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Banca de DEFESA: FERNANDA MENDONÇA ARAUJO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FERNANDA MENDONÇA ARAUJO
DATA: 19/02/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de Videoconferência do PROZOOTEC, Campus de São Cristóvão
TÍTULO: EFEITO DA CORRENTE INTERFERENCIAL ASSOCIADA AO EXERCÍCIO FÍSICO NA FIBROMIALGIA: ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO
PALAVRAS-CHAVES: fibromialgia; corrente interferencial; exercício físico; dor crônica generalizada; terapia por estimulação elétrica.
PÁGINAS: 127
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

Introdução: A fibromialgia (FM) é uma síndrome caracterizada por dormusculoesquelética crônica generalizada, hiperalgesia e alterações psicossomáticas,como fadiga, depressão, ansiedade e distúrbios do sono, além de redução da capacidadefísica. O exercício físico é eficaz, em longo prazo, na melhora da dor, qualidade de vida,funcionalidade, depressão, entre outros sintomas presentes na FM. Apesar dessesbenefícios, muitos pacientes não aderem à terapia, devido a fatores como cinesiofobia,fadiga e dor sentida durante e após a realização dos movimentos. Hipotetiza-se que aassociação de corrente interferencial (CI) ao exercício físico promova redução da dor emelhora de desfechos funcionais e psicoemocionais. Assim, este estudo teve, comoobjetivo, investigar o efeito da CI associada a um protocolo de exercício físico empacientes com FM. Métodos: Esse trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética emPesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Sergipe (CAAE62474116.8.0000.5546). Trata-se de um ensaio clínico randomizado, controlado porplacebo e duplamente encoberto. Foram recrutadas mulheres com FM, que foramalocadas em dois grupos de estudo: grupo CI ativa (exercício + aplicação da CI durante40 minutos) e CI placebo (exercício + aplicação da CI por 40 segundos). O protocolo deexercício físico foi composto por alongamentos, exercício aeróbico em bicicletaergométrica e fortalecimento de membros. Já a CI foi aplicada na região paravertebral,com frequência de amplitude modulada de 100 Hz, intensidade de estimulação motoraajustada, concomitantemente ao exercício físico. Foram realizadas 24 sessões detratamento, sendo as pacientes avaliadas no início, após 12 sessões e ao final dotratamento. Avaliação foi composta por questionários e testes que mensuraram: impactoda FM na vida dessas pacientes (através da aplicação do Questionário de Impacto daFibromialgia), nível de depressão (Inventário de Depressão de Beck), ansiedade traço eestado (Inventário de Ansiedade Traço-Estado), capacidade funcional (teste de Sentar eLevantar e Questionário de Incapacidade Física Roland Morris), medo de movimentar-se(Escala de Cinesiofobia de Tampa), catastrofização da dor (Escala de Catastrofização daDor), caracterização da dor (Questionário de Dor McGill), qualidade de vida (Short FormHealth Survey 36), qualidade do sono (Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh),somação temporal (Teste de Somação Temporal), modulação condicionada da dor (Testede Modulação Condicionada da Dor), intensidade de fadiga (escala numérica de 11pontos), força muscular (dinamometria digital), limiar de dor por pressão (algometriadigital), limiar sensitivo cutâneo (filamentos de von Frey), intensidade de dor em repouso(escala numérica de 11 pontos) e perfil imunológico (IL-1β, IL-6, IL-10 e TNF-alfa;coleta sanguínea e ELISA). Resultados: Foram incluídas no estudo 60 mulheres comFM, porém 31 delas desistiram do tratamento, sendo assim, permaneceram, no estudo, 29pacientes, das quais 13 pacientes foram alocadas no grupo ativo e 16 no grupo placebo.Tanto a associação da CI com exercício físico quanto o exercício físico isolado forameficazes na redução do impacto da FM, do índice de classificação da dor, da depressão,do traço de ansiedade, da incapacidade física, da intensidade de dor em repouso, daintensidade de fadiga, do LSC e da somação temporal, e aumento da qualidade de vida,da força muscular e do LDP de mulheres fibromiálgicas (p<0,05). No entanto, o exercícioisolado foi superior a associação das terapias na avaliação dessas variáveis (p<0,05), além de ser o único eficaz na redução da cinesiofobia e catastrofização, e melhora da qualidadedo sono e capacidade funcional das pacientes (p<0,05). Não houve diferença significativano perfil de citocinas em nenhum dos grupos. Conclusão: A associação da CI com oexercício mostrou ter efetividade inferior ao exercício isolado.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1656787 - JOSIMARI MELO DE SANTANA
Externo ao Programa - 2034694 - KARINA LAURENTI SATO
Externo à Instituição - RICHARD ELOIN LIEBANO
Externo ao Programa - 2865016 - SIMONE DE SOUZA NASCIMENTO
Externo ao Programa - 3361735 - VERA MARIA SILVEIRA DE AZEVEDO
Notícia cadastrada em: 08/02/2019 14:02
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