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Banca de QUALIFICAÇÃO: ANA ROSELI SILVA RIBEIRO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANA ROSELI SILVA RIBEIRO
DATA: 20/12/2016
HORA: 14:00
LOCAL: Sala de videoconferência do RENORBIO - Polo de Pós-Graduação da UFS
TÍTULO: Efeito protetor e antissecretório da baicaleína sobre a mucosa gástrica de camundongos.
PALAVRAS-CHAVES: gastroproteção, baicaleína, úlceras gástricas.
PÁGINAS: 48
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

A úlcera gástrica é uma doença caracterizada por sangramentos, estenoses e perfurações da mucosa gástrica podendo levar o paciente à morte. Muitos flavonoides demonstraram serem promissores para o tratamento dessas lesões gástricas. A baicaleína, um flavonoide presente na raiz da Scutellaria baicalensis Georgi, planta medicinal bastante utilizada pela medicina chinesa para tratamento das úlceras pépticas, possui propriedades farmacológicas, como anti-inflamatória, antinociceptiva, anticancerígena, antioxidante e antimicrobiana, entretanto o efeito da baicaleína sobre a mucosa gástrica ainda não foi relatado. O objetivo deste estudo foi avaliar as propriedades protetora e antissecretória da baicaleína sobre a mucosa gástrica de camundongos. O modelo de úlcera induzida por etanol acidificado (etanol a 60%/HCl a 0,3 M) foi utilizado para avaliar o efeito protetor da baicaleína (10-100 mg/kg) sobre a mucosa gástrica. A participação dos receptores α2-adrenérgicos, compostos sulfídricos não proteicos (NP-SH), óxido nítrico (NO), prostaglandina (PG), canais K + sensíveis à ATP no efeito gastroprotetor da baicaleína (30 mg/kg) e os níveis de glutationa (GSH) e a atividade da enzima mieloperoxidase (MPO) no tecido gástrico também foram avaliados através do modelo de úlcera induzida por etanol acidificado. O efeito antissecretório de ácido gástrico da baicaleína (10-100 mg/kg) foi avaliado através do modelo de ligadura do piloro, em que os parâmetros da secreção gástrica (volume, [H +] e pH) na presença ou ausência do agente secretagogo histamina, bem como muco no conteúdo gástrico foram avaliados. A atividade in vitro da H +, K + -ATPase (bomba de prótons) também foi determinada. A baicaleína (10-100 mg/kg) apresentou efeito gastroprotetor dose-dependente (p <0,001) contra as lesões gástricas induzidas pelo etanol acidificado. O pré-tratamento pela via intraperitoneal com um antagonista dos receptores α2-adrenérgicos (ioimbina, 2 mg/kg), um bloqueador dos grupamentos sulfídricos não proteicos (N-etilmaleimida, NEM, 10 mg/kg), um inibidor não seletivo da sintase do NO (Nw-nitro- L-arginina, L-NAME, 10 mg/kg), um inibidor não seletivo da ciclo-oxigenase (indometacina: 10 mg/kg) ou um bloqueador de canais de potássio ATP dependentes (glibenclamida, 10 mg/kg) inibiram a resposta gastroprotetora causada pela baicaleína (30 mg / kg) (p <0,001). A baicaleína (30 mg / kg, p <0,05) foi capaz de aumentar os níveis de GSH e diminuir a atividade da MPO no tecido estomacal exposto ao efeito deletério do etanol acidificado. O tratamento intraduodenal com baicaleína (30 e 100 mg/kg) aumentou significativamente (p <0,05) a secreção do muco gástrico. Além disso, o tratamento com baicaleína reduziu (30 e 100 mg/kg, p <0,05) o volume de secreção e secreção ácida total, e também aumentou (10, 30 e 100 mg/kg, p <0,001) o valor do pH, 4 horas após a ligadura do piloro. A baicaleína (30 mg / kg) também foi eficaz na inibição dos efeitos da histamina na secreção gástrica (volume, [H +] e pH, p <0,001). A baicaleína 10 e 30 μg/mL demonstrou atividade anti-H +, K + -ATPase. Os presentes resultados fornecem provas convincentes de que a baicaleína poderia ser utilizada como um agente citoprotetor (efeito preventivo) e anti-úlcera (efeito antissecretório) nas úlceras gástricas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1333720 - DANIEL BADAUE PASSOS JUNIOR
Interno - 1199629 - CARLA MARIA LINS DE VASCONCELOS
Externo ao Programa - 1039328 - JOSEMAR SENA BATISTA
Notícia cadastrada em: 15/12/2016 11:01
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