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Banca de QUALIFICAÇÃO: SARA VIRGINIA PAIVA SANTOS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SARA VIRGINIA PAIVA SANTOS
DATA: 06/07/2017
HORA: 13:30
LOCAL: UFS - Campus São Cristóvão à definir
TÍTULO: Tradução e Adaptação Cultural para o Português do Brasil da escala Multidisciplinary Feeding Profile - MFP.
PALAVRAS-CHAVES: Disfagia; Tradução e adaptação cultural; instrumentos de medida; crianças com disfunções neuromotoras.
PÁGINAS: 200
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Fonoaudiologia
RESUMO:

A avaliação da deglutição de crianças envolve uma gama de fatores que vão muito além da cavidade oral, sobretudo quando se trata de criança com disfunção neuromotora. A disfagia é um sintoma relacionado com qualquer alteração no ato de deglutir que dificulte ou impeça a ingestão oral segura, eficiente e confortável. Durante esse processo de transporte do bolo alimentar ou saliva da boca para o estômago, são necessários inúmeros movimentos coordenados da língua, faringe e laringe com a respiração e o devido isolamento das vias aéreas. A disfagia está presente em 90% dos casos de crianças com Paralisia Cerebral (PC).

Crianças com PC e disfagia devem ser rapidamente diagnosticadas e reabilitadas, uma vez que a disfagia pode ocasionar desidratação, desnutrição, imunossupressão e risco elevado de desenvolvimento de pneumonia aspirativa. A avaliação em crianças com PC deve ser sempre multidisciplinar para que possam ser traçadas metas e as devidas intervenções a partir da avaliação do prognóstico funcional e dos aspectos intrínsecos e extrínsecos, sócio-econômico-culturais de cada sujeito. O tratamento envolve uma equipe formada por médicos (neuropediatra, fisiatra, pediatra, oftalmologista), fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, psicólogo, odontólogo e pedagogo (JOTZ; DORNELLES, 2009; BENFER; WEIR; BOYD, 2012; MORGAN; DODRILL; WARD, 2012; PLOWMAN et al., 2013).

No Brasil, o quadro é ainda mais alarmante visto que as principais escalas de avaliação da disfagia em crianças com PC são restritas a escalas diagnósticas e classificatórias, limitando uma avaliação evolutiva precisa após o tratamento. Traduzir, validar e medir a sensibilidade de instrumentos utilizados na avaliação é fundamental para que tenha escalas fiéis e com capacidade de reproducibilidade. É a partir desses instrumentos que se tornarão possíveis realizar ensaios clínicos e estudos metodologicamente mais fortes (GISEL; ALPHONCE; RAMSAY, 2000; MOKKINK et al., 2012; MORGAN; DODRILL; WARD, 2012).

A Multidisciplinary Feeding Profile (MFP) é um protocolo de avaliação do perfil de alimentação, que foi desenvolvido no Canadá por uma equipe multiprofissional de 9 pessoas que trabalham com crianças com prejuízos neurológicos graves e disfagia. A MFP pode ser aplicada num tempo de 30 a 45 minutos, com uso de alimentos de diferentes consistências e instalações adequadas e é formada por 146 itens, distribuídos em 6 seções, considerados critérios importantes para a avaliação das habilidades de alimentação, a saber: 1) Seção Física/Neurológica, 2) Seção Estrutura Orofacial, 3) Seção Inervação Sensorial Orofacial, 4) Seção Função Motora Orofacial, 5) Seção Ventilação/Fonação e 6) Seção Avaliação Funcional da Alimentação. A avaliação envolve desde itens observacionais a itens de avaliação a comandos do avaliador, dispõe de pesos para as diferentes seções, e não uma escala Lickert, de acordo com a importância para o perfil de alimentação, itens mais relevantes receberam pesos maiores.

O objetivo desse estudo foi traduzir e adaptar culturalmente para o português do Brasil a avaliação clínica MFP. Esperamos que os resultados desse estudo possam fortalecer a pesquisa em disfagia no Brasil, uma vez que disponibiliza uma escala do perfil de alimentação que engloba avaliação não somente da funcionalidade da deglutição, mas de itens associados fundamentais no raciocínio clínico e terapêutico, como questões posturais, padrões neurológicos, respiração e fonação viabilizando pesquisas clínicas de melhor qualidade metodológica e mais robustas no Brasil (KENNY et al., 1989; MOKKINK et al., 2012).


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2127825 - CARLOS EDUARDO PALANCH REPEKE
Interno - 1783432 - PAULO HENRIQUE LUIZ DE FREITAS
Interno - 2353533 - JOSE ADERVAL ARAGAO
Externo ao Programa - 2025658 - CLAUDIA SORDI
Notícia cadastrada em: 02/06/2017 08:42
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