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Banca de DEFESA: JOSÉ MARCOS MENESES BISPO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ MARCOS MENESES BISPO
DATA: 11/08/2016
HORA: 14:00
LOCAL: A definir
TÍTULO: ALTERAÇÕES MOTORAS E IMUNOHISTOQUÍMICA DA ADMINISTRAÇÃO CRÔNICA DE PROPIONATO DE TESTOSTERONA EM RATOS, DE AMBOS OS SEXOS, SUBMETIDOS AO MODELO DE PARKINSONISMO INDUZIDO POR RESERPINA
PALAVRAS-CHAVES: Hormônios sexuais; Testosterona; Doença de Parkinson; Dopamina.
PÁGINAS: 1
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

A doença de Parkinson (DP) exibe diferenças sexuais na suscetibilidade,
patogênese e quadro clinico, sendo a incidência mais comum no sexo
masculino, evidenciando os hormônios sexuais como potencial fator que
contribui para suscetibilidade do indivíduo a esta doença. Diante disso, o
objetivo do presente trabalho foi avaliar a ação da administração crônica de
propionato de testosterona (PT) sobre as alterações motoras e neuroquímicas
no modelo de parkinsonismo induzido por reserpina (RES); além de comparar
os efeitos da administração de baixas doses de RES entre machos e fêmeas
(intactas e ovariectomizadas). Foram utilizados 192 ratos Wistar de ambos os
sexos, 6-9 meses, provenientes do Biotério Setorial do Departamento de
Fisiologia da Universidade Federal de Sergipe. O estudo foi dividido em 3
experimentos: (I) administração de propionato de testosterona em ratos
intactos, (II) em ratas intactas e (III) em ratas ovariectomizadas Nos três
experimentos, os ratos foram divididos em oito grupos: 1- veículo proprionato
de testosterona (CTRt)+veículo reserpina (CTR); 2- 0,1mg/kg de PT
(0,1PT)+CTR; 3- 1,0 mg/kg de PT (1,0PT)+CTR; 4- 5,0mg/kg de PT
(5,0PT)+CTR; 5- CTRt+RES; 6- 0,1PT+RES; 7- 1,0PT+RES e 8- 5,0PT+RES.
Os animais receberam 31 injeções, uma a cada dia, de propionato de
testosterona ou óleo vegetal (i.m) e 15 injeções, em dias alternados, de 0,1
mg/kg de RES ou veículo (s.c.). Durante o tratamento, os animais foram
pesados a cada 4 dias e submetidos a testes comportamentais: catalepsia
(diariamente) e campo aberto (dia 31). No dia 31, os ratos foram anestesiados,
perfundidos, seus cérebros removidos e submetidos a imunohistoquímica para
Tirosina Hidroxilase (TH). Mostramos que a administração de RES gera uma
resposta sexo-dependente no comportamento de catelepsia e número de
células TH + na Área tegumentar ventral (VTA). Em relação a administração
concomitante de PT e RES, observamos que no teste de catalepsia, o
tratamento com PT mostrou redução dos efeitos motores, nos machos (exp. I)
do grupo 5,0PT+RES, enquanto em fêmeas (exp. II e III) esse efeito foi
observado já na dose de 1,0 mg/kg (1,0PT+RES) e também na de 5,0 mg/kg
(5,0PT+ RES). Na atividade motora em campo aberto, nenhuma das doses de
PT, em nenhum dos experimentos, foi capaz de minimizar os efeitos causados
pela RES. Em machos intactos (Exp. I), todas as doses de PT testadas foram
capazes de prevenir a diminuição de células TH+ causadas pela RES em VTA,
mas não na Substância negra parte compacta. Em fêmeas intactas (Exp. II),
apenas a dose de 5,0 mg/kg (5,0PT+RES) foi capaz de prevenir a diminuição
de células TH+ na SNpc. Nas fêmeas ovarectomizadas (Exp. III), o tratamento
com PT em todas as doses (grupos 0,1PT+RES, 1,0PT+RES e 5,0PT+RES),
foi capaz de manter a intensidade de TH no estriado dorsal, prevenindo a
redução causada pela RES. O tratamento crônico com PT, no modelo
progressivo de parkinsonismo induzido por RES, apresentou diferentes efeitos
nos testes comportamentais e nos animais de sexos e condições diferentes,
mostrando possíveis mecanismos múltiplos de ações. Experimentos como
esses contribuem para um melhor esclarecimento da ação do PT na
fisiopatologia da DP.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ALESSANDRA MUSSI RIBEIRO
Externo ao Programa - 1683809 - DEISE MARIA FURTADO DE MENDONCA
Presidente - 1763997 - JOSE RONALDO DOS SANTOS
Notícia cadastrada em: 22/07/2016 08:26
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