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Banca de DEFESA: AUDERLAN MENDONÇA DE GOIS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: AUDERLAN MENDONÇA DE GOIS
DATA: 29/02/2016
HORA: 14:00
LOCAL: A definir
TÍTULO: ALTERAÇÕES MOTORAS, COMPORTAMENTAIS E HISTOPATOLÓGICAS APÓS INJEÇÃO INTRACEREBROVENTRICULAR DE LIQUOR DE PACIENTES COM ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA EM RATOS
PALAVRAS-CHAVES: Doenças Neurodegenerativas, Doença do Neurônio Motor, Injeção intracerebroventricular e Modelo Animal.
PÁGINAS: 89
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença neurodegenerativa progressiva, que afeta o sistema motor somático através da degeneração dos neurônios motores superiores e inferiores. Evidências apontam que o líquido cefalorraquidiano (LCR), que está em íntimo contato com o sistema nervoso, apresenta substâncias solúveis que podem provocar lesões em neurônios motores. Modelos animais que expressam genes mutantes associados a ELA foram desenvolvidos para o estudo dos mais diversos mecanismos etiopatológicos que se manifestam de forma similar ao que ocorrem em pacientes com a doença. Entretanto, esses modelos representam melhor a etiologia da doença em casos familiares e, apesar da semelhança entre casos familiares e esporádicos, ainda não se tem um modelo animal que represente características da doença nesta última. Diante disso, o objetivo do presente trabalho foi avaliar as alterações motoras, comportamentais e histológicas após injeção intracerebroventricular (i.c.v.) de LCR de pacientes com ELA esporádica em ratos Wistar. Foram ultilizados 43 ratos Wistar, com idade aproximada de sete meses, provenientes do Biotério Setorial do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de Sergipe. O trabalho foi dividido em 2 experimentos: (I) com uma única administração i.c.v. de LCR e (II) com administrações repetidas i.c.v. de LCR. No experimento I os animais foram divididos em 3 grupos, controle (CTR, solução de LCR artificial), não-ELA (N-ELA, LCR de pacientes sem doenças neurológicas) e ELA (ELA, LCR de paciente com ELA esporádica) que receberam uma única injeção i.c.v. de 7,5 µL e após uma semana foram submetidos aos testes motores e comportamentais: teste de força, catalepsia, campo aberto e teste de marcha uma vez por semana durante 30 dias. No experimento II, os animais foram divididos em 3 grupos, controle (CTR), Não-ELA (N-ELA) e ELA que receberam uma injeção diária, durante 6 dias, i.c.v. de 5 µL. Ao longo do tratamento, os animais foram submetidos aos testes motores e comportamentais acima mencionados. Após os testes, em ambos experimentos, os ratos foram anestesiados, perfundidos, suas medulas removidas e submetidas à análise histológica pelo coloração de hematoxilina-eosina para observação morfológica geral. No experimento I, foi observado alteração motora no teste de força, campo aberto e no teste de marcha, acompanhado por uma redução de neurônios motores e células gliais na região torácica e lombar da medula espinal. No experimento II, foi observado alteração motora na catalepsia, campo aberto e no teste de marcha, acompanhado de um aumento de células gliais na região lombar da medula espinal. Os dados apresentados neste estudo mostram que a administraçãode LCR de pacientes com ELA pode provocar mecanismos patogênicos semelhantes aos observados em humanos e outros modelos animais de ELA.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1763997 - JOSE RONALDO DOS SANTOS
Externo à Instituição - MARGARETE ZANARDO GOMES
Interno - 1694364 - SANDRA LAUTON SANTOS
Notícia cadastrada em: 12/02/2016 16:47
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