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Banca de DEFESA: SILVIA MARCIA DOS SANTOS SANDES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SILVIA MARCIA DOS SANTOS SANDES
DATA: 18/04/2016
HORA: 08:30
LOCAL: A definir
TÍTULO: Derivado aminoguanidínico produz efeito antinociceptivo em camundongos.
PALAVRAS-CHAVES: Dor. Fibromialgia. Guanidina. Indol. Sistema nervoso central.
PÁGINAS: 1
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

Os aminoguanidínicos representam uma classe de substâncias que possuem atividades antiglicante e antidiabética já descritos na literatura, todavia é desconhecido o possível efeito antinociceptivo dessa substância quando acrescido um núcleo indólico a sua estrutura. Assim, o presente estudo analisou o efeito antinociceptivo e anti-hiperalgésico de um derivado aminoguanidínico, hidrocloreto indol-3-carboxaldeído guanildrazona (LQM01), em animais de experimentação. Foram utilizados 142 camundongos Swissmachos (25-30 g) com 2 a 3 meses de idade. Os animais foram divididos em grupos e tratados com LQM01 (5, 10, 25 e 50 mg/kg; i.p.), veículo (solução salina 0,9% 0,1 ml/10g; i.p.), paracetamol (80 mg/kg; i.p.), morfina (3 mg/kg; i.p.) ou tramadol (4 mg/kg; i.p.). Para avaliação da atividade antinociceptiva sobre a dor aguda, os animais foram submetidos aos seguintes testes: contorções abdominais induzidas por ácido acético (0,85%; i.p.), teste de formalina (1%; i.pl.) e teste da placa quente. Para o efeito do LQM01 sobre a dor crônica, foi utilizado o modelo de dor muscular crônica não inflamatória. Para tanto, os animais receberam duas injeções de salina ácida pH 4,0 (dia 0 e 5) no músculo gastrocnêmio direito. A partir do sexto dia a hiperalgesia mecânica, a força muscular, a movimentação espontânea e a coordenação motora foram avaliadas diariamente até o dia 13. Para determinar a ação central, os animais foram tratados com LQM01 ou veículo e, após noventa minutos, foram anestesiados, perfundidos, as medulas lombares extraídas, cortadas em criostato e submetidas ao protocolo de imunofluorescência com a proteína Fos. Os resultados foram expressos como média ± erro padrão da média. As diferenças entre os grupos foram analisadas por meio do teste de variância ANOVA, uma ou duas vias, seguido pelo teste de Tukey ou Bonferroni. Valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significantes. O projeto da pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Animal da UFS, sob o protocolo n.º 62/15. A administração intraperitoneal de LQM01, nas doses de 10, 25, 50 mg/kg, produziu uma redução significativa (p < 0,001) no número de contorções abdominais induzidas por ácido acético. Na nocicepção induzida por formalina, o pré-tratamento com LQM01 reduziu significativamente (p < 0,001) o tempo de lambida da pata, em ambas as fases do teste. No teste da placa quente, o tempo de latência aumentou significativamente (p < 0,05 ou p < 0,01), tendo seu efeito diminuído pela reserpina. A administração de LQM01 diminuiu significativamente (p < 0,05) a hiperalgesia mecânica nos animais com dor muscular crônica, não sendo observadas alterações significativas na força muscular, na movimentação espontânea e na coordenação motora dos animais. Com a análise da imunofluorescência, observou-se que o LQM01 é capaz de diminuir significativamente (p < 0,01) o número de neurônios marcados para proteína Fos na superfície dorsal da medula lombar. Conclui-se, que o LQM01 apresenta ação antinociceptiva e anti-hiperalgésica, podendo ter seu efeito mediado por mecanismos centrais, principalmente pela ativação da via descendente inibitória da dor.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - JOSÉ RUI MACHADO REYS
Presidente - 1467719 - LUCINDO JOSE QUINTANS JUNIOR
Interno - 1316604 - LUIS FELIPE SOUZA DA SILVA
Notícia cadastrada em: 30/03/2016 14:17
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