Notícias

Banca de QUALIFICAÇÃO: CRISLAINE BARRETO DE GOIS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: CRISLAINE BARRETO DE GOIS
DATA: 25/06/2014
HORA: 09:00
LOCAL: Anfiteatro do Colégio de Aplicação
TÍTULO: A EXPERIMENTAÇÃO E O ENSINO DE CIÊNCIAS: DIFERENTES ABORDAGENS NO USO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS NAS AULAS DE QUÍMICA
PALAVRAS-CHAVES: Experimentação, ensino de química, professores do agreste sergipano
PÁGINAS: 141
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Ensino-Aprendizagem
ESPECIALIDADE: Métodos e Técnicas de Ensino
RESUMO:

Esta investigação tem foco principal centrado na importância da experimentação no Ensino de Ciências. Apresentamos, inicialmente, uma discussão sobre a repercussão de distintas propostas didáticas, com seus respectivos enfoques à experimentação, nas salas de aula de ciências, explicitando suas possíveis contribuições no tocante à aprendizagem dos conceitos e concepções sobre a Natureza da Ciência e dos saberes científicos pelos alunos. Consideramos, de forma mais específica, uma diferenciação entre os tipos de abordagem à experimentação que os professores de Química utilizam em suas aulas. Desta forma, traçamos para esta pesquisa o objetivo de analisar os tipos de abordagem à experimentação utilizados por diferentes professores de Química do agreste sergipano.

Muito tem se falado sobre a importância atribuída à experimentação no ensino de ciências e o quanto ela contribui para o processo de ensino-aprendizagem de Química. Conforme discute Giordan (1996), “os professores têm conhecimento sobre o quanto a experimentação desperta interesse entre os alunos, sendo que estes últimos atribuem à experimentação um caráter motivador, lúdico e essencialmente vinculado aos sentidos” (p.43). Entretanto, poucos professores têm clareza sobre a diferença existente entre os tipos de abordagem a experimentação e como tais abordagens podem contribuir para o ensino-aprendizagem de ciências. Nesse sentido, consideramos essencial entendermos as razões pelas quais os professores fazem uso da experimentação em sala de aula e relacionarmos tais razões à abordagem dada à experimentação em seu cotidiano escolar, tendo em vista um ambiente ainda pouco investigado, como a região agreste do estado de Sergipe. Acreditamos ainda, que a discussão sobre tais aspectos ligados a experimentação possa contribuir para que os professores repensem sua prática pedagógica de forma mais clara e com critérios mais objetivos.

Inicialmente, entrevistamos cinco professores de Química. Estes professores lecionam tal disciplina em escolas da rede estadual de ensino que compõem a Diretoria Regional de Educação 3 (DRE3). As entrevistas foram transcritas e analisadas tendo em vista a verificação de indicativos sobre a forma como os professores abordavam a experimentação. Em seguida, selecionamos dois desses professores para a coleta de dados em sala de aula. Filmamos uma aula de cada professor, envolvendo atividades experimentais. Para análise das aulas, construímos mapas de episódios, que favoreceram uma melhor visualização das mesmas. As interações discursivas desenvolvidas nas aulas dos dois professores foram analisadas tomando como base as categorias de uma ferramenta analítica proposta por Mortimer e Scott (2002) e ampliada por Mortimer et al (2007). Tais categorias foram associadas às principais abordagens à experimentação presentes na literatura, como: verificação, investigação e demonstração.

Por meio da análise das entrevistas tornou-se possível inferir qual abordagem à experimentação cada um dos professores utilizava. Com isso, observamos que dois deles alternavam as abordagens investigativa e demonstrativa. Outros dois utilizavam a experimentação na forma demonstrativa e verificacionista. Por fim, um deles afirmou não fazer uso de atividades experimentais em suas aulas. Verificamos, também, que todos os professores entrevistados ressaltaram o caráter motivador associado ao uso de atividades experimentais nas aulas de Química. Eles afirmaram que o uso de atividades experimentais ajuda a motivar o interesse dos estudantes para a aprendizagem de conhecimento científico, uma vez que desperta a atenção dos mesmos.

Na análise das aulas dos dois professores selecionados do grupo inicial, observamos que a abordagem experimental utilizada se aproximava de uma abordagem investigativa, entretanto com algumas particularidades importantes, como por exemplo, o alto grau de direcionamento do professor no desenvolvimento de toda a atividade. Dessa forma, tornou-se evidente a necessidade de elaboração de uma nova categoria, que contemplasse aspectos de uma atividade investigativa, mas que levasse em conta a presença marcante do professor em sua condução. Assim, denominamos essa nova categoria como Investigativa Guiada, a qual é caracterizada pela investigação em torno de uma questão, cabendo ao professor avaliar, aprovando ou não, as decisões dos alunos, bem como se certificar das concepções que ancoram as suas ações durante todo o desenvolvimento da atividade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1039338 - ADJANE DA COSTA TOURINHO E SILVA
Interno - 1629742 - EDSON JOSE WARTHA
Interno - 1757010 - MARLENE RIOS MELO
Notícia cadastrada em: 25/06/2014 21:30
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação/UFS - - | Copyright © 2009-2021 - UFRN - fragata3.fragata3 v3.5.16 -r15368-99f189d34b