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Banca de QUALIFICAÇÃO: TIAGO DE JESUS SOUZA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: TIAGO DE JESUS SOUZA
DATA: 30/08/2019
HORA: 10:00
LOCAL: Sala de Seminários – DMA/UFS
TÍTULO: A GEOMETRIA DOS TRABALHADORES DA ZONA RURAL EM DOIS MUNICÍPIOS SERGIPANOS: UM ESTUDO SOB A LENTE DA ETNOMATEMÁTICA
PALAVRAS-CHAVES: Etnomatemática. Conhecimento geométrico. Conhecimento cultural. Trabalhadores da zona rural. Currículo.
PÁGINAS: 145
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Ensino-Aprendizagem
ESPECIALIDADE: Métodos e Técnicas de Ensino
RESUMO:

Em geral, a história cultural e social de indivíduos de determinadas culturas são ignoradas, deixando para trás uma bagagem de conhecimentos matemáticos adquiridos em variados contextos. Mas, em contrapartida, ainda podem ser encontradas alternativas que possibilitam reverter esse quadro, cujo objetivo é compreender e explicar os diferentes saberes que são adquiridos em diversificadas comunidades, como por exemplo, o saber fazer matemático de diferentes culturas. Porém, para que esse objetivo seja concretizado, são realizadas pesquisas no âmbito escolar ou fora dele, visando valorizar os conhecimentos matemáticos de diversos grupos existentes na sociedade. Dentre essas investigações científicas, está a Etnomatemática, entendida como um programa de pesquisa que investiga sobre a existência e a aplicação de saberes matemáticos “fora” da escola. Ou melhor, é investigar sobre o modo como grupos culturais entendem, articulam e utilizam ideias matemáticas, ainda que não tenham um conceito formal de matemática. Nessa ótica, este trabalho de pesquisa vinculado ao Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática tem como questão central: Como são construídos culturalmente os conhecimentos geométricos de trabalhadores do campo de dois municípios sergipanos? Para respondê-la, a fundamentação teórica pauta-se primordialmente, com os estudos de Ubiratan D’Ambrósio (2009) e demais pesquisadores, como Knijnik (2012) e Gerdes (2012), além de outros (NUNES; CARRAHER E SCHLIEMANN, 2011; MATTOS, 2016, SANTOS, 2010 etc.). Para além desses estudos, a pesquisa tem ênfase nos conceitos geométricos associados a grandezas e medidas (perímetro, área e volume). Em vista da pesquisa ainda está em andamento, nessa versão preliminar, foi realizado um levantamento bibliográfico sobre o tema, buscando nos estudos, aproximações e distanciamentos a esta pesquisa. Quanto aos encaminhamentos metodológicos, teve-se como escolha metodológica, a pesquisa exploratória (quanto aos objetivos da pesquisa) de natureza qualitativa, conforme Bogdan e Biklen (1994). Desse modo, constitui-se como uma pesquisa de campo, quanto à escolha do objeto de estudo, a partir dos pressupostos de Lakatos e Marconi (2003). Quanto aos procedimentos, optou-se pela observação participante (GIL, 2010; MARQUES, 2016); entrevistas semiestruturadas (MARCONI e LAKATOS, 2003), além do uso de narrativas autobiográficas, valendo-se do pensamento de Tuchapesk (2004) e Queiroz (1988). Para análise dos dados, está sendo utilizada a análise do discurso, pautando-se principalmente em Orlandi (2008, 2012). Inicialmente, tomou-se como ponto de partida, a realização de uma revisão da literatura, entre teses e dissertações, de âmbitos local e nacional, como sobre artigos presentes nos periódicos da SBEM (ZETETIKÉ; ACTA; BOLEMA; CAMINHOS DA EDUCAÇÃO MATEMÁTICA EM REVISTA dentre outros), os quais tivessem como foco, temáticas voltadas à Etnomatemática. Quanto ao universo da investigação, foram escolhidos dois municípios sergipanos: Itaporanga D’Ajuda, especificamente o Povoado Moita Formosa, e Simão Dias, no Povoado Muniz. Nesse primeiro momento, já foram coletados dados no Povoado Moita Formosa (Itaporanga D’Ajuda-SE), cujos participantes da pesquisa foram três trabalhadores do campo: um pedreiro (R), um cerqueiro (D) e um trabalhador cubador de terras (E). Como resultados preliminares, foi possível identificar no contexto das práticas profissionais desses três trabalhadores do campo, um leque de saberes etnomatemáticos, tais como, na construção de uma superfície plana horizontal, por exemplo, a construção de um alicerce: a conceituação de ângulos retos (90°) e propriedades de quadriláteros. Na construção de paredes: conceito de perpendicularismo; na cubagem de terra: o cálculo de área e proporção, dentre outros. Por outro lado, convém evidenciar que os saberes etnomatemáticos não são frutos de um conhecimento escolarizado, eles se constituem em conhecimentos adquiridos na prática, alguns passados de geração em geração, em que, por meio da observação e da interpretação nessa prática, esses sujeitos adaptam os saberes etnomatemáticos adquiridos à realidade a qual estão inseridos.

 

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1545817 - MARIA BATISTA LIMA
Interno - 1546518 - IVANETE BATISTA DOS SANTOS
Externo ao Programa - 2528737 - MARILENE SANTOS
Externo à Instituição - CRISTIANE COPPE DE OLIVEIRA

Notícia cadastrada em: 12/08/2019 13:09
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