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Banca de DEFESA: MICHAEL NADSON SANTOS SANTANA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MICHAEL NADSON SANTOS SANTANA
DATA: 27/02/2015
HORA: 14:00
LOCAL: A DEFINIR
TÍTULO: Treinamento resistido melhora o controle cardiovascular e o perfil bioquímico de ratos expostos a uma dieta ocidental no período perinatal.
PALAVRAS-CHAVES: Treinamento resistido; Programação metabólica; Controle autonômico; Dieta ocidental.
PÁGINAS: 39
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

O consumo de alimentos ricos em sódio e gordura saturada, mas pobre em fibras em
outros nutrientes é conhecido como Dieta Ocidental e está diretamente associado a
alterações metabólicas e autonômicas e o surgimento de doenças cardiovasculares.
Além disso, estudos tem mostrado que distúrbios alimentares como a falta ou excesso
de alimentos no início da vida promove adaptações estruturais e funcionais no feto
culminando no surgimento de doenças na fase adulta. O treinamento resistido (TR)
vem sendo utilizado como terapia não farmacológica no tratamento de diversas doenças,
dentre elas, as cardiovasculares, porém o efeito do TR sobre os mecanismos de controle
cardiovascular não foram completamente explorados. O presente estudo investigou os
efeitos do TR de baixa intensidade na modulação autonômica e no perfil bioquímico de
ratos submetidos a uma dieta ocidental durante o período perinatal. Ratas Wistar
receberam dieta controle ou ocidental durante a gravidez e lactação. Os filhotes foram
divididos em três grupos: grupo controle (C), Dieta ocidental sedentário (OCS) e dieta
ocidental + TR (OCTR). Aos 60 dias de vida, os animais iniciaram o protocolo de TR
realizado 5 vezes por dia, por 4 semanas. Ao fim, foram analisadas a variabilidade do
intervalo de pulso e da pressão arterial, bem como a sensibilidade do barorreflexo.
Amostras de sangue foram coletadas para análise bioquímica. O TR reduziu a pressão
arterial média (OCTR= 108,2±3,7 vs OCS= 121±2,5, C= 103,2±3,7, p<0,05), pressão
arterial sistólica (OCTR= 135,2±3.1 vs OCS= 151,5±3.4, C= 134,2±5,8, p<0,05) e
pressão arterial diastólica (OCTR= 89,1±2,8 vs OCS= 99,4±2,3, C= 82,8±2,7, p<0,05).
Houve aumento na sensibilidade barorreflexa (OCTR= 1,9±0,23 vs OCS= 1,1±0,14, C=
1,1±0,15, p<0,05). Além disso, observou-se que o TR foi capaz de reduzir a modulação
simpática vascular quando comparado ao grupo OCS (OCTR= 5,48±1,033 vs OCS=
8,25±1,018, C= 5,05±0,345, p<0,05). Nos parâmetros bioquímicos, foram observadas
diferenças na glicemia (OCTR= 116,2±4,6 vs OCS= 153,8±6,3, C= 126,2±3,5, p<0,05),
no colesterol total (OCTR= 67,0±3,8 vs OCS= 85,6±3,4, C= 70,8±1,1, p<0,05) e nas
lipoproteínas de alta (OCTR= 57,2±3,5 vs OCS= 41,8±2,8, C= 48,5±0,7, p<0,05) e
baixa densidade (OCTR= 14,2±2,2 vs OCS= 31,0±3,2, C= 13,1±0,6, p<0,05). Estes
resultados sugerem que o TR de baixa intensidade promove adaptações benéficas ao
sistema cardiovascular, mediadas por ajustes nos mecanismos de controle autonômico e
melhora no perfil bioquímico destes animais.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 3573579 - ANDRÉ SALES BARRETO
Interno - 1333720 - DANIEL BADAUE PASSOS JUNIOR
Presidente - 2693741 - VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
Notícia cadastrada em: 11/02/2015 15:08
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