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Banca de QUALIFICAÇÃO: JOSÉ MARCOS MENESES BISPO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JOSÉ MARCOS MENESES BISPO
DATA: 04/07/2016
HORA: 09:00
LOCAL: A definir
TÍTULO: ALTERAÇÕES MOTORAS E IMUNOHISTOQUÍMICA DA ADMINISTRAÇÃO CRÔNICA DE PROPIONATO DE TESTOSTERONA EM RATOS, DE AMBOS OS SEXOS, SUBMETIDOS AO MODELO DE PARKINSONISMO INDUZIDO POR RESERPINA.
PALAVRAS-CHAVES: Hormônios sexuais; Testosterona; Doença de Parkinson; Dopamina.
PÁGINAS: 1
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

A doença de Parkinson (DP) exibe diferenças sexuais na suscetibilidade, patogênese e quadro clinico, sendo a incidência mais comum no sexo masculino, evidenciando os hormônios sexuais como potencial fator que contribui para suscetibilidade do indivíduo a esta doença. Diante disso, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a ação da administração crônica de propionato de testosterona (PT) sobre as alterações motoras e neuroquímicas no modelo de parkinsonismo induzido por reserpina (RES); além de comparar os efeitos da administração de baixas doses de RES entre machos e fêmeas (intactas e ovariectomizadas). Foram utilizados 192 ratos Wistar de ambos os sexos, 6-9 meses, provenientes do Biotério Setorial do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de Sergipe. O estudo foi dividido em 3 experimentos: (I) administração de propionato de testosterona em ratos intactos, (II) em ratas intactas e (III) em ratas ovariectomizadas Nos três experimentos, os ratos foram divididos em oito grupos: 1- veículo proprionato de testosterona (CTRt)+veículo reserpina (CTR); 2- 0,1mg/kg de PT (0,1PT)+CTR; 3- 1,0 mg/kg de PT (1,0PT)+CTR; 4- 5,0mg/kg de PT (5,0PT)+CTR; 5- CTRt+RES; 6- 0,1PT+RES; 7- 1,0PT+RES e 8- 5,0PT+RES. Os animais receberam 31 injeções, uma a cada dia, de propionato de testosterona ou óleo vegetal (i.m) e 15 injeções, em dias alternados, de 0,1 mg/kg de RES ou veículo (s.c.). Durante o tratamento, os animais foram pesados a cada 4 dias e submetidos a testes comportamentais: catalepsia (diariamente) e campo aberto (dia 31). No dia 31, os ratos foram anestesiados, perfundidos, seus cérebros removidos e submetidos a imunohistoquímica para Tirosina Hidroxilase (TH). Mostramos que a administração de RES gera uma resposta sexo-dependente no comportamento de catelepsia e número de células TH+ em VTA. Em relação a administração concomitante de PT e RES, observamos que no teste de catalepsia, o tratamento com PT mostrou redução dos efeitos motores, nos machos (exp. I) na dose de 5,0 mg/kg (5,0PT+RES), enquanto em fêmeas (exp. II e III) esse efeito foi observado já na dose de 1,0 mg/kg (1,0PT+RES) e também na de 5,0 mg/kg (5,0PT+ RES). Na atividade motora em campo aberto, nenhuma das doses de PT, em nenhum dos experimentos, foi capaz de minimizar os efeitos causados pela RES. Em machos intactos (Exp. I), todas as doses de PT testadas foram capazes de prevenir a diminuição de células TH+ causadas pela RES em VTA, mas não na SNpc. Em fêmeas intactas (Exp. II), apenas a dose de 5,0 mg/kg (5,0PT+RES) foi capaz de prevenir a diminuição de células TH+ na SNpc. Nas fêmeas ovarectomizadas (Exp. III), o tratamento com PT em todas as doses (grupos 0,1PT+RES, 1,0PT+RES e 5,0PT+RES), foram capazes de manter a intensidade de TH no estriado dorsal, prevenindo a redução causada pela RES. O tratamento crônico com PT, no modelo progressivo de parkinsonismo induzido por RES, apresentou diferentes efeitos nos testes comportamentais e nos animais de sexos e condições diferentes, mostrando possíveis mecanismos múltiplos de ações. Experimentos como esses contribuem para um melhor esclarecimento da ação do PT na fisiopatologia da DP.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1199629 - CARLA MARIA LINS DE VASCONCELOS
Externo ao Programa - 1683809 - DEISE MARIA FURTADO DE MENDONCA
Presidente - 1316604 - LUIS FELIPE SOUZA DA SILVA
Notícia cadastrada em: 15/06/2016 08:33
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