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Banca de QUALIFICAÇÃO: RAFAELA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: RAFAELA SILVA
DATA: 04/07/2019
HORA: 10:00
LOCAL: Sala de estudos do PPGPI
TÍTULO: USO DE INDICADORES DE CAPITAL HUMANO COMO DETERMINANTES DA PROPRIEDADE INTELECTUAL: UMA EVIDÊNCIA SOBRE A ARMADILHA DE PATENTES
PALAVRAS-CHAVES: Indicador; Capital Humano; Patente; Armadilha de Patente.
PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Multidisciplinar
RESUMO:

O conhecimento apresenta-se hoje como um diferencial competitivo nas organizações, sendo um dos seus mais importantes insumos. Uma das formas de medir a materialização do conhecimento que passou a contribuir com o progresso tecnológico do país são os dados sobre patentes. Em linhas gerais, as patentes servem para a produção e circulação de bens que favoreçam a sociedade em algum aspecto, promovendo bem-estar social, buscando estimular o crescimento socioeconômico e o desenvolvimento tecnológico da nação, garantindo justa parcela de reconhecimento ao titular. Estudos sobre os indicadores de inovação utilizam informações sobre patentes e investimentos em P&D (públicos e privados) para formular análises sobre o perfil dos sistemas de inovação. Com frequência, relacionam o aumento dos gastos em P&D com o aumento de depósito de patentes. Até o momento, as pesquisas não estudam, explicitamente, a relação do capital humano com a produção de propriedade intelectual própria de cada país. O capital humano se refere a todos os atributos da mão-de-obra que potencialmente aumentem a produtividade do trabalho existente e a capacidade inovativa. Neste sentido, o problema lançado nesta pesquisa é: “existe aplicabilidade do índice de capital humano na determinação da produção de patentes?”. Assim, com o objetivo principal de apresentar evidências sobre a relação do capital humano como determinante na produção de propriedade intelectual, notadamente, as patentes, esta pesquisa busca medir e comparar a eficiência do capital humano na produção de patentes dos países. Adota-se a metodologia econométrica clássica, seguindo os passos das pesquisas tradicionais, a começar pela determinação do arcabouço teórico e hipóteses, seguindo pela determinação matemática e especificação econométrica. O software econométrico utilizado foi o Econometric Views Academic. Utilizam-se dados de patentes dos integrantes do G7 e dos países mais bem ranqueados quanto à inovação no mundo, além do Brasil, cujas fontes foram o USPTO, o INPI, e os índices de capital humano disponibilizados pelo Banco Mundial. O estudo comprova a teoria de que o índice de capital humano é um forte componente na produção de patentes, podendo ser estudado também para os demais direitos de propriedade intelectual. O Brasil, embora apresente uma grande evolução do capital humano, tem exibido baixa produção de patentes, podendo-se supor que está preso ao que este estudo denomina “armadilha de patentes”. A armadilha de patentes se daria por características (i) da organização industrial do país (firmas, estrutura de custos, modelos concorrenciais, grau de abertura da economia etc), (ii) o timing ou rigidez da evolução do capital humano (quando a mobilidade e especialização da mão-de-obra não acompanham as mudanças da fronteira tecnológica a ponto de participar de sua edificação), ou (iii) aspectos legais debilitam a produção da propriedade intelectual. Os indicadores de capital humano são sensíveis às políticas públicas no campo social, portanto, através deste trabalho, pode-se inferir acerca dos efeitos e ações em saúde e educação sobre a propriedade intelectual.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2573323 - ANA KARLA DE SOUZA ABUD
Externo à Instituição - DANILO FREIRE DE SOUZA SANTOS
Interno - 426680 - GABRIEL FRANCISCO DA SILVA
Presidente - 1835499 - JOAO ANTONIO BELMINO DOS SANTOS
Externo ao Programa - 1548928 - PATRICIA BELTRAO LESSA CONSTANT
Notícia cadastrada em: 01/07/2019 14:45
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