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Banca de QUALIFICAÇÃO: SOLANO SÁVIO FIGUEIREDO DOURADO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: SOLANO SÁVIO FIGUEIREDO DOURADO
DATA: 26/01/2015
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do Pólo de Pós-Graduação/POSGRAP, Campus de São Cristóvão
TÍTULO: Efeito do enriquecimento ambiental, associado ou não a atividade física, nas funções nociceptiva, ansiedade e controle motor em modelo animal de dor crônica Muscular difusa.
PALAVRAS-CHAVES: Fibromialgia, Enriquecimento Ambiental, Atividade física, Dor.
PÁGINAS: 52
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

A fibromialgia é uma síndrome complexa, com etiologia indefinida,
caracterizada pela presença de dor musculoesquelética crônica generalizada,
tendo, como uma das principais comorbidades, a redução do desempenho
físico/funcional. O tratamento farmacológico da fibromialgia apresenta
efetividade limitada, assim como a as terapias não farmacológicas, que são
utilizadas isoladas, destacando-se a atividade física (AF). O enriquecimento
ambiental possibilita o aumento da atividade sensorial, cognitiva e física, o que
viabiliza sua utilização enquanto ferramenta que pode reduzir os sintomas e
fatores considerados de risco à fibromialgia. O presente estudo propõe a
investigação do enriquecimento ambiental (EA), como recursos para prevenção
da fibromialgia em um modelo experimental. Para isso, 24 ratos Wistar machos
foram divididos em quatro grupos: (1) EA, (2) AF, (3) EA + AF e (4) controle, e
mantidos nesses protocolos por 4 semanas. Após este período, foi induzida dor
muscular crônica difusa através de dupla injeção de salina ácida no músculo
gastrocnêmio esquerdo. Foram avaliados o limiar mecânico de retirada da pata
(Von Frey eletrônico), limiar térmico (Hot Plate), atividade neuromuscular (Rota
Rod), ambulação (no de quadrantes) e no de bolos focais através do Campo
Aberto, em seis momentos: basal, após a 1a, 2a, 3a e 4a semanas e 24 horas
após indução da hiperalgesia. Os animais mantidos com enriquecimento
ambiental e atividade física (EA+AF) apresentaram aumento significativo do
limiar mecânico e da latência térmica a partir da terceira (P<0,001) e segunda
(P<0,002) semanas, respectivamente, quando comparado aos outros grupos.
Esse aumento se manteve no momento pós-indução, enquanto nos outros
grupos houve uma redução significativa (P<0,02), sugerindo o desenvolvimento
de hiperalgesia. Já no teste motor, o grupo AE+AF apresentou aumento
significativo na atividade neurumuscular a partir da primeira semana quando
comparado aos outros grupos (P<0,01), mantendo esse aumento mesmo após
a indução, enquanto nos outros grupos houve uma redução significativa
(P<0,02). No Campo Aberto, houve aumento significativo na ambulação total
no grupo AE+AF a partir da 1a semana (P<0,01) em comparação aos demais
grupos, embora, na ambulação central, o número de quadrantes foi
significativamente maior no grupo AE+AF, desde a avaliação basal (P<0,01),
quando comparado aos demais grupos. O número de bolos fecais foi
significativamente reduzido no grupo AE+AF (P<0,01) a partir da 1a semana, e
se manteve até a 4a semana. Esses resultados sugerem a associação entre o
enriquecimento ambiental e a atividade física como uma estratégia preventiva
da dor musculoesquelética crônica e otimização do controle motor em um
modelo de dor crônica muscular difusa.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1316604 - LUIS FELIPE SOUZA DA SILVA
Interno - 1698148 - ENILTON APARECIDO CAMARGO
Externo à Instituição - GIORDANO GUBERT VIOLA
Notícia cadastrada em: 22/01/2015 13:34
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