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Banca de DEFESA: CÉSAR MATOS RIBEIRO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CÉSAR MATOS RIBEIRO DA SILVA
DATA: 07/02/2018
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de reuniões do DMO
TÍTULO: Potencial da nisina no controle de Staphylococcus aureus resistente (MRSA) e sensível (MSSA) à meticilina
PALAVRAS-CHAVES: MRSA, bacteriocinas, métodos alternativos, orofaringe
PÁGINAS: 63
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Microbiologia
SUBÁREA: Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
ESPECIALIDADE: Bacterologia
RESUMO:

Staphylococcus aureus tem sido considerado um dos maiores problemas de saúde pública a nível mundial devido, principalmente, a habilidade de desenvolver resistência a antibióticos. Tem sido observado um aumento da prevalência de linhagens de S. aureus resistentes a meticilina (MRSA) tanto em ambiente hospitalar quanto em ambientes comunitários, e os casos adquiridos em ambientes comunitários tem prevalecido, sendo descritos casos de infecções e relatos de mortes em crianças e adultos saudáveis. Dessa maneira, tornam-se importantes estudos para o desenvolvimento de estratégias alternativas para o seu controle. Uma das alternativas apontadas para o controle deste patógeno é o uso de bacteriocinas. O uso terapêutico de bacteriocinas ainda não é aprovado e alguns estudos indicam a possibilidade de seleção de linhagens resistentes a bacteriocinas. Portanto, antes do uso terapêutico de bacteriocinas, estudos precisam ser realizados para o entendimento do efeito que a bacteriocina possa ter na seleção de linhagens resistentes para o delineamento de estratégias visando evitar o problema que tem sido observado na atualidade com a seleção de linhagens resistentes aos antibióticos tradicionais. Deste modo, os objetivos deste trabalho foram testar a atividade antimicrobiana da bacteriocina nisina contra linhagens de MRSA e MSSA isoladas da orofaringe de profissionais da saúde, bem como estudar e verificar a seleção de linhagens resistentes a bacteriocina. Para a caracterização genotípica das linhagens MRSA e MSSA, foram testados os genes nucA, LuckPV, mecA e mecC. As linhagens MSSA foram positivas para amplificação apenas do gene nucA, confirmando a identificação de gênero e espécie destas linhagens. Para as linhagens MRSA, o único gene que não foi detectado foi o meC, confirmando o fenótipo de resistência a meticilina e que estas linhagens são de origem humana e de ambientes comunitários. Os resultados obtidos pelo teste de difusão em ágar demonstraram que 80% das linhagens MRSA (n=30) foram inibidas pela nisina e apenas uma linhagem MRSA (n=6) não apresentou sensibilidade à bacteriocina. A CIM das linhagens de MSSA variou de 97,7 a 1250UI/mL e das linhagens MRSA MRSA de 937,50 a 5000 UI/mL. A DBM para as linhagens de MSSA variou de 97,7 UI/mL a valores superiores a 50000 UI/mL, e para MRSA esta variação ficou entre 5000 UI/mL a valores maiores que 10000 UI/mL dependendo da linhagem. Para a maioria das linagens a DBM foi maior que a CIM, mostrando que o efeito da bacteriocina depende da concentração da mesma: baixas concentrações exercem efeito bacteriostático e altas concentrações efeito bactericida. A adição de concentrações crescentes da bacteriocina ao meio BHI resultaram, de maneira geral, no aumento da fase lag e diminuição da velocidade específica de crescimento e DO máxima atingida pelas culturas MSSA e MRSA. Linhagens de MSSA e MRSA foram transferidas por aproximadamente 30 gerações na presença da bacteriocina e foi observada diminuição na sensibilidade com consequente aumento da CIM da nisina para todas as linhagens testadas. O fenótipo de resistência à bacteriocina demonstrou ser uma característica estável para estas linhagens, podendo estar associado a um fator genético. Foi observado também que a utilização da nisina pode desencadear resistência cruzada a alguns antibióticos. Os resultados obtidos demonstraram que a nisina é eficiente em controlar o crescimento de MSSA e MRSA. Entretanto, o fato destas linhagens demonstrarem resistência a bacteriocina após transferência na presença da mesma indica a necessidade de desenvolver estratégias para evitar no futuro o problema atual de resistência a antibióticos. A melhor maneira de usar bacteriocinas terapeuticamente talvez seja em combinação com antibióticos tradicionais.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1838864 - ANA ANDREA TEIXEIRA BARBOSA
Externo ao Programa - 1823157 - FLAVIO HENRIQUE FERREIRA BARBOSA
Externo à Instituição - ANDREY GUIMARÃES SACRAMENTO

Notícia cadastrada em: 24/01/2018 18:38
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