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Banca de DEFESA: CAMILA SILVA OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CAMILA SILVA OLIVEIRA
DATA: 27/07/2017
HORA: 08:00
LOCAL: São Cristóvão
TÍTULO: DISTÚRBIOS DA VOZ RELACIONADOS AO TRABALHO E QUALIDADE DE VIDA EM AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE
PALAVRAS-CHAVES: Distúrbios da voz, agentes comunitários de saúde, autoavaliação, qualidade de vida.
PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fonoaudiologia
RESUMO:

O Distúrbio de Voz Relacionado ao Trabalho (DVRT) é definido como qualquer desvio vocal diretamente associado à atividade profissional. Estudos apontam para a relação entre algumas atividades laborais atribuídas aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e a susceptibilidade ao comprometimento do bem-estar vocal, pois lidam por meio da interlocução com os usuários e demais membros da Unidade Básica de Saúde. Nesta perspectiva, o estudo objetivou avaliar a autopercepção vocal e a qualidade de vida em ACS da zona urbana de Lagarto. Trata-se de um estudo quantitativo e transversal, com abordagem descritiva e analítica, realizado por meio da aplicação de questionários autopreenchíveis com 47 ACS. A maioria dos participantes foi do gênero feminino (85,1%), situação conjugal casado (a) (46,8%), com ensino médio completo (66%) e tempo de trabalho ≥ 10 anos (66%). A autopercepção vocal e avaliação da qualidade de vida relacionada a voz foi realizada respectivamente por meio dos instrumentos: Índice de Triagem para Distúrbio de Voz (ITDV), Índice de Função Glótica (IFG) e o Questionário de Qualidade de Vida em Voz (QVV). Os dados foram digitados no programa Microsoft Excel e importados para o software SPSS (versão 20 para Windows), no qual foram analisados. Foram utilizadas as técnicas univariada e bivariada para obtenção da distribuição dos valores de frequência e porcentagem. Utilizou-se o teste de Spearman para obter o valor da significância (p valor) entre as associações e também o valor do respectivo coeficiente (rho) para avaliação da intensidade das correlações ∕ associações estatisticamente significativas (p< 0,05). Dos ACS participantes, 57,4% relataram distúrbios da voz por meio do instrumento ITDV, sendo os sintomas mais referidos garganta seca, rouquidão, pigarro, tosse seca, secreção na garganta e cansaço ao falar. Através do questionário IFG, 37% da amostra preencheram os critérios que os caracterizam portador de um distúrbio de voz, sendo os sintomas mais referidos fadiga vocal e quebra na voz. Em referência à percepção da qualidade de vida em voz (QVV), as queixas mais evidentes em maior e menor frequência foram “o ar acaba rápido e preciso respirar muitas vezes enquanto eu falo”, “não sei como a voz vai sair quando começo a falar”, “tenho que repetir o que falo para ser compreendido”, “tenho dificuldade em falar forte (alto) ou ser ouvido em ambientes ruidosos” e “fico ansioso ou frustrado (por causa da minha voz)”. Ademais, foram encontradas associações estatisticamente significativas entre os sintomas garganta seca, falha na voz e cansaço ao falar com queixas relacionadas à qualidade de vida em voz dos ACS (p < 0,05). Contudo, vale ressaltar que embora tenha-se identificado um elevado número de sintomas vocais, os escores do QVV não refletiram o impacto esperado na qualidade de vida em voz destes profissionais. Concluiu-se que houve representável índice de referência a distúrbios da voz entre os ACS, porém com baixo impacto na sua qualidade de vida em voz.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2353533 - JOSE ADERVAL ARAGAO
Interno - 1963336 - SHEILA SCHNEIBERG VALENCA DIAS
Externo à Instituição - FRANCISCO PRADO REIS
Notícia cadastrada em: 05/07/2017 00:24
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