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Banca de DEFESA: VANESSA LIMA MACHADO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VANESSA LIMA MACHADO
DATA: 27/04/2017
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do Prodema
TÍTULO: Prevalência da Esquistossomose Mansoni e Geohelmintíases em Escolares do Município de Malhador, Sergipe
PALAVRAS-CHAVES: Esquistossomose; Geohelmintíases; Epidemiologia; Análise espacial
PÁGINAS: 69
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Parasitologia
RESUMO:

A esquistossomose e as geohelmintíases são doenças parasitárias consideradas como um grave problema de saúde pública, ambas, relacionadas com a pobreza, a falta de saneamento adequado e de higiene. O município de Malhador-SE participa da campanha contra geo-helmintos e S mansoni desde 2013 e trabalha com o Programa de Controle da Esquistossomose com o objetivo de alcançar a meta de eliminação da esquistossomose e redução da carga parasitária de geo-helmintos. O objetivo desse estudo foi analisar, comparativamente, as prevalências de S. mansoni e geo-helmintos e condições sócio-ambientais em escolares do município de Malhador/SE. Foi realizado um estudo epidemiológico, descritivo e de corte transversal. A obtenção das amostras ocorreu no período de fevereiro a junho de 2016. O estudo envolveu escolares entre 5 e 14 anos em duas escolas municipais localizadas uma na zona urbana (Escola Pacheco) e outra na zona rural (Escola Barrocão). Identificou-se as prevalências de crianças com S mansoni e/ou geo-helmintos através do método Kato-Katz, em seguida comparou-se essas prevalências com as condições sócio-ambientais onde residem os escolares. Os casos positivos encontrados nas comunidades foram georreferenciados com o auxílio de um receptor GPS e para analisar e visualizar o padrão da distribuição e densidade dos casos foi aplicado o estimador de Kernel. Das 337 amostras de fezes coletadas, 42,4% resultou em positivas e 57.6% (n=160) em negativas. Constatou-se as prevalências de infecção de 17,6% para S. mansoni, 23,7% (n=66) para A. lumbricoides, 4% (n=11) para T. trichiura e 0,4% (n=1) para E. Vermiculares na Escola Pacheco, enquanto que, 55,9% para S. mansoni e 28,8% pelo A. Lumbricoides na Escola Barrocão. A frequência de S. mansoni foi maior no sexo masculino nas duas localidades, contudo a prevalência, na zona urbana, de geo-helmintos foi maior no sexo feminino. Prevaleceram as infecções leve na zona rural e moderada e grave na urbana. Em relação às condições ambientais e sanitárias as crianças da zona rural tiveram maior “contato com água” (90,5%) estando associado com a ocorrência de S. mansoni nas áreas demográficas (p=0,0394). Da mesma forma, as variáveis “instalação sanitária, destino dos dejetos, abastecimento de água e destino do lixo” também mostraram associação entre a “ocorrência de S. mansoni e geo-helmintos” (p<0,001). Dos hábitos de higiene, 100% dos escolares da área rural consomem água não tratada (p<0,001). A análise da distribuição espacial dos casos positivos de S. mansoni e geo-helmintos permitiu visualizar que na área urbana a espacialização foi revelada de forma homogênea, enquanto que na zona rural apresentou-se heterogênea e que através do estimador de Kernel, a aglomeração desses casos está localizada a oeste de Malhador na zona urbana e na rural estão localizados a oeste e a leste do município. O atual estudo mostrou que Malhador é um município endêmico para S. mansoni e que as condições sanitárias e de higiene inadequadas favoreceram a elevada prevalência das parasitoses nos escolares das localidades.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1347234 - KARINA CONCEICAO GOMES MACHADO DE ARAUJO
Interno - 1897681 - LUCIANE MORENO STORTI DE MELO
Externo ao Programa - 1787754 - LUCIENE BARBOSA

Notícia cadastrada em: 12/04/2017 21:43
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