A UFS preocupa-se com a sua privacidade

A UFS poderá coletar informações básicas sobre a(s) visita(s) realizada(s) para aprimorar a experiência de navegação dos visitantes deste site, segundo o que estabelece a Política de Privacidade de Dados Pessoais. Ao utilizar este site, você concorda com a coleta e tratamento de seus dados pessoais por meio de formulários e cookies.

Ciente
Notícias

Banca de DEFESA: LUIZ FERNANDO DE JESUS NASCIMENTO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LUIZ FERNANDO DE JESUS NASCIMENTO
DATA: 29/04/2022
HORA: 14:00
LOCAL: ONLINE
TÍTULO: Prevalência da infecção por Leishmania spp. em gatos (Felis catus) em abrigo para animais de uma área endêmica de Sergipe, Nordeste do Brasil
PALAVRAS-CHAVES: Diagnóstico imunológico; rKDDR-plus; Leishmaniose felina; Prevalência; Coinfecção; Sinais clínicos.
PÁGINAS: 79
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Parasitologia
SUBÁREA: Protozoologia de Parasitos
RESUMO:

As leishmanioses são causadas por parasitos do gênero Leishmania. Aleishmaniose visceral (LV) é forma mais grave da doença, causada pela L. infantum,e pode levar à morte caso não seja tratada. Com caráter zoonótico, a LV é endêmicano Brasil e está em processo de expansão territorial. Sabe-se que o cão éconsiderado o reservatório urbano mais importante, porém estudos recentes vêmrelatando o aumento no número de gatos (Felis catus) com Leishmania spp. tanto nomundo, quanto no Brasil. A infecção felina pode resultar na leishmaniose felina (LFe).Embora a região nordeste do Brasil exiba maiores valores de prevalência para a LVno país, alguns estados endêmicos não apresentam estudos publicados acerca daLFe, dentre eles o estado de Sergipe. Atualmente, não existe um teste específicopara diagnosticar gatos com leishmaniose. Um teste diagnóstico sensível e específicopara gatos seria importante para compreender a epidemiologia da doença,viabilizando estratégias a fim de controlar a disseminação da LV. Dessa forma, oobjetivo desta pesquisa foi investigar a presença de Leishmania em gatos de abrigoem Aracaju, nordeste do Brasil, e avaliar a capacidade da proteína recombinante(PR) rKDDR-plus em diagnosticar a exposição felina à Leishmania; análise decoinfecção e associações clínicas também foram realizadas. Amostras de sangue econjuntiva foram coletadas em 93 gatos de um abrigo para animais da localidade. Asamostras passaram por testes sorológicos, realizados através do teste rápido (TR) -rKDDR-plus e ensaio de imunoabsorção enzimática (ELISA) empregando a PR e oantígeno extrato bruto (EB) de L. infantum. Diagnóstico molecular foi aplicado pormeio da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) utilizando amostras de sangue e da conjuntiva. Os resultados revelaram maior soroprevalência para a ELISA-EB (96,8%; 90/93) em comparação à ELISA-rKDDR-plus (91,4%; 85/93) e TR-rKDDR-plus (7,5%; 7/93). O diagnóstico molecular revelou que o emprego de swab conjuntival foi capaz de detectar 52,7% (49/93) de positividade frente a 48,3% (44/91) de positividade por meio da PCR do tecido sanguíneo. Combinados, o resultado por PCR revelou uma positividade total de 74,2% (68/93). No entanto, a comparação entre os resultados sorológicos e moleculares revelou baixa concordância Kappa. Dentre os gatos Leishmania infectados, coinfecção pelo Vírus da Imunodeficiência Felina (FIV) foi observada em 46,2% (31/67), com Vírus da Leucemia Felina (FeLV) em 17,9% (12/67) e com Toxoplasma gondii em 82,3% (56/68) dos animais. Associações positivas foram observadas somente com o diagnóstico sorológico ELISA-rKDDR- plus e FIV (p=0,019), e ELISA-EB e T. gondii (0,016). Mais da metade dos gatos infectados apresentaram pelo menos um sinal clínico da doença (58,8%; 40/68) e sinais dermatológicos foram os mais frequentes (45,5%; 31/68), mas sem associação estatística significativa no diagnóstico molecular (p > 0,05). A positividade tanto por diagnóstico sorológico quanto por molecular foi considerada elevada quando comparada a outros estudos da LFe no Brasil e no mundo. Portanto, acredita-se que gatos possam estar participando do ciclo epidemiológico da doença no abrigo. As implicações são discutidas abaixo.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JOAO LUIS REIS CUNHA
Presidente - 1703964 - SILVIO SANTANA DOLABELLA
Interno - 3063214 - VICTOR FERNANDO SANTANA LIMA

Notícia cadastrada em: 20/04/2022 11:38
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS - - | Copyright © 2009-2023 - UFRN - ema2.ema2 v3.5.16 -r18277-8067e35817