UFS › SIGAA - Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas São Cristóvão, 03 de Agosto de 2021

PROHIS

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE

Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: MARCOS MANOEL DO NASCIMENTO SILVA
29/07/2021 10:27


Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARCOS MANOEL DO NASCIMENTO SILVA
DATA: 27/08/2021
HORA: 09:00
LOCAL: Ambiente Virtual
TÍTULO: MERGULHANDO NAS MEMÓRIAS DO SERTÃO QUE VIROU “MAR”: CULTURA E IDENTIDADE ENTRE OS REASSENTADOS DA AGROVILA 06 DO PROJETO DE IRRIGAÇÃO JUSANTE – GLÓRIA – BA (1988-2010)
PALAVRAS-CHAVES: Modernização Conservadora; Reassentamento; Trabalhadores Rurais
PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: História
SUBÁREA: História do Brasil
ESPECIALIDADE: História Regional do Brasil
RESUMO:

Em 1976, seguindo a lógica capitalista de promoção da modernização e do desenvolvimento do Brasil, dá-se início no Nordeste, ainda durante a vigência de uma Ditadura Civil-Militar (1964-1985), a construção da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga (UHLG) - outrora Itaparica -, na região do Submédio São Francisco, localizada no município de Petrolândia - PE. De responsabilidade da Companhia Hidrelétrica do São Francisco - CHESF, a sua conclusão só se deu em meados de 1988, quando o país já voltava a viver em uma democracia. Esse empreendimento conduziu para um processo de reassentamento compulsório que culminou com a desterritorialização e reterritorialização de milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais da região entre os estados de Pernambuco e Bahia. É observando esse fato histórico e ancorado sobre o campo de uma História Social da Cultura, que me propus a mergulhar nas memórias desse processo. Assim, mediante os recortes necessários ao ofício do historiador, objetivei analisar de qual/quais maneira (s) o reassentamento dos trabalhadores rurais moradores do outrora povoado Malhada do Sal para a Agrovila 06 do Projeto de Irrigação Jusante, Glória - BA, impactou nas práticas culturais de cultivo da terra, na relação com o rio São Francisco, nas práticas de culto religioso, e quais as implicações desse processo sob as suas identidades, em um período que corresponde aos anos de 1988 a 2010. Para tal, através da análise inicial de documentos, reportagens audiovisual, fotografias, discursos e pronunciamentos, utilizei a história oral de vida como metodologia, a fim de tecer uma história vista debaixo. Quanto ao quadro teórico, dentre outros, operacionalizei os conceitos de modernização conservadora, cultura/costumes, negociação e conflito, teatro e contrateatro, memória e identidade. Dos resultados parciais, conclui que a modernização conservadora serviu de base para a agroindustrialização do Submédio São Francisco; num campo de relações de poder, há uma disputa entre o Estado e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais pelas memórias do processo de reassentamento; e mediando as entrevistas realizadas até o momento, é notório um paradoxo entre os anseios por uma vida regulada mediante o cultivo da terra as margens do rio São Francisco, não existente no reassentamento, e um apontamento de melhorias significativas no que corresponde a qualidade de vida no reassentamento.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 609.692.105-15 - PEDRO ABELARDO DE SANTANA
Interno - 426614 - ANTONIO FERNANDO DE ARAUJO SA
Externo à Instituição - ELTERN CAMPINA VALE

SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS | Telefonista/UFS (79)3194-6600 | Copyright © 2009-2021 - UFRN v3.5.16 -r15658-0ddb51b1be