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Banca de DEFESA: ÉRICA EMÍLIA ALMEIDA FRAGA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ÉRICA EMÍLIA ALMEIDA FRAGA
DATA: 03/11/2016
HORA: 17:00
LOCAL: Sala 02 do pólo de gestão
TÍTULO: A INDICAÇÃO GEOGRÁFICA SOB A PERSPECTIVA DOS PRODUTORES DE QUEIJO DE COALHO DE NOSSA SENHORA DA GLÓRIA-SE
PALAVRAS-CHAVES: Indicação Geográfica; patrimonialização; queijo de coalho.
PÁGINAS: 110
GRANDE ÁREA: Outra
ÁREA: Multidisciplinar
RESUMO:

O mercado de consumo incorporou com mais força uma antiga prática de atribuir a determinados produtos apreciações de valores que vão além da relação custo benefício e interfere de forma qualitativa na identidade dos mesmos. Este sistema de valoração é baseado na certificação da qualidade de produção, diferencial do produto acabado e nas propriedades que ligam respectivos produtos a um conjunto de saberes próprios de uma comunidade localizada geograficamente. A esta certificação denomina-se de Indicação Geográfica (IG), que podem ser sob a modalidade de Denominação de Origem (DO) ou Indicação de Procedência (IP). Neste sentido este trabalho objetivou analisar se o queijo de coalho de Nossa Senhora da Glória/SE, considerando as condições de produção e a percepção dos produtores, preenchem os requisitos básicos para uma obtenção de uma IG. A questão é se as fabriquetas de queijo de coalho do município pesquisado estão preparadas para a obtenção da IG, junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). A pesquisa é caracterizada quanto aos meios, como bibliográfica, de campo e estudo de caso, com base de análise quantitativa e qualitativa. Aplicou-se uma amostragem não probabilística por conveniência, utilizando o questionário estruturado e entrevista como instrumentos e aplicados na amostra de 24 fabriquetas de queijo de coalho. Os dados quantitativos foram tratados sob o método estatístico descritivo de gráficos, frequência absoluta e relativa. Os resultados evidenciaram que as fabriquetas em sua parte são gerenciadas por homens (87,5%) e 91% com baixa escolaridade. Evidenciou-se também que as fabriquetas em sua maioria (95,84%) não fazem parte de nenhuma entidade representativa. Os proprietários (95,84%) mostraram que o saber-fazer do queijo foi transmitido de geração a geração. Segundo os dados levantados sobre o destino e quantidade do queijo coalho produzido pela fabriqueta no mercado interno, 70% destinam sua produção para os intermediários e, no mercado externo, maior parte ao Estado da Paraíba. Os resultados demonstram que 100% das fabriquetas se localizam geograficamente na zona rural e que estas (83,33%) desconhecem as normas e padrões sanitários estabelecidos pelo setor. Sobre as Boas Práticas de Fabricação (BPF’S), 98% responderam que não as conhecem e à estrutura da fabriqueta não atende as normas e padrões sanitários. Todos os proprietários nunca ouviram falar sobre a IG, porém tem interesse de fazer parte do processo de reconhecimento e registro de IG. Finalmente, cabe ressaltar que é necessário aliar a tradição produtiva da região e uma proposta prática de intervenção seja ela de origem governamental ou coletivo que gere o esclarecimento das oportunidades de desenvolvimento social e econômico da região. Tal atitude deve ater-se a objetivos claros, tendo como principal intento a análise de circunstâncias de implementação de IG e suas possibilidades de instrumentalização de desenvolvimento da produção de queijo de coalho de Nossa Senhora da Glória.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1166728 - JOSE RICARDO DE SANTANA
Interno - 1290641 - GLAUCIO JOSE COURI MACHADO
Externo ao Programa - 3352056 - SONIA DE SOUZA MENDONCA MENEZES
Notícia cadastrada em: 26/10/2016 10:08
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