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Banca de QUALIFICAÇÃO: LUCAS ALVES DA MOTA SANTANA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUCAS ALVES DA MOTA SANTANA
DATA: 17/01/2020
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 03 do Departamento de Odontologia do HU-UFS
TÍTULO: IMUNOEXPRESSÃO DE BAP1 EM AMELOBLASTOMAS BRAF V600E POSITIVOS E NEGATIVOS
PALAVRAS-CHAVES: Ameloblastoma; BAP1; BRAFV600E; Imunoistoquímica; Mutação
PÁGINAS: 65
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Odontologia
SUBÁREA: Clínica Odontológica
RESUMO:

Contexto: O ameloblastoma é um tumor odontogênico epitelial benigno, localmente agressivo e com altas taxas de recidiva nos maxilares. A alteração genética mais comumente reportada em ameloblastomas é a mutação BRAF V600E. Essa mesma mutação ocorre em cânceres humanos, como os melanomas cutâneos e uveais e em tumores benignos como tumor atípico de Spitz. Investigações recentes demonstraram nesses tumores melanocíticos, uma associação da mutação BRAF V600E e a perda de expressão na proteína supressora de tumor BAP1, a qual atua na regulação de eventos-chave na carcinogênese. Diante da possível relação entre esses dois eventos moleculares descrita em lesões melanocíticas, o presente estudo objetivou investigar em ameloblastomas a expressão de BAP1 e da oncoproteína BRAF V600E. Metodologia: O estudo foi aprovado pelos comitês de ética das Universidades Federais envolvidas (UFMG e UFS). Trinta e quatro blocos de parafina de ameloblastoma sólidos e unicísticos foram recuperados dos arquivos dos serviços de Patologia de ambas instituições, bem como os dados clínicopatológicos dos pacientes (sexo, idade, localização, classificação sólida ou unicística, subtipo histológico do sólido, status do tumor). Os blocos obtidos foram submetidos a cortes histológicos de espessura de 4 µm e montados em lâminas de vidro silanizadas. Posteriormente, realizou-se reação de imunoistoquímica (IHQ), com anticorpos anti-BAP1 e anti-BRAF V600E. A identificação da perda nuclear de expressão de BAP1 e da marcação citoplasmática de BRAF nas células tumorais foram analisadas em microscópio óptico de luz. Resultados: Dos 34 casos avaliados, 79.4% (27/34) eram do tipo ameloblastoma sólido. Observou-se uma predominância pelo sexo masculino 58.8% (20/34), sendo a razão entre homens e mulheres de 1,4:1. A média de idade no momento do diagnóstico foi de 34 (±17.1) anos. A mandíbula foi a região anatômica mais acometida, totalizando 91.2% (31/34) dos casos. Quanto aos resultados da IHQ, perda de expressão nuclear de BAP1 foi considerada alta em 60.6% (20/33) dos casos e a positividade citoplasmática para BRAF V600E em 66.7% (20/30) das amostras investigadas. Os dados extraídos através dos parâmetros clínicos dos ameloblastomas, bem como os achados da IHQ foram submetidos à análise estatística, por meio do teste de Fisher, que avaliou a possibilidade de associação entre as varáveis independentes. Estatisticamente, não houve associação significante entre a imunoexpressão proteica e as características clínicopatológicas das amostras, bem como entre as proteínas avaliadas (p=0.126). Conclusão: A perda de expressão nuclear da proteína BAP1 ocorre em ameloblastomas independente da presença da mutação BRAF V600E ou de características clínicopatológicas. Novos estudos que avaliem melhor a possível relação entre os dois eventos moleculares investigados e que possam caracterizar melhor o significado biológico da perda nuclear de BAP1 encontrada nos ameloblastomas, podem contribuir para uma maior compreensão da patogênese desse tumor.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1783432 - PAULO HENRIQUE LUIZ DE FREITAS
Externo ao Programa - 1918811 - ANTONIO CARLOS MARQUETI
Externo ao Programa - 1704209 - CLEVERSON LUCIANO TRENTO
Notícia cadastrada em: 06/01/2020 11:39
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