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Banca de QUALIFICAÇÃO: IVANGELA RAPHAELA GOUVEIA PRUDENTE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: IVANGELA RAPHAELA GOUVEIA PRUDENTE
DATA: 31/01/2018
HORA: 14:00
LOCAL: Campus Lagarto
TÍTULO: AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL EM CITRUCULTORES EXPOSTOS A AGROTÓXICOS EM MUNICÍPIOS DO ESTADO DE SERGIPE
PALAVRAS-CHAVES: trabalhadores rurais; agrotóxicos; exposição ocupacional; função renal; intoxicação
PÁGINAS: 64
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Saúde Coletiva
RESUMO:

Introdução: A agricultura sofreu vários avanços no decorrer dos anos com o intuito de aumentar a produtividade, através do uso de máquinas automatizadas e pesticidas para combater as pragas nas plantações. Em consequência do uso indiscriminado desses produtos químicos, e a exposição muitas vezes sem as devidas proteções, trouxeram consequências à saúde dos trabalhadores rurais. Dentre os compostos utilizados na agricultura sergipana, os organofosforados é uma das classes que mais se destaca. Estes compostos agem inibindo as colinesterases, causando o acúmulo da acetilcolina nas fendas sinápticas e causando os mais variados sintomas, a depender da forma, quantidade e como ocorreu a exposição. Após o contato no organismo, grande parte dos agrotóxicos são eliminados através dos rins, tornando esse órgão susceptível a alterações da sua fisiologia. Objetivo: O objetivo do estudo foi a avaliação da função renal em citricultores expostos à agrotóxicos em municípios do estado de Sergipe. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico, observacional do tipo transversal, realizado com trabalhadores da citricultura de plantações de laranja do estado de Sergipe. Os agricultores responderam os instrumentos de coletas, para a obtenção de dados sociodemográficos, avaliação dos riscos ocupacionais e comportamentais. Foram também coletadas amostras de sangue e urina para a avaliação dos marcadores da função renal, para a determinação da taxa de filtração glomerular. Foram também analisadas as atividades das colinesterases plasmáticas, afim de determinar a existência de intoxicações por organofosforados. Resultados: Em relação as variáveis sociodemográficas e econômicas, observou-se a maior prevalência de trabalhadores do gênero masculino (78,8%), pertenciam as classes D e E, analfabetos e residiam na área rural. Dos voluntários que aceitaram participar da pesquisa, a maioria eram trabalhador/assalariado, com mais de 5 anos em uso de agrotóxicos, com baixa adesão ao uso dos equipamentos de proteção individual. Através da avaliação da taxa de filtração glomerular demonstrou que 35,1% dos trabalhadores apresentaram a TFG entre 60,0 – 89,9 ml/min/1,73m2, classificado como estágio 2 (Insuficiência Renal Leve), 3,6% dos trabalhadores com a TFG entre 45,0 – 59,9 ml/min/1,73m2 , classificado como estagio 3a (Insuficiência Renal Leve a moderada) e 1,2% apresentaram TFG entre 30,0– 44,9 ml/min/1,73m2, sendo classificados como estagio 3b (Insuficiência Renal Moderada a Severa). OS resultados referentes a atividade da Butirilcolinesterase esteve reduzida em 4,1% dos trabalhadores , a qual foi evidente no gênero masculino, tais variáveis podem estar associadas ao maior contato direto com os venenos. Conclusão: Diante do estudo, os resultados demonstram alguma associação da exposição à agrotóxicos e alteração da função renal. Essas alterações podem tornar a população vulnerável a complicações decorrentes de doenças renais, podendo está associada ao aumento da taxa de morbimortalidade desses trabalhadores. Perspectivas: Para melhorar as evidencias da lesão renal serão realizadas outras provas de alterações renais, através da medicação da albuminúria e cistatina C. Posteriormente, será realizada análise estatística para estudo da correlação com a exposição a agrotóxicos, alteração dos níveis de butirilcolisterase e marcadores da função renal, afim de melhor caracterizar os efeitos deletérios que estes compostos podem causar aos rins.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 2620109 - LUCIANA VALENTE BORGES
Presidente - 1977480 - PRISCILA LIMA DOS SANTOS
Externo ao Programa - 008.005.435-80 - THALLITA KELLY RABELO
Notícia cadastrada em: 18/01/2018 12:49
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