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Banca de QUALIFICAÇÃO: DAIANNE CARDINALLI RÊGO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DAIANNE CARDINALLI RÊGO
DATA: 20/12/2017
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório do DEF
TÍTULO: TENDÊNCIA À DEPRESSÃO BASEADA EM SINTOMAS EM ATLETAS
PALAVRAS-CHAVES: Esporte; Depressão; Saúde mental; Exercício.
PÁGINAS: 74
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Educação Física
RESUMO:

INTRODUÇÃO: A depressão é o transtorno de humor mais comum na população mundial e evidências apontam a prática regular de atividade física como capaz de melhorar a sintomatologia da doença. Trabalhos que buscaram entender como a intensidade do exercício interfere nessa melhora revelaram que o humor piora com a prática intensa de exercícios físicos. Tendo em vista que atletas de elite tem carga de treinamento exaustiva e estão submetidos a diversos fatores desencadeadores de depressão, essa seria uma possível implicação para a alta prevalência de depressão em atletas de elite. Entretanto, pouco se entende acerca de atletas que não fazem parte do mais alto rendimento. OBJETIVO: Investigar a tendência à depressão baseada na intensidade de sintomas em atletas. MÉTODO: Os instrumentos para caracterização da amostra e o Inventário de Depressão de Beck II (BDI-II) foram respondidos por 50 atletas, 35 não praticantes e 30 praticantes. O BDI-II foi dividido em 4 níveis de tendência, de mínima a grave. Para análise estatística foram utilizados os testes U de Mann-Whitney, ANOVA fatorial com análise pós teste de Bonferroni, Qui-quadrado de Pearson e Correlação de Spearman, considerando significativos valores quando p<0,05. RESULTADOS: Atletas apresentaram tendência à depressão menor que praticantes (p<0,013) e não praticantes (p<0,000), sendo os atletas adolescentes os menos acometidos (BDI-II=3,00, DP 1,00) e havendo diferença entre homens, beneficiando os atletas em relação aos não praticantes (p<0,000). Atletas que recebem salário ou ajuda de custo apresentam menos sintomas de depressão que atletas que não recebem (p<0,002), praticantes (p<0,010) e não praticantes (p<0,009); e o tempo de participação em competições, quando maior que 1 ano, foi beneficiador de atletas em comparação com não praticantes. Atletas de esportes coletivos apresentam menor sofrimento mental que esportistas e praticantes de esportes individuais (p<0,019) e não praticantes (p<0,000). Bem como a tendência à depressão foi associada e inversamente correlacionada ao nível de prática de esporte (não praticar, praticar e ser atleta). CONCLUSÃO: Atletas são menos acometidos por sintomas de depressão, apresentando tendência mínima cuja corresponde a ausência de vulnerabilidade à depressão. Homens apresentam menos sintomas, principalmente os atletas e ser atleta beneficia os adolescentes, tornando-os os menos vulneráveis à doença. Essa vulnerabilidade também se evidencia diretamente com o recebimento de auxílio financeiro e quanto à escolha de esportes coletivos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1546651 - MARCOS BEZERRA DE ALMEIDA
Interno - 2297369 - ROBERTO JERONIMO DOS SANTOS SILVA
Externo ao Programa - 2558066 - BRUNO MARTINS MACHADO
Notícia cadastrada em: 12/12/2017 16:16
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