dados obtidos em entrevistas com os colaboradores dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) institucionais. Foram recuperados 130 registros de depósitos patentários com dados já disponíveis no INPI, sendo 82 (63,07%) efetuados pela UFS e 48 (36,92%) pela Unit. Foi observada tendência moderada ao crescimento progressivo da produção biotecnológica anual (R2=0,662), especialmente nos setores industrial (R2= 0,567) e agropecuário (R2=0,543). Apesar da produção biotecnológica no setor de saúde não mostrar tendência ao aumento (R2=0,008), este apresenta o maior montante anual de depósitos (46,15%). O maior percentual de registros da UFS no setor de saúde (52,43%) enquanto da Unit foi no setor industrial (47,91%), sendo essa associação entre setores e instituições estatisticamente significativa (p=0,0015). Um montante de 46,92% das patentes estava classificado como A61 (produtos e processos voltados para necessidades humanas em saúde e higiene), mas ao se analisar comparativamente essa distribuição pelas duas IES avaliadas, a Unit apresentou tendência vocacional significativamente maior para o desenvolvimento biotecnológico nesta área (p=0,002). O percentual de concessões foi considerado baixo para ambas as IES (4,93% para a UFS e 8,33% para a Unit). Além disso, 85,18% das patentes depositadas pela UFS e 89,58% pela Unit foram classificadas como NPT 4 (conceito comprovado e fase de bancada concluída). A precificação mínima do portfólio total de patentes biotecnológicas da Universidade Federal de Sergipe foi de R$ 2.854.119,20 (média de R$ 35.236,03 ± 7.769,45), enquanto a da Universidade Tiradentes foi de R$ 1.426.934,70 (média de R$ 29.727,80 ± 11.057,79). Concluiu-se que o contributo das IES para a produção biotecnológica do Estado de Sergipe mostra uma moderada tendência ao crescimento, a UFS apresentando maior vocação para o setor de saúde e a Unit para o da indústria. A maior parte das patentes ainda não foi concedida e não tem parceria com o setor produtivo, apresentando níveis de prontidão tecnológica relativamente baixos, o que impacta negativamente na estimativa dos valores mínimos de sua precificação.

  • ERIC AIAN PEREIRA DA SILVA
  • Efeitos cardiovasculares do D-limoneno e de seus complexos de inclusão em β-ciclodextrina (βCD) e hidroxipropil βCD (HP β-CD) em modelo animal
  • Orientador : MARCIO ROBERTO VIANA DOS SANTOS
  • Data: 19/10/2021
  • Tese
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  • Apesar do crescente uso de processos de síntese e/ou modificação molecular para obtenção de novas drogas, asdoenças cardiovasculares continuam sendo de difícil tratamento e controle. Por essa razão, compostos naturais em especial osmonoterpenos, têm apresentado excelente efeitos cardiovasculares em modelos animais. Dentre eles, encontra-se o d-limoneno (LIM), que apesar dos estudos já realizados, seu potencial em doenças cardiovasculares ainda são incipientes,inclusive em relação ao seu mecanismo de ação. Nesse sentido, o presente trabalho buscou desenvolver e caracterizarpreparações farmacêuticas com o LIM e avaliar os seus efeitos cardiovasculares em modelo animal. A tese é composta porquatro capítulos, sendo dois artigos científicos e duas patentes de invenção. O capítulo 1 é composto do artigo de revisãosistemática e meta-análise intitulado “Monoterpenes and their derivatives as agents for cardiovascular disease management:a systematic review and meta-analysis”, onde foi demonstrado, qualitativa e quantitativamente o papel de destaque que omonoterpenos vêm tendo quanto a seus efeitos cardiovasculares em estudos pré-clínicos. Onze monoterpenos foram descritos,em 33 artigos científicos que foram incluídos na revisão sistemática e 17 na meta-análise O capítulo 2 é composto do artigocientífico fruto dos protocolos experimentais, intitulado “Physicochemical characterization and cardiovascular effects of d-limonene and d-limonene hydroxypropyl-β-cyclodextrin complex”. Neste artigo, foi apresentado o método de obtenção ecaracterização físico-química do complexo de inclusão contendo LIM e hidroxipropil-β-ciclodextrina. Além disso, foidemonstrado seu efeito cardiovascular em modelo de hipertensão e arritmia. O LIM complexado teve uma melhor eficiênciaquanto aos efeitos produzidos, com uma dose relativa menor que a forma pura. O capítulo 3 e 4 são compostos por duaspatentes de invenção submetidas e aprovadas pelo Centro de Inovação e Transferência de Tecnologia (CINTEC – UFS). Umapatente relata o efeito cardiovascular do complexo LIM+β ciclodextrina. A outra patente demonstra o método de obtenção,caracterização físico-química e efeitos do complexo LIM+HPβ ciclodextrina. Diante disso, é possível concluir que os efeitosbenéficos do LIM no tratamento de doenças, como hipertensão e arritmia, pode ser ainda melhorados com o uso de sistemasde complexação farmacêutica, colocando esse composto como potencial candidato no uso em ensaios clínicos e posteriordesenvolvimento de novos fármacos.

  • ROMY GLEYSE CHAGAS BARROS
  • Otimização de parâmetros de cultivo do gênero Aspergillus spp. para a obtenção de frutooligossacarídeos e compostos fenólicos a partir de resíduos agroindustriais.
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 13/10/2021
  • Tese
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  • Os resíduos agroindustriais têm sido reconhecidos como fontes de compostos químicos importantes, e, portanto,podem ser aplicados como substratos em processos biotecnológicos para obtenção de produtos de alto valor agregado. O cajá-umbu, o caju, a canafistula, o cupuaçu, a graviola, a manguba e o morango são frutas nativas e exóticas produzidas no Brasil eque possuem poucos estudos científicos relacionados à caracterização e utilização de seus resíduos. Dessa maneira, oaproveitamento dos resíduos dessas frutas torna-se uma estratégia viável para bioconversão de seus substratos em substânciasbiologicamente ativas. O presente estudo propôs a otimização dos parâmetros de cultivo do gênero Aspergillus spp. a partirdesses resíduos agroindustriais visando a produção de fruto-oligossacarídeos e compostos fenólicos. Inicialmente, acaracterização físico-quimica, o potencial antidiabético e um estudo de bioacessibilidade de polifenóis, flavonóides ecapacidade antioxidante foi realizado para estabelecer o perfil de cada matéria-prima. Em seguida, avaliou-se a produção dasenzimas frutosiltransferase e frutofuranosidase em oito micro-organismos durante um período de 120 h. Os resultadosmostraram que os resíduos de cajá-umbu, canafístula e cupuaçu e as cepas A. carbonarius, A. oryzae, A. japonicus e A.ochraceus apresentaram maior potencial para a finalidade de obtenção de polifenóis e enzimas invertases e transferases. Apósuma nova fermentação, o resíduo de cupuaçu e a espécie A. carbonarius foram selecionadas para estabelecimento dasvariáveis de significância e condições ótimas segundo os planejamentos experimentais Plackett-Burman e DCCR. Ascondições ótimas definidas foram 17,3% de sacarose, 5,1% de resíduo e 4,6% de extrato de levedura para a obtenção máximade compostos fenólicos de 2204,89 mg GAE/100g e enzimas com atividades hidrolíticas de 39,84 U/mL e de transfrutosilaçãode 168,09 U/mL. Além disso, os polifenóis e as atividades antioxidantes foram mensuradas, das quais se atingiu um aumentode 148,17% para ácido gálico, 205,51% para o ácido protocatecuico, 350% para o método ABTS, 51,97% para FRAP,22,65% para ORAC e 16,03% para DPPH. Conclui-se que dentro do escopo deste trabalho, o resíduo de cupuaçu e a cepaAspergillus carbonarius podem ser usadas eficientemente para obtenção simultânea de compostos fenólicos, enzimastransferases e inversases e dessa maneira promover a síntese de biomoléculas, as quais possuem alto valor agregado aplicáveisem diversos setores industriais.

  • JULIANNA KARLA SANTANA ANDRADE
  • "AVALIAÇÃO DE COMPOSTOS BIOATIVOS DOS RESÍDUOS DE FRUTAS OBTIDOS POR FERMENTAÇÃO SÓLIDA PELO CULTIVO DO GÊNERO Aspergillus spp."
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 11/10/2021
  • Tese
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  • O aproveitamento de resíduos e folhas de frutas vem aumentando nos últimos anos, devido à presença decompostos bioativos, podendo ser utilizados em processo fermentativo e/ou no desenvolvimento de novos produtos de altovalor nutricional e terapêutico para manutenção da saúde. Diante disso, o objetivo do presente estudo é avaliar o conteúdo decompostos bioativos in vitro de resíduos de frutas tropicais, provenientes da Região Nordeste do Brasil, através de extratosetanólicos 12% (v/v) e aquosos: caju (Anacardium occidentale L), graviola (Annona muricata), jamelão (Syzygiumjambolanum), melão de São Caetano (Momordica charantia L.), physalis (Physalis peruviana L.), romã (Punica granatum),cupuaçu (Theobroma grandiflorum) e jaca (Artocarpus heterophyllus), e das folhas de graviola (Annona muricata), jamelão(Syzygium jambolanum), maracujá (Passiflora edulis), grageru (Chrysobalanus icaco L.), insulina (Cissus sicyoides L.),nogueira (Juglans regia L.), pedra ume kaá (Myrcia sphaerocarpa) e estévia (Stevia rebaudiana) quanto ao conteúdo decompostos fenólicos, flavonoides e atividade antioxidante (ABTS + , DPPH, FRAP e ORAC); o screening dos compostosbioativos por LC-MS, a determinação de açúcares por HPLC-RID, ácidos orgânicos e carotenoides por HPLC-DAD. Alémdisso, foram avaliados o percentual de inibição da enzima α-amilase, o teor de compostos fenólicos e antioxidantes após oprocesso simulado de digestão gastrointestinal in vitro, o índice de bioacessibilidade e citotoxicidade in vitro dos extratosaquosos e etanólicos a 12%. A escolha das matrizes de maior interesse para a avaliação da influência da fermentação fúngicaem estado sólido na obtenção de compostos bioativos. Os extratos das folhas, resíduos de frutas e fermentados apresentaramelevados teores de fenólicos e flavonoides totais, e compostos bioativos que auxiliam na atividade antioxidante. Ademais,resultados apresentaram boa inibição da α-amilase, viabilidade celular nas concentrações (10, 50, 100 e 1000 µg/mL) eaumento da bioacessibilidade de compostos fenólicos nos resíduos das frutas. Este estudo sugere que folhas e resíduos defrutas são boas fontes de antioxidantes naturais e têm potencial promissor para ensaios in vivo quanto a sua avaliação benéficaa saúde humana.

  • ISABELA MARIA MONTEIRO VIEIRA
  • Desenvolvimento de estratégias de produção de biossurfactantes por resíduo de fruta provedor de suplementação nutricional
  • Orientador : DANIEL PEREIRA DA SILVA
  • Data: 24/09/2021
  • Tese
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  • Em processo de Patente

  • AMANDA DE LUCENA PEDRAL
  • Inovação Biotecnológica no Desenvolvimento de Creme de Queijo Coalho com Potencial Probiótico
  • Orientador : GABRIEL FRANCISCO DA SILVA
  • Data: 30/04/2021
  • Tese
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  • Em estudo para processo de patente

  • ERIANE ALVES DA SILVA
  • Desenvolvimento de iogurte com Extratos de Sementes e Folhas de Moringa oleífera Lam
  • Orientador : GABRIEL FRANCISCO DA SILVA
  • Data: 30/04/2021
  • Tese
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  • Os iogurtes são leites fermentados com bactérias lácticas específicas, são alimentos vivos que combinampropriedades probióticas. Na área de laticínios, uma nova tendência que vem se apresentando é aprodução de iogurtes e leites fermentados funcionais. A combinação de um produto suplementado comproteínas e compostos bioativos e fermentado por microrganismos afeta principalmente a formação daestrutura do gel, alterando propriedades de firmeza, retenção de água e sinérese. A Moringa Oleífera Lamvem sendo bastante estudada devido a sua importância econômica, com multiplicidade de uso alimentar,agrícola, medicinal e industrial. As folhas e sementes de moringa são fontes de compostos bioativos,proteínas, minerais e vitaminas por isso podem ser utilizadas no preparo de diversos produtosalimentícios. Desse modo, o objetivo do trabalho é desenvolver produtos lácteos fermentados com adiçãodo extratos da sementes e folhas de Moringa Oleífera Lam e avaliar o efeito da moringa na fermentação,suas propriedades tecnológicas como possíveis agentes espessantes, propriedades bioativas ecaracterísticas de qualidade. Para tanto, foi realizada uma caracterização físico-químicas e bioativas dassementes e folhas da Moringa, obtenção de extratos em pó e extratos aquosos assistido por ultrassom dassementes e folhas. Foram desenvolvidas formulações de iogurtes suplementados de extrato em pó e comaquoso de sementes e folhas de moringa em diferentes concentrações e fermentado usando culturasmistas de Streptococcus thermophilus e Lactobacillus bugaricus. A adição dos extratos aquosos aoiogurte acelerou a taxa de fermentação, promovendo o crescimento de LAB, reduziu a sinérese eaumentou a capacidade de retenção de água em até 11%. As formulações apresentaram aumento daestabilidade oxidativa, testada no método Rancimat. O estudo revela diminuição do tempo defermentação e o potencial de aplicação de extratos aquosos tanto das sementes, quanto as folhas deMoringa como possíveis agentes espessantes em sistemas alimentares, o que pode representar uma novaopção no mercado de aditivos alimentares naturais.

  • NAYJARA CARVALHO GUALBERTO
  • Produção biotecnologica de compostos bioativos em sementes de algumas frutas por Rhodotorula mucilaginosa.
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 12/04/2021
  • Tese
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  • O Brasil, importante produtor de frutas e uma grande potência no beneficiamento de sua produção, transformando a agroindústria num importante segmento da economia do país, principalmente para exportação. Em consequência a esse avanço, houve um aumento na geração de resíduos ou subprodutos agroindustriais (casca, pele, sementes e bagaço). Há uma crescente busca por uma forma eficiente de aproveitamento dos resíduos agroindustriais, além de ser uma matéria-prima de fonte natural e de baixo custo para a produção de compostos de valor agregado com propriedades antioxidantes, como os polifenóis e carotenoides, pode ser uma alternativa para uso destes como substratos em meios fermentativos com uso de leveduras para a produção microbiana de compostos bioativos. Os compostos fenólicos assim como os carotenoides combatem vários tipos de câncer e outras doenças por causa de sua eliminação de radicais livres e/ou potencial de provitamina A (caroteno), em função das suas propriedades antioxidantes, no entanto, pouca atenção tem sido dada à avaliação de compostos fenólicos em leveduras. Desse modo, o objetivo do trabalho é propor a otimização de um processo biotecnológico de fermentação com a levedura Rhodotorula mucilaginosa, através do uso de resíduos agroindustriais de frutas tropicais para fins da obtenção de compostos bioativos, dentre eles compostos fenólicos e carotenóides. Para tanto, foi realizada uma caracterização físico-químicas e bioativas dos resíduos das frutas acerola, goiaba, jenipapo e umbu. Para a identificação de compostos fenólicos foi realizados testes preliminares com mistura hidroalcóolica de acetona, etanol e metanol, ambos a 80% e duas formas de extração em shaker e ultrassom. Os resíduos de acerola, goiaba e umbu apresentam valores expressivos de proteínas, lipídios e fibras, enquanto que o resíduo de jenipapo mostrou ser uma boa fonte de açúcar, sendo a sacarose o açúcar de maior concentração. Em relação à caracterização bioativa, nos resíduos de acerola e umbu foi identificado a presença de β-caroteno e elevadas concentrações de ácido tartárico e ácido quínico, respectivamente. A acetona foi escolhida como o melhor solvente de extração, aliado ao banho de ultrassom para os resíduos de acerola, goiaba e jenipapo, no entanto para o resíduo de umbu a extração em shaker apresentou melhores resultados quanto ao teor de fenólicos totais, flavonoides totais e maior atividade antioxidante pelos ensaios ABTS-TE, ABTS-AA*, FRAP e DPPH. Na correlação de Pearson, o kaempferol e ácido p-cumárico, assim como os fenólicos totais e flavonóides totais apresentaram correlação positiva (p ≤ 0,05) com a atividade antioxidante de todas as amostras. Portanto, diante dos dados apresentados, os resíduos das frutas acerola, goiaba, jenipapo e umbu podem ser considerados como boa fonte de compostos bioativos e de nutrientes, fatores importantes para que possam ser utilizados como substrato de baixo custo e alto valor agregado para meios fermentativos.

  • RAQUEL ANNE RIBEIRO DOS SANTOS
  • ESTUDO DOS MARCADORES VOLÁTEIS PARA O AROMA DOS FRUTOS DO GÊNERO SPONDIAS E A SUA RETENÇÃO EM PRODUTOS DESENVOLVIDOS
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 09/04/2021
  • Tese
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  • As frutas do gênero Spondias, são consideradas frutas exóticas de boa aparência, qualidade nutritiva, aroma e sabor agradáveis, os quais são muito apreciados para o consumo na forma in natura ou processada. Um dos principais atributos de qualidade em frutos é o aroma, que juntamente com o sabor compõe o flavor, um dos principais indicadores da apreciação de um vegetal e seus produtos derivados. Assim sendo, este trabalho teve como objetivo analisar o perfil aromático e identificar os compostos ativos do aroma das frutas do gênero Spondias, como o cajá, umbu e cajá-umbu e de produtos derivados por meio da cromatografia a gás acoplada a espectrometria de massas gasosa-olfatometria (GC-MS/O). Os compostos aromáticos dessas frutas foram obtidos por duas técnicas diferentes de extração, micro-extração em fase sólida (SPME) e extração sortiva em barra magnética (SBSE), variando para a técnica de SPME o tipo de filme da fibra (Gray, Light Blue, Pink e Red) e para a técnica de SBSE, o tipo de twister utilizado (EG e PDMS). A extração por SBSE foi mais representativa na captura de compostos voláteis das 3 variedades de Spondias analisadas. Para o SBSE, tanto para o twister EG, quanto para o twister PDMS, foram encontrados 68, 48 e 76 compostos aromáticos para o cajá, umbu e cajá-umbu, respectivamente. Enquanto que, a técnica de SPME apresentou um total de 98 compostos diferentes em todas as fibras analisadas sendo o total de compostos de 71, 48, e 74 compostos no cajá, umbu e cajá-umbu, respectivamente na fibra com filme DVB/CAR/PDMS (Cinza). Ademais um produto, a geleia de cajá umbu foi desenvolvido com foco de estudos sobre a retenção de compostos voláteis e análise sensorial inclusive a aplicação do ADQ (Análise Descritiva Quantitativa).

  • WILSON ROMÃO TOLEDO DA SILVA
  • Metagenética de microrganismos fermentadores de pólen de apícola para fermentação induzida: desenvolvimento de um novo suplemento alimentar
  • Orientador : EDILSON DIVINO DE ARAUJO
  • Data: 26/02/2021
  • Tese
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  • Tese sob sigilo de patente.

  • ALEXANDRE SANTOS MATOS
  • Estudo in silico de epítopos peptídicos conservados de papilomavírus humano de alto-risco oncogênico
  • Orientador : MARCUS VINICIUS DE ARAGAO BATISTA
  • Data: 26/02/2021
  • Tese
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  • O Human papillomavirus (HPV) representa o agente infeccioso sexualmente transmissível maisprevalente em todo o mundo. O HPV penetra no epitélio através de microlesões e estabelece um focoinfeccioso que pode levar ao desenvolvimento do câncer cervical. Vacinas profiláticas contra o HPVestão disponíveis, no entanto não tem efeito em infecções já estabelecidas. O uso de ferramentas depredição in silico tem se mostrado como uma estratégia promissora na identificação e seleção de epítoposde células T candidatos de vacinas. Uma vantagem dessa estratégia é que os epítopos podem serselecionados de acordo com o grau de conservação dentro de um grupo de proteínas antigênicas, o quetorna possível alcançar uma ampla cobertura genotípica com um pequeno conjunto de epítopos. Dessemodo, o objetivo do presente estudo foi identificar e selecionar epítopos peptídicos conservados decélulas T derivados de proteínas do HPV. Para tanto, os epítopos foram preditos utilizando a ferramentaMHC-I Binding Predictions, um preditor baseado em afinidade. Após a predição inicial, aimunogenicidade dos epítopos foi avaliada. Parâmetros como grau de conservação, toxicidade, coberturapopulacional e estabilidade foram também considerados na seleção dos epítopos. 17 epítopos comafinidade a moléculas MHC classe I, abrangendo 5 supermotivos de ligação (A2, A3, A24, B62 e B57)foram selecionados. O conjunto de epítopos apresentou alta cobertura na população mundial. A análisede conservação mostrou que o grau de conservação encontrado foi consideravelmente alto entre diversosgenótipos do HPV. Sete epítopos apresentaram grau de conservação de 100% (NWKNFFSTTWE1594-603,KVSAFQYRVFRVL163-74, LQFIFQLCKL1372-380, RVFRVQLPDPNKL170-81, FNKPYWLHRL1307-315,FITCVDTTRL1330-338 e HLRREQIFARL1248-257) e quase todos ou outros apresentaram grau deconservação acima de 80%. Além disso, os peptídeos foram capazes de formar complexos estáveis commoléculas MHC classe I, o que pode ser observado pelos valores de meia-vida e treshold dentro dosparâmetros considerados pelo protocolo NetMHCstabpan. Uma análise de docking molecular confirmoua estabilidade dos complexos por meio de uma grande rede de pontes hidrogênio formada entre ospeptídeos e moléculas MHC e pela baixa energia de ligação calculada. Por fim, acredita-se que esseconjunto de epítopos possa ser utilizado como epítopos candidatos em estudos futuros como a construçãode proteínas quiméricas ou, ainda, serem expressos em vetores plasmidiais, como uma potencialestratégia para sensibilizar o braço CD8 da resposta imune mediada por células.

2020
Descrição
  • FERNANDA LAYS SOUZA GOES SANTOS
  • NOVAS ESTRATÉGIAS COMPUTACIONAIS E MOLECULARES PARA DETECÇÃO E GENOTIPAGEM DE PAPILOMAVÍRUS HUMANO.
  • Orientador : MARCUS VINICIUS DE ARAGAO BATISTA
  • Data: 16/12/2020
  • Tese
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  • Dentre as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), o papilomavírus (HPV) destaca-se pela elevada incidência e prevalência, sendo descrito pela literatura mais de 200 tipos de HPV circulantes, atingindo homens e mulheres.

  • WELLINGTON JOSÉ DA SILVA
  • Atividade Central do Cyclo (Gly-Pro) Sintetizado
  • Orientador : WALDECY DE LUCCA JUNIOR
  • Data: 27/11/2020
  • Tese
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  • .

  • ARLIK RAFAEL SANTIAGO DE SOUSA
  • DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO BIOTECNOLÓGICO A BASE DAS PRÓPOLIS VERDE E VERMELHA COM ATIVIDADE ANTIOXIDANTE POR MEIO DE FLUÍDOS SUPERCRÍTICOS E NANOFILTRAÇÃO
  • Orientador : EDILSON DIVINO DE ARAUJO
  • Data: 31/08/2020
  • Tese
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  • O presente estudo tem como objetivo o desenvolvimento de um produto com atividade antioxidante e aplicabilidadeem processos oxidativos, a partir das entidades químicas presentes na própolis verde e vermelha, visando a prevenção, bemcomo o tratamento mais seguro e eficaz para o combate aos radicais livres e ao dano oxidativo subjacente. Pois, sabe-se queo estresse e o consequente dano oxidativo estão na gênese da maioria das patologias clínicas atuais, estas, por sua vez, vãodesde processos inflamatórios, dolorosos, parasitários e carcinogênicos à transtornos neurodegenerativos. A própolis, porsua vez, é um composto complexo cujas biomoléculas apresentam grande potencial terapêutico e farmacológico. As suaspropriedades biológicas se estendem a ações anti-inflamatória, antitumoral, analgésica, neuroprotectiva, cicatrizante,antiparasítica, anti-helmíntica, antifúngica, antibacteriana à antioxidante, esta última, portanto, escopo deste presentetrabalho. Nada obstante, tal pesquisa se torna ainda mais relevante devido à falta da completa compreensão sobre osmecanismos de ação da própolis brasileira, bem como as relações estabelecidas entre a produção/estabilização das espéciesde radicais livres (EROS e ERN) e ação destas na sensibilização das respostas fisiológicas e, por conseguinte, na perpetuaçãodas patogenias retro mencionadas. Neste sentido, compostos bioativos encontrados na própolis brasileira, sobretudo,polifenóis, têm demonstrado potencial como agentes antioxidantes, imunomoduladores e/ou anti-inflamatórios em modelosexperimentais e despontam como uma fonte promissora de inovação terapêutica. Há que se ressaltar, entretanto, que aquantitidade e a biodisponibilidade destes compostos bioativos presentes neste produto natural dependem, sobremaneira,das estratégias empregadas na sua coleta, nos métodos de extração, na sua purificação e concentração. Assim, também sefaz necessário avaliar as possíveis atividades antioxidante e a citotoxicidade dos extratos das própolis verde e vermelha emmodelos experimentais, bem como comparar o efeito de distintas formas de extração e solventes sobre a quantidade destespolifenóis. No presente trabalho, utilizamos técnicas de nanofiltração e de fluídos supercríticos para purificação econcentração de tais compostos. Portanto, acredita-se que estes e outros compostos presentes na própolis, e que ainda nãoforam caracterizados quanto a sua ação biológica, bem como seus efeitos sinérgicos, poderiam ser considerados seguros eagir como potenciais agentes bioativos no combate a diversas patologias clínicas atuais.

  • PAULA RIBEIRO BUARQUE
  • OBTENÇÃO DE EXTRATOS DE PARTES DE MORINGA OLEÍFERA FERMENTADA E NÃO FERMENTADA COMO FONTES DE COMPOSTOS BIOATIVOS
  • Orientador : LUCIANA CRISTINA LINS DE AQUINO SANTANA
  • Data: 07/08/2020
  • Tese
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  • A Fermentação em Estado Sólido (FES) pode ser uma ferramenta eficaz para aumentar os teores de compostosbiotivos em moringa, já que, é uma árvore com várias utilidades nas áreas farmacêutica, de combustíveis, purificaçãode água e principalmente alimentícia. O objetivo do trabalho foi realizar a FES das farinhas de folhas, sementes ejunção de folhas + sementes de moringa com umidade inicial (UI) de 50% ou 70%, para potencializar o potencialbioativo das partes de moringa. Os extratos foram obtidos com água destilada, etanol 40% (E40) e 80% (E80) eacetona 40% (A40) e 80% (A80). Os extratos com teores aumentados de fenólicos totais e flavonoides totais após aFES foram analisados quanto a atividade antioxidante (AA) pelos métodos FRAP, DPPH e ABTS, atividadeantimicrobiana e os compostos bioativos foram identificados e quantificados por CLAE. Após a FES, obteve-se omaior aumento de fenólicos totais (395%) no extrato da farinha de sementes em A40% (UI= 70%), fermentada por168h e de flavonoides totais (781%) no extrato da farinha de folha em A80% (UI=50%), fermentada por 24h. Amaior AA foi obtida no extrato em A80% de folha de moringa não fermentada pelo método ABTS, destacando aacetona como melhor solvente extrator. As bactérias B. subtilis e S. aureus foram as únicas sensíveis aos extratos defolhas e de sementes fermentadas e S. marcescens ao extrato de sementes fermentada. Os extratos de farinhas nãofermentadas não demonstraram potencial antibacteriano, exceto o extrato em água destilada, para S. aureus. Oprocesso fermentativo proporcionou a extração e/ou síntese de doze novos compostos na farinha de folhas demoringa, não identificados na farinha não fermentada, e na farinha de semente fermentada a FES proporcionou asíntese do composto galato de epigalocatequina e aumento das concentrações de catequina, galato de epicatequina;epigalocatequina e galato de etila na farinha. O ácido gálico foi o composto majoritário presente em todos os extratos,sendo valores máximos nos extratos de folhas de 1,090 mg/g seca de material sólido e 3,115 mg/g seca de materialsólido nos extratos de sementes. A FES melhorou o perfil bioativo das farinhas de moringa, comprovando ser ummétodo de extração eficaz para a obtenção de compostos bioativos.

  • LUCIO MARQUES VIEIRA SOUZA
  • Efeitos do exercício físico de alta intensidade associado ao extrato de Schinus terebinthifolius Raddi (AROEIRA) sobre o estresse oxidativo e danos musculares em ratos Wistar
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 13/07/2020
  • Tese
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  • Os danos oxidativos e musculares induzidos pelo exercício físico de alta intensidade podem causar prejuízos funcionais importantes. Com base nisto, várias estratégias vêm sendo estudadas no intuito de acelerar o processo da recuperação muscular e da atenuação do estresse oxidativo. A Schinus terebinthifolius Raddi (AROEIRA) é uma planta nativa da América do Sul, especialmente no Nordeste Brasileiro, sendo muito utilizada na medicina popular para diversas finalidades como por exemplo antiinflamatória, analgésica, depurativa, para tratar doenças do sistema urogenital e infecções respiratórias. Evidências demonstram o poder antioxidante e antiinflamatório da Aroeira. Neste sentido a presente tese foi dividida em 06 capítulos em formatos de artigos: sendo que o primeiro (Estudo 1) buscou apresentar possíveis impactos a serem gerados pelo estudo da Schinus terebinthifolius Raddi (AROEIRA) associada ao exercício físico na comunidade do Baixo São Francisco no Estado de Sergipe. O segundo artigo teve como objetivo realizar uma prospecção tecnológica dos extratos da Schinus terebinthifolius RADDI como agente anti-inflamatório (Estudo 2). No terceiro (Estudo 3) realizar um levantamento bibliográfico sobre os principais estudos sobre o treinamento intervalado de alta intensidade e estresse oxidativo. Já no quarto (Estudo 4) foi realizado um artigo de opinião sobre Exercício Físico e Plantas Medicinais como uma fonte promissora para a promoção da saúde. No quinto (Estudo 5) foi avaliado o efeito de sessões consecutivas de um protocolo de treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) no estado redox. O sexto artigo (Estudo 6) teve como objetivo verificar os efeitos do exercício físico de alta intensidade associado ao extrato de Schinus terebinthifolius em parâmetros oxidativos e musculares em ratos Wistar.Os danos oxidativos e musculares induzidos pelo exercício físico de alta intensidade podem causar prejuízos funcionais importantes. Com base nisto, várias estratégias vêm sendo estudadas no intuito de acelerar o processo da recuperação muscular e da atenuação do estresse oxidativo. A Schinus terebinthifolius Raddi (AROEIRA) é uma planta nativa da América do Sul, especialmente no Nordeste Brasileiro, sendo muito utilizada na medicina popular para diversas finalidades como por exemplo antiinflamatória, analgésica, depurativa, para tratar doenças do sistema urogenital e infecções respiratórias. Evidências demonstram o poder antioxidante e antiinflamatório da Aroeira. Neste sentido a presente tese foi dividida em 06 capítulos em formatos de artigos: sendo que o primeiro (Estudo 1) buscou apresentar possíveis impactos a serem gerados pelo estudo da Schinus terebinthifolius Raddi (AROEIRA) associada ao exercício físico na comunidade do Baixo São Francisco no Estado de Sergipe. O segundo artigo teve como objetivo realizar uma prospecção tecnológica dos extratos da Schinus terebinthifolius RADDI como agente anti-inflamatório (Estudo 2). No terceiro (Estudo 3) realizar um levantamento bibliográfico sobre os principais estudos sobre o treinamento intervalado de alta intensidade e estresse oxidativo. Já no quarto (Estudo 4) foi realizado um artigo de opinião sobre Exercício Físico e Plantas Medicinais como uma fonte promissora para a promoção da saúde. No quinto (Estudo 5) foi avaliado o efeito de sessões consecutivas de um protocolo de treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) no estado redox. O sexto artigo (Estudo 6) teve como objetivo verificar os efeitos do exercício físico de alta intensidade associado ao extrato de Schinus terebinthifolius em parâmetros oxidativos e musculares em ratos Wistar.

  • ALAÍZA BARROS LIMA MORAIS
  • BIOATIVAÇÃO DE ÁGUA MINERAL A PARTIR DA ADIÇÃO DE MICROCÁPSULAS DE MARACUJÁ (Passiflora edulis var. Flavicarpa degener) COM POTENCIAL PROBIÓTICO.
  • Orientador : ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
  • Data: 29/05/2020
  • Tese
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  • A biotecnologia alimentar engloba a inovação tecnológica para otimizar o processamento e autilização de vegetais e microrganismos, cujo objetivo é aumentar o valor econômico, social e relacionado á saúde de produtos funcionais.

  • ISABELLY PEREIRA DA SILVA
  • Gaseificação downdraft de resíduos orgânicos para conversão em gás de síntese
  • Orientador : DANIEL PEREIRA DA SILVA
  • Data: 21/02/2020
  • Tese
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  • Percebendo-se a necessidade da difusão de energias renováveis, bem como a deficiência dadistribuição de energia elétrica em comunidades rurais e/ou isoladas no Brasil, surge a oportunidade deaproveitamento da energia da biomassa através da gaseificação, uma tecnologia sustentável e de baixo custo.Sabendo-se ainda que existem resíduos orgânicos, possivelmente adequados para esta aplicação, sendodesperdiçados nas comunidades rurais de Sergipe, tem-se a necessidade do estudo desta tecnologia para oincentivo da sua difusão a aplicabilidade para os resíduos regionais. A gaseificação é um processo termoquímicopara converter a energia química da biomassa em um combustível gasoso, que é adequado como uma fonte deenergia renovável como um substituto para o combustível fóssil. Neste contexto, a pesquisa se propôs a estudarum sistema produção de gás de síntese a partir de resíduos da região rural de Sergipe, estudando a eficiência dogaseificador, sendo possível determinar parâmetros ótimos de operacionalização com os diferentes tipos debiomassas lignocelulósicas. Para desenvolver a avaliação e análise de gaseificação desta pesquisa, primeiroforam estudados os resíduos encontrados em comunidades rurais de Sergipe com potencial de utilização paraconversão em gás de síntese, sendo então selecionado o resíduo da mandioca. Em seguida foi utilizada amodelagem computacional do processo de gaseificação com base no modelo estequiométrico de equilíbriotermodinâmico, amplamente investigado na literatura científica que com a validação de resultados experimentaisapresenta uma confiabilidade nos resultados. Com a continuidade da pesquisa, será possível otimizar osresultados e ajustar parâmetros, bem como avaliar uma proposta de dimensionamento de pequeno porte comaplicabilidade na região rural de Sergipe.

2019
Descrição
  • ANDRÉ LUIZ LIMA MENEZES DOS SANTOS
  • Formulação um protótipo de um fitoterápico com atividade antimicrobiana e antiproliferativa a base de extratos de casca e entrecasca de Myracondruon urundeuva (Allemão)
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 19/08/2019
  • Tese
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  • A caatinga consiste em um cenário ideal para estudos etnobotânicos, uma vez que compreende umafascinante diversidade biológica e cultural. Estes estudos são extremamente necessários na busca de novas formulações para acura de alguns males como o câncer e o surgimento das cepas bacterianas multiresisitentes. Outra preocupação que se faznecessária é avaliar a segurança e viabilidade destas novas formulações para garantir que elas não sejam tóxicas ao usuário, sóassim elas podem entrar para as fileiras dos agentes terapêuticos. Dentre as plantas da Caatinga destaca-se a aroeira do sertão(Myracrodruon urundeuva), pois apresenta uma larga história na medicina popular além de variados estudos científicos Emvirtude disto este estudo teve como objetivo avaliar a atividade antimicrobiana, citotóxica e antitumoral dos extratos deentrecascas de Myracondruon urundeuva Allemão e microemulsões derivadas destes extratos. O extrato aquoso (250 mg/mL)apresentou atividade antimicrobiana para as bactérias Staphylococcus aureus, Pneumonas aureginosa, derivada, Enterobacteraerogenes, Escherichia Coli. A microemulsão do extrato aquoso atividade antifúngica contra Cryptococcus sp e Candidaalbicans Esta atividade pode ser explicado pelo ácido gálico, elágico e seus derivados que foram detectados pelas técnicas decromatografia e espectrometria de massa (HPLC e UPLC-ESI-MS) O teste de viabilidade celular por MTT (brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il) -2,5-difeniltetrazólio) demonstrou que os extratos hidroalcoolica (250 µg/mL) e aquoso (125 µg/mL)podem ser considerados citotóxicos para os fibroblastos 3T3, por apresentarem viabilidade celular maior que 25% . O teste dehemólise demonstrou que as micromeulsões dos extratos aquoso e alcoólico na concentração de 5000µg/mL mataram 75 e100% das células respectivamente Pelo teste Alamar blue nenhum dos extratos e microemulsões apresentou valores de IC 50 &lt;30 µg/mL para as seguintes linhagens: HCT116 (carcinoma de colón humano), HepG2 (carcinoma hepatocelular humano),HL-60 (leucemia humana) e MRC-5 (fibroblasto de pulmão humano) o que significa que a amostra não apresenta atividadeantitumoral. Apesar da citotoxicidade os produtos não apresentaram atividade antitumoral, pois os extratos e emulsões atuamem ciclos diferentes da cadei respiratória. Apesar dos interessantes resultados contra bactérias, deve se tentar diminuir atoxicidade celular para torna-lo um novo fármaco.

  • ADELIA DOS SANTOS
  • Perfil Fitoquímico e Atividade Biológica do óleo essencial do croton blanchetianus Baill.
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 19/08/2019
  • Tese
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  • Banca fechada. Em processo de patente.

  • LARISSA CASTOR RAMOS
  • Avaliação de enriquecimento nutricional do meio fermentativo utilizado para obtenção de biossurfactantes
  • Orientador : DENISE SANTOS RUZENE
  • Data: 07/06/2019
  • Tese
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  • Em processo de pedido de patente.

  • ANNE CAROLINE ALMEIDA VIEIRA
  • Desenvolvimento e Inovação em Produtos Potencialmente Probióticos
  • Orientador : DANIEL PEREIRA DA SILVA
  • Data: 06/06/2019
  • Tese
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  • Em estudo para processo de patente

  • MÔNICA CARVALHO SANTOS
  • Elaboração de filmes bioativos incorporados com extrato de resíduos de manga (Mangifera indica L.)
  • Orientador : GABRIEL FRANCISCO DA SILVA
  • Data: 28/05/2019
  • Tese
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  • Banca fechada. Em processo de patente

  • ROSANGELA MAIA DOS SANTOS
  • Desenvolvimento de Lipstick (batom) utilizando compostos bioativos
  • Orientador : GABRIEL FRANCISCO DA SILVA
  • Data: 28/05/2019
  • Tese
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  • Banca fechada. Em processo de patente

  • DÉBORA MACHADO BARRETO
  • Expressão diferencial de genes envolvidos na infecção por Papilomavírus bovino: busca por novos marcadores para o controle da papilomatose bovina
  • Orientador : MARCUS VINICIUS DE ARAGAO BATISTA
  • Data: 26/04/2019
  • Tese
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  • Papilomavírus bovino (BPV) é reconhecido como um agente causador de lesões cutâneas e mucosas no gado podendo ser minimizadas ou levar ao surgimento de tumores benignos e malignos. Além da aparência desagradável do animal acometido pela papilomatose cutânea, o problema pode causar prejuízos incalculáveis aos diferentes criatórios, principalmente no que diz respeito à diminuição da produtividade. Há ainda a desvalorização do couro do animal, desenvolvimento retardado, cegueira, depreciação do valor do bovino em função da dificuldade em comercializá-lo; e problemas relacionados à fertilidade, principalmente quando o papiloma localiza-se no órgão reprodutor do animal fazendo com que este evite a cópula. Sabendo que o Brasil é um dos grandes produtores de carne e leite no mundo, este estudo se torna importante, uma vez que visa servir de base para a identificação de novas medidas de controle como a busca de novos compostos moleculares que possam ser utilizados para o tratamento, e dessa forma evitar perdas agropecuárias. O objetivo desse estudo é identificar genes bovinos diferencialmente expressos associados com a infecção por papilomavírus bovino utilizando a tecnologia de RNA-Seq, identificando marcadores moleculares que poderão ser utilizados para o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento para a doença. Para isso, foram coletadas amostras com lesões cutâneas papilomatosas em uma propriedade localizada na região do semiárido do estado de Sergipe. Foram obtidas também amostras saudáveis para fins de comparação. Foi utilizado RNA-Seq para identificar genes diferencialmente expressos associados à infecção pelo BPV, o que pode elucidar possíveis genes marcadores que poderiam ser usados ​​para controlar a doença, através da identificação de ligantes que interagem com os produtos destes genes. Bovinos adultos com papilomatose e animais saudáveis ​​foram avaliados. A plataforma Galaxy foi utilizada para análise dos dados gerados pelo sequenciamento. Os arquivos de saída Illumina foram convertidos em formato de arquivo FASTQ. Avaliação de qualidade foi realizada utilizando FastQC e o corte de qualidade de sequência foi realizado usando Trimmomatic. TopHat e Bowtie foram utilizados para mapear e alinhar os reads com o genoma de referência. A abundância dos genes expressos foi verificada utilizando Cuffilinks. Para análise da expressão diferencial foi utilizado Cuffdiff. A anotação funcional dos genes diferencialmente expressos foi realizada utilizando o banco de dados do Gene Ontology (GO). O sequenciamento de RNA gerou um total de 121.722.238 de reads. Na análise de expressão gênica foi identificado um total de 14.213 genes expressos e destes, 1.343 foram diferencialmente expressos. A anotação funcional dos genes diferencialmente expressos mostrou que muitos genes apresentaram funções ou estavam relacionados a vias metabólicas associadas à progressão de lesões de papilomatose e desenvolvimento de câncer em bovinos. Por fim, proteínas virais e do hospedeiro serão utilizadas para a realização de um screening virtual através de docking molecular para a realização de buscas por compostos que se liguem a estas moléculas e que possam impedir a progressão da lesão papilomatosa. Com isto, esperamos encontrar genes marcadores que possam estar associados com o desenvolvimento das lesões papilomatosas que possam ser utilizados para o controle desta doença, através da identificação de ligantes que possam impedir a progressão dos processos patológicos da papilomatose bovina.

  • JYMMYS LOPES DOS SANTOS
  • Extrato etanólico e fração acetato de etila da Coutoubea Spicata: perfil fitoquímico e redox, toxicidade e seus efeitos sobre marcadores bioquímicos, de lesão muscular e de estresse oxidativo em ratos diabéticos submetidos a um programa de treinamento físico resistido.
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 08/03/2019
  • Tese
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  • O diabetes é uma doença metabólica crônica complexa e um sério problema de saúde pública. Entre asestratégias não farmacológicas, a atividade física tem sido considerada uma das recomendações por melhorar aaptidão física e força, e reduzir a glicemia, embora apresente estreita relação com o estresse oxidativo. Outraalternativa de tratamento bastante utilizada são as plantas medicinais. A Coutoubea spicata é uma espécie,pertencente à família Gentianaceae, encontrada no Estado de Sergipe e utilizada pela população no tratamento dodiabetes. Embora, propriedades antidiabéticas tenham sido confirmadas para outras espécies da mesma família,para a C. spicata não foram encontradas evidências científicas dos seus efeitos antidiabéticos, bem como estudosde toxicidade e de perfil redox. Portanto, o objetivo deste trabalho foi identificar os constituintes químicos doextrato etanólico (EE) e da fração acetato de etila (FAE), avaliar a toxicidade e o perfil redox, bem como avaliarseus efeitos sobre os marcadores bioquímicos, de lesão muscular e de estresse oxidativo em ratos diabéticosinduzidos com aloxana e submetidos a um programa de treinamento físico resistido. A primeira etapa do trabalhocontempla a avaliação do conteúdo de fenólicos e flavonoides totais (métodos colorimétricos), identificação dosconstituintes químicos (HPLC-ESI-MS/MS), estudo de toxicidade aguda em ratas (OECD 423) e de citotoxicidadeem fibroblastos (ensaio de viabilidade celular), e perfil redox in vitro. FAE apresenta maior conteúdo de fenólicose flavonoides totais, sendo identificadas duas classes principais de metabólitos, os glicosídeos iridóides(swerteamarina e gentiopicrina) e os flavonóides (clovina e robinina, e seus esteres trans p-cumárico), além doácido deoxilogânico. No ensaio de toxicidade aguda (300 e 2000 mg/Kg, via oral), EE e FAE foram classificadoscomo seguros (categoria 5), embora aumento nas concentrações de AST e no peso relativo do coração, fígado erins tenha sido observado nos animais tratados com a maior dose da FAE. No ensaio de viabilidade, FAE foiconsiderada com baixa toxicidade. Além disso, propriedades antioxidantes de varredura de radicais orgânicos(DPPH e ABTS) e redutoras (FRAP) foram confirmadas para o EE e FAE. Para a segunda etapa do trabalho, ratosdiabéticos induzidos com aloxana foram distribuídos em 05 grupos (n=8), tratados com água destilada (TD), EE(TE), FAE (TF) ou metformina (TM), ambos na dose de 100 mg/Kg, via oral, e submetidos a um programa detreinamento físico resistido. Dois grupos controle sem a doença, sedentário saudável (SC) e controle treinado(TC), assim como um grupo diabético sedentário (SD) foram incluídos no estudo. O ganho de peso e glicemiaforam avaliados semanalmente, e após o tratamento 3x por semana durante 30 dias, os animais forameutanasiados, e o sangue e tecidos coletados para determinação de marcadores bioquímicos, de lesão muscular ede estresse oxidativo. O modelo de diabetes induzido por aloxana levou à hiperglicemia e redução no ganho depeso, bem como aumento do marcador de lipoperoxidação e de grupamentos sulfidrilas no soro e nos tecidosavaliados (pancreático, muscular, cardíaco e hepático). A C. spicata quando associada ao exercicio reduziu aglicemia e promoveu recuperação do ganho de peso, e este efeito hipoglicemiante foi acompanhado pela reduçãodo dano muscular (CK e LDH) e triglicerideos, bem como pela melhora do estado redox (MDA e SH) do soro edos tecidos avaliados. Os resultados obtidos confirmam o uso medicinal da C. spicata como hipoglicemiante, edemonstram suas propriedades antioxidantes, atenuando o estresse oxidativo induzido pelo exercício e o diabetes. No contexto da biotecnologia, os resultados fornecem informações quanto às propriedades biológicas e segurança, e desta forma, abrem perspectivas para explorar o EE da C. spicata como possível fitoterápico; e para o desenvolvimento de novos alvos terapêuticos.

  • ANNE CAROLINE ROCHA XAVIER
  • Tecnologias Inovadoras na Obtenção de Bebidas Lácteas Probióticas
  • Orientador : DANIEL PEREIRA DA SILVA
  • Data: 28/02/2019
  • Tese
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  • Em processo de patente.

2018
Descrição
  • GABRIELA BARBOSA OLIVEIRA
  • Potencial Funcional de sementes de frutas para a produção de farinha e óleo vegetal.
  • Orientador : LISIANE DOS SANTOS FREITAS
  • Data: 06/12/2018
  • Tese
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  • Na indústria alimentícia os resíduos de frutas, como sementes, são descartados. Entretanto podemser reutilizadas como matéria-prima para outros produtos, como farinhas e óleos, uma vez que são ricasem nutrientes. O objetivo deste estudo é produzir e caracterizar as farinhas e óleos oriundos de sementesde frutas como a acerola (Malpighia emarginata DC.), goiaba (Psidium guajava), graviola (Annonamuricata L.) e mangaba (Hancornia spenciosa Gomes) a fim de avaliar os benefícios funcionais. Asanálises feitas nas farinhas foram satisfatórias quanto à composição centesimal (umidade, cinzas, fibras,proteínas e lipídeos), à composição mineral (Ca, Cd, Cb, Cu, Fe, K, Mg, Mn e Pb), à atividade antioxidante(DPPH e ABTS), à capacidade antioxidante (fenólicos totais, flavonóides totais e carotenóides totais) e àmicrobiologia (Salmonella sp., coliformes totais e Bacillus cereus). Os óleos das sementes destas frutasforam extraídos por dois métodos: Soxhlet (etanol e hexano) e fluído supercrítico (SFE-CO2), no qual foianalisado os rendimentos comparando esses métodos. A fim de avaliar a qualidade dos óleos extraídosforam feitas análises de Ácidos graxos, α-tocoferol e de β-caroteno. Foi verificado que as farinhas feitas apartir das sementes de goiaba, graviola, mangaba e acerola mostraram-se promissoras para servirem comoum alimento alternativo e de ótima funcionalidade para o ser humano. Assim como os óleos de sementesde frutas que se apresentaram ricos em compostos antioxidantes.

  • DEISYLAINE MARIA DOS SANTOS
  • Bauhinia cheilantha Bong (Steud): Caracterização Química e Potencial Biológico
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 31/08/2018
  • Tese
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  • RESUMO: Na medicina tradicional, a Bauhinia cheilantha, é amplamente utilizada pelapopulação como hipoglicemiante, anti-inflamatório, adstringente, expectorante, cicatrizante, epara tratamento de diarreia, infecções e processos dolorosos. Diante do seu uso intenso e dofato de ser pouco explorada cientificamente, o presente estudo objetivou em avaliar acomposição química do óleo essencial das folhas (OE), do extrato hidroetanólico (EHE) e suasfrações, além de avaliar o seu potencial antimicrobiano, anti-inflamatório e cicatrizante. O perfilquímico do OE, constatou a presença principalmente das classes dos sesquiterpenos emonoterpenos. O composto majoritário da EHE da entrecasca foi isolado por CLAE para dar 5mg de substância que foi identificado como cianoglicosídeo litospermosida através de RMN de1 H, 13 C, HMBC e HSQC. A FHX e o OE demostraram potencial antimicrobiano frente aomicroorganismo C. neoformans T1 444 com concentração inibitória mínima de 78 e 8 µg.mL -1respectivamente. Na CCD e bioautografia tanto a FHX como OE demonstraram que aatividade fungicida, está atribuída a sinergia das substâncias presentes em sua composição.Pelo método de Checkboard a FHX demonstrou ser sinérgica a anfotericina B enquanto queesta fração associada com o fluconazol apresentou um efeito aditivo. Já o OE demostroupossuir um efeito antagônico quando associado a anfotericina B e ao fluconazol. Para verificaro possível mecanismo de ação destes compostos, foi realizado o ensaio de permeabilidadecom o iodeto de propídio, onde foi possível verificar que a membrana celular fúngica é um dosalvos de ação dos bioativos da FHX com percentual de fluorescência do sub-CIM - 71,16% eCIM de 77,58%. Já OE com percentual de fluorescência do sub-CIM e CIM de 2,3% e 7,9%.No teste de hemólise utilizando eritrócitos humanos, o EHE e a FHX demostraram ser livres detoxidez, tendo um percentual abaixo de 10%, sendo assim considerados não hemolíticos nas concentrações de 2500µg.mL -1 . Quanto a atividade anti-inflamatória o EHE demostrou possuir um potencial anti-inflamatório por reduzir citocinas como a TNF-α e a IL-1β no modelo de migração celular induzidos por carragenina. Na avaliação do potencial cicatrizante, o grupo GEHEBC 6 apresentaram um fechamento da lesão de 50,30% já no 3º dia de tratamento, comparado com 20,24% do GV, seguido de 83,21% no 7º dia de tratamento e fechamento total (100%) no 14º dia de tratamento. Durante a quantificação de citocinas foi observado que o EHE regula as interleucinas IL-6, IL-1β, como também o TNF-α e a quimiocina MCP-1, além de estimular a produção da IL-10. Quanto a análise histológica dos três grupos o GV, GEHEBC 3 e GEHEBC 6 submetidos à atividade cicatrizante, o GEHEBC 6 no 14º dia, apresentou uma área com cicatriz fibrosa mais celularizada e pouco vascularizada, com um aspecto morfológico mais próximo visto em dermes íntegras quando comparados com os demais grupos. Em conclusão a FHX da entrecasca e o OE das folhas possuem substâncias responsáveis pelo seu potencial antimicrobiano e o EHE da entrecasca de B. cheilantha em sua maior dose tem efeito anti-inflamatório e cicatrizante.

  • MARÍLIA DOS SANTOS BEZERRA
  • “DESENVOLVIMENTO, CARACTERIZAÇÃO FÍSICO-QUÍMICA E AVALIAÇÃO DO EFEITO BIOLÓGICO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS CONTENDO NARINGENINA”
  • Orientador : MARCIO ROBERTO VIANA DOS SANTOS
  • Data: 30/08/2018
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  • A naringenina (NAR) (4&#39;,5,7-triidroxiflavanona) é um flavonóide que tem possui potenciaisefeitos terapêuticos, de acordo com a literatura. No entanto, a NAR apresenta baixa solubilidade emágua e baixa estabilidade, o que limita sua utilização. Diante disso, muitos estudos têm sido realizadoscom ciclodextrinas (CDs), com a finalidade de aumentar a biodisponibilidade de substâncias poucosolúveis. Outra alternativa é a incorporação da NAR em lipossomas adicionados em membranas degelatina, polímero natural que permite a liberação controlada de fármacos nos tecidos-alvo e podesubstituir, de forma temporária ou permanente, a pele lesionada. Dessa forma, o presente trabalhoteve o objetivo de preparar, caracterizar físico-quimicamente e avaliar o efeito biológico de produtosfarmacêuticos contendo NAR. Os complexos de inclusão de NAR com β-ciclodextrina (βCD) ehidroxipropil β-ciclodextrina (HPβCD) foram obtidos pelos métodos de mistura física (MF), malaxagem(MA), co-evaporação (CE) e liofilização (LI), e caracterizados por DSC,TG/DTG, titulometria KarlFischer, FTIR, DRX e RMN, além da realização da dinâmica molecular (Docking), teste de Eficiênciade complexação (EC%) e análise microestrutural por MEV. Além disso, a atividade antinociceptiva emmodelos de dor orofacial foi testada. As membranas foram obtidas pelo método de casting ecaracterizadas utilizando DSC, TG/DTG, MEV, e análise de espessura média e intumescimento. Acaracterização físico-química mostrou uma formação mais efetiva de complexos de inclusão entreHPβCD e NAR pelo método LI, que obteve uma eficiência de complexação de 94,26%. Este complexotambém produziu em camundongos efeito analgésico favorável em menor dose quando comparadocom o NAR isolado. Quanto às membranas de Gelatina contendo naringenina (GEL/NAR), as análisesfísico-químicas demonstraram uma maior estabilidade térmica e maior espessura das membranas emcomparação com a NAR pura, sem alteração significativa da microestrutura. Além disso, asmembranas GEL/NAR absorveram líquido de maneira uniforme, demonstrando ser adequada para otratamento de lesões exsudativas, como as queimaduras. Diante destes dados, conclui-se que a NARpossui grande potencial como insumo para o desenvolvimento de medicamentos de baixo custo, quepossuam ação analgésica e cicatrizante.

  • AMÉRICO AZEVEDO DE SOUZA
  • Um novo produto natural indutor de arritmia
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 23/03/2018
  • Tese
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  • Não se aplica

    Motivo:Banca fechada

    Produto em processo de pedido para registro de patente no cintec ufs para ser enviado ao INPI – InstitutoNacional de Propriedade Intelectual

  • ALINE ALVES OLIVEIRA SANTOS PRADO
  • AVALIAÇÃO DE NOVAS ESTRATÉGIAS LIGNOCELULÓSICAS NA ELABORAÇÃO DE MEIOS DE CULTIVO PARA OBTENÇÃO DE BIOSSURFACTANTES
  • Orientador : DENISE SANTOS RUZENE
  • Data: 23/03/2018
  • Tese
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  • indisponível! em processo de patente

  • CARLA CRISLAN DE SOUZA BERY
  • “Compostos bioativos de polpa de umbu (spondias tuberosa arruda) in natura, liofilizada e microencapsulada
  • Orientador : LISIANE DOS SANTOS FREITAS
  • Data: 14/03/2018
  • Tese
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  • O umbu (Spondias Tuberosa Arruda) é uma fruta suculenta, polposa, originarária do cerrado nordestino Brasileiro. A potencialidade antioxidante dessa fruta é carente de estudo porém a utilização de umbu na produção de vinhos, umbuzada, doces, polpa de frutas entre outros, são bastante explorados. Nesse contexto, objetiva-se com este trabalho identificar, quantificar e avaliar o potencial antioxidante dos compostos bioativos de umbu, a partir de polpa de fruta in natura e desidratada por tecnologias de liofilização e por spray dryer. A Caracterização físico-química da polpa de fruta in natura e desidratada foram determinados a fim de conhecer as caracteristicas químicas e nutricionais da matéria prima a ser estudada, cuja amostra desidratada por liofilização apresentou maior concentração de vitamina C (57,14 ± 0,00 mg de AA/100g) e a amostra por spray dryer obteve maior teor de sólidos solúveis (86 ± 0,00). A determinação de vitamina C e sólidos solúveis são atributos importantes para evitar a mascarar os resultados relacionados a concentração de compostos bioativos. A extração de compostos bioativos foi realizado com o auxilio de ultrasson utilizando dois reagentes, etanol e metanol, em diferentes concentrações cuja otimizaçao do extrato de compostos bioativos foi determinado por um planejamento experimental fatorial 22 com variáveis independentes, a massa das amostras e a concentração de reagente (etanol e metanol), e as variaveis dependentes o teor de fenólicos totais e antioxidantes DPPH e ABTS. A capacidade antioxidativa dos extratos obteve maior potencial antioxidante na extração de concentração de solventes (etanol e metanol) a 70%. Foram identificados em cromatógrafo líquido de alta eficiência (HPLC) os compostos fenólicos ácido gálico e rutina em extratos etanólicos a 80% em amostras desidratadas por liofilização.

2017
Descrição
  • CLAUDIA ZUBIOLO PERIOTO
  • Desenvolvimento e Inovação na obtenção de Bio-óleo
  • Orientador : DANIEL PEREIRA DA SILVA
  • Data: 04/12/2017
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  • # resumo indisponível, em processo de patente !

  • ADRIANA LUCIA DA COSTA SOUZA
  • DESENVOLVIMENTO DE NOVOS PRODUTOS PROBIÓTICOS A PARTIR DO CAJU (Anacardium occidentale L.)
  • Orientador : ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
  • Data: 15/09/2017
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  • O termo “probiótico” é o origem grega, e significa “para vida”. A definição, atualmente, aceita internacionalmente é a de que os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro (FAO/WHO, 2002). Tradicionalmente, as culturas probióticas têm sido adicionadas a iogurtes e outros produtos lácteos fermentados. A introdução destes microrganismos em produtos não lácteos permitiria o seu consumo por pessoas intolerantes à lactose, alérgicas às proteínas do leite, hipercolesterolêmicas, que se recusam a ingerir produtos lácteos por razões particulares, como pessoas vegetarianas ou quando estes produtos são inacessíveis. Os sucos de frutas podem representar um meio ideal de veículo de culturas probióticas aos consumidores, uma vez que são consumidos regularmente, sendo este fator essencial para que os probióticos exerçam suas funções. Dessa forma, considerando a relevância dos alimentos funcionais na saúde humana, os benefícios ocasionados pela ingestão de microrganismos probióticos, o apelo de um produto regional e que as fontes alimentares de probióticos ainda são muito limitadas aos produtos lácteos, é de fundamental importância que novos produtos alimentícios probióticos sejam pesquisados, a fim de não só ampliar o mercado desses produtos, mas de servir como opção aos que não podem ou não apreciam o consumo de produtos lácteos. Assim, o objetivo principal deste estudo será de desenvolver um alimento probiótico a partir do caju (Anacardium occidentale L.) com adição de microrganismos probióticos, determinando o crescimento e viabilidade do microrganismo durante o armazenamento, avaliando o Padrão de Identidade e Qualidade e sensorialmente o produto final obtido. Foi feita a inoculação dos probióticos nas polpas e néctares de caju. Foram analisados quanto a viabilidade do microrganismo probiótcio em 24h, 48h, 72h, 7 dias, 15 dias, 21 dias, 30 dias e 60 dias. As análises foram realizadas na Universidade Aberta do Brasil, no laboratório de microbiologia provisório da UFS-Lagarto. Observou a viabilidade do gênero Bacillus durante o tempo do experimento, sendo considerado os produtos probióticos de acordo com a legislação em vigor. Os néctares e polpas de caju inoculados com Bacillus têm um potencial para tornarem-se uma alternativa saudável de produtos probióticos em fontes não lácteas.

  • ALYNE DANTAS LIMA
  • PREPARAÇÃO FARMACÊUTICA PARA APLICAÇÃO NASAL DA ISONIAZIDA
  • Orientador : MARCIO ROBERTO VIANA DOS SANTOS
  • Data: 31/08/2017
  • Tese
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  • Esse trabalho teve como objetivo obtenção e caracterização de um sistema para

    administração da isoniazida (INH) por via nasal. A INH é o fármaco de primeira linha utilizado

    no tratamento da tuberculose, porém sofre metabolismo pré-sistêmico e possui efeitos

    adversos. A via nasal é uma rota alternativa de fármacos, pois promove absorção direta na

    circulação sanguínea. Alguns sistemas estabilizados por tensoativos são capazes de formar

    diferentes estruturas liotrópicas líquido/cristalinas a partir de sistemas menos complexos

    (microemulsões). As microemulsões (MEs) ao entrarem em contato com os fluidos aquosos

    que compõem o muco nasal se ordenam em cristais líquidos (CLs), formando uma matriz de

    liberação do fármaco aumentando o tempo de contato da formulação com a mucosa. Os

    sistemas foram obtidos a partir da construção de diagramas de fases ternários, onde foi

    possível avaliar o comportamento de fases dos sistemas. As formulações selecionadas foram

    caracterizadas por microscopia de luz polarizada (MLP), espalhamento de raios-X a baixo

    ângulo (SAXS) e reologia. Através das micrografias obtidas por MLP, foi possível diferenciar

    os sistemas isotrópicos, como MEs dos anisotrópicos, como CLs de fase hexagonal, o que foi

    confirmado pelos dados obtidos no SAXS. Todas as caracterizações demonstraram que o

    fármaco não interferiu significativamente nas estruturas dos sistemas. Tornando possivel obter

    sistemas prercussores de CLs com potencial para administração nasal da INH.

  • CLÉSIO ANDRADE LIMA
  • Propriedade química e atividade biológica de folhas de Passiflora cincinnata Mast sobre homeostase glicêmica e condição redox em ratos diabéticos tipo I
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 30/08/2017
  • Tese
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  • RESUMO:

    A diabetes é uma patologia complexa e multifatorial de elevada morbidade e mortalidade e, por estes motivos, considerada atualmente uma epidemia, caracterizando-se como um problema de saúde pública mundial. É crescente o tratamento da diabetes e suas complicações, a partir de plantas medicinais em diferentes culturas por suas propriedades hipoglicemiantes. Neste sentido, estudos mostram a utilização de algumas espécies do gênero Passiflora no controle hiperglicêmico e estresse oxidativo associado. A Passiflora cincinnata Mast, nativa de regiões semiáridas, principalmente, nordeste brasileiro, onde são utilizadas popularmente para estes fins. Considerando o potencial farmacológico e medicinal do gênero e a inexistência de trabalhos científicos com a referida espécie, objetivamos investigar as propriedades químicas e atividades biológicas das folhas de Passiflora cincinnata Mast sobre a homeostase glicêmica e condição redox em ratos diabéticos tipo I. Em metodologia qualitativa colorimétrica, evidenciamos presença de diversos grupos de fitoconstituintes com propriedades medicinais. Ao quantificarmos espectofotometricamente, obtivemos maiores valores de fenóis, taninos, flavonoides e flavonóis totais no extrato etanólico (ExEt-PAS, 430.63 ± 46.71; 9,16 ± 0,11; 177,06 ± 2,09; 6,38 ± 0,28) e frações acetato de etila (F.ACT-PAS, 116.46 ± 14.62; 5,96 ± 0,25; 74,06 ± 9,53; 5,79 ± 0,27), metanólica (F.MET-PAS, 64,68 ± 6,61; 4,72 ± 0,22; 42,73 ± 4,23; 3,62 ± 0,10) e butanólica (F.BUT-PAS, 58,23 ± 12,56; 0,57 ± 0,11; 22,15 ± 2,56; 1,27 ± 0,15 µg.g-1), respectivamente. Paralelamente, a capacidade em reduzir o radical DPPH no teste de atividade antioxidante seguiu a mesma ordem, com índice de atividade antioxidante (IAA) de 4,13 ± 0,16 (ExEt-PAS), 2,43 ± 0,86 (F.ACT-PAS), 1,38 ± 0,41 (F.MET-PAS) e 1,19 ± 0,63 (F,BUT-PAS), tendo o ExEt-PAS e F.ACT-PAS resposta similar ao controle ácido gálico, IAA 3,21 ± 0,13. A F.ACT-PAS foi a que melhor apresentou propriedade anti-lipoperóxidativa com valores de TBARs 81,49%, 95,48% e 75,62% inferior aos controles indutor AAPH, FeSO4 e H2O2, respectivamente, na concentração de 200 µg.mL-1. Além disso, a F.ACT-PAS apresentou melhor potencial anti-α-amilase em inibir 50% da mesma comparado ao controle Acarbose (CE50: 6,49 ± 0,11 e 12,01 ± 0,4 µg.mL-1, respectivamente). A F.ACT-PAS apresentou atividade antihiperglicemiante pós-prandial em concentrações de 50 e 100 mg.kg-1 em teste de TOTG. Ao analisarmos a F.ACT-PAS em CLAE-UV-DAD constatamos a presença dos flavonoides isovitexina, orientina e isoorientina. E, utilizando-se do método de viabilidade celular por MTT, contatamos que a F.ACT-PAS não apresentou citotoxicidade em concentrações inferiores a 100 µg.mL-1, com viabilidade celular superior a 70%. Por fim, em teste subcrônico, ingestão por 15 dias de solução contendo 50 mg.kg-1 dos fitoconstituintes presentes na F.ACT-PAS, em ratos diabeticos tipo 1, induzidos por STZ, observamos melhora (redução) significativa p < 0,05 nos níveis de glicose plasmáticos de 49,80% em relação ao grupo controle diabético. Bem como, aumento significativo 11,37% (p<0,05) da massa corporal total dos mesmos, semelhante (p>0,05) ao grupo controle não diabético com 17,26%. O mesmo consumo da F.ACT-PAS também foi positivo na prevenção do estresse oxidativo tecidual, reduzindo p < 0,05 os níveis de TBARs plasmático (68,96%) e pancreático (24,00%), além da oxidação proteica pancreática (55,23%) e cardíaca (39,05) em relação ao grupo controle diabético. Paralelamente, observamos aumento p < 0,05 nos níveis de sulfidrilas totais plasmático (167%), pancreático (65,16%), hepático (825,27%) e cardíaco (434,57%) em relação ao controle diabético. Contudo, concluímos que as folhas de P. cincinnata Mast apresentam uma diversidade de fitoconstituintes com propriedades medicinais, principalmente compostos derivados fenólicos como os flavonoides isovitexina, orientina e isoorientina encontrados na fração acetato de etila. O que foi responsável, possivelmente, por esta fração apresentar excelente atividade antioxidante, antilipoperóxidativa e inibidora da enzima α-amilase, com resposta hipoglicemiante, antidiabética, redox protetora pancreática a animais diabético tipo 1, sem efeito citotóxico. No entanto, estudos serão realizados a fim de elucidar os mecanismos responsáveis pelos resultados observados.

  • JOICE CORREIA DOS SANTOS
  • BIOPROCESSO PARA A PRODUÇÃO DE GOMA XANTANA POR FERMENTAÇÃO SUBMERSA UTILIZANDO RESÍDUOS AGROINDUSTRIAIS COMO SUBSTRATO
  • Orientador : ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
  • Data: 30/08/2017
  • Tese
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  • Uma das formas promissoras para o aproveitamento de resíduos agroindustriais é através do desenvolvimento de processos biotecnológicos para a produção de um grande número de metabólicos de interesse industrial como, por exemplo, a goma xantana. A goma xantana é um exopolissacarídeo natural com inúmeras aplicações industriais devido às suas proeminentes propriedades, como biocompatibilidade, biodegrabilidade, não toxicidade e renovabilidade, é obtida por processo fermentativo usando a bactéria Xanthomonas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a produção da goma xantana por fermentação aeróbica da Xanthomonas campestris ATCC 13951, utilizando soro de leite e casca de maracujá como substrato, com a intenção de promover a diminuição ou eliminação total da necessidade de adicionar suplementos ao meio fermentativo. Por meio do Delineamento Composto Central (CCD) foi verificado o efeito simultâneo de três variáveis independentes (concentração de sacarose, lactose e extrato de casca de maracujá) em agitador orbital utilizando a cepa Xanthomonas campestris ATCC 13951 obtendo como variável resposta a máxima produção de goma xantana e biomassa. Os resultados obtidos a partir dos onze ensaios do planejamento experimental (CCD) indicaram que todas as variáveis influenciaram positivamente na produção da goma xantana e da biomassa. Máxima produção de goma xantana foi observada após 72 h utilizando 30 g/L de lactose do soro suplementado com 10 g/L de sacarose e 20% de extrato da casca de maracujá, obtendo-se 35,15 g/L. O segundo planejamento avaliou o efeito da composição do meio de cultivo soro: extrato (suplementado ou sem suplementação) e do pré-tratamento de hidrólise da casca de maracujá, obtendo-se como resposta a máxima produção de goma xantana (14,81g/L) após 72 h, utilizando o soro: extrato (submetido a hidrolise ácida) e suplementado com K2HPO4. No entanto, a viscosidade máxima foi encontrada para o meio sem suplementação (510 mPa.s), demonstrando que os rendimentos mais elevados não estão relacionados com a qualidade da goma obtida.

  • JULIANE CABRAL SILVA
  • "PRODUTO BIOTECNOLÓGICO CONTENDO FARNESOL REDUZ A NOCICEPÇÃO EM MODELOS DE DOR OROFACIAL".
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 07/06/2017
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  • O Farnesol é um sesquiterpeno de ocorrência natural presente no óleo essencial de diversas espécies vegetais, como “capim-limão”, “camomila” e “citronela” com potencial emprego como analgésico, contudo, sua baixa solubilidade em água e curta meia-vida plasmática são empecilhos para o uso farmacológico. Complexos de inclusão contendo β-ciclodextrina tem sido extensivamente utilizado para melhorar as propriedades químicas e farmacológicas de moléculas lipossolúveis. Neste contexto, o presente projeto teve como objetivo desenvolver biotecnologicamente e avaliar o efeito farmacológico do Farnesol e de seu complexo de inclusão em β-ciclodextrina sobre a dor orofacial em camundongos. Inicialmente, as amostras foram obtidas pelos métodos da mistura física, malaxagem e co-evaporação e avaliadas físico-quimicamente quanto ao melhor método de inclusão supramolecular. Para tal, foram pesados 222,37 mg do farnesol e 1135 mg da β-ciclodextrina na razão molar de 1:1, baseado no peso molecular dos constituintes da formulação. Na sequência, as amostras foram caracterizadas pelas técnicas de calorimetria exploratória diferencial (DSC), titulação de Karl Fisher, espectroscopia de absorção na região do infravermelho com transformada de Fourier (FT-IR) e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Para avaliação do efeito farmacológico foram realizados os modelos de dor orofacial induzido por formalina, glutamato e capsaicina; o teste de rota-rod e o estudo toxicológico. Os resultados demonstraram que o método da co-evaporação exibiu um melhor perfil de complexação, pois apresentou cristais menores e disformes em relação aos demais métodos, atrelado ao resultado de Karl Fisher que demonstrou que este método foi capaz de substituir uma maior quantidade de moléculas de água por moléculas de farnesol. No teste de dor orofacial induzida por formalina, os resultados apresentados demonstram que o Farnesol e o seu complexo nas doses de 50 e 100 mg/kg reduziram significativamente (p<0,001) o tempo de fricção na face em ambas as fases, efeito também produzido pela morfina (10 mg/kg). Nos testes de dor orofacial induzida por capsaicina e glutamato, os resultados foram semelhantes ao demonstrado no teste de dor orofacial induzida por formalina. No teste de Rota-rod não houve alteração motora nos grupos tratados com Farnesol e seu complexo. No estudo toxicológico não houve mortes, nem alterações macroscópicas dos órgãos nos grupos tratados. Conclui-se que o complexo de inclusão contendo farnesol em β-ciclodextrina é um potencial terapêutico de baixa toxicidade, com valor biotecnológico para o tratamento de dor orofacial.

  • PRISCILLA SANTANA SANTOS
  • Diversidade genética, caracterização física e físico-química e identificação de compostos antioxidantes presentes na mangabeira (Hancornia speciosa var. speciosa Gomes) da Bahia e Sergipe
  • Orientador : LISIANE DOS SANTOS FREITAS
  • Data: 29/05/2017
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  • Resumo:
    A mangabeira é uma espécie arbórea nativa do Brasil, a qual se caracteriza como um recurso genético de importância socioeconômica na agroindústria brasileira, principalmente na fabricação de polpas e sorvetes. O estado de Sergipe é o principal produtor nacional da fruta da mangabeira, denominada mangaba. O objetivo do presente trabalho é estimar a variabilidade genética da mangabeira, extrair e caracterizar compostos antioxidantes presentes na fruta. Para isso, foram realizados experimentos de caracterização molecular por marcadores ISSR de 36 acessos de mangabeira provenientes do Banco Ativo de Germoplasma de Mangaba da Embrapa, desenvolvimento de metodologias de extração da polpa de mangaba liofilizada e caracterização físico-química e química dos frutos da mangaba. Os resultados revelaram grande variabilidade genética entre os acessos de mangaba, o melhor método de extração para compostos fenólicos foi o ultrassom e a identificação e quantificação dos compostos antioxidantes presentes na fruta revelaram altas concentrações de compostos fenólicos, sendo que foi possível quantificar a rutina, ácido clorogênico e ácido ferúlico.

  • ANTONIO WILSON MACEDO DE CARVALHO COSTA
  • Produção de biossorvente magnetizado, a base de biopolímeros do tipo polissacarídeo, para remoção de cromo (VI) de efluentes industriais.
  • Orientador : ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
  • Data: 25/05/2017
  • Tese
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  • Resumo

    Com o desenvolvimento industrial e urbano, dos últimos anos, há uma crescente carga de metais pesados, especialmente o cromo hexavalente, Cr(VI), descartados ao meio ambiente, sendo necessário o estudo de novas técnicas e processos de remoção destas cargas poluidoras dos efluentes industriais. Neste sentido, a biossorção tem atraído bastante atenção, pois se apresenta como um método eficaz, econômico, com alta seletividade em nível molecular, além de um baixo consumo energético. O objetivo principal desse trabalho é a produção de um biossorvente a base de biopolímeros do tipo polissacarídeo provenientes de rejeitos agrícolas de fibra de Cocos Nucifera com características superparamagnética, capaz de adsorver íons cromo hexavalente, Cr(VI), em efluentes, facilmente aplicável a indústrias, como uma alternativa técnica e econômica viável, ampliando as estratégias de controle de poluentes e minimizando os impactos ambientais. Com essa finalidade foi proposta rotas de síntese de coprecipitação de nanoparticulas de magnetita, em baixas concentrações de forma a prover propriedade magnética à biomassa presente nas fibras do Cocos Nucifera provenientes de rejeitos agroindustriais. No processo de biossorção dos íons cromo hexavalente, Cr(VI) pelos biossorventes foram avaliados os parâmetros cinéticos e termodinâmicos para determinar o tempo de equilíbrio do processo, as condições ótimas de pH, temperatura e concentração inicial dos biossorventes, granulometria e porosidade do material, em estudos detalhados, dos mecanismos do processo de biossorção, bem como de estudos cinéticos e termodinâmicos, definindo os modelos de equilíbrio e, caracterizando os biossorvente pelas técnicas de microscopia eletrônica de varredura, espectrometria de infravermelho por transformada de Fourier, difratometria de raios-X e fluorescência de raios-X, permitindo, em conjunto com a análise dos parâmetros cinético-termodinâmicos, avaliar o mecanismo do processo de adsorção, facilitando sua possível aplicação em escala industrial em processos econômicos como uma alternativa de baixo custo, com matérias primas provenientes de rejeitos agroindustriais, tendo seu valor agregado aumentado pela sua possível aplicação em processo de adsorção com objetivo de remediar sério problema ambiental.

  • MATHEUS ISMERIM SILVA SANTOS
  • Biodegradação do herbicida pendimetalina: modelagem molecular do citocromo P450 e potencial biotecnológico de isolados de Burkholderia sp. e Methylobacterium radiotolerans
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 30/03/2017
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  • RESUMO:

    A biorremediação utiliza processos microbiológicos com potencial para degradação de contaminantes xenobióticos e sua transformação em substâncias inertes. O volume de informações genéticas e bioquímicas disponíveis nos bancos de dados atualmente oferecem subsídios para a seleção de microrganismos e modelagem de enzimas envolvidas em vias de degradação de compostos poluentes. Tais condições estimularam a aplicação de ferramentas de bioinformática existentes para prospectar microrganismos de interesse biotecnológico que possam ser utilizados na biorremediação de áreas contaminadas com xenobióticos herbicidas. Foi realizado levantamento de enzimas competentes para transformação do herbicida pendimetalina na literatura e em bancos de dados públicos. As sequências homólogas de aminoácidos de citocromos P450 bacterianos foram obtidas no database do NCBI utilizando a ferramenta BLASTP a partir da sequência query CYP1A1 humana (NP000490). O alinhamento das seqüências de aminoácidos e análise filogenética pelo método Neighbor-Joining foram realizados utilizando aplicações do software MEGA. A modelagem estrutural da enzima de uma espécie de cada grupo filético foi realizada utilizando os programas: Modeller 9.12; SWISS-MODEL e Robbeta Server. Os modelos proteicos foram avaliados quanto a sua qualidade em relação aos parâmetros de TM-score, RMSD e valores de Ramachandran. Ensaios de acoplamento entre os compostos (ligantes) e as enzimas (receptores) foram realizadas in silico utilizando o programa PyRx - Virtual Screening Tool, implementando o algoritmo Vina 2.0. Os complexos ligante-receptor formados nos ensaios de docking molecular apresentam afinidade energética teórica (∆G) favorável para a interação similares ao controle experimental de CYP1A1 humana. Espécies bacterianas candidatas isoladas de solo foram cultivadas em meio salino contendo o herbicida como única fonte de carbono (MSPEN) e outro contendo glicose como fonte extra de carbono (MSPENGLI). A degradação foi monitorada por GC-MS. Cepas bacterianas de Burkholderia sp. e Methylobacterium radiotolerans confirmaram a predição computacional e realizaram degradação de até 65 e 55%, respectivamente, do herbicida pendimetalina. Tais achados contribuem para a expansão do conhecimento sobre a competência de isolados desses dois gêneros bacterianos para a degradação de xenobióticos herbicidas e potencial biotecnológico para a degradação e a biorremediação de áreas contaminadas com pendimetalina.

  • TAÍS SANTOS SAMPAIO
  • " Diversidade química, isolamento do ácido nerólico e atividade antifúngica de óleos essenciais de Myrcia ovata Cambess., seus compostos majoritários e formulações "
  • Orientador : ARIE FITZGERALD BLANK
  • Data: 29/03/2017
  • Tese
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  • Myrcia ovata Cambess. é uma espécie medicinal aromática originária dos trópicos da América do Sul. No Brasil ocorre principalmente nos Estados de Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro no domínio da Mata Atlântica. Suas folhas de odor cítrico forte são empregadas na medicina popular no tratamento de doenças gástricas e diarreias. Diversas propriedades farmacológicas foram comprovadas para o seu óleo essencial, tais como anti-inflamatórias, antinociceptivas, antibacterianas e inseticida. O objetivo do presente trabalho foi caracterizar a diversidade química do óleo essencial das folhas de Myrcia ovata Cambess. coletadas no município de Japaratuba-SE, avaliar o potencial fungicida dos óleos essenciais sobre alguns fungos fitopatogênicos Fusarium solani, Furarium pallidoroseum, Colletotrichum musae e o Lasiodiplodia theobromae, avaliar o efeito sinergismo/antagonismo a partir dos seus compostos majoritários isoladamente, preparar e caracterizar bioformulações e o isolamento e caracterização do ácido nerólico, que foi considerado marcador químico de Myrcia ovata Cambess. no Estado de Sergipe. Grande diversidade química foi observada entre as plantas amostradas, que através da análise de agrupamento, se distribuíram dentro de seis grupos químicos. Os compostos encontrados em maior quantidade foram ácido nerólico, linalol, geraniol, neral, geranial, (E)-nerolidol e isopulegol. Os óleos essenciais dos grupos I, II, III, IV e VI proporcionaram o máximo de inibição do crescimento micelial de F. solani em todas as concentrações testadas, alcançando porcentagem de inibição do crescimento micelial (PIC) de 100,0% após 96 horas de incubação. Os óleos mais promissores foram o II (MYRO-175), III (MYRO-156) e o VI (MYRO-015) apresentando valores de CIM (Concentração Inibitória Mínima) de 0,5 μL.mL-1 e CFM (Concentração Fungicida Mínima) de 1,0 μL.mL-1. Os óleos dos quimiotipos MYRO-160, MYRO-175, MYRO-156- MYRO-154, MYRO-178 e MYRO-165 e seus compostos majoritários ácido nerólico, linalol, geraniol, citral (neral + geranial) e (E)-nerolidol exibiram atividade fungicida sobre F. pallidoroseum e o C. musae, L. Theobromae. Foi possível confirmar que tais compostos são responsáveis pela atividade exibida pelos óleos essenciais que os contém. As bioformulações mostram-se bastante promissoras frente ao fungo L.theobromae exibindo valores de PIC (Porcentagem de Concentração Inibitória) de 100% em teores 82 vezes menor que nos óleos essenciais puros. O isolamento e purificação do ácido nerólico a partir do quimiotipo MYROO-160 de M.ovata foi obtido com êxito, obtendo 99,5% de rendimento. O MYRO-160 o ácido nerólico e o seu isômero ácido gerânico foram testados sobre os 4 fungos: F.solani, F. pallidoroseum, C. musae e L. Theobromae obtendo-se PIC de 100% em quase todas concentrações testadas. Deve-se ressaltar que não se pode descartar a possível atividade antifúngica das substâncias minoritárias presentes no óleo essencial da espécie estudada. Tais resultados evidenciam a existência de diferentes tipos químicos dentro da espécie Myrcia. O conhecimento da variabilidade química apresentada pelas plantas de M. ovata pode abrir caminhos para a conservação e utilização dos recursos genéticos da espécie, bem como para o estudo de outras potencialidades medicinais, fitopatológicas e entomológicas. Devido à atividade fungicida observada, o óleo essencial da espécie constitui uma fonte potencial de matéria prima para o desenvolvimento de bioprodutos para o controle de fungos fitopatogênicos na agricultura.

  • SAMUEL BRUNO DOS SANTOS
  • Atividade antioxidante e antimicrobiana da entrecasca de Maytenus rigida.
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 06/03/2017
  • Tese
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  • As espécies de Maytenus são encontradas em diferentes formações vegetais, como a Mata Atlântica (M. distichophylla Mart. ex Reissek, M. macrophylla Mart.), Mata de Altitude (M. erythroxylon Reiss.), Campo Rupestre (M. opaca Reiss.), entretanto foi registrado um maior número de espécies em ambientes com vegetação de Caatinga (M. truncata Reiss., M. imbricata Mart. ex Reiss., M. ilicifolia Mart. ex Reiss., M. catingarum Reiss., M. impressa Reiss., M. obtusifolia Mart.), distribuídas predominantemente entre a Bahia e o Ceará. A espécie Maytenus rigida (Celastracea), considerada nativa no nordeste do Brasil é encontrada em ambientes de caatinga e cerrado e se destaca entre todas as demais espécies de Maytenus citadas anteriormente por uma maior distribuição em todo o território brasileiro.

    A espécie Maytenus. rigida, conhecida como “bom-homem”, “bom-nome”, “cabelode- negro”, “casca-grossa” ou “pau-de-colher”, é endêmica do Brasil e está presente nos biomas Mata Atlântica e Caatinga, destacando-se nos estados de Sergipe, Bahia e Alagoas. Na medicina popular, é conhecida como ‘barbatimão’, sendo uma árvore de pequeno porte, a entrecasca do caule apresenta propriedades terapêuticas, sendo empregada nos casos de dores em geral, infecções e inflamações e suas folhas utilizadas topicamente na cicatrização, problemas dermatológicos, e em especial na Tinea pedis.

    Dada sua importância medicinal no estado de Sergipe, este trabalho se propôs avaliar o perfil fitoquímico do extrato hidroetanólico da entrecasca (EHEE) e de suas fases, bem como o potencial redox protetor, antimicrobiano, citotoxicidade, antiparasitário e cicatrizante.

    Para tanto, foram coletadas entrecascas para preparo de extratos e frações. A partir do extrato hidroetanólico das entrecascas (EHEE) foram produzidas as fases hexânica (FHX), clorofórmica (FCL), acetato de etíla (FACE) e hidrometanólica (FHME). Destas fases, foram utilizadas para os testes químicos e biológicos.

    Em relação à caracterização química, foram realizados testes para determinar flavonoides e prospecção fitoquímica.

    Quanto às análises biológicas, foram realizados testes in vitro. Para estes, foram utilizadas tanto o EHEE como todas as suas fases para antioxidante (DPPH e TBARS), bem como antimicrobiano.

    Diante dos resultados obtidos quanto à caracterização química, fora observado a presença dos seguintes composto (Catequina, flavonas, flavononas, flavonóis, Flavonoides, Taninos flabobênicos e Xantonas) no EHHE e suas fases, além desses compostos a FACE e FCL também apresentaram triterpenóides, saponinas e Leucoantocianidinas. O EHEE apresentou o conteúdo de flavonoides totais em relação às demais amostras, 88 ± 4,2 µg Eq.Quercetina/mg de extrato. Diferentes constituintes químicos como flavonoides, taninos, catequinas, alcaloides e esteroides foram observados no EAF e EHEF. Com relação ao teste antioxidante frente às substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS), realizado com o extrato Hidroeltanólico (55,77% ± 4,11) e as frações de hexânica (86,43% ± 1,07), hidrometanólica (85,55% ± 3,231) e acetato de etila (95,75% ± 2,32). A Determinação poder redox por DPPH fora utilizados o EHEE (1,46 ± 0,01) e FACE (0,72 ± 0,03 para CE50).

    Foi observada atividade antimicrobiana do EAF frente às bactérias Gram-positivas: Staphylococcus aureus, Enterococcus durans/hirae e Gram-negativas: Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli e Enterobacter aerogenes, com valores de halos de inibição que variaram de 7 a 10mm para S. aureous, 6 a 8mm para E. coli, 6 a 7 mm para E. duran, 5 a 18mm para E. aerogenes e 8 mm para K. pneumoniae.

    Portanto, diante do exposto, pode-se afirmar que M. rigida apresenta potencial redox protetor e antimicrobiano, sendo que a fase com acetato de etíla apresentou os melhores resultados.

  • KELLY CRISTINA DOS SANTOS TEIXEIRA
  • Genipa americana L.: caracterização química e potencial biológico
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 22/02/2017
  • Tese
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  • RESUMO:

    A Genipa americana L. é planta nativa das Américas Central, distribuída pela Ásia, África, América do Norte e América do Sul, largamente utilizada como alimento e produto medicinal. As pesquisas desenvolvidas para conhecimento da composição química, atividade antioxidante e antimicrobiana tem se mostrado de interesse para a produção de fármacos eficientes. Estudos com frutos possibilitaram o isolamento de genipina, dois ciclopentanoide monoterpenos e ácidos genipico e genipinico. Das folhas, pode ser isolado o ácido geniposidico. A genipa reage com aminas primárias o que promove uma baixa citotoxicidade quando comparada ao glutaraldeído. Isto garante biocompatibilidade dos seus produtos. A presente pesquisa tem por objetivo avaliar a atividade antioxidante, antimicrobiana e cicatrização do gel do extrato da folha e entrecasca, bem como avaliar a sua composição química. A avaliação da composição química por meio de metodologia qualitativa relacionada a colorimetria dos compostos evidenciou a presença de grupos químicos de importância para a planta. Percebeu-se que os extratos hidroetanólico da folha (EHEF), extrato hidroetanólico da entrecasca (EHEE) e extrato clorofórmio da folha (ECLF) apresenta esteroides, taninos flababênicos, flavonoides, flavonas e flavonóis. Saponinas foram observadas em todos os extratos, exceto ECLF. Para condução dos trabalhos foi realizado o teste de viabilidade celular dos extratos, sob a metodologia MTT, observando o extrato que apresente porcentagem de células viáveis acima de 25%. O EHEF apresentou mais de 100% de células viáveis nas concentrações de 30,100, e 300 µg.mL-1 ; o EHEE mostrou viabilidade de 37,13% na concentração de 300 µg.mL-1 , ultrapassando os 70% nas demais concentrações. A menor porcentagem de viabilidade foi observada no ECLF, na concentração 100 µg.mL-1 , 27,2%, não ultrapassando os 36,86% nas demais concentrações.A atividade antioxidante foi medida por base do potencial de inibição de radicais livres, usando o radical sintético DPPH, e por meio da redução a malonaldeído pela técnica de lipoperoxidação. O potencial de inibição do EHEF mostrou ser significativamente diferente dos valores do EHEE e ECLF, respectivamente, 61,05%, 47,82% e 36,57%. A atividade antioxidante utilizando o indutor FeSO4 da lipoperoxidação resultou em um potencial indutor moderado no EHEF, baixo em EHEE e alto em ECLF.Os testes antimicrobianos foram analisados preliminarmente para difusão do microorganismo no meio e avaliação do diâmetro do halo em Bactérias Gram negativa Klebsiella pneumoniae derivada ATCC 700603, Escherichia coli derivada ATCC 25922, Enterobacter aerogenes (ATCC 13 048); e Gram positiva Staphylococcus aureus ATCC 25 923, e Enterococcus durans/hirae (SS1225/ IAL 03/10)). Os extratos, EHEF, EHEE, ECLF e fases clorofórmica, clorofórmica com 10% de metanol e clorofórmica com 20% de metanol, foram diluído em DMSO (1%) e preparação das concentrações de 100μg/mL. Observou-se formação de halos de inibição em todos os microorganismos quando utilizada a fase clorofórmica com 20% de metanol do extrato hidroetanólico da folha. Após análise dos testes de solubilidade foi avaliada a possibilidade de formulação de um gel a partir do extrato hidroetanólico da folha. O gel será utilizado no experimento in vivo para avaliação de atividade cicatrizante do extrato da folha, este sendo o de resultados mais significativos sobre a atividade biológica. Outras pesquisas serão empreendidas com a finalidade de elucidar a composição e ação biológica dos extratos advindos da folha e entrecasca da G. americana.

  • CLISIANE CARLA DE SOUZA SANTOS
  • Schinopsis brasiliensis: Caracterização química e potencial biológico.
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 21/02/2017
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  • RESUMO:

    A Schinopsis brasiliensis Engl. (Anacadiaceae) é uma planta muito utilizada na medicina popular para o tratamento de várias doenças, essa abordagem etnofarmacológica levou a investigação fitoquímica e avaliação das atividades biológicas da casca e folha desta espécie. Os constituintes químicos do extrato hidroetanólico (EHE) e fração acetato de etila (FAE) da casca, juntamente com óleo essencial da folha (OE), foram caracterizados por técnicas cromatográficas e espectrométricas (CL/EM, RMN, CG/EM). Três substâncias inéditas derivadas de ácido gálico glicosilado foram isoladas da casca: (3SB5_24) 3,4,5-trimetoxifenil-1-O-(6-O-galoil) glucopiranosídeo, (3SB5_10) 4-hidroxil-2-metoxifenil-1-O-(6-O-galoil) glucopiranosídeo, (3SB4_10) 4-(9-hidroxipropil)-2,6-dimetoxifenil-1-O-(6-O-galoil) glucopiranosídeo, além de 9 moléculas já descritas na literatura. Quanto a quantificação do ácido gálico (marcador químico), a FAE apresentou maior concentração, com 5,4%, enquanto o EHE com 1,65%. A caracterização fitoquímica do óleo essencial da folha evidenciou a presença principalmente de sesquiterpenos, apresentando como substâncias majoritárias o epi-globulol, cariofileno, α-felandreno e biciclogermacreno. A atividade antimicrobiana foi avaliada utilizando a metodologia padrão internacional do CLSI/NCCLS. O extrato hidroetanólico (EHE) e as frações acetato de etila (FAE), hidrometanólica (FHM) e hexânica (FHX) apresentaram atividade antimicrobiana, com CMI de 78 µg/mL frente ao fungo Cryptococcus neoformans. O OE foi ativo frente aos microrganismos C. neoformans, Mycobacterium fortuitum e Staphylococcus aureus, com concentração mínima inibitória (CMI) de 78, 156 e 312 µg/mL, respectivamente. A partir da técnica de bioautografria utilizando CCD, foi evidenciado que as substâncias ativas do OE contra o fungo C. neoformans foram epi-globulol e terpineol. Além disso, a associação entre o OE e os fungicidas anfotericina B (AMB) e fluconazol (FLU), apresentaram efeitos aditivo e indiferente, respectivamente. Com relação ao EHE, FAE e FHM, as associações com os fungicidas potencializaram as atividades, sendo capaz de reduzir a CMI. Foram realizados também testes leishmanicida, mas somente o OE apresentou atividade frente ao protozoário Leishmania braziliensis. O teste de hemólise revelou que apenas a fração clorofórmica (FCL) possui ação hemolítica. Os testes farmacológicos envolvendo os métodos da placa quente, formalina e bolha de ar subcutânea (SAP) em camundongos, revelaram o efeito antinociceptivo do EHE e da FAE (ambos na dose de 100 mg/kg). Com relação a atividade anti-inflamatória, a FAE (100mg/kg) foi capaz de reduzir em 44,1% a quantidade da citocina TNF-α, esse resultado foi atribuído a presença de ácido gálico nesta fração, sugerindo uma possível ação anti-inflamatória.

  • KARLA CRISTINA SANTOS FREIRE
  • Prospecção da Comunidade Microbiana de Mangue de Sergipe para Aplicação em Processo de Biorremediacao .
  • Data: 21/02/2017
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  • Manguezais tropicais são considerados um dos ecossistemas mais produtivos do mundo, sendo caracterizados pela alta taxa de ciclagem de matéria orgânica e nutrientes que ocorre entre os oceanos e os ambientes terrestres. A contaminação do solo de manguezal por hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) tem como causa, a ação antropogênica devido à produção destes pela indústria, extração, transporte e refino do petróleo e de seus derivados. Microrganismos presentes neste ecossistema são uma das alternativas de degradação de HPAs através da biorremediação. Diante disso, este estudo propõe-se em caracterizar e investigar a biodegradação in vitro do fluoranteno, fenantreno e pireno utilizando microorganismos nativos de sedimentos de três áreas preservadas de manguezal de Sergipe, assim como, desenvolver o encapsulamento de consórcios bacterianos biodegradadores de HPAs. As amostras foram coletadas em triplicatas em três regiões de Sergipe. Foram aferidas as características físico-químicas dos sedimentos coletados, como condutividade elétrica, pH e salinidade, granulometria e matéria orgânica. Em seguida amostras dos sedimentos foram enriquecidas e inseridas em meio salino MSM com a adição dos HPAs: fenantreno (Fen), fluorantreno (Flu) e pireno (Pir) nas concentrações de 10 e 50 mg.L-1, ph aferido para 7,2. Após o preparo do inoculo, as amostras foram submetidas à rotação de 150 rpm em shaker, a 20ºC ±2 por 14 dias, onde foram aferidas as concentrações de HPAs residuais por cromatografia gasosa por ionização em chama (GC-FID). Ao final, amostras foram inoculadas em ágar nutriente para avaliação de crescimento microbiano e isolamento, para identificação através de sequenciamento. Os dados de altura dos picos (GC-FID) referentes à intensidade dos picos no cromatograma, correspondentes aos tempos de retenção dos HPAs, foram apresentados na forma de valores percentuais de detecção. Os valores das propriedades físico-químicas selecionadas para as amostras de solo caracterizaram os sedimentos das diferentes regiões do estado, com o intuito de se verificar as possíveis influências destes sobre os processos biológicos e químicos dos meios, além de revelar características próprias de cada região coletada. Observou-se também o desenvolvimento significativo de bactérias coco, cocobacilos e bacilos Gram negativas. As áreas de picos dos HPAs sofreram redução significativa entre os dados iniciais (dia 0) e finais (dia 13) nas concentrações analisadas, correspondendo a uma redução de 100% dos HPAs na concentração de 10 mg.L-1 pelas bactérias das regiões de Brejo Grande e Ponta do Saco. Redução que também é observada nas concentrações de 50 mg.L-1 dos HPAs, com índices superiores à 70%, com exceção do Fen que obteve 30% de degradação pelas bactérias da região de Matapoã. Com relação ao encapsulamento dos consócios bacterianos HPA-degradantes, observou-se que o consórcio 1 (C01) e consórcio 2 (C02) com três estirpes bacterianas distintas foram os que melhor se adaptaram as condições necessárias, sendo então usadas para os testes de biodegradação. Verificou-se que as cápsulas bacterianas de C01 apresentaram as maiores taxas de degradação, com 29,80% (Flu), 58,01% (Pir) e 69,71% (Fen) na maior concentração observada. Diante dos resultados obtidos, observa-se que os manguezais possuem características exclusivas, com a presença de organismos distintos, revelando um potencial na biorremediação, além de outros produtos biotecnológicos e industriais a serem explorados.


  • MERCIA FREITAS ALVES
  • Estudo fitoquímico, genético e atividade antifúngica do óleo essencial de Myrcia lundiana Kiaersk
  • Orientador : ARIE FITZGERALD BLANK
  • Data: 21/02/2017
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    O objetivo deste trabalho foi caracterizar quimicamente, avaliar a diversidade genética e a atividade antifúngica de quimiotipos de Myrcia lundiana coletadas no Parque Nacional da Serra de Itabaiana, munícipio de Areia Branca/SE. Grande diversidade química foi observada entre as plantas de Myrcia lundiana estudadas. Os compostos encontrados em maior quantidade foram ácido nerólico, neral, geranial, isopulegol, iso isopulegol, 1,8-cineol e β-pineno, que definiram a formação de três grupos de acordo com a composição química e análise de agrupamento. Trinta e cinco primers foram testados, e 20 deles foram polimórficos, resultando em 135 bandas polimórficas e informativas. As plantas foram divididas em três grupos através da análise de agrupamento pela média aritmética não ponderada e análise de estrutura. Na matriz de similaridade de Jaccard houve variação de 0,15 a 0,87. As plantas MLU-014 e MLU-015 apresentaram baixa diversidade genética com índice de similaridade de 0,87. Por outro lado, os pares de plantas MLU-007 e MLU-019, apresentaram alta diversidade, com índice de similaridade de 0,15. A diversidade genética das plantas M. lundiana é intermediária, e sua expansão é necessária. As plantas MLU-026 e MLU-028 são as mais adequadas para a seleção em programas de melhoramento, uma vez que representam claramente toda a diversidade presente nas plantas. Os óleos essenciais de três quimiotipos de M. lundiana: MLU-005, MLU-019 e MLU-022 e os compostos majoritários 1,8-cineol, isopulegol e citral (neral + geranial) exibiram atividade antifúngica sobre os fungos Lasiodiplodia theobromae, Fusarium pallidoroseum, Fusarium solani e Colletotrichum musae. Os óleos essenciais de quimiotipos de M. lundiana e seus compostos majoritários isopulegol e citral apresentaram potencial para o controle dos fitopatógenos, podendo ser considerados como uma alternativa aos fungicidas, uma vez que em concentrações mais baixas apresentaram efeito inibitório e fungicida frente a estes organismos

  • ROSANA BARROSO FEITOSA ALCANTARA
  • “Conservação in vitro, diversidade genética, quimica e atividade formicida do óleo essencial de Hyptis pectinataL. Poit "
  • Orientador : MARIA DE FATIMA ARRIGONI BLANK
  • Data: 20/02/2017
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    O objetivo deste trabalho foi desenvolver protocolo de conservação in vitro, analisar a composição química das plantas conservadas in vitro e propagadas convencionalmente, avaliar a diversidade genética e química de plantas nativas do Estado de Sergipe e investigar o potencial formicida dos óleos essenciais de Hyptis pectinata. As plantas de H. pectinata foram conservadas sob regime de crescimento lento por um período de 270 dias, utilizando 25% dos sais MS na temperatura de 18ºC. Os óleos essenciais das plantas após a conservação e propagadas convencionalmente mostraram uma composição semelhante, variando apenas nos teores de cada constituinte. Os compostos encontrados em maiores concentrações nos óleos essenciais das populações nativas do Estado de Sergipe foram β-elemeno, β-cariofileno, germacreno D, (Z)-β-guaieno, óxido de cariofileno e calamusenona, os quais definiram a formação de dois grupos de acordo com a composição química e análise de agrupamento. Dos 34 primers testados para análise da diversidade genética, nove forneceram produtos de amplificação reprodutíveis e analisáveis, revelando 67 bandas com 100% de polimorfismo. Os indivíduos de H. pectinata coletados no Estado de Sergipe apresentaram baixa diversidade genética. Os óleos essenciais de H. pectinata e seus compostos majoritários foram eficientes no controle das formigas cortadeiras. As doses e concentrações necessárias para matar 50 % das populações de formigas variaram de 3,48 a 8,18 mg mg-1 e 0,59 a 2,15 mL L-1, respectivamente. Os óleos essenciais dos quimiotipos β-cariofileno e calamusenona foram cerca de 1,9 e 3,8 vezes para Acromyrmex balzani, e de 1,3 vezes para Atta sexdens rubropilosa mais potentes que seus respectivos compostos isolados, quando aplicados por contato. A maioria das misturas binárias dos compostos majoritários do óleo essencial de H. pectinata demonstraram um efeito aditivo, onde apenas alguns casos resultaram em antagonismo entre as moléculas.

  • MARIA TEREZINHA SANTOS LEITE NETA
  • Processo Biotecnológico para a obtenção de bioaromas pelo uso de resíduos agroindustriais através da utilização de basidiomicetos e leveduras;
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 20/02/2017
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    A demanda industrial por compostos de origem natural está aumentando constantemente. Concomitantemente, o volume de subprodutos disponíveis da indústria de alimentos está crescendo, como os resíduos agroindustriais. Muitos desses resíduos contêm nutrientes, tais como lípidos ou aminoácidos, que podem atuar como precursores de compostos de aromas. A utilização de bioprocessos fermentativos é uma das ferramentas para obtenção desses compostos naturais. Diante desse contexto, esse trabalho teve como principal finalidade utilizar resíduos agroindustriais de açaí, graviola, maracujá, cajá-umbu, goiaba e abacaxi para a produção de compostos voláteis de aroma através da fermentação submersa utilizando na primeira parte do trabalho a levedura Kloeckera apiculata isolada do morango e na segunda parte três diferentes cepas de basidiomicetos: Auriporiaaurulenta, Tyromicesfloriformis e Wolfiporia cocos. Inicialmente, todos os resíduos foram caracterizados quimicamente (umidade, cinzas, fibras, proteínas, lipídeos, açúcares, acidez titulável, Aw, pH e sólidos solúveis). Em seguida, foram realizadas fermentações da levedura Kloeckera apiculata com meio contendo resíduos de açaí, maracujá, goiaba e abacaxi que foram analisadas sensorialmente. Os compostos voláteis produzidos foram extraídos utilizando a técnica de SPME (Solid Phase Micro Extraction) e analisados por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas. O produto fermentado que obteve melhores resultados foi o de resíduo de maracujá com 49 compostos identificados sendo os mais importantes os ésteres acetato de 2-feniletil (6,25%), acetato de etila (4,79%), seguido por acetato de metila (4,61%) e benzoato de metila (2,80%). Na segunda foram realizadas fermentações com os basidiomicetos Auriporia aurulenta, Tyromices floriformise, Wolfiporiacocos e resíduos de açaí, maracujá, graviola e cajá-umbu. Os compostos voláteis produzidos foram capturados pela técnica de SBSE (Stir Bar Sorptive Extraction) e analisados por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas, como também foram avaliadas sensorialmente. Entre todos os produtos fermentados o que apresentou melhor resultado foi de semente de maracujá com Tyromices floriformis, que produziu em grande quantidade o sesquiterpeno ilangeno (15,09%) no sétimo dia de fermentação. A produção de ilangeno chegou ao máximo no décimo quarto dia de fermentação quando foi produzida a maior quantidade de ilangeno (20%). As principais descrições de aroma para o produto fermentado de resíduo maracujá foram doce, fresh e semelhante a banana.

  • CAMILA SANTOS ALMEIDA PEREIRA
  • Estudo fitoquímico, genético e atividades antibacteriana e antifúngica de Croton tetradenius Baill.
  • Orientador : ARIE FITZGERALD BLANK
  • Data: 20/02/2017
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    PEREIRA-ALMEIDA, C. S. Estudo fitoquímico, genético e atividades antibacteriana e antifúngica de CrotontetradeniusBaill. São Cristóvão: UFS. 83f. (Tese).

    Este trabalho teve como objetivo realizar o estudo fitoquímico e genética e avaliar as atividades antifúngica e antibacteriana de óleos essenciais de plantas de CrotontetradeniusBaill. No estudo da diversidade química do óleo essencial de 37 plantas de C. tetradenius, coletadas no Estado de Sergipe, também avaliou-se o potencial antifúngico do óleo essencial dessa espécie sobre o fungo fitopatogênicoLasiodiplodiatheobromaee também foi avaliada a atividade antibacteriana dos óleos essenciais de C. tetradenius sobre as bactérias Salmonellatyphimurium, Listeriamonocytogenes, Staphylococcus aureus, Escherichia coli e Bacilluscereus. Na avaliaçãoda diversidade genética, através do marcador molecular ISSR, utilizou-se 40 plantas de populações naturais do Estado de Sergipe. No estudo da diversidade química dos óleos essenciais de 37 plantas de C. tetradenius, coletadas no Estado de Sergipe, foram identificados 25 compostos químicos e observou-se baixa diversidade entre os indivíduos. Houve a formação de dois grupos químicos, sendo o grupo 1 constituído por 16 plantas, cujo os compostos majoritários identificados foram a-pineno, p-cimeno, 1,8-cineol, (E)-pinocarveol, cânfora e trans-ascaridol, e o grupo 2 constituído por 21 plantas, sendo os compostos majoritários oa-terpineno, p-cimeno, 1,8-cineol, cânfora, cis-ascaridol e trans-ascaridol. Os óleos essenciais dessa espécie mostraram-se eficientes no controle das bactérias estudadas, apresentando em algumas das concentrações testadas, atividade bactericida. Nas concentrações de 0,5%, 1,0% e 3,0% (v/v) de óleo essencial, as plantas testadas dos 2 grupos químicos, proporcionaram máxima inibição do crescimento micelial (100%) do fungo Lasiodiplodiatheobromae e os óleos essenciais das plantas do grupo 2(CTE413 e CTE502) e o CTE102 do grupo 1apresentaram ação fungicida mais pronunciada. Treze primers foram eficientes para a análise de diversidade genética. Esses primers resultaram em um total de 77 fragmentos amplificados dos quais 94,8% apresentaram polimorfismo. O agrupamento entre os indivíduos, através da similaridade genética de Jaccard, utilizando o método UPGMA, proporcionou a formação de seis grupos distintos. O uso de marcadores ISSR mostrou-se eficiente e possibilitou a formação de um perfil molecular, apresentando polimorfismo suficiente para estimar a variabilidade genética entre os acessos das populações estudadas.

  • KLEBSON SILVA SANTOS
  • Inibição do crescimento de células tumorais humana por extratos de folhas de nim obtidos em extração sequencial por líquido pressurizado.
  • Data: 17/02/2017
  • Tese
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  • RESUMO:

    O câncer é uma das mais comuns causa de morbidade e mortalidade na população mundial. Dados estimativos indicam uma crescente progressão de novos casos e morte por câncer para as próximas décadas. Associado a isso, os tratamentos com drogas sintéticas e radioterapia ainda causam efeitos colaterais que dificultam ainda mais a vida dos pacientes, o que desperta a busca por tratamentos alternativos.Extratos obtidos de folhas de nim têm sido estudos ao longo do tempo devido os seus compostos bioativos, tais como flavonoides e terpenos. Esses biocompostos apresentam efeitos para o controle e prevenção do câncer,atravésde mecanismos de ação como a indução deapoptose e inibição do ciclo celular.Esses compostos podem ser obtidosem extração por líquido pressurizado, que apresenta eficientesolvatação dos compostos alvo, devido a sua elevada seletividade e permitir a utilização de solventes polares e apolares obtendo mais de um extrato a partir de uma única massa de matiz vegetal.O objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito citotóxico de extratos de folhas de nim obtidos em extração sequencial por líquido pressurizado contra o crescimento de células tumorais humanas. A extração foi realizada usando os solventes hexano, acetato de etila e etanol (80%) sequencialmente. Em estudos preliminares foram usadas às temperaturas de 25 e 50 ºC, vazão de 1 e 2 mL/min e uma pressão isobárica de 100 bar. Além disso, foi realizada uma cinética de extração. Os extratos foram caracterizados por cromatografia líquida de alta eficiência acoplada com um detector de espectrometria de massas com ionização por electrospray e outro com arranjo de fotodiodos. Os flavonoides totais, fenólicos totais e as propriedades antioxidantes foram mensurados por métodos espectrofotométricos. O crescimento das células cancerígenas HeLa, HepG2, MCF-7, NCI-H460 e TK6 e das células não cancerígenas (PLP2) foi avaliado por métodos colorimétricos. A citometria de fluxo foi usada para verificar a indução de apoptose e a distribuição das fases do ciclo celular. A genotoxicidade foi avaliada a partir do ensaio do cometa.Os resultados mostraram que o aumento da temperatura de 25 para 50 ºC aumentou o rendimento global de extração (hexano + acetato de etila + etanol) em cerca de 1%. Contudo, a diminuição da vazão de 2 mL/ min para 1 mL/mim aumentou o rendimento da extração significativamente (p<0.05). A cinética de extração mostra que 60 minutos de extração (60 mL de solvente) é o melhor tempo para extrair compostos do nim por líquido pressurizado.A extração sequencial com fluxo de 1 mL/min e temperatura de 25 ºC teve um rendimento médio de 0,3677±0,012% (hexano), 0,3138±0,0181% (acetato de etila), 7,2323±0.1302% (etanol 80%) e a não sequencial extração 7,1593±0,3350% (etanol 80%). As análises cromatográficas sugerem uma similaridade entre os compostos obtidos com os solventes hexano, acetato de etila e etanol, contudo, o solvente acetato de etila parece extrair uma maior quantidade de terpenos e do composto rutina entre os referidos solventes. Os flavonoides e fenólicos totais foram encontrados em maior quantidade na extração com acetato de etila. Os extratos de nim apresentam efeitos antioxidantes através do poder de redução e captura de radicais livres.Os ensaios de citotoxicidade mostram que o extrato obtido com acetado de etila foi o mais eficiente agente antiproliferativo para as células tumorais do que os extratos hexano e extrato etanólico respectivamente. Contudo, as células cancerígenas são mais sensíveis aos extratos obtidos comparado com as células não cancerígenas. Além disso, são capazes de induzir a apoptose e causar inibição na fase G1 do ciclo celular de células tumorais, esses mecanismos antitumorais causam danos genéticos nas células TK6 testadas.

  • CLÍVIA ROLEMBERG ANDRADE
  • AVALIAÇÃO DO EFEITO DO GEL DA Ptilochaeta bahiensis NO PROCESSO DE CICATRIZAÇÃO E ATIVIDADE BIOLÓGICA DOS SEUS PRINCÍPIOS ATIVOS
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 13/02/2017
  • Tese
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  • A Ptilochaeta bahiensis é indicada na medicina popular para febre intermitente, problemas na vesícula biliar, digestivos, antitérmico e antimalárico. O extrato aquoso desta espécie contém cumarinas, triterpenos/esteroides, flavonoides, taninos e alcaloides (NUNES, 2008). Estudos relatando o efeito antifertilizante da fração acetato de etila da casca, a interferência no crescimento fetal da fração hexânica, e a ação antiiflamatória no extrato etanólico de sua casca já foram comprovados. Além disso, o extrato aquoso apresenta ação antiiflamatória e antinociceptiva (LUCENA et al., 2006). Neste mesmo estudo, Nunes (2008) verificou que o extrato etanólico da casca apresenta atividade mutagênica e citotoxicidade para duas linhagens de Salmonella typhimurium, sugerindo que esta amostra pode conter compostos capazes de causar danos ao DNA. Diante do exposto, nota-se a ausência de estudos sobre cicatrização, embora esta planta apresente atividade antiinflamatória. Desta forma, há necessidade de se investigar esta ação através da criação e teste de um produto farmacêutico com capacidade cicatrizante a partir da Ptilochaeta bahiensis. Neste sentido, este trabalho se propõe em avaliar o efeito do gel da P. bahiensis no processo de cicatrização, bem como as atividades antioxidante, antimicrobiana do extrato hidroetanólico e de suas frações hexânica, clorofórmica, acetato de etila e hidrometanólica. Para tanto, foi realizada a prospecção fitoquímica dos extratos aquoso das folhas, extrato hidroetanólico e fases da entrecasca, quando foram detectadas alcaloides, catequinas, esteroides, fenóis, flavanonas, flavanonóis, flavonas, flavonoides, flavonóis, saponinas, taninos, triterpenoides e xantonas. O conteúdo de flavonoides e flavonóis foi quantificado nos extratos e fases apresentando diferença significativa em ambos. Flavonoides apresentaram valores de 2,31 ±0,005 a 10,28 ±0,014 μg.mg-1 de quercetina. Já os flavonóis tiveram valores entre 12,34 ±0,004 a 24,87 μg.mg-1 de rutina. Apenas o extrato aquoso e a fase hexânica apresentaram baixo potencial antioxidante frente ao 2,2 difenil-1-picril hidrazila. O EHEE obteve potencial de inibição 3% inferior ao ácido gálico, enquanto que pela lipoperoxidação induzida pelo FeSO4 o EHEE preveniu 99% nas quatro concentrações testadas. Quanto o efeito citotóxico, nenhum dos extratos e fases foi capaz de inibir mais que 75% da viabilidade celular de macrófagos J774. Para avaliar o potencial de cicatrização, foi produzido um gel do extrato hidroetanólica a 10%, que foi caracterizado e testado em feridas abertas de Rattus novergiccus. De acordo com a caracterização, o gel apresentou pH levemente ácido, com valores de 5,8 ±0,41, ideal para aplicação tópica. No teste do gela-desgela não houve a formação de cristais de gelo e nem de precipitados. E o teste de centrifugação não houve formação de fases, permanecendo homogêneos em todas as rotações determinadas na metodologia. Além disso, o teste microbiológico demonstrou que este extrato inibe o crescimento de C. neoformans, e o teste histológico demonstrou melhor capacidade cicatrizante do gel do EHEE a 10% quando comparado ao controle (gel de Natrosol®). Para finalizar, foi possível a produção da patente e a elaboração de tese.

    observação: a sessão de qualificação se dará com apresentação fechada ao público.

2016
Descrição
  • AMANDA DO CARMO BION DE LIMA
  • Atividade antitumoral das folhas de Eplingiella fruticosa Salzm. ex. Benth em camundongos Swiss”.
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 01/11/2016
  • Tese
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  • RESUMO:

    O câncer é uma doença de elevada incidência, alta mortalidade e de difícil tratamento, havendo, portanto, um constante interesse na procura por terapias mais eficientes e com menos efeitos colaterais. Nesse sentido, produtos naturais têm se mostrado como potenciais agentes antitumorais. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a atividade citotóxica das folhas de Eplingiela fruticosa frente a 3 linhagens de células tumorais humanas: adenocarcinoma ovariano (OVCAR-8), carcinoma de cólon (HCT-116) e glioblastoma (SF-295) através do ensaio colorimétrico de MTT. Essas substâncias foram avaliadas de acordo com o grau de inibição da proliferação celular (GI%), visando identificar as substâncias mais citotóxicas e as características moleculares que contribuem para a atividade in vitro. Os testes foram realizados em triplicata com concentração única de 25 µg/mL. Os resultados demostraram que a fração clorofórmica foi a que apresentou o melhor resultado (IP= 95,66 a 99,89%), com CI50 variando entre 2,68 a 3,92 µg/mL, respectivamente. Em seguida, foi avaliada a atividade antitumoral in vivo da fração com maior citotoxicidade e sem estudos prévios descritos na literatura, fração clorofórmica, utilizando camundongos transplantados com Sarcoma 180 (S180). Neste ensaio, a administração tanto por via oral quanto por via I.P. (100 ou 200 mg/kg/dia) inibiu o desenvolvimento de tumor sólido em camundongos transplantados com S180. A inibição, por via oral, foi de 46% e 56% para as doses de 100 e 200 mg/kg/dia e por via ip, foi de 53,9% e 70,4% para as doses de 100 e 200 mg/kg/dia. Não houve alterações nos parâmetros bioquímicos em animais tratados com a fração. Em relação às análises hematológicas, apresentou um aumento nos leucócitos totais. Outros resultados estão sendo analisados para melhor compreensão. Diante dos resultados, podemos concluir que a fração cloróformica apresentou elevada atividade antitumoral tanto in vitro quanto in vivo sugerindo um potencial anticâncer promissor, sem maiores alterações significativas no organismo.

  • IONÁ BRITO DE JESUS
  • DESENVOLVIMENTO DE ALVOS ANTIGÊNICOS RECOMBINANTES PARA VACINAS CONTRA A LINFADENITE CASEOSA CAPRINA
  • Data: 09/09/2016
  • Tese
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  • A linfadenite caseosa é uma doença mundial comum nos rebanhos de ovinos e caprinos, causada por uma bactéria denominada Corynebacteruim pseudotuberculosis. A identificação de novas proteínas secretadas na

    membrana externa do C. Pseudotuberculosis como alvos para desenvolver vacina e diagnósticos eficazes.

    Neste estudo, foi utilizado três proteínas recombinantes rCP5582,rCP7041 e rCP40 com adjuvantes de

    hidróxido de alumínio e saponina,em modelo murino com um delineamento de nove grupo com duração de 60 dias. Os camundongos receberam três imunizações e foi feito quatro coletadas de sangue. No dia 45º após a imunização primária, todos os grupos foram desafiados com um C. pseudotuberculosis estirpe virulenta. Os animais foram monitorados e a mortalidade foi registrada por 30 dias após o desafio. Feito coletada baço e fígado de cada grupo para avaliação histopatológica.Na avaliação da resposta imune humoral, a produção de anticorpos específicos IgG foi realizada através do ensaio imunoenzimático ELISA utilizando o soro.Os resultados obtidos demonstraram que os grupos de camundongos não apresentaram diferença estatisticamente significante nos níveis de resposta anticórpica, não havendo assim variação detectável expressiva na densidade óptica, comparando os grupos testados. No histopatológico dos camundongos apenas foi observados em quase todos os grupos a presença de micromegacariócitos, megacariócitos, hemorragias e congestão entre outras lesões, deve-se pela migração da bacteria ao linfonodo para formar os piogranulomas, através de sinalizações de algumas quimiciocinas e interleucinas liberam sinais para células de defesa como chegarem ao lugar da infecção. Nos caprinos, foram utilizados 42 animais divididos em cinco grupos com apenas o adjuvante saponina. Os animais receberam duas imunizações e no dia 60º após a imunização primária, todos os grupos foram desafiados com um C. pseudotuberculosis estirpe virulenta a VD57. Foram feitas seis coletas de sangue para dosagem de IgG. Neste estudo não foram observadas nenhuma diferença estatística entre os grupos em relação a resposta humoral IgG.

  • GLADSLENE GÓES SANTOS FRAZÃO
  • ELABORAÇÃO COBERTURAS COMESTÍVEIS À BASE DE QUITOSANA INCORPORADAS COM ÓLEO ESSENCIAL DE Myrcia ovata Cambessedes com POTENCIAL PARA CONSERVAÇÃO DE MANGABAS
  • Orientador : GABRIEL FRANCISCO DA SILVA
  • Data: 16/08/2016
  • Tese
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  • RESUMO: Os revestimentos ou coberturas comestíveis são definidos como uma camada fina de material comestível formada sobre um alimento, geralmente aplicada na forma líquida sobre o produto, por imersão do mesmo. Várias pesquisas têm demonstrado que a adição de substâncias bioativas como os óleos essenciais têm aumentado o potencial antimicrobiano destas embalagens contribuindo para o aumento da vida de prateleira de alimentos. Diante do exposto, o presente estudo teve como objetivo desenvolver e avaliar in vitro e in vivo a eficiência microbiológica de coberturas comestíveis à base de quitosana incorporadas com óleos essenciais de Myrcia ovata Cambessedes (MYRO). O potencial antimicrobiano de 9 óleos essenciais foi avaliado através da técnica de difusão em discos frente à bactérias patogênicas de alimentos (Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus, Bacillus cereus, Bacillus subtilis, Serratia marcescens, Escherichia coli, Enterococcus faecalis e Salmonella enteritidis), sendo selecionados os óleos MYRO- 174 e MYRO-175, os quais apresentaram maior potencial antibacteriano (halos de inibição entre 6,0 e 32 mm), para serem incorporados às coberturas comestíveis. As formulações de coberturas comestíveis foram elaboradas variando-se as concentrações de fécula de mandioca, quitosana e óleo essencial conforme o delineamento composto central rotacional (23 + 6 pontos axiais e 3 pontos centrais). O potencial antimicrobiano in vitro das coberturas foi avaliado pela técnica de difusão em discos frente às bactérias patogênicas de alimentos, onde obteve-se halos de inbição entre 9,0 –12,5 mm. As formulações de coberturas comestíveis contendo o óleo MYRO-175 foram otimizadas para a inibição de B. cereus e B. Subtilis utilizando a metodologia de superfície de resposta, sendo possível obter um modelo matemático preditivo para a inibição das mesmas. A concentração de óleo essencial foi o parâmetro que mais influenciou a atividade antimicrobiana das coberturas. Na etapa seguinte do trabalho, coberturas comestíveis incorporadas com o óleo MYRO 174 ou MYRO-175 foram aplicadas em mangabas e o potencial antimicrobiano foi avaliado frente a microflora natural e ao Bacillus cereus artificialmente contaminado nos frutos. Para ambos óleos utilizou-se a formulação a qual continha 1,00% fécula de mandioca, 1,00% de quitosana e 1,25% de óleo essencial. As mangabas revestidas com cobertura comestível apresentaram contagens de bactérias aeróbias mesófilas totais da ordem de 102 UFC/g, bolores e leveduras < 10 UFC/g (valor estimado) e inibição do crescimento de B. cereus durante o armazenamento a 10ºC por 12 dias. Já as mangabas sem revestimento (controle) apodreceram a partir do 8º dia de estocagem refrigerada. As coberturas comestíveis à base de quitosana incorporadas com óleos essenciais de M. ovata Cambessedes demonstraram potencial para serem utilizadas como alternativa no controle microbiológico in vitro de bactérias patogênicas de alimentos e in vivo na conservação de mangabas.

  • BERNADETH MODA DE ALMEIDA
  • DESENVOLVIMENTO DE HIDROGEL FOTOPOLIMERIZÁVEL CONTENDO EXTRATO ETANÓLICO DA CASCA DE Himatanthus bracteatus (A. DC.) Woodson, OBTIDO POR LÍQUIDO PRESSURIZADO PARA USO, COMO COBERTURA DE FERIDAS.
  • Data: 30/05/2016
  • Tese
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  • RESUMO

    A busca por formulações que possam auxiliar no processo de cicatrização, como biomembranas, esponjas e hidrogéis, tem sido objeto de diversas pesquisas. A introdução, nestas formulações, de extratos de produtos naturais tem sido aplicada favorecendo esse processo. Plantas do gênero Himatanthus têm se destacado por apresentarem uma série de atividades biológicas, como ação antioxidante, anti-inflamatória, antinociceptiva e cicatrizante. Diante do exposto, o objetivo dessa pesquisa foi desenvolver polímero de hidrogel de gelatina metacrilada (GelMA) fotopolimerizável contendo extrato de Himatanthus bracteatus obtido por meio de extração em líquidos pressurizados para utilização como coberturas de feridas abertas em modelo murino. Para tanto, foi realizada a extração em unidade extratora com solventes pressurizados (etanol e clean up em hexano, diclorometano, acetato de etila e etanol) sob pressão (100bar) e volume (100 mL) constantes, alternando as variáveis fluxo (1 e 2mL/min) e temperatura (25°C e 50°C). A seguir, foi determinado o rendimento e a atividade antioxidante dos extratos pelos testes de 1,1-difenil-2-picrilhidrazil (DPPH) e 2,20-azino-bis-3-etilbenztiazolina-6-sulfonicoácido (ABTS). Os extratos com maior rendimento e atividade antioxidante foram selecionados (extrato etanólico bruto – EBE; e extrato etanólico clean up – Eth) e foi determinada sua composição química por cromatografia líquida de ultraeficência com espectroscopia de massa (CLUE-DAD-EM). Foi avaliada a atividade anti-inflamatória destes extratos, nas doses de 10, 30 e 100 mg/Kg, por meio do modelo de pleurisia induzida por carragenina em camundongos Swiss. As doses com melhor atividade anti-inflamatória (EBE a 30 mg/Kg e Eth a10 mg/Kg) foram selecionadas para avaliação da atividade antinociceptiva em modelo de hiperalgesia mecânica induzida por adjuvante completo de Freund (CFA) em camundongos Swiss. O extrato com melhor atividade antinociceptiva (Eth na dose de 10 mg/Kg) foi selecionado para o ensaio de cicatrização. O GelMA foi obtido adicionando anidrido metacrílico (5%) e um agente fotoiniciador (0,5%) a solução de gelatina a 10%. Em seguida, o GelMA-HB foi desenvolvido a partir da incorporação do Eth à formulação na concentração de 2% (simulando a massa utilizada no teste anterior). Os hidrogéis foram caracterizados quanto às propriedades mecânicas e índice de intumescimento. Para o ensaio de cicatrização foram utilizados ratos Wistar tratados com GelMA, GelMA-HB e sem tratamento (CTR). Após 3, 7e 14 dias, os animais foram eutanasiados para análise da retração clínica e das características histológicas da ferida. Os melhores rendimentos foram obtidos com o EBE a 50°C (9,6 ± 0,2%) e Eth a 25°C (2,38 ± 0,1%), sob fluxo de 1 mL/min. As substâncias identificadas foram ácido 15-desmetiliplumerideo, 13-deoxyplumerideo, isoplumierideo e plumierideo em ambos EBE e Eth. As condições de extração com melhor atividade antioxidante foi 25°C para EBE (p<0,001) e 50°C para Eth (p<0,001), ambos sob fluxo de 2 mL/min. Ambos os extratos inibiram significativamente a migração de leucócitos em todas as doses testadas (p<0,05). Não houve diferença entre as doses testadas de EBE (p>0,05), enquanto que a dose de 10 mg/Kg de Eth exibiu inibição significativamente maior que as demais doses (p<0,05). As melhores doses de ambos os extratos (EBE a 30 mg/Kg e Eth a 10 mg/Kg) ainda reduziram significativamente os níveis de IL-1β e TNF-α no exsudato pleural quando comparados ao grupo controle nos ensaios aguda (p<0,05) e crônico (p<0,05). GelMA-HB exibiu maiores índices de intumescimento (p<0,01) e maior resistência a compressão (p<0,001) e módulo de Young (p<0,001) comparado ao GelMA. No ensaio de cicatrização, o GelMA-HB induziu índices de retração da ferida significativamente maiores que o grupo controle em 3 (p<0,001), 7 (p<0,01) e 14 dias (p>0,05), o mesmo sendo observado na análise do perfil evolutivo do processo histológico de reparo cicatricial também nos três tempos analisados (p<0,001). Concluiu-se que, dentre os diferentes extratos analisados, o extrato etanólico obtido por clean up em líquido pressurizado (Eth) apresentou os melhores resultados conjuntos de rendimento, atividade antioxidante, anti-inflamatória e antinociceptiva. Adicionalmente, sua incorporação em GelMA fotopolimerizável promoveu melhoria significativa de parâmetros clínicos e histopatológicos em todas as fases do processo de cicatrização de feridas abertas em modelo murino.

  • JUCIARA DOS SANTOS NASCIMENTO
  • : “CARACTERIZAÇÃO E MELHORAMENTO DE BIO-ÓLEO PROVENIENTE DE SEMENTE DE GOAIBA – Psidium guajava L.”
  • Orientador : LISIANE DOS SANTOS FREITAS
  • Data: 23/05/2016
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  • O presente trabalho teve como objetivo reutilizar resíduos (sementes) de goiaba como biomassa para produção de bio-óleo por meio da pirólise convencional. Para o desenvolvimento do trabalho os resíduos de goiaba foram adquiridos na Indústria de polpas e frutas – POMAR, localizada em Aracaju – SE. A biomassa apresentou teor de umidade de 3,49 ± 0,03%, alto teor de carbono (67,04%), nitrogênio (3,96%), oxigênio (22,86%), hidrogênio (6,18%), poder calorífico (24,69 MJ kg-1), teor de cinzas (0,76 ± 0,02%), proteínas (11,81 ± 0,36%), fibras (11,78 ± 0,45%) e óleo (11,78 ± 0,45%), celulose (48,71%), hemicelulose (11,52%) e lignina (10,12%). A curva termogravimétrica da amostra apresentou cerca de 90% de perda da massa na temperatura de 450°C. A biomassa foi utilizada em dois reatores para a produção de bio-óleo. Os experimentos preliminares realizado em reator de quartzo na UFRGS estudaram as variáveis: temperatura (500 a 700°C), massa da amostra (5 e 11g) e tempo de coleta (5 e 10 min), com fluxo de 1mL. min-1. A melhor condição a produção de bio-óleo foi 500°C, 11g de semente e com o tempo de coleta de 5 min. Em seqüência foram realizados os experimentos no reator de aço inox na UFS com temperatura de pirólise (500 °C) e fluxo (1mL.min.-1) constante e variáveis massa da amostra (10 e 20 g), granulometria (semente inteira e semente moída) e sais (K2HPO4 e K3PO4). Uma vez obtido o bio-óleo, este foi submetido a extrações líquido líquido em um funil de decantação de 250 mL, utilizando-se diclorometano (DCM) (60mL) para separação da fase orgânica (bio-óleo) e fase aquosa. Em termos de caracterização da fase orgânica, a presença de grupos funcionais característicos das funções fenol, álcool, ácidos, cetonas, e éster no espectro de infravermelho das amostras confirmam os resultados obtidos por GC/MS. Os compostos fenólicos são mais abundantes no experimento VI utilizando 10 % de K3PO4, porém o rendimento de bio-óleo foi maior no experimento realizado com 20 % de K2HPO4.

  • LUCYANA SANTOS DE MENDONÇA MELO
  • “CARACTERIZAÇÃO QUÍMICA E IDENTIDADE GENÉTICA DE DALBERGIA ECASTAPHYLLUM PARA PRODUÇÃO DE EXTRATOS PADRONIZADOS”
  • Orientador : EDILSON DIVINO DE ARAUJO
  • Data: 09/05/2016
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  • Resumo

    A Dalbergia ecastaphyllum foi determinada como a origem botânica da própolis vermelha brasileira através de estudos químicos e moleculares. Este fato elevou a quantidade de pesquisa com essa espécie vegetal. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI concedeu a Denominação de Origem a Própolis vermelha e Extrato de própolis vermelha de Alagoas cuja composição apresenta, entre outros compostos químicos, os marcadores formononetina e dadzeína. Entretanto, vários estudos têm identificado os marcadores químicos deste produto em amostras de D. ecastaphyllum e própolis vermelha de Sergipe. O objetivo deste trabalho foi definir a impressão digital de Dalbergia ecastaphyllum da região do baixo São Francisco através de marcadores químicos e moleculares, além de avaliar a atividade biológica e desenvolver extratos padronizados com teores conhecidos de princípios ativos. Os perfis cromatográficos das plantas e da própolis vermelha apresentaram similaridade. O método UHPLC demonstrou vantagens sobre o HPLC em termos de economia de tempo, consumo de menos solvente, menor volume de injeção da amostra e maior detectabilidade. O fingerprint ESI(-)-MS das amostras demonstrou que os perfis de composição são semelhantes nas amostras da espécie vegetal. A própolis vermelha apresentou íons como m/z 239, 255, 271 ou 283 que estão presentes também na planta em estudo, embora as intensidades de ionização variem entre as amostras. Os compostos formononetina, biochanina A e daidzeína foram encontrados nas amostras de Sergipe, Alagoas e na própolis vermelha. Os resultados do sequenciamento para a avaliação da identidade genética das populações de Dalbergia demonstraram que estas são muito homogêneas, possuindo exatamente o mesmo haplótipo para a região analisada. De acordo com os resultados a D. ecastaphyllum do baixo São Francisco têm as mesmas características genéticas e perfis químicos similares apresentando inclusive os marcadores químicos considerados para a própolis vermelha alagoana. Faz-se necessário a realização de mais estudos comparativos entre as própolis da região nordeste visando a possibilidade da indicação de origem geográfica ser estendida para outros estados. A similaridade genética das plantas e a presença de diversos marcadores químicos, bem como a facilidade de propagação dessa planta em sistema de cultivo possibilitam a exploração de um novo caminho de obtenção de compostos bioativos de forma direta a partir de extratos da entrecasca de D. ecastaphyllum.

  • ANUSKA CONDE FAGUNDES SOARES GARCIA
  • Bioprospecção e Obtenção de um Bio produto Utilizando Micro-organismos da Turfa para a Biodegradação de Hidrocarboneto Policíclico Aromático (HPA).
  • Orientador : LUCIANE PIMENTA CRUZ ROMAO
  • Data: 07/04/2016
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    Os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs) são uma classe de compostos poluentes formados por dois ou mais anéis aromáticos fundidos, que possuem risco significativo de contaminação da biota por apresentar propriedades tóxicas. Devido a essa preocupação, a Agência de Proteção Ambiental Americana selecionou 16 HPAs prioritários para o monitoramento ambiental, dentre eles o Fluoranteno. Uma das formas de se tentar remediar estes compostos do ambiente é através da biodegradação. Nesse contexto, a procura por novas fontes naturais de micro-organismos é de suma importância. Uma das possíveis fontes promissoras atualmente é a Turfa, a qual consiste em um solo orgânico formado por um complexo processo de decomposição e humificação de resíduos de plantas através de oxidação microbiológica. Além do enorme pool biológico e genético que pode ser explorado diretamente desse recurso natural, aplicações biotecnológicas com o uso de células microbianas imobilizadas também são uma vertente que tem ganhado importância devido a diversas vantagens que apresentam. Diante disso, este estudo propõe-se a investigar a biodegradação in vitro do fluoranteno utilizando micro-organismos isolados da turfa de Santo Amaro das Brotas- Sergipe, assim como, desenvolver esferas de quitosana imobilizadas para o mesmo fim. Utilizando este HPA como única fonte de carbono, foi possível isolar 8 bactérias e 3 fungos, os quais foram identificados pertencentes aos gêneros Bacillus sp., Serratia sp., Penicillium sp. e Fusarium sp. Todos eles foram testados quanto à sua capacidade em degradar o fluoranteno (100 mg L-1) durante diferentes períodos de incubação: 5 e 10 dias para as bactérias; 14 e 28 dias para fungos. Verificou-se que a duração do período de incubação foi proporcional ao grau de biodegradação. As melhores taxas de biodegradação entre as bactérias e os fungos foram alcançadas, respectivamente, pelo isolado Bacillus sp. AC-25 em 10 dias (49%) e pelo Penicillium sp. AC-1 em 28 dias (64%). A análise dos metabólitos identificou a presença de compostos com diferentes grupos funcionais, incluindo três metabólitos comuns a todos os micro-organismos: 2,3-dimetil-9H-fluoreno-9-ona, carbazol, e bis (octil) benzeno-1,2-dicarboxilato. Com relação à imobilização em esferas de quitosana utilizando as bactérias, observou-se que o isolado Serratia sp. AC-11 foi o que melhor se adaptou as condições necessárias, sendo então usado para os testes de biodegradação. Verificou-se que as esferas imobilizadas e reticuladas com glutaraldeído foram capazes de degradar 76% do HPA em 5 dias e 84% em 10 dias, apresentando uma taxa de degradação de quase 50% a mais quando comparada a célula livre. Estas esferas foram então testadas em sua reutilização durante 5 ciclos contínuos com período de incubação de 5 dias cada e constatado que a sua eficiência foi considerada satisfatória durantes os ciclos, apresentando ao final do último uma taxa de biodegradação de 59%. Diante dos resultados obtidos, observa-se que a turfa é uma fonte em potencial de micro-organismos que deve ser mais explorada para a utilização na biodegradação não só de HPAs, como de outros xenobióticos. Além disso, as esferas imobilizadas produzidas neste trabalho mostraram-se resistentes e eficientes, abrindo assim a possibilidade para o uso em uma escala industrial destinado a biorremediação de áreas contaminadas por HPAs.

  • JUCIELE VALÉRIA RIBEIRO DE OLIVEIRA
  • “Atividades antioxidante, anti-inflamatória e neuroprotetora da formononetina in vitro e in vivo”.
  • Data: 30/03/2016
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    A formononetina (FORM) é uma isoflavona com ação neuroprotetora. Contudo, não há estudos mostrando os possíveis efeitos do tratamento com a FORM em desordens neurodegenerativas com a doença de Parkinson (DP), onde o estresse oxidativo e a neuroinflamação tem importante participação. O presente trabalho teve por objetivo avaliar a atividade antioxidante in vitro, bem como a ação neuroprotetora in vivo da FORM em modelo experimental para estudo da doença de Parkinson (DP). Para determinar a atividade antioxidante, foram eleitos os métodos DPPH, ABTS e FRAP. Em ensaios in vivo, foi avaliada sua atividade biológica com 6-hidroxidopamina (6-OHDA). Foi realizada microinjeção no estriado (coordenadas estereotáxicas: -0,5 mm ântero posterior e 2.5 mm lateral ao Bregma e dorsoventral – 4,5 mm em relação à caixa craniana) de solução de 6-OHDA (10 µg em 2 µL) ou de salina, ambas contendo 0,02% de ácido ascórbico. Os animais foram submetidos a teste comportamental de campo aberto, 21 dias após a cirurgia e foram avaliados os parâmetros de elevações (rearing), explorações (crossing), o tempo de imobilidade e de latência para início do movimento. Decorridos 28 dias após a cirurgia, os animais foram eutanasiados e procedeu-se à análise histológica de cortes encefálicos por meio da coloração imunohistoquímica para tirosina-hidroxilase (TH: marcador de neurônios dopaminérgicos) na substância negra compacta (SNc) e análise histopatológica e do e do grau de infiltrado microglial (neuroinflamação) no estriado por meio da coloração hematoxilina-eosina (HE). Os dados in vitro, de comportamento e imunohistoquímico foram ananlisados por meio de anova de uma via com pós teste de Tukey e a resposta inflamatória foi submetida ao teste de Kruskal-Wallis com extensão de Dunn (p < 0,05). Nos resultados in vitro, através dos testes DPPH, ABTS e FRAP encontrou-se significativa ação antioxidante de FORM comparada às vitaminas A e E e forte sinergismo com estas p < 0,001). No teste FRAP a combinação de FORM com ambas as vitaminas resultou em valores significativamente menores quando comparados às substancias testadas de forma isolada, o grupo tratado com FORM a 20 mg/Kg mostrou resultados semelhantes aos do grupo não lesionado enquanto o grupo lesionado tratado FORM a 10 mg/Kg foi semelhante ao grupo lesionado tratado com veículo. Na imunomarcação para TH na SNc, a 6-OHDA promoveu diminuição significativa de neurônios, ficando remanescentes em média 22% no grupo lesionado e tratado com veículo, enquanto que o tratamento com FORM a 10 mg/Kg promoveu aumento do número em 51% e o tratamento com FORM a 20 mg/Kg aumentou significativamente estes valores em 79% Os dados foram indicativos também de ação anti-inflamatória da FORM, evidenciada na Verificou-se em animais lesionados e tratados com veículo mais de 50% de infiltrado inflamatório enquanto no grupo sem lesão e tratado com veículo menos de 10% de infiltrado inflamatório. Já os animais tratados com FORM (10 e 20mg/Kg), mostraram-se com grau moderado de inflamação, representando 10 a 50% de infiltrado Portanto, a FORM mostrou efeito neuroprotetor após lesão de neurônios dopaminésgicos, que pode estar associado ao seu poder antioxidante e ação anti-inflamatória

  • KYZZES BARRETO ARAUJO
  • AVALIAÇÃO DO POTENCIAL BIOTECNOLÓGICO DA FARINHA DE CASCA DE MANDIOCA NA OBTENÇÃO DO ACETATO DE ETILA COM MICRORGANISMO Ceratocystis fimbriata
  • Orientador : ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
  • Data: 25/02/2016
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    Uma das formas promissoras para o aproveitamento de resíduos é através do desenvolvimento de processos biotecnológicos para produção de um grande número de metabólitos de interesse industrial, como por exemplo, a produção de bioaromas. O fungo Ceratocystis fimbriata tem potencial para síntese de ésteres produzindo variedades de compostos de aromas, como o acetato de etila responsável por umas diversidades de aromas de frutas. O objetivo deste trabalho foi aproveitar e avaliar o potencial biotecnológico da casca de mandioca, resíduo agroindustrial mais produzido no estado de Sergipe para produção de acetato de etila através da fermentação em estado sólido. Todo o procedimento realizado obedeceu a um planejamento experimental de onze experimentos que corresponde um planejamento experimental 22 ensaios acrescidos de 4 pontos axiais e 3 repetições no ponto central, tendo como variáveis a massa da amostra e o teor de umidade. O composto volátil acetato de etila foi quantificado através da análise de headspace no cromatógrafo a gás e detectou que o melhor experimento para produção do acetato de etila foi (91,92 µmol.L-1) com 50% de umidade e 14.23 g de massa seca durante 48 horas de fermentação. A partir do melhor resultado foi realizado outra fermentação para separação do aroma na biomassa utilizando NaCl numa concentração de 5%, 10%, 15%, 20%, 25%, 30% e 35% com o intuito de avaliar qual a concentração salina que facilitou a liberação do composto volátil do interior da biomassa. E observou que a concentração de NaCl de 30% obteve melhor valor (3303.60 μmol.L-1). Com este resultado foi realizado um aumento de escala para verificar influência da produção do composto acetato de etila numa maior área superficial onde os experimentos foram relaizados em erlenmeyer de 1000 ml (10%, 20%, 30% taxa de inóculo) e 2000 ml (50% taxa de inoculo). A análise cromatográfica detectou que a solução salina de 30% recuperou melhor o acetato de etila nos erlenmeyer de 1000 ml com 30% de inoculo (19, 38 μmol. L-1).

     
2015
Descrição
  • BRUNA APARECIDA SOUZA MACHADO
  • Caracterização biológica de extratos de própolis de diferentes regiões geográficas obtidos por Extração com Fluido Supercrítico e Extração Etanólica
  • Data: 15/12/2015
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    A própolis é caracterizada como um material resinoso produzido pelas abelhas a partir da coleta de materiais de diferentes fontes vegetais e exibe propriedades farmacológicas e biológicas atribuídas à presença de diferentes classes de compostos fenólicos. A extração com fluido supercrítico (SFE) é uma operação que explora o poder de solvatação dos fluidos à temperatura e pressão acima de seus valores críticos para extrair ou separar componentes de uma amostra. Esta tecnologia tem se mostrado eficaz para obtenção de extratos a partir de matrizes naturais. O objetivo do estudo foi o de determinar as melhores condições de processo para a obtenção de extratos de própolis verde brasileira (Paraná) utilizando a SFE. Para isso, foi avaliada a influência de diferentes parâmetros, como S/F (massa de solvente – CO2 – em relação à massa de soluto – própolis), percentual de co-solvente (1 e 2% de etanol), temperatura (40 e 50°C) e pressão (250, 350 e 400bar) utilizando dióxido de carbono (CO2) supercrítico. Foi estudado o rendimento e obtidas as Isotermas de Rendimento Global (GYIs) e composição química dos extratos em relação ao teor de compostos fenólicos totais, flavonoides, atividade antioxidante e 3,5-diprenil-4-hidroxicinâmico (Artepillin C) e Ácido 4-hidroxicinâmico (ácido p-cumárico). Além disso, tendo em vista que as variações na composição química, e, consequentemente na atividade biológica da própolis estão associadas ao tipo e a sua origem geográfica, neste estudo, foram também avaliados extratos de própolis obtidos por extração supercrítica (SCO2 – 50°C, 350bar, 1% de co-solvente e S/F de 110) e extração etanólica (EtOH – 80% a 70°C) de oito amostras de própolis de diferentes tipos, vermelha (Alagoas e Sergipe), verde (Minas Gerais e Paraná) e marrom (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), coletas em diferentes regiões geográficas do Brasil. As amostras foram caracterizadas em relação ao teor de proteínas, lipídeos, cinzas, minerais (sódio, potássio, cálcio e lítio), fibras, atividade de água e analisadas por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). Os extratos foram analisados quanto ao teor de compostos fenólicos totais, flavonoides, atividade antioxidante in vitro (DPPH e ABTS), quantificação de Artepillin C e ácido p-cumárico por cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE) e atividade antimicrobiana. Os extratos EtOH foram avaliados também quanto a atividade antiprolifefativa frente a linhagens de células B16F10 (murino). Em relação ao emprego da SFE como método de obtenção de extratos de própolis (verde do Paraná) os melhores resultados foram identificados em 50°C e 350bar na presença de 1% de etanol (co-solvente) e S/F de 110. Nessas condições, foi identificado um teor de 8,93±0,01 e 0,40±0,05g/100g de Artepillin C e ácido p-cumárico, respectivamente, evidenciando a eficiência do processo de extração. Em relação à análise comparativa dos extratos EtOH e SCO2 das diferentes amostras, as própolis vermelhas do nordeste brasileiro (Sergipe e Alagoas) apresentaram o maior potencial biológico, bem como, o maior conteúdo de compostos antioxidantes. Os melhores resultados foram apresentados para os extratos obtidos a partir da extração convencional (EtOH). Entretanto, foram identificadas as maiores concentrações de Artepillin C e ácido p-cumárico nos extratos SCO2 (própolis verde e marrom), indicando assim uma maior seletividade do processo para extração destes compostos. Constatou-se que apesar do baixo rendimento do processo, os extratos obtidos por SFE apresentaram elevados teores de compostos de interesse, mostrando-se assim como um processo viável para obtenção de extratos de própolis verde. Os melhores resultados de atividade antioxidante foram apresentados pelas própolis vermelha e verde, evidenciando assim o potencial biológico dessas amostras. Por fim, destaca-se que a composição e atividade biológica da própolis brasileira variam significativamente a depender do tipo de amostra, da região geográfica de coleta e das condições de extração.

  • RAFAELA CRISTIANE ANDRADE SANTOS
  • Produção do aroma frutal acetato de etila através do fungo Ceratocystis fimbriata e da manipueira nas formas in natura e hidrolisada
  • Orientador : ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
  • Data: 29/10/2015
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  • O aroma é um dos componentes de grande importância na qualidade sensorial dos alimentos e consiste numa mistura de uma grande variedade de compostos que podem estar presentes em diferentes proporções, com a predominância de um deles, tais como: alcoóis, ácidos, cetonas, lactonas, ésteres e aldeídos. Os compostos de aromas podem ser produzidos através de processos fermentativos (fermentação submersa e fermentação em estado sólido), por microrganismos, como os fungos, as leveduras e as bactérias, que secretam enzimas no meio fermentado, as quais quebram ligações químicas e liberam os compostos voláteis e outros metabólitos. Tais processos podem utilizar resíduos agroindustriais como substrato, reduzindo assim, os custos com a produção e os impactos ambientais. A manipueira, resíduo líquido tóxico e muito poluente, é produzida durante o processamento da mandioca para a obtenção de farinha e fécula. Devido ao seu elevado teor de matéria orgânica, pode ser utilizada como substrato para a produção do aroma frutal acetato de etila, composto de interesse industrial. Neste contexto, o objetivo deste trabalho é produzir o aroma frutal acetato de etila, através do fungo Ceratocystis fimbriata e tendo como substratos a manipueira nas formas “in natura” e hidrolisada. Para isso, foi realizado um planejamento experimental 22, com três repetições no ponto central, variando-se a agitação (rpm) e o volume (mL). Para a manipueira na forma hidrolisada, realizou-se a hidrólise com solução de HCl e em seguida o pH foi alterado de 3,0 para 6,0 com solução de NaOH. Os experimentos para a manipueira in natura e hidrolisada foram conduzidos, durante 6 dias, em Erlenmeyers de 250 mL, pH 6,0, 30 °C e 1 mL de suspensão de esporos contendo 106 esporos/mL. A determinação da biomassa foi realizada pelo método do peso seco. O consumo do substrato foi avaliado pelo método do DNS e a concentração do acetato de etila foi determinada pelo método do headspace. A concentração de açúcares tanto na manipueira hidrolisada como na in natura apresentou um decréscimo em torno de 90% nas últimas horas de fermentação. Na manipueira in natura, a maior biomassa foi de 16,34 g/L, no experimento 7, em 24 horas de fermentação, e na manipueira hidrolisada foi de 15,65 g/L nas mesmas condições. A maior produção do acetato de etila foi de 2166 ppm para a manipueira in natura e 2043 ppm para a manipueira hidrolisada, ambas em 72 horas de fermentação e no experimento 2.

  • KAREN LETICIA DE SANTANA HERCULANO
  • PROCESSO BIOTECNOLÓGICO PARA OBTENÇÃO DO 2-FENILETANOL UTILIZANDO RESÍDUOS AGROINDUS-TRIAIS
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 31/08/2015
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    A produção de bioaromas a partir de micro-organismos isolados de fontes naturais tem recebido uma especial atenção pela indústria de aromas, tendo em vista a maior demanda dos consumidores por produtos naturais. A aplicação de resíduos agroindustriais em bioprocessos pode ser utilizada como fontes alternativas de substratos em fermentação. De forma a incentivar a agregação de valor em resíduos agroindustrial, o principal objetivo deste trabalho foi utilizar os mesmos como fonte natural de energia para o crescimento e carbono para síntese da biomassa celular e outros produtos do metabolismo microbiano isolados de frutas propicias na formação do composto 2- feniletanol (2-FE) e comparar sua produção em meio sintético. Isolados endofiticos de 14 frutas (manga, acerola, caju, uva, abacaxi, umbu, graviola, sapoti, pinha, jaca, maracujá, goiaba, mangaba e seriguela) foram inoculados e fermentados sob agitação de 150 rpm e 30°C por 72 horas e acrescentado 6,0 g dos resíduos agroindustriais como substrato nas mesmas frutas isoladas e comparados com o meio sintético (YM líquido), a fim de serem analisados sensorialmente. A identificação e quantificação do 2-FE foram feitas por cromatografia gasosa acoplado com detector de espectrometria de massas. A identificação das leveduras isoladas e promissoras foi realizada por identificação pela biologia molecular e por espectrometria de massas MALDI-TOF-MS. A captura de compostos voláteis foi realizada através de micro extração em fase sólida otimizada usando a fibra DVB/PDMS, temperatura de 40ºC e 30 min de tempo de extração. No meio sintético todas as cepas isoladas foram capazes de produzir o composto 2-FE, onde a cepa Torulaspora delbrueckii isolado de caju foi à melhor produtora no meio com resíduo quando comparada com a levedura Geotrichum candidum (isolada de maracujá). Segundo a análise da superfície de resposta, o processo de produção foi otimizado, onde a maior produção do 2-FE (9,33 g/L) foi obtida após 72 h de fermentação com a levedura Torulaspora delbrueckii entre 150,0 até 184 rpm de agitação e com variação da concentração de resíduo de 20,0 a 50,0 g/L e para se obter uma melhor produção de 2-FE, deve-se utilizar o ponto médio de L-PHE. A partir destas condições otimizadas foi possível realizar um escalonamento da produção deste composto no biorreator e foi possível obter uma produção 1,43 vezes maior de 2-FE (13,38 g/L) quando comparado com a produção em frascos âmbar. Desta forma, este trabalho concluiu que a levedura isolada de caju e o resíduo de caju podem ser utilizados para obter produtos de aroma floral (2-FE) assim constituindo como uma alternativa aos processos convencionais, os quais em sua maioria utilizam meios sintéticos complexos e leveduras comerciais.

  • LUZIA NILDA TABÓSA ANDRADE
  • Estruturas Nanoparticuladas para Recobrimento de Sementes de Girassol com Ação contra Alternaria sp
  • Data: 28/08/2015
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    O uso de membranas a base de biopolímeros associadas à nanopartícula de prata e extrato hidroalcoólico de própolis vermelha no recobrimento de sementes de girassol (Helianthus annuus L.) potencializa a ação antimicrobiana em amplo aspecto e, promove a redução de agroquímicos na agricultura. A associação entre nanopartículas de prata e biopolímeros via rota biológica apresenta vantagens devido à solubilidade em água e ausência de toxidade. Recentemente, foi desenvolvida uma técnica para produção de nanopartículas associadas à goma xantana, tendo como produto um biopolímero com potencialidade de utilização em múltiplos setores da indústria, mediante o processo via rota biológica utilizado pela bactéria Xanthomonas campestris pv. campestris na presença de nitrato de prata. O objetivo do presente trabalho foi produzir uma membrana segundo a técnica de Casting composta por Pectina, Goma Xantana Industrial, Goma Xantana produzida por rota biológica com e sem a adição de AgNO3, Extrato hidroalcoólico de própolis vermelha e Glicerol utilizadas para o revestimento de sementes de girassol com atividade contra Alternaria sp. As membranas obtidas foram caracterizadas quanto a propriedades, mecânicas e óticas, permeabilidade ao vapor de água, espectroscopia de absorção na região do infravermelho com transformada de Fourier e análises térmicas. Os resultados da caracterização evidenciaram que a incorporação de GXAg e EHPV na composição das membranas alterou as propriedades mecânicas, com diferença significativa (p<0,1 e p<0,001). Em relação à deformação, as membranas não apresentaram diferenças significativas (p>0,05). Na tensão máxima (GXAgPV e GXPV) apresentaram diferenças significativas (p<0,01) onde GXPV, possui maior tensão de ruptura seguida por GXAgPV. No módulo de Young, somente GXPV apresentou diferenças significativas (p<0,001), frente às demais membranas. Nas propriedades óticas, para Δa, GXAgPV e GXAg (19,23 e 9,23) apresentam variação da coloração (vermelho mais intenso a vermelho) em relação ao padrão controle. Para Δb, valores positivos de 24,04 e 10,61 para GXAg e GXAgPV, indicando tonalidade mais amarela quando comparados a (GXCtr). Portanto, GXPV apresentou menor diferença em relação à membrana controle (p<0,05). No parâmetro ΔL, todas as membranas apresentaram diferenças significativas entre si (p<0,01). Quanto maior a diferença entre os valores e o (GXCtr), maiores são as diferenças de cor. GXAgPV apresenta a maior diferença de valores em relação a membrana GXAg (61,85 e 40,96). Os resultados de permeabilidade apresentou diferença estatística entre GXCtr e GXAgPV, com menor permeabilidade ao vapor de água quando comparados com GXPV (p<0,001) e GXAg. Nas análises de FTIR, o perfil dos espectros apresentou-se bastante similares entre si, com aumento da intensidade de algumas bandas na amostra contendo prata. Nenhuma nova banda foi observada no espectro, indicando que nenhuma nova ligação foi formada entre o polímero e as nanopartículas de prata. E, nas análises térmicas, as membranas (GXAg e GXAgPV), ambas perderam cerca de 55% com destaque para GXAg que apresentou massa residual de cerca de 28% em 900oC, sugerindo presença de prata nesta temperatura. Na avaliação da atividade antifúngica, foi utilizada a técnica de microdiluição em placas 96 poços. O nanocompósito de prata presente na membrana GXAg apresentou efeito fungicida minimo na concentração de 4.4 ppm de Ag. Entretanto na membrana controle houve crescimento do fitopatogeno Alternaria sp. Com base nos resultados a bactéria Xanthomonas campestris pv. campestris mostrou-se potencialmente eficaz para produção de biopolímeros antifúngicos, propiciando a redução da prata em meio fermentativo, presente nas formulações das membranas utilizadas.

    Os resultados encontrados para a percentagem de germinação de sementes de girassol em laboratório e casa de vegetação mostram que não houve diferença significativa entre os tratamentos das sementes recobertas com as membranas e das sementes sem revestimento (controle) sugerindo que não houve influência na incorporação das membranas nas sementes testadas (p < 0,05).

  • ANTONIO SANTOS DIAS
  • Abarema cochliacarpa (Gomes) Barneby & J. W. Grimes: caracterização química e potencial biológico
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 30/07/2015
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    Dias, Antônio Santos Dias. Abarema cochliacarpa (Gomes) Barneby & J. W. Grimes: caracterização química e potencial biológico. Orientador: Dr. Charles dos Santos Estevam. RENORBIO – UFS.

    Abarema cochliacarpa (Fabaceae), planta endêmica do Brasil e conhecida em Sergipe como “Barbatimão”, é utilizada na medicina popular como anti-ulcerogênica, anti-inflamatória, analgésica e, principalmente, como cicatrizante, entre outros usos. Diante de seu uso intenso como cicatrizante, atrelado ao fato de ser pouco explorada, cientificamente, e pelo crescente risco de extinção, o presente trabalho objetivou avaliar o efeito cicatrizante da microemulsão feita da fração hidrometanólica da sua entrecasca e investigar o potencial químico, antioxidante, antitumoral e citotóxico de extratos e frações desta planta. Para tanto, foi realizada a prospecção fitoquímica dos extratos aquoso (EAF) e hidroetanólico (EHEF) das folhas, quando foram detectadas catequinas, flavonoides e flavonois, entre outros metabólitos. O conteúdo de fenois totais, flavonoides e flavonois foi quantificado no EAF e EHEF. Com relação aos fenois totais, não houve diferença significativa entre eles (ρ < 0,05), com valores de 0,260 ± 0,005 e 0,285 ± 0,015 mg.g-1 de Equivalente Ácido Gálico, respectivamente. Flavonóis apresentaram valores de 180,2 ± 0,05 e 57,72 ± 0,01 µg.mg-1 Equivalente Rutina (ER), respectivamente, para EAF e EHEF. No que diz respeito à entrecasca, o extrato hidroetanólico (EHEE) e as frações hidrometanólica (FHM) e acetato de etila (FAE) apresentaram valores de flavonois semelhantes às folhas, sendo que a concentração mais alta foi de 172,74 ± 0,08 µg.mg-1 ER observada no EHEE. O composto majoritário da FHM foi isolado por CLAE para dar 37 mg de substância, que foi identificada como (+)-catequina através de RMN de 1H e 13C e comparados com dados da literatura. EHEF e EAF demonstraram potencial antioxidante frente ao 2,2 difenil-1-picril hidrazila. EAF obteve CE50 28% inferior à do ácido gálico, enquanto pelo método das substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico, preveniu 38,56% da lipoperoxidação induzida por H2O2 (200 µg.mL-1). Para avaliar o potencial cicatrizante, produziu-se a microemulsão da fração hidrometanólica a 10% (MFHM 10%), que foi caracterizada e testada em feridas abertas de Rattus novergicus. Análise de raios-X a baixo ângulo mostraram que a microemulsão estava em transição para cristal líquido tipo lamelar. Essa microemulsão apresentou potencial antioxidante com CE50 24,87 ± 0,62 µg.mL-1 e efeito cicatrizante com 55,18% de retração das feridas dos animais que a receberam topicamente até o 7º dia experimental e 100% no 21º dia de tratamento. Provavelmente isto não ocorreu pela ação de (+)-catequina, haja vista que ele é inibidor do TGF-β (fator de crescimento de fibroblastos-beta) que participa da diferenciação miofibroblástica, células responsáveis pelo processo de retração. Não obstante, observou-se menor deposição de colágeno I no 21º dia, em comparação à do grupo veículo e sem tratamento, provavelmente devido ao remodelamento cicatricial. Quanto ao efeito citotóxico, nenhum dos extratos ou frações foi capaz de inibir mais que 75% da viabilidade celular de macrófagos J774. Por outro lado, EAF e EHEE, com CI50 de 24,30 e 26,47 µg.mL-1, respectivamente, foram ativos como agente anticâncer frente à HL-60. Em conclusão, MFHM 10% tem efeito cicatrizante e os extratos da A. cochliacarpa detêm substâncias responsáveis pelo seu potencial antioxidante, antitumoral e citotóxico.

  • LUCIANA NALONE ANDRADE
  • Derivados p-Mentânicos: Estudos de Relação Estrutura-Atividade e Avaliação de Novos Candidatos a Agentes Antitumorais.
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 24/07/2015
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    O câncer é uma doença de grande incidência, alta mortalidade e de difícil tratamento, havendo um constante interesse social na procura por terapias mais eficientes. Nesse sentido, os óleos essenciais e seus constituintes químicos têm se mostrado como potenciais agentes bioativos antitumorais. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a atividade citotóxica de 19 derivados p-mentânicos estruturalmente relacionadas ao álcool perílico frente a 3 linhagens de células tumorais humanas: adenocarcinoma ovariano (OVCAR-8), carcinoma de cólon (HCT-116) e glioblastoma (SF-295) através do ensaio colorimétrico de MTT. Essas substâncias foram avaliadas de acordo com o grau de inibição da proliferação celular (GI%), visando identificar substâncias mais citotóxicas e as características moleculares que contribuem para a atividade in vitro. Os testes foram realizados em triplicata com concentração única de 25 µg/mL. Os resultados demostraram que todas as substâncias testadas foram menos citotóxicos do que o álcool perílico, com exceção do 1,2-epóxi-perialdeído (EP-1) e 8,9-epóxi-perialdeído (EP-2) (GI = 95,66 a 99,89%), com e CI50 variando entre 2,68 a 3,92 e 1,03 a 1,75 µg/mL, respectivamente. O benzoato de perila foi o composto menos citotóxico, com um valor de (GI = 2,86 a 5,02%). As substâncias (+)-1,2-epóxi-limoneno, (-)-hidróxi-carvona (-HC) e perialdeído apresentaram atividade citotóxica intermediária, com (GI = 58,40 a 94,01%). Diante desses resultados, as características estruturais que podem contribuir para compreender a atividade citotóxica do álcool perílico e seus análogos foram identificadas. Em geral, a substituição de duplas ligações C-C por grupos epóxido somado ao grupo aldeído aumentou a citotoxicidade. A presença e a posição dos grupos cetona e epóxido no esqueleto p-mentano influenciaram na atividade citotóxica. A adição de grupos hidroxila na estrutura química resultou em substâncias menos citotóxicas, como foi o caso do cis-carveol e sobrerol. Como também, a acetilação de tais grupos conduziu a uma diminuição global da citotoxicidade, indicando que a lipofilicidade desempenha um papel importante na diminuição da atividade citotóxica. Além disso, a enantiosseletividade pode desempenhar um papel importante na citoxicidade de substâncias naturais, como observado para a (-)- e (+)-hidróxi-carvona. Esses resultados demonstram que os diferentes grupos funcionais e as suas posições no esqueleto p-mentano influenciam na atividade citotóxica. Em seguida, foi avaliada a atividade antitumoral in vivo das substâncias com maior citotoxicidade e sem estudos prévios descritos, EP-1, EP-2 e (-HC) utilizando camundongos transplantados com Sarcoma 180 (S180). Neste ensaio, a administração de EP-1 ou EP-2 (100 ou 200 mg/kg/dia) inibiu o desenvolvimento de tumor sólido em camundongos transplantados com S180. A inibição foi de 33,4 e 56,4% para EP-1 e 38,4 e 58,7% para EP-2 na menor e maior dose, respectivamente. Já a (-HC) não apresentou atividade antitumoral in vivo em nenhuma das doses testadas. Não houve alterações nos parâmetros bioquímicos em animais tratados com EP-1 e EP-2. Em relação às análises hematológicas, essas substâncias demonstraram redução no número de leucócitos totais e alterações na contagem diferencial. O mecanismo de ação de EP-1 e EP-2 foram, então, estudados. Nenhuma das substâncias testadas induziu hemólise. A viabilidade de células HL-60 foi afetada por ambas as substâncias após um período de exposição de 24h, quando analisada por exclusão por azul de tripan. Tanto EP-1 quanto EP-2 reduziram o número de células viáveis associado com um aumento no número de células não viáveis, o que colabora com o aumento do número de células mortas na análise morfológica. A incorporação do brometo de etídio/laranja de acridina, nas células tratadas, sugere citotoxicidade via apoptose e necrose. Logo, diante dos resultados, podemos concluir que EP-2 foi mais potente in vitro comparado a EP-1, entretanto, ambas as substâncias apresentaram atividade antitumoral através dos processos apoptótico e necrótico, sem causar severa toxicidade. Esses dados sugerem que EP-1 e EP-2 apresentam um potencial anticâncer promissor e, que modificações estruturais adequadas são possíveis para o desenvolvimento de novos agentes antitumorais.

  • DANIELA APARECIDA DE CASTRO NIZIO
  • Estudo fitoquímico, metodologia de extração e atividade antifúngica e antiprotozoária do óleo essencial de genótipos de erva-baleeira (Varronia curassavica Jacq.)
  • Orientador : ARIE FITZGERALD BLANK
  • Data: 30/06/2015
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  • RESUMO:

    O objetivo deste trabalho foi caracterizar quimicamente os óleos essenciais de plantas de erva-baleeira coletadas no estado de Sergipe, aperfeiçoar as condições de extração do óleo essencial por hidrodestilação (HD) e micro-ondas (MI), avaliar a atividade antifúngica do óleo essencial e atividade antiprotozoária do óleo essencial e de compostos isolados contra o parasita de peixes Ichthyophthirius multifiliis. A caracterização da diversidade química em cinco populações de Varronia curassavica revelou uma grande variedade de compostos nos óleos essenciais de plantas nativas, provavelmente devido às diferenças genéticas entre as plantas estudadas. Os compostos encontrados em maior quantidade entre as plantas foram tricicleno, canfeno, E-cariofileno, β-sesquifelandreno, α-zingibereno, 7-cicloocten-1-ona, 7-metil-3-metileno-10-(1-propil) e turmerona, que definiram a formação de cinco grupos de acordo com a composição química e diferenciação por meio de análise de agrupamento. O óleo essencial das plantas pertencentes aos grupos II, IV e V inibiu aproximadamente 75% do crescimento micelial de L. theobromae, após 96 horas de incubação. O óleo essencial do acesso de V. curassavica VCUR-201 foi extraído por HD e MI. Para HD foram testados 3 tempos de destilação (100, 120 e 140 minutos) e 3 volumes de água (1,0; 1,5 e 2,0L). Para MI foram testados 3 potências (500, 600 e 700W), 3 tempos (20, 30 e 40 minutos) e 3 volumes de água (0, 25 e 50 mL). Os compostos mais abundantes no óleo essencial extraído por HD e MI foram shyobunol (24,31 e 26,87%), germacreno D-4-ol (10,99 e 4,67%), biciclogermacreno (5,14 e 4,75%), E-cariofileno (5,04 e 3,68%) e α-cadinol (5,02 e 4,47%). A média geral do teor de óleo essencial (v,p) obtido nos dois métodos de extração foram 3,09 % para HD e 2,54% para MI. O óleo essencial obtido de dois tratamentos de HD (100 min., 1,0L de água e 140 min., 2,0L de água) e dois tratamentos de MI (500W, 20 min., 0 água e 700W, 40 min. e 50mL de água) foram utilizados no ensaio de atividade antifúngica. Os óleos essenciais da HD, que apresentaram como principal diferença, maior teor do composto germacreno D-4-ol em comparação com MI proporcionaram maior inibição do crescimento micelial do fungo Colletotrichum musae. Os óleos essenciais dos acessos do BAG de V. curassavica VCUR-001, VCUR-509 e VCUR-601, os compostos majoritários α-pineno, sabineno, e a mistura E-cariofileno mais viridiflorol exibiram toxicidade contra I. multifiliis nas fases trofonte e tomonte. Foi possível confirmar também que os compostos majoritários testados são os principais responsáveis pela atividade antiparasitária exibida pelos os óleos essenciais que os contém. Danos causados à integridade da membrana nos trofontes e rompimento da parede do cisto nos tomontes parece ser a principal causa de morte dos protozoários incubados com os óleos essenciais de V. curassavica e compostos isolados. O óleo essencial de V. curassavica apresenta potencial para o controle de fungos fitopatogênicos e parasitas de peixes. Futuramente poderá ser utilizado em formulações para uso na agropecuária.

  • JULIANA OLIVEIRA DE MELO
  • Estudo fitoquímico e atividades antifúngica e inseticida de óleos essenciais e formulações de genótipos de Lippia gracilis Shauer e Lippia sidoides Cham.
  • Orientador : ARIE FITZGERALD BLANK
  • Data: 19/06/2015
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    O objetivo deste trabalho foi estudar as propriedades fitoquímicas, atividades antifúngica e inseticida de óleos essenciais e formulações de genótipos de L. gracilis e L. sidoides. As folhas dos genótipos foram coletadas na Fazenda Experimental "Campus Rural da UFS. Os óleos essenciais foram extraídos por hidrodestilação. A análise qualitativa da composição química foi realizada por CG-EM e a quantitativa por CG-FID. Nanoemulsões foram produzidas de acordo com o método de emulsificação espontânea e caracterizadas em termos de aspectos macroscópicos, potencial Zeta, diâmetro da partícula e polidispersividade. A atividade antifúngica dos óleos essenciais, componentes principais e nanoemulsões foi avaliada contra o fungo L. theobromae em ensaio por contato com base na inibição do crescimento micelial nas concentrações 10,0; 5,0; 1,0; 0,5 e 0,1 mL.L-1. Para produção do complexo de inclusão em b-ciclodextrina de óleos essenciais de L. gracilis genótipos LGRA-106, LGRA-109 e L. sidoides LSID-102, LSID-comercial foi usada a técnica de malaxagem. A análise desses complexos foi realizada por análise química dos óleos essenciais e complexos de inclusão, espectroscopia na região do infravermelho com transformada de Fourier e atividade fungicida contra o fungo F. pallidoroseum. Para avaliação da atividade inseticida dos óleos essenciais foram usados seis genótipos de L. gracilis diluídos em acetona contra insetos adultos de S. zeamais (gorgulho-do-milho) e Z. subfasciatus (gorgulho do feijão). As nanoemulsões obtidas a partir dos óleos essenciais LGRA-106 (Nano-106) e LSID-102 (Nano-102) foram as que apresentaram menor tamanho da partícula 15 e 18,83 nm. A formulação Nano-106 apresentou como componentes principais o timol (63,43%) e b-cariofileno (13,53%). Na formulação Nano-109 os componentes dominantes foram carvacrol (45,63%) e r-cimeno (12,89%). Para LGRA-102 os principais componentes foram timol (83,03%) e metil timol (9,38%). A formulação Nano-104 apresentou carvacrol (38,66%) e (Z)-ocimenona (35,91%). Nos testes contra o fungo L. theobromae o genótipo LSID-104 e carvacrol foram os compostos que apresentaram melhor atividade com redução no crescimento micelial de 50% e 100%, respectivamente, na menor concentração testada (0,1 mL.L-1). As nanoemulsões que apresentaram melhores atividade biológica foram nano.timol e nano.carvacrol com inibição de 51% e 43% do crescimento micelial na concentração de 0,5 mL.L-1. Foram obtidos quatro complexos de inclusão CD-106, CD-109, CD-102 e CD-com. O óleo essencial do genótipo LGRA-109, LSID-comercial e o monoterpeno timol apresentaram maior atividade fungistática contra o fungo F. pallidoroseum. Os complexos de inclusão que apresentaram maior atividade fungistática foram CD-109 e CD-comercial com CIM de 1,5 mg.mL-1. Nos testes de atividade inseticida, os óleos essenciais de L. gracilis foram tóxicos para as duas espécies de insetos estudadas. O genótipo LGRA-107 apresentou maior potencial inseticida sobre S. zeamais com valor de DL50 de 1,06 % e as amostras de Z. subfasciatus foram mais sensíveis ao óleo essencial do genótipo LGRA-110 com DL50 de 2,30%.

  • WANESSA LORDÊLO PEDREIRA VIVAS
  • DESENVOLVIMENTO DE VACINA RECOMBINANTE PARA O CONTROLE DA LINFADENITE CASEOSA
  • Data: 25/05/2015
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    A Linfadenite Caseosa (LC) é uma doença crônica, infecto-contagiosa, ocasionada pela bactéria Corynebacterium pseudotuberculosis que acomete principalmente caprinos e ovinos, A profilaxia é e medida que apresenta o melhor custo-benefício, no entanto as vacinas disponíveis não são totalmente eficientes para o controle da LC, assim o desenvolvimento de novas vacinas é de extrema importância. O presente estudo teve por objetivo desenvolver vacina de DNA e de subunidade baseadas o gene cp40. Para isso o cp40 foi clonado no vetor de expressão em eucariotos pTARGET para obtenção da vacina de DNA e no vetor expressão em procariotos pAE para ontenção da proteina recombinante rCP40. Camundongos Balb/C fêmeas foram imunizados com 50 µg da vacina de subunidade (rCP40) associada ao adjuvante Hidróxido de Alumínio e adjuvante Incompleto de Freund e com 50 µg da vacina de DNA (pTAGET/cp40) e desafiados com 104UFC da cepa virulenta C. pseudotuberculosis MIC6. A resposta imune humoral foi avaliada através de ELISA Indireto e resposta imune celular pela quantificação de mRNA das citocinas IL-2, IL4, IL-10 e INF-gama por qRT-PCR. Os resultados demonstraram que a rCP40/Adj.In. Freund proporcionou uma melhor avaliação resposta imune humoral através da produção significativa de IgG2a quando comparado aos demais grupos experimentais (p<0,05), bem como promoveu uma resposta imune celular, através da expressão das Il-2 e INF-gama, consideradas moduladoras para o indução do tipo de resposta Th1, atuante na eliminação de C. pseudotuberculosis. A rCP40/Al(OH)3 e a rCP40/Adj.In.Freund também induziram uma produção de IgG1 (p<0,05). A vacina de DNA (pTARGET/cp40), apesar da expressão da proteína CP40 in vitro em células CHO, não induziu níveis significativos de isotipos IgG1 e IgG2a in vivo. Assim a possibilidade de novas formulações vacinais associando a rCP40 ao Adjuvante Incompleto de Freund, cepas atenuadas e mutantes da C. pseudotuberculosis, pode vir a caracterizar uma formulação de vacina promissora para o controle da Linfadenite Caseosa.

  • ROSANE GOMES DE OLIVEIRA
  • Produtos da colmeia de espécies de abelhas do gênero Melipona (Hymenoptera: Apidae) da região Nordeste do Brasil.
  • Orientador : EDILSON DIVINO DE ARAUJO
  • Data: 21/05/2015
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    Abelhas eussociais do gênero Melipona são produtoras de mel e pólen, produtos que podem ser utilizados como alimento in natura ou para o desenvolvimento de produtos biotecnológicos. Tanto o mel, quanto o pólen podem conter propriedades benéficas à saúde humana relacionadas com seu conteúdo químico, principalmente aos compostos fenólicos e estudos científicos sobre este assunto são raros em meliponíneos. Este trabalho teve como objetivo caracterizar o mel e pólen de 6 espécies de abelhas do gênero Melipona da região Nordeste do Brasil e subsidiar o desenvolvimento de novos produtos. As diferenças entre os compostos de cada amostra foram analisadas por análise de variância seguida de teste tukey (p≤0,05), análise multivariada e análises moleculares, esta última aplicada na identificação de microrganismos. Para caracterização dos produtos foram realizadas análises palinológicas por acetólise, análises de proteínas, açúcares, lipídeos, fenóis totais, flavonoides totais, aminoácidos totais, DPPH e HPLC-DAD. As amostras de pólen apresentaram alta concentração de proteínas, aminoácidos, compostos fenólicos e capacidade antioxidante, destacando-se os seguintes aminoácidos em maior concentração: a Asparigina, o Ácido Glutâmico, Prolina e Leucina e os seguintes compostos fenólicos: a Luteolina, a Apigenina, a Narigerina, o Ácido Trans-cinâmico, o Ácido abscisico, o Ácido p-cumarico e o Ácido Gálico. As amostras de mel apresentaram consideráveis quantidades de açúcares, pouca quantidade de proteína e alta capacidade antioxidante, foram identificados como compostos fenólicos majoritários nas amostras de mel, a Luteolina, o kaemferol, a Apigenina, o Ácido cafeíco e o Ácido abscisico. Os valores de proteínas, açúcares, lipídeos, aminoácidos, fenóis, flavonoides, DPPH e perfil de compostos fenólicos foram variáveis em ambos os produtos, e essa variação está relacionada com a origem botânica das amostras que apresentaram as Famílias: Solanacea, Fabaceae (subfamília Mimosaceae), Myrtacea e Euphorbiaceae, como as famílias de plantas mais visitadas pelas abelhas meliponas em estudo. A microbiota desses produtos encontra-se em equilíbrio, fator importante para comercialização e consumo dos mesmos. Os compostos fenólicos identificados possuem inúmeras propriedades terapêuticas e podem ter sido responsáveis pelo equilíbrio dos microrganismos. Independente da variação das análises químicas encontradas no mel e pólen pode-se afirmar que ambos os produtos de todas as espécies de abelhas estudo possuem propriedades antioxidantes, nutricionais e compostos fenólicos benéficos a saúde e por isso de grande interesse para a área de biotecnologia de produtos naturais.

  • RONALDO FERNANDES PEREIRA
  • PROSPECÇÃO E IDENTIFICAÇÃO BOTÂNICA DE PÓLENS APÍCOLAS MONOFLORAIS PARA FINS BIOTECNOLOGICOS
  • Orientador : EDILSON DIVINO DE ARAUJO
  • Data: 20/05/2015
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  • O pólen apícola produzido por Apis mellifera L. é uma matéria-prima natural com diversas aplicações nas áreas da saúde e nas indústrias de alimento, química e farmacêutica. As pesquisas atuais abordam pólens apícolas multiflorais, sendo escassos estudos com tipos monoflorais. Com base em entrevistas com apicultores da região nordeste do Brasil analisou sete tipos de pólens apícolas com potencial a produção monofloral, sendo quatro espécies de palmeiras coco da bahia (Cocos nucifera); Dendê (Elaeis guineensis); Piaçava (Attalea funifera); Ouricuri (Syagrus coronata); duas leguminosas Sabiá (Mimosa caesalpiniifolia); Jurema preta (Mimosa tenuiflora); e uma planta herbácea Beldroega (Portulaca oleracea). Foram identificados e quantificados 17 tipos de aminoácidos livres, sendo 8 essenciais onde índices (mg/g de proteina) foram superiores ao recomendado pela Organização mundial da Saúde (FAO/OMS) em todos os tipos de pólens analisados. O aminoácido livre (total) em maior quantidade foi o ácido glutâmico (680,39 mg/g de proteína), seguido da leucina (590,79 mg/g), da prolina (523,30 mg/g) e do ácido aspártico (521,3mg/g). Para os compostos fenólicos o método utilizado possibilitou a identificação e quantificação de 8 tipos, sendo cinco ácidos fenólicos (ácido p-cumárico, ácido abscisico, ácido trans cinâmico, ácido cafeico, ácido gálico) e três flavonoides (narigerina, rutina e Quercetina) o único composto presente em todas as amostras foi o ácido p-cumárico variando de 3,03 a 48,51 mg/g de pólen. As leguminosas M. caesalpiniifolia e M. tenuiflora apresentaram os maiores números de compostos fenólicos comparando com as palmeiras, destacando a quercetina que apareceu somente em M. tenuiflora (106,12 mg/g de pólen apícola). Os resultados físico-químicos entre as fontes botânicas apresentaram diferenças entre palmeiras e leguminosas, sendo que as leguminosas apresentaram os maiores índices de proteínas e lipídeos e baixos teores de açucares redutores. Na análise de viabilidade produtiva e econômica M. tenuiflora registrou a maior produtividade (188,9 g/colmeia/dia) e o menor ciclo produtivo cinco dias. O maior cinclo produtivo foi de 330 dias para C. nucifera. O pólen apícola monofloral das palmeiras apresentaram viabilidades produtiva e econômica visando o mercado atual, entretanto com base na composição fenólica e de aminoácidos todos os tipos de polens apícolas apresentam viabilidades para o mercado biotecnológico de compostos químicos e alimentação funcional com destaque aos tipos polínicos de leguminosas.

  • ÍTALO JOSÉ ALVES MOREIRA
  • (-)-β-pineno isolado e complexado em β-ciclodextrina produzem efeito anti-hipertensivo em ratos
  • Orientador : MARCIO ROBERTO VIANA DOS SANTOS
  • Data: 17/04/2015
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    O (-)-β-pineno é um monoterpeno bicíclico bastante encontrado nos óleos essenciais de várias plantas medicinais aromáticas. Algumas de suas propriedades biológicas têm sido descritas, dentre elas o efeito hipotensor em ratos normotensos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o potencial anti-hipertensivo induzido pelo (-)-β-pineno e pelo complexo de inclusão (-)-β-pineno e β-ciclodextrina, através de abordagens in vivo e in vitro. O (-)-β-pineno e a β-ciclodextrina foram submetidos ao preparo e caracterização físico-química de amostras da mistura física (MF) e co-evaporação (CE) sendo comparados com as amostras isoladas. Para a caracterização físico-química das amostras envolvidas foram utilizadas as técnicas de calorimetria exploratória diferencial (DSC), termogravimetria/termogravimetria derivada (TG/DTG), espectroscopia na região do infravermelho (FTIR), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e difração de raios X (DRX). Para o estudo farmacológico foram utilizados ratos Wistar normotensos e hipertensos induzidos por NG-nitro-L-arginina-metil-éster (L-NAME). A medida direta da pressão arterial foi determinada através do implante de cateteres na artéria aorta abdominal destes animais. O complexo foi administrado em dose única (200 mg/kg) por via oral e seu efeito foi acompanhado durante 48 horas. Além disso, foram realizados estudos para avaliar os efeitos do (-)-β-pineno sobre a reatividade vascular em anéis de artéria mesentérica superior isolada. Os resultados de DSC, TG/DTG, FTIR, MEV e DRX evidenciaram a formação de complexo de inclusão do (-)-β-pineno em β-ciclodextrina pelo método da CE. Em ratos hipertensos induzidos por L-NAME, pressão arterial média (PAM) = 156 ± 16 mmHg, o complexo de inclusão (-)-β-pineno e β-ciclodextrina promoveu uma acentuada hipotensão a partir das 36 horas de sua administração (PAM = 124 ± 3; 110 ± 5 mmHg, respectivamente nos tempos 36h e 48h). Nas preparações in vitro, os anéis de artéria foram pré-contraídos com fenilefrina (FEN) e sob este tônus, o (-)-β-pineno (10-7 a 3x10-2 M) foi adicionado à cuba de maneira cumulativa para obtenção de curva concentração-resposta. O mesmo induziu vasorrelaxamento dependente da concentração (Emax = 105 ± 6 %; n = 5), que não foi alterado após a remoção do endotélio vascular (Emax = 108 ± 4 %; n = 5), ou após a pré-contração com KCl 80 mM (Emax = 17 ± 8 %; n = 5) ou S-(-)Bay K 8644 (Emax = 107 ± 5 %; n = 5) ou após a incubação com 1 mM de TEA (Emax= 113 ± 4%; n = 5). Na concentração de 3x10-2 M, o (-)-β-pineno foi capaz de inibir significativamente as contrações induzidas por CaCl2 (10-7 – 3 x 10-2 M) e por ortovanadato de sódio (10-5 – 3 x 10-2 M). Estes resultados demonstram que o complexo de inclusão promoveu hipotensão e que o efeito vasorrelaxante induzido pelo (-)-β-pineno foi independente do endotélio funcional e parece envolver o bloqueio do influxo de Ca2+ através dos canais para Ca2+ operados por voltagem, associado à diminuição da sensibilidade da maquinaria contrátil ao Ca2+.

  • JOSÉ COURAS DA SILVA FILHO
  • Investigação da atividade anti-hipertensiva do (-)-borneol e do complexo beta-ciclodextrina/(-)-borneol em ratos
  • Orientador : MARCIO ROBERTO VIANA DOS SANTOS
  • Data: 20/03/2015
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    O monoterpeno (-)-borneol (BOR) está presente em óleos essenciais de várias plantas medicinais. Em estudos prévios, BOR apresentou atividades analgésica, anti-inflamatória, vasorrelaxante e antioxidante. Entretanto, sua instabilidade térmica e sua baixa solubilidade em água reduzem sua aplicação terapêutica. Este trabalho teve como objetivo preparar complexos de inclusão entre o BOR e aβ-ciclodextrina(β-CD), avaliar a resposta vasorrelaxante e a atividade anti-hipertensiva induzida pelo BOR e pelo complexo BOR/β-CD utilizando uma abordagem in vitro e in vivo. Também foi verificado a citotoxicidade e a toxicidade aguda do BOR e do BOR/β-CD. A caracterização do complexo BOR/β-CD foi realizada através de espectroscopia de absorção no infravermelho, calorimetria exploratória diferencial e difração de raios X e cálculos de teoria da densidade funcional (DFT) para a confirmação do complexo formado mais favorável entre o BOR e a β-CD. Para realização dos experimentos in vitro e in vivo com o complexo BOR/β-CD, ratos Wistar machos (250-300 g) foram tratados através da adição de NG-nitro-L-arginina-metil-éster (L-NAME 0,5 mg/mL) na água para consumo ou na dose de (100 mg/Kg v.o.) durante 7 dias, tempo suficiente para produção da hipertensão arterial. Nos testes in vitro, a adição cumulativa do BOR(10-9-10-3M) em anéis pré-contraídos com fenilefrina induziu um efeitovasorrelaxantedependente de concentração eindependente do endotélio, também obtido por pré-contração induzidacom KCl 80 mM.Além disso, omonoterpenoBOR(10-5-10-2M) inibiu as contraçõesinduzidaspela adiçãocumulativa defenilefrina(10-9-10-5M) de uma maneira dependente de concentração.Em preparaçõespré-contraída por S-(-)-BayK8644(0,1mM), um ativadorCaVL, o BOR também induziu um efeitovasorrelaxante. Em anéis de artérias de animais normotensos na presença do L-NAME(inibidor do óxido nítrico sintetase) ou na presença do PTIO (sequestrador intracelular de óxido nítrico) o BOR deslocou a curva para direita, mas não alterou a resposta máxima. Em anéis de artérias de ratos hipertensos, na presença de calmidazolium (um inibidor da calmodulina), L-NAME ebisindolilmaleimida10-7 (inibidor da PKC), houve uma atenuação no vasorrelaxamento promovido pelo BOR. Já na presença de TEA 1mM (um inibidor dos canais para potássio sensíveis ao cálcio de grande condutância)e TEA 3 mM (bloqueador não seletivo de canais para potássio), não ocorreu atenuação do vasorrelaxamento. Nos testes in vivo o complexo BOR/β-CD induziu uma hipotensão por um período de 300 minutos, mostrando-se melhor agente anti-hipertensivo do que o BOR livre. Em estudo decitotoxicidade, pelo teste do MTT, avaliou-se a viabilidade das células HUVECs e CMLV, frente ao BOR. Os resultados mostraram que o BOR (10-9M e 10-7M) não causa danos nos modelos de células estudadas, ocorrendo apenas uma pequena redução na viabilidade celular quando se utilizou a concentração mais elevada de 10-3M. A toxicidade aguda foi avaliada em camundongos Swiss adultos após administração de BOR/β-CD 2 g/kg (v.o), pelo screening hipocrático, ganho de peso e peso relativo dos órgãos (coração, fígado, pulmão e rins) eavaliação de parâmetros bioquímicos. O complexo BOR/β-CDnão provocou morte e nem demonstrou toxicidade na dose testada. O complexo não alterou o peso corporal e dos órgãos avaliados. Na análise bioquímica, não ocorreu diferença significativa nos parâmetros do grupo tratado com o complexo BOR/β-CDem relação ao grupo controle. Conclui-se, que o monoterpenoBOR induz um efeito vasorrelaxante independente do endotélio, envolvendo provavelmente a inibição do influxo de cálcio através dos canais para cálcio sensíveis a voltagem, e que o complexo BOR/β-CD possui efeito anti-hipertensivo e não apresenta toxicidade aguda na dose testada, passo importante para o desenvolvimento de medicamentos seguros e eficazes.

  • SUYARE ARAÚJO RAMALHO
  • Compostos Bioativos em Alguns Produtos Naturais e Estudo das Atividades Inibitórias da α-amilase, α-glucosidase e Enzima Conversora de Angiotensina Ligadas a Diabetes Tipo II em Frutas e Fermentados de Frutas
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 20/03/2015
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  • Doenças crônicas ligadas à oxidação estão em ascensão e são uma das principais causas de morte a nível mundial. Dessa forma, o objetivo geral desta pesquisa foi estudar o perfil dos compostos fenólicos presentes em frutas, chás preto e fermentados de frutas, assim como, determinar as atividades antienzimáticas (in vitro) da α-amilase, α-glucosidase e ECA em frutas antes e após seu processo fermentativo, a fim de controlar estágios iniciais da Diabetes de tipo 2. Inicialmente, verificou-se o potencial anti-hiperglicêmico e anti-hipertensivo e sua relação com os antioxidantes e compostos fenólicos presentes nas polpas, cascas e sementes de 11 frutos - jamelão (Syzygium cumini); caqui (Diospyros kaki L.); jabuticaba (Myrciaria cauliflora); uva vermelha (Vitis vinifera L.); uva roxa (Euterpe edulis L.), ameixa (Prunus domestica); pitanga (Eugenia uniflora L.); caju (Anacardium occidentale); acerola (Malpighia emarginata); açaí (Euterpe oleracea) e mangaba (Hancornia speciosa). A partir disto, foram selecionadas 8 resíduos destes frutos estudados com altos e baixos potenciais antienzimáticos, a fim de avaliar os mesmos parâmetros iniciais e seu efeito durante a fermentação. Em adição, compostos bioativos presentes em chás pretos foram identificados e quantificados usando o sistema HPLC-DAD. Os resultados mostraram que os pós das frutas possuem elevados teores de compostos fenólicos totais (642,82 a 11064,44 µg GAE.g-1) bem como expressiva atividade antioxidante (23,2 a 95,72%). Além disto, foram identificados nas polpas e resíduos das frutas os ácidos gálico (0,02 a 7,05 mg/g dw), p-cumárico (0,002 a 0,84 mg/g dw) clorogênico (0,001 a 1,01 mg/g dw), catequina (0,002 a 2,02 mg/g dw), rutina (0,001 a 2,56 mg/g dw), resveratrol (0,002 a 1,40 mg/g dw) e o ácido ascórbico (0,001 a 22,78 mg/g dw). Dentre os chás preto analisados, os de origem brasileira apresentou maior teor de compostos fenólicos em 20 min após sua infusão. Em relação à fermentação, a casca de mangaba, que antes não possuía taxa inibitória da α-glucosidase, apresentou inibição após as 48h (14,8%), atingindo valor máximo (25%) após 72h. O produto fermentado de jamelão manteve valores constantes em relação a taxa inibitória desta enzima (98,30%), porém, a acerola e o caqui diminuíram sua taxa de inibição da α-glucosidase após 48h. No geral, as cascas liofilizadas de açaí, mangaba, jabuticaba e uva roxa apresentaram resultados muito positivos durante a fermentação láctica para os parâmetros antienzimáticos avaliados.

  • DANIELLE RODRIGUES RIBEIRO
  • EFEITO DA ATIVIDADE ANTITUMORAL E QUIMIOPREVENTIVO DA PRÓPOLIS VERMELHA BRASILEIRA EM MODELOS MURINO
  • Data: 27/02/2015
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  • Apesar dos efeitos da própolis verde Brasileira em tumores malignos serem amplamente explorados, o potencial antitumoral e quimiopreventivo da variedade vermelha deste produto ainda é pouco conhecido. O objetivo deste trabalho foi investigar o efeito antitumoral e quimiopreventivo da administração oral do extrato hidroalcoólico da própolis vermelha brasileira (EHPV) em modelos murino. Para tanto, o EHPV foi obtido e caracterizado por cromatografia líquida ultrarápida. Em seguida, foi realizado ensaio da atividade antitumoral in vivo utilizando modelo sarcoma 180 (S180). Células tumorais S180 (2x106 células/0,2mL) foram implantadas em 30 camundongos, que foram separados em cinco grupos (n=6) e tratados com administração intraperitoneal EHPV nas doses de 10, 50 e 100 mg/kg, 5FU na dose de 25mg/kg e veículo 0,9 %. Posteriormente, 30 outros camundongos foram utilizados para o ensaio de quimioprevenção da carcinogênese perioral. A carcinogênese foi induzida com aplicação tópica do DMBA á 0,5% em comissura labial esquerda, enquanto solução salina foi aplicada do lado direito como controle (CTR) 3 vezes na semana não consecutivos. O EHPV foi administrado por via oral nas doses de 10, 50 e 100 mg/kg (EHPV10, EHPV50 e EHPV100, respectivamente), enquanto água destilada e Tween 80 á 2% foram administrados para os grupos controles negativos (TUM1 e TUM2) em dias alternados á aplicação do DMBA. Os animais foram monitorados diariamente para registro do aparecimento de tumores clínicos. Após 26 semanas, os animais foram eutanasiados e os tumores removidos para análise macro e microscópica. Os dados obtidos foram analisados ​​por ANOVA (teste de Tukey) e teste do qui-quadrado, e as diferenças entre os grupos foram consideradas significativas quando p <0,05. A análise cromatográfica identificou três compostos principais: formononetina (23.29±0.06 mg/g), biochanina A (0.67±0.01 mg/g) e daidzeína (0.38±0.01 mg/g). No ensaio com sarcoma 180, o índice médio de inibição do crescimento tumoral obtido com a administração de EHPV nas doses de 50 e 100 mg/kg foi estatisticamente semelhante ao obtido com o quimioterápico padrão (5FU) (p>0,05). No ensaio de quimioprevenção, a administração oral de EHPV inibiu 40% de crescimento em EHPV50 e EHPV100, bem como promoveu um retardo de três semanas no desenvolvimento de tumores clinicamente detectáveis em todos os grupos tratados com EHPV. Após 26 semanas os grupos TUM1 e TUM2 apresentaram volumes tumorais médios significativamente maiores que EHPV10, 50 e 100 (p<0,05). A análise histológica revelou que os tumores representavam carcinoma de células escamosas bem diferenciados e que houve desenvolvimento de lesões displásicas em amostras clinicamente livres de tumor. A análise da expressão imunohistoquímica das proteínas associadas ao ciclo celular Ki67 e p16INK4a não apresentou diferença significativa entre os grupos (p>0,05). Os resultados sugerem que o extrato hidroalcoólico da própolis vermelha brasileira exerce atividade antitumoral em modelo Sarcoma 180 nas doses de 50 e 100 mg/kg e quimiopreventiva na progressão da displasia epitelial induzido pelo DMBA em carcinoma epidermóide oral em modelo experimental de carcinogênese perioral (labial) nas doses administradas. Além disso, o efeito antitumoral não se mostrou associado com a modulação da atividade proliferativa das células tumorais.

    Palavras-chave: Extratos vegetais, própolis, sarcoma 180, carcinogênese, DMBA, triagem de medicamento antitumoral.

  • INGRID SCHWETER GANDA
  • Aplicação de dendrímeros de poliamidoamina como nanocarreadores de uma vacina peptídica para prevenção da infecção genital por Chlamydia trachomatis.
  • Data: 24/02/2015
  • Tese
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  • RESUMO

    GANDA, I.S. Aplicação de dendrímeros de poliamidoamina como nanocarreadores de uma vacina peptídica para prevenção da infecção genital por Chlamydia trachomatis. 2015. Tese (Doutorado) – Programa de pós-graduação da Rede Nordeste de Biotecnologia, Aracaju, Sergipe.

    Chlamydia trachomatis é uma das bactérias sexualmente transmissíveis mais prevalentes na população mundial. Em geral trata-se de uma infecção assintomática, que pode causar doença inflamatória pélvica (DIP) e infertilidade nas mulheres. A infecção por C. trachomatis também está relacionada a outras doenças como o tracoma (principal causa infecciosa de cegueira no mundo), artrite, pneumonia entre outras. A vacinação é considerada a melhor estratégia para reduzir a prevalência de clamídia, no entanto, ainda não há uma vacina comercial disponível. O peptídeo 4 (Pep4) é um candidato a vacina para Chlamydia, pois imita o epítopo do exoantígeno glicolipídico (GLXA) existente em várias espécies patogênicas do gênero. No entanto, a baixa imunogenicidade das vacinas peptídicas é um dos desafios para seu sucesso. Neste estudo, dendrímeros de poliamidoamina (PAMAM) de geração 4, com grupos terminais -OH (G4OH) foram testados pela primeira vez como nanocarreadores de uma vacina peptídica com o objetivo de ampliar seu potencial imunogênico. Inicialmente, uma reação em 2 etapas promoveu a conjugação do G4OH ao Pep4 através de uma ligação química covalente e degradável em pH ácido. A caracterização do conjugado foi realizada por ressonância magnética nuclear (H1 RMN) e espalhamento de luz dinâmica (DLS). A formulação vacinal foi testada no modelo murino de infecção genital por C. trachomatis. Quatro grupos de animais (n = 8) foram imunizados com: i) solução salina tamponada com fosfato (PBS), ii) Pep4 misturado ao hidróxido de alumínio (Al(OH)3 - adjuvante), iii) G4OH-Pep4 (Pep4 conjugado ao G4OH) e iv) G4OH + Pep4 (Pep4 apenas associado ao G4OH). Após três imunizações subcutâneas, o sangue dos animais foi coletado e os soros avaliados por imunocitoquímica quanto a presença de anticorpos específicos (Ac) para 4 diferentes espécies de Chlamydia (C. trachomatis, C. muridarum, C. pecorum e C. abortus). Os animais imunizados foram desafiados pela inoculação vaginal de C. trachomatis na forma infecciosa e semanalmente a secreção vaginal foi coletada com swabs e avaliada por teste de cultura e por imunofluorescência direta (IFD). Trinta e sete dias após a infecção, os animais foram eutanasiados e o trato genital (TG) coletado para a avaliação anátomo-morfológica e a preparação de lâminas histológicas. Os grupos imunizados com G4OH-Pep4 e G4OH + Pep4 apresentaram mais Ac para Chlamydia que os grupos imunizados com PBS e Pep4 + Al(OH)3, com maior destaque para o conjugado (G4OH-Pep4). Os testes de cultura e IFD apontaram que o conjugado G4OH-Pep4 protegeu significativamente os animais da infecção genital por Chlamydia, reduzindo a carga infecciosa. A análise anátomo-morfológica dos TG dos animais imunizados com G4OH-Pep4 revelou menos sinais inflamatórios, como dilatação, coloração avermelhada e presença de vasos, enquanto a análise histopatológica indicou que esses TG estavam em estágios mais avançados do processo de reparação tecidual quando comparado com os demais grupos. O grupo G4OH+Pep4 também destacou-se por apresentar resultados positivos e muitas vezes superiores ao do grupo Pep4+Al(OH)3, demonstrando um possível efeito adjuvante de G4OH. Em conclusão, os dendrímeros PAMAM G4OH mostraram bons resultados como nanocarreadores de uma vacina peptídica no modelo murino de infecção genital por C. trachomatis. Portanto, PAMAM-OH apresenta-se como uma promissora e flexível plataforma para a entrega de vacinas peptídicas devendo ser aprimorada para a prevenção de clamídia e avaliada na prevenção de outras doenças infecciosas.

  • SILVAN SILVA DE ARAUJO
  • Caracterização Fitoquímica e Atividades Biológicas dos Extratos e do Óleo Essencial do Croton argyrophyllus Kunth (Euphorbiaceae).
  • Orientador : CHARLES DOS SANTOS ESTEVAM
  • Data: 09/02/2015
  • Tese
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  • RESUMO:

    O gênero Cróton é o segundo maior na família Euphorbiaceae, com espécies distribuídas ao redor do mundo. Seus metabólitos secundários presentes são oriundos de diversas classes funcionais de compostos, especialmente os terpenos. Estes, com efeitos importantes comprovados, embora com escassas informações acerca dos mecanismos moleculares. Portanto, faz-se necessária a avaliação do perfil fitoquímico e potencial farmacológico do extrato hidroetanólico (EHE), da fração clorofórmica (FCF) e do óleo essencial (OECA). Os procedimentos metodológicos para os ensaios adotaram modelos in vitro, in vivo e in silico. Para o perfil fitoquímico da planta utilizou-se métodos colorimétricos, e o de Folin-Ciocalteau, além dos métodos espectroscópicos, cromatografia líquida de alta eficiência (CLAE), cromatografia gasosa (CG), ressonância magnética nuclear (RMN) e infravermelho (IV). A FCF foi submetida a processos de cromatografia clássica, HPLC, RMN e IV com o objetivo de isolamento e elucidação do composto FCS. Na atividade antioxidante foi utilizado o método do radical DPPH e a lipoperoxidação. Foi avaliada a citotoxicidade do OECA pelo teste do MTT, frente a macrófagos J774 e células tumorais humanas, OVCAR-8, HCT-116, SF-295 e HL-60. Os dados foram tratados por ANOVA one-way (post hoc Tukey), quando conveniente. Em in vivo, o EHE foi avaliado quanto ao potencial antioxidante em ratas em modelo de exercício resistido. O EHE, a FCF e o OECA foram avaliados nos testes de nocicepção induzida por formalina e na peritonite induzida por carragenina, em camundongos. Para confirmação dos prováveis efeitos biológicos nos ensaios in vivo, o composto majoritário do OECA e o composto isolado da FCF foram analisados in silico, com as técnicas de screening virtual e docking molecular (Autodock em PyRx) visando os alvos terapêuticos da via inflamatória. A composição química EHE e na FCF compreende flavonoides, fenólicos e terpenos. O EHE e a FCF identificaram compostos de média polaridade. No FCS (FCF) foi elucidado o triterpeno ácido acetil aleuritólico (AAA). A CG/FID do OECA apresentou o composto majoritário biciclogermacreno (27,78%). A partir do DPPH, encontrou-se IC50 (µg/ml) 243,8±0,25; 98,7±26,72; 13,07±0,25, para EHE, FCF e OECA, respectivamente. A FCF e o OECA demonstraram maior inibição da lipoperoxidação. Nos testes de citotoxicidade (MTT) em macrófagos J774, OVCAR-8 e SF295, o OECA apresentou IC50 (µg/ml) 32,11±1,01, 21,86, 14,81, respectivamente. O EHE e a FCF, ambos apresentaram IC50 acima de 25,0 µg/ml para as células tumorais. Nos testes in vivo, o óleo foi mais efetivo na fase 1 do comportamento nociceptivo em relação ao controle, embora FCF, EHE e o OECA foram igualmente eficientes na fase 2 (p>0,05). De forma idêntica, a migração leucocitária para a cavidade peritoneal, não apresento divergências estatísticas (p>0,05). No docking molecular, o AAA demonstrou afinidades com as enzimas 5-llipoxigenase, ciclooxigenase (COX-2) e fosfolipase-2 (PLA2), verificadas pela energia final intermolecular (ΔG>0,0 kcal/mol). O biciclogermacreno demonstrou afinidade pela COX-2 e PLA2. Os resultados demonstram que a composição dos EHE, FCF e OECA apresentam potencial fito-farmacológico, no aspecto anti-inflamatório, com destaque para a atividade antitumoral do OECA. Evidências que sustentam cientificamente a utilização popular para os diversos males à saúde.

2014
Descrição
  • SIMONE CRISTINA DE OLIVEIRA LUCAS
  • Avaliação da potencialidade da microbiota da turfa na biorremediação de agroquímicos neonicotinoides em água
  • Data: 08/10/2014
  • Tese
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  • A toxicidade e persistência dos pesticidas no ambiente constitui um perigo potencial para o meio ambiente e ao homem, tornando o desenvolvimento de um tratamento eficaz e de baixo custo na remoção deste contaminante um importante desafio a ser superado. Estudos revelam que a microbiota da turfa é pouco explorada, principalmente as do nordeste do país. Diante disso, este trabalho teve como objetivo avaliar a potencialidade dos micro-organismos da turfa, na bioconversão dos pesticidas tiametoxam e tiaclopride em água. Efetuou-se a caracterização das comunidades procarióticas da turfeira de Santo Amaro da Brotas/SE, empregando a metagenômica. A análise das sequências revelou a presença de 11 filos de bactéria, com predominância de Proteobacteria (50%) seguido de Acidobacteria (17%). No domínio Archaea o maior porcentual foi de Crenarchaeota, porém, o filo Euryarchaeota constituiu-se por metanogênicos anaeróbicos, que utilizam CO2 e H2O para produção de metano, processo característico de turfeiras. Posteriormente foi isolada uma bactéria da turfa, com habilidade em degradar redutivamente 86% de tiametoxam a 5mgL-1, originando apenas um único metabólito de baixa toxicidade. Esta bactéria quando imobilizada em areia, constituindo um meio filtrante, foi capaz de converter mais de 90% do pesticida tiametoxam, apresentando ser um processo eficiente que pode ser utilizado na biorremediação de águas.

  • LORENA ALMEIDA DE MELO
  • “Efetividade do Uso Tópico do Óleo Essencial da Alpinia Zerumbet no Tratamento de Pacientes com Fibromialgia”
  • Data: 20/08/2014
  • Tese
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  • A fibromialgia é uma síndrome reumática caracterizada por dor músculo-esquelética generalizada sem alterações orgânicas demonstráveis. A síndrome também é frequentemente associada com outros sintomas, tais como, fadiga, distúrbios do sono, rigidez matinal, dispnéia, depressão e ansiedade, resultando em uma baixa qualidade de saúde da vida, determinando interesse por parte pacientes na medicina alternativa como complementar terapêutica. Estudos com Alpinia zerumbet demonstraram ação relaxante muscular, antiinflamatória, antinociceptiva e ansiolítica. O objetivo geral deste estudo foi avaliar os efeitos terapêuticos do uso tópico do bioproduto à base do óleo essencial da Alpinia zerumbet, no tratamento de pacientes com a fibromialgia. Foi desenvolvido um ensaio clínico do tipo II, randômico, controlado por 8 semanas em 39 pacientes, todas do sexo feminino, com média de idade 50,8±2,44, após preencherem os critérios de inclusão para o estudo, as pacientes foram divididas em três grupos: Grupo Controle (n=10); Grupo óleo essencial da Alpinia zerumbet (n=10; 0.05 mL/7Kg); e Grupo amitriptilina (n=19; 25 mg/dia). As variáveis avaliadas foram: dor, depressão, qualidade do sono, ansiedade e qualidade de vida por meio de questionários específicos; níveis de citocinas pró-inflamatórias (IL-1β, IL-6, IL-8, TNF-α, IL-2R); níveis de alguns hormônios do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (T3 total, T4 Total, IGF-1, GH, ACTH, noradrenalina, cortisol, adrenalina e dopamina), além dos níveis séricos de parâmetros bioquímicos relacionados a nocicepção (serotonina e 5-HIAA). Nos resultados o grupo tratado com OEAz nos questionários apresentaram escores significativamente menores em relação ao grupo controle para depressão, qualidade do sono e qualidade de vida (p<0,01, 0,05 e 0,01); e ansiedade entre OEAz e AMT (p<0,01). Aumento significativo nos níveis de IL-1, IL-8, e TNF-α (p <0,05, 0,01 e 0,001). Os níveis séricos de cortisol foram reduzidos significativamente (p <0,05), enquanto que os níveis de dopamina foram elevados (p <0,05). Não houve diferença nos níveis séricos de T3 total, T4 total, IGF-1, GH, ACTH e noradrenalina; nos níveis séricos de IL-6 e IL- 2R; e nos sintomas de dor, independentemente da modalidade de tratamento (p> 0,05). Houve correlação positiva entre o aumento dos níveis séricos de serotonina e melhora na qualidade do sono (r = 0,734, p = 0,038); e correlação negativa entre cortisol e qualidade de vida (r = 0,5; p = 0,04) no grupo tratado com EOAz. Conclui-se que o EOAz melhora significativa no sono, sintomas depressivos e qualidade de vida, além de alguns níveis séricos clínicos nas fibromiálgicas.

  • MAGNA GALVÃO PEIXOTO
  • '' Conservação in vitro, anatomia foliar e estudo do potencial carrapaticida, inseticida e fungicida dos óleos essenciais de quimiotipos de Lippia alba ( Mill.) N.E.Br. ''
  • Orientador : MARIA DE FATIMA ARRIGONI BLANK
  • Data: 27/06/2014
  • Tese
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  • PEIXOTO, M. G. Conservação in vitro, anatomia foliar e estudo do potencial carrapaticida, inseticida e fungicida dos óleos essenciais de quimiotipos de Lippia alba (Mill.) N.E.Br. São Cristóvão: UFS. 132f. (Tese).

    Objetivou-se desenvolver um protocolo de conservação in vitro de L. alba, avaliar as alterações morfo-anatômicas das suas folhas e desenvolver produtos a partir dos óleos essenciais dos seus quimiotipos com potencial carrapaticida, inseticida e fungicida. No Capítulo I o objetivo foi desenvolver um protocolo de conservação in vitro com uso de óleo mineral e estudar a anatomia foliar de genótipos de L. alba nos ambientes in vitro e ex vitro. Verificou-se que a temperatura a 18°C foi a ideal para a conservação dos representantes do quimiotipo carvona (LA-13 e LA-57), com médias correspondentes a folhas verdes e baixos valores para altura, com destaque para LA-57 cuja altura não ultrapassou 2,0 cm. Aos 270 dias, LA-13 e LA-57 permaneceram com folhas verdes e viáveis, destacando-se LA-57. A anatomia foliar para este genótipo mostrou diferenças entre os três ambientes analisados, com plantas de campo caracterizadas por nervura, limbo e cutículas mais espessos, e maiores quantidades de tricomas. LA-57 destacou-se pela maior quantidade de tricomas glandulares e tectores. No Capítulo II o objetivo foi avaliar o potencial carrapaticida dos óleos essenciais dos genótipos LA-10 e LA-44 (quimiotipo citral) e LA-13 e LA-57 (quimiotipo carvona), dos enantiômeros da carvona e limoneno e do composto citral em testes de sensibilidade larval e de imersão de fêmeas ingurgitadas de Rhipicephalus microplus. Verificou-se que o quimiotipo citral foi mais tóxico em comparação ao quimiotipo carvona. O citral isolado apresentou maior eficiência contra larvas de R. microplus, com CL50 de 7,0 mg/mL, seguido dos enantiômeros R-(-)-carvona e S-(+)-carvona. O citral também destacou-se em relação às fêmeas ingurgitadas desta espécie. No Capítulo III objetivou-se avaliar a toxicidade e a repelência dos óleos essenciais dos genótipos LA-13 e LA-57 (quimiotipo carvona), LA-10 e LA-44 (quimiotipo citral) e dos monoterpenos carvona e citral sobre as espécies Sitophilus zeamais e Tribolium castaneum. No bioensaio de contato, o quimiotipo carvona apresentou-se mais tóxico que o quimiotipo citral para ambas as espécies. A carvona isolada apresentou-se mais tóxica que o citral, com CL50 de 8,8 μL mL-1. O tempo necessário para causar 50% de mortalidade para os indivíduos de S. zeamais foi em média de 6h para o composto citral, e para T. castaneum, 7,3h para carvona e citral. Houve nítida repelência sobre T. castaneum para o quimiotipo carvona e carvona isolada na concentração 5,0 μL mL-1. No Capítulo IV objetivou-se testar a atividade fungicida in vitro dos óleos essenciais de cinco genótipos de L. alba pertencentes ao quimiotipo carvona (LA-13 e LA-57), ao quimiotipo citral (LA-10, LA-29 e LA-44), os enantiômeros (R)-(-)-carvona e (S)-(+)-carvona e o composto citral sobre os fitopatógenos Lasiodiplodia theobromae, Fusarium pallidoroseum e Fusarium solani. LA-57 apresentou inibição micelial a partir das concentrações de 0,05 e 0,01 mL/100 mL para LT, ao contrário dos outros genótipos que não apresentaram inibição micelial. A menor concentração inibitória mínima (0,1 mL/100 mL) foi encontrada para o composto citral e enantiômeros da carvona para o fungo FS. O enantiômero (R)-(-)-carvona apresentou a menor CIM (0,1 mL/100 mL) para o fungo LT e os demais genótipos, em sua maioria, 0,2 mL/100 mL para os três fungos. Para a concentração fungicida mínima, o composto citral destacou-se dos demais e equiparou-se ao fungicida viper 700, com valores de CFM a partir de 0,05 mL/100 mL para LT.

  • MÉRCIA DE SOUSA GALVÃO
  • ''Processo Biotecnológico para Obtenção dos Compostos 2-Feniletanol, Acetato de 2-Feniletil B-Cariofileno pela Utilização de Resíduo de Goiaba''
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 28/02/2014
  • Tese
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  • A crescente demanda de aromas no mercado mundial exige novas estratégias de obtenção desses compostos. A obtenção via processos fermentativos utilizando substratos de baixo custo é uma alternativa economicamente viável e o aroma gerado é considerado como natural. Grandes volumes de resíduos na forma de bagaços, cascas, caroços ou sementes são gerados pelo processamento de frutas, e estes podem ser utilizados como substratos nesses processos fermentativos. Diante desse contexto, esse trabalho teve como principal finalidade utilizar resíduos agroindustriais para a produção de compostos voláteis de aroma através da fermentação submersa. Neste sentido, foi verificada a potencialidade da produção de compostos voláteis através da fermentação submersa utilizando resíduos de goiaba, maracujá e umbu como substratos utilizando microrganismos endófitos da goiaba, umbu e maracujá e de cultura puras (Aspergillus niger, Kluyveromyces marxianus e Kluyveromyces lactis) para produzir compostos voláteis de aroma frutal ou floral. Inicialmente a polpa e os resíduos de goiaba, maracujá e umbu foram caracterizados quimicamente (umidade, cinzas, fibras, proteínas, lipídeos, açúcares, acidez titulável, Aw, pH e sólidos solúveis). Foram realizadas fermentações com os diferentes microrganismos em meio sintético, onde os produtos fermentados foram analisados sensorialmente. A partir dos resultados obtidos da análise sensorial, o resíduo de goiaba e a levedura Kluyveromyces lactis foram selecionados uma vez que estes apresentaram a melhor capacidade de produção de aromas. Os compostos voláteis produzidos foram capturados por duas técnicas de headspace (MEFS e Purge & Trap) e analisados por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas. Foram isolados 62 microrganismos, dentre estes 6 foram selecionados e os produtos fermentados foram analisados por cromatografia gasosa como também as características de pH, sólidos solúveis e açúcar redutor para estabelecer a cinética do processo fermentativo a cada 24h durante 5 dias. As principais descrições de aroma para o fermentado de resíduo de goiaba foram frutal, mel, fruta verde, ameixa, goiabada, banana, fermento e álcool. Foram detectados 43 compostos voláteis no produto fermentado obtido pelo uso do resíduo de goiaba. Dentre os compostos identificados destacam-se: b-cariofileno, acetato de 2-feniletil, g-humuleno, bisaboleno, humuleno, 3-metil butanol, bergamoteno, g-cadineno, óxido de cariofileno e 2-feniletanol. A produção dos compostos voláteis foi bastante rápida, e na maioria dos casos, essa produção aconteceu a partir do primeiro dia de fermentação e teve o seu máximo entre 24-48h de fermentação. Segundo a análise da superfície de resposta, o processo de produção foi otimizado, onde a maior produção do acetato de 2-feniletil pode ser obtida em concentrações entre 25 a 35g/L de extrato de levedura, entre 40 a 60 g/L de glicose; do b-cariofileno pode ser obtido em concentrações entre 120 a 140g/L de resíduo de goiaba, e agitação entre 160 e 180 rpm enquanto a produção do 2-feniletanol a agitação foi entre 240-260rpm e 22-26g/L de glicose. A partir dessas condições otimizadas foi possível realizar um escalonamento da produção desses compostos no biorreator e foi possível obter uma produção 6 vezes maior para os compostos 2-feniletanol e b-cariofileno, e 1,5 vezes para o acetato de 2-feniletil. Desta forma, neste trabalho verifica-se que o resíduo de goiaba e leveduras isoladas de frutas podem ser utilizadas para produzir compostos de aroma de grande importância para a indústria de aromas e fragrâncias, como o acetato de 2-feniletanol, o 2-feniletanol e o b-cariofileno.

  • JEISON SATURNINO DE OLIVEIRA
  • '' EFEITO DA Abarema cochliacarpos (Gomes) NA LESÃO MUSCULAR INDUZIDA PELO VENENO DE Bothrops leucurus "
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 26/02/2014
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  • Acidente ofídico é um problema de saúde pública, especialmente nos países tropicais. No entanto , o tratamento com antiveneno tem eficácia contra os efeitos locais do veneno . Aqui nós investigamos a capacidade do extrato hidroetanólico da Abarema cochliacarpos (EAC) de inibir os efeitos locais induzidos pelo veneno de Bothrops leucurus. Camundongos Swiss receberam injeção perimuscular do veneno e posteriormente foram tratados por via oral com EAc em doses diferentes. O tratamento com EAc 100 , 200 e 400 mg / kg reduziu o edema induzido por B. Leucurus em 1 % , 13 % e 39 % , respectivamente . Embora as doses baixas não mostrou qualquer efeito anti-hipernocicepitivo no teste de Von Frey , a dose mais alta reduziu significativamente hipernocicepção induzida pelo veneno . Atividade antimiotóxica de EAc também foi observada por microscopia óptica e eletrônica , com os músculos tratados apresentando estruturas preservadas e diminuição do edema e infiltrado inflamatório em comparação com os não tratados.Finalmente, no teste rota rod os animais tratados apresentaram melhor função motora , uma vez que as fibras musculares foram preservados e havia menos edema e dor. Os animais tratados ficaram quatro vezes mais tempo na haste rotativa do que os não tratados. Os nossos resultados mostraram que o EAc apresentaram atividades relevantes contra injeção do veneno de B. Leucurus, sugerindo que pode ser considerado como um adjuvante no tratamento de envenenamento .
2013
Descrição
  • MALONE SANTOS PINHEIRO
  • '' DESENVOLVIMENTO, CARACTERIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DO EFEITO ANTIMICROBIANO E CICATRIZANTE DE MEMBRANAS DE BIONANOCOMPÓSITO XANTANA: PRATA EM MODELO SUÍNO''.
  • Data: 29/08/2013
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  • Nos últimos anos, os avanços na área da biotecnologia tem propiciado o desenvolvimento de membranas sintéticas associados à nanocompostos, que vem apresentando resultados promissores como curativos de queimaduras dérmicas. Nesse sentido, as nanopartículas de prata (NPAg) tem sido foco de interesse devido as suas propriedades biológicas como atividade antimicrobiana e efeito anti-inflamatório. A incorporação de NPAg em membranas biológicas de diferentes naturezas, como quitosana, poliéster, polimetacrilato de metila e celulose, vem sendo testada com sucesso em diversos modelos biológicos. A associação entre NPAg e polímeros produzidos por micro-organismo apresenta importantes vantagens, como solubilidade em água e ausência de toxicidade. Recentemente foi desenvolvida uma técnica de produção de NPAg associadas a goma xantana (GX), um biopolímero com aplicação potencial em vários setores da indústria petroquímica, alimentícia e farmacêutica, através de processo fermentativo realizado pela Xanthomonas sp na presença de nitrato de prata. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo desenvolver, caracterizar e avaliar o potencial antimicrobiano e cicatrizante de membranas de bionanocompósito xantana:prata sobre queimaduras de segundo grau em modelo suíno. Para tanto, biocompósitos xantana:prata foram utilizadas para confecção de membranas (por casting process, que foram posteriormente caracterizadas quanto a espessura, propriedades mecânicas (tensão, deformação, módulo de Young) e perfil termoanalítico (DSC, TG e DTG). A atividade antimicrobiana foi avaliada frente a cepas de Escherichia coli (ATCC 25922) e Staphylococcus aureus (ATCC 25923). Para análise do reparo tecidual foram confeccionadas duas queimaduras dérmicas no dorso de nove suínos machos, da raça Yorkshire (25 ± 5 kg), tratadas com membrana de biocompósito xantana:prata (GXNPAg) e com aplicação tópica da sulfadiazina de prata a 1% (SDZ). Após oito, 18 e 30 dias, as feridas foram analisadas macroscopicamente, determinada a área de cada lesão, e os animais eutanasiados para estudo microscópico da área cicatricial. Observou-se que as membranas XNPAg apresentaram aumento significativo nos valores de espessura (p<0,05), deformação (p<0,01) e módulo de Young (p<0,001), e redução da força de tensão (p<0,05) quando comparados a membranas de xantana. Foram evidenciadas alterações no perfil termoanalítico das duas membranas sugestivas da incorporação das nanopartículas de prata no polímero de xantana. As membrana XNPag induziram a formação de halos de inibição de 9,7 mm e 9,6 mm e taxa de morte de 89% e 100% para Staphylococcus aureus e Escherichia coli respectivamente. A análise histológica mostrou incremento quantitativo e qualitativo na reação de granulação, bem como melhor disposição arquitetural das fibras de colágeno ao longo do processo cicatricial das feridas cobertas com membranas XNPAg. Pôde-se concluir que as membranas de bionanocompóstico xantana:prata apresentaram propriedades mecânicas satisfatórias para sua manipulação, transporte e armazenamento, bem como importante atividade antimicrobiana e pró-cicatrizante em queimaduras dérmicas utilizando modelo suíno.

  • ERIKA CALDAS SILVEIRA
  • ''ÁGUA DE COCO EM PÓ (ACP-113c) NA CRIOPRESERVAÇÃO DE SÊMEN HUMANO''
  • Orientador : EDILSON DIVINO DE ARAUJO
  • Data: 12/07/2013
  • Tese
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  • O processo de congelamento e descongelamento de espermatozoides humanos é rotineiramente utilizado em Reprodução Humana Assistida, porém não altera somente a vitalidade e motilidade dos espermatozoides, mas também causa um aumento nos danos ao DNA alterando suas funções. A água de coco (endosperma do Cocos nucifera) é uma solução de ácido fraco e estéril, que contém proteínas, sais, hidratos de carbono, vitaminas, fatores de crescimento e fosfolipídios. Água de coco em pó (ACP) foi desenvolvida e é composto de uma formulação em pó desidratado fino e uniforme, o que tem sido utilizado com sucesso, como meios de cultura para os oócitos e embriões e criopreservação de sêmen de diferentes espécies. Este estudo tem como objetivo testar a eficiência dos meios ACP-113c em sua composição única (ACP-U) e sequencial (ACP-S) (ACP Biotecnologia, Fortaleza-Ceará, Brasil) como diluentes para a criopreservação de sêmen humano em relação ao meio padrão ouro. A fim de complementar e confirmar a eficiência do meio ACP-113c para a criopreservação de sêmen humano foram avaliados os parâmetros funcionais pós-descongelamento de espermatozoides, avaliando a integridade dos componentes celulares, tais como membrana, acrossoma e potencial de atividade mitocondrial, utilizando sondas fluorescentes como ferramenta de análise. Foram comparados os resultados do meio ACP-113c em sua composição seqüencial (ACP-S), que obteve melhores resultados que o (ACP-U), com o meio comercialmente disponível, considerado padrão ouro para a criopreservação de sêmen humano Freezing Medium - Teste Yolk Buffer (TYB, Irvine Scientific, EUA). As amostras de sêmen foram criopreservadas seguindo os protocolos padrão para cada meio. As sondas fluorescentes foram associados para avaliação simultânea de membrana, integridade acrossomal e potencial de atividade mitocondrial potencial e a técnica de MSOME que é utilizada para identificar os efeitos negativos da criopreservação em espermatozoides móveis pós-descongelamento. A atividade de membrana e vitalidade foram positivamente correlacionados em ambos os meios, TYB (r = 0,612, p <0,001) e ACP-S (r = 0,450, p = 0,013). A vitalidade e a integridade do acrossoma também foram correlacionados positivamente no meio TYB (r = 0,451, p = 0,012), enquanto a integridade da membrana e motilidade foram positivamente correlacionados no meio ACP-S (r = 0,541, p = 0,002). Em MSOME, foi observada uma diferença significativa entre os grupos quanto a classificação de proporção média de espermatozoides grau I. As proporções médias de espermatozoides grau III foram superiores no meio TYB após o processo congelamento-descongelamento e, uma mesma proporção de espermatozoides grau II e IV. Apresentamos aqui um novo meio para a criopreservação de sêmen humano desenvolvido a partir de água de coco (ACP-113C), que parece resultar em uma boa recuperação de espermatozoides, quando associado a um protocolo modificado, os resultados mostraram atividade funcional semelhante em ambos os meios testados, sugerindo, portanto, que o ACP -113c na sua forma seqüencial (ACP-S) é um meio com grande potencial para a criopreservação de sêmen humano.

  • ANDRÉA SANTOS DA COSTA
  • '' Micropropagação, caracterização química e análise sensorial de cultivares e híbridos de manjericão (Ocimum basilicum L)''
  • Orientador : MARIA DE FATIMA ARRIGONI BLANK
  • Data: 24/05/2013
  • Tese
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  • COSTA, A.S. Micropropagação, caracterização química, perfil de voláteis e sensorial de cultivares de híbridos de manjericão (Ocimum basilicum L.). São Cristovão: UFS. 89f. (Tese).

    O manjericão (Ocimum basilicum L.) pertence à família Lamiaceae é originário do Sudeste da Ásia e África Central e é subespontâneo em todo o Brasil. Fz parte de um grupo de plantas medicinais e aromáticas de grande valor econômico, pois é muito utilizada para diversos fins, como ornamental, condi­mentar, medicinal, aromática, na indús­tria farmacêutica e de cosméticos e para produção de óleo essencial, sendo esta última característica a mais valorizada. Inicialmente, estudou-se o impacto da hibridização no perfil de voláteis das cultivares e híbridos de manjericão, a análise sensorial de híbridos, a caracterização química de 31 aceesos e 7 cultivares do Banco ativo de germoplasma da Universidade Federal de Sergipe, e por fim, a análise histológica de calos eembriogênicos em híbridos de manjericão. O perfil dos voláteis dos híbridos e parentais foi difirenciado, mostrando que a hibridização proporcionou o surgimento de novos compostos nos híbridos, sendo a cânfora nos híbridos ‘Sweet Dani’ x ‘Maria Bonita’ e ‘Sweet Dani’ x ‘Genovese’, e cânfora, metil chavicol, neral, geranial, (E)-cariofileno, neril propanoato, α-humuleno, geranil propoanoato, beta-selineno, biciclogermacreno, germacreno A no híbrido ‘Genovese’ x ‘Maria Bonita’. Na caracterização química dos óleos essenciais dos 31 acessos e 7 cultivares de manjericão do BAG, foram identificados oito grupos através da análise multivariada. O linalol foi o constituinte de maior concentração média no óleo essencial, estando presente em todos os acessos e cultivares, exceto na cultivar ‘Sweet Dani’, onde predominou neral (33,98%) e geranial (43,02%). A análise sensorial da amostra ‘Canela’ x ‘Maria Bonita’ apresentou intensidade de aroma global mais forte que as demais e menor aroma cítrico. Na análise histológica o 2,4-D foi eficiente na indução de calos com características embriogênicas nos meios de cultivos testados independente da posição foliar. Os calos apresentaram coloração variada, consistência firme e globulares. As concentrações de 0,5 e 1,0 mg.L-1 2,4-D em meio MS e MT com a folha na posição abaxial apresentaram maior quantidade de células embriogênicas e formação embriões globulares.

  • MÔNICA BATISTA DE ALMEIDA
  • '' Prospecção Tecnológica de óleos essenciais de Schinus terebinthifolius e desenvolvimento de um creme vaginal á base de Ocimum basilicum para tratamento de candidíase''.
  • Orientador : EDILSON DIVINO DE ARAUJO
  • Data: 19/04/2013
  • Tese
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  • A candidíase vaginal é uma doença com alta prevalência em mulheres na idade adulta. Este trabalho teve como objetivos: (I) Avaliar a atividade antiCandida do óleo essencial (OE) de S. terebinthifolius frente a cepas de casos de candidíase vaginal recorrente. (II) Produzir um creme vaginal antiCandida a partir do OE do O. basilicum, o processo tecnológico e a atividade antiCandida deste creme in vitro. Os compostos majoritários do OE das folhas e frutos secos de S. terebinthifolius, foram respectivamente, o (+)-Camphene (20,1%) e o R-α-pinene (22,1%). Em se tratando das concentrações inibitórias mínimas (CIM) e fungicidas mínimas, o OE do fruto de S. terebinthifolius apresentou faixas entre 25 – 200 mg/ml, demonstrando atividade contra C. parapsilosis (ATCC 22019) e sua cepa clínica, C. albicans (ATCC 18804) e C. glabrata (ATCC 2001), não sendo ativo aos isolados clínicos destas. Em relação ao OE das folhas, nenhuma ação significativa foi observada. O OE dos frutos secos apresentou ação fungistática, porém, não houve ação fungicida de ambos os OE, em contrapartida, as folhas e frutos frescos apresentaram atividade antiCandida, salvo, a cepa padrão de C. glabatra pelo óleo essencial dos frutos frescos. O composto majoritário do OE de O. basilicum (Maria-bonita) foi o Linalol (72.08%). Os valores das CIM deste OE variaram entre 0,78 a 1,56 mg/ml. Diante de sua ação fungicida, foi produzido um creme vaginal. As amostras deste foram armazenadas em condições distintas: temperatura controlada, geladeira e estufa. Em temperatura controlada e geladeira, não houve modificações na fórmula, entretanto, as amostras à 45º C, apresentaram modificações leves na textura a partir do 15º dia. Pode-se concluir que os OE de folhas e frutos secos da S.terebinthifolius Raddi não apresentam atividade antiCandida, porém, os OE extraídos do material botânico fresco demonstram tal atividade. O O. basilicum apresenta ação antiCandida. Os testes de atividade antimicrobiana do creme vaginal em suas concentrações distintas demonstraram resultados satisfatórios em comparação a um antifúngico sintético.

  • ANA MARIA GUEDES DE BRITO
  • '' Avaliação da atividade do óleo essencial de Cymbopogon citratus (DC) Stapf e Citral contra leishmaniose visceral.''
  • Data: 22/03/2013
  • Tese
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  • A necessidade de novos fármacos mais eficazes, seguros e acessível para o tratamento das leishmanioses, em especial a visceral, posto, acomete fígado, baço, sistema reticuloendotelial, medula óssea e linfonodos torna-se relevante. Além disso, no Brasil as leishmanioses atingem 19 estados, sendo que mais de 90% dos casos humanos da doença concentram-se na região Nordeste, havendo ainda focos importantes nas regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste. Estudos sinalizam para a ocorrência de cerca de 20.000 novos casos anuais da doença. De acordo com a OMS, as espécies vegetais são a melhor e maior fonte de fármacos para humanidade e o Brasil possui 60,7% do seu território de florestas naturais e plantadas, representando a segunda maior área florestal do mundo, atrás apenas da Rússia. Assim, esse estudo objetivou investigar as atividades do óleo essencial de Cymbopogon citratus e seu composto majoritário Citral contra Leishmania (L.) chagasi. Para tal, obteve-se o óleo das folhas fresca colhidas na fazenda Mãe Terra, localizada em Santana do São Francisco/SE, já o Citral foi adquirido da Sigma-Aldrich (Darmstadt, Germany). Foram realizadas suas Cromatografias Gasosas e FID para identificar seus constituintes químicos, bem como avaliação das concentrações inibitórias 50% nas promastigotas e amastigotas na Leishmania supracitada, ensaios de citotoxicidade, produção de oxido nítrico e fluorescência para detectar possível aumento da permeabilidade da membrana em presença do Citral foram desenvolvidos. Atividades farmacológicas foram constatadas em promastigotas (CI50/48 horas 25µg/mL para óleo e Citral), entretanto, não foi encontrada ação nas amastigotas. A citotoxicidade (CI50 foi de 26,25µg/mL para óleo e 33,96µg/mL para Citral). Não ocorreu aumento na produção de oxido nítrico. No entanto, foi observada formação de poros nas membranas celulares das promastigotas em presença de Citral. Acredita-se que, os compostos alvos desse estudo podem vir a serem usados como medida preventiva contra leishmaniose visceral. Uma vez que as promastigotas são as formas que infectam os animais vertebrados, inclusive o homem.

  • MARCOS VINICIUS TELES GOMES
  • '' Fitorremediação utilizando Typha domingensis em sistema de zonas húmidas construídas''
  • Orientador : ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
  • Data: 15/03/2013
  • Tese
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  • Atualmente, a demanda mundial por proteína animal tem intensificado a produtividade aquícola, aumentando a geração de resíduos, habitualmente lançados nos corpos hídricos sem um tratamento adequado que possa utilizar processos biotecnológicos eficientes. Poucas são as pisciculturas que possuem sistemas para tratamento de suas águas residuárias, principalmente para remoção dos constituintes nitrogenados e fosforados. A presença de mercúrio em ambientes aquáticos tem sido motivo de preocupação por parte da comunidade cientìfica e órgãos ligados à saúde pública de todo o mundo, devido à sua persistência e toxicidade. A fitorremediação consiste em um grupo de tecnologias baseadas na utilização plantas de ocorrência natural ou geneticamente modificadas para reduzir, remover, degradar ou imobilizar toxinas, como alternativa para os métodos convencionais de tratamento de efluentes, devido a sua sustentabilidade, baixo custo de manutenção e energia. O presente estudo fornece informações de um experimento realizado em escala piloto, projetado para avaliar o potencial da macrófita aquática Typha domingensis em sistema de zonas húmidas construídas com fluxo subsuperficial, para a fitorremediação de águas residuárias de piscicultura, ou contaminadas com mercúrio. Os resultados mostram que a presença da macrófita intensifica a degradação da matéria orgânica e conseqüente disponibilização dos metabólicos para a coluna d’água. O nitrogênio total teve 100% de remoção com TDH de 48h, e o fósforo total sofreu remoção máxima em 72h. Nessas condições o pH teve pouca variação, havendo redução do OD, e aumento da condutividade e TDS. A eficiência na redução da concentração de mercúrio, e a relativa absorção do metal pela Typha domingensis, variou em função do tempo de exposição. A constante de velocidade do sistema foi 7 vezes maior que a linha de controle, demonstrando um maior desempenho e conseguindo reduzir 99.6 ± 0.4% do metal presente na água contaminada. Quando comparadas a outras espécies, os resultados mostraram que a Typha domingensis demonstrou uma maior acumulação de mercúrio (273.3515 ± 0.7234 mg kg-1), quando o coeficiente de transferência foi de 7750.9864 ± 569.5468 L kg-1. Resultados do presente estudo demonstraram o grande potencial da macrófita aquática Typha domingensis em sistema de zonas húmidas construídas para a fitorremediação de águas residuárias de piscicultura, ou contaminadas com mercúrio.

  • ELIZANGELA MÉRCIA DE OLIVEIRA CRUZ
  • '' Época de Colheita, irrigação, fitoquímica e atividades fungicida e carrapaticida do óleo essencial de genótipos de Lippia gracilis Schauer''
  • Orientador : ARIE FITZGERALD BLANK
  • Data: 15/03/2013
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  • Este trabalho tem como objetivo caracterizar acessos de L. gracilis com potencial para o desenvolvimento de fungicida e carrapaticida biológico. A extração de óleos essenciais foi realizado no laboratório Fitotecnia da UFS. O material vegetal retirado do experimento de L. gracilis no “Campus Rural/UFS”. A análise química do óleo essencial realizada utilizando CG-SM, no laboratório de Química de Produtos Naturais/UFS. Para os teste de atividade fungicida, o óleo essencial das plantas em diferentes concentrações foi adicionado ao meio BDA fundente com temperatura máxima de 45ºC, vertido em placas de Petri de 9cm de diâmetro. Cada placa foi inoculada, no centro, com um disco de 5mm de diâmetro, contendo micélios da cultura monospórica de Thielaviopis paradoxa. As placas incubadas a uma temperatura entre 25-28ºC sob fotoperíodo de 12h. As avaliações realizadas diariamente, até que um dos tratamentos atinja o diâmetro total da placa de Petri. Para a atividade carrapaticida aproximadamente 100 larvas do carrapato R. (B.) microplus foram colocadas entre dois papéis de filtro medindo 2 x 2cm (4cm2), impregnados com 0,4 mL de cada concentração dos diferentes óleos essenciais, os quais formão um “sanduíche”. Este sanduíche colocado dentro de um envelope de papel filtro não impregnado de 8,5 x 8,5cm (72,25 cm2), e vedado com pregadores plásticos. O teste de sensibilidade de fêmeas ingurgitadas de R. (B.) microplus realizado através do teste de imersão, onde vários grupos foram submersos durante cinco minutos, nas diferentes concentrações dos óleos essenciais. Após este período as fêmeas ingurgitadas serão secas em papel toalha, acondicionadas em placas de Petri e levadas a estufa BOD a 27 ± 1 ºC e UR ≥ 80%, por 15 dias, quando as posturas serão coletadas. O óleo essencial de L. gracilis apresentou alta atividade fungicida e carrapaticida, a composição química de L gracilis se mantém estável em diferentes épocas do ano.




  • BYANKA PORTO FRAGA
  • '' OBTENÇÃO DE COMPLEXO DE INCLUSÃO (GERANIOL EM BETA-CICLODEXTRINA ) E AVALIAÇÃO DO SEU EFEITO SOBRE O SISTEMA CARDIOVASCULAR DE RATOS''
  • Orientador : MARCIO ROBERTO VIANA DOS SANTOS
  • Data: 22/02/2013
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  • Geraniol is a monoterpene found in various herbs with activity on the cardiovascular system. The objective of the present study was to evaluate the vasorelaxant effect induced by geraniol in rat mesenteric artery. Male Wistar rats (200 – 300g) were euthanized and superior mesenteric artery was removed and cut in rings, which were mounted in organ baths containing 10 mL of Tyrode's solution at 37°C and gassed with carbogen. For isometric tension recordings, each ring was fixed in a force transducer connected to an acquisition system. In rat mesenteric artery rings with functional endothelium pre-contracted with of phenylephrine (10 µM), geraniol (10-8 – 10-2 M) was able to induce relaxation (Emax = 110 ± 5%; n = 6) which was not attenuated after removal of endothelium (Emax = 108 ± 6 %; n = 6) or after tetraethylammonium (1 mM), a non-selective blocker of K+ channels (Emax = 109 ± 3%; n = 6). In endothelium-denuded rings pre-contracted with KCl 80 mM, geraniol produced a relaxation (Emax = 142 ± 14%; n = 6) that was significantly (p<0.05) higher than those obtained in rings with functional endothelium pre-contracted with phenylephrine. Futhermore, the incubation with 3 x 10-4 or 10-3 M of geraniol antagonized the tonic contractions induced by CaCl2 (10-7 – 3 x 10-2M) and phasic contractions induced by phenylephine in without calcium solution. In conclusion, geraniol produces vasorelaxation by inhibiting the Ca2+ influx and Ca2+ release through phenylephrine sensitive intracellular Ca2+stores and, this effect, is endothelium-independent.

  • YZILA LIZIANE FARIAS MAIA DE ARAUJO
  • “Processos biotecnológicos para obtenção de produtos pelo uso de resíduos de pólen apícola e sua caracterização com ênfase aos compostos aromáticos”
  • Orientador : NARENDRA NARAIN
  • Data: 01/02/2013
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  • O pólen apícola é um produto natural de origem botânica que é elaborado por abelhas da espécie Apis mellifera. Este alimento tem sido utilizado tanto na medicina tradicional quanto na nutrição suplementar e em dietas alternativas, devido principalmente as suas propriedades nutricionais benéficas à saúde humana. O pólen apícola possui em sua composição nutricional os carboidratos, proteínas, minerais e vitaminas, além de possuir grandes quantidades de compostos fenólicos que são um dos responsáveis pela atividade antioxidante. O pólen é consumido na sua forma desidratada, porém, métodos de secagem que preservem os nutrientes presentes nesse produto deverão ser avaliados. Desta forma, esse trabalho teve como principal finalidade caracterizar o pólen apícola quanto as suas características físico-quimicas, químicas, microbiológicas, sensoriais, hemolítica e anti-hemolítica como também atividade antioxidante. Além desta caracterização foram elaborados também dois produtos: o pólen liofilizado e o pólen light a base de pólen apícola in natura, tendo sido gerado duas patentes de invenção nesse estudo. As amostras avaliadas apresentaram cerca de 90% das características físico-quimicas dentro dos padrões de exigência do Ministério da Agricultura assim como as análises microbiólogicas. Quanto ao teor de compostos fenólicos, as amostras de pólen apresentaram alto teor de fenóis e flavonóides totais como também demostraram possuir elevada atividade antioxidante. Foi identificada a presença de rutina, ácido clorogênico, ácido ferulico, ácido p-cumárico nas amostras testadas. O pólen apícola apresentou na análise sensorial aroma e sabor agradável como doce e coco que favorece o consumo deste produto natural como suplemento alimentar. Quanto aos compostos voláteis, o pólen apresentou cerca de 40 compostos por meio da técnica de micro-extração em fase sólida (SPME). Os componentes identificados incluem alcoóis, ácidos, terpenos, hidrocarbonetos. Desta forma, pode-se concluir que o pólen apícola é um produto natural com rica propriedade nutricional e apresenta-se como produto promisor para consumo humano, desde que esteja dentro dos padrões exigidos e que este contribui como um antioxidante natural além de ser um produto com as características de sabor e aroma agradáveis ao paladar do consumidor.

2012
Descrição
  • FABRÍCIO TAVARES CUNHA DE ALMEIDA
  • '' Estudos das propriedades fitoterápicas de Mastruz ( Chenopodium ambrosioides L.) e Sacatinga ( Croton Argirophyloides Mull. Arg.)''
  • Orientador : RITA DE CASSIA TRINDADE
  • Data: 17/09/2012
  • Tese
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  • A tuberculose é uma doença infecciosa responsável pela morte anual de milhões de pessoas no mundo e por prejuízos econômicos globais. Estima-se que 1/3 da população mundial esteja infectada com o bacilo na forma latente. Apesar disso, nenhuma nova droga específica contra o Mycobacterium tuberculosis foi desenvolvida desde 1970. Sendo assim, a procura por novas substâncias bioativas vem ocorrendo nos últimos anos. Croton argyrophylloides Mull. Arg, conhecida como “sacatinga” ou “marmeleiro prateado”, um vegetal encontrado na região da caatinga brasileira, é utilizada popularmente para tratamento de tuberculose, pneumonias, dor estomacal, diabetes, inflamação, distúrbios no trato gastritestinal e micoses. O objetivo desse estudo é investigar a atividade antimicobacteriana, in vitro, do óleo essencial da Croton argyrophylloides Mull. Arg. frente a amostras clínicas e padrão de Mycobacterium tuberculosis. O óleo essencial foi extraído por Hidrodestilação e os constituintes químicos identificados por cromatografia gasosa acoplada a espectometria de massa. As 49 cepas clínicas e uma amostra padrão utilizadas nesse estudo foram cedidas pelo Laboratório de Microbiologia Aplicada da Universidade Federal de Sergipe e pelo Instituto Parreiras Horta - HEMOLACEN. A concentração inibitória mínima do óleo essencial foi testada em meio líquido através de placas de microtitulação tendo como substrato revelador a resazurina. Para o perfil de sensibilidade à isoniazida, rifampicina, etambutol e streptomicina utilizou-se do método das proporções teste indireto. Foram identificados 27 constituintes químicos totalizando 95,98% da composição do óleo essencial. A concentração inibitória mínima variou entre 97 μg/mL à 195 μg/mL. Resistência a pelo menos um dos antibióticos foi observada em 10 cepas. Dessa forma, conclui-se que o óleo essencial da Croton argyrophylloides apresenta ação frente ao Mycobacterium tuberculosis em concentração que variou de 97 μg/mL à 195 μg/mL e no Estado de Sergipe há circulação de cepas resistente e multiresistentes a drogas.

  • FABRÍCIO TAVARES CUNHA DE ALMEIDA
  • '' Estudos das propriedades fitoterápicas de Mastruz ( Chenopodium ambrosioides L.) e Sacatinga ( Croton Argirophyloides Mull. Arg.)''
  • Orientador : RITA DE CASSIA TRINDADE
  • Data: 17/09/2012
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  • A tuberculose é uma doença infecciosa responsável pela morte anual de milhões de pessoas no mundo e por prejuízos econômicos globais. Estima-se que 1/3 da população mundial esteja infectada com o bacilo na forma latente. Apesar disso, nenhuma nova droga específica contra o Mycobacterium tuberculosis foi desenvolvida desde 1970. Sendo assim, a procura por novas substâncias bioativas vem ocorrendo nos últimos anos. Croton argyrophylloides Mull. Arg, conhecida como “sacatinga” ou “marmeleiro prateado”, um vegetal encontrado na região da caatinga brasileira, é utilizada popularmente para tratamento de tuberculose, pneumonias, dor estomacal, diabetes, inflamação, distúrbios no trato gastritestinal e micoses. O objetivo desse estudo é investigar a atividade antimicobacteriana, in vitro, do óleo essencial da Croton argyrophylloides Mull. Arg. frente a amostras clínicas e padrão de Mycobacterium tuberculosis. O óleo essencial foi extraído por Hidrodestilação e os constituintes químicos identificados por cromatografia gasosa acoplada a espectometria de massa. As 49 cepas clínicas e uma amostra padrão utilizadas nesse estudo foram cedidas pelo Laboratório de Microbiologia Aplicada da Universidade Federal de Sergipe e pelo Instituto Parreiras Horta - HEMOLACEN. A concentração inibitória mínima do óleo essencial foi testada em meio líquido através de placas de microtitulação tendo como substrato revelador a resazurina. Para o perfil de sensibilidade à isoniazida, rifampicina, etambutol e streptomicina utilizou-se do método das proporções teste indireto. Foram identificados 27 constituintes químicos totalizando 95,98% da composição do óleo essencial. A concentração inibitória mínima variou entre 97 μg/mL à 195 μg/mL. Resistência a pelo menos um dos antibióticos foi observada em 10 cepas. Dessa forma, conclui-se que o óleo essencial da Croton argyrophylloides apresenta ação frente ao Mycobacterium tuberculosis em concentração que variou de 97 μg/mL à 195 μg/mL e no Estado de Sergipe há circulação de cepas resistente e multiresistentes a drogas.

  • CELIA WAYLAN PEREIRA
  • ''Atuação do Núcleo Incertus na Aquisição e Extinção de Memórias de Medo Condicionado
  • Orientador : MURILO MARCHIORO
  • Data: 27/08/2012
  • Tese
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  • O medo é um comportamento originado em resposta aos perigos enfrentados pelos animais, tendo sua origem nas reações defensivas exibidas quando da exposição a estímulos ameaçadores. A memória do medo < span style="mso-ansi-language: PT;" lang="PT">ajuda os animais e os seres humanos a reconhecem as fontes putativas de perigo e adotar a resposta comportamental apropriada. Os circuitos neurais primárias envolvidos nos mecanismo de aquisição de medo e extinção envolvem conexões entre o córtex pré-frontal, hipocampo ventral e a amígdala, e estas áreas são moduladas por redes do tronco cerebral. O núcleo incertus (NI) no tegmento dorsal pontino fornece uma forte projeção GABAérgica a estes centrosprosencéfalicos e é forteme nte ativado por estressores neurogênicos. Neste estudo em ratos adultos machos foi injetado o traçador anterógradominiruby no NI, delineado as suas projeções para a amígdala e examinado o efeito de lesões eletrolíticas no NI sobre diferentes fases do < span class="hps">processo de condicionamento do medo-extinção. Fibras derivadas do NI foram observadas na amígdala medial an terior, núcleo endopiriforme, parte intra-amígdala do núcleo do leito da estria terminalis, área de transição amígdala-hipocampal, e o núcleo ventromedial da amígdala lateral, com uma ampla faixa de fibra presentes entre a amígdala basolateral e os núcleos olfativos da amígdala. Em um paradigma de condicionamentocontextual de medo convencional, comparou-se o comportamento de congelamento em ratos controle (não operados) (n = 13), com < /span>ratosoperados sem lesão do NI e ratos com lesão do núcleo incertus (n = 9). Não houve diferenças entre os três grupos nas fases de habituação, aquisição ou condicionamento ao contexto, mas ratos com lesão no NI exibiram uma extinção nitidamente mais lenta (com atraso) de respostas condicionadas de congelamento em comparação com ratos operados sem lesão do NI/controle, sugerindo que circuitos NI relacionados normalmente promovem a extinçãoatravés de projeções inibitórias para a amígdala e o córtex pré-frontal.

  • FÁBIO NEVES SANTOS
  • '' DISTRIBUIÇÃO DA INERVAÇÃO DA RELAXINA-3 NO TECTUM E TEGUMENTUM NO RATO SUGERE ENVOLVIMENTO DO NÚCLEO INCERTUS EM REDES DEFENSIVAS CENTRAIS''
  • Orientador : MURILO MARCHIORO
  • Data: 23/08/2012
  • Tese
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  • Nos mamíferos, as divisões tectal e tegmental do tronco cerebral estão envolvidas em mecanismos de atenção e de respostas a estímulos ameaçadores, como os predadores. Esses centros são regulados por conexões ascendentes, mas os detalhes anatômicos e neuroquímicos desta unidade não são totalmente conhecidos. O núcleo incertus (NI) no tegmento pontino é a fonte de projeções ascendentes de GABA para prosencéfalo cognitivo/centros emocionais, e os neurônios do NI contêm alguns neuropeptídeos, incluindo relaxina-3 (RLN3). Estudos com traçadores descreveram projeções do NI para o tectum, e neste estudo, descrevemos a distribuição de fibras relaxina-3 nas áreas tectal e tegmental. Foram feitas imunocitoquímica para RLN3 conjugadas com outros marcadores neuroquímicos, para ajudar na demarcação da área. Fibras contendo RLN3 estavam concentradas na nucleos pretectais ventrolaterais, olivar e medial; na camada intermediária medial cinzenta do colículo superior; e na área pericentral de colículo inferior. Algumas fibras marcadas também foram detectadas nos núcleos cuneiforme, parabigeminal e sagulum. Fibras RLN3 foram concentradas em torno da feixes comissurais ao longo da linha mediana do tectum, nas colunas dorsais da substância cinzenta periaquedutal e na rafe dorsal. Em todas as áreas, a marcação para RLN3 e sinaptofisina co-existiu, indicando uma associação do péptideo com as sinapses. Estruturas-alvo para as projeções de RLN3 do tecto e tegmento compõem o "sistema defensivo" envolvidos na detecção e resposta a estímulos ameaçadores. Neurônios do NI, são uma importante fonte de fibras RLN3 e expressam fatores de liberação de receptores para corticotropina, que podem contribuir para a respostas ao estímulos de estresse.

  • FÁBIO NEVES SANTOS
  • '' DISTRIBUIÇÃO DA INERVAÇÃO DA RELAXINA-3 NO TECTUM E TEGUMENTUM NO RATO SUGERE ENVOLVIMENTO DO NÚCLEO INCERTUS EM REDES DEFENSIVAS CENTRAIS''
  • Orientador : MURILO MARCHIORO
  • Data: 23/08/2012
  • Tese
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  • Nos mamíferos, as divisões tectal e tegmental do tronco cerebral estão envolvidas em mecanismos de atenção e de respostas a estímulos ameaçadores, como os predadores. Esses centros são regulados por conexões ascendentes, mas os detalhes anatômicos e neuroquímicos desta unidade não são totalmente conhecidos. O núcleo incertus (NI) no tegmento pontino é a fonte de projeções ascendentes de GABA para prosencéfalo cognitivo/centros emocionais, e os neurônios do NI contêm alguns neuropeptídeos, incluindo relaxina-3 (RLN3). Estudos com traçadores descreveram projeções do NI para o tectum, e neste estudo, descrevemos a distribuição de fibras relaxina-3 nas áreas tectal e tegmental. Foram feitas imunocitoquímica para RLN3 conjugadas com outros marcadores neuroquímicos, para ajudar na demarcação da área. Fibras contendo RLN3 estavam concentradas na nucleos pretectais ventrolaterais, olivar e medial; na camada intermediária medial cinzenta do colículo superior; e na área pericentral de colículo inferior. Algumas fibras marcadas também foram detectadas nos núcleos cuneiforme, parabigeminal e sagulum. Fibras RLN3 foram concentradas em torno da feixes comissurais ao longo da linha mediana do tectum, nas colunas dorsais da substância cinzenta periaquedutal e na rafe dorsal. Em todas as áreas, a marcação para RLN3 e sinaptofisina co-existiu, indicando uma associação do péptideo com as sinapses. Estruturas-alvo para as projeções de RLN3 do tecto e tegmento compõem o "sistema defensivo" envolvidos na detecção e resposta a estímulos ameaçadores. Neurônios do NI, são uma importante fonte de fibras RLN3 e expressam fatores de liberação de receptores para corticotropina, que podem contribuir para a respostas ao estímulos de estresse.

  • FÁBIO NEVES SANTOS
  • '' DISTRIBUIÇÃO DA INERVAÇÃO DA RELAXINA-3 NO TECTUM E TEGUMENTUM NO RATO SUGERE ENVOLVIMENTO DO NÚCLEO INCERTUS EM REDES DEFENSIVAS CENTRAIS''
  • Orientador : MURILO MARCHIORO
  • Data: 23/08/2012
  • Tese
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  • Nos mamíferos, as divisões tectal e tegmental do tronco cerebral estão envolvidas em mecanismos de atenção e de respostas a estímulos ameaçadores, como os predadores. Esses centros são regulados por conexões ascendentes, mas os detalhes anatômicos e neuroquímicos desta unidade não são totalmente conhecidos. O núcleo incertus (NI) no tegmento pontino é a fonte de projeções ascendentes de GABA para prosencéfalo cognitivo/centros emocionais, e os neurônios do NI contêm alguns neuropeptídeos, incluindo relaxina-3 (RLN3). Estudos com traçadores descreveram projeções do NI para o tectum, e neste estudo, descrevemos a distribuição de fibras relaxina-3 nas áreas tectal e tegmental. Foram feitas imunocitoquímica para RLN3 conjugadas com outros marcadores neuroquímicos, para ajudar na demarcação da área. Fibras contendo RLN3 estavam concentradas na nucleos pretectais ventrolaterais, olivar e medial; na camada intermediária medial cinzenta do colículo superior; e na área pericentral de colículo inferior. Algumas fibras marcadas também foram detectadas nos núcleos cuneiforme, parabigeminal e sagulum. Fibras RLN3 foram concentradas em torno da feixes comissurais ao longo da linha mediana do tectum, nas colunas dorsais da substância cinzenta periaquedutal e na rafe dorsal. Em todas as áreas, a marcação para RLN3 e sinaptofisina co-existiu, indicando uma associação do péptideo com as sinapses. Estruturas-alvo para as projeções de RLN3 do tecto e tegmento compõem o "sistema defensivo" envolvidos na detecção e resposta a estímulos ameaçadores. Neurônios do NI, são uma importante fonte de fibras RLN3 e expressam fatores de liberação de receptores para corticotropina, que podem contribuir para a respostas ao estímulos de estresse.

  • MONICA SILVEIRA PAIXAO
  • “Avaliação da atividade biológica e farmacológica e formulação tópica de Gel Dental do extrato aquoso da Hyptis pectinata (L.) Poit”
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 11/07/2012
  • Tese
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  • AIXÃO, M.S. Avaliação da atividade biológica e farmacológica e formulação tópica de Gel Dental do extrato aquoso da Hyptis pectinata L. Poit. 2012. Tese (Doutorado em Biotecnologia) – Universidade Federal de Sergipe, Aracaju/SE, 2012.

    A Hyptis pectinata L. Poit (Lamiaceae) é uma espécie aromática e em Sergipe ocorre naturalmente de forma selvagem. Este estudo avaliou a fitoquímica do extrato aquoso das folhas da H. pectinata (EAHP) através de métodos colorimétricos e CLAE (“cromatografia liquida de alta eficiência”) que detectou a presença de fenóis, taninos (condensados e catequinas), saponinas, alcalóides e triterpenos pentacíclicos livres. Também foram avaliadas as atividades antibacteriana, antioxidante e antinociceptiva do EAHP em modelos in vitro e in vivo, assim como foi avaliado o efeito antiinflamatório dos géis do EAHP a 5% e 10% na periodontite experimental em ratos, comparando com o gel de Doxiciclina 10% (controle positivo) e gel veículo (controle negativo). A atividade antibacteriana foi testada contra cepas de Citrobacter freuundii, Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae, Pseudomonas aeruginosa, Staphylococcus aureus e Streptococcus mutans pela técnica de difusão em ágar. O crescimento de todas as cepas bacterianas testadas foi inibido pelo EAHP, com diâmetro da zona de inibição variando de 15 a 36 mm e valores da concentração inibitória mínima variando de 12,5 a 1000 μg mL-1. Os resultados mostraram que o EAHP teve uma forte atividade antibacteriana contra bactérias Gram-positivas como Staphylococcus aureus(ATCC#25923) e Streptococcus mutans (ATCC#27923). O EAHP reduziu o radical DPPH em 72.1% com um EC50 de 14,56 µg/mL. Também inibiu 40,8% da lipoperoxidação induzida pelo AAPH no teste de TBARS, apresentando atividade contra radicais peróxido. A atividade antinociceptiva orofacial foi avaliada em camundongos pré-tratados com o EAHP (100, 200 e 400 mg/kg, v.o.) e morfina (5 mg/kg, i.p.), que recebeu depois formalina (20 μL, 2%), glutamato (40 μL, 25 mM) e capsaicina (20 μL, 2,5 μg) induzindo nocicepção orofacial. O EAHP em todas as doses reduziu significativamente (p< 0,001) a resposta nociceptiva na primeira (43-62%) e segunda (47-80%) fases do teste da formalina. O efeito do EAHP (400 mg/kg) não mudou na presença da Naloxona (1,5 mg/kg, i.p.), um antagonista opióide. O EAHP inibiu significativamente a resposta nociceptiva pela capsaicina (23-69%, p < 0,05) e glutamato (48-77%, p < 0,001) em todas as doses. O presente estudo também analisou a relação existente entre a atividade de periodontite e alterações na massa corpórea e na estrutura óssea alveolar, após indução de Doença Periodontal Experimental (DPE) em ratos submetidos ou não a tratamento (TTO) com gel a base de EAHP a 5% e 10%, comparando seus efeitos com o gel de doxiciclina a 10%. Os géis foram desenvolvidos no laboratório de farmacotécnica da Universidade Federal de Sergipe e aplicados topicamente na região gengival imediatamente após a indução da DPE, três vezes ao dia durante 11 dias. A avaliação da destruição óssea foi determinada através do exame clínico, análise histopatológica e Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico das maxilas dos animais experimentais (n=36). A doença periodontal foi induzida através da colocação de ligaduras de fio de nylon 3.0, envolvendo o segundo molar superior de cada animal dos 5 grupos teste (n=30). Os animais do grupo controle não receberam ligaduras (n=6). Após 11 dias da indução de periodontite, a comparação intergrupos mostrou que todos os grupos que receberam ligadura (grupo II, III, IV, V e VI) apresentaram diminuição da massa corpórea, enquanto que o grupo Normal (Grupo I - sem DPE) teve seu peso corporal aumentado. Os resultados da Tomografia evidenciaram estrutura óssea saudável no grupo I (Normal) enquanto os grupos teste exibiram perda óssea em graus variados, com destaque para o grupo VI (Não-Tratado), no qual se observou exacerbação da doença. Os grupos tratados com gel de Sambacaitá a 5% (grupo II) e gel de Sambacaitá a 10% (grupo III) exibiram redução na reabsorção óssea quando comparados ao grupo que recebeu gel Doxiciclina a 10% (grupo V). A análise histopatológica do periodonto dos animais tratados com gel de Sambacaitá a 10% evidenciou maior preservação do periodonto de inserção, além de discreto infiltrado inflamatório gengival, semelhante ao grupo tratado com gel Doxiciclina 10%. De acordo com os resultados, pode-se concluir que o EAHP teve uma forte atividade antibacteriana contra bactérias Gram-positivas. O EAHP apresentou atividade antioxidante frente ao radical DPPH e contra radicais peróxido. O EAHP inibiu significativamente a resposta nociceptiva induzida pela formalina, capsaicina e glutamato em todas as doses testadas. A utilização de gel à base de EAHP a 10% foi capaz prevenir a perda de massa corpórea e reabsorção óssea na DPE com efeito similar ao da Doxiciclina a 10% (p<0,05).

  • SANDRA SANTOS MENDES
  • '' ESTUDOS QUÍMICOS E FARMACOLÓGICOS DA LIPPIA GRACILIS SCHAUER''
  • Orientador : SARA MARIA THOMAZZI
  • Data: 23/05/2012
  • Tese
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  • O gênero Lippia apresenta grande potencial farmacológico e terapêutico e possui aproximadamente 200 espécies de ervas, arbustos e pequenas árvores, apresentando um perfil consistente de composição química e atividades farmacológicas, terapêuticas e culinárias. O objetivo deste trabalho foi estudar aspectos químicos e farmacológicos da Lippia gracilis Schauer (Verbenaceae), conhecida popularmente por “alecrim do campo”, proveniente do banco de germoplasma da Universidade Federal de Sergipe. Assim, este estudo foi dividido em duas partes: na primeira buscou-se estudar aspectos relacionados aos constituintes apolares da L. gracilis, presentes no óleo essencial (OE) obtido das folhas de plantas submetidas ao estresse hídrico (sazonal) e sem estresse. A composição dos constituintes do OE foi estudada com a utilização da cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa (CG/EM) e suas atividades anti-inflamatória e antinociceptiva estudadas em modelos in vivo. Como resultados, verificamos que quatro compostos foram encontrados em maior concentração nos OE (independentemente das plantas terem sido submetidas ou não ao estresse hídrico): timol, p-cinemo, metil timol e carvacrol. Como a composição química dos OEs foi muito similar, escolheu-se trabalhar com o OE das plantas submetidas ao estresse hídrico nos ensaios in vivo. Para tanto, os animais (n=6/grupo) foram inicialmente pré-tratados com o OE (50, 100 e 200 mg/kg, v.o.), veículo (tween 80 a 0,2% em salina, 10 mL/kg, v.o.) e ácido acetilssalicílico (AAS, 300 mg/kg, v.o.) ou dexametasona (Dexa, 2 mg/kg, s.c.), dependendo do modelo experimental, 1 h antes do início dos experimentos. A atividade anti-inflamatória foi avaliada utilizando-se os modelos de edema de pata (ratos Wistar, 120-180 g) e peritonite (camundongos Swiss, 20-30 g) induzidos por carragenina. O tratamento dos animais com o OE na dose de 200 mg/kg reduziu de forma significativa (p<0,01) o edema induzido pela carragenina (1%, 100 µL/pata) em todos os tempos mensurados (1, 2, 3 e 4 h após a indução do edema). De forma similar, o AAS reduziu (p<0,05) a formação do edema em todos os tempos. No modelo de peritonite, todas as doses do OE (50, 100 e 200 mg/kg, p<0,01), bem como a dexametasona (p<0,001), foram capazes de reduzir a migração de leucócitos induzida por carragenina (1%, 250 µL, i.p.). Para avaliação da atividade antinociceptiva utilizou-se o modelo de contorções abdominais induzidas por ácido acético (0,6%, 100 µL/10g, i.p.) em camundongos (Swiss, 20-30g). Observou-se que todas as doses do OE foram capazes de reduzir (p<0,05) a nocicepção induzida pelo ácido acético, sendo que com a dose de 200 mg/kg do OE observou-se efeitos semelhantes ao AAS (p<0,001). Na segunda parte do presente estudo, os constituintes polares foram estudados in vitro, utilizando-se os ensaios de avaliação da atividade antioxidante do ABTS (2,2’-azino-bis (3-etil-benzolina-6-sulfonado), FRAP (poder antioxidante de redução do ferro) e DPPH (2,2-di(4-tertoctilfenil)-1-picrilhidrazil), bem como a composição química dos extratos aquoso e alcoólico obtidos das folhas da L. gracilis, que foi avaliada por cromatografia líquida de alto desempenho acoplada a espectrometria de massa (HPLC/EM). Através dos perfis químicos dos extratos obtidos por HPLC/EM, foi possível identificar três compostos majoritários com intensa atividade antioxidante: luteolina-C-6-glucosídeo, luteolina-C-8-glucosídeo e carvacrol. Em ensaios in vitro, verificou-se uma maior atividade antioxidante (40%) do extrato alcoólico quando comparado ao aquoso, independente do solvente utilizado para a dissolução. Os três compostos majoritários foram testados isoladamente, além de terem sido comparados com compostos antioxidantes de ação conhecida, como quercetina e luteolina. As atividades detectadas dependeram claramente do ensaio utilizado e da estrutura do composto. O carvacrol apresentou maior atividade no ABTS, quando comparado com as luteolinas, porém atividade inferior no DPPH e no FRAP. Em todos os ensaios, a luteolina-C-6-glucosideo apresentou valores maiores que a luteolina-C-8-glucosideo. A L. gracilis representa uma fonte potencial de antioxidantes, além de possuir atividades anti-inflamatória e antinociceptiva. Foi a primeira vez na literatura que as luteolinas C-6 e C-8 glucosídeo foram detectadas na espécie Lippia gracilis.

  • SANDRA SANTOS MENDES
  • '' ESTUDOS QUÍMICOS E FARMACOLÓGICOS DA LIPPIA GRACILIS SCHAUER''
  • Orientador : SARA MARIA THOMAZZI
  • Data: 23/05/2012
  • Tese
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  • O gênero Lippia apresenta grande potencial farmacológico e terapêutico e possui aproximadamente 200 espécies de ervas, arbustos e pequenas árvores, apresentando um perfil consistente de composição química e atividades farmacológicas, terapêuticas e culinárias. O objetivo deste trabalho foi estudar aspectos químicos e farmacológicos da Lippia gracilis Schauer (Verbenaceae), conhecida popularmente por “alecrim do campo”, proveniente do banco de germoplasma da Universidade Federal de Sergipe. Assim, este estudo foi dividido em duas partes: na primeira buscou-se estudar aspectos relacionados aos constituintes apolares da L. gracilis, presentes no óleo essencial (OE) obtido das folhas de plantas submetidas ao estresse hídrico (sazonal) e sem estresse. A composição dos constituintes do OE foi estudada com a utilização da cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massa (CG/EM) e suas atividades anti-inflamatória e antinociceptiva estudadas em modelos in vivo. Como resultados, verificamos que quatro compostos foram encontrados em maior concentração nos OE (independentemente das plantas terem sido submetidas ou não ao estresse hídrico): timol, p-cinemo, metil timol e carvacrol. Como a composição química dos OEs foi muito similar, escolheu-se trabalhar com o OE das plantas submetidas ao estresse hídrico nos ensaios in vivo. Para tanto, os animais (n=6/grupo) foram inicialmente pré-tratados com o OE (50, 100 e 200 mg/kg, v.o.), veículo (tween 80 a 0,2% em salina, 10 mL/kg, v.o.) e ácido acetilssalicílico (AAS, 300 mg/kg, v.o.) ou dexametasona (Dexa, 2 mg/kg, s.c.), dependendo do modelo experimental, 1 h antes do início dos experimentos. A atividade anti-inflamatória foi avaliada utilizando-se os modelos de edema de pata (ratos Wistar, 120-180 g) e peritonite (camundongos Swiss, 20-30 g) induzidos por carragenina. O tratamento dos animais com o OE na dose de 200 mg/kg reduziu de forma significativa (p<0,01) o edema induzido pela carragenina (1%, 100 µL/pata) em todos os tempos mensurados (1, 2, 3 e 4 h após a indução do edema). De forma similar, o AAS reduziu (p<0,05) a formação do edema em todos os tempos. No modelo de peritonite, todas as doses do OE (50, 100 e 200 mg/kg, p<0,01), bem como a dexametasona (p<0,001), foram capazes de reduzir a migração de leucócitos induzida por carragenina (1%, 250 µL, i.p.). Para avaliação da atividade antinociceptiva utilizou-se o modelo de contorções abdominais induzidas por ácido acético (0,6%, 100 µL/10g, i.p.) em camundongos (Swiss, 20-30g). Observou-se que todas as doses do OE foram capazes de reduzir (p<0,05) a nocicepção induzida pelo ácido acético, sendo que com a dose de 200 mg/kg do OE observou-se efeitos semelhantes ao AAS (p<0,001). Na segunda parte do presente estudo, os constituintes polares foram estudados in vitro, utilizando-se os ensaios de avaliação da atividade antioxidante do ABTS (2,2’-azino-bis (3-etil-benzolina-6-sulfonado), FRAP (poder antioxidante de redução do ferro) e DPPH (2,2-di(4-tertoctilfenil)-1-picrilhidrazil), bem como a composição química dos extratos aquoso e alcoólico obtidos das folhas da L. gracilis, que foi avaliada por cromatografia líquida de alto desempenho acoplada a espectrometria de massa (HPLC/EM). Através dos perfis químicos dos extratos obtidos por HPLC/EM, foi possível identificar três compostos majoritários com intensa atividade antioxidante: luteolina-C-6-glucosídeo, luteolina-C-8-glucosídeo e carvacrol. Em ensaios in vitro, verificou-se uma maior atividade antioxidante (40%) do extrato alcoólico quando comparado ao aquoso, independente do solvente utilizado para a dissolução. Os três compostos majoritários foram testados isoladamente, além de terem sido comparados com compostos antioxidantes de ação conhecida, como quercetina e luteolina. As atividades detectadas dependeram claramente do ensaio utilizado e da estrutura do composto. O carvacrol apresentou maior atividade no ABTS, quando comparado com as luteolinas, porém atividade inferior no DPPH e no FRAP. Em todos os ensaios, a luteolina-C-6-glucosideo apresentou valores maiores que a luteolina-C-8-glucosideo. A L. gracilis representa uma fonte potencial de antioxidantes, além de possuir atividades anti-inflamatória e antinociceptiva. Foi a primeira vez na literatura que as luteolinas C-6 e C-8 glucosídeo foram detectadas na espécie Lippia gracilis.

  • CYNTHIA CRISTINA PAGLIARI DE FARO
  • ''PROCESSO DE EXTRAÇÃO DE DNA HUMANO CONTAMINADO COM SOLO''
  • Orientador : RITA DE CASSIA TRINDADE
  • Data: 13/04/2012
  • Tese
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  • O índice de criminalidade em nossa sociedade cresce a cada dia. É observado, em especial o aumento de homicídios, praticados em terrenos ou sítios, onde não se tem a elucidação da autoria do ato delituoso. A dificuldade de identificação criminosa reside no fato dos resíduos biológicos encontrados nestes locais estarem em contato com o solo de diferentes naturezas. A importância desse trabalho está na possibilidade de apresentar uma resposta à sociedade acerca da identificação humana a partir de vestígios biológicos de sangue contaminados com solo. O objetivo deste trabalho é desenvolver um protocolo de extração de DNA capaz de isolar o DNA humano dos constituintes do solo com o intuito de identificar o indivíduo possivelmente envolvido em ato delituoso. Para tanto quatro protocolos de extração de DNA foram utilizados, sendo dois protocolos convencionais e dois protocolos novos, desenvolvidos pela nossa equipe. Foram utilizadas 720 amostras de sangue contaminadas com solo, sendo 240 para cada tipo de solo. Foram utilizados 3 diferentes tipos de solo (terreno baldio, areia da praia e mangue). Das 240 amostras de sangue humano contaminados com solo, 120 foram submetidas à extração do DNA imediatamente após o contato com o solo (Tempo 0) e 120 amostras submetidas a extração de DNA após um tempo decorrido de 72 horas do contato com o solo (Tempo 72). Os resultados mostraram que as amostras de sangue humano extraídas em “Tempo 0” pelos protocolos convencionais só amplificaram para um dos tipos de solo enquanto que os protocolos novos obtiveram uma boa amplificação para os três tipos de solo testados. Já para a extração de DNA Humano efetuada em “Tempo 72” não foi observada a amplificação das amostras extraídas com os protocolos convencionais. Somente os protocolos novos proporcionaram amplificação e conseqüente identificação humana. Concluiu-se que os dois protocolos novos, desenvolvidos pela nossa equipe, apresentaram resultados superiores comparados aos demais protocolos de extração de DNA para os 3 tipos de solos testados, podendo assim, auxiliar na elucidação de crimes e proporcionar mais sensibilidade as técnicas usuais.

  • DÂNGELLY LINS FIGUERÔA MARTINS DE MÉLO
  • “POTENCIAL BIOTECNOLÓGICO DE LEVEDURAS DE FRUTAS”
  • Orientador : RITA DE CASSIA TRINDADE
  • Data: 30/03/2012
  • Tese
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  • TESTE

  • DÂNGELLY LINS FIGUERÔA MARTINS DE MÉLO
  • “POTENCIAL BIOTECNOLÓGICO DE LEVEDURAS DE FRUTAS”
  • Orientador : RITA DE CASSIA TRINDADE
  • Data: 30/03/2012
  • Tese
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  • Aims: to characterize indigenous Saccharomyces cerevisiae strains in the naturally fermented juice of grape varieties Cabernet Sauvignon, Grenache, Tempranillo, Sauvignon Blanc and Verdejo used in the São Francisco River Valley, northeastern Brazil and to determine the strains’ fermentative capacities by measuring their fermentative kinetic parameters.

    Methods and Results: In this study, 155 S. ceverisiae and 60 non-Saccharomyces yeasts were isolated and identified using physiological tests and sequencing of the D1/D2 domains of the large subunit of the rRNA gene. Among the S. cerevisiae isolates, five molecular mitochondrial DNA restriction profiles were detected. Each indigenous strain of S. cerevisiae was evaluated for its kinetic fermentation parameters in synthetic fermentation medium to identify strains with the potential for wine fermentation.

    Conclusions: two indigenous strains were selected ( LMA-V68 and LMA- V 152) that exhibited potential fermentative characteristics to be used in the production of typical wines in the São Francisco region.

    Significance and Impact of the Study: Indigenous strains of S. cerevisiae utilized may contribute to the overall sensorial quality of wine because they are more competitive in their local environmental conditions than non- indigenous strains. These indigenous strains may assure the reproducibility of the typical sensorial properties of the wines produced in a particular region.

  • ANA PAULA BARRETO PRATA SILVA
  • “PRODUÇÃO DE GOMA XANTANA IMPREGNADA EM NANOPARTÍRCULAS”
  • Data: 23/03/2012
  • Tese
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  • Nanopartículas metálicas, especialmente as de prata vem sendo amplamente
    utilizadas nos últimos anos devido às suas propriedades químicas, físicas e biológicas.
    As nanopartículas podem ser sintetizadas através de diferentes métodos como:
    químicos, físicos ou biológicos, sendo este último ambientalmente correto e com menor
    custo em relação aos outros métodos. As plantas, algas, fungos, bactérias e vírus são
    utilizados para a biossíntese de nanopartículas de prata, sendo geralmente preparadas
    colocando-se o material biológico em contato com uma solução de íons prata. As
    nanopartículas devem ser protegidas para manterem as suas propriedades intactas, para
    tanto vários surfactantes, polímeros e modelos biológicos estão sendo utilizados. O
    objetivo do presente trabalho foi produzir goma xantana impregnada com
    nanopartículas de prata, sintetizada a partir da fonte de carbono sacarose. Para a
    obtenção do polímero, a linhagem de Xanthomonas sp (S6) foi cultivada em meio YM
    (Yeast-Malt) e 1011 UFC.mL-1 do inóculo foi cultivado em meio fermentativo (g.L-1 ):
    0,2 MgSO4.7H2O; 5,0 KH2PO4; 0,006 H3BO3; 2,0 (NH4)2SO4; 0,0024 FeCl3; 0,002
    CaCl2.2H2O; 0,002 ZnSO4; 50,0 fonte de carbono e solução de íons prata na
    concentração de 1.10-3 Mol.L-1 por 96 h, sob 200 rpm de agitação, a 28 ºC. A goma
    xantana impregnada com nanopartículas de prata foi caracterizada por microscopia
    eletrônica de transmissão, espectroscopia de absorção na região do UV-Vis e difração
    de raios X. Também foi avaliada a atividade antimicrobiana a bactérias gram negativas
    e positivas. A formação das nanopartículas foi inicialmente observada pela mudança de
    cor da solução, de amarelo para marrom. As nanopartículas apresentaram-se esferoidais
    com tamanho médio de 2,8 nm, dispersas na matriz polimérica. No estudo por
    espectroscopia de absorção na região do UV-Vis, observou-se uma banda em 430 nm,
    denominada de banda plasmon. O DRX apresentou picos de difração (38,0º e 44,00),
    característicos de prata metálica que correspondem aos planos (111) e (200), os quais
    representam a fase cúbica de face centrada, típica de metais de transição. A goma
    xantana impregnada com nanopartículas de prata possui atividade antimicrobiana a
    bactérias gram negativas e positivas. Com base nos resultados obtidos conclui-se que é
    possível produzir polímero tipo goma xantana impregnado com nanopartículas de prata,
    sendo os íons de prata, provavelmente reduzidos biologicamente durante o processo fermentativo.

  • BARBARA LIMA SIMIONI
  • “ESTUDO DAS ATIVIDADES FARMACOLÓGICAS E TOXICOLÓGICAS DO ÓLEO ESSENCIAL DE CYMBOPOGON WINTERIANUS EM ROEDORES”
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 12/03/2012
  • Tese
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  • TESTE

  • BARBARA LIMA SIMIONI
  • “ESTUDO DAS ATIVIDADES FARMACOLÓGICAS E TOXICOLÓGICAS DO ÓLEO ESSENCIAL DE CYMBOPOGON WINTERIANUS EM ROEDORES”
  • Orientador : LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
  • Data: 12/03/2012
  • Tese
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  • O gênero Cymbopogon (Poaceae) é composto por mais de 100 espécies encontradas em países tropicais, e por volta de 56 espécies são aromáticas e algumas têm importância medicinal, farmacológica e industrial, sendo ricas em óleos essenciais. Os óleos essenciais extraídos do gênero são ricos em mono e sesquiterpenos. Dentre as espécies do gênero o Cymbopogon winterianus Jowitt, conhecido popularmente como “citronela”, “citronela de Java” ou “jacapé”, é utilizado na medicina popular como repelente, antimicrobiano, analgésico, ansiolítico e para o tratamento da epilepsia. O objetivo desse trabalho foi estudar aspectos farmacológicos e toxicológicos do óleo essencial extraído das folhas de Cymbopogon winterianus (OEC) em protocolos experimentais. Análise realizada através de GC-MS demonstrou como componentes majoritários o citronelal, citronelol e geraniol. Na triagem farmacológica as principais alterações registradas foram: ptose, sedação e levantar diminuído. No teste da toxicidade aguda a DL50 calculada foi de 1.953,8 mg/kg (1.580,9–2.326,7) (v.o.) e 567,3 mg/kg (395,8-758,2) (i.p.). O OEC promoveu redução no número de cruzamentos no teste da movimentação espontânea e aumento no tempo de sono induzido pelo tiopental. No teste do rota rod observou-se que o OEC não interfere a coordenação motora dos animais. Os testes para se determinar propriedades antinociceptiva, antiinflamatória e antioxidante foram realizados utilizando-se os testes de contorção abdominal induzido por ácido acético, de nocicepção na pata induzido por formalina, da placa quente, de inflamação induzido por carragenina e atividade de sequestro dos radicais livres (DPPH). Os resultados demonstraram que o OEC reduziu a resposta a dor, a migração de neutrófilos para a cavidade abdominal e foi muito eficiente no seqüestro dos radicais livres. Na avaliação da toxicidade aguda e subcrônica, os animais foram tratados respectivamente com o OEC em dose única (900 mg/kg - v.o.) e doses diárias de 50mg/kg (v.o.). No teste agudo, as principais alterações comportamentais apresentadas foram ptose palpebral, sedação, resposta ao toque diminuída, levantar diminuído e analgesia. Em relação à avaliação do peso corpóreo, ingesta de água e ração e peso dos órgãos não ocorreram alterações sugestivas de toxicidade nos ensaios agudo e subcrônico. Na avaliação dos parâmetros bioquímicos, observaram-se alterações significativas na dosagem de aspartato aminotransferase, alanina aminotransferase e fosfatase alcalina (p<0.05) em ambos os ensaios agudo e subcrônico. Os resultados em conjunto sugerem propriedades depressora, antinociceptiva, antiinflamatória e antioxidantes sem que esses efeitos promovam perda de coordenação motora. Além disso, o OEC possui toxicidade na dose e via testada, visto que alterações histológicas foram encontradas nos rins e no fígado no ensaio agudo e no fígado no ensaio subcrônico.

2011
Descrição
  • CRISTINA FERRAZ SILVA
  • ''ESTUDO DA PRODUÇÃO DE BIOSURFACTANTE UTILIZANDO RESÍDUOS AGROINDRUSTRIAIS''
  • Orientador : ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
  • Data: 30/10/2011
  • Tese
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  • A estratégia sequencial de delineamento fatorial foi empregada para aumentar
    a produção de agente tenso-ativo e emulsificante produzido por Bacillus subtilis ICF-PC
    usando o resíduo líquido do processamento da mandioca (Manihot utilissima Pohl.),
    manipueira, como substrato. Um delineamento fatorial fracionado foi utilizado para
    avaliar o efeito das variáveis do processo – temperatura, pH inicial, quantidade de
    inóculo, agitação e diluição do resíduo. As variáveis estatisticamente significativas
    foram estudadas no delineamento fatorial completo subsequente. A tensão superficial
    atingiu 26,65 mN.m-1 após 48 h de fermentação. A máxima atividade emulsificante foi
    de 73, 46 e 72 % para querosene, tolueno e petróleo, respectivamente. A tensão
    superficial e a atividade emulsificante do fermentado livre de células contendo o
    biossurfactante permaneceram estáveis durante a exposição a amplas faixas de pH (5-
    12), temperaturas (0-1200C) e salinidade (3-10% NaCl). O biossurfactante bruto
    apresentou potencial para aplicação na biorremediação com recuperação de mais de 90% de óleo bruto. O uso do resíduo agroindustrial como substrato representa uma
    alternativa promissora para a minimização dos custos de produção do biossurfactante
    e destinação alternativa do resíduo.

  • SHEYLA ALVES RODRIGUES
  • “PLUCHEA SAGITTALIS (Lam.) Cabrera um novo fitoterápico de ação calmante”
  • Data: 29/09/2011
  • Tese
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  • Pluchea sagittalis (Lam.) Cabrera, Asteraceae, é conhecida popularmente como quitoco, arnica ou erva lucera. Seu caule e folhas são utilizados em infusão para tratamento de dores corporais, inflamação, dispepsias nervosas e histerismo. O objetivo desse trabalho foi isolar e identificar os constituintes químicos do extrato etanólico das folhas de P. sagittalis, verificando o potencial farmacológico desse extrato, em especial, sobre a ansiedade. A planta foi coletada no Bairro Japãozinho, Aracaju – SE. As folhas selecionadas foram secas em estufa a 40ºC, com circulação de ar, trituradas e submetidas à extração com etanol P.A., em soxleht. O extrato obtido foi fracionado por cromatografia em coluna e analisados em HPLC. O extrato etanólico e frações: aquosa, etanólica e acetônica obtidas, foram submetidas ao screening fitoquímico e a triagem farmacológica comportamental, na dose de 100 mg/kg, v.o. A atividade motora dos animais foi observada nos testes Open Field e Rota Rod. O efeito hipnótico/sedativo foi avaliado no teste Tempo de Sono Induzido por Barbitúrico e a atividade ansiolítica verificada no teste de Labirinto em Cruz Elevado e Anticonvulsivante induzido por Pentilenotetrazol. Nas análises fitoquímicas identificou-se a presença de fenóis, flavonóides, terpenos e esteróides, sendo isolado um sesquiterpeno. Na triagem farmacológica comportamental observou-se o potencial efeito depressor do Sistema Nervoso Central (SNC) de todas as amostras testadas.

    No Open Field, verificou-se que os animais tratados com a dose de 200mg/Kg do extrato etanólico bruto apresentaram aumento no número de quadrantes e tempo de deslocamento, não sendo observada alteração na coordenação motora ou relaxamento muscular no Rota Rod. As doses de 100 e 200 mg/Kg demonstraram-se indutoras e potencializadoras do sono induzido por barbitúrico. A ação ansiolítica foi observada na dose de 200 mg/Kg no labirinto em cruz elevado. Além do efeito protetor contra convulsões induzidas por ptentilenotetrazol, das doses de 100 e 200 mg/Kg.

    Conclui-se que o extrato etanólica de P. sagittalis ação ansiolítica, sendo possível a participação de terpenos nesse efeito.

  • RENATO DE MEDEIROS ROCHA
  • ““FATORES DETERMINANTES NA ESTRATÉGIA DE CULTIVO DE ASTEROMONAS GRACILIS ARTARI (chlorophyceae, dunaliellales)”
  • Data: 30/08/2011
  • Tese
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  • Asteromonas gracilis (Artari 1913) alga was first described by this name, from samples obtained in saltwork ponds of Crimea (autonomous republic belonging to the territory of Ukraine). Other records of its presence come from different regions worldwide, mainly from hypersaline environments, although sometimes mentioned in seawater and brackish water. In the face of disconnection of the data currently available about the biology of A. gracilis, this article intend to contribute to the more detailed knowledge about this algae, considering its potential use in biotechnology (extraction of glycerol) and brine purification for marine salt production. The first taxonomic position of the reported forms has undergone major changes, being cited as chlorophytes or sometimes as Parasinophyceae. Likewise also is referred to another possible affinity withy Prasinophyceae due to lack of sexual reproduction, as well as the penetration of the non-pyrenoid nuclear coverage. This is an alga of great mobility, easily recognizable by its spiral locomotion, with usually one or two precious bright, strong orange color stigmas which sometimes are not evident. One of the most conspicuous characteristics of A. gracilis is the high tolerance to high levels of salinity.

  • JOSÉ MELQUIADES DE REZENDE NETO
  • CARACTERIZAÇÃO DE MEMBRANAS DE COLÁGENO MODIFICADO COM EXTRATO DE FRUTAS DE GENIPA AMARICANA I. E AVALIAÇÃO HISTOMORFOLÓGICA DO EFEITO SOBRE O PROCESSO DE REPARO CICATRICIAL POR SEGUNDA INTENÇÃO EM RATOS.
  • Data: 19/08/2011
  • Tese
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  • Membranas biológicas produzidas a partir de biomateriais tem sido amplamente estudados devido às suas aplicações na indústria farmacêutica. O objetivo do trabalho foi caracterizar membranas de colágeno modificado com extrato metanólico de frutos de Genipa americana L, denominado de “genipina”, suplementada com extrato etanólico de própolis vermelha e avaliar o seu potencial cicatrizante em roedores. As membranas produzidas por “castingprocess” a partir deste polímero (COL, COLGEN e COLGENP) foram caracterizados segundo suas características morfológicas. A avaliação do processo cicatricial de feridas abertas foi realizada em 80 ratos WistarSeparados nos seguintes grupos: CTR – feridas sem cobertrura; COL – feridas cobertas com membrana de colágeno; COLGEN – feridas cobertas com membrana de colágeno reticulado com genipina; COLGENP – feridas recobertas com membrana de colágeno reticulado com genipina adicionados em 0,5% com extrato de própolis vermelha. Os animais foram sacrificados em 3, 7, 14 e 21 dias e as feridas removidas e analisadas histologicamente. Foram avaliados o índice de contração da ferida (ICF), a intensidade da reação inflamatória (IRI) e o índice de colagenização das feridas (ICG). Os dados obtidos a partir IRI foram analisados utilizando o teste Kruskal Wallis, com extensão post-hoc de Dunn, enquanto que o ICF e ICG foram analisados por meio do teste ANOVA, com extensão post-hocde Tukey. O nível de significância foi estabelecido em 5% (p<0,05). Observou-se que COLG apresentou tensão máxima de ruptura e módulo de elasticidade superiores a COLGEN E COLGENP. No ensaio de cicatrização, foi observado que COLGENP induziu maior ICF que CTR em 7 dias (p= 0,04). Não houve diferença significativa na IRI entre os grupos (p<0,05), mas ambos COL, COLGEN e COLGENP promoveram cronificação mais rápida do processo inflamatório. O ICG em COLGENP foi significativamente maior que em CTR em 7 dias (0,04, respectivamente), mas não houve diferença nos demais tempos experimentais. Além disso COLGENP provocou substituição precoce do colágeno tipo II por tipo I, bem como melhor organização arquitetural das fibras de colágeno tipo I ao final do experimento. Concluiu-se que a reticulação proporcionou a produção de membranas mais plásticas provavelmente devido à diminuição de interações intracadeias. As membranas de colágeno, colágeno reticulado com genipina e colágeno reticulado com genipina mais própolis se mostraram efetivos para utilização como curativos (“dressings”) de feridas abertas. Conquanto os resultados obtidos com ambas as membranas tenham sido estatisticamente semelhantes, é possível inferir que a reticulação química da molécula de colágeno não alterou as propriedades pró-cicatrizantes da membrana, bem como a adição de própolis vermelha.

  • SILVANITO ALVES BARBOSA
  • '' PRODUÇÃO DE BIODETERGENTES UTILIZANDO BIOSSURFACTANTES COMO MATÉRIA-PRIMA''
  • Orientador : ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
  • Data: 01/08/2011
  • Tese
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  • A maioria dos surfactantes disponíveis comercialmente é sintetizada a partir de derivados do petróleo, representando assim uma importante fonte de poluição, causando efeitos biológicos adversos a organismos aquáticos. Na indústria de detergentes, apesar das várias marcas disponíveis no mercado serem consideradas biodegradáveis e amparadas pela legislação em vigor, sabe-se que na verdade os componentes ativos são tensoativos obtidos por via química e não bioquímica, ou seja, o que houve foi apenas a mudança do principal componente ativo alquilbenzeno sulfonato de sódio de cadeia ramificada pelo de cadeia linear, o que de fato facilitou a degradação da molécula por microrganismos, mas não tanto quanto ao comparado com surfactantes naturais. Com o intuito de solucionar tais inconvenientes, neste trabalho apresentaremos um processo de desenvolvimento de dois biodetergentes, a partir de biossurfactantes que atendam ao apelo ambiental e que disponibilize no mercado novos produtos alternativos aos já existentes, utilizando uma nova tecnologia que possa estar inserida na promessa de desenvolvimento industrial sustentável que prima, sobretudo, pelo uso de tecnologias limpas. A presente invenção conjuga as principais propriedades do sabão e do detergente sintético proporcionando uma alternativa ao uso destes últimos, pois, agregam do sabão as características de maior biodegradabilidade e do detergente sintético a vantagem de agir de forma ainda eficiente mesmo quando utilizado em águas duras. Inicialmente produziram-se dois biossurfactantes denominados de liposan e ramnolipídeo obtidos a partir da fermentação aeróbica, utilizando-se uma cepa da levedura Yarrowia lipolytica IMUFRJ 50682 e outra cepa da bactéria Pseudomanas aeruginosa INCQS 0588092, respectivamente. Após a análise exploratória das diferentes condições experimentais foram analisadas quanto à tensão superficial, o índice E(24), a produção de biomassa, a produção de biossurfactante e o consumo do substrato. Após a separação e extração do liposan e do ramnolipídeo, realizou-se a modificação das duas moléculas através de uma reação química e formulou-se os biodetergentes adicionando-se os agentes coadjuvantes e completando-se o volume final com água destilada. A eficiência dos biodetergentes foi avaliada comparando as viscosidades de uma amostra de óleo bruto com uma emulsão de água produzida/óleo contendo os biodetergentes, onde se verificou uma redução da viscosidade em torno de 8% para biodetergente 1 derivado do liposan e 36% para o biodetergente 2 derivado do ramnolipídeo. Observou-se através da análise de DSC que os biodetergentes desenvolvidos não apresentaram transformações físico-químicas quando dissolvidos em amostras de água destiladas e comparadas com água produzida, concluindo-se que ambos apresentaram boa estabilidade térmica e que não foi detectada nenhuma interação química, na faixa de temperatura estudada, entre os biodetergentes e os sais presentes em grande quantidade na água produzida, mostrando assim também uma boa tolerância à força iônica. Em relação à capacidade de produzir espuma e de remover sujidades em tecidos e em louças, os dois biodetergentes produzidos apresentaram boa capacidade tensoativa e de emulsificação comparando aos surfactantes químicos sintéticos, podendo ser utilizados em substituição aos mesmos pelas vantagens apresentadas.

  • PATRÍCIA OLIVEIRA SANTOS
  • CARACTERIZAÇÃO FISIOLÓGICA E MOLECULAR DE C.ALBICANS ENVOLVIDAS EM CASO DE CANDIDIASE VAGINAL E PROSPECÇÃO DE ÓLEOS ESSENCIAIS ANTI-CANDIDA.
  • Orientador : RITA DE CASSIA TRINDADE
  • Data: 24/05/2011
  • Tese
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  • Espécies de Candida são patógenos oportunistas que podem causar um grande número de infecções, desde mucocutâneas a infecções sistêmicas. No caso de vaginites, sabe-se que mais de 75% das mulheres, já tiveram pelo menos um episódio de candidíase vaginal durante a vida. Os objetivos deste estudo foi (i) caracterizar por parâmetros fenotípicos (produção de exoenzimas e susceptibilidade a antifúngicos) e molecular amostras de Candida albicans obtidas de mulheres com suspeita clinica de candídiase vaginal, atendida no Centro da Referência da mulher na cidade de Aracaju/SE e, (ii) investigar a atividade anti-Candida de óleos essenciais de Lippia gracilis Shauer e Ocimum basilicum L frente a isolados de candidiase vaginal recorrente. A atividade proteolítica e fosfolipídica foi considerada moderada (0.56 ± 0.12 mm e 0.53 ± 0.09 mm, respectivamente) para todos os isolados. A maioria das cepas foram susceptíveis ao fluconazol, voriconazol, nystatin and 5-flucytosine, no entanto, somente uma pequena porcentagem foram susceptiveis a anfotericina B e itraconazol. As isoenzimas MDH (malato desidrogenase) e SDH (sorbitol desidrogenase) mostram forte poder discriminatório intra-específico. A interpretação numérica e genética revelaram poder discriminatório semelhante. A diversidade genética dos isolados foi medida pelas frequencias alélicas e gênicas. Os testes de equilíbrio de Hardy-Weinberg (EHW) mostraram que três loci isoenzimáticos (Adh, Gdh and Sdh-2) não estão em equilíbrio de EHW. O dendograma construído baseado no coeficiente da distância genética de Nei gerou sete grupos; 57.15% (16) dos isolados foram considerados altamente relacionados ou indistiguíveis e 42.85% foram considerados moderadamente relacionados ou não relacioandos. Não foi encontrada relação entre os grupos e as características fenotípicas estudadas. A investigação a atividade anti-Candida dos óleos de L. gracilis Shauer (OELG) e Ocimum basilicum (OEOB) apresentaram como compostos majoritários o carvacrol (42.87%) e o linalol (72.08%), respectivamente. Os ensaios para a determinação da concentração inibitória mínima óleo essencial de OELG e OEOB, nesta ordem, apresentaram faixa entre 48 – 97µg/mL e 0.78 – 1.56mg/mL; os compostos isolados dos respectivos óleos apresentam faixas de CIM 32-65 µg/mL e 5.58 – 11.17mg/mL. Para os dois óleos a cinética de morte das leveduras demonstrou que as concentrações correspondentes a 1 e 2 x CIM foram fungiostáticas. A concentração equivalente a 16 x CIM apresentou efeito fungicida logo 2h após a incubação com eliminação total da população testada. A microscopia eletrônica de transmissão revelou danos ultraestruturais causados pelos óleos essenciais e seus compostos majoritários: ruptura de parede e membrana celular e desorganização do citoplasma. O conjunto de dados produzidos neste estudo aponta para o potencial de utilização dos óleos essenciais de L. gracilis Shauer e O. basilicum para o tratamento de candidíase vaginal recorrente.

  • PATRÍCIA OLIVEIRA SANTOS
  • CARACTERIZAÇÃO FISIOLÓGICA E MOLECULAR DE C.ALBICANS ENVOLVIDAS EM CASO DE CANDIDIASE VAGINAL E PROSPECÇÃO DE ÓLEOS ESSENCIAIS ANTI-CANDIDA.
  • Orientador : RITA DE CASSIA TRINDADE
  • Data: 24/05/2011
  • Tese

  • FABIO DE MELO RESENDE
  • DESENVOLVIMENTO DE BIOPROCESSO PARA PRODUÇÃO DE BIOGÁS A PARTIR DE BAGAÇO DE CANA
  • Orientador : ROBERTO RODRIGUES DE SOUZA
  • Data: 16/03/2011
  • Tese

  • ANTONIO MEDEIROS VENANCIO
  • EFEITOS DO OLEO ESSENCIAL DO OCIMUM BASILICUM L. E DO (-) LINALOL NA NOCICEPÇAO OROFACIAL E NA EXCITABILIDADE DO SISTEMA NERVOSO DE ROEDORES.
  • Orientador : MURILO MARCHIORO
  • Data: 11/03/2011
  • Tese

2010
Descrição
  • EDNA ARAGAO FARIAS CANDIDO
  • UTILIZAÇÃO DE ÓLEO ESSENCIAL DA ALPINIA SPENCIOSA SCHUM ZINGIBERACEAE, NO TRABALHO FISIOTERAPÊUTICO DE PACIENTES COM SÍNDROME PIRAMIDAL.
  • Data: 13/12/2010
  • Tese
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  • A espasticidade muscular é um dist´rubio motor decorrente das lesões em diferentes níveis do sistema nervosos central devido á lesões da medula espinhal, acidente vascular cerebral, paralisia cerebral ou esclerose múltipla, entre outros. O objetivo dessa pesquisa é investigar a utilização dos óleos essenciais da Alpina speciosa Schum, Zingiberaceae, no tratamento de pecientes com síndrome piramidal. Este estudo é do tipo prospectivo e analítico, com ensaio clínico III, aleatório. Além do estudo de casos clínicos em tratamento de espasticidade de forma crônica e comportamento de pressão arterial. A amostra foi de 75 indivíduos, 36 adultos e 39 crianças, totalizando 978 grupos musculares avaliados. Do grupo de crianças 24 foram divididos em quatro grupos: dois Shantala, tratado e grupo controle, por via dérmica; e dois grupos cinesioterapia, tratado e grupo controle , tratados por via inalatória e as demais crianças tratadas por via dérmica. Em crianças, o grau do tônus dos músculos espásticos, as atividades estáticas e dinâmicas funcionais foram mensuradas através do protocolo Durigon et al. (2004). Já em adultos mensurou-se o tônus, a goniometria passiva e ativa e grau de força. O teste t student, Wilconxon, Mann-Whitney e Friedman foram utilizados para os reusltados significativos. Em crianças, o grupo de Shantala e grupo de inalação apresentaram resultado e p<0,05 para tônus, avaliação da função estática e dinâmica. Em adultos, o grau do tônus dos músculos espásticos, a goniometria passiva e ativa e grau de força também apresentaram resultado com p<0,05. Com este estudo, é possível a utilização do óleo essencial de A. speciosa, associando a fitoterapia ao tratamento em fisioterapia de pacientes com a síndrome piramidal, devido à modificação da espasticidade e em específico influenciando as cadeias pesadas de miosina. O óleo essencial de A. speciosa em músculos espasticos revelou-se uma estratégia de intervenção eficaz para tratar esta síndrome incapacitante.

  • CLOVIS ROBERTO PEREIRA FRANCO
  • '' Hyptis fruticosa Salzm. Ex Benth. (Lamiaceae): caracterização botânica, química, avaliação ecofisiológica e atividades farmacológicas"
  • Orientador : ANGELO ROBERTO ANTONIOLLI
  • Data: 24/09/2010
  • Tese
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  • FRANCO, C.R.P. Hyptis fruticosa Salzm. ex Benth. (Lamiaceae): caracterização botânica, química, avaliações ecofisiológicas e atividades farmacológicas. 2010. 288f. Tese (Doutorado) Renorbio – Universidade Federal de Sergipe, SE, 2010.

    Hyptis fruticosa Salzm. ex Benth. (Alecrim do Campo) é uma planta aromática que devido às suas propriedades terapêuticas tem sido usada extensivamente na medicina popular. Neste sentido, o objetivo deste trabalho foi realizar estudos botânicos, químicos, ecofisiológicos e farmacológicos com esta espécie. O estudo botânico observou e analisou informações sobre as características morfológicas, fisiológicas e ambientais de espécimes de H. fruticosa coletados em seis localidades. Foram observadas as inter-relações com a fauna e a flora, analisados os tipos de solo e feições climáticas. Estratégias reprodutivas foram acompanhadas nos pontos de coleta e no laboratório e as características dos carcerulídios (sementes inclusas) investigadas sob Microscopia Óptica (MO) e sob Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). A composição química do gel formado a partir dos filamentos mucilaginosos do carcerulídio foi obtida por método colorimétrico, Cromatografia Líquido-Gasosa (CLG) e de Gel Permeação (CGP). Foi analisada a formação dos monoterpenos e dos sesquiterpenos freqüentes nos óleos essenciais (OE) de H. fruticosa, considerando-se a derivação química dos terpenos. A composição e a variabilidade do OE foram obtidas por CG-EM (Cromatografia Gasosa acoplada a Espectrometria de Massas) e CG-DIC (Cromatografia Gasosa com Detector de Ionização em Chama) a partir de folhas e talos, durante o estágio vegetativo, floração e frutificação, também de sementes e flores. Da mesma forma a caracterização química do OE extraído das folhas e talos obtidos em seis pontos de coleta durante o estágio vegetativo. Análises de Grupamento Aglomerativo Hierárquico (GAH) e de Componente Principal (ACP) demonstraram a existência de composições variadas, reforçando a possibilidade de polimorfismo químico. A influência dos métodos de extração sobre a composição química foi observada, levando-se em conta as diferenças entre o OE obtido por hidrodestilação, constituintes do hidrolato e do material resinoso coletado nos tricomas. Avaliou-se o efeito do estresse hídrico sobre parâmetros ecofisiológicos como fotossíntese, transpiração, condutância estomática, CO2 interno, teor de clorofila e composição do OE. Três composições diferenciadas de OE de H. fruticosa apresentaram em dois modelos farmacológicos de dor, efeitos antinociceptivos importantes com propriedade periférica e central, sugerindo a não participação do sistema opióide. O EE (Extrato Etanólico) e suas frações n-C6H14, EtOAc e MeOH/H2O demonstraram atividades inibitórias em modelos experimentais de edema e migração celular. As atividades antimicrobianas do OE e do EE de H. fruticosa e suas frações (acetato de etila, hexânica e clorofórmica) inibiram o crescimento de Staphylococcus aureus MRSA e Trichophyton rubrum. As atividades antioxidantes do EE e frações avaliadas in vitro, seqüestraram o radical livre (DPPH) com um maior potencial de inibição (IP = 99,73%, EtOAc), comparável ao controle de 95,53%. O potencial alelopático de H. fruticosa foi demonstrado através dos efeitos inibitórios do EE e OE na germinação e crescimento de alface (Lactuca sativa L.). A dispersão de voláteis com atividades fitotóxicas, feita pelas partes aéreas desta planta, foi constatada experimentalmente utilizando-se a técnica de Headspace Dinâmico (HSD). O polimorfismo genético das seis populações de H. fruticosa foi avaliado através de marcadores moleculares (RAPD), confirmando-se a existência de variabilidade genética na espécie. Os resultados revelaram informações biológicas e ecofisiológicas da espécie, como o possível polimorfismo químico correlacionado a um potencial farmacológico relevante, incluindo possibilidades agroecológicas de desenvolvimento sustentável.

  • CLOVIS ROBERTO PEREIRA FRANCO
  • HYPTIS FRUTICOSA SALZM. EX BENTH. (LAMIACEAE): CARACTERIZAÇÃO BOTÂNICA, QUÍMICA, AVALIAÇÃO ECOFISIOLÓGICA E ATIVIDADES FARMACOLÓGICAS.
  • Orientador : ANGELO ROBERTO ANTONIOLLI
  • Data: 24/09/2010
  • Tese

  • EDNA ARAGAO FARIAS CANDIDO
  • UTILIZAÇÃO DE ÓLEO ESSENCIAL DA ALPINIA SPENCIOSA SCHUM ZINGIBERACEAE, NO TRABALHO FISIOTERAPÊUTICO DE PACIENTES COM SÍNDROME PIRAMIDAL.
  • Data: 13/09/2010
  • Tese

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