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Banca de DEFESA: LETICIA PEREIRA BEZERRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LETICIA PEREIRA BEZERRA
DATA: 25/02/2022
HORA: 15:00
LOCAL: Plataforma Google Meet
TÍTULO: Padrões Espaciais e Espaço-Temporais da Esquistossomose Mansoni no Nordeste do Brasil: Estudo Ecológico e Correlação com Determinantes Sociais da Saúde
PALAVRAS-CHAVES: Schistosoma mansoni, Doença Negligenciada, Epidemiologia, Série Temporal, Análise espacial, Fatores de risco
PÁGINAS: 89
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Parasitologia
RESUMO:

A esquistossomose mansoni é uma doença tropical negligenciada, de veiculação hídrica e que ainda representa um grave problema de saúde pública. No Brasil, a doença é causada pela espécie Schistosoma mansoni e o país ocupa o primeiro lugar na América Latina em número de casos. A ocorrência da doença no país se deve também a condições sanitárias e ambientais favoráveis à sua transmissão. Assim, esse estudo objetivou analisar os padrões espaciais e espaço-temporais da esquistossomose mansoni no Nordeste do Brasil e sua correlação com determinantes sociais da saúde. Foi realizado um estudo ecológico, com abordagem espaço-temporal, incluindo todos os casos confirmados da doença, e os moluscos transmissores do S. mansoni (espécies do gênero Biomphalaria) coletados na região entre 1995 e 2017, com dados obtidos do Sistema de Informação do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE). A regressão linear segmentada foi usada para análise de tendências temporais das taxas de positividade. Para distribuição espacial dos casos humanos, o período de estudo foi segmentado em três (P1, P2 e P3). As taxas brutas de positividade em humanos e moluscos foram suavizadas usando método empírico Bayesiano local. A existência de autocorrelação espacial foi analisada através dos Índices de Moran Global e Local. Estatísticas de varredura foram usadas nas análises espaço-temporal para identificação de clusters de risco pelo Satscan. Os dados desse estudo revelam a ocorrência de 1.178.580 casos positivos para o S. mansoni na região Nordeste. Os estados com maior número de casos foram Alagoas (33,7%), Bahia (24,1%), Sergipe (12,9%) Pernambuco (9,5%). Somente os estados de Alagoas (APC: -6,8; IC95%: -7,6 a -6,1), Maranhão (APC: -3,0; IC95%: -4,4 a -1,5) e Rio Grande do Norte (APC: -5,5; IC96%: -7,9 a -3,1) apresentaram um declínio em todo período de análise. Segundo a distribuição espacial das taxas brutas, Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Bahia, apresentaram altas taxas de positividades, ao longo dos períodos segmentados. A taxa suavizada demonstra redução de áreas com positividade alta, concentradas também nos estados citados anteriormente, estes também comportam clusters de alto risco. Com relação aos moluscos, B. straminea é a espécie de maior ocorrência (338.687), seguida por B. glabrata (103.321). Ressalta-se a ocorrência de 2.204 exemplares de B. tenagophila coletados na região. Segundo a taxa de positividade, Alagoas e Sergipe apresentaram os principais focos de transmissão do S. mansoni. Renda domiciliar per capita (Rho = 0,2215), analfabetismo aos 15 anos (Rho = 0,1415), população urbana (Rho = 0,2543) e taxa de desocupação aos 18 anos (Rho = 0,2716), estão mais associadas às taxas de positividade. Enquanto que o abastecimento de água e esgotamento sanitário inadequado foram negativamente associados a taxa de positividade (Rho = -0,0109). Apesar da redução da taxa de positividade para a doença no período analisado, o Nordeste persiste com altas taxas de positividade para a doença. Além disso, conta com fatores socioeconômicos e socioambientais associados à taxa de positividade. Ressalta-se a dispersão da espécie B. tenagophila na região, concentrando atualmente as três espécies de maior importância médica para transmissão da esquistossomose mansoni no Brasil.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1347234 - KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
Interno - 2046888 - MÁRCIO BEZERRA SANTOS
Externo à Instituição - ISRAEL GOMES DE AMORIM SANTOS

Notícia cadastrada em: 15/02/2022 12:28
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