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Banca de DEFESA: GLAUBER ROCHA MONTEIRO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GLAUBER ROCHA MONTEIRO
DATA: 30/07/2015
HORA: 15:00
LOCAL: Sala 4 do DEF
TÍTULO: Tempo de permanência em Programa Comunitário de Atividade Física: Um estudo longitudinal
PALAVRAS-CHAVES: Programa Comunitário de Atividade Física, Análise de Sobrevida, estudo de coorte
PÁGINAS: 64
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Educação Física
RESUMO:

Objetiva-se estudar o tempo de permanência de participantes em um Programa Comunitário de Atividade Física (PCAF) sob a perspectiva da Saúde Pública, e neste âmbito, apontar mecanismos de estimativa e avaliação de programas de intervenção de longo prazo para conhecer o tempo de participação e envolvimento de indivíduos em prática regular de atividade física. Para atender aos objetivos, foram utilizados registros secundários do Programa Academia da Cidade (PAC) de Aracaju, do estado de Sergipe. O estudo foi organizado em dois levantamentos epidemiológicos, onde no primeiro foram observados 727 participantes e no segundo 2616 de ambos os sexos. Enquanto procedimentos de análise de dados utilizou-se os elementos da estatística descritiva, análise de sobrevivência e foi aplicado o modelo de regressão de Cox para analisar a influência de regressores na variável dependente, considerando-se o grupamento etário “18 a 35 anos” como referência. Em todas as análises foi utilizado nível de significância de 5%. Utilizouse os Programas Estatísticos Bioestat 5.3 e SPSS for Windows ® versão 22 para as análises. Considerando o primeiro levantamento, verificou-se que, o tempo médio de permanência dos participantes foi de 16.0 + 7.9 meses, sendo que dos 727 participantes somente seis (0,08%) permaneceram durante toda a coorte. A maior desistência (68%) foi percebida no primeiro ano no programa. O tempo máximo de permanência dos participantes maiores de 35 anos no PAC foi de aproximadamente dois anos, com desistência de maioria dos participantes até o primeiro ano e maior permanência dos sujeitos adultos e idosos. O segundo levantamento identificou uma frequência de participação ao longo de 69 meses de acompanhamento. As covariáveis observadas foram organizadas em quatro grupos: “indicadores sociodemográficos”, “estilo de vida”, “percepção de saúde” e “doenças referidas por diagnóstico clínico”. A permanência mediana na coorte foi de três meses. Ao longo de todo o período de observação foram observados 94,9% casos de desistências e 5,1% de censurados. As maiores taxas de desistências (56,3%) ocorreram nos três primeiros meses. Em aproximadamente um ano de acompanhamento na coorte foram percebidas 76% de desistências. A partir do modelo de regressão de Cox verificou-se que o grupamento etário “36 a 59 anos” obteve maior chance de permanência no programa (OR = 1.630; IC95% 1.438 – 1.848) em relação à referência. Para o grupo “60 anos ou mais”, também foi verificada maior chance de permanência em relação à referência (OR = 1.165; IC95% 1.051 – 1.291). No que se refere as covariáveis verificou-se, em modelo único, que os indivíduos que referiram diagnóstico clínico positivo para lombalgias apresentaram mediana de permanência estimada maior em relação ao grupo que não referiu lombalgias. No que se refere à desistência ao PAC a chance de desistência entre os lombálgicos foi de 10% (OR = 0.902; IC95% = 0.823 – 0.989). Os resultados apontam para a necessidade de uma sistematização das informações sobre o tempo de permanência em programas de intervenção a fornecer informações valiosas aos gestores e profissionais envolvidos nos mesmos.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 426385 - ANTONIO CESAR CABRAL DE OLIVEIRA
Externo ao Programa - 3317187 - KLEBER FERNANDES DE OLIVEIRA
Presidente - 2297369 - ROBERTO JERONIMO DOS SANTOS SILVA
Notícia cadastrada em: 15/07/2015 14:16
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