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Banca de QUALIFICAÇÃO: LEURY MAX DA SILVA CHAVES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LEURY MAX DA SILVA CHAVES
DATA: 04/08/2020
HORA: 09:00
LOCAL: Videoconferência Zoom
TÍTULO: EFEITO DO TREINAMENTO CALISTÊNICO SOBRE A MECÂNICA DA CORRIDA E RESPOSTAS METABÓLICAS EM PRATICANTES RECREACIONAIS DE CORRIDA DE RUA
PALAVRAS-CHAVES: Atividade Física, calistenia,corrida.
PÁGINAS: 105
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Educação Física
RESUMO:

INTRODUÇÃO: A calistenia, é um método de força que utiliza o peso corporal e pode ser uma opção de treinamento para praticantes recreacionais de corrida de rua, além de proporcionar melhorias em capacidades físicas, como força e endurance, possui bom custo benefício e praticidade de aplicação. Em corredores de rua, a literatura demostra que é necessário além do treinamento de endurance, realizar exercícios de força, pois promovem melhor eficiência mecânica na corrida diminuindo o risco de lesão e otimizam a utilização de substratos energéticos, tanto de forma crônica quanto aguda. Quando estes dois estímulos, força e endurance, são realizados na mesma sessão é intitulado treinamento concorrente, pois, apesar de benéfico, pode gerar adaptações distintas no organismo. Não obstante, fatores como intensidade, duração, frequência e organização de ambos os estímulos irão influenciar tanto no treinamento quanto nas respostas crônicas e agudas, assim como, o quanto um estímulo irá refletir nas adaptações do outro. Ao nosso melhor conhecimento, não há estudos que avaliaram os efeitos do treinamento calistênico, na eficiência mecânica e respostas metabólicas na mesma sessão que a corrida. Essa informação pode ser de grande interesse para treinadores e atletas, pois a calistenia é um método de treinamento de força com maior facilidade de aplicação no contexto da corrida de rua. Objetivo: O propósito desta dissertação foi avaliar as respostas agudas do treinamento calistênico sobre a mecânica da corrida e respostas metabólicas em praticantes recreacionais de corrida de rua. MÉTODOS: A amostra foi composta por dez homens e duas mulheres (28,1 ± 9,4 anos) e com uma experiência de mínimo um ano em corridas de rua de rua (IMC de 23,55 ± 4,0 Kg/m2 e VO2max 49,6 ± 7,6 mL.kg-1.min-1). Cada indivíduo realizou quatro visitas para completar o experimento, nas duas primeiras foram coletados os dados antropométricos e realizado o teste e re-teste da capacidade aeróbica (vVO2max) foi realizado em pista de atletismo através do teste MUTT, para a identificação da reprodutibilidade desta variável. Na terceira e quarta visita foram aplicados dois protocolos experimentais, compostos por um bloco de 15 minutos de calistenia e outro de 20 minutos de corrida na mesma sessão de treinamento. O protocolo (Cor/Cal) um tem a ordem corrida/calistenia, no protocolo dois (Cal/Cor) foi realizado a ordem inversa calistenia/corrida. Nesses encontros o protocolo de avaliação foi composto por, coleta sanguínea (lactato e glicose), avaliações da capacidade de salto e percepção de esforço realizados antes do início do primeiro bloco (M1), ao entre os blocos (M2) e após a finalização do segundo bloco (M3) independente da ordem executada. Além disso, durante a corrida foram coletadas variáveis biomecânicas através de um acelerômetro especifico para análise da corrida, e foi registrado o ritmo de corrida, já na calistenia, foi registrado o volume de treinamento. Os dados foram tratados utilizando média e desvio padrão, a análise de variância (ANOVA) de medidas repetidas foi utilizada para comparações múltiplas, com post hoc test de Bonferroni para diferenças entre os protocolos e momentos, foi calculado também o tamanho de efeito (TE) e o percentual de mudança (∆%), adotando o nível de significância de p≤0,05. RESULTADOS: As variáveis sanguíneas não apresentaram diferenças significativas entre os protocolos, já a capacidade de salto apresentou diferença significativa entre os protocolos no M2 (∆= 7,7%; TE = 0,4) do Cor/Cal, indicando uma potencialização dessa capacidade após a corrida. Em relação a PE, foi estatisticamente diferente entre os protocolos no M2 (∆ =22,7%; TE = 1,6) e M3 (∆= 17,7%; TE = 0,7). As variáveis biomecânicas não apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre os protocolos, contudo houve uma variação percentual maior entre os momentos durante o Cal/Cor principalmente para o tempo de contato (∆ 21,8%; TE = 0,7) e amplitude (∆ 11,9%; TE = 0,5). Para o ritmo de corrida e volume de treinamento da calistenia, não houve diferenças estatisticamente significativa entre os protocolos, independe da ordem. CONCLUSÃO: O treinamento calistênico possui respostas baixas sobre a mecânica da corrida, não interferindo drasticamente em variáveis biomecânicas e metabólicas, mesmo com intensidade semelhante ao bloco da corrida.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CAUE SCALA TEIXEIRA
Presidente - 1546651 - MARCOS BEZERRA DE ALMEIDA
Interno - 2297369 - ROBERTO JERONIMO DOS SANTOS SILVA
Notícia cadastrada em: 23/07/2020 15:16
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