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Banca de DEFESA: WELDE NATAN BORGES DE SANTANA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: WELDE NATAN BORGES DE SANTANA
DATA: 22/12/2022
HORA: 14:00
LOCAL: a definir
TÍTULO: Avaliação do papel do antígeno PEP-6 no reconhecimento de IgG sérica na hanseníase
PALAVRAS-CHAVES: Mycobacterium leprae; Antígeno; Reação hansênicas; Imunodiagnóstico; Brasil.
PÁGINAS: 72
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Imunologia
RESUMO:

Apesar da implementação da poliquimioterapia (PQT) e redução da prevalência da hanseníase em diversas regiões, a doença ainda é endêmica em países como Índia, China e Brasil. No Brasil, o número de casos novos da hanseníase se estabilizou nos últimos anos, e o país ainda ocupa o segundo lugar no mundo em número de casos. A hanseníase apresenta fisiopatologia complexa, e as manifestações clínicas dependem de uma interação entre o bacilo e a resposta imunológica do hospedeiro. Atualmente, o diagnóstico da hanseníase é complexo e realizado somente em clínicas e laboratórios especializados. A dificuldade de diagnóstico rápido e preciso pode atrasar o início do tratamento e aumentar o risco de o paciente evoluir com reação hansênica e incapacidade física. Destarte, o desenvolvimento e validação de biomarcadores associados a doença para a confecção de testes de diagnóstico rápidos e que possam eficazmente diagnosticar pacientes com no início da doença, é requerido. Considerando isso, o objetivo desse estudo foi avaliar os níveis séricos de IgG anti-PEP6 em pacientes com diferentes formas clínicas de hanseníase. Para tanto, foram testadas amostras de soro de pacientes com hanseníase (n=143) controles contactantes (n=60) e controles sadios (n=12). As amostras foram coletadas no Hospital Universitário da UFS e no Instituto René Rachou na Fiocruz de Belo horizonte. Foi aplicado também um questionário investigativo para a coleta de informações clínico-epidemiológicas. As amostras foram dosadas pelo método de ELISA com antígeno PEP-6 no Laboratório de Imunologia e Genômica de Parasitos (LIGP), do Departamento de Parasitologia (ICB/UFMG). Foram dosados os níveis de IgG sérica. As análises mostraram que houve predomínio de homens com a forma MB (61.25%) em comparação com PB (33,3%; p-valor = 0.001). Como esperado, a média do número de lesões foi significativamente maior entre MB (8.69) do que PB (1.9; p-valor <0.0001). Quanto às reações hansênicas, a ocorrência foi significativamente maior entre MB (38,7%) do que PB (17.4%; p-valor = 0.005). A ocorrência de grau 1 ou 2 foi significativamente maior entre os MB (51.2%), quando comparados aos PB (26,9%; p-valor = 0.003). Os níveis séricos de IgG anti-PEP6 foi significativamente maior em amostras de controles contactantes (média = 0.36 ± desvio padrão = 0.43), quando comparadas com os pacientes (0.24 ± 0.32; p-valor<0.01) e controles saudáveis (0.14 ± 0.22; p-valor<0.001). Essa diferença foi observada também entre pacientes e controles saudáveis (p-valor<0.05). Importante destacar que, níveis séricos de IgG anti-PEP6 também foram significativamente mais elevados em pacientes com reação hansênica (0.395 ± 0.55), quando comparados àqueles sem reação (0.183 ± 0.14; p-valor = 0,001). Nossos dados indicam que o PEP6 possa representar um bom biomarcador para a hanseníase podendo ser uma ferramenta adicional ao diagnóstico da doença, sobretudo as multibacilares, nos estados reacionais especialmente os do tipo II, nos graus de incapacidades 1 ou 2 e também no acompanhamento do desfecho de potencial infecção subclínica em contatos domiciliares. A expectativa é que com a realização desse estudo e a validação da eficiência desse antígeno e paralelamente de outros antígenos que vem sendo testados, possa ser desenvolvido um teste rápido eficiente para diagnóstico da hanseníase.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALINE SILVA BARRETO
Externo à Instituição - LUCAS SOUSA MAGALHÃES
Presidente - 013.641.934-85 - MÁRCIO BEZERRA SANTOS

Notícia cadastrada em: 17/12/2022 10:48
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