Notícias

Banca de DEFESA: BRUNA DE CARVALHO CALADO GÓIS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: BRUNA DE CARVALHO CALADO GÓIS
DATA: 15/03/2018
HORA: 08:30
LOCAL: UFS
TÍTULO: PAPEL DOS RECEPTORES DO TIPO TOLL NO PROCESSO DE REPARO ÓSSEO ALVEOLAR EM CAMUNDONGOS
PALAVRAS-CHAVES: osteogênese, inflamação, imunologia, alvéolo dental, camundongos.
PÁGINAS: 49
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
RESUMO:

Introdução: O adequado desenvolvimento do processo de reparo ósseo é fundamental para o restabelecimento da homeostasia tecidual ou para possibilitar terapias reabilitadoras. Dentre as possíveis estratégias para a modulação terapêutica do reparo ósseo alveolar, podemos destacar a modulação da resposta imune/inflamatória. Nesse contexto, a sinalização mediada por receptoresdo tipo Toll (Toll Like Receptors ou TLRs) desempenha um papel fundamental no início da resposta imune/inflamatória através do reconhecimento de padrões moleculares associados a danos (DAMPs). O objetivo desse estudo foi investigar a importância da ativação de TLRs na geração da resposta imune/inflamatória e no reparo ósseo subsequente à extração do incisivo superior direito de camundongos. Metodologia: Para tanto, foram utilizados 32 camundongos para cada grupo [WT – camundongos normais ou grupo controle; myd88KO – camundongos bloqueados geneticamente para não apresentarem a proteína MyD88 ou grupo experimental]. Os dois grupos de camundongos foram analisados quanto ao reparo ósseo alveolar nos períodos de 0, 7, 14 e 21 dias pós exodontia; amostras foram submetidas ao processamento histológico e analisadas ao microscópio óptico para caracterização histomorfométrica); além de análise por MicroCt para descrição de estruturas ósseas. A análise molecular foi realizada utilizando o PCR em tempo real (analise do perfil de expressão mRNA local tendo como alvos produtos da ativação de TLRs, mediadores inflamatórios, marcadores de reparo e marcadores ósseos). Resultados: Por meio de MicroCT nota-se no período de 7 dias um espaço hipodenso no interior dos alvéolos, possivelmente correspondente ao tecido de granulação e coágulo remanescente. Aos 14 dias, observou-se tecido ósseo neoformado preenchendo uma maior parte do interior dos alvéolos. Qualitativamente, em relação à densidade de coágulo sanguíneo, a cinética foi similar entre os grupos, apresentando uma densidade de 80% de coágulo no período de 0 hora, com diminuição aos 7 dias. Em relação ao total das estruturas referentes ao tecido conjuntivo, foram observadas diferenças estatisticamente significativas (p<0,05) entre os grupos WT e myd88KO.Considerando a densidade dos fibroblastos, foi observado uma maior quantidade noscamundongos myd88KO, nos períodos de 7 e 14 dias (p<0,05) que por sua vez apresentou uma menor densidade de volume de fibras colagénas no período de 7 e 21 dias pós-extração quando comparados aos camundongos WT (p<0,05). Com relação a densidade de células inflamatórias, no grupo myd88KO existiu um aumento estatisticamente significativo no período de 7 dias quando comparado aos camundongos WT (p<0,05). Na análise molecular dos padrões de expressão gênica na cicatrização óssea foi possível perceber alterações na expressão de fatores de crescimento BMP-2, BMP-7, FGF-1, FGF-2 e VEGF que encontravam-se com níveis aumentados no grupo WT (p<0,05) além de um aumento das citocinas IL-6 e TNF-α (pró-inflamatórias) (p<0,05). Já no grupo myd88KO ocorreu um aumento do marcador de matriz extracelular MMP-8 (p<0,05) sem aumento do seu antagonista TIMP de forma proporcional. Conclusão: Diante doestudo, os resultados demonstram que a ausência da proteína Myd88 não foi capaz de interferir na cinética de reparo ósseo alveolar em camundongos, não apresentando mudanças nos eventosbiológicos em relação à ordem cronológica ou interrompendo por completo o reparo ósseoalveolar. Existiram alterações pontuais no grupo experimental mas que não apresentaram influências na quantidade e qualidade do reparo final. Evidenciando a existência de outras vias de receptores capazes de assumir as funções desempenhadas pelos TLRs.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2127825 - CARLOS EDUARDO PALANCH REPEKE
Interno - 2137199 - PAULA SANTOS NUNES
Externo à Instituição - RICARDO LUIZ CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE JUNIOR
Notícia cadastrada em: 08/03/2018 19:33
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS - - | Copyright © 2009-2020 - UFRN - bemtevi1.bemtevi1 v3.5.16 -r12182-3b7fa45029