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Banca de DEFESA: THAYANE SANTOS SIQUEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: THAYANE SANTOS SIQUEIRA
DATA: 13/02/2020
HORA: 08:30
LOCAL: Mini-Auditório do DECAT
TÍTULO: A Eliminação da Hanseníase em Sergipe é possível? Aspectos clínico-epidemiológicos dos indicadores operacionais da hanseníase em Sergipe, no período de 2007-2017
PALAVRAS-CHAVES: Epidemiologia; Saúde Pública; Cura; Recidivas; Tratamento
PÁGINAS: 71
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Parasitologia
RESUMO:

A hanseníase é uma doença tropical negligenciada, que ocorre prioritariamente em populações com alta vulnerabilidade social. Com a adoção de políticas públicas que visavam a eliminação da hanseníase, a carga da doença no Brasil foi reduzida consideravelmente. Entretanto, Em Sergipe, no último boletim epidemiológico realizado de 2012 a 2016, demonstrou uma taxa de 17,59 casos novos por 100.000 habitantes, expressando assim, níveis altos de incidência para o estado. Partindo desse pressuposto, esse estudo teve como objetivo estudar os aspectos clínico-epidemiológicos dos indicadores operacionais da hanseníase em Sergipe, no período de 2007 a 2017. Trata-se de um estudo ecológico de série temporal e espacial, com abordagem descritiva, no qual foram selecionados 3 indicadores operacionais da hanseníase (variáveis dependentes), esses foram sujeitos a regressão polinomial com o intuito de identificar pontos em que ocorreram modificação da tendência. Os mapas foram construídos com a proporção dos casos de recidivas de cada município, e estratificação definida por meio da técnica k-médias, o Índice Global de Moran I para avaliar o grau de autocorrelação espacial. Para a análise dos fatores associados a cura da hanseníase, abandono do tratamento e recidivas, foi utilizado teste de Qui-Quadrado e da Razão de Chance (Odds Ratio – OR). Utilizou-se o software R, versão 3.5.1 e o Microsoft Excel 2010 para as análises estatísticas. Em relação a tendência, observou-se em relação as recidivas uma tendência crescente 2011 a 2017: APC: 14,69 (p-valor=0,003); Abandono do tratamento: tendência crescente de 2011 a 2017 (APC: 21,33; p=valor: 0,011); Cura: tendência decrescente de 2013 a 2017 (APC: -3,61; p=0,000). De acordo com o mapa da incidência das recidivas, observou-se 8 (10,67 %) municípios com uma incidência muito alta; 13 (17,33%) alta; média 16 (21,33%) e 38 (50,67%) com incidência baixa. O índice de Moran foi calculado apresentando autocorrelação espacial positiva, (I= 0,16; p -valor: 0,0159). Na análise multivariada foi retratado um risco maior de recidiva sobre os Adultos (OR = 2,81) e Adulto Jovem (OR = 2,85). A zonal rural foi considerada um local de proteção em relação as recidivas com (p=0,0019; OR= 0,54). A faixa etária jovem apresentou um maior risco para o abandono do tratamento (p=0,429; OR= 2,75). Os multibacilares apresentaram uma chance maior de abandonarem o tratamento (p=0,541; OR=2,26), quando comparados aos paucibacilares. Em suma, os indivíduos com baixa escolaridade, na faixa etária economicamente ativa e que moram nos grandes centros urbanos, com as formas mais graves da doença estão correlacionados a uma maior chance de abandonarem o tratamento, e do reaparecimento da doença após o período de alta por cura. Logo, o caminho para a eliminação da hanseníase em Sergipe ainda apresenta grandes desafios, principalmente porque a doença está ligada as condições sociais e de saúde do território. Falhas na operacionalização da hanseníase, enquanto problema de saúde, são determinantes para a persistência da doença.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1888521 - JOSE RODRIGO SANTOS SILVA
Interno - 1347234 - KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
Externo ao Programa - 2030768 - ALLAN DANTAS DOS SANTOS

Notícia cadastrada em: 28/01/2020 11:17
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