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Banca de DEFESA: ANTONIO DANIEL ALVES CARVALHO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ANTONIO DANIEL ALVES CARVALHO
DATA: 25/02/2022
HORA: 15:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO: A estrutura de capitais dos hoteleiros e a ocupação do litoral de Maceió-AL
PALAVRAS-CHAVES: Hotelaria de Maceió, Estrutura de Capitais, Ocupação da Orla, Hoteleiros de Maceió.
PÁGINAS: 170
GRANDE ÁREA: Ciências Humanas
ÁREA: Sociologia
RESUMO:

Esta tese utilizou a perspectiva teórico-metodológica da Sociologia econômica para investigara estrutura de composição de capitais dos hoteleiros que se apropriam da Orla Marítima de Maceió, localque tem um dos metros quadrado mais caros da cidade, além de ter uma estrutura de lazer disponívelpara seus frequentadores. O acesso ao mar, ou à vista para o mar, visto como capital simbólico de status,é uma construção social relativamente recente, pois, ainda no século XIX, o litoral era visto comoexótico e hostil onde pouco desbravadores ousavam se aventurar. Em Maceió, a ressignificação históricada ocupação da orla como espaço de lazer levou a ocupação do litoral por casas de veraneio de famíliasabastardas, seguido por um processo de urbanização empreendido pelos agentes públicos da cidade,tornando a orla o principal cartão postal da cidade. Esta tese trabalhou com duas hipóteses: (i) aprimeira, pressupõe que o processo de transformação e ocupação da orla de Maceió coincide com astransformações da hotelaria na cidade (ii) a segunda, decorrente da primeira, pressupõe que análise daestrutura de capitais do coletivo de hoteleiros poderia revelar a lógica de funcionamento do subcampoda hotelaria, e portanto, a lógica de ocupação do litoral. Dividimos a história da hotelaria em trêsmomentos: momento T1 – de 1950 a 1970 - quando os hotéis ocupavam principalmente o centro dacidade e passavam por um processo de profissionalização; momento T2 – 1970 a 2000 - período dedesenvolvimento do setor em Maceió, com a vinda do turismo de massa e uma ocupação acelerada daorla da cidade por hotéis, e o momento T3 – de 2000 a 2019 – a hotelaria se estabelece ocupando a orla marítima de Maceió, dividindo os espaços turísticos em correspondência com as estruturas de capitais dos seus hoteleiros. Ao longo dos anos de desenvolvimento da tese, foram coletados dados dos hotéis e seus proprietários. Foi realizada uma prosopografia com dados biográficos secundários que permitiu a construção do subcampo hoteleiro de Maceió. Utilizando as orientações teóricas e metodológicas da sociologia econômica bourdieusiana, identificamos os capitais econômico, social, cultural, educacional/tecnológico dos hoteleiros. A partir da organização sistemática dos capitais, foi possível identificar uma disputa simbólica entre os hoteleiros locais e os outsiders, na qual os locais ocupam os espaços privilegiados e se envolvem na constituição de políticas públicas voltadas ao turismo, enquanto os outsiders ocupam o espaço “de dentro” e não se envolvem nestas políticas públicas. A análise dos capitais demonstrou que é possível associar o momento T1 com a cité doméstica, o T2 com a cité industrial e o T3 com a cité mercantil. Estas cités são as ordens de justificativa que definem a moral e a ética em determinado agrupamento social, de acordo com Boltanski e Thévenot. Por fim, foi também possível identificar que a ocupação do litoral de Maceió é resultado de uma reprodução social de um grupo de famílias que se reconvertem seus capitais para se manter como dominantes na hotelaria maceioense.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ELAINE DA SILVEIRA LEITE
Externo à Instituição - JOÃO VICENTE COSTA LIMA
Interno - 1494768 - MARCELO ALARIO ENNES
Interno - 1153453 - MARCO AURELIO DIAS DE SOUZA
Presidente - 1778934 - MARINA DE SOUZA SARTORE

Notícia cadastrada em: 03/02/2022 22:38
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