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Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIANA DO ROSARIO SOUZA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIANA DO ROSARIO SOUZA
DATA: 26/08/2019
HORA: 08:30
LOCAL: Mini-auditório CCET.
TÍTULO: Fatores Socioeconômicos e Padrão Espacial da Esquistossomose Mansônica no Estado de Alagoas, Brasil.
PALAVRAS-CHAVES: Schistosoma mansoni; Esquistossomose; Geohelmintos; Fatores Socioambientais; Análise Espacial.
PÁGINAS: 20
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Parasitologia
SUBÁREA: Helmintologia de Parasitos
ESPECIALIDADE: Helmintologia Humana
RESUMO:

A esquistossomose mansoni (EM) é uma doença parasitária grave e de evolução crônica, causada por vermes sanguíneos (trematódeos) da espécie Schistosoma mansoni. Diversos fatores, sociais e ambientais, estão associados às altas taxas de prevalência da EM nas áreas endêmicas. Dados apresentados pelo Programa de Controle da Esquistossomose (PCE), no ano de 2014, revelaram 27.525 exames positivos no nordeste brasileiro. E destes, 9.775 pertenciam ao estado de Alagoas. Alagoas é o segundo estado no país com maior taxa de prevalência. Além disso, apresenta deficiência no abastecimento de água e na rede de esgotamento sanitário da população e a taxa de analfabetismo e pobreza no estado é ainda elevada. A maioria dos municípios de Alagoas possui IDH abaixo da média nacional, o IDH pode ser usado para direcionar as escolhas políticas nacionais. Diante disso, este estudo objetiva analisar os fatores socioeconômicos e a distribuição espacial dos casos de esquistossomose mansoni nos municípios do estado de Alagoas. Assim, é um estudo epidemiológico, do tipo série temporal, com base em dados reportados pelo Sistema de Informação do Programa de Controle da Esquistossomose (SISPCE). A coleta dos fatores socioeconômicos ocorreu pelo site do IBGE e utilizou: Índice de Desenvolvimento Humano por município (IDHM); Esgotamento Sanitário Adequado; Urbanização das vias públicas; Taxa de escolarização (EM); Salário médio mensal; Produto Interno Bruto (PIB). A tendência temporal foi analisada pelo software de regressão Joinpoint. Os testes de D'Agostino e Pearson foram aplicados para analisar a distribuição paramétrica dos dados. Posteriormente, para avaliar a correlação entre os dados do PCE e as variáveis socioeconômicas, aplicou-se os testes de correlação de Spearman (R). Os mapas de distribuição espacial foram construídos e analisados no programa QGIS e TerraView. Alagoas possui 102 municípios, destes 29 (28,43%) foram classificados com prevalência moderada (5 a 15%) e cinco (4,9%) com prevalência alta (>15%), estes localizados principalmente na região noroeste. Foi observado que a positividade vem decrescendo, passou de 8,11% em 2006 para 4,96% em 2016 (Variação Percentual Anual, APC = -5,71%). Contudo, houve redução também no número de exames realizados (APC = -5.05% ao ano) e na população trabalhada (APC = -2.84%). Consequentemente, o número de indivíduos que requerem tratamento também diminui (APC = -3.39%). Mesmo com a redução dos exames, percebe-se a elevação dos casos de geohelmintos ao final do período. As correlações entre geohelmintos e EM é positiva quando se trata dos A. lumbricoides e T. trichiura. Há correlação negativa entre a S. mansoni e EM e IDH. Referente ao A. lumbricoides houve correlação negativa com EM e correlação positiva com o PIB e esgotamento sanitário. A principal espécie de caramujo identificada foi a Biomphalaria glabrata (94,79%) No entanto, B. straminea apresentou maior percentual de positividade para S. mansoni (10,11%). Houve pela primeira vez relato de identificação de B. tenagophila em AL. A inexistência de dados nos municípios do sertão e alto sertão do estado deve-se a não cobertura dessas áreas pelo PCE e indicam, portanto, subnotificação de casos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2046888 - MÁRCIO BEZERRA SANTOS
Interno - 1347234 - KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
Externo ao Programa - 2030768 - ALLAN DANTAS DOS SANTOS

Notícia cadastrada em: 02/08/2019 10:51
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