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Banca de DEFESA: DIOGO DÓRIA PINTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: DIOGO DÓRIA PINTO
DATA: 16/05/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Departamento de Tecnologia de Alimentos
TÍTULO: INOVAÇÃO NO BRASIL: AVANÇOS E DESAFIOS PARA COOPERAÇÃO ENTRE INSTITUIÇÕES DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA E EMPRESAS
PALAVRAS-CHAVES: Inovação, Cooperação, ICT, Propriedade Intelectual
PÁGINAS: 75
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Tecnologia e Inovação
RESUMO:

A inovação tecnológica tem impulsionado o desenvolvimento econômico mundial, razão pela qual a sua proteção por meio da propriedade intelectual tornou-se de extrema relevância. No Brasil, após o marco regulatório, Lei nº 10.974/2004, as Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT’s) foram estimuladas a contribuir com sua produção acadêmica para o desenvolvimento econômico, cooperando com o setor produtivo. Entretanto, obstáculos impediram o sucesso do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (SNCTI). Diante da preocupação com o setor o governo tomou algumas iniciativas que merecem destaque, como a criação da EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) em dezembro de 2013, a qual já soma mais de R$ 1,1 bilhão de reais investidos em 664 projetos de inovação em parceria com ICT’s e empresas, bem como a promulgação da Lei nº 13.243/2016, considerada o novo marco legal da inovação no Brasil com três eixos principais integração, simplificação e descentralização, alterando significativamente 9 (nove) leis. Nesse contexto, o objetivo da pesquisa foi apresentar as alterações vivenciadas no SNCTI brasileiro, especialmente no que tange à relação de cooperação das ICT’s com o setor produtivo, apontando avanços e obstáculos. Para tanto, utilizou-se o método de pesquisa exploratório descritivo com abordagem qualitativa e quantitativa, tendo como principal referência os dados extraídos do FORMICT (Formulário para Informações sobre a Política de Propriedade Intelectual das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação do Brasil) e da base de dados do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) nos anos de 2012 a 2016. Foi possível identificar a evolução das ICT’s com política de inovação implementada, chegando ao número de 194 em 2014, bem como a evolução do número de ICT’s que fizeram pedidos de proteção de propriedade intelectual, atingindo o ápice de 179 em 2015. Perceberam-se avanços no SNCTI como o aumento do número de ICT’s que informaram possuir contratos de transferência tecnológica, saindo de 46 em 2012 para 58 em 2016, e o aumento dos valores contratados, os quais somaram R$ 437,86 milhões em 2016, com destaque para o setor farmoquímico, em grande parte influenciado pela criação e maturação dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT’s). No entanto, foram apontados alguns obstáculos enfrentados pelo SNCTI, como as assimetrias regionais refletindo a insuficiência de políticas de educação superior específica nas regiões menos inovadoras, em especial de graduação, bem como pela concentração dos polos industriais do país que propiciam um ambiente mais favorável para inovação. A crise econômica, a redução dos investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e o backlog do INPI representaram enorme obstáculo para o depósito de patentes e, por conseguinte, para a atividade inovativa no Brasil. As extremas desigualdades regionais também influenciaram a distribuição de contratos de transferência de tecnologia por região, com as regiões norte e nordeste apresentando fraco desempenho em contraste à superioridade da região sudeste. Nas contribuições locais, notou-se a estruturação da CINTTEC/UFS e do ITP/UNIT como agentes de inovação tecnológica onde, mesmo que timidamente, contribuem através da cooperação ICT/Empresa com o desenvolvimento tecnológico da região.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2573323 - ANA KARLA DE SOUZA ABUD
Interno - 1835499 - JOAO ANTONIO BELMINO DOS SANTOS
Externo ao Programa - 1632059 - SIMONE DE CASSIA SILVA
Notícia cadastrada em: 13/05/2019 11:56
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