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Banca de DEFESA: FERNANDA DOS SANTOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: FERNANDA DOS SANTOS
DATA: 19/02/2020
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de reuniões do PPGECIMA
TÍTULO: ARGUMENTAÇÃO EM UMA SEQUÊNCIA DE ENSINO INVESTIGATIVA ENVOLVENDO QUÍMICA FORENSE
PALAVRAS-CHAVES: Sequência de ensino investigativa; argumentação, práticas epistêmicas, Química Forense
PÁGINAS: 120
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Ensino-Aprendizagem
ESPECIALIDADE: Métodos e Técnicas de Ensino
RESUMO:

O presente estudo teve por objetivo analisar o desenvolvimento de uma sequência de ensino investigativa (SEI), estruturada em torno de um tema da Química Forense, verificando o espaço gerado para a argumentação e outras práticas epistêmicas, no contexto de formação inicial de professores. O foco analítico esteve na caracterização dos argumentos e práticas epistêmicas desenvolvidos pelos sujeitos da pesquisa, nas diferentes fases da SEI. A Química Forense pode ser considerada no planejamento de sequências de ensino que levam os alunos a argumentar, por se tratar de um tema que abriga em si um caráter de investigação. Além disso, tem o potencial de favorecer o trabalho com conceitos científicos aliados a debates em tornos de aspectos sociais. Na elaboração da sequência didática, consideramos o fato de que as atividades investigativas vêm sendo objeto de estudo no Ensino de Ciências por propiciar meios para o surgimento de práticas epistêmicas, dentre elas a argumentação, além de auxiliar os estudantes na construção do conhecimento científico. Práticas epistêmicas podem ser definidas como atividades sociais envolvidas na produção, avaliação e comunicação do conhecimento (Kelly, 2005); portanto, examinar as práticas epistêmicas, na perspectiva da pesquisa, presume direcionar o olhar para o discurso dos alunos quando envolvidos em atividades investigativas. Os dados oriundos da aplicação da SEI, denominada “Contribuições da Química Forense na investigação de crimes com armas de fogo”, foram obtidos por meio de questionários e gravações em vídeo. O tratamento dos dados envolveu transcrições das informações obtidas por meio dos vídeos, fragmentando-as em episódios de interação, com o intuito de selecionarmos, para análise, aqueles que expressassem a evolução da qualidade dos argumentos dos alunos, bem como as práticas epistêmicas instauradas. Para análise da estrutura dos argumentos expressos durante as discussões e nos textos escritos, utilizamos, como ferramenta analítica, o Padrão de Argumento de Toulmin (TAP). Para análise das práticas epistêmicas, utilizamos um sistema de categorias proposto por Jiménez-Aleixandre (2008), adaptadas e sintetizadas por Silva (2015). Os resultados alcançados evidenciaram a presença de elementos essenciais do layout de argumento proposto por Toulmin (2006), tais como dados, conclusão e garantia de inferência, nos enunciados proferidos pelos alunos nas discussões, bem como em seus textos escritos. Quanto à análise das práticas epistêmicas, verificamos o predomínio de práticas inseridas na instância social de produção do conhecimento. Tais resultados direcionaram a nossa atenção para ajustes na estrutura da SEI, visando potencializar sua abertura para a argumentação e outras práticas epistêmicas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 472.701.795-49 - ADJANE DA COSTA TOURINHO E SILVA
Interno - 1296993 - DIVANIZIA DO NASCIMENTO SOUZA
Externo à Instituição - : MICHELLE CAMARA PIZZATO
Notícia cadastrada em: 27/01/2020 09:22
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