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Banca de DEFESA: ELAINE CRISTINE DO AMARANTE MATOS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ELAINE CRISTINE DO AMARANTE MATOS
DATA: 03/04/2013
HORA: 14:00
LOCAL: Laboratório de Ensino de Ciências - Departamento de Biologia
TÍTULO:

Ensino de Ciências e as significações de Caatinga apresentadas por alunos de uma escola rural no alto sertão sergipano.


PALAVRAS-CHAVES:

Ensino de Ciências, Educação do campo, Caatinga, Cultura. 


PÁGINAS: 82
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Educação
SUBÁREA: Tópicos Específicos de Educação
ESPECIALIDADE: Educação Rural
RESUMO:

No Ensino de Ciências devem ser discutidas as relações entre cultura e Ciência, permitindo o confronto entre o senso comum e o saber científico, sob a perspectiva de construção de novos significados sobre o ambiente natural, cooperando para uma melhor relação entre a sociedade e natureza e possibilitando também práticas pedagógicas mais integradas ao contexto local. Uma educação que discuta as particularidades locais é uma necessidade da educação do campo posto que as comunidades camponesas são compostas de grupos com história, identidade e temporalidade diversas que não consideradas pelo currículo formal e pelos livros didáticos. Portanto, investigar como o relacionamento com o ambiente local é construído a partir das práticas cotidianas e no ensino de Ciências nas comunidades do campo é importante, pois, desta forma, é possível compreender, desconstruir e reconstruir significações sobre o ambiente. Este estudo busca discutir as relações estabelecidas entre alunos e o ambiente em que vivem a partir de questões culturais e científicas. Para tanto, analisou-se os significados que os alunos e professores de Ciências de uma escola rural em Nossa Senhora da Glória, SE, situada no bioma Caatinga, atribuem ao ambiente local, e como este é abordado em sala de aula, especificamente no ensino de Ciências. Dentre os significados identificados com os dados coletados, de forma geral, os alunos reconhecem que a Caatinga é um ambiente natural biodiverso, com problemas em relação à conservação e que influencia a situação socioeconômica da região. Em relação aos significados de sentido cultural, os estudantes também reconhecem que moram em região de Caatinga, mas não se autoidentificam como caatingueiros, refletindo possivelmente preconceitos em relação ao estereótipo de moradores de áreas de Caatinga que são transmitidos há anos. A pesquisa evidenciou que o conhecimento científico contribui para as significações dos alunos através da influência do livro didático e do professor de Ciências. Quanto ao livro didático, percebeu-se que este apresenta informações superficiais e desatualizadas em relação às pesquisas atuais sobre o bioma, transmitindo mitos já desmentidos pela comunidade científica, o que evidencia a necessidade de atualização destes materiais, como também de investimento em atividades e materiais de divulgação científica e de extensão universitária nas escolas. Em relação ao professor de Ciências, os resultados assemelham-se com os apresentados pelos alunos, possivelmente pelo fato de todos eles residirem no mesmo local, compartilhando do mesmo meio cultural, como também pela influência que as representações dos professores exercem sobre a dos alunos. Na abordagem dos conteúdos nas aulas de Ciências, notou-se uma ênfase em conhecimentos aplicados nos momentos em que a docente contextualiza os conteúdos com o bioma Caatinga, ressaltando a importância do saber cotidiano para a formação dos significados que ela apresentou acerca do bioma Caatinga. Dessa forma, faz-se necessário promover atividades que enfatizem e discutam o conhecimento científico e a sua elaboração como ferramenta para desconstrução de mitos e preconceitos e reconstrução de significados sobre o bioma em questão, além de estimular a criticidade dos estudantes frente ao cotidiano. É importante também promover o diálogo de concepções científicas e cotidianas no intuito de valorizar igualmente as formas de saber e discutir as visões de mundo dos alunos, pois são atividades que também funcionam como um facilitador para ensinar o pensar científico, além de discutir como estes conhecimentos podem contribuir para ações de preservação do bioma.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 265070 - MYRNA FRIEDERICHS LANDIM DE SOUZA
Interno - 1674029 - ACACIO ALEXANDRE PAGAN
Externo à Instituição - MARLECIO MAKNAMARA DA SILVA CUNHA
Notícia cadastrada em: 19/03/2013 17:11
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