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Banca de DEFESA: DJANE ARAÚJO OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DJANE ARAÚJO OLIVEIRA
DATA: 31/05/2017
HORA: 09:00
LOCAL: A definir
TÍTULO: Prevalência da deficiência da glicose-6-fosfato desidrogenase em recém nascidos do estado de Sergipe.
PALAVRAS-CHAVES: interferentes, G6PD, anemia hemolítica, triagem neonatal
PÁGINAS: 81
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Farmácia
RESUMO:

A deficiência de G6PD é uma doença genética hereditária ligada ao cromossomo X, sendo considerada a eritroenzimopatia mais comum em todo o mundo, com uma prevalência variando de 1 a 39% da população, e o Brasil apresenta prevalência de até 7%. As manifestações clínicas ocorrem quando os portadores são expostos a fatores oxidantes como medicamentos, infecções e alimentos. O objetivo deste estudo foi analisar os interferentes de uma técnica quantitativa utilizada para o diagnóstico da deficiência da G6PD; e detectar a frequência da deficiência da glicose-6-fosfato desidrogenase no estado de Sergipe em recém-nascidos participantes do Programa Nacional de Triagem Neonatal. Para este fim, foram analisadas amostras de sangue de recém-nascidos colhidos por meio de punção no calcanhar com armazenamento em papel de filtro, de 3 a 7 dias após o nascimento, de todo o estado de Sergipe. Este trabalho analisou um total de 11.677 amostras de sangue coletado em papel de filtro. Deste total, foram excluídas 3.420 amostras por má qualidade durante as etapas pré-analítica e analítica, restando 8.257 amostras válidas para dosagem de glicose-6-fosfato desidrogenase. Os resultados foram divididos em dois capítulos. No primeiro capítulo foram avaliadas 7.117 amostras, divididas em cinco grupos e analisadas sob diferentes condições das fases pré-analítica e analítica. Os percentuais de resultados positivos nos cinco grupos foram, respectivamente, 13,66%, 13,11%, 6,29%, 9,17% e 0,99%. Houve diferença estatisticamente significativa entre todos os grupos exceto G1-G2 e G3-G4. Os principais interferentes observados na etapa pré-analítica foram qualidade das amostras, tempo entre coleta e realização do exame e temperatura, durante o transporte. Este último se mostrou como principal interferente nesta metodologia, pois o grupo que utilizou controle rigoroso de temperatura de transporte apresentou baixos resultados positivos. No entanto, se faz necessário observar a viabilidade do emprego deste controle térmico, por meio de transporte refrigerado para grandes rotinas. No segundo capítulo foram analisadas 5.766 amostras de sangue de recém-nascidos consideradas válidas, totalizando uma prevalência de 9,35% de positividade na população sergipana, sendo 4,87% no sexo masculino e 3,33% no sexo feminino. Vinte indivíduos (40%), 18 meninos e 2 meninas, tiveram a deficiência confirmada, destes, quatro apresentaram anemia, três reticulocitose e dois hiperbilirrubinemia. Não foi observada relação entre a deficiência da enzima com a presença de icterícia ou hiperbilirrubinemia, e o uso de antibióticos. Com base nos dados citados pode-se concluir que a prevalência da deficiência de G6PD está condizente com a literatura mundial, principalmente pela influência dos povos africanos, como também relacionada à grande miscigenação racial da população sergipana.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CARLOS MÁRCIO MOURA PONCE DE LEON
Interno - 1964297 - CRISTIANI ISABEL BANDERO WALKER
Presidente - 1718309 - DULCE MARTA SCHIMIEGUEL MASCARENHAS LIMA
Notícia cadastrada em: 03/05/2017 14:16
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