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Banca de DEFESA: LARISSA RESENDE OLIVEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: LARISSA RESENDE OLIVEIRA
DATA: 12/03/2013
HORA: 09:00
LOCAL: Núcleo de Pós-graduação em Medicina, Campus da Saúde, Universidade Federal de Sergipe
TÍTULO:

Disfunção autonômica cardíaca e expressão de Fos em núcleos do bulbo após indução de dor crônica difusa não-inflamatória em ratos


PALAVRAS-CHAVES:

Fibromialgia, dor muscular crônica, pressão arterial, barorreflexo, sistema nervoso central.


PÁGINAS: 56
GRANDE ÁREA: Ciências Biológicas
ÁREA: Fisiologia
RESUMO:

A fibromialgia (FM) é caracterizada por dor muscular crônica difusa não-inflamatória (DMCD) e mudanças na função simpática. No intuito de elucidar os mecanismos fisiopatológicos da FM, foi utilizado um modelo animal de dor crônica difusa bem estabelecido na literatura. Desta forma, o objetivo do estudo foi avaliar a modulação autonômica cardíaca e a função do barorreflexo, em resposta à indução de dor muscular crônica difusa em ratos. Para tanto, foram utilizados 30 ratos Wistar machos (250 a 350g) com 2 a 3 meses. A DMCD foi induzida por duas injeções de solução salina ácida (pH 4,0, n=16) com cinco dias de intervalo, no músculo gastrocnêmio esquerdo, enquanto que os animais controle foram  injetados duas vezes com solução salina neutra (pH 7,2, n=14). Para avaliar as alterações nas respostas cardiovasculares, um dia após a segunda injeção de solução salina ácida (n=8) ou salina neutra (n=6) os animais foram instrumentados para gravações da pressão arterial, e posterior análise da variabilidade do intervalo de pulso (IP) e da pressão arterial sistólica (PAS), como também da sensibilidade espontânea do barorreflexo (SBR) foi realizada. Para avaliar a ativação de neurônios em núcleos do Bulbo envolvidos com a modulação autonômica cardíaca (NTS, RVL e CVL), dois dias após a segunda injeção de salina ácida (n = 8) ou de solução salina normal (n=8), os animais foram anestesiados, perfundidos, o cérebro removido e cortado num criostato. As secções do cérebro foram submetidas ao protocolo de imunofluorescência para a proteína Fos. Os resultados são expressos como média ± EPM. Diferenças entre os grupos foram analisados pelo teste t, pareado e não-pareado. Valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significativos. Após a indução de dor crônica difusa nos ratos (n=8), as variações do intervalo de pulso apresentaram maior oscilação em baixa frequência (LF) (12,75±1,04 un), menor oscilação em alta frequência (HF) (87,25±1,04 un) e maior valor da relação LF/HF (0,16±0,01), quando comparadas ao grupo controle (n=6) (7,83±1,13 un LF; 92,16±1,13 nu HF; 0,08±0,01 LF/HF). Em adição, houve maior oscilação em LF da pressão arterial sistólica (PAS) (7,93±1,39 mmHg), comparado ao grupo controle (2,97±0,61 mmHg). A sensibilidade espontânea do barorreflexo foi menor nos ratos injetados com salina ácida (0,59±0,06 ms/mmHg) quando comparada ao grupo controle (0,71±0,03 ms/mmHg). Através da imunofluorescência, observou-se que em todas as regiões investigadas a porcentagem de células imunorreativas à Fos foi significativamente maior (p<0,001) no grupo salina ácida, em comparação ao grupo salina neutra. Nossos resultados mostraram que a indução da DCMD em ratos desloca o balanço simpatovagal cardíaco em direção a uma predominância simpática e diminui SBR, dados que corroboram achados em seres humanos com FM, e ainda, que a ativação de neurônios do NTS, CVL e RVL parece indicar o envolvimento dessas áreas na modulação da disfunção autonômica cardíaca.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2693741 - VALTER JOVINIANO DE SANTANA FILHO
Interno - 1698148 - ENILTON APARECIDO CAMARGO
Externo à Instituição - RUBENS FAZAN JUNIOR
Notícia cadastrada em: 11/03/2013 14:48
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